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A PESQUISA1

1 TIPOS DE PESQUISA
1.1 Quanto aos objetivos
1.1.1 Pesquisa teórica
1.1.2 Pesquisa metodológica
1.1.3 Pesquisa empírica
1.1.4 Pesquisa prática ou pesquisa-ação
1.2 Quanto à forma de estudo
1.2.1 Pesquisa exploratória (trabalho preliminar)
1.2.2 Pesquisa descritiva
1.2.3 Pesquisa explicativa
1.3 Quanto ao objeto
1.3.1 Pesquisa bibliográfica
1.3.2 Pesquisa de campo
1.3.3 Pesquisa experimental

2 ETAPAS PARA ELABORAÇÃO DE UMA PESQUISA


2.1 Escolha do tema e elaboração de projeto
2.2 Coleta de material
2.3 Seleção e organização do material coletado
2.4 Redação final e divulgação
2.5 Métodos científicos

3 TÉCNICAS DE PESQUISA
3.1 Documentação indireta
3.1.1 Pesquisa bibliográfica e pesquisa documental
3.2 Documentação direta
3.2.1 Observação direta intensiva
3.2.1.1 Modalidades de observação
3.2.1.1.1 Sistemática – quando planejada, estruturada
3.2.1.1.2 Assistemática – não estruturada
3.2.1.1.3 Participante – quando o pesquisador participa dos fatos
a serem observados
3.2.1.1.4 Não participante – o pesquisador limita-se à observação
dos fatos
3.2.1.1.5 Individual
3.2.1.1.6 Em equipe
1
Material preparado pela Professora Rosa Borges, a partir de Prestes (2007), em A Pesquisa e a
construção do conhecimento científico, e de Marconi e Lakatos (2005), em Fundamentos de metodologia
científica.
3.2.1.1.7 Na vida real – os fatos são observados “em campo” ou
em ambiente natural
3.2.1.1.8 Em laboratório – os fatos são estudados em salas, em
laboratórios, em ambiente artificial
3.2.1.2 Técnicas de entrevista
3.2.1.2.1 Padronizada ou estruturada (consiste em fazer uma
série de perguntas a um informante, segundo um roteiro
preestabelecido)
3.2.1.2.2 Despadronizada ou não estruturada (focalizada (mesmo
sem obedecer a uma estrutura formal, o pesquisador utiliza
um roteiro com os principais tópicos relativos ao assunto da
pesquisa), clínica (organizar perguntas que possam
esclarecer a conduta, os sentimentos do entrevistado), não
dirigida (o informante tem liberdade para relatar
experiências ou apresentar opiniões))
3.2.1.2.3 Painel
3.2.2 Observação direta extensiva (aplicação de formulários e
questionários; medidas de opinião e de atitudes; pesquisas de
mercado; história de vida)

4 PLANEJAMENTO DA PESQUISA
4.1 Variáveis (sexo, idade, nível de escolaridade, situação
econômica, etc.)
4.2 Delimitação do universo da pesquisa
4.2.1 Amostra
4.3 Seleção de métodos e técnicas (cada metodologia exige
técnicas específicas para a obtenção dos dados)
4.4 Instrumentos de pesquisa (cada pesquisa requer a construção
dos instrumentos adequados)
4.4.1 Questionário
4.4.2 Formulário
4.4.3 Entrevista
4.5 Coleta de dados (os dados coletados serão posteriormente
elaborados, analisados, interpretados e representados
graficamente)
4.6 Elaboração dos dados (seleção, categorização e tabulação)
4.7 Representação dos dados (por meio de tabelas e gráficos a
partir dos dados submetidos a um tratamento estatístico)
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA2

• Os “dados de gente” são obtidos em campo, no local onde os


fenômenos ocorrem, espontaneamente ou de forma controlada.
• Os “dados de papel” podem ser obtidos nos mais diversos locais,
sendo os principais deles, bibliotecas e internet.
• Em qualquer pesquisa é necessário consultar material publicado.

1 QUANDO E PARA QUE CONSULTAR

• Definir o material adequado ao sistema conceitual da pesquisa e à


sua fundamentação teórica.
• Verificar o material já publicado para identificar o estágio em que se
encontram os conhecimentos acerca do tema. Analisar e cotejar os
dados coletados durante a pesquisa e aqueles já disponíveis.
• No momento da redação, consultar modelos de relatórios e normas
de apresentação de trabalhos científicos.

2 LIVROS DE LEITURA CORRENTE

• Obras de divulgação.
• Objetivo: transmitir informação sobre determinado assunto.
• Finalidade: comunicar aos especialistas das áreas o resultado de
estudos e pesquisas.
• Esclarecem acerca dos procedimentos a serem observados no
desenvolvimento das pesquisas.
• Em pesquisa social, os mais utilizados são os de divulgação técnica e
científica.

2
Adaptado de GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
p. 75-88. Material preparado pela Professora Alícia Lose.
3 LIVROS DE REFERÊNCIA INFORMATIVA

• Vocabulários: obra que apresenta de forma sistemática o conjunto de


termos especializados no campo do conhecimento. Define os termos
utilizados na pesquisa.
• Dicionários (especializados): obras que além de explicar os termos
técnicos e científicos, aprofundam a análise crítica do significado.
Fornecem elementos para análise do significado mais amplo dos
termos, relaciona-os com autores e teorias.
• Anuários: publicações anuais que contêm informações sobre
determinada área. Úteis para o fornecimento de dados precisos e
atualizados. Ex. para obtenção de dados referentes à realidade
econômica e social brasileira, Anuário estatístico do Brasil (IBGE).
• Enciclopédias: guias gerais de referência. Muito importantes na vida
escolar. Na pesquisa científica, que tem propósito mais específico,
sua utilização é menor.

4 LIVROS DE REFERÊNCIA REMISSIVA

• Os mais úteis para pesquisa social são os índices de livros e


periódicos e os catálogos de bibliotecas.
• Permitem localizar publicações de acordo com assunto, local, data de
publicação.
• Possibilitam identificar pesquisas significativas já desenvolvidas
sobre determinado assunto.
• Muitos apresentados em forma de CD.
• No BR: Bibliografia brasileira de ciências sociais, da Revista
brasileira de informação em ciências sociais; Sumários correntes
brasileiros (Ciências humanas e sociais).
• As grandes bibliotecas publicam catálogos de seu acervo, por autor
ou por assunto. Bibliografia brasileira, da Biblioteca Nacional. Desde
1907, as editoras são obrigadas a depositar lá um exemplar de todas
as suas publicações.

5 PERIÓDICOS
• Jornais: proporcionam informações atualizadas. Informações rápidas,
menos profundas.
• Revistas especializadas: geralmente mais importantes. Matérias com
mais profundidade e melhor elaboração. Principal fonte de
divulgação de pesquisas científicas. Fornecem informações sobre o
estágio atual de conhecimentos sobre determinado assunto.

6 IMPRESSOS DIVERSOS

• Outras publicações de interesse para pesquisas em ciências sociais.


• São: publicações governamentais, boletins informativos de empresas
ou de institutos de pesquisa, estatutos de entidades diversas, folhetos,
etc.
• Conforme o objetivo da pesquisa, publicações desse tipo podem até
mesmo constituir a principal fonte de dados.

7 PRIMEIROS PASSOS PARA A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

• Primeiro procedimento para pesquisa: formulação do problema a ser


investigado.
• O assunto deve ser colocado em níveis de problema a ser
selecionado.
• É preciso definir o que se quer saber acerca do tema: “como
ocorre?”, “quais as causas?” ou “e as consequências?”
• Delimitar o problema numa dimensão viável, caso contrário, a
pesquisa bibliográfica se torna impossível.
• Para a adequada formulação do problema, é necessário haver uma
revisão bibliográfica preliminar.
• Pode ocorrer que o pesquisador tenha que passar por sucessivas
reformulações e revisões bibliográficas para formular um problema
adequado.

7.1 Identificação das fontes


• Consulta a catálogos de publicações.
• Consulta a especialistas e pessoas que realizem pesquisas na mesma
área.
• Consulta a internet, pelo tema da pesquisa.

7.2 Localização das fontes e obtenção do material

• Fichários das bibliotecas.


• Bibliotecas inter-relacionadas possibilitam a localização ou a
permuta (COMUT).
• Títulos que podem ser retirados.
• Títulos para consulta local.
• Sistema de cópias.

7.3 Leitura para pesquisa

• Identificar as informações e os dados constantes nos materiais.


• Estabelecer relações entre essas informações e dados e o problema
proposto.
• Analisar a consistência das informações e dados apresentados pelos
autores.

7.4 O que ler

• Leitura explanatória do material selecionado.


• Nem tudo precisa ser lido, nem tudo será importante para pesquisa.
• Ler a obra na sua totalidade: sumário, prefácio, introdução,
“orelhas”, algumas passagens esparsas do texto.
• Leitura seletiva: mais aprofundada das partes que realmente
interessam.
• Leitura analítica: tem por finalidade ordenar e sumariar as
informações contidas nas fontes.
• Leitura interpretativa: procura estabelecer relação entre o conteúdo
das fontes pesquisadas e outros conhecimentos.

7.5 Fichamento
• Fichas bibliográficas: anotar as referências bibliográficas, sumário e
apreciação crítica da obra.
• Fichas de apontamentos: anotar as ideias obtidas a partir da leitura de
determinado texto.
• Partes da ficha: cabeçalho, referências bibliográficas e texto.
• Cabeçalho: título e subtítulo referentes aos itens definidos no plano
de trabalho.
• Referências bibliográficas: informações necessárias para identificar a
fonte pesquisada.
• Texto p/ bibliográficas: sumário e apreciação crítica da obra.
• Texto p/ de apontamentos: transcrição fiel de trechos da obra, de
esquemas, resumos e de anotações pessoais.

8 PESQUISAS NA INTERNET

Muitas informações podem ser encontradas em bases digitais: nos


catálogos das bibliotecas, das fundações, das universidades, dos arquivos
públicos e em muitas outras bases de dados. A Internet é uma ferramenta
bastante valiosa para inúmeros tipos de pesquisa, no entanto, todas as
informações localizadas através dela, assim como todas as demais
informações localizadas em qualquer fonte, devem ser trabalhadas com
muita ética e cautela, verificando a validade e pertinência das informações,
fazendo uso das válidas através do sistema de citações com as suas
respectivas referências.

Para o uso de informações via internet, de antemão, aconselha-se a


busca através de sites confiáveis. Isso pode ser feito, grosso modo,
restringindo-se as buscas a sites cujos endereços tenham as seguintes
finalizações:

.org

.edu

.gov

.ba (ou qualquer outra Unidade da Federação = .rs; .rj; .sp, etc.)

.br (apenas .br; não .com.br, pois todos os sites comercias têm esse
finalização)
8.1 Onde encontrar informações seguras via Internet

ABNT – http://www.abnt.org.br
Anais – telnet:cnen.lncc.Br (login:cin)
Annual Review Inc – http://www.AnnualReviews.org
Base de Dados de Eventos – http://www.ibict.br/~ibict/pap00138.htm
Base de Teses CAPES – http://www.capes.gov.br/servicos/bancoteses.html
Biblioteca Nacional de Portugal – http://bnd.bn.pt
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – http://www.bn.br/site/default.htm
BioTech; life science dictionary –
http://biotech.chem.indiana.edu/search/dict-search.Phtml
Cadê? – http://cade.com.br/
CAD Document Detective Service – http://info.cas.org/cgi-bin/AT-
www_cas_orgsearch.cgi
Comitê Gestor da Internet – Br. – http://www.cg.org.br
COMUT – http://www.ct.ibict.br:8000/comut/html/
CRC Encyclopedia of Mathematics – http://www.astro.virginia.edu/~/math/
Dialog Web – http://www.dialogweb.com
Dialog – http://dialog.com
Dicionário Histórico-Bibliográfico Brasileiro –
http://www.fgv.br/cpdoc/dic/
Directories of Scientists on the www from Micro World –
http://www.mwm.com/feature/people.htm
Directory of Electronic Journals, newsletters and Academic Discussion
Lists, Association of Research Libraries, office of Research Libraries,
Office of Scholarly Communication –
http://www.arl.org/scomm/edir/pr97.html.
Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil – http://www.prossiga.cnpq.br
Enciclopédias e Dicionários, Prossiga –
http://www.prossiga.br/referencia/dic.html
English Language Translations: a guide to selected resources in the Duke
University Libraries – http://www.lib.duke.edu/reference/translations.html
Europa Publications – http://europapublications.co.uk/index.htm
FindArticles – http://www.findarticles.com/
Fundação Getúlio Vargas – http://www.fgv.br/
Glossary, Department of Chemistry, University of Wisconsin (EUA) –
http://genchem.chem.wisc.edu
Google Acadêmico – http://scholar.google.com.br/
GPO – http://www.gpo.gov
IBICT – http://www.ibict.br
ICSU – http://www.lmcp.jussieu.fr/icsu/
IEC – http://www.iec.ch/
IFLA – http://www.ifla.org/
IHS – http://www.ihs.com
INMETRO – http://inmetro.gov.br/
INPI – http://www.inpi.gov.br
InterDok Corp. – http://www.interdok.com
Internet Cataloging Project – http://www.oclc.org/oclc/man/catproj/
Iternet Tools Summary – http://www.december.com/net/tools/
IPT – http://www.ipt.br
ISI – http://www.isinet.com/
ISO – http://www.iso.ch/
ITC – http://www.wtm.net/itc/index.htm
Langley Technical Report Server –
http://techreports.larc.nasa.gov/ltrs/ltrs.html
LANL Preprint Archive – http://xxx.lanl.gov.
Nasa/Ksc Acronym List – http://zeno.ksc.nasa.gov/facts/acronyms.html
NEI – http://www.nei.com.br/nei/index.htm
NetFirst – http://medusa.prod.oclc.org:3054/html/fs_pswd.htm
NEXOR.COM – http://www.nexor.com/archie.html/
NTIS – http://www.ntis.gov.
OCARA – www.ocara.org.br/
OMPI – http://www.wipo.org/
ONU – http://www.unsystem.org/
Portal de Periódicos CAPES – http://www.periodicos.capes.gov.br
Prossiga – http://www.prossiga.cnpq.br
PTI – http://wwwpti.com.br/
Questel-Orbit – http://www.questel.orbit.com/
RADAR UOL – http://www.radaruol.com.br/
Res-Links: Search Tools – Verônica/Jughead/Wais –
http://www.cam.org/~tsci/infoser3.html
RNP – http://www.rnp.br
Scholarly Electronic Publishing Bibliography –
http://info.lib.uh.edu/sepb/sepb.html
SciELO – http://www.scielo.br
Scientific Organizations and Associations –
http://alice.ibpm.serpukhov.su/friends/science/organizations.htmlopt-unix-
english
Scientific Societies – http://www.edoc.com/sources/soc.html
Scout Reports – http://scout.cs.wisc.edu/
SEPIN – http://www.mct.gov.br/sepin/
TechEncyclopedia –
http://www.Techweb.com/encyclopedia/defineterm.cgi
The Complete Search Engine Index –
http://members.aol.com/PRHopper/Search.htm
Thomas Publishing Company – http://www.thomaspublishing.com/
TMS World Meetings Calendar –
http://www.tms.org/Meetings/Meetings.html
TUCOWS – http://www3.bhnet.com.br/tucows/
UFRGS, Lista de Tradutores – http://www.sabi.ufrgs.br/trad/
UIA – http://www.uia.org
UnCover – http://www.carl.org/uncover/unchome.html
UncoverWeb – http://encweb.carl.org/
Universities.com – http://www.universities.com/
University Microfilms International – http://umi.com/
University of Nevada – gopher://veronica.scs.unr.edu/11/veronica
Web of Science (ISI) – http://isinet.com/prodserv/citation/websci.html
WEBRA – Índice do Mercosul – http://www.webra.com.br/
Wikipedia – http://pt.wikipedia.org
Yahoo Brazil –
http://www.yahoo.com/Regional_Information/Countries/Brazil/
Yahoo! – http://www.yahoo.com
ASSUNTO: TÉCNICAS PARA ESTUDO3

1 TÉCNICA DE SUBLINHAR

A técnica de sublinhar pode ser desenvolvida a partir dos


seguintes procedimentos:
a) leitura integral do texto;
b) esclarecimento de dúvidas de vocabulário, termos técnicos e
outras;
c) releitura do texto, para identificar as ideias principais;
d) ler e sublinhar, em cada parágrafo, as palavras que contêm a
ideia-núcleo e os detalhes mais importantes;
e) assinalar com uma linha vertical, à margem do texto, com
um ponto de interrogação, os casos de discordâncias, as passagens
obscuras, os argumentos discutíveis;
g) ler o que foi sublinhado, para verificar se há sentido;
h) reconstruir o texto, em forma de esquema ou de resumo,
tomando as palavras sublinhadas como base.

2 ELABORAÇÃO DE ESQUEMAS

Características de um esquema:
a) flexibilidade;
b) fidelidade ao texto original;
c) estrutura lógica do assunto;
d) adequação ao assunto estudado;
e) utilidade de seu emprego;
f) cunho pessoal.

3
Material preparado pela Professora Vera Brito e adaptado por Rosa Borges.
Obs.: tomando-se por base as palavras sublinhadas que
compõem o esquema, elabora-se um resumo do texto. A redação do
resumo consiste em organizar frases com as palavras do esquema.

3 TIPOS DE RESUMOS

Há vários tipos:
a) resumo descritivo ou indicativo;
b) resumo informativo ou analítico;
c) resumo crítico;
d) sinopse.

3.1 Redação de resumos

Para os textos curtos:


a) resumo que não se prende fielmente às palavras sublinhadas;
b) resumo baseado nas palavras sublinhadas.

Para os textos mais longos:


a) leitura integral do texto;
b) aplicar a técnica de sublinhar, para ressaltar as ideias
importantes e os detalhes relevantes, em cada capítulo;
c) reestruturar o plano de redação do autor;
e) tomar por base o esquema ou o plano de redação, para fazer
um rascunho, resumindo por partes;
f) refazer a redação e transcrever em fichas, segundo as normas
de fichamentos.
O resumo bem elaborado deve obedecer aos seguintes itens:

1. apresentar, de maneira sucinta, o assunto da obra;


2. não apresentar juízos críticos ou comentários pessoais;
3. respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados;
4. empregar a linguagem clara e objetiva;
5. evitar a transcrição de frase do original;
6. apontar as conclusões do autor;
7. dispensar a consulta ao original para a compreensão do
assunto.

(Cf. Maria Margarida de ANDRADE. Introdução à metodologia do


trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1995. p. 23-34).
ASSUNTO: Técnica de confecção de fichas4

1 CARACTERIZAÇÃO

As fichas permitem:

a) identificar as obras;
b) conhecer o seu conteúdo;
c) fazer citações;
d) analisar o material;
e) elaborar críticas.

1.1 Quanto ao material fichado

Fichas bibliográficas ou gráfico-descritivas - são usadas para


anotação de referências bibliográficas.
Fichas indexadoras - são fichas em que se indicam
documentos ou fontes que tratam de determinado assunto,
possibilitando visão panorâmica do material disponível.
Fichas de documentação ou ideográficas - são usadas para
anotação de apontamentos pessoais.

1.2 Dimensões (aspecto físico)

O formato da ficha bibliográfica é fixado internacionalmente:


125 x 75mm.
Para as fichas indexadoras ou de documentação, aconselha-se
formato maior (140 x 90 ou 140 x 105 mm), condicionando-se a

4
Material preparado pela Professora Vera Brito e adaptado por Rosa Borges.
escolha às dimensões do fichário, ao tipo de anotação a ser feita etc. É
recomendável, porém, que, dentro de um fichário, todas sejam de um
só tamanho.
Os tamanhos mais comuns de fichas são: tipo grande (12, 5 cm
x 20, 5cm); tipo médio (10, 5 cm x 15, 5 cm); tipo pequeno (7,5 cm x
12,5cm).

1.3 Utilização

Fichas são utilizadas na frente (ou anverso) e no verso, este,


porém, invertido, para facilitar o manuseio: a ficha não é folheada,
como um livro, mas gira sobre si mesma, como um rolo. Isto permite
a leitura sem retirá-la de seu lugar no fichário.

1.4 Composição das fichas

A estrutura das fichas compreende três partes principais:


cabeçalho - que compreende o título genérico remoto, o título
genérico próximo, o título específico, o número de classificação da
ficha e a letra indicativa da seqüência (quando se utiliza mais de uma
ficha, em continuação); referência bibliográfica - deve seguir
sempre as normas da ABNT; corpo ou texto - o conteúdo das fichas
varia segundo o tipo das mesmas. As outras partes, optativas, são: a
indicação da obra (quem deve lê-la) e o local em que ela pode ser
encontrada (qual biblioteca).

1.5 Conteúdo das fichas

O conteúdo que constitui o corpo ou texto das fichas varia


segundo sua finalidade. Pode ser:
a) bibliográfica: de obra inteira e de parte de uma obra;
b) citações;
c) resumo ou conteúdo;
d) esboço;
e) comentário ou analítica.

2 DISPOSIÇÃO DOS ELEMENTOS

2.1 Ficha bibliográfica

2.1.1 Anverso

A referência da obra, mencionando-se todos os elementos


(essenciais e complementares). No rodapé, ao lado direito, o local
onde ela pode ser encontrada e a data (ano) da leitura.

2.1.2 Verso

O verso da ficha deve conter comentários que, de modo


sintético, indiquem o conteúdo da obra e sua importância, quer para o
trabalho particular do leitor, quer no conjunto dos estudos que tratam
da mesma matéria.

Anverso

VIDOS, B. E. Manual de lingüística románica. Traducción


de la edición italiana por Francisco de B. Moll. 2. ed.
Madrid: Aguilar, 1968. (Biblioteca Cultura e Historia).
Original holandês.

Biblioteca particular, 1969.


Verso

Visão de conjunto dos estudos românicos. Subdivide-se em duas


partes distintas: a primeira traça o histórico dos métodos da
lingüística românica, ilustrando-se sua aplicação e seus resultados
mais marcantes. A segunda parte enfoca o processo de formação das
línguas neolatinas, principalmente os fatores culturais que mais
fundamentalmente determinaram a difusão do latim e sua posterior
diferenciação. Finalmente, arrolam-se as línguas românicas, suas
características, seus dialetos e sua difusão na Europa e fora dela.
Indicações bibliográficas ao fim de cada capítulo.

Obra de enorme importância, como síntese.

2.2 Ficha indexadora

A ficha indexadora constitui-se de cabeçalho de assunto


(constituído por um título genérico, um específico e um número de
classificação da ficha, pelo que está condicionado a um plano de
trabalho ou estudo) e das anotações sobre a fonte consultada (autor,
título, edição, se necessário, páginas inicial e final do assunto dentro
da referência.

PALATALIZAÇÃO  Processo fonético  2.1

GALI GAYA, Samuel. Elementos de fonética general. 5. ed.,


p. 141-147.
ROSETTI, A. Introdução à fonética. 3. ed., p. 92 et. seq.
2.3 Ficha de documentação

A ficha de documentação constitui-se de cabeçalho de assunto,


anotações sobre a fonte consultada (referência bibliográfica completa
– quando não houver fichário bibliográfico – ou indicação
simplificada). O material anotado pode ser de tipos diversos,
conforme se trate de citação, resumo, esboço ou ideação (anotação de
ideias pessoais que vão surgindo no decurso da leitura).

2.3.1 FICHA DE CITAÇÃO

Transcrição, ipsis litteris, de parte do texto lido. Em virtude da


necessidade de traduzir as citações em língua estrangeira, em nota, é
aconselhável traduzí-la logo na ficha.

LINGUAGEM CIENTÍFICA  Definições 5

TRUJILLO FERRARI, Alfonso. Metodologia da pesquisa


científica. São Paulo: McGraw Hill, 1982. p. 97.

“Os conceitos e suas definições são necessários na ciência


porque através dos mesmos a realidade existencial adquire uma
estrutura abstrata sistemática com o qual pode-se descrever,
explicar, reconstruir, prever e descobrir novas áreas da realidade".

Biblioteca ILUFBA , 1987.

Devem-se observar os seguintes cuidados:


a) toda citação tem de vir entre aspas;
b) após a citação, deve constar o número da página onde foi
extraída;
c) a transcrição tem de ser textual;
d) a supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada;
e) a supressão de um ou mais parágrafos também deve ser
assinalada;
f) a frase deve ser complementada, se necessário;
g) quando o pensamento transcrito é de outro autor, tal fato
deve ser assinalado.

2.3.2 FICHA DE RESUMO

O conteúdo deste tipo de ficha é a expressão condensada do


pensamento do autor, ressaltando as ideias principais. É mais difícil
de ser elaborada, porém muito mais útil e rica para a formação
pessoal. A técnica de elaboração de resumos está na NBR 6028/2003
da ABNT.

2.3.3 FICHA DE ESBOÇO

O esboço é um resumo que acompanha a estrutura da redação


do autor, reproduzindo, portanto, o seu esquema original. Não se trata
de transcrição de títulos, mas de um conjunto de sentenças ordenadas
sistematicamente (por entradas, ou letras, ou algarismos arábicos) que
sejam significativas para o leitor.
Aspectos principais: é a mais extensa das fichas, a mais
detalhada, e exige a indicação de páginas, em espaço apropriado, à
esquerda da ficha.
FORMAÇÃO HUMANA  Processo concomitante  2.2.2

SPEYER, W. S. Jonas. Problemas de formação


humana. São Paulo: Faculdade de Filosofia
de Assis, 1960. p. 33 -39: Formação humana
no estudo das matemáticas e da natureza.

34 1 Deve-se distinguir o sentido primitivo e o atual
de "Ciências Naturais".
a) Na época dos sofistas, as ciências eram ramos da
matemática e não possuíam valor prático e profissional
mas valor formativo de despertar o "espírito nobre e
livre".
35 b) Hoje, as ciências destinam-se a ensinar o homem a
dominar a natureza, em correspondência com a razão.
36  2 Discute-se hoje o valor formativo das ciências
naturais e das matemáticas.

2.3.4 FICHA DE COMENTÁRIO OU ANALÍTICA

Consiste na explicitação ou interpretação crítica pessoal das


ideias expressas pelo autor, ao longo do seu trabalho ou parte dele.
Pode apresentar:

a) comentário sobre a forma pela qual o autor desenvolve seu


trabalho (aspectos metodológicos);
b) análise crítica do conteúdo;
c) interpretação de um texto obscuro para torná-lo mais claro;
d) comparação da obra com outros trabalhos sobre o mesmo
tema;
e) explicitação da importância da obra para o estudo em pauta.
3 SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DE FICHÁRIOS

Os critérios e sistemas de organização de fichários (catálogos)


são muitos e dependem das necessidades, dos hábitos e da experiência
de cada pesquisador. Um método muito mais freqüente é o do duplo
fichamento. Ele requer a organização de dois catálogos: o indexador e
o de conteúdo. O primeiro remete para o segundo. Além disso, é
aconselhável a organização de um terceiro fichário, o bibliográfico
exclusivamente, para economizar esforço na elaboração das fichas de
documentação e na organização de listas bibliográficas.

3.1 Classificação das fichas

Para a classificação das fichas no fichário, valem as mesmas


observações. No entanto, é possível adotar-se uma das seguintes
alternativas.

3.1.1 SISTEMA ALFABÉTICO PURO

As fichas são ordenadas uniformemente por ordem alfabética,


sem divisões nem subtitulações. É geralmente o indicado para os
fichários bibliográficos.

3.1.2 SISTEMA ALFABÉTICO REDUZIDO (semi-sistemático)

Consiste em limitar o número de entradas (ou seções básicas) e


distribuí-las em subseções subordinadas. As entradas são geralmente
palavras-chaves que correspondem a um plano de trabalho, de
redação ou de estudo do assunto do campo de interesse do leitor. O
cabeçalho da ficha conterá a palavra-chave no esquerdo, a seção
subordinada no centro e o número (ou letra) correspondente a sua
classificação no plano.
3.1.3 SISTEMA DECIMAL UNIVERSAL (sistemático)

Utiliza-se para a classificação de referências e documentação o


mesmo sistema decimal empregado nas bibliotecas.

REFERÊNCIAS

FERREIRA, Lusimar Silva, FERRO, Rubem Rodrigues. Técnicas de


pesquisa bibliográfica e elaboração de monografias. São Luís:
APBEM, 1983.
LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade.
Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos; pesquisa
bibliográfica projeto e relatório; publicações e trabalhos científicos. 4.
ed. São Paulo: Atlas, 1992.
SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa
bibliográfica. Porto Alegre: Sulina, 1970.
SPINA, Segismundo. Normas gerais para os trabalhos de grau. 2.
ed. melh. e amp. São Paulo: Ática, 1984.