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PROTEÇÃO E ATERRAMENTO
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3 UNIDADE 1 - Introdução
5 UNIDADE 2 - Sistema de proteção
5 2.1 Situações de operação de um sistema

5 2.2 A importância de um projeto bem elaborado

6 2.3 Proteção de sistemas de baixa tensão e motores elétricos

6 2.3.1 Proteção contra corrente de sobrecarga:

7 2.3.2 Proteção contra as correntes de curto-circuito

8 2.3.3 Proteção de motores

SUMÁRIO
12 2.4 Dimensionamento dos dispositivos de proteção

15 2.5 Fusíveis, disjuntores e relés

24 UNIDADE 3 - Sistemas de aterramento


24 3.1 Noções básicas sobre proteção do sistema

26 3.2 Sistema de aterramento

31 3.3 Proteção contra descargas atmosféricas

39 3.4 Proteção contra riscos de incêndio e explosão

42 REFERÊNCIAS
44 ANEXOS
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UNIDADE 1 - Introdução

Proteção é uma ação, uma atitude, evitar falhas num sistema elétrico,
algo muito complexo, principalmente por- que pode levar a curto-circuito, por con-
que geralmente ela é percebida somente seguinte, danificar equipamentos, mate-
quando já estamos em situação de perigo! riais do sistema; e,

Estatisticamente, os números podem promover o rápido restabelecimen-


parecer baixos, mas algo em torno de to de energia, evitando danos aos consu-
1000 vidas são perdidas anualmente no midores e proporcionando uma qualidade
Brasil em decorrência de acidentes origi- no fornecimento da energia aos usuários
nados de sistemas que envolvem eletrici- quando se tratar de geração e distribuição
dade. Não é pouco! desta.

A Associação Brasileira de Conscien- Para que os sistemas funcionem a con-


tização para os Perigos da Eletricida- tento, um dos fatores está em seguir as
de (Abracopel), entidade que traba- normas estabelecidas por órgãos compe-
lha desde 2005 em prol da mudança tentes como, por exemplo, as normas da
de cultura da população brasileira Associação Brasileira de Normas Técnicas
com a segurança elétrica, divulgou a (ABNT).
consolidação dos dados de acidentes
Dentro deste contexto, no item insta-
com eletricidade ocorridos em 2013.
lações elétricas, temos como exemplo a
O número foi de 592 mortes, por-
ABNT NBR 14039 – Instalações Elétricas
tanto, uma média de dois óbitos por
de Média Tensão, a ABNT NBR 5410 – Ins-
dia. A quantidade de choques elétri-
talações Elétricas de Baixa Tensão e a NR
cos que não resultaram em morte,
10 – Regulamentação de Serviços com
mas que deixaram sequelas foi de
Eletricidade. Estes são exemplos de algu-
173. Então, o total de acidentes en-
mas normas e regulamentos que definem
volvendo choque elétrico foi de 765
as regras mínimas de segurança e qualida-
ocorrências. Os incidentes com cur-
de.
to-circuito foi de 234, sendo que 200
evoluíram para incêndios de diferen- Disso podemos inferir dois princí-
tes proporções. Desse modo, há o to- pios básicos:
tal de 1038 acidentes com eletricida-
de (Jornal da Instalação, 10.03.2014, - primeiro ter parâmetros para se base-
disponível em: http://www.jornal- ar quando for executar um serviço;
dainstalacao.com.br/index.php?id_ - segundo ser consciente da importân-
secao=1&noticia=11999) cia de seguir as regras de segurança.
De maneira bem simplificada, mas coe- Pois bem, sistemas de proteção e ater-
rente e pontual, os sistemas de proteção ramento são os temas deste módulo vol-
elétrica têm dois objetivos fundamentais: tado para instalações industriais.
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Ressaltamos em primeiro lugar que em-


bora a escrita acadêmica tenha como pre-
missa ser científica, baseada em normas
e padrões da academia, fugiremos um
pouco às regras para nos aproximarmos
de vocês e para que os temas abordados
cheguem de maneira clara e objetiva, mas
não menos científicos. Em segundo lugar,
deixamos claro que este módulo é uma
compilação das ideias de vários autores,
incluindo aqueles que consideramos clás-
sicos, não se tratando, portanto, de uma
redação original e tendo em vista o cará-
ter didático da obra, não serão expressas
opiniões pessoais.

Ao final do módulo, além da lista de


referências básicas, encontram-se ou-
tras que foram ora utilizadas, ora somen-
te consultadas, mas que, de todo modo,
podem servir para sanar lacunas que por
ventura venham a surgir ao longo dos es-
tudos.
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UNIDADE 2 - Sistema de proteção

2.1 Situações de operação ção elétricas seriam:


de um sistema a) Econômico: hoje, por exemplo, no-
vos sistemas de proteção são implemen-
Segundo Cotosck (2007), na análi- tados, utilizando-se relés microprocessa-
se de proteção dos sistemas elétricos, dos, porém, devidos a fatores econômicos,
torna-se necessária a distinção entre os equipamentos eletromecânicos e es-
as seguintes situações de operação táticos que estão em funcionamento são
do sistema: mantidos.
a) Situação normal de funcionamento. b) Propagação do defeito: evitar que
b) Situação anormal de funcionamento, o defeito possa atingir outros equipa-
como por exemplo, perda de sincronismo. mentos da rede, causando danos a esses
ou interferindo na operação normal do
c) Situações de curto-circuito. sistema.
Como operação normal pode ser enten- c) Tempo de inoperância: minimizar o
dida a ausência de falhas nos equipamen- tempo da não disponibilidade do forneci-
tos de operação e falhas aleatórias. mento de energia.
No caso de situação anormal, são situ-
ações que podem provocar distúrbios na
2.2 A importância de um
rede elétrica, tais como oscilações de ten- projeto bem elaborado
são, sem, contudo, apresentar elevações
Um esquema completo de proteção
de corrente elétrica em termos de curto-
para uma instalação elétrica industrial
-circuito.
envolve várias etapas, desde o estabele-
As situações de curto-circuito são mais cimento de uma estratégia de proteção,
críticas, podendo danificar severamente selecionando os respectivos dispositivos
o sistema de geração, transmissão ou dis- de atuação, até a determinação dos va-
tribuição de energia elétrica. lores adequados para a calibração destes
dispositivos. Ser seletivo, exato, seguro e
A proteção dos sistemas elétricos deve sensível são requisitos básicos para que a
proporcionar, além da interrupção da ele- proteção seja atingida em sua plenitude:
tricidade, com o objetivo de proteger li-
nhas, barras e equipamentos, a possibili- seletividade quer dizer a capacida-
dade de monitorar dados com o intuito de de que possui o sistema de proteção de
se estudar posteriormente as causas das selecionar a parte danificada da rede e
“falhas” ocorridas. retirá-la de serviço sem afetar os circuitos
sãos;
Alguns dos aspectos que devem ser
levados em consideração quando do exatidão e segurança garantem ao
estudo de implementação da prote- sistema uma alta confiabilidade operati-
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va; cidas por normas.

sensibilidade representa a faixa de


operação e não operação do dispositivo
de proteção. 2.3 Proteção de sistemas de
Outro ponto a considerar é que o proje- baixa tensão e motores elé-
to deve ser feito globalmente, e não seto- tricos
rialmente, uma vez que, por setores, im-
plica uma descoordenação do sistema de Os condutores e equipamentos, de ma-
proteção, trazendo, como consequência, neira geral, componentes de um sistema
interrupções desnecessárias de setores industrial de baixa tensão, são frequente-
de produção, cuja rede nada depende da mente solicitados por correntes e tensões
parte afetada do sistema. acima dos valores previstos para opera-
ção em regime para os quais foram pro-
Basicamente, um projeto de proteção jetados. Essas solicitações normalmente
é feito com três dispositivos: fusíveis, vêm em forma de sobrecarga, corrente
disjuntores e relés. E para que os mesmos de curto-circuito, sobretensões e subten-
sejam selecionados adequadamente, é sões. Todas essas grandezas anormais
necessário se proceder à determinação devem ser limitadas no tempo de duração
das correntes de curto-circuito nos vários e módulo.
pontos do sistema elétrico. Os dispositi-
vos de proteção contra correntes de cur- Portanto, dispositivos de proteção en-
to-circuito devem ser sensibilizados pelo contrados nas instalações elétricas indus-
valor mínimo dessa corrente. triais devem permitir o desligamento do
circuito quando este está submetido às
A proteção é considerada ideal quan- condições adversas anteriormente pre-
do reproduz a imagem fiel das condições vistas. Na prática, os principais disposi-
do circuito para o qual foi projetada, isto tivos utilizados são fusíveis, dos tipos
é, atua dentro das limitações de corrente, diazed e NH, os disjuntores e os relés tér-
tensão, frequência e tempo para as quais micos, sobre as quais falaremos adiante.
foram dimensionados os equipamentos e
materiais da instalação (MAMEDE FILHO,
2012). 2.3.1 Proteção contra corrente de so-
A capacidade de um determinado cir- brecarga:
cuito ou equipamento deve ficar limitada Mamede Filho (2012) elenca as seguin-
ao valor de seu dispositivo de proteção, tes prescrições básicas contra as corren-
mesmo que isso represente a subutiliza- tes de sobrecarga nas instalações elétri-
ção da capacidade dos condutores ou da cas:
potência nominal do equipamento.
é necessária a aplicação de disposi-
Os dispositivos de proteção devem ser tivos de proteção para interromper as cor-
localizados e ligados adequadamente aos rentes de sobrecarga nos condutores dos
circuitos, segundo regras gerais estabele- circuitos, de sorte a evitar o aquecimento
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da isolação, das conexões e de outras par- pacidade de condução de corrente dos


tes contíguas do sistema além dos limites condutores, desde que haja uma proteção
previstos por norma; contra sobrecargas localizada a montan-
te;
os dispositivos de proteção contra
correntes de sobrecarga devem ser loca- - nos circuitos de cargas resistivas liga-
lizados nos pontos do circuito onde haja das no seu valor máximo;
uma mudança qualquer que caracteriza
- nos circuitos de comando e sinaliza-
uma redução no valor da capacidade de
ção;
condução de corrente dos condutores.
Esta mudança pode ser caracterizada por - nos circuitos de alimentação de ele-
uma troca de seção, alteração da maneira troímãs para elevação de carga;
de instalar, alteração no número de cabos
- nos circuitos secundários de transfor-
agrupados ou na natureza da isolação e
madores de corrente;
outras situações;
- nos circuitos secundários de transfor-
o dispositivo que protege um cir-
madores de potencial destinados ao ser-
cuito contra sobrecargas pode ser colo-
viço de medição;
cado ao longo do percurso desse circuito
se a parte do circuito compreendida entre - nos circuitos de carga motriz em regi-
a troca de seção – de natureza, de ma- me de funcionamento intermitente.
neira de instalar ou de constituição – e o
dispositivo de proteção não possuir qual-
quer derivação nem tomada de corrente
e atender a uma das duas condições: seu 2.3.2 Proteção contra as correntes de
comprimento não exceder a 3 m, ser ins- curto-circuito
talada de modo a reduzir ao mínimo o ris- Estas são as prescrições básicas contra
co de curto-circuito; não estar situada nas as correntes de curto-circuito nas instala-
proximidades de materiais combustíveis; ções elétricas:
os dispositivos de proteção contra os dispositivos de proteção devem
correntes de sobrecarga em circuitos de ter sua capacidade de interrupção ou de
motor não devem ser sensíveis à corrente ruptura igual ou superior ao valor da cor-
de carga absorvida pelo mesmo, tendo, no rente de curto-circuito presumida no pon-
entanto, as características compatíveis to de sua instalação;
com o regime de corrente de partida, tem-
po admissível com rotor bloqueado e tem- a energia que os dispositivos de
po de aceleração; proteção contra curtos circuitos devem
deixar passar não pode ser superior à
pode-se omitir a aplicação dos dis- energia máxima suportada pelos disposi-
positivos de proteção contra correntes de tivos e condutores localizados a jusante;
sobrecarga nas seguintes condições:
o dispositivo de proteção deve ser
- nos circuitos situados a jusante de localizado no ponto onde haja mudança
uma mudança qualquer que altere a ca-
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no circuito que provoque redução na ca- possam trazer perigo para a instalação
pacidade de condução de corrente dos correspondente (MAMEDE FILHO, 2012).
condutores;

a proteção do circuito terminal dos


motores deve garantir a proteção contra
2.3.3 Proteção de motores
as correntes de curto-circuito dos condu- Os motores elétricos, peças fundamen-
tores e dispositivos localizados a jusante; tais de um projeto de instalação elétrica
industrial, devem merecer cuidados espe-
os circuitos terminais que alimen-
ciais quanto à proteção individual ou em
tam um só motor podem ser protegidos
grupo a eles aplicada, tanto que quando
contra curtos-circuitos utilizando-se fusí-
submetidos a condições anormais duran-
veis do tipo NH ou diazed com retardo de
te o período de funcionamento, devem
tempo, ou disjuntores com dispositivos de
ser imediatamente separados do circuito
disparo magnético;
de alimentação. Assim, essas anormali-
pode-se omitir a aplicação dos dis- dades podem ser divididas em diferentes
positivos de proteção contra as correntes tipos, sendo cada uma delas prejudicial à
de curto-circuito nas seguintes condi- máquina, conforme o tempo de duração,
ções: por exemplo: sobrecarga contínua; sobre-
carga intermitente; redução da tensão de
- num ponto do circuito compreendido
alimentação; tensão de alimentação ele-
entre aquele onde houve a mudança de
vada; rotor bloqueado; temperatura am-
seção ou outra modificação e o dispositi-
biente elevada e outras condições.
vo de proteção, desde que este compri-
mento não seja superior a 3 m e o circuito A proteção dos motores tem por
não esteja localizado nas proximidades de base o uso dos relés de sobrecarga
materiais combustíveis; bimetálicos. Apesar de ser a proteção
- num ponto do circuito situado a mon- mais empregada em motores de uti-
tante de uma mudança de seção ou outra lização industrial, o mercado oferece
modificação, desde que o dispositivo de várias outras opções como:
proteção proteja o circuito a jusante; a) Relé falta de fase – esse dispositivo
- nos circuitos que ligam geradores, deve ser aplicado sempre após qualquer
transformadores, retificadores, baterias outro dispositivo que possa operar mono-
e acumuladores aos quadros de comando polarmente, já que ele é sensível, ausência
correspondentes, desde que nestes haja de fase do sistema desde a fonte até seu
dispositivos de proteção; ponto de instalação. Atua normalmente
sobre o contator de manobra do motor.
- nos circuitos que ligam os secundá-
rios dos transformadores de potencial e b) Relé digital de proteção multi-
de corrente aos relés de proteção ou aos função – são relés numéricos dotados de
medidores de energia; transformadores de corrente conectados
à rede de alimentação do motor. A cor-
- nos circuitos que, desenergizados, rente de entrada é constantemente mo-
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nitorada por um microprocessador. Esses


relés oferecem proteção ao motor contra
sobrecorrente, falta de fase, inversão de
fase, desbalanceamento de fase e rotor
travado.

c) Sondas térmicas e termistores –


são detectores térmicos dependentes
da temperatura, constituídos de lâminas
bimetálicas que acionam um contato nor-
malmente fechado. As sondas térmicas
são ligadas em série com o circuito de co-
mando do contator. Os termistores são
também detectores térmicos, compostos
de semicondutores, cuja resistência varia
em função da temperatura, podendo ser
ligados em série ou em paralelo com o cir-
cuito de comando do contator. São locali-
zados internamente ao motor, embutidos
nos enrolamentos. Podem ser dos tipos
PTC ou NTC.

Segundo Cidral Junior (2010), a prote-


ção de motores objetiva detectar o au-
mento de temperatura e evitar que as bo-
binas internas do motor sofram danos que
inutilizem o funcionamento do mesmo.

A seguir, o autor relaciona os principais


sensores térmicos usados na proteção de
motores:
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Termoresistor Termistor (PTC Termostato Protetor tér-


e NTC) mico
Mecanismo de Resistência Resistor de ava-Contatos mó- Contatos mó-
proteção calibrada lanche veis veis
bimetálicos
Disposição Cabeça de bo- Cabeça de bo- Inserido no cir- Inserido no cir-
bina bina cuito cuito
Cabeça de bo-
Forma de atua- Comando exter- Comando exter- bina
ção no de atuação no de atuação Atuação direta
na proteção na proteção Comando exter-
no de atuação
Limitação de Corrente de Corrente de na proteção Atuação direta
corrente comando comando Corrente do
motor
Corrente de
comando Corrente do
motor
Tipos de sensi- Temperatura Temperatura Corrente e tem-
bilidade peratura
3 ou 6 Corrente e tem-
Número de uni- 3 ou 6 3 ou 6 1 ou 3 peratura
dades por motor 1
Desligamento
Tipos de coman- Alarme e/ou Alarme e/ou Alarme ou desli- Desligamento
do desligamento desligamento gamento

Fonte: WEG (2004).


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Quando estes motores são ligados na breaquecimento. A tabela a seguir, rela-


instalação elétrica da indústria, são usa- ciona as causas de sobreaquecimento de
das proteções externas ao motor como: motores:
fusíveis, disjuntores e comandos a partir
Comparativo entre os sistemas de pro-
de sensores térmicos. Dependendo de
teção para motores
seu regime de operação e de seu aciona-
mento, poderá ocorrer, mesmo assim, so-

Legenda:
0 – Não protegido
1 – Semiprotegido
2 – Totalmente protegido

Fonte: WEG (2004).


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2.4 Dimensionamento dos A Figura abaixo representa a curva típi-


ca da integral de Joule de um cabo de baixa
dispositivos de proteção tensão a qual fornece para cada valor de
Um circuito elétrico só está adequa- corrente a energia específica ou energia
damente protegido contra as sobrecor- por unidade de resistência (J/Ω = A2 . s).
rentes quando todos os seus elementos, O valor de I na figura representa a ca-
tais como condutores, chaves e outros, pacidade de corrente do cabo que nessas
estiverem com suas capacidades térmica condições atinge a temperatura máxima
e dinâmica iguais ou inferiores aos valores para serviço contínuo e com a qual pode
limitados pelos dispositivos de proteção operar ao longo de sua vida útil, normal-
correspondentes. Assim, torna-se im- mente considerada de 20 anos. Já o valor
portante analisar as sobrecorrentes e os de I, na mesma figura representa o valor
tempos associados à resposta efetiva da limite da corrente para a qual o aqueci-
proteção. mento do condutor é adiabático, isto é,
Quando se trata de correntes de sobre- sem troca de calor entre o condutor e a
carga, seus módulos são muito inferiores isolação. Logo, a energia necessária para
aos módulos relativos às correntes de elevar a temperatura para serviço contí-
curto-circuito. nuo até a temperatura de curto-circuito é
denominada integral de Joule.
Por esta razão, as correntes de defeito
costumam ser analisadas por processos Característica I2 X t típica de cabos
mais detalhistas, como o da integral de de baixa tensão
Joule. Este método é bastante represen-
tativo na análise matemática dos efeitos
térmicos desenvolvidos pelas correntes
de curto-circuito, e sua formulação é dada
pela Equação:

lcs - corrente de curto-circuito que


atravessa o dispositivo de proteção;

T - tempo de duração da corrente de


curto-circuito.

A integral de Joule de cabos e compo-


nentes, tais como disjuntores, fusíveis,
etc., é calculada normalmente através de
ensaios de curto-circuito.
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ra máxima de serviço até a temperatura


limite suportável para correntes de curto-
-circuito, considerando-se as isolações de
PVC, XLPE e EPR.

K2 X S2 - integral de Joule para aque-


cimento do condutor desde a tempera-
tura máxima para serviço contínuo até a
temperatura de curto-circuito, admitindo
aquecimento adiabático, sendo:

K = 115 para condutores de cobre com


isolação de PVC;

K = 143 para condutores de cobre com


isolação de EPR ou XLPE;

S - seção do condutor, em mm2.

Ainda da NBR 5410:2004, podemos


acrescentar:

- para curto-circuito de qualquer du-


ração, onde a assimetria da corrente não
seja significativa, e para curtos-circuito
simétricos de duração igualou superior a
0,1 s e igual ou inferior a 5 s, pode-se es-
crever:

lcs - corrente de curto-circuito presu-


mida simétrica, em A;

T - duração, em segundos, sendo 0,1 ≤


T ≤5 s.

- a corrente nominal do dispositivo de


proteção contra curtos-circuitos pode
ser superior à capacidade de condução de
corrente dos condutores do circuito.

A tabela a seguir fornece a integral de


Joule para o aquecimento adiabático dos
condutores de cobre desde a temperatu-
14

Integral de Joule para aquecimento adiabático para condutores de cobre

Fonte: Mamede Filho (2012, p. 340).


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Ressalte-se que os fabricantes de fu- carga), interruptores e contatores.


síveis fornecem a integral de Joule que
Dispositivos de proteção: proteção
esses elementos de proteção deixam pas-
contra sobrecargas (relé térmico, termis-
sar, de forma a se poder dimensioná-los
tores) e proteção contra curto-circuito
adequadamente.
(fusível, relé eletromagnético). Podem ser
Enfim: aplicados isoladamente ou em conjunto,
necessitando análise detalhado para cada
Um circuito só está adequadamen- aplicação.
te protegido quando o dispositivo de
proteção contra sobrecorrentes satis- Além dos dispositivos de seccionamen-
faz às seguintes condições: to e proteção, os disjuntores têm sido
considerados os dispositivos mais com-
não opera quando a corrente for pletos por se tratarem de um elemento
inferior à capacidade de condução de cor- que integra em um só dispositivo as fun-
rente do condutor do circuito na sua parti- ções dos dispositivos de seccionamento e
cular condição de maneira de instalar; proteção. De maneira geral, os disjuntores
opera normalmente, com tempo de possuem a função de interruptores (liga/
retardo elevado, para uma corrente de so- desliga), função relé térmico (contra so-
brecarga de até 1,45 vez a capacidade de brecarga) e função relé eletromagnético
corrente do condutor; (contra curto-circuito) (BISONI; VAZ; PE-
REIRA JUNIOR, 2010).
opera em tempos inversamente
proporcionais para correntes de sobrecar- Sua aplicação em série com outros
ga compreendidas entre 1,45 e 8 vezes a disjuntores ou fusíveis exige dos espe-
corrente nominal; cialistas na área cuidados especiais com a
coordenação para que mantenham a atu-
opera num tempo extremamente ação do sistema de proteção de acordo
reduzido para as correntes de curto-cir- com os critérios de seletividade.
cuito.
Os fusíveis são dispositivos de prote-
Os dispositivos de proteção devem ser ção mais tradicionais na alimentação de
nominalmente dimensionados em função diversas cargas, tendo como principal
das particularidades de cada sistema. função a proteção contra curto-circuito
de sistemas elétricos, atuando também
como limitadores das correntes de curto-
2.5 Fusíveis, disjuntores e relés -circuito.

Os dispositivos elétricos utilizados nor- A operação dos fusíveis é dada pela fu-
malmente em baixa tensão podem ser são do elemento fusível, contido em seu
classificados como: de seccionamento e interior. O elemento fusível é um condutor
de proteção. de seção transversal dimensionado para
que sofra com a passagem de corrente
Dispositivos de seccionamento: comu- elétrica um aquecimento maior que o dos
tadoras, seccionadoras (a vazio ou sob outros condutores devido à sua alta resis-
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tência. tificação do fusível, existe um indicador


que tem as cores correspondentes com as
Os fusíveis possuem em seu interior um
correntes nominais dos fusíveis. Esse in-
elemento fusível que geralmente é de co-
dicador se desprende em caso de queima,
bre, prata, estanho, chumbo ou liga. O cor-
sendo visível através da tampa;
po do fusível, geralmente de porcelana ou
esteatita, é hermeticamente fechado. Os parafuso de ajuste – construído em
fusíveis possuem ainda um elemento indi- diversos tamanhos, de acordo com a cor-
cador de operação, possibilitando ao pro- rente dos fusíveis. Colocados nas bases,
fissional da área observar seu estado de não permitem a montagem de fusíveis de
funcionamento. O elemento fusível é ain- corrente maior do que o previsto. A colo-
da envolvido, por completo, por um mate- cação dos parafusos de ajuste é feita com
rial granulado extintor, utilizado em areia a chave 5SH3-700-B;
de quartzo com granulometria adequada.
base – a peça que reúne todos os
Os fusíveis podem ser classificados componentes do conjunto. Pode ser for-
segundo a tensão de alimentação (baixa necida em duas execuções: normal, para
tensão ou alta tensão) e segundo a carac- fixar por parafusos, e com dispositivo de
terística de desligamento (efeito rápido fixação rápida, sobre trilho de 35mm.
ou efeito retardado).
b) Silized/Sitor: esses fusíveis têm
a) O diazed (Siemens) é um fusível como característica serem ultrarrápidos
de baixa tensão, sendo usados preferen- da curva tempo/corrente. São, portanto,
cialmente na proteção dos condutores de ideais para a proteção de aparelhos equi-
redes de energia elétrica e circuitos de pados com semicondutores (tiristores e
comando. Podem ser do tipo rápido ou re- diodos) em retificadores e conversores.
tardado.
c) Neozed: fusíveis de menores dimen-
São acessórios para fusíveis Diazed: sões e com característica retardo da atua-
ção, utilizados para proteção de redes de
tampa – a peça na qual o fusível é
energia elétrica e circuitos de comando.
encaixado, permitindo colocar e retirá-la
1
da base, mesmo com a instalação sob ten- d) Fusíveis NH : os fusíveis limitadores
são; de corrente NH reúnem as características
de fusível retardado para correntes de so-
anel de proteção – protege a rosca
brecarga e de fusível rápido para corren-
metálica da base aberta, isolando-a con-
tes de curto-circuito.
tra a chapa do painel e evita choques aci-
dentais na troca dos fusíveis; Os fusíveis NH também são próprios
para proteger os circuitos, que em servi-
fusível – a peça principal do con-
ço estão sujeitos às sobrecargas de curta
junto, constituído de um corpo cerâmico,
duração, como, por exemplo, acontece na
dentro do qual está montado o elo do fu-
partida direta de motores trifásicos com
sível, e é preenchido com areia especial,
de quartzo, que extingue o arco voltaico
em caso de fusão. Para facilitar a iden- 1- N – Baixa tensão H – alta capacidade de interrupção.
17

rotor em gaiola. rompimento do fusível, proceder ao repa-


ro na instalação antes da substituição do
Os fusíveis NH têm os contatos (facas)
fusível;
prateados, o que proporciona perdas mui-
to reduzidas no ponto de ligação e o corpo na eventualidade de ainda se uti-
de esteatita para garantir a segurança to- lizarem porta-fusíveis do tipo rolha, não
tal. colocar moeda para substituir o fusível
rompido. O procedimento correto para
São acessórios para fusíveis NH: esse caso é a substituição por disjuntor;
base – possui contatos especiais na substituição de fusíveis do tipo
prateados, que garantem contato perfei-
cartucho (virola ou de lâmina ou faca),
to e alta durabilidade. Uma vez retirado o
desligar a chave geral e lixar os contatos
fusível, a base constitui uma separação
antes da troca (CAVALIN; CERVELIN, 2011).
visível das fases, tornando-se dispensá-
vel, em muitos casos, a utilização de um Partindo do entendimento que numa
seccionador adicional; instalação elétrica, residencial, comer-
cial ou industrial, o importante é garantir
punho – destina-se à colocação ou
as condições ideais de funcionamento do
retirada dos fusíveis NH de suas respecti-
sistema sob quaisquer condições de ope-
vas bases mesmo sob tensão.
ração, protegendo os equipamentos e a
rede elétrica e acidentes provocados por
alteração de corrente, encontramos dis-
Precauções a serem tomadas nas positivos que vieram para cumprir três
substituições de fusíveis: funções básicas.
nunca utilizar um fusível de capa- a) Abrir e fechar os circuitos (mano-
cidade de corrente superior ao projetado bra).
para a instalação nem por curto período
de tempo; b) Proteger a fiação, ou mesmo os
aparelhos, contra sobrecarga por meio do
na falta do fusível, no momento seu dispositivo térmico.
da troca, jamais faça nenhum tipo de “re-
mendo”, supondo que a instalação estará c) Proteger a fiação contra curto-cir-
protegida; cuito por meio do seu dispositivo magné-
tico.
no lugar do fusível que “queimou”,
podemos colocar um fusível de capacida- Nesse contexto, os dispositivos de pro-
de de corrente menor até que seja provi- teção para baixa tensão são exatamente
denciado o correto; aqueles dispositivos que servem para pro-
teger a instalação em casos de curtos-cir-
se o rompimento do fusível se deu cuitos, ou quando há excesso de corren-
por sobrecarga, fazer um levantamento te elétrica (sobrecarga). Estamos falando
de carga do circuito para redimensioná-lo; dos disjuntores!
se foi por curto-circuito a causa do Os mais comuns são os disjuntores ter-
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momagnéticos que garantem, simultane- proteção diferencial residual (disjun-


amente, a manobra e a proteção contra tor) de alta sensibilidade em circuitos
correntes de sobrecarga e contra corren- terminais que sirvam a:
tes de curto-circuito.
tomadas de corrente em cozinhas,
Segundo explica Carvalho Junior (2011), lavanderias, locais com pisos e (ou) reves-
cada circuito terminal da instalação elétri- timentos não isolantes e áreas externas;
ca predial deve ser ligado a um dispositivo
de proteção, que pode ser um disjuntor tomadas de corrente que, embo-
termomagnético – DTM, um disjuntor di- ra instaladas em áreas internas, possam
ferencial residual – DR ou interruptor di- alimentar equipamentos de uso em áreas
ferencial residual – IDR. externas;

Os disjuntores termomagnéticos de aparelhos de iluminação instalados


baixa tensão são os dispositivos mais usa- em áreas externas;
dos atualmente em quadros de distribui- circuitos de tomadas de corrente
ção. Esses disjuntores oferecem proteção em banheiros.
aos fios do circuito, desligando-o automa-
ticamente quando da ocorrência de uma Os circuitos que não se enquadram nas
sobrecorrente provocada por um curto- recomendações e exigências aqui apre-
-circuito ou sobrecarga. Permitem mano- sentadas serão protegidos por disjunto-
bra manual como um interruptor, seccio- res termomagnéticos.
nam somente o circuito necessário numa Na proteção com DR, deve-se tomar
eventual manutenção. cuidado com o tipo de aparelho a ser ins-
O DR é um dispositivo de segurança de talado. Chuveiros, torneiras elétricas e
uso recomendado pela NBR 5410. Trata- aquecedores de passagem com carcaça
-se de um dispositivo supersensível às metálica e resistência nua apresentam fu-
menores fugas de corrente, ocasionadas, gas de corrente muito elevadas, que não
por exemplo, por fios descascados, ou permitem que o DR fique ligado. Isso sig-
por uma criança que introduza o dedo ou nifica que esses aparelhos representam
qualquer objeto numa tomada. De atua- um risco à segurança das pessoas, deven-
ção imediata, ele interrompe a corrente do ser substituídos por outros com carca-
assim que verifica anomalias. É possível ça de material isolante e com resistência
instalar um único DR na caixa de medição blindada.
ou um para cada circuito da instalação, Na escolha do tipo de proteção, é im-
nesse caso colocados no quadro geral de portante considerar também o fator eco-
distribuição. nômico, sempre observando e respeitan-
O IDR deverá ser utilizado em conjunto do as recomendações e os parâmetros
com um disjuntor termomagnético, pois o restritivos da NBR 5410.
mesmo não possui proteção contra curto- Para dimensionar o dispositivo de pro-
-circuito ou sobrecarga. teção (disjuntor) de um circuito, é neces-
A norma recomenda a utilização de sário saber a potência a ser instalada em
19

cada circuito e calcular sua corrente. Para ser:


dimensionar o disjuntor ou interruptor DR
monopolares ou unipolares;
geral do quadro de distribuição, é preciso
saber a potência elétrica total instalada bipolares;
na edificação e calcular a corrente do cir-
tripolares.
cuito de distribuição.
Quanto à tensão de operação:
Para dimensionar o disjuntor aplicado
no quadro de medição, é necessário sa- a) Disjuntores de baixa tensão (ten-
ber a potência total instalada que deter- são nominal até 1000V):
minou o tipo de fornecimento e o tipo de
- disjuntores em caixa moldada;
sistema de distribuição da companhia de
eletricidade local. De posse desses dados, - disjuntores abertos.
consulta-se a norma de fornecimento da
b) Disjuntores de média e alta ten-
companhia fornecedora de eletricidade
sões (acima de 1.000V):
local para saber a corrente nominal do
disjuntor a ser empregado (CARVALHO JU- - vácuo;
NIOR, 2011).
- ar comprimido;
É muito importante utilizar disjuntores
- óleo;
ou fusíveis adequados nas instalações
elétricas. A capacidade desses equipa- - pequeno volume de óleo (PVO);
mentos é dada em ampere (A), que indi-
- SF6 (hexafluoreto de enxofre).
ca a intensidade de carga elétrica que é
permitida passar por eles. A utilização de Dentre todos os dispositivos de prote-
disjuntores com capacidade acima do ne- ção conhecidos, o fusível é o mais simples
cessário poderá danificar as instalações e construtivamente, mas apesar disso, é
os aparelhos elétricos; por outro lado, se importante observar que são elementos
a amperagem desses dispositivos de pro- mais fracos (de seção reduzida), proposi-
teção for abaixo do indicado, ocorrerá o tadamente intercalados no circuito, para
desarme dos disjuntores ou a queima ex- interrompê-lo sob condições anormais.
cessiva de fusíveis, às vezes sem necessi-
dade. Das grandezas elétricas, são as se-
guintes as mais importantes no seu
Vantagem do disjuntor: permitir o reli- dimensionamento:
gamento sem necessidade de substitui-
ção de componentes. a corrente nominal deve ser aquela
que o fusível suporta continuamente;
Características do disjuntor: caso o de-
feito na rede persista no momento do re- a corrente de curto-circuito é a
ligamento, o disjuntor desliga novamente. máxima que pode circular no circuito sem
Ele não deve ser manobrado até que se provocar danos à instalação, e que deve
elimine o problema do circuito. ser desligada instantaneamente;

Em relação ao número de polos podem a tensão nominal dimensiona a iso-


20

lação do fusível; Como desvantagem, apresenta-se a


maior sensibilidade, e, portanto, suscep-
a resistência de contato depende
tibilidade a variações de pequenos tran-
do material e da pressão exercida. A resis-
sientes ocorrido no sistema, bem como
tência de contato entre a base e o fusível
maior sensibilidade a variações de tempe-
é a responsável por eventuais aqueci-
ratura.
mentos, devido à resistência oferecida na
passagem da corrente; Os relés estáticos podem ser usados
para a maioria dos tipos de proteção, tais
a instalação dos fusíveis deve pro-
como: proteção de linha de transmissão,
cessar-se sem perigo para o operador;
de transformadores, de barramentos, de
a montagem deve ser feita em ba- geradores síncronos, etc.
ses que evitem a substituição de um fu-
Os relés digitais são considerados a ter-
sível por outro de grandeza inadequada
ceira geração dos relés estáticos e utili-
(CAVALIN; CERVELIN, 2011).
zam como base os microprocessadores.
Os relés, grosso modo, interruptores
A primeira geração dos relés digitais
que atuam eletricamente, estão escondi-
(estáticos) é aquela em os equipamentos
dos em praticamente todo tipo de dispo-
utilizavam os transistores, enquanto a se-
sitivo, sendo classificados de acordo com
gunda geração fez uso dos circuitos inte-
a grandeza com a qual atuam, como por
grados e amplificadores operacionais.
exemplo: tensão, corrente ou frequência;
e também quanto ao princípio de atuação: Devido à grande flexibilidade dos mi-
eletromecânicos, estáticos ou digitais croprocessadores, um mesmo relé pode
(CTOSCK, 2007). exercer várias funções, tais como: contro-
le, gravação dos dados amostrados, infor-
Os primeiros tipos de relés foram os
mação de eventos e diferentes funções
eletromecânicos. Na sequência vieram os
de proteção. Os dados são armazenados
estáticos (por volta de 1960). Estes tipos
no hardware e diferentes programas po-
de relés não possuem movimentação me-
dem ser executados simultaneamente ou
cânica no seu mecanismo de atuação e por
não neste mesmo hardware. Estes dados
não possuírem partes móveis são extre-
armazenados podem ser periodicamente
mamente rápidos, comparados aos relés
retirados da memória (devido ao limite da
eletromecânicos. Além disto, apresentam
capacidade de dados armazenados) para
uma melhora nas características de sensi-
que novos dados possam ser gravados
bilidade e repetibilidade (as partes móveis
sem perda de informação. Como os dados
dos relés eletromecânicos se desgastam
estão armazenados, e não oscilografados
com o tempo, enquanto os relés estáticos
e impressos, podem ser tratados (através
não apresentam danos para atuação re-
de processamentos matemáticos dos si-
petidas vezes). Devido aos componentes
nais e/ou filtragem) para se obter diver-
estáticos, tem-se também menor con-
sos resultados que facilitem a análise dos
sumo de potência, menor tamanho e um
operadores do sistema e engenheiros de
grau de manutenção menor.
proteção (COTOSCK, 2007).
21

Relés de sobrecarga, por exemplo, são Algumas dicas:


dispositivos constituídos por um par de
a posição de montagem dos relés
lâminas metálicas (um par por fase), com
deve seguir sempre as orientações for-
princípio de funcionamento baseado nas
necidas pelo fabricante, mas em geral é
diferentes dilatações térmicas que os
possível afirmar que os relés podem ser
metais apresentam quando submetidos
fixados em paredes verticais. Inclinações
a uma variação de temperatura. Também
de até 30° na vertical e 90° na horizontal
são constituídos por um mecanismo de
são admissíveis para todos os lados (sem-
disparo contido num invólucro isolante e
pre observando a limitação da mola dos
com alta resistência térmica.
contatores);
São aplicados na proteção de um possí-
vel superaquecimento dos equipamentos
elétricos, como transformadores e moto-
res.

Posição de montagem de um relés de sobrecarga

Fonte: WEG (2007, p. 276).

deve-se consultar as característi- nobras do fabricante, que na maioria dos


cas de rede indicadas pelo fabricante a casos é 15 manobras/hora.
cada modelo de relé, como é o caso de re-
Caso os relés tripolares sejam utiliza-
lés WEG apropriados para instalações com
dos na alimentação de cargas monofá-
frequência de 0 Hz (CC) e 400 Hz, com
sicas ou bifásicas a conexão desse dis-
restrição aos relés acoplados a TCs que
positivo deve ser efetuada conforme a
devem ser aplicados em rede de 50/60
figura abaixo, ou seja, dessa forma, o relé
Hz. Nessa faixa de frequência, a influên-
se comporta como se estivesse carregado
cia sobre os valores de desarme deverá
para serviço trifásico.
ser desprezada. A tensão nominal de iso-
lação indica o maior valor de tensão que o
dispositivo pode suportar;

a proteção de um motor com relé de


sobrecarga tem seu desempenho garan-
tido nos casos de operação contínua ou
respeitado o limite de frequência de ma-
22

Relé Térmico de Sobrecarga Tri- mento com retardo a líquido.


polar para Serviço Monofásico(a) ou b) Instalação com capacidade supe-
Bifásico(b) rior a 300 kVA
Se a capacidade da subestação for su-
perior a 300 kVA, a proteção geral na mé-
dia tensão deve ser realizada exclusiva-
mente por meio de um disjuntor acionado
através de relés secundários dotados de
unidades instantâneas e temporizadas de
fase e de neutro.

Dessa forma, fica vedada, pela NBR


14030:2003, a utilização de relés de ação
direta na proteção geral da subestação.
No entanto, o projetista pode utilizar re-
lés de ação direta, bem como chave sec-
cionadora acionada por fusível incorpo-
Fonte: WEG (2007, p. 277). rada na proteção de média tensão em
ramais que derivam do barramento primá-
2.6 Proteção de sistemas primários
rio da subestação após a proteção geral.
Segundo a NBR 14039:2003, é conside- Atualmente, existem milhares de relés de
rado proteção geral de uma instalação de ação direta com retardo fluidodinâmico e
média tensão o dispositivo situado entre eletrônicos instalados em subestações de
o ponto de entrega de energia e a origem consumidor.
da instalação.
Os relés primários de ação direta po-
A norma estabelece duas condições bá- dem ser dos seguintes tipos: relé fluidodi-
sicas: nâmico e relé de sobrecorrente estático.
Temos também os relés secundários de
a) Instalação com capacidade insta-
sobrecorrente digitais.
lada igual ou inferior a 300kVA
Se a capacidade da subestação unitária
A norma ANSI estabelece uma co-
for igual ou inferior a 300 kVA, a proteção dificação das funções dos diferentes
geral na média tensão deve ser realizada dispositivos empregados na prote-
por meio de um disjuntor acionado através ção, comando e sinalização dos sis-
de relés secundários dotados de unidades temas elétricos, e internacionalmente
instantâneas e temporizadas de fase e de utilizada por fabricantes, projetistas e
neutro. Pode também ser empregada cha- montadores. Abaixo estão reproduzi-
ve seccionadora e fusível, sendo, neste das algumas das principais funções e
caso, obrigatória a utilização de disjuntor aplicação nos sistemas elétricos:
como proteção geral do lado de baixa ten-
função 21 – relé de distância;
são. Não são aceitos relés com funciona-
23

função 25 – dispositivo de sincroni- função 87 – relé de proteção dife-


zação; rencial.

função 27 – relé de subtensão; Os relés digitais são dispositivos que


necessitam de informações do sistema
função 30 – relé anunciador;
para exercerem suas funções de prote-
função 32 – relé direcional de po- ção. Os relés de aplicação mais comum nos
tência; sistemas elétricos requerem os valores de
tensão, corrente e frequência. O valor de
função 38 – dispositivo de proteção
tensão é normalmente obtido através de
de mancal;
transformadores de potencial (TPs); já a
função 43 – dispositivo de transfe- corrente elétrica é fornecida ao relé pelos
rência manual; transformadores de corrente (TCs).

função 47 – relé de sequência de


fase;

função 49 – relé térmico para má-


quina ou transformador;

função 50 – relé de sobrecorrente


instantâneo;

função 51 – relé de sobrecorrente


temporizado;

função 59 – relé de sobretensão;

função 63 – relé de pressão de nível


ou de fluxo de líquido ou gás;

função 64 – relé de proteção de


terra;

função 67 – relé direcional de so-


brecorrente em corrente alternada;

função 68 – relé de bloqueio;

função 74 – relé de alarme;

função 79 – relé de religamento em


corrente alternada;

função 81 – relé de frequência;

função 86 – relé de bloqueio de se-


gurança;
24

UNIDADE 3 - Sistemas de aterramento


Segundo Lima (2009), o acidente mais 3.1 Noções básicas sobre
comum a que estão submetidas as pesso-
as, principalmente aquelas que trabalham proteção do sistema
em processos industriais ou desempe- Na NBR 5410:2004 (versão corrigida
nham tarefas de manutenção e operação 17.03.2008), encontramos as orienta-
de sistemas industriais, é o toque aciden- ções/prescrições fundamentais para ga-
tal em partes metálicas energizadas, fi- rantir a segurança de pessoas, animais
cando o corpo ligado eletricamente sob domésticos e bens contra os perigos e da-
tensão entre fase e terra. nos que possam resultar da utilização das
Assim, entende-se por contato indire- instalações elétricas em condições pre-
to aquele que um indivíduo mantém com vistas. Para efeitos desta norma, aplicam-
uma determinada massa do sistema elé- -se as definições da ABNT NBR IEC 60050.
trico que, por falha, perdeu a sua isolação Proteção contra choques elétricos:
e permitiu que esse indivíduo ficasse sub-
metido a um determinado potencial elé- a) Elemento condutivo ou parte con-
trico. dutiva: elemento ou parte constituída de
material condutor, pertencente ou não à
O limite de corrente alternada su- instalação, mas que não é destinada nor-
portada pelo corpo humano: malmente a conduzir corrente elétrica.
geralmente é de 25 mA; b) Proteção básica: meio destinado a
impedir contato com partes vivas perigo-
entre 15 e 25 mA, o indivíduo sente
sas em condições normais.
dificuldades em soltar o objeto energiza-
do; c) Proteção supletiva: meio destinado
a suprir a proteção contra choques elétri-
entre 15 e 80 mA, ele é cometido
cos quando massas ou partes condutivas
de grandes contrações e asfixia;
acessíveis tornam-se acidentalmente vi-
entre 80 mA até poucos ampères, o vas.
indivíduo sofre graves lesões musculares
d) Proteção adicional: meio destinado a
e queimaduras, além de asfixia imediata;
garantir a proteção contra choques elétri-
acima disto, as queimaduras são in- cos em situações de maior risco de perda
tensas, o sangue sofre o processo de ele- ou anulação das medidas normalmente
trolise, a asfixia é imediata e há necrose aplicáveis, de dificuldade no atendimen-
dos tecidos. to pleno das condições de segurança as-
sociadas à determinada medida de pro-
teção e/ou, ainda, em situações ou locais
em que os perigos do choque elétrico são
particularmente graves.
25

e) Dispositivo de proteção à corrente elementos interligados resultante.


diferencial-residual (formas abreviadas:
b) Barramento de equipotencialização
dispositivo à corrente diferencial-residu-
principal (BEP): barramento destinado a
al, dispositivo diferencial, dispositivo DR):
servir de via de interligação de todos os
dispositivo de seccionamento mecânico
elementos incluíveis na equipotencializa-
ou associação de dispositivos destinada a
ção principal.
provocar a abertura de contatos quando
a corrente diferencial residual atinge um NOTA: A designação “barramento” está
valor dado em condições especificadas. associada ao papel de via de interligação
e não a qualquer configuração particular
NOTA: O termo “dispositivo” não deve
do elemento. Portanto, em princípio o BEP
ser entendido como significando um pro-
pode ser uma barra, uma chapa, um cabo,
duto particular, mas sim qualquer forma
etc.
possível de se implementar a proteção
diferencial-residual. São exemplos de tais c) Barramento de equipotencialização
formas: o interruptor, disjuntor ou tomada suplementar ou barramento de equipo-
com proteção diferencial-residual incor- tencialização local (BEL): barramento des-
porada, os blocos e módulos de proteção tinado a servir de via de interligação de
diferencial-residual acopláveis a disjunto- todos os elementos incluíveis numa equi-
res, os relés e transformadores de corren- potencialização suplementar ou equipo-
te que se podem associar a disjuntores, tencialização local.
etc.
d) Equipamento de tecnologia da infor-
f) SELV (do inglês “separated extra-low mação (ETI): equipamento concebido com
voltage”): sistema de extrabaixa tensão o objetivo de:
que é eletricamente separado da terra, de
d.1) receber dados de uma fonte exter-
outros sistemas e de tal modo que a ocor-
na (por exemplo, via linha de entrada de
rência de uma única falta não resulta em
dados ou via teclado);
risco de choque elétrico.
d.2) processar os dados recebidos (por
g) PELV (do inglês “protected extra-low
exemplo, executando cálculos, transfor-
voltage”): sistema de extrabaixa tensão
mando ou registrando os dados, arqui-
que não é eletricamente separado da ter-
vando-os, triando-os, memorizando-os,
ra, mas que preenche, de modo equiva-
transferindo-os); e,
lente, todos os requisitos de um SELV.
Proteção contra choques elétricos e d.3) fornecer dados de saída (seja a ou-
proteção contra sobretensões e pertur- tro equipamento, seja reproduzindo da-
bações eletromagnéticas: dos ou imagens).

a) Equipotencialização: procedimento NOTA: Esta definição abrange uma am-


que consiste na interligação de elemen- pla gama de equipamentos, como, por
tos especificados, visando obter a equi- exemplo: computadores; equipamentos
potencialidade necessária para os fins de- transceptores, concentradores e conver-
sejados. Por extensão, a própria rede de sores de dados; equipamentos de tele-
26

comunicação e de transmissão de dados; solicitação do circuito acima das


sistemas de alarme contra incêndio e in- características do projeto (sobrecargas);
trusão; sistemas de controle e automação
falta elétrica (curto-circuito).
predial, etc.
Correntes de Sobrecarga são caracteri-
Proteção contra Efeitos Térmicos:
zadas pelos seguintes fatores:
As pessoas, bem como os equipamen-
provocam, no circuito, correntes
tos e materiais fixos adjacentes a com-
superiores à corrente nominal;
ponentes da instalação elétrica devem
ser protegidas contra os efeitos térmicos solicitações dos equipamentos aci-
prejudiciais que possam ser produzidos ma de suas capacidades nominais;
por esses componentes, tais como:
cargas de potência nominal acima
risco de queimaduras; dos valores previstos no projeto.

combustão ou degradação dos ma- As sobrecargas são extremamente


teriais; prejudiciais ao sistema elétrico, que pro-
vocam a elevação da corrente do circuito
comprometimento da segurança
a valores que podem chegar até, no máxi-
de funcionamento dos componentes ins-
mo, dez vezes a corrente nominal, produ-
talados.
zindo com isso efeitos térmicos altamen-
Proteção contra Sobrecorrentes: te danosos aos circuitos.

proteção contra correntes de so- As correntes de curtos-circuitos são


brecargas; provenientes de falhas ou defeitos
proteção contra correntes de cur-
graves da instalação, tais como:
to-circuito; falha ou rompimento da isolação
entre fase e terra;
proteção dos condutores de fase;
falha ou rompimento da isolação
proteção do condutor neutro.
entre fase e neutro;
Proteção contra Sobretensões:
falha ou rompimento da isolação
proteção contra sobretensões entre fases distintas.
temporárias;
E, como consequência, produzem cor-
proteção contra sobretensões rentes extremamente elevadas, na or-
transitórias: em linhas de energia e em li- dem de 1.000% a 10.000% do valor da
nhas de sinal. corrente nominal do circuito (CAVALIN;
CERVELIN, 2011).
Observação:

Sobrecorrentes são correntes elétricas


cujos valores excedem o valor da corrente
3.2 Sistema de aterramento
nominal. As sobrecorrentes são origina-
das por: Toda e qualquer instalação elétrica de
27

média e baixa tensão para funcionar sa- A NBR 5410:2004 estabelece os es-
tisfatoriamente e ser segura a riscos de quemas de aterramento a serem apli-
acidentes fatais deve necessariamente cados em uma instalação elétrica. Es-
possuir um sistema de aterramento di- ses esquemas são listados a seguir:
mensionado adequadamente para cada
tipo de projeto. TN-S – o condutor neutro e de pro-
teção são interligados no aterramento da
Aterrar o sistema, ou seja, ligar um con- alimentação, depois seguem distintos. É
dutor (normalmente o neutro) à terra, necessário o uso de disjuntores e de DR’s
possibilita a detecção de sobretensões para a respectiva proteção da instalação e
em relação à terra. Além disso, fornece de pessoas. É usado na maioria das insta-
um caminho para a circulação de corrente, lações elétricas. Onde é efetuada a equi-
permitindo a detecção de curtos-circuitos potencialização 2 na entrada de energia
(entre os condutores vivos e a terra). Des- elétrica.
ta forma, o aterramento é um aliado dos
dispositivos de proteção contra sobre- Esquema TN-S
tensões e sobrecorrentes (curto-circuito)
(PROCOBRE, 2001, p. 3).

O controle dessas tensões em rela-


ção à terra limita o esforço de tensão
na isolação dos condutores, diminui
as interferências eletromagnéticas
e permite a redução dos perigos de
choque para as pessoas que pode-
riam entrar em contato com os con-
dutores vivos (PROCOBRE, 2001, p.
3).

Pontualmente, são funções do aterra-


mento:

i. Segurança de atuação de proteção;

ii. Proteção das instalações contra


descargas atmosféricas;

iii. Proteção dos indivíduos contra


contatos com partes metálicas da instala-
ção energizadas acidentalmente;

iv. Uniformização do potencial em


toda área do projeto, prevenindo contra 2- Equipotencialização, como o próprio nome sugere, é a interli-
gação em um mesmo ponto, de todos os condutores destinados à
lesões perigosas que possam surgir du- proteção de equipamentos de informação, destinados contra cho-
ques, contra descargas atmosféricas, contra sobretensões e contra
rante uma falta fase-terra. descargas eletrostáticas.
28

TN-C-S - condutor PEN inicia (na Esquema TN-C


alimentação) no modo TN-C e depois se
transforma em TN-S (para a distribuição).
Recomenda-se realizar uma equipoten-
cialização bem feita. Este esquema é utili-
zado em locais onde o condutor de prote-
ção é necessário e de difícil acesso (longa
distância).

Esquema TN-C-S

TT - “O neutro da fonte é ligado di-


retamente à terra, estando as massas da
instalação ligadas a um eletrodo de ater-
ramento independente do eletrodo da
fonte.” No caso de um curto entre fase e
massa, o fluxo de corrente é baixo para
a atuação de disjuntores, porém é reco-
mendado o uso de DR’s para a proteção
TN-C - apenas um condutor é usa- de pessoas. É utilizado em casos onde há
do para atender as duas funções: neutro grandes distâncias entre o ponto de ater-
e proteção (PEN). Não é recomendado ramento da alimentação e a carga.
em circuitos com condutor de seção infe-
rior a 10mm², nem para a ligação de equi-
pamentos portáteis. Necessita de uma
equipotencialização bem feita dentro da
instalação elétrica para evitar queima de
equipamentos. É usado em instalações
onde se torna inviável a passagem de mais
um condutor. DR’s não devem se usados.
29

Esquema TT

IT - “Limita-se a corrente de falta neutro pode permanecer isolado do ater-


a um valor desejado, de forma a permitir ramento. É utilizado em casos onde uma
que uma primeira falta desligue o siste- primeira falha no sistema não possa des-
ma”. Não é necessário o uso de DR’s. Uma ligar imediatamente a alimentação, inter-
impedância elevada pode ser instalada rompendo processos importantes.
entre neutro e terra ou simplesmente o

Esquema IT
30

1) O neutro pode ser ou não distribuído: independentemente do aterramento


eventual de um ponto de alimentação;
A = sem aterramento da alimentação;
N - massas ligadas diretamente ao
B = alimentação aterrada através de
ponto de alimentação aterrado (em cor-
impedância;
rente alternada, o ponto aterrado é nor-
B.1 = massas aterradas em eletrodos malmente o ponto neutro).
separados e independentes do eletrodo
Outras letras (eventuais) – disposição
de aterramento da alimentação;
do condutor neutro e do condutor de pro-
B.2 = massas coletivamente aterradas teção:
em eletrodo independente do eletrodo de
S - funções de neutro e de proteção
aterramento da alimentação;
asseguradas por condutores distintos;
B.3 = massas coletivamente aterradas
C - funções de neutro e de proteção
no mesmo eletrodo da alimentação.
combinadas em um único (condutor PEN).
Significado das letras:
Resumindo: nesses esquemas, a pri-
Primeira letra – situação da alimenta- meira letra indica a situação da alimenta-
ção em relação à terra: ção em relação à terra (T → ligado à terra
e I → isolado), a segunda letra indica a si-
T - um ponto diretamente enterra-
tuação das massas em relação à terra (N
do;
→ massas ligadas ao neutro e T → massa
I - isolação de todas as partes vivas ligadas diretamente à terra) e outras le-
em relação à terra ou aterramento atra- tras, se houver, indicam a relação entre
vés de uma impedância. condutores neutro e terra (S → separados
e C → combinados) (WALENIA, 2008, p.
Segunda letra – situação das massas da 30).
instalação em relação à terra:

T - massas diretamente aterradas,


31

camento ascendente faz com que se es-


frie até chegar ao topo da nuvem onde a
temperatura é muito baixa, de 30°C ne-
gativos. A partir desse momento, o va-
por d’água que estava misturado com o
ar quente transforma-se em granizo, que
em função do seu peso começa a precipi-
tar-se para a base da nuvem. No desloca-
mento descendente ocorre o choque com
outras partículas menores, principalmen-
3.3 Proteção contra descar- te com cristais de gelo.
gas atmosféricas
A colisão entre essas partículas (grani-
Os relâmpagos, descargas atmosféri- zo e cristais de gelo) faz com que fiquem
cas, ou ainda os raios são formados dentro carregadas eletricamente.
de uma nuvem denominada cumulonimbo,
O granizo, como é mais pesado, fica com
que possui característica diferenciada em
carga negativa e se desloca para a base
relação às outras, por ser verticalmente
da nuvem, enquanto os cristais de gelo fi-
mais extensa.
cam com carga positiva e, por serem mais
Essas nuvens se formam a uma altura leves, deslocam-se para a parte superior
de 2.000 metros do solo e se estendem (topo) da nuvem.
até 18.000 metros acima.
Podemos notar que as cargas, dentro
De maneira bem didática, a dinâmica é da nuvem, se separam: positivas na par-
esta: te superior e negativas na parte inferior.
Quando as cargas atingem valores extre-
O ar quente e úmido próximo do solo
mamente elevados, ocorre o relâmpago,
se eleva na atmosfera (ele sobe porque
conforme as ilustrações abaixo:
é mais leve que o ar acima dele). O deslo-
32

A maioria dos raios ou relâmpagos co- Forma-se uma grande radiação eletro-
meça e termina dentro das nuvens. São magnética que gera sobretensões que
poucos os que vêm para o chão. E é justa- causam danos a equipamentos e instala-
mente desses que devemos nos prevenir. ções de empresas, indústrias e residên-
cias.
No momento inicial do relâmpago, isto
é, alguns milésimos de segundos antes da A proteção contra as descargas atmos-
descarga, a nuvem e o solo ficam com uma féricas (raios ou relâmpagos), apesar de
diferença de potencial que pode variar de toda tecnologia existente hoje em dia,
10kV (10.000V) a 100kV (100.000V), for- continua sendo o primitivo para-raios,
mando assim um gigantesco capacitor. uma invenção do século XVIII. É, sem dú-
vida, um dos aparelhos de proteção mais
Os raios são basicamente de dois tipos:
simples. Ele é instalado sobre uma casa,
os positivos e os negativos.
alto de edifícios ou em uma torre, onde
A diferença está onde os mesmos se uma haste metálica é ligada a um condu-
originam, ou seja, os negativos saem da tor, enterrado no solo que será a primeira
parte inferior da nuvem e os positivos parte da construção a receber a descarga.
saem da parte superior das nuvens.
As razões de o relâmpago atingir uma
Os raios ocorrem num curtíssimo espa- edificação nestas condições são: primei-
ço de tempo (200 milésimos de segundos), ro por ser de metal, segundo por possuir
e em função disso as instalações elétricas um condutor que leva a eletricidade para a
(residenciais, comerciais ou industriais) terra, e, terceiro por ser o ponto mais alto.
podem atingir de forma direta estruturas
No entanto, para que o para-raios fosse
de edificações, o sistema de para-raios, as
inventado, foi necessário, primeiramente,
fiações elétricas, redes de energia elétri-
descobrir que os raios são um fenômeno
ca, postes e, de forma indireta, em função
elétrico. O estudo experimental foi uma
da formação da radiação eletromagnéti-
façanha realizada em 1752, pelo cientista
ca, induzir sobretensões nas estruturas,
Benjamin Franklin (1706 - 1790) (CAVA-
nas linhas de energia elétrica, cabos sub-
LIN; CERVELIN, 2011).
terrâneos, cabos de comunicações e de
transmissão de dados. Vários estudos e o cotidiano também
nos apontam que as descargas atmosfé-
De acordo com Cidral Junior (2010), ricas causam sérias perturbações nas re-
em relação a uma instalação elétrica, des aéreas de transmissão e distribuição
o raio pode influenciar de duas ma- de energia elétrica, além de provocarem
neiras: danos materiais nas construções atingi-
a) Incidência direta, quando o raio atin- das por elas, sem contar os riscos de vida
ge a superfície da edificação. a que as pessoas e os animais ficam sub-
metidos.
b) Incidência indireta, quando o raio
atinge as redondezas de instalações elé- As descargas atmosféricas induzem
tricas, linhas de distribuição de energia e surtos de tensão que chegam a centenas
de telecomunicações. de kV nas redes aéreas de transmissão e
33

distribuição das concessionárias de ener- Nível I: é o nível mais severo quanto à


gia elétrica, obrigando a utilização de ca- perda de patrimônio. Refere-se às cons-
bos-guarda ao longo das linhas de tensão truções protegidas, cuja falha no sistema
mais elevada e para-raios a resistor não de para-raios pode provocar danos às es-
linear para a proteção de equipamentos truturas adjacentes, tai como as indús-
elétricos instalados nesses sistemas. trias petroquímicas, de materiais explosi-
vos, etc.
Quando as descargas elétricas entram
em contato direto com quaisquer tipos de Nível II: refere-se às construções pro-
construção, tais como edificações, tan- tegidas, cuja falha no sistema de para-
ques metálicos de armazenamento de lí- -raios pode ocasionar a perda de bens de
quidos não convenientemente aterrados, estimável valor ou provocar pânico aos
partes estruturais ou não de subesta- presentes, porém sem nenhuma conse-
ções, etc., são registrados grandes danos quência para as construções adjacentes.
materiais que poderiam ser evitados caso Enquadrara-se neste nível os museus,
essas construções estivessem protegi- teatros, estádios, companhias comerciais
das adequadamente por um Sistema de comuns, etc.
Proteção contra Descargas Atmosféricas
(SPDA).
Nível III: refere-se às construções de
uso comum como os prédios residenciais,
Mesmo havendo instalação de um sis- lojas de departamento e indústrias de ma-
tema de para-raios, há sempre a possibi- nufaturados simples.
lidade de falha desse sistema, podendo
a construção protegida, neste caso, ser
Nível IV: refere-se às construções
onde não é rotineira a presença de pes-
atingida por uma descarga atmosférica.
soas. Essas construções são feitas de
A partir dessa premissa, a IEC 61024-1-2/
material não inflamável, sendo o produto
NBR 5419:2005 determina quatro dife-
armazenado nelas de material não com-
rentes níveis de proteção, com base nos
bustível, tais como armazéns de concreto
quais devem ser tomadas decisões de
3 para produtos de construção (MAMEDE FI-
projeto mais ou menos severas .
LHO, 2012).
A NBR 5419:2005 exemplifica os diver-
O nível de proteção influencia nos afas-
sos tipos de estruturas e os equivalentes
tamentos, seções e materiais dos condu-
níveis de proteção quanto às descargas
tores envolvidos no projeto do SPDA.
atmosféricas, facilitando, dessa forma, a
formulação dos projetos de SPDA. Os SPDA, de forma geral, são constitu-
ídos de partes bem definidas, porém inti-
De forma genérica, esses índices de
mamente interligadas que são o sistema
nível de proteção podem ser resumi-
captor; o sistema de descida e o sistema
damente definidos como se segue:
de aterramento e a equipotenciação:

3- Vale a pena conferir na NBR citada, uma tabela com a classifi-


cação das estruturas quanto ao nível de proteção. Nela constam a
estrutura, os vários tipos, os efeitos das descargas atmosféricas e o
nível de proteção necessário.
34

elementos da captação – responsá- Os condutores de interligação ou


vel pela recepção das descargas atmosfé- de descida podem ser:
ricas;
cabos;
elementos de descida – responsá-
veis por conduzir as correntes da descar- fitas;
ga até o aterramento. Para edificações estruturas prediais (metálicas ou
com mais de 20 m de altura, também atu- ferragens).
am como elementos de captação lateral;
Os sistemas de aterramento mais
elementos de aterramento – res- comuns são:
ponsáveis por dissipar as correntes no
solo; eletrodo vertical (haste);

equipotencialização – reduz os ris- múltiplos eletrodos verticais;


cos de centelhamentos perigosos, pre- eletrodos horizontais (cabos);
servando equipamentos, instalações e
pessoas. Pode ser feita de forma direta múltiplos eletrodos horizontais
ou indireta, via DPS (Dispositivos de Pro- (sistema radial ou em anel);
teção contra Surtos).
sistemas combinados de eletrodos
O SPDA apresenta-se sempre numa verticais e horizontais (sistema em ma-
configuração série, como na figura a se- lha).
guir:
Os SPDA possuem duas funções:

1) A função preventiva é justificada


pelo permanente escoamento de cargas
elétricas do meio ambiente para a Terra,
pelo poder de atração das pontas, neu-
tralizando o crescimento do gradiente de
potencial entre o solo e as nuvens.

2) A função protetora está associada


à presença de um caminho preferencial
para um possível raio que se forme na re-
gião.

Existem basicamente três tipos de


SPDA: Franklin, Gaiola de Faraday e Radio-
ativo. Todos os tipos são compostos por
estruturas chamadas de captores do raio,
cabos de descida e sistema de aterramen-
to.
35

a) Para-raios tipo Franklin: b)Gaiola de Faraday:


É composto por uma haste captora fi- Utiliza captores formando uma malha
xada no topo de um mastro elevado. O e cobrindo o plano mais alto do prédio. As
captor é ligado ao aterramento através descidas devem ser dispostas no mínimo
dos condutores de descida. Na maior par- em cada vértice da edificação e a malha
te dos casos, os condutores de descida de aterramento forma um anel ao redor
são instalados afastados da edificação. da edificação, podendo inclusive estar in-
terconectada com a estrutura metálica de
O mastro pode ser instalado sobre ou
sustentação da edificação.
ao redor da edificação.

A caixa de inspeção possibilita que se-


Exemplo de para-raios do tipo
jam desconectados os captores e desci-
Gaiola de Faraday
das para realizar a medição da malha de
aterramento. Já o eletroduto (que deve
permanecer a uma altura de 2,5 m acima
do solo) tem a finalidade de proteger prin-
cipalmente os condutores de descida con-
tra danos mecânicos (ABNT, 2005, p. 9).

Quando for necessário usar mais de um


mastro, os captores presentes nos mas-
tros devem ser interligados.

Exemplo de para-raios do tipo


Franklin

c) Para-raios radioativo:
Foi abolido na maioria dos países e no
Brasil, sua utilização está proibida desde
1989 por resolução da CNEN – Comissão
Nacional de Energia Nuclear. O princípio
do para-raios radioativo é usar captores
com pontas com tratamento radioativo, o
que causa riscos diretos para pessoas que
realizam sua instalação e manutenção e
riscos indiretos às pessoas que efetuam
transporte, armazenamento, venda, etc.
Além disso, este tipo de para-raios, atra-
vés de estudos recentes, não possui maior
36

eficiência em relação aos outros tipos de reta de descargas atmosféricas danifique


para-raios. equipamentos presentes dentro da edifi-
cação.
Duas observações básicas e importan-
tes: Os DPS devem atender à IEC 61643-
Um sistema de proteção contra
1 e ser selecionados com base no mí-
descargas atmosféricas não busca evitar
nimo nas seguintes características
a formação dos raios nem atrair raios, mas (CAVALIN, 2006, p. 379):
proporcionar um caminho controlado para nível de proteção;
o raio atingir a terra.
máxima tensão de operação contí-
Os para-raios protegem apenas a nua;
edificação. Eles não preservam eletrodo-
mésticos nem computadores. Portanto, se suportabilidade a sobretensões
a sobrecarga vier pela rede elétrica, pelo temporárias;
fio do telefone ou até mesmo pelo cabo da corrente nominal de descarga e/ou
TV por assinatura, é possível ocorrer uma corrente de impulso;
danificação nesses aparelhos. Para prote-
ger os equipamentos foi criado o “supres- suportabilidade à corrente de cur-
sor de surto de tensão”. Esse dispositivo to-circuito.
desvia as sobrecargas, funcionando como Os componentes da instalação devem
uma espécie de para-raios interno. ser selecionados de modo que o valor no-
Sobre o Dispositivo de Proteção Con- minal de sua tensão de impulso suportá-
tra Surtos, conhecido como DPS, este tem vel não seja inferior àqueles indicados na
por finalidade evitar que a incidência indi- tabela a seguir:

Suportabilidade a impulso exigível dos equipamentos e instalações

Fonte: ABNT (2004, Tabela 31).


37

Os DPS protegem os equipamentos A instalação de um DPS irá depender


contra sobretensões transitórias nas ins- das características do sistema de alimen-
talações das edificações, cobrindo tanto tação de energia da edificação.
as linhas de energia quanto as linhas de
sinal (ABNT, 2004, p. 130).

Os DPS podem ser especificados pela


máxima corrente de curto-circuito, veja
os exemplos a seguir:

DPS 20kA: recomendado como prote-


ção única ou primária em instalações situ-
adas em zonas de exposição a raios clas-
sificados como AQ1 (desprezível). Deve
ser instalado no circuito elétrico no qual o
equipamento está conectado.

DPS 30kA: recomendado como pro-


teção única ou primária em redes de dis-
tribuição de baixa tensão situadas em
áreas urbanas e densamente edificadas,
expostas a raios, classificadas como indi-
retas (AQ2). Deve ser instalado junto com
o quadro de distribuição central de rede
elétrica.

DPS 45kA: recomendado como prote-


ção única ou primária em redes de distri-
buição de baixa tensão, situadas em áreas
rurais ou urbanas com poucas edificações,
em zonas expostas a raios, classificadas
como diretas (AQ3) e com históricos fre-
quentes de sobretensão. Deve ser insta-
lado junto com o quadro de distribuição
central de rede elétrica.

DPS 90kA: recomendado como prote-


ção única ou primária em redes de distri-
buição de baixa tensão situadas em áreas
rurais ou urbanas com poucas edificações,
em zonas expostas a raios classificadas
como diretas (AQ3) e com histórico de fre-
quência elevada de sobretensões. Deve
ser instalado junto com o quadro de distri-
buição central de rede elétrica.
38

Esquema de conexão de um DPS

Fonte: ABNT (2004).

De forma geral, o DPS deve ser instala-


do juntamente com um dispositivo de pro-
teção contra sobrecorrentes (disjuntor ou
fusível), veja a representação a seguir:
39

Esquemas de ligação entre DPS, DP, E/I

Fonte: ABNT (2004, figura 13).

Onde: bastante vulneráveis a explosões normal-


mente seguidas de incêndio. Para prevenir
DPS → Dispositivo de proteção contra
contra essas ocorrências, existem normas
surto.
nacionais e internacionais que disciplinam
DP → Dispositivo de proteção contra os procedimentos de segurança que pro-
sobrecorrente. curam eliminar esses acidentes. Julga-se
oportuno citar os diversos itens a seguir
E/I → Equipamento ou instalação.
discriminados constantes da norma NR-
A norma regulamentadora da ABNT 10 do Ministério do Trabalho e Emprego
NBR 5419 estabelece os procedimentos (MTE).
relacionados com a Proteção de Estrutu-
Todas as empresas estão obrigadas
ras contra descargas atmosféricas. Como
a manter diagramas unifilares das insta-
já vimos, o projeto do SPDA, basicamente
lações elétricas com as especificações do
é dividido em Projeto dos Captores, Pro-
sistema de aterramento.
jeto das Descidas e Projeto da Malha de
Aterramento. O Prontuário de Instalações Elétri-
cas deve ser organizado e mantido pelo
empregador ou por pessoa formalmente
designada pela empresa e deve permane-
3.4 Proteção contra riscos cer à disposição dos trabalhadores envol-
de incêndio e explosão vidos nas instalações e serviços em eletri-
cidade.
De acordo com Pereira e Sousa (2010),
as indústrias, em geral, estão permanen- É obrigatório que os projetos de
temente sujeitas a riscos de incêndio e, quadros, instalações e redes elétricas es-
dependendo do produto que fabricam, são pecifiquem dispositivos de desligamento
40

de circuitos que possuam recursos para a) Seccionamento.


travamento na posição desligado, de for-
b) Impedimento de reenergização.
ma a poderem ser travados e sinalizados.
c) Constatação de ausência de tensão.
O memorial descritivo do proje-
to deve conter, no mínimo, os seguintes d) Instalação de aterramento temporá-
itens de segurança: rio com equipotencialização dos conduto-
res dos circuitos.
a) Especificação das características re-
lativas à proteção contra choques elétri- e) Proteção dos elementos energiza-
cos, queimaduras e outros efeitos indese- dos existentes na zona controlada.
jáveis.
f) Instalação da sinalização de impedi-
b) Exigência de indicação de posição mento de energização.
dos dispositivos de manobra dos circuitos
elétricos (Verde - “D” - Desligado; Verme- O estado de instalação desenergi-
lho - “L” - Ligado). zado deve ser mantido até a autoriza-
ção para reenergização, devendo ser
c) Descrição do sistema de identifica- reenergizada respeitando a sequên-
ção dos circuitos elétricos e equipamen- cia dos seguintes procedimentos:
tos, incluindo dispositivos de manobra,
controle, proteção, condutores e os pró- a) Retirada de todas as ferramentas,
prios equipamentos e estruturas, escla- equipamentos e utensílios.
recendo como tais indicações deverão ser
b) Retirada, da zona controlada, de to-
aplicadas fisicamente nos componentes
dos os trabalhadores não envolvidos no
das instalações.
processo de energização.
d) Recomendações de restrições e ad-
c) Remoção da sinalização de impedi-
vertências quanto ao acesso de pessoas
mento de energização.
aos componentes das instalações.
d) Remoção do aterramento temporá-
e) Precauções aplicáveis em face das
rio da equipotencialização e das prote-
influências ambientais.
ções adicionais.
f) O princípio funcional dos elementos
e) Destravamento, se houver, e religa-
de proteção constantes do projeto desti-
ção dos dispositivos de seccionamento.
nados à segurança das pessoas.
Os processos ou equipamentos susce-
g) Descrição da compatibilidade dos
tíveis de gerar ou acumular eletricidade
dispositivos de proteção.
estática devem dispor de proteção espe-
Quanto à segurança em instalação cífica e dispositivos de descarga elétrica.
elétricas desenergizadas, somente se-
Nas instalações elétricas das áreas clas-
rão consideradas desenergizadas as ins-
sificadas ou sujeitas a risco acentuado de
talações elétricas liberadas para serviço
incêndio ou explosões devem ser adota-
mediante os procedimentos apropriados,
dos dispositivos de proteção complemen-
obedecida a sequência a seguir:
41

tar, tais como alarme e seccionamento


automático para prevenir sobretensões,
sobrecorrentes, fugas, aquecimentos ou
outras condições anormais de operação.

Enfim, por mais que queiramos o assun-


to não se esgota. Sugerimos que atentem
à NR-10 e às NBR 5410, 5413, 5419 que
muito podem acrescentar aos conheci-
mentos para que atuem em projetos elé-
tricos industriais com muito segurança,
diminuindo ou eliminando os riscos de aci-
dentes para as pessoas ao seu redor, con-
tribuindo para que sua organização atue
de maneira ética e melhore sempre sua
rentabilidade e competitividade.
42

REFERÊNCIAS

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TAKEDA, Mauro Noriaki. Apostila de


Eletrotécnica geral (2012). Disponível
44

ANEXOS

Tabelas com símbolos padronizados dustrial, além dos relacionados pela nor-
utilizados pela ABNT e órgãos internacio- ma NBR 5444.
nais (DIN, ANSI e IEC), os outros símbolos
que fazem parte da simbologia elétrica in-

Símbolos dos elementos de comando


45

Símbolos de bobinas de comando e relés


46

Símbolos de contatos e peças de contatos


47

Símbolos de contatos e peças de contatos


48