Vous êtes sur la page 1sur 1

Para Mészáros há uma distinção entre Revolução Política e Revolução Social, a Revolução Política

é a tomada do poder estatal e das relações de reprodução ideológica (entre outras coisas) ela tem em
geral um caráter negativo (destruição da velha ordem política) mas pode pouco fazer em relação à
positividade, apesar de ser uma mediação importante para liberar as forças para a positividade. O
Estado para Mészáros é a principal mediação superestrutural, tudo passa por ele.
A Revolução Social é a longa transição para uma nova forma societal com a criação de novas
relações sociometabólicas de controle da sociedade (pelos trabalhadores associados).
Na sua teorização do desenvolvimento da URSS ele deixa claro o papel originário do Estado na
sociedade burguesa, as personificações do capital tem interesses diversos uns dos outros, cada
capital está em concorrência entre si, portanto seus interesses gerais não podem ser mediados, aí
entra o Estado se contrapondo à esta força de desagregação dos capitais.
Entre outras palavras essencialmente a política/Estado serve para mediar conflitos e gerar um efeito
agregador.
Mészáros em outro trabalho fala do desenvolvimento das formas de controle no fundo formas de
mediar conflitos, primeiro a violência estrita, depois o costume, depois a tradição e enfim o
complexo político-jurídico do Estado. Cada uma dessas formas representa uma economia de
recursos sociais - neste sentido tem um caráter positivo ao longo do desenvolvimento.
Duas tribos que passam a dividir um território e ter escaramuças criam uma tendência a de uma se
fortalecer, porque quando uma vence por meio da violência ela se desenvolve mais e fica mais
poderosa enquanto a outra vai no sentido inverso. A violência desperdiça muitos recursos de ambas
as partes, muito mais econômico criar o costume de a tribo subdesenvolvida oferecer um tributo à
tribo mais desenvolvida - mas o costume tem uma necessidade de imediatismo, se as tribos deixam
de se encontrar por um tempo quando se reencontrarem o retorno à violência (e ao desperdício) é
certo, a tradição é mais estável e supera este problema, por fim nem se fala do Estado.
Voltando à revolução, estas indicações colocam o Estado como a mediação de conflitos, na URSS
ocorreu uma revolução política, que cumpre tarefas inescapáveis - desapropriação da burguesia, fim
das relações de direito capitalistas e fim da reprodução da ideologia burguesa. Ao acabar com as
formas de regulação políticas do capitalismo a revolução retirou de cena a burguesia e o conflito
essencial das sociedades de classe, mas há outros conflitos presentes na sociedade, internos à
estrutura da classe trabalhadora, estes conflitos perdem importância quando toda a classe está
subordinada ao conflito essencial, mas sem ele, estes conflitos emergem de forma extrema, qual a
mediação de conflito disponível? O Estado. Para Mészáros o Estado se torna tão importante na
URSS devido à necessidade de controlar estes conflitos, como pouco se avançou na revolução
social, estes conflitos se tornaram crescentes - assim como o Estado - o sistema produtivo forçou
que alguém controlasse a produção, com a criação de novas personificações do capital.