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Assunto: Interesse pela atividade de Arranjador.-Elaboração.

Bertussi A questão do exercício de criação mesmo ,de extrapolar a questão das música já prontas , de
desenvolver , mais do que um estudo mais uma prática de enriquecer obras já criadas ou obras que
venham a compor parte de algum projeto , ou algo nesse sentido.

Helio Pela carência de obras escritas não é , a muita dificuldade ... , tem o songbook , mais o
songbook da a harmonia, mais no caso do violão nem tudo esta muito claro. Quando você
vai fazer o acompanhamento é uma coisa , mais quando você vai solar e acompanhar ao
mesmo tempo , você tem que desenvolver a ideia musical. Você tem que ver o
comportamento das vozes , por que ser arranjador , é também fazer parte da obra , colocar
suas experiências , suas ideias.

Chenaud Primeiro a ausência de partituras e livros de arranjo para o instrumento violão, tanto de peças
populares , quanto transcrições de peças para piano ou de outros instrumentos transcritas para
violão.Eu não achava essas partituras então foi uma das primeiras dificuldades , segundo a exigência
ao mesmo tempo dos alunos em querer tocar uma música de sua preferência na maioria das vezes ,
musicas populares e não era encontrado e isso me forçava a fazer. Com o passar do tempo os alunos
começaram a atingir um patamar de independência que eu não poderia deixar essa lacuna , de não
ensina-los a fazerem arranjos para seus instrumentos.
Assunto: Arranjos ou arranjadores que chamam a atenção.-processo de elaboração

Bertussi Por exemplo, de música Brasileira temos o Hélio Delmiro, Toninho Horta, Cesar Camargo
Mariano,Nelson Faria , enfim , músicos e arranjadores de extrema competência de grande
conhecimento ,que são referencia mesmo.

Helio Bom tem muita coisa bonita ... tem Manhã de Carnaval , Garota de Ipanema,Samba de uma
nota só,o arranjo na verdade da vida a obra , mais o grande lance é o cara ser arranjador e
não perder a linha melódica ,é uma grande orquestra onde você tem a melodia e vários
instrumentos que conversam entre si , e isso é interessante. Essa coisa contrapontista , algo
nesse sentido, o dialogo entre as vozes , eu acho que a base é essa.

Chenaud Eu percebi na época que foram dos próprios executantes na maioria das vezes , os populares.O
Paulinho Nogueira , eu fiquei impressionado com os arranjos dele apesar de alguns eu não
encontrar em partitura. Mais eu achei muito bem definido as vozes que ele fez , das próprias
músicas dele e outros músicos práticos em relação ao popular. Agente tem o costume de ver na
nossa biblioteca o violão erudito , transcrições bem feitas por Segóvia , Transcrições de Tarrega, e
também movem a curiosidade de imaginar como fazer um bom arranjo. A adaptação dos estilos
também foi uma das questões , porque aqui na universidade nos fizemos um aprendizado sobre a
harmonia tradicional. O trabalho da harmonia tradicional além do conteúdo e conhecimento das
técnicas de harmonização, das cifragens de harmonização, o outro patamar que agente trabalhou foi
exatamente a colocação dessas vozes seguindo as regras de harmonia. Então na verdade eu achava
que não tinha utilidade porque era uma harmonia antiga , mais eu percebi depois que eram técnicas
de arranjo para coral e o coral e talvez o instrumento que eu considero mais delicado e por essa
delicadeza , você fazendo a aula da harmonia tradicional , conhecendo as regras você pode transferir
esse conhecimento para outros instrumentos de orquestra ou de pequenos grupos. Então eu gostei
da harmonia tradicional por isso.Posteriormente eu passei a trabalhar também com contraponto e
fuga , talvez foi ate antes da harmonia tradicional , que me deu uma visão muito interessante do
contraponto, modalismo e pós-modalismo, e a visão tonal junto ao contraponto então foi uma outra
coisa importante. Seguindo depois isso eu vi o conhecimento através da (AMA ) a técnica de
arranjo , essa técnica de arranjo também foi moderna, ai eu conheci dois grandes arranjadores, o
Aderbal Duarte e o Sergio Souto, que foram meus professores de Arranjo I e II. Então esse
conhecimento da partitura , através das aulas e depois puxando para a experiência de vida como
músico , professor e estudante para chegar ao arranjo.
Assunto: Processo de elaboração.

Bertussi Na verdade o arranjo vem de um ato de criação ,então é necessário um conhecimento teórico,
especialmente o conhecimento da obra original. Conhecendo a obra original e de alguma forma
tentar não sair tanto da natureza da própria obra.Um bom arranjo ele ainda mantém uma conexão
com a obra original , ele respeita a construção inicial de alguma forma.

Helio Eu acho que primeiro é saber a tonalidade , você compreender a tonalidade , dominar a
harmonia dela e depois você partir para as vozes , essas vozes você pode trabalhar com os
arpejos de extensão , com as escalas , você pode colocar algum acorde substituto , pode ter
uma outra ideia de harmonia mais sempre , o primeiro ponto é compreender a obra em si ,
você compreendendo a obra depois esse arranjo , ai você vê como é que você vai utilizar
essas vozes, dentro da própria harmonia não é. De repente tem pontos que você pode dar
ênfase a voz aguda , de repende a ênfase pode ser ao baixo , ou as vozes intermediárias , a
melodia pode passar para as vozes intermediárias , até para o baixo também, a ideia esta na
questão do contra ponto.

Chenaud Eu percebi muito também não conversas com Henrique Pinto , lá em São Paulo e ao mesmo tempo
tocando suas transcrições de composições para violão uma coisa que eu achei muito interessante.
Apesar de toda técnica , todo conhecimento cientifico que agente vai aprender , o violão tem que
soar da forma mais tranquila e prazerosa , então para você chegar a essa forma tranquila e
prazerosa , você tem que imaginar o instrumento como se este fosse cantante , e em certas horas,
na hora do acompanhamento é um instrumento harmônico , mais também cantante , em
contrapontos , em segunda voz , em manejos rítmicos , toda essa parte. Então apesar de toda regra
você tem que falar com o instrumento da maneira mais simples e mais perceptível para qualquer
tipo de ouvinte , do mais elaborado ao mais simples.

Assunto: Os Arranjos e a prática pedagógica.


Bertussi Inicialmente eles são orientados a trabalharem com a parte de harmonia. Primeiro um
conhecimento sobre campo harmônico , sobre transposição , modulação, e utilizando obras
inicialmente mais simples porque dai parte um exercício para aos poucos entrar em obras um pouco
mais complexas , na verdade o “X” da questão é você ter um conhecimento sobre harmonia , sobre
intervalos , sobre essa parte inicial da música porque como o arranjo é uma construção em cima
disso , isso é que vai ser o fundamental , o conhecimento sobre os modos , sobre as escalas , porque
ai você define , procura entender mais a estrutura da própria música , as estruturas melódicas e isso
te da mais material , para realizar , para construir arranjo.

Helio É uma prática, eu acho que aluno chegar a escrever arranjos, ele já tem que ter os
elementos teóricos, conhecer basicamente harmonia, a questão das tonalidades , ter uma
questão rítmica a consciência rítmica e uma prática constante , só assim se consegue fazer
arranjo.

Chenaud Os alunos são orientados a perceberem a riqueza do material geral de MPB dos songbooks , e a sua
utilidade. Então eles podem utilizar esse recurso de transcrever uma peça, então começa com a
transcrição que já vem da pesquisa na biblioteca desses songbooks, ate o primeiro ponto que seria o
aprendizado dos softwares de editoração gráfica de partituras, como o finale ou encore.Então esse
principio, a transposição , a transcrição dessas peças , dessas melodias para o computador já faz
com que ele aprenda o manuseio do equipamento dentro do conhecimento da editoração gráfica.
Depois desse aspecto , ai agente vai começar a falar das particularidades do violão , em suas escalas
musicais , em suas harmonizações , acordes e suas tonalidades prediletas. Então ai agente vai
pensar em fazer modulações , com essa melodia transcrita para tonalidades violonísticas de
preferência, e depois disso agente vai fazer um apanhado em observação vertical dessa melodia ou
seja , se você pega uma região melódica que ela esta muito alta e atingi a casa 9 a 12 do violão
agente já vai titular essa linha melódica como se fosse , um nível médio difícil , mais se você pega e
passa para uma tonalidade violonistica que esta entre a casa 3 e a 1ª e 2ª corda solta , já é um nível
médio fácil , então você pode fazer o arranjo a partir dai para , indicativos que vão selecionar ,
alunos médio-iniciantes e alunos que já estão para se formando. Essa é uma maneira de você
facilitar e democratizar essa linha. Depois disso que o aluno já transcreveu para esta que eu chamo
de nível 1, toda essa fase de transcrição e modulação para tonalidades violonisticas, eu passo para o
segundo que é a analise harmônica dessas harmonias que estão já inseridas na linha melódica que
vem do songbook para perceber as notas que compõe o acorde e algumas notas coloridas que
seriam as próprias dissonâncias inseridas pelo próprio arranjador/compositor que esta lá no livro. A
principio o que agente vai colocar; a regra depois dessa analise do estado perfeito ou imperfeito , 1ª
posição , 2ª posição , no caso 3ª se o acorde for mais extenso, agente vai ensinar a colocação do
baixo. Coloca-se o baixo dando uma ideia também de pulso regular , dependendo do compasso ,
binário , ternário ou quaternário, e ai se encerra a segunda fase , utilizando nesses baixos notas do
acorde no estado perfeito ou notas já com o baixo imperfeito na 1ª ,2ª ou 3ª posição , etc.

Fechando essa parte agente vai observar a distancia da linha melódica com o baixo , para saber se a
condição de colocar uma 3ª voz ou uma voz em par , nessa parte intermediaria , vai depender muito
disso. Agente vai olhar essa distancia para que apareça uma voz intermediária que não interfira na
melodia e não interfira no baixo, melodia que eu me refiro são notas agudas.

Assunto: Escolha do Repertório-prática pedagogica

Bertussi Iniciar por coisas mais simples e ter uma ação gradativa nisso porque por exemplo , músicas que
tenham uma sequencia básica de I-IV-V-I , você primeiro poder realisar isso em todas as
tonalidades , entender a melodia dessa musica em cada tonalidade , e a partir dai tentar agregar
outros elementos em relação a um contexto solista e ai vem um estudo técnico prévio que é feito,
especialmente dentro da obra do Henrique Pinto. Então se você tem uma técnica o mais seguro
possível , você vai conseguir introduzir elementos onde existe a melodia e o acompanhamento
daquela obra , você vai transformar isso por uma condução de vozes , enfim , mais é um exercício
que primeiro se inicia com obras simples , as vezes até com cantigas de roda , porque se você
consegue , criar em torno disso ,aos poucos vai conseguindo criar em torno de coisas que vão sendo
mais complexas , ate chegar em bossa nova , enfim, estruturas bem maiores mais complexas.

Helio Primeiro é ver muitas coisas que não foram feitas. Eu acho que a muito campo para isso ,
ainda existe.Hoje as editoras já não lançam muita coisa, tem muita coisa de ordem
particular , e há muita coisa que ninguém passa para ninguém , na verdade os arranjos
terminam sendo coisas particulares de cada violonista , é uma coisa que tem que acabar ,
tem que haver uma circulação maior nesse sentido , quando há , o crescimento é maior , é
uma prática constante.

Chenaud A escolha é do aluno ou se agente vê que existe melodias que não foram feitas , mais parecem que
foram feitas para o violão. Então você percebe isso tocando , as vezes improvisando , escolhe e ai
deixa essa música como é.

Assunto: Feedback dos alunos.-Prática pedagógica.


Bertussi Não é um costume , na verdade ainda a uma defasagem , muitos ainda não estão acostumados ,
primeiro em relação a acompanhar , a depender da situação ele já te trás para um contexto de
arranjo , mais inicial possível , então existe uma dificuldade inicial , porque ai a mente tem que
funcionar primeiro para identificar as relações dentro da harmonia , dentro da melodia para dai isso
se tornar uma coisa mais natural e haver um processo entendimento de estrutura e de agregar mais
elementos naquilo que é melodia e acompanhamento.

Helio É um trabalho que você faz na sala de aula mais é importante que seja desenvolvido em
casa , e que ele apresente esse trabalho , as vezes a dificuldade é a pessoa pegar essa
mesma dinâmica da sala de aula e levar para casa , ter isso na própria vida.Talvez o trabalho
maior seja a pessoa incorporar esse processo. Saber que isso já faz parte da vida dele.Esse
trabalho constante.E Saber se ele não veio a aula , ou se ele teve algum problema para não
vir a aula mais que esse trabalho , esteja nele , e que ele apresente.

Chenaud Com muita felicidade e tranquilidade , eu não vejo nenhum aluno querendo bloquear essa atividade
, eu só percebo na verdade que eles sentem a capacidade de aprender uma atividade a mais que vai
ser de grande importância no seu meio profissional.

Assunto: Improvisação e Composição na atividade de arranjador- Prática pedagógica.


Bertussi O arranjo já é um ato de criação, então ele requer que você também utilize uma visão sua, sobre
aquela obra, isso envolve um conhecimento musical prévio, e a composição ela, já esta inserida
nesse processo você esta compondo, mesmo utilizando um material pré-existente, o resultado final
vai ser diferente do resultado original. Então já ouve um processo de criação, de composição ai. Ele
já é um passo, eu diria que trabalhar com arranjos é o primeiro passo pra você vir a se tornar um
compositor e criar coisas próprias, no arranjo você desenvolve meios de criação, ideias que depois,
vão gerar ideias para as próprias composições, isso acontece muito no flamenco. Os violonistas do
flamenco desde muito cedo eles aprendem a criar as próprias coisas, eles aprendem a não ficar
executando o que é dos outros, mais executar o que é seu. Mais para nós , para o nosso tipo de
cultura é muito mais interessante quando se consegue ter uma visão melhor sobre um processo de
criação quando se atua primeiro sobre algo que já foi previamente criado e você tem o desafio de
dar uma nova visão sobre aquilo.

Helio A improvisação na verdade é uma variação , você tem um tema , e você tem variações e o
arranjo não deixa de ser uma composição também. Você passa a compor , conjuntamente
com o autor , só que essa composição você tem que respeitar o autor ,tem que ser um
trabalho conjunto com ele e sabendo que é um trabalho de arranjo , você deu meramente
um toque na obra sem romper o vinculo com o autor .

Chenaud No meu conceito são três coisas iguais utilizadas em tempos e momentos diferentes. Porque para
você ser arranjador a ideia é , colocar uma “capa nova” em um “manequim” que esta lá. Se você vai
colocar do seu jeito é normal que você utilize uma roupagem nova. O que acontece na verdade é
que quando a roupagem fica muito marcante , utilizamos tanto na escrita quanto no ouvido , no
improviso essa roupagem que já foi feita por outro compositor. Mais a ideia do arranjo é uma
composição sobre essa roupagem de uma autoria de um compositor diferente. O arranjo para mi é
uma composição que eu vou anexar a composição de outra pessoa, isso é o arranjo. A improvisação
é uma composição instantânea , então todos se remetem a composição.

Assunto: Métodos específicos existentes no mercado –Prática pedagógica


Bertussi Não , na verdade , se você coloca isso em forma de método , você tira uma questão natural da
própria criação , na verdade o que é necessário para se criar arranjos não é uma metodologia , é um
conhecimento teórico, sobre melodia , harmonia, intervalos,formação de tríades ,campo harmônico
maior e menor , transposição , ciclo das 5as , coisas desse tipo, que dão um suporte para fazer
arranjo , e no caso quando se trabalha com outro tipo de instrumento , conhecer a natureza do
outro instrumento, então não é necessário que exista um método , isso deve fazer parte do estudo
musical, e o arranjo é necessário vontade , que você tenha a curiosidade e a vontade de transcender
uma coisa já pronta , e tendo conhecimento teórico , você já tem tudo que é necessário.

Helio Existem mais eu conheço poucos , sempre tem a questão do Nelson Farias , com aqueles
elementos que ele da , o Almir Chediak, os songbooks também dão muito subsidio a isso ,
mais não um trabalho especificamente sobre isso , são só ferramentas , são matérias dadas
em universidades , em cursos que você desenvolve , e a grande gama do aprendizado é você
praticar e ouvir.

Chenaud Da parte de violão , eu nunca vi , mais eu acho que deve existir , a necessidade faz com que agente
trabalhe encima e explique através de questões técnicas. Agora arranjos para outros instrumentos
tem vários , que não deixam de ser um referencial , agente para fazer arranjo , antes de tudo tem
que entender muito a harmonia , entender de ritmo , saber existe uma dinâmica rítmica , dentro da
música que precisa ser trabalhada , essa dinâmica ela vai ser utilizada a vida inteira com varias
musicas , então você não pode esquecer do ritmo.

Assunto: A Orquestra de Violões e os arranjos produzidos pelos alunos-Prática pedagógica.


Bertussi Tocar em grupo já é um desafio muito grande, é muito mais fácil tocar sozinho. Então a orquestra
ela já permite que haja uma interação , te obriga a estabelecer uma interação inclusive de respeito
dentro dos arranjos que estão sendo trabalhados , ela desenvolve mais a percepção por conta
disso , porque , você não tem que esta preocupado apenas com sua parte , sua parte esta inserida
num todo , e ela tem que funcionar dentro desse todo. Então ao mesmo tempo em que você , esta
ali acompanhando sua parte , que deve ter sido previamente estudada , você também esta
acompanhando a parte dos outros , então isso já contribui para o desenvolvimento de percepção ,
desenvolvimento de leitura , porque você tem que estar acompanhando também o que esta
acontecendo no arranjo de uma forma geral , então isso contribui num desenvolvimento de leitura .
No violão infelizmente a muita ansiedade , isso é bem natural do violonista , não é de um ou de
outro mais é geral essa ansiedade de já sair tocando , de já querer por tudo na mão , e de não
desfrutar do material que esta ali, teórico inclusive, e esse trabalho de grupo de violões estimula um
pouco isso, porque primeiro vem uma obrigação , mais com o tempo , se torna uma pratica mais
natural , para aqueles que estão ali , e justamente essa interação e esse estudo do conjunto , é que
dão um suporte no próprio desenvolvimento de cada violonista.

Helio Minha experiência com a orquestra de violões é fabulosa , um trabalho que veio em sala e
que de repente , o aluno tem que ouvir o outro , respeitar o outro , e a questão da disciplina
, onde ele tem que apresentar a parte dele e eu não forço , realmente o que vai fazer ele
estudar e o outro, ele vê que na hora de tocar , ele não apresentou a parte dele e precisa
melhorar, e as vezes não precisa nem muitas palavras , só olhar e ver o resultado sonoro e a
resposta dele que não veio , é um trabalho que o professor não precisa , ficar cobrando
muito , a aqueles que numa forma de não apresentar o trabalho expõem algumas
dificuldades , Por exemplo : eu fui trabalhar , por isso cheguei atrasado , etc. Mais este sabe
claramente que é uma desculpa as vezes , não todos , tem pessoas que faltam aula por
questão pessoal , por outras dificuldades , mas quando é um discurso constante você vê que
é uma fuga .

Chenaud Agente colocou os alunos para trabalhar com a orquestra , muitos deles , agente colocou para fazer
as transcrições e as transcrições elas surtiram efeito e tudo foi resolvido dentro do que era esperado
, tanto que a apresentação foi um sucesso , os meninos se comportaram muito bem como
arranjadores , fizeram as transcrições , agente pensa o seguinte; a importância dessa matéria esta
vindo cada vez mais porque o violão tem crescido muito , antigamente fazer coo-repetição era feito
basicamente para o piano, hoje agente pode adaptar isso para um quarteto de cordas o um quarteto
de violões ou até mesmo um duo. A importância na verdade é a pessoa entender a linguagem e a
orientação , porque a coo-repetição ela esta nisso, ela esta em orientar o solista a entrar, a sair , a
crescer ,a diminuir, todos esse elementos que tem dentro de um concerto e como parte de ensaio.

Nos pegamos essa ideia de coorepetição e adaptamos para a orquestra de violões como uma forma
de ter o arranjo , não só uma coorepetição , mais que funciona , porque a técnica é a mesma , so
que o intuito é diferente. A intenção é que ela se apresente , não só acompanhe, então nos
formamos aqui algumas peças , pegamos a grade de violão e extraímos as partes e outras agente
pegou vocal e extraímos a parte , achando a tessitura ideal para o violão e ai deu todo certo. Tanto
que depois agente fez a mesma coisa com a viola , violino e contra baixo acústico , instrumentos da
orquestra sinfônica , e tocaram também com agente.

Assunto: A interdisciplinaridade no Curso de Música.-Prática pedagógica

Bertussi A musica desde bons séculos atrás , já tinha um caráter interdisciplinar. Mais isso se tornou mais
evidente a partir do século XX , com o advento da industria fonográfica , então você tem , hoje, um
tipo de musico que não é mais voltado a performance , é um músico voltado a produção de material
musical. Isso envolve algum conhecimento alem da área de musica , sociologia , economia ,
administração , comunicação , então todos esses conhecimentos já estão inseridos , eles já
pertencem a uma nova realidade do musico. O que ainda falta e haver um link dentro das
instituições em relação a isso , haver uma conscientização , dentro das instituições em relação a
matriz curricular , para que seja voltada para a expansão dos conhecimentos além do fazer musical,
alem da questão da performance.Ainda há em grande parte dos cursos superiores do pais , um tipo
de ensino conservatórial , e isso ainda se mantém deixando lacunas entre a formação e a atuação
profissional do musico. Aqui na Católica agente já esta num outro caminho , já houveram
modificações no currículo que já estão começando a aproximar mais o estudante de uma realidade
de mercado , e envolve justamente essa interdisciplinaridade que já é presente , ela necessária que
ela seja detalhada por essa interdisciplinaridade já esta presente dentro das matérias ,ou seja, parte
de tecnologia de produção isso já se insere no contexto de interdisciplinaridade natural , e é isso
que as instituições tem que buscar , isso é uma realidade, não pode ser ignorado , hoje em dia não
se pode mais discutir música fora do contexto do atual modo de produção.

Helio Isso é interessante porque, você vê que a música tem o seu ponto de vista de determinado assunto,
e as outras matérias também tem o seu ponto de vista , onde uma auxilia a outra, e na verdade o
músico precisa disso , não é só tocar, o músico hoje precisa saber se relacionar com diversas áreas ,
e saber também o discurso , e nos tornamos importantes por sabermos que fazemos parte de todo
um grupo , esse que seria o sentido de universidade , que seria o conhecimento vasto , onde você
possa discutir sobre o que você faz com diversas áreas e compreender o que você faz em outra área.

Chenaud Uma coisa muito conversada entre professores, nos procuramos na verdade dar exemplos práticos
do que a intenção de ensinar uma coisa teórica. Isso produz um reflexo positivo tanto na parte das
aulas praticas , quanto teóricas. A assimilação do conhecimento nivelado pelo conteúdo é outro
ponto também muito relevante. Agente não vai ensinar uma coisa não esta sendo trabalhada na
teoria , ou na aula de percepção ou de elementos da música , então essa interação ela é muito
produtiva , houve um reflexo no conhecimento muito grande , e a outra coisa que agente tem
trabalhado dessa interdisciplinaridade e que os alunos estão estagiando de uma muito correta como
observação e regência , e agente pega sabendo disso , como uma relação interdisciplinar, agente
utiliza em sala de aula , momentos de reflexão no ensino , no dialogo professor aluno , para que
também eles já tenham essa vivencia antes ou depois desses estágios.