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Saúde Mental

SEST - Serviço Social do Transporte


SENAT - Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Qualquer parte dessa obra poderá ser reproduzida,


desde que citada a fonte.

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Sumário
Apresentação 6

Unidade 1 | O que é Saúde Mental? 7

1. O que é Saúde Mental? 8

1.1. Uma Definição em Andamento 8

1.1.1. Da Possessão Demoníaca ao Alívio com Pílulas 9

1.2. Menos Manicômios, Mais Atenção 10

1.2.1. O Horror em Barbacena, Minas Gerais 10

1.3. Humano, um Ser Complexo 11

1.3.1.O Grito de Munch 12

1.4. Cuidados, as Recomendações da Saúde 13

1.4.1. Medicamentos em Excesso 14

Glossário 16

Atividades 17

Referências 18

Unidade 2 | Quando Procurar Auxílio? 20

1. Quando Procurar Auxílio? 21

1.1. O Sofrimento não é uma Condenação 21

Glossário 25

Atividades 26

Referências 27

Unidade 3 | Principais Transtornos da Saúde Mental 28

1. Principais Transtornos da Saúde Mental 29

1.1. Principais Tipos de Transtorno Mental (I) 29

1.1.1. Transtornos Mentais Orgânicos 29

1.1.2. Transtornos do Humor 29

1.1.3. Classificação de Consenso 30

1.2. Principais Tipos de Transtorno Mental (II) 31

1.2.1. Transtornos de Ansiedade 31

3
1.3. Principais Tipos de Transtorno Mental (III) 33

1.3.1. Transtornos Dissociativos 33

1.3.2. Transtornos Somatoformes 33

1.3.3. Transtorno Esquizofrênico 33

1.3.4. Transtornos Alimentares 34

1.3.5. A Palavra-chave é “Misturar” 34

1.4. Direitos 35

Glossário 37

Atividades 38

Referências 39

Unidade 4 | Transtornos Mentais e Comportamentais Devido ao Uso e Abuso de Álcool e Outras Drogas 40

1. Transtornos Mentais e Comportamentais Devido ao Uso e Abuso de Álcool e Outras Drogas 41

1.1. Drogas, Velhas Conhecidas 41

1.2. Lícitas, mas Prejudiciais 43

1.2.1. Direção Após Consumo de Álcool Aumenta Riscos e Gravidade de Acidentes 44

1.3. As Mais Procuradas (I) 45

1.3.1. Álcool 45

1.3.2. Alucinógenos 45

1.3.3. Anfetaminas 45

1.3.4. Benzodiazepínicos 46

1.3.5. Cocaína 46

1.3.6. Guerras e Anfetaminas 46

1.4. As mais Procuradas (II) 47

1.4.1. Inalantes 47

1.4.2. Maconha 47

1.4.3. Opiáceos ou Opioides 48

1.4.4. Nicotina 48

1.4.4.1. Opiáceos no Combate à Dor 49

Glossário 51

4
Atividades 52

Referências 53

Unidade 5 | O Tratamento e a Reabilitação Psicossocial do Usuário de Álcool e outras Drogas 55

1. O Tratamento e a Reabilitação Psicossocial do Usuário de Álcool e outras Drogas 56

1.1. Uso e Dependência 56

1.1.1. Atenção para a Cachaça 57

1.2. Redução de Danos 58

1.3. Redução de Danos, a Melhor Opção 59

1.4. O Lugar da Família 61

1.4.1. Crack, é Possível Vencer 62

Glossário 64

Referências 65

Atividades 66

Unidade 6 | Prevenção dos Transtornos Mentais 68

1. Prevenção dos Transtornos Mentais 69

1.1. Assunto Complicado 69

1.1.1. Prevenção do Suicídio 69

1.1.2. Setembro Amarelo 70

1.2. Desafio na Emergência 71

Glossário 72

Atividades 73

Referências 74

5
Apresentação

Prezado aluno,

Seja bem-vindo ao Curso Saude Mental!

Neste curso você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos
você verá ícones que tem a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 20h e foi organizado em 6 unidades, conforme a
tabela a seguir:

Unidade Carga horária


1 - O Que è Saúde Mental 4 horas
2 - Quando Procurar Auxílio 2 horas
3 - Principais Transtornos da Saúde Mental 4 horas
4 - Transtornos Mentais e Comportamentais Devido ao Uso e
4 horas
Abuso de Álcool e Outras Drogas
5 - O Tratamento e a Reabilitação Psicossocial do Usuário de
4 horas
Álcool e outras Drogas
6 - Prevenção dos Transtornos Mentais 2 horas

Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar pelos conteúdos e realizar as atividades previstas nas “Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”;

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas entre em contato com a suporteead@sestsenat.org.br (0800 7282891).

Bom estudo! 

6
UNIDADE 1 | O QUE É SAÚDE
MENTAL?

7
1 O que é Saúde Mental?

1.1 Uma Definição em Andamento

Não existe uma definição curta para


saúde mental. Assim, podemos dizer:
ter saúde mental é estar de bem
consigo e com os outros, aceitando
as exigências da vida. É saber lidar
com as boas emoções e também com
as desagradáveis: alegria/tristeza;
coragem/medo; amor/ódio; serenidade/
raiva; ciúmes; culpa; frustrações. É
saber reconhecer seus limites e buscar
ajuda quando necessário.

Essa descrição é bem ampla, não é verdade? Mas esse assunto ficará mais claro à
medida que você avançar neste curso. Para começar, lembre-se de que saúde mental é o
contrário de doença mental. E é bem provável que você já tenha visto doentes mentais
em situação de abandono pelas ruas – são casos extremos. E talvez até parentes ou
conhecidos com problemas dessa natureza.

No entanto, as doenças mentais – que muitos preferem chamar de transtornos


mentais – nem sempre são fáceis de perceber, mesmo sendo graves. Por exemplo:
não se pode afirmar que alguém seja mentalmente sadio só porque vai para o trabalho
todos os dias, cumpre suas funções e mantém uma rotina estável dentro e fora do lar.
Essa pessoa pode estar sofrendo interiormente. Situações como essa nos impedem de
chegar a uma definição que não deixe qualquer dúvida sobre o que é saúde mental.

8
ee
A própria Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entidade da
ONU, evita definir o que seja saúde mental. Isso porque sabe que o
comportamento das pessoas varia de acordo com a cultura de cada
povo. O que é considerado “normal” por um grupo humano, pode ser
visto como algo no mínimo “esquisito” por outro povo.

É bom lembrar que, com o tempo, também a própria cultura

hh
muda – os costumes e normas, entre outras características
de uma sociedade. A OMS se preocupa mais em garantir, no
mundo todo, o respeito aos direitos humanos de qualquer
pessoa que sofra de transtorno mental. Tem razão, pois o
sofrimento daqueles que são considerados loucos marca
profundamente a história da humanidade até hoje.

1.1.1 Da Possessão Demoníaca ao Alívio com Pílulas

No passado bem distante, os chamados de loucos eram considerados possuídos pelo


demônio. Ninguém os queria por perto. Até os anos 1500, esses doentes costumavam
ser expulsos das cidades. Muitas vezes foram embarcados, à força, nas chamadas “naus
dos loucos”, que os levavam de um lugar para outro, numa viagem praticamente sem
fim.

Até que, em 1563, o médico holandês Johann Weyer acabou com a ideia de que a loucura
era obra do demônio, afirmando que tinha causas naturais. E os doentes passaram a
ser internados. Mas só em 1793 foi construído um hospício para que fossem separados
de outras pessoas encarceradas.

9
No entanto, durante todo esse tempo, os tratamentos a que eram submetidos muitas
vezes não passavam de suplícios terríveis, que jamais poderiam curá-los. Desde então,
o estudo dos problemas mentais avançou bastante, por vários caminhos.

Mas, no da psiquiatria, os tratamentos só melhoraram a partir de 1950, quando surgiu


a droga clorpromazina, na França, usada ainda hoje para o tratamento da esquizofrenia
– um tipo de transtorno mental grave.

1.2 Menos Manicômios, Mais Atenção

Séculos depois de construir os primeiros hospícios, a Europa foi a primeira a começar


a derrubá-los, com o chamado “movimento antimanicomial”, iniciado na Itália, nos
anos 1970. Esse movimento não demorou a chegar ao Brasil, onde, na década de 1980,
mais de 100 mil pessoas viviam internadas nos hospícios. De lá para cá, mudou muito a
forma de tratar os problemas mentais no país.

Em 2001, foi sancionada uma lei que afirma os direitos das pessoas portadoras de
transtornos mentais. Essa lei modificou o modelo de assistência em saúde mental.
Assim, houve uma verdadeira reforma psiquiátrica, com o fechamento de hospitais
para doentes mentais.

O objetivo dessas mudanças foi permitir aos portadores de transtornos mentais


exercerem seus direitos como cidadãos. Assim, o sistema de saúde ampliou o alcance
de sua assistência a essas pessoas, não ficando mais somente no controle dos sintomas
provocados pelos transtornos mentais. De um lado, a política de saúde mental procura
levar o interessado de volta ao convívio da comunidade. De outro, estimula a sociedade
a reconhecer a existência de pessoas “diferentes”.

1.2.1 O Horror em Barbacena, Minas Gerais

No começo do século 20, foi instalado em Barbacena, Minas Gerais, um hospício com
o nome de Colônia. Ao longo de décadas, ali foram internados à força milhares de
epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e outros “indesejáveis”.

10
Até mesmo mulheres das quais os maridos queriam se livrar por qualquer motivo. E
a esmagadora maioria dos internados não era constituída de doentes mentais. Na
Colônia, essas pessoas foram torturadas, violentadas e sofreram carências de todo o
tipo.

Estima-se que houve 60 mil mortes no hospício de Barbacena – um verdadeiro


genocídio. Nos períodos de maior ocorrência de mortes, em média 16 pessoas perdiam
a vida a cada dia. E uma contabilidade macabra revelou que, entre 1969 e 1980, 1.853
corpos saídos do manicômio foram vendidos a 17 faculdades de medicina do país.

1.3 Humano, um Ser Complexo

Todos nós temos uma história de vida,


com experiências variadas em diversas
circunstâncias. A memória do passado,
tudo o que aprendemos, faz parte de
nosso presente: é a partir dessa “base”
que enxergamos o mundo e projetamos
nosso futuro. Também temos nossa
cultura, noções do que é normal e do
que não é; temos atitudes frente aos
problemas da vida e valores morais. A
cultura determina a maneira como nos
relacionamos com as outras pessoas,
desempenhando vários papéis: pai, mãe, filho, filha, profissional, namorado, namorada,
amiga, amigo, parente etc.

E somos seres políticos, com direitos, obrigações e possibilidades de agir sobre o


mundo que nos rodeia e na relação com as pessoas. Temos uma vida de trabalho, que
está relacionada a nosso sustento e, muitas vezes, ao de nossa família. Também temos
nossa intimidade, nosso mundo pessoal, com seus recantos secretos que nem sempre
revelamos a alguém.

Portanto, nossa identidade corresponde a um conjunto de papéis. Se nossa atuação


se mantém equilibrada ao longo da vida, sempre teremos a sensação de sermos os
mesmos, embora possamos perceber que nos transformamos a cada dia.

11
Se surgir um sofrimento interior muito intenso, considerado

ee
psíquico, terá chegado a hora em que a pessoa deverá ser
cuidada, deverá receber atenção.

1.3.1 O Grito de Munch

Edvard Munch (1863-1944), artista norueguês, pintou o


famoso quadro O Grito – Um Retrato do Desespero, que
reflete seu estado interior. Munch, quando criança, perdeu
a mãe e uma de suas irmãs, tendo sido criado pelo pai, muito
controlador.

Mais tarde, Laura, outra irmã, foi internada em asilo


psiquiátrico. Munch, por sua vez, depois de romper com o
pai, acabou por se envolver com uma mulher casada, o que
O grito, Edvard Munch, 1893.
só lhe trouxe mágoa e desespero. O estado de espírito que Óleo sobre tela, têmpera e
o levou a pintar o quadro está bem claro nas linhas que pastel sobre cartão. Galeria
Nacional, Oslo.
escreveu no seu diário, em 1883:

“Passeava com dois amigos ao pôr do sol – o céu ficou de


súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta – havia
sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fiorde e sobre a cidade – os meus
amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito
da Natureza.”.

12
aa
O fenômeno que inspirou Munch

A partir de agosto de 1883, durante bom tempo, os céus


do mundo inteiro passaram a apresentar uma tonalidade
vermelha muito forte e brilhante ao entardecer. O fenômeno
que inspirou Munch foi resultado de cinzas vulcânicas em
suspensão na alta atmosfera, lançadas pelo vulcão Krakatau,
da Indonésia.

1.4 Cuidados, as Recomendações da Saúde

Para atuar, as equipes do Ministério da Saúde, ligadas à saúde mental, levam em


conta o fato de que cada pessoa é um conjunto de várias dimensões. A orientação que
recebem é a de considerar a totalidade de cada pessoa. E nessa abordagem integral,
identificar quais transformações ocorreram, o que está provocando adoecimento e o
que está em vias de causar adoecimento. Assim será possível elaborar estratégias de
intervenção para dissipar os fatores causadores de sofrimento e ajudar a pessoa a
retomar, ou redirecionar, sua vida. Esse trabalho, feito com os usuários do sistema e
seus familiares, é chamado de Projeto Terapêutico Singular.

Ou seja, um projeto terapêutico é um plano de ação compartilhado, composto por um


conjunto de intervenções que objetiva proporcionar cuidado integral à pessoa. Nesse
projeto, tratar das doenças não é menos importante, mas é apenas uma das ações que
visam ao cuidado integral.

Um Projeto Terapêutico Singular deve ser elaborado com o usuário, a partir de uma
primeira análise do profissional sobre as múltiplas dimensões do sujeito. Cabe ressaltar
que esse é um processo dinâmico, uma vez que a própria relação entre o profissional e
o usuário está em constante transformação.

13
1.4.1 Medicamentos em Excesso

A reforma psiquiátrica foi benéfica para a saúde mental no Brasil, mas ainda há muito
o que fazer nesse campo. Por exemplo: as pessoas com transtornos mentais foram
sendo libertadas dos manicômios, mas muitas delas seguem aprisionadas em suas
casas, sujeitas a tratamentos com drogas que não têm prazo para terminar.

Estudantes de medicina da
Universidade de Campinas, em
trabalho de campo, relataram ter
encontrado pacientes que tomavam
até nove diferentes medicamentos
psiquiátricos ao mesmo tempo.
Embora fossem epilépticas,
essas pessoas nunca haviam sido
examinadas por um neurologista.

Esses alunos da Unicamp


frequentaram um bairro pobre de
Campinas durante dois anos. No
relatório que publicaram em 2014, reforçam a ideia de que os projetos terapêuticos
singulares, bem elaborados e bem conduzidos, podem ser a chave para a questão.

14
Agora é com Você!

Assista aos vídeos indicados e descubra mais sobre o que foi estudado
nesta unidade.

• Bate Papo na Saúde. Os convidados desse Bate Papo debatem, entre


outros assuntos, os avanços da saúde mental no país, as dificuldades de
acesso às regiões isoladas e a valorização do saber tradicional.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=HjjRTPKAT9c.

• Ciência e Letras. Nesse programa um médico e uma médica psiquiatras,


ambos professores e pesquisadores, conversam sobre o livro “Políticas e
Cuidado em Saúde Mental”.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MSFFaCono1I.

• Visite o site da mostra Nise da Silveira - Vida e Obra, uma retrospectiva


biográfica da psiquiatra que revolucionou os métodos de atendimento ao
portador de transtornos mentais no Brasil.

Disponível em http://www.ccms.saude.gov.br/nisedasilveira/index.php.

Muito bem, você concluiu o conteúdo desta unidade. Agora, você está
apto para testar seus conhecimentos na bateria de questões sobre esta
unidade de seu curso. Ao finalizar esta etapa, prossiga em seus estudos.

15
Glossário

Dissipar: Fazer desaparecer.

Fiorde: Reentrância marítima de grande porte, maior do que a baía, sinuoso, escarpado,
profundo e geralmente de grande extensão.

Hospício: Hospital para loucos; manicômio.

Nau: Navio antigo.

Psiquiatria: Ramo da medicina que trata de pessoas com problemas mentais.

Suplício: Tortura.

Transtorno mental: Perturbação da saúde mental.

16
Atividades

1 - No passado, os chamados de loucos eram considerados

dd
possuídos pelo demônio. Ninguém os queria por perto e
esses doentes costumavam ser expulsos das cidades.

( ) Certo ( ) Errado

2 - Sobre a definição de saúde mental, é correto afirmar:

( ) Saúde mental é não possuir enfermidade alguma.

( ) Ter saúde mental é estar bem consigo e com os outros,


aceitando o que a vida nos coloca.

( ) Saber lidar com emoções contraditórias não significa ter


saúde mental.

( ) Saúde mental é o estado de mais completo bem-estar


físico.

3 - Por que a Organização Mundial da Saúde (OMS) evita


definir o que seja saúde mental?

( ) Os transtornos mentais são fáceis de perceber, mas


difíceis de tratar.

( ) O comportamento das pessoas varia em diferentes


culturas, mudando com isso o conceito de normalidade.

( ) Classificar uma doença como transtorno mental piora o


estado de saúde dos pacientes.

( ) Os transtornos mentais incapacitam a pessoa ao


trabalho.

17
Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Saúde mental. 2016.


Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_
content&view=article&id=11359&Itemid=693>. Acesso em: 28 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção


Básica. Saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 34).
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_34_
saude_mental.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Exposição Fotográfica Saúde


Mental: Novo Cenário, Novas Imagens. Programa de Volta para Casa. Cartilha de Monitoria
Editora do Ministério da Saúde, 2009. (Série I. História da Saúde no Brasil). Disponível em <http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/exposicao_fotografica_saude_mental.pdf>. Acesso em:
29 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Subsecretaria de Assuntos Administrativos.


Memória da loucura: apostila de monitoria. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. (Série
I. História da Saúde no Brasil). Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
memoria_loucura_apostila_monitoria_2ed.pdf>. Acesso em 29 abr. 2016.

BRASIL. Secretaria de Saúde do Paraná. Definição de Saúde Mental, [s.d.]. Disponível em:
<http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1059>. Acesso em:
28 abr. 2016.

DORIGATTI, A.; ESCOCIA et al. Projeto terapêutico singular no âmbito da saúde mental: uma
experiência no curso de graduação em medicina. ., Rio de Janeiro, v. 38, n. 1, p. 113-119, mar.
2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbem/v38n1/15.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2016.

ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Expressionismo. Portal da internet, 2016. Disponível em:


<http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3784/expressionismo>. Acesso em: 28 abr. 2016.

FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz. Pense mais… SUS. Saúde mental. Disponível em: <http://
pensesus.fiocruz.br/saude-mental>. Acesso em: 7 mar. 2016.

GOULART, M. S. B. As raízes italianas do movimento antimanicomial. São Paulo: Casa do


Psicólogo, 2007.

OMS – Organização Mundial da Saúde. Comunicado de prensa: Informe sobre la salude en el


mundo 2001. Disponível em: <http://www.who.int/whr/2001/media_centre/en/whr01_press_
release_es.pdf?ua=1> Acesso em: 7 mar. 2016.

18
PALOMBA, G. A. Da Nau dos Loucos à Clorpromazina. Revista Ser Médico. Ed. 70, jan./fev./mar.,
2015, págs. 22 – 25. São Paulo, Cremesp.

SABER CULTURAL. O grito. Edvard Munch. Disponível em: <http://www.sabercultural.com/


template/obrasCelebres/O-Grito-Edvard-Munch.html>. Acesso em: 28 abr. 2016.

19
UNIDADE 2 | QUANDO
PROCURAR AUXÍLIO?

20
1 Quando Procurar Auxílio?

1.1 O Sofrimento não é uma Condenação

As pessoas são seres complexos, com o psiquismo


influenciado por suas relações com outros humanos e
suas próprias ações vida afora. Uma doença, ou transtorno
mental, causando sofrimento, pode quebrar a unidade/
identidade de uma pessoa. Assim, alguns critérios ajudam
na decisão de quando procurar um especialista em saúde
mental para tratamento.

O primeiro desses critérios é o da normalidade de nossas


ações e posturas. Normal seria o comportamento mais
frequente, definido pela maioria. Mas o conceito de
normalidade é bastante subjetivo e variável. Por exemplo,
o comportamento dos latinos pode ser visto pelos nórdicos
ou orientais como histérico ou muito expansivo e, quem
sabe, anormal. Por isso, o critério de “normalidade” não
pode ser absoluto.

Conseguir “funcionar” é sempre um indicador de saúde mental. E o contrário, poderá


indicar que algo não está bem. A pessoa deve perguntar a si mesmo: houve mudanças
nos meus hábitos e rotinas? E essas mudanças interferem e atrapalham a minha vida
ou a vida dos outros, em casa, na escola ou no trabalho?

O terceiro critério é a pessoa perceber se está sofrendo. Aprender a tolerar e a


aceitar o sofrimento é importante. Mas não temos de encará-lo como se estivéssemos
condenados a uma dor sem fim. Se isso acontecer, vale a pena a pessoa buscar ajuda.

21
aa
Psicólogo ou psiquiatra?

Para o tratamento de um transtorno mental, o interessado


pode procurar um psiquiatra ou um psicólogo. O psiquiatra é
médico, tendo cursado seis anos de medicina e feito de dois
a três anos de residência em psiquiatria. O psicólogo cursa
psicologia durante cinco anos e depois se especializa em uma
área, escolhendo um determinado tipo de abordagem no
tratamento de seus clientes.

O psiquiatra atua primeiro identificando o transtorno mental


que afeta a pessoa examinada. Depois receita o medicamento,
ou medicamentos, que julga mais adequados para o
tratamento. O psicólogo não diagnostica problemas mentais.
Quando cuida de uma pessoa, procura descobrir as causas, o
porquê de seu adoecimento. O psicólogo trata os transtornos
mentais por meio de técnicas psicoterápicas, em que o diálogo
com o paciente é o recurso mais importante.

Mas a atuação de um desses profissionais nem sempre elimina


a necessidade do trabalho do outro. Principalmente nos casos
graves, nos quais o paciente faz a psicoterapia com o psicólogo
e toma os remédios receitados pelo psiquiatra.

1.2 O Diagnóstico em Psiquiatria


Chegar a um diagnóstico psiquiátrico correto nem
sempre é fácil e pode levar tempo. Dentre as técnicas
utilizadas pelos psiquiatras, a entrevista é a mais
importante. Por meio das conversas com o médico,
o paciente lhe contará sua história. E no decorrer
desses encontros, o psiquiatra estará atento aos
sinais e sintomas de transtornos mentais emitidos/
exibidos pelo doente. Além das entrevistas, o
psiquiatra também poderá contar com os resultados
de testes e questionários aplicados por psicólogos.

22
Existem diversas modalidades de exames que exploram aspectos físicos do cérebro.
Mas a maioria é de uso limitado e pouco frequente. Nesse caso, se enquadram a
ressonância magnética nuclear, a tomografia cerebral e a tomografia de emissão de
pósitrons. A exceção é feita pelo eletroencefalograma que, com o registro poligráfico
do sono, é usado na detecção de problemas do sono, como a apneia.

A classificação internacional dos distúrbios de sono lista 85 transtornos, divididos em


8 grupos. A insônia interessa de perto à psiquiatria, pois cerca de 40% dos insones
sofrem de transtornos psíquicos, com destaque para a depressão e a ansiedade. E a
insônia constitui problema de saúde pública, pois afeta boa parte da população.

Paul Ferdinand Gachet (1828-1909), foi um médico homeopata

hh
entusiasmado por psiquiatria - a sua tese de graduação
em Medicina foi sobre “melancolia”. Ele tratou o famoso
pintor Vincent van Gogh (1853-1890) durante os 72 dias que
antecederam seu suicídio. O doutor Gachet, único médico
a aceitar as pinturas de Van Gogh como remuneração pelas
consultas, é citado carinhosamente em uma das cartas do
pintor a seu irmão Théo. Em 4 de junho de 1890, Van Gogh
escreveu:

“Ele me pareceu na verdade tão doente e perturbado quanto


você e eu, e ele é mais velho e perdeu há poucos anos sua
mulher; mas é muito médico e sua profissão e sua fé o
sustentam, contudo. Já somos muito amigos […]” (VAN GOGH,
1997, p. 168)

23
Agora é com Você!

Assista aos vídeos indicados e descubra mais sobre o que foi estudado
nesta unidade.

• Canal Saúde Fiocruz. Programa Unidiversidade. Arteterapia.

A arte pode ser uma forma de expressar o mundo interior. Por meio
dela é possível encontrar a cura e motivação para tocar a vida. Conheça
mais sobre seus benefícios neste programa, que tem a participação de
profissionais com diferentes formações e artesãos, proporcionando
uma perspectiva complementar e interessante para a conhecimento da
Arteterapia.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=s6Nd7CzWj3Y.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Alterações do Sono.

A má alimentação, a correria do dia a dia e as preocupações da vida


moderna intensificam o período de trabalho e reduzem o tempo de sono.
Uma noite maldormida interfere no desempenho profissional e pessoal.
É durante o sono noturno que o corpo descansa e o cérebro desempenha
funções importantes. Este programa mostra que é possível tratar
problemas relacionados ao sono.

Disponível em https://www.youtube.com/
watch?v=3utyQ9vqWeU&list=PL99597D7F6C553425&index=27

Ótimo, você acaba de finalizar a unidade e está apto a testar seus


conhecimentos nas questões referentes a ela. Prossiga em seus estudos
para concluir o restante de seu curso.

24
Glossário

Apneia: Suspensão momentânea da respiração.

Critério: Norma ou regra de avaliação, de escolha.

Histérico: Pessoa extremamente nervosa e exaltada.

Insone: Aquele que tem insônia, que não dorme.

Poligráfico: Gráfico feito por meio de um aparelho que serve para registrar
simultaneamente várias funções psicológicas e fisiológicas.

Psicoterapia: Qualquer das várias técnicas de tratamento de doenças e problemas


psíquicos

Psiquismo: Conjunto dos processos mentais.

Subjetivo: Válido para um só sujeito; individual, pessoal, particular.

25
1 - Por que a doença mental, ou transtorno mental, causa

dd
sofrimento?

( ) Substitui uma certeza por muitas dúvidas.

( ) Ameaça quebrar a unidade/identidade da pessoa.

( ) O diagnóstico é muito doloroso.

( ) O tratamento é sempre demorado.

3 - O poligráfico é o gráfico feito por meio de um aparelho


que serve para registrar simultaneamente várias funções
Hepáticas e fisiológicas.

( ) Certo ( ) Errado

26
Referências

BEZERRA, A. J. C. Admirável mundo médico: a arte na história da medicina. 3 ed.


Brasília: Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção


Básica. Saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção
Básica, n. 34). Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_
atencao_basica_34_saude_mental.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.


Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Profissionalização de auxiliares de
enfermagem. Cadernos do aluno: saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde; Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2003. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em:
<bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/profae/pae_cad7.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

FIGUEIREDO, D. O que é doença mental? Quando procurar ajuda? MultiClínica,


Portugal, 2016. Disponível em: <www.multiclinica.pt/docs/12.pdf>. Acesso em: 20 abr.
2016.

FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz. Pense mais… SUS. Saúde mental. Disponível em:
<http://pensesus.fiocruz.br/saude-mental>. Acesso em: 7 mar. 2016.

INSTITUTO DO SONO E TRANSTORNOS MENTAIS. Distúrbios do Sono. Medicina do


Sono. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://institutosonoemente.com.br/
disturbios-do-sono>. Acesso em: 28 abr. 2016.

OMS – Organização Mundial da Saúde. Comunicado de prensa: Informe sobre la salude


en el mundo 2001. Disponível em: <http://www.who.int/whr/2001/media_centre/en/
whr01_press_release_es.pdf?ua=1> Acesso em: 7 mar. 2016.

PSICOLOGIA RIBEIRÃO PRETO. Quais as diferenças entre o psicólogo e o psiquiatra?


Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/
quais-as-diferencas-entre-o-psicologo-e-o-psiquiatra>. Acesso em: 28 abr. 2016.

VAN GOGH, V. Cartas a Théo. Porto Alegre: L&PM, 1997.

27
UNIDADE 3 | PRINCIPAIS
TRANSTORNOS DA SAÚDE
MENTAL

28
1 Principais Transtornos da Saúde Mental

1.1 Principais Tipos de Transtorno Mental (I)

Cada transtorno mental engloba um conjunto de sintomas, indicadores do sofrimento


psíquico que atinge a pessoa doente. A seguir, a lista dos mais importantes.

1.1.1 Transtornos Mentais Orgânicos

São provocados por doenças ou


lesões que levam a um funcionamento
anormal do cérebro. A demência
merece atenção especial por ser
muito frequente, destacando-se
nesse grupo a doença de Alzheimer.
Transtornos orgânicos prejudicam a
memória, o pensamento racional, as
capacidades de compreensão de fatos,
de aprendizagem e de orientação
espacial, entre outras. As pessoas
afetadas tendem a perder o controle
de esfíncteres e hábitos de higiene e
alimentação.

1.1.2 Transtornos do Humor

A depressão é o mais notável, também pela frequência: atinge 20% dos que buscam
auxílio. Pode ser leve, moderada ou grave. Embora deprimidas, algumas pessoas,
conseguem desempenhar suas atividades cotidianas. Mas costumam reclamar da falta

29
de ânimo e de não sentir interesse por nada. Também se queixam de distúrbios do
sono e de alimentação. E podem perder a autoconfiança, acalentando ideias de culpa e
inutilidade, além de visões pessimistas quanto ao futuro. No limite, chegam ao suicídio.

A mania é o oposto da depressão. E também apresenta gradações entre as formas mais


suaves e as mais graves. As pessoas atingidas agem em ritmo acelerado, falando muito
e mudando de assunto com frequência. Devido ao excesso de energia, têm dificuldade
para dormir. Eufóricas, apresentam autoestima exagerada, podendo ter a sexualidade
exacerbada. Às vezes, o quadro evolui para episódios psicóticos e a pessoa passa a
apresentar delírios e alucinações.

O transtorno bipolar se caracteriza ora por mania, ora por depressão. As pessoas quase
nunca apresentam apenas um quadro de mania, conforme o item anterior. Em geral
intercalam episódios de mania com quadros depressivos. O transtorno bipolar também
pode ser mais leve ou mais grave.

1.1.3 Classificação de Consenso

Apesar dos avanços da ciência, a mente humana e seu funcionamento continuam a ser
um grande mistério. Por isso existem várias teorias para explicar os transtornos mentais,
com base em fatores psicológicos, ou ambientais, ou biológicos. No entanto, qualquer
que seja a orientação do psicólogo ou psiquiatra, há uma experiência acumulada no
trato com os doentes que eles precisam discutir e dividir entre si.

Para criar uma linguagem comum, comissões de profissionais se reúnem de tempos


em tempos para rever as classificações internacionais de doenças mentais. No Brasil, a
mais utilizada é a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças — décima revisão), da
Organização Mundial de Saúde (OMS).

A CID 10 classifica os transtornos mentais e de comportamento usando como critérios


os próprios sinais e sintomas de cada quadro mental. Mas não trata das causas. Para
evitar a discriminação, nessa revisão o termo transtorno substituiu doença e distúrbio,
que eram empregados antes. Transtorno engloba um conjunto de sintomas que
geralmente causam sofrimento e interferem nas funções que a pessoa necessita
exercer em sua vida.

30
bb
Sobre Alzheimer e vários outros transtornos orgânicos vale a
pena visitar o site da Abraz – Associação Brasileira de Alzheimer,
que apresenta material de grande interesse. Disponível em
http://abraz.org.br. (Acesso em 28 abr. 2016.)

1.2 Principais Tipos de Transtorno Mental (II)

1.2.1 Transtornos de Ansiedade

Os transtornos de ansiedade são os que mais levam gente aos consultórios de


psiquiatras e psicólogos. Os mais importantes são listados a seguir:

O paciente com transtorno de ansiedade generalizada permanece em constante


estado de irritabilidade, impaciência, apreensão. Geralmente reclama de tensão,
suores constantes, tonturas, mal-estar gastrintestinal, palpitações e dificuldade para
dormir.

Nos transtornos fóbico-ansiosos, os sintomas de ansiedade ocorrem diante de situações


ou objetos bem definidos.

A fobia social é o medo de expor-se, mesmo para grupos pequenos, em situações


informais.

As fobias específicas referem-se ao medo de objetos ou situações, tais como viagens


de avião, altura, animais.

31
A agorafobia é o medo excessivo de multidões, de espaços abertos, ou de ambientes
em que haja dificuldade de fuga (lojas, teatros, veículos de transporte coletivo, túneis
e elevadores).

O transtorno de pânico é aquele em que a pessoa experimenta diversos sintomas:


coração acelerado, dor no peito ou no estômago, suores, tremores, dormências,
tonturas, náuseas e outros. E tem a sensação de que vai morrer ou perder totalmente
o controle (ter um desmaio ou amnésia irreversível).

O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade no qual o


indivíduo desenvolve pensamentos ou ações repetitivas que não consegue controlar.
O indivíduo com TOC poderá tomar banhos longos e repetidos, por medo de ser
contaminado por bactérias existentes no ar.

O transtorno de estresse pós-traumático é típico de pacientes que sofreram algum


tipo de violência (estupro, catástrofes, sequestros). Nesses casos, a lembrança do
evento traumático faz com que a pessoa desenvolva reações como entorpecimento,
sonolência, perda de memória e da capacidade de concentrar-se.

hh
Um sequestro sem traumas

Manter pessoas como reféns em uma ação violenta é um sequestro,


tecnicamente. Foi o que aconteceu em 23 de agosto de 1973, em Estocolmo,
capital da Suécia. Um assaltante entrou em um banco, armado com
metralhadora e explosivos, e fez quatro funcionários reféns. A polícia não
demorou a cercar o prédio, seguindo-se aquelas cenas bem típicas de filmes
de ação: negociações, ameaças, exigências etc. Estavam presentes todos os
elementos que poderiam desencadear uma tragédia.

Mas não foi o que aconteceu. Os reféns se tornaram amigos do sequestrador,


convivendo com ele seis dias dentro do banco. Durante o cativeiro, Kristin
Enmark, porta-voz dos reféns, nas conversas telefônicas mantidas com
o primeiro-ministro sueco, Olof Palme, claramente tomou partido do
sequestrador, que terminou por se render. Tudo terminou bem e a psicologia
ganhou mais uma categoria para estudar: a “Síndrome de Estocolmo”, em
que um refém (ou reféns) cria uma relação afetiva, de cumplicidade, com seu
sequestrador (ou sequestradores). A partir daí, a definição se amplia para
incluir também outras situações em que, baseado no episódio descrito, a
vítima se identifica com seus agressores.

32
1.3 Principais Tipos de Transtorno Mental (III)

1.3.1 Transtornos Dissociativos

São aqueles em que o paciente parece perder, parcial ou totalmente, o controle de


algumas funções como a memória, a ideia de si mesmo e movimentos corporais. Dentre
os tipos de dissociação que o paciente pode apresentar, há o transtorno de transe
ou possessão – a pessoa age como que possuída por outra personalidade, espírito ou
força.

1.3.2 Transtornos Somatoformes

Os portadores desse tipo de transtorno procuram constantemente os médicos,


queixando-se de supostos problemas físicos, que jamais são descobertos pelos exames
clínicos. Esses pacientes se sentem ofendidos e resistem quando são encaminhados
para o setor de saúde mental.

1.3.3 Transtorno Esquizofrênico

A esquizofrenia é transtorno mental dos mais graves, em geral identificado com a


“loucura”, por apresentar sintomas que contrariam frontalmente a ideia comum do que
seria a “normalidade”. O esquizofrênico sofre alucinações: vê, ouve e sente coisas que
não são reais. E sua postura é característica. Ele tanto pode ficar imóvel como balançar
o corpo para frente e para trás, durante longos períodos. A comunicação com o doente
é bastante complicada: ele pode se fechar em completo mutismo, ou expressar ideias

33
incoerentes. Assim como em outros transtornos, há diferentes graus de esquizofrenia.
Algumas pessoas, com o apoio da família, podem desempenhar atividades diárias e
manter esse transtorno sob controle.

1.3.4 Transtornos Alimentares

O mais frequente e mais grave talvez seja a anorexia nervosa: a pessoa não consegue
comer e pode chegar a uma perigosa desnutrição, necessitando de tratamento
hospitalar. Com bulimia, o doente provoca vômitos após as refeições, com medo de
ganhar peso. E quem sofre de hiperfagia come de forma compulsiva.

1.3.5 A Palavra-chave é “Misturar”

No Brasil, a Rede Nacional Internúcleos da


Luta Antimanicomial briga para acabar com
os hospícios e manicômios e mudar a forma
de tratamento dos ditos “loucos”.

Os benefícios de se tratar os pacientes com


transtornos mentais em lugares de convívio
social são inúmeros. Segundo a psicóloga
Deusdet do Carmo Martins, nesses locais,
os pacientes têm a possibilidade de discutir
de que forma gostariam de ser tratados,
receber os medicamentos adequados, falar
sobre suas necessidades - “serem tratados
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
como pessoas, não como objetos” – manter
o relacionamento com familiares e vizinhos, Foto de Valter Campanato. Brasília, 2016
expressar seus sentimentos por meio de
oficinas, ter acesso ao lazer e participar de programas de capacitação para o trabalho.

34
“É preciso que a sociedade respeite as diferenças. Muitas vezes, a pessoa não tem um
comportamento normal como todo mundo espera – o normal estatisticamente. Se ela age de
uma forma diferente, as pessoas estranham. Então, é preciso trabalhar a questão da cultura,
que a pessoa pode ser diferente e as outras conviverem com ela”, afirmou a psicóloga.

Fonte: Agência Brasil, 18/5/2004. Disponível em http://tinyurl.com/h3z7aoc . Acesso em 20 abr. 2016. (Texto com
adaptações.)

1.4 Direitos

No Brasil, o Art. 2° da Lei n° 10.216/2001,


prevê, em seu parágrafo único, que
qualquer cidadão tem o direito de receber
toda a informação sobre sua doença e seu
Fonte: www.conselho.saude.gov.br
tratamento. Assim, de acordo com essa lei,
a pessoa deve:

“I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas


necessidades;

II - ser tratado com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar


sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho
e na comunidade;

III - ser protegido contra qualquer forma de abuso e exploração;

IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a


necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;

VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;

VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu


tratamento;

VIII - ser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;

35
IX - ser tratado, preferencialmente, em serviços comunitários de Saúde Mental.”

Observa-se nessa lei que a família, o trabalho e a comunidade recebem lugar de


destaque, contribuindo para a inserção desse indivíduo no cenário social. Em particular,
a família é levada a refletir sobre o seu papel no processo de reintegração dessa pessoa,
embora existam famílias que continuem achando a internação uma solução.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de
Gestão da Educação na Saúde. Profissionalização de auxiliares de enfermagem. Cadernos do aluno: saúde mental.
Brasília: Ministério da Saúde; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível
em http://tinyurl.com/jxzxv6h . Acesso em 20 abr. 2016.

Agora é com Você!


Assista aos vídeos indicados e descubra mais sobre o que foi estudado nesta unidade.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Depressão e Transtorno Bipolar.

A depressão e o transtorno bipolar são apresentados através de histórias de pessoas


comuns que superaram o problema. O tratamento e a diferença entre os dois distúrbios
psíquicos são abordados por especialistas.

Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/sersaudavel/episodio/depressao-e-transtorno-
bipolar#media-youtube-1.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Transtornos alimentares.

Especialistas explicam os perigos de uma dieta mal orientada, os perigos da bulimia e da


anorexia, e o que o paciente precisa saber para evitar estes problemas.

Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/sersaudavel/episodio/transtornos-
alimentares#media-youtube-1.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Esquizofrenia.

Especialistas são entrevistados para mostrar como ocorrem as alucinações no cérebro e


desvendar os mitos e verdades sobre a esquizofrenia. O programa mostra também como
o tratamento com auxílio de medicamentos e a participação em grupos de apoio ajudaram
Leonardo no controle da doença e fez com que levasse uma vida sem privações.

Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/sersaudavel/episodio/esquizofrenia-0#media-
youtube-1.

36
Você acaba de concluir o conteúdo desta unidade. Agora, você pode
prosseguir para testar o que já aprendeu até este momento de seu
curso e, na sequência, avançar em seus estudos até finalizar os tópicos
deste curso. Mãos à obra!

Glossário

Compulsivo: Relativo à compulsão: imposição interna irresistível que leva o indivíduo a


realizar determinado ato ou a comportar-se de determinada maneira.

Consentâneo: Que cabe bem a determinado caso ou situação; apropriado, adequado,


conveniente.

Esfíncter: Estrutura muscular que contorna um orifício ou canal natural, permitindo


sua abertura ou fechamento. No texto, refere-se ao controle das funções fisiológicas
básicas, a micção e a evacuação.

Eufórico: Estado caracterizado por alegria, despreocupação, otimismo e bem-estar


físico, mas que não corresponde nem às condições de vida, nem ao estado físico
objetivo.

37
Atividades

1 - Assinale a alternativa correta. A Síndrome de Estocolmo” é:

dd ( ) é o nome dado a um estado psicológico particular em que um


refém (ou reféns) cria uma relação afetiva, de cumplicidade, com seu
sequestrador (ou sequestradores).

( ) é o nome dado a um distúrbio psíquico de caráter depressivo,


precedido de esgotamento físico e mental intenso.

( ) é uma doença psicológica grave que provoca oscilação de


humor, medo de ser abandonado pelos amigos e comportamentos
impulsivos.

( ) é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante


de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças
com relação ao autismo.

2 - São exemplos de transtornos de humor:

( ) Euforia, lesão cerebral.

( ) Depressão, mania.

( ) Falta de memória, demência.

( ) Alzheimer, mania.

38
Referências

ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer. Sobre Alzheimer. Portal da internet


ABRAZ, 2016. Disponível em: <http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-
alzheimer>. Acesso em: 28 abr. 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de


Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
(Caderno Humaniza SUS; v. 5). Disponível em: <bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
saude_mental_volume_5.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.


Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Profissionalização de auxiliares de
enfermagem. Cadernos do aluno: saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde; Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2003. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em:
<bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/profae/pae_cad7.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

DRAUZIO. Anorexia nervosa e bulimia. Portal da internet Dráuzio Varella, 2011.


Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/anorexia-nervosa-e-
bulimia>. Acesso em: 28 abr. 2016.

EBC – Portal EBC. Agência Brasil. Entidades lutam para acabar com internação de
doentes mentais em manicômios. Portal da internet EBC, 2004. Disponível em: <http://
memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2004-05-18/entidades-lutam-para-acabar-
com-internacao-de-doentes-mentais-em-manicomios>. Acesso em: 13 out. 2016.

GALENO, A. Transtornos mentais. Disponível em: <http://www.galenoalvarenga.com.


br/transtornos-mentais>. Acesso em: 26 abr. 2016.

LAMELA, A. Crime que originou “Síndrome de Estocolmo” completa 40 anos. Portal


da internet Exame, 2013. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/tecnologia/
noticias/crime-que-originou-sindrome-de-estocolmo-completa-40-anos>. Acesso em:
28 abr. 2016.

PSICNET. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Portal da internet. 2016.


Disponível em: <http://www.psicnet.psc.br/v2/site/dicionario/?cod=3>. Acesso em: 21
abr. 2016.

39
UNIDADE 4 | TRANSTORNOS
MENTAIS E COMPORTAMENTAIS
DEVIDO AO USO E ABUSO DE
ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

40
1 Transtornos Mentais e Comportamentais Devido
ao Uso e Abuso de Álcool e Outras Drogas

1.1 Drogas, Velhas Conhecidas

Segundo a Organização Mundial


de Saúde (OMS), droga é qualquer
substância química, não produzida por
nosso organismo, que tenha a capacidade
de alterar seu funcionamento. As que
nos interessam agora são as chamadas
drogas psicoativas, que agem sobre
nosso corpo e nosso psiquismo. O
álcool é um bom exemplo, até porque
há quem diga que foi a primeira droga
experimentada pelo ser humano,
milhares de anos atrás. E todos nós
conhecemos ao menos parte de seus efeitos. Por termos bebido, ou porque já vimos
gente bêbada. O álcool muda nosso estado de humor, nossas percepções, sensações,
nosso desempenho físico e o equilíbrio corporal.

Por que muitas pessoas consomem tais substâncias?

Porque querem sentir seus efeitos. Mas os motivos que as levam a isso são individuais.
Cada um deve fazer essa pergunta a si mesmo e procurar a resposta. Alguém já
preparou uma lista de motivações, que provavelmente não é completa:

• curiosidade;

• para esquecer problemas, frustrações ou insatisfações;

• para fugir do tédio;

• para escapar da timidez e da insegurança;

• por acreditar que certas drogas aumentam a criatividade, a sensibilidade e a


potência sexual;

41
• busca do prazer;

• enfrentar a morte, correr riscos;

• necessidade de experimentar emoções novas e diferentes.

ee
O uso de drogas vem desde a antiguidade, em rituais, festas ou na
vida social. Entre nós, a palavra droga geralmente está associada a
substâncias ilegais, como a cocaína e a maconha, que causam efeitos
físicos e psíquicos. Mas, nesse sentido, além do álcool, também são
drogas a nicotina do cigarro e diversos medicamentos, principalmente
os psiquiátricos e remédios para emagrecer. O consumo vira
problema quando se torna vício. É quando o uso constante de
determinada substância passa a colocar o dependente em situação
de risco, ameaçando sua integridade física, suas atividades e relações
com outras pessoas.

hh
A cerveja no Antigo Egito

Há mais de 5.000 anos, a cerveja era consumida em quantidade no


Egito, tanto por faraós como pela população em geral. Inclusive pelas
crianças, pois a bebida também era considerada medicinal. Daqueles
tempos, em paredes de monumentos e tumbas, ficaram hieróglifos
específicos que representavam as palavras cervejeiro e cerveja. A
cerveja, assim como os pães, também era ofertada aos deuses.

Padarias e cervejarias foram construídas nas proximidades da Grande


Pirâmide, no complexo de Gizé. A produção se destinava a alimentar
os trabalhadores que construíram as pirâmides. A fabricação da
cerveja era simples. Os grãos de cevada, transformados em malte,
eram misturados com farinha de pão e água. Seguia-se a etapa de
fermentação e a posterior armazenagem. No dia a dia, para tomar a
bebida, as pessoas usavam canudos: assim, deixavam os resíduos da
fermentação no vaso em que a cerveja era guardada.

42
1.2 Lícitas, mas Prejudiciais

No Brasil, as substâncias legais são as mais consumidas e as que provocam maior


número de problemas: álcool, a nicotina do tabaco, solventes, tranquilizantes e
sedativos, remédios para emagrecimento e analgésicos fortes. Estudos mostram que
mais de 70% dos acidentes com mortes no trânsito estão relacionados com as bebidas
alcoólicas e a outras drogas. Há também os casos de “overdose”. E nas últimas décadas
tem aumentado o consumo não autorizado de medicamentos, assim como a produção
ilegal de remédios por laboratórios clandestinos.

As substâncias psicoativas são classificadas em três grupos, de acordo com a atividade


que exercem sobre o cérebro:

• Depressoras da atividade do sistema nervoso central: drogas que fazem o cérebro


funcionar de forma mais lenta. Essas drogas reduzem a tensão emocional, mas
diminuem a atenção, a concentração e a capacidade de memorização. Produzem
sonolência – por isso devem ser evitadas durante a realização de atividades de
risco, como dirigir veículos ou trabalhar com máquinas operatrizes.

• Estimulantes da atividade do sistema nervoso central: drogas que fazem o


cérebro funcionar de forma mais acelerada. Essas substâncias geralmente inibem
a sensação de fome, cansaço e de sono, podendo produzir estados de excitação e
aumento da atividade.

• Perturbadoras da atividade do sistema nervoso central: drogas que fazem


o cérebro funcionar de forma desordenada. São as drogas alucinógenas. Os
usuários podem desenvolver distúrbios alucinatórios (ouvir vozes, ver imagens)
e delirantes (mania de perseguição, delírios místicos ou religiosos e ideias de
grandeza).

43
1.2.1 Direção Após Consumo de Álcool Aumenta Riscos e
Gravidade de Acidentes

“O álcool é um dos principais fatores


de risco para ocorrência de lesões e
mortes no trânsito. Estudos apontam
que 30% a 50% das vítimas de
Acidentes de Transportes Terrestres
(ATT) consumiram álcool antes do
acidente. A ingestão de álcool não
apenas aumenta o risco de sofrer
acidentes de trânsito, como também
está diretamente relacionada com a
maior possibilidade de sofrer lesões
traumáticas mais graves.

A pessoa que ingeriu álcool é mais propensa à morte e a lesões graves, uma vez
ocorrido o acidente, do que aquela que não consumiu álcool. Esse risco aumenta entre
homens jovens. Além de provocar alterações de funções indispensáveis à segurança
no trânsito, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a capacidade de
discernimento, estando em geral associado a outros comportamentos de alto risco,
como excesso de velocidade e inobservância dos equipamentos de segurança (como o
cinto de segurança, capacetes e outros).”

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Campanha. Promoção da Saúde – SUS, 17 jul. 2015. Disponível em http://
promocaodasaude.saude.gov.br/promocaodasaude/assuntos/incentivo-a-reducao-do-consumo-de-alcool/noticias/
direcao-apos-consumo-de-alcool-aumenta-riscos-e-gravidade-de-acidentes.

No Brasil, morrem mais pessoas em acidentes de trânsito do que de doenças sérias que
atingem nossa população. Dados do Ministério da Saúde registraram cerca de 44 mil
mortos em acidentes com vítimas em 2013 (último ano disponível).

44
1.3 As Mais Procuradas (I)

1.3.1 Álcool

De início, o álcool produz euforia, relaxamento e desinibição. Doses adicionais provocam


sonolência. Algumas pessoas se tornam agressivas. O uso crônico acarreta problemas
orgânicos, como a cirrose hepática, a pancreatite e a desnutrição, entre outros. No
plano psíquico, o álcool produz alucinações, perda de memória e a demência alcóolica,
que é o comprometimento do conjunto das funções psíquicas ao longo dos anos.

1.3.2 Alucinógenos

Como o nome diz, provocam alucinações – a percepção de coisas que não existem –
e delírios – crenças sem base na realidade, por exemplo. Diversos alucinógenos são
extraídos de plantas e cogumelos. Outros são produzidos em laboratório. As reações
psíquicas podem ser agradáveis (“boa viagem”). A pessoa terá sua percepção mais
aguda para cores e sons, por exemplo. Em outras ocasiões, poderá ocorrer uma “má
viagem”, com visões aterrorizantes, sensação de morte iminente etc.

1.3.3 Anfetaminas

As anfetaminas, drogas artificiais, fazem o sistema nervoso central trabalhar mais


depressa. Dessa forma, inibem o apetite, o cansaço e o sono. Por isso, são muito
usadas por quem pretende emagrecer. E por aqueles que querem trabalhar muito, sem
descanso – é o caso dos motoristas de caminhão, que por isso sofrem graves acidentes
nas rodovias, com frequência assustadora. Doses altas de anfetaminas provocam
delírios, caracterizados por ideia de perseguição, entre outros sintomas.

45
1.3.4 Benzodiazepínicos

Os benzodiazepínicos são os medicamentos psicoativos mais receitados no mundo.


Diminuem a atividade do sistema nervoso central, provocando a redução da ansiedade,
sonolência e relaxamento muscular. Em contrapartida, agravam os problemas
respiratórios de quem sofre de bronquite ou enfisema. Também afetam a memória,
reduzem a capacidade de julgamento e raciocínio, podendo levar o usuário a ser
agressivo.

1.3.5 Cocaína

A cocaína é um dos mais potentes estimulantes do sistema nervoso central. Dá a sensação


de bem-estar, euforia, poder, excitação e hiperatividade. Inibe a fome, o cansaço e o
sono. Doses elevadas causam ansiedade, irritabilidade, desconfiança e apreensão, que
podem aumentar até o aparecimento de paranoia (ideia de perseguição), alucinações
e ataques de pânico. A cocaína pode provocar derrames cerebrais e convulsões, além
de muitas outras doenças, se for injetada com seringas compartilhadas por vários
usuários.

Pode ser consumida na forma de pó, aspirado ou dissolvido em água e injetado na


corrente sanguínea, ou sob a forma de uma pedra, o crack, que é fumado. Existem
ainda a merla e o oxi, pastas menos purificadas, que também podem ser fumadas.

1.3.6 Guerras e Anfetaminas

As anfetaminas foram sintetizadas, pela primeira vez, na Alemanha, em 1887. Em 1932,


com o nome de benzedrina, os franceses lançaram essa droga como descongestionante
nasal. Em forma de comprimido, começou a ser comercializada a partir de 1937, para
elevar o ânimo e melhorar o humor.

46
Na década de 1940, tropas alemãs usaram
a anfetamina durante a Segunda Guerra
Mundial, para combater o cansaço, diminuir
a fome e reforçar a resistência.

Na Guerra da Coréia, na década de 1950, os


soldados estadunidenses também fizeram
uso dessa droga.

1.4 As mais Procuradas (II)

1.4.1 Inalantes

Os solventes ou inalantes são substâncias que reduzem a atividade do sistema nervoso


central. Causam sensação de euforia, desinibição, vertigem, ilusões e sonolência. Em
contrapartida, provocam arritmias cardíacas, insuficiência renal e outras perturbações
no organismo. Com o uso crônico, o consumidor pode sofrer lesão irreversível do
sistema nervoso central.

1.4.2 Maconha

Das drogas proibidas, é a mais consumida. As substâncias psicoativas que se encontram


nas folhas e flores da planta são chamadas de canabinoides. E a mais importante é o
THC, cuja concentração varia de acordo com diversos fatores, como o solo e o clima
onde a planta foi cultivada, entre outros. A maconha produz relaxamento, diminuição
da ansiedade, euforia. E às vezes produz efeitos desagradáveis, como alucinações
e mal-estar. Ultimamente, o consumo da maconha tem sido legalizado em vários
países, inclusive para fins medicinais. No Brasil, a Anvisa autoriza a importação de
medicamentos à base de THC.

47
1.4.3 Opiáceos ou Opioides

Denominação dada às substâncias


extraídas da papoula. O ópio, a morfina
e a codeína. Pequena alteração na
fórmula química da morfina produz
a heroína (opiáceo semissintético).
Existem, ainda, substâncias produzidas
em laboratório com ação semelhante à
dos opiáceos, são os opioides. Opiáceos
e opioides diminuem a atividade do
sistema nervoso central. O consumo
dessas drogas produz sensação de
intenso prazer e bem-estar, assim
como potente efeito analgésico. São drogas muito utilizadas no combate à dor,
principalmente as que sofrem os doentes terminais de câncer. Seu inconveniente é o
forte potencial viciador.

1.4.4 Nicotina

Além da nicotina, os principais componentes do tabaco são o alcatrão e o monóxido


de carbono produzido pela fumaça liberada pelo fumante. No sistema nervoso central,
essas substâncias intensificam o estado de alerta do indivíduo, que pode ser seguido
por sensação de calma, elevação do humor e diminuição do apetite. O consumo do
tabaco é problema grave de saúde pública: com exceção do álcool, o tabaco possui o
mais alto custo social dentre as substâncias psicoativas. Isso porque aumenta o risco de
o usuário contrair doenças, como por exemplo a pneumonia, câncer (pulmão, laringe,
faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros), infarto do miocárdio, bronquite
crônica, enfisema pulmonar, derrames cerebrais e úlceras digestivas.

48
1.4.4.1 Opiáceos no Combate à Dor

Dor é uma experiência única e pessoal. Não há linguagem padrão para descrições de
dor, variando dentro de uma mesma família ou grupo cultural. Pode ser extremamente
difícil para o paciente com doença avançada encontrar uma linguagem que descreva
sua dor, não apenas por ser uma experiência sem semelhança com qualquer outra
sensação, mas também pela presença de seus componentes emocional, social e
espiritual.

Em 2002, a adoção de um conjunto de medidas abrangentes pelo Ministério da Saúde,


a fim de incrementar as políticas já implementadas nas áreas de cuidados paliativos
e de assistência aos pacientes com dor, instituiu o Programa Nacional de Assistência à
Dor e Cuidados Paliativos. O Ministério da Saúde adotou medidas destinadas a ampliar
o acesso da população aos opiáceos, removendo fatores que dificultavam a prescrição
e o acesso e viabilizando a distribuição gratuita destes medicamentos.

Assim, a morfina e outros opiáceos (codeína, tramadol, metadona, fentanil, oxicodona)


podem tornar-se disponíveis aos pacientes que deles necessitam, para o adequado
alívio da dor, desde que o paciente seja avaliado e acompanhado por médico.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Cuidados paliativos oncológicos: controle da dor.
Rio de Janeiro: INCA, 2001. (Manuais técnicos). Disponível em http://faa.edu.br/portal/PDF/livros_eletronicos/
medicina/15_manual_dor.pdf. Acesso em 28 abr. 2016. (Texto adaptado.)

49
Agora é com Você!

Assista aos vídeos indicados e descubra mais sobre o que foi estudado
nesta unidade.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Dependência química, prazer


destrutivo.

No programa, você vai saber como acontece a dependência no organismo


e quais os riscos à saúde. Você verá também depoimento de pessoas que
superaram a dependência química.

Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/sersaudavel/episodio/
dependencia-quimica-prazer-destrutivo#media-youtube-1.

• Ciência e Letras. Álcool e drogas.

Conversa sobre o livro “Álcool e outras drogas - Diálogos sobre um mal


estar contemporâneo”. Participam do programa Sergio Alarcon, filósofo,
psiquiatra e assessor de saúde mental, um dos autores e organizadores
do livro; e Francisco Inácio Bastos, médico e pesquisador, autor de um dos
capítulos do livro.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=TDYpkRzsRaU.

Muito bem, você concluiu o conteúdo desta unidade. Agora, você


está apto para testar seus conhecimentos na bateria de questões. Ao
finalizar esta etapa, prossiga em seus estudos.

50
Glossário

Discernimento: Capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado.

Hieróglifos: Figura ou símbolo do sistema de escrita do antigo Egito, que aparece nas
inscrições sobre os monumentos.

Iminente: Que ameaça se concretizar, que está a ponto de acontecer; próximo,


imediato.

Paliativo: Que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-


se de medicamento ou tratamento).

Sedativo: Que seda, acalma (o que está excitado); calmante.

51
Atividades

1 - Assinale a alternativa correta em relação a transtornos

dd
orgânicos.

( ) A demência fica fora desse tipo de transtorno.

( ) São motivados por doenças ou lesões que provocam um


funcionamento anormal do cérebro.

( ) Uma característica marcante é que esses transtornos


não afetam o pensamento racional.

( ) O comprometimento do controle de esfíncteres não é


próprio dos transtornos mentais orgânicos.

2 - Qual o conceito de droga, segundo a Organização Mundial


da Saúde (OMS)?

( ) Substância orgânica que provoca alterações no


organismo.

( ) Substância química não produzida pelo organismo que


altera seu funcionamento.

( ) Substância que causa dependência.

( ) Substância química que produz alucinações.

3 - Assinale a alternativa incorreta. As substâncias


psicoativas são classificadas em:

( ) Perturbadoras da atividade do sistema nervoso central

( ) Depressoras da atividade do sistema nervoso central.

( ) Estimulantes da atividade do sistema nervoso central.

( ) Inibidoras da atividade do sistema nervoso central.

52
Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Campanha. Promoção da Saúde – SUS. Incentivo à


Redução do Consumo de Álcool. Disponível em: <http://promocaodasaude.saude.
gov.br/promocaodasaude/assuntos/incentivo-a-reducao-do-consumo-de-alcool>.
Acesso em: 30 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Cuidados paliativos


oncológicos: controle da dor. Rio de Janeiro: INCA, 2001. (Manuais técnicos). Disponível
em: <http://faa.edu.br/portal/PDF/livros_eletronicos/medicina/15_manual_dor.pdf>.
Acesso em: 28 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de


Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
(Caderno Humaniza SUS; v. 5). Disponível em: <bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
saude_mental_volume_5.pdf>.Acesso em: 28 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.


Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Profissionalização de auxiliares de
enfermagem. Cadernos do aluno: saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde; Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2003. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em:
<bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/profae/pae_cad7.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST,


Aids e Hepatites Virais. Adolescentes e jovens para a educação entre pares. Saúde
e prevenção nas escolas. Álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
(Série Manuais n. 69). Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
alcool_outras_drogas.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2016.

IMESC. InfoDrogas. Portal da internet Imesc, 2016. Disponível em: <http://www.imesc.


sp.gov.br/infodrog.htm#1>. Acesso em: 1 maio 2016.

NERY FILHO, A.; TORRES, I. M. A. P. (Orgs.). Drogas: isso lhe interessa? Confira aqui.
Salvador: Cetad/UfBa/CPTT/PVM; 2002. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/
bvs/publicacoes/drogas_isso_lhe_interessa.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2016.

PEREIRA, M. O.; VARGAS, D.; OLIVEIRA, M. A. F. de. Reflexão acerca da política do


Ministério da Saúde brasileiro para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas
sob a óptica da Sociologia das Ausências e das Emergências. SMAD, Rev. Eletrônica

53
Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Ribeirão Preto, v. 8, n. 1, p. 9-16, abr. 2012.
Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-
69762012000100003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 22 abr. 2016.

54
UNIDADE 5 | O TRATAMENTO E
A REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL
DO USUÁRIO DE ÁLCOOL E
OUTRAS DROGAS

55
1 O Tratamento e a Reabilitação Psicossocial do
Usuário de Álcool e outras Drogas

1.1 Uso e Dependência

Uma pessoa pode consumir drogas de vez


em quando, ou mesmo habitualmente, sem
maiores problemas. Mas o consumo às vezes
se converte em algo permanente, trazendo
consequências negativas muito sérias para os
que se tornam dependentes. A dependência
se caracteriza pelo consumo compulsivo,
irresistível, de alguma substância química.
E normalmente termina por dar origem a
transtornos familiares, jurídicos, financeiros,
físicos e psíquicos.

De acordo com a Décima Edição da Classificação Internacional de Doenças (ClD-10)


da Organização Mundial de Saúde, uma pessoa será considerada dependente quando,
com referência ao último ano, responder afirmativamente a três ou mais dos itens
abaixo:

• Teve forte desejo ou compulsão para consumir a substância;

• Teve dificuldade em controlar a intensidade do consumo, assim como o início e o


fim;

• Entrou em estado de abstinência quando interrompeu ou reduziu o uso da


substância;

• Percebeu que doses pequenas já não fazem efeito, aumentando as quantidades


usadas;

• Abandonou outras fontes de prazer, consumindo mais tempo para obter a droga
ou para se recuperar de seus efeitos;

56
• Continuou usando a substância, mesmo já sofrendo as consequências físicas do
consumo persistente, como doenças do pulmão e fígado. E também na presença
de problemas sociais e psicológicos que possam ser atribuídos ao uso da droga,
ou exacerbados por ela.

1.1.1 Atenção para a Cachaça

No Brasil, é costume cultuar as cachaças


produzidas em alambiques artesanais.
Porém, as pequenas destilarias nem
sempre seguem as normas técnicas que
garantem a melhor qualidade possível
à bebida.

E na fabricação de destilados, além do


álcool, os processos utilizados também
produzem contaminantes. São muitos,
e vários fazem mal à saúde. Entre eles
temos, por exemplo, o metanol que,
se ingerido em certa quantidade, pode
cegar e até mesmo matar uma pessoa. Há também o carbamato de etila, substância
cancerígena.

Como é sabido, não existe fiscalização rígida dos alambiques para evitar que a
contaminação da bebida ultrapasse os níveis de segurança. E pode-se afirmar, com
certeza, que a maioria dos proprietários nem sequer ouviu falar do perigo que os
contaminantes representam. Tanto assim que, muitas vezes, nem a limpeza das
instalações é feita como deveria. Isso também tem consequências: permite a formação
do azinhavre no interior dos alambiques.

Assim, durante a destilação, o cobre do azinhavre passa para a bebida. Embora o


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tenha estabelecido o teor máximo
de 5 miligramas de cobre por litro de cachaça, esse limite costuma ser superado na
produção.

57
1.2 Redução de Danos

Até pouco tempo atrás, no Brasil,


portadores de transtornos mentais
e os usuários e dependentes de
drogas, inclusive do álcool, estavam
condenados à marginalização. A
regra geral era fechar todo mundo
em clínicas e manicômios. E, no caso
dos dependentes sob tratamento, o
objetivo único a ser alcançado era a
abstinência. O panorama começou a
mudar a partir de 6 de abril de 2001,
Apresentação do Seminário Políticas de Governo para
quando foi publicada a Lei 10.216, Redução do Impacto Social das Drogas. 2015.
inaugurando a reforma psiquiátrica no
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
país. Com a reforma, e de acordo com as
diretrizes do Sistema Único de Saúde, Foto de José Cruz.
ficou estabelecido que os dependentes
de álcool e de outras drogas passariam a ter direito à assistência integral, por meio de
serviços localizados nas proximidades do lugar em que vivem.

Dessa forma, surgiram os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas - CAPSad,


destinados a melhorar a assistência em saúde mental, visando a redução de danos.
A Política Nacional atende as necessidades dos usuários, uma vez que implantou os
serviços de base comunitária. E há outras iniciativas, como os investimentos em novos
modelos de serviços e programas, como os consultórios de rua e as casas de passagem.
A expectativa é reabilitar um maior número de pessoas e evitar que outras se tornem
dependentes.

58
O Brasil procurou seguir políticas com enfoque semelhante

hh
que já haviam apresentado bons resultados em outros países.
Foi o que aconteceu na Suíça, por exemplo, que desde 1980
deixou de criminalizar o usuário de drogas. Em 1994, a Suíça
partiu para a prevenção de danos.

O consumo de heroína era problema sério no país. O governo,


então, iniciou um programa de fornecimento da droga aos
usuários, partindo da suposição de que se eles recebessem a
heroína legalmente, deixariam os crimes e o tráfico de drogas.
O programa começou com 3.000 pessoas.

A política deu certo: o mercado ilegal de heroína se inviabilizou


e houve queda de 90% nos crimes contra a propriedade
cometidos por participantes do programa governamental. E
cerca de um terço dessas pessoas abandonou a heroína por
conta própria, sem ter recebido tratamentos especializados.

1.3 Redução de Danos, a Melhor Opção

No tratamento dos usuários de drogas, a estratégia de redução de danos tem


apresentado bons resultados no Brasil e no mundo. E, aqui, especialistas recomendam
que os CAPSad devem pôr em prática a reabilitação psicossocial e a reinserção social
dos usuários de drogas, de modo o mais abrangente possível. Isso porque pessoas que
estão insatisfeitas com sua qualidade de vida, que possuem problemas de saúde e
que não têm informações adequadas sobre a questão do consumo de álcool e outras
drogas são mais vulneráveis ao uso dessas substâncias.

59
A situação piora se essas pessoas tiverem acesso fácil às drogas e não se integrem
de forma plena à comunidade em que vivem. Contudo, ao mesmo tempo, dizem os
mesmos especialistas, a esses fatores de risco se contrapõem fatores de proteção. Eles
podem estar no próprio indivíduo, em sua família, em pessoas próximas, nas escolas e
na comunidade.

Então, se o uso indevido de álcool


e drogas ocorre no interior da
comunidade, será nesse mesmo
ambiente que terão lugar as práticas
curativas, preventivas e educativas de
maior impacto na remoção dos fatores
de risco.

E os CAPSad deverão oferecer


atendimento diário intensivo, semi-
intensivo e não-intensivo, articulados
a outros organismos assistenciais em Bloco Loucura Suburbana no carnaval do Rio de Janeiro.
saúde mental (ambulatórios, leitos em Foto de Fernando Maia/Riotur
hospital-geral, hospitais-dia) e da rede
básica de saúde (unidades básicas de saúde etc.), bem como ao Programa de Saúde da
Família e ao Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Ameaça de retrocesso

hh As evidências indicam que o Brasil avançou muito com a


reforma psiquiátrica. A legislação atual procura evitar a
internação, busca o tratamento em liberdade, prioriza o
cuidado em comunidade.

60
bb
Acesse o portal da Revista Fórum e procure ler, entre outros
artigos, o Dependência química: internação é solução?, indicado
no link a seguir: http://www.revistaforum.com.br/2013/09/30/
internacao-e-solucao/. Acesso em 2 maio 2016.

1.4 O Lugar da Família

A maioria de nós nasceu e cresceu dentro de uma família. Portanto, é na convivência


familiar que iniciamos o aprendizado das regras sociais. Em princípio, o grupo familiar
deveria proporcionar às crianças um ambiente saudável para um desenvolvimento
equilibrado, sob todos os aspectos. Mas, na vida real, isso nem sempre é possível,
a despeito de grande número de pessoas se esforçar honestamente nesse sentido.
Assim, de repente, muitas famílias descobrem que um de seus membros se tornou
dependente de drogas e elas sentem o chão abrir-se sob seus pés. Resgatá-las é
mais uma tarefa para os profissionais de saúde que atuam nos Centros de Atenção
Psicossocial a usuários de álcool e outras drogas (CAPSad).

Isso porque tanto o usuário de drogas quanto seus familiares são estigmatizados
pela sociedade. A primeira fase do trabalho consiste em fazer a família compreender
que a chamada dependência química é uma doença. Uma vez resolvida essa questão,
os familiares tendem a apoiar a equipe que cuida de seu parente com segurança e
determinação.

A família se torna parceira da equipe de profissionais, mas, ao contrário do que ocorre


com os familiares de pessoas em tratamento de saúde por problemas físicos, ela pode
ser chamada de codependente: provavelmente terá adoecido em consequência das
experiências traumáticas vivenciadas com o parente usuário de drogas. E uma atitude
positiva por parte do grupo familiar é muito importante, pois, a despeito dos esforços
de todos, são comuns as recaídas dos pacientes e o abandono dos tratamentos.

61
De qualquer maneira, a participação de familiares em grupos de apoio promove a troca
de experiências com outras pessoas com problemas semelhantes. Mutuamente, eles
percebem que não estão sozinhos. Se sentem apoiados e confiantes em sua capacidade
de superar as dificuldades.

1.4.1 Crack, é Possível Vencer

A diversidade de problemas trazidos pelas drogas, de


dimensões biológicas, psíquicas, sociais, culturais, constitui
um grande desafio para a implementação de uma política
que exige uma abordagem abrangente e o desenvolvimento
de ações articuladas, que contemplem a prevenção do uso, o
cuidado ao usuário e o enfrentamento ao tráfico de drogas.

Crack, é possível vencer, é um Programa do Governo


Federal com a finalidade de prevenir o uso e promover a
atenção integral ao usuário de crack, bem como enfrentar
o tráfico de drogas. Tem por objetivo aumentar a oferta
de serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus
familiares, reduzir a oferta de drogas ilícitas por meio do Fonte: http://www.mprn.mp.br
enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas e
promover ações de educação, informação e capacitação.

Fonte: PROGRAMA DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS. Crack, é possível vencer. Disponível em http://www.mprn.mp.br/
portal/transformando-destinos-arquivos/cartilhas-e-materiais-para-estudo/cartilhas/3139-crack-e-possivel-vencer/
file. (Texto adaptado.)

62
Agora é com Você!

Assista ao vídeo indicado e descubra mais sobre o que foi estudado nesta
unidade.

• TV Brasil. Programa Ser Saudável. Álcool e drogas.

Quais os riscos à saúde acarretados pela dependência? No programa,


o médico e apresentador Enrique Barros acompanhou a história do
cearense Renato Lima. Durante quatro anos, Renato foi dependente de
craque. Com o auxílio de tratamento, hoje ele ajuda outras pessoas a
superar a dependência química.

Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/sersaudavel/episodio/alcool-e-
drogas#media-youtube-1.

• Centro de Convivência É de Lei. O que é redução de danos?

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=cDVR_NBAfyc

Acesse o site da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e baixe um


caderno de atividades para ajudar você a mudar seus hábitos relacionados
à saúde.

• Drogas: Cartilha mudando comportamentos. Disponível em http://www.


justica.gov.br/central-de-conteudo/politicas-sobre-drogas/cartilhas-
politicas-sobre-drogas.

Ótimo, você acaba de finalizar a unidade e está apto a testar seus


conhecimentos nas questões referentes a ela. Prossiga em seus estudos
para concluir o restante de seu curso.

63
Glossário

Azinhavre: Camada de cor verde que se forma na superfície dos objetos de cobre ou
latão, resultante da corrosão destes quando expostos ao ar úmido.

Estigmatizado: Pessoa que foi marcado com estigma, marca ou cicatriz deixada por
ferida. No texto, significa marcado por algum comportamento ou característica que
reforça a sua condição, mesmo que a pessoa tenha mudado.

Inviabilizar: Tornar (algo) inviável, irrealizável, que não possui condições de se realizar.

Reinserção: Ato ou efeito de reinserir. No texto, significa inserir novamente as pessoas


no convívio social.

Vulnerável: Sujeito a ser atacado, derrotado; frágil, prejudicado.

64
Atividades

1- Qual a classificação das substâncias psicoativas, de

dd
acordo com a ação que realizam no cérebro?

( ) Depressoras, limitadoras e tranquilizantes da atividade


do Sistema Nervoso Central.

( ) Estimulantes, perturbadoras e depressoras das


atividades do Sistema Nervoso Central.

( ) Não há atividades gerais, elas agirão dependendo das


condições de dependência do usuário.

( ) Estimulantes e redutoras de reflexos das atividades do


Sistema Nervoso Periférico.

3 - De acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde,


ficou estabelecido que os dependentes de álcool e de
outras drogas passariam a ter direito à assistência integral,
por meio de serviços localizados nas proximidades do lugar
em que vivem, assim que surgiram os Centros de Atenção
Psicossocial Álcool e Drogas - CAPSad, destinados a
melhorar a assistência em saúde mental, visando a redução
de danos.

( ) Certo ( ) Errado

65
Referências

ALVAREZ, S. Q. et al. Grupo de apoio/suporte como estratégia de cuidado: importância


para familiares de usuários de drogas. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, v. 33, n.
2, p. 102-108, jun. 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v33n2/15>.
Acesso em: 2 maio 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. SVS/CN-DST/AIDS.


A Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e
outras Drogas. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. (Série B. Textos Básicos de Saúde).
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_ministerio_
saude_atencao_integ_usuarios_alcool_drogas.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2016.

CENTRO DE CONVIVÊNCIA É DE LEI. Redução de danos sociais e à saúde associados


ao uso de drogas. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://edelei.org/pag/
reducao-danos>. Acesso em: 2 maio 2016.

LIMA, A. de J. B. et al. Efeito de substâncias empregadas para remoção de cobre sobre


o teor de compostos secundários da cachaça. Quím. Nova, São Paulo, v. 32, n. 4, p.
845-848, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/qn/v32n4/v32n4a04.pdf>.
Acesso em: 30 abr. 2016.

MELO, P. F. de; PAULO, M. de A. L. de. A importância da família na recuperação do


usuário de álcool e outras drogas. Saúde Coletiva em Debate, v. 2, n. 1, p. 41-51, dez.
2012. Disponível em: <fis.edu.br/revistaenfermagem/artigos/vol02/artigo09.pdf>.
Acesso em: 22 abr. 2016.

NERY FILHO, A.; TORRES, I. M. A. P. (Orgs.). Drogas: isso lhe interessa? Confira aqui.
Salvador: Cetad/UfBa/CPTT/PVM; 2002. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/
bvs/publicacoes/drogas_isso_lhe_interessa.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2016.

PEREIRA, M. O.; VARGAS, D.; OLIVEIRA, M. A. F. de. Reflexão acerca da política do


Ministério da Saúde brasileiro para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas
sob a óptica da Sociologia das Ausências e das Emergências. SMAD, Rev. Eletrônica
Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Ribeirão Preto, v. 8, n. 1, p. 9-16, abr. 2012.
Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-
69762012000100003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 22 abr. 2016.

66
PINHO, P. H. et al. Reabilitação psicossocial dos usuários de álcool e outras drogas:
a concepção de profissionais de saúde. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 43, n.
spe2, p. 1261-1266, dez. 2009. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/
a20v43s2.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2016.

ROUSSELET, F. Dependência química: internação é solução? Revista Fórum, 30 set.


2013. Disponível em: <http://www.revistaforum.com.br/2013/09/30/internacao-e-
solucao>. Acesso em: 2 maio 2016.

67
UNIDADE 6 | PREVENÇÃO DOS
TRANSTORNOS MENTAIS

68
1 Prevenção dos Transtornos Mentais

1.1 Assunto Complicado

Especialistas em saúde mental não descartam ações de prevenção em sua área de


trabalho. Mas tais ações fogem complemente do modelo de prevenção a que estamos
acostumados quando se trata de doenças do corpo. Por exemplo: no caso da dengue, o
negócio é matar o mosquito. No campo da psicologia e psiquiatria não há “mosquitos”
para caçar. Então, prevenir significa ampliar a rede ambulatorial de atendimento;
aumentar o grau de capacitação dos profissionais – até para que identifiquem os
transtornos precocemente e receitem menos medicamentos; facilitar o acesso a quem
precise de atendimento, e tratar o paciente segundo um enfoque multidisciplinar.

Por que isso?

Porque não é possível estabelecer normas que determinem o que venha a ser um
sujeito mentalmente saudável. Cada um de nós nasce em ambiente específico, muito
diferente de onde nasce outro ser humano. Assim, somos diferentes na forma de
pensar, na forma de nos relacionamos com os outros, de ganhar a vida, de resolver
nossos problemas e assim por diante.

Depois, como as circunstâncias mudam na vida de cada um, praticamente a todo instante,
uma forma de prevenção é atuar onde uma crise estiver acontecendo, de modo a evitar
que ela tenha desdobramentos mais sérios. É o caso de ajudar psicologicamente a mãe
que acaba de ver seu bebê nascer morto, ou alguém que recebeu o diagnóstico de
doença grave. Por fim, restam as ações como as palestras, que podem ser ministradas
nos mais diferentes locais, abordando vasta quantidade de temas.

1.1.1 Prevenção do Suicídio

Sinais no cotidiano podem mostrar à família que a pessoa planeja ou pensa na


possiblidade de suicídio. Por isso, é importante que a família fique atenta aos
comportamentos de alerta.

69
Quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS)
pode contar com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Nesses estabelecimentos,
o paciente recebe atendimento próximo da família, assistência médica especializada e
todo o cuidado terapêutico conforme o seu quadro de saúde. Quando recomendado
pelo médico, o SUS disponibiliza gratuitamente medicamentos que podem auxiliar no
tratamento dos pacientes.

Entre os fatores de risco associados com o suicídio estão transtornos mentais, como
depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões como isolamento social, desemprego;
questões psicológicas, como perdas recentes, dinâmica familiar; e condições clínicas
incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer.

Fonte: ROCHA, Gabriela. Setembro Amarelo – Prevenção do suicídio ganha destaque durante o mês. Blog da Saúde,
set. 2015. Ministério da Saúde. Disponível em http://www.blog.saude.gov.br/promocao-da-saude/50187-setembro-
amarelo-prevencao-do-suicidio-ganha-destaque-durante-o-mes.html. Acesso em 2 maio 2016. (Texto adaptado.)

1.1.2 Setembro Amarelo

O mês de setembro foi escolhido pela


Associação Internacional de Prevenção do
Suicídio para alertar sobre a importância de
ações de prevenção.

O Brasil está entre os 28 países, de um universo


de mais de 160 analisados pela Organização
Mundial de Saúde (OMS), que possui estratégia
de prevenção ao suicídio. O Ministério da
Saúde, por meio da rede pública, oferece
atenção integral em saúde para os casos de Fonte: static5.pmcm.pr.gov.br
tentativa de suicídio.

Fonte: ROCHA, Gabriela. Setembro Amarelo – Prevenção do suicídio ganha destaque durante o mês. Blog da Saúde,
set. 2015. Ministério da Saúde. Disponível em http://www.blog.saude.gov.br/promocao-da-saude/50187-setembro-
amarelo-prevencao-do-suicidio-ganha-destaque-durante-o-mes.html. Acesso em 2 maio 2016. (Texto adaptado.)

70
1.2 Desafio na Emergência

Em determinada ocasião, com dificuldade para respirar, uma mulher foi conduzida ao
setor de emergências de um hospital. A equipe médica decidiu fazer uma traqueostomia
– um corte na garganta para a introdução de uma cânula para a passagem de ar. E acabou
processada pela família: a paciente sofria de síndrome do pânico, daí sua dificuldade
para respirar. E a equipe do hospital acabou “entrando em pânico” também.

Um especialista da área de saúde mental alerta: nas emergências, muitos dos pacientes
são pessoas com transtornos psiquiátricos. Alcoólatras, consumidores de outras
drogas, pessoas confusas por causa de complicações de saúde e alguns com ideias de
suicídio.

Sendo assim, como medida de prevenção, que interessa diretamente aos médicos,
convém considerar a possibilidade de se estar diante de um transtorno mental,
independentemente de haver algum distúrbio nos sistemas orgânicos. A falta de
atenção pode induzir a equipe a realizar procedimentos desnecessários, colocando a
vida do paciente em risco.

Em tais circunstâncias, o diagnóstico correto vai depender da capacidade de observação,


do bom senso e da sensibilidade dos médicos. Deixar a sensibilidade em segundo plano
é correr o risco de se confundir com sintomas de insuficiência cardiopulmonar, coma e
choque, comuns nos estados de grande ansiedade, típicos da síndrome de pânico e de
outros transtornos mentais.

71
Agora é com você!

• Conheça sete exercícios mentais que ajudam a preservar a memória.

Disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/
noticia/2012/09/conheca-sete-exercicios-mentais-que-ajudam-a-
preservar-a-memoria-3885700.html.

• Saiba mais como prevenir alguns transtornos mentais. Faça download


da cartilha Suicídio, informando para prevenir, da Associação Brasileira de
Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Disponível em http://www.cvv.org.br/downloads/suicidio_informado_
para_prevenir_abp_2014.pdf.

Parabéns! Você concluiu todo o conteúdo deste curso. Você está pronto
para finalizar seus estudos testando todo o seu conhecimento na bateria
final de questões. Siga em frente!

Glossário

Cânula: Pequeno tubo, de dimensões e materiais variados, adaptável a diversos


instrumentos cirúrgicos, seringas etc.

Multidisciplinar: Que contém, envolve, distribui-se por várias disciplinas e pesquisas.


Que envolve profissionais de diversas áreas de conhecimento.

72
Atividades

1- É uma ação de prevenção na área da saúde mental:

dd (

(
) Realizar campanhas por meio de outdoors.

) Facilitar o acesso a quem precisa de atendimento.

) Construir mais manicômios.

( ) Ampliar a distribuição de remédios.

2 - Em saúde mental, o enfoque deve ser ____________________,


o que promove o atendimento por meio de profissionais de
áreas de conhecimentos ___________________ .

( ) Psiquiátrico, da saúde mental.

( ) Psicológico, diversas.

( ) Multidisciplinar, diversas.

( ) Único, específicas.

73
Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.


Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Profissionalização de auxiliares de
enfermagem. Cadernos do aluno: saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde; Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2003. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em:
<bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/profae/pae_cad7.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2016.

ECOS – Comunicação em Sexualidade. Razões e emoções. Rio de Janeiro: Instituto


Promundo, s/d. (Série Trabalhando com homens jovens.). Disponível em: <http://
promundo.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2014/12/Programa-H-Trabalhando-
com-Homens-Jovens.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2016.

GALENO, A. Transtornos mentais. Portal da internet Galeano Alvarenga, 2016.


Disponível em: <http://www.galenoalvarenga.com.br/transtornos-mentais>. Acesso
em: 26 abr. 2016.

PEREIRA, M. O.; VARGAS, D.; OLIVEIRA, M. A. F. de. Reflexão acerca da política do


Ministério da Saúde brasileiro para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas
sob a óptica da Sociologia das Ausências e das Emergências. SMAD, Rev. Eletrônica
Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Ribeirão Preto, v. 8, n. 1, p. 9-16, abr. 2012.
Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_artte

PINHO, P. H. et al. Reabilitação psicossocial dos usuários de álcool e outras drogas:


a concepção de profissionais de saúde. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 43, n.
spe2, p. 1261-1266, dez. 2009. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/
a20v43s2.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2016.

74
Gabarito
Unidade 1
1. Resposta: Certo

2. Resposta: Ter saúde mental é estar bem consigo e com os outros, aceitando o que
a vida nos coloca.

3. Resposta: O comportamento das pessoas varia em diferentes culturas, mudando


com isso o conceito de normalidade.

Unidade 2
1. Resposta: Ameaça quebrar a unidade/identidade da pessoa.

2. Resposta: Errado

Unidade 3
1. Resposta: é o nome dado a um estado psicológico particular em que um refém
(ou reféns) cria uma relação afetiva, de cumplicidade, com seu sequestrador (ou
sequestradores).

2. Resposta: Depressão, mania.

Unidade 4
1. Resposta: São motivados por doenças ou lesões que provocam um funcionamento
anormal do cérebro.
2. Resposta: Substância química não produzida pelo organismo que altera seu
funcionamento.
3. Resposta: Estimulantes, perturbadoras e depressoras das atividades do Sistema
Nervoso Central.

75
Unidade 5
1. Resposta: Estimulantes, perturbadoras e depressoras das atividades do Sistema
Nervoso Central.

2. Resposta: Certo

Unidade 6
1. Resposta: Facilitar o acesso a quem precisa de atendimento.

2. Resposta: Multidisciplinar, diversas.

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