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ENGENHARIA METALURGICA

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ESTRUTURA ATÔMICA E LIGAÇÃO INTERATÔMICA

Janaina Queiroga

Bloco FM ETALURGICA 1 E STRUTURA A TÔMICA E L IGAÇÃO I NTERATÔMICA Janaina Queiroga Janaina.queiroga@ifsudestemg.edu.br

INTRODUÇÃO

Muitas propriedades importantes dos materiais sólidos dependem dos arranjos geométricos dos átomos e das interações que existem entre os átomos ou

moléculas constituintes.

Conceitos fundamentais:

Estrutura atômica

Configurações eletrônicas dos átomos

Tabela periódica

Os átomos que compõem um sólido estão mantidos unidos por vários tipos de ligações interatômicas primárias e secundárias.

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2

QUESTÕES PARA TRATAR

Qual e a estrutura de um átomo ?

Como foi construído a tabela periódica ?

Porque se formam as ligações interatômicas ?

Quais são as diferentes ligações interatômicas ?

Quais propriedades resultam dos diferentes tipos de

ligações ?

3
3

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Cada átomo é composto por:

Núcleo → Prótons e Nêutrons.

Elétrons, que circundam o núcleo.

Elétrons e prótons são carregados eletricamente.

Elétrons tem carga negativa; prótons tem carga positiva;

A magnitude da carga do próton e do elétron é 1,602x 10 -19 C.

As massas são muito pequenas:

Prótons e nêutrons possuem massas quase iguais e que valem respectivamente 1,673 x 10 -27 kg e 1,675 x 10 -27 kg.

Elétrons tem massa igual a 9,1095 x 10 -31 kg.

Cada elemento é caracterizado:

Pelo seu número atômico (Z) → número de prótons dentro do núcleo.

Pela sua massa atômica (A) → soma do número de prótons e do número de nêutrons dentro do núcleo. 1 uma/atom = 1g/mol (1 uma = 1/12 da massa do isótopo 12 C)

4
4

MODELO ATÔMICO DE BOHR

Posição de cada elétron é mais ou menos bem definida em termos do seu orbital.

são

Energias

quantizadas (estados energéticos) Mudança de orbital é possível,

ou emissão de

dos

elétrons

com absorção

energia.

Estados adjacentes são separados por energias finitas.

O

de Bohr apresenta

limitações significativas Não

explica vários fenômenos

modelo

envolvendo os elétrons.

5
5

MODELO MECÂNICO-ONDULATÓRIO

As

deficiências

do

modelo

atômico

de

Bohr

foram

supridas

pelo

modelo

mecânico-ondulatório.

Nesse modelo, o elétron apresenta características tanto

de onda, quanto de partícula.

O elétron não é mais tratado

se

orbital

como uma movimenta

partícula

num

que

discreto.

A posição do elétron passa a ser considerada como a probabilidade deste ser

encontrado ao redor do núcleo

(nuvem eletrônica).

Mecânico-

Bohr

Ondulatório 6
Ondulatório
6

NÚMEROS QUÂNTICOS

Na mecânica ondulatória, cada

elétron é caracterizado por seus quatro números quânticos.

Número quântico principal n:

n = 1, 2, 3, (ou K, L, M, )

Número quântico orbital

(subcamadas s, p, d, f):

= 0, 1, 2, 3 n-1

Número quântico magnético m (-até +ℓ):

s=1

d=5, f=7

estado

energético,

p=3,

Hidrogênio

7 Mecânico-
7
Mecânico-

Bohr

Ondulatório

PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO DE PAULI

Este princípio estipula que cada estado ou orbital eletrônico pode comportar um máximo de dois elétrons,

que devem possuir valores de spin opostos. Nesse

sentido, as subcamadas s, p, d e f podem acomodar, cada uma, um total de 2, 6, 10 e 14 elétrons,

respectivamente.

O quarto numero quântico é o número quântico

m s :

m s = -1/2, +1/2.

de spin

8
8

NÚMEROS QUÂNTICOS

O número quântico principal n está associado com o modelo de Bohr. Ele está relacionado à distância de um elétron a partir do núcleo, ou a sua posição.

Exercício: Quantos elétrons possíveis nas camadas 1,2, , 5 ? 9
Exercício: Quantos elétrons possíveis nas camadas 1,2,
,
5 ?
9

NÍVEIS ENERGÉTICOS

N ÍVEIS E NERGÉTICOS Como os elétrons vão preencher esses estados eletrônicos ? → Configuração eletrônica

Como os elétrons vão preencher esses estados eletrônicos ? → Configuração eletrônica = Estrutura de um átomo

10
10

CONFIGURAÇÕES ELETRÔNICAS

Quando todos os elétrons ocupam as menores energias possíveis de acordo com as restrições anteriores, diz-se que o átomo está em seu estado fundamental.

Element Atomic # Hydrogen 1 Electron configuration 1s 1 Helium 2 1s 2 (stable) Lithium
Element
Atomic #
Hydrogen
1
Electron configuration
1s 1
Helium
2
1s 2
(stable)
Lithium
3
1s
Beryllium
4
1s
2 2s 1
2 2s 2
Boron
5
1s
2 2s
2 2p
1
Carbon
6
1s
2 2s
2 2p
2
Neon
10
1s 2 2s
2 2p 6
(stable)
Sodium
11
1s
2 2s
2 2p
6 3s
1
Magnesium
12
1s
2 2s
2 2p
6 3s
2
Aluminum
13
1s
2 2s
2 2p
6 3s
2 3p 1
Argon
18
1s 2 2s
2 2p 6 3s
2 3p 6
(stable)
Krypton
36
1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 10 4s 2 4p 6
(stable)

Elétrons

de valência

11
11

ELÉTRONS DE VALÊNCIA

Os elétrons de valência são aqueles que ocupam a camada preenchida mais externa.

Eles participam da ligação entre os átomos para formar os agregados atômicos e moleculares.

Muitas das propriedades físicas e químicas dos sólidos estão baseadas

nesses elétrons.

Gás inerte ?

 Muitas das propriedades físicas e químicas dos sólidos estão baseadas nesses elétrons.  Gás inerte
12
12

CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA DO SÓDIO

C ONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA DO SÓDIO Elétrons de valência ? 13
C ONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA DO SÓDIO Elétrons de valência ? 13

Elétrons de valência ?

13
13

EX: CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA DO FERRO

Fe - atomic # =

26

1s 2

2s 2 2p 6

3s 2 3p 6

3d 6 4s 2

Energy

4d

4d
4d
4d
4d
4d

4p

4p N-shell n = 4
4p N-shell n = 4
4p N-shell n = 4

N-shell n = 4

3d

3d

4s

3p

3p   M-shell n = 3
3p   M-shell n = 3
 

M-shell n = 3

3s

 

2p

 

L-shell n = 2

2s

 

1s

1s K-shell n = 1

K-shell n = 1

14
14

TABELA PERIÓDICA

Metais alcalinos e alcalino terrosos ? Halogênios ? H He Li Be O F Ne
Metais alcalinos e alcalino terrosos ?
Halogênios ?
H
He
Li
Be
O
F
Ne
Na
Mg
S
Cl
Ar
K
Ca
Sc
Se
Br
Kr
Rb
Sr
Y
Te
I
Xe
Cs
Ba
Po
At
Rn
Fr
Ra
give up 1e
give up 2e
give up 3e
accept 2e
accept 1e
inert gases
give up 2e give up 3e accept 2e accept 1e inert gases Electropositive elements: Readily give

Electropositive elements:

Readily give up electrons to become cations.

elements: Readily give up electrons to become cations. Electronegative elements: Readily acquire electrons to

Electronegative elements:

Readily acquire electrons to become anions.

15
15

ELETRONEGATIVIDADE

A eletronegatividade varia de 0,7 ate 4. Quanto maior o valor, maior a tendência de adquirir elétrons

16
16

Smaller electronegativity

Larger electronegativity

EXERCÍCIOS

Dê as configurações eletrônicas dos íons Fe 3+ e S 2- ?

Dê as configurações eletrônicas de Ar e K+ ?

Dê a configuração eletrônica do metal Cr ?

H He Li Be O F Ne Na Mg S Cl Ar K Ca Sc
H
He
Li
Be
O
F
Ne
Na
Mg
S
Cl
Ar
K
Ca
Sc
Se
Br
Kr
Rb
Sr
Y
Te
I
Xe
17
Cs
Ba
Po
At
Rn
Fr
Ra

FORÇAS E ENERGIAS DE LIGAÇÃO

Força de repulsão quando as camadas eletrônicas começam a se superpor.

Força liquida:

F L = F A + F R

Estado de equilibro: F L = 0

Distancia de equilibro r 0 (aproximadamente 0,3 nm)

r 0 Energia de ligação E 0 necessária para separar esses dois átomos → Efeito nas propriedades ?

E L = ∫ F L dr 18
E L =
F L dr
18

TIPOS DE LIGAÇÕES INTERATÔMICAS

LIGAÇÕES

PRIMARIAS

LIGAÇÕES

SECUNDÁRIAS

Iônicas

Covalentes

Metálicas

Van der Waals

Ponte hidrogênio

19
19

LIGAÇÕES IÔNICAS

Transferência de elétron de um átomo para outro. A ligação é não-direcional.

Grande

diferença de

eletronegatividade entre os elementos (Na=0,9 ; Cl=3).

A ligação iônica resulta da atração eletrostática entre dois íons de cargas opostas.

Forças

de

atração

Coulombianas

(variam

com

o

quadrado

do

inverso

da

distância interatômica).

20
20

LIGAÇÕES IÔNICAS

Na (metal) unstable

Na (cation) stable

L IGAÇÕES IÔNICAS Na (metal) unstable Na (cation) stable Cl (nonmetal) unstable electron + - Coulombic
L IGAÇÕES IÔNICAS Na (metal) unstable Na (cation) stable Cl (nonmetal) unstable electron + - Coulombic

Cl (nonmetal)

unstable

electron

+ - Coulombic
+
-
Coulombic

Attraction

Cl (nonmetal) unstable electron + - Coulombic Attraction Cl (anion) stable E N = E A

Cl (anion) stable

E N = E A + E R =

-

A

r

-

B

r

n

21
21

LIGAÇÕES IÔNICAS

NaCl

MgO

L IGAÇÕES IÔNICAS NaCl MgO CaF 2 CsCl Give up electrons Acquire electrons 22
L IGAÇÕES IÔNICAS NaCl MgO CaF 2 CsCl Give up electrons Acquire electrons 22
CaF 2 CsCl
CaF 2
CsCl
L IGAÇÕES IÔNICAS NaCl MgO CaF 2 CsCl Give up electrons Acquire electrons 22

Give up electrons

L IGAÇÕES IÔNICAS NaCl MgO CaF 2 CsCl Give up electrons Acquire electrons 22

Acquire electrons

22
22

CARÁTER IÔNICO

Caráter iônico fraca = caráter covalente forte

 Caráter iônico fraca = caráter covalente forte % caráter iônico = {1 – exp [-(0,25)(X

% caráter iônico = {1 exp [-(0,25)(X A X B ) 2 ]} x 100

Exemplo: MgO

% ionic character

1

-

X Mg = 1.3

X O

= 3.5

e

-

(3.5 1.3) 2

-

4

x (100%)

SiC ? CH 4 ?

70.2% ionic

23
23

LIGAÇÕES COVALENTES

Compartilhamento dos

elétrons de valência de

átomos adjacentes (das orbitais s e p).

A ligação resultante é altamente direcional.

Menor diferença de eletronegatividade entre os elementos do que o observado em ligações iônicas.

os elementos do que o observado em ligações iônicas. CH 4 C = 2,5 24 H
CH 4 C = 2,5 24 H = 2,1
CH 4
C
= 2,5
24
H
= 2,1

E = 0,4 → Forte caráter covalente

LIGAÇÕES COVALENTES

L IGAÇÕES COVALENTES Representação esquemática das ligações covalentes na sílica (SiO 2 ) O = 3,5
Representação esquemática das ligações covalentes na sílica (SiO 2 ) O = 3,5 Si =
Representação esquemática das
ligações covalentes na sílica (SiO 2 )
O
= 3,5
Si
= 1,8
= 1,7
∆ E
→ Caráter iônico-covalente
 Hibridização sp:
Geometria
molecular
de
acordo
com
a
distribuição
eletrônica:
 sp
linear
25
 sp
2
trigonal planar
 sp
3
tetraédrico

LIGAÇÕES METÁLICAS

Átomos dos metais possuem

de um a três elétrons de valência, se comportando como elétrons “livres”.

Eles formam uma “nuvem eletrônica” e apresentam a

mesma probabilidade de se

associar a um grande número de átomos vizinhos.

A ligação resultante é não- direcional.

Núcleo dos íons

26
26

Mar de elétrons de Valencia

LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS (VAN DER WAALS)

Ocorrem atrações entre dipolos gerados pela assimetria de cargas ligações fracas.

O mecanismo dessas ligações é similar ao das ligações iônicas, porém não existem elétrons transferidos.

As ligações dipolares podem ser entre:

dipolos permanentes,

dipolos permanentes e induzidos,

dipolos induzidos flutuantes.

27
27

LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS (VAN DER WAALS)

Átomo
Átomo

eletricamente

simétrico

Dipolo atômico induzido

) Átomo eletricamente simétrico Dipolo atômico induzido Molécula polar HCl (permanente)  PVC : 28 Ligações

Molécula polar HCl (permanente)

simétrico Dipolo atômico induzido Molécula polar HCl (permanente)  PVC : 28 Ligações de Van de

PVC:

28
28

Ligações de Van de Waals

PONTE HIDROGÊNIO

Ligação secundária mais forte entre moléculas polares.

Ocorre

está ligado

covalentemente ao flúor (como no HF), ao oxigênio (como na água) ou ao nitrogênio (por exemplo, NH 3 ).

entre

moléculas

em

que

o

H

O próton exerce uma grande força de atração (Ponte H) sobre a extremidade negativa de uma molécula

adjacente.

29
29

MOLÉCULAS

Varias moléculas com ligações covalentes (O 2 , H 2 , H 2 O,

CH 4 , polímeros,

ligações secundárias.

) têm propriedades dependente das

Exemplo da água:

ligações secundárias. ) têm propriedades dependente das  Exemplo da água: Estrutura da água Estrutura do

Estrutura da água

ligações secundárias. ) têm propriedades dependente das  Exemplo da água: Estrutura da água Estrutura do

Estrutura do gelo

30
30

ENERGIAS DAS DIFERENTES LIGAÇÕES

31
31

MATERIAIS SEGUNDO O TIPO DE LIGAÇÃO

Tetraedro

representando

a

contribuição

relativa

dos

diferentes tipos de ligação para categorias de materiais.

32
32

CONCLUSÃO

Os elementos químicos combinam-se formando sólidos via ligações primárias e secundárias seguindo as estruturas e configurações eletrônicas dos átomos.

As ligações primárias (iônicas, metálicas e covalentes) são fortes (dependendo do tipo de compartilhamento eletrônico)

As ligações secundárias referem-se a ligações intermoleculares e são classificadas em: forças de van

e

de Waals

ou

interações

dipolares

(induzidos

33
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permanentes) e ligações de hidrogênio.