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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

CONCRETO I

v. 2009-2

PROF. HENRIQUE GUTFREIND


PROFa. MAUREN AURICH

Concreto Armado I – PUCRS. Profs. Henrique Gutfreind e Mauren Aurich


1
SÍNTESE DA DISCIPLINA

DISCIPLINA: CODICRED:
CONCRETO ARMADO I 4421U-04
CURSO: CURRÍCULO: CRÉDITOS/HORAS AULA:
Engenharia Civil 4/451 04 créditos / 60 h/a
TIPOLOGIA: MÓDULO: VIGÊNCIA (a partir de):
Teórico-Prático 1/60 2004/02

EMENTA

Introdução ao concreto armado. Dimensionamento de lajes: processos elásticos e plásticos.


Teoria. Aplicações práticas. Estudo das escadas: soluções estruturais e tipologia. Exemplos
de dimensionamento. Projeto das vigas à flexão simples. Indicações teóricas e de norma para
o dimensionamento à flexão.

OBJETIVOS

Formação profissional, indicando aos alunos como abordar um assunto técnico, indicando
como se dimensiona uma estrutura de concreto armado abrindo caminho para a abordagem
de livros técnicos e elaboração de programas computacionais.

CONTEXTO

Estruturas de Concreto Armado I é a base da aplicação das disciplinas básicas como


Isostática, Resistência dos Materiais, Hiperestática conduzindo a novas aplicações através
das disciplinas Estruturas de Concreto Armado II e III levando a formação de um projetista
de estruturas de concreto armado.

PROGRAMA

1 Concreto Armado
1.1 Materiais, componentes
1.2 Histórico, vantagens e desvantagens em relação aos demais materiais.
2 Propriedades do concreto
2.1 Ensaios
2.2 Resistência a compressão: média e característica
2.3 Resistência e tração
2.4 Sugestões para escolha da resistência característica no projeto
estrutural
2.5 Diagrama tensão – deformação do concreto. Módulo de deformação
tangente e coeficiente de Poisson.

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3 Aços
3.1 Classificação
3.2 Propriedades
3.3 Diagramas, tensão e deformação.
4 Ações
5 Análise do processo de ruptura de uma viga sob tensões normais. Estádios I, II e III
6 Hipóteses de flexão simples e composta no estado limite último
6.1 Domínios fig. 7 da NBR-6118 Flexão Simples.
6.2 Equação de equilíbrio nas vigas de seção retangular.
6.3 Dimensionamento de vigas de seção retangular com armadura simples
e dupla.
Exercícios de dimensionamento de vigas de seção retangular.
6.4 Fluxograma para dimensionamento de seções retangulares.
6.5 Viga T, largura efetiva. Dimensionamento. Exercícios.
7 Lançamento de uma estrutura lajes maciças, conceitos básicos
7.1 Representação gráfica. Substituição por lajes isoladas.
7.2 Vão, vinculação nas bordas, espessura mínima. Cargas (NBR 6120).
7.3 Solicitações. Rebaixos. Classificação.
7.4 Lajes armadas numa direção.
7.5 Exercícios sobre vinculação; Formulário métodos no regime elástico e
rígido-plástico, cálculo de sacadas.
7.6 Lajes armadas em cruz. Método elástico. Método de Marcus. Método
da teoria da elasticidade. Dimensionamento.
7.7 Exercícios de dimensionamento utilizando as tabelas elásticas do
Montoya. Detalhamento.
7.8 Método rígido plástico. Exercícios. Detalhamento.
7.9 Fluxograma para dimensionamento de lajes. Exercícios.
8 Escadas
8.1 Classificação.
8.2 Cargas escadas armadas longitudinalmente.
8.3 Escadas. Exercícios e detalhamento das armaduras.
8.4 Escadas armadas transversalmente e com degraus isolados.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, Rio de Janeiro.
Norma Brasileira NBR-6118. Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado, 1986.
Norma Brasileira NBR-6120. Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edificações, 1980.
CARVALHO, Roberto Chust; FILHO, Jasson Rodrigues de Figueiredo. Cálculo e Detalhamento
de Estruturas Usuais de Concreto Armado – Segundo a NBR 6118/80 e Proposta de 1999 (NB1/99)
Editora da Universidade Federal de São Carlos.
SUSSEKIND, José Carlos. Curso de Concreto. 2ª Prova vol. I e II. Editora Globo.
MONTOYA, J.; MEJEGUER, A. G. Hormigon Armado. Vol. 1 e 2. Editorial Gustavo Gili, S. A.
Barcelona, 1988.
MASSARO JUNIOR, Mário. Manual de Concreto Armado, Vol. 1 e 2.

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CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO

1.1 Definição

Concreto armado é a união do concreto e de um material resistente a tração,


normalmente o aço, envolvido pelo concreto e nele convenientemente disposto, de tal modo
que ambos resistam solidariamente aos esforços a que forem submetidos.
De outra maneira, define-se o concreto armado como um material complexo,
constituído pela reunião de dois materiais que se podem admitir simples, o concreto e o aço
dispostos de maneira a utilizar econômica e racionalmente as resistências próprias de cada um
deles.
O princípio básico das peças de concreto armado é combinar o concreto e o aço de
maneira tal, que em uma mesma peça os esforços de tração sejam absorvidos pelo aço e os
esforços de compressão de preferência pelo concreto.
O concreto armado nasceu da necessidade de criar-se um tipo de construção que,
utilizando uma pedra artificial, apresentasse a durabilidade da pedra natural, tivesse a
propriedade de ser fundida nas dimensões e formas desejadas e associando-se o aço a esta
pedra artificial aproveitasse a alta resistência deste material, ao mesmo tempo que protegendo-
o, aumentasse sua durabilidade.
A associação do concreto e do aço é possível e prática, graças às seguintes
características dos dois materiais:
 Elevadas resistências do concreto à compressão e do aço à tração;
 Aderência dos dois materiais assegurando sua ação conjunta;
 Coeficientes de dilatação térmica aproximadamente iguais e
 Proteção do aço a corrosão pelo concreto que o envolve.

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1.2 Vantagens do Concreto Armado

O concreto armado é hoje largamente empregado em todos os tipos de construção e


suas principais vantagens são as seguintes:

a) Flexibilidade
O concreto é facilmente moldável; o concreto fresco adapta-se a qualquer tipo de
forma e é sempre possível por um conveniente dimensionamento da peça e de suas armaduras
absorver os diversos tipos de solicitações a que ela pode ser submetida. Podemos então,
executar obras de grandes vãos e balanços audaciosos e peças com as formas mais variadas.

b) Monolitismo
O concreto armado é próprio para estruturas monolíticas (sem juntas) que por serem
muitas vezes hiperestáticas, apresentam uma elevada reserva de capacidade resistente e
segurança. Numerosas obras que sofreram na última guerra avarias graves, mas sem colapso,
puderam ser restauradas.
Esta qualidade especial das estruturas hiperestáticas de concreto armado de poderem
resistir sem colapso a esforços diversos daqueles para os quais foram projetados, foi um dos
atrativos dos construtores no início do concreto armado e nos 20 ou 30 anos que se seguiram.
Após este período, houve diversidade de opinião, já que alguns projetistas estruturais
admitem que não há vantagem em multiplicar as ligações hiperestáticas, uma vez que
complicam o cálculo e podem introduzir esforços que em certos casos são difíceis de avaliar.
Entretanto, a facilidade e exatidão de cálculo das estruturas isostáticas não compensam as
duas vantagens primordiais das hiperestáticas: economia de materiais e reserva de resistência
frente a esforços parasitas.

c) Simplicidade de Execução
A execução das estruturas de concreto armado, ao contrário das metálicas, necessita
um pequeno número de operários com grande especialização. Além disso, a possibilidade de
racionalização e mecanização dos canteiros de obra torna a execução cada vez menos
dependente de mão-de-obra especializada.

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d) Economia de Execução
O concreto resistente a compressão substituindo o aço é um material mais barato
(matéria-prima areia e brita).

e) Economia de conservação
As estruturas metálicas devem ser conservadas constantemente através de pinturas.
Isto não acontece com o concreto armado exceto em casos especiais, como por exemplo,
quando sujeito a águas agressivas, ácidos, etc.

f) Incombustibilidade
Esta é uma vantagem incontestável sobre as estruturas metálicas, sobre as quais o fogo
tem um poder de deformação considerável. As estruturas reparadas após a última guerra foram
a demonstração desta vantagem do concreto armado.
Em caso de incêndio, as peças estruturais em concreto armado ficam expostas às altas
temperaturas das chamas. Devido a má condutibilidade térmica do concreto, o calor penetra
lentamente, de modo que as estruturas normais apresentam em geral, uma boa resistência ao
fogo, mesmo sem proteção adicional.
Para incêndios de curta duração, o fogo afeta só as camadas externas, até uma
profundidade de 50 a 100 mm provocando fissuras superficiais seguidas de descascamentos
que podem deixar as armaduras expostas ao calor e ao fogo. A resistência do concreto não se
reduz até 200ºC, é de 80% de uma resistência normal aos 300ºC e de 50% aos 500ºC.
O aquecimento do aço é particularmente perigoso, porque com temperaturas acima de
400ºC o aço perde rapidamente sua resistência, chegando a valores da ordem de 40% de sua
resistência a frio quando atinge a 600ºC.

g) Maior resistência a choques e vibrações


As pontes e as vigas de pontes rolantes de prédios industriais e outras estruturas de
concreto armado, sujeitas a cargas móveis são menos sensíveis aos esforços rítmicos destas
ações do que as executadas com materiais que conduzam a um peso próprio menor.

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1.3 Desvantagens do Concreto Armado
Como desvantagens do material concreto armado, podem-se citar:
 Maior peso próprio das peças;
 Menor proteção térmica dos ambientes em vista das paredes sem finalidade portante
serem mais finas;
 Reformas e demolições trabalhosas e caras.

1.2 Normas relacionadas

NBR - 6118 Projeto e execução de obras de concreto armado;


NB - 2 Cálculo e execução de pontes de concreto armado;
NB - 4/80 Cálculo e execução de lajes mistas;
NBR - 6120 Cargas para o cálculo de estruturas de edificações;
NBR - 7480 Barras e fios destinados a armaduras de concreto armado;
NB - 6 Carga móvel em pontes rodoviárias;
NB - 7 Carga móvel em pontes ferroviárias;
NB - 16 Execução de desenhos para obras de concreto simples e armado;
NBR - 8953 Concretos para fins estruturais.

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CAPÍTULO 2

CONCRETO

2.1 Generalidades e Propriedades

O concreto é um aglomerado constituído de agregados e cimento como aglutinante. É,


portanto, uma rocha artificial.
Os agregados, quanto às dimensões de seus elementos, são classificados em fino (areia
ou pó de pedra) e graúdos (brita, cascalho, resíduos de altos fornos, argila expandida). A
fabricação de concreto é feita pela mistura dos agregados com cimento e água, à qual,
conforme a necessidade, são acrescidos aditivos que influenciam as características físicas e
químicas do concreto fresco ou endurecido.
O concreto fresco é moldado em formas e adensado com vibradores. O endurecimento
do concreto começa após poucas horas e de acordo com o tipo de cimento e aditivo, atinge aos
28 dias 60 a 90% de sua resistência. O concreto pode ser fabricado no local da obra ou pré-
misturado (fabricado em usina). De acordo com a maneira de ser executado, distinguem
concreto fundido, socado, jateado, bombeado ou centrifugado.
As propriedades do concreto que interessam ao estudo do concreto armado, são as
resistências à ruptura e a deformabilidade, quer sob a ação de variações das condições
ambientes, quer sob a ação de cargas externas.

2.2 Resistência à Ruptura

2.2.1 Resistência à Compressão

2.2.1.1 Resistência característica do concreto


A resistência à compressão simples é a característica mecânica mais importante de um
concreto. Geralmente sua determinação se efetua mediante o ensaio de corpos de prova
executados segundo procedimentos operatórios normalizados estabelecidos pelas normas

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NBR 5738 e NBR 5739 para moldagem e cura de corpos de prova cilíndricos de concreto e
ensaio à compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto.
Há, entretanto, o seguinte fato a ser considerado: os valores do ensaio que
proporcionam os diversos corpos de prova são mais ou menos dispersos, variam de um corpo
de prova para outro, de uma obra para outra, segundo o cuidado e rigor que se confecciona o
concreto. Em outras palavras, a resistência do concreto não é uma grandeza determinística,
mas está sujeita a dispersões cujas causas principais são variações aleatórias da composição,
das condições de fabricação, e da cura. Além desses fatores aleatórios, existem também
influências sistemáticas, como, por exemplo, influências atmosféricas (verão, inverno)
mudança da origem de fornecimento das matérias-primas ou alterações na composição das
turmas de trabalho.
A maneira mais adequada de representação das dispersões que pode sofrer a resistência
de um concreto é o diagrama de freqüência em que se registram no eixo das abcissas as
resistências e no eixo das ordenadas a freqüência com que aparecem os valores determinados.
Se a grandeza representada no diagrama só está sujeita a influências aleatórias, quanto
maior for o número de ensaios, mais se aproximará a forma da curva da de uma campânula
denominando-se então, curva de distribuição normal ou curva de Gauss.

fci (MPa)

Figura 2.1 – Diagrama de freqüência de uma amostra de 50 corpos de prova.

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Observações sobre unidades:
1 kgf = 10 N 1 kN = 1000 N = 100 kgf 1 kgf = 0,01 kN (exemplo: 500 kgf = 5 kN)
1 tf = 1000 kgf = 10000N = 10 kN (exemplo: 3 tf = 30 kN)
1 MPa = 1N/mm² = 100 N/cm² = 0,1 kN/cm² = 10 kgf/cm²
(exemplo: 550 MPa = 55 kN/cm² = 5500 kgf/cm² = 5,5 tf/cm²)

A forma da curva de Gauss é definida pela média aritmética, no caso da resistência do


concreto pelo valor fcj e pelo desvio padrão da amostra sn. Interpretados geometricamente fcj
é a abcissa que mede a resistência de maior freqüência e sn é a distância entre as abcissas dos
pontos de inflexão da curva e a abcissa do ponto de maior freqüência .
As expressões que permitem determinar estes dois elementos são:

fcj = (Σ fci)/n e sn =
∑ (fci − fcj) 2
n −1
Para um número grande de valores (n > 30) faz-se na expressão de sn, o denominador
do radicando igual a n; demonstra-se em estatística que a divisão por n - 1 é mais
representativa da dispersão de valores no caso de pequeno número destes (n ≤ 30 ).
O problema prático que se apresenta é o seguinte:
Dados n resultados obtidos ao ensaiar a compressão simples n corpos de prova de um
mesmo concreto, determinar um valor que seja representativo da resistência da amostra e, por
conseguinte, do próprio concreto.
Nos primórdios do concreto armado, quando eram empregados para verificação da
segurança das estruturas os métodos clássicos ou de tensões admissíveis, o valor adotado para
a resistência do concreto era a média aritmética, fcj dos n valores de ruptura, chamada
resistência média na idade de "j" dias (normalmente "j" = 28).
A média aritmética, entretanto, apresenta o inconveniente de não representar a
verdadeira resistência do concreto na obra, por não levar em conta a dispersão da série de
valores. No ensaio dos corpos de prova da amostra de um concreto, metade deles terá
resistência inferior e metade resistência superior a fcj.

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fci

Figura 2.2

Entre dois concretos cujas curvas de distribuição por freqüência sejam as da figura
acima apesar de terem a mesma resistência média, não há dúvida que o mais seguro é o
concreto (1), aquele que apresenta menor dispersão, apresentando um número de pontos de
menor resistência consideravelmente menos elevado que o concreto (2). Em conseqüência, o
coeficiente de segurança a adotar no cálculo, deve ser maior para o concreto (2) de maior
dispersão.
A conclusão a que se chega é que, ao adotar a resistência média como base dos
cálculos, ter-se-á coeficientes de segurança variáveis segundo a qualidade de execução.
Para eliminar este inconveniente e conseguir que se trabalhe com um coeficiente de
segurança único e homogêneo em todos os casos, se adota modernamente o conceito de
"resistência característica do concreto", que é uma medida estatística que tem em conta não
só o valor da média aritmética, fcj, das rupturas dos diversos corpos de prova, como também o
coeficiente de variação δ, da série de valores.
Define-se como resistência característica fck do concreto, aquele valor que apresenta
uma probabilidade de 95% de que se apresentem valores individuais de resistência de corpos
de prova mais altos do que ele, ou seja, somente 5% de valores menores ou iguais.
Admitindo-se a hipótese de distribuição estatística normal de resistências, a definição
anterior conduz à adoção do valor do quantil de 5% para valor da resistência característica fck.
Esta maneira é considerada mais lógica e segura para definir a resistência do concreto.

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Assim, entre dois concretos que tenham a mesma resistência média e coeficientes de
variação diferentes (controles de execução diferentes) o de menor coeficiente de variação será
o de maior segurança por ter um fck maior (ver fig. 2.2)
Por outro lado, para uma mesma resistência característica, um concreto de menor
coeficiente de variação (melhor execução), será dosado para uma resistência média menor,
com evidente redução de custo (ver fig. 2.3). Portanto a adoção do valor característico como
limite de resistência representa um estímulo real a uma maior qualidade de execução.

fci (MPa)

Figura 2.3

Das tabelas de áreas da curva de distribuição normal, adotando a forma reduzida para
que a probabilidade de 5% dos resultados sejam iguais ou menores que fck resultam as
seguintes relações: fck = fcj - 1,65 sn, onde sn é o desvio padrão da resistência.
Uma coletânea executada a nível internacional dos resultados estatísticos do controle
de qualidade do concreto e a análise destes resultados demonstraram que o desvio padrão é
bastante independente da resistência do concreto e que pode ser considerado como uma
medida de cuidado empregado na fabricação do concreto.
De acordo com o item 8.2.4 da NBR 6118-03 as prescrições se referem à resistência à
compressão obtida em ensaios de cilindros moldados segundo a NBR 5738 realizados de
acordo com a NBR 5739.

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Quando não for indicada a idade as resistências referem-se à idade de 28 dias. A
estimativa da resistência à compressão média fcmj, correspondente a uma resistência fckj
especificada, deve ser feita conforme indicado na NBR 12655 onde:

fcmj = fckj + 1,65 sd

onde sd é o desvio padrão de dosagem que, depende entre outras variáveis, da condição de
preparo do concreto.
A NBR 8953/1992 classifica os concretos para fins estruturais em classes de
resistência que são designadas pela letra C seguida do valor da resistência característica à
compressão (fck) expressa em MPa conforme as tabelas 1 e 2.

Tabela 1 - Classes de resistência do grupo I


Grupo I de resistência Resistência característica à compressão (MPa)
C 15 15
C 20 20
C 25 25
C 30 30
C 35 35
C 40 40
C 45 45
C 50 50

Tabela 2 - Classes de resistência do grupo II


Grupo II de resistência Resistência característica à compressão (MPa)
C 55 55
C 60 60
C 70 70
C 80 80

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2.2.1.2 Redução da resistência do concreto sob a ação das cargas de longa duração:
Efeito Rüsch

Ensaios efetuados por Rüsch mostraram que o concreto apresenta uma resistência a
longo prazo cerca de 20% inferior a resistência a curto prazo. A determinação da resistência
em laboratório é efetuada através de ensaios de curta duração em que mesmo com baixas
velocidades de deformação e máxima carga atingida dura pouco tempo.
Na estrutura, a carga é geralmente aplicada em curto espaço de tempo e depois é
mantida constante. Este tipo de carregamento, que corresponde à realidade, é desfavorável em
relação ao primeiro, de acordo com os ensaios de Rüsch.
A figura da página seguinte reproduzida do CEB - 1964 ilustra o fenômeno. Na figura
são marcadas em abcissas os encurtamentos relativos do concreto e em ordenadas as relações
entre a tensão do concreto σc e a resistência à ruptura por compressão determinado em ensaio
rápido.
À medida que o tempo t aumenta, a tensão σc última cai. Se a tensão σc for mantida
mais baixa que a resistência em longo prazo (ponto A) após o tempo t de duração de carga
(100 minutos) não haverá ruptura; se a carga for mantida indefinidamente também não haverá
ruptura (ponto B), apenas aumento de deformação (deformação lenta).

σc / fc

t = duração do carregamento
Idade do concreto no instante de aplicação
da carga: 28 DIAS

εc (‰)

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σc / fc

Idade do concreto no instante de aplicação


da carga: 1 ANO

εc (‰)

Se a tensão σc for mantida superior à resistência em longo prazo (ponto C) não haverá
ruptura após os 20 minutos do ensaio, mas se mantiver a carga por mais tempo, a ruptura
poderá ocorrer em D (antes de 100 minutos).
Ocorre, portanto, com o aumento da duração da carga, uma redução da resistência do
concreto, com rupturas para relações σc/fc menores que 1. Se os ensaios forem realizados em
corpos de prova com 1 ano de idade quando da aplicação da carga, os resultados são análogos,
com deformações máximas menores, uma vez que a deformação lenta é menor nos concretos
mais velhos.
A redução da resistência do concreto devido às cargas de longa duração se opõe o
aumento da resistência ao longo do tempo, devido ao endurecimento, independente da atuação
ou não das cargas.
Para que os resultados sejam reais, a resistência em curto prazo é definida como a
resistência de um corpo de prova moldado na mesma época e nas mesmas condições que o
corpo de ensaio e que permanece descarregado até o instante em que o corpo de prova gêmeo
rompe sob carga mantida, ocasião em que o primeiro é levado à ruptura num ensaio rápido.
Desta maneira, as rupturas no ensaio lento e no ensaio rápido são comparáveis pois
ambas referem-se à mesma idade do concreto, isto é, ao mesmo grau de endurecimento ou
maturidade.

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2.2.1.3 Influência da idade na resistência à compressão do concreto
De acordo com o Projeto de revisão da NBR 6118, quando não for indicada a idade, as
resistências referem-se à idade de 28 dias. A evolução da resistência à compressão com a
idade deve ser obtida através de ensaios especialmente executados para tal. Na ausência
desses resultados experimentais podem-se adotar, em caráter orientativo, os valores indicados
na tabela 3 abaixo, onde fc é a resistência aos 28 dias e fcj a resistência para outras idades.

Tabela 3 – Evolução da resistência à compressão


Idade (em dias)
Cimento
Portland 3 7 14 28 63 91 120 240 360 720
CP III
0,46 0,68 0,85 1 1,13 1,18 1,21 1,28 1,31 1,36
CP IV
CP I
0,59 0,78 0,9 1 1,08 1,12 1,14 1,18 1,20 1,22
CP II
CP V 0,66 0,82 0,92 1 1,07 1,09 1,11 1,14 1,16 1,17
NOTA: CP I = cimento comum; CP II = cimento composto; CP III = cimento de alto forno;
CP IV = cimento pozolânico; CP V = cimento de alta resistência inicial

2.2.2 Resistência do Concreto à Tração

Ainda que não se conte com a resistência a tração do concreto para a verificação das
estruturas de concreto no estado limite último de ruptura, é necessário conhecer seu valor
porque desempenha um papel importante em certos problemas como a fissuração, a
deformação, o esforço cortante, a aderência e deslizamento das armaduras, etc.
Além disso, em certos elementos de concreto, como no caso de pavimentos, pode ser mais
interessante o conhecimento da resistência à tração do que a compressão, por refletir melhor
certas qualidades, como a resistência e limpeza dos agregados.
Como ocorre com a resistência à compressão, a resistência à tração é um valor
convencional que depende do tipo de solicitação, das dimensões e forma do corpo de prova e
principalmente da aderência dos grãos dos agregados com a argamassa de cimento.

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A resistência à tração pode ser verificada através de 3 métodos diferentes: por
fendilhamento, por tração axial e por flexão:

Tração axial Flexão

Fendilhamento

2.2.2.1 Resistência à Tração por Fendilhamento


Quando uma carga linear atua sobre um corpo cilíndrico ou prismático colocado
horizontalmente, surgem tensões de tração transversais, aproximadamente constantes no
trecho médio da seção transversal, que, levados ao valor máximo produzem o fendilhamento
da seção. O estado de tensões na peça é biaxial.
O ensaio para determinação da resistência à tração por fendilhamento foi preconizado
pelo engenheiro e pesquisador Fernando Luiz Lobo Carneiro e reconhecido pelo CEB - FIP e
RILEM que o denominaram "ensaio brasileiro".
A resistência à tração por fendilhamento é determinada de acordo com a NBR 7222 e
pode ser calculada pela expressão:
fct = 2/π × P/(DL)
onde fct: limite de resistência à tração em MPa.
P: carga máxima em N indicada pelo dinamômetro da máquina na ocasião da ruptura.
D: diâmetro do corpo de prova em mm.
L: comprimento do corpo de prova em mm.

A resistência à tração por fendilhamento deveria ser um pouco menor que a resistência
à tração axial, devido as tensões de compressão que atuam simultaneamente (caso de
solicitação "biaxial"). Na realidade, observa-se o contrário, o que é explicado pelo fato de que,
neste tipo de ensaio, as maiores tensões de tração não ocorrem na superfície, mas sim no
interior da seção, onde a retração produz tensões de compressão que necessitam ser
primeiramente eliminadas.

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Por esta razão a resistência à tração pura do concreto pode determinar-se pela fórmula:

fct = 0,85 . 2P/(π DL) = 0,55 P/(DL)

uma vez que é menor, aproximadamente 15%, do que a resistência à tração por
fendilhamento, como já foi visto anteriormente.

2.2.2.2 Resistência à Tração Axial


Antigamente, a resistência à tração axial do concreto era raramente determinada, pelas
dificuldades de transmitir, sem perturbações, a força de tração ao corpo de prova ensaiado.
Com o aparecimento de colas artificiais de alta qualidade, tornou-se possível produzir tensões
de tração axiais e uniformemente distribuídas em corpos de prova prismáticas, através de
placas de aço coladas nestes prismas.
Na falta de ensaios comparativos pode-se tornar a resistência à tração axial igual a
85% da resistência à tração por fendilhamento ou 60% da resistência à tração na flexão.

2.2.2.3 Resistência à Tração por Flexão


A resistência à tração na flexão, de acordo com a NBR 12142 é determinada
submetendo-se à flexão uma viga de concreto simples.
A resistência à flexão é calculada mediante a fórmula:

fct = Mr/W

onde: Mr: momento de ruptura,


W: módulo de resistência da seção de ruptura.

Esta resistência depende muito das dimensões dos corpos de prova, principalmente de
sua altura e do carregamento. O seu valor é maior do que a resistência à tração axial ou a
obtida por compressão diametral, porque a maior tensão ocorre apenas na fibra mais externa e,
por conseguinte, as fibras internas, menos solicitadas, colaboram na resistência.

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2.2.2.4 Relação entre a Resistência à Compressão e a Resistência à Tração do Concreto
Os valores da resistência à tração de um concreto apresentam uma dispersão muito
maior que a sua resistência à compressão, principalmente no caso de tração axial. De acordo
com o código Modelo do CEB - FIP/ 1978 a variação da resistência à tração pode estender-se
no intervalo 0,7 a 1,3 do seu valor médio.
A resistência à tração depende muito mais da forma e das dimensões do corpo de
prova que a resistência à compressão. Além disso, certos fatores influem na resistência e
compressão de forma diferente que na resistência à tração, como, por exemplo, o fator água-
cimento, o tamanho, a forma e a resistência dos agregados e o tempo de cura (armazenagem
em ambiente úmido ou seco), responsável principalmente pelas diferenças no
desenvolvimento das resistências à tração e a compressão com o decorrer do tempo. Por esta
razão, as fórmulas estabelecendo relações entre as resistências à tração e à compressão
fornecem valores apenas aproximados.
A NBR 6118-03 no item 8.2.5 chama a resistência à tração por fendilhamento
de resistência à tração indireta fct,sp e a resistência à tração na flexão fct,f às quais devem ser
obtidas em ensaios realizados segundo a NBR 7222 e a NBR 12142 respectivamente.
A resistência à tração direta que seria a tração axial fct pode ser considerada
igual a 0,9 fct,sp ou 0,7 fct,f , ou na falta de ensaios para obtenção de fct,sp e fct,f pode ser avaliado
o seu valor médio ou característico por meio das equações seguintes:
fct,m = 0,3 fck2/3
fctk,inf = 0,7 fct,m
fctk,sup = 1,3 fct,m
onde: fct,m e fck são expressos em megapascal,
sendo fckj > 7 MPa estas expressões podem também ser usadas para idades diferentes de 28
dias.

2.2.3 Fatores que Influem na Resistência do Concreto


 Qualidade dos materiais: cimento, água de amassamento, agregados e aditivos.
 Influência da dosagem: fator água-cimento, proporção de agregados.
 Influência da confecção: mistura, transporte, lançamento, vibração e cura.
 Influência da idade já vista anteriormente.

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19
2.2.4 Diagrama Tensão - Deformação do Concreto

2.2.4.1 Deformações do Concreto

As deformações do concreto devido às cargas podem classificar-se em:


 Deformações elásticas: são as que desaparecem tão logo cessa a atuação da carga.
 Deformações plásticas: devidas a cargas elevadas que não desaparecem com a retirada
das cargas.

2.2.4.2 Diagrama Tensão - Deformação do Concreto


Este diagrama σc (tensão no concreto) - ε (deformação específica) mostra que o
material não obedece a lei de Hooke. A figura abaixo mostra que a característica do diagrama
muda depois de repetidos carregamentos e descarregamentos.

Verifica-se que, depois de carregado pela primeira vez, o concreto se comporta para
tensões não superiores às atingidas no primeiro carregamento mais ou menos de acordo com a
lei de Hooke: as deformações são proporcionais às tensões (diagrama retilíneo).

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20
CAPÍTULO 3

AÇO

3.1 Classificação

Os aços estruturais para concreto armado podem ser classificados em 2 grupos:


 Aços classe A (dureza natural ou laminados a quente) que não sofrem tratamento
algum após a laminação sendo as características elásticas alcançadas unicamente por
composição química adequada com ligas de C, Mn, Si.
Como são laminados a quente, não perdem suas propriedades de resistência quando
aquecidos ao rubro e resfriados em seguida (condicionalmente até 1200º). Por isso podem ser
soldados e não sofrem demasiadamente com a exposição a chamas moderadas em caso de
incêndios. O diagrama tensão-deformação destes aços que apresentam escoamento definido é:
σ

fyk

ε
 Aços classe B (encruados a frio) obtidos por trefilação a partir do aço classe A com o
aumento da resistência a tração à custa da grande perda de tenacidade.
Estes aços não apresentam patamar no diagrama tensão - deformação sendo
definidos por um valor convencional da tensão que corresponde a uma deformação residual de
2‰. Este valor chama-se tensão convencional de escoamento.
σ
fyk

ε
2‰

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21
Pelo gráfico da figura abaixo, nota-se a transformação radical que surge no diagrama
tensão-deformação de um mesmo aço em conseqüência do encruamento:

σ
fyk1

fyk2

ε
2‰ εsr1 εsr2

De acordo com o valor característico da tensão de escoamento os aços são


classificados pela NBR 7486/1996 em categorias representadas por um número que é a tensão
característica de escoamento em kN/cm², seguido das letras A ou B conforme a classe do aço.
Assim teremos o aço CA - 25A que se representa simplesmente por CA - 25, cujo fyk
= 25 kN/cm² (não existe CA - 25B), o aço CA - 50A que se representa por CA - 50 cujo fyk =
50 kN/cm² (não se fabrica o aço CA - 50B) e o aço CA - 60B que se representa simplesmente
por CA - 60, já que não existe o aço CA - 60A.

Estas armaduras são comercializadas em barras com comprimentos de 10 a 12 m e


rolos dentro das seguintes bitolas:
 CA - 50 :
φ 6,3 mm e φ 8,0 mm em rolo ou em barra.
 Somente em barra:
φ 10,0 mm, 12,5 mm, 16,0 mm, 20,0 mm, 22 mm e 25 mm.
(muito pouco utilizados φ 32,0 mm e 40,0 mm)
 aço CA - 60 comercializado em rolo ou barra:
φ 3,4 mm, 4,2 mm, 4,6 mm, 5,0 mm, 6,0 mm, 6,3 mm, 7,0 mm e 8,0 mm.
(muito pouco utilizados φ 3,8 mm e 10,0 mm)

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22
CAPÍTULO 4

VALORES DE CÁLCULO

4.1 Valores de cálculo para concreto e aço

De acordo com o item 12.3.1 da NBR 6118-03 a resistência de cálculo fd é:


fd = fk /ϒm
De acordo com o item 12.3.3 da NBR 6118-03 no caso específico da resistência de
cálculo do concreto (fcd) alguns detalhes adicionais são necessários conforme a seguir
descrito: quando a verificação se faz em data “j” = ou superior a 28 dias adota-se a expressão:
fcd = fck/ϒc
Nesse caso o controle da resistência à compressão do concreto deve ser feita aos 28
dias, de forma a confirmar o valor de fck adotado no projeto.
Os coeficientes de ponderação das resistências no estado limite (ELU) estão indicados
na tabela 12.1 da NBR 6118-03, colocada abaixo:

Tabela 12.1 (NBR 6118-03) – valores dos coeficientes ϒc e ϒs


Combinações Concreto (ϒc) Aço (ϒs)
Normais 1,4 1,15
Especiais ou de Construção 1,2 1,15
Excepcionais 1,2 1,0

Para execução de elementos estruturais nos quais estejam previstas condições


desfavoráveis, o coeficiente ϒc deve ser multiplicado por 1,1. Para elementos estruturais pré-
moldados e pré-fabricados, deve ser consultada a NBR 9062.
Admite-se no caso de testemunhos extraídos da estrutura dividir o valor de ϒc por 1,1.
Admite-se nas obras de pequena importância, o emprego de aço CA-25 sem a
realização do controle de qualidade estabelecido na NBR 7480, desde que o coeficiente de
segurança para o aço seja multiplicado por 1,1.

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23
CAPÍTULO 5

DIAGRAMAS TENSÃO-DEFORMAÇÃO DE CÁLCULO

5.1 Diagrama Tensão-Deformação de Cálculo do Concreto

De acordo com o item 8.2.10.1 da NBR – 6118/03, o diagrama tensão-deformação à


compressão será suposto o diagrama simplificado da figura 8.2 da NBR 6118/03 composto de
uma parábola do 2º grau que passa pela origem e tem seu vértice no ponto da abcissa 2‰ e
ordenada 0,85 fcd e de uma reta entre as deformações 2‰ e 3,5‰ tangente à parábola e
paralela ao eixo das abcissas.

Figura 5.1 – Diagrama tensão-deformação atualizado

O coeficiente de minoração 0,85 leva em conta:


 Sob a ação de cargas de longa duração a resistência reduz-se a cerca de 0,85 da
resistência verificada no ensaio de curta duração (Efeito Rusch);
 No bordo comprimido de vigas fletidas e em peças prismáticas comprimidas a
resistência deve ser a prismática que é menor que a resistência cilíndrica;
 As condições de concretagem e higrométricas que conduzem a face superior da zona
comprimida a uma secagem mais rápida e consequentemente a uma diminuição da resistência
à compressão.

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5.2 Diagrama Tensão-Deformação de Cálculo do Aço

5.2.1 Diagrama Tensão-Deformação de Cálculo dos Aços Classe A


De acordo com o item 8.3.6 da NBR 6118-03 para o cálculo nos estados limites de
serviço e último (objetivo do nosso curso) pode-se utilizar o diagrama simplificado mostrado
na figura 5.2, admitindo uma deformação de ruptura de 10%0 resultando na figura 5.3. Será
adotado o diagrama de cálculo da fig. 5.3 com os valores de Es, fyd e fycd indicados:

Es = tgα = 210000 MPa = 21000 kN/cm²


fyd = fyk/ϒs
fycd = fyck/ϒs

As resistências de cálculo (fyd e fycd) serão fixadas com as resistências características


determinadas em ensaios. Se não houver ensaios de compressão; na falta de determinação
experimental fyk e fyck serão considerados ambos iguais ao valor mínimo nominal de fyk
fixados na NBR - 7486/1996.

σs

fyk

fyd

ELS
εs
Figura 5.2

Este diagrama é válido para intervalos de temperatura entre -20ºC e 150ºC e pode ser
aplicado para tração e compressão.

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25
σs

εs

Figura 5.3

5.2.2 Diagramas Tensão - Deformação de Cálculo dos Aços Classe B

De acordo com o item 8.3.6 da NBR 6118-03, pode-se utilizar o mesmo diagrama dos
aço classe A. Para a compressão no aço classe B valem as mesmas observações dos aços
classe A.
Sendo que, para qualquer aço a deformação limite última é de 10‰.

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26
CAPÍTULO 6

AÇÕES E SOLICITAÇÕES

6.1 Generalidades

A partir das cargas fornecidas pela NBR 6120 se obterão através da análise estrutural
as solicitações características que denominamos Sk (M,N,V).
De acordo com o item 11.2 da NBR 6118-03 as ações a considerar na análise estrutural
deve ser considerada a influência de todas as ações que possam produzir efeitos significativos
para a segurança da estrutura em exame, levando-se em conta os possíveis estados limites
últimos (objetivo do nosso curso) e os de serviço.
De acordo com o item 11.2.2 as ações a considerar classificam-se de acordo com a
NBR 8681 em permanentes, variáveis e excepcionais.
De acordo com o item 11.3 da NBR 6118-03 as ações permanentes são as que ocorrem
com valores praticamente constantes durante toda a vida da construção. Também são
consideradas como permanentes as ações que crescem no tempo, tendendo a um valor limite
constante. As ações permanentes devem ser consideradas com seus valores representativos
mais desfavoráveis para a segurança.
De acordo com o item 11.3.2 da NBR 6118-03 as ações permanentes diretas são
constituídas pelo peso próprio da estrutura e pelos pesos dos elementos construtivos fixos e
das instalações permanentes.
De acordo com o item 11.4.1 as ações variáveis diretas são constituídas pelas cargas
acidentais previstas para o uso da construção, pela ação do vento, da chuva e da neve
devendo-se respeitar as prescrições feitas por normas brasileiras específicas.
O item 11.6.3 da NBR 6118-03 fixa que os valores de cálculo Fd das ações são
obtidos a partir dos valores representativos multiplicando-os pelos respectivos coeficientes de
ponderação ϒf definidos em 11.7. Estes coeficientes de ponderação das ações no estado limite
último (ELU) são definidos para cada espécie de carga pelas tabelas 11.1 e 11.2 e levam em
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27
conta a possibilidade de desvios desfavoráveis das ações em relação aos valores
característicos.

1)

2)
3)

ϒf = ϒf1 ϒf2 ϒf3


Em geral para cargas permanentes e acidentais: ϒf = 1,4 sendo, portanto:
Sd = ϒf Sk = 1,4 Sk

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28
De acordo com o item 11.2.3 a seção transversal de pilares e pilares – paredes maciços,
qualquer que seja a sua forma não deve apresentar dimensão menor que 19 cm. Em casos
especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 e 12 cm, desde que se multiplique
as ações a serem consideradas no dimensionamento por um coeficiente ϒf1 de acordo com o
indicado na tabela 13.1 e na seção 11. Em qualquer caso, não se permite pilar com seção
transversal de área inferior a 360 cm².

Tabela 13.1 – Valores do Coeficiente Adicional ϒn


b > 19 18 17 16 15 14 13 12
ϒn 1,0 1,05 1,10 1,15 1,20 1,25 1,30 1,35
Onde:
ϒn = 1,95 – 0,05b;
sendo b é a menor dimensão da seção transversal do pilar.
NOTA: O coeficiente ϒn deve majorar os esforços solicitantes finais de cálculo nos
pilares, quando de seu dimensionamento.

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29
CAPÍTULO 7

ANÁLISE DO PROCESSO DE RUPTURA DE VIGA SOB TENSÕES NORMAIS


ESTÁDIOS DE FLEXÃO

7.1 Solicitações Normais

Designam-se por solicitações normais os esforços solicitantes que produzem tensões


normais nas seções transversais das peças estruturais. As solicitações normais englobam o
momento fletor e a força normal.
De acordo com os princípios da resistência dos materiais, os esforços solicitantes são
entes mecânicos referidos ao centro de gravidade da seção transversal.
Numa viga a solicitação predominante é a de flexão que pode ser normal ou oblíqua
conforme o plano do momento fletor contenha ou não um eixo principal de inércia da seção.
A flexão nas vigas, em geral, é a flexão simples quando além da flexão pura temos
esforço cortante.
O estudo dessas duas solicitações é feito separadamente, de onde para o efeito do
dimensionamento na flexão não há necessidade de distinguir entre flexão pura e simples.
Nos pilares e tirantes temos em geral flexão composta onde além do momento fletor
atua ainda uma força normal de compressão (compressão não uniforme) ou de tração (tração
não uniforme), podendo ou não coexistir o esforço cortante.

7.2 Comportamento de uma Viga Solicitada a Flexão Pura. Estádios de Flexão


Analisar-se-á a seguir o comportamento de uma viga de concreto armado submetida à
flexão simples quando as cargas aumentam zero até a ruptura.
Seja uma viga retangular simplesmente apoiada carregada nos terços do vão com duas
forças concentradas P iguais, a fim de obter o diagrama de momentos com uma zona central
solicitada unicamente a flexão pura, isto é, com momento constante (para isto desprezamos o
peso próprio).

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30
P P

ℓ/3

-P

Pℓ / 3 Pℓ / 3

A viga tem armadura principal na parte inferior e estribos.


Supõe-se, por outro lado, que a armadura principal é suficiente para assegurar que com
o aumento das cargas a viga rompe finalmente por plastificação do concreto na zona
comprimida.
Supondo duas seções na zona central AB e CD afastadas entre si de ∆ℓ, valor muito
pequeno.

A ∆ℓ C A’ ∆ℓ1 C’

B D B’ ∆ℓ D’
2

Os encurtamentos unitários máximos devidos à compressão nas fibras superiores serão


ε' = (∆ℓ1 - ∆ℓ ) / ∆ℓ e os alongamentos unitários máximos devido à tração nas fibras

inferiores serão ε = (∆ℓ2 - ∆ℓ ) / ∆ℓ .


A deformação que experimenta uma fibra qualquer da seção pode ser medida
colocando na sua altura extensômetros (strain gages) os quais colocados sobre uma linha
vertical nos determinam o giro da seção reta da viga.

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31
Conhecendo a curva σ - ε do concreto podemos determinar a tensão em cada altura
que corresponde a deformação específica e traçar o diagrama de tensões correspondente.
Dependendo dos valores de ε' e ε ou das tensões no concreto em conseqüência dessas
deformações (obtidas na curva tensão - deformação do concreto), quando se modifica a
intensidade das forças podemos dizer que a viga está solicitada na seção considerada (AB ou
CD muito próximos) em diferentes estádios que veremos a seguir:

fck
III

II

Ib

Ia
εt
ε
εr

σt

7.2.1 Estádio I a
Quando as cargas são muito fracas a seção se deforma muito pouco e as tensões
internas são também pequenas; se pode considerar que existe proporcionalidade linear entre as
tensões e deformações. Com efeito para cargas tão pequenas que produzem na borda superior
uma deformação de ordem de 1/50 da que provoca a ruptura do concreto se pode supor que a
distribuição de tensões de compressão é praticamente linear. Na parte tracionada da seção se
pode considerar ainda também linear a variação de tensões de tração. Como o módulo elástico
Ec do concreto é, para pequenos esforços, igual para compressão e tração, ambos os
diagramas estão constituídos pela mesma reta.
O concreto no estádio Ia é estudado como material homogêneo valendo para ele todos
as fórmulas da resistência.
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32
ε’ σ’ ε’ ε’ σ’= σc εr’ 0,85 . fcd
2‰

Mk Md
εs εs
ε σ εT σT
Estádio I a Estádio I b Estádio II Estádio III

7.2.2 Estádio I b
Aumentando as solicitações e consequentemente as tensões na seção estudada, se ε
atinge um valor tal que o diagrama de tensões na parte tracionada não é mais linear, e sim
curvo, desenhando uma curva afim ao diagrama tensão - deformação do concreto à tração
estamos diante do estádio Ib em que o concreto não está fissurado, mas no limiar do início da
fissuração. Na parte comprimida continua a lei de Bernouilli ou seja, as tensões são
proporcionais as suas distâncias à linha neutra.

7.2.3 Estádio II
Com o aumento das solicitações a deformação ε ultrapassa a máxima admitida pelo
concreto à tração e o material fissura. Neste caso passa a armadura a resistir integralmente à
força de tração do binário reagente ao momento fletor atuante.
Não mais se considera no cálculo o pequeno valor das tensões de tração existentes
próximos a linha neutra onde termina a fissura. Na borda comprimida neste estádio o concreto
pode atingir uma tensão máxima igual a metade de fck que é chamada tensão admissível.
σc = fck/2
Por outro lado, a tensão de tração na armadura estará condicionada a deformação
unitária do concreto naquela região que será a mesma da armadura εs.
A seção transversal da seção não é mais toda útil e a parte útil da seção (isto é, a parte
considerada estaticamente resistente) depende do estado de deformação ou, em outras
palavras, da posição da linha neutra.

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33
7.2.4 Estádio III
Aumentando mais as cargas as fissuras se estendem, o eixo neutro segue subindo e a
deformação εs cresce sem que se verifique paralelamente um incremento de Rst. Para poder
equilibrar o aumento de momento externo correspondente o eixo se desloca ainda mais
rapidamente para cima a fim de incrementar o braço de alavanca o mesmo acontecendo com
as fissuras que crescem aproximando-se cada vez mais do eixo neutro. As fissuras, entretanto
não o alcançam, somente chegando ao ponto em que a tensão atinge um valor ftk.
A borda mais comprimida sendo levada até a capacidade máxima de tensão do
concreto fck esta se mantém constante e a fibra imediatamente inferior tem a tensão
aumentada até atingir fck; este processo continua até que uma quantidade de material
suficientemente grande atinja o estado de ruptura.
Só então se produz o desmembramento, pois para isto, exige-se que um volume
grande, não simples fibra do material que constitui a peça atinja a situação da ruptura.
Temos então os diagramas de distribuição de tensões na seção obtidas do diagrama
tensão - deformação do concreto correspondente ao estádio III ou estado de ruptura.
A NBR – 6118-03 no item 16.2.3 determina que o dimensionamento das peças e
esforços resistentes seja feito através do estado limite último (de ruína).
Este estádio III não ocorre na peça ou, por outra, não deve ocorrer. O
dimensionamento no estádio III é puramente fictício: Procura-se determinar qual é a
solicitação que leva a peça a ruína, de modo que as cargas estejam com valores inferiores, de
acordo com determinados coeficientes, aos valores que levariam a peça à ruína.

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34
CAPÍTULO 8

HIPÓTESES BÁSICAS DE CÁLCULO DE PEÇAS DE CONCRETO ARMADO


SUBMETIDAS A SOLICITAÇÕES NORMAIS, NO ELU

8.1 Generalidades

Designam-se por solicitações normais os esforços solicitantes que originam tensões


normais sobre as seções transversais e são constituídas pelo momento fletor e a força normal,
referidos ao centro de gravidade da seção de concreto.
De um modo tradicional a ruptura das peças de concreto armado era caracterizada
apenas pela ruptura do concreto, quer tenha havido ou não o escoamento prévio das
armaduras. Com a ruptura do concreto atingia-se o estado limite último (estádio III).
Constatou-se posteriormente que havia a necessidade de limitação do alongamento da
armadura tracionada, pois o alongamento excessivo acarreta uma fissuração exagerada
atingindo-se o estado último sem que necessariamente tenha ocorrido a ruptura do concreto do
banzo comprimido da peça.
Por esta razão, presentemente a verificação da segurança é feita admitindo-se que o
esgotamento da capacidade resistente, ou seja, que uma seção de concreto armado alcança o
estado limite último tanto pode ser por esmagamento do concreto como pela deformação
plástica excessiva da armadura tracionada.
Face à dificuldade de caracterização da capacidade resistente de uma peça, o estado
limite último é convencional e admite-se alcançado quando na fibra mais comprimida de
concreto o encurtamento é igual a um valor último convencional (variável entre 2‰ para a
compressão uniforme a 3,5‰ na flexão simples) dependendo portanto da solicitação, ou
quando a barra de aço mais deformada da armadura de tração tem o alongamento igual ao
valor último convencional de 10‰.
De acordo com o item 17.2.2 da NBR 6118-03, o estudo das seções de forma qualquer,
submetidas a solicitações normais, no estado limite último de resistência é feito com base nas
seguintes hipóteses básicas:
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 Manutenção da seção plana
Admite-se a hipótese de Bernouilli de que as deformações normais a uma seção
transversal seguem uma lei plana.
Esta hipótese é válida para peças em que a relação ℓ/d, da distância entre os pontos de
momento nulo é a altura útil da seção transversal, seja superior a 2.
Com esta hipótese, as deformações normais específicas, em cada ponto são proporcionais
à sua distância à linha neutra da seção, inclusive quando a peça alcança o estado limite último.
Para vigas curtas, não se verifica a hipótese de Bernouilli devido a grande influência que
tem as deformações por esforço cortante.

 Solidariedade dos materiais


Admite-se a solidariedade perfeita entre as barras da armadura e o concreto que as
envolve. Com esta hipótese, a deformação específica das barras passivas aderentes (concreto
armado) em tração ou compressão é a mesma do concreto em seu entorno.

 Resistência do concreto à tração


É totalmente desprezada, a favor da segurança a pequena resistência do concreto a tração.

 Limites de deformação
Para o encurtamento de ruptura do concreto nas seções não inteiramente comprimidas
considera-se o valor convencional de 3,5‰, para a compressão uniforme 2‰.
Nas seções inteiramente comprimidas a “configuração última do diagrama de
deformações específica” o encurtamento da borda mais comprimida pode variar de 3,5‰
(limite da flexão) a 2‰ (compressão uniforme) mas a configuração deverá passar pelo ponto
C intersecção das configurações DE e BF.
Este ponto C estará da borda mais comprimida a uma distância 3/7 h como se deduz pela
semelhança dos triângulos DCB e CEF.
1,5‰ / y = 2‰ / (h-y) y = 3/7 h

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36
O
D B

A
F E

A figura 17.1 da NBR 6118-03 mostra os domínios em que se encontram as


configurações últimas de uma seção sujeita a solicitações normais.
A reta “a” corresponde à tração axial uniforme.
Cada domínio é caracterizado pela passagem da configuração por um ponto que pode
ser o ponto A (alongamento da armadura de 10‰) para os domínios 1 e 2, o ponto B
(encurtamento de 3,5‰ para o concreto), para os domínios 3, 4, 4a e o ponto C (2‰, 3/7 h)
para o domínio 5.
Além disso, cada configuração será caracterizada pela distância x da fibra mais
comprimida ou menos tracionada a linha neutra (positiva para baixo de O). Observe-se que
nos domínios 1 em que x é negativo e no domínio 5 em que x é maior que h, x não tem o
significado de distância a linha neutra, mas distância de O ao ponto onde a configuração
intercepta a seção.

Denominaremos kx = x/d

Domínio 1: Tração não uniforme, sem compressão.


O estado limite último é caracterizado pela deformação εsd = 10‰. A linha neutra é
externa a seção transversal, a qual está inteiramente tracionada.
Neste domínio - ∞ < x ≤ 0
A seção resistente é composta pelas armaduras de aço não havendo participação
resistente do concreto o qual é admitido como inteiramente fissurado.

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37
Domínio 2: Possui fibras comprimidas e tracionadas: flexão
O estado limite é caracterizado pela deformação εs = 0,010 do aço, sem que o concreto
atinja o encurtamento de ruptura. A configuração limite do domínio 2 é obtida por semelhança
de triângulos:
3,5‰
0,0035 x 2 lim
x2lim =
0,010 d − x 2 lim
d
x2lim = 0,2593 d
d - x2lim

εs = 10‰
Neste domínio: 0 < x ≤ x2lim

Domínio 3
O estado limite é caracterizado pela deformação εc = 3,5‰ (ruptura do concreto) e
com escoamento da armadura tracionada (deformação mínima εyd do aço).
Este domínio será limitado pela reta que une o ponto B com εyd que é a deformação
que corresponde ao início do escoamento. Será, portanto, um flexão simples ou composta com
peça sub-armada (melhor chamar adequadamente armada) onde a armadura atinge o
escoamento. (εs ≥ εyd).
Neste domínio: 0,2593 d < x < x3lim

x3lim = kxlim . d
e, kxlim depende exclusivamente do tipo de aço empregado, sendo também determinado por
semelhança de triângulos.

3,5‰

x3lim

d
0,0035 x 3 lim
=
ε yd d − x 3 lim

εyd

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38
O cálculo de εyd, por sua vez, depende da tensão de cálculo fyd.

σ
fyd f yd f yd
ε yd = =
Es 21000

ε
εyd 10‰

então:
0,0035 1
x 3 lim = .d = .d com fyd em kN/cm2
f yd 1 + 0,0136.f yd
+ 0,0035
21000
x3lim = kxlim . d

De acordo com o item 8.3.6 da NBR 6118-03, pode-se utilizar o mesmo diagrama de
cáculo, tanto para os aços classe A como B. Assim, os valores de xlim podem ser calculados
pela mesma fórmula.

 Para o aço CA - 50 fyk = 50 kN/cm² fyd = 50/1,15 = 43,48 kN/cm² kxlim = 0,628
 Para o aço CA - 60 fyk = 60 kN/cm² fyd = 60/1,15 = 52,17 kN/cm² kxlim = 0,585

No domínio 3, a deformação da armadura é pelo menos igual a deformação do início


do escoamento e a ruptura do concreto ocorre simultaneamente com o escoamento da
armadura.
Esta é a situação desejável para projeto uma vez que os dois materiais tem as suas
resistências aproveitadas integralmente e além disso não há o risco da ruptura brusca. As
peças que chegam ao estado último no domínio 3 são impropriamente chamadas peças sub-
armadas, na verdade devem ser chamadas peças normalmente armadas.
As peças realmente sub-armadas pertencem ao domínio 2 em que o estado limite
último é atingido por deformação plástica excessiva da armadura sem ruptura a compressão
do concreto.

Concreto Armado I – PUCRS. Profs. Henrique Gutfreind e Mauren Aurich


39
Domínio 4
O estado limite é caracterizado pela deformação εcd = 3,5‰, flexão simples ou
composta com ruptura à compressão do concreto e sem escoamento da armadura (seção
superarmada), ou seja, εs < εyd.
A ruptura da peça ocorre de forma frágil, pois a deformação da armadura sendo
inferior ao início do escoamento não há aviso prévio da ruptura.
Neste domínio x3lim < x ≤ d
Quando x = d, a deformação da armadura de tração é nula e, portanto, ela não é
solicitada.

Domínio 4a
O estado limite é caracterizado pela deformação εc = 3,5‰. A linha neutra ainda corta
a seção transversal, mas na região de cobrimento da armadura menos comprimida.
No domínio 4a, teremos flexão composta com ambas as armaduras comprimidas,
embora sejam realmente desprezadas as tensões na armadura menos comprida.
Neste domínio d < x ≤ h

Domínio 5
O estado limite é caracterizado por uma deformação 2‰ ≤ εc ≤ 3,5‰, sendo 2‰ para
a compressão uniforme e 3,5‰ para x = h. Pelo fato dos diagramas de deformação dos dois
casos limites se cruzarem no ponto C afastado de 3h/7 da borda mais comprimida da seção,
adota-se a hipótese que todas as configurações últimas passam pelo ponto C neste domínio,
ou seja, a fibra situada a uma distância 3/7 h de O terá a deformação de 2‰.
Neste domínio h ≤ x < ∞

8.2 Diagrama de cálculo das tensões do concreto

O diagrama de tensões do concreto na seção se faz de acordo com o diagrama


retangular parabólico:

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40
3,5‰ 0,85.fcd
d’
2‰ x
d   εc  
2

σ c = 0,85 fcd. 1 − 1 −  
  0,002  
d”

Permite-se a substituição do diagrama parabóla-retângulo pelo diagrama retangular de


tensões da figura abaixo:
εC 0,85 ou 0,8 . fcd

x 0,8.x
0,2.x

No trecho 0,2.x a partir da linha neutra são desprezadas as tensões de compressão. No


trecho de altura 0,8.x admite-se distribuição uniforme de tensões.
Admite-se a tensão constante e igual a 0,85fcd nas seções em que a largura na zona
comprimida, medida paralelamente a linha neutra é crescente ou constante no sentido das
fibras mais comprimidas. Nas seções em que a largura decresce neste sentido admite-se uma
tensão constante e igual a 0,8fcd (seções circulares, triangulares, trapezóides com o vértice ou
a base menor comprimida respectivamente a seções retangulares sujeitas a flexão oblíqua).
O diagrama retangular de tensões válido para qualquer forma de seção e para todas as
posições da linha neutra é uma aproximação de cálculo, que conduz a resultados praticamente
iguais aos do diagrama parábola-retângulo. As diferenças são mais sensíveis quando a linha
neutra é muito alta ou muito baixa.

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41
CAPÍTULO 9

FLEXÃO SIMPLES:

DIMENSIONAMENTO DE SEÇÕES RETANGULARES

9.1 Generalidades

Nos problemas de dimensionamento de vigas de seção retangular são fornecidos como


dados o momento fletor de serviço M em kN.m e as resistências características dos materiais
fck (MPa) e fyk (kN/cm²).
Fornece-se a base b (cm) podendo-se fixar ou não a altura h (cm).

As incógnitas serão as áreas das seções de armadura As (cm²) e A’s (cm²) e a altura
mínima, caso a altura não tenha sido fixada.

Transformações úteis: Md = 1,4 . M . 100 [kN.cm]


fcd = fck / (1,4 . 10) [kN/cm²]
fyd = fyk / 1,15 [kN/cm²]

O problema será resolvido através das equações de equilíbrio e de compatibilidade.


O cálculo da altura útil “d” será feito a patir de “h” conforme a figura:

φw d
h

φℓ
bw

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42
A altura útil “d” é a distância entre o centro de gravidade da armadura
longitudinal e a borda mais comprimida:
h - d = φℓ / 2 + φw + cobrimento
onde φℓ: é o diâmetro da armadura longitudinal
φw: é o diâmetro da armadura transversal (estribos)
cobrimento: é a camada de concreto que envolve as armaduras e depende da
agressividade ambiental, segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes.

De acordo com os itens 7.5.1 e 7.5.2 da NBR 6118-03, as barras devem ser dispostas
dentro do componente ou elemento estrutural de modo a permitir e facilitar a boa qualidade
das operações de lançamento e adensamento do concreto, sendo vital prever no das
disposições das armaduras espaço suficiente para a entrada da agulha do vibrador. Na falta de
maior esclarecimento, o espaçamento entre barras não deve ser inferior a 2 cm, diâmetro da
barra e 1,2 do diâmetro máximo do agregado.

De acordo com a agressividade ambiental será utilizada uma qualidade de concreto de


acordo com a tabela 7.1 da NBR 6118-03

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43
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44
Exemplo: Classe de agressividade I, concreto C20, relação água/cimento = 0,60
cnom > φ barra ( vamos admitir φℓ = 20 mm)
cnom > 25 mm
Admitindo φw = 5 mm
h – d = φℓ / 2 + φw + cobrimento = 2 cm/2 + 0,5 + 2,5 = 4 cm

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45
9.2 Equações de Equilíbrio da Seção Retangular com Armadura Simples.
Momento Limite para dimensionamento

0,85.fcd εc
y = 0,8.x x
0,85 . fcd . b . y
h d d
Md
εs
As . fyd
b
Como o dimensionamento deverá ser feito no domínio 3, a tensão na armadura deverá ser fyd,
que é a tensão de escoamento.
As equações de equilíbrio são:

0,85.fcd . b . y - As fyd = 0 (1)


0,85.fcd . b .y . (d - 0,5y) = Md (2)

Pelos dados fornecidos determina-se y pela 2ª equação.


À medida que Md aumenta para manter o equilíbrio cresce o valor de y. Entretanto,
como o dimensionamento é feito dentro do domínio 3 haverá um valor limitado para y
(ylim=0,8 xlim) e um momento limite para que a peça possa ser dimensionada com armadura
simples.

Observação: Passamos a representar x3lim por xlim.


Mdlim = 0,85 fcd.b.ylim (d - 0,5 ylim ) = 0,85 fcd.b. 0,8xlim (d - 0,5. 0,8xlim) =
0,85fcd . b . 0,8 . kxlim . d (d - 0,4 kxlim . d) = 0,68 . kxlim (1 - 0,4 kxlim) b d² fcd
Mdlim = µlim . b . d² . fcd, onde µlim = 0,68 kxlim (1 - 0,4 kxlim)

Teremos:
Aço CA - 25 CA - 50 CA - 60
fyk (kN/cm²) 25 50 60
fyd (kN/cm²) 21,74 43,48 52,17
kxlim 0,772 0,628 0,585
µlim 0,363 0,320 0,246

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46
9.3 Cálculo da Altura Mínima com Armadura Simples (sem armadura de compressão).

Determinação da armadura de tração.


Dados M [kN.m], fck [MPa], fyk [kN/cm²] e b [cm]
Md = 1,4 x M x 100 [kN.cm]
fcd = fck/(1,4 x 10) [kN/cm²]
fyd = fyk/1,15 [kN/cm²]

Equações de equilíbrio para armadura simples


0,85 fcd b.y - As fyd = 0
0,85 fcd b.y (d - 0,5y) = Md

Somente se poderá aplicar estas equações até o valor máximo de:


Md = Mdlim = 0,85 fcd b.ylim (d - 0,5 ylim) = µlim b d² fcd

ao qual corresponderá o valor limite para y:


ylim = 0,8 kxlim dmin

Md
Portanto, dmin = e o valor de As será obtido na primeira equação:
µ lim b . fcd

0,85 fcd b.ylim - As fyd = 0


As = (0,85 fcd b ylim)/fyd
Os valores de kxlim e µlim dependem exclusivamente da classe e da resistência do aço fyk.

 Usando as tabelas teremos para cada tipo de aço na coluna do k6, k6lim e na coluna do
k3, k3lim, na mesma linha. Determinamos:

Mk.k 6 lim
dmin = e no limite na mesma linha obtemos k3lim:
b
As = k3lim Mk/d [tf, cm]

Md
 Pelas tabelas do Prof. Schäffer dmin =
km lim bw . fcd

zlim = kzlim . d
As = Md / (zlim .d)

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47
9.4 Cálculo da Armadura quando as dimensões são pré-fixadas e a altura é superior a
mínima

Dados b [cm], d [cm], M [kN.m], fck [MPa] e fyk [kN/cm²]


Md = 1,4 x M x 100 [kN.cm]
fcd = fck/(1,4 x 10) [kN/cm²]
fyd = fyk/1,15 [kN/cm²]

Caso Md ≤ Mdmin = µlim . b . d² . fcd

Pelas equações de equilíbrio


0,85 fcd . b . y - As . fyd = 0
0,85 fcd . b . y (d - 0,5 . y) = Md

Resolvendo a 2ª equação se obtém

y ≤ ylim = 0,8 kxlim . d y = d [1 - 1 − Md /(0,425. b . d 2 . fcd) ]

Pela 1ª equação:
As = 0,85 fcd . b . y / fyd

 Usando as tabelas calculamos k6 = b . d² / Mk [t, cm]


entrando na linha para este k6 corresponde um k3 (depende do aço)
As = k3 . M / d [tf, cm]
A armadura mínima de acordo com o item 6.3.1 da NBR - 6118 é o 0,0015 bh.

 Pelas tabelas do Prof. Schäffer


km = Md/(bw . d² . fcd) z = kz . d
As = Md/(z . fyd)
0,85.fcd εc
y = 0,8.x x
0,85 . fcd . b . y
h d d
Md
As εs
As . fyd
Por exemplo, para o concreto C20 a armadura mínima será Asmin = 0,0015 bh

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48
9.5 Seção Retangular com Armadura Dupla

Dados b [cm], d [cm], M [kN.m], fck [MPa] e fyk [kN/cm²]


Md = 1,4 x M x 100 [kN.cm]
fcd = fck/(1,4 x 10) [kN/cm²]
fyd = fyk/1,15 [kN/cm²]

Quando Md > Mdlim = µlim . b . d² . fcd, o equilíbrio com armadura simples só é


possível para o domínio 4 dos diagramas de deformações.
Para evitar o domínio 4 com ruptura frágil do concreto, fixamos a posição da linha
neutra em xlim = kxlim . d, o que equivale fixar ylim = 0,8 kxlim . d , introduzindo uma armadura
de compressão A’s localizada na zona comprimida mais afastada da linha neutra possível.
d’ 0,85.fcd
A’s . fyd εc = 3,5‰
A’s y = 0,8.x ε’s xlim
0,85 . fcd . b . y
h d
Md
As εs
As . fyd
b
Será necessária armadura dupla quando
Md > Mdlim = 0,85 fcd . b. ylim (d - 0,5 ylim) = µlim . b . d² . fcd

As equações de equilíbrio para os problemas de dimensionamento (limite do domínio


3) de acordo com a figura são:
0,85 fcd b ylim + A’s . fyd - As . fyd = 0 (1)
0,85 fcd b ylim (d- 0,5 ylim.) + A’s fyd (d - d’) = Md (2)

Admite-se, como ocorre nos aços CA-50, que a armadura comprimida entre em escoamento.

 As tabelas usam como unidades tf, cm.


Mklim = b d²/k6lim ∆ Mk = Mk – Mklim
As = k3lim . Mklim/d A’s = (1,4 . ∆ Mk)/((d – d’) fyd)

 Pelas tabelas do Prof. Almir Schäffer Mdlim = kmlim bw . d² . fcd


∆ M = Md – Mdlim zlim = kzlim .d
As = Mdlim/(zlim.fyd) A’s = ∆ M/(fyd(d-d’))

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49
9.6 Exemplos

9.6.1 Determinar a altura útil mínima (dmin) e a armadura de tração As de uma viga de
seção retangular de base b = 15 cm para resistir a um momento fletor de serviço M = 150
kN.m usando concreto C 20 e armadura de aço CA - 50.
Dados: b = 15 cm fck = 20 MPa fyk = 50 kN/cm² M = 150 kN.m.

Md = 1,4 . 150 . 100 = 21000 kN.cm


fcd = 20/(1,4 . 10) = 1,43 kN/cm²
fyd = 50/1,15 = 43,38 kN/cm²

Em especial neste exemplo deduziremos o valor de ylim


xlim =[0,0035/(εyd + 0,0035)].d = [0,0035/(fyd/21000 + 0,0035)]. d = [1/(1+ 0,0136 fyd)]. d
xlim = 0,628 . d ylim = 0,8 . 0.628 . d = 0,502 . d

Equações de equilíbrio:
0,85 fcd b.y - As fyd = 0
0,85 fcd b.y (d - 0,5 y) = Md

Fazendo y = ylim = 0,502 d , teremos pela 2ª equação:


Md = 0,85 . fcd . b . 0,502 . dmin (dmin - 0,5 . 0,502 dmin)
21000 = 0,4267 . 1,43 . 15 . dmin (dmin - 0,251 . dmin)
dmin = 55,35 cm

Substituindo na 1ª equação:
As = (0,85 fcd . b . ylim)/ fyd = (0,85 . 1,43 . 15 . 0,502 . 55,35)/43,38
As = 11,65 cm² → 4 φ 20
Usando as tabelas
 Mk = 150 kN.m = 1500 t.cm b = 15 cm fck = 20 MPa fyk = 50 kN/cm²
k 6 lim . Mk 30,58 .1500
dmin = = = 55,30 cm
b 15
As = k3lim . Mk/d = 0,434 . 1500/ 55,30 = 11,70 cm²

 Pela Tabela do Prof. Almir Schäffer:


d = Md /(km lim . b w .fcd) = 21000 /(0,317.15.1,43) = 55,57 cm
z = kzlim . d = 0,752 . 55,54 = 41,79
As = Md/(z . fyd) = 21000/(41,79 . 43,48) = 11,55 cm²

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50
9.6.2 Determinar a armadura necessária a uma viga de seção retangular com
dimensões b = 15, altura útil d = 70 cm para resistir a um momento fletor de serviço de
150 kN.m usando concreto C20 e aço CA - 50

Dados: b = 15 cm d = 70 cm M = 150 kN.m fck = 20 MPa fyk = 50 kN/cm²

Md = 1,4 . 150 . 100 = 21000 kNcm


fcd = 20/(1,4 . 10) = 1,43 kN/cm²
fyd = 50/1,15 = 43,48 kN/cm²

Md = 21000 kN.cm < Mdlim = 0,85 fcd b ylim (d – 0,5 ylim)= 33620,28 kN.cm
Armadura simples
Equações de equilíbrio:
0,85 fcd . b . y - As . fyd = 0
0,85 fcd . b . y (d - 0,5y) = Md
Resolvendo a 2ª equação:
0,85 . 1,43 . 15 y (70 - 0,5 y) = 21000
y = 19,04 cm
Substituindo na 1ª equação:
As = 0,85 . 1,43 . 15 . 27,33/43,48
As = 7,98 cm² → 2 φ 25

 Usando as tabelas da Promon: Mk = 150 kN.m = 1500 t.cm


k6 = b . d²/Mk = 15 . 70²/1500 = 49
As = k3 . M/d = 0,373 . 1500/70 = 7,99 cm²
Armadura mínima Asmín = 0,0015 . b . h = 0,0015 . 15 . 74 = 1,665 cm²
 Pela Tabela do Prof. Almir Schäffer
km = 21000/(15 . 70² . 1,43) = 0,199
z = kz . d = 0,864 . 70 = 60,48
As = 21000/(60,48 . 43,48) = 7,98 cm²

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51
9.6.3 Determinar as armaduras de uma viga de seção retangular com dimensões
b= 25 cm, h = 60 cm, d = 56 cm, d’= 4 cm para resistir a um momento fletor de serviço
de 335 kN.m usando concreto C20 e aço CA - 50

Dados: b = 25cm d = 56cm d’= 4cm h = 60cm fck = 20 MPa fyk = 50 MPa M = 335 kN.m
fcd = 20/(1,4 . 10) = 1,43 kN/cm²
fyd = 50/1,15 = 43,48 kN/cm²
Md = 1,4 . M . 100 = 1,4 . 335 . 100 = 46900 kN.cm

Mdlim = 0,85 fcd . b . ylim . (d - 0,5 ylim)


ylim = 0,8 . xlim = 0,8 . 0,0035/(0,0035 + 43,48/21000) . d = 0,8 . 0,628 . d
ylim = 0,502 . d = 0,502 . 56cm = 28,11 cm
Mdlim = 0,85 fcd b ylim (d – 0,5 ylim)
Mdlim = 0,85 . 1,43 . 25 . 28,11 (56 - 0,5 . 28,11) = 35829,10 kN.cm

Md = 46900 kN.cm > Mdlim = 35829 kN.cm armadura dupla.

Equações de equilíbrio:
0,85 fcd . b . ylim + A’s . fyd - As . fyd = 0
0,85 fcd . b . ylim (d - 0,5 ylim) + A’s . fyd . (d - d’) = Md

A 2ª equação será:
Mdlim + A’s . fyd . (d - d’) = Md
A’s = (Md - Mdlim)/ fyd . (d - d’) = (46900 - 35829)/[43,48.(56-4)]
A’s = 4,90 cm² → 4 φ 12,5

Na 1ª equação teremos:
As = (0,85 fcd b.ylim + A’s fyd)/fyd = (0,85.1,43.25.28,11 + 4,90.43,48)/43,48
As = 24,55 cm² → 8 φ 20 (divididas em duas camadas)

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52
 Usando as tabelas da Promon:
Mk = 335 kN.m = 3350 t.cm
k6 = bd²/Mk (t.cm) = 25 . 56²/3350 = 23,40 < k6lim = 30,58
Mklim = b d²/k6lim = 25 . 56²/30,58 = 2563,77 t.cm
∆Mk = Mk - Mklim = 3350 - 2563,77 = 786,23 t.cm

As1 = k3lim Mklim/d = 0,434 . 2563,77 /56 = 19,87 cm²


As2 = (1,4.∆Mk)/(d - d’)/fyd (t.cm²) = (1,4 . 786,23)/(56 - 4)/4,348 = 4,87 cm²

A’s = (1,4.∆Mk)/(d - d’)/fyd = (1,4 . 786,23)/(56 - 4)/4,348 = 4,87 cm²


As = As1 + As2 = 19,87 + 4,87 = 24,74 cm²

 Pela Tabela do Prof. Almir Schäffer


Mdlim = kmlim bw d² fcd = 0,317 . 25 . 56² . 1,43 = 35539,50
∆M = Md – Mdlim = 46900 – 35539,50 = 11360,50
zlim = kzlim . d = 0,752 . 56 = 42,11

As1 = Mdlim / (zlim . fyd) = 35539,50 / (42,11 . 43,48) = 19,41


A’s = ∆M / (fyd (d-d’)) = 11360,50 / (43,48.(56-4)) = 5,00
As = As1 + A’s = 19,41 + 5,00 = 24,45 cm²

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53
9.6.4 Determinar as armaduras de uma laje cuja altura h = 9 cm, altura útil d = 7 cm
para resistir a um momento fletor de serviço de 9 kN.m/m usando concreto C 20 e aço
CA - 60.
Obs: lajes são dimensionadas como vigas retangulares com base b = 100 cm

Dados: d = 7 cm fck = 20 MPa fyk = 60 kN/cm² M = 9 kN.m

fcd = 20/(1,4.10) = 1,428 kN/cm²


fyd = 60/1,15 = 52,17 kN/cm²
Md = 1,4 . 9 . 100 = 1260 kN.cm

Nas lajes, em geral, não é necessário testar


Md = 1260 kN.cm < Mdlim = 0,85 fcd b ylim (d – 0,5 ylim) = 1721,31 kN.cm,
porque terão sempre armadura simples.

Equações de equilíbrio
0,85 fcd b.y - As fyd = 0
0,85 fcd b y (d - 0,5 y) = Md

Pela 2ª Equação:
0,85 . 1,428 . 100 . y (7 - 0,5 y) = 1260
y = 1,69 cm

Substituindo na 1ª equação:
As = 0,85 . 1,428 . 100 . 1,69/52,17
As = 3,91 cm²/m

 Usando as tabelas: M = 9 kN.m/m = 90 t.cm


k6 bd²/M = 100 . 7²/90 = 54,44
As = k3 M/d = 0,305 . 90/7 = 3,92 cm²/m → φ 10 c/20

 Pela Tabela do Prof. Almir Schäffer


km = 1260/100 . 7² . 1428 = 0,18
z = 0,896 . 7 = 6,272
As = 1260/(6,272 . 52,17) = 3,85cm²/m

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54
9.6 Fluxograma para dimensionamento das armaduras de viga de seção retangular na
flexão reta simples

kxlim = 0,585 kxlim = 0,628


µlim = 0,305 µlim =0,320

/fyd

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55
CAPÍTULO 10

FLEXÃO SIMPLES:

DIMENSIONAMENTO DE VIGAS DE SEÇÃO T

10.1 Generalidades

Referem-se estas vigas as seções em T nas quais as máximas compressões aparecem


na borda correspondente à mesa (em geral momento positivo).
Chamamos largura eficaz bf da mesa aquela que, supondo que as tensões se repartam
uniformemente seja capaz de substituir a largura real b submetida às tensões reais sem
modificar a capacidade resistente da peça.

bf
hf
h d

bw

A largura eficaz depende de muitos fatores entre os quais as condições de apoio da


viga (apoiada ou contínua) o tipo de carga (concentrada ou distribuída) a espessura da mesa, a
existência eventual de mísulas, a distância entre os pontos de momento nulo, a largura da viga
e distância entre vigas.
O item 14.6.2.2 da NBR 6118-03 estabelece que no cálculo de vigas de seção T só
poderão ser consideradas lajes que obedeçam no que lhes for aplicável às prescrições desta
Norma.
No item 14.6.2.2 temos que nas mesas das vigas T deve haver armadura perpendicular
a nervura que se estenda por toda na largura útil, com seção transversal de no mínimo 1,5 cm²
por metro. bw designa a largura real da nervura; ba a largura da nervura fictícia obtida

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56
aumentando-se a largura real para cada lado de valor igual ao do menor cateto do triângulo da
mísula correspondente, b2 a distância entre as faces das nervuras fictícias sucessivas.
Para o cálculo da resistência ou da deformação, a parte da laje a considerar como
elemento da viga (parte de bf) medida a partir da face da nervura fictícia é conforme o caso:

0,10. a
b1 ≤  b3 ≤ 0,10 . a
0,5. b 2

onde, “a” tem o seguinte valor:


• viga simplesmente apoiada a = ℓ
• tramo com momento em uma só extremidade a = 0,75ℓ
• tramo com momento nas duas extremidades a = 3ℓ/5
• tramo em balanço a = 2ℓ

Se não houver mísula, que é o caso mais comum, b2 é a distância entre as faces das nervuras.

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57
10.2 Dimensionamento

O principal problema de dimensionamento de vigas de seção T solicitadas à flexão


simples é o da determinação das armaduras conhecendo as dimensões geométricas da seção,
as resistências de cálculo dos materiais e o momento fletor.
O dimensionamento é feito de acordo com as mesmas hipóteses gerais, equações de
equilíbrio e compatibilidade adotadas para as seções retangulares; há necessidade apenas de
adaptação das equações de equilíbrio a nova forma de seção.
Para a determinação das armaduras, três situações distintas podem ocorrer,
dependentes da posição da linha neutra ou se adotando o diagrama retangular de tensões, do
valor da altura y da zona de compressão equivalente.

10.2.1 A altura y da zona de compressão equivalente é menor ou igual à espessura de


mesa hf . y ≤ hf

bf bf
y y

d d
As As

bw
Neste caso, tudo se passará como se tivesse uma viga de seção retangular de largura bf,
altura útil d e altura total h podendo ser empregados, para fim de dimensionamento as
equações de equilíbrio
0,85 fcd bf .y - As fyd = 0
0,85 fcd bf .y (d - 0,5 y) = Md

das quais resultam:

[
y= d . 1− 1 − Md /(0,425 . b f .d 2 .fcd) ]
As = 0,85 fcd . bf . y/fyd

Este caso ocorre quando o momento de cálculo atuante Md é menor ou igual ao


momento fletor M0 que comprime toda a espessura de mesa, ou seja:

Md ≤ M0 = 0,85 fcd . bf . hf (d - 0,5 hf)

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58
10.2.2 A altura y da zona de compressão equivalente está compreendida entre hf e ylim.
hf < y ≤ ylim
bf
εc = 3,5‰
0,85 . fcd . (bf - bw) . hf
hf y
0,85 . fcd . bw . y x
d

εs
As . fyd

bw

As equações de equilíbrio neste caso são as seguintes:


0,85 fcd bw . y + 0,85 fcd (bf - bw) hf - As fyd = 0
0,85 fcd bw . y (d - 0,5 y) + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf) = Md

Da segunda equação se obtém o valor de y:

y=d- d 2 − 2[Md /(0,85 fcd b w ) − (b f / b w − 1) h f (d − 0,5 h f )]

e, da primeira:
As = 0,85 fcd/fyd [bw . y +(bf - bw) hf]

Esta solução é válida para hf < y ≤ ylim uma vez que para y > ylim ou o que é o mesmo
x > xlim a peça com armadura simples será superarmada, ou seja, a armadura de tração não
atingirá a tensão de escoamento fyd.

Chamando Mdmax o momento correspondente a y = ylim resulta:


Mdmax = 0,85 fcd bw ylim (d - 0,5 ylim) + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf)
Porém, 0,85 fcd bw ylim (d - 0,5 ylim) = Mdlim = µlim bw d² fcd

Mdlim é o momento limite de nervura para uma viga de seção retangular de largura bw e
altura útil d, logo:
Mdmax = Mdlim + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf)

Sendo M0 o momento fletor do resultante das tensões de compressão para y = hf e Mdmax


correspondente a y = ylim esta solução é válida para:
M0 < Md ≤ Mdmax

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59
10.2.3 Dimensionamento com armadura dupla

Se a altura y da zona de compressão equivalente com armadura simples fosse maior


que ylim e em correspondência x > xlim a seção seria superarmada, o problema deverá ser
resolvido como nas vigas de seção retangular, fazendo y = ylim e recorrendo a armadura dupla,
isto é, uma armadura comprimida que com um acréscimo da armadura tracionada deverá
absorver o acréscimo do momento ∆Md = Md - Mdmax.

bf
εc = 3,5‰
A’s . fyd
hf ylim 0,85 . fcd . (bf - bw) . hf ε’s
0,85 . fcd . bw . y x lim
d

εs
As . fyd

bw
Este caso ocorre quando Md > Mdmax e as equações de equilíbrio são as seguintes:

0,85 fcd bw ylim + 0,85 fcd (bf - bw) hf + A’s fyd - As fyd = 0
0,85 fcd bw ylim (d - 0,5 ylim) + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf) + A’s fyd (d - d’) = Md

Pela 2ª equação temos:


Mdmax + A’s fyd (d - d’) = Md
A’s = (Md - Mdmax)/fyd/(d - d’)

E, substituindo na 1ª equação A’s fyd por (Md - Mdmax)/(d - d’)


As = 0,85 fcd [bw ylim + (bf - bw) hf ]/fyd + (Md - Mdmax)/fyd /(d - d’)
As = A s1 + A s2
onde,
As1 é a armadura necessária para absorver o momento Mdmax com armadura simples e
As2 = ∆Md/fyd/(d - d’) é a armadura necessária para absorver a diferença de momentos.

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60
10.3 Exemplos

10.3.1 Determinar as armaduras da viga de seção T com dimensões bf = 100 cm, bw = 20


cm, hf = 10 cm e altura útil d = 60 cm, para resistir a m momento fletor M= 300 kN.m
usando concreto C20 e armaduras de aço CA - 50.
bf = 100 cm
Dados: bf = 100cm bw = 20cm hf = 10cm d = 60cm hf = 10 cm
M = 300kN.m fck = 20MPa fyk = 50kN/cm² d = 60 cm

Md = 1,4 . 300 . 100 = 42000 kN.cm


fcd = fck/1,4/10 = 20/1,4/10 = 1,43 kN/cm² bw = 20 cm

fyd = 50/1,15 = 43,38 kN/cm²

M0 = 0,85 fcd bf hf (d - 0,5 hf) = 0,85 . 1,43 . 100 . 10 (60 - 0,5 . 10) = 66852,50 kN.cm.
Md = 42000 kN.cm < M0 = 66852,50 kN.cm viga T dimensionada como viga de
seção retangular de base bf e altura útil d
Equações:
0,85 fcd bf . y - As fyd = 0
0,85 fcd bf . y (d - 0,5y) = Md
Na 2ª equação teremos:
y = 6,07 cm
E, pela 1ª equação:
As = 0,85 fcd bf . y/fyd = 0,85 . 1,43 . 100 . 6,07/43,48
As = 16,97 cmª → 2 φ 22 + 3 φ 20

Poderíamos usar as tabelas da seção retangular:


 k6 = bf . d²/M = 100 . 60²/3000 (t.cm) = 120
As = k3 M/d = 0,339 . 3000/60 = 16,95 cm²
Asmin = 0,0015. bw h = 0,0015.20 . 64 = 1,8 cm²
As = 17,3 cm² > Asmin = 1,8 cm²

 Pela Tabela do Prof. Almir Schäffer


km = 42000/(100.60².1,43) = 0,082
z = 0,896.60 = 53,76
As = 42000/(53,76 . 43,48) = 16,96cm²

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10.3.2 Determinar a armadura da viga de seção T com dimensões bf = 100 cm, bw = 20
cm, hf = 10 cm e d = 60 cm, para resistir a um momento fletor de serviço M = 550 kNm
usando concreto C20 e armaduras de aço CA - 50.

Dados: bf = 100 cm, bw = 20 cm, hf = 10 cm, d = 60 cm,


fck = 20 MPa, fyk = 50 kN/cm², M = 550 kNm

Md = 1,4 . 550 . 100 = 77000 kN.cm


fcd = 20/1,4 / 10 = 1,43 kN/cm²
fyd = 50/1,15 = 43,48 kN/cm²

M0 = 0,85 fcd bf hf (d - 0,5 hf) = 0,85 . 1,43 . 100 . 10 (60 - 0,5 . 10) = 66852,5 kN.cm
Mdmax = Mdlim + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf)
Mdlim = 0,85 fcd bw hf ylim (d – 0,5 ylim)
Mdmax = 0,85 . 1,43 . 20 . 10 . ylim (60 – 0,5 ylim)+ (0,85 . 1,43 (100 - 20) . 10 (60 - 0,5 . 10)
Mdmax = 86429,2 kN.cm
M0 = 66852,5 < Md = 77000 < Mdmax = 86429,2 kNcm simplesmente armada.

Equações:
0,85 fcd [bw y + (bf - bw) hf] - As fyd = 0
0,85 fcd [bw y (d - 0,5 y) + (bf - bw) hf (d - 0,5 hf)] = Md

Na 2ª equação teremos:
y = 19,19 cm

Pela 1ª equação
As = 0,85 . 1,43 [20 . 19,19 + (100 - 20) . 10] /43,48
As = 33,10 cm² → 4 φ 25 + 4 φ 22

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10.3.3 Determinar as armaduras de uma viga de seção T com dimensões bf = 100 cm, hf
= 10 cm e altura útil d = 60 cm para resistir a um momento fletor de serviço M = 720
kN.m usando o concreto C20 e aço CA - 50.
bf = 100 cm

Dados: bf = 100 cm, bw = 25 cm, hf = 10 cm, d’ = 4


hf = 10 cm
d = 60 cm, d’(arbitrado) = 4 cm,
M = 520 kN.m, fck = 20 MPa e fyk = 50 kN/cm²

Md = 1,4 . 720 . 100 = 100800 kN.cm


fcd = 20/(1,4 . 10) = 1,428 kN/cm² bw = 25 cm

fyd = 50/1,15 = 43,48 kN/cm²

M0 = 0,85 fcd . bf hf (d - 0,5 hf) = 0,85 . 100 . 10 . 1,428 (60 - 0,5 . 10) = 66759 kN.cm
Md = 100800 kN.cm > M0 = 66759 kN.cm
então: Mdmax = Mdlim + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf)
Mdlim = 0,85 fcd bw hf ylim (d – 0,5 ylim)
Mdmax = 0,85 . 1,428 . 25 . 10 . ylim (60 – 0,5 ylim) + 0,85 . 1,428 (100 - 25) . 10 (60 - 0,5 . 10 )
Mdmax = 41126,4 + 50069,3 = 91195,7 kNcm
Md = 100800 kN.cm > Mdmax = 91195,7 kN.cm (caso pouco freqüente.) armadura dupla

Equações:
0,85 fcd bw ylim + 0,85 fcd (bf - bw) hf + A’s fyd - As fyd = 0
0,85 fcd bw ylim (d - 0,5 ylim) + 0,85 fcd (bf - bw) hf (d - 0,5 hf) + A’s fyd (d - d’) = Md

ylim = 0,8 . xlim = 0,8 . 0,628 d = 0,8 . 0,628 . 60 = 30,14 cm

Na 2ª equação teremos:
A’s = 3,95 cm² 2 φ 16
Pela 1ª equação
As = 0,85 fcd [bw ylim + (bf - bw) hf]/fyd + (Md - Mdmax)/fyd/(d - d’)
As = 0,85 . 1,428 [25. 30,14 + (100 - 25) . 10]/43,48 +
+ (100800 - 91195,7)/43,48/(60 - 4)
As = 41,97 + 3,95 = 45,92 → 5 φ 25 + 6 φ 22

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CAPÍTULO 11

LAJES

11.1 Generalidades e tipos de lajes

As lajes, segundo 3.3.2 da NBR - 6118, são estruturas laminares planas solicitadas
predominantemente por cargas normais ao seu plano médio; são principalmente aqueles
elementos que constituem os pisos das estruturas, onde predominam duas dimensões,
comprimento e largura sobre a terceira que é a espessura ou altura. Enquanto que as vigas são
representadas pelo eixo médio por serem lineares as lajes são representadas por seu plano
médio.
Quanto às deformações, o problema é semelhante ao das vigas que são elementos da
simples curvatura enquanto que as lajes são consideradas de dupla curvatura. O importante
nas lajes é a forma que em geral é retangular, o vão e a vinculação.

11.2 Vãos efetivos de lajes ou placas

A NBR 6118/03 fixa os vãos efetivos de lajes ou placas no seu item 14.7.2.2:

ℓef = ℓef + a1 + a2

onde:
a1: menor valor entre t1/2 e 0,3h
a2: menor valor entre t2/2 e 0,3h

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11.3 Vinculação

A laje pode estar simplesmente apoiada sobre vigas, paredes de alvenaria de tijolos
cerâmicos, de blocos de concreto ou pedras.
Considera-se uma laje simplesmente apoiada quando termina sobre uma viga ou
parede ou quando ela não tem continuidade no seu plano devido a um rebaixo, caso em que
ambas as lajes são consideradas apoiadas.

CORTE: CORTE:
L1 L1 L2
R =-20

ESQUEMAS:

L1
L1 L2
R =-20

No esquema de cálculo, a borda da laje simplesmente apoiada é representada por traço


duplo, cheio-tracejado.
Considera-se engastada toda borda em que há continuidade com a laje vizinha de
espessura aproximadamente igual (diferença máxima 2 cm).
A borda engastada é representada no esquema de cálculo por linha hachuriada.

L1 L2 L1 L2
h=8 h = 10
h=8 h = 10

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65
Quando duas lajes adjacentes tem diferença de espessura superior a 2 cm (seria o caso
se L2 tivesse espessura h = 11 cm, a laje de menor espessura L1 é considerada engastada
enquanto a de maior espessura L2 é considerada apoiada naquela borda). Em geral, quando o
vão da menor é inferior a 40% da maior usa-se o mesmo critério.
A borda livre é representada esquematicamente por traço simples.
Toda laje que tem 3 bordas livres deve ter a quarta engastada. Nesta borda, mesmo que
exista rebaixo é necessário criar o engaste por questão de equilíbrio.

L1
L1 L1
R =-15 R =-15

Quando numa borda ocorrem duas situações de vínculo, considera-se a favor da


segurança em toda a borda apoio simples, a não ser que o trecho engastado corresponda a mais
de 2/3 da borda podendo-se neste caso, sem grande erro, considerar a borda engastada.

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PROJETO BASE: PRÉDIO DE ESCRITÓRIOS:

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11.4 Classificação das lajes retangulares

11.4.1 Lajes armadas em uma direção - São aquelas em que existe predominância de uma
dimensão (comprimento b) sobre a outra (largura a) podendo-se arbitrar:
b
>2
a
Neste caso pode-se considerar a deformada da laje cilíndrica sem deformação no
sentido longitudinal. As lajes têm uma armadura principal paralela ao lado menor sendo a
outra de distribuição construtiva paralela ao comprimento b.

11.4.2 Lajes armadas em duas direções (em cruz) - São aquelas onde:
b
≤2
a
Portanto, será necessário calcular 2 armaduras ortogonais (dupla curvatura).

11.5 Espessura mínima das lajes

A espessura mínima das lajes é especificada no item 13.2.4 da NBR 6118-03, onde
devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para espessuras:

11.5.1 Lajes maciças


 5 cm para lajes de forro (de cobertura) não em balanço
 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço
 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN
 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN
 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, ℓ/42 para lajes de pisos biapoiadas
e ℓ/50 para lajes de piso contínuas
 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo.

11.5.2 Lajes nervuradas


A espessura da mesa, quando não houver tubulações horizontais embutidas, deve ser
maior ou igual a 1/15 da distância entre nervuras e não menor que 3 cm.

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11.6 Ações a considerar
De acordo com o item 11.2 da NBR 6118-03:

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As ações a considerar em edifícios, tanto permanentes (g) como acidentais (q) serão
determinadas a partir da NBR 6120-80.
Para edifícios residenciais a carga acidental é em geral 1,5 kN/m² (2 kN/m² em
áreas de serviço e lavanderias, 3 kN/m² em corredores e escadas com acesso ao público).
A carga permanente é determinada por composição de acordo com a NBR - 6120, mas
podemos dar alguns valores totais das sobre-cargas fixas comuns em lajes:
 Peso específico do concreto armado 25 kN/m3
 Peso específico do concreto simples 24 kN/m3
 Peso específico do tijolo furado 13 kN/m3
 Peso específico do tijolo maciço 18 kN/m3
 Revestimento de piso de tacos 0,7 kN/m²
 Revestimento de piso de mármore, ladrilhos, cerâmica, granitina 0,85 kN/m²
 Enchimento de lajes rebaixadas 14 kN/m3
 Assoalho com barrotilhos 0,27 kN/m²
 Assoalho com vigamento (8 x 16) 0,34 kN/m²
 Forro de madeira 0,16 kN/m²
 Forro de fibro-cimento com 6 mm de espessura 0,18 kN/m²
 Reboco de laje 0,25 kN/m²
 Carga acidental em forros não destinados a depósitos 0,5 kN/m²
 Telhados por m² de projeção
 Telha colonial 1,20 k/m²

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 Telha fibro-cimento 6 mm 0,38 kN/m²
 Telha fibro-cimento 8 mm 0,44 kN/m²
 Telha zinco 1 mm 0,32 kN/m²
 Telha folha galvanizada 1 mm 0,34 kN/m²

11.6.1 Determinação da carga atuante sobre uma laje:


Para arbitrar a espessura h da laje pode-se usar fórmulas empíricas que serão
confirmadas ou não no decorrer do cálculo:
 Para lajes armadas numa direção a altura útil d ≥ 0,025 do vão menor
 Para lajes armadas em duas direções a altura útil d ≥ 0,025 (1 - n . 0,1) . ℓ
Onde: n é o número de bordas engastadas e ℓ ≥ lado menor da laje ou 0,75 do lado maior
 Para lajes em balanço d ≥ ℓ /12,5 onde ℓ é o comprimento teórico do balanço.
Em todos os casos deverá ser respeitada a espessura mínima (item 6.1.1.1 da NBR - 6118).
De preferência arbitram-se as lajes com a mesma espessura a não ser quando os vãos forem
muito diferentes.

 Peso próprio h (m) x 25kN/m3 + revestimento + reboco + (caso haja enchimento +


altura do enchimento x 14kN/m3) + carga acidental.
 Nas bordas livres das lajes deve-se considerar de acordo com a NBR - 6120, uma
carga acidental de 2 kN/m linear.
 Nas lajes de banheiro em que não foi projetado rebaixo deve-se considerar a carga de
um forro falso da ordem de 0,30 a 0,50 kN/m².
 Quando a laje recebe paredes divisórias leves considera-se uma carga de 1 kN/m².
 Quando se trata de uma parede de tijolo cerâmico atuando sobre a laje atuando
segundo uma linha, calcula-se o peso da parede linear por metro que multiplicado por
seu comprimento dá o peso total, que como simplificação dividido pela área da peça
dá a carga de parede por m² de laje.

Exemplo: Uma parede de 15 de tijolo furado com 2,60 m de altura dá uma carga por metro de:
2,60 x 0,15 x 13 kN/m3 = 5,07 kN/m (alvenaria = 13 k/m3 para tijolo furado)

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11.7 Solicitações em lajes armadas em uma direção

As solicitações em lajes armadas em uma direção serão calculadas considerando a laje


como viga com 1 m de largura, isto é, um elemento linear, pois a deformada sendo uma
superfície cilíndrica não haverá praticamente deformação no sentido longitudinal.

a b > 2.a
1m

O cálculo é feito no processo elástico, segundo a menor dimensão a em cujos


extremos define-se a vinculação existente, por exemplo:

Reações sobre as
Momentos:
bordas maiores:
p a M
p
M = p.a2/8 R = p.a/2

a p X = –p.a2/12 R = p.a/2
p M
M = p.a2/24

X = –p.a2/8 Ra = 3/8.p.a
a
p p M M = p.a2/14,2 Rb = 5/8.p.a

X
P/m
P

p a p X = –p.a2/2 – Pa R = p.a + P

X
Se fizermos o cálculo no processo rígido-plástico, poderemos utilizar grau de
engastamento igual a -1,5.
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72
X

M = p.a2/20
a ϕ M X = - p.a2/13,3

M = p.a2/14,7
a
ϕ M X = - p.a2/9,80
R = p.a/2

11.7.1 Dimensionamento

As lajes armadas numa direção serão dimensionadas para estes momentos e para
determinados concreto e aço, com b = 100 cm e uma altura útil “d” que é obtida considerando
um cobrimento que depende da classe de agressividade ambiental de acordo com as tabelas
6.1, 7.1 e 7.2 da NBR 6118-03 já transcritas quando estudamos dimensionamento do concreto.

De acordo com o apêndice 2 da tabela 7.2 que permite nos casos correntes de edifício:
cnom = 1,5 cm.

d h
cnom φℓ

d = h – cnom – φℓ/2 = h – 1,5 cm – 0,5 cm = h – 2 cm

Para as lajes armadas numa direção obtém-se através deste dimensionamento a


armadura principal As a ser colocada perpendicularmente à maior dimensão.

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73
A norma denomina taxa de armadura a relação entre a seção de aço e do concreto:
ρs = As/Ac = As/(b.h) = As/(100 . h)

Para as lajes armadas numa direção paralelamente à maior dimensão se usará uma
armadura de distribuição Assecundária (que a NBR 6118-03 no seu item 20.1 denomina armadura
secundária de flexão) a qual segundo o item 20.1 da NBR 6118-03 abaixo transcrito deve ser
igual ou superior a 20% da armadura principal, devendo ainda de acordo com a tabela 19.1 da
NBR 6118-03, abaixo transcrita: Assecundária de flexão > 0,9 cm²/m e ρsf > 0,5 ρmin sendo ρmin
fixado na tabela 17.3 da NBR 6118-03, abaixo transcrita (para lajes comuns esta última
condição geralmente é atendida quando se respeitou as duas primeiras condições).
Ainda de acordo com o item 20.1 abaixo transcrito se manterá para Assecundária de flexão
um espaçamento entre barras de no máximo 33 cm. A emenda destas barras deve respeitar os
mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal (adota-se em geral 50 cm).

11.7.2 Detalhamento de lajes – prescrições gerais:

As armaduras devem ser dispostas de forma que se possa garantir o seu


posicionamento durante a concretagem. Qualquer barra de armadura de flexão deve ter
diâmetro máximo igual a h/8.
As barras de armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo
igual a 2.h ou 20 cm, prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores
momentos fletores.
A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da armadura
principal, mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33 cm. A emenda
dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal.
Os estribos em lajes nervuradas, quando necessários, não devem ter espaçamento
superior a 20 cm.
Para as lajes armadas em duas direções será necessário calcular duas armaduras
ortogonais positivas correspondentes aos momentos mx e my nas duas direções com b = 100
cm e d = h – 2 cm.

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74
Apenas para lajes de grandes vãos (> 4 m) se considerará duas alturas úteis “dy” e “dx”
sendo dy = dy – 0,5 cm.

Asy Asx

h – 2 h – 2,5

Os momentos, tanto os positivos nos vãos como os negativos nos engastes, podem ser

calculados pelo método elástico, utilizando as tabelas do Montoya ou de acordo com o item

14.7.4 da NBR 6118-03 para a consideração do estado limite último, para análise dos esforços

pode ser realizada através da teoria das charneiras plásticas desenvolvida no item 11.9.3.2.2

das apostilas.

De acordo com o item 14.7.4 da NBR 6118-03 para condições apropriadas de


dutilidade, dispensando-se a verificação da rotação plástica deve-se ter a posição da linha
neutra limitada em x/d < 0,3.
De acordo com o item 14.7.6.2 da NBR 6118-03 quando houver predominância de
cargas permanentes, as lajes vizinhas podem ser calculadas como isoladas, realizando-se
compatibilização dos momentos sobre os apoios de forma aproximada.
Permite-se simplificadamente a adoção do maior valor absoluto do momento negativo
ao invés de equilibrar os momentos de lajes diferentes sobre uma borda comum, adotando-se
para o dimensionamento a menor altura útil entre as duas lajes quando forem diferentes.
A armadura mínima será fixada pelas tabelas 19.1 da NBR 6118-03 e a tabela 17.3 da
taxa de armadura mínima.

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75
Por exemplo, a armadura mínima de uma laje armada numa direção para um concreto
com fck < 25 MPa será Asmin = 0,0015 x 100 x h.

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76
11.8 Dimensionamento de lajes armadas em uma direção do projeto base
25 cm
L3 15 cm

1m

h=?

1,40 m

p P
Para arbitrar a espessura utilizamos a fórmula empírica:
d = a/12,5 = 145/12,5 = 11,7 ~ 12 cm → h = 14 cm a

De acordo com o item 14.7.2.2 da figura 14.5 da NBR 6118-03 o vão efetivo:
ℓ0
a< ℓ0 + tparede /2 = [1,40 – 0,15/2] + 0,25/2 = [1,325] + 0,125 = 1,45 m
ℓ0 + 0,3 . h = 1,325 + 0,3 . 0,14 = 1,367 ~ 1,40 m

Adotamos o menor dos valores acima: a = 1,40 m

Cálculo da carga distribuída (p):


Peso próprio = 0,14 . 25 = 3,5
Revestimento = 0,85
Reboco = 0,25
Enchimento = 0,10 . 14 = 1,40
Carga acidental = 2,00
p = 8,0 kN/m²

Cálculo da carga linear de peitoril (P/m.l):


Peitoril do tijolo furado com 1m de altura: 0,15 . 1 . 13 = 1,95 kN/m
Item 2.2.1.5 da NBR - 6120 = 2,00 kN/m
P = 3,95 kN/m
Momento negativo máximo e reação:
X = – p.a²/2 – P.a = (-8 x 1,40²)/2 - 3,95 x 1,40 = -13,37 kN.m/m
R = p.a + P = 8,0 .1,40 + 3,95 = 15,15 kN/m

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77
Dimensionamento:
Concreto C 20 → fck = 20MPa aço CA 60 → fyk = 60 kN/cm²
b = 100 cm d = 12 cm M = - 13,37 kN.m = -133,7 t.cm
k6 = bd²/M = (100 . 12²)/133,7 = 107,7
As = k3 M/d = (0,283 .133,7)/12 = 3,16 cm²/m → φ 8 c/ 15cm
Asmin = 0,0015 x 100 x h = 0,0015 x 100 x 14 = 2,10 cm²/m
0,20 As = 0,20 . 3,16 = 0,63cm 2 / m
Assecundária de flexão ≥ 
0,9cm 2 / m → φ4,2 c / 15cm

L4 p = 4,85 kN/m b = 4,65 > 2.a = 2 . 1,50 = 3 m



a = 1,5 m laje armada em uma direção

+M

De acordo com a fórmula empírica dmin = 0,025 x 150 = 3,75


Portanto, arbitramos a espessura mínima h = 7 cm d = 5 cm

p: peso próprio = 0,07.25 = 1,75 kN/m²


revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,10
carga acidental = 2,00 kN/m²
p = 4,85 kN/m²
Momento e reações:
M = pa²/8 = (4,85 . 1,50²)/8 = 1,37 kNm/m
R = pa/2 = (4,85 . 1,50)/2 = 3.64 kN/m

Dimensionamento:
Concreto C 20 → fck = 20 MPa aço CA 60 → fyk = 60 kn/cm²
b = 100 cm h = 7 cm d = 5 cm M = 1,37 kNm = 13,7 tcm
k6 = bd²/M = (100 . 5²)/13,7 = 182,48
As = k3 M/d = (0,277 . 13,7)/5 = 0,76 cm²/m
Asmín = 0015 bh = 0,0015 . 100 . 7 = 1,05 cm²/m → As < Asmín → φ 4,2 c/13
0,20.As = 0,20.1,05 = 0,21
Assecundária de flexão ≥ 
0,9cm / m → φ4,2 c / 15
2

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78
L8
p = 4,85 kN/m
b = 3,15 > 2.a = 2. 1,40 = 2,80
a = 1,40 m ↓

X laje armada em uma direção

Da mesma forma que na L4, arbitramos hmin = 7 cm e d = 5 cm.


A carga será idêntica à L4: p = 4,85 kN/m

Pelo processo baseado no regime elástico (momentos máximos e reações):


X = - p.a²/8 = - 4,85 . 1,40²/8 = - 1,19 kN.m
M = p.a²/14,2 = (4,85 . 1,40²)/14,2 = 0,67 kN.m
Ra = 5/8 . p . a = 5/8 . 4,85 . 1,40 = 4,25 kN
Rb = 3/8 . p . a = 3/8 . 4,85 . 1,40 = 2,55 kN

Pelo processo baseado no regime rígido – plástico (momentos máximos e reações):


M = (4,85 . 1,40²)/14,7 = 0,64 kN.m
X = - (4,85 . 1,40²)/9,7 = 0,98 kN.m
Ra = Rb = p . a /2 = (4,85 . 1,40)/2 = 3,40 kN

Dimensionamento:
Como o maior momento nesta laje para qualquer um dos processos (X = - 1,19 kN.m)
é menor que o momento máximo (M = 1,37 kN.m) da L4 para o qual já foi calculada
armadura mínima, para a mesma altura útil, então, nesta laje, os dois momentos terão
armadura mínima φ 4,2 c/ 13 cm e a armadura secundária de flexão φ 4,2 c/ 15 cm.

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79
11.9 Solicitações em lajes armadas em duas direções

11.9.1 Generalidades

Quando a relação entre os lados b/a for menor ou igual a 2, e quando a laje não for
apoiada apenas em dois lados opostos ela deverá ser armada em duas direções ou armada em
cruz. Devem-se determinar os momentos nos vãos e nos engastes nas direções paralelas aos
lados da laje. Os momentos podem ser determinados considerando a laje como placa,
funcionando ou em regime elástico ou em regime rígido-plástico, pelos itens 14.7.3 e 14.7.4
da NBR 6118-03.
Material elasto-plástico: Material rígido-plástico:

σ σ

ε ε

No regime elástico as lajes poderão ser calculadas através da teoria das placas ou por
processos simplificados devidamente justificados como, por exemplo, o processo de Marcus.
No regime rígido-plástico, quando as cargas atuarem sempre no mesmo sentido e as
deformações específicas da seção estiverem nos domínios 2 ou 3 as lajes poderão ser
calculadas pela teoria das charneiras plásticas.

11.9.2 Métodos baseados no regime elástico

O estudo das placas apresenta dificuldades bem maiores do que os elementos lineares
que são as vigas. O funcionamento é bem mais complexo e mesmo um exame intuitivo, que é
muito útil, resulta mais difícil. Há a contração transversal que não ocorre nas vigas que tem as
faces laterais livres, há o momento torsor que tem uma importância significativa sobre o
comportamento da laje.

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80
Seja uma placa retangular de espessura constante h fletida no plano xz e no plano yz.

Y my

mx

mx

X
Z my

A placa flete em ambas as direções, devido aos momentos mx e my por unidade de


comprimento, e o plano médio xy se transforma numa superfície de dupla curvatura, que se
chama superfície elástica da placa.
Para as lajes armadas numa só direção fez-se a hipótese de que fosse constituída de
um conjunto de faixas ou vigas de b = 1m cada uma suportando a carga correspondente e
funcionando como uma viga independente da adjacente. Bem diverso é o comportamento da
laje armada em duas direções

11.9.2.1 Método da grelha

Considera-se a laje como constituída de dois conjuntos de faixas ortogonais entre si. A
carga é suportada pelas faixas das duas direções, portanto, cada conjunto de faixas resulta
menos solicitado do que se estivesse sob a ação da carga total.

fy
1m ℓy

1m

py
ℓx
px

fx

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81
A teoria das grelhas admitia que as faixas nas duas direções ortogonais fossem
independentes, sendo a carga total p subdividida em dois quinhões de carga px e py.
A distribuição dos quinhões de cargas resulta da consideração de que as duas faixas
centrais ortogonais cada uma recebendo as cargas px e py, tenham o ponto médio com o
mesmo deslocamento.

A flecha para as faixas é: fx =


5 (px . lx 4 )
fy =
(
5 py . ly 4 )
384 EI 384 EI
Sabendo-se que: px + py = p
e, que no centro: fx = fy
determina-se: px = α.p quinhão de carga segundo a direção x, e,
py = p - px
Além disso, conhecendo os quinhões de carga se determina o momento nas duas faixas:
Mx = px . ℓx²/8
My = py . ℓy²/8
A aplicação deste método fica facilitado pelo uso de tabelas em que se entra com as
condições de vinculação nas 4 bordas e a relação entre os vãos ℓx e ℓy .

11.9.2.2 Método de Marcus

Ao utilizar o método das grelhas se observou que as lajes resistiam a carga bem
superior para as quais foram dimensionadas. Marcus observou que entre as faixas ortogonais
existe uma solidariedade de outra natureza: a flexão da faixa ab constrange a faixa cd a se
torcer, fazendo com que as faixas transversais transmitam mutuamente momentos torsores.
Marcus aperfeiçoou em 1924 o método das grelhas (1915) e deu solução ao problema
introduzindo fatores de redução que levam em conta os momentos torsores.

c
Resultam as tabelas de Marcus utilizadas
no cálculo de lajes retangulares sob

a carregamento uniforme a partir de 1930 (veja-


b
se Manual de Concreto Armado de Mário
Massaro Jr., 1979).
d

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82
11.9.2.3 Método baseado na teoria da elasticidade

O cálculo exato das solicitações em regime elástico é feito com aplicação da teoria
matemática da elasticidade, resultando a tabela 23.1 de J. Montoya para placas apoiadas nos 4
lados.
As tabelas apresentam 9 casos de vinculação para carga uniformemente distribuída e
triangular com ℓy/ℓx compreendido entre 0,5 e 1 (ℓy = lado menor). As tabelas também
fornecem coeficientes que permitem determinar os momentos positivos nos vãos e negativos
de engastamento (quando houver) nas direções ℓy e ℓx. m = coef. q . ℓy² . 0,001

11.9.2.4 Exemplo de lajes armadas em cruz do projeto base calculadas pelo método
elástico usando concreto C 20 e aço CA-60

L2
ℓx = 6,00 + (0,15/2) + (0,25/2) = 6,20
ℓy = 4,95
ℓy = 4,70 + (0,25/2) + (0,25/2) = 4,95

ℓx = 6,20

Admitiremos um cobrimento de 1,5 cm o que daria → h - d = 2 cm.


Para arbitrar a altura útil podemos usar a fórmula:
d ≥ 0,025 (1 - n . 0,1) . ℓ
n = nº de bordas engastadas
ℓ≥ lado menor da laje (ℓy)
0,75 do lado maior (0,75 . ℓx)
d ≥ 0,025 (1 - 2 . 0,1) . 495 = 9,9 ~ 10 cm
h = d + 2 = 12 cm
h d

Entretanto, como a L3 (laje em balanço que se engasta em L2) tem espessura


h = 14cm, devemos adotar para L2 → h = 14 cm e d = 12 cm.

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83
p: peso próprio = 0,14 . 25 = 3,5
revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,1
carga acidental = 2,0
p = 6,6 kN/m²

Momentos atuantes
ℓy / ℓx = 4,95/6,20 = 0,799 ≅ 0,8 → 3º caso da tabela Montoya
my = 0,001 . q. ℓy² . 39 = 0,001 . 6,6 . 4,95² . 39 = 6,31 kNm
mx = 0,001 . q. ℓy² . 26 = 0,001 . 6,6 .4,95² . 26 = 4,20 kNm
my − = - 0,001 . q. ℓy² . 91 = - 0,001 . 6,6 . 4,95² . 91 = - 14,70 kNm
mx − = - 0,001 . q. ℓy² . 78 = - 0,001 . 6,6 . 4,95² . 78 = - 12,59 kNm

Dimensionamento

Obs: dimensionaremos neste momento apenas as armaduras positivas já que as negativas


dependerão das lajes adjacentes.

concreto C20 → fck = 20 MPa


aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²
h = 14 cm d = 12 cm b = 100

 my = 6,31 kN.m = 63,10 t.cm


k6 = b d²/M = (100.12²)/63,10 t.cm = 228,2
As = k3 M/d = (0,276 . 63,10)/12 = 1,45
Asmín = 0,67 . 0,0015 b.h = 0,67 . 0,0015 .100.14 = 1,41 cm²/m
As = 1,45 > Asmín = 1,41 → φ 5 c/ 13 cm

 mx = 4,20 kN.m < 6,31 kN.m (= my), portanto, usa-se a armadura mínima
Asmin = 1,41 → φ 5 c/ 14

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84
L6
ℓy = 4,65 ℓx = 6,00 + (0,15/2) + (0,25/2) = 6,20
ℓy = 4,40 + (0,25/2) + (0,25/2) = 4,65

ℓx = 6,20

Arbitramos a mesma espessura h = 14 cm e a mesma carga q = 6,6 kN.m² da laje L2.

Momentos atuantes:
ℓy / ℓx = 4,65/6,20 = 0,75 → 5º caso da tabela Montoya
my + = 0,001 . q.ℓy² . 38 = 0,001 . 6,60 . 4,65² . 38 = 5,42 kNm
mx + = 0,001 . q.ℓy² . 15 = 0,001 . 6,60 . 4,65² . 15 = 2,14 kNm
my − = 0,001 . q. ℓy² . 80 = - 0,001 . 6,60 . 4,65² . 80 = - 11,40 kNm

Dimensionamento (das armaduras positivas)

concreto C20 → fck = 20 MPa


aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²
h = 14 cm d = 12 cm b = 100

 my = 5,42 kN.m = 54,2 t.cm


k6 = b d²/M = (100.12²)/54,2 t.cm = 265,7
As = k3 M/d = (0,275 . 45,2)/12 = 1,24
Asmín = 0,67 . 0,0015 b.h = 0,67 . 0,0015 .100.14 = 1,41 cm²/m
As = 1,24 < Asmín = 1,41 → φ 5 c/ 14 cm

 mx = 2,14 kN.m < 5,42 kN.m (= my), portanto, usa-se a armadura mínima
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 14 = 1,41 cm²/m → φ 5 c/14

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85
L1 ℓx = 4,80 + (0,15/2) + (0,25/2) = 5,00
ℓy = 4,95 ℓy = 4,70 + (0,25/2) + (0,25/2) = 4,95

ℓx = 5,00
Para arbitrar a altura útil usaremos a fórmula:
d ≥ 0,025 (1 - n . 0,1) . ℓ = 0,025 (1 - 1 . 0,1) . 495 = 11,13 ~ 12 cm
h = d + 2 = 14 cm

p: peso próprio = 0,14 . 25 = 3,5


revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,1
carga acidental = 2,0
p = 6,6 kN/m²
carga linear da parede de tijolo furado (15cm de espessura e 2,67m de altura):
q’ = (1,75+1,20) 2,67. 0,15. 13 = 15,36 kN
distribuída na laje por m²: q’/m = 15,36 / (4,95 . 5)= 0,62 kN/m²
carga distribuída total equivalente por m²: qT = 6,60 + 0,62 = 7,22kN/m²

Momentos atuantes:
ℓy / ℓx = 4,95/5,00 = 1 → 6º caso da tabela Montoya
my+ = 0,001 . 7,22 . 4,95² . 30 = 5,28 kNm
mx+ = 0,001.7,22 . 4,95² .36 = 6,37 kNm
mx − = - 0,001 . 7,22 . 4,95². 84 = - 14,86 kNm

Dimensionamento (das armaduras positivas)

concreto C20 → fck = 20 MPa aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²


h = 14 cm d = 12 cm b = 100

 my = 5,28 kN.m < 5,42 kN.m (da L6, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmín = 1,41 cm²/m → φ 5 c/ 13 cm
 mx = 6,37 kN.m
k6 = (100.12²)/63,7 = 226,05
As = (0,276.63,7)/12 = 1,47 > Asmin → φ 5 c/ 13

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86
L10 e L7
(rebaixados 20 cm) ℓx = 1,80
usaremos os vãos da L10

ℓy = 1,40

Para arbitrar a altura útil usaremos a fórmula:


d ≥ 0,025 (1 - n . 0,1) . ℓ = 0,025 140 = 3,5 cm → adotaremos:
h = 7 cm d = 5 cm

p: peso próprio = 0,07 . 25 = 1,75


revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,10
enchimento = 0,20 . 14 = 2,80
carga acidental = 1,50
p = 7,15 kN/m²

Momentos atuantes:
ℓy / ℓx = 1,40/1,80 ~ 0,80 → 1º caso da tabela Montoya
my+ = 0,001 . 7,15 . 1,40² . 61 = 0,86 kN.m
mx+ = 0,001 . 7,15 . 1,40² . 42 = 0,59 kN.m

Dimensionamento (das armaduras positivas)

concreto C20 → fck = 20 MPa


aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²
h = 7 cm d = 5 cm b = 100

 my = 0,86 kN.m = 8,60 t.cm


k6 = (100.5²)/8,6 = 418,6
As = 0,275 . 8,6/5 = 0,40
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 As < Asmin → φ 4,2 c/19 cm
 mx = 0,59 kN.m = 5,90 t.cm
armadura mínima → φ 4,2 c/19 cm

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87
L5

ℓx = 1,70

ℓy = 1,35

Adotaremos: h = 7 cm d = 5 cm

p: peso próprio = 0,07 . 25 = 1,75


revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,10
carga acidental = 2,00
p = 4,85 kN/m²

Momentos atuantes:
ℓy / ℓx = 1,35/1,70 ~ 0,80 → 8º caso da tabela Montoya
my+ = 0,001 . 4,85 . 1,35² . 33 = 0,30 kN.m
mx+ = 0,001 . 4,85 . 1,35² . 18 = 0,16 kN.m
my − = - 0,001 . 4,85 . 1,35² . 74 = - 0,65 kN.m
mx − = - 0,001 . 4,85 . 1,35² . 58 = - 0,52 kN.m

Dimensionamento (das armaduras positivas)

concreto C20 → fck = 20 MPa


aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²
h = 7 cm d = 5 cm b = 100

 my = 0,30 kNm < 0,86 kN.m (da L7, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 As < Asmin → φ 4,2 c/19 cm

 mx = 0,16 kN.m < 0,86 kN.m (da L7, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 As < Asmin → φ 4,2 c/19 cm

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88
L9

ℓx = 4,95

ℓy = 3,60

Para arbitrar a altura útil usaremos a fórmula:


d ≥ 0,025 (1 - n . 0,1) . ℓ = 0,025 (1 – 1.0,1) . 360 = 8,1 cm → adotaremos:
h = 12 cm d = 10 cm

p: peso próprio = 0,12 . 25 = 3,00


revest + reboco = 0,85 + 0,25 = 1,10
carga acidental = 2,00
p = 6,10 kN/m²

Momentos atuantes:
ℓy / ℓx = 3,60/4,950 = 0,73 ~ 0,70 → 7º caso da tabela Montoya
my+ = 0,001 . 6,10 . 3,60² . 51 = 4,04 kN.m
mx+ = 0,001 . 6,10 . 3,60² . 23 = 1,82 kN.m
my - = 0,001 . 6,10 . 3,60² . 109 = -8,62 kN.m

Dimensionamento (das armaduras positivas)

concreto C20 → fck = 20 MPa


aço CA-60 → fyk = 60 kN/cm²
h = 12 cm d = 10 cm b = 100

 my = 4,04 kN.m = 40,4 t.cm


k6 = 100 . 10²/ 40,4 = 247,5
As = 0,275 . 40,4/10 = 1,11 cm²/m
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 12 = 1,21 cm²/m
As < Asmin= 1,21 cm²/m → φ 5 c/16 cm
 mx = 1,82 kN.m = 18,20 t.cm
armadura mínima → φ 5 c/16 cm

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89
Dimensionamento das Armaduras Negativas:

L2-6 L2 (my = -14,70 e h = 14 cm)


m = -14,70 kN.m e h = 14 d = 12
L6 (my = -11,40 e h = 14 cm)

k6 = 100. 12²/147 = 97,96


As = 0,287 . 147/12 = 3,52 cm²/m > Asmin = 0,0015 . 100 . 14 = 2,10 cm²/m

φ 8 c/14 cm

L2–9 L2 (mx = -12,59 e h = 14 cm)


m = -12,59 kN.m e h = 12 d = 10
L9 (mx = -8,62 e h = 12 cm)

k6 = 100. 10²/125,9 = 79,43


As = 0,292 . 125,9/10 = 3,68 cm²/m > Asmin = 0,0015 . 100 . 12 = 1,80 cm²/m

φ 8 c/13 cm

L1–2 L1 (mx = -14,86 e h = 14 cm)


m = -14,86 kN.m e h = 14 d = 12
L2 (mx = -12,59 e h = 14 cm)

k6 = 100. 12²/148,60 = 96,91


As = 0,287 . 148,6/12 = 3,56 cm²/m > Asmin = 0,0015 . 100 . 14 = 2,10 cm²/m

φ 8 c/14 cm

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90
11.9.3 Métodos baseados no regime rígido-plástico

Pelo item 14.7.4 da NBR – 6118/03, o efeito das cargas atuantes normalmente ao
plano médio das lajes será considerado calculando-as como placa em regime elástico que
corresponde aos métodos anteriores, ou em regime rígido-plástico.
Quando as cargas atuarem sempre no mesmo sentido e as deformações de laje
estiverem nos domínios 2 e 3 da fig. 17 da NBR – 6118/03 as lajes poderão ser calculadas no
regime rígido plástico pela teoria das charneiras plásticas. Este processo é um recurso
relativamente simples para a solução dos casos mais variados de cargas e condições de
contorno.
O trabalho original sobre este método acha-se traduzido sob o título “Linhas de
Ruptura de autoria de K. W. Johansen”

11.9.3.1 Regime plástico

Para uma viga bi-engastada com carga uniformemente distribuída, surgem no engaste
momentos M = 1/12 q.ℓ² e no vão 1/24 q.ℓ ². Junto aos engastes não há deslocamento angular.
Haverá uma carga qℓ que produz o momento Xℓ de plastificação nos engastes.

Quando este momento é atingido ele se conserva constante havendo uma rotação nos
engastes, que a partir deste instante transformam-se em rótulas que denominaremos rótulas
plásticas.
Mesmo após a formação das duas rótulas
Xℓ Mℓ Xℓ
plásticas nos engastes a viga continua admitindo Mℓ
acréscimo de carga até a formação de uma terceira
rótula na seção central ao ser atingido o momento de Xℓ Mℓ

plastificação Mℓ, quando então caracteriza-se um


Mℓ Xℓ
sistema hipostático com liberdade de rotação e
conseqüente colapso da estrutura. ℓ

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91
Arbitrando o grau de engastamento i = Xℓ/Mℓ e estabelecendo as equações de
equilíbrio, determinamos os momentos Xℓ e Mℓ, que produzem a cadeia cinemática e o
colapso da estrutura. De acordo com a exigência da nova norma, utiliza-se o grau de
engastamento mínimo, i = -1,5

p
Mℓ = p.ℓ2 / 20,0 Xℓ = - p.ℓ2 / 13,3
Xℓ
Mℓ
p Mℓ = p.ℓ2 / 14,7 Xℓ = - p.ℓ2 / 9,8
Xℓ
Mℓ

11.9.3.2 Lajes retangulares pelo método rígido-plástico

Para lajes, em vez de rótulas plásticas formam-se linhas de ruptura, ou charneiras


plásticas, ao longo das quais a seção se plastifica e teremos no estado limite último, ao longo
das charneiras plásticas momentos de plastificação que, em cada parte em que fica dividida a
laje, estarão em equilíbrio com a carga p.
Esta é a teoria das charneiras plásticas que, de acordo com o item 14.7.4 da NBR
6118-03 pode ser utilizada na análise de esforços nas lajes.
Para garantia de condições apropriadas de dutilidade, dispensando a verificação
explícita da capacidade de rotação plástica deve-se ter a posição da linha neutra limitada em
x/d < 0,30.
Xℓ 4 m’4

1 my
m’3
Mℓ ℓy
m’1 mx 3
Mℓ

2 m’2
ℓx
11.9.3.2.1 Lajes retangulares com armaduras isótropas

O momento fletor unitário de plastificação nos vãos será o mesmo nas duas direções
(aplicável quando a laje tem a forma aproximadamente quadrada).

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92
11.9.3.2.2 Lajes retangulares com armaduras ortótropas

São aquelas em que os momentos de plastificação (portanto as armaduras) nos vãos


tem a relação:
mx
ϕ= ℓy ≤ ℓx ϕ - coeficiente de ortotropia
my
Processo de cálculo:

1 - Para arbitrar o coeficiente de ortotropia pode-se usar a tabela do Montoya:


ly/lx 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
ϕ = Asx/Asy 0,3 0,3 0,3 0,5 0,5 1,0 1,0 1,0

Que pode ser resumida em:


 para ℓy/ℓx ≤ 0,5 ϕ = 0,3
 para 0,5 < ℓy/ℓx ≤ 0,7 ϕ = 0,5
 para 0,7 < ℓy/ℓx ≤ 1 ϕ =1,0
1, 7
12 + i1 + i 3  ly 
 ou, usar a fórmula ϕ =   e, se ℓy/ℓx ≥ 0,8 → ϕ =1,0
12 + i 2 + i 4  lx 
2 - Numeramos as bordas de 1 a 4 a partir da de menor dimensão no sentido anti-horário.
Chamamos de graus de engastamento as relações não positivas:
i1 = m1’/mx i2 = m2’/my i3 = m3’/mx i4 = m4’/my
Quando houver engastamento, na falta de dados experimentais de acordo com o item
14.7.4 da NBR 6118-03: | i | > 1,5 (para que “i” não seja muito diferente do que resulta de
uma análise elástica deve-se adotar - 2 < i < - 1,5) E, para apoio simples, utiliza-se i = 0.

3 - Arbitrados os graus de engastamento e o coeficiente de ortotropia calculam-se os vãos


reduzidos:
2 lx 2 ly
lxr = lyr =
ϕ ( 1− i 1 + 1− i 3 ) 1− i 2 + 1− i 4
os momentos positivos:
p . lyr . lxr
my = mx = ϕ.my
 lyr lxr 
8 1 + + 
 lxr lyr 
e, os momentos negativos serão: m1’= i1 . mx m2’= i2 . my m3’= i3 . mx m4’= i4 . my

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93
11.9.3.2.3 sando concreto C20 (fck = 20MPa) e aço CA 60 (fyk = 60 kN/cm²)

L2

ℓy = 4,95

ℓx = 6,20

Dados retirados da L2 calculada pelo método elástico: p = 6,6 kN/m² , h = 14 e d = 12 cm.


ly
 = 4,95/6,20 = 0,798
lx
 Adota-se: i3 = i4 = 0 e i1 = i2 = -1,5
ϕ = [(12 – 1,5 + 0)/(12 – 1,5 + 0)] . (4, 95/ 6,20)1,7 = 0,682
2 . 4,95
lyr = = 3,84
1 + 1,5 + 1 + 0

2 . 6,20 / 0,682
lxr = = 5,82
1 + 0 + 1 + 1,5

p . lyr . lxr
 my = = 6,60 .3,84 .5,82 / [8(1 +3,84/5,82 +5,82/3,84)]= 5,79 kN.m
 lyr lxr 
8 1 + + 
 lxr lyr 
 mx = ϕ my = 0,682 . 5,79 = 3,95 kN.m
m1’ = - 1,5 . mx = - 1,5 . 3,95 = - 5,93 kN.m
m2’ = -1,5 . my = -1,5 . 5,79 = - 8,69 kN.m
m3 ’ = m4 ’ = 0
Dimensionamento
 my = 5,79 kN.m d = 12
k6 = bd²/my = (100 x 12²)/57,9 = 248,7
As = k3 m/d = 0,275 x 57,9/12 = 1,33 cm²/m
Asmin = 0,67 x 0,0015 x 100 x 14 = 1,41 cm² → φ 5 c/14
 mx = 3,95 < 5,79 (= my, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 1,41 cm² → φ 5 c/14

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94
L6

ℓy = 4,65

ℓx = 6,20

Dados retirados da L6 calculada pelo método elástico: p = 6,60 kNm² , h = 14 e d = 12

ly
 = 4,65/6,20 = 0,75
lx
 Adota-se: i1 = i3 = 0 e i2 = i4 = -1,5
ϕ = [(12 + 0 + 0)/(12 – 1,5 – 1,5)] . (4, 65/ 6,20)1,7 = 0,818
2 . 4,65
lyr = = 2,94
1 + 1,5 + 1 + 1,5

2 . 6,20 / 0,818
lxr = = 6,85
1− 0 + 1− 0
p . lyr . lxr 6,60 . 2,94 . 6,85
 my = = = 4,42 kN.m
 lyr lxr  8(1 + 2,94 / 6,85 + 6,85 / 2,94)
8 1 + + 
 lxr lyr 
 mx = ϕ my = 0,818 . 4,42 = 3,62 kNm
m2’ = - 1,5 . my = - 1,5 . 4,42 = - 6,63 kN.m
m4’ = -1,5 . my = -1,5 . 4,42 = - 6,63 kN.m
m1 ’ = m3 ’ = 0

Dimensionamento
 my = 4,42 kN.m < 5,79 (da L2, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 0,67 x 0,0015 x 100 x 14 = 1,41 cm² → φ 5 c/14
 mx = 3,62 < 5,79 (da L2, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 1,41 cm² → φ 5 c/14

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95
L1
ℓy = 4,95

ℓx = 5,00

Dados retirados da L1 calculada pelo método elástico: p = 7,22 kN/m², h = 14 e d = 12 cm.


ly
 = 4,95/5 ≅ 1
lx

 Adota-se: i1 = -1,5 e i2 = i3 = i4 = 0
ϕ = 1 (laje isótropa)
2.4,95
lyr = = = 4,95 m
1+ 0 + 1+ 0
2 .5
lxr = = = 3,88 m
1 + 1,5 + 1 + 0

7,22.4,95.3,88
 my = mx = = 5,67
8(1 + 4,95 / 3,88 + 3,88 / 4,95)
m1’= - 1,5 . 5,67 = - 8,51

Dimensionamento:

 my = mx = 5,67 kN.m = 56,7 t.cm


k6 = 100 . 12²/56,7 = 254
As = 0,275 . 56,7/12 = 1,30
Asmin = 0,067 . 0,0015 . 100 . 14 = 1,4 cm²/m
As = 1,30 < Asmin = 1,4 cm²/m →φ 5 c/14

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96
L10 e L7 (rebaixadas 20 cm)

ℓx = 1,80

ℓy = 1,40

Dados retirados da L10 calculada pelo método elástico: p = 7,15 kNm², h = 7 e d = 5 cm


ly
 = 1,4/1,8 = 0,78
lx
 Adota-se: i1 = i2 = i3 = i4 = 0
ϕ = [(12 - 0 - 0) / (12 - 0 - 0)] . (1,40/1,80) 1,7
= 0,65
2.1,40
lyr = = = 1,40 m
1+ 0 + 1+ 0

2.5 / 0,65
lxr = = = 2,23 m
1+ 0 + 1+ 0
 my = 7,15 x 1,40 x 2,23/{8[1 + (1,40/2,23) + (2,23/1,40)]} = 0,87 kNm
 mx = ϕ my = 0,65 x 0,87 = 0,57
m1’= m2’= m3’= m4’= 0

Dimensionamento:

 my = 0,87 kN.m = 8,7 t.cm


k6 = 100 . 5²/8,7 = 287,35
As = 0,274 . 8,7/5 = 0,476
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 cm²/m
As = 0,476< Asmin = 0,71 cm²/m →φ 4,2 c/19
 mx = 0,57 kN.m < 0,87 (= my, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 0,71 cm²/m →φ 4,2 c/19

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97
L5

ℓx = 1,70

ℓy = 1,35

Dados retirados da L5 calculada pelo método elástico: p = 4,85 kN/m², h = 7 e d = 5cm.


ly
 = 1,35/1,70 = 0,794
lx
 Adota-se: i1 = 0, i2 = i4 = -2 e i3 = -1,5
ϕ = [(12 + 0 – 1,5)/(12 – 2 – 2 )] . (1,35/1,70)1,7 = 0,89
2 .1,5
lyr = = 0,78
1+ 2 + 1+ 2

2 .1,70 / 0,89
lxr = = 1,40
1 + 0 + 1 + 1,5

p . lyr . lxr
 my = = 4,85. 0,78. 1,40/[8 (1+ 0,78/1,40+ 1,40/0,78)]= 0,197 kN.m
 lyr lxr 
8 1 + + 
 lxr lyr 
 mx = ϕ my = 0,89 . 0,197 = 0,176 kN.m
m1 ’ = 0
m2’ = m4’ = -2 . my = -2 . 0,197 = - 0,394 kN.m
m3’ = - 1,5 . mx = - 0,264 kN.m

Dimensionamento
como os valores dos momentos são inferiores aos da L7 as armaduras serão todas mínimas:
 my:
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 cm²/m → φ 4,2 c/19
 mx:
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . 7 = 0,71 cm²/m → φ 4,2 c/19

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98
L9
ℓx = 4,95

ℓy = 3,60

Dados retirados da L9 calculada pelo método elástico: p = 6,10 kN/m², h = 12 e d = 10 cm.


ly
 = 3,60/4,95 = 0,73
lx
 Adota-se: i1 = i3 = i4 = 0 e i2 = -1,5
ϕ = [(12 + 0 + 0)/(12 - 1,5 - 0)] . (3,60/4,95) 1,7 = 0,67
2 . 3,60
lyr = = 2,79
1 + 1,5 + 1 + 0

2 . 4,95 / 0,67
lxr = = 6,05
1+ 0 + 1+ 0
p . lyr . lxr
 my = = 6,10 .2,79 .6,05 /[8 (1 +2,79/6,05 +6,05/2,79)] = 3,56 kN.m
 lyr lxr 
8 1 + + 
 lxr lyr 
 mx = ϕ my = 0,67 . 3,56 = 2,39 kN.m
m1 ’ = m3 ’ = m4 ’ = 0
m2’ = -1,5 . my = -1,5 . 3,56 = - 5,34 kN.m

Dimensionamento:
 my = 3,56 kN.m = 35,6 t.cm
k6 = 100 . 10²/35,6 = 280,9
As = 0,275 . 35,6/10 = 0,95 cm²/m
Asmin = 0,067 . 0,0015 . 12 . 100 = 1,206 cm²/m
As = 0,95 < Asmin = 1,206 cm²/m → φ 5 c/16
 mx = 2,39 kN.m < 3,56 (= my, portanto, usa-se a armadura mínima)
Asmin = 1,206 cm²/m → φ 5 c/16

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99
Dimensionamento das Armaduras Negativas

L2-6 L2 (m = -8,69 e h = 14 cm)


m = -8,69 kN.m e h = 14 d = 12
L6 (m = -6,63 e h = 14 cm)

k6 = 100 . 12²/86,9 = 165,7


As = 0,277 . 74,9/12 = 2,01 cm²/m < Asmin = 0,0015 . 100 . 14 = 2,10 cm²/m

φ 6,3 c/15

L2-9 L2 (m = -5,93 e h = 14 cm)


m = -5,93 kN.m e h = 12 d = 10
L9 (m = -5,34 e h = 12 cm)

k6 = 100 . 10²/59,3 = 168,6


As = 0,278 . 59,3/10 = 1,65 cm²/m < Asmin = 0,0015 . 100 . 12 = 1,80 cm²/m

φ 6,3 c/17

L1-2 L1 (m = -8,51 e h = 14 cm)


m = -8,51 kN.m e h = 14 d = 12
L2 (m = -5,93 e h = 14 cm)

k6 = 100 . 10²/85,1 = 169,2


As = 0,279 . 85,1/12 = 1,98 cm²/m < Asmin = 0,0015 . 100 . 14 = 2,10 cm²/m

φ 6,3 c/15

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100
11.10 Reações das Lajes

As reações de apoio são calculadas de acordo com o item 14.7.6.1 da NBR 6118-03

45º 30º 45º


60º 45º
45º
60º 45º
45º 30º 60º
30º

Para lajes apoiadas ou engastadas nos 4 lados existem tabelas que de acordo com as
condições de contorno apresentam 9 casos que para a relaçãob (lado maior)/a (lado menor)
entre 1 e 2 fornece coeficientes que multiplicados pela carga total K = qab dá a reação total
sobre cada um dos 4 lados e - engastado, r - apoiado.
Para obter a carga por metro deve-se dividir pelo comprimento do lado.
Quando a laje for dimensionada no regime rígido-plástico permite-se calcular com as retas
inclinadas de 45º (1º caso)

Va = (a . a/2) . q/2 = q . a²/4


Va/m = qa/4
a Vb = (qab -2 Va)/2 = qab/2 - qa²/4
Vb/m = Vb/b = q . a/4(2 - a/b) = Va/m (2 - ε)
b onde ε = a/b

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101
Nas lajes armadas numa direção consideram-se as reações sobre os lados maiores de
acordo com as fórmulas apresentadas.

A a B
RA = RB = p.a / 2
p

A B
a

p
A B RA = 5/8 p.a RB = 3/8 p.a
a
(pelo processo rígido-plástico pode-se admitir ainda
neste caso RA = RB = p.a/2)

Exemplos:

L2 q = 6,6 kN/m²
ℓy = 4,95
K = qab = 6,6 . 4,95 . 6,20 = 202,55 kN
ε = b/a = 6,20/4,95 = 1,25 → 6º Caso

ℓx = 6,20

Vae = 0,254 . 202,55 = 51,44 kN Vae/m = 51,44 / 4,95 = 10,39 kN/m


Var = 0,147 . 202,55 = 29,78 kN Var/m = 29,78 / 4,95 = 6,01 kN/m
Vbe = 0,381 . 202,55 = 77,17 kN Vbr/m = 77,17 / 6,20 = 12,45 kN/m
Vbr = 0,218 . 202,55 = 44,16 kN Vbr/m = 44,16 / 6,20 = 7,12 kN/m

Calculando pelo processo simplificado: ε = 4,95/6,20 = 0,80


Va/m = qa/4 = 6,60 x 4,95/4 = 8,17 kN/m
Vb/m = Va/m (2-ε) = 8,17 (2 - 0,80) = 9,80 kN/m

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102
L6 q = 6,6 kN/m²
ℓy = 4,65 K = qab = 6,6 . 4,65 . 6,20 = 190,28 kN
b
= ε = 6,20/4,65 = 1,33 → 4º Caso
a
ℓx = 6,20
Va = 0,109 . 190,28 = 20,74 kN Va/m = 2,74/4,65 = 4,46 kN/m
Vb = 0,392 . 190,28 = 74,39 kN Vb/m = 74,39/6,20 = 12,03 kN/m
Calculando pelo processo simplificado: a
= ε = 4,65/6,20 = 0,75
Va/m = 6,60 . 4,65/4 = 7,67 kN/m b

Vb/m = 7,67 (2-0,75) = 9,59 kN/m

L1 q = 7,22 kN/m²
ℓy = 4,95 K = 7,22 . 4,95 . 5 = 178,70 kN
ε = 5/4,95 = 1,01 → 3º Caso
ℓx = 5,00
Vae = 0,40 . 178,70 = 71,48 Vae/m = 71,48/4,95 = 14,44 kN/m
Var = 0,231 . 178,70 = 41,28 Var/m = 41,28/4,95 = 8,34 kN/m
Vb = 0,185 . 178,70 = 33,06 Vb/m = 33,06/5 = 6,61 kN/m
Calculando pelo processo simplificado: ε = 4,95/5 = 0,99
Va/m = 7,22 x 4,95/4 = 8,93 kN/m
Vb/m = 8,93 (2-0,99) = 9,02 kN/m

L10 e L7 q = 7,15 kN/m²


K = 7,15 . 1,40 . 1,80 = 18,02 kN
ℓx = 1,80
ε = 1,80/1,40 = 1,29 → 1º Caso

ℓy = 1,40
Va = 0,192 . 18,02 = 3,46 Va/m = 3,46/1,40 = 2,48 kN/m
Vb = 0,308 . 18,02 = 5,56 Vb/m = 5,56/1,80 = 3,09 kN/m

Calculando pelo processo simplificado: ε = 1,40/1,80 = 0,78


Va/m = 7,15 . 1,40/4 = 2,51
Vb/m = 2,51 (2-0,78) = 3,07 Resultados praticamente iguais aos da tabela

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103
L5 q = 4,85 kN/m²
K = 4,85 . 1,35 . 1,70 = 11,13 kN
ℓy = 1,70 ε = 1,70/1,35 = 1,26 → 7º Caso

ℓx = 1,35

Vae = 0,199 . 11,13 = 2,22 Vae/m = 2,22 / 1,35 = 1,64 kN/m


Var = 0,114 . 11,13 = 1,27 Var/m = 1,27 / 1,35 = 0,94 kN/m
Vb = 0,344 . 11,13 = 3,83 Vb/m = 3,83 / 1,70 = 2,26 kN/m

Calculando pelo processo simplificado: ε = 1,35/1,70 = 0,79


Va/m = 4,85 . 1,35/4 = 1,64 kN/m
Vb/m = 1,64(2 - 0,79) = 1,98 kN/m

L9 q = 6,10 kN/m²

ℓx = 4,95 K = 6,10 . 3,60 . 4,95 = 108,70 kN


ε = 4,95/ 3,60 = 1,38 → 2º Caso

ℓy = 3,60

Va = 0,134 . 108,70 = 14,56 Va/m = 14,56 / 3,60 = 4,05 kN/m


Vbe = 0,465 . 108,70 = 50,55 Vbe/m = 50,55 / 4,95 = 10,22 kN/m
Vbr = 0,269 . 108,70 = 29,24 Vbr/m = 29,24 / 4,95 = 5,91 kN/m

Calculando pelo processo simplificado: ε = 3,60 / 4,95 = 0,73


Va/m = 6,10 . 3,60 / 4 = 5,49 kN/m
Vb/m = 5,49 (2 - 0,73) = 6,98 kN/m

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104
Nas lajes armadas em uma direção:

L3 p = 8 kN/m P = 3,95 kN

a = 1,40 m

R = pa + P = 8,0 . 1,40 + 3,95 = 15,15 kN/m

L4 p = 4,85 kN/m

a = 1,50 m

RA = RA = pa/2 = 4,85 . 1,50/2 = 3,64 kN/m

L8 p = 4,85 kN/m

a = 1,40 m

RA = 5/8 x 4,85 . 1,40 = 4,25 kN/m


RB = 3/8 x 4,85 . 1,40 = 2,55 kN/m
Pelo processo rígido-plástico RA = RB = 4,85 x 1,40/2 = 3,40 kN/m

11.11 Detalhamento das armaduras (planta de lajes)


O detalhamento de lajes é apresentado no item 20.1 da NBR 6118-03:

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105
Para evitar ocorrência de fissuras, quando o vão for superior a 2,50 m usa-se no vão
φ min = 4 mm e o espaçamento máximo de 15 cm. Nos apoios intermediários como a armadura
é negativa, usa-se φ min = 5 mm e o espaçamento máximo de 20 cm.
No detalhamento das armaduras na planta de lajes o comprimento das armaduras
positivas será o vão livre acrescido das bases das duas vigas de apoio (quando as bases forem
muito largas pode-se limitar este acréscimo em 30 cm) menos 4 cm e o comprimento das
armaduras negativas de acordo com o item 3.3.2.7 da NBR 6118-78, nos dois lados de um
apoio de laje contínua 0,25 do maior dos vãos menores das lajes contíguas.
Nas lajes em balanço em geral para dentro da laje de engaste usa-se um comprimento
de armadura igual ao do balanço, não inferior a 1 metro.
Armadura de borda: De acordo com o código modelo do CEB devemos dispor ao
longo dos apoios extremos um armadura de borda em cavalete igual a ¼ da armadura
principal, com comprimento igual a 1/5 do vão menor não inferior a 30 cm.

 l menor

a≥ 5
30 cm

Para laje em balanço em desnível, deve-se fazer um laço para engastar na laje
adjacente a fim de evitar a tendência de retificação da armadura.

De acordo com o item 3.3.2.8 da NBR 6118-78, em cada canto de lajes retangulares
livremente apoiadas quando não for calculada armadura para resistir aos momentos volventes,
deverá ser colocada uma armadura superior na direção da bissetriz e uma inferior na direção
perpendicular a bissetriz possuindo cada uma área de seção transversal não inferior a metade
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106
da máxima no centro da laje. Essas armaduras deverão estender-se até a distância média e
partir da face dos apoios igual a 1/5 do vão menor.

ARMADURA ARMADURA
SUPERIOR INFERIOR

1/5 do vão menor 1/5 do vão menor

1/5 do vão menor 1/5 do vão menor

Poderá se substituir estas armaduras simplesmente dobrando em cavalete as duas


armaduras positivas de acordo com a figura de armadura de borda, em barras alternadas com
cavaletes de comprimento igual a um quinto do vão menor.

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107
PRÉDIO DE ESCRITÓRIOS: ARMADURA DAS LAJES – MÉTODO ELÁSTICO

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108
PRÉDIO DE ESCRITÓRIOS: ARMADURA DAS LAJES – MÉTODO RÍGIDO-PLÁSTICO

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109
11.12 Fluxograma para cálculo e dimensionamento de lajes retangulares utilizando o
método baseado na regime rígido-plástico.

25

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110
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111
CAPÍTULO 12

ESCADAS

12.1 Escadas maciças armadas longitudinalmente

A estrutura resistente das escadas de concreto armado de edifícios é geralmente


constituída por uma laje inclinada de espessura h (parte ativa). Os degraus da escada são quase
sempre de concreto, executados simultaneamente com a laje (durante a concretagem), mas são
considerados como material inerte de simples enchimento, cuja eventual colaboração na
resistência da escada é desprezada.
O tipo mais simples de escada é constituído por uma laje inclinada apoiada na parte
superior e inferior, cuja parte ativa tem espessura h e corresponde a uma laje armada numa
direção (calculada como viga de largura 1 m), solicitada por cargas verticais.

p /m de projeção

1m NB
p α PB
p’ p”
α RB
RA
PA c
NA
α

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112
Esquematicamente temos uma laje inclinada, ou viga de largura 1m, inclinada
solicitada por cargas verticais constituídas pelo peso próprio da mesma, peso próprio dos
degraus, revestimento e sobrecarga acidental cujo valor por m² pela NBR-6120 é de 2,5 kN/m²
para edifícios residenciais e de 3 kN/m² para acesso ao público, sendo que o m² é por m² de
projeção. Estas cargas são maiores que as demais cargas acidentais de lajes de piso pelo fato
de serem em geral de pequena largura, possibilitando cargas concentradas elevadas como
cofres e pianos.

Sendo as cargas verticais as reações de apoio também o serão, pelo que, conforme
veremos a seguir o cálculo da laje em projeção tomando a carga por m² de projeção nos leva a
valores idênticos aos obtidos considerando a laje inclinada com seu real comprimento, pois os
momentos fletores nas seções e máximo serão iguais nos dois casos.
Com efeito, sendo p a carga por metro de projeção ela se decompor numa carga p’
normal ao eixo da peça e uma tangencial p”.
A carga normal p’que produzirá momento fletor será p’= p.cosα, porém, por metro de
projeção ela corresponderá a um comprimento c = 1/cosα ao longo do eixo da laje ou viga.

A carga normal por metro de eixo da peça será:


p1= p’/c = p.cosα/(1/cosα) = p cos²α , sendo o comprimento do eixo da peça ℓ1 = l/cosα .

O momento máximo será:


Mmax = 1/8 p1 ℓ1² = 1/8 p.cos²α (l/cosα)² = 1/8 p ℓ²

Portanto, calculamos o momento máximo na peça inclinada como se fosse horizontal


com vão igual à projeção e carga por metro de projeção.

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113
Determinação do peso próprio por m² de projeção: o peso próprio será a soma do peso
próprio da parte ativa da laje e dos degraus e pode-se arbitrar a espessura segundo o seguinte
critério empírico:

a Vão: h:
a b
até 3 m 10 a 12 cm
a b
h de 3 a 4 m 12 a 13 cm
b
C de 4 a 5 m 13 a 15 cm
α
1m

Para vãos maiores podemos arbitrar a altura útil d = 0,028 . ℓ , onde ℓ é o vão.

A área da seção da parte ativa da laje será a de um paralelogramo de base c e altura h


onde c = 1/cosα e portanto:
 parte ativa = h / cosα sendo o peso por m² de projeção da laje h/cosα . 25 kN/m²
 área da seção dos degraus será a soma dos triângulos Σ ba/2 = b/2 Σa
sendo Σa = 1 m por metro de projeção e o peso dos degraus por m de projeção será:
b/2 . 24,00 kN/m² por se tratar de concreto simples.

Se houver peitoril deve-se considerar o seu peso distribuindo ao longo da largura da


escada (< 1,50 m). Em geral toma-se para o peitoril 2kN/m.
Lembramos que no caso de lajes ou vigas inclinadas o esforço cortante é sempre
menor que a reação de apoio, pois, ele é apenas o componente normal ao eixo da peça.

A reação vertical poderá ser calculada como se fosse uma laje horizontal com o vão
projetado e a carga por metro de projeção.
RA = RB = 0,5 pℓ Mmax = 1/8 pℓ²

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114
Este tipo de escada é o mais simples, porém não é o mais comum, pois acontece
geralmente que além do lance inclinado há um patamar conforme a figura:

Os momentos fletores neste caso são calculados para a projeção do vão e a carga
vertical por metro de projeção de acordo com o esquema da figura:

p1
p2

A B
ℓ1 ℓ2

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115
Deve-se considerar no trecho do patamar uma carga menor do que no lance inclinado,
pois não haverá o peso dos degraus e o peso da laje será apenas h . 25 kN/m 3 (sem dividir
por cosα).
O ponto de momento máximo estará a uma distância do apoio A: xmax = RA/pℓ.

O momento máximo será:


Mmax = RA . xmax – p1 . ℓ xmax²/2 = RA²/2.p1.ℓ
Neste tipo de escada é muito importante o detalhe da armadura na zona de inflexão A
da escada onde o esforço de tração das armaduras tenderia a retificá-las pela ação da resultante
R que pode romper o cobrimento de concreto da armadura.
Para que isto não ocorra, usa-se um dos detalhes indicados a seguir, principalmente o
segundo que além de mais prático permite até uma redução da armadura correspondente ao
trecho do patamar onde o momento fletor é menor que o máximo.
Na zona B da escada o detalhe da armadura não apresenta problema, podendo a mesma
ser contínua, tendo em vista que a zona comprimida da laje fornece uma resultante igual e de
sentido oposto a resultante Z das trações.

2
1

D
D

Z
Z

Nas escadas armadas longitudinalmente encontramos ainda um outro tipo de escada


constituído pelo lance inclinado e por dois patamares um em cada extremo, sendo que os
apoios podem ser em número de dois.

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116
Neste caso o problema continua isostático e, portanto, podemos resolvê-lo com a
projeção total do vão, e carga por metro de projeção. Calculamos as reações, o ponto de
momento máximo e o seu valor.

p2
p1 P3

ℓ1 ℓ2 ℓ3

12.2 Exemplos

12.2.1 Dimensionar a escada da figura com dois lances armada longitudinalmente


usando concreto C 20 (fck = 20 MPa) e aço CA-50 (fyk = 50 kN/cm²)

1 2 3 4 5 6 7 8 9
150
28
h
10
16,7
α
150

18 17 16 15 14 13 12 11 10

20 8 X 28 = 224 150 20

cosα = 28/ 16,7 2 + 28 2 = 0,858

Como o vão é 3,94 m poderíamos adotar h = 13 cm , mas resolvemos adotar


h = 12 cm d = 10 cm.

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117
 Carga no lance inclinado.
admitindo peitoril de ferro com carga de 1,5 kN/m.ℓ distribuindo-a na
largura de escada de 1,50 m:
carga do peitoril = 1,5 kN/1,50 m = 1,00 kN/m²
peso próprio dos degraus = 0,167 x 24/2 = 2,00
peso próprio da laje (0,12 x 25)/0,858 = 3,50
carga acidental = 2,50
revest. + reboco = (0,85 + 0,20) =1,05
p1 = 10,05 kN/m²
 Carga no patamar:
peso próprio da laje = 0,12 x 25,00 = 3 kN/m
revest. + reboco = (0,85 + 0,20) = 1,05
carga acidental = 2,50
p2 = 6,55 kN/m²

Teremos o seguinte esquema de cálculo:

p1
p2 RB = 15,34 kN
A B
RA = 18,67 kN
2,34 1,60

Dimensionamento:
Ponto de momento máximo: xmax = RA/p1 = 18,67/10,05 = 1,86 m
Mmax = 17,32 kNm = 173,2 t cm

100 . d 2
k6 = = (100 . 10²)/173,2 = 57,67
M
k .M
As = 3 (t, cm) = 0,364 . 173,2/10 = 6,32 cm²/m → φ 10 c/12
d

As secundária ≥ 0,20 . As = 1,26 cm²/m → φ 6,3 c/ 25


0,9 cm2/m

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118
φ 6,3 c/ 25
comprimento = 146 φ 6,3 c/ 25
comprimento = 306

14 φ 10 c/ 12
trespasse = 55 cm

trespasse = 55 cm

14 φ 10 c/ 12

Obs: pelo fato de ter arbitrado uma altura pequena as armaduras determinadas foram de
grande diâmetro (φ = 10 mm)

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119
12.2.2 Dimensionar a escada da figura usando concreto C 20 (fck = 20 Mpa) e aço CA -
50 (fyk = 50 kN/cm²) para acesso ao público (carga acidental = 3 kN/m²).

12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

130

13 L1
14 L2 peitoril
4 x 29 = 116 15
PATAMAR
16 L3
17

130 VE
V30

18 19 20 21 22 23 24 25 24 27 28 29

20 130 11 x 29 = 319 120 15


Peitoril: parede de tijolo furado com 10 cm de espessura por 80 cm de altura
a
29 cos α = = 0,86
h a + b2
2
17
α
p1
p3
p2

ℓ1 = 1,40 ℓ2 = 3,19 ℓ3 = 1,28

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120
 Arbitramos a altura útil:
d = 0,028 x 587 cm (aproximadamente) 16 cm h = 16 + 2 = 18 cm

 Determinação das cargas

Patamar:
peso próprio = 0,18 x 25 = 4,50 kN/m²
revestimento = 0,85
reboco = 0,25
carga acidental = 3,00
peitoril = (0,10 . 0,8 . 13)/1,20 = 0,87
p = 9,47 kN/m²

Lance inclinado:
peso parte ativa h/cosα . 25 = 0,18/0,86 . 25 = 5,23 kN/m²
revestimento = 0,85
reboco = 0,25
peso dos degraus b/2 . 24 = 0,17/2 . 24 = 2,04
carga acidental = 3,00
peitoril = (0,10 . 0,80 . 13)/1,30 = 0,80
p = 12,17 kN/m

Admitindo que a reação de um lance secundário sobre o principal se distribua de


forma triangular a resultante se encontra a um terço do início do apoio.

Por exemplo: o lance L2 se apoia sobre os Lances L1 e L3, cuja largura é 1,30 m,
logo o centro de apoio estará a uma distância 1,30/3 = 0,43 da face e teremos para L2 o
seguinte esquema de cálculo:

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121
L2
p = 12,17 kN/m RA = RB = (12,17 x 1,16)/2 = 7,06 kN/m
Momento máximo (centro do vão):
M = 7,06. 1,01 -12,17 . 0,58²/2 = 5,08 kN.m/m
0,43 1,16 0,43

k6 = 100 x 16²/50,8 = 503,83


As = 0,327 x 50,8/16 = 1,08 cm²/m < Asmin = 0,0015 x 100 x 18 = 2,7 cm²/m φ 8 c/18 cm
0,20 . As = 0,2 . 2,70 = 0,54
Assecundária > 
0,9cm / m → φ6,3 c / 33
2

LANCE PATAMAR:
RA = RB = (9,47 . 1,16)/2 = 5,49 kN/m
p = 9,47 kN/m

0,43 1,16 0,43

Como na L2 em que a carga era maior para o mesmo vão, e altura útil, as armaduras eram
mínimas, neste caso também o serão:
As → φ 8 c/18 cm
Assec → φ 6,3 c/ 33
p1
p3
L1 e L3 p2

ℓ1 = 1,40 ℓ2 = 3,19 ℓ3 = 1,28

carga p1: peso próprio = 0,18 . 25 = 4,50


revestimento = 0,85
reboco = 0,25
carga acidental = 3,00
reação da L2 = 7,06/1,30 = 5,43
p1 = 14,03 kN/m

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122
carga p2: carga de lance inclinado = 12,17 kN/m

carga p3: peso próprio = 4,50


revestimento = 0,85
reboco = 0,25
carga acidental = 3,00
reação do patamar = 5,49/1,30 = 4,22
p3 = 12,82 kN/m

14,03 12,82
12,17

1,40 1,28

 determinação das reações:


carga total p1 x ℓ1 = 14,03 . 1,40 = 19,64 kN
p2 x ℓ2 = 12,17 . 3,19 = 38,82 kN
p3 x ℓ3 = 12,82 . 1,28 = 16,41 kN
Σ p = 74,87 kN
∑MB = 0 → RA . 5,87 = 19,64 . 5,17 + 38,82 . 2,875 + 16,41 . 0,64
RA = 38,11 kN
RB = 74,87 - 38,11 = 36,76 kN
 cálculo do momento máximo:
xmax = 2,92 m
Mmax = 38,11 . 2,92 - 19,64 . 2,22 - 12,17 . 1,52²/2 = 53,63 kNm = 536,3 tcm
k6 = bd²/M = (100 x 16²)/536,3 = 53,88
As = k3 M/d = (0,368 x 536,3)/16 = 12,31 cm²/m → φ 12,5 c/ 10 cm
0,20 . As = 2,46 cm 2 / m → φ8 c / 20
Assecundária > 
0,9 cm 2 / m

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123
6

V30
8 68cm de trespasse
L3
14cm de
trespasse
1
7 2 14 φ12,5 c/10

68 cm
14 cm
VE 8 19 φ8 c/20

1 14 φ12,5 c/10

Comprimento de trespasse:
5
L1 ℓb = 54φ
3
54 . 1,25 ~ 68 cm
4
VE 54 . 8,0 ~ 44 cm
8
4 14 φ12,5 c/10

3 14 φ12,5 c/10
6

L2 V30
1
7
9
5 8 φ8 c/18 5
3

7 8 φ8 c/18

44cm
de trespasse
9 6 9 4 φ6,3 c/33
2 4

PATAMAR
6 7 φ8 c/18

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124
12.3 Classificação das Escadas

As escadas podem ser classificadas em:


 Escadas maciças;
 Escadas com degrau isolados;

As escadas maciças podem ser:


• Armadas longitudinalmente que são as escadas até aqui estudadas.
• Armadas transversalmente com degraus resistentes quando há duas vigas
laterais ou apenas uma com os degraus em balanço.
• Armadas em cruz quando há quatro vigas de apoio no contorno da laje da
escada.

Escadas especiais:
 Escada com estrutura plissada espacial.
 Escadas curvas

12.4 Escadas maciças armadas transversalmente com degraus resistentes

12.4.1 Duas vigas laterais


Os degraus são calculados como vigasc de concreto aproximadamente triangulares.
Seguindo o processo geral de peças sujeitas a flexão estaríamos diante de uma flexão desviada
dada a assimetria da seção transversal da peça devendo-se determinar a inclinação e posição
da linha neutra. p
p’ α
p”
a
a
ℓ a

α
1m

A determinação da carga p por m² de projeção é idêntica a das lajes armadas


longitudinalmente.

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125
Dada a solidariedade dos degraus entre si, a flexão dos degraus sob ação de cargas
verticais só pode se dar segundo um plano normal a direção da viga. Este fato simplifica o
problema, pois, a fibra neutra será paralela a direção da borda da face inferior da laje.
Sendo “a” o comprimento do piso do degrau, podemos determinar a armadura “por
degrau” sobre o qual a carga vertical será p = p/m² . a
A componente normal a inclinação da escada que produzirá flexão no degrau será:
p’ = p cosα e por degrau será: p’deg = p cosα . a
Sendo ℓ a distância entre o centro das vigas de apoio, o momento máximo no degrau será:
Mmax, deg = p’deg . ℓ²/8 = p cosα a ℓ²/8
O dimensionamento da armadura não é fácil resolver analiticamente devendo ser solucinado
por tentativas, arbitrando a posição da linha neutra pela sua distância ao vértice e usando as
equações de equilíbrio:
x LN

As

Chamando Mmax, deg = M, as equações de equilíbrio serão:


b1 . x/2 . 0,80 fcd - Asfyd = 0
b2 . x/2 . 0,80 fcd (d-2/3 x) = Md

12.4.2 Uma viga lateral

A componente normal a inclinação da


escada será a mesma do caso anterior

p’deg = p . cosα . a

Devemos também considerar uma carga linear no extremo do balanço de P [kN/m] que dará
por degrau P . a e a componente normal será: P . a cosα.

O momento máximo negativo por degrau será: Mmax/deg = - p cosα . ℓ²/2 - P a cosα ℓ
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126
LN LN
x x

As
As

d b)
d a)

Caso a linha neutra caia no degrau (caso a) o problema será resolvido por tentativas,
arbitrando a posição da linha neutra, determinando o centro geométrico da parte comprimida
cuja distância ao centro da gravidade da armadura (braço da alavanca) será z e as equações de
equilíbrio serão:
0,85 fcd . Acc - As fyd = 0
0,85 fcd . Acc . z = Md
Caso o momento seja tal que a linha neutra caia fora do degrau, na laje (caso b) se
calcula a armadura para uma seção retangular de base a/cosα e altura útil d.

12.5 Projeto de uma escada com degraus isolados engastados em uma viga
lateral
Aço: degraus: CA-60 viga: CA-50 estribos: CA-60
Concreto C20 (fck = 20 MPa) Prédio Residencial cobrimento c = 1,5 cm

29
parede: 8 kN/m

17
45 10 7

α
22 110

22 8 x 29 = 232 22

cosα = 29/ 29 2 + 17 2 = 0,862

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127
P = 2,5 kN
Cálculo do degrau: p NBR6120

1,21

 carga p: peso próprio = (0,07 +0,10)/2 . 0,29 . 25,00 = 0,62 kN/m


revest. + reboco = 0,29 . 1,00 = 0,29
carga acidental = 0,29 . 2,5 = 0,72 .
p = 1,63 kN/m
 momento máximo:
X = - 1,63 .1,21²/2 - 2,5 . 1,21 = 4,22 kNm = 42,2 tcm
 dimensionamento:
b = 29 d=9 k6 = 43,98 k3 = 0,317
As = 0,317 . 42,2/8 = 1,68 cm² → 4 φ 8

p
Cálculo da viga:

m
2,54

 cálculo da carga p: peso próprio (0,22 . 0,45/ 0,862) . 25 = 3,00


degraus (1,63/0,29) . 1,10 = 6,20
parede = 8,00 .
p = 17,20 kN/m
 cálculo do momento máximo:
V = pl/2 = 17,20 . 2,54/2 = 21,80 kN
X = - pl²/12 = - 17,20 . 2,54²/12 = - 9,25 kN
M = pl²/24 = (17,20 . 2,54²)/24 = 4,63 kN.m
 dimensionamento:
Flexão M = 9,25 kNm k6 = (22 . 42²)/92,5 = 419,5
As = 0,33 . 92,5/42 = 0,73 cm² < 0,0015 . 22 x 42 = 1,39 → 3 φ 8

Observação: este tipo de escada também deve ser dimensionada ao cisalhamento e à torção.

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128
ANEXO A:

NBR6120 – CARGAS PARA O CÁLCULO DE ESTRUTURAS DE EDIFICAÇÕES

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129
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130
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131
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132
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133
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134
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135
ANEXO B: TABELAS

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136
TABELAS PROMON
0,85.fcd εcd γf = 1,4 γc = 1,4 γs = 1,15

y x = kx . d y = 0,8 . x
x
d b w .d 2 Mk
k6 = As = k 3 .
Mk d
As
UNIDADES: t, cm
fyd εsd
bw
fck = 20 MPa fck = 25 MPa fck = 26 MPa
k3 kx k6 k3 k3
kx k6 kx k6

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137
TABELA PROF. ALMIR SCHÄFFER

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138
TABELA “FERREIRO” – VIGAS

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139
TABELA TEORIA ELÁSTICA – LAJES – MONTOYA

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140
TABELA REAÇÕES DE APOIO – LAJES

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141
TABELA “FERREIRO” – LAJES

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142
ANEXO C: FORMULÁRIOS DAS PROVAS

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143
FORMULÁRIO – CONCRETO ARMADO I – VIGAS

VIGAS DE SEÇÃO RETANGULAR:


fcd = fck / 1,4 fyd = fyk/1,15 Md = 1,4 . M ylim = 0,8 xlim
σs
b 0,0035
x
d
d–x

As εs
εyd = fyd / 21000
Mdlim = 0,85 fcd b ylim (d – 0,5 ylim) 0,0035 / xlim = εyd / (d - xlim)
0,0035
xlim = .d
0,0035 + ε yd

 Se Md ≤ Mdlim ⇒ armadura simples, equações:


0,85 f cd b y − As f yd = 0

0,85 f cd b y (d − 0,5 y ) = M d

 Se Md > Mdlim ⇒ armadura dupla, equações:


0,85 f cd b y lim − As f yd + A' s f yd = 0

0,85 f cd b y lim (d − 0,5 y lim ) + A' s f yd (d − d ') = M d

VIGAS DE SEÇÃO T:
M0 = 0,85 fcd bf hf (d – 0,5 hf)
 Se Md ≤ M0 ⇒ calcula como seção retangular, sendo b = bf
(equações da seção retangular com armadura simples)
Mdmax = Mdlim + 0,85 fcd (bf – bw) hf (d – 0,5 hf), onde Mdlim = 0,85 fcd bw ylim (d – 0,5 ylim)

 Se M0 < Md ≤ Mdmax ⇒ calcula como T com armadura simples, equações:


[ ]
0,85 f cd bw y + (b f − bw )h f − As f yd = 0

0,85 f cd bw y (d − 0,5 y ) + 0,85 f cd (b f − bw ) h f (d − 0,5 h f )= M d

Armadura mínima: Asmin = 0,0015 b h , sendo h = d + 3cm


TABELAS:
Prof. Almir: Mdlim = kmlim (b d2 fcd) As = Md / (z fyd) As1 = Mdlim / (zlim fyd) z = kzlim d
∆M = Md – Mdlim A’s = ∆M / [fyd (d – d’)] As = As1 + A’s
Promon: Mklim = b d2 / k6lim unidades: tf e cm 1 kN.m = 10 tf.cm
As1 = k3lim Mklim / d
∆M = Md – Mdlim A’s = 1,4 ∆M / [fyd (d – d’)] ⇒ fyd em tf/cm2 = fyd [kN/cm2] / 10

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144
FORMULÁRIO – CONCRETO ARMADO I - LAJES
 LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO lx > 2 ly P
p p p p

ℓ ℓ ℓ ℓ
X
X X X
M M M
M = pl2/8 X = –pl /8 M = pl2/14,2
2
X = –pl2/12 M = pl2/24 X = –pl2/2 – Pl
R = pl/2 Ra = 3/8pl Rb = 5/8pl R = pl/2 R = pl + P
100 . d 2 k3 .M
Dimensionamento: k 6 = As = (t, cm) d=h–2
M d
As secundária de flexão ≥ 0,20 . Asprinc Asmin = 0,0015 . 100 . h
0,9 cm2/m
i4
 LAJES ARMADAS EM DUAS DIREÇÕES ℓx < 2 ℓy
Método rígido-plástico: m4’

Grau de engastamento → apoio simples: i = 0 i1 my


i3
engaste: i = valor indicado na prova ℓy
m1’ mx m3’
Coeficiente de ortotropia → se ly/lx ≥ 0,8 : ϕ = 1
1, 7
12 + i 1 + i 3  ly 
se ly/lx ≤ 0,8 : ϕ =   i2
12 + i 2 + i 4  lx 
2 lx 2 ly m2’
lxr = lyr =
(
ϕ 1 − i1 + 1 − i 3 ) 1− i 2 + 1− i 4 ℓx
p . lyr . lxr
my = mx = ϕ . my
 lyr lxr 
8 1 + +  m1' = i1 . mx m2 ' = i 2 . my m3 ' = i 3 . mx m4 ' = i 4 . my
 lxr lyr 
100 . d 2 k .M
Dimensionamento: k 6 = As = 3 (t, cm) d=h–2
M d
• Para as armaduras positivas das lajes armadas em duas direções
Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . h
 armaduras negativas
100 . d 2 k3 .M
Dimensionamento: k 6 = As = (t, cm) d=h–2 Asmin = 0,0015 . 100 . h
M d
Método elástico:
Utilizar as tabelas do Montoya fornecidas → ℓy/ℓx → calcula os momentos pela tabela
b.d 2 k .M
Dimensionamento: k 6 = As = 3 (t, cm) d=h–2
M d
• Para armaduras negativas das lajes armadas em duas direções: Asmin = 0,0015 . 100 . h
• Para as armaduras positivas das lajes armadas em duas direções: Asmin = 0,67 . 0,0015 . 100 . h
Va . K Vb . K
Reações K=q.a.b Ra / m = Rb / m =
a b
q .a  a
Processo simplificado Ra / m = Rb / m = Ra / m 2 − 
4  b
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145
FORMULÁRIO E ROTEIRO DE CÁLCULO – CONCRETO ARMADO I - ESCADAS

1. Determinação dos lances principais e secundários

a
2. d = 0,28 . ℓprinc cos α =
a 2 + b2

3. Determinação das cargas nos lances:


Peso específico do concreto armado = 25 kN/m3
Peso específico do concreto simples = 24 kN/m3
h
Peso da parte ativa: . 25 (sendo h em metros) [kN/m2] de projeção
cos α

b
Peso dos degraus: . 24 (sendo b em metros) [kN/m2] de projeção
2
A peitoril . γ peitoril
Carga de peitoril: [kN/m2] de projeção
l arg ura da laje
Carga da reação do lance secundário no lance principal: Reação da LS [kN/m2]
largura da laje
4. Cálculo do momento máximo

5. Dimensionamento via tabelas:


100 . d 2 k .M
k6 = As = 3 (t, cm)
M d

As secundária ≥ 0,20 . As Asmin = 0,0015 . 100 . h


0,9 cm2

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