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Categorias de Mundos Habitados

Do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos mundos possuem


condições muito diferentes uns dos outros, quanto ao grau de adiantamento ou de
inferioridade dos seus habitantes. Dentre eles, há os que são ainda inferiores à
Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau, e outros lhe são mais ou
menos superiores, em todos os sentidos.

Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a


vida moral quase não existe. À medida que esta se desenvolve, a influência da
matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é por assim
dizer toda espiritual.

Nos mundos intermediários, o bem e o mal se misturam, e um predomina sobre o


outro, segundo o grau de adiantamento em que se encontrarem.

Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos,
podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus
aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral:

- Mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana;

- Mundos de expiação e de provas, em que o mal predomina;

- Mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem
novas forças, repousando das fadigas da luta;

- Mundos felizes, onde o bem supera o mal;


- Mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina
sem mistura.

A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que
nela está exposto a tantas misérias.

Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não
passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para
chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam
para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado
de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos
de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa
passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem
sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais
infeliz, por se haverem obstinado no mal.

Allan Kardec – “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Capítulo III – Há


Muitas Moradas...)

6ª AULA: Criação (elementos gerais do Universo, formação dos mundos e dos seres
inorgânicos e orgânicos) Pluralidade de mundos habitados (diferentes categorias,
migrações espirituais).

A Criação Divina é o Universo material e espiritual. Tanto espírito como matéria


são criação de Deus. O princípio do princípio, anterior ao Tempo e Espaço, à Matéria e
ao Espírito ainda nos é inabordável no atual estágio intelecto-moral. Revelaram os
Espíritos da Codificação que são dois os elementos gerais do Universo: o Princípio
Inteligente ou espiritual e o princípio material ou Fluido Universal, cósmico ou
primordial.
O fluido universal é o estado mais elementar de tudo o que é material, aí
incluídas todas as formas de energia conhecidas e por descobrir. Muito antes de Albert
Einstein revelar na Teoria Geral da Relatividade a famosa equação “E= MC2” que
matéria é energia e vice-versa, a falange do Espírito de Verdade, contra a visão da
Ciência da época, declarava que as incontáveis modificações e combinações do
elemento primitivo constituíam toda a face material da Criação, ou seja a unicidade e a
descontinuidade da matéria. No dizer de André Luiz, Espírito: “matéria é luz
coagulada” (“Evolução em Dois Mundos”).
Na definição clássica matéria é o que possui massa (quantidade) , extensão
(ocupa lugar no espaço), ponderabilidade (pode ser pesada), impenetrabilidade (duas
porções de matéria não podem simultaneamente ocupar o mesmo lugar no espaço),
divisibilidade (pode ser divida até seu elemento constituinte mais simples ou átomo,
nome que significa não poder ser cindido). Corpo é uma determinada porção de matéria
(o corpo de ar desta sala). Substâncias são os componentes de um corpo que lhe
caracterizam a identidade (o oxigênio, nitrogênio, gás carbônico do corpo de ar da sala)
sendo por sua vez constituídas por moléculas simples, formadas por um só tipo de
átomo (oxigênio, nitrogênio) ou compostas de dois ou mais tipos de átomos (gás
carbônico, água).
Descobriu-se que o átomo é divisível em partículas subatômicas (neutrons,
elétrons e prótons) e que estas também são formadas por sub-partículas (hádrons e
léptons, os primeiros decomponíveis em outras ainda mais elementares: quarks). Elas se
transformam, por fusão e divisão, umas nas outras a altíssimas velocidades. Sua duração
é um átimo tão fugaz que seria melhor dizer que elas são mais padrões de interação de
energias que sub-partículas (“O Tao da Física”_ Fritjof Capra). A Ciência veio a
confirmar a descontinuidade da matéria como também a admitir a Energia como
Matéria.
Deus cria também o Espírito, elemento inteligente do Universo, que é submetido
à uma longa elaboração no contato com a matéria numa rota ascendente pelos Reinos da
Natureza. Nessa peregrinação, na repetição das experiências, conquista automatismos,
reflexos, instintos, memória, desenvolvendo sua inteligência até quando “Deus lhe
imprime na fronte o signo da humanidade” (Emmanuel, em “O Consolador”) e desperta
para a consciência, razão, vontade, livre-arbítrio e responsabilidade. Neste momento
passamos a chamar o princípio inteligente de Espírito propriamente dito, apto a exercer
escolhas e galgar a escala espírita rumo à condição de Espírito Puro, da comunhão plena
com o Pensamento Divino de que se fará intérprete e executor.
Todo o Universo é preenchido pelo Fluido Universal. O Vácuo uma abstração. A
matéria é encontrada no Espaço como matéria escura (90% ?), poeira estelar, nebulosas
gasosas, cometas, meteoritos, planetas e sóis que são condensações desse elemento, o
qual ainda lhes serve de ligação e veículo de transmissão de energias (Força
Gravitacional). Esses corpos celestes têm formação, órbita, velocidade e transformações
reguladas por leis físicas reveladoras da Sabedoria do seu Autor. Na expressão de
matéria densa, o fluido universal se apresenta como átomos dos 92 diferentes elementos
químicos, reunidos em moléculas simples ou compostas, em variados graus de
complexidade, dos seres inorgânicos (água, pedras, gases, etc) aos quimicamente
sofisticados seres vivos onde esses elementos químicos reúnem-se em moléculas
refinadas constituindo as proteínas, gorduras, açúcares, sais orgânicos que estruturam
suas células (unidades fundamentais dos tecidos e órgãos).
A reunião dessas moléculas orgânicas no conjunto biológico chamado célula só
se expressa como vida quando em integração funcional, atuando em conjunto e
harmonia, atendendo a um propósito que é a manutenção das funções da célula (vida).
Isso exige uma força integradora que orquestre a multiplicidade das diferentes
substâncias em atuação coordenada e hierarquizada: o Princípio Vital, uma derivação do
fluido universal que mantém o “movimento” da vida e que é agregado à célula ou
organismo quando da ligação desta com o princípio espiritual.
Os corpos dos seres vivos são formados dos elementos químicos existentes no
planeta. Sob as leis da Química os elementos se unem em moléculas de crescente
complexidade. A Terra, num dado período, reunia apreciável massa de matéria
“orgânica” ou protoplasma capacitada a receber, com o auxílio magnético dos Espíritos
Construtores, a semeadura dos “núcleos” de princípio espiritual (mônadas), em torno
dos quais constituíram-se as células primitivas que lhes serviram de invólucro e abrigo.
Sempre com supervisão dos Intérpretes do Criador, a vida foi exaustivamente ensaiada e
aprimorada ao longo das eras, em progressiva complexidade, dos uni aos multicelulares,
dos vegetais aos animais, dos peixes aos mamíferos, hominídeos e, por fim, ao Homo
sapiens sapiens (há cerca de 150.000 anos). Cabe enfatizar que essa evolução dos seres
vivos se opera tanto pela atuação das leis biológicas no organismo material, quanto no
Plano Espiritual, em ações operadas sobre os “moldes perispirituais” do principio
inteligente que os anima.
Os mundos nascem pela agregação da matéria e se decompõem pela sua
desagregação. Nesse intervalo sofrem transformações físicas (geológicas, climáticas,
etc). A vida que abrigam no seu regaço também evolui. O princípio inteligente (espírito)
neles existentes se transforma e aprimora na renovação das experiências em formas
biológicas cada vez mais adiantadas. As humanidades dos mundos se civilizam,
adiantam-se intelectual e moralmente, transformando-os em habitações mais
confortáveis e felizes. O Espiritismo classifica os mundos pelo estágio das humanidades
que os habitam em cinco categorias: primitivos- primeiras encarnações humanas;
provas e expiações- como a Terra, onde o mal predomina; regeneração- onde ainda se
encontra o mal, porém em menor proporção; ditosos- nos quais o bem sobrepuja o mal;
celestes- onde nada mais existe a depurar. O estado físico desses mundos e as condições
orgânicas de seus habitantes são proporcionais ao adiantamento de suas humanidade.
A elevação de uma humanidade e de seu mundo a um estágio superior se dá pela
transformação da maioria de seus membros. Os recalcitrantes, inconvenientes à nova
ordem e incapazes de aproveitar o novo regime, são expurgados para outros mundos
cujas humanidades e condições físicas são compatíveis com sua necessidade de
evolução. Pela sua inteligência desenvolvida e idéias inatas dos conhecimentos no
subconsciente, farão seus irmãos locais progredir mais rápido enquanto expiam sua
rebeldia. Têm intuição do antigo mundo perdido. A Terra recebeu um contigente de
exilados de um planeta do sistema de Capela que completava um ciclo evolutivo. Esses
espíritos trouxeram um surto de desenvolvimento e constituíram o que chamamos
“raças adâmicas”. Muito choraram o seu mundo perdido, do que resultou o mito da
“expulsão do paraíso” cf. Genesis do V.T.

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