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Relatório Metalográfico do aço 1045, Têmpera com Revenimento

Universidade Federal do Ceará.

Resumo: O experimento constituiu na austenitização de três amostras de aço 1045 seguido de resfriamento em
ar, água e no óleo. Resultando de duas amostra temperadas e outra normalizada. Após isto, foram analisadas
as microestruturas e a dureza em escala Rochwell-C Analisadas(HBC)de cada uma das amostras, comparando
estas com os valores teóricos esperados.

1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho e prática pretendemos estudar as estruturas que se formam em um mesmo aço 1060, porém
com taxas de resfriamento diferentes: no óleo, na água e no ar. Analisaremos essas microestruturas e
verificaremos se os resultados finais serão satisfatórios em relação aos teóricos.
Daremos um pequeno resumo dos procedimentos que serão realizados:
- Com uma pequena peça de aço 1060, serraremos 3 pequenas porções deste material na serra automática.
- Austenitização das 3 amostras de aço 1060 ( aquecimento até uma determinada temperatura,
aproximadamente 900°C).
- Permanência na temperatura por 30 minuto, retirar 2 amostras do forno e resfriar uma na água e outra ao
óleo ( apenas uma outra será resfriada ao ar).
- Esperar o tempo necessário até que as peças retornem a temperatura ambiente.
- Feito todos estes passos precisaremos lixar e polir as amostras.
- Analisar as suas micrografias com a ajuda do microscópio.
- Realizar o teste de dureza na escala Rockwell-C.
Após todos esses procedimentos analisaremos os resultados e tiraremos as conclusões sobre todo o nosso
trabalho.

2. EXPERIMENTO

2.1. Preparação das amostras

Dentre os materiais oferecidos para análise micro estruturais por diferentes processos de resfriamento,
optou-se por escolher o aço 1060. Neste caso, foram abordados três diferentes processos de resfriamento, pela
água e óleo(têmpera*), ar (normalização**). A princípio tínhamos uma peça de metal em questão. Cortou-se o
mesmo em pequenas peças, que em seguida iria ao forno para o aquecimento até a temperatura aproximada de
900° C. Após as amostras serem resfriadas pelos diferentes processos, cortaram-se as amostrar ao meio, para
fazer o embutimento, pois,dependendo do comprimento da amostra, pode danificar a embutidora.Terminado o
embutimento da amostra,começa-se a etapa de lixamento da mesma, iniciando pela lixa 220 até as marcas da
amostra estarem dispostas na mesma direção. Após isso, gira-se a amostra em 90° e passe-se para lixa de 320,
lixando até as marcas da etapa anterior serem removidas.Os passos são os mesmos paras as lixas 400 e 600.
Esta etapa é lubrificada com água. Terminado a etapa de lixamento, passa-se para a fase de polimento da
amostra. Lava-se bem a amostra com água e detergente, passa-se álcool, seca-se com algodão e secador de
cabelo.
Isto é como deve se proceder antes de levar ao microscópio para fazer a análise micro estrutural e observar
se o obtido confere com a teoria. Ao microscópio, focalize-se uma parte da amostra que seja coerente com
aquilo que se espera na teoria. São retiradas tantas fotos quantas forem necessárias para representar a
microestrutura em diferentes pontos, como centro e borda. Concluído isto, a amostra é levada para fazer o teste
de dureza para comparar se é obtido é aquilo ou próximo daquilo que é dito na teoria. Nas três amostras foram
obtidas durezas em magnitude Rockwell.
2.2. Metalografia

Na figura 1 inicialmente foi realizado uma micrografia junto com uma ensaio de dureza Rockwell-C para
indicar a condição inicial da amostra de aço 1060, consequentemente obtemos uma dureza média de 11,8 HBC,
apresentando a seguinte microestrutura com ampliação de 200x e 500x.

Imagem Ampliada 200x


Imagem Ampliada 500x

Figura 1. Aço ABNT 1060

A figura 2 representa a foto de micrografia de um aço ABNT composto por 0,6% de carbono, austenetizado
a temperatura de 900ºC, e posteriormente resfriado á temperatura da água, fluído este com alta capacidade
térmica e que possibilitou a formação de martensita. Esta transformação resultou em uma fase metaestável
composta por ferro que está supersaturada com carbono e que é o produto de uma transformação sem difusão
(atômica) da austenita. Essa microestrutura é a que resulta em maior dureza para esta determinada liga, com
valor verificado de 60,4 HBC, entretanto com maior fragilidade. Ampliação de 200x e 500x, obtido por adesão
de três imagens com focos distintos (auxílio computacional gráfico).
Imagem ampliada 200x

Imagem ampliada 500x

Figura 2. Aço ABNT 1060 resfriado a água.


A figura 3 representa a foto de micrografia de um aço ABNT composto por 0,6% de carbono, austenetizado
a temperatura de 900ºC, e posteriormente normalizado e mantido nessas circunstâncias por aproximadamente
24 horas. Esta transformação isotérmica resultou em bainita, microestrutura composta por ferrita-α e uma fina
dispersão de cementita. Esse é o produto austenítico encontrado em alguns aços e ferros fundidos, que resulta
em uma dureza intermediária para esta determinada liga, com valor verificado de 14,8 HBC. Ampliação de
200x e 500x.

Imagem Ampliada 200x


Imagem Ampliada 500x

Figura 3. Aço ABNT resfriado ao ar.

A figura 4 representa a foto de micrografia de um aço ABNT composto por 0,6% de carbono, austenetizado
a temperatura de 900ºC, e posteriormente resfriado no óleo. Essa microestrutura é a que resulta em uma dureza
intermediária para esta determinada liga, com valor verificado de 31,4 HBC. Ampliação de 200x e 500x.

Imagem Ampliada 200x


Imagem Ampliada 500x

Figura 4. Aço ABNT 1060 resfriado ao Óleo.


Tabela 1. Resultado das durezas para os 3 diferentes tratamentos.

2.3. Análise de durezas

Vendo a tabela 1 percebemos que como previsto através do conhecimento teórico, a amostra normalizada
possui dureza maior do que a amostra sem tratamento térmico, já que o resfriamento lento permite que as
microestruturas originais a temperatura ambiente se formem novamente. Na amostra resfriada no ar podemos
observar uma dureza abaixo das demais, já que neste processo há apenas um refino de grão que eleva muito
pouco a dureza do material. No caso da amostra resfriada na água temos uma alteração na microestrutura devido
ao resfriamento rápido, em que não se forma a estrutura original novamente, nesse caso há a formação de uma
microestrutura chamada martensita, que possui dureza elevada porque é uma estrutura supersaturada de
carbono, conseqüentemente obtemos valores de dureza bem elevados em relação aos outros nessa amostra.

3. CONLUSÃO

Agora neste espaço reuniremos todas as conclusões a que o grupo chegou com os resultados das práticas
realizadas com os aços 1060.
Tivemos todo o trabalho de preparar as peças para as análises depois de ter feito os tratamentos térmicos. A
parte de lixamento e polimento foram trabalhosas e árduas devido ao longo tempo que tivemos para deixar as
peças num estado trabalhável. O estudo no microscópio e na análise de dureza foi relativamente trivial em
relação ao lixamento e o polimento.
Começaremos a analisar então os resultados que obtemos. Analisemos primeiramente o aço que foi resfriado
na água através de sua microestrutura obtida pelo microscópio óptico. Notaremos que existe em maior
proporção a martensita e em quantidades menores a cementita (num formato parecido com glóbulos brancos).
Isso se deve ao rápido resfriamento da peça que ocorreu fora do equilíbrio. Analisando o diagrama da figura 5,
verificamos que o material saindo da temperatura acima de 900°C e sendo resfriada quase que instantaneamente
forma a martensita. Essa transformação ocorre em poucos segundos.
Figura 4. Diagrama de fases Ferro – Carbono.

O aço colocado ao ar teve um resfriamento mais lento que o experimentado na água. Nesta reação surgiu
uma parte de bainita que é uma fase intermediária entre a martensita e a perlita e, possivelmente, surgiu uma
parte em perlita. O ar é mais isolante térmico do que a água, daí a velocidade ser relativamente lenta para
formar perlita que é uma fase próxima do equilíbrio.
A amostra que foi resfriada no forno teve um resfriamento muito lento em comparação aos dois casos
anteriores. Por isso a maior parte de sua estrutura é formada pela fase perlita. Existem concentrações bem
menores de cementita e ferrita.
Analisando a dureza obtida por esses aços notamos diferenças: Para o aço resfriado no óleo tivemos um
valor de 31,4 HC; para o aço resfriado no ar uma dureza de 14,5 HC e, finalmente para o aço resfriado na água
uma dureza de 60,4 HC. Com isso concluímos que as fases influenciam fortemente as propriedades mecânicas
dos materiais, como podemos ver com os valores de dureza dos materiais. Essa grande diferença de dureza que
o aço resfriado na água causou se deve ao fato de a martensita ser muito dura e muito frágil também. Como em
sua composição predomina a martensita, está explicado este imenso valor de dureza.

4. REFERÊNCIAS

CALLISTER, William D.. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC

CHIAVERINI, Vicente. Tecnologia mecânica. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1986. 3 v


Universidade Federal do Ceará
Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais
UFC-DEMM

Relatório Metalográfico, Submetido aos Tratamentos Térmico de Têmpera com Revenimento para
aço 1045

Nome(s): Ruy José Feijó Alves - 315113

Junho de 2018