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Acessibilidade e sensorialidade

como motivadores do afeto em museus

Cristiane Rose Duarte


Regina Cohen
Alice Brasileiro
Cristiane Rose Duarte = Regina Cohen - Alice Brasileiro

Résumé

Ayant pour base les parcours et les expériences sensorielles dans les musées, cet article
propose une discussion à propos de l´inclusion spatiale de personnes handicapées.

Le travail qui est à l´origine de cet article a cherché à connaître les conditions
d'accessibilité aux ambiances architecturales des musées et les émotions suscitées par ces
lieux auprès de ses visiteurs. Nous avons cherché à comprendre comment les espaces des
musées réussissent à produire des sentiments d´afect chez les personnes handicapées
physiques, sensorielles ou intellectuelles, l´accessibilité étant comprise dans sa diversité
sociale, politique, culturelle, économique et, surtout: environnementale. L´article présente des
exemples de musées au Brésil et à l´étranger et suggère l´importance de nouveaux paradigmes
pour le développement égalitaire , en vue de l'inclusion de personnes handicapé es dans les
ambiances des musées. En guise de conclusion, l'article souligne que l'accès aux musées est
un thème qui implique une approche interdisciplinaire et il doit pointer vers un nouvel
assouplissement des restrictions des lois de classement du patrimoine historique, pour faire en
sorte que la culture soit vraiment accessible à tous.

1. Introdução

Neste trabalho, pretende-se discutir a importância da sensorialidade no acesso de todas as


pessoas a um museu ou instituição cultural.
Entendemos que a cultura, o conhecimento e as artes são bens imateriais que devem estar
disponíveis a todos, sendo imprescindível, para o planejador de museus, o conhecimento das
possibilidades de experiências física, sensorial e emocional de Pessoas com Deficiência em
espaços culturais, museais ou locais de exposição. Concordamos com Nascimento Júnior (2007),
quando o autor argumenta que os museus, por serem espaços de representação social, retratam
as relações do Homem com seu entorno, expressam as sociabilidades, expõem os conflitos
sociais, suas diferenças, sua diversidade. Por essa razão, entendemos ser fundamental que esses
locais tenham seus acessos estabelecidos de forma irrestrita.

Em um museu, a comunicação entre o acervo e o observador nunca é estanque: o


enriquecimento do segundo modifica constantemente os significados e a essência do primeiro. É,
portanto, de grande importância a forma pela qual as informações são repassadas aos visitantes
dos museus. Quanto maior for a comunicação, quanto mais rica for a troca, quanto mais propícia
for a transmissão de conhecimento, mais plenamente o museu estará cumprindo sua função.

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

É por meio dos sentidos que essa informação será despertada nos observadores. Assim,
compreende-se que uma ambiência museal adequada terá a capacidade de favorecer e até
fomentar, por meio de sentimentos de afeto e motivação, a plenitude dessa imersão no
conhecimento oferecido pelo museu.

Algumas características das ambiências museais podem favorecer os aspectos sensoriais,


corporais e emocionais passíveis de transformar o espaço de exposição em Lugares providos de
afeto, que acolhem os corpos e os sentidos (Duarte, 2012).

Este trabalho trará comentários sobre alguns espaços museais bem sucedidos na questão da
acessibilidade mas, antes, parece-nos importante delinear rapidamente os conceitos de ambiência,
acessibilidade, sentidos e sensorialidade, exclusão espacial e afeto ao / pelo Lugar, para podermos
desenvolver as questões que estão na base deste trabalho.1

2. Delineando alguns conceitos

ambiência

As amziências são muito mais do que um simples ambiente: elas reúnem não apenas o que
pode ser apreendido pelos sentidos de quem está neste ambiente (a temperatura, os sons que nele
se produzem, os cheiros, a dinâmica do ar, a dinâmica dos corpos que nele transitam), mas
também a carga emocional que dele emana. Augoyard (2004) comenta que o conceito de
ambiência é fácil de sentir, mas é difícil de explicar. De fato, tendo um fundo sensível, a ambiência,
para ser explicada, perde um pouco da objetividade tão necessária ao rigor científico.
É preciso, contudo, compreender a ambiência como sendo um "pacote" constituído do lugar e de
suas características sensíveis e emocionais (Duarte et al, 2007; Duarte et al 2008). Ainda, segundo
Amphoux (2004) a ambiência permite a passagem da dimensão sensível para a dimensão
cognitiva e permite torná-la agradável por sua capacidade de ser reconhecida.

acessibilidade

1 A pesquisa para pós doutorado desenvolvida por Cohen (2008) sob a supervisão da Prof. Dra. Cristiane Rose de S.
Duarte, e pelo Núcleo Pró-Acesso do Programa de Pós Graduação em Arquitetura (PROARQ) da UFRJ, com o apoio da
Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), em conjunto com o IBRAM e com a
Superintendência Estadual de Museus, em conjunto com o IBRAM e com a Superintendência Estadual de Museus, além
de analisar o que já foi feito nesta matéria e o que se pode fazer no futuro, busca avançar da teoria e da pesquisa
acadêmica para a prática de uma acessibilidade universal nestas instituições.

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Cristiane Rose Duarte = Regina Cohen - Alice Brasileiro

A acessibilidade é aqui entendida em seu sentido amplo. A acessibilidade certamente parte


dos aspectos físicos, mas tem uma abrangência muito maior, estando vinculada a outros aspectos
fundamentais, que dizem respeito a elementos intelectuais e emocionais (COHEN, 2006):
acessibilidade da informação e do acervo.

Uma boa acessibilidade física do espaço não é suficiente: é indispensável criar condições para que
o conteúdo do museu possa ser acessado, compreendido e usufruído.

Sublinha-se, especialmente, que a acessibilidade ao espaço construído não deve ser


compreendida como um conjunto de medidas que favoreceriam apenas às pessoas com
deficiência - o que poderia até aumentar a exclusão espacial e a segregação destes grupos, mas
sim medidas técnico-sociais destinadas a acolher todos os usuários em potencial (COHEN e
DUARTE, 2000).

sentidos e sensorialidade

O processo cognitivo parte das etapas sensoriais como base de um sistema que leva à
consciência e ao conhecimento do lugar onde o corpo está situado.
Assim, sempre que possível, o ser vivo se utiliza de diversos sentidos como meios de
reconhecer o ambiente em que se encontra, mas nem sempre todos os sentidos estão à disposição
do "organismo que sente" que passa, então, a "compensar" a ausência de um deles com o
aumento da importância de outro. A interdependência do tato, da visão, da audição, da cinestesia,
do olfato e do paladar fica evidente no momento em que se analisa a experiência museal. Não é
diferente quando se busca a compreensão da experiência de pessoas com deficiência nesses
espaços.

O entendimento do caráter sensorial dos deslocamentos e da apreensão da realidade é


indispensável para a compreensão das ambiências museais, sendo fundamental para um
planejamento que possibilite a experiência das pessoas com deficiência na sua visita a um museu.

No fornecimento da equiparação de oportunidades no acesso à cultura, sentidos e


sensações marcham conjuntamente. No caso de uma pessoa cega que locomove-se percebendo
as ambiências por meio do toque de sua bengala, por meio dos sons ou dos cheiros, podemos citar
Merleau-Ponty que trata deste corpo como “totalidade”:

Não é o olho que vê. Não é a alma. É o corpo como totalidade aberta. (...) A visão
dos sons ou a audição das cores ocorre com a unidade do olhar pelos dois olhos: [a
visão e a audição ocorrem] na medida em que meu corpo é não uma soma de
órgãos justapostos, mas uma síntese sinérgica na qual todas as funções são
retomadas ou ligadas ao movimento geral do ser no mundo. [..] Quando digo que

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

vejo o som, quero dizer que à vibração do som faço eco por todo meu ser sensorial.
(Merleau-Ponty apud Novaes, 2003).

Assim, para as pessoas com deficiência visual, o tato, do cheiro e o som, representam os
sentidos essenciais na sua apreensão de um museu e de suas obras. Elas necessitam tocar em
esculturas, maquetes ou obras táteis, sentir o cheiro das plantas ou ouvir as explicações acerca
das obras e do próprio ambiente por meio de aparelhos especiais com audiodescrição.

De modo semelhante, para as pessoas com deficiência auditiva, uma eficiente sinalização
visual, constitui-se para elas em importante fator para a sua percepção da ambiência museal, sem
considerar ainda que a comunicação deverá ser feita com profissionais devidamente treinados na
Língua de Sinais, o que pode influenciar decisivamente na sua experiência.

Os elementos da comunicação sensorial servem para facilitar o deslocamento das


pessoas com deficiência visual e auditiva, não obstante seja de grande utilidade
para todos. O objetivo principal é complementar a deficiência mediante a
estimulação do resto dos sentidos e serve para orientar com o ouvido, o tato e o
olho (Saiz Martín, 2007)

Mesmo o sentido cinestésico, no simples ato de se deslocar, pode ser profundamente


influenciado por uma pavimentação irregular, uma mobilidade reduzida de um idoso para subir uma
escada ou um movimento um pouco mais lento ao percorrer um espaço em cadeira de rodas
(COHEN e DUARTE, 2000).

exclusão espacial

Para Cohen e Duarte (2000), a “exclusão” personaliza o espaço como um ator que pode
excluir a pessoa com deficiência na sua relação com a sociedade. Desta forma, as ambiências
podem constituir-se na cristalização da própria deficiência, em práticas de segregação a partir dos
espaços e em uma percepção de sociedade que não valoriza o ser humano com suas diferenças
físicas, sensoriais e intelectuais.

A falta de acessibilidade às ambiências se consolida como uma materialização de uma


sociedade em que a exclusão ao convívio e encontro com o Outro acaba por gerar uma exclusão
mais global (Cohen e Duarte, 2007).

No caso desta pesquisa, a exclusão espacial é uma “atitude dos museus e instituições
culturais” que impossibilita a vivência destas ambiências em igualdade de condições, fazendo com
que a própria pessoa com deficiência rejeite estes lugares.

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afeto ao/ pelo Lugar

O conceito de "afeto ao/pelo Lugar", por sua vez, tem sido estudado na psicologia
ambiental, que tem aprofundado seus significados e analisado as relações pessoa-ambiente com
foco em sentimentos motivados pela experiência espacial.
Ter "afeto pelo Lugar" e "ser afetado por ele" são, na verdade, como duas faces de uma
mesma moeda: a experiência nas ambiências desencadeia impulsos que motivam a ação e essa
ação leva a um sentimento de apropriação. Deixar-se afetar por um Lugar significa experienciá-lo,
significa evocar memórias afetivas relacionando-as aos momentos dessa experiência e agir de
acordo com elas. Assim, afetar-se por um Lugar é reconhecê-lo como parte de uma experiência
sensorial e emocional.

Algumas ambiências são capazes de motivar esse sentimento de afeto de forma muito mais
imediata do que outras, já que as características sensoriais são propícias ao desencadear de
memórias afetivas mais ou menos encobertas nas profundezas subjetivas dos sujeitos.

3. Museus Para Todos

Segundo Magalhães (2005), os museus e o seu acervo são detentores da memória cultural
de um coletivo, tendo importância basilar nas sociedades contemporâneas, expressando ainda o
aspecto material de identidades consolidadas ao longo da história. São expressões de elementos
familiares ao usuário, que se reconhece neles usando seus próprios sentidos de maneira
interdependente.
Magalhães (2005) ainda adiciona que esta configuração estabelecida, tanto nos museus
quanto no patrimônio, evidencia identidades particulares sempre únicas e diferentes, “em contextos
novos de deslocação espacial e temporal” (p.11). De fato, a contemporaneidade trouxe novas formas
de visitação em um museu, com instalações e exposições interativas, que demandam do usuário
mais do que uma simples apreciação passiva.

Assim, já vai longe no tempo a ideia antiga de que o museu é um local estanque com a função
apenas de exibir. É a interação, o aprendizado, a percepção e o estímulo à reflexão que tomam
frente no rol de metas museais. A célebre declaração do museólogo francês Georges Henri Rivière
ilustra essa visão:

“(...) o sucesso de um museu não se mede pelo número de visitantes que ele
recebe, mas pelo número de visitantes aos quais ele ensinou alguma coisa. (...) não
se mede pelo número de objetos que ele expõe, mas pelo número de objetos que
puderam ser percebidos por seus visitantes (...); pela quantidade de espaços que o

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

público pode percorrer de forma razoável para verdadeiramente aproveitá-lo. É isto


o que é um museu. Caso contrário será apenas uma espécie de abatedor cultural”
(Rivière apud Schlumberger, 1989, p.7)

Na sentença acima citada, Rivière menciona a percepção e o percurso dos espaços como
fatores importantes desse aprendizado proporcionado pelos museus. De fato, à medida que
penetramos nossos corpos em ambiências que predispõem a percepção por meio de todos os
sentidos, é que somos capazes de apreender e despertar o processo de reflexão acerca do que é
transmitido. Assim, a cinestesia se une ao processo cognitivo, favorecendo o despertar do
conhecimento não apenas pela visão, ou pela audição, mas por todos os meios de troca emocional
com o ambiente.
Mas será que essa experiência museal tão desejada por Rivière tem sido democratizada? O
que dizer de museus que oferecem seus acervos apenas para quem pode vê-los ou apenas para
quem pode percorrê-los sem dificuldades?

Temos afirmado em nossos trabalhos (COHEN e DUARTE, 2000; 2007) que o espaço que
não é capaz de acolher a todos é um espaço deficiente. Da mesma forma, sustentamos que o
museu que não é capaz de proporcionar aprendizado, informação e reflexão a todos os cidadãos é
um museu deficiente (COHEN, DUARTE e BRASILEIRO, 2009; 2010a; 2010b; 2011).

Nesse sentido, podemos dizer que algumas ambiências museológicas são deficientes, por
não permitirem a motricidade e a mobilidade de pessoas com dificuldade de locomoção ou não
proporcionarem a experiência museal satisfatória a algumas pessoas com deficiência sensorial ou
intelectual.

Não somente a pessoas com algum tipo de deficiência, mas a quaisquer de seus usuários,
concordamos que um museu deve estimular o desenvolvimento de experiências, memórias e
passados diversos, construindo os laços afetivos que podem ser formados com a instituição,
cooperando para seu estabelecimento pleno na cidade.

Prosseguindo nesse raciocínio, seria necessário também considerar a maneira pela qual as
pessoas chegam aos museus e a relação destes com a cidade e seu entorno imediato.
Entendemos, conforme Myrian Sepúlveda dos Santos (2007), que uma cidade é construída por
seus habitantes e apresenta marcas deixadas ao longo do tempo.

Como expressa um depoimento colhido por Chagas (2005):

“(...) uma visita ao museu é um prazer para quem se interessa pela arte, pelo
conhecimento.(...) Portanto, o museu não pode ser esquecido como produtor de
prazer, de gozo, de estímulo emocional e intelectual”.
Lygia Martins Costa apud Chagas, 2005

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4. Alguns Exemplos

Atualmente, tem sido possível catalogar iniciativas que têm buscado estimular diferentes
sentidos simultaneamente, para a constituição de uma ambiência sensível.
É crescente, no mundo todo, o número de museus que realizam atividades voltadas para
pessoas com deficiência, convidando os visitantes a explorarem as formas e textura das obras, a
percorrerem os espaços, a cheirar as plantas e flores de seu jardim, a tocarem algumas esculturas,
a vivenciarem a estética, a arte e a cultura.

No museu do Quai Branly, em Paris, um espaço central foi concebido como símbolo do
tempo das civilizações. Este percurso museográfico, denominado "rio", se remete às coleções do
museu em ordem geográfica e contém dispositivos multisensoriais que favorecem a percepção
evocando diversas sensações sonoras, olfativas, táteis e visuais. Os visitantes são convidados a
tocar nas paredes de couro com esquemas em alto-relevo e inscrições em Braille, mergulhando
numa atmosfera étnica que, segundo a diretora de acessibilidade do museu2, tem ultrapassado as
expectativas em termos de aceitação do público.

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Figuras 1 e 2 - Percurso tátil no Museu Quai Branly

Na Austrália, o Powerhouse Museum é totalmente acessível e, particularmente durante a


exposição “Vivendo em um Mundo Sensorial”, foram propostas experiências sobre sensorialidade,
que buscou ressaltar a importância do mundo das artes para a expressão cultural de pessoas com
deficiência.

2 Em entrevista para nossa pesquisa, a diretora geral de acessibilidade do museu do Quai Branly, Delphine HARMEL-
CHEMINEE, acompanhada se seu cão guia, mostrou às autoras deste artigo as possibilidades interativas do referido
museu.

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Figura 3 - Powehouse Museum praticas sensoriais para pessoas cegas


Figura 4 - Powerhouse Museum, Australia tecnologias e praticas sensoriais

A mostra deixou evidente que as pessoas cegas ou com baixa visão geralmente utilizam
outros sentidos – olfato, tato, audição e paladar – para enriquecer sua experiência não só em um
museu, como na própria vida. Algumas vezes estes sentidos necessitam de treinamento adequado
para funcionar melhor, especialmente se a pessoa perde sua visão em uma idade avançada. Pode
ser considerado como mais importante o tato, que é o instrumento para a leitura em Braille. Para
pessoas com surdez e cegueira (como Helen Keller) o toque, obtido por meio do tato, é a ponte
para o conhecimento do mundo.

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Figura 5 – Powerhouse Museum Australia – cartaz da Exposição "Living in a Sensory World"


Figura 6 - exposição "Living in a Sensory World" - a história da surdocega Hellen Keller

Neste mesmo museu temos acesso aos textos de Tilly Aston, um pioneiro da comunidade
cega australiana, que escreveu muitos poemas sobre sua falta de visão, enquanto o trabalho de
Barbara Blackman é exuberante no seu desfrute da vida. Também podemos encontrar obras de
Lloyd Rees, um dos artistas australianos mais cultuados, que continuou a pintar quando lhe faltou a
visão e nos deixou um legado de trabalho luminoso.

Sobre a experiência no Powerhouse Museum, o depoimento de Mahony atesta a que a


qualidade emocional de vivenciar essa exposição predispõe o visitante ao aprendizado:

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“Às vezes é amável tocar coisas que parecem agradáveis, mas freqüentemente é
como eu navego no mundo. O cheiro é a mesma coisa e absoluto, áudio também é
fundamental. Nós devemos possuir algum sentido humano inato de desejar
conhecer o máximo que podemos acerca do mundo ao nosso redor tanto quanto se
faltar uma de suas maneiras de fazer isto, você utiliza tudo o que você pode”.

Catherine Mahony in Power House Museum, 2008.

No Brasil, há museus e exposições que também são exemplares no que tange à


acessibilidade. O Museu do Futebol, em São Paulo, foi projetado e equipado tecnicamente com
diversos recursos necessários para proporcionar a pessoas com deficiência a compreensão dos
contextos expostos e a interação não apenas com as mostras, mas também com os funcionários
do museu, que são treinados para atender às diversas necessidades eventualmente apresentadas
pelos visitantes3. Uma das exposições organizadas por esta instituição: “Olhar com Outro Olhar”,
mostra que cegos, surdos ou cadeirantes possuem um mundo próprio de percepções e
sensibilidades. Torna ampliada a percepção de pessoas que ouvem, enxergam e caminham com
suas próprias pernas, mostrando o quanto vale a pena conhecer o universo daqueles que, apesar
ou, sobretudo, por suas deficiências, são capazes de superar obstáculos e construir um mundo de
conhecimento e novas possibilidades. Como explica o curador da exposição, Leonel Kaz. 4

“Uma fotografia de um jogo de futebol é apresentada por meio de cinco recursos


sensoriais – braile, relevo, alto-contraste, maquete tátil e audiodescrição. O visitante
utiliza mãos e ouvidos para entender o conteúdo e o significado da imagem. No
chão, um piso tátil conduz os passos dos visitantes e um audioguia também sinaliza
o trajeto. A exposição propõe aproximar as diferenças. Vai mostrar que cegos,
surdos ou pessoas com mobilidade reduzida têm um mundo próprio de percepções
e sensibilidades. Vale a pena alargar nossos próprios sentidos e experiências de
mundo”.

No Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, a mostra de filmes "Assim Vivemos",


promovida pelo CCBB, busca trazer novas perspectivas à questão da deficiência 5. A mostra conta
com a exibição de diversos filmes produzidos em países de todo o mundo, nos quais as pessoas
com deficiência são protagonistas, tanto na tela quanto na direção ou na equipe de filmagem. Com

3 www.museudofutebol.org.br/wp-content/uploads/2011/12/PAMF-Institucional1.avi - Acesso em 01 de agosto de 2012.

4 In: www.museudofutebol.org.br/historia/, acessado em 20 de julho de 2011

5 A Mostra “Assim Vivemos” de filmes sobre deficiência já está se estendendo para outras cidades do país.

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

entrada franca e auditórios permanentemente lotados ao longo de todo o período da mostra (2


semanas), os filmes possuem audiodescrição, legendas com close caption, os catálogos são
publicados em Braille, além de interpretação em LIBRAS e salas de cinema acessíveis a pessoas
com dificuldade de locomoção, com uma correta e inclusiva organização de assentos e locais
acessíveis para cadeirantes e cães-guia.

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Figuras 7 e 8 - Espaços Acessíveis no CCBB-RJ

O depoimento de Marco Antônio, 6 revela a emoção de participar desse evento:

“Estive lá no lançamento do festival "Assim Vivemos", no CCBB, e foi uma das


noites mais lindas de minha vida. Voltei a assistir a um filme com autonomia, depois
de 29 anos de cego e 21 de enxergar de forma comum. Eu tinha a sensação de
estar no futuro. Inclusão para todos os lados: intérprete de LIBRAS, audiodescrição,
rampas, cinema totalmente acessível”.

Os “Encontros Multissensoriais”, tem sido realizado pelo Núcleo Experimental de Educação


e Arte do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) em parceria com o NUCC – Núcleo
de Pesquisa Cognição e Coletivos do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRJ,
coordenado por Virginia Kastrupp. Através do compartilhamento de experiências, pessoas videntes
e pessoas cegas apreciam o entorno, a arquitetura e algumas obras do museu, explorando
“diferentes formas de ver e não ver, envolvendo não apenas a visão, mas também o tato, a
audição, o olfato, etc.” (Núcleo Experimental de Educação e Arte, MAM - Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro, 2011).

6 Em depoimento coletado pelas autoras em 2007

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Figura 9 - MAM-RJ - Deficientes visuais tocando na arquitetura do museu


Figura 10 - MAM-RJ - Pessoas cegas tocando em esculturas na área externa do museu

O depoimento de Marco Antônio acima transcrito reitera o que já havíamos ilustrado com a
fala de Catherine Mahony, citado anteriormente: a carga emocional que emana de ambas as
declarações. Enquanto Marco Antônio enaltece a percepção como fator essencial para entender a
realidade artística, Catherine pronuncia palavras como "amável" e "agradável", relacionando esse
sentimento positivo à vontade de conhecer mais, como se a agradabilidade fosse uma condição
inicial para a propensão do aprendizado.
Estamos tratando aqui do afeto a que nos referimos anteriormente: os Lugares afetam seus
visitantes, e recebem afeto de quem identificou nele algo que fez sua memória trabalhar, algo que
o motivou, que gerou um impulso no sentido de absorver as informações que a exposição oferecia.

Note-se que o desencadear de sentimentos de afeto se iniciam geralmente com a facilidade


de acesso, de percurso. Marco Antônio parece maravilhado com a "autonomia" (sic) que lhe é dada
ao chegar até a sala de projeção. Trata-se do primeiro contato do visitante com a arquitetura do
museu; trata-se do "recado" subliminar de boas-vindas que só a arquitetura pode transmitir. Em
seguida, o visitante percebe os meios através dos quais lhe são repassadas as informações,
fazendo-o imergir, com seus sentidos e seu corpo, no universo cultural concernido. Seria este,
quem sabe, o caminho para o sucesso do museu sonhado por Rivière?

Contudo, essa busca de mudar o paradigma de propostas museais se esbarra em uma


série de problemas e, em geral, a realidade é que nem sempre as mudanças são fáceis de serem
concretizadas.

5. A realidade no Brasil: o patrimônio, as dificuldades

Mostramos acima alguns exemplos em que a ambiência museal colabora sobremaneira


para o aparecimento do afeto pelo / ao lugar que, por sua vez, desencadeia motivações e impulsos
que transformam positivamente a experiência do visitante da exposição.

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

No entanto, apesar do esforço e da boa vontade em fornecer acessibilidade a todos, o


Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), tem realizado iniciativas apenas
pontuais em bens imóveis tombados. São ações que limitam-se, em geral, a adaptações em
banheiros, colocação de elevadores e rampas, de acordo com a autorização e possibilidade de
instalação desses equipamentos. Estas ações voltadas para a acessibilidade ao patrimônio cultural
começaram a ser sistematizadas há cerca de dez anos.

Temos visto pequenas intervenções físicas serem realizadas em alguns museus fluminenses,
também com a implementação de medidas esparsas que tornem seus acervos acessíveis por meio
de todos os sentidos ou sentimentos e do corpo em movimento, mas apesar destes esforços, aqui no
Estado do Rio de Janeiro, ainda não temos ações efetivas que permitam a criação de uma
verdadeira relação afetiva entre o visitante com deficiência e o museu ou o patrimônio.

No ano de 2005, foi realizado pela 6ª Superintendência Regional do IPHAN um diagnóstico


das barreiras existentes nos imóveis tombados dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo,
mas as leis de tombamento ainda impõem muitas restrições que impedem a concretização plena
dos projetos.

Frequentemente são colocados muitos problemas e dificuldades pelos diretores e arquitetos


responsáveis acerca da conciliação da preservação e proteção legal de nosso patrimônio com a
garantia de acesso para todos. Desta forma, os motivos pelos quais as ações de inclusão de
pessoas com deficiência nas ambiências museais no Brasil são poucas ou postergadas fazem
parte deste processo no qual a previsão da acessibilidade sempre é colocada no final de uma lista
enorme de outros desafios a serem superados.

“O que eu tenho a dizer é que é uma relação de fato muito delicada, porque
determinadas intervenções nas edificações acabaram descaracterizando de uma
maneira ou de outra o monumento. É obvio que existem soluções, as mais diversas
possíveis, mas o que acontece é que há uma legislação que é conflituosa que é a
relação de uma lei que obriga a ter cuidados especiais com o prédio por conta do
tombamento”.

M. V. G. J. – arquiteto de Cabo Frio.

Nas circunstâncias das condições de acesso às ambiências dos museus tombados pelo
Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é importante considerar também que
alguns deles estão situados em cidades históricas, como é o caso de Paraty e Vassouras. Deve-se
ressaltar, contudo, que estes não são apenas cenários de uma vida passada preservada na
memória, mas como ressalta Magnani (2007), são lugares onde a vida ainda pulsa. O passado
glorioso acompanha o cotidiano atual dessas cidades, e preservar um patrimônio também

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demanda selecionar e adotar critérios e diretrizes que possam ser aproveitados por todos no seu
usufruto igualitário destes bens culturais.

Contudo, há um conflito produzido pela aversão à descaracterização que a maioria das


adaptações pode causar ao museu que se encontra em um imóvel tombado. Esta relação dos
usuários com os órgãos que defendem a preservação acima de tudo é, para Magnani, conflitante,
“seja no que diz respeito aos critérios de escolha, seja com respeito à intervenção do Estado,
através do mecanismo de tombamento” (Magnani, 2007).

Para Françoise Choay (2006), o conceito de "patrimônio histórico" – adotado por muitos
países no mundo –, nos faz confrontar nossas interrogações sobre a acessibilidade em bens
tombados.

6. Em Busca de Novos Conceitos para entender o Acesso aos Museus

Procuramos mostrar , neste artigo, diversas possibilidades de apreensão do espaço e


elementos que interferem nas diferentes afetividades que as pessoas desenvolvem com relação
aos ambientes.
Visitar um museu envolve primeiramente uma experiência desenvolvida por meio de
percursos que mobilizam o corpo deficiente e suscitam, por sua vez, sentimentos e sensações que
se estendem para além do simples acesso físico: incluem ver, ouvir, andar, tocar, cheirar ou,
simplesmente, flanar e devanear. Em função de como se desenvolve o processo, ele é capaz de
criar identidades e referências de nosso “eu” subjetivo no mundo.

Buscamos refletir sobre as diferentes experiências em ambiências que, ao re-estruturarem


os padrões de acolhimento e provimento de informações, desencadeiam os processos de
identificação do sujeito com o meio, proporcionando afetos e impulsionando o aprendizado.

Assim, procuramos mostrar que o planejamento de museus seria deficiente caso não houvesse
uma real preocupação com as formas pelas quais as ambiências são percebidas e com os
processos identitários e afetivos que seus visitantes virão a experienciar.

No nosso entender, torna-se decisivo levar em consideração a sensorialidade inerente aos


lugares museais, que depende de características imprescindíveis para a acessibilidade na
constituição de uma ambiência sensível e na sua vivência emocional e corporal.

Assim, sustentamos que ter acesso aos ambientes museais não pode ser simplesmente
compreendido como o fornecimento de um conjunto de medidas que favoreceriam apenas às
pessoas com deficiência - o que poderia até aumentar a exclusão espacial e incentivar a
segregação destes grupos, mas sim planejar medidas técnico-sociais que visam facilitar o acesso
de todos os visitantes em potencial (COHEN e DUARTE, 2000).

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Acessibilidade e sensorialidade como motivadores do afeto em museus

É nesse sentido que acreditamos que devam ser repensadas as questões do engessamento
do patrimônio histórico: preservar intacta uma obra que só pode ser acessada por alguns;
imortalizar um bem que não transforma a experiência em emoção, seria a melhor maneira para
enriquecer culturalmente nossas sociedades? Podemos acrescentar a essa interrogação alguns
argumentos de caráter prático, mas que já se tornaram um fato em edificações dessa natureza:
não se concebe, hoje em dia, o uso de um edifício histórico sem que tenham sido adotadas
medidas de conforto, como instalação de ar-condicionado; medidas de cuidado com o próprio
acervo/patrimônio, como desumidificadores, filtros UV e sistemas de segurança contra furto, sem
mencionar o sistema de prevenção contra incêndio e pânico. Todas essas medidas interferem
fisicamente no patrimônio, seja para o seu próprio bem ou para o bem das pessoas que lá estão.
Porém, ao não ser permitido o acesso universal e irrestrito àquela obra, todas as outras
intervenções implementadas acabam por restar inócuas, pois não contribuem, na prática, para um
aumento da divulgação da cultura, como acontece com as intervenções destinadas à ampliação da
acessibilidade ao patrimônio histórico.

Referências Bibliográficas

ABREU, Regina; CHAGAS, Mario de Souza; SANTOS, Myrian Sepúlveda dos (Orgs.). Museus,
Coleções e Patrimônios: narrativas polifônicas. Rio de Janeiro: Garamond, Minc/IPHAN/DEMU,
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Cristiane Rose Duarte = Regina Cohen - Alice Brasileiro

Cristiane Rose Duarte

Arquiteta, DSc. Territorial Planning (Sorbonne - Université de Paris-I), Professora


Titular da FAU/UFRJ e Coordenadora do Núcleo Pro-acesso
/PROARQ/FAU/UFRJ

E-mail: crduarte@ufrj.br

Regina Cohen

Arquiteta, DSc. Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social


(EICOS/IP/UFRJ), Pesquisadora Associada no Departamento de Tecnologia da
Construção, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio
de Janeiro (DTC/FAU/UFRJ) e Coordenadora do Núcleo Pro-acesso
(PROARQ/FAU/UFRJ).

E-mail: arquitetareginacohen@gmail.com

Alice Brasileiro

Arquiteta, DSc. em Arquitetura (PROARQ/FAU/UFRJ), Professora da FAU/UFRJ


e Pesquisadora do Núcleo Pró-acesso/PROARQ/FAU/UFRJ

E-mail: alicebrasileiro@ufrj.br

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