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PASSOS DE ORIENTAÇÃO
1. Produção de documento de uma única página (um modelo encontra-se ao final
deste documento) com a proposta de pesquisa, contendo:
a. Título;
b. Justificativa (razões de ordem pessoal, social e acadêmica para a escolha do
tema);
c. Teorias (pressupostos teóricos de partida, além de autores e teorias que
embasarão a pesquisa);
d. Pergunta de Pesquisa (o que se pretende responder com a pesquisa,
conforme limitações descritas abaixo);
e. Base Empírica (dados que servirão de base para aplicação das teorias na
pesquisa, esmiuçando-se os tópicos, a área geográfica e o tempo a serem
pesquisados);
f. Hipótese de Pesquisa (possível conclusão do trabalho);
g. Estrutura de capítulos (títulos dos capítulos do trabalho e sequência de
passos da pesquisa).
2. Discussão entre proponente e orientador proposto para teste da proposta,
conteúdo e estratégia de escrita e estrutura de capítulos.
3. Após a discussão, entrega, por email, dos elementos pré-textuais (Anexo II),
contendo:
a. Estrutura do Anexo II deste documento.
b. Introdução do trabalho: consiste no desenvolvimento dos itens presente
no documento de proposta de pesquisa.
c. Para cada capítulo, um parágrafo descritivo do que será tratado nele e
que relação ele guarda com o conjunto do trabalho nos seguintes
moldes: “Este capítulo tratará dos ...seguintes temas... e tem por
objetivo esclarecer ...o seguinte em relação com o tema central do
trabalho.”
d. Varredura de livros e artigos no LexML, Google Scholar e bases
internacionais de pesquisa disponíveis na UnB para disposição das
referências bibliográficas em dois blocos:
i. Livros e artigos pertinentes às teorias de base.
ii. Livros e artigos pertinentes à base empírica.
4. Aceite da orientação.
5. Produção do trabalho.
6. Preparação de power point de defesa, contendo:
a. a importância do tema e a razão de tê-lo escolhido.
b. a estrutura da monografia com destaques ao que foi tratado em cada
capítulo, em especial, ao que faz deles relevantes para a pesquisa.
c. a conclusão, evitando ler o que está nos slides
d. para todos os slides, priorize figuras representativas ao invés de textos.
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CUIDADOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO


PROJETO DE PESQUISA

DICA PARA O SUCESSO DA PESQUISA

Ler não é escrever. O trabalho final, a monografia,


a dissertação e a tese não são produtos naturais
do acúmulo de leituras. A tese é o documento
escrito e ele somente será um documento coerente
e eficaz se for produzido durante a pesquisa.
OBS: Afirmações que devem estar presentes durante a redação:
 A presença de lembretes constantes ao leitor, em especial nos capítulos conceituais
ou teóricos, de que a exposição não se faz para exclusivo deleite teórico do autor,
mas para embasar as afirmações de capítulos seguintes transmite a segurança a
quem lê de que a análise conceitual detém importância concreta para o objeto da
dissertação. Exposições de teorias somente se justificam na medida (extensão) em
que tais afirmações teóricas sejam úteis ou contextualizem a análise propriamente
dita a que se propõe o autor da dissertação ou tese.

Os elementos de um projeto de pesquisa são:


 Formulação do problema de pesquisa ou
especificação dos objetivos. O que se quer saber, ou
seja, a pergunta que representa o problema de
pesquisa.
Não há regras nem métodos para ter ideias, nem para selecionar temas.
Este passo envolve preferências, valores, motivação, etc.
O problema de pesquisa é uma pergunta básica: após inteirar-me de um assunto,
poderei formular uma pergunta capaz de revelar o conteúdo. É uma pergunta
amadurecida, expressão de um conhecimento sobre o tema. Quem faz a pergunta
não está satisfeito com as respostas. A temática da pesquisa é algo mais amplo. O
problema de pesquisa é algo não respondido pela pesquisa pré-existente ou
respondida de forma insatisfatória. A pergunta é a questão que surgiu a partir do
debruçar efetivo sobre o tema. Um exemplo: antes de se debruçar melhor sobre o
tema da análise comparativa entre países sobre a regulação de determinado setor da
economia, a tendência é propor-se falar da relação entre os modelos de cada país.
Após debruçar-se sobre o tema e estudá-lo melhor, surge uma questão de fundo sobre
a regulação do setor de interesse, que, aí sim, pode ter suas dimensões iluminadas
pela análise dos modelos de regulação aplicados em cada país a partir de conceitos
fundamentais como a liberdade de participação política na formulação da política
pública setorial. A introdução da comparação entre as experiências de dois países
agrega significado na medida em que abre a possibilidade de juízos de coincidências,
divergências e ausências. O ganho conceitual é maior assim. A questão de fundo,
portanto, é a de se há relação entre a liberdade de participação política (variável
conceitual independente) e a política pública de determinado setor da economia
(variável dependente). A comparação entre a regulação de países distintos serve para
ilustrar o caminho da pesquisa em virtude da coincidência ou dissonâncias
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encontradas nas políticas públicas e na regulamentação pertinentes. Assim, a


procura de índices relevantes é o caminho para se encontrar o problema de pesquisa,
pois é da desilusão com a centralidade dos índices que verificamos o problema de
fundo. O OBJETIVO DE UM PROBLEMA DE PESQUISA pode ser: a) a descrição
de determinado fenômeno/evento; b) a distribuição de características ou atributos em
um conjunto de elementos estudados; c) a avaliação dos efeitos de algum fenômeno
ou evento; d) a comparação de fenômenos, eventos ou medidas; d) a identificação de
relações entre variáveis (associação, dependência, causalidade). COMO
FORMULAR UM PROBLEMA DE PESQUISA: a) selecionar uma questão
relevante, ou seja, algo que esteja sendo debatido no mundo real; b) escolher um
problema de pesquisa sobre o qual não haja estudo sistemático completo; c) escolher
um problema de pesquisa sobre o qual existam dúvidas; d) escolher controvérsia na
literatura e explorar um dos seus ângulos. ENFIM, a curiosidade inicial deve ser
esclarecida para se transformar em pergunta de pesquisa. DICAS: não utilizar
adjetivos ou advérbios; é sempre uma pergunta; indaga sobre variáveis e suas
relações e nunca sobre como fazer coisas ou que decisão deve ser tomada em uma
situação; é clara e precisa; é suscetível de solução; tem dimensão viável, ou seja, é
delimitada; possui relevância científica, ou seja, potencialmente traz conhecimento
novo – é lacuna da área; é original.
 Identificação das variáveis, algo usual para ciências
sociais aplicadas que lidam com estatística, mas que
pode ser traduzido para o direito como a
identificação dos elementos que comporão a relação
de pesquisa: regras, princípios, intenção do
legislador, atos administrativos, decisões judiciais e
administrativas, atos de poder em geral, fatos
jurídicos.
Uma variável é um conceito empírico ou imediatamente verificável no mundo dos
fatos (uma definição normativa; o posicionamento de um julgado) ou teórico
(democracia; liberdade; igualdade; dignidade) que pode assumir diversos valores.
Assim, variáveis não são constantes; elas variam. A democracia, enquanto variável
teórica, é complexa, contendo dimensões jurídicas, políticas, institucional (partidos,
imprensa, parlamento), procedimental e social. A tarefa de inserção da variável no
projeto de pesquisa significa a procura pela operacionalização dos conceitos, ou seja,
a procura pela detecção do significado dos conceitos para a pesquisa. O processo de
operacionalização de conceitos para a pesquisa pode-se dar mediante revisão da
literatura, adoção de definição normativa ou jurisprudencial, ou crítica
fundamentada da definição formulada. Ainda mais importante para a
operacionalização de variáveis é expressá-la (a variável) em termos de suas
categorias (no caso de princípios ou institutos jurídicos, suas garantias institucionais,
por exemplo), que são os componentes que permitem que a eficácia de uma variável
seja medida. Finalmente, as variávies detêm certo status quando apropriadas por
uma pesquisa. Elas podem ser dependentes, ou seja, as variáveis que pretendemos
conhecer, compreender, interpretar ou explicar. Ou elas podem ser independentes:
são aquelas que tomamos como dadas (são os pressupostos teóricos dogmáticos da
pesquisa, cujo significado é dado desde o princípio e não está colocado em jogo
durante a pesquisa) e que afetam o significado das variáveis dependentes. Ainda
existem as chamadas variáveis intervenientes, que são aquelas que interferem nas
relações entre duas ou mais variáveis, alterando-as.
 Formulação das hipóteses, ou definição dos
objetivos da pesquisa, que normalmente se
apresenta como uma afirmação do que espera como
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resultado da pesquisa, algo sempre provisório e


absolutamente aberto à refutação.
É uma resposta provisória a uma pergunta de pesquisa, tendo vinculação direta e
inequívoca com o problema de pesquisa. Portanto, a hipótese trata de variáveis,
enunciando suas características, comportamentos ou a relação entre elas. Ela é
provisória porque será submetida a teste ou validação por intermédio da realização
da pesquisa. É sempre afirmativa, referindo-se a variáveis e não a juízos de valor.
Acima de tudo, ela é parcimoniosa. Sua principal função encontra-se em servir de
fio condutor da reflexão proposta na pesquisa. A hipótese não tem a pretensão de ser
validada: ela pode ser validada ou não. Em qualquer caso - de validação ou não -,
estar-se-á avançando no conhecimento. A hipótese existe para ser testada. A pesquisa
científica destina-se a testar hipótese; ela não se destina a comprovação de nada.
 Operacionalização das variáveis, que, no caso do
direito, significa a aplicação da regras de
interpretação sedimentadas, e/ou de argumentos de
autoridade (decisões de poder), bem como de
argumentação jurídica em torno do problema
levantado, utilizando-se de analogia e outros
métodos de interpretação.
 Identificação da estratégia de coleta de dados, ou
seja, as técnicas de coleta de dados. Elas podem ser
a descrição do itinerário para obtenção da versão
oficial dos atos de poder, quanto de critérios para
seleção de decisões judiciais pertinentes, quanto de
delimitação clara das fontes de pesquisa doutrinária.
 Seleção da amostra: normalmente inaplicável às
pesquisas jurídicas, entretanto será necessária em
análises de comportamento estatístico da
administração da justiça, no âmbito das funções do
CNJ, por exemplo.
 Definição do instrumento de coleta: também usual
somente para pesquisas que envolvam coleta de
informações de atores envolvidos (juízes,
promotores, advogados, cidadão) ou em coleta de
dados empíricos a serem trabalhados
estatisticamente, como, por exemplo, dados de
processo judiciais (tempo de tramitação, razões de
decidir, prequestionamento).
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 Plano de análise dos dados: essencial para análises


de cunho estatístico, todavia também é útil para
esclarecimento dos pesos e medidas das fontes
utilizadas no trabalho.
 Cronograma de execução ou plano de trabalho:
distribuição no tempo das etapas de pesquisa.

JULGANDO SUA PROPOSTA


Uma proposta sólida implica ser completa, ou seja, o alcance de suas premissas
(pressupostos teóricos, âncora conceitual) e de suas conclusões (relação pergunta-
hipótese-resultado) englobam a base empírica que pretendem explicar. A conclusão
apontada no trabalho de pesquisa deve ser também refutável, ou seja, deve gerar
previsões que podem ser futuramente derrubadas, falseadas, desconstruídas. Ela não
pode se apoiar em pressupostos que se modifiquem ou se corrijam para se adaptarem a
uma nova realidade que negue a relação teórica estabelecida. Em outras palavras, a
estrutura teórica da proposta deve ser estável, por se apoiar em conceitos precisos,
pré-estabelecidos, seguramente definidos no próprio corpo do trabalho. Nenhum
conceito pode ser nele inserido que não dependa do trabalho para ser compreendido.
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ANEXO 1

MODELO DE PROPOSTA DE PESQUISA

Luís Henrique Baeta Funghi

Título: Legitimação, agências reguladoras e processo normativo

Justificativa: O Estado Regulador, mediante regulação normativa centralizada


elaborada por suas agências reguladoras, produz normas voltadas às determinações de
políticas, diretrizes e metas de desempenho de determinado setor, com o intuito de
garantir prestações materiais para fruição pelos cidadãos de direitos fundamentais.
Logo, em face da grande repercussão de tais atos na esfera dos cidadãos, constata-se a
importância da participação social em tais processos normativos, especialmente se for
considerado o processo de democratização por que passa a Administração Pública,
com a redefinição da estrutura e importância da esfera pública. Assim, em razão da
possibilidade de existir um suposto déficit de legitimação democrática nos processos
normativos das agências reguladoras necessário é se analisar a prática institucional
dessas entidades, com o intuito de se verificar a existência, implementação e resultados
de mecanismos de participação democrática no âmbito de sua produção normativa.

Teorias: Embasará a presente pesquisa a teoria discursiva de Jürgen Habermas,


mediante a qual se sustenta que normas válidas são aquelas com as quais todos os
possíveis afetados possam concordar como participantes em discursos racionais, no
sentido de se alcançar o entendimento mútuo acerca de questões normativas.

Pergunta de pesquisa: A ANTT em seus processos de produção normativa


secundária se vale de mecanismos institucionais de legitimação democrática?

Base empírica: A pesquisa, ao enfrentar a pergunta proposta, se valerá das normas


estruturantes da ANTT, das normas secundárias produzidas por essa agência e dos
mecanismos de participação democrática institucionalizados por tal entidade no âmbito
de seus processos de produção normativa secundária.

Hipótese de pesquisa: Após a análise da prática institucional da ANTT em sua


atividade de produção normativa, sob o enfoque da teoria discursiva, acredita-se que
há um déficit de legitimação democrática em tal processo, vez que não são
estabelecidos canais de comunicação e interlocução que possam efetivamente garantir
a participação e controle democrático dos cidadãos nos processos normativos da
referida agência.
Passos: Inicialmente, serão firmados os pressupostos teóricos que fundamentarão a
pesquisa, especialmente quanto à teoria discursiva habermasiana relativa à legitimação
das normas jurídicas, bem como quanto ao Estado Regulador e à atividade normativa
das agências reguladoras. Posteriormente, será analisada a Administração Pública no
marco do Estado Democrático de Direito, demonstrando-se a importância da cidadania
ativa e participativa para fundamentação e legitimação da atividade administrativa.
Após isso, será analisada a prática institucional da ANTT quanto à sua produção
normativa secundária, com o intuito de se verificar uma possível relação dos processos
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normativos do setor de transportes terrestres e a teoria discursiva, no sentido de se


constatar a possível existência de um déficit democrático em tais processos.

Estrutura de capítulos: 1 – Introdução; 2 – O Estado Democrático de Direito e a


Teoria Discursiva de Jürgen Habermas; 3 – Uma releitura da Administração Pública
adequada ao Estado Democrático de Direito; 4 – A atividade normativa das agências
reguladoras; 5 – Uma análise dos processos de produção normativa secundária do
setor de transportes terrestres; 6 – Conclusão.
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ANEXO 2

Após discussão e aprovação da página de projeto


de pesquisa, para a consequente elaboração do
primeiro esboço de estrutura do trabalho, utilize do
modelo constante no seguinte link, inserindo, de
pronto, a introdução, espelhada no conteúdo do
projeto de pesquisa e expandida com fontes
pertinentes, aproveitando o ensejo para atualizar
também a bibliografia final para conferência pela
orientador e liberação para início da escrita:

http://www.marcioaranha.com/ModeloTese.docx