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PÓS-GRADUAÇÃO (ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU)

EM GESTÃO ESCOLAR

O GESTOR ESCOLAR E O PLANEJAMENTO DO CONTEÚDO DE


MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

FÁBIO FRANCISCO DOS SANTOS

Presidente Prudente/SP
2016
2

PÓS-GRADUAÇÃO (ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU)

EM GESTÃO ESCOLAR

O GESTOR ESCOLAR E O PLANEJAMENTO DO CONTEÚDO DE


MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Monografia apresentada a Pró-Reitoria de


Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade do
Oeste Paulista, como parte dos requisitos para a
obtenção do título de Especialista em Gestão
Escolar (Diretor de Escola, Supervisor de Ensino,
Coordenador Pedagógico e Orientador
Educacional) – Área de Concentração: Ciências
Humanas.

Orientadora: Profª. M.ª Edilaine Tiraboschi de Oliveira Bertucchi

Presidente Prudente – SP
2016
3

371.1 Santos, Fábio.


O48f O Gestor Escolar e o Planejamento do Conteúdo de Música
na Educação Básica. / Fábio F. Santos. – Presidente Prudente,
2016.
(31)f.

Monografia (Especialização em Gestão Escolar -Universidade


do Oeste Paulista – Unoeste, Presidente Prudente, SP, 2016.
Bibliografia.
Orientador (a): Profª Me. Edilaine Tiraboschi de Oliveira
Bertucchi.

1. Educação Musical. Formação de Professores. 2. Gestão


Participativa. 3. Contexto Escolar. I. Título.
4

FÁBIO FRANCISCO DOS SANTOS

O GESTOR ESCOLAR E O PLANEJAMENTO DO CONTEÚDO DE


MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Monografia apresentada a Pró-Reitoria de


Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade do
Oeste Paulista, como parte dos requisitos para a
obtenção do título de Especialista em Gestão
Escolar (Diretor de Escola, Supervisor de Ensino,
Coordenador Pedagógico e Orientador
Educacional) – Área de Concentração: Ciências
Humanas.

Presidente Prudente, 05 de junho de 2016


5

BANCA EXAMINADORA

_______________________________________________________
Orientadora: Profª. M.ª Edilaine Tiraboschi de Oliveira Bertucchi
Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE
Presidente Prudente – SP

______________________________________________________
Banca: Profª. M.ª Milene Guelssi Nochi
Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE
Presidente Prudente – SP

_______________________________________________________
Banca: Profª. M.ª Regina Rita da Silva Santos
Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE
Presidente Prudente –
6

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela oportunidade que me deu de trilhar por este caminho


iluminado.

A esta universidade, seu corpo docente, direção e administração que


oportunizaram a janela que hoje vislumbro um horizonte superior, eivado pela
acendrada confiança no mérito e ética aqui presentes.

À professora orientadora, Profª. Me. Edilaine T. O. Bertucchi pelas


orientações e incentivos cedidos pacientemente.

Aos meus pais, pelo amor, incentivo e apoio incondicional.

E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha


formação, o meu muito obrigado.
7

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a meus pais, Claudio Danião F. dos Santos e


Ivone Dias F. dos Santos. Jamais poderia expressar em palavras minha gratidão por
seu amor e carinho. Sem o seu apoio, educação, dedicação e incentivo eu nunca
teria chegado até aqui.
.
8

“A possibilidade de realizarmos um sonho em realidade torna a vida interessante”

Paulo Coelho
9

RESUMO

O GESTOR ESCOLAR E O PLANEJAMENTO DO CONTEÚDO DE


MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Este trabalho de pesquisa vem abordar as possibilidades da música na Escola de


Educação Básica, refletir o trabalho do professor especialista e na perspectiva dos
coordenadores e diretores sobre as funções da música na escola. Contudo este
trabalho aponta uma breve história da educação musical no Brasil e as mudanças
que existem entre os anos passados e os dias atuais sobre a ocupação da música
na escola. Também traz uma discussão do projeto político pedagógico, gestão
educacional e a Lei nº 11.769/2008, que fala sobre a obrigatoriedade do ensino de
música como potencialização da vivência escolar e da música na Educação Básica.
Percebemos que o problema para a efetivação da música nas escolas é a falta de
professores licenciados em música ocupando e atuando nestas escolas.

Palavras-chave: Formação de professores. Gestão participativa. Motivação.


Escola.
10

ABSTRACT

THE SCHOOL MANAGER AND THE PLANNING OF MUSIC


CONTENT IN BASIC EDUCATION

The aim of this study is to address the possibilities of music at the School of Basic
Education, reflect on the teacher's work expert and the perspective of the
coordinators and directors of the functions of music in schools. Discuss the political
pedagogical project, educational management and Law nº 11,769 / 2008, which talks
about the compulsory music education as potentiation of school life and music in
Basic Education. In the final considerations it appears that the problem for the
effectiveness of music in schools is the lack of qualified teachers in music and acting
occupying these schools.

Keywords: Teacher education. Participative management. Motivation. School.


11

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...............................................................................................13

MÚSICA NAS ESCOLAS...............................................................................15

Uma pausa de mil compassos..................................................................21

O QUE ENSINAR...........................................................................................23

Performance musical.................................................................................24

Composição musical..................................................................................26

Apreciação musical....................................................................................27

O PROFESSOR DE MÚSICA.........................................................................28

O GESTOR ESCOLAR...................................................................................28

CONSODERAÇÕES FINAIS..........................................................................30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................32
12
13

INTRODUÇÃO

Muitos pesquisadores tem utilizado a escola como objeto de


investigação das problemáticas na área da Educação. Os pensadores vem
analisando sua administração, suas relações pessoais, o currículo, o projeto político
pedagógico e suas concepções e a importância do ensino de música dentro do
âmbito escolar. Com a Lei 11.769/2008 que torna obrigatório o ensino da música na
educação Básica tem surgido muitas controversas entre professores especialistas ,
professores generalistas e direção escolar sobre o que ensinar e como ensinar
música na escola.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais orienta quais seriam os
componentes curriculares obrigatórios, no entanto existe uma divergência nos
professores que atuam com música na escola. Um dado trazido pela pesquisa é que
alguns professores optam pelo trabalho em escolas especificas de música, é onde
esse profissional se reconhece fazendo música. Essa escolha acontece ainda na
graduação.
Cada arte tem suas peculiaridades que devem ser analisadas. A escola
é um ambiente que transforma o individuo e formam grandes pensadores,
pesquisadores e também artistas. O ensino da música favorece a construção de um
sujeito estético.
Para fundamentar tais ideias, serão utilizados estudos e pesquisas de
alguns autores, tais como: GAINZA; PENNA; Depois da obrigatoriedade do ensino
da música nas escolas cria-se algumas perguntas. Como tem sido a formação de
professores e o uso da metodologia na escola de Educação Básica?

Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é analisar qual a visão da


gestão escolar em relação a música no ambiente escolar, observar como a gestão
pode contribuir para o ensino de música, entender quais os registros utilizados no
projeto político pedagógico referente a inserção da música na escola utilizada pelo
professor especialista e generalista e apresentar como a música deve ser trabalhada
na escola.
14

O ensino da música passou por diversos contextos desde a chegada dos


Jesuítas, passando pela difusão do seu ensino no território nacional por meio do
canto orfeônico desenvolvido por Villa-Lobos.
Villa-Lobos foi extremamente importante, pois foi responsável pelo canto
orfeônico no Brasil e seus objetivos destacavam-se auxiliando o desenvolvimento
artístico de crianças e adultos.
O Canto Orfeônico tem suas raízes na França no início do século XIX,
essa prática de canto coletivo era obrigatória nas escolas municipais de Paris. O
canto orfeônico tem características próprias que distingue do canto coral e dos
conjuntos eruditos. É uma prática da coletividade com vozes heterogênicas. Na
década de 30 esse projeto foi obrigatório em todo o território brasileiro. A finalidade
desta prática era de usar a música a serviço da Pátria e da coletividade, utilizando a
música como um meio de formação e de renovação moral, cívica e artística.

Getúlio Vargas soubera, sem dúvida, compreender o poder da música para


arregimentar massas e uni-las numa só marcação de tempo, e tirava partido
disso; Villa-Lobos, por sua vez, via aí a oportunidade de fazer o Brasil todo
cantar... (FONTERRADA, 1991, P.8).

Do ponto de vista do governo de Getúlio Vargas era uma excelente forma


de propaganda, na qual se tentava certa legitimação do seu governo por meio das
letras que revigorava um nacionalismo ufanista.
O Orfeão existiu por quarenta anos, mas somente na década de 70 a
disciplina de música saia dos currículos e começa a fazer parte da Educação
Artística onde o aluno aprendia as quatro linguagens artísticas (artes visuais, artes
cênicas, desenho e música). Reconhecendo a diversidade no ensino das artes, o
MEC muda a nomenclatura para Ensino das Artes que agora era composta pelas
artes visuais, cênicas, música e dança substituindo o desenho. Depois dessa
época, a educação musical foi se defasando dentro da escola devido à falta de
capacitação para os professores.

MÚSICA NAS ESCOLAS


15

A música sempre esteve presente na vida humana, e faz parte da


educação. Ela também se confunde com a linguagem, pois faz parte da
manifestação natural do homem.
A expressão do homem primitivo, que era simples, foi ampliada com o
conhecimento musical, a partir da exploração de objetos transformados em
instrumentos musicais.
A partir de novas formas de manifestar os sons, os ritmos, as melodias, a
música ficou relacionada à aprendizagem.

"A visão histórica e teórica da linguagem musical nos informa


como o ser humano conseguiu aperfeiçoá-la através dos
tempos. Analisando o passado musical, podemos compreender
e valorizar o presente e o futuro. E o presente mostra a
linguagem musical participando do progresso tecnológico
através de uma presença marcante nos meios de comunicação
de massa [...] (ROSA, 1990, p. 23).

Assim, a importância de compreender o desenvolvimento musical


paralelamente a prática de educação musical vivida em cada período é muito
importante, pois o conteúdo de ensino se configura intrínseco da produção musical.
Em outras palavras, a educação musical daquele período histórico está relacionada
com a música que fazia na época e com o que se ouvia.
É preciso ter clareza sobre a compreensão de que a história da música
privilegia o desenvolvimento musical que acontece em classes mais favorecidas.
Quando a história da ênfase no desenvolvimento da prática musical, o
aprimoramento nas músicas e a boa qualificação dos músicos, é nas classes mais
favorecidas que se encontra, pois foi assim que a história da educação musical foi
construída: em uma educação musical limitada a poucos e excludente.
O ensino de música se tornou um processo que seleção e divisão de
classes, já que foram se elegendo outras formas de determinar um estilo de vida
ideal para se viver. Com o passar do tempo a música deixou de ser uma
manifestação cultural, livre expressão humana e ficou distante quanto a ser objeto
de ensino. Isto é, o que era ensinado nas escolas passou a pertencer somente aos
que podiam frequentá-la: pessoas da elite e filhos de nobreza.
16

Algumas iniciativas favorecem a disseminação do ensino de música


privilegiando aspectos teóricos e intelectual, ignorando a realidade cultural.
O objetivo das aulas de música era formar músicos virtuosos, mesmo que
não fosse o desejo do aluno.
O século XX começa com grandes mudanças que tiveram impacto em
todos os aspectos da vida humana. O homem passou a questionar tudo o que era
dito como regra e verdade absoluta. A globalização fez com que as informações e as
ideias se cruzassem rapidamente.
Também nesse século nasceu novas propostas pedagógicas e também a
visão de que a criança não era apenas um projeto de adulto e sim uma criança com
características próprias, como explica Ariès

“[...] no mundo das fórmulas românticas, e até o fim do século


XIII, não existem crianças caracterizadas por uma expressão
particular, e sim homens de tamanho reduzido [...]”.

O autor ainda salienta que o sentimento de infância que surge somente


no século XVII faz crescer os estudos voltados a pedagogia e levar em consideração
as fazes da cognição.
Novos músicos e educadores surge com influência de pensamentos da
escolanovistas na Europa, que desenvolvem novas práticas pedagógicas e criam
ideias inovadoras para a educação musical. Esses novos músicos são: Émile
Jaques-Dalcroze (1865-1950), Zoltán Kodaly (1882-1967), Carl Orff (1895-1982),
Shinichi Suzuki (1898-1998), Maurice Martenot (1898-1980), Edgar Willems (1880-
1978), Violeta Gainza (1930-), entre outros.
De acordo com Paz, (2000), a educação músical brasileira foi influenciada
por esse músicos e pedagogos:

" O início do século XX foi o grande marco do surgimento e


evolução das doutrinas pedagógico-musicais. É bem verdade
que Comenius (1592–1671), no século XVII, lançou as
primeiras bases de um ensino ativo-intuitivo, mas essa
tentativa não alcançou o êxito que, somente no início deste
século, o suíço Émile Jacques Dalcroze, o verdadeiro pai do
ensino renovador de música, obteve. [...] Dalcroze trouxe uma
contribuição inestimável ao ensino da música, até então
puramente teórico, livresco, totalmente desvinculado da
vivência e da prática (PAZ, 2000, p.10).
17

Todo pensamento pedagógico contemporâneo tem influência de Dalcroze


que direta ou indiretamente tem referência dos que deram continuidade ao que já
tinha sido construído.
A história da educação musical no Brasil é estabelecida entre as teorias
de educação musical e as políticas governamentais. “No Brasil, a educação musical
passou por uma trajetória lenta e reformista, abrangendo as mais diversas
concepções referentes ao ensino da música” (MATEIRO, 2000, [s.p.]).
Ao estudar a história da música nas escolas brasileiras é possível
perceber que o ensino da música foi instituído por meio do decreto nº1.331, de 17 de
fevereiro de 1854, e foi somente em 1890 que os conteúdos de música foram
definidos, quando saiu o decreto nº 981.

"definiu novas perspectivas para a educação do Distrito


Federal, tendo, consequentemente, impacto em outras
realidades educacionais do país [...] esse decreto, em relação
ao anterior, trouxe definições mais pontuais acerca dos
conteúdos de música que deveriam fazer parte da formação na
instrução primária e secundária. (QUEIROZ, 2012, p.27).

O ensino de música nas escolas ficou ausente desde a década de 60 até


2008 quando a Lei º 11.769 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
que por sua vez orienta em um prazo de três anos para a implantação do ensino de
música na Educação Básica.
A lei nº 11.769/2008 se resume em apenas uma linha, e tem a função de
esclarecer o segundo parágrafo do artigo 26 da Lei nº 9394/1996, no qual a
denominação geral “Ensino de Arte” propicia que as escolas de mais preferência: “§
2o O ensino de arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá
componente curricular obrigatória nos diversos níveis da Educação Básica, de forma
a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (BRASIL, 1996). Sobreira (2012,
p.5) faz uma importante afirmação sobre está temática:

Embora possa parecer exagero fazer todo um trabalho de análise de


política educacional em função de apenas um pequeno acréscimo ao
artigo nº 26 da atual LDB, afirmo o contrário: tal inserção foi fruto da
mobilização de um grupo advindo da sociedade, que com apoio
fundamental de músicos e da atuação da ABEM³, tornou possível a
modificação do dispositivo legal.
18

A música dentro da escola favorece o crescimento e a criação de um


sujeito estético. Segundo Duarte (2009), estética designa qualquer conjunto de
ideias (filosóficas), com o qual se procede uma análise, investigação ou especulação
a respeito da arte e da beleza.
O projeto político pedagógico é um dos documentos de construção da
escola e deve estar alicerçado em preceitos democráticos. Para Pimenta (1993), o
projeto pedagógico

[...] resulta da construção coletiva dos atores da Educação Escolar.


Ele é a tradução que a Escola faz de suas finalidades, a partir das
necessidades que lhe são colocadas, com o pessoal –
professores/alunos/equipe pedagógica – e com os recursos de que
dispõe. (PIMENTA, 1993, p. 79).

Partindo deste pensamento, muitos projetos pedagógicos não têm se


constituído instrumento que possibilitem a humanização dos estudantes, auxiliando-
os a se tornarem mais conscientes de si mesmos.
O projeto político pedagógico tem se intensificado ao longo dos anos na
organização da escola como um todo.
A música na Educação Básica pensada em uma perspectiva de
potencialização do âmbito escolar deve ser registrada no projeto político pedagógico
onde também será organizada os tempos e espações em que as atividades musicais
serão desenvolvidas, tanto no espaço curricular como no extracurricular. A educação
musical no âmbito escolar pode, desse modo, ser pensada a partir de uma
concepção mais abrangente do que seja educar musicalmente, fundamentada nos
princípios básicos de que a prática pedagógico-musical encontra-se em diversos
lugares.
É relevante, por conseguinte, considerar as múltiplas relações “[...] que os
sujeitos fazem com as músicas nos mais diferentes espaços” (SOUZA, 2001, p. 91)
e as formas de organização podem permitir articulações musicais diversas nos
diferentes espaços da escola.
Dessa forma, todas as indicativas da escola devem estar ligadas, a fim de
que as atividades musicais tenha apropriação e transmissão musical.
O problema para a efetivação da música na escola nada mais é que a
falta de professores licenciados em música ocupando e atuando nestas escolas.
19

Para Penna (2002), existem alguns professores de música que preferem


desenvolver as atividades de música em escolas de música e conservatórios, ao
invés de lecionar em escolas de Educação Básica.
Em outras palavras:

[...] ocupar com eficiência o espaço que poderia ter na Educação Básica,
atuando para ampliar o alcance e a qualidade da vivência musical dos
alunos. (PENNA, 2002, p.7).

As aulas extracurriculares remetem a atividades que se apresentam fora


do conteúdo aplicado em sala de aula e tem se mostrado como um importante
elemento de aprendizado para crianças e adolescentes.
As interferências entre as atividades extracurriculares e o que acontece
na escola tem sido ferramenta de pesquisa por muitos pesquisadores a fim de
analisar as relações que existentes em todas as atividades da escola. Essas
atividades de natureza educacional tem objetivando a criatividade.
Uma das complicações sobre a discussão do ensino da música nas
escolas não é somente o que ensinar nesta disciplina, mas como? Para quem? Qual
profissional? Estes motivos vem a décadas dificultando a ocupação do ensino
musical nas escolas.
Hentschke (2003, p.123) diz:

Uma das condições primordiais para alguém dedicar-se à delicada tarefa de


ensinar, de acordo com Gainza (1964), é sentir uma verdadeira paixão pelo
objeto de ensino. Esse sentimento, diz, ela, quando verdadeiro, vem
acompanhado de um grande desejo ou necessidade de multiplicar e difundir
esse foco de interesse.

Isso quer dizer que, não adianta somente gostar do que se faz se não
tiver o conhecimento concreto e uma formação de qualidade, a contribuição será
mínima para alcançar um ensino de excelência.
Historicamente, o ensino das artes sempre esteve degradado no
processo de ensino e aprendizagem, e a presença do educador musical na
educação básica sempre foi pouco requisitada.
Com a polivalência da disciplina de arte, impossibilitou que o professor
atuasse nas quatro linguagens artísticas fazendo que o pedagógico musical se
reduzisse a ensaios de corais e bandas para eventos festivos e datas
20

comemorativas ou apreciações musicais com foco no desenho ou trabalhos


artesanais.
Ainda hoje os gestores continuam contratando educadores artísticos com
ênfase nas artes visuais. Para alguns gestores a música nada mais é que
“chamativo e diferencial” mostrando que não acredita na importância da música no
currículo.
Em 21 de maio, o Deputado Federal Frank Aguiar apresentou o texto de
relatoria do Projeto de Lei 2.732/2008, destacando que o mesmo teve iniciativa na
sociedade civil. O texto foi aprovado na Câmara no dia 25 de junho de 2008,
sancionado com veto ao Artigo 2º. pelo Presidente da República Luís Inácio Lula da
Silva, tornando-se a Lei de nº 11.769/2008, que foi publicada no Diário Oficial da
União aos 18 de agosto de 2008. (BRASIL, 2008a).
O artigo 2º, que foi vetado, dispunha: “O ensino da Música será ministrado
por professores com formação específica na área”. A razão do veto, encaminhada ao
Senado Federal pela Presidência da República é a seguinte:

[...] é necessário que se tenha muita clareza sobre o que significa ‘formação
específica na área’. Vale ressaltar que a música é uma prática social e que
no Brasil existem diversos profissionais atuantes nessa área sem formação
acadêmica ou oficial em música e que são reconhecidos nacionalmente.
Esses profissionais estariam impossibilitados de ministrar tal conteúdo na
maneira em que este dispositivo está proposto. Adicionalmente, esta
exigência vai além da definição de uma diretriz curricular e estabelece, sem
precedentes, uma formação específica para a transferência de um
conteúdo. Note-se que não há qualquer exigência de formação específica
para Matemática, Física, Biologia etc. Nem mesmo quando a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional define conteúdos mais específicos
como os relacionados a diferentes culturas e etnias (art. 26, § 4o) e de
língua estrangeira (art. 26, § 5o), ela estabelece qual seria a formação
mínima daqueles que passariam a ministrar esses conteúdos. Essas,
Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar o dispositivo acima
mencionado do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada
apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional (BRASIL,
2008b).

Esse artigo foi vetado e impediu educadores musicais: a obrigatoriedade


do profissional habilitado, ou seja, Llicenciado em Música, para atuar no ensino de
música. Essa prática entra em conflito com o Artigo 62 da LDB 96, que é claro no
sentido de indicar que formação docente par atuar na Educação Básica deverá ser
feita em nível superior, nos cursos de Licenciatura.
21

Uma pausa de mil compassos...


O conhecimento escolar é organizado e estruturado através do currículo
escolar. É preciso analisar os paradigmas do sistema educacional atual, as
inquietudes dos profissionais que atuam na educação musical e a importância de
uma pedagogia pensada para este fim, esclarecendo a relação entre o poder e
conhecimento.
A educação musical vem à décadas lutando para o retorno dentro do
espaço curricular escolar. Continua sendo privilégio de poucos a sua prática. O tema
dobre a grade curricular da disciplina gera debates e congressos. A cada dia que
passa a escola fica sem suportes educativos.
É importante pensar sobre o que é discutido nestes debates em relação a
construção de um currículo onde não seja ignorada a formação dos educadores nos
dias de hoje. E que também, esta ferramenta não seja de caráter discriminador,
alimentando a formação de um cidadão sem visão crítica, atuante na sociedade,
consciente de seu papel, seis direitos e deveres, e sua relação entre o passado e o
presente.

O Currículo representa as estruturas econômicas e sociais


mais amplas de forma hegemônica, portanto, o Currículo
neutro, pelo contrário, é repleto de interesses. O conhecimento
expresso na estrutura formal curricular representa um
conhecimento particular. Necessário se faz se perguntar se tal
conhecimento é o conhecimento verdadeiro. No seu interior
ocorre a reprodução social, mas não de forma tranqüila, uma
vez que sempre há um processo de resistência e conflito
(APPLE, apud VELANGA, 2008, pp. 226 e 227).

É importante que as equipe gestoras coloquem em prática projetos


educativos que mostrem aos alunos modelos de atitudes de solidariedade, debater e
criticar sem medo, com visão construtiva, criar debates sobre temas diversos para
que currículos que costumam silenciar as culturas de raízes e as culturas
estrangeiras.
O Brasil passou por diversas mudanças nos planos culturais, sociais,
políticos e econômicos.
Com a Proclamação da República em 1889, um novo regime aponta uma
nova era sobre o ensino das artes, que, até então, era profundamente marcado pela
influência europeia.
22

O Rio de Janeiro nesta época ainda era a capital do país, e também onde
se dava os modelos e as práticas do ensino musical. A educação musical no século
XIX, aponta duas formas de ensino: o ensino formal dentro da escola e o informal,
fora dela.
O Imperial Conservatório de Música e o Instituto Nacional de Música
preparava indivíduos para desempenhar funções em igrejas e teatros.

Seu currículo original constava das seguintes disciplinas: rudimentos


preparatórios e solfejo, canto para o sexo masculino, rudimento e canto para
o sexo feminino, instrumentos de corda e instrumentos de sopro, harmonia e
composição. Este elenco de disciplinas remetia, clara e objetivamente, aos
objetivos propostos – a capacitação técnica de artistas para suprir as
exigências do culto e do teatro (FREIRE, apud LOUREIRO, 2007, p. 52).

O conservatório era voltado para capacitar indivíduos de uma visão


essencialista, que privilegiava o talento e a vocação. “O dom”, era um requisito
indispensável para a formação artística. O indivíduo de nível social diferenciado
estudava fora do conservatório, onde a prática de ensino era considerada informal.
A Semana da Arte Moderna de 1922 marcou a vida cultural com uma
nova proposta. Neste contexto, surge então o musico Villa-Lobos com raízes nas
tradições folclóricas e a implementação do canto orfeônico.
No entanto, com o golpe militar de 1964, tudo o projeto de educação
musical de qualidade veio a ser silenciado, desvalorizado pelo sistema educacional
durante o regime militar.

O Brasil já incorporava na educação elementos do modelo alemão que da


destaque à produção do conhecimento e ao processo de pesquisa, são
assimilados pelo sistema de ensino superior norteamericano e chegam ao
Brasil no texto da Lei 5.540/68, como resultado de um dos acordos
MEC/USAID, conduzindo as reformas educacionais do período militar.
Separa-se aí a pesquisa do ensino, deixando à graduação a
responsabilidade dos quadros profissionais, o que reforça o caráter
profissionalizante do modelo. (PIMENTA, CAMARGO, 2005, p.152)
23

Educar para o progresso industrial, era o objetivo do país. Em 1971, a


reforma de ensino se preocupava com a estruturação de um sistema educacional
voltado para o mercado de trabalho.

O Currículo Tecnicista tem uma racionalidade que se prende ao tecnológico


e não se liga ao social, proposto para a manutenção do sistema de
produção na sociedade capitalista, e prescrito por especialistas cujos
critérios de proposição são os científicos e os tecnológicos, é focado nos
objetivos e nos comportamentos desejados e padrões de desempenho
considerados úteis para a manutenção da sociedade. (VELANGA, 2008, p.
223)

Surge então, escolas de cursos técnicos em contabilidade, administração


e secretariados. A Lei de Diretrizes de Bases no seu artigo 7º, dava amparo a estes
cursos.
O país teve então o canto e a música silenciado e os músicos foram
buscar apoio na Europa, pois aqui no Brasil não teriam outra coisa, senão, a
censura.

Pouco a pouco, as escolas principalmente as públicas foram calando o seu


canto. Mas este silêncio musical também expressava o términodo
modernismo, de cuja efervescência viera o brilho que a educação musical
dos anos 30 e parte dos anos 40 tivera (FUKS, apud LOUREIRO, 2007,
p.62).

Surge então outras propostas artísticas para os currículos escolares.

O QUE ENSINAR
A música é uma das manifestações artísticas mais antiga da sociedade.
Cabe a escola dar oportunidade oferecendo, como a pratica, da música, um meio de
expressão tão necessário como o falar.
Compreende-se que a aula de música na escola vai além da
aprendizagem técnica e instrumental, muito menos se restringe em atividades de
passa tempo, ou ensaios repetitivos para apresentação.
Hentschke e Del Bem (2003, p. 51-52), analise que, “Ar aulas de música
não têm como função somente preparar ‘musiquinhas’ para as apresentações dos
alunos, para as festinhas e comemorações escolares”.
24

A teoria e leitura musical é importante aprender para desenvolver o


conhecimento musical, pois são ferramentas que contribuem na interpretação, na
reflexão, e na criação artística.
As vezes, são ensinadas como lições a serem memorizadas, sem que os
alunos tenham uma vivência dos conceitos e símbolos com a sua concretização na
música (MARTINS, 1985). Para Souza (2000, p.176), o fazer musical escolar vai
além do ensino da música enquanto conteúdo curricular:

[...] a tarefa básica da música na educação é fazer contato, promover


experiências com possibilidades de expressão musical e introduzir os
conteúdos e as diversas funções da música na sociedade, sob condições
atuais e históricas (SOUZA, 2000, p.176).

A música escolar deve ser constituída de práticas, apreciação, execução


e de criação musical.
Schafer (1991, p.299), propõe três fazeres: “Ouvir, analisar e fazer”. Ana
Mae Barbosa (1991) propôs uma outra abordagem, que denominou como
Pedagogia Triangular para o ensino da arte; fazer arte, saber ler a obra de arte e
conhecer a sua contextualização.
Pensando na importância da educação musical com diferentes formas de
colocar o aluno em contato com a música, faz-se necessário uma melhor
compreensão dos aspectos que envolve o fazer música: performance, composição e
apreciação musical.
A música além de fazer parte da cultura da sociedade também é parte
integrante do cotidiano da escola. Cabe à escola criar oportunidades para que a
música seja explorada de várias formas, oferecendo na prática musical um meio de
expressão tão necessário como o falar, escrever e o desenhar.

Performance Musical

Em relação a performance, que é o fazer musical, engloba diferentes


aspectos da relação do sujeito e a produção artística.
Por vezes o conceito de performance está associado a uma apresentação
de obra musical, a concretização do conhecimento musical. Mas de que forma essa
apresentação de obra acontece dentro da escola? Por meio da uma banda,
25

orquestra ou um coral? Independente disso, deve-se ter uma apresentação séria de


uma obra musical para existir um fazer musical?
Segundo França e Swanwick (2002), raramente se pensa no ensino
instrumental sem fins profissionais por, frequentemente, a performance estar
associada ao virtuosismo instrumental.
Quando o aluno aprende um instrumento em uma aula forma, dificilmente
se considera ele como um aluno instrumentista ou até mesmo ele não se vê como
um instrumentista ou que sabe realmente “tocar”. Geralmente a pratica de
instrumento ou alguém que toca um instrumento é validado por meio do virtuosismo
instrumental.
A técnica instrumentista, não deve ser vista como algo ruim a ser
abordada na educação musical escolar. O estudo de música não deve ser prender
apenas nas questões técnicas, leituras de partituras e ou solfejos, deve se priorizar
um fazer mais abrangente e criativo deixando o aluno mais livre para explorar suas
expressões e criatividade.

Na educação musical abrangente, é preciso ampliar o conceito de


performance além do paradigma do instrumentista virtuose. Performance
musical abrange todo e qualquer comportamento musical observável, desde
o acompanhar com palmas a apresentação formal de uma obra musical
para uma plateia (SWANWICK, 1994 apud FRANÇA; SWANWICK, 2002, p.
14)

Deve então se ampliar o conceito de “tocar”, e propor um novo olhar


sobre o fazer música na escola. Deve-se considerar o objetivo de se pensar o
desenvolvimento da musicalidade como um todo, não dando ênfase apenas em
habilidades específicas. É bom lembrar que:

Na [...] a amplitude da definição não pode representar um pretexto para se


descuidar da qualidade artística da performance. Seja qual for o nível de
complexidade, é preciso procurar a melhor qualidade artística possível para
que ela resulte significativa, expressiva e relevante. As crianças devem ser
encorajadas a cantar ou tocar a mais simples peça com comprometi mento
e envolvimento, procurando um resultado criativo, expressivo e
estilisticamente consistente. Isso deve ser almejado por ser essa a única
forma pela qual a performance [...] pode-se tornar uma experiência
esteticamente significativa (FRANÇA; SWANWICK, 2002, p.14)

Sendo assim, é importante que os alunos, sejam estimulados a perceber


a importância de suas ações para o resultado sonoro, afim de não tornarem a
performance algo mecânico e desvinculado da apreciação escuta musical. É de
26

grande importância que os alunos explorem as fontes sonoras, experimente


diferentes formas de tocar, explorar o som e ter possibilidades de buscar novos
resultados.

Composição musical

A composição musical é o segundo tipo de fazer música nas aulas.


Considera-se, equivocadamente, esse processo como algo divino, como se fosse
algo que somente pessoas especiais recebesse, espécie de um dom, ou quando
receberam formação específica para isso.
No ambiente escolar, esse trabalho de composição possibilita a interação
e coletividade, podendo ser uma importante ferramenta da apropriação musical.
França e Swanwick (2002), diz que, a composição pode ser o processo
pela qual a música é gerada num processo fundamental para sua própria existência
e contribuição na educação musical. Este processo é visto como um dos mais
importantes, estimula a criatividade.
A composição deve ser vista como uma forma de estimular a criatividade,
independentemente da estratégia usada para o aprendizado de determinado
conteúdo musical, deve-se, levar sempre em consideração o desenvolvimento
musical, uma aprendizagem significativa e a criatividade. Tudo isso será bem
efetivado se houver uma boa condução do trabalho feito pelo professor e um bom
planejamento registrado no plano político pedagógico feito por toda equipe
pedagógica. Fazendo todas as ações de maneira consciente e planejada, os
objetivos a ser alcançado serão satisfatórios e o aluno então, irá estabelecer novos
sentidos e significados em relação ao conhecimento que já possui.
Beineke define muito bem a questão da composição no âmbito escolar.
Ele diz que:
“No [...] a composição está sendo compreendida de forma ampla, incluindo
trabalhos de improvisação e arranjo, pequenas ideias organizadas
espontaneamente com a intenção de articular e comunicar seus
pensamentos musicais ou peças mais elaboradas, sem que seja
considerada a necessidade de algum ti pode registro (BEINEKE, 2008, p.
19)
27

No contexto escolar, podemos entender que, a composição é necessária


para cumprir a proposta de educação musical descentralizada das habilidades
técnicas. França e Swanwick diz:

“As composições feitas em sala de aula variam muito [...] podem ser desde
pequenas ‘falas’ improvisadas até projetos mais elaborados que podem
levar várias aulas para serem concluídos. Mas desde que os alunos estejam
engajados com o propósito de articular e comunicar seu pensamento em
formas sonoras, organizando padrões e gerando novas estruturas dentro de
um período 25 de tempo, o produto resultante deve ser considerado como
uma composição [...] (FRANÇA; SWANWICK, 2002, p.11).

Podemos entender que a composição em sala de aula é muito rica pois é


explorado o conhecimento musical dos alunos, dando oportunidades para que eles
possam desenvolver suas habilidades adquiridas nas aulas, no meio cultural de
onde vive e por meio de escuta musical, deixando a aula mais rica e uma forma de
composição mais diversificada.
Tendo um olhar sem preconceito para a diversidade musical, podemos
aproveitar o conhecimento de mundo, o conhecimento musical que o aluno traz de
sua experiência, e em sala de aula ampliar esse conhecimento por meio da vivencia
em composição musical.

Apreciação Musical

Por último, a apreciação musical, que desenvolve melhor a compreensão


do discurso musical.
Segundo Bastião (2003, p. 1), “[...] uma área de conhecimento, uma forma
de se relacionar com a música que envolve muitas maneiras de ouvir e comportar-se
perante o estímulo sonoro”.
Dentro do âmbito escolar, a apreciação musical permite fazer ligações
com a performance e a composição, oferecendo ainda outras possibilidades de
criação musical. No entanto, não é suficiente apenas ouvir música sem realmente
estar atento a ela.
França e Swanwick (2002, p. 12) destaca que “A apreciação é uma forma
legítima e imprescindível de engajamento com a música. Através dela podemos
expandir nossos horizontes musicais e nossa compreensão...”. Ou seja, ouvir
música envolve estar atento, de maneira ativa e crítica.
28

O PROFESSOR DE MÚSICA

Ao unir essas três esferas do fazer musical em prol de uma educação


escolar de qualidade, também é preciso pensar no profissional que atará nas
escolas.
A lei que foi aprovada não especifica que tipo de profissional deverá
ministrar aulas de música e que, professores que já estejam atuando em aulas de
arte seja o suficiente para atender a demanda gerada para todas as escolas de
educação básica de todo o país.
É importante que o professor de música, independente da sua formação,
contribua com ferramentas que melhore a educação musical no ambiente escolar.
Deve-se buscar o desenvolvimento da musicalidade, compreensão do discurso
musical, performance, apreciação e composição.
É também importante que o professor atuante, busque renovar e renovar
constantemente seus conhecimentos musicais transformando sempre o seu trabalho
num processo interminável de construção, melhorando cada vez mais o ensino
aprendizagem da linguagem musical.

O GESTOR ESCOLAR

O tema gestão, administração, ou ainda gerenciamento, notamos em


comum a participação essencial de alguém capaz de indicar aos seus subordinados
aquilo que deve ser feito em espírito de liderança. Segundo Carvalho (2005):

“No atual modelo de gestão, tende-se a atribuir uma maior importância à


figura do gestor, visto como “liderança empreendedora”. Este passa a ser
valorizado por sua capacidade de influenciar, motivar, identificar e resolver
problemas, partilhar informações, desenvolver e manter um sentido de
comunidade na escola, estimular o trabalho em equipe, compartilhar
responsabilidades e poder, tomar decisões conjuntas”

Mesmo com diferenças nas relações aos propósitos profissionais, todos


estão em busca da melhoria do ensino aprendizagem.
O gestor está inserido em um desafio de guiar uma escola e seu corpo
docente em busca de inserir a disciplina de música dentro do programa escolar.
29

Cabe ao diretor ter ciência de que o ensino da música na escola não tem como
objetivo formar grupos vocais ou bandas para animar festas nas datas
comemorativas da escola, mas sim, um ato de educar por meio da percepção rítmica
e melódica, coordenação motora, composição e apreciação. Essa situação na
escola acontece no ensino de Arte nas mais diferentes modalidades. O gestor deve
verificar o espaço físico de toda escola apontando as necessidades para
desenvolver as propostas pedagógicas voltadas para a disciplina de Música ou
qualquer outra linguagem. Tres (p.4), diz:

“Algumas das importantes e atuais funções do gestor escolar são prever e


se antecipar às mudanças, assim, o gestor deve saber ir além e intuir as
mudanças, aprender a pesquisar, avaliar e enfrentar os novos desafios.
Sendo assim, o gestor para liderar as mudanças e implantá-las deve ter a
consciência da existência de riscos para que assim possa evitar possíveis
erros, por meio de um planejamento bem elaborado e participativo.”

O papel da escola deve estar de acordo com os interesses da sociedade


atual, pois a aprendizagem agora ocupa toda a vida das pessoas, além da escola, o
conhecimento é adquirido em diversos espaços: no familiar, no social e no virtual.
O gestor deve implantar na escola uma gestão participativa e permitir que
a comunidade seja ativa na melhoria do ensino. Ele também é responsável pelo
cumprimento das demandas da Secretaria de Educação e também do Projeto
Político Pedagógico.
A figura do gestor é de extrema importância para conduzir o processo de
ensino. Segundo Antunes (2008, p.2):

Nesse novo cenário, especialmente quando se trata da gestão de escolas


públicas, é inegável a importância da ação do gestor da escola para garantir
a efetivação das conquistas legais e a democratização das relações e do
ensino.

O gestor é responsável pela busca do trabalho coletivo que beneficia a


comunidade por meio de um ensino de qualidade. Ele deve orientar as práticas
pedagógicas e concentrar as discussões sobre a elaboração de um planejamento
voltado a educação musical.
Vincent Lanier (1984), explica que o professor de Arte deve ter em suas
aulas, “um conceito central forte, vinculado a referenciais artísticos, e que a sua
principal finalidade deve ser a evolução do domínio dos procedimentos estéticos”.
30

Para repensarmos o “fazer” Arte na escola, Vincent Lanier (1984), ainda


nos lembra que:

Evidentemente, cada aluno em particular – criança ou adulto – terá seus


próprios interesses estéticos, ponto a partir do qual pode ser levado para um
envolvimento mais amplo. Para um, poderá ser a colcha da vovó, para
outro, posters de artistas. Devemos explorar esses interesses pessoais.
Entretanto, os currículos são normalmente planejados para grupos e não
para indivíduos e, portanto, é importante identificar ou prever aquelas artes
populares que podem servir como o dominador comum mais abrangente do
interesse da juventude. (...) Contudo, mesmo o mais contemporâneo
conteúdo de curso não irá garantir o tipo de crescimento que nossa ideia de
“conceito central forte” sugere, se não estiver implementado por
procedimentos adequados em sala de aula. Se reduzirmos o currículo de
Arte ao bordados, produção de filmes ou vídeo-teipes, desenho ou recriação
de espaços urbanos, produção de histórias em quadrinhos, em suma,
desenvolvendo todas essas atividades de ateliê, de que os professores
gostam muito, mesmo incluindo o folclore, a arte popular e a mídia, o mais
provável é que nossos alunos estarão essencialmente limitados no
crescimento que poderíamos provocar neles (Lanier, 1984, pp. 6-7).

O autor nos chama atenção para garantir a existência de arte nas aulas
de Arte da escola de Educação Básica. Ele nos alerta que não basta apenas
exercícios soltos de desenhos, pinturas, modelagens, músicas e outros. Essas
atividades devem estar ligadas a um projeto político pedagógico.

PCN’s na educação musical do Brasil

Os Parâmetros Curriculares Nacionais contém orientações sobre as nove


séries do ensino fundamental: língua portuguesa, matemática, história, geografia,
ciências, língua estrangeira moderna, educação física e arte (música, teatro, dança e
artes visuais). Souza diz que os PCN’s deve “estabelecer uma política de ensino
para o país e favorecer reestruturações de propostas educacionais que preservem
as especificidades locais e autonomia das diferentes estâncias do governo”, Souza
(apud LOUREIRO, 2007, p.76)
Na secção A dos PCN’s, arte e educação, tem de imprimir um caráter
democrático com ações planejadas de práticas pedagógicas nos conteúdos sociais e
culturais.
Os PCN’s mostram alguns objetivos gerais da arte para o ensino da
música:
31

 Expressar e saber comunicar-se em artes, mantendo uma atitude de


busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a
emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções
artísticas;

 Interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em artes


(Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), experimentando-os e conhecendo-
os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais;

 Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e


conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas,
no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e
soluções;

 Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado


nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as
produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio
cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos
padrões artísticos e estéticos;

 Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e


curiosidade, exercitando a discussão, indagando, argumentando e
apreciando arte de modo sensível;

 Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados do


trabalho do artista, reconhecendo, em sua própria experiência de
aprendiz, aspectos do processo percorrido pelo artista;

 Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com


artistas, documentos, acervos nos espaços da escola e fora dela (livros,
revistas, jornais, ilustrações, diapositivos, vídeos, discos, cartazes) e
acervos públicos 71 (museus, galerias, centros de cultura, bibliotecas,
fonotecas, videotecas, cinematecas), reconhecendo e compreendendo a
32

variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na


história das diferentes culturas e etnias. (PCN-Arte, 1997, p.39).

A música dentro do espaço escolar será em vão se não tiver um suporte


metodológico firme, através de ações na política para provocar mudanças na atual
situação.
Em 1996 uma nova lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei
nº 9394/96, deu uma nova abertura para os valores históricos. Mesmo os PCN’s
dizendo que:
“é característica desse novo marco curricular a reivindicação de se designar
a área arte (...) e de incluí-la na estrutura curricular como área com
conteúdos próprios ligados a cultura artística, é necessário devolver a
disciplina música o seu valor como área de conhecimento específico e
insubstituível (...) (LOUREIRO, 2007, p. 149).”

A partir de então, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) destaca-se: “nos


estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, público e privado,
torna-se obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena” (Lei
nº 11645/08). O conteúdo programático se refere a diversidade histórico-cultural que
caracteriza a formação da população brasileira, com o estudo da história da África e
dos africanos, e dos povos indígenas. O currículo tem a função de resgatar a
contribuição cultural através, especialmente, das disciplinas de arte e literatura.
Cabe ao educador musical destacar as raízes da música na cultura
brasileira, dando valor a cultura dos índios, dos negros e dos europeus.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura a diversidade cultural
de acordo com a realidade do sistema escolar do Brasil, e resolve que:

“Garantir que, respeitadas as diversidades culturais regionais, étnicas ,


religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla, estratificada e
complexa, a educação possa atuar decisivamente no processo de
construção da cidadania, tendo como meta o ideal de uma crescente
igualdade de direitos entre os cidadãos, baseada nos princípios
democráticos. Essa igualdade implica necessariamente o acesso à
totalidade dos bens públicos entre os quais o conjunto dos conhecimentos
socialmente relevantes (BRASIL, 1998, Parecer 04/98, Educação Básica,
CNE).

A escola então, deve se preparar para garantir a diversidade cultural


adequando-se as peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas.
33

A música passa a ser conteúdo obrigatório com a aprovação da Lei nº


11769/08 (Brasil, 2008), dentro da disciplina de arte. Devemos enfocar ainda, que, a
educação infantil representa a base do princípio educacional (Nunes, 2010). A Lei de
Diretrizes e Bases orienta que “A educação infantil, primeira etapa da educação
básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral das crianças até seis anos
de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade (Art. 29)”.
Conforme o Art. 30, a educação infantil será oferecida em: I – creches ou
entidades equivalentes para crianças de até 3 anos de idade; II – pré-escolas, para
crianças de 4 a 6 anos de idade.
Art. 31: Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante
acompanhamento e registro de seu desenvolvimento sem o objetivo de promoção,
mesmo para o acesso ao ensino fundamental. Neste sentido o educador musical
deve preparar-se para a busca da superação afim de que lhe permita oferecer às
crianças uma melhor formação humana e intelectual através da música.
A disciplina de arte proposta nos currículo escolares, enfatiza o canto e a
prática musical nas escolas públicas de doto o país, fazendo-se perder o sentido
entre teoria e prática.
A ideologia neoliberal vivida no momento histórico atual visa o
fortalecimento das grandes potencias, e criam mecanismos de manipulação das
massas.
“É importante ressaltar esta interligação entre as novas propostas da
sociedade capitalista e aquelas velhas propostas que hoje são tidas como
separadas. É o caso de valores dos indivíduos pela escola, da utilidade do
conhecimento, da educação como mecanismo de fortalecer a democracia
(...) logicamente, o atual momento histórico traz as especificidades de seu
tempo (...) Isso faz com que o liberalismo busque se articular para tentar
sobreviver por mais tempo e tome vulto a resistência da escola, como
mecanismo de coesão social e promoção de desenvolvimento econômico e
individual. As grandes conquistas tecnológicas e outras acabam servindo
como meio de justificar a mudança da escola. Agora ela precisa formar o
indivíduo como homem cidadão do mundo, defensor da natureza, ciente de
seus direitos e deveres e consumidor consciente. (SILVA, apud JACOMELI,
2007, p.33).

A autora analisa que a escola é o principal meio para preparar o indivíduo


como consumidor, já que vivemos numa sociedade capitalista, sociedade do
consumo. É importante que o indivíduo saiba valer seus direitos como consumidor.
O currículo e seus parâmetros estiveram vinculados ao sistema político do
brasil com um pensamento neoliberal com o apoio do Fundo Monetário Internacional
34

(FMI) e também da Unesco. Todo o sistema de ensino é discutido e verificado,


dando ênfase na educação básica.

“Esse novo paradigma de conhecimento defendido pelas organizações


multilaterais tem como centralidade a discussão em torno da educação e da
formação para o trabalho. O paradigma difundido por essas organizações
vinculam o desenvolvimento econômico à educação, reeditando, portanto, a
teoria do capital humano (NORONHA, apud JACOMELI, 2007, p. 46)..

Podemos deduzir que a desconexão existente entre a teoria e a prática


nos currículos com a falta da disciplina de arte. Sem a disciplina de arte é impossível
fazer a grande massa um indivíduo criativo e pensante. Se o governo deixa de
cobrar uma escolaridade de boa qualidade, o cidadão fica responsável pelo seu
êxito ou fracasso, e faz com que cada um seja responsável pelas suas próprias
desigualdade, caso o indivíduo não busque suas próprias habilidades para
permanecer dentro do mercado de trabalho.
A sociedade de hoje vive um conflito entre o saber-fazer e o poder-fazer,
dentro das dificuldades que existem na prática pedagógica para oferecer uma
educação digna, que se proponha a formar cidadãos com direitos e deveres na
escola pública.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muito há que se analisar sobre a legislação que se impõe, entretanto, a lei


pode ser uma abertura para a universalização da Educação Musical a toda a
população.
A prática musical não está relacionada apenas ao cantar e toar, mas sim
com a criatividade.
As escolas de Educação Básica tinham o prazo de três anos após a
promulgação da Lei 11.769/08 para adaptarem as novas regras legais. A lei não
obriga uma nova disciplina, mas insere o conteúdo como obrigatório na disciplina de
arte.
O professor especialista deve ter interesse pela pesquisa e pelo estudo
aprofundado da música já que, o governo não proporciona as condições necessárias
35

para que exista efetivamente as experiências musicais. É necessário a contratação


de professores habilitados para essa função.
Vimos também que o papel do gestor escolar é fundamental para um
trabalho produtivo. Analisamos junto aos autores apresentados, que cabe ao gestor
uma bom direcionamento sobre qual a melhor forma de organizar as atividades
musicais e também culturais de acordo com a realidade cultural do local.
É preciso ter investimento em espaços e materiais como rádios, cd’s,
instrumentos musicais, livros e outros.
A educação musical na escola se concretiza com um plano político
pedagógico.
A educação musical sendo obrigatória ou não, como conteúdo ou como
disciplina específica, sofre influencias em toda e qualquer prática educativa
relacionada a música, porque toda a fundamentação é elaborada pelos governos, os
quais se fundamentam em teóricos que norteiam toda a proposta de ensino que se
pretende realizar.
Através da investigação realizada, a relevância do gestor junto a equipe
escolar é fundamental para a nova legislação dentro do país.
A lei federal n 11.769/08 garante a presença da música nas escolas de
educação básica, mas é preciso mais incentivos e planos de formação continuada
para garantir a efetivação do estudo musical em toda a educação básica.

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