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A Sacralidade do Casamento

“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
(Hebreus 13.4)

A realidade familiar é a cara da Igreja. Através do amor de um casal a família se inicia.


O amor entre os cônjuges dá sentido a instituição mais antiga da face da terra. Unidos
pela bênção de Deus o casal é chamado a exercer sua vocação na totalidade da entrega
diária, que culminará com a transmissão da vida aos filhos e a educação e formação
humana dos mesmos. Por este motivo a Igreja entende “família” como a comunidade
doméstica, que em torno do amor conjugal se desenvolve e cresce.

O texto em apreço, dentre tantos mandamentos, orienta a que o casamento seja venerado
pois, ele é o meio preconizado por Deus para a junção de dois seres distintos (homem e
mulher), o início da família e extensão da humanidade.

I – O CONTEXTO HISTÓRICO DOS HEBREUS NA DIÁSPORA


Não podemos esquecer que a carta aos hebreus foi escrita para o povo judaico que estava
disperso, fora da sua terra, sofrendo assim diversas influências morais e culturais que
contrariavam os seus princípios.

a) Contexto teológico: Na sociedade judaica sempre foi tolerada a poligamia. O


N.T. não condena tal prática, mas exibe um ideal superior. O Senhor Jesus, em
Mt. 19.5, ensinou o princípio de “uma mulher para cada homem”, porquanto
somente um casal pode formar, realmente, o ideal de “tornar-se-ão ambos
uma só carne”.

b) Contexto histórico-cultural: Estando os hebreus em Roma ou em outra parte,


das mais conhecidas cidades do Leste Mediterrâneo, estariam vivendo no meio de
uma sociedade na qual a castidade e a honra no casamento eram geralmente
desprezadas. Por outro lado, alguns grupos ou seitas religiosas ensinavam o
celibato e o ascetismo.

c) Celibato ou ascetismo é pecado? Existiam ascetas que desprezavam o


matrimônio. Alguns chegavam ao extremo de castrar-se para assegurar o que,
segundo eles, era a pureza. O autor de Hebreus insiste contra estes ascetas em que
o laço matrimonial tem que ser tido em honra e não deve ser desprezado. Por outro
lado, não há qualquer evidência que o autor sagrado estivesse defendendo o
matrimônio como modo de vida, em contraste com o celibato. Tal problema
simplesmente não estava sendo focalizado. A prática do celibato é uma questão
pessoal, que só pode ser resolvida entre Deus e o indivíduo, não podendo ser
ditada por qualquer autoridade religiosa, sob a alegação que é mais conveniente
que os crentes vivam solteiros.

II – O CASAMENTO É SAGRADO PORQUE É UMA ALIANÇA

a) Diferente do conceito sacramental, que alicerça o casamento nos padrões da lei


eclesiástica (ou seja, na visão que a igreja tem de si mesma e da natureza do
casamento) e do conceito contratual, que alicerça o casamento nos padrões da
lei civil (ou seja, nas estipulações humanas que regulamentam a vida comum das
pessoas em sociedade), o conceito pactual alicerça o casamento nos padrões da
lei divina (ou seja, na revelação divina, investida de autoridade, encontrada nas
Escrituras).
A Sacralidade do Casamento
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
(Hebreus 13.4)

b) O casamento na perspectiva pactual/de aliança: o casamento é uma aliança


heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, ordenada e selada por
Deus, antecedida da permissão pública dos pais, consumada na união sexual, que
resulta em uma parceria permanente e de apoio mútuo e que, normalmente, é
coroada pela dádiva de filhos. Essa posição define o casamento como um vínculo
sagrado entre um homem e uma mulher, instituído por Deus e firmado diante dele
(ainda que o casal não reconheça isso), consumado normalmente pela relação
sexual. Em sua essência, entende o casamento não apenas como um contrato
bilateral entre dois indivíduos, mas como um vínculo sagrado entre marido e
mulher e entre o casal e Deus.

c) Aliança, o que é? Apesar de haver vários tipos de aliança no tempo do Antigo


Testamento, o termo “aliança” transmite em geral a ideia de um compromisso
solene que garante promessas ou obrigações assumidas por uma ou ambas as
partes envolvidas. A expressão é usada com frequência para o compromisso entre
Deus e os seres humanos (p. ex., aliança feita com Noé, Abraão, Moisés, Davi e
as novas alianças) e, no entanto, também se refere a vários acordos entre pessoas
(p. ex., Gn 21.22-24; I Sm 18.3; l Rs 5.1-12; 2Rs 11.17), inclusive casamentos (Pv
2.17; Ez 16.8; Ml 2.14). O significado teológico de “aliança” é “um acordo que
uma pessoa fiel não romperia mesmo que a outra parte, com a qual essa pessoa se
encontra em aliança, violasse as estipulações desse pacto.
A Sacralidade do Casamento
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
(Hebreus 13.4)

III – O CASAMENTO É SAGRADO PORQUE EXIGE SANTIDADE

a) Intimidade sexual só no casamento: Qualquer relação sexual fora do casamento


é imoral e abominável a Deus. Todas as mulheres e homens solteiros, bem como
as esposas e os maridos, devem buscar a vontade e propósito de Deus para o
casamento e preservar a dádiva da integridade sexual dentro do relacionamento
conjugal. O casamento é uma instituição divina e, portanto, exige que os cristãos
atentem no conselho divino (Gn 2:7,18,20b-23; Ml 2:15; Ef 5:21-33). Pureza,
integridade, lealdade e amor são os muros que protegem essa instituição sagrada
dos pecados sexuais.

b) Julgamento divino sobre os adúlteros e os que se dão à prostituição: devido a


influência dos descrentes, havia muitos que se sentiam propensos a recair na
imoralidade. O autor usa dois termos: um denota uma vida de adultério; o outro
toda classe de impureza. Os cristãos deviam demonstrar um novo e mais elevado
ideal de pureza. A condenação imposta pelo em Gl 5.19-21 mostra-nos que os
vícios sexuais estão incluídos entre os pecados que impedem a pessoa de herdar o
reino dos céus. O trecho de Ef 5.6 ensina-nos a mesma coisa. Todo o indivíduo
dominado por algum vício sexual não pode ter-se convertido em verdade, e nem
pode esperar, com razão, a salvação de sua alma. O presente versículo promete o
juízo de Deus contra a pessoa que pratica vícios sexuais, ainda que, entre os
homens, tais vícios jamais venham a ser julgados.

Conclusão
O casamento é sagrado por ter sido instituído por Deus, por ser uma aliança, porque exige
santidade e porque foi concebido para durar como uma relação ininterrupta.

Bibliografia

ADEYEMO, Tokunboh (editor geral). Comentário Bíblico Africano, Mundo Cristão, São
Paulo, 2010
BARCLAY, William. Comentário Bíblico de Hebreus
Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7
Chaplim, R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol. V, Ed
Candeia, São Paulo, 1995
Comentário Bíblico Moody
Kostenberger, A. e Jones, D. W. Deus, casamento e família: reconstruindo o fundamento
bíblico, 2ª ed. Vida Nova, São Paulo, 2015
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