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25/04 – Aula 9 : Guerra Fria no Terceiro

Mundo (1963-1979)
Texto: Maurice Vaisse. As Relações Internacionais depois de 1945. Martins Fontes, 2013. (cap. 3 -
O Terceiro Mundo na Era da Distensão, p.125-144)

 Cenário Global: detente + disputa : EUA, URSS, CHINA.


 Mundo= nacionalismo, desenvolvimento (g77/64), não alinhamento (MPNA/61)
 Palco de disputas:

-Pan-africanismo

-Lideranças: Egito, Gana.

América Latina

 Movimentos revolucionários
 Aliança para o progresso /61- Kennedy
 Governo Johnson – “Doutrina Mana” (1964)
 Golpes de Estado- década de 60
 Intervenções-Rep. Dominicana – 1965
 Chile (Allende 70-73)-> Golpe Pinochet
 Operação Condor
 América do Sul x América Central

Ásia

 Guerra Vietnã, Camboja, Laos (64-75)


 India-Paquistão
 Indonésia- Suharto/1967
 China-Revolução cultural (66-69)-> rompimento URSS

Oriente Médio

 Questão palestina- OLP 64


 Pan-arabismo- Nasser + RAU (68-71)
 Guerra dos 6 dias/ 1967
 Guerra You Kippur/ 1973
 Acordo Camp David 1978-1979
 Guerra Civil Libana (1975)
Retomando...Crise dos misseis- 13 dias que abalaram o mundo- tensão muito grande, qualquer
mobilizaão poderia acabar em um ataque direto entre as duas potencias.

EUA escondeu abatimento de aviões para não entrar em combate com a URSS-> Perspectiva
Kennedy- tentar evitar guerra a qualquer custo, enquanto os estrategistas militares, pensavam
como lidar com a eminente entrada de uma terceira guerra mundial. Kennedy sai da crise dos
misseis como vencedor no ponto de vista diplomático, por isso o ano de 1962 é conhecido como
marco da detente-> possibilidade de estreitar laços e estabelecer mecanismos de cooperação não
apenas militares, mas econômicos dentro da estratégia da ligação de temas. Ao Kennedy é
atribuído á imagem do pacifista, associada aos democratas.

Johnson , sucessor de Kennedy vai acelerar muito dos processos que desencadeiam proxy War
durante as dec de 60 e 70.

 Portanto, a vitória da diplomacia na crise dos misseis dá a possibilidade criar


uma coexistência.-> construção da arquitetura da Detente que vai se construir
no governo Nixon, marcado pelo ativismo na cooperação.

Detente é conhecido como período de paz e maior tranquilidade na bipolaridade??Para


quem??-> Todo o terceiro mundo estava em convulsão, havia a presença de conflitos internos,
disputas externas associadas a influências das grandes potencias na delimitação do rumo dos
governos e das relações regionais-> colocado pelo aumento de interesse nas potencias no
terceiro mundo, na tentativa de promoção da ideologia e aceleração da historia.

O que isso quer dizer? Década de 60: Muitos países se tornam independentes, países em
desenvolvimento se torna superior ao numero de países desenvolvidos fazendo com que
qualquer coalisão que esses países desenvolvidos possam instauram na ONU., Muitas
resoluções passam a ser aprovadas a revelia dos interesses da a grandes potencias, o que coloca
em pauta a multiplicidade de interesses e pautas no cenário internacional e que vai mobilizar os
recursos institucionais que passam ser ocupadas por esses países recém independentes que
começam a colocar sua agenda nacional, não só muito associada a uma agenda ideológica ( a
escolha entre capitalismo ou socialismo), mas uma agenda de desenvolvimento próprio(ONU e
organização regionais, em função da mobilizaçaõde grandes lideranças no terceiro mundo)

 Portanto a Aceleração da historia para a visão das potencias é a possibilidade de influenciar


nesses cenários dos países pós independentes. As potencias tentam fazer isso, por meio de
uma linha de ingerência que vai desde do soft power ao hard power. Do ponto de vista soft,
o primeiro instrumento de influencias é o próprio exemplo, retorica EUA=mundo livre,
URSS=libertadores de grilhões imperialistas- Reafirmado ao longo da década de 60 através
de mecanismos de ajuda externa, econômica e militar, associada a exportação de modelos
através da criação e parcerias fundamentais no terceiro mundo (teoria do desenvolvimento
passa a ser estruturada na academia ocidental a partir dessas demandas, se pergunta: como
trago pra minha área de influencias, sistema econômico e politico essas novas dezenas de
países que acabam de se independer ?->Criação teoria da modernização-> temos uma linha
muito clara por meio da adoção das mesmas etapas de desenvolvimentos onde o ponto de
chegada é os países desenvolvidos ocidentais-> exportação da experiência ocidental.
 No ponto de vista soviético, a perspectiva é tão universalizante quanto, objetiva acelerar
curso da historia apoiando a chegada de movimentos de libertação nacional em associação
coma experiência soviética marxista- leninista.
 Temos dois projetos universalizantes que tentam por mecanismo via ajuda externa, militar
e ingerência mais direta no terceiro mundo, exportar seu modelo econômico, social, e
econômico.
 Não dão certo pois, na medida em que são universalizantes não reconhecem as
particularidades do terceiro mundo, e superestimam o interesse de lideranças no terceiro
mundo em adotar certas medidas-> resistência de países do terceiro mundo em adotar
integralmente os projetos da potencias. EX: Egito e India.
 Lideranças por terem um elemento desenvolvimentista, nacionalista e pragmático, vão
adotar uma terceira via-> formação do movimento dos países não alinhados ->
histórico da articulação do terceiro mundo, após a conferencia de Bandung( 1955) que vai
dar origem a uma serie de reuniões a partir de lideranças importantes nacionalistas sob
esse guarda chuva que é o movimento dos países não alinhados. Lideranças mais
importantes: Nasser (Egito), Neru ( índia), Tito (Iugoslávia), Sucardo (Indonésia).
 Tais resistências dificultam a aceleração da história por parte das potências,
que percebem não é tão simples exportar o modelo soviético ou americano,
não basta aproximação com os movimentos ou apoio econômico, estes
começam a perceber que as disputas regionais de poder são muito mais
complexas, ao passo que o nacionalismo de e objetivo desenvolvimentista está
acima de qualquer alinhamento automático.

Efetivamente temos a criação de uma articulação em prol do desenvolvimento a partir do


espaço na ONU, que da origem ao G- 77, que possuía uma pauta dos interesses dos países em
desenvolvimento melhores termos de troca no comercio internacional, aumento de taxa de
importação dos produtos primários, chegada de investimento e transferência técnica para os
países em desenvolvimento. No âmbito do G77 passa a se identificar as chamadas cooperações
sul-sul, dada a necessidade da cooperação técnica entre eles e identificação de interesses em
comum, em alternativa a cooperação norte-sul.

 Retomar o contexto latino americano anos 50, e 60 e responder: por que a aliança do
progresso representa uma estratégia inicial dos EUA, e vai ser abandonada parcialmente em
função de estratégias de engajamento mais militarizados ?

Contexto América Latina anterior a WW II

Ideia de uma relação próxima dos EUA e A.L, era o pan-americanismo que se consolida na
virada do XIX pro XX - Apoio estadunidense as independências dos países latino americanos->
origem das conferencias pan-americanas-> formação da OEA em 1948, pós segunda guerra
mundial. Primeira metade do sec. XIX processo de construção dos estados nacionais, em
aproximação com potências europeias e EUA, que vão deslanchando no ponto de vista
comercial. Na década de 30 enquanto América latina, passamos por um processo de
industrialização, estilo ISI (industrialização por importação) -> em função da demanda dos
produtos que exportávamos na época, e do ponto de vista dos países latino americanas
percebemos uma politica pragmática, politica de barganha do governo Vargas, elemento
pendular de explorar recursos por onde for possível pelo s latinos americanos para incentivar
processos de industrialização, politico social e interno, consolidação do populismo (Vargas,
Peron, etc).Portanto, na véspera da segunda guerra mundial, os EUA, não contam com
efetivamente uma aliança incondicional com os países latino americanos, a aliança acontece a
partir de negociação, como a instalação de importância de parques industriais no Brasil
transferência de recursos e tecnologia.

Na Segunda Guerra Mundial, há um apoio de muitos países latino americanos aos estados
unidos->, mas há também um crescimento do sentimento nacionalista em uma fase populista
que busca o desenvolvimento. No final da década de 50, e inicio da década de 60, há a tentativa
dos EUA de garantir as relações próximas com a AL., através de mecanismo soft, como a
criação da OEA em 1948 (Organização dos Estados Americano), e seu fortalecimento através da
devolução de mecanismo de cooperação para além da diplomacia, e também fortalecimento de
alianças militares, como o TIAR.-> A partir desse período os EUA também percebem uma
demanda crescente dos países ds A.L por atenção econômica.

Em 1961, a resposta dos EUA é a articulação da Aliança do Progresso, um pacote de ajuda


que seria destinado para a A.L para o desenvolvimento latino americano, o projeto inicial era
investir 20 milhões em 10 anos ( composição mista vindo dos EUA, iniciativa privada dos EUA,
do próprio governo dos países da AL.) Seguindo a logica de que uma vez que os países tiverem
um crescimento econômico positivo ,diminuiriam as reações sociais e avanço de movimentos
de esquerdas, que já sinalizavam de forma efetiva com a criação de movimentos armados
resistentes, essa preocupação se expressou por meio da intervenção estadunidense:
contrarevolução Bolívia em 1952, 1954 invasão na Guatemala. Crescimentos de movimentos de
resistências se intensificam nos anos 60-> politicas de redistribuição e reforma interna que
incomodam os EUA, movimentos de libertações nacional, movimentos revolucionário
associados ao projeto cubano-> uma serie de possibilidades que os EUA colocam em uma
mesma caixa, se enquadraram no avanço do comunismo na A.L, como parar o efeito Domino ?
Aliança do Progresso-> impedir que o desencantamento leve a evolução dos movimentos
revolucionários promovendo esse pacote de ajudas. Morte do Kennedy-> Johnson:
perspectiva de menor acomodação, a estratégia é colocada em segundo plano, a grande
questão é garantir acima de tudo a contenção do comunismo da região, a partir dai se da
efetivamente a articulação dos EUA, com uma serie de golpes na A.L inclusive com a
ingerências direta dos EUA, com países sobretudo na A.C e depois no próprio Caribe, como é o
caso mais notável a intervenção na Republica Dominicana.

 Golpes na América do Sul operacionalizados através da CIA , operação CONDER.

Uma das preocupações estadunidenses após a revolução cubana, é o governo Allende no Chile.
Allende foi o primeiro governo de esquerda eleito democraticamente, tinha vínculos com a
URSS e a China. Reação dos EUA é efetivamente através da articulação das elites econômicas e
militares chilenas, tal golpe fora planejado antes de 1953, da eleição do Allende. Tentar
sangrar a econômica chilena, elemento de boicote a economia chilena, diminuindo a
produtividade propositalmente, efetivamente apoiando o golpe de Pinochet, o 11 de setembro
chileno, uma das ditaduras sangrentas de toda América Latina. A partir dos anos 70 se coloca
esse grande sistema de inteligência que é a Operação Condor, que se instituiu a partir das
ditaduras paraguaias, chilena e argentina que articula uma aliança de inteligência político-
militar entre os vários regimes militares da América do Sul.

Voltando para contexto Ásia nos anos 60 e 70.....

China

China está Imersa ao longo dos anos 60 nas próprias questões internas: revolução cultural que
tenta reequilibrar as forças contrarrevolução, período reconstrução da politica externa,
afastamento da URSS no inicio dos anos 60, e a incapacidade da china de se colocar como ator
principal no cenário internacional, momento de fortalecimento da revolução internamente. A
partir dos anos 70, há uma multilateração da política externa chinesa, aproximação do bloco
ocidental, diplomacia triangular, para China isso vai ser importante para a retomada das
relações diplomática a reconhecimento de muitos outros países recém independentes.
Reconhecimento da china no assento do conselho de segurança, faz com que a China ganhem
muitos “status” no cenário internacional, ainda que muitos países continuem com o
reconhecimento mutuo das duas chinas .Para Asia a intervenção da china vai ser importante
para os movimentos de libertação nacional, como n Vietnã quando a china começa a apoiar o
Vietnã do norte.

China vai ter relações complicadas com a Índia, a independência da Índia traduz uma
realidade inconclusa com as fronteira (Paquistão índia e china). Aproximação da Índia coma
URSS-> polarização regionais sob ingerência, URSS e Índia, Paquistão e EUA, e a china
tentando se projetor como ator determinante região por meio da escalada dentro desses
conflitos.

Indonésia vem de um processo de liderança de movimentos não alinhados, projeção na Asia,


possibilidade pragmática com a URSS, em que vai ser suplantado o governo de Sucardo -> há após
o Golpe apoiado pela CIA e EUA, que leva a ditadura do general Surrardo.

Guerra do Vietnã

Processo de descolonização parcialmente resolvidos pelos acordos de genebra, que dividem o


vietnã em norte e sul. Perspectiva de unificação do Vietnã por meio das eleições gerai, que não se
concretiza por conta da evolução dos processos que tomam a características associados aos
tranmites regionais. Vi então do norte há perspectiva da frente de libertação nacional, se aproxima
da dinâmica chinesa e soviética apesar de ter um caráter nacionalista e anti imperislista que
necessariamente a experiência chinesa ou soviética, perspectiva da construção de uma experiência
vietnamita . Governo do Vietnã do Sul possui influencia grande dos EUA, possibilidade de
contenção do problema vietnamita a partir da instalação de um governo pro americano no vietnão
do Sul. O problema dessa conjutura era que o governo do Vietnã do norte era um governo
popular, repressor e pouco eficaz economicamente, a presença da ajuda dos estadunidense
econômica se aproxima de uma ajuda militar direta no combate, a guerra no Vietnã começa na
passagem do 64 para 65. EUA se pergunta: tirar o presidente coloca quem no lugar ou se envolver
diretamente no conflito? Enquanto avolumam organizações do movimento do sul de existência
que vão ter relação direta com o vietnão do norte, os vietcongues em um movimento de guerrilha
no Vietnã do sul.

Perspectiva cada vez mais próxima de um envolvimento direto estadunidense dentro do conflito do
Vietnã dentro da perspectiva do temor do efeito domino, e a possibilidade de mais um governo
comunista no sudeste asiático, associado a dinâmicas internas do próprio governo americano dos
anos 60: escalada dessa perspectiva do governo Johnson de um conflito regional limitado, e uma
leitura equivocada da tomada muito rápida de poder no Vietnã. Porem na realidade, o que acontece
é um processo de sangria do ponto de vista militar e econômica dos EUA que gera contestações da
própria opinião publica. Final dos anos 60-> EUA percebem que precisam sair do conflito, em
1973: retirada gradual dos EUA, pois o conflito se prolonga e parece muito mais insolúvel do ponto
de vista militar e a articulação de uma serie de protestos. Governo Johnson-> improbabilidade de
vitória das forças estadunidenses do governo do Vietnã.

Outro problema para os EUA era a regionalização do conflito: 1963, apoio chinês ao Vietnã do
norte, possibilidade de articulação de passagem da países vizinhos, como Laos e Camboja.

Vietmização do conflito: retirada gradual das tropas americanas do Vietnã para que o próprio
Vietnã do sul possa fazer o processo de resistência do Vietnã do norte, perspectiva do Nixon que vai
ser parcialmente aplicada, aumento do assessoramento militar e não do combate direto
estadunidense.

 Derrota militar e moral dos EUA-> inicio do fim da hegemonia estadunidense.