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4º e 5º ANOS

Organização: PROFESSORAS
CATHARINA POVALUK
CLEIDE AP. GALDINO
Textos em que o autor utiliza recursos lingüísticos para expressar
sua imaginação e fantasia na criação de mundos fictícios. Os
textos literários buscam nos leitores uma parceria para desvendar
os sentimentos, captar os sentidos das coisas não ditas.
GÊNERO
Convidam o leitor a compartilhar do jogo da imaginação.
LITERÁRIO
Proporcionam o desenvolvimento de um espaço de liberdade de
linguagem e permitem que nós nos deixemos levar pela
imaginação, emoção, fantasia. Ao mesmo tempo são fontes de
conhecimento do mundo.
É o texto que acompanha as composições musicais para serem
Letra
cantados (letras de canções). Texto poético que embasa uma
de música
composição musical destinado ao canto.

OBJETIVOS
• Reconhecer a importância da música como uma das formas de comunicação entre as
pessoas.
• Compreender as características do gênero discursivo – letras de música nos seus
aspectos: estrutura, linguagem, circulação e função social.
• Produzir coletivamente uma paródia como forma de empregar os conhecimentos adquiridos
em relação ao gênero discursivo trabalhado.

Orientações ao professor:

O professor deverá promover uma conversa com a turma em torno dos sentimentos e
sensações que a música proporciona no ser humano. Além disso, deve criar na sala de aula
um ambiente que favoreça aos alunos momentos agradáveis nos quais possam expressar
todos os sentimentos que a música venha proporcionar (alegria, tristeza, saudades,
movimentos corporais, expectativas, etc...).
Ao selecionar a música para ser trabalhada, o professor deverá estar atento aos
critérios elencados para esse fim. Deve levar em consideração a coerência entre a faixa etária
de seus alunos e se o tema abordado na mesma desperta o interesse para participação e
realização das atividades propostas.
É de fundamental importância levantar questionamentos sobre música:
• Quem gosta de músicas? Por quê?
• Qual o estilo de música preferido?
• Podemos ouvir música em qualquer lugar, em qualquer momento? E quanto ao volume do
som?
• As pessoas ouvem músicas com quais finalidades?

♫ Inicialmente apenas ouvir com atenção a música:


Partida de Futebol – Skank.

ORALIDADE
1. Você sabe como é o nome dessa música?
2. Qual a banda que gravou essa música?
3. De que assunto trata a música?
4. Você gosta de futebol? Em caso contrário, qual outro esporte prefere?
5. Você conhece as regras do futebol? Fale a respeito delas.
6. Qual o seu time preferido?

♫ Distribuir a letra da música para uma leitura coletiva (num primeiro momento
sem a música e num segundo momento cantando com o CD).
Partida De Futebol

Skank
Bola na trave não altera o placar O meio campo é lugar dos craques
Bola na área sem ninguém pra cabecear Que vão levando o time todo pro ataque
Bola na rede pra fazer um gol O centroavante, o mais importante
Quem não sonhou ser um jogador de Que emocionante, é uma partida de futebol
futebol?
O goleiro é um homem de elástico
A bandeira no estádio é um estandarte Só os dois zagueiros tem a chave do
A flâmula pendurada na parede do quarto cadeado
O distintivo na camisa do uniforme Os laterais fecham a defesa
Que coisa linda, é uma partida de futebol Mas que beleza é uma partida de futebol

Posso morrer pelo meu time Bola na trave não altera o placar
Se ele perder, que dor, imenso crime Bola na área sem ninguém pra cabecear
Posso chorar se ele não ganhar Bola na rede pra fazer um gol
Mas se ele ganha, não adianta Quem não sonhou ser um jogador de
Não há garganta que não pare de berrar futebol?

A chuteira veste o pé descalço O meio campo é lugar dos craques


O tapete da realeza é verde Que vão levando o time todo pro ataque
Olhando para bola eu vejo o sol O centroavante, o mais importante
Está rolando agora, é uma partida de Que emocionante, é uma partida de
futebol! futebol!

♫ Retomar os questionamentos orais abaixo de forma a trabalhar as características do


gênero discursivo – LETRA DE MÚSICA:

1) No momento em que você estava apenas ouvindo a música, você encontrou dificuldade em
entender alguma palavra que havia sido dita?
2) A leitura da letra da música o ajudou a compreender alguma coisa que não havia sido
possível anteriormente? Explique.
3) Você acha que acompanhar a execução da música utilizando-se da letra da mesma é mais
prazeroso? Por quê?
4) Ao analisar uma composição musical como um todo, além do seu ritmo e musicalidade,
poderíamos dizer que a letra da música é importante? Em que sentido? (o professor deve
explorar as características desse gênero discursivo: função social, estrutura, circulação, etc.).
LEITURA
1) Qual a análise geral que podemos fazer sobre o assunto abordado na letra da música?
2) Que tipo de torcedor a música retrata? Você conhece outro tipo de torcedor?Comente.
3) Fale a respeito de cada um dos personagens da letra da música?
4) Na música fala de algo muito importante para o torcedor? O quê?
5) O futebol tem suas regras. Quando os meninos jogam no quintal de suas casas, nos
campinhos, eles respeitam essas regras ou criam suas próprias regras? Explique.
6) Você acha que futebol é um esporte que só pode ser praticado por pessoas do sexo
masculino? Dê sua opinião.

♫ Trabalhar a ampliação vocabular pedindo para que os alunos indiquem o significado das
palavras citadas na letra da música “Partida de Futebol”: farão, inicialmente, a partir do seu
conhecimento de mundo e em seguida com o auxílio do dicionário, buscando o conceito
científico. Por fim fazer uma análise comparativa dos conceitos elencados de forma a verificar
a correspondência ou não entre eles.

Conhecimento espontâneo Conceito científico


PLACAR
ESTANDARTE
FLÂMULA
DISTINTIVO
REALEZA
CRAQUES
CENTROAVANTE
ZAGUEIRO
CADEADO

Ditado cantado

- Distribuir a letra da música - Partida de Futebol – com algumas lacunas.


- Colocar o CD e deixar a música tocar, quando parar a criança deverá escrever a seqüência
que estiver faltando na música.
- Obs: as palavras podem ficar a critério, do professor, porém sugerimos rimas.
Partida De Futebol

Skank
Bola na trave não altera o _________ . O meio campo é lugar dos ____________.
Bola na área sem ninguém pra _________. Que vão levando o time todo pro________
Bola na rede pra fazer um gol O centroavante, o mais ______________.
Quem não sonhou ser um jogador de Que _________, é uma partida de futebol
futebol?
O ____________ é um homem de elástico
A bandeira no estádio é um estandarte Só os dois ______tem a chave do cadeado
A flâmula pendurada na parede do quarto Os laterais fecham a ________________.
O distintivo na camisa do uniforme Mas que _______é uma partida de futebol
Que coisa linda, é uma partida de futebol
Bola na trave não altera o placar
Posso morrer pelo meu _________ . Bola na área sem ninguém pra cabecear
Se ele perder, que dor, imenso ________. Bola na rede pra fazer um gol
Posso chorar se ele não ganhar Quem não sonhou ser um jogador de
Mas se ele ganha, não ______________. futebol?
Não há __________que não pare de berrar
O meio campo é lugar dos craques
A chuteira veste o pé descalço Que vão levando o time todo pro ataque
O tapete da realeza é verde O centroavante, o mais importante
Olhando para bola eu vejo o sol Que emocionante, é uma partida de
Está rolando agora, é uma partida de futebol!
futebol.

♫ Propor aos alunos a criação de uma coreografia da música e solicitar que tragam
uniformes representando diversos times de futebol (caso não for possível poderá
improvisar confeccionando com TNT).

♫ Apresentar a coreografia para as demais turmas da escola.

♫ Defendendo seu time:


- Abordar a questão do escudo do seu time, o professor deverá levar para a sala aqueles
referentes aos times mais conhecidos e questionar os alunos a respeito da composição dos
mesmos: cores, símbolos, disposição gráfica e o significado correspondente. (ver outros em
anexo).
- Solicitar uma pesquisa em torno da história do seu time para posterior debate em sala.
Nessa deverão constar: a bandeira, o uniforme, o hino, e outros aspectos que julgarem
importantes. (o professor deverá auxiliar nessa pesquisa utilizando-se da Internet quando for o
caso).
- Organizar um debate em torno dos times preferidos pelos alunos na turma. Questionar os
alunos em relação à história do time do coração. Questioná-los:

• Por que você torce para esse time?


• Por que na sua visão ele é o melhor do Brasil?
• Quais os principais dados que você conseguiu em relação à história do seu time?
• Quais as principais conquistas alcançadas?
• E o hino do seu time, o que você encontrou sobre ele?

♫Proporcionar um momento para a execução dos hinos dos times que surgiram na
sala, em seguida fazer uma análise coletiva sobre os aspectos recorrentes nos
diferentes hinos, chamar a atenção para as características do gênero discursivo.

♫ Fazer o levantamento de quais os times de futebol tem o maior número de torcedores na


sala e registrar em forma de gráfico. (organizar o gráfico de barras no qual cada criança pode
colocar o seu nome embaixo do time preferido). Depois de pronto fazer a leitura do mesmo:
qual o time com o maior número de torcedores na sala, qual o qual o time com o menor
número de torcedores, qual a diferença entre eles, etc.

♫ Antes da produção textual, o professor deverá retomar as características do gênero


discursivo - letra de música. Em seguida, como forma de preparar os alunos para a produção
textual, explicar o que é e como se produz uma paródia, resultado final que se pretende no
eixo da escrita e que logo após será encaminhada.
O que é paródia?

“A palavra paródia se decompõe em para - e odia. A significação do primeiro elemento é simples:


odia = canto; já em relação ao prefixo para-. Devem-se distinguir três acepções: 1) cantar ao lado
(deslocamento); 2) cantar a mais (adição); 3) cantar contra (oposição)”.
A definição da paródia como um contra-canto e um ato questionador é o conceito
moderno, onde a crítica ao texto original surge na forma de uma ridicularização de seus
elementos, resultando num riso contestador.
Ocorre uma retomada das idéias de um texto anterior, mas com o objetivo de subverter estas
idéias. Rompe-se com a ideologia do texto anterior, por meio de recursos como o humor, a crítica
e a brincadeira. A linguagem da paródia é, em síntese, um discurso da libertação; é uma tomada
de consciência crítica que busca criar uma nova e diferente maneira de ler o convencional.
A linguagem parodística é um discurso da libertação; é uma tomada de consciência crítica que
busca criar uma nova e diferente maneira de ler o convencional. A paródia torna-se, portanto, a
arquitetura discursiva do pós-modernismo, pois se caracteriza pela subversão, ruptura,
insubordinação, ambigüidade, ironia, desconstrução, transgressão, descentramento e revelação.
A paródia estabelece, assim, uma relação dialógica entre a identificação e a distância, pois é
capaz de desvelar a ideologia e subvertê-la.
É importante que o professor ressalte o aspecto intertextual do texto e construa perguntas que
salientem as diferentes perspectivas dos textos originais e das paródias. É fundamental que a
metodologia proposta para suas aulas se organize em torno dessa desconstrução, pois além de
desenvolver uma atitude crítica em relação a comportamentos já cristalizados, o professor terá a
oportunidade de construir, com os alunos, inúmeros diálogos entre os diversos textos.

♫ Veja abaixo a “Canção do Exílio” pioneira, de Gonçalves Dias, e a paródia que a ela se
seguiu. Em seguida, uma paródia criada por Chico Buarque a partir da cantiga de roda:
Terezinha de Jesus.

1. Canção do Exílio 2. Uma canção


De Gonçalves Dias De Mário Quintana

Minha terra tem palmeiras, Minha terra não tem palmeiras...


Onde canta o Sabiá; E em vez de um mero sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam, Cantam aves invisíveis
Não gorjeiam como lá. Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Nosso céu tem mais estrelas, Cada qual com a sua hora
Nossas várzeas têm mais flores, Nos mais diversos instantes...
Nossos bosques têm mais vida, Mas onde o instante de agora?
Nossa vida mais amores. Mas onde a palavra “onde”?
Terra ingrata, ingrato filho,
Em cismar, sozinho, à noite, Sob os céus da minha terra
Mais prazer encontro eu lá; Eu canto a Canção do Exílio!
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(...).

Terezinha de Jesus (cantiga de roda): Terezinha – Chico Buarque

Terezinha de Jesus O primeiro me chegou


De uma queda foi ao chão. Como quem vem do florista
Acudiram três cavalheiros Trouxe um bicho de pelúcia
Todos três chapéu na mão. Trouxe um broche de ametista
O primeiro foi seu pai Me contou suas viagens
O segundo seu irmão E as vantagens que ele tinha
O terceiro foi aquele Me mostrou o seu relógio
Que Teresa deu a mão.(...) Me chamava de rainha (...)

♫Promova uma conversa com os alunos em torno das paródias, como se caracterizam,
quais aspectos devem ser observados na música original, qual a finalidade da mesma,
etc.

ESCRITA

♫ Produção de texto

Proponha aos alunos a produção de uma paródia a partir do hino do time do qual há mais
torcedores na sala. Organize a turma em dois grupos: um será formado pelos torcedores
do time mais representativo na sala, esses farão uma paródia de forma a exaltar o seu
time, já o outro grupo da sala será formado por aqueles alunos que eram torcedores de
outros times, e, portanto farão uma paródia ironizando ou criticando o referido time.

ANÁLISE LINGÜÍSTICA

Proceda a reescrita coletiva de uma das paródias produzidas pelos alunos explorando o
aspecto que julgou mais problemático nessa produção. Lembre-se de que na avaliação
de um texto deve-se levar em conta não só os aspectos gramaticais, mas também os
discursivos. A partir dessa análise selecione o conteúdo a ser explorado e aborde-o
especificamente, deixando para outros momentos outros problemas que tenham surgido
na escrita do aluno.
Sugestões de textos complementares:
Sugestão - 1

A TROCA DO BIQUÍNI PELA CHUTEIRA

Disputada por Corinthians e São Paulo, a meio-campo Sisleide Lima do Amor, a


Sissi, mostra que futebol também é coisa de mulher e colhe os frutos do desempenho da
seleção em Atlanta.
Há pelo menos 15 anos o futebol feminino existe no Brasil. Mas as mulheres que
jogam bola só foram levadas a sério a partir da Olimpíada de Atlanta, onde o time
brasileiro conseguiu um honroso quarto lugar e mostrou que futebol também é coisa de
mulher.
O desempenho das brasileiras em Atlanta chamou a atenção de clubes e
federações, que passaram a valorizar mais o esporte.
No rastro da iniciativa, os cincos grandes clubes de futebol paulista – Corinthians,
Palmeiras, São Paulo, Santos e Portuguesa – começaram a formar suas equipes de
futebol feminino o que deu início a uma disputa de talentos no meio. Nessa etapa
preparatória, um dos nomes mais cotados pelos clubes foi o da meio-campo Sisleide Lima
do Amor, ou Sissi, como é mais conhecida.
Quando você começou a jogar futebol de campo?
O interesse pelo esporte é desde pequena. Com sete anos eu jogava em Salvador,
mas na rua, com os meninos, porque lá, naquela época, era muito difícil uma menina
bater bola. Quando estava no colegial, ainda na Bahia, tínhamos um time de menina,
mais tudo muito amador. Em São Paulo, quanto eu comecei a jogar também era de uma
formar amadora. Só com a primeira convicção, em 88, para a seleção é que fui mais bem
preparada com fundamentos.
Apesar dos avanços, o futebol feminino está longe de ter, no Brasil, o mesmo
prestígio do masculino, não?
Com certeza, mas eu ainda sonho em ver nosso esporte tão prestigiado como o
futebol masculino. A gente chega lá.
O que você fazia profissionalmente antes de jogar futebol de salão e futebol de
campo?
Em Salvador eu era professora primária, mas também jogava, só que por amor.
Não ganhava nada.
Há muito preconceito em relação à sexualidade das mulheres que jogam futebol.
Com você encara isso?
Já ouvi muitos comentários maldosos, mas tudo é uma questão de cabeça. Não me
importo. Levo a vida como qualquer mulher e não deixo que esse rótulo interfira na minha
vida nem na minha carreira. Isso aconteceu porque o futebol, durante muito tempo no
Brasil era um esporte masculino. Mas isso está mudando e muito. Hoje é comum os pais
levarem as filhas para a escolinha de futebol e, quando querem seguir carreira, dão apoio.
Fátima Fonseca. Jornal da Tarde, 9/2/1997.

Sugestão - 2

Ternura, juízo e humildade é o que faltam nos estádio?

Pancadaria nos estádios


Ultimamente está havendo muita pancadaria nos estádios. Os torcedores não
respeitam e com isso o futebol está deixando de ser uma diversão saudável.
Já não rola mais a bola e sim pancadaria.
O futebol brasileiro está muito violento, os próprios jogadores se agridem entre si
ou agridem o juiz quando são expulsos.
Os torcedores não admitem a perda, só querem ganhar e, dificilmente respeitam o
time adversário, por isso as brigas e a violência aumentam a cada jogo.
Os policiais não podem prender todos os torcedores porque são muitos. Eles se
aproveitam disso e até batem nos policiais.
É preciso que seja reforçado a segurança nos estádios e que os torcedores sejam
melhor orientados que o esporte seja sempre uma diversão saudável e para que as
famílias possam voltar para os estádios assistirem ao futebol sem medo.
Referências Bibliográficas
CASCAVEL (PR). Secretaria Municipal de Educação. Currículo para a Rede Pública
Municipal de Cascavel: volume II: ENSINO FUNDAMENTAL - anos iniciais. Cascavel, PR
:. 2008

- Livro didático Linguagem e Vivência. Língua Portuguesa/ Antonio de Siqueira e Silva,


Rafael Bertolin, Tânia Amaral – São Paulo, Ed. IBEP – 2001.

- Manual do Escoteiro Mirim Disney- São Paulo: Nova Cultural, 1985.

- O dia-a-dia do professor/ Gerusa Rodrigues Pinto e Regina Célia Villaça Lima, Vl 7.

- www.letras.mus.br.

- www.suapesquisa.com/futebol/
ANEXOS

As gírias do futebol:

Açougueiro: jogador violento. Artilheiro: jogador que marca muitos gols. Baile: jogo em que uma
equipe domina a outra, à vontade. Balão: chute alto, sem direção. Banheira: impedimento.
Bicho: gratificação paga aos jogadores por um resultado favorável. Cabeça-de-brage: mau
jogador. Caneco: taça. Carimbar: atingir violentamente com a bola. Cera: retenção da bola ou
simulação de contusão, objetivando ganhar tempo. Chapéu: finta em que a bola é passada por
cima do adversário e recuperada logo adiante. Cobra: jogador famoso, de alto nível técnico.
Dente-de-leite: categoria de jogadores de 7 a 12 anos de idade. Embaixada: série de toques
curtos com a bola, sem que ela o pé toquem no chão. Frango: falha clamorosa do goleiro.
Galera: as gerais dos estádios; por extensão, a torcida, o povo. Gandula: garoto incumbido de
buscar e devolver a bola. Lanterna: time que fica em último. Pelada: jogo em campo improvisado.
Retranca: Sistema de jogo em que o time se fecha na defesa. Saco de pancada: time que perde
de todos, ou raramente ganha. Tapa-buraco: jogador que entra no time numa emergência.

2- História do Futebol

O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este

esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente. Embora não se

tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos

de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a

definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de

esporte desde os tempos antigos.

O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes
de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir
com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de
casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.

Origens do futebol na China Antiga


Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na
verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos
soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas
de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo
era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas
fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.

Origens do futebol no Japão Antigo


No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava
Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num
campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e
entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe).
Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre
equipes chinesas e japonesas na antiguidade.

Origens do futebol na Grécia e Roma


Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo,
soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno
de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam
uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as
partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze
jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega
e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.

O futebol na Idade Média


Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora se usava muito a violência. O
Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas
equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros
golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada
equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time:
corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.

Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e
os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois
cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para
campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época
medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que
decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo
não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não
permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as
regras do jogo.
O futebol chega à Inglaterra
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou à Inglaterra por volta
do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado.
O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos
retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e
objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos
poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-
se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-
redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo
ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos
e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi
estabelecida a regra do impedimento.

O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na
Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as
regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da
Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos
internacionais.

No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que
organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos
de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. Em 2006, aconteceu a Copa do
Mundo da Alemanha, que teve a Itália como campeã e a França como vice.A FIFA também
organiza campeonatos de clubes como, por exemplo, a Copa Libertadores da América, Copa
da UEFA, Liga dos Campeões da Europa, Copa Sul-Americana, entre outros.

Bola de futebol: final do século XIX

AS ORIGENS DO FUTEBOL NO BRASIL


Como sabemos, o futebol está inserido na sociedade brasileira e também dentro de cada
brasileiro. Mesmo daquele que não gosta do esporte tem um time que prefere mais, e sempre
torce pela seleção nacional na Copa do Mundo. Desde pequeno todo cidadão brasileiro conhece o
futebol, e começa a se inteirar com ele. Mas tudo isso tem uma origem.
Muito se discute, principalmente na historiografia atual, sobre o surgimento do Football no Brasil.
A tese "oficial" é aquela que coloca o filho de ingleses Charles Willian Miller como o patriarca do
futebol brasileiro. Em 1894, Miller teria trazido da Inglaterra, onde passara 10 anos estudando,
uma bola de futebol, e algumas camisas, e ensinou os sócios do São Paulo Atletic Club (SPAC) a
praticarem tal jogo tão difundido na Bretanha. Outras fontes dizem que o Football chegou ao Brasil
com marinheiros ingleses em 1872, no Rio de Janeiro. Outros dizem que foram os trabalhadores
ingleses das fábricas de São Paulo que trouxeram o futebol. Recentes estudos nos mostraram
que o futebol já era praticado no Brasil em diversos colégios pelo Brasil. Em 1880 já se praticava o
esporte no colégio São Luiz, em Itu; em 1886 se praticava no colégio Anchieta, no Rio de Janeiro;
também no Rio, em 1892, se praticava o "esporte bretão" no colégio Pedro II. A data real do
aparecimento do futebol no Brasil realmente não interessa, o que interessa é o caminho que o
esporte seguiu no Brasil em seus primeiros anos. Segundo Nicolau Sevcenko o futebol se difundiu
por dois caminhos: "um foi dos trabalhadores das estradas de ferro, que deram origem às
várzeas, o outro foi através dos clubes ingleses que introduziram o esporte dentre os grupos de
elite”. Podemos dizer que Sevcenko tem certa razão. Realmente, podemos perceber, que o
futebol no Brasil seguiu estes dois caminhos, mas tais caminhos também se cruzavam. Miller
apresentou o futebol à elite paulista, e a sua aceitação foi rápida pelos clubes das diferentes
comunidades. Ao mesmo tempo em que a elite começava a praticar esse esporte, o futebol se
desenvolvia entre a classe operária, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. O futebol se
expandiu rapidamente pelo Brasil. Os diversos times dos operários das fábricas iam surgindo na
várzea paulista, e os clubes iam adotando o esporte em seus quadros.

Segundo Waldenyr Caldas “o primeiro grande jogo, aquele que empolgou a platéia, foi realizado
em São Paulo, em 1899, na presença de sessenta torcedores (...). De um lado, estava o time
formado pelos funcionários da empresa Nobling; do outro, os ingleses que trabalhavam na
Companhia de Gás, da Estrada de Ferro e do Banco (inglês). No final, um resultado sem
novidades: vitória dos ingleses por 1 x 0. . Os clubes de elite começaram a se organizar e a fazer
partidas de futebol entre si. Os primeiros amistosos entre clubes surgiram em São Paulo nos anos
de 1899/1900, com os clubes do São Paulo Athletic, Germânia (atual E.C. Pinheiros) , Mackenzie
e a Internacional, todos com sócios da elite paulistana e de várias origens , como Americanos,
Ingleses e Alemães. A partir daí, em 1902, surgiu a Liga Paulista de Football, com apenas cinco
clubes, os quatro já mostrados acima mais o C. A. Paulistano. A liga organizou o primeiro
campeonato paulista de futebol, cujo campeão seria o São Paulo”. Athletic que possuía Charles
Miller, o responsável pelo futebol no Brasil.

Ao mesmo tempo em que os clubes de elite se organizaram e montaram campeonatos, podemos


afirmar que os clubes da várzea, formados por operários das diversas fábricas que se expandiam
nas crescentes Rio de Janeiro e São Paulo, começaram a organizar campeonatos entre si
também. Porém, as fontes documentais desses jogos, e até mesmo desses "scratches"
praticamente não existem, devido a sua característica de serem times pobres. Ao longo do início
do século XX irão surgir diversos clubes formados por operários das fábricas no Rio e em São
Paulo. Exemplos são: o Bangu Atletic Club, no Rio de Janeiro; e os famosos Sport Club
Corinthians Paulista e o Palestra Itália, em São Paulo. Porém, diversos outros clubes de bairros
operários existiam espalhados pelas diversas várzeas da cidade.
As grandes ligas, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo continuaram elitizadas até pelo
menos a metade da Segunda década do século XX. Entretanto, com a grande difusão que o
Football tomou no Brasil, conquistando as massas, as ligas tiveram que aceitar times vindos da
várzea em seus quadros.
Com o tempo, os clubes de elite foram se desligando do futebol, principalmente com a
popularização do esporte. Hoje em dia, talvez o único clube que era de elite e que ainda tem o
futebol como seu esporte principal seja o Fluminense Football Club do Rio de Janeiro. Com a
profissionalização do futebol brasileiro, em 1933, muitos clubes de elite deixaram de praticá-lo em
campeonatos oficiais, a exemplo do Clube Atlético Paulistano, maior campeão do período do
amadorismo no futebol paulista, com 11 títulos.

3- Escudos de times de futebol brasileiros


Hino do Corinthians Hino do Grêmio
Salve o Corinthians Até a pé nos iremos
O campeão dos campeões Para o que der e vier
Eternamente dentro dos nossos corações Mas o certo é que nós estaremos
Salve o Corinthians Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver
De tradições e glórias mil Cinquenta anos de glória
Tu és o orgulho dos desportistas do Brasil Tens imortal tricolor
Teu passado é uma bandeira Os feitos da tua história
Teu presente é uma lição Canta o Rio Grande com amor
Figuras entre os primeiros Nós como bons torcedores
Do nosso esporte bretão Sem exitarmos sequer
Corinthians grande Aplaudiremos o Grêmio
Sempre altaneiro Aonde o Grêmio estiver
És do Brasil o clube mais brasileiro Lara o craque imortal
Sobe seu nome elevar
Hino do Flamengo Hoje com o mesmo ideal
Flamengo, Flamengo Nós saberemos te honrar

Tua glória é lutar Hino do Palmeiras


Flamengo, Flamengo Quando surge o alviverde imponente
Campeão de terra e mar No gramado em que a luta o aguarda
Saudemos todos com muito ardor Sabe bem o que vem pela frente
O pavilhão do nosso amor Que a dureza do prélio não tarda
Preto encarnado, idolatrado, E o Palmeiras no ardor da partida
De mil campões o vencedor Transformando a lealdade em padrão
Flamengo, Flamengo Sabe sempre levar de vencida
Tua glória é lutar E mostrar que de fato é campeão
Flamengo, Flamengo Defesa que ninguém passa
Campeão de terra e mar Linha atacante de raça
Lutemos sempre com valor indefinido Torcida que canta e vibra
Ardentemente com denodo e fé Defesa que ninguém passa
Que o seu futuro ainda será mais lindo Linha atacante de raça
Que o seu presente tão lindo é Torcida que canta e vibra
Flamengo, Flamengo Por nosso alviverde inteiro
Tua glória é lutar Que sabe ser brasileiro
Flamengo, Flamengo Ostentando a sua fibra
Campeão de terra e mar
Hino do Paraná
Hino do Internacional Paraná já nasceste gigante
Glória do desporto nacional és o fruto de luta e união
Oh, Internacional tens a força, o arrojo, a imponência
Que eu vivo a exaltar e o poder da realização
Levas a plagas distantes nas três cores do teu estandarte
Feitos relevantes tão altiva está a gralha azul
Vives a brilhar que plantou neste solo tão fértil
Correm os anos surge o amanhã esta grande potência do sul
Radioso de luz, varonil meu Paraná... meu tricolor
Segue a tua senda de vitórias teu pavilhão simboliza
Colorado das glórias em cores tão vivas
Orgulho do Brasil a garra e o amor
É teu passado alvi-rubro meu Paraná... meu tricolor
Motivo de festas em nossos corações eu sou a camisa doze
O teu presente diz tudo que tanto te ama
Trazendo à torcida alegres emoções sou teu torcedor
Colorado de ases celeiro tua origem coberta de glória
Teus astros cintilam num céu sempre azul é que faz teu imenso valor
Vibra o Brasil inteiro teu destino é vitória, vitória
Com o clube do povo do Rio Grande do salve o meu esquadrão tricolor
Sul. Paraná és guerreiro valente
e do esporte a maior razão
Hino do Santos verdadeira alegria do povo
Sou alvinegro da Vila Belmiro Paraná clube do coração
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso Hino do Coritiba
De minhas lágrimas e emoção Lá no alto de tantas glórias
Sua bandeira no mastro é a história Brilhou, Brilhou um novo sol
De um passado e um presente só de Clareando com seus raios verde e branco
glórias Encantando o país do futebol
Nascer, viver e no Santos morrer Palco de artistas, jogadores,
É um orgulho que nem todos podem ter de um passado sem igual
No Santos pratica-se o esporte Da arte dos teus grandes valores
Com dignidade e com fervor O seu nome pelo mundo vai brilhar
Seja qual for a sua sorte Coritiba, Coritiba campeão do Paraná
De vencido ou vencedor Tua camisa alviverde
Com técnica e disciplina Com orgulho para sempre hei de amar
Dando o sangue com amor Jogando pelos campos brasileiros
Pela bandeira que ensina Despertando na torcida emoção
Lutar com fé e com ardor Coritiba Campeão do Povo
Alegria do meu coração
Hino de São Paulo Coxa, Coxa, é garra, é força, é tradição
Salve o tricolor paulista Coxa, Coxa, explode o coração.
Amado clube brasileiro
Tu és forte, tu és grande Hino do Cruzeiro
Dentre os grandes és o primeiro Existe um grande clube na cidade,
Ó tricolor que mora dentro do meu coração
Clube bem amado Eu vivo cheio de vaidade
As tuas glórias pois na realidade é um grande campeão
Vêm do passado Nos gramados de Minas Gerais
São teus guias brasileiros temos páginas históricas e imortais
Que te amam eternamente Cruzeiro Cruzeiro querido
De são paulo tens o nome tão combatido jamais vencido.

Que ostentas dignamente


São paulo clube querido Hino do Botafogo
Tu tens o nosso amor Botafogo, Botafogo
Teu nome e tuas glórias Campeão desde 1910*
Têm honra e resplendor Foste héroi em cada jogo, Botafogo
Tuas cores gloriosas Por isso é que tu és
Despertam amor febril E hás de ser
Pela terra bandeirante: Nosso imenso prazer
Honra e glória do brasil Tradições,
Trazes glórias luminosas Aos milhões tens também.
Do paulistano imortal Tu és O Glorioso
Da floresta também trazes Não podes perder
Um brilho tradicional Perder pra ninguém
Noutros esportes
Hino do Atlético Tua fibra está presente
Atlético! Atlético! Honrando as cores,
Conhecemos teu valor do Brasil e de nossa gente
E a camisa rubro-negra Na estrada do louros
Só se veste por amor (bis) Num faixo de luz
Vamos marchar Tua estrela solitária
Sempre cantando Te conduz
O hino do furacão
E no peito ostentando
A faixa de campeão
O coração atleticano
Estará sempre voltando
Para os feitos do presente
E as glórias do passado
A tradição, vigor sem jaça
Nos legou o sangue forte,
Rubro-negro é quem tem raça
E não teme a própria morte

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