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Competência por Conexão e Continência

Eu falei a vocês a competência tradicional está disciplinada no art 69 do CPP que traz as
hipóteses de competência, fala de competência em razão do lugar, em razão da matéria
(natureza da infração), competência de prevenção, competência por prerrogativa de função
etc. E eu disse pra vocês o seguinte: nós temos efetivamente como ESPECIES de competência a
competência por prerrogativa de função, a competência em razão do lugar, da matéria. As
demais, distribuição, conexão e continência, são na verdade hipóteses de fixação de
competência diante de algum tipo de necessidade de solução quando nós temos mais de um
juiz competente. A conexão e continência nada mais é do que uma dessas hipóteses. No artigo
76 do CPP nós temos as hipóteses de competências por conexão. Essas hipóteses do 76 de
conexão e as do art 77 de continência, se vc reconhecer que existe um ou outro, isso importará
em reunião de processos. Então estamos diante de uma situação em que tem mais de um juízo
competente para determinados fatos, e ao reconhecer a conexão ou a continência, isso
acontecendo, haverá uma reunião no mesmo juízo de vários fatos em um mesmo processo ou
reuniremos aquelas várias pessoas em um mesmo processo. A conexão e continência está
definida a reunir processos, para evitar contradições de decisões. Auxilia na formação da prova
daquele processo. A regra é que haja a reunião, mas há casos em que mesmo que tenha
conexão e continência, levará a separação dos processos, necessariamente. Tem casos de
separação obrigatória inclusive. Ex: militar estadual e civil. Militar estadual será julgado na
justiça militar e o civil na justiça comum. Diante disso, a conexão e continência, por regra,
levaria a reunião do processo. Vejam vocês o art 76.

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:


I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou
por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;
II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir
impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;
III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra
infração.

Comentário inciso I: é a primeira hipótese de conexão. Ou seja, no inciso I nós temos 3


hipóteses de conexão. A primeira hipótese é aquela em que há duas ou mais infrações e
tiverem sido praticados ao mesmo tempo por várias pessoas reunidas. Essa hipótese é
chamada de conexão intersubjetiva. Melhor dizendo, todas as 3 hipóteses do inciso I são
intersubjetivas. Ou seja, há uma reunião de sujeitos. Há mais de um sujeito envolvido. Por isso
é chamada de intersubjetiva. O inciso I primeira parte, o que ele acabou de ler é chamada de
intersubjetiva por simultaneidade objetiva ou meramente ocasional. De novo. Várias pessoas
estão atuando de forma ocasional ou simultaneamente, mas sem vínculo subjetivo. Ou seja,
por acaso, algumas pessoas estão no mesmo momento e nesse exato momento resolvem
praticar condutas típicas em comum. Não é nem em conjunto. Elas estão no mesmo local e o
destino, o cosmo, faz com que naquele momento haja uma espoleta que acione todos a
praticar uma conduta criminosa. Nesse caso, primeiro: tem que ter mais de uma infração
sendo praticada. Há também mais de um envolvido nisso ai. Então tem mais de uma infração,
mais de um envolvido e além disso, esses envolvidos estão praticando ao mesmo tempo,
embora não haja vinculo subjetivo. Ou seja, não tem algo assim “ei, vamos praticar esse crime
juntos”. Não foi isso! Ao acaso eles estavam praticando um crime. Ex: no estádio de futebol as
pessoas vão para se divertir e acabam passando dos limites ou então em festas também. Pense
que em um estádio uma determinada torcida está com a camisa do time e ai ela passa por um
espaço e os torcedores do outro time começam a falar coisas, “perturbando”, tipo “vai Bambi”
para o torcedor do São Paulo. Além dessa “brincadeira”, eles ultrapassam isso. Um chega e dá
um tapa na cabeça do torcedor. Outro vem e chuta. Outro vem e dá um murro. Então começa
a confusão. Como um bateu, o outro vem e também bate, ai outro surge e vai bater também.
Quando vê tem 7,8 pessoas batendo. Na verdade, não teve nenhum tipo de associação entre
eles. Um vê o cara lá no chão e pensa: ah já que ele bateu, vou bater também. Breda pergunta
se pode ser o que ocorre no carnaval. O professor diz que sim. A pessoa tem identidade com o
que bateu em primeiro lugar só porque é da mesma torcida, só por isso. Mas a pessoa não foi
com a intenção de bater mesmo. Por isso que o professor não disse que era torcida
organizada. Não era organizada! Só foi um membro de uma torcida aleatório la. Torcedores
que nunca se virão no estádio, não sabem da existência um do outro, mas já que um bateu, o
outro vai lá e bate também. Ex2: alguns praticam um crime sexual e outros vão roubar o
patrimônio da vítima. Tem várias pessoas praticando mais de uma infração. E essas pessoas
que praticaram o crime não tem nenhum vínculo subjetivo entre elas. São pessoas que por
acaso estão no mesmo local. Então vejam: é intersubjetiva simultânea, já que são práticas
simultâneas ou meramente ocasional. Além disso é objetiva, por que? Porque não tem
nenhum vínculo subjetivo. Os sujeitos não tem vínculo subjetivo entre eles! Lembrem disso!
Não fizeram acordo, nada. Se for concurso você tem que decorrer o nome. O professor não
cobra o nome, só o entendimento.

A segunda parte do inciso I: “ ou por várias pessoas em concurso”. Agora é intersubjetiva, pois
tem mais de um sujeito, mas é intersubjetiva concursal ou por concurso. Ocorre quando duas
ou mais infrações são práticas por pessoas em concurso. Nesse caso, há uma identidade de
propósitos. Há uma adesão subjetiva ao propósito do outro. É o caso do hackear. Ele adere ao
proposto do outro. A intenção deles em conjunto é causar tal tipo de efeito. Há uma soma de
vontades para um determinado objetivo.

Terceira hipótese: “ou por várias pessoas, umas contra as outras”. É chamada de conexão
intersubjetiva, já que há vários sujeitos, por reciprocidade. Conexão intersubjetiva por
reciprocidade. Ex: lesões corporais reciprocas. O professor no carnaval era bagunceiro. Escolhia
um e saia batendo e apanhava também. Começa uma discussão e aí termina batendo. O que
apanhou bate no que bateu nele. E aí começa uma confusão, todo mundo batendo em todo
mundo. E aí começa uma briga entre eles. O professor cometeu lesão, mas tem sofreu lesão. E
aí tem que reunir. Tem que estar tudo em um mesmo processo para que não haja injustiças. Se
ficar separado, pode ser que uma pessoa que tenha praticado a mesma lesão seja julgada de
forma diferente. Então tem que reunir para saber qual é a parte de cada um como vítima e
como agressor. Isso é muito comum de acontecer em festas, eventos esportivos, brigas
familiares. Nessas situações tem que julgar no mesmo lugar. É intersubjetivo, pois tem vários
sujeitos. Nesse caso, a conexão ocorre, pois, em um mesmo processo há o autor e a vítima, já
que ele bateu e ele apanhou. Então quando tem que avaliar o que cada um fez e dar a
responsabilidade a cada um deles, tem que juntar em um mesmo processo.

Comentário inciso II art 76: esse inciso trata da conexão objetiva logica ou material. Então tem
uma conduta típica que aconteceu e você tem uma outra conduta típica com a finalidade de
assegurar a conduta anterior, de conseguir a impunidade na conduta anterior, chamada de
conexão objetiva logica ou material. Trata de fatos diferentes. Não é mais de pessoas. Ex: o
crime de homicídio com ocultação de cadáver. Por que oculta o cadáver? Para assegurar a
impunidade no crime de homicídio. Eu tento esconder que eu pratiquei um homicídio
ocultando um cadáver. Ex2: estupro com homicídio. A pessoa pratica um homicídio para ocultar
o estupro. Então tem um crime que acontece com a finalidade de ou assegurar uma conduta ou
para garantir a impunidade. Por exemplo. Olha, antes eu vou dizer algo: não são dois crimes!
Não é isso que eu vou falar. Mas note que tem um tipo penal que por sua natureza ele é
descrito dessa forma. É o crime de latrocínio. Não fala em conexão porque é um crime so!! Mas
porque é latrocínio? Porque é um crime contra a vida para assegurar o crime contra o
patrimônio. Se por ventura nós não tivéssemos um tipo penal só, único, seria um crime de
patrimônio e outro crime contra a vida. Ai seria caso de conexão. Só não é caso de conexão
porque é um crime único!

Comentário inciso III: as vezes tem um determinado fato típico, que são dois fatos diferentes,
você tem um crime que, a prova dele é essencial, é importante para um outro crime. Ex: furto e
receptação. Vejam que nem todo caso de furto e receptação, um depende da prova do outro.
Não acontece sempre. Tem vezes que receptação não tem nada a ver com o furto em si. Por
exemplo. Se alguém costumeiramente vende produtos por valores vil, muito abaixo do valor do
mercado, vende um celular que custaria R$ 2.000,00, por R$ 300,00, se alguém disser: oh
Luana, eu tenho pra você um celular massa por R$ 300,00. Tem 3 possibilidades. Ou o celular ta
quebrado, ou o celular é falso ou é produto de algum crime. Não tem como relacionar o furto
com a receptação. Mas tem casos que tem como relacionar. Ex: aqui na sala, um colega deixa o
celular, vai no banheiro o outro vai lá e pega o celular. Cometeu furto. Chegou um dia que ele
vende o celular para alguém da faculdade por um preço baixíssimo. O celular valia 2 mil e ele
vende por R$ 500,00. Por que ele pegou esse celular? Porque o verdadeiro dono do celular
estava devendo um dinheiro pra ele, ai ele pensou: quer saber? Ele não quer me pagar, o
celular é meu agora. E ai revende. Eis que o verdadeiro dono vê o celular na mão da pessoa que
comprou. Ai ele fala que o celular é dele, porque comprou na mão de fulano. O outro disse:
como você comprou por R$ 500,00? Você é doido? Esse celular é meu. E ai vão para a
delegacia. Ele exerceu então o furto e você a receptação, pois o celular veio de um furto. Os 2
exerceram fato típico. Ele o furto e você tem a receptação. Mas como argumento de defesa
você diz que o fato é atípico, que pode discutir civilmente, mas o fato é atípico. Se você ganhar
isso, você tira a receptação. Vai deixar de ser produto de crime. A prova de um, a tese de um
ajuda no outro? Então tem que estar junto, no mesmo processo, pois um influencia no outro.
Desse modo, há a conexão instrumental ou probatória. Ou seja, a prova nesse caso produzida
influencia nos dois fatos típicos.

Ora, além da conexão, há a continência. A continência está no art 77 do CPP.


Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:
I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1o, 53, segunda parte, e 54 do
Código Penal .

Comentário inciso I: então estão no mesmo crime. No caso da conexão é diferente. Ocorre
quando há mais de uma pessoa praticando mais de uma infração, sem conexão subjetiva uma
com a outra. Aqui são duas ou mais pessoas acusadas por uma infração. Quando acontecer isso
serão julgados pelo mesmo crime em um mesmo processo. Tem que saber o que cada um
praticou. Obs: continência não tem nome! É só continência mesmo.

Comentário inciso II: esqueçam esses artigos que o CPP disse! 51, 53 e 54, pois eu já expliquei a
vocês que o código de processo penal fazendo referência ao código penal na parte geral, toda
vez que o CPP fizer referência ao CP na parte geral, está errado! Tem que olhar no próprio
código, pois embaixo do artigo vai ter a correção. Por que? Porque o CPP é de 41 e o CP é de 40.
Então o CPP fazia referência a esse CP antigo. Só que em 84, o CP foi mudado. Então o CPP faz
referência ao CP antes da alteração. Se o CPP fizer referência ao artigo 1 até o 120 do CP, que é
a parte geral, pode olhar embaixo do artigo!! Foi mudada a parte geral! Então esses artigos
51,53 e 54 na verdade refere-se aos artigos 70,73 e 74 do CP agora! Vamos ver o que diz cada
um deles.

Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou
não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada,
em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação
ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto
no artigo anterior.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código

Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a
pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra
aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a
pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código.

Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém
resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se
ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código. (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)

O artigo 70 trata do concurso formal. O art 73 trata do erro de execução chamada de aberratio
ictus (não sei escrever isso). E o art 74 trata do erro chamado de aberratio delicti (não sei
escrever isso).. Vamos entender cada um dos 3. Quando há concurso formal, aberratio ictus e
aberratio delectis, nós teremos continência.

Comentário art 70: o concurso formal é uma maneira, é uma criação jurídica para aplicação
razoável da pena. Pois no crime material há mais de uma conduta. Como há mais de uma
conduta, mais de um resultado, há a soma das penas. E ai pode ter uma pena altíssima. Imagine
por exemplo um crime com concurso material no homicídio. Mesmo sendo homicidio simples,
tem 3 homicídios simples, de 7 vai para 21. Então no concurso material há a soma das penas,
mas no concurso formal uma só ação e omissão, traz vários resultados e efeitos e ai ao invés de
somar todas as penas, você trata como sendo uma pena só, do mais grave dos crimes e ai
aumenta a pena de 1\6 a metade.

Além disso, há uma ação só, a ação é única, uma ação contém todos os crimes. Mesmo que na
ação tenha 3,4 crimes, todos estão contidos em uma mesma ação. Então quando há concurso
formal em que uma única ação leva a mais de um crime, todos esses crimes serão julgados em
um mesmo juízo, mesmo sendo crimes diferentes. Concurso formal!

Como diferenciar aberratio delicitio de aberratio ictus?

Comentário art 73: vejam que eu estou chateado com Gabriela e quero atingir ela. Quero dar
uma pedrada nela, só que eu errei e atingi Sabrina. É esse o caso. “No caso de ser também atingida
a pessoa que o agente pretendia ofender”.. ai vem um problema. Porque quando quer atingir um, mas
acaba atingindo o outro, é um crime só, julgado ali. Mas se eu atinjo os dois eu tenho um problema,
porque tenho dois crimes! Atingi os dois. Nesse caso, aplica-se a regra presente no art. 70 do Código, ou
seja, aplica-se o concurso formal. Eu queria atingir Gabriela, errei e atingi Sabrina. Respondo como se
tivesse atingido Gabriela, mas atingiu Sabrina. O julgamento vai ser na Vara competente. Mas se eu
queria atingir Gabriela e acabo atingindo Gabriela e Sabrina, ai são dois crimes. Nesse caso, há o
concurso formal. Aplica-se a pena de um exasperado de 1/6 ate a metade. É concurso formal, o que eu
tenho? Tenho um ato só com dois. Logo, o juiz é o mesmo, pois a mesma ação contém os dois crimes!
Essa é a chamada aberratio ictus. Vou diferenciar uma da outra.

Comentário art 74: “Fora dos casos do artigo anterior” ou seja, não são os casos do art. 73, mas também
é erro na execução. Então vamos la. Eu de novo estou com raiva de Gabriela. Quero dar uma pedrada
nela. Atiro uma pedra, mas ao invés de atingir Gabriela, eu atinjo o carro de Sabrina. Pergunta do menino:
Respondo pelo que? Dano? Tentativa? Resposta do prof: responderia por dano, mas nesse caso aqui
não vai responder por crime nenhum. Porque só tem dano doloso, não pode ser culposo. Não responde
nem por tentativa. Não tem violação ao bem aqui, nenhuma lesão. Na pratica não vai ter nada. Pergunta
do menino: mas em relação ao carro danificado você responde na área cível? Professor: sim, responde
na área cível. Agora no crime, não vai dar em nada. O juiz vai julgar improcedente a queixa-crime pois
não teve lesão criminalmente. Então nem sempre a dogmática se aplica ao caso concreto. Em tese, nós
teríamos a tentativa branca, que não há lesão nenhuma ao bem jurídico, mas dificilmente alguém vai
oferecer uma inicial acusatória por causa disso. Eu dei um exemplo já maldoso pra vocês não
esquecerem isso. Crime culposo só se tiver no tipo penal! Se não tiver determinado, não se responde por
crime culposo, quando a pessoa comete de forma dolosa. Mas vamos pensar que a situação seja outra.
Eu pretenda... que crime faz com o patrimônio de alguém além de dano? Lembrem ai por favor. (o prof
fica pensando alto)... vamos fazer de conta que dano é crime doloso, ta certo? Eu quero causar dano ao
carro de Gabriela, porque to chateado com ela e dou uma pedrada no carro de Gabriela. Foi um crime
único. Mas se a minha pedra bate no carro de Gabriela e acerta Sabrina, eu quebrei o carro de Gabriela,
causei um dano, e causo uma lesão corporal em Sabrina. Respondo pelo carro de Gabriela por crime
doloso, e respondo em relação a Sabrina pro lesão culposa, pois a lesão pode ser culposa. No primeiro
caso, lá do art. 73. (art 73. Eu quero causar uma lesão em Sabrina. Dou uma pedrada em Sabrina, causo
lesão nela e depois bate em Luana. Lesão nas duas. Erro de aberratio ictus. Erro na execução e acerto
duas pessoas. Como tem duas pessoas, há concurso formal na aplicação da minha pena. Logo,
continência). Outro caso: quero acertar o carro de Sabrina. Dou uma pedrada no carro dela, atingi o carro.
(carro não é gente kk). A pedra bate no carro de Sabrina e depois acerta Luana. Causo dano no carro de
Sabrina e lesão corporal para Luana. Também erro na execução. Mas não envolve duas pessoas.
Envolve um objeto material, envolve um bem patrimonial e envolve uma pessoa. Olha o que o artigo fala.
“- Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa
que pretendia ofender, atinge pessoa diversa,”. Aberratio ictus vem de “coração”. Então envolve
pessoas. Falou em erro de pessoa, o que as pessoas têm? Coração. Então não tem como errar. O art 73
é aberratio ictus que vem de coração, que se relaciona com pessoas. Já o art 74 diz “Fora dos casos do
artigo anterior”, então fora dos casos que envolvam duas pessoas... pode ser qualquer bem jurídico. Pode
ser pessoa e outro bem jurídico, ou só bens jurídicos. Então quando for entre 2 pessoas, 3,4,5,10
pessoas atingidas, são todas pessoas com coração, são todas aberratio ictus. Toda vez que envolver
outro bem que não seja o ser humano, é aberratio delicti. Os dois vao dar no mesmo, que é a continência.
Porque? Porque nos dois eu tive um ato só praticando 2,3,4 crimes. Um ato só. Se o ato é único que tem
mais de 1 crime, na hora de aplicar a pena como é que ocorre? É uma pena única, mas ela é exasperada.
Então toda vez que tem uma pena única, mas exasperada, é continência. Beleza? Então continência vai
ter por dois motivos. Ou porque a continência ocorre quando há a pratica de um ato criminoso com mais
de 1 pessoa acusada. Ou quando houver de alguma forma a aplicação de concurso formal. O concurso
formal acontece quando aquela ação gera mais de um crime. Mais de um crime em uma única ação,
concurso formal. Será o mesmo julgador. Ou quando tem um erro na execução, concurso formal também.
As 3 regras presentes no concurso formal vão gerar a continência.

Então continência e conexão são isso daqui. Mas, quando estamos diante de conexão e continência, nós
temos a regra de junção, juntar. Contudo, o art 79 do CPP traz alguns casos em que mesmo sendo caso
de conexão e continência, mesmo assim, ao invés de reunir, OBRIGATORIAMENTE VAI TER QUE
SEPARAR. De novo. A conexão e continência importam em reunião. Contudo, o art 79 traz casos em que
ao invés de reunir, vai separar obrigatoriamente. Não é uma escolha do juiz. Separa.

Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:


I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;
II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.
§ 1o Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum co-réu, sobrevier o caso previsto no
art. 152.
§ 2o A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver co-réu foragido que não possa ser julgado à
revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461.

Comentário inciso I: já vimos isso. Vimos que o civil não será na justiça militar estadual.
Comentário inciso II: criança e adolescência não são julgados em justiça comum. Mesmo que tenha
reunido os fatos. Ex: reuniu Breda que tem 21 e Sabrina que tem 17. Os dois praticam uma conduta
típica. Breda pratica um furto e Sabrina um ato infracional compatível com furto. Eles praticam em
conjunto, reunidos, em concurso. O que vai acontecer? Breda será julgado na “justiça de adultos” e
Sabrina será julgada na vara da infância e da juventude. Aplica-se medidas socioeducativas e Breda ao
direito penal comum. Então terá a separação obrigatória.

OBS: Aqui não está dizendo, mas o STF já se pronunciou sobre isso. Que embora nós tenhamos a
informação de que reúne os processos, que o júri atrai os demais casos.. O júri atrai os outros casos,
salvo se for crime eleitoral ou militar. Crime eleitoral e militar são julgados pela justiça própria. Então se
você tiver um caso que envolva um crime militar e crime doloso contra a vida, não vai reunir os processos!
Obrigatoriamente separa. Então se tem um crime eleitoral e um crime que será submetido ao júri, haverá
também uma separação! De novo. Nós aprendemos que o Júri atrai tudo, não é isso? Toda vez que tem
um crime com o júri, o júri atrai. Salvo crime eleitoral e crime militar. Não está no artigo, mas isso
acontece! Ex: se cometer estupro com homicídio. A lei diz que o Júri julga homicídio e os crimes conexos
ao homicídio. Salvo se o crime conexo for eleitoral ou militar. Se o crime conexo for eleitoral ou militar,
terá a separação obrigatória!

Comentário paragrafo 1: Art. 152. Se se verificar que a doença mental sobreveio à infração o processo
continuará suspenso até que o acusado se restabeleça, observado o § 2o do art. 149.
§ 1o O juiz poderá, nesse caso, ordenar a internação do acusado em manicômio judiciário ou em outro
estabelecimento adequado.
§ 2o O processo retomará o seu curso, desde que se restabeleça o acusado, ficando-lhe assegurada a faculdade de
reinquirir as testemunhas que houverem prestado depoimento sem a sua presença.

Então se tem dois réus, julga junto. Mas se sobrevier incapacidade mental. O processo pra quem está
incapacitado ficará parado. Já para o outro que não tem problema, corre. Então se tiver em um processo
2, 3 réus, há uma unidade do processo com co-réu. Então a incapacidade tem que vir durante o processo.
Não pode ser uma incapacidade anterior. Porque se tiver incapacidade anterior, você responde por (?
Não dá pra entender) de segurança junto com os demais. Esse aqui é um caso em que, no decorrer do
processo, você passa a ter incapacidade mental. Ai pra você o processo fica sobrestado. Para você
parou. Para os demais continua, então acabou com a unidade.

Comentário paragrafo segundo: Art. 461. O julgamento não será adiado se a testemunha deixar de
comparecer, salvo se uma das partes tiver requerido a sua intimação por mandado, na oportunidade de
que trata o art. 422 deste Código, declarando não prescindir do depoimento e indicando a sua localização.
(Redação dada pela Lei nº 11.689, de 2008)
§ 1o Se, intimada, a testemunha não comparecer, o juiz presidente suspenderá os trabalhos e mandará conduzi-la ou
adiará o julgamento para o primeiro dia desimpedido, ordenando a sua condução. (Incluído pela Lei nº 11.689, de
2008)
§ 2o O julgamento será realizado mesmo na hipótese de a testemunha não ser encontrada no local indicado, se assim
for certificado por oficial de justiça. (Incluído pela Lei nº 11.689, de 2008)

Vejam só. O júri ate 2008 não poderia haver julgamento no júri de crime inafiançável sem a presença do
réu. Se fosse um crime inafiançável e o reu não estivesse presente, não teria julgamento. Por isso que
antigamente quando o réu era pronunciado ele obrigatoriamente ia preso porque senão ele ia fugir e não
tinha júri. Então você pronunciava, prendia para que o júri acontecesse, já que o júri não aconteceria se o
réu não estivesse presente. Contudo, essa forma não existe mais! Hoje pode acontecer o júri com ou sem
o réu. Independente do crime ser inafiançável ou não. Não precisa do réu para que o júri aconteça. Agora
é possível sim outra coisa. Que não tenha julgamento de dois crimes juntos no júri por algumas situações,
tais como: um recorreu e o outro não. Ora. Se transitou em julgado para o que não recorreu... o outro tem.
É possível que tenha unidade do processo, mas não tenha unidade de julgamento.

O art. 78 fala de foro prevalente. Vejam só.

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes
regras: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do
júri; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave; (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de
igual gravidade; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; (Redação dada pela Lei nº
263, de 23.2.1948)
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)
I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do
júri; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave; (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de
igual gravidade; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)
III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; (Redação dada pela Lei nº
263, de 23.2.1948)
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)

Comentário inciso I: então se for um caso de sequestro (rio de janeiro) e um caso de homicídio em Minas
Gerais (caso de Bruno). São dois processos diferentes, mas é um caso de conexão entre os dois. Pois
sequestrou, levou para minas e depois matou. Nesse caso, um é sequestro comum, e o outro é homicídio,
seria o júri. Mas tem que julgar em um único local, já que houve conexão. O que o art diz? Que quando
houver conexão entre jurisdição comum (federal ou estadual) e júri, como resolve isso? O júri que vai
julgar, ele atrai! Menos eleitoral e militar, que são especiais. Ex: tenho um crime da 1ª Vara Crime de
Salvador e outro que seria da Vara do Júri, Federal de Salvador. Como há uma concorrência entre eles,
prevalece a Vara Federal de Salvador (júri). Ex2: eu tenho um na Vara Crime estadual e outra vara do júri
de salvador. Júri também que vai julgar.

Comentário inciso II, alínea a: um individuo comete crime e os crimes acontecem em salvador e Lauro de
Freitas. Então tem a competência de Salvador e Lauro. Quem vai julgar? Em Salvador foi roubo e Lauro
furto. Há uma conexão entre eles, roubo e furto. Salvador que vai julgar, já que a pena é mais grave no
roubo. De novo. Tenho 3 crimes e há uma conexão probatória entre eles. 2 crimes aconteceram em Lauro
e um em salvador. Qual dos dois lugares vai julgar? Onde teve o crime mais grave? Em Salvador, que foi
o roubo. Então será julgado em Salvador.

Mas é possível que tenha sido um furto em salvador e dois furtos em Lauro. A pena é a mesma. E ai? Ai
vai para a segunda regra. O lugar que teve mais infrações (comentário inciso II, alínea b).

OBS: CUIDADO para não errar na prova. O aluno vai lá e olha só a pena máxima. Está lá ne. Uma pena é
5 e a outra é 5. Ai diz que é a mesma gravidade. Só que uma é de 1 a 5 e a outra de 2 a 5. A de 2 a 5 é
mais grave do que a de 1 a 5, embora as penas máximas sejam iguais. Pois se a pena mínima é maior,
ele começa com algo mais grave que o outro. Então não olhem só a pena máxima. Olhem a máxima e a
mínima! Se vc tiver uma situação em que a pena máxima de um é maior que a do outro, olha só a
máxima mesmo. Mas se forem iguais, olhar a máxima e a mínima.

Agora se for tudo, tudo igual, julga pela prevenção. (comentário alínea c).

Comentário inciso III: vc tem uma pessoa com prerrogativa de função e outra que não tem prerrogativa de
função. Lembram que tem uma sumula sobre isso? O stf disse o seguinte: 704. Não viola as garantias do
juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do
processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados.
Pense que cometeu a subtração do dinheiro publico o professor e Breda. O professor tem prerrogativa de
função e Breda não tem. Mas como eles cometeram juntos... digamos que o professor era prefeito e
Breda era secretario. Então o professor tem a prerrogativa e Breda não tem. A prerrogativa do professor
vai prevalecer sobre a condição de Breda, pois a dele é de órgão superior. Prevalece a do órgão de maior
graduação.

Comentário inciso IV: isso todo mundo já sabe. Se tiver a especial e a comum, prevalece a especial.

O art 80 do CPP tem algo importante. Eu não disse a vocês sobre casos em que há separação
obrigatória? Nós temos casos em que a separação é facultativa. O magistrado pode ou não separar.

Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para
não Ihes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a
separação.

Comentário: o juiz tem que fundamentar! Digamos que tenha 18 reus. Ai ele separa e fundamenta. Diz
que o caso, embora tenha conexão, foram crimes praticados em locais distintos que se juntar irá dificultar
a instrução processual. Então o juiz tem que fundamentar, demonstrar por A mais B. A separação
obrigatória tem que aplicar a lei apenas! Já na facultativa o juiz tem que demonstrar.