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ATIVIDADES ESTRUTURADAS DE ESTÁGIO ESPECÍFICO 2

Katlyn Kelly Duclerc Marques Cabral

1) Como deve acontecer a condução da entrevista de um paciente com


características obsessivas?

Ao mesmo tempo em que o entrevistador tenta estimular o desenvolvimento


de contato emocional, o paciente luta para evitar tal contato controlando a
entrevista. Quando o entrevistador penetra suas defesas, o paciente domina
sua reação de cólera ou temor por meio de prolongado isolamento.

A principal dificuldade na entrevista é o estabelecimento de contato


emocional genuíno. O obsessivo irá evitar olhar nos olhos das outras pessoas,
pois evitar o olhar de alguém ajuda a evitar o contato emocional. É mestre
em ocultar sua falta de atenção. Ao mesmo tempo que aparenta prestar
completa atenção está, em realidade, pensando em alguma coisa totalmente
diferente.

Outro meio de evitar o envolvimento é o uso de anotações ou listas


constituídas pelos temas a serem discutidas ou por perguntas a serem feitas.
As anotações representam defesa central e o entrevistador deve mostrar
interesse imediato, sugerindo que o paciente deve tentar se conduzir sem
elas. O silêncio é a técnica final para evitar a relação emocional harmônica.

2) Comente sobre a psicodinâmica do desenvolvimento do paciente


paranóico?

O paranóico experimenta dificuldade em estabelecer uma relação cordial e


confiante com sua mãe. Ele possui um forte sentimento de rejeição por parte
da mesma, devido a isto, o futuro paranóico volta-se para o pai como um
substituto. No homem este fato conduz ao temor de desejos homossexuais
passivos. A menina irá desenvolver um temos de uma agressão sexual por
parte da mãe e um temor secundário de ser atacada por homens.

A mãe paranóica tenta com freqüência dominar e controlar seus filhos,


mediante ameaça de afastamento. Conseqüentemente, intimidade e
proximidade tornam-se perigosas. A criança espera que todos os
relacionamentos íntimos exijam o abandono da independência e a adoção de
atitude passiva e submissa.

A pessoa paranóica vem, freqüentemente, de um lar no qual o êxito é medido


por realizações adaptativas. É tratada como se fosse superior e bem dotada.
Qualquer fracasso é julgado como o resultado se avaliação inadequada por
parte dos demais. Desta maneira, o paciente não desenvolve um sentimento
realístico de seu próprio valor, suas forças e fraquezas. A conduta paranóica
é, em parte, conduta aprendida e está baseada nas atitudes parentais.
3) Cite e explique alguns fatores desencadeantes da depressão.

• PERDA:
A perda de um objeto de amor é o desencadeante mais comum da
depressão. Traduz-se, em geral, pela morte ou separação do objeto. Ou
ainda, da perda psicológica interna, resultante da suposição de ser
rejeitado pela família e pelos amigos. Essa perda pode ser real ou
iminente.

• AMEAÇAS À AUTOCONFIANÇA E À AUTO-ESTIMA

A redução da autoconfiança e da auto-estima são sintomas primordiais


da depressão. O amor-próprio da maior parte dos indivíduos com
tendência à depressão fundamentou-se na contínua absorção de amor,
respeito e aprovação das outras figuras importantes da sua vida.

A ruptura de uma relação com dita pessoa representa ameaça à fonte


de amor a gratificação dependente do pacientem, que supre seus
sentimentos narcisistas.

• SUCESSO

Algumas pessoas tornam-se paradoxalmente deprimidas em resposta a


aparente sucesso.

1) O paciente sente que não merece tal êxito, a despeito de provas


objetivas em contrário. Crê que o aumento da responsabilidade irá
mostrá-lo incapaz.

2) O paciente teme à represália por afirmação e agressão. Ele lutou


frequentemente para alcançar alta posição, porém equipara a
confirmação de sucesso à agressão hostil, sentindo-se culpado por
qualquer conduta que tenha favorecido seu próprio avanço.

4) Como se apresentam os traços histéricos de caráter?

Os traços de caráter histéricos e obsessivos situam-se em extremidades


opostas do mesmo espectro. Os pacientes podem apresentar uma mescla de
traços de caráter obsessivo e histérico.

As mulheres exibem mecanismos histéricos com mais freqüência; Os homens


utilizam defesas predominantemente obsessivas. As pacientes histéricas
exageram os traços e mecanismos que caracterizam a feminilidade normal.

Características dos histéricos:

 Vivacidade;
 Cordialidade;
 Imaginação;
 Encanto.

Em geral, são pessoas atraentes que contribuem muito, pelo seu encanto e
sensibilidade, para o meio que as cerca.

5) Como se caracterizam os sintomas fóbicos?

O indivíduo fóbico caracteriza-se pelo uso da ‘evitação’ como meio principal


de solucionar problemas. Ele oferece explicações racionais para seu temor,
mas geralmente reconhece que estas explicam os seus sentimentos. O típico
paciente fóbico tenta dominar seus temores.

6) Sempre que a evolução terapêutica fica estagnada por um período


longo, é sinal de problema e perturbação. Cite e explique alguns.

a) Resistências que não se resolvem, não modificam e se repetem – as


sessões tornam-se repetitivas e ruminativas; a sonolência do terapeuta
durante essas sessões é um sinal importante. Provavelmente será
necessária uma mudança no vértice da abordagem.
b) Perturbação na aliança terapêutica – o terapeuta percebe sinais de
mais desconfiança, distanciamento do paciente, actings-in; é
fundamental que este revise as sessões mentalmente ou com supervisão
para identificar o problema.
c) Falta de progresso terapêutico – aparentemente, o processo está
evoluindo normalmente, mas um olhar mais atento identifica falta de
progresso; a sintomatologia do paciente muda pouco ou não muda. Este
é um forte indicador de impasse na etapa intermediária da
psicoterapia. Conluios inconscientes são causa freqüente desse tipo de
problema, quando o tratamento se prolonga de forma indefinida.
d) Qualquer tentativa séria de abandonar a terapia, ferir-se ou ferir
alguém – sempre que algo assim acontece, é fundamental uma
reavaliação da terapia. Muito provavelmente o problema está na
relação terapeuta-paciente.