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Revolução Francesa

• 1787: Revolta da Aristocracia;


• 1789: Tomada da Bastilha e início da • 1795: o Diretório;
Revolução Burguesa; • 1799: 18 Brumário (golpe de Estado
• Comando girondino; de Napoleão Bonaparte);
• Comando jacobino – “O Terror”;
Antecedentes

 Terceiro estado sobrecarregado;


 Nobreza e o clero não pagavam impostos;
 (16% das despesas do reino iam só para a corte)
 Pouco investimento;
 Apenas 21% da receita sobrava para investir na sociedade e na
economia interna;
 Concorrência econômica internacional;
 Inglaterra pós-Revolução Industrial;
 Participação na Guerra de Independência dos EUA;
 Gastos enormes para manter a Guerra dos Sete Anos e a
independência estadunidense;
Antecedentes

 Três Estados:
 Luís XVI + Maria Antonieta (austríaca);
 Tentativa de criar tributos para o clero e para a
nobreza;
 Convocação da Assembleia dos Notáveis: proposta foi
violentamente repudiada;
 “Revolta da Aristocracia” (1787).
Três Estados:
 Convocação da Assembleia 1º Estado: Clero (em
dos Estados Gerais; grande parte, também
nobres); 300 deputados.
 Voto era por Estado; 2º Estado: Nobreza; 300
deputados.
3º Estado: (Rest0); 600
deputados.
 Lideranças burguesas fundam uma Assembleia
Nacional Constituinte.
 Objetivo: criar uma Constituição com voto per capita; acabar
com o modelo absolutista (influência iluminista!);
 “Propor senão modificações necessárias”;
 Tentativas do rei de fechar a Assembleia;
 A burguesia cria a Guarda
Nacional;
 Milícia formada por trabalhadores
urbanos, pequenos proprietários e
comerciantes (sans-culottes);
Queda da Bastilha

 Tomada da Bastilha pela milícia popular;


 Prisão política + armamentos;

 Ao menos 660 trabalhadores


participaram;
 Rei reconhece o poder dos deputados que
compunham a Assembleia
Nacional;
Primeira vitória popular
 Grande Medo: fome generalizada;
 Baixas produções;

 Inflação;

 “Jacqueries”: movimentos camponeses de assalto às


grandes propriedades e mosteiros;
 Violência como resposta à precariedade;
 Roubo de pães, trigos, etc.
• Aonde fica o Haiti?
“Descoberta” por Cristóvão Sozinha, a Ilha de São Domingos era
responsável por 11 milhões das 17 milhões
Colombo em 1492. Passou a
de libras exportadas pela FRA, incluindo a
ser ocupada em 1697 pela
produção de açúcar e o tráfico negreiro na
FRA. Produzia aprox. 1/3 do
costa da Guiné. Era dita como a colônia
açúcar do mundo entre os séc.
mais lucrativa do mundo.
XVII e XVIII.

A população na ilha
era formada por 500
mil escravizados, 35
mil brancos
administradores ou
proprietários de terras
e engenho, além de um
grupo de mulatos e ex-
escravos que
conseguiram certo
enriquecimento.
• Divisão social na Ilha de São Domingos

“Grands Blancs”: elite social e


econômica (sem poder político até
1789)

“Petit blancs”: brancos pobres

“Affranchis”: negros libertos


com certa propriedade (também
chamados de “mulatos”).

Escravizados
A Revolução e os mulatos em São Domingos
• O direito dos mulatos.
 Durante a Assembleia Constituinte o problema dos
direitos dos mulatos como cidadãos franceses foi uma
das discussões centrais. Os brancos e a burguesia
escravagista na FRA viam como ameaça à subordinação
dos escravizados em São Domingos. A Assembleia
acaba atribuindo o direito de igualdade aos mulatos.
“O supremo interesse da nação e das colônias é em que continueis
livres e em que não derrubeis com as próprias mãos os fundamentos
da liberdade. [...] Declaro, em nome da Assembleia, em nome
daqueles membros desta Assembleia que não desejam derrubar a
Constituição, em nome de toda a nação, a qual deseja a liberdade,
que nós não sacrificaremos aos deputados coloniais a nação, nem as
colônias, bem a humanidade inteira.” Discurso de Robespierre
na Assembleia.
Assembleia Nacional

 Abolir direitos feudais ou não abolir? Eis a questão;


 Abolição da justiça senhorial e de impostos feudais;

 “Direito” à compra de terras através de indenização;

 Declaração Universal dos Direitos do Homem


e do Cidadão;
 Concepções burguesas liberais: proteção à propriedade e
igualdade jurídica;
 “Igualdade, Liberdade, Fraternidade”;
 Constituição civil do clero;
 Subordinação ao poder secular (laicização);

 Tomada e venda de terras clericais;


 Primeira Constituição (1791);
 Soberania da nação;
 Monarquia deixa de ser um privilégio privado;
 Divisão de poderes: Assembleia Nacional, Legislativo e
Executivo (rei);
 Sufrágio censitário, masculino e branco (16%);
 Grupos mais populares não ficaram satisfeitos com a
Constituição;
 Monarquia Constitucional;
E as mulheres?

 Em Versalhes, o rei havia dado um banquete de


recepção aos novos guardas;
 Persistência da fome;
 Milhares de pessoas se reúnem e as mulheres
decidem ir até Versalhes fazer suas exigências ao
próprio rei;
 Sob sítio, o rei assina a Declaração dos Direitos do Homem e
outros decretos;
 População invade o castelo
e obrigam o rei e a rainha a
se mudarem para Paris.
 “Jornadas de Outubro”.
E São Domingos?

• Revolta dos escravos, 1791.


 Destruição das fazendas e uso do vodu como elemento de
articulação da luta. Massacre de fazendeiros brancos.
 Os mulatos se dividem entre apoio aos fazendeiros e aliança
com os escravos. Mas a recusa da maioria dos brancos em
reconhecer os direitos dos mulatos acaba engendrando uma
guerra civil entre mulatos e brancos, enquanto a revolta dos
escravos se passa em segundo plano.
 Na FRA, os escravos colocam em cheque o conceito de
liberdade: Robespierre sugere uma troca de nomes: de
“escravidão” para “sem liberdade”. Nem jacobinos, nem
girondinos defendiam a causa dos escravos – o fim da
escravidão.
 Tentativa de fuga do rei: acabam os resquícios de apoio à
monarquia;
 Exigiam a república;
 Ameaças de invasão austríaca;
 Massacre de nobres;
 Exército popular;

 Assassinato de Jean-Paul Marat (editor do jornal O Amigo


do Povo);
 Revolta popular e derrubada
da Monarquia Constitucional;
 Ação da Comuna x Assembleia;
 1792: Proclamação da República;
Convenção Nacional

 República encabeçada pela Convenção Nacional


(1792-1795);
 Liderança girondina;
 Execução do rei e da rainha;
 Aliança internacional contra a França;
 Contrarrevolução: católicos e camponeses insatisfeitos;
 Inflação e fome permanecem;
Execução do rei/rainha por alta traição
Convenção jacobina

 1793/94: liderança de Robespierre, “o incorruptível”.


 Constituição do Ano I: sufrágio universal masculino, fim da
escravidão nas colônias e eleições para a Assembleia.
 Comitê de Salvação Pública (administração e defesa externa);
 Comitê de Salvação Nacional (segurança interna);
 Tribunais revolucionários;
 Ensino público e gratuito;
 Tabelamento dos gêneros de primeira
necessidade e fixação dos salários;
 Tomada de bens da nobreza e do
clero e redistribuição de terras;
 Grande centralização do poder;
O Terror

 Perseguição política e execuções em massa;


 Em torno de 40 mil pessoas executadas;

 Rivalidade interna;
 Assassinato de Danton;
 Desgaste político;

 “Reação Termidoriana” (do Termidor);


 Execução de Robespierre;
 Retomada do poder pelos
girondinos (alta burguesia)
com fim da ameaça externa;
 Nova Constituição (1795);
O Diretório (1795/99)

 Constituição:
 Continuidade do regime republicano;
 Voto censitário;
 Incentivo à industrialização e retirada das facilidades para compra
de terras;
 Diretório: composto por cinco membros eleitos pelo
legislativo;
 Retomam a escravidão nas colônias;
 Retomam o voto censitário;
 Conflitos internos;
 General Bonaparte reprimiu rebeliões contra o Diretório;
 Conjuração dos Iguais (1796): rebelião popular com concepções
igualitárias; liderados por Gracco Babeuf;
A ascensão de Toussaint L’Overture
 Toussaint passa a comandar um
exército de cinco mil homens,
incluindo aliados mulatos e
escravizados. Utilizava com a
frequência os lemas da revolução:
“igualdade e liberdade”.
 Durante a revolta, Toussaint flertou
com a Espanha e a Inglaterra. Após a
Convenção jacobina aprovar o fim da
escravidão em 1794, ajudou na
expulsão dos britânicos da ilha.
 Em 1797, Toussaint toma o controle
de São Domingos e em 1801
proclama uma Constituição
acabando com a escravidão.
Carta de Toussaint L’Overture ao Diretório

“Será que eles acreditam que os homens que desfrutaram das


bênçãos da liberdade esperarão calmamente que ela lhes seja
tirada? Eles suportaram seus grilhões apenas enquanto não
conheciam outra condição que não fosse a de escravo. Mas agora
que já a conhecem sacrificariam mil vidas, se as tivessem, para não
serem forçados a ser escravos novamente. Mas não, a mesma mão
que quebrou as nossas cadeias não nos escravizará novamente. A
França não revogará os seus princípios, não nos tirará o maior dos
seus benefícios. [...] Mas se, para restabelecer a escravidão em São
Domingos, isso fosse feito, então eu declaro que seria uma tentativa
de se fazer o impossível: nós soubemos enfrentar os perigos para
alcançar a nossa liberdade e saberemos como desafiar a morte para
mantê-la”.
A Guerra de Independência de São Domingos
• Em 1801, após assinados os tratados de paz com
monarquias europeias, Napoleão volta suas atenções à São
Domingos, visando restaurar a escravidão na ilha.
• Após conflito, Toussaint assina uma rendição em troca da
garantia de liberdade para todos em São Domingos.
• Toussaint é preso em 1802 e mandado para a FRA acusado
de traição. Napoleão não o executa por medo da
repercussão em São Domingos, mas o prende. Em 1803,
Toussaint morre na prisão.
• Após rumores de que Napoleão reativaria a escravidão em
São Domingos, ex-generais negros de Toussaint, liderados
por Dessalines, iniciam novas revoltas e expulsam os
franceses em 1804. Dessalines é coroado imperador e em
1805 lidera um massacre contra os brancos na ilha,
principalmente antigos proprietários dos engenhos.
Consequências;

 Fim do Ancien Régime e da economia mercantilista;


 Consolidação dos interesses da burguesia;
 Ela quem toma o poder durante a maior parte da Revolução;

 Grande influência no resto do mundo;


 Exemplo, a Inconfidência Mineira;
FIM!
.... Mentira
Fraternité?

 Indivíduo: homem, mulher, ambos?


 Foi por ser um tipo singular que o conceito abstrato de
indivíduo funcionou para excluir aqueles que não se
enquadrassem; a individualidade era sinônimo de
masculinidade e alteridade, a feminilidade;
 Incoerências dentro de um discurso político;

 Olympe de Gouges (1748-1793);


 Declaração dos direitos da mulher e da
cidadã (1791);
 Guilhotinada
em 1793.
Fraternité?

 Questionava os limites da diferença sexual que os


revolucionários prezavam e que estava na base da
própria teoria sobre o indivíduo e a política que vinham
sendo defendidos na Revolução.
 “Os direitos do homem derivam simplesmente do fato de
que são seres sensíveis, capazes de adquirir ideias morais
e de racionalizar de acordo com essas ideias. As
mulheres, que possuem as mesmas qualidades,
necessariamente devem possuir os mesmos direitos”.
GOUGES, Olympe de. Direitos da Mulher e da Cidadã

 “A mulher tem direito a subir ao patíbulo, deveria ter


igualmente o direito de subir à tribuna”.
GOUGES, Olympe de. Direitos da Mulher e da Cidadã
Olympe de Gouges
 Liberdade (provisória), igualdade (insignificante), fraternidade
(aleatória)