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ESCOAMENTOS MULTIFÁSICOS: FUNDAMENTOS

E MODELAGEM COMPUTACIONAL

Karolline Ropelato

Aula 4
Apresentação das propostas de projeto:
• 10 de março (quinta-feira)
• 15 de março (terça-feira)

No final da aula, de acordo Apresentação e entrega dos


com a entrada no webex, será trabalhos durante a aula
feita a apresentação discussão presencial)
dos trabalhos

São Paulo: 08 e 09 de abril


Rio de Janeiro: 15 e 16 de abril
AVALIAÇÕES

Projetos:
• Abordagem Euler-Euler
ou
• Abordagem Euler-Lagrange

Apresentação e entrega dos


Outras avaliações trabalhos durante a aula
presencial)

São Paulo: 08 e 09 de abril


Rio de Janeiro: 15 e 16 de abril
Abordagem Euler-Lagrange
gás-líquido
Abordagem Euler-Euler

Abordagem Euler-Lagrange
gás-sólido
Abordagem Euler-Euler
Escoamento disperso-
contínuo
Abordagem Euler-Lagrange
líquido-sólido
Abordagem Euler-Euler

Tipo de Abordagem Euler-Lagrange


líquido-líquido
escoamento Abordagem Euler-Euler

gás-líquido
Escoamento contínuo- Abordagem Euler-Euler
contínuo líquido-líquido

Definições necessárias antes de iniciar a simulação!


Escoamento monofásico;
• Dois regimes de escoamento
predominantes:
– Laminar
– Turbulento

Escoamento multifásico;
• Regimes de escoamento podem existir
separadamente em cada fase;
• Distribuição de fase pode mudar dando
origem a muitos regimes de fluxo
diferentes.
Regimes de Escoamento
Exemplo: gás-líquido
Escoamentos dispersos; Escoamentos estratificados
• Uma fase está uniformemente • Ambas as fases existem
misturada a outra continuamente no domínio
Regimes de escoamento
• Gás – Líquido
• Gás – Sólido
• Líquido - Sólido
REGIMES DE ESCOAMENTO  GÁS - LÍQUIDO

• bolhas: nesse tipo de escoamento a fase dispersa é caracterizada por


bolhas e a líquida pelo fluido contínuo;

• gotas: a fase dispersa é representada por gotas e a contínua gás;

• slug: grandes bolhas estão presentes na fase contínua;

• estratificado/escoamento com superfície livre (free surface): nesse


escoamento as fases ocupam porções bem definidas no espaço e são
separadas por uma interface.
REGIMES DE ESCOAMENTO  GÁS - SÓLIDO

• escoamento com partículas transportadas (Particle-laden): são os escoamentos


no qual partículas sólidas adquirem propriedades análogas às de fluidos;

• transporte pneumático: esse padrão de escoamento depende de diversos


fatores, entre eles: a concentração do leito, o número de Reynolds e das
propriedades das partículas;

• leitos fluidizados: ocorre em dutos verticais onde as partículas estão


depositadas. A fase gasosa é introduzida no duto através de distribuidores para
promover a homogeneização da corrente. Dependendo da vazão de gás adotada
a formação de bolhas pode ocorrer o que influenciará na mistura do leito

• Leito fixo: Escoamento em meios porosos


REGIMES DE ESCOAMENTO  LÍQUIDO - SÓLIDO

• slurry: esse tipo de escoamento é caracterizado pelo transporte de


partículas em líquidos. O comportamento fluidodinâmico do escoamento
liquido - sólido depende das propriedades da partícula em relação ao
líquido;

• transporte hidráulico: descreve o comportamento concentrado de


partículas na fase contínua líquida;

• sedimentação: caracterizado inicialmente por uma mistura com


suspensão de partículas. A fase mais densa se deposita no fundo do
equipamento e na região superior se observa uma região sem a presença
de partículas.

• Leito fixo: Escoamento em meios porosos


REGIMES DE ESCOAMENTO

• Exemplos de considerações de abordagens:

continuo-continuo com
disperso-continuo duas fases (duas fases
escoamento bifásico contínuas: líquida e gás),
(bolhas dispersas e fase uma fase adicional
líquida como contínua) modelada como fase
dispersa pode ser
considerada para as bolhas
existentes na fase líquida
REGIMES DE ESCOAMENTO

• Exemplos de considerações de abordagens:

continuo-continuo e
bifásico (gas e líquido), duas
continuo-continuo com fases dispersas adicionais
tratamento especial para podem ser consideradas
a interface existente entre para representar as gotas
as fases arrastadas pela corrente de
vapor e bolhas presentes
no filme líquido
REGIMES DE ESCOAMENTO

• Dutos verticais
– depende da geometria, vazão, propriedades dos fluidos e
da condição de entrada, etc;
REGIMES DE ESCOAMENTO
REGIMES DE ESCOAMENTO

• Dutos horizontais:
– efeito da gravidade inplica em assimetrias na seção
transversal do duto
REGIMES DE ESCOAMENTOS

Resultados experimentais e numéricos


para a visualização do escoamento do tipo
wavy
REGIMES DE ESCOAMENTO

• Dutos inclinados:
– Regime de escoamento intermediário entre o horizontal e o
vertical
REGIMES DE ESCOAMENTO – MAPAS DE REGIMES DE ESCOAMENTO

seção horizontal seção vertical

Importante  Não há um mapa absoluto para descrição de regimes de escoamento. Dificuldade de


padronização nos regimes.
• variedade de condições experimentais utilizadas nos diversos trabalhos desenvolvidos, tornando possível
o aparecimento de características diferentes em experimentos diferentes;
• utilização, na maioria dos casos, da observação visual como método para a detecção dos padrões de
escoamento, visto que esta está sujeita à interpretação individual.
SLUG FLOW

• Slug Flow Principais características:


• Modelo VOF
• Modelo de turbulência SST
CASE 1 • Time Step: 1e-3 s
• 1.965.528 Nodes

CASE 2

Comparação entre CASE 1


versus CASE 2
Análise de instabilidades
entre as geometrias
• Slug
• Slug
SLUG

• Slug flow simulation:


– Água+gás natural
– Predição da formação de slug

Liquid
Gas
Relative Flow Rate [
]

Time [s]
ESCOAMENTO ANULAR

• Escoamento Horizontal e Vertical para regime anular

Horizontal Case
Vertical Case
EXEMPLOS ADICIONAIS

Slug
EXEMPLOS ADICIONAIS

Escoamento estratificado inclinado

Escoamento estratificado
• Influencia da abordagem modelo 2D e 3D
EXEMPLOS DE REGIMES DE ESCOAMENTO

• Slug horizontal • Slug vertical


Fatores que influenciam da formação de uma
determinada morfologia de escoamento
Fatores que influenciam da formação de uma determinada
morfologia de escoamento:
• Velocidade relativa entre as fases
• Propriedades dos fluidos (ex: massa específica e tensão
superficial)
• Comprimento da tubulação para o regime se estabelecer
• Presença de acidentes no escoamento
• ...
CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS MULTIFÁSICOS

FONTE: http://www.thermopedia.com/
NÚMEROS ADIMENSIONAIS RELEVANTES

• Análise por números adimensionais:


– Fornece muitas informações qualitativas úteis
– Permite analisar possíveis simplificações
• Principais adimensionais:
NÚMEROS ADIMENSIONAIS - REYNOLDS
NÚMEROS ADIMENSIONAIS

Euler

Froude

Froude ao quadrado

Weber (tensão superficial)

Mach
Variáveis Variáveis
independentes dependentes

Velocidades
Espaço • As duas fases podem ter diferentes
velocidades, como em uma coluna de bolhas

Temperatura
Tempo
• As duas fases podem ter diferentes
temperaturas

Pressão
• As pressões de fase são geralmente
assumidas idênticas, exceto quando se trata
de escoamentos granulares
ACOPLAMENTOS

Acoplamento entre fases


Escoamentos dispersos
• One-way coupling (1 via): quando o movimento
Four-way coupling
das partículas não afeta o escoamento da fase
contínua, ocorrendo apenas o inverso. Particle Particle
– Exemplo: arrasto sobre as partículas.
One-way coupling
• Two-way coupling (2 vias): quando a presença das
Two-way coupling
partículas afeta o escoamento da fase contínua.

– Exemplo: arrasto sobre a fase contínua, como


o penetração de líquido em pluma de bolhas.
Fluid

Diagrama esquemático de
acoplamento entre fases
Escoamentos dispersos
• Three-way coupling (3 vias): o movimento da
Four-way coupling
partícula gera perturbações no escoamento da
fase contínua que afeta o movimento das Particle Particle
partículas vizinhas.
One-way coupling
– Exemplo: redução do arrasto pela
Two-way coupling
movimentação de uma bolha na esteira de
outra.

• Four-way coupling (4 vias): dinâmica das colisões Fluid


entre partículas.
Diagrama esquemático de
– Exemplo: coalescência de bolhas e gotas. acoplamento entre fases
Exemplo
• Interpretação de escoamentos dispersos-contínuos
(Peirano & Leckerner, 1998)
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

• Relação campo turbulento da fase contínua

– Escala integral Euleriana de turbulência do fluido (tg)


“Tempo de duração médio das grandes escalas da turbulência
modelada pelo k-.”

k Onde:
t g  0,09 k ≡ energia cinética turbulenta [m2/s2]
  ≡ taxa da dissipação da energia turbulenta [m2/s3]
 ≡ viscosidade cinemática [m2/s]

– Escala dissipativa de Kolmogorov (tk)


“Tempo de duração médio das menores escalas
dissipativas – Escala de Kolmogorov.”

c
tk 

COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

• Propriedades do escoamento da gota


– Tempo de relaxação da gota (td)
“ Tempo de resposta da gota ao escoamento.”

4 D p d Onde:
td  k ≡ energia cinética turbulenta [m2/s2]
3cCD Vr  ≡ massa específica [kg/m3]
Dp ≡ diâmetro da gota [m]
CD ≡ coeficiente de arraste
Vr ≡ velocidade slip [m/s]
Vr  Vslip  u c  u d
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

• Stokes na escala de Kolmogorov (Stk) 4 D p d


td 
3cCD Vr
tempo de relaxação da gota t d
St k  
dissipação de Kolmogorov t k c
tk 

Sendo que:
Stokes 0: gotícula se com comporta como o fluido, acompanhando a
turbulência;
Stokes ∞: A velocidade da gota não é afetada pelo fluido;
Stokes = 1: correlação entre as gotículas, cluster de gotículas ou concentração
preferencial, risco de coalescência (alta inércia da fase dispersa)
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

tempo de relaxação da gota t d


St k  
dissipação de Kolmogorov t k

4 D p d
td 
3cCD Vr
c
tk 

Número de Stokes
O Número de Stokes (St) fornece uma informação
temporal associando a velocidade da partícula e a 1
velocidade do fluido:
• St <<1, o tempo de resposta da partícula ao
escoamento é inferior ao tempo característico
associado ao campo de escoamento.
• As partículas terão um amplo tempo para
responder as possíveis mudanças do
escoamento da fase contínua isso significa
que o fluido e a partícula vão ter
velocidades próximas;
• St >>1, a partícula não tem tempo para
1= http://goo.gl/O5L9Zl
responder as mudanças no campo da fase
contínua. Distribuição normalizada da partícula
variando em relação ano número de Stokes
• O comportamento da fase contínua
afetará muito pouco ao comportamento da
1= http://goo.gl/O5L9Zl
partícula (a partícula possui alta inércia)
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

– Analisar a fluidodinâmica aplicada em:


• Escoamento turbulento da fase contínua

• Acoplamento contínuo-disperso sprays


• Região de vazio (topo) da coluna de
destilação

• Considerações:
– dp=0,7 mm inicial no spray. Ao longo da
trajetória o diâmetro da gota sofre
variações em função da condensação

– Resultados sem restituição das gotas no


costado Geometria de estudo
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

- Coef. de Rest - Sem Coef. de Rest.


COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

Verificação do modelo k- 

• Regioes de maior turbulencia (k) e maior dissipação: base do equipamento

• PROBLEMAS deste comportamento: a gota “sai” do spray e vai realmente tocar na


base do equipamento. Existe toda uma área superior de aproximadamente 3m onde
praticamente não existe troca.

• Observa-se os efeitos da heterogeneidade na entrada de vapor (com forte assimetria)


COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

Relação campo turbulento do vapor

Escala integral Euleriana de turbulência Escala dissipativa de Kolmogorov (tk)


do fluido (tg)

k c
t g  0,09 tk 
 

REGIOES DE INTERESSE PARA O VAPOR:


Tg e Tk= baixos, pois nestas regioes ocorrerá a maior dissipação de energia.
Comportamento Tk~Tg

Análise de Tk
Tk<1  predomina a turbulencia
Tk=1  difusão molecular é próxima da dif. Turbulenta
Tk>1  predominio da difusão molecular
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

Propriedades do escoamento da gota


Tempo de relaxação da gota (td)
• Td = altos valores indicam grande inercia da
gota, ou seja a gota não depende do campo
de velocidade da fase contínua (Baixa troca
efetiva de massa e calor).
• Na base do equipamento existe baixa inercia
da gota, esta novamente levando em conta a
relação entre as fases mostra a regiao que
deve ser dada mais atencao no equipamento.
• EM REGIOES COM ALTA INERCIA, A GOTA
ESTÁ TROCANDO MENOS CALOR, MASSA
E ENERGIA
4 D p d • Baixos valores de Td indicam boa mistura
td 
3cCD Vr entre as fases
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

Propriedades do escoamento da gota

Correlação turb. gota-vapor (tdg)

Tdg = alto
(tg alto - baixa troca de calor e massa)

Tdg = baixo
 (tg baixo, ou efeito do campo de
escoamento elevados-alta troca

tg
t dc  k
2 t g  0,09
1  C
3 Vr 
2 k
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

Stokes na escala de Kolmogorov

Sendo que:
Stokes 0: gotícula se com comporta como o fluido,
acompanhando a turbulência;
Stokes ∞: A velocidade da gota não é afetada pelo
fluido;
Stokes = 1: correlação entre as gotículas, cluster de
gotículas ou concentração preferencial, risco de
coalescência (alta inércia da fase dispersa)

INTERESSE: QUAIS AS REGIOES QUE PODEM EXISTIR COALESCENCIA??

Poucas regioes com Stk~1. Dispersão de gotas por turbulência é o efeito predominante. Poucas regioes
para coalescencia(despreziveis)

 Modelo esta adequado para representar as escalas envolvidas!


COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

• Análise da troca térmica

Q  1,44 e+06 W
 22% QT  6,82e+06 W

Q  5,36e+06 W
 78%
COMPREENDENDO A FLUIDODINÂMICA DO ESCOAMENTO

• Análise da troca térmica


– dp 0,7 mm vs 0,34 mm

6.0E+06
Dp=0,7 mm
5.0E+06 Dp=0,34 mm
F
Troca Térmica (W)

4.0E+06

E 3.0E+06

D 2.0E+06

1.0E+06
C
0.0E+00

B A B C
Regiões
D E F

A
Apresentação das propostas de projeto:
• 10 de março (quinta-feira)
• 15 de março (terça-feira)

No final da aula, de acordo Apresentação e entrega dos


com a entrada no webex, será trabalhos durante a aula
feita a apresentação discussão presencial)
dos trabalhos

São Paulo: 08 e 09 de abril


Rio de Janeiro: 15 e 16 de abril
AVALIAÇÕES

Projetos:
• Abordagem Euler-Euler
ou
• Abordagem Euler-Lagrange

Apresentação e entrega dos


Outras avaliações trabalhos durante a aula
presencial)

São Paulo: 08 e 09 de abril


Rio de Janeiro: 15 e 16 de abril
• Próxima aula: 18/02/16
Professor: Rodrigo Peralta
• ropelato@esss.com.br