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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO


E SEGURANÇA

2006

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO” 1


ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

© 2006. SENAI-SP
Sistema de Acessórios, Conforto e Segurança
Publicação organizada e editorada pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”

Coordenação geral Newton Luders Marchi

Coordenador do projeto José Antonio Messas

Planejamento e Aurélio Silva de Oliveira


organização do conteúdo

Captação de imagens Ulisses Miguel

Editoração Teresa Cristina Maíno de Azevedo

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”
Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-060

Telefone (0xx11) 6166-1988


Telefax (0xx11) 6160-0219

E-mail senaiautomobilistica@sp.senai.br

Home page http://www.sp.senai.br/automobilistica

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 5

ALARMES 7
• Para que servem os alarmes? 7
• Características técnicas e funcionais dos alrmes 9
• Diagrama de ligações do Cyber PX/FX (pinos de 1 ao 11) 9
• Diagrama de ligações do Cyber PX/FX (pinos de 12 ao 22) 10
• Diagrama de ligações do Positron Exact (pinos 1 ao 11) 10
• Diagrama de ligações do Positron Exact (pinos 12 ao 22) 11
• Diagrama de ligações do conector de potência 11

TRAVAS 12
• TR 005 microchave 12
• TR 020 motor escravo 13
• TR 050 motor mestre 13
• Levantadores com repouso negativo 17
• Sistema de levantamento simples com relé temporizador 17
• Diagrama da SW 222 utilizada apenas para subida de 2 portas 18
• Diagrama da SW 222 utilizada para automayização completa
de 2 portas 18

LV104 SUPER - SISTEMA DE CONTROLE E FECHAMENTO DE VIDROS ELÉTRICOS 19


• Características gerais 19
• Características dos veículos com 2 portas 19
• Características dos veículos com 4 portas 19
• Instalação do sistema em veículos com 2 portas 20
• Instalação do sistema em veículos com 4 portas 20

SISTEMA DE FREIOS 22
• Freio dianteiro 22
• Freio traseiro 22

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

SISTEMA ABS 23
• Componentes do sistema ABS 23
• Sensores de velocidade das rodas traseiras 24
• Frenagem com ABS 25
• Manutenção da pressão 25
• Redução da pressão 26

IMOBILIZADOR 28
• Funcionamento 28

COMPUTADOR DE BORDO 31
• Configuração típica do sistema 31
• Funcionamento 31
• Consumo médio de combustível 31
• Tempo de viagem 32
• Distância de viagem 32
• Combustível consumido 32
• Autonomia 32
• Consumo instantâneo 32
• Temperatura externa 32

SENSOR DECHUVA 35
• Controlador de cruzeiro 36
• Configuração típica do sistema 36
• Funções dos interruptores de controle 36

AIR BAG 39
• Configuração típica do sistema 40
• Funcionamento 41
• Sensores frontais 42
• Pré-tensionadores 42
• Air bag lateral 43
• Seqüência de disparo 44

PAINEL DE INSTRUMENTOS 46
• Indicadores de combustível 49

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 54

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

APRESENTAÇÃO

A finalidade desta apostila é apresentar sistemas de acessórios, conforto e segurança


utilizados pelos veículos.

Os conteúdos aqui apresentados são de grande importância, pois lhe direcionará qual o
caminho a seguir na reparação de veículos equipados com estes sistemas.

A leitura desta apostila será muito importante para você. Leia uma, duas três...., quantas
vezes forem necessárias. Lembre-se que muitas vezes os ensinamentos adquiridos nos
bancos escolares e as noções aprendidas no dia-a-dia da oficina precisam ser reavivados
e reordenados para um melhor desempenho profissional.

O SENAI espera que você tire o máximo proveito deste Treinamento, e que à medida que
você se atualize, possa crescer cada vez mais na profissão que escolheu.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

ALARMES

PARA QUE SERVEM OS ALARMES?

Muitas pessoas quando adquirem um alarme para veículo ou motocicleta atribuem ao mesmo
uma idéia de inviolabilidade total. Quem pensa desta forma, comete um grande equívoco
não por deficiência do produto, mas por limitações determinadas por lei, conforme resolução
abaixo:

RESOLUÇÃO Nº 37 de 21 de maio de 1998


Fixa normas de utilização de alarmes sonoros e outros acessórios de segurança contra
furto ou roubo para os veículos automotores, na forma do art. 229 do Código de Trânsito
Brasileiro.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe


confere o art. 12, inciso I, da Lei n.º 9.503,de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto n.º 2.327, de 23 de setembro de
1997, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:

Art. 1º Reconhecer como “acessórios” os sistemas de segurança para veículos automotores,


pelo uso de bloqueio elétrico ou mecânico ou através de dispositivo sonoro, que visem
dificultar o seu roubo ou furto.

Parágrafo único. O sistema de segurança não poderá comprometer, no todo ou em parte,


o desempenho operacional e a segurança do veículo.

Conforme determinação, o alarme tem como finalidade fazer exatamente o que descreve
seu nome: Dispositivo para avisar alguém de algum perigo.

A única função permitida de coibir a ação de furto é o bloqueio do motor do veículo enquanto
este se encontra parado, conforme descrito no parágrafo único.

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E FUNCIONAIS DOS ALARMES

As principais diferenças entre os modelos de alarmes da PST podem ser vistas na tabela
abaixo.

TABELA COMPARATIVA DA LINHA CYBER E PLUS

POSITRON POSITRON POSITRON


FUNÇÕES
CYBER PX CYBER FX EXACT

Acionamento “Portão Eletrônico” pelo controle remoto do alarme (*) X

Acompanha 2 controles remotos de 4 botões (PX40) X

Acompanha 2 controles remotos de 3 botões (PX32) X X

Acompanha sirene dedicada SI 400 X X

Bloqueia o motor (necessita relé externo) X

Bloqueia o motor (relé integrado) X X

Cancela “Bip” pelo controle remoto X X X

Cancela “Ultra-Som” pelo controle remoto X X X

Codifica controle de 4 botões (PX40) X X X

Codifica controle remoto de 3 botões (PX32) X X X

Comando das “Travas Elétricas” pelo controle remoto (pulso negativo) X X X

Compatível com módulos de bloqueio por rádio ou satélite X X X

Configuração para sirene dedicada (SI400) ou sirene 12 Volts X

Controla equipamento do som X

“Bip’s” e sons musicais X X X

Disparo pelo Sensor de Ultra-Som X X X

Função “Antiassalto” inteligente, seguro e progressivo X X X

Função “Check Control” X X X

Função “Localizador” pelo controle remoto X X X

Função “Pânico” pelo controle remoto X X X

Função “Reativação Automática” X X X

Função “Saída Auxiliar”(*) pelo controle remoto X X X

Função “Temporizador de Faróis” X

Função aviso de lanternas acesas X

Função “Travamento Automático” ao ligar a ignição X X X

Função bloqueio por afastamento X OPCIONAL

Garantia de 1 ano X X

Garantia de 3 anos X X X

Codificação de até 4 controles remotos X X X


(continua)

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

(continuação)
TABELA COMPARATIVA DA LINHA CYBER E PLUS

POSITRON POSITRON POSITRON


FUNÇÕES
CYBER PX CYBER FX EXACT

Led externo e interno de advertência X X X

Monitora portas, capô e porta-malas X X X

Possui “Sinalizador de Velocidade” X

Relatório de disparo por led X X X

Saída “Fechamento de Vidros”(*) pelo controle remoto


X X X
(pulso temporizado de 15 segundos)

(*) Requer módulos opcionais

DIAGRAMA DE LIGAÇÕES DO CYBER PX/FX (PINOS 1 AO 11)

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DIAGRAMA DE LIGAÇÕES DO CYBER PX/FX (PINOS 12 AO 22)

DIAGRAMA DE LIGAÇÕES DO PÓSITRON EXACT (PINOS 1 AO 11)

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Diferenças básicas
O alarme Pósitron Exact não possui o relé de bloqueio integrado ao módulo e possui apenas
uma saída negativa de baixa corrente em um conector de 2 vias, onde será necessário a
utilização de um relé de 5 pinos para se fazer o bloqueio de partida ou sistemas de
alimentação do motor (vide bloqueio no alarme EXCAT PLUS).

DIAGRAMA DE LIGAÇÕES DO PÓSITRON EXACT (PINOS 12 AO 22)

DIAGRAMA DE LIGAÇÕES DO CONECTOR DE POTÊNCIA (TODOS)

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TRAVAS

TR 005 MICROCHAVE - SÓ MANDA ORDEM

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TR 020 MOTOR ESCRAVO - SÓ RECEBE ORDEM

TR 050 MOTOR MESTRE - MANDA E RECEBE ORDEM

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LEVANTADORES COM REPOUSO NEGATIVO (SIMPLES)

SISTEMA DE LEVANTAMENTO SIMPLES COM RELÉ TEMPORIZADOR

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

DIAGRAMA DA SW222 UTILIZADA APENAS PARA SUBIDA DE 2 PORTAS

DIAGRAMA DA SW222 UTILIZADA PARA AUTOMATIZAÇÃO COMPLETA DE 2 PORTAS

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LV104 SUPER
SISTEMA DE CONTROLE E FECHAMENTO AUTOMÁTICO DE VIDROS ELÉTRICOS

Produto desenvolvido para veículos que necessitam maior capacidade de força, corrente e
resistência mecânica como pick-ups e caminhões 12V.

CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Para ser instalado exclusivamente em vidros elétricos que descansam em negativo.
• Lê sinal de comando negativo nível ou pulso ou positivo pulso.
• O comando do interruptor de porta deve ser negativo.
• Com a instalação de um relé auxiliar, temporiza por 1 minuto o uso dos vidros, ao desligar
a chave ou ao abrir as portas.
• Por medida de segurança, permite interromper a subida dos vidros em qualquer instante
pelos próprios botões de comando, ou ao segurar o vidro ou ao ligar e desligar a chave
de ignição. A subida inteligente só existe com a chave de ignição ligada.

CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS COM 2 PORTAS


• Ao receber o comando do alarme, os dois vidros sobem.
• Pelo comando auxiliar do alarme os dois vidros descem.
• Converte os vidros elétricos originais em inteligentes com subida e descida automática
com um toque rápido (300ms).
• Incorpora a função alívio de pressão interna, ao abrir as portas, um dos vidros descerá
alguns centímetros (alternado), subindo completamente após a última porta ser fechada,
aliviando assim a pressão interna quando se fecham as portas.
Observação
Será possível mudar o alívio somente para a porta ligada ao conector 2 e ajustar a abertura
entre curta e longa.

CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS COM 4 PORTAS


• Ao receber o comando do alarme, sobem dois vidros por vez.
• Converte os vidros elétricos originais em semi-inteligentes com subida automática com
um toque rápido (300ms).

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

INSTALAÇÃO DO SISTEMA EM VEÍCULOS COM 2 PORTAS


Localize os fios, verificando sempre se entre os botões e motores não há módulo eletrônico,
caso haja, ligue os fios do LV104 Super nos cabos dos motores. Verifique se os motores
descansam em negativo e ligue conforme a figura a seguir.

INSTALAÇÃO DO SISTEMA EM VEÍCULOS COM 4 PORTAS


Nesta modalidade de instalção não haverá a função alívio de pressão e nem a descida
inteligente, para que se tenha estas funções deve-se instalar dois módulos de LV104 Super.
Junte os fios verde e azul para receber o sinal do alarme. Localize os fios, verificando
sempre se entre os botões e motores não há modo eletrônico, caso haja, ligue os fios do
LV104 Super após o módulo eletrônico, nos cabos dos motores. Verifique se os motores
descansam em negativo e ligue conforme a figura a seguir.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

OBSERVAÇÕES
• Temporização dos botões por 1 minuto (opcional).

• Quando o veículo usar relé temporizador original que corta o negativo dos botões, instale
um relé auxiliar.

• Para fazer ajustes, abra o produto e corte o terminal do componente como mostra a
figura a seguir.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

SISTEMA DE FREIOS

0 Vectra dispõe de um sistema de frenagem de circuito duplo, dividido diagonalmente,


utilizando discos nas 4 rodas, sendo os dianteiros ventilados. Opcionalmente, o veículo
pode ser equipado com sistema anti-travamento dos freios ABS 5.3.

FREIO DIANTEIRO
Os discos dianteiros são ventilados e, através de aletas, permitem a circulação de ar entre
suas faces.

FREIO TRASEIRO
Os discos traseiros são sólidos.

Freio Traseiro - Disco/Tambor


0 sistema de freio traseiro disco/tambor combina dois freios independentes em uma só
unidade.

A pinça fixa atua como freio a disco de serviço, ao passo que o freio a tambor tipo “duo-
servo”, para o estacionamento é acionado através de um sistema convencional de alavanca
e cabo.

A geometria do freio a tambor tipo “duo-servo” multiplica de 4 a 6 vezes as forças vindas do


cabo que entram nas sapatas, resultando em uma boa eficiência do sistema.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

SISTEMA ABS 5.3

A função do sistema ABS é evitar a perda total de aderência durante as diferentes condições
de frenagem e em diferentes tipos de solo. Desta forma, é possível manter o total controle
direcional do veiculo.

Quando o veículo é parado sem que haja travamento total das rodas, obtém-se como
resultado final uma distância de frenagem menor que no caso do veículo com rodas travadas.

0 sistema ABS fornece ao motorista:


• Controle direcional durante manobras de frenagem onde a aderência do pneu com o
piso está comprometida.
• Consequentemente diminui a distância de frenagem por evitar a perda de aderência
entre o pneu e o solo.

COMPONENTES DO SISTEMA ABS


0 sistema antiblocante (ABS), como qualquer outro sistema de gerenciamento eletrônico,
requer de sensores para colher a informação necessária, atuadores para poder executar
uma ação fundamentalmente de um processador capaz de tomar decisões de acordo com
cada condição (lógica de funcionamento).

Como o sistema antiblocante atua sobre o sistema de freio, de uma forma geral é necessário
alocar sensores nas rodas e atuadores no circuito hidráulico, dessa forma é possível ler e
corrigir situações que fogem das condições normais de manobrabilidade do veiculo (perda
total de aderência).

A seguir uma descrição dos sensores do sistema antiblocante dos veículos Chevrolet.
• Sensor de velocidade da roda
• Sensor de velocidade do veiculo
• Sensor de desaceleração
• Sensor do nível de fluído do freio
• Sensor de acionamento do pedal de freio

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Os sensores de roda são do tipo indutivo (WVSS). Eles estão alojados perto do cubo de
roda. O sensor possui um imã permanente e uma bobina. As perturbações no campo
magnético são criadas pela coroa que pode vir montada no cubo de roda ou no próprio
disco de freio. Desta forma o sensor envia sinais cuja freqüência varia em função da
velocidade da roda.

SENSORES DE VELOCIDADE DAS RODAS TRASEIRAS


O sensor de velocidade da roda traseira consiste basicamente de um pólo magnético e
uma bobina. A ponta do pólo é cercada por um campo magnético e à medida que a roda
gira, os dentes do anel de sinal de pulso alteram esse campo magnético.

A parte do pólo na superfície externa do sensor é de uma construção plástica e, desse


modo, não é necessário cobrir a superfície externa com a graxa de alta temperatura quando
da reinstalação dos conjuntos de sensores (como nos modelos anteriores).

Os sensores de velocidade das rodas têm uma saída de alta tensão, dispensando a
necessidade de instalar calços entre o sensor e o calço que Ihe faz contato.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

FRENAGEM COM ABS


A frenagem com o ABS está composta por um ciclo de três etapas:
• Acréscimo de Pressão
• Manutenção da Pressão
• Redução da Pressão

Acréscimo de Pressão
Nesta condição a válvula de entrada se mantém aberta e a válvula de saída fechada. Com
isso, toda a pressão hidráulica gerada pelo cilindro mestre é transmitida integralmente para
as rodas. Neste instante, o ABS identifica o acionamento dos freios, mas até o momento
não existe nenhum risco de travamento das rodas.

MANUTENÇÃO DA PRESSÃO
Nesta posição a válvula de entrada fecha e a válvula de saída se mantém fechada como na
posição de acréscimo de pressão. Com isso, a pressão hidráulica se mantém constante no
sistema de freio da roda, ou seja, a força de frenagem não aumenta nem diminui. Assim, o
veículo continua com esta roda sendo freada de forma constante.

Isto acontece porque o ABS identifica o risco de travamento prematuro desta roda (caso a
pressão hidráulica continue aumentando). Assim, para se conseguir o máximo coeficiente
de atrito entre o pneu e o solo por mais tempo possível, sem o travamento da roda, a força
de frenagem se mantém constante.

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO” 25


ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

REDUÇÃO DA PRESSÃO
Mesmo com a pressão constante na roda, o travamento da mesma em alguns casos se
torna iminente. Para que isso não ocorra, o ABS abre a válvula de saída mantendo a válvula
de entrada fechada. Assim, toda a pressão hidráulica que estava constante na roda é
direcionada para o acumulador que garante uma instantânea redução da força de frenagem
na roda. Paralelamente, o motor da bomba é ligado, desta forma inicia-se o bombeamento
de fluído de freios para o cilindro mestre, garantindo deste modo que a roda do veículo não
entre em travamento.

Todas estas etapas se repetem em cada roda, de forma individual em ciclo de 10 vezes por
segundo, garantindo assim a grande eficiência do sistema ABS de geração 5.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Diagrama Elétrico - ABS

LEGENDA ABREVIAÇÕES
A38 - Módulo de controle - Sistema de freio anti- DIAG - cabo de diagnóstico
travante ECC - sistema de ar condicionado
B52L Sensor - Velocidade da roda dianteira esquerda TID - mostrador de informação tripla
B52R Sensor - Velocidade da roda dianteira direita MID - mostrador de informação múltipla
B76L Sensor - Velocidade da roda traseira esquerda INS - instrumentos
B76R Sensor - Velocidade da roda traseira direita DWA - sistema de alarme anti-furto
Fusível F23 EMP - rádio
Fusível FV5 ECU - módulo de controle do motor

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

IMOBILIZADOR

Este sistema impede o funcionamento do motor por qualquer outro meio que não seja
através da chave de ignição pertencente ao veiculo.

0 sistema de imobilização do motor opera independente do sistema antifurto e travamento


central de portas.

FUNCIONAMENTO
As chaves (1) com o sistema imobilizador possuem um micro-circuito denominado
Transponder (2).

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Diagrama Elétrico - Imobilizador

LEGENDA ABREVIAÇÕES
Terminal 15 - chave de ignição LIGADA 15 DIAG - cabo de diagnóstico
Terminal 30 - voltagem do sistema 30 DWA - sistema de alarme anti-furto
Terminal 31 - massa 31 ECM - módulo de controle do motor
A110 Módulo de controle - imobilizador INS - insstrumentos
Fusível FV2
S149 Interruptor - motor de partida

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

O transponder tem um transmissor e um receptor de sinais, os quais são alimentados por


um processo eletromagnético, sem fios. Ao ligar a ignição, o módulo de controle do
imobilizador através de sua antena, envia um sinal de tensão para o transponder, localizado
na chave. O transponder recebe esta tensão e a transforma em um sinal codificado. O sinal
codificado é enviado para o módulo de controle do imobilizador através do emissor e da
antena. O módulo de controle do imobilizador compara o sinal recebido do transponder
com o sinal registrado em sua memória.

Se os sinais forem válidos, o módulo de controle do imobilizador gera outro sinal codificado
para o módulo de Controle Eletrônico do Motor (ECM), o qual permitirá o funcionamento do
motor. Caso contrário, se os sinais não coincidirem no módulo de controle do imobilizador,
este enviará um sinal para o ECM, que não o reconhecerá e desligará todas as funções
importantes do veículo (bomba de combustível, injetores e sistema de ignição), evitando o
funcionamento do motor.

A segunda geração de imobilizadores é um aperfeiçoamento do sistema de imobilização


utilizado em outros veículos.

Um código alternado foi adicionado ao código fixo para a identificação da chave correta,
oferecendo assim uma maior segurança contra o furto.

Ao se iniciar o processo de ignição do motor, o módulo do imobilizador consulta e verifica o


código fixo da chave. Se o código identificado for válido, o módulo do imobilizador desativa
o sistema de alarme anti-furto caso tenha sido ativado, e calcula um número ocasional no
ECM do veículo que por sua vez, emite um sinal de liberação para o módulo imobilizador.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

COMPUTADOR DE BORDO

O computador de bordo informa ao motorista algumas condições do veículo para que com
isto se obtenha uma maior segurança, melhor dirigibilidade e conforto.

CONFIGURAÇÃO TÍPICA DO SISTEMA


Através do computador de bordo são processadas informações provenientes de sensores,
sendo os principais:
• Pulsos do injetor
• Distância (VSS)
• Temperatura externa
• Combustível (bóia)

FUNCIONAMENTO
As funções do computador de bordo são selecionadas através de dois botões no extremo
da alavanca do limpador.

Os cálculos são feitos pelo módulo do computador de bordo.

CONSUMO MÉDIO DE COMBUSTÍVEL


Indica a média de combustível consumido desde a “zeragem” do computador de bordo.
Após a “zeragem” poderão ser indicados alguns valores grandes devidos a pequena distância
percorrida e o alto consumo de combustível nas acelerações.
Sensor: Pulsos do injetor

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

TEMPO DE VIAGEM (CRONÔMETRO)


Indica o período de funcionamento do motor desde a “zeragem” do computador de bordo.

DISTÂNCIA DE VIAGEM (KM VIAGEM)


Indica os quilômetros percorridos desde o início de um determinado trajeto. Para zerar,
pressione, ao mesmo tempo, as teclas do SET durante a exibição dos dados.
Sensor: VSS

COMBUSTÍVEL CONSUMIDO (LITROS VIAGEM)


Indica quanto combustível foi consumido desde a “zeragem” do computador de bordo. Os
números elevados que podem ser apresentados imediatamente após a “zeragem” são
devidos a pequena distância percorrida e o alto consumo da aceleração.
Sensor: Pulsos do injetor

AUTONOMIA
É um valor estimado da quilometragem restante permitida para a quantidade de combustível
no momento. Este valor está baseado em seu consumo anterior de combustível e é
freqüentemente atualizado. Portanto, a medida em que as condições se tornam mais
apropriadas para a condução econômica do veículo, o valor da autonomia poderá aumentar.
Sensor: Combustível

CONSUMO INSTANTÂNEO
Indica o consumo instantâneo de combustível em litros por 100 quilômetros, durante a
condução do veículo. Quando o consumo for reduzido abaixo de 13 km/I, o consumo será
indicado em litros por hora (l/h).
Sensor: Pulsos do injetor

TEMPERATURA EXTERNA
Indica a temperatura externa em graus Celsius. Uma queda ou aumento de temperatura é
indicado após alguns instantes. Além destas funções o mostrador digital é utilizado para
indicar as funções do sistema de verificações de dados, relógio, data e freqüência do rádio
toca-fitas.
Sensor: Temperatura externa

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Diagrama Elétrico - Computador de Bordo

ABREVIAÇÕES
DIAG - linha de dados seriais
INS - instrumentos
ECC - sistema de condicionador de ar
MUT - multitimer
SLS - luz de freio

LEGENDA
Terminal 15 - chave de ignição LIGADA S255 Interruptor - Capacidade mínima, fluído do lavador
Terminal 30 - Voltagem do sistema 30 Fusível F13 - Chave de ignição LIGADA 15 (terminal 15)
Terminal 31 - Massa 31 Fusível F34 - Voltagem do sistema 30 (terminal 30)
B23 Sensor - Temperatura externa Fusível F38 - Fusível da lanterna de freio
B51L Sensor - Pastilha de freio dianteira esquerda S67 - Interruptor - Mostrador de informação
B51R Sensor - Pastilha de freio dianteira direita P6 Info - Display
S84 Interruptor - Capacidade mínima, líquido de
arrefecimento

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO” 33


ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Após o veículo ser ligado aparecerá a mensagem “Controlar Luz de Freio”, que irá se
apagar após o pedal de freio ser pressionado.

MENSAGEM INDICAÇÃO COMO OCORRE

Verifica as luzes de freio. Após o pedal de freio ser


Controlar a luz de freio ou Check Interno ao módulo
pressionado, o aviso deverá desaparecer do mostrador.

Nível do óleo do motor


O nível de óleo do motor está muito baixo. Bóia no cárter
(no DOHC)

O nível do líquido de arrefecimento no tanque de Bóia no vaso de expansão


Nível do líquido de arrefecimento
expansão está muito baixo.

A pastilha de freio dianteira foi desgastada até a espessura


Pastilha de freio Sensor de desgaste
mínima.

Fusível da luz de freio O fusível está com defeito. Interno ao módulo

Luz de freio Existência de uma falha na lâmpada da luz de freio. Interno ao módulo

Existência de uma falha na lâmpada do farol baixo ou


Médios lanterna traseira Interno ao módulo
da lanterna traseira.

O nível de fluido no sistema do lavador do pára-brisa Bóia do reservatório


Nível da água do lavador
está muito baixo. de expansão

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

SENSOR DE CHUVA

Seu funcionamento baseia-se no fenômeno de refração da luz. Diodos emissores de luz


(LEDs) emitem ondas eletromagnéticas através do vidro em direção ao lado de fora do
veiculo.

Parte dessas ondas são refratadas (atravessam o pára-brisa) e parte é refletida na zona
onde há mudança do meio de propagação. O índice de refração aumenta quando a superfície
externa se encontra molhada, ou seja, maiores quantidades de ondas atravessam o vidro.
Foto-sensores detectam as ondas que são refletidas.

Pela quantidade de ondas refletidas pode-se estimar o índice de refração e


conseqüentemente a presença de água sobre o vidro.

Este sensor localiza-se no pára-brisa próximo do espelho retrovisor interno. Este sistema
funciona somente quando a alavanca estiver na posição temporizador.

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO” 35


ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

CONTROLADOR DE CRUZEIRO (CRUISE CONTROL)

Este sistema mantém a velocidade do veículo constante, sem a necessidade de manter-se


o pé no acelerador.

CONFIGURAÇÃO TÍPICA DO SISTEMA


O controlador de velocidade é acionado através de 3 interruptores localizados na alavanca
de comando das luzes indicadoras de direção (pisca). Os interruptores de controle são:
• I (set/accel)
• R (resume/decel)
• O (on/off)

FUNÇÕES DOS INTERRUPTORES DE CONTROLE


Posição I
Ligar o sistema, manter a velocidade constante, acelerar o veículo passo a passo (2 km/h),
memorizar automaticamente a velocidade atual.

Posição R
Reativar o valor de velocidade armazenada na memória, desacelerar o veículo passo a
passo (2 km/h) e memorizar automaticamente a velocidade atual.

Posição O
Desligar o sistema.

Reativação da Memória
Ocorrendo a desativação do sistema e desejando-se ajustá-lo novamente para a última
velocidade selecionada, deverá ser acionado o interruptor na posição R (resume/decel).

Este sistema é totalmente controlado pelo ECM.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

ACIONAMENTO DO CONTROLE DA VELOCIDADE CRUZEIRO


Condição para o funcionamento: Contato ligado - velocidade mínima de 40 km/h
• Para ativar o sistema pressionar a tecla 1 - CRUISE ON/OFF durante 2 segundos.
• Na velocidade desejada situe na posição SET-DECEL a tecla 2.
• Para aumentar ou diminuir a velocidade deve-se posicionar a tecla CRUISE na posição
RES-ASCCEE / SETDECEL, as funções serão mostradas no MID (painel de instrumentos).

O sistema desacopla se for apertado o pedal de freio ou o acelerador.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Diagrama Elétrico - Controlador de Cruzeiro

LEGENDA ABREVIAÇÕES
A16 - Sistema de controle de velocidade AT - transmissão automática
Fusível F1.38 CRC - sistema de controle de velocidade
S3.4 Interruptor - Sistema de controle de velocidade MT - transmissão mecânica
S28 Interruptor - Embreagem, sistema de controle de DIAG - cabo de diagnóstico
velocidade SLS Interruptor - lanterna de freio dupla
S43 Interruptor - Lanterna de estacionamento, dois pólos WEG - sinal de distância

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

AIR BAG

O air bag é um dispositivo complementar de segurança que aliado ao cinto protege o


motorista e um eventual passageiro dianteiro dos efeitos acarretados por um impacto frontal
no veículo. Atua quase que simultaneamente aos tensionadores do cinto de segurança,
sendo o cinto sempre ativado em primeiro plano.

A ativação não foi projetada para capotagens, impactos laterais ou impactos traseiros, nos
quais o disparo do air bag não proporcionaria proteção ao motorista ou passageiro da
frente.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

CONFIGURAÇÃO TÍPICA DO SISTEMA

1. Módulo do air bag do passageiro da frente


2. Cobertura do air bag do passageiro (PAB)
3. Conjunto da unidade de contato
4. Chicote do SRS (parte da carroçaria)
5. Módulo do air bag do motorista
6. Módulo sensor e diagnóstico (SDM)
7 e 12. Conjunto do pré-tensionador do cinto de segurança
8. Sensor de aceleração periférica direito
9. Módulo do air bag lateral direito
10. Sensor de aceleração periférica esquerdo
11. Módulo do air bag lateral esquerdo

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

FUNCIONAMENTO
O air bag pode ser ativado em caso de colisão frontal do veículo, em um ângulo inferior a
30° em relação a linha longitudinal do mesmo.

Após a informação dos sensores, o SDM avalia a sua intensidade e define o que será
acionado, ou seja:
• só pré-tensionadores
• pré-tensionadores e as bolsas

Para que ocorra o disparo, inúmeros fatores devem ser levados em consideração. Por
exemplo, a área de impacto do outro veículo (se envolvido no acidente), sua massa e
velocidade contribuirão para aumentar ou diminuir a força necessária para o disparo ocorrer
conforme projetado.

Além disso, o ângulo da força de impacto pode não estar dentro dos 60 graus para que o
disparo do air bag ocorra embora o dano físico ao veículo possa indicar o contrário.

Os sensores que controlam o disparo do air bag e a ativação do pré-tensionador do cinto


de segurança estão incorporados no SDM e também dois sensores externos localizados
na parte dianteira do veículo ao lados dos faróis que controla o sistema.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

O sistema não requer uma manutenção regular. Se a luz de advertência se acender


enquanto estiver dirigindo ou não se acender quando for dada a partida do veículo, há
defeito no sistema e esse deve ser corrigido o mais rápido possível.

0 equipamento de diagnostico Tech 2 é programado para auxiliar no diagnóstico elétrico do


sistema na solução de problemas, incluindo air bag.

SENSORES FRONTAIS
Os 2 sensores frontais instalados na parte superior do painel frontal próximo aos faróis do
veículo são responsáveis por detectar se algo está colidindo com o veículo.

PRÉ-TENSIONADORES
Os cintos de segurança do motorista e passageiro da frente são equipados com pré-
tensionadores, ou seja, equipamentos que eliminam a folga do cinto e atuam primeiro que
o air bag; desta forma, o ocupante não será projetado contra o volante ou painel de
instrumentos antes que o air bag esteja totalmente ativado.

1. Conector do chicote
2. Conector do gás
3. Câmara de pressão
4. Arruela
5. Esferas de travamento
6. Êmbolo
7. Cabo
8. Tubo de travamento
9. Conectado ao conjunto da fivela do cinto de seguran-
ça
10. Cinto de segurança
11. Vedador

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Os pré-tensionadores têm sistema independente do air bag. Quando o módulo SDM envia
um sinal de ignição para o inflador, o gerador de gás é ativado direcionando o êmbolo para
o cilindro. Essa ação puxa o cabo ao redor de uma roldana que traciona a fivela para o
assento, esticando o cinto em ate 90mm e eliminando desta forma o seu afrouxamento.

Ao detectar qualquer irregularidade de funcionamento, sempre consulte o TIS 2000, que


apresenta orientações na detecção de falhas.

0 acionamento é definido pela desaceleração do veículo e não por sua velocidade


instantânea. Todos os valores apresentados têm como referência o impacto do veículo
contra uma barreira rígida.

AIR BAG LATERAL


Funciona como proteção suplementar àquela oferecida pelos cintos de segurança do
motorista e do passageiro da frente. O air bag lateral só será acionado no lado em que
ocorrer a colisão, e é independente dos pré-tensionadores dos cintos de segurança e dos
air bags dianteiros.

Há dois sensores (acelerômetros periféricos) que controlam a ativação das bolsas laterais:
um na coluna B esquerda e o outro na coluna B direita.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Se um sensor periférico detectar uma situação de colisão, o sensor enviará um sinal ao


módulo que controla o air bag, solicitando o acionamento do air bag lateral. Se os valores
forem coincidentes com os parâmetros do módulo, o air bag será acionado.

SEQÜÊNCIA DE DISPARO
0 sistema SRS opera o módulo do inflador do air bag lateral em quatro estágios, visando a
proteção do motorista ou o passageiro da frente durante uma colisão com impacto lateral.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Diagrama Elétrico - Air Bag

LEGENDA
Terminal 15 - Chave de ignição LIGADA 15 B63D Sensor - Air bag lateral motorista
A24 Disparador - Air bag motorista B63P Sensor - Air bag lateral passageiro
A62 Disparador - Air bag passageiro Y133 Disparador - Pré-tensionador do cinto motorista
A63 - Módulo de controle air bag Y135 Disparador - Pré-tensionador do cinto passagei-
A96D Disparador - Air bag lateral motorista ro
A96P Disparador - Air bag lateral passageiro ABREVIAÇÕES
B47L Sensor de impacto frontal LE XD - cabo de diagnóstico
B47R Sensor de impacto frontal LD STA - sistema de partida e sistema de carga
INS - instrumentos

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

PAINEL DE INSTRUMENTOS

O painel de instrumentos possui esse nome pois aloja instrumentos que informam ao
motorista alguns dados que auxiliam na condução do veículo. As informações podem ser
transmitidas através de relógios digitais ou analógicos ou ainda por luzes piloto. Dentre
essas informações podemos citar a velocidade do veículo, a temperatura do motor, a pressão
de óleo e o nível de combustível no tanque.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

INDICADORES DE COMBUSTÍVEL
Nos veículos mais antigos ou até mesmo em modelos considerados populares, o indicador
de nível de combustível é feito por meio de um relógio indicador acionado por um cabo que
fica interligado num elemento flutuante no interior do tanque. Isso simplifica bastante a
construção e também o seu custo.

A grande maioria dos automóveis possui indicadores elétricos, que


está disposto no conjunto de instrumentos do veículo.

O indicador elétrico também depende de um elemento flutuante no interior do tanque, só


que ao invés de possuir um cabo interligando o indicador à bóia, utiliza-se um chicote
elétrico.

A grande vantagem desse sistema é a possibilidade de passar o fio em qualquer lugar do


veículo, coisa pouco provável num cabo devido a sua mobilidade para acionar o indicador.

No indicador elétrico, normalmente não é marcado a quantidade de combustível se a ignição


não estiver ligada. Para entender como funciona esse equipamento observe o esquema a
seguir:

No circuito, temos uma bateria de 12 volts alimentando dois resistores em série de 1KW
cada. Como os dois resistores possuem o mesmo valor, a tensão em cada um se divide por
igual, ou seja, cada um terá uma queda de tensão de 6 volts. Vamos ver na prática porque
isso ocorre.

A intensidade da corrente é determinada pela tensão do circuito (12V) dividida pela resistência
total (2K W ).

Assim, teremos:
12 / 2 = 6mA (na realidade se divide 12 por 2000 ohms cujo resultado é 0,006A ou 6mA)

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO” 49


ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Sabemos que a tensão é o produto da corrente pela resistência. Para determinar a tensão
em cada resistor, basta multiplicar a corrente pelo valor do resistor.

Temos então para R1:


6mA x 1K = 6V
Como o outro resistor é de igual valor, a queda de tensão em R2 será o mesmo de R1.

Vejamos agora o que irá acontecer no circuito se trocarmos o segundo resistor por um de
2K W .

Com o aumento da resistência de R2, a resistência total do circuito passou a ser de 3K (1K
+ 2K). Assim, a intensidade da corrente passa a ser: 12V / 3K = 4mA.

Multiplicando-se a corrente pelas resistências teremos:


VR1 = 4mA x 1K
VR1 = 4V
VR2 = 4mA x 2K
VR2 = 8V

Toda vez que temos resistores ligados em série, a tensão irá se dividir no circuito. A soma
das quedas de tensão deverá ser sempre igual a tensão fornecida, no caso, 4V + 8V = 12V

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Toda vez que houver uma variação nas resistências, ambas sofrerão modificações na sua
queda de tensão. Neste caso, se substituirmos R2 por uma resistência variável (potenciômetro
linear ou reostato), teremos uma variação constante nas quedas de tensão de acordo com
o valor do potenciômetro.

Com o potenciômetro valendo 5K, a resistência total será de 6K, reduzindo a corrente para
2mA. Basta multiplicar a corrente pelos resistores para saber a tensão em cada um deles.

Na figura a seguir estamos utilizando um voltímetro para monitorar a tensão no resistor fixo
(R1).

O valor encontrado em R1 é de 7,5V e o do R2 é de 4,5V.

Como a tensão da bateria nunca fica exatamente em 12V, utilizadores no circuito um


regulador/estabilizador de tensão. Esse componente irá ajustar a tensão para 9V, por
exemplo:

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

O circuito ficará assim: 9V / 5K = 1,8mA. Multiplicando essa corrente por 3K teremos 5,4V
no resistor fixo e 3,6V no potenciômetro.

Com o regulador, não importa se a tensão de entrada for 12, 12,5 ou 13 volts. A saída para
o circuito sempre estará estabilizada em 9V.

Agora veremos o circuito completo do indicador de combustível.

No circuito do indicador, o relógio indicador de nível nada mais é que um voltímetro (medidor
de tensão) analógico que fica monitorando a tensão no resistor fixo. Apenas sua escala em
volts é substituído pela escala em litros.

O flutuador (bóia) fica posicionado no interior do tanque de combustível. Quando o nível


está baixo, a bóia desce acompanhando o nível do líquido. Ao enchermos o tanque, a bóia irá
subir.

O movimento de descida e subida da bóia faz com com seu eixo se movimente. Neste eixo
está interligado uma haste metálica (cursor do potenciômetro), o qual se desloca sobre
uma trilha resistiva. De acordo com o movimento do cursor sobre a trilha, a resistência
elétrica aumenta ou diminui.

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SISTEMA DE ACESSÓRIOS, CONFORTO E SEGURANÇA

Quando o tanque estiver próximo da reserva, a bóia estará baixa. A resistência do


potenciômetro será alta, assim como a sua queda de tensão. Como a tensão no
potenciômetro será baixa, a do resistor fixo que está sendo monitorado pelo voltímetro
indicador, será baixa. Neste caso, o ponteiro quase não se move, indicando uma tensão
muito baixa.

Ao completarmos o tanque, a bóia irá subir, diminuindo a resistência elétrica do potenciômetro


assim como a sua queda de tensão. Uma vez que a tensão no potenciômetro será baixa,
no resistor fixo será alta. Neste caso, o ponteiro do indicador se movimentará para a posição
“cheio”.

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ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

General Motors do Brasil. Eletricidade Básica e Eletrônica Embarcada. São Paulo. s.d.

. Treinamento do Novo Vectra. São Paulo. s.d.

www. webmecauto.com.br

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