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Disciplina: História da Música Antiga,

Renascentista e Barroca
Prof. Marcelo Moreira

São Luís-2018
1 FUNDAMENTAÇÃO
HISTÓRICO-SOCIAL

Será na Grécia que surgirá, pela primeira vez, a ambição
de criar música para ser apreciada.
Nas sociedades antigas a música sempre foi “funcional”,
estando sempre ligada a prática da cura de enfermos,
homenagem de autoridades, práticas de guerra e
militares e práticas mágicas em geral. Seu valor se liga a
sua eficácia, a ambiência e as sugestões que ela cria são
poderosas ferramentas para o sucesso dessas práticas.

A música é dirigida aos deuses e aos reis, às forças


invisíveis e visíveis, nunca ao homem propriamente.
Por volta do ano 1330 a.C., a civilização micênica, que antecedeu a
grega, sofre um brusco esfacelamento, resultante da invasão dos
dóricos, povos vindos do norte da Europa. Assim:
• um importante contingente populacional migrou para outras
regiões em especial para a Ásia Menor como consequência ;
• e as populações locais , sem mais contar com um poder político
unificador, irão percorrer um longo período de desordem em que as
comunidades aldeãs e a aristocracia guerreira subsistirão, resultando
um processo que no decorrer dos três séculos seguintes levarão o
surgimento de uma “sabedoria”. Uma maneira original de conceber
as questões da ordem urbana, política e econômica: as cidades-
estados, que receberão o nome de Polis (Vernant).

Nos séculos VII e VI a.C., atraídos pelo desenvolvimento das cidades


gregas, descendentes desses gregos que outrora migraram, agora
retornam, e é nesse momento de intensa interação cultural que
surgem os primeiros artesãos da civilização musical grega.
2 HERANÇA GRECO-LATINA

Esses primórdios da história da música grega estão
ligados à instituição dos grandes jogos artísticos em
Delfos, Esparta e depois Atenas. A música passa a ser
percebida como arte independente, cuja finalidade é ela
mesma e sua apreciação.
A Poesia Lírica é a mais importante invenção musical
desse período, trata-se de poemas que não são apenas
recitados, mas entoados, cantados segundo regras da
declamação.
São seus poetas: Safo de Lesbos, Anacreonte, Píndaro e
muitos outros.
Quanto ao aspecto essencialmente musical, a poesia lírica
exigia melodia invariável, o nomos, sobre a qual
desenvolvem-se os versos, como a de nossas canções
atuais.
Essas melodias invariáveis que se moldam aos poemas
chamam-se “nomos” e são executadas pelos instrumentos
típicos gregos, a lira ou cítara (instrumento de cordas) e o
aulo (instrumento de sopro), e também por um coral de
vozes.
A música tal qual concebida nesse período era fonte de
sabedoria. Suas relações matemáticas, e consequentemente
cósmicas, eram conhecidas desde Pitágoras.
A música requer uma instrução, ela não pode ser fruto
único de uma inspiração, pois ela pode conduzir ao bem
ou ao mal, ser construtiva ou destrutiva. Nisto se baseia a
concepção da Ética Musical grega na época clássica,
defendida por Platão e Aristóteles.
Para estes filósofos a ação punitiva das leis deve ser
substituída pela educação dos costumes e para tanto
propõe o ensino da música como instrumento de
progresso moral e fortalecimento das virtudes.
No decorrer do século IV a.C., observa-se um processo
de transformação da música, caracterizado pela
independência da música em relação a poesia, esse
processo é desencadeado pelo surgimento de músicos
instrumentistas altamente especializados que produzem
uma música sofisticada e virtuosística. Isso levará ao
enfraquecimento de suas qualidades educacionais e
morais. Esse período que se segue coincidirá com o que
os historiadores chamarão de período da decadência da
cultura grega.
O auge da cultura grega se deu durante o predomínio
político de Atenas, mas esse predomínio é quebrado
por Esparta em 404 a.C., depois pelo império
Macedônio em 336 a.C. e finalmente pelo império
romano em 146 a.C. A música grega, contudo
continuou a ser prestigiada, sendo exportada e
influenciando a música de outras regiões, no que ficou
conhecido como período helenístico.
Na Roma antiga, a música aparece como um elemento
de luxo e embelezamento e, o músico não possui mais
a condição especial que possuiu no período clássico em
Atenas. E a pantomima é preferida em detrimento da
arte lírica.
3 TEORIA DA MÚSICA
GREGA DE ARISTÓXENO

Aristóxeno de Terento, filósofo grego que viveu entre 360 e 300
a.C., produziu uma obra chamada “Elementos de Harmonia “
(ca. 330 a.C. ) em que apresenta a formulação de seu “grande
sistema perfeito”, quadro teórico que vem compor uma
sistematização geral dos elementos da música praticada até
então. Nele estão baseadas as considerações sobre teoria
musical grega (Candé,2001,p.87 ; GROUT-PALISCA,2007,
p.22).
O nome das notas são referências as cordas da lira.
As notas são organizadas a partir de tetracordes em que, os
intervalos formados pelas extremidades destes representam
uma quarta justa. Os tetracordes ordenavam-se dando origem a
um sistema completo de duas oitavas, o Grande Sistema
Perfeito ou GSP .
As notas internas dos tetracordes variam dando origem a
três gêneros diferentes: o diatônico, o cromático e o
enarmônico.
A variações do sistema em relação as alturas em termos
absolutos davam origem aos diversos tonoi. E as
variações referentes a organização intervalar os
harmoniai. Os tonoi relacionavam-se com a extensão das
vozes e os harmoniai com o efeito que as diferentes
escalas podiam suscitar no ouvinte.
Os fragmentos musicais notados que chegaram até nós
são:

• Fragmento de um coro do Orestes de Eurípides;


Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
ydSVwKPv0MHJJQmxOdzgxUG8/view.

• Fragmento de notação num papiro de Zenão;


Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0S2VSQjYyN0FqWms/view?usp=sharing.
• Peãs (primeiro hino a Apolo);
Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0NXI3MFptM19RZUU/view?usp=sharing ,.

• Peãs (segundo hino a Apolo);


Disponível em:https://drive.google.com/file/d/1VzUiGi_
UGQHKNPtbGwTM6I69FWIv9tZh/view?usp=sharing.
• Epitáfio de Sekilos;
Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0MFM0UEgyLUdUaUE/view?usp=sharing.

• Hinos à Musa,
Disponível em:<https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0Vjc1MzhTMGEtdTg/view?usp=sharing

• Hino a Nêmesis;
Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0Mjk0Ri1fZTlHX0U/view?usp=sharing .
Hino ao Sol;
Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0VVI0d0hLNnpaYzA/view?usp=sharing.

• Fragmentos de Contrapollinopolis;
Disponível em:https://drive.google.com/file/d/0B-
1ydSVwKPv0dWtDdUpZaTl5eFk/view?usp=sharing

• Papiro de Oxirrinco.
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1j1T
P9YkF_j1NFgk4QwYI8PfKtjlz6JKB/view?usp=sharing.
REFERÊNCIAS

CANDÉ, Roland de. História Universal da Música. São Paulo: Martins
Fontes,2001.p.66-95
CELEDÓN, Esteban Reyes. "Considerações gerais sobre a ética grega",
2001.{online}.Disponível em: <http://luchoagustin.tripod.com/etica.htm.>.
Acesso em: 10 out. 2017.
GROUT, Donald J.; PALISCA, Claude V. História da Música Ocidental.
Lisboa: Gradiva, 2007. Páginas 15 a 34.
ROCHA, Roosevelt, "Uma Introdução â teoria Musical na Antiguidade
Clássica", 2009. {online}. Disponível em:
<http://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/4565/312
8.>. Acesso em: 10 out. 2017.
WIKIPEDIA. "Nove poetas líricos",03h44min de 21 de junho de 2017.
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Nove_poetas_líricos.>.
Acesso em :10 out. 2017.