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1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata-se do projeto executivo de um triturador de resíduos


provenientes dos serviços oriundos da área de saúde (RSS) visando facilitar o
transporte e o armazenamento do mesmo ao seu destino final. Esses resíduos são os
rejeitos resultantes de atividades exercidas nos serviços relacionados com o
atendimento à saúde humana ou animal, não só gerados em hospitais, mas também
em clínicas, laboratórios, consultórios odontológicos e veterinários, farmácias, postos
de saúde e outros similares que, por suas características oferecem risco de
contaminação e, por isso, necessitam de processos de manejo, exigindo ou não
tratamento prévio à sua disposição final.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estima-se que
1% a 3% das 150 mil toneladas de resíduos diários sejam compostos por materiais da
área de saúde. Os dejetos produzidos nos hospitais são divididos em cinco grupos
pela CONAMA, nas resoluções n° 5 e n° 283 e nas NBRS - 1004 e 12808:
Grupo A - Resíduos biológicos: São resíduos com a possível presença de
agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração,
podem apresentar risco de infecção. Alguns exemplos: resíduos de laboratórios de
engenharia genética, bolsa de sangue, peças anatômicas, carcaças de animais
provenientes de centros de experimentação, todos os resíduos provenientes de
pacientes em isolamento, entre outros.
Grupo B - Resíduos químicos: Resíduos contendo substâncias químicas que
apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, independentemente de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxidade. São
exemplos: medicamentos vencidos, contaminados, apreendidos para descarte,
parcialmente utilizados e demais medicamentos impróprios ao consumo; substancias
para revelação de filmes usados em raios-X; entre outros resíduos contaminados com
substâncias químicas perigosas.
Grupo C - Rejeitos radioativos: São quaisquer materiais resultantes de
atividades humanas que contenham radionucleídeos em quantidades superiores aos
limites de isenção especificada na norma da Comissão de Energia Nuclear para os
quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
Grupo D - Resíduos comuns: São todos os resíduos gerados nos serviços
abrangidos pela Resolução que necessitam de processos diferenciados relacionados
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ao acondicionamento, identificação e tratamento, devendo ser considerados resíduos
sólidos urbanos.
Grupo E - Resíduos perfuro cortantes: são objetos e instrumentos contendo
cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas capazes de cortar ou
perfurar. São exemplos: bisturis, agulhas, lâminas, bolsa de coletas incompletas,
descartadas, acompanhadas de agulhas, entre outros.
Acredita-se que estes resíduos estejam sendo manuseados e descartados de
forma incorreta, aumentando custos operacionais, colocando em risco os
trabalhadores que os manuseiam e o meio ambiente. A gestão adequada dos resíduos
sólidos constitui um dos grandes desafios a serem enfrentados dentro da problemática
do saneamento ambiental. Esta situação ocorre porque por maior que seja o empenho
em tratar todo o lixo como infectante, a grande quantidade de resíduos resultantes
acaba por inviabilizar técnica ou financeiramente um sistema adequado. Por outro
lado, tal quantidade poderia ser muito menor, caso houvesse a segregação em sua
origem (Ribeiro Filho, 1998).
No Brasil, ainda hoje é comum a utilização de um sistema único para lidar com
todos os tipos de RSS, o que geralmente resulta no tratamento da totalidade deles
como se fossem comuns, embora a legislação estabeleça que, quando os resíduos
infectantes forem misturados aos comuns, todo resíduo deve ser tratado como
infectante. Embora não seja o modo mais apropriado e nem obrigatório, a incineração
é o método mais indicado para o tratamento de resíduos da saúde. Suas vantagens
são devido à redução drástica do volume de resíduos em cinzas e ser um processo
simples, embora haja a emissão de compostos tóxicos caso a usina não seja projetada
e operada adequadamente. A esterilização por sua vez, é uma alternativa válida e
importante, no entanto, o seu elevado custo faz com que seja pouco utilizada. A
colocação deste lixo em valas assépticas é considerada uma opção igualmente válida,
porém o espaço necessário às mesmas e a devida fiscalização limitam o seu uso.
Infelizmente, a maioria dos hospitais descarta estes resíduos sem separá-los
corretamente.
O processo de trituração encontra-se presente em todos os métodos acima
citados, seja como tratamento prévio para outro procedimento ou apenas como
método de redução de volume, levando em conta os atuais trituradores disponíveis no
mercado, percebeu-se que a engenharia de controle e automação poderia ser
implementada no intuito de trazer benefícios no processo de trituração dos RSS,
2
através de análise decidiu-se automatizar duas esteiras para complementar o
processo de entrada e saída do lixo no triturador, evitando contato direto com o mesmo
pelos usuários, foi pensado também que a utilização de sensores e de um
microcontrolador poderia otimizar ainda mais o processo o tornando independente de
operário.

1.1 Delimitação do Problema

Verificou-se que independente da prévia segregação ou tratamento dos dejetos


da área da saúde, neste caso a totalidade dos dejetos deve ser considerada do grupo
A (infectante), os RSS ocupam muito espaço tanto no armazenamento quanto no
transporte para seu destino final.
Neste cenário, o presente trabalho deve responder os seguintes
questionamentos: Que benefícios a implantação das esteiras automatizadas trariam
em relação aos trituradores de RSS disponíveis atualmente no mercado? A
implantação do projeto é financeiramente viável?

1.2.1 Objetivo Geral

Realizar o projeto executivo de um triturador de resíduos provenientes da área


de saúde que, se construído, tenha a capacidade de ser implementado diretamente
na fonte de armazenamento ocupando espaço de forma otimizada e visando a
compactação do lixo para facilitar seu manuseio.

1.2.2 Objetivos Específicos

- Realizar o dimensionamento dos elementos de máquina de um triturador.


- Finalizar o projeto executivo de um triturador de RSS acoplado a duas esteiras
transportadoras de lixo através do software SolidWorks.
- Simular o conjunto elétrico e eletrônico do projeto através do software
multisim.

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1.3 Justificativa

O projeto se justifica pela maneira como o lixo hospitalar é organizado nos


hospitais para seu transporte. Atualmente, é armazenado em vários sacos ocupando
grande espaço, além da possibilidade de alguns objetos perfurantes cortarem as
sacolas, liberando substancias poluentes. Com a trituração desse lixo os hospitais
iriam ter uma economia de espaço nas salas destinadas a esse propósito, além da
compactação que faria nas sacolas, fazendo com que seu transporte fosse mais fácil
e mais barato por ocupar menos espaço nos veículos transportadores.
Embora já existam alguns trituradores no mercado, nosso projeto tem o
diferencial tanto na parte do espaço ocupado pelo conjunto do triturador quanto no
transporte pré e pós-triturado. O conjunto é formado por 3 peças separadas, o que
facilita no armazenamento do equipamento até no canto de uma sala, deixando assim
espaço livre ou até podendo ser implementado em local pequeno devido as
possibilidades de configuração de layout que não alteram o funcionamento do
aparelho. Quanto ao transporte o projeto conta com uma dupla de esteiras
automatizadas ligadas por sensores de presença tanto para a chegada do lixo até a
máquina quanto a saída do mesmo. O triturador contará também com um sensor de
efeito Hall acoplado a um de seus eixos com a finalidade de detectar lixo travado no
sistema triturador, acionando assim a reversão no motor e reinicio do processo de
trituração.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Tendo como base a necessidade do dimensionamento das peças do projeto, é


fundamental o planejamento para execução do objetivo proposto. Para realização
desse objetivo é preciso ter base de fundamentação com todos os assuntos
relacionados ao trabalho, afim da realização do plano de execução (Figura 12). A
matéria elementos de máquinas é o pilar do dimensionamento das partes mecânicas
do projeto. A princípio foram revelados os diferentes tipos de lixos e enfoque nos
resíduos sólidos da área de saúde, em seguida foram citadas as formas de tratamento
de forma superficial e a ligação dos procedimentos com a trituração. O projeto dispõe
de um sistema de automação das esteiras ligadas por sensor de movimento, que são
acionadas quando detectam a presença do lixo inserido nelas, o sistema conta
também com uma precaução contra travamentos no motor do triturador através de um
sensor de efeito Hall acoplado a um dos eixos, caso algum RSS inserido trave no
processo de trituração, o sensor acionará um relé que irá acionar a reversão do
sentido do motor do triturador, jogando para cima todo o resíduo preso e voltando a
rotacionar no sentido padrão de trituração até que o detrito seja devidamente triturado.

2.1 Tipos de lixos

Os resíduos sólidos se classificam por diversas maneiras, porém deve-se dar


ênfase em dois tipos de classificação como a periculosidade (riscos potenciais) e a
baseada na origem dos resíduos.
Embora não pareçam ter relação, é através da classificação da origem do lixo
que se faz a categorização dos riscos potenciais de cada tipo de lixo. (1). As principais
categorias de origem de resíduos sólidos são:
 Domiciliar: são os resíduos provenientes das residências. É muito diversificado,
mas contêm principalmente restos de alimentos, produtos deteriorados,
embalagens em geral, retalhos, jornais e revistas, papel higiênico, fraldas
descartáveis etc. (1).
 Comercial: são os resíduos originados nos diversos estabelecimentos
comerciais e de serviços, tais como supermercados, bancos, lojas, bares,
restaurantes etc.. (1).

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 Público: são aqueles originados nos serviços de limpeza urbana, como restos
de poda e produtos da varrição das áreas públicas, limpeza de praias e galerias
pluviais, resíduos das feiras livres e outros. (1).
 Industrial: são os resíduos resultantes dos processos industriais. O tipo de lixo
varia de acordo com o ramo de atividade da indústria. Nessa categoria está a
maior parte dos materiais considerados perigosos ou tóxicos; (1).
 Agrícola: resulta das atividades de agricultura e pecuária. É constituído por
embalagens de agrotóxicos, rações, adubos, restos de colheita, dejetos da
criação de animais etc.. (1).
 Entulho: restos da construção civil, reformas, demolições, solos de escavações
etc.. (1).
 De serviços de saúde: resíduos provenientes de hospitais, clínicas médicas ou
odontológicas, laboratórios, farmácias etc.. É potencialmente perigoso, pois
pode conter materiais contaminados com agentes biológicos ou perigosos,
produtos químicos e quimioterápicos, agulhas, seringas, lâminas, ampolas de
vidro, brocas etc.. (1).
Como previamente citado, os resíduos sólidos provenientes da área de saúde
são classificados como potencialmente perigosos. Eles são subdivididos em cinco
grupos:

Grupo A - Resíduos biológicos;


Grupo B - Resíduos químicos;
Grupo C - Rejeitos radioativos;
Grupo D - Resíduos comuns;
Grupo E - Resíduos perfuro cortantes.

A contaminação causada por esses resíduos é perigosa devido aos seus


efeitos nocivos aos seres humanos, como distúrbios mentais, lesões neurológicas,
efeitos mutagênicos, alterações do metabolismo, deficiência dos órgãos sensoriais,
irritabilidade, insônia, problemas renais, cegueira, surdez e até a morte. (1).
Graças a todos esses efeitos nocivos à saúde humana os RSS não podem ser
depositados de forma inadequada e/ou em locais sem controle ambiental ou sanitário.
Como oferecem alimentação abundante e facilidade de abrigo, os lixões atraem
insetos, cachorros, cavalos, aves, ratos e outros animais, que, podem disseminar
direta ou indiretamente essas doenças. (1).
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Segundo o IBGE, no Brasil 52,8% do lixo não recebe tratamento adequado e
30,5% do volume de lixo coletado em 2000 foi encaminhado para os lixões sem
nenhuma forma de tratamento.

2.2 Formas de tratamento de lixo

Dentre diversas formas de tratamento de lixo, os mais usados atualmente são


os lixões, aterros sanitários, incineração e a compostagem. A trituração é um método
menos utilizado, mas que vem ganhando conhecimento e crescendo entre os outros
métodos.

 Lixões: São áreas a céu aberto, geralmente localizadas nas periferias das
cidades aonde são jogadas diversas toneladas de lixo coletado das principais
categorias de resíduos sólidos. (2).
 Aterros sanitários: Estes são instalações apropriadas para receber os resíduos
sólidos, fazendo a compactação do mesmo, podendo ser aterrado no solo ou
somente depositado acima do mesmo. (2).
 Compostagem: Esse processo consiste em transformar a matéria orgânica que
compõe o lixo em adubo orgânico. Com a criação desse adubo vindo dos
resíduos sólidos, a compostagem é um tratamento que gera renda, sendo mais
utilizada em área rural, (2) Abaixo um exemplo da compostagem:

Figura 1: Adubo Feito Por Compostagem.


Fonte: < http://meioambiente.culturamix.com/lixo/tratamento-do-lixo >

 Incineração: É o processo da queima do lixo com o objetivo de reduzir seu


volume. Embora aparente garantir benefícios à população, este procedimento
só será vantajoso se realizado de forma correta, caso contrário pode prejudicar
o meio ambiente e, em médio prazo, trazer malefícios consideráveis. A forma
caseira ou artesanal de incinerar o lixo consiste em um processo perigoso e
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prejudicial ao meio ambiente, pois muitas vezes é feito ao ar livre, ou seja, não
se tem controle do fogo. Mas esse método ainda é muito utilizado no tratamento
de lixo hospitalar, tendo como maior desvantagem seu alto custo. (2). O maior
problema da incineração é o poluente gerado e lançado na atmosfera.
O dióxido de carbono, que é produzido em toda combustão completa de
materiais orgânicos, é o grande responsável pelo efeito estufa e
pelo aquecimento global. (4). Abaixo um exemplo de incineração.

Figura 2: Incineração
Fonte: < http://meioambiente.culturamix.com/lixo/tratamento-do-lixo >

 Trituração: Consiste na redução da granulometria dos resíduos através do


emprego de moinhos/moendas trituradores, objetivando diminuir o seu volume
e favorecer o seu tratamento e/ou disposição final. (3). Apesar da necessidade
de uma máquina especifica, como a trituradora mostrada na figura 3, esse
método vem sendo muito utilizado pela sua eficácia e custo benefício.

Figura 3: Triturador
Fonte: < Rufino Equipamentos Industriais >

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O triturador não se aplica exclusivamente no tratamento de RSS, ele é
comumente usado para triturar lixo orgânico em cozinhas residenciais e industriais,
como método de redução/reutilização de resíduos sólidos na construção civil,
chegando a ser utilizado até na indústria de artesanato triturando restos de galho e
coco e gerando matéria prima. É considerado por muitos a solução do lixo produzido
em residências evitando o entupimento dos esgotos e diminuindo a poluição nos
lugares onde são despejados.
Os trituradores de alimentos que são instalados em pias de cozinha começaram
a se popularizar por oferecerem uma solução de destinação prática e sustentável para
restos de alimentos (verduras, legumes, frutas, pequenos ossos de galinha, entre
outros). Ao triturar um material orgânico, evita-se que, com a destinação normal, ele
apodreça em aterros sanitários e libere gás metano (o que aumenta o efeito
estufa). (10).
Esse tipo de maquinário é bem aplicado para resíduos de construção civil e
resíduos agrícolas, devido à quantidade de lixo produzido nesses ambientes. No caso
dos resíduos agrícolas ele pode ser usado, por exemplo, para a trituração de galhos.
Existem modelos que trabalham acoplados a tratores para que outros tipos de
resíduos consigam ser triturados com sucesso, como tudo o que sempre sobra e não
é aproveitado após uma plantação. (11).
Já na área civil o produto tem como finalidade triturar fragmentos que acabaram
sobrando ou que ficaram para trás em meio à obra. Por exemplo: é possível colocar
restos de cerâmica, pedaços de vigas, ferros, blocos de cimento, entre outras coisas.
O resultado desta trituração será inteiramente reaproveitado dentro da construção, ou
seja, é uma alternativa sustentável. Caso toda essa sobra de materiais não seja
reaproveitada, os restos vão diretamente para o lixo. (11)
É pelos seus benefícios que foi feita a escolha do projeto triturador de RSS. Um
plano que pode amenizar os problemas de todo o lixo da área de saúde, evitando que
ele cause a proliferação de doenças.

2.3 Projeto de Elementos de Máquinas


Segundo SHIGLEY (2005), projetar consiste em elaborar um plano para
satisfazer uma necessidade específica ou solucionar um problema. De acordo com
NORTON (2004), o projeto de máquinas é a criação de uma máquina que funcione
bem, com segurança e confiabilidade.

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SHIGLEY (2005) ainda acrescenta que a partir do seu projeto, uma máquina,
além de ser funcional segura e confiável, também deve ser manufaturável, competitiva
e mercável. Para isso, o produto deve atender as expectativas dos consumidores, não
deve oferecer perigo aos usuários, não deve falhar, deve ser forte em seu nicho de
mercado, deve ser adequado à produção em massa, deve estar à venda e ter
assistência técnica disponível.
As partes envolvidas durante um projeto devem estar sempre iteradas, para
proporcionar um ciclo completo de entrada, análise, gerenciamento e realimentação
dos processos como mostra a figura 4. Neste ciclo, uma decisão tomada nas etapas
preliminares pode afetar um ponto específico em etapas posteriores, estes resultados
são analisados e muitas vezes é necessário retornar a etapas preliminares do projeto,
até que se chegue à apresentação final do produto (SHIGLEY, 2005).

Figura 4: Etapas de um projeto


Fonte: < SHIGLEY, 2005 >

Um projeto tem início quando alguém identifica uma necessidade e decide fazer
algo a respeito. Esta necessidade muitas vezes não é evidente e é identificada através
de uma circunstância particular ou um conjunto de circunstâncias aleatórias
(SHIGLEY, 2005).
Após essa identificação, molda-se o projeto de acordo com as características
desejadas, dentro de limitações exigidas por processos de produção, investimento
disponível, preço final desejado, leis e normas técnicas e regulamentadoras a serem
seguidas (SHIGLEY, 2005).

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2.3.1 Mancais e Rolamentos

Mancal é um dispositivo fixo onde se aloja a ponta de um eixo rotativo de uma


máquina. NORTON (2004) ainda afirma que sempre que duas partes têm movimento
relativo, elas constituem um mancal por definição, sem levar em conta sua forma ou
configuração. Os mancais são fabricados para suportar cargas radiais puras, cargas
de empuxo puras ou ambas as cargas combinadas.

𝐿ℎ = (𝐹𝐿)³ 𝑥 500 (1)

Para manutenção da máquina é necessário saber também a vida útil dos


rolamentos (Lh) que pode ser calculado pela equação 1, sendo o FL o fator de forças
dinâmicas que é encontrado em tabelas de forças e o “500” é a constante da equação.

2.3.2 Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos

Engrenagens são utilizadas para transmitir o movimento gerado pelo torque e


velocidade angular para diversas aplicações. As engrenagens cilíndricas de dentes
retos são consideradas as mais simples, estas tem dentes paralelos ao eixo de
rotação e transmitem movimento entre dois eixos paralelos (SHIGLEY, 2005).

2.3.4 Redutor de Rotação em Engrenagens

Nesse projeto houve a necessidade de reduzir a rotação do motor que alimenta


o triturador, projetou-se assim uma relação de transmissão entre a engrenagem
motora e a movida.
𝑁1 𝐷1
= (2)
𝑁2 𝐷2

Para o cálculo de redução de rotação é usada a equação 2, onde o N1


corresponde a rotação da primeira engrenagem motora (onde é inserida o motor) com
diâmetro D1, tendo a rotação desejada N2, pode se calcular o tamanho do diâmetro
necessário da segunda engrenagem movida para tal redução de rotação.
Nem sempre um motor pode ser acoplado diretamente em determinados
dispositivos. Muitas vezes é preciso modificar a velocidade, a rotação ou o torque,
para esta finalidade foram desenvolvidos os redutores de engrenagens. Um redutor é
composto por um conjunto de engrenagens com a finalidade de diminuir a velocidade

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e rotação do sistema, consequentemente aumentando o torque transmitido.
(SHIGLEY, 2005)

2.4 Conjunto Elétrico

O conjunto elétrico é composto pela integração de motores, disjuntores,


contatores e relés fazendo os comandos elétricos necessários para o acionamento do
motor, reversão do mesmo, obedecendo as ordens comandadas pelo
microcontrolador.

2.4.1 Motor Elétrico

O motor elétrico é uma máquina que transforma energia elétrica em energia


mecânica. Os motores trifásicos são aqueles alimentados por um sistema trifásico em
que as tensões estão defasadas em 120 graus. Representam a grande maioria dos
motores empregados nas instalações industriais (FILHO, 2007).
O uso do motor é fundamental para o funcionamento do projeto, nesse caso,
foram usados três motores, sendo um para cada esteira e um para o triturador.

𝑀𝑡
𝑃 = (3)
ƞ

Pode-se obter a potência do motor a partir da equação 3, sendo o Mt o


momento tensor em newtons vezes metro dividido pelo rendimento. A potência obtida
estará em watts, podendo ser transformada em cv (cavalo vapor) que é mais utilizada
na indústria.

2.4.2 Disjuntor

É um equipamento de comando e de proteção de circuitos cuja finalidade é


conduzir continuamente a corrente de carga sob condições nominais e interromper
correntes anormais de sobrecarga e curto-circuito (FILHO, 2007).

2.4.3 Contator magnético

É um dispositivo de atuação magnética destinado à interrupção de um circuito.


O seu princípio de funcionamento baseia-se na força magnética da energização de
uma bobina interna e na força mecânica de um conjunto de molas preso à estrutura
dos contatos móveis (FILHO, 2007).

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2.4.4 Módulo Relé

É através do módulo relé que o arduino pode passar os comandos da


linguagem de programação, fazendo assim a ligação entre as partes elétrica e a
eletrônica do projeto.
Um relé é basicamente um interruptor eletromecânico, onde uma corrente baixa
aplicada a uma bobina faz com que o contato do interruptor se desloque, abrindo ou
fechando um circuito elétrico. (7)

2.4.5 Partida Direta com Reversão

A partida direta com reversão consiste em aplicar ao motor elétrico 100% da


tensão necessária para que o mesmo funcione com potência total, esse tipo de partida
fornece ao operador a opção de realizar a inversão de rotação do motor quando
desejado. (6)
A partida direta com reversão é usada nesse caso pela necessidade da
inversão do sentido em que as facas do triturador estão, devido algum objeto que
possa travar a máquina em algum momento da trituração.

Figura 5: Partida Direta com Reversão - Circuito de Força


Fonte: < Blog de Eletrotécnica e Instrumentação >

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2.5 Conjunto Eletrônico

O conjunto eletrônico é composto pela união de microcontroladores e sensores


que fazem comunicação através da linguagem de programação C++, tendo a função
no projeto de comandar os movimentos de cada etapa elaborada.

2.5.1 Linguagem de Programação

Para o planejamento completo do projeto se faz necessário o uso da linguagem


de programação, foi escolhida a linguagem C++. Segundo Stephen (2016), C++ é uma
linguagem padrão de baixo nível e orientada a objeto. Sendo uma linguagem de baixo
nível parecida e compatível com seu antecessor C, C++ pode gerar programas muito
rápidos e eficientes. Geralmente é usada para criação de jogos, software de gráficos,
controle de hardware e outras aplicações em que o desempenho realmente conta.
A linguagem C++ foi certificada como padrão 99,9% puro, o que faz ela ser uma
linguagem portátil. Um compilador padrão C++ existe na maioria dos sistemas
operacionais. Algumas versões suportam extensões da linguagem básica —
principalmente, Visual Studio e Visual Studio Express da Microsoft incluem um
compilador C++ que implementa várias extensões que permitem que seus programas
interajam melhor com outras linguagens .NET. (Stephen R. Davis, 2016, p. 2).
A linguagem é descrita conforme imagem abaixo:

Figura 6: Interface do Arduino.


Fonte: < Próprios Autores >
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2.5.2 O Microcontrolador

O microcontrolador escolhido para leitura desse tipo de programação foi o


arduino, que além de sua praticidade no uso, também tem um custo baixo e com as
mesmas funções dos demais microcontroladores, sendo assim, um do mais usados
na atualidade.
Mesmo sendo muito utilizado atualmente, muitas pessoas ainda não sabem o
que é um arduino, mas a Wikipédia afirma que “Um Arduino é um microcontrolador de
placa única e um conjunto de software para programá-lo. O hardware consiste em um
projeto simples de hardware livre para o controlador, com um processador Atmel AVR
e suporte embutido de entrada/saída. O software consiste de uma linguagem de
programação padrão e do bootloader que roda na placa. ”
Em outras palavras, o arduino é um pequeno computador que você pode
programar para processar entradas e saídas entre o dispositivo e os componentes
externos conectados a ele.
Segundo Micahel McRoberts (2011), a maior vantagem do Arduino sobre outras
plataformas de desenvolvimento de microcontroladores é a facilidade de sua
utilização; pessoas que não são da área técnica podem, rapidamente, aprender o
básico e criar seus próprios projetos em um intervalo de tempo relativamente curto.
Abaixo um exemplo do Arduino UNO que deve ser usado no projeto:

Figura 7: Arduino UNO


Fonte: < Arduino Store >

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2.5.3 Sensor de Efeito Hall

Os sensores de campo magnético são elementos importantes de uma


infinidade de aplicativos que vão desde aparelhos de consumo até máquinas
industriais. A forma mais simples de se fazer o sensoriamento magnético é através de
uma bobina, mas existem elementos semicondutores próprios para isso que são os
sensores de Efeito Hall. (5) Na figura 8 observa-se um exemplo de sensor de efeito
hall.

Figura 8: Sensor de Efeito Hall


Fonte: < Mercado Livre >
Prendendo-se um imã em qualquer peça móvel podemos detectar o movimento
desta peça, medir a sua rotação ou ainda verificar a sua posição com a utilização de
sensores magnéticos. (5)

Figura 9: Efeito Hall.


Fonte: < Wikipedia >

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3 ESTUDO DE CASO

O projeto idealiza uma inovação dos projetos de trituradores já usados no


mercado, contando com duas esteiras auxiliares para o deslocamento do lixo até a
máquina trituradora e para a retirada do mesmo após cair da máquina. O projeto conta
com uma automação de baixo custo, fazendo a movimentação das esteiras e do
triturador de RSS ligar assim que os sensores obtiverem a informação da presença
do lixo. Seu desligamento acontece quando nenhum dos sensores recebe informação
durante um minuto.
O triturador possui também um diferencial em relação ao travamento que possa
acontecer entre as lâminas e os objetos a serem triturados, pois com a partida direta
com reversão o motor muda o sentido da rotação fazendo com que as facas que
estavam presas no objeto terminem o serviço determinado.
O projeto tem tamanho reduzido comparado a trituradores industriais no
mercado o que facilita o posicionamento da máquina em qualquer sala destinada a
armazenamento de RSS. Com a principal função de reduzir o volume de lixo hospitalar
eliminando a possibilidade da transmissão de doenças quando tais objetos de saúde
são jogados a céu aberto.
O detalhamento do projeto foi desenvolvido em SolidWorks, software de
desenhos mecânicos em 3D. No APÊNDICE C observamos o desenho principal do
conjunto, conforme a figura 10 abaixo, com suas derivações, em níveis de detalhes
necessários a fabricação e montagem do triturador.

Figura 10: Projeto executivo em CAD.


Fonte: Próprios Autores
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O memorial de cálculo para dimensionamento em tamanho real do projeto está
anexado no apêndice A.

3.1 Cálculos do Projeto


Partindo dos pontos F1 e F2, conforme figura 11 abaixo, calcularam-se os
valores considerados relevantes ao projeto, passando por todo o conjunto em uma
metodologia de cálculo exemplificada pela figura 12 a seguir. Estes valores foram
obtidos através de cálculos objetivando encontrar a potência nas facas do triturador e
do motor elétrico. Caso este projeto seja construído, novos cálculos podem ser
agregados aos atuais e eventuais mudanças podem acontecer para atingir os
resultados adequados.

Figura 11: Transferência de potência do motor para as facas.


Fonte: <Apostila Elementos de Máquinas> 2015

Figura 12: Fluxograma de Execução do Projeto


Fonte: Próprios Autores
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3.2 Projeto Executivo

O detalhamento do projeto foi desenvolvido em SolidWorks, software de


desenhos mecânicos em 3D, contemplando os itens desenvolvidos neste trabalho,
com base nos cálculos e ideias dos autores.
No APÊNDICE C pode-se observar o desenho principal do conjunto, conforme
a figura 13 abaixo, com suas derivações, em níveis de detalhes necessários à
fabricação e montagem do triturador caso desejado.

Figura 13: Projeto executivo em CAD sem renderização.


Fonte: Próprios Autores
3.1.1 Área de corte das facas
O cálculo efetivo da área de ação das facas no triturador foi obtido através da
fórmula:
𝐴 = 𝑃. 𝑒
Onde “A” é a área de corte das facas em milímetros quadrados, o “P” é o
perímetro das facas em milímetros e o “e” é a espessura do material utilizado em
milímetros.

P = 35,7mm (valor proposto);


e = 3 mm (espessura do maior ponto de corte);
A = 107,1 mm².

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Figura 14: Faca renderizada em SolidWorks.
Fonte: Próprios Autores
3.1.2 Área de corte total
A área total de corte é a área de corte da faca multiplicada pela quantidade de
facas no triturador, este cálculo pode ser obtido através da fórmula:
𝐴𝑡 = 𝐴. 𝑛𝐹
Onde “At” é a área total de corte em milímetros quadrados, “A” é a área de corte
das facas também em milímetro quadrados e “nF” é a quantidade de facas.
A = 107,1 mm²;
nF = 20 unidades (valor proposto);
At = 2142 mm².

Figura 15: Eixo direito renderizado em SolidWorks.


Fonte: Próprios Autores

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3.1.3 Cilindros
Os cilindros foram escolhidos pelos próprios autores visando a facilidade de
posicionar as facas em 3 posições sem a necessidade de haver travamento por
chaveta, foram selecionadas duas barras sextavadas de 1.5/16” baseado na tabela.

Tabela 1: Tabela de barras sextavadas Aços Continente.

Fonte: < http://www.acoscontinente.com.br/secao/17/barra-sextavada-trefilada >, 2017

Em cada um dos cilindros foi realizado um canal de chaveta, para acoplar os


eixos aos mancais e engrenagens. Nas engrenagens, foram feitos canais de chaveta
para o travamento das engrenagens.

Figura 16: Eixo do acoplamento renderizado em SolidWorks.


Fonte: Próprios Autores
21
3.1.4 Chavetas
Em cada um dos cilindros foi realizado um canal de chaveta, para acoplar os
eixos aos mancais e engrenagens. Nas engrenagens, foram feitos canais de chaveta
para o travamento das engrenagens.

Figura 17: Gachetas renderizadas em SolidWorks.


Fonte: Próprios Autores

3.1.5 Mancais

O mancal tipo flange é usado onde o eixo atravessa a estrutura da máquina em


um ângulo reto, facilitando a montagem e fixação na face da máquina. Uma montagem
de dois parafusos é a mais comum, entretanto, visando garantir uma maior fixação
escolheu-se o modelo com quatro parafusos.
Para garantir que a distância entre os eixos do triturador fique adequada, foi
selecionado um Mancal Tipo Flange F205 - BRM. As dimensões desse mancal se
encontram nas figuras 19 e 20.
Apesar do mancal com valores tabelados, houve dificuldade em reproduzir o
mancal escolhido na plataforma CAD, tentou-se trazer o formato das dimensões e
espessuras representados em um mancal acoplado ao rolamento o mais próximo
possível dentro do conhecimento dos discentes.

22
Figura 18: Dimensões do Mancal F205 - BRM
Fonte: < http://rolautorolamentos.loja-segura.com/Produto-Mancais-Mancal-F-Mancal-Tipo-
Flange-F205---BRM-versao-361-401.aspx >, 2017.

Tabela 2: Dimensões do Mancal F205 - BRM

Fonte: < http://rolautorolamentos.loja-segura.com/Produto-Mancais-Mancal-F-Mancal-Tipo-


Flange-F205---BRM-versao-361-401.aspx >, 2017.

23
3.1.6 Rolamentos
O tempo de vida de cada rolamento (Lh) é dado em horas de funcionamento e
é calculado através da multiplicação do fator de forças dinâmicas (FL) ao cubo por
quinhentos.
𝐿ℎ = (𝐹𝑙)3 . 500
Lh = vida do rolamento em horas de funcionamento
FL = 53 (tabelado);
500 = constante;
Lh = 62.500 horas.

Figura 19: Rolamento cortado em secção no SolidWorks.


Fonte: Próprios Autores

3.1.7 Engrenagens
Engrenagens são elementos mecânicos compostos de rodas dentadas que se
ligam a eixos, aos quais imprimem rotação e torque, transmitindo assim potência.
Para transmitir movimento uniforme e contínuo, as superfícies de contato da
engrenagem foram cuidadosamente moldadas no SolidWorks, de acordo com um
perfil específico (engrenagens de dentes retos). Se a roda menor do par (o pinhão)
está no eixo motor, o trem de engrenagem atua de maneira a reduzir a velocidade e
aumentar o torque, se a roda maior está no eixo motor, o trem atua como um
24
acelerador da velocidade e redutor do torque. Neste projeto adequou-se um motor de
baixa rotação com redução embutida (Motoredutor SEW - WA20DZ71D4 - 0,37KW
70Rpm), logo, não houve necessidade de reduzir ou elevar a rotação dos eixos de
trituração em relação ao eixo do acoplamento ao motor.

Figura 20: Engrenagem de transmissão de potência do eixo esquerdo renderizada.


Fonte: Próprios Autores

3.1.8 Parafusos
Para a fixação do motor e seus suportes, foram definidos parafusos M8 12,9,
onde o M se refere a medida métrica, o 12 significa o diâmetro do parafuso em mm, e
12,9 é a classe de resistência do parafuso. Segundo a teoria de Tresca, a máxima
tensão cisalhante deste parafuso será de 550 MPa, a partir disso, selecionamos um
parafuso M10 12,9 para a fixação do redutor, enquanto que os parafusos fixadores
dos mancais são M3 5,5. Respectivamente, esses parafusos também possuem uma
tensão máxima cisalhante de 550MPa e 90MPa. Já parafusos de fixação do painel
elétrico são M4 4,8 e possuem uma tensão máxima cisalhante de 120 MPa.

25
Figura 21: Parafuso do acoplamento renderizado no SolidWorks.
Fonte: Próprios Autores

3.1.9 Esteiras

Uma esteira transportadora consiste em duas ou mais polias que movimentam


uma superfície em que determinados materiais ou objetos são transportados, elas são
muito utilizadas no transporte de sacarias e também na área da construção podendo-
se transportar diversos tipos de materiais até o local da desejado de forma dinâmica.
Este projeto é composto por duas esteiras responsáveis por realizar o
transporte do RSS para o triturador e o lixo processado ao compartimento destino.

Figura 22: Esteira de entrada de lixo renderizada no SolidWorks.


Fonte: Próprios Autores
26
3.1.10 Chaparias
O triturador grou em torno de um projeto de chaparias onde procurou-se utilizar
o pouco conhecimento em traçado de caldeiraria obtido para gerar o projeto executivo
finalizado em CAD.
As chapas frontais laterais com frisos, os silos superiores e inferiores, a mesa
de suporte, espaçamento e engate do motor à mesa além de todos os furos e roscas
foram previamente calculados visando o encaixe mais adequado e conveniente aos
objetivos de facilidade de armazenamento do maquinário descritos.

Figura 23: Quatro vistas do silo superior acoplado ao triturador em CAD.


Fonte: Próprios Autores

Figura 24: Quatro vistas da mesa de suporte com silo inferior acoplado em CAD.
Fonte: Próprios Autores

27
3.2 Circuito de Comando da esteira
O circuito de comando alimenta todo o conjunto que aciona os motores
elétricos. Este circuito está protegido por um disjuntor D1, com um botão desliga B0
para todo o circuito caso necessário. Tanto o sensor S1 quanto os botões B1 e B3 são
responsáveis pela ligação das bobinas dos motores K1 E K2 das esteiras
respectivamente. Quando as bobinas dos motores K1 e K2 são ligadas,
automaticamente acendem as lâmpadas de sinalização de funcionamento H1 e H3,
respectivamente.

Figura 25: Circuito de Comando das Esteiras


Fonte: Próprios Autores
3.3 Circuito de Comando Triturador

O circuito de comando alimenta todo o conjunto que aciona motor elétrico do


triturador. Este circuito está protegido por um disjuntor D1, com um botão desliga B0
para todo o circuito caso necessário. O motor do triturador K3 pode ser acionado tanto
pelo sensor de presença S1 como pelo botão de pressão B2 no painel, sendo o sensor
de efeito hall S3 responsável pela reversão do motor quando acionado.

28
Figura 26: Circuito de Comando do Triturador
Fonte: Próprios Autores
3.4 Caixa de comando

Foi projetada uma caixa de comando caso o usuário queira controlar


manualmente seu sistema contendo uma lâmpada amarela correspondendo ao
acionamento de cada um dos 3 motores (Esteira de entrada, triturador, esteira de
saída), um botão verde manual de liga independente dos sensores para cada motor
assim como um botão vermelho de parada.

Figura 27: Caixa de controle manual renderizada em CAD.


Fonte: Próprios Autores.

29
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento deste produto é de grande importância no cenário atual
diante a preocupação com o meio ambiente e desempenha uma função essencial no
tratamento e diminuição de resíduos além da segurança de quem manipula o RSS.
Embora este projeto não seja economicamente viável para ser comercializado
quando produzido em baixa escala, analisando em uma perspectiva de produção em
série o projeto pode vir a ser viável.
Durante as fases de projeção em CAD e memorial de cálculo foram
encontradas alguns problemas que puderam ser corrigidos como a dificuldade em
relação a manuseio de forma mais técnica do programa SolidWorks e
dimensionamento de alguns componentes como o mancal. O alinhamento e fixação
dos eixos e facas foram essenciais para a possibilidade do projeto vir a ser construído
no futuro.
Se forem adicionadas mais facas ou uma maior quantidade de dentes nas
mesmas atuais, desde que haja também uma alteração equivalente na rotação e
substituição do conjunto motor e redutor, este projeto será capaz de aplicação em
maiores escalas, podendo atender indústrias, comércios ou até mesmo conjuntos
residenciais.
O objetivo de calcular e projetar o triturador assim como a interação com o
conjunto de esteiras foi alcançado, através dos cálculos pode-se acreditar que o
triturador tem a capacidade de reduzir o espaço consumido pelo RSS sem tratamento
como planejado, percebeu-se que, apesar do foco deste projeto ser o trituramento dos
resíduos sólidos oriundos da área de saúde, o funcionamento do triturador não é
exclusivo desta área, aumentando assim a expectativa dos autores com a
possibilidade de aplicação voltada também para a reciclagem.

30
REFERÊNCIAS

FORMAS DE TRATAMENTO DO LIXO. Disponível em:


<www.sampexdesentupidora.com.br/blog/curiosidades/formas-de-tratamento-do-
lixo/>. Acesso em: 10 nov. 2017. (1)

TRATAMENTO DO LIXO. Disponível em:


<www.meioambiente.culturamix.com/lixo/tratamento-do-lixo>. Acesso em: 10 nov.
2017. (2)

CARTILHA DE LIMPEZA URBANA. Disponível em:


<www.resol.com.br/cartilha/tratamento.php> . Acesso em: 10 nov. 2017. (3)

TRITURADOR DE LIXO HOSPITALAR.


.<www.jarufino.com.br/mostrar.php?codigo=143454031119875>. Acesso em: 10 nov.
2017.

TRATAMENTO DE LIXO. Disponível em:


<http://meioambiente.culturamix.com/lixo/tratamento-do-lixo>. Acesso em: 11 nov.
2017.

SUBSTÂNCIAS TOXICAS FORMADAS NA INCINERAÇÃO. Disponível em:


<mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/substancias-toxicas-formadas-na-
incineracao-lixo.htm>. Acesso em: 11 nov. 2017. (4)

COMO FUNCIONAM OS SENSORES DE EFEITO HALL. Disponível em:


<www.newtoncbraga.com.br/index.php/como-funciona/6640-como-funcionam-os-
sensores-de-efeito-hall-art1050>. Acesso em: 11 nov. 2017. (5)

PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO. Disponível em:


<www.eletrotecnicaeinstrumentacao.blogspot.com.br/2013/09/partida-direta-com-
reversao.html>. Acesso em: 11 nov. 2017. (6)

USANDO UM RELE PARA CONTROLAR DISPOSITIVOS ELÉTRICOS.


ACIONADORES. Disponível em: <www.arduinobr.com/arduino/acionadores/usando-
um-rele-para-controlar-dispositivos-eletricos/>. Acesso em: 11 nov. 2017. (7)

Sensor de efeito Hall. Wiki. Disponível em:


<https://pt.wikipedia.org/wiki/Sensor_de_efeito_Hall> . Acesso em: 11 nov. 2017. (8)

31
MANOMETRO COM SENSOR HALL. CIRCUITOS INTEGRADOS. Disponível em:
<https://eletronicos.mercadolivre.com.br/pecas-componentes-eletricos/circuitos-
integrados/manometro-com-sensor-hall>. Acesso em: 11 nov. 2017. (9)

TRITURADORES DE PIA: PRÓS E CONTRA AMBIENTAIS. Disponível em:


<https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/535-trituradores-de-
pia-os-pros-e-contras-ambientais.html>. Acesso em: 11 nov. 2017. (10)

TRÊS TIPOS DE TRITURADORES DE RESÍDUOS QUE VOCÊ PRECISA


CONHECER. Disponível em: <http://blog.tritury.com.br/3-tipos-de-trituradores-de-
residuos-que-voce-precisa-conhecer/.> Acesso em: 11 nov. 2017. (11)

SHIGLEY, Joseph. Projeto de Engenharia Mecânica. 7. ed. Porto Alegre: Bookman,


2005.

NORTON, Robert. Cinemática e Dinâmica dos Mecanismos. Porto Alegre: AHMG,


2004.

NORTON, Robert. Projeto de Máquinas. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

DAVIS, S. R. C++ PARA LEIGOS. 7° Ed. Rio de Janeiro: Alta Books Editora,
2016. 2p.

DAVIS, S. R. C++ PARA LEIGOS. 7° Ed. Rio de Janeiro: Alta Books Editora,
2016.

MCROBERTS, Michael BEGINNING ARDUINO. Novatec Editora, 2010. 20p.

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ARDUINO.WIKI. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Arduino>, Acesso


em: 11 nov. de 2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6409: Tolerâncias de


forma, orientação, posição e batimento - Generalidades, símbolos, definições e
indicações em desenho. Rio de Janeiro,1997

TABELA DE PROPRIEDADES DE REFERÊNCIA DE COMPOSTOS PVC.


Disponível em: <https://www.braskem.com.br/Portal/Principal/Arquivos/html/boletm
_tecnico/Tabela_de_Propriedades_de_Referencia_dos_Compostos_de_PVC.pdf >,
Acesso em: 11 nov. 2017.

32
CATALOGO. MINAS MECANICA. Disponível em:
<http://www.minasmecanica.com.br/catalogo/cat_nmplus_web.pdf>, Acesso em: 11
nov. 2017.

METALS, GGD “CATÁLOGO TÉCNICO Aços e Metais”. Disponível em:


<http://www.ggdmetals.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Construcao-
Mecanica.pdf>. Acessado: 18 de setembro de 2017

Instituto Aço Brasil, disponível em:<


http://www.acobrasil.org.br/site/portugues/index.asp>, Acessado em: 12 set. de 2017.

VAIROLETTI, E. “Aço Inoxidável, versátil e sustentável”. Disponível


em:<http://www.omundodausinagem.com.br/edicoes/2009/1/12-19.pdf> Acessado
em: 13 set. de 2017.

33
APÊNDICES, ANEXOS, GLOSSÁRIO, ÍNDICES

APÊNDICE A – CÁLCULOS DO PROJETO


Velocidade angular

𝜔 = 𝛥𝜑 / 𝛥𝑡
ω = velocidade angular (rad/s);
Δφ = variação angular (rad);
Δt = variação de tempo (s);

Δφ = 2 π rad (valor proposto);


Δt = 3 s (valor proposto);
ω = 2/3 π rad/s.

Período

𝑇 = 2𝜋/𝜔
T = período (s);
ω = velocidade angular (rad/s);
π = constante trigonométrica;

T= 2 π / (2/3 π);
T= 3 s.

Frequência

𝑓 = 1/𝑇
f = frequência (Hz);
T = período;

f = 1/3 Hz.

Rotação

𝑛 = 60. 𝑓
n = rotação (rpm);
f = frequência (Hz);

n = 60 x 1/3 Hz;
n = 20 rpm.

Área de corte

𝐴 = 𝑃. 𝑒
A = área de corte das facas (mm²);
P = perímetro das facas (mm);
e = espessura do material (mm);

34
P = 35,7mm (valor proposto);
e = 3 mm (espessura do maior ponto de corte);
A = 35,7 x 3;
A = 107,1 mm²

Área de corte total

𝐴𝑡 = 𝐴 . 𝑛𝐹
At = Área total de corte (mm²);
A = área de corte das facas (mm²);
nF = Quantidade de facas;

A = 107,1 mm²;
nF = 20 unidades (valor proposto);
At = 2142 mm².

Carga aplicada

𝐹 = 𝑇𝑡𝑟𝑎𝑏 . 𝐴
F = força aplicada (Kgf);
Ttrab = tensão de trabalho (Kgf/cm²);
A = área(cm²);
Ttrab = 25 Mpa = 254,93 Kgf/cm² (tabela para plásticos);

F = 254,93 x 21,42;
F = 5460 Kgf;
F = 5460 Kgf . 9,8 = 53508N.

Momento torsor motor

𝑀𝑡 = 𝐹 . 𝑟
Mt = momento torsor (Nm);
F = força (N);
r = raio (m);
r = 0,12 m (proposto);

Mt = 53508N x 0,12 m;
Mt = 6420 Nm.

Momento torsor redutor

𝑖 = 𝑀𝑡 𝑚𝑜𝑡𝑜𝑟 / 𝑀𝑡 𝑟𝑒𝑑𝑢𝑡𝑜𝑟

i = taxa de redução (tabelado);


Mt = momento torsor motor;
Mt = momento torsor redutor;
i = 80 (proposto, tabelado);
Mt redutor = 6420 Nm / 80 Mt redutor = 80,25 Nm.

35
Rendimento

ƞ = 𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 Ƞ = 𝑒1 . Ƞ 𝑚1 . Ƞ 𝑒2 . Ƞ 𝑒3 . Ƞ 𝑚4 . Ƞ 𝑒4 Ƞ

Ƞe = rendimento de engrenagens nos pontos 1, 2, e 4;


Ƞm = rendimento do redutor no ponto 4;
Ƞ= 0,98 x 0,98 x 0,98 x 0,97 x 0,98;
Ƞ = 0,89.

Potência entrada do redutor

𝑃 = 𝑀𝑡 / Ƞ

P = Potência (w);
Mt = Momento torsor (Nm);
Ƞ = rendimento P = Mt / Ƞ;

P = 80,25 / 0,89;
P = 90 w (Definido motor de 3/4 cv).

Dimensionamento do acoplamento

𝑀𝑡 = 716,2 . 𝑁/𝑛
Mt = momento torsor;
N= potência a transmitir;
N = rotação Mt = 716,2 x (0,75 / 1700);
Mt = 0,033 kgfm.

Fator de serviço no acoplamento

𝐹𝑠 = 𝐹1. 𝐹2. 𝐹3. 𝐹4 (𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎)

F1 = 1,75 (trituradores);
F2 = 1,00 (funcionamento de até 16 horas);
F3 = 1,30 (20 a 40 partidas por hora);
F4 = 1,00 (temperatura ambiente inferior a 75°C);
Fs = 1,75 x 1,00 x 1,30 x 1,00;
Fs = 2,275.

Torque no acoplamento

𝑀𝑡𝑎 = 𝐹𝑠 . 𝑀𝑡 𝑀𝑡𝑎 = 𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑒

Fs = fator de serviço;
Mt = momento torsor Mta = 2,275 x 0,033;
Mta = 0,075 kgf.m.

Acoplamento NOR-MEX – 50 tipo E.

36
Vida útil dos rolamentos

𝐿ℎ = (𝐹𝐿)3 . 500

Lh = vida do rolamento em horas de funcionamento;


FL = fator de forças dinâmicas (tabelado);
500 = constante;

Lh = 53 . 500 Lh = 62.500 horas.

37
APÊNDICE B – PROGRAMAÇÃO DO PROJETO
int ledverde = 6;
int ledvermelho = 7;
int pinoSensor = 4;
int pinoSensor2 = 3;
int esteira_h = 5; //sentido horario
int esteira_ah = 8; //sentido anti horario
//Inicia o sensor em estado 0, ou seja desligado.
int iniciaSensor = 0;
int iniciaSensor2 = 0;
int sensorHall;
int valorAnt;
unsigned long timer = 0;
boolean sentido = false;

//Variável para calibração do sensor


int calibracao = 45;

void setup() {
Serial.begin(9600);

//Declaração de que os LED's serão usados como saída.

pinMode(ledvermelho, OUTPUT);
pinMode(ledverde, OUTPUT);
pinMode(esteira_h, OUTPUT);
pinMode(esteira_ah, OUTPUT);

pinMode(pinoSensor, INPUT); //E o sensor uma entrada.


pinMode(pinoSensor2, INPUT); //E o sensor final da esteira

Serial.print("Calibrando o sensor...");
for (int i = 0; i < calibracao; i++) {
Serial.print(".");
delay(1000);
}
Serial.println("Sensor Ativado");
delay(500);
}

void loop() {
//A cada ciclo, ele faz uma nova leitura do estado do sensor de presença
iniciaSensor = digitalRead(pinoSensor);
iniciaSensor2 = digitalRead(pinoSensor2);

Serial.print("Valor do Sensor PIR: ");


Serial.println(iniciaSensor);

////Verificando se ocorreu detecção de movimentos


38
if (iniciaSensor == 1 || iniciaSensor == 2 ) {

if (sensorHall != valorAnt) {
valorAnt = sensorHall; //adota valor anterior igual ao atual
timer = millis(); // reinicia contador
}
if ((millis() - timer >= 1000)) {
sentido = !sentido; //inverte sentido
}

if (sentido == true) {
alarme_on1(); //liga sentido horario
}
if (sentido == false) {
alarme_on2(); //liga sentido horario
}

}
else {
alarme_off(); //desliga
}
}

void alarme_on1() { //Função que ativa o alarme - Detectou presença, o LED


Vermelho fica acende
//E o LED VERDE apaga.

digitalWrite(ledvermelho, HIGH);
digitalWrite(esteira_ah, LOW);
delay(100);
digitalWrite(esteira_h, HIGH);
digitalWrite(ledverde, LOW);

}
void alarme_on2() { //Função que ativa o alarme - Detectou presença, o LED
Vermelho fica acende
//E o LED VERDE apaga.

digitalWrite(ledvermelho, HIGH);
digitalWrite(esteira_h, LOW);
delay(100);
digitalWrite(esteira_ah, HIGH);
digitalWrite(ledverde, LOW);

}
void alarme_off() { //Função que desativa o alarme - N foi detectado presença, o
LED Vermelho apaga
//E o LED VERDE acende.
delay(60000);

39
digitalWrite(ledvermelho, LOW);
digitalWrite(esteira_h, LOW);
digitalWrite(esteira_ah, LOW);
digitalWrite(ledverde, HIGH);
}

40
APÊNDICE C – PROJETO TÉCNICO

41
42
43
44
45
46
47
48
49
50