Vous êtes sur la page 1sur 21

Director: José Luís Araújo | N.

º 225 | 31 de Maio de 2014 | Preço 2,00 Euros

w w w. g a z e t a r u r a l . c o m

Amêndoa
Congresso Mundial
em Trás-os-Montes
Sumário

04 Municípios do Dão querem captar visitantes com três ro- 21 Chef António Mauritti valoriza produtos da terr
teiros turísticos
23 Presidente da Cooperativa de Alfandega da Fé diz que
07 Congresso Mundial da Amêndoa será em Trás-os-Montes “gente nova a investir na agricultura”

08 Festas Populares de Viseu recuperam tradições 25 Exploração da Guarda exporta bovinos vivos para Espanha
09 Festa do Município de Proença-a-Nova destaca sabores 26 Viseu é o distrito da região Centro com mais jovens agri-
regionais cultores

10 Águeda recebe Semana Gastronómica da Carne à Lam- 27 Mercado dos Lavradores mostrou o melhor de Viseu
pantana
29 RUDE aprovou 12 milhões de euros de investimento em
11 Caramulo aguarda visitantes na Semana Gastronómica do zonas rurais
Cabrito
30 Centro Nacional de Competências de Frutos Secos pode ir
13 Há novos projectos para produção de mel no Caramulo para Bragança

14 Festival dos Vinhos do Dão vai ocorrer em Lisboa 34 Ovar promove mostra de pão-de-ló de todo o país
16 Vinhos Bridão conquistam mais medalhas de ouro Junho, Marchas P
35 Festas da cidade de Estarreja com formato renovado 14 opu
18 Festa da Cereja em Alfandega da Fé mostra empreendedo-
l
36 Lourinhã quer criar Rota da Aguardente

ar
rismo local

es
C

39
M

Câmara de Nelas promove I Concurso Gastronómico do


20 Ambifungi aposta na valorização de “fungos” silvestres concelho
Y

CM

oão e Cavalh
ão J
MY

S ad
, as
CY

CMY

ho

de
n
K

Ju

Vil
24

dem
21 - 25 e

oinhos
alojamento, animação turística, entre outros), as suas responsa- mover o debate entre os presidentes dos municípios e as enti-
bilidades. Foi igualmente alvo de registo a necessidade de todos dades locais do sector, o que foi determinante no reforço dos
os operadores do sector primarem pela qualidade do serviço que resultados alcançados, uma vez que estas entidades deram uma
prestam, recorrendo à formação e à certificação de qualidade, visão estruturada do potencial turístico do território e do papel
porque só assim será possível fidelizar e captar novos turistas e de cada um para o sucesso de todos, num sector em que as par-
aumentar a sua permanência no território. cerias são fundamentais. Nela participaram José Morgado, pre-
Complementarmente à apresentação dos resultados do es- sidente da CIM; Aires do Couto e Luís Fernandes, do Centro Re-
tudo da oferta e procura turística no território, foi anunciado o gional das Beiras – UCP; José Alberto Ferreira, vice-presidente da
primeiro produto que se constituirá como um instrumento de CCDRC; Arlindo Cunha, presidente da CVR Dão; Pedro Machado,
trabalho para todas as entidades do sector, um portal, sob a presidente do Turismo do Centro; Fátima Eusébio, da Diocese de
marca registada “d5 Um Dão Cinco Destinos”. Este portal será Viseu; Artur Rosa Pires, da Universidade de Aveiro; António Silva e
dinâmico, evoluindo ao longo do próximo período de programa- Jorge Mota, do CESAE, entre outras entidades do sector.
ção, procurando adequar-se às necessidades do território e de Na sessão de encerramento, José Alberto Ferreira, vice-
quem o procura. Numa fase inicial mostrará a região sob a forma -presidente da CCDRC, destacou o papel que o próximo período
de roteiros: “Um Dão, Cinco Sentidos”, “Um Dão, Cinco Sabores” de programação, no âmbito dos programas operacionais e te-
e “Um Dão, Cinco Experiências”. Este portal, que se encontra em máticos, terá no apoio às entidades privadas, nomeadamente
desenvolvimento, será publicamente apresentado com a res- no desenvolvimento deste sector. Por sua vez Pedro Machado,
pectiva estratégia de marketing dentro de algumas semanas, do Turismo do Centro, sustentou a necessidade do trabalho em
sendo também um ponto alto de todo o trabalho desenvolvido, rede, da eficaz interligação de todos os recursos que diferenciam
na medida em que constituirá a efectivação do trabalho no ‘ter- os territórios, sem nunca esquecer que tudo é feito para benefí-
reno’. cio das populações locais.
Esta conferência foi realizada visando essencialmente pro-

Uma iniciativa da Associação de Desenvolvimento do Dão

Municípios do Dão querem captar


visitantes com três roteiros turísticos
A Associação de Desenvolvimento do Dão (ADD) vai promo- realizar”, acrescentou, exemplificando que os turistas poderão
ver três roteiros turísticos para atrair mais visitantes aos cinco participar em actividades nas vinhas, como as vindimas.
concelhos da sua área de intervenção, na sequência de um es- Sónia Bento aludiu ainda ao roteiro ‘Provar/degustar - Um
tudo apresentado. Dão, cinco sabores’, que tem como objectivo “dar relevância aos
Relaxar, descobrir e provar/degustar são as palavras-chave vários produtos identitários deste território”, muitos deles certi-
dos três roteiros propostos num estudo sobre a oferta e a pro- ficados, como o vinho, o queijo Serra da Estrela, as maçãs Bravo
cura turística no território da ADD, nomeadamente, concelhos de de Esmolfe e da Beira Alta, as castanhas e os míscaros.
Aguiar da Beira, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Sátão,
desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Inovação. Uma marca: “d5 Um Dão Cinco Destinos”
Sónia Bento, deste organismo, explicou que um dos elemen-
tos que mais atraíram aqueles que visitaram este território foi Estes dados fazem parte de um estudo apresentado no Au-
“a beleza do património natural”. A gastronomia e os produtos ditório do Edifício Multiusos de Nelas, numa conferência subor-
endógenos, com destaque para o vinho do Dão, e o património dinada ao tema “O Turismo no território da ADD: oportunidades
construído, sobretudo o religioso, foram outras preferências. de desenvolvimento”, promovida pela Associação de Desenvol-
No que respeita às actividades que suscitaram maior interes- vimento do Dão (ADD), com o apoio do Município de Nelas.
se aos visitantes, Sónia Bento apontou as visitas ao património A apresentação dos resultados do estudo permitiu a refle-
construído, os percursos pedestres, a observação da paisagem, xão e debate sobre os desafios relacionados com os principais
actividades de lazer ao ar livre, participação em eventos e festi- produtos turísticos da região, nomeadamente circuitos turísticos
vidades locais, provas gastronómicas e actividades desportivas do património cultural e religioso, turismo de natureza, turismo
radicais. “São actividades que nem sempre se encontram muito de saúde e bem-estar e gastronomia e vinhos. Pretendeu cons-
exploradas neste território e que poderão prolongar a estadia tituir-se também como um momento delineador da estratégia
dos visitantes”, frisou. para o território, a integrar no DLBC – Desenvolvimento Local de
Neste âmbito, foram pensados três roteiros turísticos que Base Comunitária 2014-2020.
mostrem aquilo que estes cinco municípios do Dão têm de me- A conferência, ao remeter um papel de destaque aos cin-
lhor. Segundo Sónia Bento, o roteiro “Relaxar - Um Dão, cinco co presidentes dos Municípios da área de intervenção da ADD
sentidos” integra “a oferta das termas, que fornecem os serviços (Aguiar da Beira, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo e Sátão),
de bem-estar e relaxamento, e também aquele património que permitiu assegurar um compromisso com o território, que passa
permite contactar com a natureza e usufruir da paisagem”. por um trabalho em rede, em prol do desenvolvimento do terri-
Já no roteiro ‘Descobrir - Um Dão, cinco experiências’ são tório e da fixação da população.
privilegiados aspectos como “a utilização dos percursos pedes- Das intervenções dos autarcas ficou patente que as fragili-
tres que já foram marcados pelos vários municípios e que po- dades do território podem ser esbatidas com as suas potencia-
derão ser potenciados” e o património histórico e cultural. “O lidades, remetendo a todos os intervenientes (autarquias, ADD,
vinho DOC Dão foi também integrado como uma experiência a CIM, Turismo do Centro e as entidades do sector; restauração,
4 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 5
Segundo dados da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte Adiantou o Director Regional da DRAPN

Nordeste Transmontano Trás-os-Montes


investe 33 milhões de euros na amêndoa vai receber Congresso Mundial da Amêndoa
Trás-os-Montes deverá ser palco da realização, dentro de uma atenção especial “à modernização” no sector.
“um ano e meio”, do Congresso Mundial da Amêndoa, adiantou o A presidente da Câmara de Alfandega da Fé, à Gazeta Rural,
director Regional de Agricultura do Norte, na abertura das Jorna- começou por referir a importância do seminário, uma vez que
das Técnicas da Amêndoa, que decorreram em Alfândega da Fé. “estamos a assistir a um aumento significativo de investimen-
Para o efeito, Manuel Cardoso conta com o apoio da Univer- to no sector da amêndoa no concelho, mas também em Trás-
sidade de Trás-os-Montes e Alto Doudo (UTAD) e Instituto Poli- -os-Montes”. Berta Nunes sustentou a afirmação no facto do
técnico de Bragança (IPB), naquilo que considera ser “um marco amendoal “ter passado de cultura marginal para se tornar numa
extremamente importante para a nossa região”. O director da das mais importantes na região”, onde “muitos produtores se
DRAPN destacou a importância do sector no nordeste trans- mostram interessados em investir”. A autarca sublinhou, contu-
montano e Beira Interior norte, apesar de ser “uma região pe- do, a importância do conhecimento, pois “muitos agricultores in-
quena no panorama mundial, se comparada, por exemplo, com vestem, mas não têm formação ou aconselhamento suficientes
a vizinha Espanha”. para fazer uma gestão correta do amendoal, acabando por não
Tendo em conta o interesse demonstrado pela fileira nas Jor- ter a produtividade desejada e o retorno do investimento”.
nadas Técnicas, Manuel Cardoso diz que isso “revela que o sec- Berta Nunes salientou o facto de em Alfândega da Fé haver
tor da amêndoa está da ordem do dia”, mas, alerta, tem que ser duas empresas na área da comercialização e transformação de
abordado de “forma pragmática, encarando os problemas que amêndoa “não havendo problema com o escoamento do produ-
tem no sentido de os transformar em oportunidades para o fu- to”. Aliás, “temos falta de amêndoa para satisfazer as necessida-
turo”. des”, referiu a autarca.
O director da DRAPN sustentou a necessidade de “aumentar Quanto à realização do Congresso Mundial da Amêndoa, a
a área de amendoal nos próximos anos, com uma melhor selec- edil congratulou-se com a iniciativa, ao mesmo tempo que se
ção das variedades, com uma aposta nas tradicionais, tirando mostrou disponível para a receber. “Estamos sempre disponíveis
delas o maior partido”, nomeadamente “o aumento de produtivi- para apoiar e incentivar este tipo de iniciativas”, referiu Berta Nu-
dade”, que considera “essencial para a sobrevivência económica nes.
de muitos aspectos relacionados com a produção”, assim como

Agricultores transmontanos estão apostar na produção de subsídios no valor de 17 milhões de euros para um investimen-
amêndoa com investimentos de 33 milhões de euros na expan- to global de 33 milhões na expansão do amendoal em três mil
são de amendoal na região maior produtora nacional deste fruto hectares.
seco, divulgou a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Manuel Cardoso destacou que acrescem ainda 12 milhões
Norte. atribuídos pelo PRODER a alguns destes projectos como prémio
Segundo dados avançados pelo director regional, Manuel à primeira instalação, ou seja iniciativa de jovens agricultores.
Cardoso, depois de até 2009 se ter verificado um decréscimo do Dinamizar a fileira da amêndoa foi o propósito dos promoto-
número de hectares de amendoal na região, regista-se agora um res das jornadas em Alfândega da Fé, no âmbito de um projecto
aumento traduzido no número de pedidos de apoio financeiro ao que envolve a Direcção Regional de Agricultura, o Centro de In-
PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional). vestigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB)
Mostrar que a produção de amêndoa no Nordeste Trans- da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e do Centro de
montano tem potencial para crescer e que pode ser lucrativa Investigação da Montanha do Instituto Politécnico de Bragança.
para os agricultores foi o propósito das jornadas técnicas que A iniciativa juntou empresários, produtores, técnicos e inves-
juntaram especialistas e produtores em Alfândega da Fé. tigadores num debate sobre novas formas de produzir e escoar
No Nordeste Transmontano, sobretudo nas zonas da Terra a amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro, através da aposta
Quente e do Douro Superior, mais para o sul do Distrito de Bra- em variedades locais, com mais sabor e aroma, na conservação
gança, concentra-se a maior parte do amendoal português, 16 de variedades em extinção e no desenvolvimento de novos pro-
mil dos cerca de 24 mil hectares, e daqui sai 67 por cento da pro- dutos ou até novas formas de utilização, como por exemplo, na
dução nacional de amêndoa. cosmética”, como explicou Ana Paula Silva, do CITAB.
O volume de negócios gerado por este fruto seco em Trás- “Temos condições naturais muito favoráveis ao cultivo, que
-os-Montes ronda os oito mil euros por ano resultado de uma é feito, praticamente, em modo de produção biológica. É tam-
produção de cerca de duas mil toneladas, enquanto a vizinha bém uma cultura económica e ambientalmente sustentável, com
Espanha, líder europeia na produção, colhe cerca de 220 mil to- um enquadramento perfeito com a vinha e o olival”, sustentou.
neladas por ano. Além disso, a amêndoa adapta-se “a uma região desertificada e
As estatísticas oficiais revelem que o interesse por esta cul- envelhecida como Trás-os-Montes pois os custos de produção
tura está a aumentar com a direcção regional de agricultura a são relativamente reduzidos e exige pouca mão-de-obra quan-
contabilizar “714 pedidos” de financiamento ao PRODER. do comparada com outras culturas, nomeadamente a vinha”,
O director Manuel Cardoso adiantou que estão aprovados esclareceu.

6 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 7
Mobilizam 3000 pessoas da comunidade num cartaz com valor turístico De 7 a 22 de Junho

Festas Populares “Leitão à Mesa”


de Viseu recuperam tradições em 12 restaurantes da Mealhada
zação deste ano das festas populares de O Leitão da Bairrada vai estar em destaque, de 7 a 22
Viseu, que assume pela primeira vez uma de Junho, no concelho da Mealhada. A iniciativa chama-se
agenda integrada, reside na valorização “Leitão à Mesa”, vai decorrer em 12 restaurantes do projec-
da identidade e das tradições locais. O fa- to 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada, e pretende promover a
dista viseense Augusto Hilário será o tema qualidade do produto leitão e reforçar a marca gastronómica
central das Marchas dos Santos Popula- municipal, impulsionando a actividade económica concelhia.
res, cujo itinerário regressa ao centro da Os restaurantes aderentes vão ter menus especiais e vão ofe-
cidade 14 anos depois, enquanto a figura recer aos seus clientes as mais diversas entradas feitas com
e o mito de Viriato assumem um lugar de leitão, da cabidela às iscas, dos croquetes aos rissóis, das pa-
destaque nas Cavalhadas de Vildemoi- taniscas à bôla. São duas semanas inteiras dedicadas ao prato
nhos. Nas Cavalhadas Teivas, o desfile será rei do concelho, porque afinal é na Mealhada que o Leitão da
alusivo à natureza, ao cultivo tradicional Bairrada é uma Maravilha!
das terras e ao antigo fabrico artesanal da Durante duas semanas, os visitantes, para além de po-
telha de Teivas. derem saborear o melhor leitão, vão poder ainda apreciar as
Almeida Henriques destacou ainda o mais diversas iguarias feitas com este produto, oferecidas pe-
carácter marcadamente económico da los restaurantes. Da cabidela às iscas, dos rissóis às empadas,
edição deste ano da Festa das Freguesias, passando pelas pataniscas e pela bôla de leitão, muitas são
que se realiza no Parque Aquilino Ribeiro, as entradas a oferecer aos clientes, variando de restaurante
com abertura marcada para as 19 horas de para restaurante. Cada um terá ainda menus especiais e ou-
13 de Junho. “O desafio que estamos a fa- tras ofertas, que poderão ir dos vinhos aos mais diversos des-
zer às Freguesias é que transformem este contos.
evento numa montra do que melhor se A iniciativa é organizada pela Câmara da Mealhada e pela
produz, seja agroalimentar, industrial, ar- Associação Maravilhas da Mealhada e tem como objectivo
tesanal ou cultural. Queremos desenvolver promover o principal prato gastronómico do concelho, o lei-
Viseu espera mais de 50 mil visitantes “Assumimos este cartaz como uma a criatividade e o espírito de iniciativa dos tão, e impulsionar um sector da economia local, a restaura-
no cartaz de eventos de cariz popular que agenda integrada de eventos que promo- agentes económicos e culturais de todo ção. Quem for à Mealhada irá encontrar o melhor leitão, com
se realizam durante o mês de Junho. O car- vem e afirmam Viseu como comunidade o tecido associativo”, adiantou Almeida a tradição e qualidade que a marca 4 Maravilhas exige, a água
taz, que mobiliza cerca de 3000 pessoas e como destino turístico atractivo e para Henriques. do Luso, o pão cozinhado em forno a lenha e os vinhos dos
na sua organização e produção, inclui a todos os públicos, com identidade e tra- O Município espera mais de 50 mil visi- produtores do concelho, a mesma hospitalidade e arte de bem
Festa das Freguesias, de 13 a 15, as mar- dição”, afirmou Almeida Henriques. “As tantes para o cartaz de eventos das festas servir, e poderá ainda usufruir das ofertas especiais que cada
chas, no dia 14, as Cavalhadas de Teivas e nossas cavalhadas são eventos com mais populares deste ano. Ao todo, o investi- um dos restaurantes preparou para os seus clientes.
de Vildemoinhos, nos dias 15 e 24, respec- de 300 anos de história e podem afirmar- mento municipal ascende a 80 mil euros,
tivamente, e as festas locais dos Santos -se como emblema”, sublinhou o autarca entre apoios directos às associações e
Populares, como o São João de Vildemoi- de Viseu. custos de produção e logística.
nhos, de 21 a 25 de Junho. Uma das principais marcas da organi-
Queijo com área reservada na festa
Festa do Município de Proença-a-Nova
Nos dias 20 e 21 de Junho no Instituto Politécnico
dá destaque aos sabores regionais
Câmara de Viseu A criação de uma área temática dedicada ao queijo de cabra Na cozinha ao vivo, está confirmada a presença de Maria

promove Congresso de “Agricultura Familiar” e outros sabores regionais será a principal novidade da Festa do
Município de Proença-a-Nova, que se realiza de 12 a 15 de Junho.
João Clavel, Leonel Pereira e Rui Alves. Além das oficinas que
acentuarão diferentes utilizações do leite e queijo de cabra, ha-
A Câmara de Viseu, em parceria com várias entidades da re- painéis centrais que colocarão em debate a importância socioe- Duas dezenas de expositores, dois deles colectivos, agrupam verá momentos para ordenha, um jogo de prova de diferentes
gião, assinala o Ano Internacional da Agricultura Familiar com conómica e ambiental da agricultura familiar, as oportunidades produtores de queijo, cereja e outros produtos alimentares, numa leites e duas palestras sobre o tema escolhido para este ano.
um congresso dedicado ao tema, nos próximos dias 20 e 21 de e desafios do sector e ainda os apoios ao financiamento e a le- zona do recinto que conduz os visitantes até às instalações em
Junho, que contará, na sessão de abertura, com a presença de gislação. que irão decorrer oficinas de preparação de queijo, tigelada, cos-
Nuno Vieira e Brito, secretário de Estado da Alimentação e Inves- O ano de 2014 foi determinado pela Assembleia Geral das méticos com leite de cabra ou, por exemplo, uma pizza com sabo-
tigação Agroalimentar. Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, res originais criada especificamente para a festa.
Com esta iniciativa, o Município de Viseu pretende promover com o objectivo de dar maior visibilidade a esta vertente da agri- No total são 70 os espaços expositivos, divididos entre a zona
um evento de referência para celebrar o Ano Internacional, pro- cultura, promovendo a sua importância num momento em que temática, área de artesanato, bares e tasquinhas com serviço de
porcionando à comunidade dois dias dedicados a esta temática, se definem políticas determinantes para o seu desenvolvimento. refeições. O sorteio realizou-se hoje, nos Paços do Concelho, com
na presença de diversos especialistas e testemunhos. A iniciativa do Município resulta de uma parceria com a As- participação de dezenas dos expositores e o mapa final já está
Além da aposta na vertente formativa ligada a este domínio, sociação de Desenvolvimento do Dão, Lafões e Alto Paiva, a disponível. A festa irá iniciar-se a partir das 18 horas do dia 12.
com o congresso na Aula Magna do Instituto Politécnico de Vi- Associação de Criadores de Gado da Beira Alta, a Comissão Viti- Paulo Gonzo, a banda Um Zero Azul, a DJ Kika Lewis e o espec-
seu, no dia 20, a valorização dos produtos endógenos é outra vinícola Regional do Dão, a FELBA – Promoção das Frutas e Le- táculo Sinfonia de Cores – com a Banda Sinfónica do Exército, o
peça central do evento e dará lugar à realização de uma mostra gumes da Beira Alta, o Instituto de Conservação da Natureza e Grupo Coral de Proença-a-Nova e a Pirotecnia Oleirense – são
regional no Mercado Municipal de Viseu, no dia 21 de Junho. das Florestas, o IPV e a Escola Agrária, a União de freguesias da alguns dos destaques musicais. “O Queijo e a Pastora” é o tema
O congresso, no dia 20, apresenta um programa com três cidade e a Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Centro. de uma animação de rua, entre outras actividades.

8 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 9
De 6 a 15 de Junho De 7 a 10 de Junho

Semana Gastronómica Caramulo espera muitos visitantes


da Carne à Lampantana em Águeda na Semana Gastronómica do Cabrito
Está tudo a posto para que a Serra do Ca-
A Confraria Enogastronómica Sabores do Botaréu, de Águe- bem como os vinhos tintos, brancos e espumantes da Bairrada.
ramulo seja “invadida” por muitos visitantes
da, com o apoio do Município de local e do Turismo do Centro, No âmbito desta iniciativa, haverá um concurso “A Melhor
na VIII Semana Gastronómica do Cabrito e da
vai organizar a I Semana Gastronómica da Carne à Lampantana, Carne à Lampantana 2014”. Para o efeito, os restaurantes que
Serra do Caramulo, que decorre de 7 a 10 de
reavivando um prato típico das casas da região e também das se inscreveram deverão apresentar a sua iguaria para ser apre-
Junho em simultâneo com a XV Feira de Arte-
várias romarias que nesta época do ano se realizam na região. ciada e julgada pelo júri. O concurso terá lugar na Casa de Mon-
sanato e Produtos Locais.
Aderiram à iniciativa inúmeros restaurantes da região, onde tanha da Confraria, no lugar do Ventoso, Préstimo, devendo as
A iniciativa da Confraria Gastronómica do
a única exigência de participação é a de que durante a semana caçoilas apresentadas a concurso serem entregues no final da
Cabrito e da Serra do Caramulo e da Freguesia
gastronómica a Carne à Lampantana conste da ementa, a par manhã do dia 15 de Junho, último dia da iniciativa.
do Guardão, com o apoio da Câmara de Tonde-
das sobremesas constituídas por doçarias regionais de Águeda,
la, visa atrair gente, mas também mostrar o que
de melhor a Serra oferece, desde a gastronomia
aos produtos locais, mas também as paisagens.
A semana gastronómica propõe os melho-
res sabores do Caramulo, com destaque para
o cabrito assado ou a ‘padela serrana’, num
dos restaurantes aderentes à iniciativa. Uma
das novidades deste ano são as sessões de
show-cooking, com chefs ou cozinheiros dos
restaurantes aderentes à iniciativa. “Preferi-
mos promover e divulgar quem trabalha nos
nossos restaurantes, ao mesmo tempo que
divulgamos os produtos da terra e a mais ge-
nuína gastronomia desta região”, diz António
Dias, da Confraria Gastronómica do Cabrito e
da Serra do Caramulo.

Em Macedo de Cavaleiros a 7 e 8 de Junho


Dia do Agricultor vira Mostra Agrícola de dois dias
O Dia do Agricultor, em Macedo de Cavaleiros, evento que Dois dias em que a agricultura e as suas diferentes valências
celebra a agricultura e os homens da lavoura do concelho, vai ter ganham destaque, num evento único, numa aposta clara em
lugar a 8 de Junho, integrando a Mostra Agrícola 2014. potenciar este ramo económico.
A Câmara de Macedo de Cavaleiros, destacando a importân- O Dia do Agricultor conta com um seminário agrícola, um des-
cia da agricultura na geração de riqueza no concelho, lança este file e gincana de tractores, sendo que no dia 7 de Junho terá lugar
ano a Mostra Agrícola, que decorre a 7 e 8 de Junho, no Parque o Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa e a luta de
Municipal de Exposições, unindo instituições e associações do touros. Em simultâneo, nos pavilhões, decorrerá uma montra de
sector, agricultores, Juntas de Freguesia e população. produtos agrícolas do concelho.

10 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 11
Pelo Caramulo Incêndios afectaram a produção

Restaurante Marte apresenta Há novos projectos


sabores do Caramulo para produção de mel no Caramulo
O Restaurante Marte, na vila do Caramulo, é um espaço para
apreciadores de boa gastronomia, nomeadamente os sabores tradi-
cionais da Serra do Caramulo e de Lafões.
Há oito anos Hélder Leal adquiriu o espaço, reduziu o número de lu-
gares, deu um ‘new loock’ ao restaurante e pôs em prática a experiência
adquirida nos vários anos de trabalho nas Pousadas de Portugal.
Neste restaurante poderá encontrar a vitela de Lafões, o cabrito
do Caramulo assado, adquirido aos pastores da Serra com o máximo
de 5kg, que, diz Hélder Leal, “o peso ideal para assar”. No menu pro-
posto a quem por lá passa não falta a carne de porco com castanhas
e o sempre presente bacalhau. Todos estes pratos podem ser regados
com um bom néctar, pois o proprietário assume como “um apreciador
de bons vinhos”.

Baú do Artesão Carlos Simões sempre nutriu uma gran-


de paixão pelo trabalho em madeira. Foi há
não são o que eram. Agora levam-se peças
e trazem-se de volta sem retorno financei-
é uma referência cerca de 15 anos que resolveu aprofundar
os seus conhecimentos, frequentando um
ro e ainda se gasta nas viagens e, por isso,
há que mudar de rumo”. Deste modo, o ar-
no Caramulo curso de formação e, aproveitando alguns
apoios, decidiu abrir um espaço onde expu-
tesão aliou a decoração, o restauro e o ne-
gócio mobiliário ao artesanato. Das feiras,
Os incêndios do ano passado afectaram a produção de mel no Ca-
ramulo, tendência que se pode inverter nos próximos anos. “Há mui-
nha as suas obras de artesanato. resta a de artesanato em Santa Maria da
tos projectos de jovens agricultores, que poderão ajudar a aumentar
Apercebendo-se de que não bastava Feira, que ainda dá algum proveito.
a produção”, diz o presidente da Associação de Produtores de Mel do
apenas colocar peças à venda numa loja, Apesar de tudo, continua a produzir ar-
Caramulo. Isidro Ferreira diz que o mel do Caramulo “é um produto de
sentiu a necessidade de iniciar a divulga- tesanato, essencialmente para concursos e
qualidade e com bastante procura” e por isso “estão a surgir novos pro-
ção em feiras, onde, lembra, “valia a pena, para alguns antigos clientes por encomen-
jectos”, porque “há garantia de escoamento”.
pois levavam-se as peças e trazia-se di- da. Há dois anos foi galardoado com duas
O ano passado a Serra foi devastada pelos incêndios. “Não foram
nheiro”. Pela qualidade das peças e do seu medalhas de prata na FIL, no Concurso Na-
só as colmeias que se perderam, mas também a flora, o que vai afectar
trabalho, o seu nome começou a ser uma cional da melhor peça de artesanato.
a produção deste ano”, refere o dirigente, que confia “no poder de re-
referência no artesanato e os convites No sector da restauração e mobiliário,
generação da natureza”, salientando que a apicultura “vai ter um papel
surgiram cada vez maior dimensão, desde decidiu apostar forte, adquiriu máquinas no-
importante na polinização”. Isidro Ferreira acredita que todos os pro-
feiras em Itália (Milão), França, Espanha, vas e o que mais gosta é de novos desafios.
blemas que afectaram a Serra do Caramulo não vão afectar no futuro a
entre outros países. Sempre que alguém lhe apresenta uma nova
qualidade do mel ali produzido.
De há uns anos para cá, a situação mu- ideia e mais difícil, é para Carlos Simões um
A Associação tem um papel importante na divulgação e promoção
dou, pois, conta Carlos Simões, “as feiras já grande estímulo lançar “mãos à madeira”.
do mel do Caramulo, nomeadamente com a presença em eventos e fei-
ras, mas o dirigente diz que está disponível para apoiar os novos api-
“Capuchinhas do Caramulo” cultores, nomeadamente na elaboração dos projectos. Para além disso,
promove seminários, workshops e acções de formação para a produção
só na Giesta Dourada de mel em modo biológico, “uma vertente que está muito em voga e os
preços são acrescidos”.
Isidro Ferreira tem em projecto a instalação de meio milhar de col-
As “Capuchinhas do Caramulo” são um doce típico do Cara-
meias e, para além de produzir mel e própolis, vende enxames e cera.
mulo, depois de em 2010 Mónica Amorim ter sido desafiada num
Todavia, diz que “há mais coisas que se podem extrair da colmeia e que
festival gastronómico da vila. Deixou ‘mãos à massa “e criou um
estão por explorar” como a geleia real e o pólen e o veneno de abelha.
pastel, aproveitando os produtos típicos da terra. À castanha do
Caramulo acrescentou a noz, para lhe dar um sabor crocante,
aproveitou a massa típica do pastel de Tentúgal e um toque do
sabor da laranja e estava dado o passo certo para o pastel do
Caramulo, a que chamou de “Capuchinhas”, logo premiado num
evento gastronómico.
Mónica Amorim diz que “no Verão nota-se uma maior pro-
cura desta iguaria”, chegando mesmo a produzir perto de meia
centena por dia”. A proprietária da Pastelaria Giesta Dourada
destaca a realização de eventos gastronómicos, que são bené-
ficos para o Caramulo e para os produtores locais, pois “é uma
montra para o Caramulo e para o que há de bom”.
No futuro, Mónica Amorim pretende expandir e potencializar
este pastel típico.

12 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 13
Nos dias 20 e 21 de Junho
Menções Honrosas: - Callabriga Dão, Red, 2011 (Sogrape Vinhos);

Festival dos Vinhos do Dão Adega Cooperativa de Penalva do Castelo - Vinho Rosado |
Penalva do Castelo | Categoria III
- Quinta dos Carvalhais, Duque de Viseu, 2013 (Sogrape
Vinhos);
- Quinta dos Carvalhais, Reserva 2010 (Sogrape Vinhos);
vai ocorrer em Lisboa Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem - Vinho Rosado |
Vila Nova de Tazem | Categoria III
- Quinta dos Carvalhais, Touriga Nacional, 2011 (Sogrape Vi-
nhos);
Quinta de Lemos - Vinho Tinto | Passos de Silgueiros – Viseu - Catedral Reserva, tinto, 2012 (Grupo Enoport);
| Categoria IV - D. Fuas Terras do Dão, Reserva, tinto, 2012 (Grupo Enoport);
Dão Sul – Sociedade Vitivinícola - Vinho Tinto | Carregal do Vinhos do Dão premiados em Bruxelas
- D. Santana, 2005 (Quinta de Lemos);
Sal | Categoria II - Touriga Nacional, 2009 (Quinta de Lemos);
União Comercial da Beira - Vinho Tinto | Oliveirinha – Carregal Na edição de 2014 do “Concours Mondial de Bruxelles”, que
decorreu no início deste mês de Maio, a Região Demarcada dos - Quinta da Fonte do Ouro, Touriga Nacional, 2011 (Socieda-
do Sal | Categoria II de Agrícola Boas Quintas);
Quinta de Lemos - Vinho Tinto | Passos de Silgueiros – Viseu Vinhos do Dão obteve doze medalhas de ouro e quinze medalhas
de prata. - Julia Kemper, Touriga Nacional, 2010 (Julia Kemper Wi-
| Categoria II nes);
Virgínia Marques Barbosa - Vinho Tinto | Corga – Penalva do O Concours Mondial de Bruxelles celebrou este ano a XX edi-
ção e contou com um total de 8.060 vinhos em prova de 41 paí- - Quinta da Bica Colheita, 2010 (Quinta da Bica);
Castelo | Categoria IV - Quinta dos Roques, 2011 (Quinta dos Roques);
ses. O júri foi composto por 310 provadores de 40 nacionalidades
diferentes, entre sommeliers, importadores, jornalistas e críticos - Quinta dos Roques, 2011 (Quinta dos Roques);
Diplomas de Prata: - Tazem Grande Escolha, 2010 (Adega Cooperativa de Vila
de vinhos.
Nova de Tazem)
Sociedade Agrícola de Santar - Vinho Branco | Carregal do Sal
| Categoria I Medalhas de ouro:
Adega Cooperativa de Penalva do Castelo - Vinho Branco |
Penalva do Castelo | Categoria I - Quinta do Serrado Reserva, tinto, Dão 2010 (FTP Vinhos);
Seacampo - Vinho Branco | Vila Nova de Tazem | Categoria I - Picos do Couto Grande Escolha, tinto, Dão 2010 (FTP Vinhos);
SPAGRE – Sociedade Agrícola - Vinho Branco | Oliveirinha – - Quinta da Gândara, Touriga Nacional, Dão 2010 (Caves da
Carregal do Sal | Categoria IV Montanha);
Adega Cooperativa de Penalva do Castelo - Vinho Branco | - Quinta da Gândara, Encruzado, Dão 2011 (Caves da Montanha);
Penalva do Castelo | Categoria IV - Colheita A Descoberta, 2010 (Casa da Passarella);
A Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD) vai promo- Quinta do Solar de Arcediago - Vinho Branco | Carregal do Sal - Casa da Passarella, Reserva Abanico, 2010 (Casa da Passa-
ver nos dias 20 e 21 de Junho um festival do Vinho do Dão em | Categoria I rella);
Lisboa. Ao que apurámos, o evento terá por palco o Palacete Sociedade Agrícola de Santar - Vinho Branco | Carregal do Sal - Casa da Passarella, Vinhas Velhas, O Enólogo, 2010 (Casa da
Henrique de Mendonça, um edifício, na rua Marquês de Fronteira, | Categoria I Passarella);
pertencente à Universidade Nova de Lisboa. Lusovini - Vinho Branco | Nelas | Categoria I - D. Georgina, 2007 (Quinta de Lemos);
Do festival constam provas comentadas, provas de vinhos e Caminhos Cruzados - Vinho Branco | Nelas | Categoria IV - D. Santana, 2009 (Quinta de Lemos);
de queijo Serra da Estrela, assim como venda directa ao público. O Abrigo da Passarella - Vinho Branco | Passarella – Lagari- - Giesta, 2012 (Sociedade Agrícola Boas Quintas);
nhos – Gouveia | Categoria II - Proeza, 2012 (Sociedade Agrícola Boas Quintas);
Quinta de Lemos tem “O Grande Vinho do Dão” co- O Abrigo da Passarela - Vinho Branco | Passarela – Lagari- - Quinta da Giesta, 2012 (Sociedade Agrícola Boas Quin-
lheita de 2013 nhos- Gouveia | Categoria IV tas);
Caminhos Cruzados - Vinho Rosado | Nelas | Categoria III
O produtor Quinta de Lemos foi o grande vencedor do Con- Quinta de Lemos - Vinho Tinto | Passos de Silgueiros - Viseu | Medalhas de prata:
curso “Os melhores Vinhos do Dão no Produtor – Dão Primores Categoria IV
2013“, em vinhos tintos, recebendo o diploma de “O Grande Vi- Magnum – Carlos Lucas Vinhos - Vinho Tinto | Santar – Nelas - Adro da Sé, Reserva, Dão 2011 (Udaca)
nho do Dão” colheita de 2013. | Categoria IV
O vinho branco mais premiado é o do produtor Adega Coo- Agriema - Vinho Tinto | Paranhos da Beira | Categoria IV
perativa de Penalva do Castelo. O produtor Caminhos Cruzados
venceu o diploma de Prata na espécie vinhos Rosados, o prémio
O Abrigo da Passarella - Vinho Tinto | Passarella – Lagarinhos Protocolo de Cooperação celebrado entre as duas entidades
- Gouveia | Categoria IV
máximo atribuído nesta categoria.
Apresentaram-se a concurso 37 produtores e 121 vinhos e,
João Paulo Gouveia Vinhos - Vinho Tinto | Oliveira de Barreiros
– Viseu | Categoria II
Viniportugal e CVR Dão unidas
no total, foram distribuídos 10 diplomas de ouro, 24 de prata e
2 menções honrosas. Os diplomas foram entregues no decurso
Julia Kemper Wines - Vinho Tinto | Oliveira – Mangualde | Ca-
tegoria II na promoção externa dos Vinhos de Portugal
da sessão de abertura do evento Dão Primores, promovido pela CM Wines Sociedade Vinícola - Vinho Tinto | Pindelo de Sil- Numa clara iniciativa de articulação e complementaridade nestes eventos, com exclusão dos custos com viagens, estada e
Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR do Dão). gueiros – Viseu | Categoria IV nos esforços de promoção externa dos Vinhos de Portugal a CVR alimentação.
Magnum – Carlos Lucas Vinhos - Vinho Tinto | Santar – Nelas do Dão e a ViniPortugal assinaram um Protocolo de Cooperação. Na participação em eventos internacionais a ViniPortugal
Diplomas de Ouro: | Categoria II Este protocolo, o primeiro entre uma CVR e a ViniPortugal, procurará agrupar os produtores do Dão e assinalar a área da
Virgínia Marques Barbosa - Vinho Tinto | Corga – Penalva do visa, por um lado, criar um incentivo à participação dos produto- Região Demarcada. O Dão reforçará ainda a sua presença nas
Adega Cooperativa de Penalva do Castelo - Vinho Branco | Castelo | Categoria IV res da região do Dão em acções da ViniPortugal, os quais passa- Salas de Prova de Lisboa e do Porto da ViniPortugal.
Penalva do Castelo | Categoria IV SPAGRE – Sociedade Agrícola - Vinho Tinto | Oliveirinha – rão estar presentes num espaço Dão, devidamente individualiza- Para além da participação no número de acções equivalente
Seacampo - Vinho Branco | Vila Nova de Tazém | Categoria Carregal do Sal | Categoria II do e identificado. Igualmente o Dão verá uma maior presença dos às das restantes Entidades Certificadoras Regionais, passará a
IV Adega Cooperativa de Penalva do Castelo - Vinho Tinto | Pe- seus vinhos nas acções desenvolvidas no âmbito da Academia de promover três eventos em cada uma das Salas.
Magnum – Carlos Lucas Vinhos, Lda - Vinho Branco | Santar nalva do Castelo | Categoria IV Vinhos de Portugal. A ViniPortugal e a CVR Dão estabelecem ainda o cruzamento
- Nelas | Categoria IV Dão Sul – Sociedade Vitivinícola - Vinho Tinto | Carregal do A CVR do Dão, através deste protocolo, apoiará os produtores de informação sobre comércio internacional, a CVR Dão, no que
Quinta de Lemos – Vinho Tinto | Passos de Silgueiros – Viseu Sal | Categoria II do Dão na participação dos eventos organizados pela Vinipor- respeita às exportações e expedições de vinhos certificados por
| Categoria IV CM Wines Sociedade Vinícola - Vinho Tinto | Pindelo de Sil- tugal nos mercados onde esta opera e que sejam considerados mercado e a ViniPortugal, no que respeita às importações pelos
Quinta de Lemos - Vinho Tinto | Passos de Silgueiros – Viseu gueiros – Viseu | Categoria II prioritários e adequados aos interesses específicos da Região principais mercados estratégicos dos Vinhos de Portugal.
| Categoria IV Demarcada, através do co-financiamento dos custos de inscrição

14 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 15
Pedro Sereno é o enólogo do ano 2013

‘Encosta do Sobral’ e ‘Quinta


dos Penegrais’ vencem prémios do Tejo
Os produtores ‘Encosta do Sobral’, como o Troféu
Excelência Vinhos do Tejo 2013, e ‘Quinta dos Pene-
grais’, como o Troféu Dinamismo Vinhos do Tejo 2013,
foram os grandes vencedores da Gala Anual dos Vi-
nhos do Tejo.
O evento, que se realizou no Convento de S. Fran-
cisco, em Santarém, deu a conhecer os vencedores
dos prémios CVR Tejo 2013 e do ‘Concurso de Vinhos
Engarrafados do Tejo 2014’.
Pedro Sereno, da Encosta do Sobral, foi eleito o
enólogo do ano 2013 Vinhos do Tejo, por ter sido na re-
gião quem alcançou o maior número de medalhas em
concursos nacionais e internacionais no ano de 2013.
No ‘Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo
2014’ foram entregues 38 medalhas a 18 produtores da
região, que contou, no total, com cerca de 80 produtores.
Destaque para a Enoport, Sociedade Agrícola
Quinta da Ribeirinha e Adega Cooperativa de Almeirim
que foram galardoadas com uma Medalha de Excelên-
Um ‘icon’ da Adega Cooperativa do Cartaxo cia neste concurso. O primeiro recebeu esta medalha
com o vinho Quinta de São João Batista Special Se-
Vinhos Bridão lection Touriga Nacional Tinto 2010, o segundo com o
Vale de Lobos Branco 2013 e o último com o Portas do

conquistam mais medalhas de ouro


Tejo Branco. O concurso entregou, ainda, 27 medalhas
de ouro e 8 de prata, a 21 vinhos tintos e 14 brancos.
O Bridão Reserva Tinto 2011 e o Bridão
Branco 2012 e o DOC Reserva Tejo Tinto
PrivateCollection2012, da Adega Coo- 2011. A apresentação decorreu no restau-
O CABRITO E A SERRA DO CARAMULO
perativa do Cartaxo, conquistaram duas rante “Mãe Luísa”, em Arrouquelas, no con-
medalhas de ouro no Concurso Mundial de celho de Rio Maior, do chef Igor Martinho, Vai decorrer nos dias 7 a 10 de Junho a 8ª Semana Gastronómica do Cabrito da Serra do Caramulo, evento organi-
zado pela Confraria Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo, pela Freguesia do Guardão e pelo Município
Bruxelas, um dos eventos mais importan- que confeccionou várias iguarias que com- de Tondela.
Tal como no ano passado, temos como principal finalidade a promoção da Gastronomia da Serra, o Artesanato e os
tes do mundo vinícola. binaram na perfeição com os dois novos vi- produtos endógenos, em especial o Cabrito, bem como alguns dos seus usos e costumes.
Estes vinhos já tinham revelado provas
nhos. Lançada em 1995, a marca “Bridão” é Contamos com a colaboração de dez Restaurantes localizados em diversos locais da Serra (3 dos quais presentes no
pavilhão onde decorre o evento).
do seu mérito ao obterem várias medalhas,a mais prestigiada referência de mercado da Aguardamos a sua visita durante estes dias onde poderá desfrutar de toda a beleza Natural e Cultural da Serra e ao
mesmo tempo degustar o maravilhoso cabrito acompanhado de um bom vinho do Dão.
tanto a nível nacional como internacional.
Adega.
Mais uma vez, manifestam o seu carácter A Adega do Cartaxo comemora este
RESTAURANTES: Macieira de Alcôba: RESTAURANTES Campo de Besteiros:
de qualidade e excelência. Enquanto o Bri-
ano 60 anos de existência. Fundada em Caramulo:
Restaurante A Escola
234 568 043 / 967 709 806
presentes no pavilhão onde
decorre a Semana Gastronómica
Residencial Panorama
232 851 491

dão Reserva Tinto 2011 já está disponível1954 por 22 produtores, a cooperativa tem 07 JUNHO | Sábado 08 JUNHO | Domingo
Restaurante Montanha
232 862 008
40º 37`10.19” N / 8º 16`30.14”W e Feira de Artesanato:
Cortiçada:
no mercado, o Bridão Private Collection hoje uma área de 7580 hectares de vinhas,
40º 34`28.49”N / 8º 10`15.14”W
Malhapão de Cima: Matias Guest House
Restaurante “O País”
Café Snack Bar Penedo Serrano (1) +351 917 103 013
Escaramular 2014 – 8º. Encontro de Escalada do Restaurante “O País” Hotel do Caramulo
Escaramular 2014 – 8º. Encontro de Escalada do
só estará disponível no último trimestre de
de 280 associados.
232 866 266 info@matiasguesthouse.com
Caramulo/Núcleo de Escalada da Acert Hotel do Caramulo 232 860 100
Caramulo/Núcleo de Escalada da Acert 232 860 100
40º 31`59.49”N / 8º 13`17.42”W
10.00h Abertura Pavilhão Feira Artesanato S.João do Monte - Vale do Lobo:
10.00h Abertura Pavilhão Feira Artesanato
2014. Actualmente, a Adega do Cartaxo pro-
(1) Só por reserva
40º 34`8.97”N / 8º 10`15.66”W Quinta “O meu Refúgio”
Restaurante Varanda da Serra
11.00h Rádio Emissora das Beiras, programa em 12.30h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e Pedronhe: 232 861 688 964 653 375

duz cerca de 75 mil hectolitros de vinho directo a partir do Pavilhão onde decorre o
evento – Serra do Caramulo e o potencial
aderentes
12.30h Actuação Musical – Bruno Pato (Acústico)
Restaurante Marte
232 861 253
Restaurante Nascer do Sol
232 868 033
anaisabelmartins@gmail.com

Restaurante Nascer do Sol


Adega apresentou novos (75% tintos e 25% brancos) e tem no seu
40º 34`16.95”N8º 10`15.65”W
dos seus produtos endógenos 15.30h Demonstração Gastronómica – Chef
40º 34`40.33”N / 8º 9`15.78”W
232 868 033
Tondela:
Hotel Severino José
12.30h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e João Pereira “ A qualidade dos produtos Café Snack Bar Nova Vida 232 813 437

vinhos “Bridão” portefólio mais de duas dezenas de refe- aderentes


15.30h Demonstração Gastronómica
endógenos, na confeção de pratos únicos“ 936 513 781
40º34´14.92”N / 8º10´30.82”W
Teixo:
Café Snack Bar Convivio
ONDE FICAR?
reservas@hotelseverinojose.com

16.00h Tarde de Música Tradicional Portuguesa 232 866 231 Casa da Câmara
rências, entre tintos, brancos e rosés, ex- 16.30h Inauguração oficial do VIII Semana Rancho Folclórico “As Capuchinhas” Guardão de Cima:
40º 33`9.14”N / 8º 14`8.30” W Caramulo: Carvalhal de Mouraz - Tondela
232 817 317
Gastronómica do Cabrito e XV Feira de Hotel do Caramulo

A Adega do Cartaxo apresentou os dois portados para inúmeros países dos quatro
Santiago de Besteiros Restaurante Varanda da Serra Restaurante Ribeiro 232 860 100
ana_mduarte@hotmail.com
Artesanato/Produtos Locais Grupo Concertinas – Sons da Serra 232 861 688 232 866 292 informações@hoteldocaramulo.pt
17.30h Apresentação/Degustação gastronómica -
novos vinhos Bridão, o DOC Reserva Tejo continentes.
40º 34`20.77”N / 8º 9`38.73”W
19.00h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e 40º 33`19.79”N / 8º 14`7.06”W
Alunos Escola Profissional Tondela aderentes
19.00h Abertura Restaurantes no Pavilhão e 19.30h Actuação Musical – Duplo Sentido
aderentes
23.00h Tenda/Bar – Caramulo Racing Team Águeda IP5 / A25
Silvares Muna Estalagem
19.30h Actuação Musical – Fado & Jazz – Quinteto Macieira de
Alcôba
Aveiro IP5 / A25
Viseu Hotel
Paulo Lima S. João
Viseu
Aveiro
Restaurante
23.00h Tenda/Bar – Caramulo Racing Team do Monte Caselho C. Besteiros
Tondela Museu
Paranho de Arca Posto Turismo
10 JUNHO | Terça-feira Souto
Turismo de
Habitação / Rural

09 JUNHO | Segunda-feira 10.00h Abertura Pavilhão Feira Artesanato


Pedronhe
10.00h Abertura Pavilhão Feira Artesanato 12.30h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e Teixo
aderentes Varzielas
12.30h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e Almofala

aderentes 15.30h Demonstração Gastronómica – Chef Luís Malhapão Guardão


Almeida de Cima de Cima
15.30h Demonstração Gastronómica
16.00h Tarde de Musica Tradicional Portuguesa Jueus Caramulinho
19.00h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e Bezerreira

aderentes Rancho Infantil/Juvenil de Castelões Pedrogão


Barreiro de
19.30h Actuação Musical - Duo Cardoso / Peninha Grupo Cavaquinhos do Caramulo Besteiros Laceiras Guardão

21.00h Escola EB 2.3 Caramulo aberta à comunidade: Rancho Folclórico Campo de Besteiros Caramulo
Cadraço
Projeção dos filmes/documentários sobre 19.00h Abertura dos Restaurantes no Pavilhão e Cabeço Janardo
a Estância Sanatorial do Caramulo: ”Na aderentes da Neve
Sombra da Encosta” e “Aldeia dos Tísicos” 23.00h Encerramento do Evento
Arrifana

Carvalhinho A25 / IP3


Viseu

16 www.gazetarural.com Notas: Venha visitar o Caramulo e, nesta ocasião deguste entre outros pratos, o divinal Cabrito Serrano disponível em 10 Restaurantes situados em diversos
locais da Serra do Caramulo (3 dos quais presentes no Pavilhão, onde decorre o evento), visite também a Feira de Artesanato e Produtos Locais, tudo isto ao seu
www.gazetarural.com C. Besteiros
Tondela 17
Coimbra
dispor no Pavilhão Municipal do Caramulo. Conte ainda com muita animação para todas as idades, diversão para as crianças com insufláveis, jogos tradicionais
e várias actividades paralelas ao evento.
Em Alfandega da Fé de 6 a 8 de Junho

Festa da Cereja mostra


produtos e empreendedorismo local
Alfândega da Fé recebe de 6 a 8 de
Junho mais uma edição da Festa da Ce-
reja, evento que visa não só promover um
dos produtos mais emblemáticos daquele
município transmontano, mas também os
outros produtos locais.
O empreendedorismo no concelho,
que a autarquia apoia de forma incondi-
cional, tem vindo a crescer, com o apare-
cimento de novos produtos com base no
mundo rural. A presidente da Câmara de
Alfândega da Fé, à Gazeta Rural, destaca
a capacidade empreendedora dos novos
investidores, mas lamenta a desertificação
do interior, reclamando políticas nacionais
que invertam esta tendência.
Em relação à Festa da Cereja, Berta
Nunes garante que haverá fruto com far-
tura. Todavia, e dado que mais uma vez as
variedades temporãs voltaram a ter que-
bras de produção, devido às geadas e ao
frio, a autarca admite a necessidade da
reconversão de alguns cerejais com varie-
dades mais adaptadas ao clima da região.
Há necessidade dessa aposta para
e no turismo rural. Temos apoiado esses tendência. Por muito que os autarcas, os
Gazeta Rural (GR): Confirma-se consolidar o regresso a terra de que
investidores a fazerem as candidaturas, agentes económicos e todas as pessoas
uma quebra na produção de cereja? através do nosso Gabinete de Apoio aotanto se fala? que trabalham para criar emprego e inves-
Empreendedor. BN: Sim. Não podemos fazer o nosso tem neste território, isso não será suficien-
Berta Nunes (BN): Há mais cereja te se não houver outras políticas a nível
que o ano passado, mas há menos capa- O que estamos a dizer às pessoas é
desenvolvimento sem partirmos dos
que se têm uma ideia e querem criar um
recursos que temos, e que são oriundos do nacional.
cidade produtiva dos cerejais que atual-
mente estão plantados. Temos cereja de negócio, nós estamos aqui para as apoiar.
mundo rural, como os nossos produtos de Tem que haver uma política muito ac-
boa qualidade, mas a mais precoce tem, E vamos continuar com essa política e ten-
qualidade e o turismo. Depois, a acrescen- tiva, direccionada e focada para atrair in-
muitas vezes, quebras de produção por tar dar mais apoio aos empreendedores,
tar a isto, temos que apoiar os produtores vestimentos para o interior. Se assim não
causa das geadas ou do frio e isso tem dentro das capacidades da autarquia, que
do ponto de vista técnico, mas também for, não vamos conseguir criar emprego
acontecido nos últimos anos. herdou uma dívida grande e que agora es-
para produzirem melhor e terem mais suficiente só com base nos recursos e nas
tamos a trabalhar para a restruturar, para
rentabilidade. Para isso, temos que ter potencialidades que descrevi.
Penso que temos um problema. É pre- não ser um peso grande na nossa gestão
regadio, ter água, e, nesse sentido, esta-
ciso adaptar as variedades ao clima e, pro- diária. Para podermos apoiar mais, que-
mos a trabalhar com a Direcção Regional
de promover e vender a nossa cereja e, ao sal e ervas aromáticas, e que é a recupera- GR: Não basta ter boas acessibi-
vavelmente, é necessário fazer a recon- remos criar uma incubadora de empresas
da Agricultura. Enfim, temos que produzir
mesmo tempo, promover também os pro- ção de uma receita tradicional com muitos lidades?
versão dos cerejais de forma a não termos na zona industrial e, para o efeito, quere-
mais, produzir melhor, valorizar e trans-
dutos locais, porque temos outros bons anos.
sistematicamente perdas na cereja mais mos alargá-la e requalificá-la. Queremos
formar os produtos, criando mais-valias a BN: Não, é preciso agora atrair inves-
produtos como queijos, fumeiro, compo- O Chef António Mauritti tem a capaci-
precoce. A que floresce mais tardiamente bons empreendedores, com um plano de partir deles e, com isso, gerar emprego. timento, porque só assim conseguimos fi-
tas, doces tradicionais, entre outros. dade de experimentar e criar coisas novas.
não tem esses problemas de produção e negócios e que saibam como fazer uma xar gente no interior.
alem de ser de boa qualidade é a que está Hoje também falamos de algumas no- O turismo é outra das nossas apostas,
vas empresas que se têm vindo a instalar pesquisa de mercado. Para isso, queremos
nomeadamente o de natureza e de paisa-
à venda na Festa da Cereja. GR: Disse-me, o ano passado, ajudá-los a criarem competências para
no concelho e que estão a criar coisas gem, que tenha a gastronomia e os pro- GR: Se tivesse que convencer al-
que, mais que promover a Festa da serem bons empreendedores e gerirem dutos locais como âncoras, mas também guém a visitar Alfandega da Fé o que
novas. O ano passado tivemos a apresen-
GR: Que certame terá este ano? Cereja e os produtos locais, importa bem a sua empresa. o turismo cultural, porque vamos investir, lhe diria?
tação da cerveja artesanal e este ano va-
promover o empreendedorismo que Para além disso, estamos apoiar o li-
durante este mandato, na recuperação da
BN: Vamos ter uma festa que vai pro- mos apresentar duas novas empresas que BN: Visitem o que temos de bom,
tem vindo a incentivar. Está satisfei- cenciamento e queremos criar condições,
nosso património, torná-lo visitável, crian-
mover a cereja, que vai permitir a venda do estão a criar produtos inovadores, a Am- como as nossas paisagens, a Vila, que está
ta com a evolução tida no concelho e mesmo na incubadora, para que estas em-
do factores de atracão, investigar a nossa
fruto pelos produtores, que é também um bifungi, na área dos cogumelos silvestres, cada vez mais bonita, o hotel-spa, que é
com os novos empreendedores? presas durante os primeiros quatro anos
história e torná-la um factor de identida-
dos objectivos da festa. E normalmente e a Maurittigourmandise, que transforma um local óptimo para se ficar, descansar e
vende-se quase toda, até porque tem que os nossos produtos endógenos, como BN: Sim, muito satisfeita. As novas possam consolidar-se no mercado e de-de e de valorização do território. Toda- ver paisagens extraordinárias. Depois, co-
ser apanhada e vendida um ou dois dias a amêndoa, a cereja e a azeitona, crian- empresas estão a trabalhar a inovação a pois sair para outros locais. via, acho que tudo isto não chega para nhecer os nossos produtos locais, degus-
depois. do produtos inovadores, como figo com partir dos produtos locais e a valorizá-los. quebrarmos o ciclo de despovoamento e tá-los e comprá-los. Em breve teremos
amêndoa em azeite, a merenda de Alfân- Temos também tido investimentos na área de desertificação do território. São preci- mais património requalificado e mais fac-
A Festa da Cereja é uma oportunidade GR: Todo esse conjunto de empre-
dega, uma pasta de amêndoa com azeite, do turismo, nomeadamente no ecoturismo sas políticas nacionais para inverter esta tores de atracão ao território.
sas ‘nasce’ a partir do mundo rural.
18 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 19
Rafael Dias “apaixonou-se” pela floresta De Belmonte para Alfandega da Fé

Ambifungi aposta Chef António Mauritti


na valorização de “fungos” silvestres valoriza produtos da terra
Rafael Dias é um apaixonado pela micologia e, nos últimos seis anos, A Maurittigourmandise é uma empresa sedeada em Alfândega
estudou os fungos da região, para além de comercializar cogumelos sil- da Fé que aposta na valorização dos produtos endógenos des-
vestres. Incentivado pela Câmara de Alfândega da Fé, criou, juntamente te concelho transmontano. António Mauritti trocou o litoral pelo
com Marco Ferraz, um micólogo residente no Porto, a Ambifungi, empre- nordeste transmontano e foi em Alfândega da Fé que encontrou
sa em fase de desenvolvimento, que visa o estudo dos fungos silvestres, o apoio indispensável para desenvolver as suas ideias. Neste mo-
como os cogumelos e os espargos, e sua comercialização. mento, está envolvido num projecto, apoiado pela Câmara em
“Foi o município que nos incentivou a avançar com este projecto”, parceria com a Cooperativa local, “de valorização da matéria-pri-
refere Rafael Dias, que aproveitou a experiência adquirida para se aba- ma agrícola endémica” de Alfândega da Fé, como a amêndoa, a
lançar no projecto. cereja, a azeitona. “Estamos a tentar trazer valor a esses produtos
A aposta da Ambifungi é em produtos silvestres “impossíveis de re- para que saiam valorizados”, adiantou à Gazeta Rural, No fundo,
criar em ambientes controlados”, porque “há certas espécies que preci- acrescentou, “criando novos produtos, mas também oportunida-
sam das copas das árvores, sem as quais não conseguem sobreviver”, des de emprego para as pessoas de Alfândega da Fé”.
refere o empreendedor, que diz que a aposta da sua empresa será “nos Para além de produtos inovadores com amêndoa, cereja e
cogumelos silvestres”, pois “há muitas espécies que são excelentes para azeitona, António Mauritti aposta também transformação do co-
comer, sobre as quais as pessoas têm pouco ou nenhum conhecimento”. gumelo. “Temos já alguns produtos novos feitos com cogumelos
“Descobri que na floresta ‘apodrecem’ milhares de euros” e que “o silvestres”.
concelho de Alfandega da Fé “é um grande tesouro de micológico”, diz A recuperação do receituário tradicional, dando-lhe um to-
convicto, salientando que a paixão pelos cogumelos “nem começou pela que de modernidade, é a aposta de Mauritti, que encontrou em
comercialização”, mas sim pelo seu manejo. “Secava-os e comecei a Alfandega da Fé os produtos ideais para as suas criações gastro-
interessar-me pelo seu estudo e só depois o comércio”, adiantou à Ga- nómicas. A merenda de Alfandega, uma pasta de azeitona, alho
zeta Rural e azeite, que é um bom substituto da manteiga nos restaurantes
Rafael diz que são os espanhóis que compram e controlam o preço da região, compotas de cereja, licores, conservas, mas também
na região. “Houve dias em que saiu da Serra de Bornes mais de uma to- a transformação e valorização do azeite são alguns dos novos
nelada de cogumelos de várias espécies”, adiantando que eles, os espa- produtos. “Um que está a ter uma boa saída são as azeitonas
nhois, “só os limpam e calibram”. doces”, refere.

20 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 21
Por Alfandega da Fé Diz o presidente da Cooperativa Agrícola de Alfandega da Fé

“Há muita gente


Queijaria Bravo: Fumeiro da Avó Maria:
Tradição com “O segredo… está na surça”
nova a investir na agricultura”
Nas regiões do interior a agricultu- tituições, às empresas e a Trás-os-Montes.
30 anos de experiência ra é, nesta altura, uma das opções de
investimento e, para muitos, uma saí- GR: Como está a capacidade produtiva
da profissional. Em Alfândega da Fé a da região?
Na aldeia de Vilarelhos, no concelho de Alfandega da Fé, amêndoa, o olival e a vinha têm mereci- ET: A amêndoa já teve, há 40/50 anos, mais
ainda há quem resista e mantenha a tradição na produção de do interesse por parte dos investidores, importância económica do que tem hoje. Foi
queijo ´à moda antiga’. Olímpia Bravo é uma resistente e com enquanto a cereja carece de uma mu- sendo abandonada pelos agricultores e, neste
um rebanho de 80 cabras e 90 ovelhas produzir cerca de um dança, com a necessidade da aposta em momento, estamos em contraciclo e a inverter
milhar de queijos por ano, na sua queijaria tradicional e arte- novas variedades mais tardias. essa linha descendente. As produções estão a
sanal. A Gazeta Rural, o presidente da começar a aumentar, com investimentos em no-
Com trinta anos de expeiência a transformar leite dos seus Cooperativa Agrícola de Alfandega da vas plantações e estou confiante que dentro de
rebanhos em queijo, Olímpia afirma que o que faz a diferen- Fé, congratula-se com a nova geração, uma década vamos ter um panorama completa-
ça nos seus queijos “é o amor e o carinho” que coloca na sua que está a apostar no sector primário mente diferente e com produções muito maiores
produção. no concelho, mostrando, contudo, algo do que temos atualmente.
O escoamento do produto também está facilitado, pois é preocupado com a actual situação do
reconhecida a sua qualidade. “Os meus clientes são, na sua sector da cereja. Eduardo Tavares consi- GR: Em relação à cereja, mostrou algu-
grande maioria, pessoas conhecidas, que compram e depois dera a realização do Congresso Mundial ma preocupação com as quebras significa-
trazem outras pessoas que acabam, também, por trazer ou- da Amêndoa como um sinal da aposta tivas de produção. Qual o panorama actual?
tras”, salienta a produtora. que a região está a fazer nesta cultura. ET: Continuo a estar preocupado. Es-
tamos num ano com quebras na ordem dos
Em Sambade, a cerca de cinco km de Alfândega da Fé, Gazeta Rural (GR): Como reage 50%, contudo a nossa espectativa é que ve-
Maria de Lurdes Gabriel Ferreira produz fumeiro tradicional, à realização do Congresso Mundial da nhamos a ter uma campanha de qualidade,
aproveitando os conhecimentos de uma herança de família, Amêndoa em Trás-os-Montes? com boa cereja, especialmente nas varieda-
procurando ser o mais fiel ao modo de produção de outros Eduardo Tavares (ET): É sinal que des meias tardias, que são o nosso forte.
tempos. Alheiras, chouriços, salpicões, butelos, chouriços do- a região está a apostar num sector que Apesar de tudo, vai ser uma campanha
ces, tudo e feito de forma artesanal. considero estratégico. Temos de estar positiva.
A Avó Maria mantém viva a tradição do fumeiro feito à consciente que em Trás-os-Montes e
moda antiga, em que a carne era cortada à mão, as tripas no Douro Superior há três culturas que GR: Como está o sector no concelho?
eram lavadas em água corrente e as carnes temperadas considero fundamentais, como a vinha, ET: O sector, à semelhança do amen-
como antigamente. “Aprendi com a minha mãe e mantenho- o olival e o amendoal, que surge como doal, tem estado em decréscimo nos últimos
-me fiel ao que ela me ensinou”, diz Maria de Lurdes, que re- a terceira grande cultura da região. É um anos. Contudo, a Cooperativa está a fazer
vela que um dos segredos do seu fumeiro “é a surça”, ou seja, sector que decreceu nas últimas déca- um esforço no sentido de segurar este sector
“o molho onde a carne fica a marinar, para lhe dar o sabor das, mas que nos últimos anos ressur- e esta fruta que é emblemática para o nosso
próprio”, conta a produtora, que lembra que noutros tempos giu, com o apoio do Proder, sinal que é concelho. Temos vindo a fazer uma reflecção
não havia máquinas para encher as tripas e as carnes eram também uma aposta das entidades da junto dos proprietários no sentido de poder-
empurradas com o dedo grande da mão, com a ajuda de um tutela. mos fazer novos investimentos, na planta-
funil próprio de metal. Enquanto presidente da Cooperati- ção de novas variedades de meia estação,
O Fumeiro da Avó Maria tem tradição, memória e sabor de va, entendo que devemos apostar nesta mais tardias, que melhor se têm adaptado ao
outros tempos, a apreciar… com tempo. cultura, mas devemos faze-lo de uma nosso clima e onde os agricultores, de uma
forma construtiva, aprendendo com os forma geral tem tirado melhores rendimen-
erros do passado, e fazer os investimen- tos.
TradiDoces: A aposta tos certos, para que daqui a 20 ou 30
anos não estejamos outra vez em contra GR: Tem aparecido gente nova a dedi-
em produtos naturais ciclo e a perder produção novamente. car-se a agricultura?
ET: Tem aparecido muita gente nova a
GR: A questão da informação foi investir na agricultura. E interessante ver este
Aproveitando os projectos do empreendedorismo que a uma das lacunas levantadas? fenómeno. A agricultura é uma das activida-
autarquia tem apoiado, Maria Adelaide Pousado começou ET: Sim. Este ciclo de jornadas téc- des que está a aumentar as exportações.
a produzir há cerca de um ano e meio compotas, geleias, nicas pretendem colmatar essa lacuna. Há investimentos nalgumas áreas, como
marmeladas e bolos secos feitos sem corantes, nem A organização de um congresso a nível no amendoal e na castanha. Na cereja não
conservantes, de forma tradicional, cumprindo todos os critérios mundial, atrai interesse a quem está a está a haver investimento, e não é fácil, se não
de qualidade. fazer investimentos, aos técnicos, às ins- haver uma mudança de atitude e de estratégia.
Apesar de ser uma aposta recente, os seus doces e geleias,
além dos bolos secos têm tido sucesso. Segundo a produtora,
a principal caraterística que os distingue no mercado é “serem
confeccionadas através de produtos 100% naturais, que lhe
garantem qualidade”. Para a divulgação e comercialização dos
seus produtos, Maria Adelaide começou a apostar em feiras e
festivais de produtos da terra.

22 www.gazetarural.com
Sedeada em Alfândega da Fé, no coração de Trás-os-Montes Da raça Aberdeen-Angus

A tradição e qualidade Exploração da Guarda


dos azeites da Casa Aragão exporta bovinos vivos para Espanha
Fundada em 1764 a Casa Aragão viu, desde sempre, o seu nome asso- O proprietário de uma exploração pecuária do concelho da
ciado à produção e comercialização de azeite. Com sede em Alfândega da Guarda dedica-se, com sucesso, à criação de animais da raça
Fé, no coração de Trás-os-Montes, esta empresa de cariz familiar tem sabido bovina Aberdeen-Angus, que depois vende para melhoramento
aliar tradição e qualidade. A Casa Aragão é hoje uma empresa dinâmica, com genético de explorações nacionais e de Espanha.
produtos de elevada qualidade e dotada da mais avançada tecnologia. Com a Nuno Tormenta Marques, de 39 anos, licenciado em Re-
produção e embalamento sedeado naquele concelho transmontano, de onde lações Internacionais, é criador de bovinos da raça Aberdeen-
é originária a família, está também representada no Brasil, país onde tem uma -Angus desde 2008. Da sua exploração, localizada em Panoias
filial. de Cima, Guarda, já saíram 23 crias para Espanha e três para cria-
A internacionalização da marca foi feita nas últimas duas décadas, apesar dores nacionais, da Covilhã, Pinhel e Crato. “Devido ao interesse
do cultivo da azeitona e da produção de azeite serem há mais de 200 anos que há na raça, só faço genética. Neste momento, estou a utilizar
uma das principais actividades da família, o que é facto é que a empresa e as touros de sangue antigo, para ir buscar as antigas características
marcas por ela comercializadas ganham outra projecção e reconhecimento dos animais, como a robustez, a facilidade de parto, a fertilidade
na década de oitenta. e as taxas de conversão em pasto”, explicou o criador.
A Casa Aragão é responsável pela produção dos azeites: Casa Aragão, Casal Nuno Tormenta Marques iniciou a actividade com quatro va-
da Vilariça, Alfandagh Alfandagh Kids e Ouro Líquido. As azeitonas são provenien- cas Aberdeen-Angus provenientes de Inglaterra e actualmente
tes dos olivais do concelho de Alfândega da Fé, do Vale da Vilariça e das encostas tem cerca de 40 animais adultos e vitelos, de três linhas genea-
do Rio Sabor e Tua. Obtidos através de extracção a frio, estes azeites de baixa lógicas: uma de animais de grande porte, outra de linha média e
acidez e cor dourada têm um sabor a frutos frescos muito agradável. Para isso uma terceira de linha pequena. “Como tenho poucos animais e
contribuem as variedades verdeal, a madural, cordovil e a cobrançosa, sendo pouca área, tenho poucos e bons. Só utilizo inseminação artifi-
estas reconhecidas pelo selo Origem Protegida “D.O.P. Trás-os-Montes”. Assim cial, já tenho terceiras gerações dos animais e estou sempre em
o consumidor tem a garantia da origem e qualidade do produto, bem como do melhoramento consecutivo”, disse.
respeito e controle de todas as normas de produção e transformação previstas A qualidade dos animais da sua exploração foi recentemen-
na lei em vigor. A certificação é feita pela SATIVA. te evidenciada por Nigel Hammill, um especialista inglês e antigo somente enveredar pela venda de animais para abate “se au-
Os azeites virgens extra da Casa Aragão possuem certificação da Região presidente da Aberdeen-Angus Cattle Society, que a visitou e mentar o número de efectivos ou se utilizar cruzados”.
Demarcada (DOP) de Trás-os-Montes e de modo de produção em Agricultura afirmou que “se os levasse a um leilão, a Inglaterra, não enver- “Poderei vir a vender para o mercado de hotel e de restau-
Biológica, vulgarmente conhecido como Azeite Biológico. A certificação Bio- gonhavam ninguém”. rante de qualidade, mas isso é um passo que poderei dar muito
lógica e de azeites DOP é feita pela empresa SATIVA – reconhecida a nível de Nuno Tormenta Marques vende os animais entre os seis e os mais tarde, porque neste momento não quero ultrapassar o nú-
Entidade Certificadora. sete meses de vida, a partir de 1.500 euros cada. “O volume de mero de 40 vacas, para poder manter a qualidade do efectivo”,
Os produtos da Casa Aragão são sobejamente conhecidos nos mercados negócios é baixo, porque tenho poucos animais”, disse o produ- justificou.
nacional, (encontrando-se em todas as grandes superfícies), e internacional, tor, que afirma ser “o único criador puro” de Aberdeen-Angus na Apesar da “carga negativa” associada à agricultura, Nuno
sendo exportados para vários pontos da Europa e Brasil. Beira Interior. Tormenta Marques acredita que o sector “tem futuro”, apontan-
A Casa Aragão foi a primeira empresa a comercializar azeite virgem extra No futuro, tenciona continuar a “vender genética”, admitindo do que já é actualmente “um dos mais pujantes” a nível nacional.
com rótulos em Braille, tendo também lançado no mercado o primeiro Azeite
Biológico para Crianças do mundo, de baixa acidez, com sabor suave, rico em
Vitaminas A, D, E e K, elevado valor antioxidantes naturais (caroteno e poli
fenóis), demonstrando assim uma preocupação com a saúde e desenvolvi- Para responder aos desafios do sector dos lacticínios
mento das crianças.
Governo dos Açores apela
à preservação da qualidade do queijo de S. Jorge
O presidente do Governo Regional dos Açores apelou à pre- em breve” é a alteração do regime das quotas leiteiras, previs-
CASA ARAGãO servação da qualidade e ao aproveitamento da Denominação de ta para 2014, mas o presidente do executivo regional salientou
Origem Protegida (DOP) do Queijo de São Jorge para responder que importa trabalhar no que depende apenas da região. Nesse
has been declared one of the

World's Best Olive Oils for 2014


and has been conferred the
aos desafios do sector dos lacticínios. “Não podemos ceder nem sentido, defendeu que tanto as entidades públicas como os pro-
SILVER AWARD um milímetro que seja na preservação dessa qualidade. É isso dutores têm de garantir “um sector cooperativo cada vez mais
by the Judging Panel of the 2014 New York International Olive Oil Competition que nos pode diferenciar, associado a um conjunto de caracte- sustentável, cada vez mais forte, cada vez mais competitivo”.
rísticas do nosso modo de produção”, frisou Vasco Cordeiro, nas Vasco Cordeio salientou ainda a importância da rentabilidade
comemorações do LXX aniversário da Finisterra - Cooperativa das explorações e da profissionalização na gestão de todos os
de Lacticínios do Topo, na ilha de São Jorge. intervenientes no sector cooperativo. O Governo Regional “está
This certificate is digitally signed and its authenticity can be verified at tools.bestoliveoils.com/verify, using the Entry ID #1745
O presidente do executivo açoriano considerou que os de- pronto para ser parceiro nessa tarefa”, afirmou, salientando que
safios futuros no sector exigem a mesma “determinação, persis- “há ainda muito potencial por explorar no sector agrícola”.
tência e confiança” que os membros da cooperativa tiveram ao Segundo Vasco Cordeiro, o executivo tem “consciência” de
longo dos últimos 70 anos. que pode “acelerar alguns aspectos que podem relevar para to-
Segundo Vasco Cordeiro, o novo quadro comunitário de das estas questões da qualidade” e “melhorar alguns aspectos,
apoio de 2014-2020 apresenta “oportunidades” para o sector, sobretudo na concretização de alguns investimentos” que po-
mas “exige um caminho de grande rigor” e “cuidado no aprovei- dem contribuir para o aumento da qualidade, como a melhoria de
tamento e utilização dos fundos comunitários”. acessos a explorações e do abastecimento de água.
Outro dos desafios com que a região se vai deparar “dentro

24 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 25
Galardão atribuído a Milene Matos vem pela primeira vez para Portugal Repete-se a 28 de Junho no Mercado 2 de Maio

Bióloga da Universidade de Aveiro vence Mercado dos Lavradores


prémio europeu de conservação da natureza mostrou melhor do mundo rural de Viseu
A bióloga da Univer- no Departamento de Biologia (DBio) da UA e tem trabalhado em O Mercado 2 de Maio, em Viseu, voltou a conhecer o rebuliço
sidade de Aveiro (UA) Mi- diversas áreas protegidas portuguesas, com especial incidência de outros tempos. O Mercado dos Lavradores, uma iniciativa da
lene Matos acaba de ga- na Mata do Bussaco e região Centro do País, onde a conservação Câmara de Viseu, levou até aquele espaço, no centro da cidade,
nhar um prémio europeu da biodiversidade foi o principal enfoque do seu doutoramento. muitos visitantes para conhecer e degustar o melhor que o sec-
atribuído pela Federação Milene Matos conta também com um vasto currículo na tor primário do concelho produz, desde o vinho do Dão, o queijo
Europarc em cooperação área da comunicação de ciência e educação ambiental, tendo Serra da Estrela, o fumeiro, a doçaria e padaria, entre outros pro-
com a Fundação Alfred já apresentado trabalhos em mais de 50 encontros científicos dutos de qualidade, num total de 30 expositores.
Toepfer, intitulado “Alfred nacionais e internacionais e publicado diversos livros e artigos de Para além da animação, Diogo Rocha, Chef do Restaurante
Toepfer Natural Heritage divulgação de ciência. O galardão, sublinha, premeia “o trabalho Mesa de Lemos, mostrou como potenciar os produtos regionais,
Scholarships”, que tem de todos os portugueses que diariamente lutam por um mundo levando a plateia ao rubro com as suas criações gastronómicas,
por objectivo galardoar melhor, uma árvore de cada vez e mostra que podemos ousar harmonizadas com os vinhos da Quinta de Lemos.
jovens conservacionis- sonhar e conquistar, que temos qualidade”. “Estou muito orgu- O presidente da Câmara de Viseu mostrou-se muito agrada-
tas com provas dadas na lhosa por poder representar o trabalho do meu país numa área do com a iniciativa, que se vai repetir no próximo dia 28 de Junho.
área da conservação da tão delicada e difícil, o da conservação da natureza”, aponta a “Queremos revitalizar cada vez mais este espaço, no encontro
natureza, em particular jovem bióloga. entre quem produz e quem consome”, afirmou Almeida Henri-
nas áreas protegidas da O prémio financia trabalhos de investigação em áreas protegidas ques, frisando a aposta da autarquia “em puxar pela actividade
Europa. europeias, em países que não o de residência do candidato. Neste caso, e pela produção agrícola, na lógica de colocar os produtores a
Esta é a primeira vez que este prémio é atribuído a um con- Milene Matos irá trabalhar em Espanha, no Parque Regional del Sureste, vender”.
servacionista português pela Europarc, uma das mais importan- num tema que concilia a conservação com a ética, no contexto parti- O edil viseense frisou a importância da revitalização da-
tes instituições europeias no que toca à gestão e conservação cular do controlo de espécies exóticas invasoras. quele espaço central da cidade, considerando “um regresso as
da natureza e que representa 365 membros entre departamen- Este financiamento destina-se a reforçar a cooperação in- origens”, referindo que a autarquia vai “lançar um concurso de
tos governamentais, ONGs e áreas protegidas de toda a Europa. ternacional, promovendo o avanço da investigação de qua- ideias com vista a cobrir o espaço, de forma ligeira”, que permita
“Receber este prémio significa o reconhecimento pelo duro lidade, a inovação e a dimensão europeia da gestão de áreas ali fazer diferentes actividades culturais e recreativas, um espaço
trabalho na área da conservação e um voto de esperança”, con- protegidas. O prémio será entregue a 1 de Outubro, em Killarney de convívio para receber eventos como o Mercado dos Lavrado-
gratula-se Milene Matos, investigadora de pós-doutoramento (Irlanda) durante a conferência anual Europarc. res “ao longo do ano todo”, adiantou o autarca.

Segundo revelou a directora regional de Agricultura e Pescas


Viseu é o distrito
da região Centro com mais jovens agricultores
A directora regional de Agricultura e Pescas do Centro produtivo agrícola”.
(DRAPC) disse, em Castelo Branco, que Viseu é o distrito da re- A responsável da DRAPC sublinhou ainda que já foram entre-
gião Centro que mais tem instalado jovens agricultores. “Efecti- gues, no dia 05 de Maio, as propostas para o Plano de Desenvol-
vamente, enquanto região Centro, temos tido muita dinâmica. O vimento Rural do Centro 2014-2020.
distrito onde tem havido a instalação de mais jovens agricultores “Estamos agora a iniciar as negociações. Existem muitas
tem sido Viseu”, adiantou Adelina Martins. matérias que são de decisão nacional e temos que fundamentar
A directora da DRAPC realçou ainda o número de jovens agri- agora o porquê de lá estarem”, concluiu.
cultores que têm surgido no distrito de Castelo Branco, sobretu-
do no Couto da Várzea (Idanha-a-Nova), uma antiga proprieda-
de da direcção regional de agricultura.
“Temos tido uma grande procura para novos projectos. No dis-
trito [Castelo Branco], é interessante que, para além da produção de
pequenos frutos vermelhos, também estão a surgir muitos projectos
na área dos cogumelos, que tem um grande potencial”, adiantou.
Adelina Martins referiu que no último quadro comunitário de
apoio, ainda em execução, o Programa de Desenvolvimento Ru-
ral (ProDeR) na região Centro, “teve mais do dobro dos jovens
instalados do que teve nos quadros anteriores”.
“Isto é, de algum modo, um sinal positivo de que a agricultu-
ra está a ser encarada com outros olhos pelos jovens, enquanto
actividade”, disse.
A directora regional disse esperar que o número de jovens
agricultores continue a crescer na região, “para que possa haver
a inovação e o empreendedorismo que lhes está associado e que
tem modernizado de algum modo aquilo que é o nosso sector

26 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 27
Em Proença-a-Nova, a 4 de Junho

Resipinus discute
importância do pinheiro e o contributo
da resinagem na defesa florestal
No seguimento do projecto SUST-FOREST e do Grupo
de trabalho da resina, a Resipinus, Associação de Destila-
dores e Exploradores de Resina, promove em Proença-a-
-Nova, a 4 de Junho, pelas 10.30 horas, uma reunião com
o objectivo de olhar o território florestal, discutir a impor-
tância do pinheiro e do contributo da resinagem na defesa
florestal e desenvolvimento rural e o seu apoio no âmbito
do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020 Dia de Campo decorreu em Arco de Baúlhe, Cabeceiras de Basto
De forma a dar o devido enquadramento institucional
e continuidade ao trabalho que tem vindo a ser realizado,
com vista à reactivação da resinagem na Península Ibérica,
Syngenta apresentou
a Resipinus, como associação de âmbito nacional repre-
sentativa dos resineiros e da indústria de primeira transfor-
mação da resina, organiza esta reunião, para a qual espera
soluções para uma viticultura com futuro
A Syngenta esteve no Minho para debater e apresentar so- As vinhas da sub-região de Basto estão por estes dias em fase
contar com entidades com responsabilidade pública, bem luções para uma viticultura com futuro. No âmbito da iniciativa de floração, que será decisiva para o sucesso do ano vitícola. “Em
como todos agentes ligados à fileira. Syngenta em Campo, reuniu cerca de 40 agricultores e técnicos termos gerais e para quem já realizou 2 a 3 tratamentos, a vinha
Para a Resipinus, “o estado a que se chegou actual- que tiveram oportunidade de verificar in loco os resultados do está “limpa” em termos fitossanitários, no entanto, a instabilidade
mente, em termos de declínio da área de pinho e da pro- programa de protecção aplicado à vinha. das condições climáticas dos últimos dias requer cuidados redo-
blemática dos incêndios, coloca o novo PDR como uma A novidade em destaque foi o Luzindo®, um insecticida em brados, ou seja, um tratamento com qualidade e segurança, na
derradeira oportunidade para poder ainda relançar, no fase de lançamento, que se ajusta particularmente às necessi- minha opinião um tratamento sistémico, com acção preventiva e
curto prazo, a resinagem como ferramenta territorial impar dades dos viticultores do Minho, devido à sua dupla acção no curativa”, sugere o técnico da Casa Agrícola do Arco.
na defesa contra os incêndios”. controlo do insecto vector da Flavescência Dourada (Scaphoi- O Dia de Campo em Arco de Baúlhe contou com a presença
deus titanus), uma doença que se tem propagado nas vinhas da da Enguirelva, empresa de Guimarães que presta um serviço de
região, e no controlo da Traça-dos-Cachos. “Este é o primeiro inspecção de equipamentos de aplicação de produtos fitofarma-
ano que vamos comercializar o Luzindo®, mas pelas caracte- cêuticos, através de um centro móvel. Nesta sessão prática fo-
rísticas das substâncias activas que o compõem e pelas perfor- ram esclarecidas algumas dúvidas técnicas sobre pulverização/
mances já verificadas nos ensaios, penso que terá sucesso”, afir- calibração e vistoria de pulverizadores, sensibilizando os agricul-
ma Pedro Teixeira, técnico da Casa Agrícola do Arco, distribuidor tores para a importância de uma pulverização ajustada à fase da
Syngenta em Arco de Baulhe. cultura, de modo a aumentar a eficácia dos produtos e a preser-
Outro dos produtos que tem contado com a preferência dos var o meio ambiente.
viticultores da região é o Quadris Max®. “Este fungicida agrada- O Dia de Campo decorreu na Quinta do Outeirinho, em Arco
-me bastante, não só a mim, mas também aos viticultores da re- de Baúlhe, concelho de Cabeceiras de Basto, onde a Syngenta
gião. Quem o utiliza um ano não esquece. É um produto 4 em 1, apresentou a sua estratégia de protecção para a cultura da vi-
ou seja, possui acção contra 4 doenças – Escoriose, Míldio, Oídio nha, com destaque para o novo insecticida Luzindo. A empresa
e Black Rot - e pode ser aplicado em várias fases do ciclo videi- Enguirelva enriqueceu o evento com uma sessão prática sobre
ra”, acrescenta Pedro Teixeira. pulverização, calibração e vistoria de pulverizadores.

No âmbito da Estratégia Local de Desenvolvimento da Cova da Beira


RUDE aprovou 12 milhões de euros
de investimento em zonas rurais
A RUDE - Associação de Desenvolvimento Rural da Cova da A RUDE sublinha que, nos últimos três anos, através da Es-
Beira anunciou a aprovação para a região de 26 novos projec- tratégia de Desenvolvimento Local, foram apoiados na Cova da
tos, num investimento global de 2,3 milhões de euros, parte dos Beira “cerca de 120 projectos, que representam um investimento
quais cofinanciados. próximo dos 12 milhões de euros” e um financiamento de 6,5 mi-
Em comunicado, a RUDE refere que os projectos se enqua- lhões de euros.
dram na Estratégia Local de Desenvolvimento da Cova da Beira De acordo com os dados, estes projectos permitiram a cria-
inscrita no eixo de Dinamização das Zonas Rurais do Programa ção de 165 novos postos de trabalho em zonas rurais. Para a
de Desenvolvimento Rural - ProDeR. No documento é explicado RUDE, “estes indicadores constituem o reflexo do dinamismo da
que “com este novo pacote de incentivos” ficará concluída a to- associação enquanto entidade gestora da abordagem LEADER e
talidade de fundos previstos “no contexto do último período de traduzem o resultado de uma gestão alicerçada na proximidade,
programação” e que a concretização das verbas deverá ocorrer na descentralização e no apoio a pequenos investimentos gera-
“até final de 2014”. dores de emprego, inovação e competitividade”.

28 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 29
Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte trabalha nesse sentido Produtores apontam a chuva como a “maior inimiga”

Centro Nacional de Competências Cereja de Resende com quebras


de Frutos Secos pode ir para Bragança de produção de cerca de 70 por cento
O director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel A chuva está a ser apontada como a principal ini-
Cardoso, anunciou que está a trabalhar junto do Governo para miga da produção de cereja de Resende, que este ano
que seja instalado na região de Bragança o novo Centro Nacio- regista quebras na ordem dos 70 por cento em produ-
nal de Competências de Frutos Secos. “Estamos a trabalhar nesse ções situadas junto ao Rio Douro.
sentido”, afirmou, defendendo que a região de Bragança é o local Um responsável pela Cermouros, uma sociedade
certo para a instalação do novo organismo pelo peso económico produtora de cerejas de S. Martinho de Mouros, no
da castanha e da amêndoa. concelho de Resende, admitiu que 2014 é um ano mui-
A Terra Fria Transmontana - nomeadamente os concelhos de to mau na produção deste fruto. “Este é um ano fora do
Bragança e Vinhais - é a maior produtora nacional de castanha, comum, a deixar marcas pela negativa. O que a chuva
enquanto os concelhos do sul do distrito, na Terra Quente e Dou- provocou é uma verdadeira calamidade”, sustentou.
ro Superior, concentram a maior parte da produção nacional de Para José Almeida, a pluviosidade revelou-se “a
amêndoa. maior inimiga” da cereja de Resende, em duas fases
O Governo está a criar por todo o país uma rede nacional de cruciais da produção. “Na altura dos ‘vingamentos’,
centros de competências dedicados a sectores específicos. Para quando as cerejeiras estão em floração, tivemos uma
o Nordeste Transmontano está já confirmado o centro dedicado semana de chuva, o que deixou as folhas agarradas
ao azeite, que ficará localizado em Mirandela, e o director regional umas às outras, não deixando que a flor vingasse. Como
garantiu estar a “fazer tudo” para que esta região fique também se não bastasse, a chuva dos últimos dias regressou
com o centro direccionado para os frutos secos. “Dentro de algu- para rachar o fruto que havia nas árvores”, descreveu.
mas semanas o processo deverá ficar concluído”, indicou. O responsável da Cermouros considera mesmo que
Segundo explicou, tudo o que diga respeito aos respectivos não se recorda de “um ano tão mau” em termos de
sectores, desde a indústria, comércio, investigação, divulgação, produção, prevendo colher pouco mais de 150 tonela-
ficará associado a estes centros, que têm ainda as competências das. “O ano passado colhemos à volta de 700 tonela-
de “captar eventos” de representarem institucionalmente o país das de cereja, isto é, este ano teremos menos de 70 por
junto das instâncias internacionais de cada sector. cento da produção. Nem os produtores mais antigos se
lembram de um ano assim”, lamentou.
António Soares, 92 anos, garante que foi “o pri-
meiro a fazer pomares de cerejas em Resende”, corria
o ano de 1968, também não tem “memória de um ano
tão fraco”. “Posso dizer que este ano tive uma quebra
muito grande na chamada cereja temporã (precoce).
E a cereja da segunda fase vai pelo mesmo caminho”,
sublinhou.
De acordo com o produtor, várias cerejeiras que em
outros anos produziam mais de 100 quilos de cerejas
estão este ano completamente “despidas”, provocan-
do-lhe uma redução da produção de 60 a 70 por cen-
to. “A chuva trouxe-nos um prejuízo enorme e a cereja
que ainda está nas árvores está toda a gretar”, alegou.
Também Rogério Silva, um dos maiores produtores
de cereja do concelho de Resende, atribui à chuva uma
quebra na produção na ordem dos 30 a 35 por cen-
09.30h - Desfile - Viseu
19.00h - Grupo de Cantares Camponês - Teivas to. “A produção de cereja junto ao Rio Douro foi muito
22.00h - Grupo IRA - Teivas afectada, perdendo-se entre 60 a 70 por cento. Mas,
quem tem cerejas como eu, mais acima, junto à serra,
Concessionário Oficial
das Cavalhadas de Teivas:
já não se pode queixar do mesmo, acabando por equi-
librar a produção”, justificou.
Rogério Silva defende que apesar de muitos pro-
dutores terem registado quebras assinaláveis, haverá
muita cereja no Festival de Resende. “A quebra de pro-
dução não é tão alarmante como fazem crer. Se não
houver chuva nos próximos dias, ainda se vai apanhar
muita cereja tardia”, concluiu.
A XIII edição do Festival de Cereja de Resende
acontece nos dias 31 de Maio e 01 de Junho. Para os
produtores locais, é o clima que faz da cereja de Re-
sende um fruto especial, atribuindo-lhe um sabor mais
Viseu
Design:

adocicado do que noutras regiões.

30 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 31
Quase duplicou em 20 anos

Área de cerejal aumentou na Cova da Beira


A área de cerejal na Cova da Beira tem aumentado e há cada tores, pelo que acabou por seguir os passos da família.
vez mais investidores de diferentes sectores a apostar na produ- Comprou um terreno, candidatou um projecto e, depois de o
ção de cereja, comprovam os projectos que estão a ser concre- ver aprovado, deu início à plantação de sete hectares. O inves-
tizados na região. timento de cerca de 80 mil euros está concretizado e, agora, a
O cadastro de terras só apresenta elementos até 2009, mas mais recente empresária aguarda que o pomar (também da nova
demonstra que, em 20 anos, na Cova da Beira, a área plantada geração) comece a dar frutos. As expectativas são as melhores,
com cerejeiras quase duplicou: passou-se de 1.079 hectares, em até porque Sara Martins sabe a “mais-valia” que a marca “Cereja
1989, para 1.868 hectares, em 2009, de acordo com os dados do Fundão” tem na hora de vender o produto.
facultados pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Já Aldo Costa, 35 anos, natural de Vila do Conde, não tinha,
Centro. Daí para a frente, o levantamento ainda não foi realizado, até há pouco tempo, mais contacto com as cerejas do que o de
mas os investimentos continuam a ser realizados e a bom ritmo. típico consumidor, realidade que se alterou quando este profes-
Paulo Ribeiro, empresário natural de Felgueiras e a residir sor universitário na área de desporto e a mulher, uma investiga-
na região há vários anos, concluiu em 2012 a plantação de 56 dora de ciências farmacêuticas, resolveram plantar seis hectares
hectares de cerejeiras. O pomar, que atravessa as freguesias de de cerejeiras.
Peraboa e Ferro (Covilhã), é um dos maiores pomares contínuos O projecto surge depois de o casal ter optado por fixar resi-
de cerejas do país e é apenas uma parte do projecto delineado dência na freguesia de Peraboa, Covilhã, numa propriedade com
por Paulo Ribeiro. vários hectares, que permitia outro aproveitamento, além do re-
Até 2017, este empresário pretende ter 100 hectares de ce- sidencial.
rejeiras plantados e nesse ano conta colher 500 toneladas de O aconselhamento técnico e o facto de existirem na região
cereja, número que deverá duplicar quando a produção estiver produtores com conhecimento do sector e estruturas “de apoio à
em pleno. produção e escoamento” ditaram que o casal resolvesse apostar
Nessa altura, Paulo Ribeiro terá investido um total de dois mi- na produção de cerejas, com a respectiva candidatura aprovada.
lhões e meio de euros, um milhão e quatrocentos mil dos quais As cerejeiras acabaram de ser plantadas em Abril.
já concretizados. “Só fazia sentido investir se tivesse dimensão. Eduardo Melf, 48 anos, natural do Ferro, concelho da Covilhã
Ou fazia uma plantação com dimensão, massa crítica e escala ou é outro dos exemplos que demonstram que a cereja tem con-
não fazia nada”, refere este empresário, que também tem uma quistado cada vez mais pessoas e dos mais diferentes sectores
empresa de comercialização de tomate e derivados de fruta. A de actividade.
aposta na cereja surge de forma natural e porque Paulo Ribeiro Advogado de profissão, Eduardo Melf, que já tinha um pequeno
quis sedimentar as raízes que já tem na região. pomar familiar, acabou recentemente de plantar o número exac-
Raízes que no caso de Sara Martins, 30 anos, formada em to de 4.350 cerejeiras, ou seja, um pomar de nove hectares. Neste
agronomia, já estavam profundamente ligadas à cereja. No fim caso, o projecto também é levado a cabo em família e o factor “fun-
do curso, esta jovem filha de produtores ainda tentou trabalhar dos comunitários” também pesou na hora de concretizar o projecto,
na área de formação, mas só encontrou empregos noutros sec- que, “se correr bem”, poderá ser alargado.

32 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 33
ÚLTIMAS ÚLTIMAS
IV Festival Pão de Ló, de 6 a 8 de Junho
De 6 a 15 de Junho
Ovar promove Festas de Estarreja com a tradição
mostra de pão-de-ló de todo o país de sempre em formato renovado
A Câmara de Ovar vai promover uma mostra de pão-de-ló de
várias regiões do país, inserida no IV Festival Pão de Ló, que de- Tradicional sem deixar de ser arrojada, a edição de 2014
correrá de 6 a 8 de Junho na Praça da Republica. Este evento gas- das Festas de Santo António, da Cidade e do Município de
tronómico atrai à cidade muitas dezenas de milhares de visitantes. Estarreja amplia o seu espaço, da Praça Francisco Barbosa
Sendo de produto de “de forte atracção turística”, a Câmara ao Parque Municipal do Antuã.
de Ovar “vai reforçar o evento, sabendo que o pão-de-ló e uma De 6 a 15 de Junho os festejos animam a cidade, com
marca e um produto que muito dignifica o município”, garantiu o uma oferta cultural preenchida com concertos, mercado
presidente da autarquia, Salvador Ferreira da Silva, que quer con- antigo, marchas, exposições, gastronomia regional, folclore,
solidar o certame como uma referência no país. desporto e eventos promovidos pelas associações. Ala dos
O Festival vai estar divido por dois palcos, a Praça da Repúbli- Namorados, Os Azeitonas e Galandum Galundaina garan-
ca, em frente à Câmara Municipal e na Praça Neptuno, mesmo ao tem música de qualidade aos festejos deste ano. Serão por
lado. Este é, segundo o autarca, a primeira inovação do certame isso várias as oportunidades que os estarrejenses e visitan-
que conta, também, com uma mostra nacional deste produto da tes têm para se divertir, com entradas livres.
doçaria tradicional portuguesa, numa combinação perfeita com o As velhinhas “Festas da Vila”, hoje assumidas como de
vinho do Porto, que se associa ao evento. Santo António, da Cidade e do Município, são uma referência
A certificação da Marca “Pão-de-ló de Ovar” e a criação da para Estarreja, tendo a autarquia apostado este ano na sua
Confraria do Pão-de-ló são dois objectivos que a autarquia se requalificação e extensão para receber os visitantes, cada vez
propõe levar a cabo, com o apoio da Associação de Produtores em maior número, num ato de celebração que se pretende dis-
de Pão-de-ló de Ovar. tinto.
O Festival conta também com uma Feira de Artesanato e mui- A Praça Francisco Barbosa acolhe os momentos mais
ta animação. tradicionais e populares. O ex-libris dos festejos chega no
dia 8, domingo, com o Mercado Antigo, que recua aos anos
20 a 40 do século XX, com dezenas de espaços de venda,

Confraria Saberes e Sabores da Beira produtos e trajes adequados à época, ressalvando-se mais
uma vez a participação de colectividades e comunidade.
A praça enche-se de tendas e de passeantes, num rebuliço
“Grão Vasco” activa no mês de Maio de feira popular, carregado de emoções e de memórias, dando
ao histórico local muita animação como há cem anos se veria.
A Confraria Saberes e Sabores da Beira “Grão Vasco” comemorou O dia é animado com o Desfile Etnográfico e com o Festival de
neste mês de Maio o XII aniversário, num evento que contou com a Folclore que reúne os cinco ranchos folclóricos locais.
presença de Mário Vilalva, embaixador do Brasil em Portugal. As rela-
ções comerciais entre Portugal e o Brasil estiveram em destaque, com
o diplomata a garantir que em breve as taxas aduaneiras podem vir a De 6 a 8 de Junho, no concelho de Montemor-o-Velho
ser abolidas, com o iminente acordo entre a União Europeia e o Merco-
sul. Na ocasião, o escritor António Abreu Freire deu uma palestra, sob o
tema “Os Viseenses na Formação da Nação Brasileira”.
Clube de Caçadores da Carapinheira
Entretanto, a Confraria fez-se representar num almoço/convívio
promovido pelo Comendador Orlando Cerveira Francisco, destacado organiza IV Feira de Caça e Pesca
dirigente da Comunidade Portuguesa no Rio de Janeiro, ligado a inú- Divulgar o património cinegético, natural e paisagístico da nomia regional estará presente numa tasquinha onde serão
meras instituições, que decorreu na sua terra Natal, a Gralheira. Entre região, os produtos regionais de maior interesse do concelho de confeccionados os bons petiscos da nossa região.
os muitos amigos presentes, destaque para José Cesário, secretário de Montemor-o-Velho, bem como todas as valências empresariais Para o dia 7 de Junho está marcada uma prova de Santo
Estado das Comunidades, e Francisco Lopes, presidente da Câmara de associadas às actividades de caça e pesca, são os objectivos do Huberto a contar para o campeonato da Federação de Caça e
Lamego. Clube de Caçadores da Carapinheira com a realização da IV Feira Pesca da Beira Litoral, onde serão apurados os concorrentes
de Caça e Pesca, que vai ocorrer de 6 a 8 de Junho. que irão representar esta Federação no Campeonato Nacional
Esta iniciativa visa também demonstrar a importância das ac- da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses.
tividades de caça e pesca para o desenvolvimento socioeconó-
mico e ambiental da Zona de Caça Associativa da Carapinheira.
Para cumprir estes objectivos, “pretendemos que estejam
presentes o maior número possível de valências na área de artigos
relacionados com a caça e a pesca, bem como todas as vertentes
necessárias para o exercício da caça e treino dos cães”, refere a
organização.
Em comparação com edições anteriores, além da exposição
nos stands presentes no Pavilhão Multiusos, haverá diversas ac-
tividades, tais como largada, demonstração de cães de parar, ex-
posição de diversos criadores de cães a nível nacional, exposição
de aves utilizadas em cetraria, bem como demonstrações do voo
livre destas aves, actividades cinegéticas e animação. A gastro-

34 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 35
ÚLTIMAS BREVES
Para promover a competitividade do produto De 6 a 8 de Junho De 6 a 8 de Junho, às ruas

Lourinhã quer criar Rota da Aguardente Expo Mortágua mostra e ruelas da zona alta da cidade
Feira Medieval de Lamego
A Lourinhã quer criar uma Rota da Aguardente vo. “Hoje em dia, a aguardente vale muito mais e discute desafios
como forma de promover a competitividade deste pro- do que o vinho, embora também implique mais e oportunidades da floresta oferece actividades
duto único em Portugal. A criação desta rota tem como
objectivo colocar o concelho no mapa dos destinos
investimento. Em média o produtor precisa de 10
litros de vinho para obter um litro de água arden-
vocacionadas só para as crianças
enoturísticos e abranger a região demarcada. te”, afirma o presidente da CVR.
A Região, Demarcada para Aguardente Víni- A Lourinhã, que, do ponto de vista enoturís- Pela primeira vez, na Feira Medieval de Lamego haverá a
ca de Qualidade e com Denominação de Origem tico, já integra a recém-criada Associação das realização de actividades lúdicas especialmente vocacionadas
Controlada (DOC), é a única existente em Portu- Rotas dos Vinhos de Portugal (ARVP), só comer- para as crianças: uma verdadeira “Caça ao Tesouro Medieval” e
gal e a terceira em todo o mundo, a par de Cog- cializa aguardente com mais de cinco anos de uma recriação histórica infantil das antigas Cortes de Lamego. A
nac e Armagnac, em França. envelhecimento, produzida sempre com as cas- primeira actividade requer a inscrição prévia dos futuros partici-
São apenas dois os agentes económicos que tas recomendadas ou autorizadas. pantes na Câmara Municipal ou no Castelo de Lamego.
certificam esta aguardente, na Comissão Vitivi- “O consumo de aguardente tem aumenta- Este certame, que todos os anos junta milhares de pessoas,
nícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), apesar do. De 2012 para 2013 cresceu cerca de 12,5%. vai regressar de 6 a 8 de Junho, às ruas e ruelas da zona alta
de existirem outros produtores a engarrafar este De 2013 para 2014 cresceu 15%. A existência da da cidade, num ambiente efervescente e repleto de animação,
produto, com as suas marcas. Rota da Aguardente poderá em muito contribuir onde dezenas de artesãos, mercadores, artífices e místicos se-
De acordo com o presidente da CVR Lisboa, para acelerar este crescimento contínuo das rão responsáveis pela recriação do comércio e das artes e dos
Vasco d’Avillez, a demarcação desta região per- vendas da Aguardente da Lourinhã”, conclui Vas- ofícios medievais.
mitiu que este produto desse um salto qualitati- co d’Avillez. A nobreza, os mestres de ofício e os servos da gleba, que “as-
A Câmara de Mortágua vai realizar, de 6 a 8 de Junho, a sentam arraiais” na zona envolvente da Praça do Comércio para
Expo Mortágua, certame que constituirá uma mostra tec- fazerem a recriação histórica dos tempos de D. Afonso Henriques e
das lendárias Cortes de Lamego, esperam pela sua visita.
Quinta das Marias TN Reserva, Tinto 2011,é o Melhor Vinho Varietal nológica transversal às áreas da floresta, bioenergia, am-
biente e turismo e que tem por objectivo ser uma referência
Vinhos do Dão em destaque no Concurso Nacional de Vinhos a nível nacional e internacional.
Para além da componente de demonstração e exposi-
III Festival
O Concurso Nacional de Vinhos/Wines of Portugal Challenge
2014, organizado pela ViniPortugal, distinguiu 280 vinhos com
Eckert – Quinta das Marias) ção de novos produtos, serviços e processos, este even- da Truta em Vila Nova de Paiva
Vinhos distinguidos com Medalha Ouro: to constituirá também uma oportunidade de negócio e de
22 Grandes Ouros, 45 Ouros e 213 Pratas. troca de conhecimentos. No âmbito do certame, decorrerá
- Titular Touriga Nacional, Tinto 2010 (Caminhos Cruzados) Vila Nova de Paiva recebe de 6 a 8 de Junho, mais uma edi-
A Região Demarcada do Dão obteve uma distinção na cate- no dia 7 de Junho o Fórum Florestal Mortágua 2014, onde
- Casa de Santar Touriga Nacional, Tinto 2010 (Dão Sul) ção do Festival da Truta, que terá por palco a Praia Fluvial de
goria “Os Melhores do Ano”, três medalhas Grande Ouro, cinco serão debatidos os principais desafios e oportunidades que
- Tesouro da Sé Private Selection, Tinto 2009 (UDACA) Fráguas. Pesca no Paiva, fim-de-semana gastronómico da Tru-
Medalhas de Ouro e 11 Medalhas de Prata. Na categoria “Os Me- a floresta oferece.
- Américo Reserva Touriga Nacional, Tinto 2010 (Seacampo) ta nos restaurantes aderentes, show cooking com o Chef Luís
lhores do Ano”, encontra-se o vinho Quinta das Marias Touriga Para o presidente da Câmara de Mortágua “a crescente
- Adega da Corga Reserva, Tinto 2011 (Virginia Marques Barbosa Américo, produtos locais e muita animação são algumas das
Nacional Reserva, Tinto 2011, como o Melhor Vinho Varietal. procura de produtos de origem florestal, rolaria para pas-
Formoso) actividades que os visitantes não podem perder.
O presidente da Viniportugal, Jorge Monteiro, destacou o evi- ta e papel, para aglomerado, e para serração, associada à
dente aumento de qualidade dos mais de mil vinhos que foram Vinhos distinguidos com Medalha Prata: dependência energética dos combustíveis fósseis têm im-
submetidos à apreciação de um júri que contou com a participa- pulsionado uma contínua utilização dos recursos e ecos-
ção de 75 enólogos nacionais e de 25 especialistas estrangeiros, - Tazem Grande Escolha, Tinto 2010 (Adega Cooperativa de Vila
Nova de Tazem) sistemas florestais”, afirma José Júlio Norte. Neste contexto,
oriundos dos mais diversos países. prossegue o autarca, “é indiscutível a importância da flo-
Além da distinção agora atribuída, os vinhos galardoados - Tazem, Tinto 2011 (Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem)
- Aliança Reserva, Tinto 2011 (Aliança Vinhos de Portugal) resta e de toda a sua fileira, desde a produção, passando
com grande ouro vão estar durante o ano expostos nos espaços pela silvicultura e exploração, como factor de implementa-
da Viniportugal, que os levará também como embaixadores em - Allgo, Tinto 2012 (CM Wines)
- Maria João Private Collection, Tinto 2008 (Dão Sul) ção de novos negócios, desenvolvimento de novos postos
todas as acções promocionais e educacionais a realizar nos di- de trabalho e criação de valor para o país, para a região e,
versos mercados de exportação. - Julia Kemper, Branco 2013 (Julia Kemper Wines)
- Opta Reserva, Tinto 2011 (Sociedade Agrícola Boas Quintas) fundamentalmente, para Mortágua”.
Receberam a Medalha Grande Ouro: - Quinta dos Carvalhais Duque de Viseu, Branco 2012 (Sogrape) Segundo o edil, “podemos facilmente comprovar o
- Grão Vasco, Tinto 2010 (Sogrape) papel das áreas e actividades associadas ao mercado da
- Pedra Cancela, Tinto 2011 (João Paulo Gouveia)
biomassa, termoelectricidade e pellets energéticos, assim
- Casa da Passarella, Colheita Branco 2013 (Casa da Passarella) - Lagar de Darei Reserva, Tinto 2011 (Vinhos de Darei)
como dos equipamentos de transformação e consumo,
- Quinta das Marias, Touriga Nacional Reserva, Tinto 2011 (Peter - Lagar de Darei, Tinto 2011 (Vinhos de Darei)
enquanto factores preponderantes de diversificação da
Ano X - N.º 225 economia, do emprego e do comércio, colocando o Con-
Director José Luís Araújo (CP n.º 7515), jla.viseu@gmail.com | Editor Classe Média C. S. Unipessoal, Lda. celho de Mortágua na senda do desenvolvimento florestal,
Redacção Luís Pacheco | Departamento Comercial Filipe Figueiredo, João Silva, Fernando Ferreira, José Martins e Helena Morais afirmando-se como referência a nível nacional”. Por outro
Opinião Miguel Galante | Apoio Administrativo Jorge Araújo lado, “os espaços florestais e a água providenciam uma
Redacção Praça D. João I Lt 363 Fracção AT - Lj 11 - 3510-076 Viseu | Telefones 232436400 / 968044320
simbiose perfeita entre lazer e meio ambiente, estando o
E-mail: gazetarural@gmail.com | Web: www.gazetarural.com
ICS - Inscrição nº 124546
sector turístico a reforçar a importância do cluster da natu-
Propriedade Classe Média - Comunicação e Serviços, Unipessoal, Limitada | Administração José Luís Araújo reza, e da aventura, fomentando o desfrute do mundo rural
Sede Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu e consequente valorização dos produtos locais, saberes e
Delegação Edifício Vouga Park, Sala 42 - Sever de Vouga sabores. Interessa, por isso, evidenciar a sua importância,
Capital Social 5000 Euros | CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507021339 | Dep. Legal N.º 215914/04 promovendo-os como forma de preservação e potencia-
Execução Gráfica Sá Pinto Encadernadores | Telf. 232 422 364 | E-mail: ajsapinto@mail.telepac.pt | Zona Industrial de Coimbrões, Lote 44 - 3500-618 Viseu ção de valores genuínos”, salienta José Júlio Norte.
Tiragem média Versão Digital: 80000 exemplares | Versão Impressa: 2500 exemplares
Nota: Os textos de opinião publicados são da responsabilidade dos seus autores

36 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 37
Um desafio lançado aos munícipes do concelho Sob o mote “Nelas – Sabores que Conquistam”

Concurso Câmara de Nelas


“Florir Armamar” decorre até 31 de Agosto promove I Concurso Gastronómico
Florir Armamar é o novo desafio lançado “Nelas – Sabores que Conquistam” é o mote para
aos munícipes do concelho. O concurso, pro- o I Concurso Gastronómico de Nelas, promovido pela
movido pela autarquia, tem como objectivo re- Câmara de Nelas, cuja apresentação decorreu no Ho-
forçar a beleza natural de Armamar convidando tel da Urgeiriça e contou com a presença da autarca
a população a florir as suas janelas, varandas, Borges da Silva, assim como dos estabelecimentos de
portas, jardins e montras, no caso dos comer- hotelaria, restauração e bebidas do concelho.
ciantes. Os espaços a concurso deverão estar O concurso, que decorre de 24 de Junho a 24 de
visíveis e ornamentados entre 22 de Junho e 31 Agosto, é direccionado a padarias, pastelarias, tascas,
de Agosto. Os participantes quer a título indivi- tabernas, snack-bares, restaurantes, hotéis e bares,
dual quer colectivo devem residir no município com o principal objectivo de dar a conhecer as iguarias
de Armamar. locais e dinamizar o tecido empresarial do Concelho e
O concurso está dividido em três categorias: região.
janela e varanda florida, porta e montra florida e Os estabelecimentos participantes serão identifi-
jardim. Cada participante pode concorrer com o cados através de uma sinalética e um certificado de
número de categorias que desejar. participação “Nelas – Sabores que conquistam”, e irão
As inscrições e respectiva entrega decorrem constar do Guia Gastronómico/Turístico de Nelas.
de 6 a 20 de Junho na Câmara de Armamar, Jun- Os prémios serão atribuídos atendendo a critérios
tas de Freguesia, Piscinas Cobertas e Posto de que tenham em conta a qualidade, confecção, apre-
Turismo. A inscrição para o concurso é gratuita sentação, sabor, serviço, acolhimento e ambiente,
e implica a aceitação integral do regulamento, higiene e serviço de vinhos, relação qualidade/preço,
disponível na autarquia. entre outros, em duas fases de apuramento, em que
O anúncio público dos espaços vencedores serão atribuídos um, dois ou três “cachos” de classifi-
será feito durante o mês de Setembro no por- cação. Todos os classificados serão convidados a es-
tal e no facebook de “Armamar, Terra de emo- tarem presentes na praça de alimentação da Feira do
ções”, na internet. Vinho do Dão, que vai decorrer de 5 a 7 de Setembro.

38 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 39
Novo Cartão
Galp Frota Business Agrícola
com descontos imediatos até 6 Cts/Lt.
em Gasóleo Agrícola

SEM CUSTOS
ADIRA JÁ!

O novo cartão Galp Frota Business Agrícola mantem todos os benefícios do cartão Galp Frota Business
e permite aos titulares do cartão microcircuito obter descontos em gasóleo agrícola na rede de postos
aderentes em Portugal Continental.

Saiba mais em www.galpenergia.com


ou através do Serviço de Atendimento a Clientes Galp Frota: 707 508 408
40 www.gazetarural.com