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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

NÚCLEO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (NUCSA)


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DO CAMPUS DE PORTO VELHO
NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA (NPJ)

Redija a peça processual ALEGAÇÕES FINAIS DE ACUSAÇÃO, tendo como base as


informações abaixo e os arquivos anexos, para ser entregue no dia 28 de Setembro do corrente
ano.
O Ministério Público de Rondônia ofereceu denúncia perante a 1ª Vara Criminal de Porto Velho
narrando os seguintes fatos delituosos: “1º FATO – No dia 07 de novembro de 2008, na parte da
manhã, agentes de polícia do SEVIC lotados no 4º DP, após tomarem conhecimento de crime
envolvendo exploração sexual, estiveram no local denominado Bar do Adão, situado nas
proximidades do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, próximo ao distrito de Jaci Paraná,
Município de Porto Velho. Lá chegando constataram que os denunciados Adão Rodrigues, vulgo
Gaúcho, e Solidê Fátima Triques, vulgo Sônia, mantinham casa de prostituição objetivando a
exploração sexual de mulheres. Apurou-se que o local era bastante frequentado por homens que
trabalhavam no canteiro de obras da Usina de Jiraú e que se dirigiam ao Bar do Adão para realizar
programas sexuais. Consta da investigação que as prostitutas usavam dois tipos de pulseiras. Uma
destinada a identificar o tipo de programa sexual que fazia (sexo oral, vaginal, anal). A outra servia
para o controle do serviço prestado ao cliente (tipo de bebida consumida, programa efetuado e do
quarto alugado). Os denunciados gerenciam a prostituição, tirando proveito econômico e pagando
diretamente as prostitutas pelos serviços prestados, incluindo as comissões pelo consumo de bebidas
dos clientes. 2º FATO – Consta, ainda, que no mesmo dia, o denunciado Adão Rodrigues tentou
subornar o delegado de polícia Sandro Luiz Alves de Moura, oferecendo-lhe o valor de R$ 1.000,00
(hum mil reais) para que sua esposa, Solidê, fosse liberada das acusações, proposta que foi
prontamente recusada pelo servidor público em questão. Por tais condutas se oferece a presente
denúncia imputando aos denunciado Adão Rodrigues e SolidêFátima Triques à prática dos crimes
definidos nos artigos 229, caput, 230, caput(ambos os denunciados) e 333, caput (Adão), todos do
Código Penal, na forma do artigo 69 do mesmo diploma. Requer o recebimento da inicial, a citação
dos acusados e a designação de audiência de instrução e julgamento, pugnando por suas respectivas
condenações.”

Prof. Gustavo Dandolini


FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
NÚCLEO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (NUCSA)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DO CAMPUS DE PORTO VELHO
NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA (NPJ)

UTILIZAR ESSE ARQUIVO PARA ATIVIDADE

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE


PORTO VELHO, ESTADO DE RONDÔNIA

PROCESSO-CRIME Nº 0101544-82.2009.8.22.0501

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA, nos autos do processo-


crime que move contra Adão Rodrigues e Solidê Fátima Triquês, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art.
403, §3º do Código de Processo Penal Brasileiro, apresentar suas

ALEGAÇÕES FINAIS POR MEMORIAIS

pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

DOS FATOS

Narra a denúncia que no dia 07 de novembro de 2008, na parte da manhã, agentes


de polícia do SEVIC lotados no 4º DP, após tomarem conhecimento de crime
envolvendo exploração sexual, estiveram no local denominado Bar do Adão, situado
nas proximidades do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, próximo ao
distrito de Jaci Paraná, Município de Porto Velho. Lá chegando constataram que os
denunciados Adão Rodrigues, vulgo Gaúcho, e Solidê Fátima Triques, vulgo
Sônia, mantinham casa de prostituição objetivando a exploração sexual de
mulheres. Apurou-se que o local era bastante frequentado por homens que
trabalhavam no canteiro de obras da Usina de Jiraú e que se dirigiam ao Bar do
Adão para realizar programas sexuais. Consta da investigação que as prostitutas
usavam dois tipos de pulseiras. Uma destinada a identificar o tipo de programa
sexual que fazia (sexo oral, vaginal, anal). A outra servia para o controle do serviço
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prestado ao cliente (tipo de bebida consumida, programa efetuado e do quarto


alugado). Os denunciados gerenciam a prostituição, tirando proveito econômico e
pagando diretamente as prostitutas pelos serviços prestados, incluindo as
comissões pelo consumo de bebidas dos clientes. Consta, ainda, que no mesmo
dia, o denunciado Adão Rodrigues tentou subornar o delegado de polícia Sandro
Luiz Alves de Moura, oferecendo-lhe o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) para que
sua esposa, Solidê, fosse liberada das acusações, proposta que foi prontamente
recusada pelo servidor público em questão.

DOS DEPOIMENTOS EM JUIZO

Os réus, em juízo, negaram a prática das condutas descritas na denúncia. Adão


Rodrigues disse que mantinha junto ao seu estabelecimento comercial cinco (5)
quartos destinados a aluguel, de onde auferia renda de R$ 200,00 mensais, pela
locação de cada um deles. Completou dizendo que, nessas condições, alugou
quartos a mulheres, negando, contudo, que as explorasse serviços de prostituição
no seu estabelecimento comercial.

Na mesma linha, a denunciada Solidê Triquês, negou que ela e seu marido
mantivessem casa de prostituição, como também que cobrassem comissões de
freqüentadoras do bar do casal em face de programas sexuais realizados por elas,
haja vista que nem mesmo poderia afirmar que tais pessoas eram prostitutas.
Todavia, confirmou que o estabelecimento oferecia comissões às freqüentadoras,
comissões estas pagas sobre o consumo de bebidas alcoólicas com clientes do bar.

A testemunha G.L.S. disse que a época dos fatos morava como locatária num dos
quartos alugados pelos acusados, já que veio do Mato Grosso, na companhia do
seu namorado, trabalhador na obra da usina, com quem dormia ali todas as noites,
em que pese ter ele garantia de moradia nos alojamentos da obra. Em seguida, disse
que conhecia as pessoas apontadas como prostitutas, porém, ressaltou que essas
pessoas recebiam apoio financeiro dos seus namorados, não em razão de
programas sexuais prestados a eles. Por isso, disse não saber que naquele
estabelecimento os quartos fossem alugados para exploração sexual. No mais,
disse que quando da abordagem policial o Delegado pressionou todos a dizer o que
ele queria ouvir, inclusive colocou-a contra a parede, sem sucesso, para que
confirmasse que era prostituta

Do mesmo, a testemunha D.G. também locatária dos acusados, disse que seu
marido morava nos alojamentos da usina, enquanto ela pagava R$ 200,00 pelo
aluguel do quarto. Sobre os fatos, disse que nunca soube que ali se realizavam
programas sexuais, shows de strip tease, muito menos que os acusados faziam
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programas sexuais. Por fim, acrescento que, quando abordados, todos foram
pressionados a dizer se ali havia drogas e menores, porém, no local, nada foi
encontrado.

DO DIREITO

Como visto, os elementos de prova trazidos ao processo não se mostram suficientes


para a conclusão de que os denunciados exerciam, exploravam e auferiam lucro
com atividades ilícitas, haja vista que as possíveis vítimas, em juízo, negaram a
ocorrência desses fatos. Neste caso, sem alijar o que contido nas palavras dos
policiais e investigadores dos fatos, o certo é que os indícios apurados na fase
investigativa não se confirmaram em juízo, de sorte que, estabelecida a dúvida,
deve-se homenagear o princípio do in dúbio pro reo. A propósito, vejamos:

“Em matéria criminal tudo deve ser preciso e certo, sem que ocorra a possibilidade de
desencontro na apreciação da prova. Desde que o elemento probante não se apresenta com
cunho de certeza, a absolvição de réu se impõe” (TJSP - AC Rel. Hoppner Dutra
RTJTJSP 10/545).

Ressalte-se que os acusados, embora admitindo a atividade de locador de quartos


a pessoas, negaram a prática das condutas descritas na denúncia. Em outro giro,
os depoimentos colhidos em juízo não contrariaram as versões declinadas por
eles. Impõe-se, portanto, a absolvição, já que a prova adversa constante do
inquérito não encontrou apoio nos elementos de convicção coligidos na fase
instrutória, levando-se em conta que a prova inquisitiva, com caráter meramente
supletivo e subsidiário, não basta, por si, para firmar convencimento. Sabe-se,
ainda, que em casos análogos, em que não se têm elementos para precisar o que
de fato ocorreu, a jurisprudência assim se manifesta:

TACRSP: “Se o fato existiu, mas a prova não pode precisar o que realmente
ocorreu, o réu deve ser absolvido com fundamento no art. 386, VII, do CPP, e não
no inciso I, do mesmo dispositivo” (RJDTACRIM 22/395).

DOS PEDIDOS

Isso posto, com base no art. 386, VII do CPP, O MINISTÉRIO PUBLICO DO
ESTADO DE RONDÔNIA requer a absolvição dos denunciados, Adão Rodrigues e
Solidê Fátima Triquês, por insuficiência de provas.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.
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Porto Velho, ____de _______ de 201?

Assinatura