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Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Instituto de Psiquiatria – IPUB


Pós-Graduação em Neurociências

Mariana Branco Gongora


Controle

Desenvolvimento Comportamento Aprendizagem


Motor

Motor
Desenvolvimento

Mudanças no nível de funcionamento do indivíduo ao longo do tempo

Aprendizagem

Mudança na capacidade do indivíduo em executar uma tarefa


Aquisição do conhecimento ou habilidade
Controle

Mudanças no nível de Processo interno que resulta


funcionamento do indivíduo em mudanças consistentes no
ao longo do tempo comportamento

Desenvolvimento Comportamento Aprendizagem


Motor

Desenvolvimento motor
Aprendizagem Motora
Mudanças contínuas
Mudança no comportamento
no comportamento motor
motor, resultado de prática
durante todo o ciclo de vida Motor ou experiência passada
proporcionada pela interação
entre requisitos da tarefa, a
biologia do indivíduo e as
condições ambientais
Mudanças no aprendizado motor e desenvolvimento, que personificam fatores de aprendizado e
processos maturacionais associados ao desempenho motor.
Compreendendo a natureza do movimento

Interação de 3 fatores
Indivíduo
(I)

Tarefa
(T) Ambiente
(A)

Movimento
(M) Específico à tarefa e restrito pelo ambiente

Capacidade funcional: Habilidade do indivíduo de cumprir as demandas da tarefa por meio


de uma interação com o ambiente.
P C
Percepção Cognição Mobilidade Manipulação

A I T Estabilidade
Ação
M

A
Regulador

Cada Fator tem propriedades que


afetam a organização do
movimento Não
Regulador
I Fatores individuais que restringem o movimento
O movimento emerge por meio de esforços cooperativos entre várias P C
Percepção Cognição
estruturas e processos cerebrais.
Interação entre processos múltiplos:

Movimento e ação Movimento e percepção Movimento e cognição A


Ação
Descrito no contexto de Descrito no contexto das Processos cognitivos
execução de uma impressões sensoriais e
regulam o estabelecimento
determinada ação informações de uma intenção ou
psicologicamente objetivo
Controle motor estudado significativas.
em relação as ações e
Processo que inclui
atividades específicas. Controle motor estudado em aspectos amplos:
relação aos sistemas atenção, motivação,
Compreensão do sensorial/perceptivo que aspectos emocionais.
resultado motor do fornecem informações sobre
sistema nervoso para os o estado do corpo
sistemas efetores do
organismo, ou músculos. Compreensão do movimento
através dos sistemas que
controlam a percepção
Sensação Percepção

Processo de interpretação dos estímulos


sensoriais a partir de histórico de
vivências passadas.
Permite Reconhecer, Observar e
Discriminar as informações recebidas
de forma única

Processo ligado ao sistema sensorial

Ação dos estímulos externos e


internos sobre os órgãos do sentidos

Sensação: visual, auditiva, tátil, olfativa e gustativa


T Restrições da Tarefa em relação ao movimento

A natureza da tarefa a ser executada determina, Mobilidade Manipulação


em parte, o tipo de movimento necessário

Tarefas que regulam ou restringem os movimentos


Tarefas classificadas de acordo com a base de apoio móvel ou imóvel Estabilidade

Tarefas de Estabilidade Sentar, Ficar em Pé...


Executadas sobre uma base imóvel de apoio

Tarefas de Mobilidade Caminhar, Correr...


Executadas sobre uma base móvel de apoio
T Restrições da Tarefa em relação ao movimento

Tarefa varia de acordo com a quantidade de


Mobilidade Manipulação
manipulação necessária da extremidade superior

q Simples
Estabilidade

q Complexas

Padrão de movimento que permite o contato


rudimentar ou refinado com objetos
Arremessar, Apreensão, Costurar, Recortar
A Restrições Ambientais ao Movimento

Características Reguladoras: Regulador


Padrões e regras a serem seguidos que interferem no movimento
Os movimentos específicos da tarefa devem obedecer as
características reguladoras do ambiente, para cumprir o objetivo
estipulado.
Não
Características Não Reguladoras: Regulador

Podem afetar o desempenho mas o movimento não obedece a elas


(ex. ruídos de fundo, distrações)
Descrevem pontos de vista diferenciados de como o
Teorias do movimento é controlado
Controle Motor
As teorias são mais do que apenas uma abordagem para
explicar a ação.

Enfatizam diferentes aspectos da organização da neurofisiologia


e da neuroanatomia subjacentes a essa ação.

Não existe uma teoria do controle motor que seja aceita universalmente!!!
Teorias do cortina!

Controle Motor
Parede!

Lança! Corda!

Cobra!
Árvore!

Cada teoria contribuiu de maneira especifica para o campo do controle motor


Todos os modelos são unificados pelo desejo de compreender a natureza e o
controle do movimento.
Teoria do Charles Sherrington - The integrative Action of the
Reflexo Nervous System (1906)

Reflexos – Unidade básica do movimento 1857-1952

Funcionavam juntos ou em sequencia com vista a cumprir um objetivo comum

Estruturas
Receptor Condutor Efetor
(Trajeto nervoso)

Cadeia de Reflexos
Blocos que constroem o
comportamento complexo!
Teoria do A visão de Sherrington sobre a base reflexa do movimento
Reflexo persistiu por 50 anos!!

L § Reflexo não pode ser considerado a unidade básica do comportamento


I (movimentos espontâneos e voluntários)
M § Não explica nem prevê o movimento que ocorre na ausência de um estímulo sensorial
I
T § Não explica os movimento ou sequências de movimentos rápidos
A (Ex.: Digitador experiente)
Ç § Não explica o fato de que um único estímulo pode resultar em respostas variadas,
Õ dependendo do contexto ou dos comandos descendentes.
E
§ Não explica a capacidade de produzir movimentos novos.
S
Teoria
Hierárquica

Hughlings Jackson (1887)


“ O cérebro tem os níveis superior, médio e inferior de controle,
equiparados às áreas de associação, ao córtex motor e aos níveis
espinhais da função motora”

1835-1911

Rudolf Magnus (1920)

“Reflexos controlados pelos níveis inferiores da hierarquia neural


encontram-se presentes apenas quando os centros corticais estão
danificados”
1873-1927
Teoria Controle Hierárquico: Controle organizacional, ocorre de cima para baixo
Hierárquica
Novo conceito de Controle Hierárquico
Os níveis superiores exercem controle sobre
o nível abaixo Modificação do conceito de hierarquia restrita
(centros superiores sempre no comando)

Superior
S Reconhece o fato de que cada
nível do sistema pode agir
sobre outros níveis,
dependendo da tarefa
Reflexos
M M
Única determinação do
controle motor
I I I I Um dos vários processos
importantes para a produção
Inferior e o controle do movimento
Teoria
Hierárquica Teoria Neuromaturacional (1930 - 1940)

Arnold Gesell
Myrtle McGraw
1880-1961 1899-1988

Ofereceram descrições detalhadas da maturação de lactentes.


O desenvolvimento motor normal foi atribuído ao aumento da corticalização do
SNC, resultando na emergência de níveis superiores de controle sobre os
reflexos de níveis inferiores.
Teoria Neuromaturacional
q Década de 1940 – Arnold Gesell e Myrtle McGraw

Desenvolvimento motor atribuído ao aumento da corticalização do SNC

Níveis superiores controlam os reflexos dos níveis inferiores


Estruturas Desenvolvimento Desenvolvimento
Neuroanatômicas do M otor
Reflexo Postural

A maturação do SNC é o
principal agente de alteração no Córtex
desenvolvimento Reações de Equilíbrio Função Bípede

Mesencéfalo Função
Quadrúpede
Reações de Correção
A maturação minimiza a
importância de outros Tronco Cerebral Função
fatores. Reflexo Primitivo
Ápode
Teoria
Hierárquica
Teoria
Hierárquica

L
I
M § Não explica a dominância do comportamento reflexo em certas situações
I (Ex.: pisar em um prego)
T
A § Nem todos os comportamentos de nível baixo são primitivos, imaturos e não-
Ç adaptativos e nem os de nível superior são sempre maduros, adaptativos e
apropriados.
Õ
E
S
Teoria da
Programação
Visão SNC Década de 60
Motora Sistema Reativo Sistema embasado por ações
Wilson (1961):

Estudo do controle motor do Gafanhoto – Rítmo do batimento das asas do animal durante o
voo dependia de um gerador padrão.
Mesmo com a remoção dos nervos sensoriais, o SN sozinho é capaz de gerar resposta

Os estímulos sensoriais, não são essenciais para orientar o movimento.

Importante função na
modulação da ação
Keele (1968):

PROGRAMA MOTOR – conjunto de comandos musculares que são estruturados antes da sequência
de movimento ser iniciada e que permite que esta seja realizada sem a influência do feedback
Teoria da
Programação Grillner (1981):
Motora
Estudo da Locomoção de Gatos – redes neurais espinhais produzem um rítmo
locomotor sem estímulos sensoriais.
Estimulação na medula
Novamente se demonstrou que os reflexos não orientam a ação
Galope
Trote Geradores de padrão central capazes de produzir movimento

Andar

Programa motor
abstrato

Gerador de Padrão Central (GPC)


ou Programa Motor:
conexões neurais Sinergia Sinergia Sinergia

estereotipadas e encadeadas.

Músculos Músculos Músculos


da do da
**Sinergia: grupos de músculos que agem juntos mão direita braço direito mão esquerda
como uma unidade
Teoria da
Programação Amplia o conhecimento sobre a flexibilidade do SN na criação
dos movimentos – capacidade de criar movimentos na
Motora ausência de Feedback

L
I
M § O programa motor não pode ser considerado a única determinante da ação.
I Comando idênticos produzem movimentos diferentes
T
A § Não leva em consideração variáveis musculoesqueléticas e ambientais para obter o
Ç controle do movimento
Õ
E
S
Teoria dos Nova concepção sobre Sistema Nervoso e o Corpo
Sistemas

Nicolai Bernstein: Impossível compreender o controle neural do movimento sem o 1896-1966


(1922) conhecimento das características do sistema que está em movimento
e as forças externas e internas que agem sobre o corpo

CORPO: Sistema mecânico com massa, No Movimento: a quantidade de força que age
submetido a forças externas (gravidade) e sobre o corpo muda conforme a energia potencial
forças internas (inércia e forças dependentes do e cinética.
movimento).

Modelo distribuído do Controle Motor:


Controle do movimento é distribuído por muitos
sistemas interligados, que funcionam em
cooperação para obter o movimento.
Teoria dos Em que a abordagem de Bernstein difere das apresentadas
Sistemas anteriormente?

GRAUS DE LIBERDADE: refere-se ao grande número de variáveis livres a serem


organizadas pelo sistema nervoso central.

Solução para os Graus de Liberdade: existe um mecanismo hierárquico para simplificar o controle dos diferentes
graus de liberdade do corpo.

Nível Superior Nível Inferior


Sinergias

Repertório de Movimentos Sentença formada por palavras


Músculos Letras das palavras
Sinergias Palavras
Ações Sentenças
Teoria dos
Sistemas A mais ampla das abordagens discutidas até agora!!

Contribuição do SN para ações Contribuição dos músculos, do sistema esquelético e


das forças da gravidade e da inércia

L
I
M
I § Não se concentra tão profundamente na interação do organismo com o
T ambiente
A
Ç
Õ
E
S
Teoria da Ação Nova perspectiva da observação do movimento (anos 80)
Dinâmica

Princípio da Auto-organização: Quando um sistema de partes individuais é reunido,


os seus elementos se comportam coletivamente, de forma ordenada.
Não há a necessidade de um centro “superior” que forneça instruções ou comandos
para a obtenção da ação coordenada.

Movimento pode surgir como resultado dos


elementos interligados

Kugler e Turvey, (1987):

Comportamento não-linear: Aquele que se transforma em uma nova configuração quando um único padrão
desse comportamento é gradualmente alterado e atinge o valor crítico.
Teoria da Ação Novo movimento surge por causa de uma alteração
Dinâmica crítica em um parâmetro de controle

Velocidade

Parâmetro de
controle

Estado
Comportamental

À medida que a velocidade aumenta linearmente, o movimento chega a um limiar que resulta em
uma alteração não-linear no estado comportamental.
Teoria da Ação Estado Atrativo: padrão preferido de movimento, utilizado para executar
Dinâmica atividades comuns da vida diária.

Mais eficiente à Menor gasto energético

Depressão Atrativa:
Grau em que existe uma flexibilidade para alterar o
padrão preferido do movimento

Profunda difícil alterar o Padrão Rasa Padrão facilmente alterável

Padrão Estável Padrão Instável


Teoria da Ação Entender o sistema nervoso isoladamente não permite a
Dinâmica previsão do movimento

L
I
M
§ Sistema Nervoso cumpre uma função consideravelmente irrelevante e que a
I relação entre o sistema físico do individuo e o ambiente no qual ele funciona
T determina principalmente o seu comportamento.
A
Ç
Õ
E
S
Teoria Década de 1960 – James Gibson
Ecológica
Indivíduo: Explorador ativo do ambiente
1904-1979

Foco da Pesquisa: Como detectamos as informações ambientais relevantes ás nossas ações e


como as utilizamos para controlar nossos movimentos.

Ambiente

“Controle motor evoluiu para que os animais pudessem lidar com o


ambiente que os cerca, movendo-se com eficácia para encontrar
alimentos, fugir de predadores, construir abrigos e até mesmo brincar.”
Indivíduo

Interação entre indivíduo e o ambiente para executar


um comportamento orientado a um objetivo

Ambiente
Teoria
Ecológica PERCEPÇÃO ORIENTA AS AÇÕES

Detecção de informações no ambiente que irão suportar as ações


necessárias para cumprir o objetivo.

É essencial determinar:

ü Como o organismo detecta informações do


ambiente que sejam relevantes para a ação

ü Que forma essas informações assumem


(características)

ü Como são utilizadas para modificar e


controlar o movimento

Organização da ação: Específica à tarefa e ao ambiente em que está sendo executada.


Teoria Sistema sensório-motor reativo às
Ecológica variáveis ambientais

Sistema de percepção/ação capaz de explorar


ativamente o ambiente, a fim de satisfazer seus
L próprios objetivos.
I
M
I § Não enfatiza a organização e a função do sistema nervoso que permite a interação do
T indivíduo e ambiente
A
Ç § A ênfase da pesquisa foi desviada do sistema nervoso para a interface organismo -
Õ ambiente.
E
S
QUAL É A TEORIA DO CONTROLE MOTOR MAIS COMPLETA

Teoria dos Teoria


Sistemas Hierárquica

Teoria do Teoria da
Reflexo Programação
Motora
Teoria da Ação Teoria
Dinâmica Ecológica

Aquela que ressalta a natureza e causa do movimento e como o


sistema nervoso possibilita esse fenômeno

Nenhuma!
Habilidade de mostrar modificações. Vista como uma continuação
Neuroplasticidade para mudanças a curto prazo na eficiência ou força de conexões
sinápticas para mudanças estruturais a longo prazo na
organização e na quantidade de conexões entre os neurônios
(Shumway-cook and Woollacott, 2010)
A plasticidade pode ser vista de 3 formas:

• Plasticidade Morfológica - mudanças morfológicas resultantes das alterações ambientais:


• Geração de novos neurônios
• Formação de novos circuitos neurais
• Nova configuração da árvore dendrítica do neurónio

• Plasticidade Funcional
• Ligada à atividade sináptica de um determinado circuito ou um determinado grupo de neurónios

• Plasticidade Comportamental
• Comportamentos e desempenho de ações proporciona
mudanças estruturais e funcionais no SN