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Em contrapartida ao aumento do número de cristãos, há cinco anos, estimava-se que existia

entre 30 e 40 milhões de desviados no Brasil. Os motivos para se desviarem são variados, a


instituição cristã Life Way realizou um estudo, também nos EUA, para descobrir os fatores que
influenciam na decisão de não mais ir à igreja. Segundo o levantamento, 59% das pessoas
decidiram abandonar a casa de Deus por causa da mudança de situação de vida (transferência
de cidade, divórcio, nascimento de filhos, morte na família etc). Cerca de 37% dos entrevistados
alegaram que foram desapontados por membros e pastores, e 19% estavam ocupados demais
para participar das atividades de igreja. Por fim, 17% disseram que as responsabilidades da casa

e a família contribuíram para o afastamento.

Não há uma única razão para o distanciamento de uma ovelha


do rebanho, mas o afastamento começa com a perda do foco,
perda do primeiro amor. Tirar os olhos de Deus faz com que os
crentes passem a olhar para pessoas, líderes, e aí as
frustrações e os enganos podem começar a ocorrer.
Em uma corrida, o grupo que sai do ponto zero normalmente não é o mesmo que
chega ao destino final ou se é, chega em tempos diferentes, seja de minutos ou
horas. Muitos atletas vão ficando pelo caminho, desgastados pelo cansaço, porque
não têm resistência física, porque esqueceram a água, não se alimentaram
corretamente antes da disputa, não usaram um calçado apropriado ou porque
simplesmente não treinaram.

Muitas vezes, mesmo tendo pelo caminho equipes de apoio, incentivando a


continuar, entregando água, batendo palmas pelo desempenho, alguns atletas não
olham para os lados para receber a ajuda. Continuam lutando sozinhos e acabam
parando metros à frente. Nem a água, de graça, pegam.

Transportando essa realidade para o contexto de nossas igrejas, vemos que não tem
sido diferente. Muitos têm se desviado e estatísticas mostram dados assustadores.
Apenas no Brasil, entre 30 milhões e 40 milhões de pessoas algum dia fizeram parte
do rol de membros de uma igreja, mas se desviaram e hoje não estão em nenhuma
denominação.

A informação é do pastor Sinfrônio Jardim Neto, que lidera o Ministério Jesus não
Desistiu de Você, com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais, e que tem como visão
trabalhar com as igrejas a importância da reconquista dos irmãos desviados. Como
em um exército, é preciso que alguns soldados estejam preparados e capacitados
para entrar no campo de batalha e resgatar os que se feriram.

“Existe aquele que se desvia porque ouviu um evangelho falso, que fala de Jesus,
mas não ensina o que Jesus ensinou. Apresentam Jesus para eles como se fosse uma
mina de ouro. Não disseram que é necessário largar o pecado, renunciar os prazeres
pecaminosos da carne e nem disseram que mesmo sendo cristãos ainda poderemos
passar por provações. Existem muitos outros motivos que têm levado crentes ao
esfriamento espiritual, tais como: profecias falsas, pecados sem arrependimento,
crentes excluídos por pequenas coisas, falta de perdão, brigas entre irmãos,
escândalos de líderes, pastores inconsequentes”, afirmou o pastor Sinfrônio, que há
décadas faz seminários e cruzadas sobre desviados.

ACONSELHAMENTO

No livro “Aconselhamento cristão em tempos de crise”, o pastor João Falcão Sobrinho


faz uma análise de diversas situações que podem levar uma pessoa para fora do
convívio da igreja, seja drogas, tabagismo, distúrbios da sexualidade, problemas na
família, enfermidade, dificuldades de relacionamento. Logo nas primeiras páginas,
ele faz uma análise do que vem acontecendo no contexto evangélico:

Autor de “Aconselhamento Cristão em Tempos


de Crise”
“Se compararmos o número de pessoas que se declaram evangélicas nos dados do
censo do IBGE com as estatísticas das igrejas, veremos que a maior denominação
evangélica do Brasil é a ‘Igreja dos Excluídos’. Há uma multidão de ex-membros de
igrejas evangélicas, inúmeros deles escorraçados pela idiossincrasia de líderes
autocráticos, outros desencantados com a falta de consistência entre a pregação
evangélica e a ética bíblica, outros injustiçados pelo excesso de zelo da disciplina
sem amor.” Ao final da introdução, ele faz uma pergunta: “Como recuperá-los para a
comunhão das igrejas, inclusive levando muitos deles a terem uma real experiência
de novo nascimento em Cristo?”.

UM DESVIO MONSTRUOSO

•Há hoje, apenas no Brasil, entre 30 milhões e 40 milhões de pessoas


que um dia freqüentaram alguma igreja evangélica.

•Uma igreja de 10 anos que manteve média de 200 membros viu


passar por seu rol o dobro desse número. Isto é, 400 pessoas que
passaram por essa igreja estão desviadas hoje.

•A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10%


no Brasil.

•Entre 60% e 70% dos desviados não receberam qualquer visita de


líderes ou membros quando decidiram sair da igreja.

•Entre 40% e 30% receberam de uma a três visitas, que se revelaram


na maioria das vezes de cobrança ou condenação.

•De cada 10 andarilhos, três deles freqüentaram alguma igreja um dia.

•A maioria dos desviados (acima de 50%) é afetada pelo ressentimento


com sua liderança.

Fontes: Luiz Montanini e Sinfrônio Jardim Neto


TIPOS DE DESVIADO SEGUNDO A BIBLIA
TIPOS DE DESVIADOS SEGUNDO A BÍBLIA

1Co 10.12 - Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.
Hb 2.1 - Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em
tempo algum, nos desviemos
delas.

Entre os crentes, o conceito popular deste assunto é que desviado é o crente que ausenta-se de vez da igreja,
do templo, dos cultos e demais reuniões promovidas pela igreja. Mas a luz das Escrituras, o assunto é bem
mais abrangente como veremos a seguir.

1. O desviado da fé em cristo. O desviado da fé em Cristo está morto espiritualmente


1Tm 6.10 - Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram
da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

1Tm 1.5 - Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma
fé não fingida.
6 - Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas,

Pv. 30.8 - afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-
me do pão da minha porção
Acostumada;
9 - para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, venha a
furtar e lance mão do nome de Deus.

2. O desviado da doutrina Bíblica. É o desviado da lei divina; dos ensinos do Senhor, segundo o que está
revelado na palavra de Deus.
Sl 119.51 - Os soberbos zombaram grandemente de mim; apesar disso, não me desviei da tua lei.
21 - Tu repreendeste asperamente os soberbos, amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.
118 - Tu desprezas a todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.
2Pe 2.21 - Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-
se do santo mandamento que lhes fora dado.

3. O desviado da congregação – Este tipo de desviado ausenta se do templo aos poucos, e por fim ausenta-se
de vez, sem razão que justifique isso. Igual o filho pródigo.
Hb.10.25 - não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos
outros; e tanto mais quanto
vedes que se vai aproximando aquele Dia.
Sl 84.10,

4.O desviado dos irmãos na fé – este tipo de desviado vem aos cultos da igreja, mais afasta-se dos irmãos,
não fala com eles, não comunga com eles e fala mal deles. Ele não deixa a igreja mais não se integra com os
irmãos. At 10.28; 11.3 e Gl 2.12

5. O desviado de Deus – É este o estado que se encontra a humanidade ímpia e incrédula em geral é quando
o homem esta totalmente longe de Deus.

2Cr 15.2- O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o
deixardes, vos deixará.

Pr. Erasmo

Bem sei que nós meros mortais não podemos sondar o coração do homem, nem tampouco
prescrutar seu interior, todavia, também sei que o comportamento dos homens aponta
para o fato de que estejam ou não servindo a Deus. Ora, não quero entrar no mérito se o
crente pode ou não cair da graça (até porque eu penso que não), entretanto, gostaria de
forma prática elencar 04 características de uma pessoa "desviada" dos caminhos do
Senhor.

1- Ela vive na prática do pecado.

Um seguidor de Jesus não vive na prática do pecado. É muito comum por exemplo ouvir
relatos de moças e rapazes que se dizem cristãos, sem contudo abandonarem uma vida de
iniquidades. Ora, se o jovem nasceu de novo, ele tem por caracteristica o amor a Deus, e
por amar o seu Salvador fugirá das paixões da mocidade não tendo relacionamento sexual
com o namorado (a). "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois
o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido
de Deus."(I João 1 3:9) João também afirma que aquele que diz: "Eu conheço-o, e não guarda
os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade." (1 João 2:4)

2- Ela não ora mais.

Uma das principais caracteristicas de um cristão é a sua vida de oração. Se o "crente" não
ora mais e nem tem prazer na oração isso aponta para o fato de que esteja desviado. Outro
dia soube de um pastor que de púlpito confessou a igreja que pastoreava que durante um
ano inteiro não orou nenhuma vez sequer. Ora, o crente anseia pelo seu Senhor e deseja a
todo custo ter comunhão com o seu Redentor, todavia, se não ora mais nem tampouco tem
prazer na oração é bem possível que esteja desviado.

3- Ela não lê, nem tampouco obedece as Escrituras.

Uma pessoa que se diz cristã e não dedica tempo a leitura da Bíblia está se enganando. Um
discipulo de Jesus não somente medita nas Escrituras, como as obedece. O reformador
alemão Martinho Lutero, costumava dizer que ou a Biblia nos afasta do pecado ou pecado
nos afasta da Biblia.

4- Ela não congrega mais.

Uma pessoa desviada não mantem comunhão com os irmãos. O Apóstolo João em sua
primeira espístola afirmou que se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão
uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João
1:7) Ora, se o individuo se afasta da comunhão dos Santos, dos sacramentos e da relação
com os eleitos de Deus com certeza encontra-se desviado. Se andamos na luz, vivemos
comunitariamente servindo a Deus e servindo aos irmãos. O Escritor de Hebreus com
propriedade afirmou: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb.
10.25).

Pense nisso!

Renato Vargens

A Parábola do Semeador é de notável beleza poética. Pela sua originalidade e pelas lições
que encerra, honra a seu autor e revela a profundidade de um soberano pensador, Jesus.

Uma Verdadeira obra prima que ocupa lugar na literatura universal. A Galiléia, região que
Jesus estava quando contou a parábola do Semeador, possuía um solo muito fértil.

Jesus estava às margens do Mar da Galiléia, de onde se podia ver um campo de trigo
ondulado que descia até a praia. Havia um caminho trilhado que o atravessava, sem muro
nem qualquer outro fator que impedisse a semente de cair aqui ou acolá nas suas bordas.
Nessas bordas, o chão estava endurecido pela contínua passagem dos cavalos, mulas e
homens. No meio do campo estava a boa terra, a planície de Genesaré, com uma
plantação viçosa e bela, produzindo grande quantidade de trigo.

Ali também se encontrava um solo rochoso, coberto com uma fina camada de terra,
oriundo das montanhas e colinas que cercam o lago de Genesaré. Este solo alcança várias
partes do campo. Podia-se ver também, junto ao campo, cardos, urtigas e outras plantas
espinhosas.

" ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num


E
barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia."
Mateus 13:2

A Parábola do
Semeador. Eis Que o Semeador Saiu a Semear.

E no texto de Mateus Cap. 13:1-23, Jesus saiu de casa e se assentou às margens do lago
de Genesaré. Logo as multidões fluíram para ouvir suas palavras. Por serem muitas
pessoas, Jesus, num lindo cenário, subiu no barco de Pedro e pediu para que o barco se
afastasse um pouco.

Daquele púlpito majestal, que balançava suavemente sobre as ondas, o Mestre utilizou
das peculiaridades da vida do povo, a que ele se dirigiu.

" falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o


E
semeador saiu a semear."Mateus 13:3
Jesus do barco, certamente podia ver os campos de trigo próximos. Ele utiliza da
agricultura do trigo, uma atividade que os seus contemporâneos conheciam muito bem.

Por isso Jesus podia transmitir-lhes, de modo claro e caloroso, diversas verdades, pois as
atividades que o Mestre usou, na Parábola do Semeador, eram familiares de todos os seus
ouvintes, um povo de caráter acentuadamente camponês.

A Parábola fala do Semeador que lançou suas sementes ao solo, porém, algumas caíram à
beira do caminho. Uma alegoria que nos remete ao coração humano. A borda do campo
de trigo, era este local. Solo muito pisado e endurecido.

Fatalmente a semente não conseguiria penetrar neste solo, deixando-a exposta às


abundantes aves que habitavam a região.

" uvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o


O
maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que
foi semeado ao pé do caminho."Mateus 13:19
Jesus se referia àqueles que não entendiam o evangelho. Não compreendiam porque a
mensagem não seguia a lógica religiosa de que eles julgavam conhecer.

A mensagem de Jesus dizia que o Reino de Deus era de origem Espiritual, uma libertação
interior, que modificava o homem em seu caráter, refletindo uma nova prática de vida.
Prática esta que era baseada no amor ao próximo, ainda no amor aos "inimigos" e
perseguidores.

A este tipo de discurso, muitos rejeitavam. Ouviam e não compreendiam. Não era do
interesse deles. Eles esperavam um Messias que engrandecesse as suas vidas materiais,
elevando o reino de Israel a uma potência dominadora.

Mas a mensagem não era essa. Por isso ouviam de mau grado, com uma disposição
interior de não aceitá-la. E por não entender a mensagem do evangelho, endureciam seus
corações e não podiam se converter e serem sarados!

De forma que neles se cumpria o que foi dito pelo Profeta Isaías.
Eorque
"
P neles osecoração
cumpre deste
a profecia
povo está
de Isaías,
endurecido,
que diz:E Ouvindo,
ouviram de
ouvireis,
mau
mas não
grado com compreendereis,
seus ouvidos, EE,fecharam
vendo, vereis,
seus olhos;
mas nãoPara
percebereis."
que não
Mateuscom
vejam 13:14
os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam
com o coração, E se convertam, E eu os cure."Mateus 13:15

O Solo
Pedregoso, Espinhoso e a Boa Terra. A Parábola do Semeador.

Jesus prossegue com a Parábola do Semeador, falando sobre a semente que caiu em
pedregais. Um terreno com uma fina camada de terra, mas com solo rochoso em seu
interior.

O Mestre se referia àqueles que vivem o evangelho de forma superficial. A Semente


nasceu rapidamente, mas não podendo se aprofundar suas raízes, não conseguiu ter
contato com água em quantidade suficiente e foi queimada pelo sol.

A
" outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e
E
logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o sol,
queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz."Mateus 13:5-6
água é a palavra de Jesus. É a palavra que nos limpa e rega as nossas raízes espirituais.
Mas muitos se enganam em um evangelho de situações cômodas e superficiais. Se está
tudo indo bem, então glorificam a Deus. Não entendem em profundidade a palavra de
Deus.

Pensam que o evangelho é um tipo de certificado ou proteção contra as dificuldades da


vida. Porém, como não é assim, quando os problemas chegam, as dificuldades, provas e
lutas se apresentam, logo se escandalizam e se vão. Estes não compreendem que o
evangelho é também renúncia.

A
" que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a
O
recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de
pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa
da palavra, logo se ofende;"Mateus 13:20-21
Parábola do Semeador nos dá um outro exemplo de solo. Um solo onde juntamente com a
semente, cresceram também plantas espinhosas. Os espinhos são aqui, os cuidados da
vida. Há aqueles que receberam a palavra, receberam o chamado, mas sempre alegam
que há algo que ainda precisam resolver, antes de viver para Deus.

Eles
" outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-
E
na."Mateus 13:7-8
sabem, conhecem a palavra, entretanto, diante das tentações, das ofertas mundanas, dos
prazeres oferecidos, das facilidades, dos atalhos, acabam sucumbindo, são sufocados pelo
pecado. Não conseguem rejeitar e renunciar à prática de vida pecaminosa do mundo.

" o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os
E
cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a
palavra, e fica infrutífera;"Mateus 13:22
Finalmente a parábola do semeador nos fala da semente que caiu em boa terra. Felizes
são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e a compreendem. Entendem que o
evangelho é a boa nova de que Deus estava em Jesus, se reconciliando com o homem,
não imputando os seus pecados, mas se fazendo pecado por nós.

A
E as,
"
M outra
o que
caiufoiem
semeado
boa terra,
emeboa
deuterra
fruto:
é oum
que
a cem,
ouve outro
e compreende
a sessenta
a
e outro aetrinta."
palavra; dá fruto,
Mateus
e um13:8
produz cem, outro sessenta, e outro
trinta."Mateus 13:23
mensagem de amor a Deus e ao próximo é recebida com alegria em seus corações. São
humildes de coração, pois o humilde é o ensinável. Por isso eles sabem que mesmo se
chorarem, são felizes, porque serão consolados. Andam em mansidão, em paz, são
pacificadores, receberam a paz e são embaixadores da paz de Cristo.

" as o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade,


M
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas
coisas não há lei."Gálatas 5:22-23
Sofrem por causa da justiça, mas não desistem e continuam a praticar o bem. Estes dão
fruto a cem, sessenta e a trinta, porque o fruto do evangelho é vida e paz.

Mas a nossa função, como semeadores é lançar a semente. Não nos cabe julgar que tipo
de solo cada pessoa representa. Isto cabe ao Agricultor que é Deus, nosso pai.

E o Agricultor segundo a sua vontade, pode revirar o solo pedregoso, limpar os espinhos,
arar a terra e fazer nascer um solo fértil e receptivo à sua palavra.

Que tipo de solo eu sou? – A Parábola do


Semeador
18 de julho de 2013 Patrick Duarte 30 Comentários Artigos, Palavra de Deus

Por: Patrick Duarte


Leitura Principal: Lucas 8:4-15 e Mateus 4:1-9
Não existem pessoas iguais! Não estou falando de aparência, jeito de falar ou andar,
mas sim do interior, de como ela age e como ela leva sua vida. Todos são diferentes.
E essa diferença é muito boa e interessante, pois com ela temos ótimas vivências e
aprendemos muito com o tempo, tanto pelos erros como pelos acertos. Mas
trazendo isso para o lado espiritual, como essas diferenças podem interferir em
nossa vida?

Não é novidade que o coração do homem é enganoso e que ele é repleto de


emoções e sentimentos passageiros.
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9
Quem conhece a si mesmo? É nessa hora que muitos, por se acharem conhecedores
de si mesmos, acabam se esquecendo da palavra e tropeçam no caminho. Quando
pensamos que nos conhecemos é exatamente o momento que não conhecemos
nada.
No dia de hoje, reflita: Como anda seu coração?
Na parábola do semeador, Cristo nos apresenta quatro tipos de solo que são:
– Duro (Beira do caminho);
– Pedregoso;
– Espinhoso e;
– Frutífero (Boa terra).
1º Solo: Duro

Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi
pisada, e as aves do céu a comeram; Lucas 8:5.
A semente que é citada no texto representa a Palavra de Deus, e Jesus assim
começava seu discurso à multidão. Em geral as pessoas se identificam mais com o
segundo ou terceiro solo e acabam deixando o primeiro de lado. Mas o que quero
mostrar é que muitos se encontram presos ao primeiro solo e não conseguem
enxergar em si mesmo essa situação.
Em Mateus temos a seguinte descrição: “Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a
entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé
do caminho. Mateus 13:19”

As palavras-chave nessa passagem são “… não a entendendo…”. Existe uma diferença


gigantesca entre o ouvir e o entender. Enquanto se ouve com os ouvidos o entendimento vem do
coração – parte interna da mente – ou seja, nada do que ouvimos será validado em nosso ser se
não o absorvemos na parte mais intima do nosso corpo: o nosso coração.
Esse tipo de situação é bem delicado e quase imperceptível no dia a dia. Os “crentes
velhos” – se podemos definir assim – são aqueles que já ouviram muitas e muitas
vezes a Palavra de Deus e acham que nada mais pode ser absorvido daquele texto.
Eles ficam circulando Deus e não se aproximam, estão com o coração endurecido e
não reconhecem mais a voz do Senhor nas escrituras. Podem até ter um
comportamento exemplar, mas em seu interior, a palavra de Deus não vive , ou
simplesmente não existe mais. Não se enganem, existem muitas pessoas vivendo
dessa maneira na igreja.
Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem
compreendem.
E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo,
vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam
seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração,
E se convertam, E eu os cure. Mateus 13:13-15

2º Solo: Pedregoso

E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; Lucas 8:6
Em Mateus 13:5-6 vamos mais além nessa passagem, onde ele diz: “E outra parte caiu
em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o
sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.”.
Este tipo de pessoa ouve com alegria a Palavra de Deus e reconhece seu poder, mas
é algo que dura pouco tempo. Esses são os “emotivos” ou “imediatistas” que agem
no calor do momento, que se alegram no culto e logo depois voltam ao estado de
tristeza. São aqueles que geralmente fazem milhares de planos no começo do ano e
ao findar não realizaram nem um terço. São os que começam uma dieta, um plano
de leitura, um projeto qualquer, mas na primeira dificuldade jogam tudo para o alto.
Quando as adversidades aparecem logo se esquecem da Palavra do Senhor e caem
perante seus problemas. O diabo atua a todo o momento para tragar e destruir
vidas, e suas investidas são fortes e suaves para não percebemos a armadilha.
Ninguém cai de uma vez, isso acontece aos poucos se tornando uma batalha mais
dura a cada dia. O que tem que ficar claro aqui é que a “queda” não é causada pela
aflição ou pela perseguição, mas sim porque as pessoas não estão dispostas a
enfrentar e mostrar o mínimo de resistência ao diabo.
Deus em suas escrituras deixa claro duas coisas a cerca disso. A primeira é que não há aflição
maior do que podemos suportar (1 Coríntios 10:12-13) e a segunda é que se resistirmos ao diabo
ele fugirá de nós (Tiago 4:7).
Quando não criamos raiz, não temos força contra o vento que pode soprar contra
nós. Se não resistirmos ao diabo, ele não fugirá de nós.
E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não
têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; Lucas 8:13

3º Solo: Espinhoso

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Brasil.

E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; Lucas 8:7
Para entendermos melhor essa passagem vamos a Mateus 13:22 que diz “ E o que foi
semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas
sufocam a palavra, e fica infrutífera;”
Quem não deseja ter um bom carro, uma boa casa e um bom emprego? Não é
errado desejar estas coisas, mas o erro está em como isso está sendo feito.
Nessa passagem Jesus fala sobre o poder que pode existir nas coisas que guardamos
no coração. A Palavra de Deus deve ser guardada para não tropeçarmos contra o
Senhor. Mas os espinhos, que nada mais são que as riquezas e ambições desse
mundo, muitas vezes tomam um grande espaço do nosso coração. Nossas
preocupações com as condições de vida acabam tomando todo o espaço e
sufocando a Palavra de Deus. A busca pela melhor condição de vida, melhor
emprego, nos fazem dispor de mais tempo para o crescimento pessoal e menos para
o espiritual. A Palavra até brotou, mas por não ser alimentada acaba secando e
morrendo.
Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que
haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o
mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial
as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não
trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá
muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de
todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada
dia o seu mal. Mateus 6:25-34

Fica claro que devemos adotar como esse principio para nossas vidas e colocar em primeiro lugar
o Reino de Deus. Dessa maneira O próprio Senhor – sabendo de nossas necessidades – nos
acrescentará a cada dia para que possamos ter condições de adorá-lo. Mas se fizermos ao
contrario, e colocarmos o Reino em segundo plano, as ambições e ilusões dessa vida certamente
sufocarão a Palavra de Deus e torna-la-á infrutífera.
4º Solo: Frutífero

Outra ainda caiu em boa terra. Cresceu e deu boa colheita, a cem por um”. Lucas 8:8a
Mais a frente, no mesmo capitulo, podemos ler a explicação no versículo 15: “Mas as
que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto,
com perseverança“.
Dessa vez a semente caiu em boa terra, ou seja, a Palavra de Deus atingiu o coração
daqueles que ouvem e entendem a Palavra. Nessa passagem, Lucas apresenta 6
características que o solo Frutífero possui, que são:
1- Bom: Humilde, possuiu uma vida harmoniosa, sem malicia. O Espirito de Deus flui
naturalmente, porque a Palavra está presente.
2 – Generoso: Possui boa índole, bom caráter. Sua integridade serve de exemplo para
outras pessoas.
3 – Ouvinte da Palavra: Não escuta somente palavras, mas reconhece a voz de Deus.
Busca discernimento e sabedoria, moldando sua vida conforme a vontade do Senhor.
4 – Retentor da Palavra: Guarda, faz reserva, não deixa largado. Estuda a Palavra e
permanece fiel a mesma, não a esquecendo.
5 – Frutífero: Não guarda para si o que recebe de Deus. Seus frutos são internos e
externos. Internos na mudança do seu próprio ser e externos na multiplicação que
faz da Palavra de Deus para outras vidas, produzindo mais vidas cheias do Espirito
Santo.
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.
Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num
espelho
e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.
Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa
lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer. Tiago 1:22-25
6 – Perseverante: Não se deixa desanimar com facilidade. Ele luta e não desiste dos
projetos, continua sua caminhada confiando em Deus. Sua ações tem inicio, meio e
fim. Firme e estruturado, não abala sua fé.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 2 Timóteo 4:7
Quando nosso coração está preparado para receber a Palavra de Deus, percebam
que nada pode ir contra nós. As aflições da vida sempre estarão presentes, mas a
presença e o poder do Senhor Deus é maior do que todas essas coisas. Quando
damos frutos, o Senhor nos capacita para que esses frutos continuem a florescer em
nossas vidas.
Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais
fruto ainda. João 15:2
A Palavra de Deus pode ser falada a vários corações, mas não surtirá o mesmo
efeito em todos, tendo em vista que a qualidade do solo (coração) afeta o
recebimento da semente (Palavra). Alguns estarão com o coração tão endurecido
que não se preocuparão em ouvir o que Deus tem a dizer, outros receberão com
alegria, mas na primeira dificuldade se esquecerão dela. Ainda outros a receberão,
mas com a vida corrida a colocarão em segundo plano, mas temos os que, com bom
coração, a ouvem e guardam o que nela está escrito, multiplicando e dando frutos,
não desistindo da fé e seguindo sempre em frente.
Que possamos estar sempre no quarto tipo de solo, mas se hoje não estivermos, que
nossa meta seja alcançar um bom coração, preparado para receber e dar frutos para
Honra e Glória do nosso Senhor!

A Parábola do Semeador é de notável beleza poética. Pela sua


originalidade e pelas lições que encerra, honra a seu autor e
revela a profundidade de um soberano pensador, Jesus.

Uma Verdadeira obra prima que ocupa lugar na literatura


universal. A Galiléia, região que Jesus estava quando contou a
parábola do Semeador, possuía um solo muito fértil.
O Mestre contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre
os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar
verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas
é aquela registrada em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas
8:4-15. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes
em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo
do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em
Marcos 4:13: "Não entendeis esta parábola e como
compreendereis todas as parábolas?" Jesus está dizendo que esta
parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é
uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois
evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou
especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta
história.
A história em si é simples: "Eis que o semeador saiu a semear. E,
ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as
aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo
crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos
espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra,
afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por
um" (Lucas 8:5-8). A explicação de Jesus é também fácil de
entender: "A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do
caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-
lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam
salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a
recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum
tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre
espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram
sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus
frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os
que, tendo ouvido d bom e reto coração retêm a palavra; estes
frutificam com perseverança"(Lucas 8:11-15). Alguém ensina as
Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende
do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o
semeador, a semente e o solo.
I. Os elementos figurantes desta parábola

1. O Semeador

O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez


que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra,
por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do
semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta
história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade,
sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a
semente em contato com o solo. A colheita depende da
combinação do solo com a semente.
Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar
ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações
dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do
professor não tem importância. "Eu plantei, Apolo regou; mas o
crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é
alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o
crescimento" (1 Coríntios 3:6-7). Em nossos dias, o semeador
tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A
propaganda das campanhas religiosas freqüentemente contém
uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível
escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua
carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é
mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos
exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.

2. A Semente

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do


assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra
gera (Tiago 1:18), salva (Tiago 1:21), regenera (1 Pedro 1:23),
liberta (João 8:32), produz fé (Romanos 10:17), santifica (João
17:17) e nos atrai a Deus (João 6:44-45). Como o evangelho se
espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os
homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a
mensagem que eles disseminaram (estude o livro de Atos e note
que em cada cidade para onde os apóstolos viajaram, os homens
eram convertidos como resultado da palavra que era ensinada). A
importância das Escrituras deve ser ressaltada ao máximo.
Isto significa que o professor tem que ensinar a palavra. Não há
substitutos permitidos. Freqüentemente, pessoas raciocinam que
haveria uma colheita maior se alguma outra coisa fosse plantada.
Então, igrejas começam a experimentar outros meios, de modo a
conseguir mais adeptos. Elas recorrem a divertimentos, festas,
esportes, aulas de Inglês, bandas, eventos sociais e muitas outras
coisas para tentar atrair as pessoas que não estariam
interessadas, se pregassem somente o evangelho. Considere esta
ilustração: Imagine que meu pai me mandou plantar milho, pois
ele estaria ausente da fazenda por alguns meses. Depois que ele
saiu, eu decidi experimentar o solo e descobri que não era bom
para o plantio do milho, mas daria um estouro de safra de
melancias. Então resolvi plantar melancias. Imagine a reação de
meu pai quando ele voltar para casa, esperando receber milho, e
eu lhe mostrar um caminhão de melancias, em vez disso. Nosso
Pai celestial nos disse qual semente plantar: a palavra de Deus.
Não é noso trabalho analisar o solo e decidir plantar alguma
outra coisa, esperando receber melhores resultados. A colheita do
evangelho pode ser pequena (se o solo for pobre), mas Deus só
nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a
Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o
fruto que ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as
Escrituras são a isca de Deus para atrair o peixe que ele quer
salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.
Aqui há uma lição para o ouvinte também. O fruto produzido
depende da resposta à Palavra. É decisivamente importante ler,
estudar e meditar sobre as Escrituras. A palavra tem que vir
habitar em nós (Colossenses 3:16), para ser implantada em nosso
coração (Tiago 1:21). Temos que permitir que nossas ações,
nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e
moldadas pela palavra de Deus.
Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo
da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha:
a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto
significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem
ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há
força e autoridade próprias da palavra para produzir cristãos
como aqueles do tempo dos apóstolos. A palavra de Deus contém
força vivificante. O que é necessário é homens e mulheres que
permitam que a palavra cresça e produza frutos em suas vidas;
pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões
religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o
ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a palavra de Deus
tem sido freqüentemente misturada com tanta tradição, doutrina e
opinião que é quase irreconhecível. Mas se pusermos de lado
todas as inovações dos homens e permitirmos que a palavra
trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo
justamente como aqueles que seguiram Jeus quase 2000 anos
atrás. A continuidade depende da semente.

3. Os Solos

É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada


tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma
palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os
resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.
Alguns são solo de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não
têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de
Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações
como estes porque eles não lhe permitem entrar.
As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam.
Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes,
mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se
desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada
seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos
precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de
estudo da Palavra cada vez mais profundo. Tempos difíceis virão,
e somente aqueles que tiverem desenvolvido suas raízes abaixo da
superfície sobreviverão.
Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a
semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas
disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado,
sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que
interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta
energia para devotar ao crescimento do evangelho em nossas
vidas.
II. Os quatro tipos de solos

1. A semente que caiu à beira da estrada.


A primeira parte das sementes caiu em uma terra dura, à beira do
caminho. Os caminhos surgem em decorrência do trânsito de
pessoas numa mesma trilha, pois onde elas passam o solo fica
empedernido. De tanto pisar, a terra endurece formando
caminhos. Uma parte das sementes caiu nesse solo petrificado e
não conseguiu germinar, pois, mesmo antes de penetrar no solo,
vieram as aves do céu e as comeram.

Às vezes o Senhor Jesus semeia em nosso coração, mas, por


estarmos com o coração empedernido, ocupado com outras
coisas, não damos importância. Por causa disso, a palavra de
Deus não penetra em nosso coração, e, então, vem o maligno e
arrebata o que foi semeado (v. 19).

Não podemos permanecer nessa condição infrutífera. Devemos


pôr fim ao trânsito que endurece nosso coração para fazê-lo
amolecer. Apenas buscando a presença do Senhor e levando nossa
condição diante Dele, obteremos arrependimento, e a semente
divina encontrará espaço para penetrar em nós. Dessa maneira,
teremos um coração sensível e pronto para absorver Sua paIavra
e frutificar.

2. A Semente que Caiu em Solo Pedregoso


Jesus prossegue com a Parábola do Semeador, falando sobre a
semente que caiu em pedregais. Um terreno com uma fina camada
de terra, mas com solo rochoso em seu interior.

O Mestre se referia àqueles que vivem o evangelho de forma


superficial. A Semente nasceu rapidamente, mas não podendo se
aprofundar suas raízes, não conseguiu ter contato com água em
quantidade suficiente e foi queimada pelo sol.
"E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra
bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas,
vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz."
Mateus 13:5-6
A água é a palavra de Jesus. É a palavra que nos limpa e rega
as nossas raízes espirituais. Mas muitos se enganam em um
evangelho de situações cômodas e superficiais. Se está tudo indo
bem, então glorificam a Deus. Não entendem em profundidade a
palavra de Deus.

Pensam que o evangelho é um tipo de certificado ou proteção


contra as dificuldades da vida. Porém, como não é assim, quando
os problemas chegam, as dificuldades, provas e lutas se
apresentam, logo se escandalizam e se vão. Estes não
compreendem que o evangelho é também renúncia.

"O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e


logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo,
antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a
perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;" Mateus
13:20-21

3. A Semente Entre os Espinhos


A Parábola do Semeador nos dá um outro exemplo de solo. Um
solo onde juntamente com a semente, cresceram também plantas
espinhosas. Os espinhos são aqui, os cuidados da vida. Há
aqueles que receberam a palavra, receberam o chamado, mas
sempre alegam que há algo que ainda precisam resolver, antes de
viver para Deus.

"E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e


sufocaram-na." Mateus 13:7-8
Eles sabem, conhecem a palavra, entretanto, diante das tentações,
das ofertas mundanas, dos prazeres oferecidos, das facilidades,
dos atalhos, acabam sucumbindo, são sufocados pelo pecado.
Não conseguem rejeitar e renunciar à prática de vida pecaminosa
do mundo.

"E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra,


mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas
sufocam a palavra, e fica infrutífera;" Mateus 13:22

4. A Semente que Caiu em Boa Terra


Finalmente a parábola do semeador nos fala da semente que caiu
em boa terra. Felizes são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam
e a compreendem. Entendem que o evangelho é a boa nova de que
Deus estava em Jesus, se reconciliando com o homem, não
imputando os seus pecados, mas se fazendo pecado por nós.

"E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a


sessenta e outro a trinta." Mateus 13:8
"Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e
compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro
sessenta, e outro trinta." Mateus 13:23
A mensagem de amor a Deus e ao próximo é recebida com alegria
em seus corações. São humildes de coração, pois o humilde é o
ensinável. Por isso eles sabem que mesmo se chorarem, são
felizes, porque serão consolados. Andam em mansidão, em paz,
são pacificadores, receberam a paz e são embaixadores da paz de
Cristo.
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra
estas coisas não há lei." Gálatas 5:22-23
Sofrem por causa da justiça, mas não desistem e continuam a
praticar o bem. Estes dão fruto a cem, sessenta e a trinta, porque
o fruto do evangelho é vida e paz.

Mas a nossa função, como semeadores é lançar a semente. Não


nos cabe julgar que tipo de solo cada pessoa representa. Isto cabe
ao Agricultor que é Deus, nosso pai.

E o Agricultor segundo a sua vontade, pode revirar o solo


pedregoso, limpar os espinhos, arar a terra e fazer nascer um
solo fértil e receptivo à sua palavra.

III. A explicação da Parábola

Quais os tipos de pessoas que representam esses solos e onde


você está inserido?
Abordaremos os 4 tipos de pessoas, que aqui são representadas
pela terra, que reagem de diversas maneiras mediante a semente
que lhe é lançada:

1. Pessoas de dura cerviz – Vv.4,19 – (terra de beira do caminho


é terra batida, isto é, terra dura).
- Jesus falou aqui especialmente sobre os mistérios do reino dos
céus, que dão a entender a intenção e a vontade de Deus
relativamente à vida humana, sobretudo como deve ser a vida na
Igreja.
- A mensagem de Cristo, que transforma o coração; a beleza de
Cristo, que modifica o ser humano, essa é a semente.
- A terra batida, à beira do caminho, simboliza o caráter do
indivíduo, sua dureza de coração, sua incapacidade de acolher a
mensagem do reino. Há pessoas que não têm sensibilidade
alguma para as coisas do mundo espiritual.
- Então as palavras de Jesus caem sobre tal pessoa sem realizar
coisa alguma. E o resultado é a perda da semente, porque o
maligno não demora a interferir.

2. Pessoas surperficiais – Vv. 5-6,20-21

- Neste caso, a semente se desenvolve rapidamente, porque o


calor do dia, preservado pelas pedras do subsolo, fornece a força
necessária para um desenvolvimento rápido. Mas tal planta não
pode lançar raízes profundas devido ao solo raso.
- Neste caso, a pessoa sente atração imediata pela pregação da
mensagem do reino dos céus, e com alegria a recebe, achando
que ela é capaz de satisfazer todas as necessidades e esperanças
da vida, e que sem dúvida é melhor que os princípios que o têm
norteado até aquele ponto. Porém, tal indivíduo tem visão
superficial dos deveres da mensagem e da responsabilidade e
sofrimentos que a adoção da mensagem do reino pode impor-lhe.
- Este segundo caso representa o indivíduo de disposição
superficial, que facilmente pode ser estimulada e facilmente pode
ser modificada. O falso calor da emoção cria de imediato uma
expressão de intensa religiosidade, mas a falsidade dessa
expressão não pode perdurar muito com entusiasmo. Logo
aparecem sinais de morte, logo a alegria desaparece, a
intensidade do interesse diminui, e a vida em potencial fenece.
- Ninguém deve esperar que a aceitação da mensagem do
evangelho vá resolver todos os problemas da sua vida.
- O discípulo que não tem raiz verdadeira não espera ser
perseguido só por haver aceito a palavra, e pensa que
perseguição demonstra que algo deve estar errado com relação a
palavra. Tal discípulo é governado pelas circunstâncias. Rm. 8:39

3) Pessoas mundanas – Vv. 7,22


- Aqui Jesus ilustra a terceira possibilidade de reação à
mensagem do reino.
- A semente cresce e produz, mas que a planta não floresce por
causa dos obstáculos do ambiente. As ervas daninhas e os
espinhos é que não permitem o aparecimento de fruto abundante.
- Os cuidados do mundo. “Não andeis ansiosos...”Mt. 6:25. Esse
tipo de indivíduo recebe a palavra com sinceridade e boa
intenção, mas a sua disposição e orientação não lhe permitem
que obedeça a este mandamento de Jesus. Preenche sua vida com
diversos cuidados. Vive buscando mais o conforto pessoal, a
fama, o prestígio entre os amigos, uma posição social melhor. “...
seus frutos não chegam a amadurecer...”Lc. 8:14.
- Ec. 6:7 “Todo o trabalho do homem é para sua boca, e, contudo
não se satisfaz a sua cobiça”.
- Dificilmente um discípulo verdadeiro pode manter a busca
material e espiritual ao mesmo tempo, e obter êxito em ambas as
coisas.

IV. Uma análise conjuntural da parábola quanto à recepção.


1. Quanto ao tempo:

A. encontra obstáculos imediatos e não recebe a mensagem de


forma alguma;
B. encontra obstáculos logo após ter aceito a palavra;
C. encontra obstáculos algum tempo mais tarde, pois que a
palavra já exerceu poderosa influência em sua vida.
2.Quanto ao grau de aceitação:
A. não aceita jamais a palavra;
B. aceita superficialmente;
C. em nível mais elevado, mas ainda com algumas imperfeições.

3. Quanto ao grau de aceitação:

A. não pode produzir coisa alguma, pois nem mesmo começou a


viver espiritualmente;
B. só chega a brotar, e apesar de parecer muito promissor, não
tarda a ressecar-se em face às dificuldades e perseguições;
C. é o que parecia mais próximo de produzir uma boa safra
espiritual, mas, por fim, voltando a atenção para outras coisas,
termina por não produzir fruto perfeito, mas tão só uma
simulação de fruto espiritual.

4. Pessoas de sensibilidades – Vv. 8,23


A semente é a mesma, mas que o tipo de solo e sua preparação é
que são diferentes. O solo bom representa o indivíduo que acolhe
a mensagem do reino dos céus no próprio coração.
- Tal discípulo considera as conseqüências, sofre os padecimentos
inevitáveis, que acompanham a aceitação da semente, suporta
todas as perseguições galhardamente, luta contra a tendência de
misturar as coisas espirituais com as coisas mundanas, rejeita a
busca dos prazeres do mundo.
- A comunhão com Deus, por meio do Espírito Santo, fornece a
luz e o sol, a umidade e todos os elementos necessários ao seu
desenvolvimento.
- Só aqui neste caso, verdadeiramente é que o indivíduo
compreende a palavra. Seu espírito reconhece as implicações de
um verdadeiro discípulo de Jesus.
- O reconhecimento desse fato fá-lo aceitar a mensagem com
alegria e capacita-o a permanecer no discipulado, sempre
produzindo frutos.
- Observem que o semeador é o mesmo(Jesus); a semente também
é a mesma(a Sua palavra); mas os solos diferem uns dos outros.
V. Aplicação.

Esta história nos mostra que a igreja é aquilo que os seus


membros são. Se

os seus membros são ativos, então ela será uma igreja viva. Mas
se os seus
membros forem relaxados, então ela será uma igreja morta.
Em Apocalipse, capítulo 2, a Bíblia nos fala de vários tipos de
cristãos que compõem a igreja, aos quais vamos procurar
examinar na nossa mensagem de hoje. Por uma questão de
economia, vamos agrupar estes tipos de cristãos em apenas três.
Primeiro: existem os cristãos consagrados. Cristãos consagrados
são aqueles que participam regularmente dos cultos, que vão à
Santa Ceia e se esforçam na manutenção da igreja. Não vivem em
pecado, mas procuram em tudo dar testemunho de sua fé.

Estes cristãos não são cristãos por causa do pastor e nem deixam
de ser cristãos por causa do pastor. Estão na igreja por amor a
Cristo e tem o pastor como um representante de Deus. Para estas
pessoas não importa quem é o pastor, elas querem ouvir dele a
Palavra de Deus. Por isso, em qualquer lugar em que estiverem,
independentemente quem for o pastor, elas estão sempre firmes na
igreja.

A estes cristãos a Bíblia chama de: figueira frutífera, árvore


plantada junto às águas, solo produtivo, sal da terra e luz do
mundo. Cristãos assim, como estes, Deus quer na sua igreja. Pois
são estes que sustentam a igreja e fazem a igreja crescer.
O segundo tipo de cristãos que existem na igreja são os cristãos
relaxados.

Cristãos relaxados são aqueles que não participam dos cultos,


não lêem a Bíblia, não ofertam e nem se esforçam pelo trabalho
da igreja.

Para estes tanto faz se a igreja está crescendo ou se está


acabando. Se a igreja vai bem, costumam às vezes falar bem dela.
Se ela não vai bem, então começam logo a criticá-la.
São como os torcedores numa arquibancada. Quando o time
ganha, vibram, torcem e aplaudem. Mas quando o time perde,
então começam logo a vaiar e a criticar.

São como o povo de Jerusalém. Quando eles viram Jesus


entrando em Jerusalém como um rei, eles o aplaudem, lançando
ramos de árvores na frente. Mas quando vêem Jesus sendo preso e
julgado, gritam: "Crucifica-o, crucifica-o!".

Nós, na igreja, costumamos chamar estes cristãos de relaxados,


relapsos e fracos na fé. Mas a Bíblia usa outras palavras para
descrever este tipo de cristãos.

A Bíblia às vezes chama estes cristãos de figueira estéril, de


árvore

infrutífera, a qual Deus ameaça cortar pela raiz, pois não


produzem nada de útil para o reino de Deus. Diz Jesus no
Evangelho de Mateus, capítulo 3:

"Toda a árvore que não produz frutos, será cortada e lançada no


fogo".

Outras vezes a Bíblia chama este tipo de cristãos de mornos, isto


é,

pessoas que causam nojo a Deus, as quais ele tem vontade de


vomitar de sua boca. Diz ele em Apocalipse, capítulo 3: "Assim,
porque não és quente e nem frio, mas morno, estou a ponto de
vomitar-te da minha boca".

Outras vezes ainda Deus chama este tipo de cristãos de virgens


néscias, que não procuram abastecer a sua fé na Palavra de
Deus. Estes, na hora da provação, se desviam da fé.
Este tipo de cristãos costuma dar muito trabalho para a igreja,
pois são como bebezinhos que não sabem que precisam de se
alimentar para viver, e constantemente vivem aprontando,
cometendo escândalos.

Eles só vêm à igreja se o pastor ficar insistindo, do contrário


ficam em casa assistindo televisão.

Há ainda um terceiro tipo de cristãos, que são os falsos cristãos.


Estes cristãos na verdade não são cristãos, porque o seu
cristianismo é falso, assim como uma nota de quinze reais é falsa.

Eles estão na igreja não porque têm algum interesse por ela, mas
sim porque acham bonito ter uma igreja.

São como Nicodemos, que era membro do Sinédrio, mas não era
convertido. São como os escribas e fariseus, os quais Jesus
chamou de cobras venenosas,sepulcros caiados e hipócritas.
São como Judas, que seguem a Jesus, mas na vida diária o ficam
traindo com a sua atitude.

São como o rei Herodes, que dizia querer ver a Jesus para adorá-
lo, mas a sua verdadeira intenção era matá-lo.

São como Caim, que vêm para adorar a Deus, mas saem com o
seu semblante caído, pois os seus corações estão cheios de
maldade, de ódio e de inveja.

Lutero chama este tipo de cristãos de sujeira que gruda na roda


do carro.

Estão grudados na roda do carro, mas não fazem parte do carro.

Como o barro, só atrapalha o carro andar.


A Bíblia chama este tipo de cristãos de joio no meio do trigo. Se
parece com o trigo, mas não é trigo.

Eles vão estar misturados com os verdadeiros cristãos até o fim


do mundo, quando Cristo os separará dos outros, assim como se
separa os bodes dos cabritos.

Este tipo de cristãos estão em toda parte. Às vezes também em


algumas congregações da nossa igreja.

E agora a pergunta: Que tipo de cristão é você: um cristão


consagrado, um cristão relaxado ou um joio no meio do trigo?

O que determina o tipo de cristão que somos é o nosso coração.

Jesus diz que há quatro tipos de coração: o coração boa terra, o


coração caminho, o coração espinho e o coração de pedra.

O coração boa terra é o coração preparado para receber a


Palavra de Deus.

É só lançar a semente, que a planta brota com toda a força.

Esse coração representa as pessoas que vão ao culto dispostos a


ouvir a Palavra de Deus e sempre saem alegres e felizes, porque
lá encontraram edificação espiritual.

O coração espinho é o coração que se preocupa excessivamente


com os deleites da vida, como comer, beber e vestir.

A fome e a ganância pelas riquezas são espinhos que martirizam


a consciência e matam a alma.
Quantas pessoas já não se enveredaram pelo caminho da riqueza
e perderam a fé.

O apóstolo Paulo, por exemplo, reclama com o jovem pastor


Timóteo afirmando que "Demas, tendo amado o presente século,
me abandonou e foi para Tessalônica" (2 Timóteo 4.10).

Por isso a Bíblia nos adverte dizendo que "o amor ao dinheiro é a
raiz de todos os males" (1 Timóteo 6.10).

O coração caminho é o coração agitado, que não consegue


prestar atenção à Palavra de Deus.

Mal a semente começa a brotar, e o diabo, como um passarinho,


já a arranca. E a pessoa fica sem a fé.

Os que têm o coração de pedra são os que têm o coração duro. A


palavra de Deus não consegue penetrar nele, por melhor que seja
o pregador.

Coração assim tinha os escribas e fariseus nos tempos de Cristo,


os quais

Estevão chama de dura cerviz, pois resistem obstinadamente o


Espírito Santo.

Diante disso, volto a lhe perguntar: Que tipo de solo é o seu


coração? Como é que você recebe a Palavra de Deus?

Lembre-se: a Palavra de Deus é a mesma para todos. O que


impede que ela frutifique é o nosso coração pecaminoso,
endurecido e inconstante.
Espero que o seu coração seja como uma boa terra, que recebe
bem a Palavra de Deus e produza os seus devidos frutos. Que
assim seja. Em nome de Jesus.

Amém.
Introdução: A palavra parábola vem do grego “Parabole” significa “por ao lado”. No uso bíblico, uma
parábola compara ou contrasta um a realidade natural com uma verdade espiritual implícita. Mas ao
contrário do que parece ou do que alguns sugerem hoje, este recurso não foi usado por Jesus como
uma espécie de facilitador da compreensão de seus ensinos, ou para tornar as verdades espirituais
mais fáceis de entender, mas pelo contrário. Jesus a usou como um recurso obscurecedor de seus
ensinos. As histórias contadas em vez de facilitar complicavam o entendimento e a clareza do que
Jesus ensinava até que as devidas explicações fossem dadas. Os próprios discípulos de Jesus não
entendiam as parábolas e pediam explicação (Mr 4.10-13). Em João 16.29-30 os próprios discípulos
declaram que era mais fácil entender o que Jesus estava dizendo quando ele falava “claramente” do
que quando usava as parábolas.

Por que Jesus usava este recurso, então? Os discípulos fizeram esta mesma pergunta (Mt 13:10). Ao
que Jesus respondeu: “A vós vos é dado saber os mistérios do reino...” (Mt 13:11,13-14) – As
parábolas serviam como um instrumento de filtro dos ouvintes. Os que queriam de fato entendê-las
deveria se esforçar, refletir e buscar de Jesus a explicação delas. A mente natural por si só não tem a
disposição nem o interesse de buscar estas verdades. Por isto, se você é um discípulo de Jesus as
parábolas, seus ensinos e verdades reveladas são para vocês. Os tesouros das revelações espirituais
profundas nelas contidas se destina àqueles cujas mentes e corações estão desejosos de entender.
Hoje, as parábolas são mais fáceis de entender, porque a bíblia inclui a maioria de suas interpretações
que só os discípulos mais chegados tinham acesso. Além disso, aquelas que não são explicadas são
colocadas dentro de contextos específicos de maneira que sua compreensão e interpretação ficam
facilitadas.

Alguns princípios importantes para se interpretar corretamente uma parábola:


1-Ela deve ser estuda a luz de seu contexto – É o contexto que deve estabelecer o caminho e os
limites da interpretação e da aplicação;
2-Cada parábola tem um objetivo e uma ideia central – As aplicações devem ser retiradas a partir
dessa ideia principal;
3-Não podemos fazer doutrinas nem tirar princípios dogmáticos de parábolas, nem levar em
consideração detalhes e pormenores;
4-A interpretação das parábolas precisam ser objetivas e não subjetivas (democráticas);

PARABOLA DO SEMEADOR (Mt 13:1-9) a Explicação (Mt 13:18-23) –


Trata-se de uma parábola cuja interpretação já foi dada por Jesus não nos cabendo o direito de ir
além do que foi dito, se não o privilégio de aprender a partir do que foi dito.
Esta é uma parábola chave. Segundo Jesus ela é o fundamento para entender todas as demais
parábolas (Mc 4:13). Assim, entender bem esta parábola nos dará base para a compreensão das
demais.
Aqui fala do relacionamento entre a palavra de Deus, seus ouvintes e o resultado deste encontro. Aqui
vai ficar claro que o segredo da fertilidade (capacidade de produzir) esta na relação entre a palavra
(semente) e o tipo de solo (coração) em que ela cai. Logo, a infertilidade não é justificada pela falta de
qualidade da semente (palavra), mas do solo(o coração) que a recebe.
Assim, é possível ouvir a palavra e continuar infrutífero. Isto acontece quando nosso coração se
equipara aos primeiros 03 tipos de Solo:

1-“Pé do caminho”(4;19)– É aquele em que a semente encontra um terreno duro, e não cria raízes,
pois o solo não pode ser penetrado pela semente. Vem os pássaros e devoram. São corações
insensíveis a palavra. São aqueles que não se deixam penetrar pela mensagem das verdades de
Deus. O diabo facilmente leva o conteúdo de varias maneiras;
2-“Pedregais” (5,6;20) É aquela em que a semente chega a germinar, mas não cria raízes profundas.
São as pessoas que recebem a palavra, mas não tem perseverança. Não se comprometem com o que
creem. São os amigos do evangelho, que nunca se batizam, nunca assumem compromissos mais
sérios com Deus. Na primeira tribulação abandonam a fé;

3-“Espinheiro” (7;22) São os de coração dividido. São sufocados pelas riquezas. São os que Servem a
Deus e ao mundo. Lucas 16:13 “ninguém pode servir a dois senhores...”
Querem o melhor dos dois mundos. Querem Jesus, mas não abrem mão do mundo e de suas ofertas.
Esses não permanecem nem frutificam. Deus exige exclusividade, integridade, inteireza de coração.
Ou o coração é dele ou ele esta do lado de fora batendo!

4-“Boa Terra” (8,9;23); São os que ouvem, acolhem e praticam a palavra. São os que rendem o
coração inteiramente a ele. São os que assumem compromisso com Deus e sua palavra. Estes são os
que têm vida e produzem 40,60,100 por um

Aplicações Práticas

1-A mensagem deve ser pregada a todos – Nós não conhecemos os corações, assim precisamos
pregar a todos. Como o semeador que lança a semente em todos os lugares;

2-Poucos são os que se comprometem de verdade com o Evangelho – 75% da semente se perdeu. É
por isto que o próprio Jesus ensinou que estreita é a porta e apertado o caminho que conduz a vida e
poucos são os que a encontram (Mt 7:13-14)

3-Não basta apenas começarmos bem, precisamos terminar bem: Duas das sementes até chegaram a
germinar, receberam a Palavra com alegria, mas não permaneceram, não resistiram as tempestades e
as seduções do mundo; Há muitos que começaram a trilhar o caminho de Jesus e não chegarão até o
fim porque se perderam no caminho, não vigiaram, não se cuidaram;

4-Mesmo sendo boa terra, a produtividade não será igual – Mesmo recebendo a Palavra e
permanecendo firmes, poderemos frutificar mais ou menos depende de nossa dedicação. Que
possamos ser daqueles que correspondem com Deus a ponto de permitir que Deus o use no máximo
de sua capacidade de produzir. I cor 15:58

Pr. Kleberson Gonçalves