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Material Didático de Estudo

DISCIPLINA: CÁLCULO I

Acadêmico(a): __________________________________________

Turma: _________________________________________________

“Eu nunca ensino aos meus alunos, apenas tento dar condições nas quais eles possam aprender.”
(Albert Einstein)

2007/1
Cálculo I
Capítulo 1: Funções

1.1ANÁLISE GRÁFICA DAS FUNÇÕES

1.1.1 EXERCÍCIOS

Abaixo estão representadas graficamente algumas funções. Analise cada uma dessas funções e responda
às perguntas referentes a cada exercício.

1. Ao acionar o freio de um automóvel, a distância para que ele pare, é denominada “espaço de
frenagem”. Este depende de vários fatores, entre eles, a velocidade em que o carro se encontra quando o
freio é acionado.

80
Espaço de frenagem (m)

70
60
50
40
30
20
10
0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

Velocidade (km/h)

a) Quantos metros o automóvel ainda deverá percorrer quando freado a uma velocidade de 60 km/h? E
a 80 km/h? E a 120 km/h?
b) A que velocidade deve estar o veículo para que o espaço de frenagem seja de 40 m?
c) Quando aumentamos a velocidade de 80 para 120 km/h, em quantos metros aumentará o espaço de
frenagem?

2. Um reservatório, contendo 500 litros de água, dispõe de uma válvula na sua parte inferior. Um
dispositivo foi utilizado para registrar o volume de água a cada instante, a partir do momento em que a
válvula foi aberta. Os valores obtidos durante a operação permitiram construir o gráfico do volume de
água (em litros) em função do tempo (em minutos).

500
Volume (litros)

400
300
200
100
0
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Tempo (min)

a) Quais as variáveis envolvidas?


b) O volume de água permaneceu constante no reservatório?
c) Após 10 minutos, qual o volume de água existente no reservatório?
d) Quantos minutos decorreram até que o volume da água existente no reservatório caísse pela metade?
Em quanto tempo o reservatório foi esvaziado?
e) Qual o significado do intercepto vertical? E do intercepto horizontal?

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Cálculo I
3. Em Química e Física, estudamos os estados da matéria. Um gráfico representativo da temperatura, em
oC, em função do tempo, em minutos, de aquecimento da água inicialmente a –20oC até a temperatura de

120 oC é:

Com os dados do gráfico, responda:


a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Que “trechos” da função são constantes?
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero, ou seja, para que valores de t temos
a temperatura positiva?
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero, ou seja, para que valores de t temos a
temperatura negativa?

140

120
100
80
T (oC )

60
40
20
0
-20 0 5 10 15 20 25 30

-40
t (min)

4. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de gás é função da pressão a que o mesmo está
submetido, como se vê no gráfico abaixo:

50

40
Volume (cm )
3

30

20

10

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)

Observando o gráfico, responda:


a) Qual a variável independente?
b) O que significa o fato, do gráfico, à medida que avança para a direita, ir descendo?
c) Qual é a variação do volume deste gás quando alteramos a pressão a que está submetido de 0,5 para 1
atmosfera?
d)E de 2 para 2,5 atmosferas?

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Cálculo I
5. Uma peça esférica de diâmetro 5” de aço 1035, com temperatura 1600°F, foi resfriada em água não
agitada com temperatura 123°F. As temperaturas foram lidas em 2 pontos da peça: ½“ e 2.½“ abaixo de
sua superfície, conforme o gráfico abaixo.

Resfriamento: esfera de aço 1035

1600
Temperatura (oF)

1400
1200
1000
800
600
400
200
0
0 1 2 3 4 5 6 7
Tempo (min)
Profundidade 1/2" Profundidade 2 1/2"

a) qual a temperatura da peça quando medida a uma profundidade de ½” abaixo de sua superfície, após
5 minutos de resfriamento? E à profundidade de 2.½”?
b) depois de quanto tempo de resfriamento a peça atinge a temperatura de 800°F, à profundidade de ½”?
E à profundidade de 2.½”?

6. O gráfico abaixo representa a temperatura, em oC, em função do tempo, em horas, numa dada
experiência:

25
22,5
20
17,5
15
Temperatura ( C)

12,5
o

10
7,5
5
2,5
0
-2,5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
-5
-7,5
-10
-12,5
Tempo (horas)

Com os dados do gráfico, responda:


a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Determine em quais momentos a temperatura é igual a zero.
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero.
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero.

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Cálculo I

1.2 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO

No gráfico ao lado, pode-se observar que o espaço de frenagem


representa uma grandeza variável: ele pode ser de 10 metros ou 80

de 30 metros (citando apenas dois exemplos). ?

Espaço de frenagem (m)


70

60

A velocidade também é outra grandeza variável, já que o 50


automóvel pode andar em diversas velocidades. Portanto, o
espaço de frenagem e a velocidade são variáveis, mas seus
40

valores não são independentes entre si. O espaço de frenagem 30

depende da velocidade do veículo ou, em outras palavras, para 20

cada velocidade há um único espaço de frenagem. 10

Assim, pode-se considerar as duas variáveis em questão, uma


0
?
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

assumindo valores num conjunto A (Domínio) e a outra num Velocidade (km/h)


conjunto B (Contradomínio), de modo que o gráfico retrate uma
situação tal que cada elemento do conjunto A corresponda a um
único elemento do conjunto B.

Matematicamente, a função pode ser definida como um tipo especial de relação entre grandezas:

Sejam A e B dois conjuntos não vazios e “ f ” uma relação de A em B. Essa relação “ f ” é uma função de
A em B quando a cada elemento “x” do conjunto A está associado um, e apenas um, elemento “y” do
conjunto B.

• O conjunto A de valores que podem ser atribuídos a “x” é chamado domínio da função e indica-se por
D ou Df (sendo que a variável “x” é chamada variável independente).

• O valor de “y”, correspondente a determinado valor atribuído a “x”, é chamado imagem de x pela
função e é representado por f(x). A variável “y” é chamada variável dependente.

• O conjunto Im, formado pelos valores que “y” assume em correspondência aos valores de “x”, é
chamado conjunto imagem da função. Obs.: podemos representar y = f(x).

1.2.1 NOTAÇÃO DE FUNÇÃO

Para indicar que uma função “ f ” tem domínio em A e contradomínio em B, usa-se: f : A → B. (lê-se: f de
A em B).

• No exemplo apresentado acima, temos que:

- Variáveis envolvidas: independente (x) → velocidade (km/h)


dependente (y) → espaço de frenagem
(m)
- Domínio da função: D = [ 0 , 120 ] ou D = { x ? R | 0 = x = 120 }
- Imagem da função: Im = [ 0 , 70 ] ou Im = { y ? R | 0 = y = 70 }

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Cálculo I
1.2.2 GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO (No Sistema Cartesiano Ortogonal)

O Sistema Cartesiano Ortogonal, também conhecido como Plano Cartesiano (R 2 ou E2 ) é formado por
dois eixos reais, perpendiculares (ortogonais) entre si, gerando quatro regiões denominadas quadrantes.
O eixo “x”, também é dito eixo das abscissas e o eixo “y” também é dito eixo das ordenadas.

A intersecção dos eixos coordenados determina um ponto único, denominado origem → (0 , 0). Cada
ponto neste plano é determinado por um par ordenado na forma (x , y), sendo que “x” e “y” formam as
coordenadas de um ponto.
Observações:

• Todo ponto pertencente ao eixo das abscissas terá ordenada nula, ou seja, será da forma: (x , 0).
• Todo ponto pertencente ao eixo das ordenadas terá abscissa nula, ou seja, será da forma: (0 , y).

Construindo um Gráfico de Função através da Fórmula Matemática


O gráfico, ou a representação gráfica de uma função, é uma forma de apresentarmos o comportamento
de um fenômeno numa forma visual (geométrica), o que em muitos casos, facilita a compreensão do
fenômeno, possibilitando perceber o seu comportamento de uma forma mais ampla. Para tanto,
utilizaremos o sistema cartesiano ortogonal, indicando os valores de “x” e “y” nos seus eixos
correspondentes.

Etapas para a construção de um gráfico:


• Montar uma tabela, atribuindo valores para “x” (conforme o Domínio da função) e calculando os
respectivos valores de “y”;
• Marcar no plano cartesiano os pontos gerados pelos pares ordenados (x , y) encontrados na tabela;
• Ligar (ou não) os pontos marcados no plano cartesiano por meio de uma curva (de acordo com a
função e o domínio desta).

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Cálculo I
1.3 FUNÇÕES ELEMENTARES

1.3.1 FUNÇÃO CONSTANTE

1.3.1.1 EXEMPLOS

1) Sob temperatura ambiente, variando de 16oC a 54oC, o corpo humano é capaz de manter
indefinidamente, uma temperatura de 36,7º C.
Esta função, na faixa de temperatura mencionada, pode ser assim representada:
f : [16 , 54] → ℜ definida por f(x) = 36,7

40
35
Temperatura do Corpo

30
25
20
15
10
5
0
0 10 20 30 40 50 60
Temperatura Ambiente

Logo, nesta faixa de temperatura ambiente, tem-se uma função constante.

2) Em um determinado ano, uma empresa em expansão contratou 100 funcionários em março e 100 em
outubro. Em janeiro deste mesmo ano o número de funcionários era 200. Matematicamente, podemos
equacionar esta situação como sendo uma função f : D → N com D = {meses do ano} definida por:

 200 , se x ∈ { janeiro , fevereiro }



f ( x ) =  300 , se x ∈ { março , abril , maio , junho , julho , agosto , setembro }
 400 , se x ∈ { outubro , novembro , dezembro }

Foi solicitada pelo setor de recursos humanos desta firma uma representação visual, de modo a
relacionar os meses do ano com o número de funcionários empregados (meses X funcionários).

Assim temos:

Número de
funcionários

400

300

200

J F M A M J J A S O N D Meses do ano (200X)

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Cálculo I
1.3.1.2 DEFINIÇÃO

Uma função cuja lei de associação é do tipo f(x) = k (ou y = k), com k ∈ R é chamada de função
constante, pois para qualquer valor atribuído à variável “x”, sua imagem “y” será sempre a mesma, de
valor “k”. Podemos acrescentar ainda, que se trata de uma função que não é crescente, nem decrescente,
mas sim constante, pois o valor da função (y) não cresce nem decresce, permanecendo o mesmo, ou seja,
constante.
Podemos observar que neste caso a taxa se variação é nula.
Lembre-se que: y = f(x).
Graficamente, tem-se uma reta paralela ao eixo das abscissas, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0
, k).
Se k > 0: Se k = 0: Se k < 0:
y y y

k

0 x 0 • x 0 x


k

1.3.1.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa os gráficos das funções dadas por:

a) f(x) = 4 com D = R d) y = – 3 com D = [–5 , 2 [

40
b) g(x) = − com D = R + e) y = 0 com D = { x ∈ R | – 4 < x ≤ 3 }
3

c) y = π com D = R f) h(x) = 51 com D = R g) y = – 7 com D = { x ∈ R | x < 6 }

2) Determine o conjunto imagem para cada uma das funções do exercício anterior.

3) Em uma cidade, o departamento de água da prefeitura decidiu fazer uma experiência e passou a
cobrar as contas de água dos consumidores com preços fixos para intervalos de consumo. Assim, por
exemplo, para qualquer consumo inferior a 20m3 , a conta será de R$ 18,50. Abaixo, você pode ver a lei de
formação utilizada para determinar o valor “V” da conta, em reais, em função do consumo “c”, em
metros cúbicos.

 18,50 se 0 ≤ c < 20

V (c ) =  47 ,50 se 20 ≤ c < 50 Obs.: O consumo é medido mensalmente.
 59, 00 c ≥ 50
 se

a) Construa o gráfico no plano cartesiano V x c (valor da conta por consumo) determinando o D e Im.
b) Quanto pagará um morador que consumir 20m3 de água em um mês? E se consumir 36,4m3 num mês?
c) Qual foi o consumo de uma casa cuja conta apresentou um valor de R$ 59,00?
d) Quanto pagou um morador que supostamente não consumiu nenhuma quantidade de água num mês?

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Cálculo I
4) Abaixo, pode-se ver parte de um gráfico que mostra o valor “y” a ser pago (em reais) pelo uso de um
determinado estacionamento por um período de “x” horas. Suponha que o padrão observado no gráfico
não se altere quando “x” cresce. Nestas condições, pergunta-se:
R$
6,5

3,5

0 1 2 3 4
Horas

a) Quanto deverá pagar uma pessoa, por utilizar o estacionamento durante meia hora? E durante duas
horas?
b) Quanto deverá pagar alguém que estacionar das 8h e 46min até as 11h e 50min?
c) Quanto tempo ficou no estacionamento um carro se o proprietário pagou R$ 8,00?
d) Quanto pagará um indivíduo que estacionar seu veículo das 22h de um dia até as 8h e 30min do dia
seguinte?
Respostas:

1a) y 1b) y 1c) y 1d) y

4
π
• •
–5 0 2
0 x 0 x 0 x x

− 3
– 40/3

1e) 1f) 1g) y


y y

• 51
0 6
–4 3

0
x
x 0 x
–7

2a) Im = { 4 } 2b) Im = { }
− 40
3 2c) Im = { π } 2d) Im = − 3 { } 3a) D = { c ∈ R | c ≥ 0 } e
2e) Im = { 0 }
2f) Im = { 51 }
Im = { 18,50 ; 47,50 ; 59,00 }
2g) Im = { –7 }
3b) R$ 47,50 e R$ 47,50
3a) Valor conta (R$)
3c) c ≥ 50 m3

59,00 3d) R$ 18,50


47,50
4a) R$ 2,00 e R$ 3,50

4b) R$ 6,50

18,50
4c) { x ∈ R | 4 < x ≤ 5 }

4d) R$ 17,00
0 20 50 Consumo (m3)

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Cálculo I

1.3.2 FUNÇÃO DO 1º. GRAU (ou Função linear)

1.3.2.1 EXEMPLO

Uma panela com água à temperatura de 15oC é levada ao fogo e observa-se que, a cada 1 minuto, a
temperatura sobe 2oC. De acordo com os dados, forneça a lei (fórmula) que representa o aumento de
temperatura em função do tempo.

Resolução:
Tempo inicial (to): 0 min Temperatura inicial (To) : 15o C

Tempo (min) Temperatura (oC)


0 15
1 17 (17 = 15 + 2.1)
2 19 (19 = 15 + 2.2)
3 21 (21 = 15 + 2.3)

Cada temperatura é a temperatura inicial mais um acréscimo de 2 oC por minuto.


Logo, a lei que relaciona o aumento de temperatura em função do tempo é:
T(t) = 15 + 2t , sendo esta, a solução do problema em questão.

1.3.2.2 DEFINIÇÃO

São funções que têm taxa constante de crescimento ou decrescimento. Uma função é dita do 1º. grau se
sua inclinação, ou taxa de variação, é a mesma em toda parte. E é o fato da taxa de variação ser constante
que faz de seu gráfico uma reta.
Logo, esta inclinação pode ser calculada com valores das funções em 2 pontos, m e n, usando a fórmula:

subida ∆y f (b) − f ( a)
Inclinação = = = = taxa média de var iação de f ( x) entre a e b.
percurso ∆x b−a

Para uma função não linear, a taxa de variação varia.

Esta função tem a forma y = ax + b, com a? 0 e a e b ? R, com domínio e contra-domínio real.


Seu gráfico é uma reta tal que:
• a é a inclinação, ou taxa de variação de y com relação a x ou ainda, coeficiente angular da reta.
• O valor da abscissa onde o gráfico corta o eixo “x” denomina-se raiz ou zero da função, que pode ser
determinado algebricamente fazendo f(x) = 0.
• b é o intercepto vertical ou intercepto y, ou seja, é o valor de y quando x é zero.
• A raiz também é conhecida como intercepto horizontal ou intercepto x.

1.3.2.3 FUNÇÕES CRESCENTES E DECRESCENTES

Os termos crescente e decrescente podem ser aplicados a outras funções, não apenas às lineares.

Qualquer função é crescente se os valores de y = f(x) crescem quando x cresce e é decrescente se os


valores de y= f (x) decrescem quando x cresce.
Uma função linear, y = ax + b, é crescente quando a taxa de variação for positiva, ou seja, quando
“a > 0”.
Uma função linear, y = ax + b, é decrescente quando a taxa de variação for negativa, ou seja, quando
“a < 0”.

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Cálculo I

1.3.2.5 GRÁFICO
Geometricamente, a função polinomial do 1º grau é representada por uma linha reta oblíqua aos eixos
coordenados, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 , b).

Se a > 0 ⇒ f(x) é crescente Se a < 0 ⇒ f(x) é decrescente


y y
f(x) f(x)

b b
• •

x’
• 0 x 0 x’ • x

Raiz ou zero Raiz ou zero


da função da função

1.3.2.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1)Construa, no sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por:


x 9 1
a) y = − d) F =
C + 32 g) y = − x j) y = −1+ 3 x com D = { x ∈ R x ≤ 0 }
4 5 2
b) f ( x) = − 2x + 5 e) f ( x) = x + 3 h) y = −3x com D = [ –2, + ∞ [

c) − x + 2 y + 3 = 0 f) g ( x) = −1 − x i) h( x ) = 2x + 2 com D = [ –1, 2 [

2) Construa, num mesmo sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por f(x) = x e g(x) =
– x.

Respostas:

1a) 1b) 1c) 1d) 1e)


y y y F y

5? ? 32 ?
3

0 4 5/2 0 3 –160/9
? ? ? ? ?
–1 ? x 0 x x 0 C –3 0 x
–3/2 ?

1f) 1g) 1h) 1i) 1j)


y
y y y y

6
6
–1 0
1/2 ? 2? x
0 1/2 0 –1
? ? ?
–1 x 0 x –2 x –1 2 x
? –1 ? –4

2)
y f(x)

3 ?

45º 45º 3
x

–3 ?
g(x)

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Cálculo I
1.3.2.7 DETERMINAÇÃO DA FUNÇÃO DO 1º GRAU A PARTIR DO SEU GRÁFICO

Relembrando: f(x) = ax + b, sendo: a → coeficiente angular (declividade) e b → coeficiente linear


Calculando o coeficiente angular “a” através do gráfico:

Conhecendo o ângulo “α” (inclinação) formado entre a reta “r” e o eixo “x” (no sentido anti-horário),
usa-se: a = tgα

∆y
Conhecendo dois pontos A(x A , yA) e B(x B , yB ), pertencentes a reta “r”, usa-se: a = tgα =
∆x
y

B
yB • Observações:
A α
∆y
yA • • Variação da inclinação da reta de uma função
•n do 1º grau: 0 < α < 180 ° com α ≠ 90º .

α • Se α = 0 ⇔ a = 0, tem-se neste caso uma


x’• 0 xA xB x
“função constante” (reta paralela ao eixo “x”).

r Raiz ou zero
da função ∆x

1.3.2.8 EXEMPLOS

1) Uma barra de aço com temperatura inicial de – 10ºC foi aquecida até 30ºC. O gráfico abaixo representa
a variação da temperatura da barra em função do tempo gasto nesta experiência. Determine:
a) a taxa de variação da temperatura em função do tempo;
b) a função (fórmula matemática) que representa o fenômeno em questão;
c) em quanto tempo, após o início da experiência, a temperatura da barra atingiu 0ºC;
d) o Domínio e o conjunto Imagem desta situação.

temperatura (ºC)
30

tempo (min)
5
- 10

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Cálculo I
2) O gráfico abaixo representa a variação da pressão da água do mar em função da profundidade.
Construa a função que relaciona pressão e profundidade Calcule a pressão sofrida pelo mergulhador se
estiver a uma profundidade de 35 metros. Qual o domínio e a imagem da função sabendo que a
profundidade máxima do local é de 35 metros?

Pressão (atm)

20 profundidade (m)

3) Um certo encanador (A) cobra por serviço feito um valor fixo de R$ 60,00 mais R$ 10,00 por hora de
trabalho. Um outro encanador (B) cobra um valor fixo de R$ 40,00 mais R$ 15,00 por hora de trabalho.
Determine a lei da função que relaciona preço e tempo de serviço para cada um dos encanadores. Faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano. Considerando o menor custo para a realização de
um trabalho, analise as vantagens e desvantagens da contratação dos serviços de cada um dos
encanadores.

4) Analisando o gráfico abaixo, determine:


a) as funções f(x) e g(x);
b) as raízes de f(x) e g(x);
c) as coordenadas do ponto P (intersecção das retas).

y f(x)
g(x)

P
1 2

0 • x

–2

–3 •
–5 •

5) Determine a função geradora do gráfico abaixo:


y

1
–2
0 3 x

–9

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Cálculo I

1.3.2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Duas operadoras de telefonia celular apresentam planos similares para seus usuários. O plano da
operadora “V” tem uma mensalidade no valor de R$ 25,00 e uma tarifa de R$ 0,70 por minuto em
ligações locais. O plano da operadora “T” tem custo de R$ 0,50 por minuto para ligações locais e uma
mensalidade no valor de R$ 30,00. Utilizando seus conhecimentos sobre função polinomial do 1º grau,
determine a lei da função que relaciona preço e tempo de ligação para cada um dos operadoras, faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano e analise as vantagens e desvantagens de cada
uma das operadoras.

2) Determine a função geradora de cada um dos gráficos a seguir.


y y y
a) b) c)
4? 6 ?
2 ?
2 0
? ? ?
–2 0 3 x 0 x 2 x

3) O valor total cobrado por um eletricista inclui uma parte fixa correspondente à visita e outra variável
correspondente à quantidade de fio requerida pelo serviço. O gráfico abaixo representa o valor do
serviço efetuado em função da metragem de fio usada no serviço. Construa a lei da função que
determina a pressão em função da quantidade de fio e determine quanto cobrará o eletricista se usar 18
metros de fio para executar o serviço?

Preço (R$)

72

14 20 metros

4) Um fabricante vende um produto por R$ 2,00 a unidade. O custo total do produto consiste numa taxa
fixa de R$ 120,00 mais o custo de produção de R$ 0,40 por unidade.
a) Qual a função matemática que expressa o lucro em função das peças vendidas?
b) Qual o gráfico desta função?
c) Se vender 200 unidades desse produto, qual será o lucro?
d) Qual o número de unidades que o fabricante deve vender para não ter lucro nem prejuízo?

y
5) Observando o gráfico ao lado, determine as equações das P
retas (funções); as coordenadas do ponto P e os zeros das funções. •
2

–4 1 •
• 2 x
–2
f •

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Cálculo I

6) O gráfico ao lado apresenta uma situação de frenagem, onde a velocidade do veículo varia em função
do tempo. Sendo assim, responda:
a) Qual a taxa de variação da velocidade em função do tempo?
b) Qual a velocidade do veículo no instante 3s? v (m/s)
c) O que acontece com o veículo após 5s de frenagem?
d) Qual o Domínio e o Conjunto Imagem do problema? 20

0 5 t (s)

Nota: Para se ter uma melhor noção da velocidade (neste caso), podemos convertê-la de m/s para km/h,
que é a unidade mais utilizada em nosso cotidiano. Para isto, basta multiplicar o valor da velocidade em
m/s por 3,6 que teremos o resultado em km/h.

7) O valor de uma máquina decresce linearmente com o tempo, devido ao desgaste. Sabendo-se que hoje
ela vale 10.000 dólares, e daqui 5 anos, 1.000 dólares, qual será seu valor em 3 anos?

8) Uma companhia tem função de custo C( q ) = 4000 + 2q e função receita R( q ) = 10q .


a) Qual é o custo fixo da companhia.
b) Qual é o custo variável por unidade?
c) Que preço a companhia está pedindo por seu produto?
d) Faça os gráficos de R(q) e C(q) no mesmo plano cartesiano.
e) Ache o ponto de equilíbrio.
f) Faça a análise econômica da situação.

9) Uma fábrica que produz quebra-cabeças tem custo fixo de R$6000 e custo variável de R$2 por jogo. A
companhia vende os jogos a R$5 cada.
a) Ache as funções custo, receita e lucro.
b) Esboce os gráficos das funções receita e custo no mesmo plano cartesiano.
c) Esboce o gráfico da função lucro.
d) Ache o ponto crítico.
e) Analise a situação econômica da fábrica.

10) Gráficos das funções custo e receita para uma empresa são dados abaixo.

2500
2250
2000
1750
1500 receita
1250
custo
1000
750
500
250
0
0 100 200 300 400 500 600

a) Aproximadamente, que quantidade a empresa deve produzir para ter lucro?


b) Avalie o lucro se a empresa produzir 600 unidades.
c) O que representa o ponto onde as funções receita e custo se interceptam?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 15


Cálculo I

11) Considerando as funções f(x) = 8 – x e g(x) = 3x, determine:


a) as raízes das funções “f” e “g” dadas;
b) as coordenadas do ponto P, que representa a interseção das retas em questão;
c) qual a classificação [crescente ou decrescente] para cada uma das funções.

12) Dada as equações 2x – y – 1 = 0 e x – y = 2 , determine:


a) O ponto de intersecção das retas;
b) Os pontos de encontro das retas com os eixos coordenados.
c) Construa o gráfico das duas retas no mesmo plano cartesiano.

Respostas:

1) R$
V

42,50 ? T

30,00 V(x) = 0,7x + 25


25,00
T(x) = 0,5x + 30

0 Resposta: “d”
25 min

2x 4
2a) y = + 2b) y = –2x + 4 2c) y = 3x
5 5

3) y = 2 x + 32 , R$ 68,00

4a) L = 1,6x – 120 4b) Gráfico 4c) R$ 200,00 4d) 75 unidades


1 3x 4
5) f(x) = x + 2 e g(x) = − 2 / P(4 , 4) raiz de f(x): x = – 4, raiz de g(x): x =
2 2 3
6a) – 4 m/s 2 (que é o coef. angular) 6b) 8 m/s 6c) Sua velocidade torna -se “zero”, ou seja, o veículo pára.

6d) D = { t ∈ R | 0 ≤ t ≤ 5 } e Im = { v ∈ R | 0 ≤ v ≤ 20 } 7) 4.600 dólares

8a) 4000 8b) 2 8c) 10 8d) gráfico 8e) 500

9a) C = 6000 +2q ; R = 5q ; L= 3q - 6000 9) b,c) gráficos 9d) 2000

10a) acima de 300 unidades 10b) 750 10c) ponto de equilíbrio

11a) raiz de f(x): x = 8, raiz de g(x): x = 0 11b) P(2 , 6) 11c) f(x) é decrescente e g(x) é crescente.

12 a) (–1, –3) 12 b) (1/2 , 0) e (0 , –1) / (2 , 0) e (0 , –2)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 16


Cálculo I

1.3.3 FUNÇÃO DO 2º GRAU (ou quadrática)

1.3.3.2 DEFINIÇÃO

Função Polinomial do 2º grau é toda função definida pela lei f(x) = ax2 + bx + c, com a ∈ R*, b ∈ R e c ∈
R.

Exemplos:
2
Na função f (x ) = x − 4 x + 7 temos: a = 1, b = – 4 e c = 7.
2
Na função g( x ) = − 2 x − 1 + 5 x temos: a = –2, b = 5 e c = –1.
2
Na função h(x ) = − x + 3x temos: a = –1, b = 3 e c = 0.
2
Na função P(x ) = x − 9 temos: a = 1, b = 0 e c = –9.
2
Na função y = x temos: a = 1, b = 0 e c = 0.

Graficamente, a função polinomial do 2º grau é representada por uma figura “aberta” e “infinita”
denominada parábola.

Particularidades:

• O gráfico de uma função de 2 o grau é uma parábola com eixo de simetria paralelo ao eixo y.
• Se o coeficiente de x 2 for positivo (a > 0), a parábola tem a concavidade voltada para cima.
• Se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo.
• A intersecção do eixo de simetria com a parábola determina um ponto chamado vértice (V).
• Se a parábola interceptar o eixo x, então a intersecção define as raízes x 1 e x 2 da função [para isto,
faz-se f(x) = 0].
• A parábola intercepta o eixo das ordenadas (y) no ponto (0 , c) [para isto, faz-se x = 0].

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 17


Cálculo I

No esquema abaixo, caracterizamos as diversas possibilidades gráficas:

∆ = b2 – 4ac > 0 ∆ = b2 – 4ac = 0 ∆ = b2 – 4ac < 0


a parábola intercepta o a parábola intercepta o a parábola não intercepta
eixo x em dois pontos
eixo x em um único ponto. o eixo x.
distintos.

c • •
• c V
V
c •
• •x
x1 2 x1 =• x2 = xV

a>0 V ? x1 , x2 ? R

a<0 ? x1 , x2 ? R
V
• x1 = x2 = xV
• • •
x1 x2 V
c
V •
c• • c•

• As Coordenadas do Vértice da Parábola e o Conjunto Imagem da Função Quadrática:

a>0
V (ponto de máximo)
valor máximo ← yV •
xV

xV
valor mínimo ← yV •
V → (ponto de mínimo)
a<0

• Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo: V(x V , yV ).
O valor mínimo é o yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≥ yV }.
• Quando a < 0, a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo: V(x V , yV ).
O valor máximo é yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≤ yV }.

As coordenadas do vértice V são ( xV , yV ) , podendo ser calculadas através de:


b ∆
xV = − e yV = − .
2a 4a

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 18


Cálculo I
1.3.3.3 EXEMPLOS

1. Construir a representação gráfica da função y = x 2 - 5x + 6.

a) Concavidade para cima pois a > 0. d) Coordenadas do vértice


−b −( −5) 5
xv = ⇒ xv = ⇒ xv =
b) Raízes da função (fazer y = 0): 2a 2.(1) 2

x2 - 5x + 6 = 0 (a = 1, b = -5 , c = 6)
−∆ −1 −1
yv = ⇒ yv = ⇒ yv =
4a 4.(1) 4
? = b2 − 4ac

? = ( -5)2 – 4.(1).(6) = 1

−b ± ∆ − (− 5) ± 1 e) Gráfico:
x= x=
2a 2.(1)
15
5 ±1 5+1 5−1
x= ⇒ x1 = e x2 = ⇒
2 2 2
10

x1 = 3 e x 2 = 2
5
c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo 0
y em (0,c) logo esta função intercepta o eixo y -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7
em (0, 6)
-5

2. Construir a representação gráfica da função y = -x2 + 7x - 10.

a) Concavidade para baixo pois a < 0. d) Coordenadas do vértice

b)Raízes da função (fazer y = 0): -b - (7) −7 7


xv = •Ëxv = •Ëxv = ⇒ xv =
2a 2.( −1) −2 2
-x2 + 7x - 10 = 0 (a = -1, b = 7, c = -10)

? = (7)2 – 4.(-1).(-10) = 9 -∆ -9 -9 9
yv = •Ëy v = •Ëy v = ⇒ yv =
4a 4.( −1) −4 4

- ( 7) ± 9 −7± 3
x= x = •Ë e) gráfico
2.( −1) −2
− 7+3 −7 −3 10
x1 = e x2 = •Ë
−2 −2
5
x1 = 2 e x2 = 5
0
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo -5
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo -10
y em (0,c), logo esta função intercepta o eixo y
-15
em (0, -10)
-20

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 19


Cálculo I

3. Construir a representação gráfica da função y = -x2 + 3x - 10.

a) Concavidade para baixo pois a < 0. d) Coordenadas do vértice

b) Raízes da função (fazer y = 0): -b - ( +3) -3 3


xv = •Ëx v = •Ëxv = •Ëxv =
2a 2.( −1) -2 2
-x2 + 3x - 10 = 0 (a= -1, b = 3, c = -10)

-∆ - (-31) 31 31
∆ = b 2 − 4ac yv = •Ëy v = •Ëy v = •Ëyv = −
4a 4.( −1) − 4 4

? = (3)2 – 4.(-1).(-10) = -31

e) Gráfico:
Portanto essa equação não tem raízes.
5

c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o 0


-7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
eixo y): -5

Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o -10

eixo y em (0,c), logo esta função intercepta o -15

eixo y em (0, -10) -20

-25

-30

4. Construir a representação gráfica da função y = x 2 - 2x + 1.

a) Concavidade para cima pois a > 0. -b ± ∆ -( −2) ± 0


x= x=
2a 2.(1)
b) Raízes da função (fazer y = 0):
2±0 2+0 2- 0
x= •Ëx1 = 1 e x2 = •Ë
x2 - 2x + 1 = 0 (a =1, b = -2, c = 1) 2 2 2

? = b2 − 4ac x1 = x 2 = 1

? = ( -2)2 – 4.(1).(1) = 0

e) Gráfico:
c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o
eixo y): 15
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta
o eixo y em (0,c) logo esta função
10
intercepta o eixo y em (0, 1)

d) Coordenadas do vértice 5
-b -( −2) 2
xv = •Ë x v = •Ëx v = = 1
2a 2.( 1) 2 0
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7

-∆ 0 -5
yv = •Ë y v = •Ëy v = 0
4a 4.( 1)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 20


Cálculo I
5. Um objeto lançado verticalmente, do solo para cima, tem posições no decorrer do tempo dadas pela
função horária s = 40t – 5t2 ( t em segundos e s em metros).
Esboce o gráfico que esta função descreve.
Qual a altura máxima atingida? Em quanto tempo?

a) b) A altura máxima atingida por este objeto é


exatamente a coordenada do ponto chamado
90
vértice. Logo, basta calcular yv.
80
-∆
70
yv = , ∆ = b 2 - 4.a.c •Ë
4a
posição (metros)

60 ∆ = ( 40) 2 - 4.( −5).( 0) •Ë∆ = 1600


50 - 1600
yv = •Ëyv = 80 ,
40 4.( −5)
30 logo a altura máxima é 80 metros.
20
O tempo gasto para se atingir a altura máxima é a
abscissa do vértice. Logo basta calcular x v.
10
−b − 40
xv = ⇒ xv = x v = 4,
0 2.a 2.( −5)
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
logo o tempo é de 4 segundos.
tempo (segundos)

6. O centro de gravidade de um golfinho saltador descreve uma parábola conforme o desenho. Sendo
assim, determine a altura máxima atingida pelo mesmo.

Resolução:
Neste exemplo, temos a trajetória do golfinho dada por uma parábola do tipo y = ax2 + bx + c. De acordo
com a figura acima, percebemos que o golfinho passa pelos pontos (0 ; 0), (1,0 ; 2,4) e (3,5 ; 1,4).
Como o golfinho sai da origem, ou seja, do ponto (0 ; 0), o valor de c é igual a zero. Sendo assim ficamos
com duas incógnitas, a e b. Com os pontos dados montamos um sistema de duas equações e duas
incógnitas:
2,4 = a + b

1,4 = 12, 25a + 3,5b
Isolando o valor de a na primeira equação temos a = 2,4 – b. Substituindo este valor na segunda equação
obtemos:
1,4 = 12, 25(2,4 − b ) + 3,5b a = 2,4 − 3,2
1,4 = 29,4 − 12, 25b + 3,5b a = −0,8
− 28 = −8,75b Assim:
y = −0,8 x 2 + 3, 2 x
b = 3,2
Se b = 3,2 e a = 2,4 – b, então
Agora podemos calcular a altura máxima atingida pelo golfinho.
altura máxima = yv

yv = −

=−
(
b2 − 4ac
=−
)
(3, 2)2
= 3,2 metros
4a 4a 4(− 0,8)
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 21
Cálculo I

1.3.3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o valor máximo (ou mínimo) e o conjunto
imagem para cada item.

a) f(x) = x 2 − 9 d) f(x) = 2 x 2
2 2
b) g(x) = 2x − 5x + 2 e) g(x) = − x − 8x − 16
2
c) f(x) = −3x + 12x

2) O custo diário de produção de uma indústria de aparelhos telefônicos é dado por C(x) = x2 – 86x +
2500, onde C(x) é o custo em dólares e x é o número de unidades fabricadas. Quantos aparelhos devem
ser produzidos diariamente para que o custo seja mínimo?

3) Um foguete experimental é disparado do topo de uma


colina, toca a extremidade superior de uma árvore, sem
mudar sua trajetória e atinge o solo, conforme a figura a
seguir. Determine a altura máxima atingida.

4) Certo dia, numa praia, a temperatura atingiu o seu


valor máximo às 14 h. Suponhamos que, neste dia, a temperatura f(t) em graus Celsius era uma função
do tempo t, medido em horas, dada por f(t) = – t2 + bt – 160, quando 8 ≤ t ≤ 20.
Obtenha:
a) o valor de b;
b) a temperatura máxima atingida nesse dia;
c) o gráfico de f.

5) Duas plantas de mesma espécie A e B, que nasceram no mesmo dia, foram tratadas desde o início com
adubos diferentes. Um botânico mediu todos os dias o crescimento (em centímetros) destas plantas. Após
10 dias de observação, ele notou que o gráfico que representa o crescimento da planta A é uma reta que
24 x − x
2

passa por (2 , 3) e o que representa o crescimento da planta B pode ser descrito pela função y = .
12
Um esquema desta situação está apresentado ao lado. Calcule:
a) a “lei” que descreve o crescimento da planta A;
b) o dia em que as plantas A e B atingiram a mesma altura e qual foi essa altura.

Altura y
(cm)
Planta A

Planta B

0 2 Tempo x (dias)

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Cálculo I

6) Qual a função geradora da párabola abaixo?

10

0
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112
-5

-10

-15

-20

7) Sabendo-se que uma curva que representa uma função de segundo grau passa pelos pontos (-3, 1), (1,
1) e (0, 6), determine a lei desta função.

8) Sabe-se que o lucro total “L” de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que, “R” é a receita
total e “C” é o custo total da produção (em reais). Numa certa empresa que produziu “p” unidades em
determinado período, verificou-se que R(p) = 1000p – p2 e C(p) = 300 + 40p + p2 . Nestas condições,
determine:
a) a função L(p);
b) a produção “p” para que o lucro da empresa seja o máximo possível para esta situação;
c) o lucro máximo;
d) o lucro obtido para uma produção de 300 unidades.

9) Sabe-se que o lucro total de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que L é o lucro total, R é
a receita total e C é o custo total de produção. Numa empresa que produziu x unidades, verificou-se que
R(x) = 600x – x2 e C(x) = x2 + 2000. Nessas condições, qual deve ser a produção x para que o lucro da
empresa seja máximo?

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Cálculo I

Respostas:

y
1. a)

• Valor mínimo = - 9
• Ponto de mínimo → (0,- 9)
• Im = { y ∈ R | y ≥ - 9 }
–3 3 x

-9

b) 2

• Valor mínimo = - 9/8


• Ponto de mínimo → (5/4,- 9/8)
5/4
• Im = { y ∈ R | y ≥ - 9/8 }

-9/8
•1/2 2 x

c) y

V • Valor máximo = 12
12
• Ponto de máximo → (2, 12)
• Im = { y ∈ R | y ≤ 12 }

0 2 4 x

d) y

• 8 •
• Valor mínimo = 0
• Ponto de mínimo → (0,0)
• Im = { y ∈ R | y ≥ 0 }
• 2 •


–2 –1 1 2 x

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Cálculo I

y
e)
–8 –4 0

V x • Valor máximo = 0
• Ponto de máximo → (– 4, 0)
• Im = { y ∈ R | y ≤ 0 }

• • –16

2) 43 aparelhos

3) ≅ 29,3 m

4a) b = 28 4b) temper. máxima = 36 ºC (YV)

4c)
temperatura (ºC)

V
36

0 8 14 20 tempo (h)

5 a) y = 3x/2
b) atingiram a mesma altura, de 9 cm, no 6º dia

6) y= -x2+7x-10

7) y = (-5/3) x 2- (10/3) x+6

8.a) L(p) = – 2p2 + 960p – 300; b) p = 240; c) 114.900;


d) 107.700

9) 150

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Cálculo I

1.3.4 FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARÍTMICA

1. Em uma experiência sobre deterioração de alimentos, constatou-se que a população de um certo tipo
de bactérias dobrava a cada hora. Se no instante que começaram as observações havia 50 bactérias, qual a
população de bactérias após 4 horas?

Resolução:
No instante inicial : 50 bactérias
Após 1 hora será: 50 . 2
Após 2 horas será: 50 . 2. 2 = 50 . 2 2
Após 3 horas será: 50 . 2 2 . 2 = 50 . 2 3
Após 4 horas será: 50 . 2 3 . 2 = 50 . 2 4 , logo, teremos 800 bactérias depois de 4 horas.

Enfim, para cada hora x que se escolha há um número y de bactérias. O valor de y, portanto, é uma
função de x, e a lei que expressa y em função de x é y = 50 . 2 x, que é um caso particular de função
exponencial.

2. Considere os dados da tabela a seguir, que mostram o crescimento de uma população (em milhares) de
bactérias.

x P(x)
(geração) (milhares)
0 140
1 182
2 236,6
3 307,58
4 399,854
5 519,81
6 675,753

Qual a equação que descreve esse crescimento populacional de bactérias? Esboce o gráfico.

Resolução:

Os dados da tabela acima mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias
inoculadas em um meio de cultura. Para avaliar como a população está aumentando, observa-se seu
crescimento a cada geração nos dados da terceira coluna. Se a população estivesse crescendo
linearmente, todos os números na terceira coluna seriam iguais. Também, podem-se analisar a segunda e
a terceira variações para concluir que estas não tendem a se estabilizar. Assim, este crescimento
populacional não pode ser descrito por polinômios. De fato, populações em geral crescem muito
rapidamente, pois a cada geração são mais indivíduos para se reproduzir, o que justifica o fato de os
valores da terceira coluna serem sempre crescentes.

Dividindo a população de cada geração pela da geração anterior, obtém-se:


população da geração 1 182
= = 1, 3
população da geração 0 140
população da geração 2 236, 6
= = 1,3
população da geração1 182

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Cálculo I

Efetuando os mesmos cálculos para os outros dados, ter-se-á também o valor 1,3. Considerando-se x o
número de gerações, a população pode ser escrita da seguinte maneira:
P( x) = 140 ⋅ (1,3) x

ou seja,
140 ⋅ (1,3) ;
0
quando x = 0, a população = 140 =
140 ⋅ (1,3) ;
1
quando x = 1, a população = 182 =
140 ⋅ (1,3) ;
2
quando x = 2, a população = 236,6 =

140 ⋅ (1,3) ;
3
quando x = 3, a população = 307,58 =

Esta é uma função exponencial com base 1,3, assim chamada porque a variável x está no expoente. A
base representa um fator de crescimento pelo qual a população muda a cada geração. Considerando r a
taxa percentual, diz-se neste caso que a taxa de crescimento é r = 30% = 0,3.

Se a equação for válida para as próximas 10 gerações, a população será P(10) = 140 ⋅ (1,3)10 = 1930 , 02 .

Graficamente, tem-se:

População de Bactérias

2500
2000
1500
P(x)

1000
500
0
0 2 4 6 8 10 12
x

P(x) é uma função crescente, pois os valores aumentam para valores crescentes de x. Note também que a
população cresce mais rápido quanto maior é o número de gerações. Este comportamento é próprio das
funções exponenciais.

Embora o gráfico seja uma linha cheia, isto é, contínua, ele mostra apenas uma boa aproximação da
realidade, pois sabe-se que não há fração de população.

Para reconhecer que os dados de uma tabela descrevem uma função exponencial, basta observar se as
razões dão um fator constante.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 27


Cálculo I

1.3.4.1 DEFINIÇÃO

Toda função f: ℜ → ℜ definida por f(x) = y0 . a x , com a ∈ ℜ, a > 0 e a? 1 e x∈ ℜ é denominada


função exponencial de base a.

Propriedades:
• Se a > 1 a função f(x) = y0. a x será crescente. Exemplos: f(x) = 2 x, g(x) = ( 32 )x
• Se 0 < a < 1 a função f(x) = y0. a x será decrescente . Exemplos: f(x) = ( 12 ) x , g(x) = (0,3)x

• Sendo a função f(x) = ax, definida anteriormente, temos que ∀ x ∈ R, encontraremos ax > 0. Como
todos os valores de “y” serão positivos, o gráfico se localizará totalmente acima do eixo “x”, concluindo-
se então que o conjunto imagem da função será dado por Im = { y ∈ R / y > 0 } ou ainda, de forma mais

breve: Im = R + .

• Decorrente do item anterior teremos, coincidente com o eixo das abscissas, uma assíntota horizontal.

1.3.4.2 GRÁFICOS

Exemplo 1:

y = 2x
9 y
X y 8
y = 2x
7
-3 0,125 6

-2 0,25 5

-1 0,5 4
3
0 1 2

1 2 1
x
2 4 -4 -3 -2 -1
0
0 1 2 3 4

3 8

Exemplo 2:

y = (1/2)x

9 y
x y y =(1/2)
x
8
-3 8 7
-2 4 6

-1 2 5

0 1 4

3
1 0,5 2
2 0,25 1 x

3 0,125 0
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 28


Cálculo I

1.3.4.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa cada dupla de gráficos das funções abaixo no mesmo sistema cartesiano ortogonal.
a) f ( x) = 3
x
e g ( x) = ( 13 )
x
b) f ( x) = 2
x +1
e g ( x) = 2 + 1
x

2) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o conjunto imagem e representando


também as respectivas assíntotas.

x −1 x− 2
a) f ( x) = 2 − 1 b) y = 2 + 2 c) g ( x) = 3 d) h ( x ) = 3
x x

−x
1
2x

f) g ( x) =  
1
e) f ( x) = 2 g) y =  
2x

3 3

1.3.4.4 LOGARITMAÇÃO

Resolver as seguintes equações exponenciais:

a) 2 x – 512 = 0 b) 3 . 4 x+1 = 96 c) 3 x = 2

Utilizando somente os conceitos usuais de equações exponenciais, não poderemos solucionar a


equação do item “c”. Para chegarmos à solução da referida equação precisaremos conhecer os
logaritmos.

Matematicamente, podemos escrever um número de várias formas:

3 1
O número pode ser escrito na forma 3 ⋅ = 3.( 0, 25) .
4 4

Observe que na forma 1ª forma, a fração pode ser considerada uma divisão e na 2ª forma, a
operação utilizada é a multiplicação. Podemos trocar a operação de um número sem alterar o seu
valor. Utilizando um raciocínio similar, podemos transformar as equações:

x
3 = 2 ⇔ log 3 2 = x
? forma exponencial ? forma logarítmica

Desta maneira, temos a definição da operação logaritmação:

Simbolo da Logaritmo Expoente


operação b > 0

log b = x ⇔ ax = b com  a > 0 e a ≠ 1
a x∈ℜ

base logaritmando ou Base


antilogaritmo

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 29


Cálculo I

Através da definição podemos observar que o logaritmo é um expoente. Assim sendo...

3
2 = 8 ⇔ log 2 8 = 3

2
5
= 32 ⇔ log 2 32 = 5

x
3 = 81 ⇔ log 3 81 = x

Neste último caso, resolvendo o logaritmo, temos que: log 3 81 = x


x
3 = 81
x 4
3 = 3
x = 4 ∴ log 3 81 = 4

• Logaritmo decimal (base 10) → log 100 = log10 100 = 2

• Logaritmo natural ou neperiano (base e ) → ln 1 = log e 1 = 0


? e = 2,7182818284... (número de Euler ou Neperiano)

Propriedades Importantes dos Logaritmos:

log a b = log a c ⇔ b = c log b n = n . log b

a
log b ( a.c) = log b a + log b c log b   = log b a − log b c
c 

Mudança de Base:

Para mudarmos a base “a” de um logaritmo, para uma base “c” de livre escolha (c > 0 e c ≠ 1),
utilizamos a fórmula:

log c b
log a b =
log c a

1.3.4.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Curva de Aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação


existente entre a eficiência de um indivíduo e a quantidade de treinamento ou experiência
possuída por este indivíduo. Um exemplo de Curva de Aprendizagem é dado pela expressão
Q = 700 − 300e −0, 5t , em que:
Q = quantidade de peças produzidas mensalmente por um funcionário;
t = meses de experiência;
a) De acordo com essa expressão, quantas peças um funcionário com 1 mês de experiência deverá
produzir mensalmente?
b) E um funcionário sem qualquer experiência, quantas peças deverá produzir mensalmente?
Compare esse resultado com o resultado do item a. Há coerência entre eles?
c) Construa o gráfico Q X t

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 30


Cálculo I

2) A produção de uma peça numa empresa é expressa pela função y = 100 – 100.e-0,2d , onde y é o
número de peças e d o número de dias. A produção de 87 peças será alcançada em quantos dias?
Esboce o gráfico que representa esta função.

3) Uma imobiliária acredita que o valor v de um imóvel no litoral varia segundo a lei v(t) =
50.000•(0,9)t, em que t é o número de anos contados a partir de hoje.
a) Qual é o valor atual desse imóvel?
b) Qual é a desvalorização percentual anual desse imóvel?
c) Quanto valerá esse imóvel daqui a 2 anos?
d) Daqui a quantos anos o imóvel valerá R$ 29.524,50?

4) A expressão P( t ) = k • 2
0 ,05 t
fornece o número P de milhares de habitantes de uma cidade,
em função do tempo t, em anos. Se em 1990 essa cidade tinha 300.000 habitantes, quantos
habitantes, aproximadamente, ela possuía no ano 2000?

5) Um corpo com temperatura de 200oC é exposto ao ar e após 30 segundos sua temperatura


atinge 120oC. Sabendo que seu resfriamento obedece a função: T = c.e kt + T a
Onde: T ⇒ temperatura; t ⇒ tempo; c, k ⇒ constantes; Ta ⇒ 20 oC.
a) Determinar a temperatura após 1 hora.
b) Determinar o tempo necessário para atingir 40oC.

6) Sabe-se que a população de bactérias em uma cultura pode ser modelada pela função p = c.e kt,
onde “p” representa o número de bactérias e “t” o tempo. Sabe-se que em 8 horas de cultura a
população era de 1200 bactérias, isto para uma população inicial de 250 bactérias. Determine a
população para 1 dia e 2 dias.

7) Um estudo revelou que a população de peixes de um lago está crescendo à taxa de 25% ao
ano. Isso significa que a população de peixes em um determinado ano é 1,25 vez maior que a
população do ano anterior. Atualmente, essa população está estimada em 1.000 peixes.
a) Obtenha a lei que define o número de peixes n nesse lago daqui a t anos.
b) Qual será a população de peixes daqui a 1 ano? E daqui a 3 anos?
c) Esboce o gráfico dessa função.

8) Uma maionese mal conservada causou mal-estar nos freqüentadores de um restaurante. Uma
investigação revelou a presença da bactéria salmonela, que se multiplica segundo a lei:
n (t ) = 200 • 2 at , em que n(t) é o número de bactérias encontradas na amostra de maionese t
horas após o início do almoço e a é uma constante real.
a) Determine o número inicial de bactérias.
b) Sabendo que após 3 horas do início do almoço o número de bactérias era de 800, determine o
valor da constante a.
c) Determine o número de bactérias após 1 dia da realização do almoço.

9) Segundo dados de uma pesquisa, a população de certa região do país vem decrescendo em
−0 , 25t
relação ao tempo t, contado em anos, aproximadamente, segundo a relação: P(t ) = P (0) • 4 .
Sendo P(0) uma constante que representa a população inicial dessa região e P(t) a população t
anos após, determine quantos anos se passarão para que essa população fique reduzida à metade.

10) Considerando-se as taxas de natalidade e mortalidade, a população da cidade A apresenta


crescimento de 5% ao ano, e a população da cidade B aumenta, a cada ano, 1.500 habitantes em
relação ao ano anterior. Em 1990, a população da cidade A era de 200.000 habitantes e a
população da cidade B era de 220.000 habitantes.
a) Obtenha a lei que representa a população P de cada uma das duas cidades em t anos, a partir
de 1990.
b) Forneça a população de A e de B em 2003.
c) Faça um esboço dos gráficos que representam as leis obtidas no item a no mesmo plano
cartesiano.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 31


Cálculo I

11) No primeiro dia útil de 2003 (data que será chamada de “data-base”), um investidor tem o
saldo de R$ 15.000,00 numa aplicação financeira (estamos supondo que os rendimentos do último
período que antecedeu à data-base já tenham sido creditados).
Durante os próximos meses, são pagos a esse investidor rendimentos a uma taxa de 15% ao mês.
Supondo que a partir da data-base não foram feitos nem depósitos nem retiradas, calcule o saldo
dessa conta com relação à data-base, após:
a) 1 mês;
b) 2 meses;
c) 3 meses;
d) 12 meses;
e) n meses (n inteiro, n≥ 0).

12) Suponha que você deposite R$ 1000 numa conta que rende juros cuja taxa é 2% ao mês e
acumule esse juro ao seu capital inicial mensalmente. Quanto você terá após 6 meses de
aplicação?

13) O gráfico abaixo é gerado pela função y = c.ekx + 10. Determinar:


a) o valor de y para x = 30
b) o valor de x para y = 12

50

20

10 x

Respostas:

1) a) 518 peças; b) 400 peças


2) 10,2 dias
3) a) R$ 50.000,00; b) 10%; c) R$ 40.500,00; d) 5 anos
4) 424.264 habitantes
5) a) T = 20oC; b) t ≅ 112 segundos
6) P(24) = 27.647 bactérias e P(48) = 3.057.647 bactérias
7) a) n = 1000•(1,25) t; b)1250 peixes; 1953 peixes; c) Gráfico
8) a) 200 bactérias; b) a = 2/3; c) 13.107.200 bactérias
9) 2 anos
10) a) P A = 200.000 • (1,05)t e P B = 220.000 + 1500t; b) P A = 377.129 habitantes e P B = 239.500 habitantes; c) Gráfico
11) a) R$ 17.250,00; b) R$ 19.837,50; c) R$ 22.813,13; d) R$ 80.253,75; e) saldo = 15.000 • (1,15) n
12) R$ 1126,16
13) a) y = 10,6255 b) x = 21,6142

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 32


Cálculo I

1.3.5 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

1.3.5.1 RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Considerando o triângulo retângulo da figura:

cateto hipotenusa
a
c
cateto
A C
b

Teorema de Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos
(a
2
= b 2 + c2 )

Obs. a hipotenusa é sempre o maior lado do triângulo retângulo.

Para um ângulo agudo de um triângulo retângulo, define-se:

Seno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Cosseno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Tangente de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida do
cateto adjacente a esse ângulo.

b c b
sen B̂ = cos B̂ = tg B̂ =
a a c
c b c
sen Ĉ = cos Ĉ = tg Ĉ =
a a b

1.3.5.2 CICLO TRIGONOMÉTRICO

Denomina-se ciclo trigonométrico uma circunferência de raio unitário, fixada em um plano


cartesiano, de centro O, sobre a qual marcamos um ponto A (origem), e adotamos como sentido
positivo de percurso o sentido anti-horário.
y
B
+
Os pontos A(1, 0); B(0,1); C(-1, 0) e D(0, -1) pertencem a
circunferência e a dividem em 4 partes iguais
C A denominadas quadrantes.
O r=1 x
_
D

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 33


Cálculo I

1.3.5.3 SENO, COSSENO E TANGENTE NO CICLO TRIGONOMÉTRICO

TABELAS DOS VALORES NOTÁVEIS

sen
1 ? / 2 p/3
3
2 p/4 30 o 45 o 60 o
2
2 (p/6) (p/4) (p/3)
1
p/6
2 1 2 3
0 seno 2 2 2
1 2 3
1 cos
2 2 2 3 2 1
cosseno 2
2 2
3 1 3
tangente
3

0o 90 o 180 o 270 o 360 o


(0 (p/2 (p (3p/2 (2p
rad) rad) rad) rad) rad)

seno 0 1 0 -1 0

cosseno 1 0 -1 0 1

tangente 0 ∃/ 0 ∃/ 0

Observações:
• Relação Fundamental entre o seno e o cosseno: sen 2 x + cos 2 x = 1
senx
• tg x =
cos x

1.3.5.4 FUNÇÕES SENO, COSSENO E TANGENTE

a. Função seno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = sen x.
b. Função Cosseno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = cos x.
c. Função Tangente é a função que faz corresponder a cada número real x, x? p/2 + kp, onde k
? Z, o número y = tg x.

Função Seno e Função Cosseno:

• Domínio: D = R
• Conjunto Imagem: Im = [-1,1]

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 34


Cálculo I

1.3.5.5 GRÁFICOS

1. SENO

Função Seno
x y
0 0 y 1,5
π/2 1 1
0,5
π 0
0
3 π/2 -1 -2p -3p/2 -p -p/2-0,5 p/2 p 3p/2 2p
2π 0 -1
-1,5 x

2. COSSENO

X Y = cos x
0 1 Função Cosseno
π/2 0
y 1,5
π -1
1
3π/2 0
0,5
2π 1 0
-2p -3p/2 -p/2 -0,5 p/2 p 3p/2 2p
-p -1 x
-1,5

1.3.5.6 PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES SENO E COSSENO

a. Função Limitada
Estas funções são limitadas pois : -1 = sen x = 1 e -1 = cos x = 1, para todo x real.

b. Amplitude
Amplitude é a metade da diferença entre os valores máximo e mínimo de uma função.
Os valores máximo e mínimo das funções seno e cosseno são 1 e –1, assim a amplitude de ambas
as funções é 1.

c. Função Periódica
Período: é o tempo para que a função execute um ciclo completo.
O gráfico da função seno e também o da função cosseno, percorre um ciclo completo de 0 a 2? ,
todo o resto do gráfico é só uma repetição deste pedaço. Portanto o período destas 2 funções é p =
2? .

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 35


Cálculo I

1.3.5.7. EXEMPLOS

1. Esboce o gráfico de y = 3 sen t e use-o para determinar a amplitude e o período.

y = 3 sen t

3
y
2
1
0
-2p -3p/2 -p -p/2 -1 p/2 p 3p/2 2p
-2
t
-3

As ondas têm um máximo de 3 e um mínimo de –3, assim a amplitude é 3.


O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = 2? , sendo assim o período é 2? .

2. Esboce o gráfico de y = cos 2 t e use-o para determinar a amplitude e o período.

y = cos 2 t

y 1,5
1
0,5
0
-2p -3p/2 -p -p/2 -0,5 p/2 p 3p/2 2p t
-1
-1,5

As ondas têm um máximo de 1 e um mínimo de –1, logo a amplitude é 1.


O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = ? , logo o período é p = ? .

3. Esboce o gráfico de y = sen (t + ? /2) e use-o para determinar a amplitude e o período.

y = sen (t+p/2)

y 1,5
1
0,5
0
-2p -3p/2 -p -p/2 -0,5 p/2 p 3p/2 2p
t
-1
-1,5

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 36


Cálculo I

Tem amplitude A = 1.
Tem período p = 2p.
É o gráfico de y = sen t deslocado de p/2 unidades para a esquerda. (Observe que é o gráfico de
y = cos t)

4. Faça o gráfico de y = A sen t para diferentes valores de A. Descreva o efeito de A sobre o gráfico.

4
y
3
Nos gráficos de y = A sen t para A = 1, 2, 3,
2
valores positivos, observa-se que A é a
1
amplitude.
0 Faça o gráfico de y = A sen t para valores
-1 p 2p negativos de A e descreva o efeito de A sobre
-2 o gráfico.
-3 t
-4

5. Faça o gráfico de y = sen B t para diferentes valores de B. Descreva o efeito de B sobre o gráfico.

y = sen 2t (B = 2) y = sen 1/2 t ( B =1/2) y = sen t ( B = 1)

1,5 y 1,5 y 1,5


y

1 1 1

0,5 0,5 0,5

0 0
4p 0

-0,5 p 2p 3p 4p -0,5 -0,5 2p 4p


2p t
-1 t t
-1 -1

-1,5 -1,5 -1,5

Os gráficos de y = sen Bt, para B = 1/2 o período é 4p, quando B = 1 o período é 2? , quando B =
2 o período é ? . O valor de B afeta o período da função. Os gráficos sugerem que quanto maior
for B, “mais depressa” a onda se repete e mais curto é o período.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 37


Cálculo I

1.3.5.8 FAMÍLIA DE CURVAS

As constantes A, B, C e D são chamadas parâmetros. Pode-se estudar as famílias de curvas


variando um dos parâmetros de cada vez.
As funções y = A sen (Bt + C) + D e y = A cos (Bt + C) + D são periódicas com:

• Amplitude = IAI,

• Período p = ,
IBI
• Deslocamento horizontal = C/B
• Deslocamento vertical = D

1.3.5.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Esboce o gráfico das funções abaixo. Quais são seus períodos e suas amplitudes?

a) y = 3 sen x i) y = 2 sen (x + ? )
b) y = -3 sen x j) y = ½ (cos 3x) +1
c) y = 5 cos t k) y = cos(t/4) – 2
d) y = -5 cos t l) y = 2 sen(4x) – 2
e) y = sen (x) + 1 m) y = 3 cos (x + ? ) -1
f) y = cos (x/2) n) y = 2 sen (x + ? /2) + 1
g) y = sen (5x) + 1 o) y = -1cos (2t) -2
h) y = sen(x + ? ) p) y = -3 cos (x + ? ) +1

2) A 10 de fevereiro de 1990, a maré alta em determinada cidade foi à meia noite. A altura de
água no porto é uma função periódica, pois oscila regularmente entre maré alta e baixa. A altura
(em pés) é aproximada pela fórmula
π
y = 5 + 4,9 cos( t) ,
6
onde t é o tempo em horas desde a meia noite de 10 de fevereiro de 1990.

a) Esboce um gráfico dessa função em 10 de fevereiro de 1990 (de t = 0 a t = 24)


b) Qual era a altura da água à maré alta?
c) Quando foi a maré baixa e qual era a altura da água nesse momento?
d) Qual é o período desta função e o que ele representa em termos das marés?
e) Qual é a amplitude desta função e o que ela representa em termos das marés?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 38


Cálculo I

Respostas:

1) a) e)

y = 3 sen x y = sen (x) + 1

3 2
2
1
1
0 0
-1 0 90 180 270 360 0 90 180 270 360
-1
-2
-3 -2

b) f)

y = -3 sen x y = cos(x/2)

3 1
2
1 0,5
0
0
-1 0 90 180 270 360
0 180 360 540 720
-2 -0,5
-3
-1

c) g)
y = 5 cos t y=sen(5x)+1
5 2
4
3 1,5
2
1 1
0 0,5
-1 0 90 180 270 360
-2 0
-3
-4 -0,5 0 18 36 54 72
-5 -1

d) h)

y = -5 cos t y=sen(x+p)

5 1
4
3 0,5
2
1
0 0
-1 0 90 180 270 360 -270 -180 -90 0 90 180 270 360
-2 -0,5
-3
-4
-5 -1

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 39


Cálculo I

i) m)

y=2 sen(x+p) y=3cos(x+p)-1

2 2
1
1
0
-270 -180 -90 -1 0 90 180 270 360
0
-270 -180 -90 0 90 180 270 360 -2
-1
-3

-2 -4

j) n)

y=0,5(cos3x)+1 y=2sen(x+p/2)+1

1,5 3

1 2
0,5
1
0
-0,5 0 30 60 90 120 0
-1 -180 -90 0 90 180 270 360
-1
-1,5
-2

k)
o)
y=(cosx/4)-2 y=-cos(2x)-2
0
-1
-0,5 0 360 720 1080 1440
0 45 90 135 180
-1 -1,5
-1,5
-2
-2
-2,5 -2,5
-3
-3

l)
p)
y=2sen(4x)-2
y=-3cos(x+p)+1
0
4
0 22,5 45 67,5 90
-1 3

-2 2

1
-3
0
-4 -270 -180 -90 0 90 180 270 360
-1

-2

2)a) gráfico; b) 9,9 m; c) 6 e 18 horas e altura de 0,1 m; d) 12 horas; e) 4,9

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 40


Cálculo I

Capítulo 2: Limite e Continuidade


2.1 EXEMPLO

1. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que
k
o mesmo está submetido. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo, que representa: V= ,
P
onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.

50

40
Volume (cm3)

30

20

10

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)

k
a) Com respeito a função V= , com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como
P
sendo nula ou negativa), o que se pode dizer de V quando P diminui, tendendo a zero?
b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce, tornando-se muito grande, tão
grande quanto se queira, isto é, quando P tende para mais infinito?

Resolução:
a) Quando P diminui, tendendo a zero, escrevemos:
P à 0 , ou seja, P tende a zero por valores maiores que zero, pela direita. E quando isto acontece, V
+

se torna muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, V tende para mais infinito e escrevemos:
V à +∞.
Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: lim+ V = +•‡.
P •¨0

b) Quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P à +∞,
V tenderá a zero, ou seja, V à 0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a
linguagem dos limites: lim V = 0 .
P → +∞

2.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE

Seja a função f(x) = 2x + 1. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1, pela sua direita (valores
maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y:

x y = 2x + 1 x y = 2x + 1
1,5 4 0,5 2
1,3 3,6 0,7 2,4
1,1 3,2 0,9 2,8
1,05 3,1 0,95 2,9
1,02 3,04 0,98 2,96
1,01 3,02 0,99 2,98

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 41


Cálculo I

Notamos que à medida que x se aproxima de


1, y se aproxima de 3, ou seja, quando x tende
para 1 (x 1), y tende para 3 (y 3), ou
seja:

lim 2 x + 1 = 3
x→1

Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão


próximo de 3 quanto desejarmos, tornando x
suficientemente próximo de 1.

2.3 DEFINIÇÃO

Assim, de forma geral, escrevemos:

lim f ( x ) = b
x→a
quando x se aproxima de a (x à a), f(x) se aproxima de b (f(x) à b).

2.4 LIMITES LATERAIS

Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à
direita da função f quando x tende para "a" pela direita, e escrevemos:

lim f (x ) = L isto é, todos os valores de x são sempre maiores do que "a".


x → a+

Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à
esquerda da função f quando x tende para "a" pela esquerda, e escrevemos:

lim f (x ) = L isto é, todos os valores de x são sempre menores do que "a".


x → a−

TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a, exceto possivelmente no ponto
a, então:

lim f ( x) = L se e somente se: lim f ( x) = lim − f ( x) = L


x →a x→ a + x→ a

Lê-se: limite de f de x, quando x tende a a é L

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 42


Cálculo I
EXEMPLOS:

1) Verifique se existe o limite da função f(x) = x² + 1, quando x tende a 1.

Solução:

lim− x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2
x→1

lim+ x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2
x→1

Como lim− f ( x ) = lim+ f ( x ) = 2 , logo, lim x + 1 = 2


2
x→1 x→1 x→1

 x + 1, se x < 1
2) Verifique se existe o limite de f (x ) =  , em x = 1.
2 − x , se x ≥ 1

Solução:

lim x + 1 = 1 + 1 = 2
x→1−

lim 2 − x = 2 – 1 = 1
x→1+

Como lim f ( x ) ≠ lim+ f ( x) , Logo, lim f ( x ) = não existe


x→1− x →1 x→1

3) Seja f(x) a função definida pelo gráfico:

Intuitivamente, encontre se existir:

a) lim f ( x) = −1 d) lim f ( x) = −1
x →3 − x → −∞

b) lim f ( x) = 3 e) lim f ( x ) = 3
x →3 + x → +∞

c) lim f ( x) = ∃ f) lim f ( x) = 3
x →3 x →4

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 43


Cálculo I
2.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Os cientistas P. F. Verhulst, R. Pearl e L. J. Reed, contrariando a teoria de Malthus de que as populações


crescem em progressão geométrica, propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o
seguinte aspecto:

Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região
ou país e, utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910, obtiveram a lei experimental:

197 ,274
P=
1 + 67 ,32 x 1,03 −t
onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes, t anos após 1790.
Calcule o limite da função P, quando t à +∞.
60
2. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por: P( t) = , onde P(t)
5 + 7e − t
é dada em bilhões e t em dias. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo. Verifique a
sua conclusão achando lim P( t).
t →+∞

3. Seja f(x) a função definida por cada gráfico, intuitivamente, encontre se existir:

a) b)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 44


Cálculo I
c) d)

e) f)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 45


Cálculo I
g) h)

Respostas:

3) a) 4, +∞ , não existe, 4, 4, +∞
1) L = 197,274 milhões de habitantes
b) −∞ , +∞ , não existe, 3, 1, 1
2) 12 c) 5, 5, 5, 0, -1, −∞
d) −∞ , −∞ , −∞ , 1, -1
e) 2, −∞ , não existe, 2, +∞ , 1
f) 4, -1, não existe, 2, 1, 4
g) 3, 0, não existe, 2, 6, +∞

h) +∞ , +∞ , +∞ , 1, 4, 1

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 46


Cálculo I

2.6 PROPRIEDADES DOS LIMITES

P1) lim c = c Exemplo: lim 5 = 5


x→ a x →2

P2) lim x = a
x→ a

P3) lim c ⋅ f ( x ) = c ⋅ lim f ( x) Exemplo: lim 5 ( x + 1) = 5 ⋅ lim ( x + 1) = 5 ⋅ 2 = 10


x →a x→ a x →1 x→1

P4) lim
x →a
[ f (x ) ± g ( x) ] = lim f ( x ) ± lim g ( x ) Exemplo:
x →a x →a

lim ( x 2 + 3x − 2) = lim x 2 + lim 3x − lim 2 = 4 + 6 − 2 = 8


x →2 x→ 2 x →2 x→ 2

P5) lim
x →a
[ f (x ) ⋅ g ( x )] = lim f ( x) ⋅ lim g ( x ) Exemplo: lim (3x ⋅ 5x) = lim 3 x ⋅ lim 5x = 6 ⋅ 10 = 60
x→ a x →a x →2 x →2 x→ 2

lim f ( x) lim x 2
f (x ) x→ a x 2 x→1 1
P6) lim = Exemplo: lim = = =1
x → a g ( x) lim g ( x) x →1 x lim x 1
x→ a x →1

n
P7) lim [ f ( x) ]n =  lim f ( x )  Exemplo: lim x 2 = 12 = 1
x →a  x → a  x→1

P8) lim
x →a
n f ( x) = n
x→ a x →2 x →2
( )
lim f ( x) Exemplo: lim x4 − 4x + 1 = lim x 4 − 4 x + 1 = 16 − 8 + 1 = 3

P9) lim log b f ( x) = log b lim f ( x ) com f(x) > 0 Exemplo: lim log x = log lim x = log 10 = 1
x →a x→ a x →10 x →10

2.7 LIMITES INDETERMINADOS

No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações:


0 ∞
0⋅ ∞, , ± , 1∞ , ∞ − ∞ , ∞ 0 .
0 ∞

Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 47


Cálculo I
EXEMPLOS:

3 x2 − 4 x − 4
1) Seja f ( x ) = e considere o problema da determinação do lim f ( x ) .
x−2 x→ 2

Resolução:

3 x 2 − 4 x − 4 3.4 − 4 .2 − 4 0
lim = = que é uma indeterminação.
x→ 2 x−2 2−2 0
Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando
x chega bem perto do valor 2, mas sem assumi-lo.

Fazendo x → 2 − (valores menores que 2)

x 1 1,25 1,50 1,75 1,90 1,99 1,999

f(x) 5 5,75 6,50 7,25 7,70

Fazendo x → 2 + (valores maiores que 2)


x 3 2,75 2,50 2,25 2,01 2,001

f(x) 11 10,25 9,50 8,30

Evidentemente quando x → 2 , f ( x) → 8 ,

3 x 2 − 4x − 4
lim =8
x →2 x−2

3 x 2 − 4x − 4 (3x + 2).(x − 2)
Obs. lim = lim = lim 3 x + 2 = 3 .2 + 2 = 8
x →2 x−2 x→ 2 x−2 x →2

Esta é uma função descontínua.

x 2 − 6x + 9 0
2) lim = Indetermin ação . Neste tipo de limite, se o numerador e o denominador
x →3 x −3 0
aproximam-se de zero quando x à a, então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o
limite pode, freqüentemente, ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns:

x 2 − 6x + 9 ( x − 3) 2
lim = lim = lim ( x − 3) = 0
x →3 x −3 x →3 x − 3 x→ 3

x 2 + 8 x + 16
3) Calcule o limite de lim .
x →−4 x+4

( −4) 2 + 8( −4) + 16 0
Solução: lim = indeterminação.
x →−4 −4+ 4 0

x 2 + 8 x + 16 ( x + 4) 2
lim = lim = lim x + 4 = − 4 + 4 = 0
x →−4 x+4 x → −4 x+4 x →−4

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 48


Cálculo I
2.8 PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO

P1) Limites de x n, quando x à ± ∞

lim xn = ∞ , para n = 1, 2, 3, ...


x→ ∞

 + ∞, para n = 2, 4, 6, ...
lim x n = 
x → −∞  - ∞ , para n = 1, 3, 5, ...
Multiplicando-se x n por um número real positivo, isto não afeta os limites mas, multiplicando-se por um
número real negativo invertem-se os sinais.
Exemplos:

lim 2x 5 = +∞ ; lim 2 x5 = −∞ ; lim 4 x6 = +∞ ; lim 4 x6 = +∞ ;


x → +∞ x→ −∞ x→ +∞ x→ −∞

lim − 7 x8 = −∞ ; lim − 7 x8 = −∞
x → +∞ x → −∞

P2) Limite de Polinômios - quando x à ±∞

O polinômio p(x) = c0 + c1 x + ... + cnxn , comporta-se como o seu termo de maior grau quando x à ±∞:

Exemplo: lim ( 7 x5 − 4 x3 + 2x − 9) = lim 7 x5 = +∞


x → +∞ x → +∞

P3) Limite das Funções Racionais - quando x à ±∞

 ± ∞ se m > n
m 
a x a
lim 0 =  0 se m = n
x→ ±∞ b0 x n  b0
0 se m < n

Exemplos:

2x 3
lim = +∞ (pois m > n)
x → +∞ x2

2x 2
lim =2 (pois m = n)
x → −∞ x2
3x
lim =0 (pois m < n)
x → −∞ x 2

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 49


Cálculo I
2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

 x − 1, se x ≤ 3
1) Seja f ( x) =  . Calcule:
3x - 7, se x > 3

a) lim f ( x ) = 2 b) lim f ( x ) = 2 c) lim f ( x ) = 2


x→3
– x →3 + x→ 3

2) Seja f ( x ) = x − 4 . Calcule:

a) lim f ( x) = 0 b) lim f ( x ) = 0 c) lim f ( x ) = 0


x→4+ x→ 4 – x→ 4

1
 x , se x < 0

 2
3) Seja f ( x ) =  x , se 0 ≤ x < 1 . Calcule:

 2, se x = 1

 2 - x, se x > 1

a) lim f ( x ) = 1 b) lim f ( x ) = 1 c) lim f ( x ) = 0 d) lim f ( x ) = −∞


– x→1 + –
x→1 x→0 x→ 0

e) lim f ( x ) = não existe f) lim f ( x ) = 0 g) lim f ( x ) = 0 h) lim f ( x ) = 0


x→ 0 + – x→ 2
x→2 x→ 2

4) Calcular os limites usando as propriedades:

a) lim (3 − 7x − 5x 2 ) = 3 b) lim ( 3x 2 − 7x + 2) = 8 c) lim ( x + 4) 3 ⋅ ( x + 2) −1  = 27


x→0 x →3 x → −1  

x+4 t+3 x2 −1
d) lim = 6/5 e) lim = 5/4 f) lim =2
x → 2 3x − 1 t→ 2 t + 2 x →1 x − 1

t 2 − 5t + 6 x2 −9
g) lim = -1 h) lim x + 1 = não existe i) lim = -6
t→ 2 t−2 x → −∞ x → −3 x + 3

x 1 x3
j) lim = +∞ i) lim =0 l) lim = +∞
x → +∞ 100 x → +∞ x x → −∞ x

6 − t3 x4 1 2x 3 + 4x2 − 1
m) lim = -1/7 n) lim =4 n) lim =2
t → +∞ 7t 3 + 3 x•¨1 x 1 x →∞ x 3 + x 2 + x + 1

x2 + x + 3 3
x 3 + x −1 x+3
o) lim =½ p) lim =1 q) lim = 1/2
x →∞ 2x +1 x →∞ x+3 x →∞
x2 + x + 3 + x

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 50


Cálculo I
2.10 LIMITES NO INFINITO

x
Considere a função f (x ) = e observe que quando x é muito grande f(x ) é aproximadamente igual a
x +1
1. Este fato é escrito da seguinte forma

 x 
lim   = 1
x →∞
 x + 1

Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1.

DEFINIÇÃO: Seja f: B → R uma função, B um c onjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e
L ∈ R. Dizemos que

lim f ( x) = lim f (x ) = L
x→ ∞ x → −∞

Exemplo:

 2 
Determine lim  
x → 1  x − 1

2 2 2
Solução: lim = = = ∞
x →1 x −1 1 −1 0

2.11 ASSÍNTOTAS

Assíntota Vertical

A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se:

lim f ( x ) = ± ∞
x →a

Assíntota Horizontal

A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se:

lim f ( x) = b
x →± ∞

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 51


Cálculo I
Exemplos:

1
1) Identifique as assíntotas no gráfico y=
x+2

Solução: x + 2 ≠ 0 => x ≠ -2

D = R – {-2}

 1 
lim   = ∞ tem assíntota vertical na reta x = -2.
x → −2  x + 2

 1 
lim   = 0 tem assíntota horizontal na reta y = 0.
x→∞  x+2

2.12 CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO

Continuidade de uma função num ponto

Ponto interior: Uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior c do seu domínio quando:

( I ) ∃ f ( c)
( II ) ∃ lim f ( x)
x→c

( III ) lim f ( x ) = f ( c)
x→c

EXEMPLOS:

 x 2 −1
 , se x ≠ 1
1) Analise a continuidade da função: f (x ) =  x − 1
 1 , se x = 1

Solução: D = R – {1}

f(1) = 1

 x 2 − 1 ( x − 1) ( x + 1)
lim   = lim = lim x + 1 = 2
x → 1  x −1  x →1 x −1 x→1
 

lim f ( x) ≠ f (1) , portanto, a função dada é descontínua em x = 1.


x →1

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Cálculo I

 1
 , se x ≠ − 2
2) Analise a continuidade da função: g ( x) =  x + 2
 3 , se x = −2

Solução: D = R – {-2}

1
lim = ∞
x → −2 x+ 2

portanto, a função dada é descontínua em x = -2.

2.13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Analise as seguintes funções, verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.

 x 2 − 1 , se x < 1 x −1
a) f (x ) =  d) f (x ) =
4 − x , se x ≥ 1 x + x−2
2

 x + 3 , se x ≠ − 2
b) f (x ) =  e) f (x ) = x−4
 2 , se x = − 2

3 2x
c) f (x ) = f) y=
x + x−6
2
x +1

2) Verifique se as funções f(x) a seguir, são contínuas no ponto x 0 indicado.

x 2 + 1, x ¡Ý0
a) f (x ) = x ; x0 = 0 d) f ( x) = ; x0 = 0
1, x < 0

 1
 , x≠1 1
b) f ( x ) = ( x − 1) 2 ; x0 = 1 e) f ( x ) = ; x0 = 1
2, se x = 1 x2 −1

x2 + x
c) f (x ) = x 2 + 2 ; x0 = 2 f) f (x ) = ; x0 = 0
x

1
d) f (x ) = ; x0 = 0
x +1

Respostas dos Exercícios Propostos


a, c, d, f são contínuas

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Cálculo I
2.14 LIMITES FUNDAMENTAIS
São três os chamados limites fundamentais:

senx
a) lim =1
x→ 0 x
x
 1
b) lim 1 +  = e
x → ±∞ x

ax −1
c) lim = ln a = log ae (a > 0; a ≠ 1)
x →0 x

2.15 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


sen2 x
1) Determinar lim .
x →0 x

Resolução:
Fazendo u = 2x e u à 0, quando x à 0, temos:
sen2 x senu senu senu
lim = lim = lim 2 = 2 lim = 2 ⋅1 = 2
x →0 x u →0 u u →0 u u →0 u
2
1
2) Determinar lim ln(1 + t) t .
t →0

Resolução:
1
Fazendo t = e x à ∞, quando t à 0, temos:
x
1
 1
x   1 
x
lim ln(1 + t) t = lim ln 1 +  = ln  lim  1 +   = ln e = 1
t →0 x→ ∞  x  x → ∞ x 

ax − bx
3) Determinar lim .
x→0 x

Resolução:
 ax  x
b x  − 1 a
x   −1
ax − bx  b  = lim b x ⋅ lim  b  a a
lim = lim = 1 ⋅ ln = ln
x→ 0 x x→ 0 x x→ 0 x →0 x b b

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Cálculo I
Capítulo 3 : Derivadas

O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um
método conhecido como derivação. Neste capítulo, vamos descrever esse método e mostrar como pode ser
usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma
curva.

3.1 EXEMPLO

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t2 – 5t + 2 (s
em metros , t em segundos)
a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 4 ]?
b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 3 ] ?
c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 ; 2,1 ]?
d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , (2 + ?t) ], com ?t ? 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior, quando ?t tende
a zero?
f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s?

Resolução:
a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço
percorrido (?s = s final – s inicial ) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (?t = t final – tinicial ):

∆s
vm =
∆t
∆s = s( 4) − s(2) = (3.4 2 − 5.4 + 2) − (3.2 2 − 5.2 + 2)
∆s = 30 − 4 = 26 m
∆t = 4 − 2 = 2 s
26
Logo : v m = = 13 m / s
2

b)Neste item, temos:

∆s
vm =
∆t
∆ s = s (3) − s ( 2) = ( 3. 32 − 5. 3 + 2) − (3.2 2 − 5. 2 + 2)
∆ s = 14 − 4 = 10 m
∆t = 3 − 2 = 1 s
10
Logo :v m = = 10 m / s
1

c)Neste item, temos:

∆s
vm =
∆t
∆s = s( 2,1) − s( 2)
∆s = (3.2,12 − 5.2,1 + 2) − (3.2 2 − 5.2 + 2)
∆s = 4,73 − 4
∆s = 0,73 m
∆t = 2,1 − 2 = 0,1 s
0,73
Logo : v m = = 7,3 m / s
0,1

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 55


Cálculo I
d)Neste item, temos:

∆ s = s( 2 + ∆t) − s( 2)
∆ s = [3.( 2 + ∆t ) 2 − 5.( 2 + ∆t ) + 2] − (3.2 2 − 5.2 + 2)
∆ s = [4 + 7∆t + 3∆t 2 ] − 4
∆ s = 7 ∆t + 3∆t 2

7∆t + 3∆t 2
Logo :v m = ou seja , v m = 7 + 3∆t
∆t

Observe que este item com ?t genérico engloba os itens anteriores:


Item a) ?t = 2 s ⇒ vm = 7 + 3.2 = 13 m/s
Item b) ?t = 1 s ⇒ vm = 7 + 3.1 = 10 m/s
Item c) ?t = 0,1 s ⇒ vm = 7 + 3.0,1 = 7,3 m/s

e)No item anterior obtivemos a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2, (2 + ?t)], com ?t ≠ 0.
Quando ?t tende a zero, o segundo extremo de intervalo de tempo tende a 2 e o referido intervalo tende a [2,
2], que é um “intervalo de amplitude nula”, caracterizando o instante t = 2 s.
Logo, fisicamente, quando ?t tende a zero, a velocidade média tenderá para a velocidade instantânea da
partícula para t = 2s e esta velocidade será denotada por v(2).

f) Portanto, concluímos que: v(2) = lim 7 + 3∆t = 7 m / s


∆ t→ 0

O gráfico abaixo representa a função da questão acima. Trace a reta secante para calcular a velocidade média
no intervalo de 2 a 4 segundos e a reta tangente para calcular a velocidade instantânea no instante 2
segundos.

Espaço Percorrido X Tempo

55
50
45
40
deslocamento (m)

35
30
25
20
15
10
5
0
-5 0 1 2 3 4 5
tempo (s)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 56


Cálculo I
Análise do Exemplo

Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas:

• Etapa 1
As funções dadas e as solicitações feitas:
S = S (t) = 3t2 –5t + 2 ; determinar v(2)

• Etapa 2
Cálculo das variações, (incrementos), das variáveis independentes:
de 2 a ( 2 + ?t ), com ?t ? 0 : variação = ? t

• Etapa 3
Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente:
S ( 2 + ?t ) – S( 2 ) = 7?t + 3?t2

• Etapa 4
Cálculo da razão incremental, que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e
o incremento (variação) da variável independente:

S( 2 + ∆t) − S( 2)
= 7 + 3∆t, que é a velocidade média no int ervalo [2, 2 + ∆t ]
∆t

• Etapa 5
Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero:
quando ?t? 0 , então (7 + 3 ?t) ? 7

Sintetizando as 5 etapas analisadas, obtém-se a seguinte definição:

3.2 DEFINIÇÃO

• Derivada de uma função

A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por:

f ( x + h) − f ( x)
f ´(x ) = lim
h→0 h

Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe, ou seja, se o limite existe no ponto x = c.
O processo de calcular a derivada é chamado de derivação.

• Notação de derivada

A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx , que se lê “dê y sobre dê x”
Nesta notação, o valor da derivada no ponto x = a ou seja, f´(a) , é escrito na forma:
dy
dx x =a

De acordo com o exemplo 1 :

Para calcularmos a velocidade no instante 2, calculamos a derivada da função S no ponto t = 2.


S´(2) = V(2).
dS
Ou ainda: = v(2) = 7m / s
dt t =2

dS
Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade, ou seja = v( t)
dt

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 57


Cálculo I

Generalizando tudo o que foi visto no exemplo, pode-se concluir que, se o gráfico de f(x) é:

y t

y = f(x)
P

f(a)

A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a, f(a)) é dada por mt = f´(a).
Então, f’(a) = tga t = mt, ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta
tangente à curva no ponto P de abscissa a.
A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a).

3.3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura. De acordo com a física clássica, em t
segundos de queda, o corpo percorre uma distância s(t) = 4,9t2 metros. Suponha que estejamos interessados
em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. A menos que o corpo caia equipado por um
velocímetro, é difícil medir diretamente a velocidade. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo
corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo:

Resolução:

distânciapercorrida s (2 + h) − s( 2) 4,9( 2 + h) 2 − 4,9( 2) 2 4,9( 4 + 4h + h 2 ) − 4,9( 4) 19,6h + 4,9h 2


Vm = = = = = = 19, 6 + 4,9h
int ervalo det empo 2 + h −2 h h h

Se o intervalo de tempo h é pequeno, a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no


instante t = 2. Assim, é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior
quando h tende a zero:

dS
V = lim (19,6 + 4, 9h) = 19, 6 ou, usando a notação de derivada: = 19, 6m / s
h→ 0 dt t =2

Dessa forma, após 2 segundos de queda, o corpo estará viajando a uma velocidade de 19, 6 m/s.

2. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de
pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da
epidemia) é, aproximadamente, dado por:
t3
n( t ) = 64t −
3
a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4?
b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8?
c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5 o dia?

Resolução:
A taxa com que a epidemia se propaga é dada pela razão de variação da função n(t) em relação à t.
Usaremos a definição de derivada para resolver os itens a e b.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 58


Cálculo I
Para t = 4:

n( t + 4) − n( 4) n( t + 4) − n( 4)
lim = lim =
t→ 0 ( t + 4) − 4 t→ 0 t

 ( t + 4) 3   ( 4) 3 
64( t + 4) −  − 64. 4 − 
 3   3 
lim =
t→ 0 t

( t 3 + 12 t 2 + 48 t + 64 )
64 t + 256 − − 234 , 67
lim 3 =
t→ 0 t

144 t − t 3 − 12t 2
lim = 48 pessoas/ dia
t→ 0 3t

dn
Usando a notação de derivada : = 48 pessoas/ dia
dt t =4

b) Para t = 8

n ( t + 8) − n (8) n ( t + 8) − n (8)
lim = lim =
t→ 0 ( t + 8) − 8 t→ 0 t

 ( t + 8) 3   (8) 3 
64( t + 8) −  − 64 .8 − 
 3   3 
lim =
t→ 0 t

( t 3 + 24t 2 + 192 t + 512 ) 1024


64 t + 512 − −
lim 3 3 =
t→ 0 t

− t 3 − 16 t 2
lim = 0 pessoas/ dia
t→ 0 3t

dn
Usando a notação de derivada : = 0 pessoas / dia
dt t =8

c) Para calcularmos quantas pessoas foram atingidas pela epidemia no 5o dia, basta calcular n(5) –
n(4):

 (5 )3   (4) 3 
n (5) − n (4) = 64( 5) − −
 64 ( 4 ) − 
 3   3 
n (5) − n (4) = 43,6 pessoas

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 59


Cálculo I

3. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função
v(t) = 8t – 2 (v em metros , t em segundos). Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s.

Resolução:
Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s, deve-se inicialmente calcular a aceleração média
da mesma no intervalo de tempo [ 4, (4 + ?t) ].
Assim: ?V = v (4 + ?t) – v(4) = [ 8(4 + ?t) – 2 ] – (8.4 – 2) = [32 + 8?t – 2] – 30 = 8 ? t
Logo: a m = 8?t / ?t ou seja, a m = 8m/s2
Para obter a(4), você deve observar o que acontece com a m = 8 quando ?t tende a zero.
Como a m = 8 é uma função que independe de ?t, quando ?t tende a zero, a m continua sendo 8,
ou seja: a(4) = 8m/s2
dv
Usando a notação de derivada : = 8 m /s2
dt t= 4

Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração.

dv
Usando a notação de derivada : = a (t )
dt

Observação:

Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade, se a derivarmos novamente encontramos a


aceleração. Sendo assim, podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por:
d 2S
S´´(t ) = = a( t )
dt 2

4.Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x 2 no ponto ( 1, 1 )

Resolução:

Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada, que passa pelos seus pontos de abscissas 1
e ( 1+h ):

ms =
(1 + h) 2 − 12 =
(1 + 2h + h 2 ) − 1 2h + h 2
= =2+h
(1+ h ) − 1 h h

Logo, o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1, 1 ) será obtido a partir de ms ,
fazendo-se h tender a zero; então ms tenderá a 2, isto é, mt = 2.
A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 60


Cálculo I

3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função:
v(t) = t2 – 4t (v em metros, t em segundos). Sabe-se que a aceleração média da partícula am, num certo
intervalo de tempo, é dada por a m = ?V / ?t , determine:

a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 , 1 ] ?


b)Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,5 ] ?
c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,1]
d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0, ?t ], com ?t ? 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior, quando ?t tende a
zero?
f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s?

2. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária:
S(t) = t2 – 7t + 10 ( s em metros e t em segundos)
a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo.
b)Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s
c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo.
d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s.

4. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x 2 - 2x + 1 no ponto (2, 1)

5. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x2 +3 no ponto (2, 11)

6. Dada a função f(x) = 5x2 + 6x –1, encontre f ’(2).

7. Dada a função f(x) = 3x2 –1 e g(x) = 5 – 2x determinar:


a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1)

8. Usando a definição, determinar a derivada das seguintes funções:


a) f(x) = 1 – 4x 2 b) f(x) = 2x2 – x –1

Respostas:
1. a) -3 m/s2 ; b) -3,5 m/s 2; c) -3,9 m/s2 ; d) ∆t − 4 ; e) aceleração instantânea ; f)-4 m/s2
2. a) v = 2t- 7; b) -1 m/s; c) 2 m/s2 ; d) 2 m/s2
3. y = 2x-3
4. y = 8x – 5
5. 26
6. a) 6; b) -2; c) 4
7. a) -8x; b) 4x-1

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 61


Cálculo I
3.5 REGRAS DE DERIVAÇÃO

3.5.1 TABELA GERAL DE DERIVADAS

k → cons tan te,


Considere : 
u, v → funções de x
1) y = k , k = cte → y ′ = 0
2 ) y = x → y' = 1
3) y = k .u , k = cte → y ′ = k .u ′
4) y = u.v → y' = u '.v + u.v '
u u' v − uv'
5) y = → y ' =
v v2
6) y = [u ]α , α ∈ R , α ≠ 0 → y ′ = α . [u ]α -1 .u ′
7) y = a u , a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u '.a u . ln a
8) y = e u → y ′ = u '.e u
9) y = log ua , a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u ′ / (u. ln a )
10) y = ln u → y ′ = u ′ / u
11) y = [u ] v , → y ′ = v. [ u] v −1 .u ′ + [u ]v .v ′ . ln u
12) y = sen u → y ′ = u ′ . cos u
13) y = cos u → y ′ = − u ′ .sen u
14) y = tg u → y ′ = u ′. sec 2 u

15) y = cot g u → y ' = −u '.cos ec 2 u


16) y = sec u → y' = u '.tg u.sec u
17) y = cos ec u → y ' = −u ' cot g u. cos ec u
18) y = arcsen u → y ′ = u ′ / 1 - u 2
19) y = arccos u → y ′ = − u ′ / 1 - u 2
20) y = arctg u → y ′ = u ′ / (1 + u 2 )
21) y = arccotg u → y ′ = −u′ / (1 + u 2 )
(
22) y = arcsec u , → y ′ = u ′ / u . u 2 - 1 )
(
23) y = arccosec u, → y ′ = −u ′ / u . u 2 - 1 )
24) y = senh u → y ′ = u ′ cosh u
25) y = cosh u → y ′ = u ′ senh u
26) y = tgh u → y ′ = u ′ sec 2 h u
27 ) y = coth u → y ′ = −u ′ cosec 2 h u
28) y = sech u → y ′ = u ′ tgh u sech u
29) y = cosech u → y ′ = −u′ cotgh u cosech u

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 62


Cálculo I
3.5.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

I) Encontre a derivada para as funções abaixo:


1) y = 7x
2) y = 3x 2 + 4
3) y = x5 − 4x 2 + x − 3
4) y = x3
5) y = − 3x 5 + 7 x 2 − x − 3
2 2
6) y = x + 5x − π
3
2 5
7) y = x 3 + x 2 − 4x
3 2
8) y = x13 − x 7 + 5
9) y = (2x + 5)(3x − 2)
(
10) y = x 2 + 3x (2 x − 3) )
(
11) y = (5x − 3) 2x 3 − 5x 2 + 3x )
(
12) y = x − 5x + 7 3x − 18
2
)( 3
)
13) y = (− 3x 2
)
+ x (− x − 3)
3
14) y =
x2
5
15) y = −
x4
2
16) y =
3x 5
1
17) y =
x
2
18) y =
x +1

3x + 5
19) y =
2x − 7

5x − 3
20) y =
3x + 5

7x + 3
21) y =
8x − 1
22) y = −7 cos x
senx
23) y = 2 ln x +
3
e x senx
24) y = +
3 cos x

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 63


Cálculo I
Respostas:
1) y' = 7
2) y' = 6x
3) y ' = 5x 4 − 8x + 1
4) y ' = 3x 2
5) y ' = −15x 4 + 14 x − 1
dy 4
6) = x+ 5
dx 3
7) y ' = 2x 2 + 5x − 4
8) y ' = 13 x12 − 7x 6
9) y' = 12 x + 11
(
10) y ' = 3 2x 2 + 2x − 3 )
11) y = 40 x − 93x + 60x − 9
' 3 2

12) y ' = 15 x 4 − 60x 3 + 63x 2 − 36 x + 90


13) y ' = 9x 2 + 16 x − 3
dy 6
14) =−
dx x3
dy 20
15) =
dx x5
dy 10
16) =−
dx 3x 6
dy 1
17) =−
dx x2
dy 2
18) =−
dx (x + 1)2
dy 31
19) =−
dx (2x − 7)2
dy 34
20) =
dx (3x + 5)2
dy 31
21) =−
dx (8x − 1)2
22) y ' = 7senx
2 cos x
23) y ' = +
x 3

ex
24) y ' = + sec2 x
3

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 64


Cálculo I
3.5.3 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO COMPOSTA

As regras de derivação que estudamos até agora são usadas para derivarmos funções simples. Para
derivarmos funções compostas, como por exemplo y = 3x + 1 , usaremos uma outra maneira de derivar,
conhecida como regra da cadeia.

3.5.3.1 REGRA DA CADEIA

Em muitas situações, a taxa de variação de uma grandeza pode ser expressa como um produto de outras
taxas.

Por exemplo, um automóvel que esteja viajando a 80 km/h e o consumo de gasolina a esta velocidade seja
de 0,1 l/km. Para calcular o consumo de gasolina em litros por hora, basta multiplicar as duas taxas:

l km
0,1 .80 = 8l / h
km h

No exemplo anterior, temos uma função composta onde para calcularmos a derivada desta função
multiplicamos as duas taxas de variação. Essa expressão é um caso particular de uma regra importante
conhecida como regra da cadeia.

E é para derivarmos funções compostas que utilizamos a regra da cadeia, definida abaixo:

Se y é uma função derivável de u e u é uma função derivável de x, y é uma função composta de x e

dy dy du
= .
dx du dx
Ou seja, a derivada de y em relação a x é igual ao produto da derivada y em relação a u pela derivada
de u em relação a x.

3.5.3.2 EXEMPLOS

1) Determine dy/dx para y = u 3 − 3u 2 + 1 e u = x 2 + 2

Solução:

dy du
Como = 3u 2 − 6u e = 2x
du dx

dy dy du
pela regra da cadeia , temos : = . = ( 3u 2 − 6u). 2x
dx du dx

como queremos a derivada de y em função de x, substituir emos u por x 2 + 2


dy
= [ 3.( x 2 + 2) 2 − 6.( x 2 + 2)}.( 2x )
dx

dy
= 6x.( x 2 + 2).[( x 2 + 2) − 2 ]
dx

dy
= 6x.( x 2 + 2).( x 2 ) = 6x 3 .( x 2 + 2 )
dx

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 65


Cálculo I
2) Determine a derivada das funções abaixo utilizando a regra da cadeia:

a) y = ( 3x 2 + 1) 3

Solução:
Faremos u = 3x 2 + 1 então y = u 3
dy du
Como = 3u 2 e = 6x
du dx
dy
pela regra da cadeia temos : = 3u 2 .6x
dx
dy
= 3(3x 2 + 1) 2 .6 x = 18 x .( 3x 2 + 1) 2
dx

b) y = e 3x

Solução:
Faremos u = 3x então y = e u
dy du
Como = eu e =3
du dx
dy
pela regra da cadeia temos : = e u .3 = 3.e 3x
dx

c) y = sen t 2

Solução:
Faremos u = t 2 então y = sen u
dy du
Como = 2t e = cos u
du dx
dy
pela regra da cadeia temos : = cos u . 2t = 2t. cost 2
dx

3.5.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS


I) Derive usando a regra da cadeia:
Re spostas :
a) y = ln(x 2 + 3)
dy 2x
a) =
dx 2
b ) y = sen 4x x +3

dy
c ) y = cos 8t 2 b) = 4 cos 4x
dx

d ) y = − 2 ln(2t + 1) dy
c) = − 16t .sen8t 2
dt
e) y = e − 5x
dy −4
d) =
dt 2t + 1
f ) y = ( t 2 + 3) 4
dy
e) = − 5 e −5 x
g) y = 3x + 1 dx

dy
f) = 8t.( t 2 + 3) 3
dt

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 66


Cálculo I

II) Derive as funções: Respostas: 1) y ' = 3x 2 − 30 x + 75


1) y = ( x − 5) 3
2) y ' = − 18.( −3x + 4) 5
1
2) y = ( −3x + 4) 6 3) y ' = 24 x 2 .( 2x 3 − ) 3
2
1 5
3) y = ( 2x 3 − ) 4 '
4) y =
2 2. 5x
4) y = 5x 25 x 2
5) y ' =
2x
5) y = 5. 2x 5 1
'
6) y =
6) y = x − 2 2. x − 2
7) y = 3 '
7) y = 3. x 2
6x 2
25 3 8) y ' =
8) y = x −4 25.5 ( x 3 − 4) 4
5
8
9) y = 3 8x 9) y ' =
3.3 ( 8 x) 2
10) y = 3 ( 2 x − 1) 2 ' 4
10) y =
3.3 2x − 1

III) Calcule as derivadas das funções abaixo:


1) y = 2.e 3 x +6 x+7 +6 x +7
2 2
y ' = (12 x + 12 ).e 3 x
1 3 −x 1
2) y = e y ' = − e 3− x
3 3
3) y = 2 3 x + 6 x + 6x
2 2
y ' = ( 6 x + 6 ). ln 2 .2 3 x
6
6 24e x
4) y = 4.e x y' = −
x2
7
5) y = ln(5 − 7 x) y' = −
5 − 7x
6) y = 5 2 x −5 x+3 − 5x + 3
2 2
y ' = (4 x − 5). ln 5. 5 2 x
7) y = sen2 x y ' = 2. cos 2x
8) y = x. cos x y ' = cos x − xsenx
1
9) y = ln x y' =
x
10) y = x 4 .senx y ' = x3 ( x cos x + 4senx)
11) y = cos 2 x y ' = − 2.senx cos x
1 1 1
12) y = sen y ' = − cos
x x2 x
13) y = 3 senx y ' = 3senx. ln 3.cos x
14) y = cos6 x y ' = −6sen6 x
3x 2
15) y = ln(x 3 + 1) y' =
x3 + 1
16) y = cos x 7 y ' = −7 x 6 senx7
17) y = −sen (x 2 − 4x + 1) y ' = −( 2x − 4). cos(x 2 − 4x + 1)
18) y = 3x.sen5x y' = 3.( 5x cos 5x + sen5x)

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 67


Cálculo I

3.6 DERIVADAS SUCESSIVAS

3.6.1 EXEMPLOS

1) y = 7 x 2
Pr imeira derivada : y' = 7
Segunda derivada : y' ' = 0

2 ) y = cos 2x
Pr imeira derivada : y' = − senx
Segunda derivada : y' ' = − cos x
Terceira derivada : y' '' = senx
e assim sucessivam ente .

3.6.2 NOTAÇÕES

dy
Para a primeira derivada: y’=f’(x) =
dx

d2y
Para a segunda derivada: y’’=f’’(x)=
dx 2

d3y
Para a terceira derivada: y’’’=f’’’(x)=
dx 3

3.6.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Nos exercícios 1 a 4, calcule a derivada:

1) y = x 2 + 4x + ln x
2) y = 10 − ln x
x .ln x + 1
3) y =
x
1
4) y = ln x y '   = ?
2
5) Determine qual a equação da reta tangente a função y = x 2 + ln x no ponto (1,1).

6) Determine o ponto no qual o gráfico da função y = ln x tem inclinação 2.

7) Determine o ponto no qual a reta tangente a função y = x 2 + ln x é horizontal.

Nos exercícios 8 a 14, calcule a derivada:

5
8) y = ln  
x 

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 68


Cálculo I

9) y = ln x

2
10) y = ln  3 
t 
t 2
11) y = 3e −t + 1

x 1
12) y = 2e −
x

et + 1
13) y =
2

14) y = e ln x +e x + ln(e x )

15) Determine a equação da reta tangente a função y = e x −e no ponto x = 1.

Nos exercícios 16 a 27, calcule a derivada:

x
16) y =e 3

1
17) y =
et

18) y = 3t + t 3

2x 2
19) y = +
3 3x

20) y = 21 +t

21) y = x .e −x
1
22) y = .ln x
x

23) y = e −3 x .ln x

x2 −2
24) y =
x2+4

1
25) f (x ) =
3x
5
26) f (x ) = x 3

1
27) f (x ) =
x

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 69


Cálculo I

1
28) Determine a inclinação do gráfico da função y = x −3 no ponto com x = .
2
29) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função y = x 3 no ponto (2,8).

2 1
30) Se f (x ) = x 3
, determine os pontos nos quais f '( x ) = .
6
Nos exercícios 31 a 34, calcule a derivada:
31) g (t ) = 3t 5 + 2t 3 − 5t + 7

1 3
32) g (x ) =
2
(x + x −3 )
1
33) f (s ) = s 2 − 3s −2 + 5s 2

z 1
34) f (z ) = z 2 − +
2 2
35) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função y = x 4 + 2x 3 + 5x 2 + 4 x − 2 no ponto x
= -1.

Nos exercícios 36 a 39, calcule a derivada:

36) f (x ) = 3 3 x + 1

37) f (x ) = (ln x )4

ex +1
38) f (x ) =
ex

39) f (x ) = e 3 x + 1

Nos exercícios 40 e 41, calcule y’’:

40) y = ln x 2

41) y = 2x + 1

42) y = 3x 2 + 2x − 1

43) y = cos x − senx


2
44) y = ex

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 70


Cálculo I
Respostas:

1
1) y ' = 2x + 4 +
x
1
2) y '=−
x
x −1
3) y ' =
x2
4) y ' = 2
5) y = 3x − 2

1 1
6)  2 ,ln 2 
 
 1 1 1 
7)  , − ln 
 2 2 2
1
8) y ' = −
x
1
9) y ' =
2x
3
10) y ' = −
t
t
11) y ' = 3e − 2t

x 1
12) y ' = 2e +
2 x3
1 t
13) y ' = e
2
x
14) y ' = 2 + e
15) y = e ( x − 1)
1 x
16) y ' = e 3
3
1
17) y ' = − t
e
t 2
18) y ' = 3 ln3 + 3t
2x 2
19) y '= ln2 −
3 3x 2
1+t
20) y ' = 2 ln2
−x
21) y ' = e (1 − x )
1
22) y ' = 2 (1 − ln x )
x
−3 x  1
23) y ' = e − 3ln x + x 
 
12x
24) y ' =
(x 2 + 4)2
1
25) f '( x ) = −
3x 2

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 71


Cálculo I

5 23
26) f '( x ) = x
3
1
27) f '( x ) = − 3
2x 2
28) y ' = −48
29) y = 12 x − 16

30) (64,16)
4 2
31) g '(t ) = 15t + 6t − 5
3 2
32) g '( x ) =
2
(
x − x −4 )
−3 5 −1
33) f '(s ) = 2s + 6s + s 2
2
2 z 1
34) f '( z ) = z − +
2 2
35) y = −4 x − 6
2
36) f '( x ) = (3x + 1) 3

4(ln x ) 3
37) f '( x ) =
x
−x
38) f '( x ) = −e
3e 3x
39) y '=
2 e 3x + 1
2
40) y '' = − 2
x
1
41) y '' = −
(2x + 1)3
42) y '' = 6
43) y '' = − cos x + senx
2
44) y '' = e x (2 + 4x 2 )

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 72


Cálculo I

3.7 APLICAÇÃO DE DERIVADAS: TAXA DE VARIAÇÃO

3.7.1 EXEMPLOS
1. O fator limitante na resistência atlética é o desempenho cardíaco, isto é, o volume de sangue que o coração
pode bombardear por unidade de tempo durante uma competição atlética. A figura ao lado mostra um
gráfico de teste de esforço de desempenho cardíaco V em litros (L) de sangue versus a quantidade de
trabalho que está sendo feita W em kilogramas-metros (kg.m) durante um minuto de levantamento de peso.
Este gráfico ilustra o conhecido fato médico de que o desempenho cardíaco aumenta com a quantidade de
trabalho mas, depois de atingir um valor de pico, começa a cair.
Use a reta secante da figura a para
estimar a taxa média de
desempenho cardíaco em relação
ao trabalho a ser executado
quando este aumenta de 300 para
1200 kg.m.
Use a reta tangente da figura b
para estimar a taxa de variação
instantânea do desempenho
cardíaco em relação ao trabalho
que está sendo executado no
ponto onde ele é de 300 kg.m.

Resolução:
Usando os pontos estimados (300, 13) e (1200, 19), a inclinação da reta secante da figura 1 é:

19 − 13 L
msec ≈ ≈ 0,0067
1200 − 300 kg.m
Dessa forma, a taxa de variação média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo
executado no intervalo dado é de aproximadamente 0,0067 L / kg.m.
Isso significa que, em média, o aumento de 1 unidade no trabalho que está sendo executado produz um
aumento de 0,0067 L, no desempenho cardíaco no intervalo dado.
Usando a reta tangente estimada na figura 2 e os pontos estimados (0,7) e (900,25) sobre esta reta obtemos:
25 − 7 L
mtg ≈ ≈ 0,02
900 − 0 kg.m

Assim, a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco, em relação ao trabalho é de


aproximadamente 0,02 L / kg.m.

2. Um estudo ambiental realizado em um certo município revela que a concentração média de

monóxido de carbono no ar é c ( p ) = 0 ,5 p 2 + 17 partes por milhão, onde p é população em milhares de


habitantes. Calcula-se que daqui a t anos a população do município será p( t) = 3,1 + 0,1t 2 milhares de
habitantes. Qual será a taxa de variação da concentração de monóxido de carbono daqui 3 anos?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 73


Cálculo I
Resolução:

O nosso objetivo é obter o valor de dc / dt para t = 3.

dc 1 1 dp
Como = ( 0,5 p 2 + 17) −1/ 2 [0,5.(2 p)] = p.( 0,5 p 2 + 17) −1 / 2 e = 0,2t
dp 2 2 dt

Temos, de acordo com a regra da cadeia:

dc dc dp 1 0,1pt
= . = p.( 0,5 p 2 + 17 ) −1/ 2 .( 0,2t) =
dt dp dt 2 0,5 p 2 + 17

Para t = 3:

p( 3) = 3,1 + 0,1(3) 2 = 4

Logo,

dc 0,1.( 4).( 3)
=
dt 0,5.( 4) 2 + 17

dc 1,2
=
dt 25

dc 1, 2
=
dt 5

dc
= 0, 24 por milhão por ano
dt

3.7.2. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Uma partícula move-se sobre uma reta de forma que, após t segundos ela está a s = 2t2 + 3t metros de sua
posição inicial.
a) Determine a posição da partícula após 2 s.
b) Determine a posição da partícula após 3s.
c) Calcule a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2 , 3].
d) Calcule a velocidade instantânea em t = 2.

2) Um projétil é disparado diretamente para cima e, nos primeiros 30 segundos, a altura atingida por ele em t
segundos é de h = 4t2 metros.
a) Qual a altura atingida em 20s?
b) Qual a velocidade média do projétil nos primeiros 30s?
c) Qual a velocidade instantânea após 30s?

3) Um objeto cai em direção ao solo de altura de 180 metros. Em t segundos, a distância percorrida pelo
objeto é de s = 20t2 m.
a) Quantos metros o objeto percorre após 2 segundos?
b) Qual é a velocidade média do objeto nos 2 primeiros segundos?
c) Qual é a velocidade instantânea do objeto em t = 2 s?
d) Quantos segundos o objeto leva para atingir o solo?
e) Qual é a velocidade média do objeto durante a queda?
f) Qual é a velocidade instantânea do objeto quando ele atinge o solo?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 74


Cálculo I
4) A população inicial de uma colônia de bactérias é 10.000. Depois de t horas a colônia terá a população
P(t) que obedece a lei: P(t) = 10.000.1,2 t.
a) Qual o número de bactérias depois de 10 horas?
b) Encontre a lei que dá a variação da população P em relação ao tempo t.
c) Determine essa variação instantânea após 10 horas.

5) Um tanque está sendo esvaziado segundo a função V(t) = 200.(30 – t)2 , onde o volume é dado em litros e
o tempo em minutos. A que taxa a água escoará após 8 minutos? Qual a taxa média de escoamento durante
os primeiros 8 minutos?

6) Uma saltadora de pára-quedas pula de um avião. Supondo que a distância que ela cai antes de abrir o
pára-quedas é de s(t) = 986.(0,835t – 1) + 176t , onde s está em pés e t em segundos, calcule a velocidade
instantânea (em m/s) da pára-quedista quando t = 15. (Obs.: 1 pé = 0,3048 m)

7) As posições de dois móveis num instante t segundos são dadas por s1 = 3t3 – 12t2 +18t + 5 m e
s 2 = -t3 + 9t2 – 12t m. Em que instante as partículas terão a mesma velocidade?

8) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s = 3t4 – 2t. Qual a expressão da
velocidade e da aceleração desse objeto?

9) Achar a velocidade e a aceleração no instante t = 3 segundos onde s = 3t3 – 2t2 + 2t +4 é a função que
informa a posição (em metros) de um corpo no instante t.

10) Um corpo se desloca sobre um plano inclinado através da equação s = 5t2 – 2t (s em metros e t em
segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.

11) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 metros de altura através da função y = 6t2 – 2. Achar
sua velocidade quando se encontra a 18 metros do solo onde y é medido em metros e t em segundos.

12) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t3 – 2t2 + 5t – 1, sendo s medido em metros e t em
segundos. Em que instante a sua velocidade vale 9 m/s?

13) Dois corpos têm movimento em uma mesma reta segundo as equações s 1 = t3 + 4t2 + t – 1 e s 2 = 2t3 – 5t2 +
t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são iguais.

14) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t4 – 3t2 – 4 (θ em radianos).
Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos.

15) Uma caixa d’água está sendo esvaziada para limpeza. A quantidade de água na caixa, em litros, t horas
após o escoamento ter começado é dada por:
v = 50 (80 − t )2
Determinar:
a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 8 primeiras horas de escoamento.
b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 10 horas de escoamento.
c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 7 primeiras horas de escoamento.
d) Esboce o gráfico da função e resolva graficamente os itens a, b e c.

16) Numa granja experimental, constatou-se que uma ave em desenvolvimento pesa em gramas


20 + .(t + 4 ) , para 0 ≤ t ≤ 60
1 2
onde t é medido em dias.
w(t ) =  2
24,4t + 604 , para 60 ≤ t ≤ 90,

a) Qual a razão do aumento do peso da ave quando t= 50?


b) Quanto a ave aumentará no 51o dia?
c) Qual a razão de aumento de peso quando t=80?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 75


Cálculo I
17) Numa pequena comunidade obteve-se uma estimativa que daqui a t anos a população será de
5
p( t) = 20 − milhares. Daqui a 18 meses, qual será a taxa de variação da população desta comunidade?
t +1

18) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. Se o seu volume inicial de água era de 72.000 litros e
depois de um tempo de t horas este volume diminuiu 2.000t2 litros, determinar:
a) tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) taxa média de escoamento no intervalo [3,6];
c) taxa de escoamento depois de 3 horas do início do processo.

19) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. O seu volume depois de t horas é dado por V=
90.000 - 2.500t2 litros. Determine:
a) O tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) A vazão média de escoamento no intervalo [2,5];
c) A vazão depois de 2 horas do início do processo.

20) Analistas de produção verificaram que em uma montadora X, o número de peças produzidas nas
primeiras t horas diárias de trabalho é dado por :

( )
50 t 2 + t , para 0 ≤ t ≤ 4
f ( t) = 
200(t + 1), para 4 < t ≤ 8

a) Qual a razão de produção (em unidades por hora) após 3 horas de trabalho?
b) E após 7 horas?
c) Quantas peças são produzidas na oitava hora de trabalho?

21) Mariscos zebra são mariscos de água doce que se agarram a qualquer coisa que possam achar.
Apareceram primeiro no Rio St. Lawrence no começo da década de 80. Estão subindo o rio e podem se
espalhar pelos Grandes Lagos. Suponha que numa pequena baía o número de mariscos zebra ao tempo t
seja dado por Z(t) = 300t2 , onde t é medido em meses desde que esses mariscos apareceram nesse lugar.
Quantos mariscos zebra existirão na baía depois de quatro meses? A que taxa a população está crescendo
em quatro meses?

22) Um copo de limonada a uma temperatura de 40oF está em uma sala com temperatura constante de 70oF.
Usando um princípio da Física, chamado Lei de Resfriamento de Newton, pode-se mostrar que se a
temperatura da limonada atingir 52oF em uma hora, então a temperatura T da limonada como função no
tempo decorrido é modelada aproximadamente pela equação T = 70 – 30.e-0,5t , onde T está em oF e t em
horas. Qual a taxa de variação quando t = 5?

23) A Hungria é um dos poucos países do mundo em que a população está decrescendo cerca de 0,2% ao
ano. Assim, se t é o tempo em anos desde 1990, a população , P, em milhões, da Hungria pode ser
aproximada por P = 10,8. (0,998)t .
a) Qual população, para a Hungria no ano 2000, prevê este modelo?
b)Qual a taxa de decrescimento da população para o ano 2000?

Respostas:
1) a) 14 m; b) 27 m; c) 13 m/s; d) 11 m/s
14) 488 rad/s; 378 rad/s2
2) a) 1600m; b) 120 m/s; c) 240 m/s
15) a) –7600 l/hora; b) –7000 l/hora; c) –53550 l
3) a) 80 m; b) 40 m/s; c) 80 m/s; d) 3 s; e) 60 m/s; f)
16) a) 54 g/dia; b) 54,5 g; c) 24,4 g/dia
120 m/s
17) 800 pesoas/ano
4) a) 61917 bactérias; b) 1823.1,2 t; c) 11288
18) a) 6 h; b) –18000 l/h; c) –12000 l/h
bactérias/hora
19) a) 6h b)- 17500l/h c) -10000l/h
5) –8800 l/min; -10400 l/min
20) a) 350 peças/h b) 200 peças/h c) 200 peças
6) 50 m/s
7) 1 s e 2,5 s 21) 4800 mariscos 2400 mariscos/mês
8) v = 12t3 – 2 ; a = 36t2 22) 1,23 oF/h
9) 71 m/s; 50 m/s2 23) a) 10,59 milhões b) -21193 pessoas/ano
10) 18 m/s; 10m/s 2
11) 24 m/s
12) 2 s
13) v1 = 52 m/s; v2 = 25 m/s; s1 = 65 m; s2 = 14m

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Cálculo I

3.8 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

3.8.1 FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE

Até agora derivamos funções que são expressas na forma y = f (x). Dizemos que uma equação desta forma
define y explicitamente como uma função de x, pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação.
É o caso, por exemplo, de:
• y=x2
• y=sen x
• y=ln x+3x-4tg x
Entretanto, muitas vezes, encontramos equações relacionando as variáveis x e y, nas quais a variável y não
está escrita como uma função da variável x, como por exemplo:
• x+y=1
• x2 +y2 =1
• y+ey-x=2 y = f (x).
Em alguns casos, é possível explicitar a função y. Como na equação y.x + y +1 = x que pode ser reescrita da
seguinte forma:
x−1
y=
x+1

Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x, y = f (x ), sendo


x−1
f (x) = y = .
x+1

Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x.

Por exemplo, se resolvermos a equação x 2 + y 2 = 1 para y em termos de x, obtemos y = ± 1 − x 2 ; assim,


encontramos duas funções que estão definidas implicitamente por x 2 + y 2 = 1 , isto é

f 1 ( x) = + 1 − x 2 e f2 (x ) = − 1 − x 2

Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo x 2 + y 2 = 1 .

y= y=-

Em geral, se tivermos uma equação em x e y, então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste
vertical pode ser visto como gráfico de uma função definida pela equação.

Assim, a equação x 2 + y 2 = 1 define as funções f 1 ( x) = + 1 − x 2 e f 2 ( x ) = − 1 − x 2


implicitamente, uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo x 2 + y 2 = 1 .

Mas, existem casos em que não é possível explicitar y ou é muito trabalhoso e nos leva a fórmulas muito
complicadas.
3
Por exemplo, a equação ( x 2 + y 2 ) 2 = 10xy , se for possível isolar a variável y, certamente não será fácil e a
fórmula resultante é complicada.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 77


Cálculo I
y
Já nas equações y+ey-x=2 e tg x 2 + y 2 = , simplesmente não conseguimos isolar a variável y .
x

Assim, mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x, pode não ser prático ou
possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções.
Por isso usamos o método da derivação implícita para achar a derivada de funções definidas
implicitamente.

O método da derivação implícita consiste em derivar cada termo da equação em relação a x.

3.8.2 EXEMPLOS

1) Determine a derivada da função x.y = 1.


Solução:
1
Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como y = , que pode ser facilmente derivada e
x
dy 1
temos que =−
dx x2
A outra maneira de obter esta derivada é usar o método da diferenciação implícita.
Diferenciar ambos os lados de x y = 1 antes de resolver para y em termos de x, tratando y como (não-
especificado temporariamente) uma função diferenciável de x. Desta forma, obtemos:

1 dy 1
Se agora substituirmos y = na última expressão, obtemos =− 2 .
x dx x

2) Use a derivação implícita para achar dy/dx se 5 y 2 + seny = x 2 .

Solução:

Resolvendo para dy/dx obtemos


dy 2x
=
dx 10y + cos y

Note que esta fórmula envolve ambos, x e y. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x,
dy 2x
teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e, então, substituir em = .
dx 10y + cos y
Entretanto, isto é impossível de ser feito; assim, somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 78


Cálculo I

3) Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.
a) x 2 − 5xy + 3y 2 = 7
Solução:

x 1
b) sen =
y 2
Solução:

2
+y2 )
c) x.e ( x =5

Solução:

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 79


Cálculo I

3.8.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.

1) x 3 + y 3 = 8
1
2) 4x 2 − 9y 2 = 17 6) e cos x + e seny =
4
1 2 3
7) x.y + 2y = x − 2 y
3) cos(x + y ) + sen ( x + y ) =
3
8) x 2 .y 2 + xseny = 0
4) y.tg ( x + y ) = 4
2
9) e x + ln y = 0

Respostas:

x2
1) −
y2 sen x.e cos x
5)
cos y .e seny
4x
2)
9y 1 − y2
6)
2xy + 6 y 2 + 2
3) -1

− 2xy 2 − seny
− y . sec 2 ( x + y ) 7)
4) 2x 2 y + x cos y
y sec 2 ( x + y )+ tg ( x + y )
2
8) − 2 .x. y.e x

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 80


Cálculo I

3.9 MÁXIMOS E MÍNIMOS

3.9.1 EXEMPLOS

1) Encontre as dimensões de um retângulo com perímetro de 200 cm cuja área seja a maior possível.

Resolução:

Temos a área como a variável a ser maximizada.

Chamamos de x o comprimento do retângulo e y a largura do retângulo, logo, A = x.y.

Devemos então eliminar uma das variáveis, já que conhecemos o valor do perímetro do retângulo.
Se p = 200 cm e p = 2x + 2y, então, 200 = 2x + 2y. Resolvendo a equação, temos y = 100 - x. Com esta relação
entre as variáveis x e y fazemos a substituição na função A = x.y, obtendo A = 100x - x2 .

Agora, devemos encontrar o valor de x que nos proporcionará a área máxima. Isso é possível quando
derivamos a função e a igualamos a zero, pois no ponto onde encontramos a área máxima a reta tangente
tem coeficiente angular zero, ou seja, dA/dx = 0.

Então, 100 - 2x = 0; x = 50. Se x = 50 e y = 50 - x; y = 50. Desta forma, a área deste retângulo assume o valor
máximo quando o comprimento é 50 cm e a largura é 50 cm.

Podemos observar que a maior área é obtida quando o retângulo tem os lados iguais, ou seja, é um
quadrado.

2) Uma lata cilíndrica fechada contém 2.000 cm3 de líquido. Como poderíamos escolher a altura e o raio para
minimizar o material usado em sua confecção?

Resolução:

Neste problema temos que trabalhar com a minimização da área, já que o material para a confecção da lata é
comprado em chapas, ou seja, por cm2 .

A área de uma lata cilíndrica é dada por: A = 2 πr2 + 2 πrh.

Precisamos eliminar uma das variáveis da função, raio ou altura.

O volume da lata cilíndrica é dado por: V = πr2 h e V = 2000; 2000 = πr2 h. Resolvendo a equação e isolando
o valor da altura h, temos: h = 2000/πr2 .

Fazemos, então, a substituição do valor de h na função da área A, obtendo: A= 2 πr2 + 4000/r.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 81


Cálculo I

Para descobrir o valor do raio da lata para que o material usado na sua confecção seja mínimo devemos
derivar a função e igualá-la a zero.

dA/dr = 4 πr - 4000/r2
4πr - 4000/r2 = 0
r3 = 1000/π
r = 6,83 cm

Se r = 6,83 cm; h = 2000/(π.(6,83)2 ) = 13,66 cm.

Concluímos então que para termos a área máxima de uma lata cilíndrica a sua altura deve ser igual ao seu
diâmetro.

Dicas para resolver Problemas de Otimização

1 o Passo: Ler o problema atentamente e identificar as informações necessárias para poder resolvê-lo.
Identificar o que é desconhecido, o que é dado e o que é pedido.

2 o Passo: Desenhe figuras e/ou gráficos identificando as partes que são importantes para a resolução
do problema. Introduza uma variável para representar a quantidade a ser maximizada ou
minimizada. Com esta variável, elabore uma função cujo valor extremo forneça a informação pedida.

3 o Passo: Determine quais valores da variável têm sentido no problema.

4 o Passo: Derive a função e iguale a zero, ou seja, encontre o ponto de máximo ou de mínimo.

5 o Passo: Interprete o resultado e decida se tem sentido ou não, verificando a sua validade.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 82


Cálculo I

3.9.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Qual o número positivo que somado ao seu inverso tem como resultado uma soma mínima?

2) Expresse o número 20 como uma soma de dois números não-negativos, cujo produto é o maior possível.

3) Uma caixa aberta deve ser


feita com uma folha de
papelão medindo 8 cm de
largura por 15 cm de
comprimento, cortando-se
quadrados iguais dos 4
cantos e dobrando-se os
lados. Qual é o tamanho dos
quadrados cortados para a
obtenção de uma caixa com o
máximo volume?

4) Um terreno retangular é
cercado por 1500 m de cerca.
Quais as dimensões desse terreno para que a sua área seja a maior possível? E qual a área máxima?

5) Um tipógrafo quer imprimir boletins com 512 cm2 de texto impresso,margens superior e inferior de 6 cm
e margens laterais de 3 cm cada uma. Quais as dimensões da folha para minimizar o gasto de papel?

6) Uma área retangular está limitada por uma cerca de arame em três de seus lados e por um rio reto no
quarto lado. Ache as dimensões do terreno de área máxima que pode ser cercado com 1.000 m de arame.

7) Um terreno retangular deve ser cercado de duas formas. Dois lados opostos devem receber uma cerca
reforçada que custa R$ 3,00 o metro, enquanto os outros dois restantes recebem uma cerca-padrão de R$ 2,00
o metro. Quais são as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com R$ 6.000,00?

8) Uma embalagem retangular deve ser feita usando-se uma folha de cartolina quadrada de lado a,
retirando-se quadrados de mesmo tamanho dos quatro cantos e dobrando-se os lados. Qual é o tamanho do
quadrado que resulta numa embalagem com volume máximo?

9) Um recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter um volume de 2.250 cm3 . O
material para a base e a tampa do recipiente custa R$ 2,00 por cm2 e o dos lados R$ 3,00 por cm2 . Quais as
dimensões do recipiente de menor custo?

10) Uma lata cilíndrica fechada tem capacidade de 1 litro. Mostre que a lata de área mínima é obtida quando
a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base.

11) Uma folha de papel para um cartaz tem 2 m2 de área. As margens no topo e na base são de 25 cm e nas
laterais 15 cm. Quais as dimensões da folha para que a área limitada pelas margens seja máxima?

12) Certo recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter o volume de 4 litros. O custo
do material dos lados é a metade do custo do material usado para a confecção da base a da tampa. Encontre
as dimensões do recipien te de menor custo.

13) Certa fábrica produz embalagens retangulares de papelão. Um de seus compradores exige que as caixas
tenham 1 m de comprimento e volume de 2 m3 . Quais as dimensões de cada caixa para que o fabricante use
a menor quantidade de papelão?

14) Um agricultor deseja construir um reservatório cilíndrico, fechado em cima, com capacidade de 6.280 m3 .
Sabendo que o custo da chapa de aço é de R$50,00 o m2 , determine:
a) o raio e a altura do reservatório de modo que o custo seja mínimo;
b)o custo mínimo.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 83


Cálculo I

15) Sendo 5.832 cm3 o volume de um reservatório de água sem tampa com base quadrada, R$ 3,00 por cm2 o
preço do material da base e R$ 1,50 por cm2 o valor do material para os lados, calcule as dimensões desse
reservatório de modo que o custo total do material seja mínimo.

16) Em medicina é freqüentemente aceito que a reação R a uma dose x de uma droga é dada pela equação da
forma R = Ax2 (B - x), onde A e B são certas constantes positivas. A sensibilidade de alguém a uma dose x é
definida pela derivada dR/dx da reação com a respectiva dose. Para que valor de x a reação é máxima?

17) Uma forma líquida de penicilina vendida a granel por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um
preço de R$ 200,00 a unidade. Se o custo total de produção para x unidades for
C(x) = 500.000 + 80x + 0,003x2 e se a capacidade de produção da firma for, de no máximo, 30.000 unidades
por mês, quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas nesse período para que o lucro
seja máximo? E qual o valor do lucro máximo?

18) Uma certa indústria vende seu produto por R$ 100,00 a unidade. Se o custo da produção total diária, em
R$, para x unidades for C(x) = 0,0025x2 + 50x + 100.000 e se a capacidade de produção mensal for, de no
máximo, 15000 unidades, quantas unidades desse produto devem ser fabricadas e vendidas mensalmente
para que o lucro seja máximo?

19) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo da produção
é dado por C = 2x3 + 6x2 +18x +60, e o valor obtido na venda é dado por V = 60x - 12x 2 , determinar o número
ótimo de unidades mensais que maximiza o lucro L = V - C.

20) Suponha que o número de bactérias em uma cultura no instante t é dada por N = 5000(25 + te-t/20). Ache
o maior número de bactérias durante o intervalo de tempo 0 ≤ t ≤ 100.

21) Um departamento de matemática observou que uma secretária trabalhará aproximadamente 30 horas
por semana. Entretanto, se outras secretárias forem empregadas, o resultado da conversa é uma redução do
número efetivo de horas por semana por secretária através de 30.(x - 1)2 /33 horas, onde x é o número total
de secretárias empregadas. Quantas secretárias devem ser empregadas para produzir o máximo de
trabalho?

22) Uma centena de animais pertencendo a uma espécie em perigo estão colocados numa reserva de
t 2 + 5t + 25
proteção. Depois de t anos a população p desses animais na reserva é dada por p = 100 . Após
t 2 + 25
quanto tempo a população é máxima?

23) Num campo de futebol, a armação do gol deve ser feita com uma viga de 18 m de comprimento. Qual a
altura e a largura para que a área do gol seja máxima?

Respostas: 1) 1
2) 10 + 10
13) largura = altura = 2 m
14) r = 10 m e h = 20 m; R$94.200,00 5
3) cm
15) base: 18 cm por 18 cm e altura = 18 cm 3
2 4) 375 m por 375 m; 140.625 m2
16) B 5) 22 cm por 44 cm
3 6) 250 m por 500 m
17) 20.000 unidades; R$700.000,00 7) 500 m por 750 m
18) 10.000 unidades a
19) 1000 unidades 8)
20) 20
6
9) base: 15 cm por 15 cm; altura = 10 cm
21) 1 secretária
22) 5 anos 10) h = 2r = 10,8 cm
23) 4,5 m de altura e 9 m de largura 11) 1,09 m por 1,83 m
12) 12,6 cm de raio por 25,2 cm de altura

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 84


Cálculo I

Referências Bibliográficas

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BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2002.
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Matemática. Blumenau: FURB, 1999.
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2002.
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nr. 8, junho/2000.
Educação Matemática em Revista. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Ano 8,
nr. 9/10, abril/2001.
Educação Matemática em Revista. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Ano 8,
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Educação Matemática em Revista. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Ano 9,
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Educação Matemática em Revista. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Ano 9,
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nr. 13, março/2003.
FERREIRA, R. S. Matemática aplicada às ciências agrárias: análise de dados e modelos. Viçosa:
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FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A. 5ª ed. São Paulo: MAKRON, 1992.
FLORIANI, J. V. Função Logarítmica. Blumenau: FURB, 1999.
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HOFFMANN, LAURENCE D.;BRADLEY, GERALD L. Cálculo – um curso moderno e suas
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IEZZI, G.; DOLCE, O.; DEGENSZAJN, D.; PÉRIGO, R.; ALMEIDA, N. Matemática – Ciência e
Aplicações – Volume 1. Atual: São Paulo, 2001. 1 a ed.
IEZZI, G.; DOLCE, O.; TEIXEIRA, J. C.; et al. Matemática 2º Grau, 1ª Série: versão azul. São Paulo:
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Sites:

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 85


Cálculo I

FORMULÁRIO
PRODUTOS NOTÁVEIS
(a + b )2 = (a + b )(. a + b ) = (− a − b )2 = (− a − b )(. − a − b ) = a 2 + 2 ab + b 2

(a − b )2 = (a − b )(. a − b ) = (− a + b )2 = (− a + b )(. − a + b ) = a2 − 2 ab + b 2

(a + b )(. a − b ) = a 2 − ab + ab − b 2 = a2 − b 2

FUNÇÃO CONSTANTE
f (x) = b ou y = b com b ∈ R Im f ( x ) = {b }
FUNÇÃO DO 1º GRAU
f (x) = ax + b COM a ∈ R * , b ∈ R
Se f ( x ) = 0 ⇒ x ' é raiz (ou zero) da função

Equação da reta (reduzida): y = ax + b Equação da reta (geral): ax + by + c = 0


yB − y A
Coef. angular: a = tg α ou a=
xB − x A
1
Retas paralelas: a r = a s Retas concorrentes: a r ≠ a s Retas perpendiculares: a r = −
as

FUNÇÃO DO 2º GRAU (QUADRÁTICA)

f (x) = ax 2 + bx + c com a ∈ R *, b, c ∈ R

Raízes da Função:

−b ± ∆
x= com ∆ = b 2 − 4 ac
2a
−b −∆
Coordenadas do vértice: V(X V , YV ) sendo XV = e YV =
2a 4a
b c
Soma e produto das raízes: x ′ + x ′′ = − e x′ . x ′ =
a a

POTENCIAÇÃO
n n
1 1  1  a an
a0 = 1 1n = 1 a−1 = a−n =   = n   = n
a a
  a b  b
m
(a )
m n
=a m.n m n
a .a = a m+ n am
a n
=a m−n n
a n = am (a . b )n = an . b n

LOGARITMAÇÃO

Definição: log a b = x ⇔ a x = b CE : a > 0 e a ≠ 1, b> 0

Conseqüências da definição: log a a = 1 log a 1 = 0 log a a m = m a loga b = b

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Cálculo I

Propriedades:
log a b n = n . log a b log a (b.c ) = log a b + log a c

 b
log a b = log a c ⇔ b = c log a   = log a b − log a c
c
log c b
Mudança de base: log a b =
log c a

Bases: log b = log 10 b ln b = log e b e = 2,718281828459045 ... (número de Euler)

SIMBOLOGIA MATEMÁTICA
∈ pertence ⇒ implica / então
∉ não pertence ⇔ equivalente / se e somente se
⊂ está contido = igual
⊄ não está contido ≠ diferente
⊃ contém ∧ e
? não contem ∨ ou
/ tal que ∞ infinito

∅ conjunto vazio → { } ∴ portanto

∀ qualquer que seja / para todo ∑ somatório


∃ existe ⊥ perpendicular
? não existe // paralelo
∃I existe um único ≡ idêntico
∪ união ∼ semelhante / congruente
∩ intersecção ≅ igual ou aproximadamente

> maior ≈ semelhante


≥ maior ou igual N conjunto dos números naturais
» muito maior Z conjunto dos números inteiros
< menor Q conjunto dos números racionais
≤ menor ou igual R -Q conjunto dos números irracionais
« muito menor R conjunto dos números reais

! fatorial C conjunto dos números complexos

VALORES TRIGONOMÉTRICOS Conversão graus/radianos: 180º → π rad


0º 30º 45º 60º 90º 120º 135º 150º 180º 270º 360º
1 2 3 3 2 1
sen 0 1 0 −1 0 sen
2 2 2 2 2 2

3 2 1 1 2 3
cos 1 0 − − − −1 0 1 cos
2 2 2 2 2 2

tg 3 3 tg
0 1 3 não existe
− 3 −1 − 0 não existe 0
3 3

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 87


Cálculo I

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Conjunto dos Números Naturais (N)

N = { 0 , 1 , 2 , 3 , ...}

N* = { 1 , 2 , 3 , ...} = N - { 0 } → Conjunto dos números Naturais Não Nulos

Conjunto dos Números Inteiros (Z)

Z = {..., –2 , –1 , 0 , 1 , 2 , 3 ,...} ou Z = { 0 , ±1 , ±2 , ±3 ,...}

Z* = {..., –3, –2 , –1 , 1 , 2 , 3 ,...} = Z - { 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Nulos

Z + = { 0 , 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Não Negativos

*
Z + = { 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Positivos

Z - = {..., –3, –2 , –1 , 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Positivos

*
Z − = { –1 , –2 , –3,...} → Conjunto dos números Inteiros Negativos

Note que : Z + = N

Conjunto dos Números Racionais (Q )


a
Q = {x|x= , com a ∈ Z e b∈ Z* }
b
5 −5 5 1 1 12 14 7
Exemplos: −8 , − = = , − , 0, , , 7, 121 , 14 % = =
4 4 −4 3 2 3 100 50
Observe que: 7∉ Q

a
Além da forma , os números racionais também podem ser representados na forma Decimal; isto
b
acontece quando dividimos a (numerador) por b (denominador). Temos então:

5 12 75 15 1234
# Decimais exatos (finitos): − = −1,25 , = 2 ,4 , = = 3,75 , = 1,234
4 5 20 4 1000

1
# Decimais (dízimas) periódicos : − = −0,333... = −0, 3 período
3
14
geratriz = 0, 4242... = 0, 42
33

6 13
= 0,857142857142... = 0, 857142 , = 2,1666... = 2,16 (observar arredondamento da
7 6
calculadora)

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Cálculo I

Observações:

# Entre dois números inteiros, nem sempre existe outro número inteiro.
# Entre dois números racionais, sempre existe outro número racional.
* *
# Também podemos utilizar as notações: Q *, Q +, Q + , Q – e Q − .

Conjunto dos Números Irracionais ( Ir )

Ir = { x | x é dízima não periódica }


a
Ou seja, um número é Irracional, quando não é possível escrevê-lo na forma , com a ∈ Z e b ∈ Z*.
b
Veja os exemplos: 2 = 1,4142135... 3
25 = 2,92401773...
3 = 1,7320508... π = 3,14159265... (“pi”)
− 3 = −1,7320508 ... e = 2,7182818... (número de Euler)

Observe que 9 ∉ Ir, pois sabemos que 9 = 3 .


Outras Notações para o Conjunto dos Irracionais: (R – Q ) ou Q ’

Conjunto dos Números Reais (R )


Unindo todos os conjuntos numéricos estudados até aqui, teremos o conjunto dos números reais. Ou
seja:

R = {x|x ∈Q ou x ∈ Ir } = Q ∪ Ir

Desta forma, todo número natural, inteiro, racional ou irracional também é um número REAL.

Podemos representar através de “diagramas” o conjunto dos números reais, conforme abaixo.

N IR
Z
Q

Observe que N ⊂ Z ⊂ Q ⊂ R e Q ∩ Ir = ∅.

Uma representação geométrica (dos números reais) muito importante é a “Reta Real”, também
conhecida como reta numérica real ou eixo real, ou ainda, eixo das abscissas. Veja:
Origem

↓ ⊕
• • • • • • • • • • • •• • • • •

–4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 x

17 1 2 8
− − π ≅ 3,14159265
5 2 3

Em nosso estudo, quando falarmos de números e não forem feitas “restrições” sobres esses,
adotaremos sempre os números reais.

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Cálculo I

Também temos os intervalos:


R* = { x ∈ R | x ≠ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Nulos ou diferentes de zero
R+ = { x ∈ R | x ≥ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Negativos ou maiores ou igual a zero
R = { x ∈ R | x > 0 } → Conjunto dos números Reais Positivos ou maiores que zero.
*
+

R– = { x ∈ R | x ≤ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Positivos ou menores ou igual a zero


R = { x ∈ R | x < 0 } → Conjunto dos números Reais Negativos ou menores que zero
*

Observação:
3
− 8 = −2 ∈ R , mas 2
− 9 = − 9 ∉R .
Não estão definidas para o conjunto dos números reais, raízes de números negativos com índice par.

Conjunto dos Números Complexos (C )


Também conhecido como conjunto dos números “imaginários”, não fará parte de nosso estudo
(embora tenha grande aplicação na área eletro-eletrônica). Podemos dizer de forma simples que
trata-se de um conjunto numérico que envolve, além dos números reais, números do tipo − 4 que
não podem ser definidos em R .

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 90


Cálculo I

INTERVALOS
? são subconjuntos do R , e podem ser representados através da notação de conjunto, de colchetes
ou na reta Real.
Analise os exemplos a seguir:

Intervalo aberto

{ x ∈ R | 2 < x < 10 } = ] 2 , 10 [ =

? Notação de Conjunto ? Notação de Colchetes ? Representação na Reta


Real

Intervalo Fechado

{ x ∈ R | 2 ≤ x ≤ 10 } = [ 2 , 10 ] =

Intervalo Semi-aberto ou Semi-fechado

{ x ∈ R | 2 < x ≤ 10 } = ] 2 , 10 ] =

{ x ∈ R | 2 ≤ x < 10 } = [ 2 , 10 [ =
? [ 2 , 10 ) =

Intervalos Infinitos (incomensuráveis)

{x∈R |x>7} = ]7,+∞[ =

{x∈R |x ≥ 7} = [7,+∞[ =

{x∈R |x<7} = ]– ∞ ,7[ =

{x∈R |x≤7 } = ]– ∞ ,7] =


? { x∈ R | – ∞< x ≤ 7 }

Observações:

R ={x∈R } = ]– ∞ , +∞ [ =

R* = { x ∈ R | x ≠ 0 } = ]–∞ ,0[ ∪]0,+∞ [ =


? { x ∈ R | x < 0 ou x > 0}

{ x ∈ R | x < –1 ou 0 ≤ x < 15 e x ≠ 6 } =
? { x ∈ R | x < –1 ou 0 ≤ x < 6 ou 6 < x < 15 }

{ ..................................................................................... } =
? { ................................................................................. } – 5,1 3 4 17

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Cálculo I

Atenção!

Note que os conjuntos A = { x ∈ N | 2 < x ≤ 6 } e B = { x ∈ R | 2 < x ≤ 6 } são diferentes.


Veja na reta real:

A B
3 4 5 6 2 6

O conjunto A é finito, pois tem somente 4 elementos. Em contrapartida, não podemos determinar o
número de elementos do conjunto B, pois este último possui infinitos elementos.

EXERCÍCIOS – CONJUNTOS NUMÉRICOS E INTERVALOS


1) Relacione usando ∈ ou ∉ :

4
a) – 5 ............. N e) ............. R -Q i) –1 ................ R n) 361 .................. Ir
11
2 108
b) ............. Z f) − 9 ............ R j) ............. N o) (2,33... x 9) .......... N
3 9
3
− 64
c) 5 ........... R g) –13 ............... Q l) 0 .................. Z+ p) ............... Z
2
4
d) 4 ............... Q h) 0 .............. R m) − ............ Q * q) 0,127 .................. Q *
2
2) Represente em cada reta real os intervalos correspondentes:

a) ] – ∞ , –1 ] b) { x ∈ R | 0 ≤ x ≤ 2 }

c) ] 0 , 3 [ d) { x ∈ R | –2 < x ≤ 2}

e) [ –5 , 4 [ f) { x ∈ R | x > – 5 }

 2 1
g)
− 5 , 2  h) { x ∈ R | 1 ≤ x < 2 }
 

i) { x ∈ R | x ≤ 1 ou x > 2 } →

j) { x ∈ R | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 1} →

l) { x ∈ R | x ≤ 2 ou x = 4 } →

m) { x ∈ R | –3 < x < –1 ou 1 < x ≤ 2 } →

Atenção: analise os intervalos (h) e (i) e note que eles são completamente diferentes.

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Cálculo I

3) Dados os intervalos abaixo, escreva-os em notação de conjunto:


–3 3
a) → { ........................................................................... }
1
b) → { ............................................................................ }
1/2
c) → { ............................................................................ }
–1 0 2
d) → { ............................................................................ }
–2 0 1
e) → { ............................................................................ }
–2 0 3
f) → { ............................................................................ }
–3 –1 0 1
g) → { ............................................................................. }

RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS

1a) ∉ 1b) ∉ 1c) ∈ 1d) ∈ 1e) ∉ 1f) ∉ 1g) ∈ 1h) ∈ 1i) ∈ 1j) ∈ 1l) ∈ 1m) ∈ 1n) ∉ 1o) ∈
1p) ∈ 1q) ∈

3a) { x ∈ R | –3 < x < 3 } 3b) { x ∈ R | x < 1 } 3c) { x ∈ R | x ≥ 1/2 } 3d) { x ∈ R | x ≤


0 ou x > 2 e x ≠ –1 }

3e) { x ∈ R | –2 ≤ x < 0 ou x ≥ 1 } 3f) { x ∈ R | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 0 } 3g) { x ∈ R | –3 <


x ≤ –1 ou 0 ≤ x < 1 }

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