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Aula 09

Direito Ambiental p/ Polícia Civil - DF (Delegado)


Professor: Rosenval Júnior

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Direito Ambiental p/ Delegado da Polícia Civil do DF
Prof. Rosenval Júnior
Aula 09
AULA 09 Biodiversidade, Biossegurança e OGM

SUMÁRIO PÁGINA
Proteção e conservação da biodiversidade. 2
Legislação e tratados para a proteção às espécies 14
ameaçadas. Política Nacional de Biodiversidade
Lei 11.105/05 Biossegurança e controle de 19
organismos geneticamente modificados (OGM).
Lista de questões 31
Questões comentadas 37

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Biodiversidade

Biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade


de vida, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies,
a variedade de espécies da flora, da fauna, e de microrganismos, a
variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos
ecossistemas, e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas
formados pelos organismos.
A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes
categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas
categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade),
complementariedade biológica entre habitats (beta diversidade) e
variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a
totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e
seus componentes.
A Lei do SNUC (art. 2º, III) e também a Convenção sobre
Diversidade Biológica (ART. 2º) conceituam diversidade biológica como
a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,

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compreendendo, entre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e
outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem
parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre
espécies e de ecossistemas.
Há três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética
diversidade de espécies
diversidade de ecossistemas
Nosso território abriga entre 15% e 20% de toda a biodiversidade
do planeta e um grande número de espécies endêmicas. Isso faz com que o
Brasil seja considerado um dos países com a maior biodiversidade ou
diversidade biológica, sendo considerado megadiverso. Possui também o
maior bloco de área verde do planeta, a floresta amazônica, e em
território brasileiro podem ser encontrados dois hotspots: a Mata Atlântica
e o Cerrado.

Mata
Hotsposts Atlântica
brasileiros
Cerrado

Dois fatores são críticos na escolha de um hotspot: a existência de


alta concentração espécies endêmicas, ou seja, que são restritas a um
ecossistema específico e grandes taxas de destruição do habitat.

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Hotsposts são as regiões biologicamente mais ricas e mais


ameaçadas do planeta. As regiões em vermelho
correspondem aos Hotspots no mundo. O Brasil possui 2
hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado.

Quando o ecólogo inglês Norman Myers estabeleceu pela primeira


vez o conceito de áreas críticas para a conservação, ele não utilizou
critérios quantitativos com relação à definição de um hotspot. Contudo,
com o passar dos anos foram introduzidos patamares quantitativos na sua
definição, assim hotspot passou a ser considerado uma região com a
existência de pelo menos 1500 espécies vasculares endêmicas de
plantas e com 75% ou mais da sua vegetação destruída.
Dessa forma, hotspot é tido como toda área prioritária para
conservação, isto é, com alta biodiversidade e com alto grau de ameaça,
ecossistemas fragmentados e devastados, como é o caso da Mata
Atlântica que hoje possui apenas entre 7% a 8% da sua extensão
original, e estes estão distribuídos, na sua maior parte, em fragmentos de
diferentes tamanhos.
A riqueza biológica nacional manifesta-se também na diversidade de
ecossistemas. São seis biomas continentais: Amazônia, Cerrado,
Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa, que abrangem dez
regiões fitoecológicas e 31 formações vegetais, entre florestas, savanas e

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estepes. Somam-se, ainda, as áreas de formações pioneiras, de influência
marinha, fluvial e lacustre, como restingas e mangues, importantes
berçários naturais, e, também, as de tensão ecológica, isto é, de contato
entre diferentes regiões ecológicas. Além disso, há que se considerar os
ambientes marinhos existentes a partir dos 7.367 km de costa litorânea.

Biomas brasileiros:

Biomas Cobertura original em relação ao território


nacional

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Km2 Área/total do Brasil

Amazônia 4.196.943 49,29

Cerrado 2.036.448 23,92

Mata Atlântica 1.110.182 13,04

Caatinga 844.453 9,92

Pampa 176.496 2,07

Pantanal 150.355 1,76

8.514.877

Fonte: IBGE (2009).

Pessoal, o mais importante é que vocês saibam quais são os


biomas, e tenham noção das principais características, mas sem se
preocupar com os valores exatos.
Bioma é um agrupamento de tipos de vegetação contíguos e
identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e
história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade
biológica própria.
Observem que o maior bioma brasileiro é a Amazônia (ocupa quase
metade do território brasileiro) e o de menor extensão é o pantanal.
A Mata Atlântica figura entre os cinco primeiros biomas no ranking
dos Hotspots. A altitude determina, pelo menos, três tipos de vegetação
da Mata Atlântica: as matas da planície costeira, as florestas de encostas
e as matas de grandes altitudes. Esse quadro influencia um padrão de
alta riqueza de espécies. Além das áreas de florestas úmidas da
planície costeira, podem ser encontradas formações mais secas, as matas
semi-decíduas de interior e as florestas mistas, dominadas pela araucária
nas áreas mais frias da região sul do país.
A Mata Atlântica foi a primeira região do Brasil a ser colonizada e
tem a maior população. É o centro agro-industrial do Brasil e duas das
três maiores cidades da América do Sul - São Paulo e Rio de Janeiro -

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ficam em sua parte central. Há aproximadamente de 7 - 8% da Mata
Atlântica ainda intactos.
De acordo com a Lei 11.428/06, que dispõe sobre a utilização e
proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, consideram-se
integrantes desse bioma as seguintes formações florestais nativas e
ecossistemas associados, com as respectivas delimitações estabelecidas
em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE:
Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada
de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional
Semidecidual; e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais,
as vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e
encraves florestais do Nordeste.
O cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e
ocupa a região central do Brasil. Uma das mais ricas de todas as
regiões de savana tropical, o Cerrado possui alto grau de endemismo,
sendo um dos hotsposts brasileiros. É no Cerrado que está a nascente
das três maiores bacias da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São
Francisco e Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e grande
biodiversidade.
A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí,
Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no
Amapá, Roraima e Amazonas.
A fisionomia mais comum do Cerrado é uma formação aberta de
árvores e arbustos baixos coexistindo com uma camada rasteira
graminosa mas há nele também várias outras fisionomias, desde os
campos limpos até as formações arbóreas.
O bioma compreende um mosaico de diferentes tipos de vegetação,
determinados principalmente pelas condições do solo. A única formação
florestal é o cerradão, uma floresta seca de cobertura fechada que
alcança 7m de altura nos solos mais férteis. O Cerrado stricto sensu é
uma savana com uma camada herbácea bem desenvolvida, árvores

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pequenas, arbustos e palmeiras sem tronco. Outras formações são o
campo sujo e o campo limpo. Matas de galeria não são formações típicas
do Cerrado, mas são comuns na paisagem, abrangendo uma rede
interconectada de habitats ao longo de rios de três das maiores bacias
hidrográficas brasileiras. São importantes para a manutenção da
diversidade da fauna do Cerrado, constituindo refúgio e estrada de
dispersão para um número significativo de plantas e animais originários
da Floresta Amazônica e Mata Atlântica.
O clima é tropical, com chuvas concentradas no período de abril a
outubro. A estação da seca é bem definida, provocando, em algumas
áreas, falta de água. Muitas das espécies de plantas típicas do Cerrado
são próprias de região seca. As queimadas, tanto as naturais quanto as
provocadas pelo homem, são uma característica importante da ecologia
do Cerrado. A flora mostra um grupo de adaptações ao fogo, inclusive
cascas de árvore grossas, folhas resistentes e uma capacidade de
regeneração rápida. O fogo tem papel importante na germinação de
sementes de várias espécies.
A melhoria do transporte e da infraestrutura, a indústria
automobilística e a pesquisa na área da agricultura e do solo resultaram
na transformação do Cerrado na mais importante região de agronegócio
(soja, milho e arroz irrigado) do país.
A floresta amazônica possui como vegetação característica
árvores altas (Terra Firme). Nas planícies que acompanham o Rio
Amazonas e seus afluentes, encontram-se as matas de várzeas
(periodicamente inundadas) e as matas de igapó (permanentemente
inundadas).
Os tipos de vegetação na Amazônia são: campinaranas; florestas
estacionais deciduais ou semideciduais; florestas ombrófilas abertas;
florestas ombrófilas densas; formações pioneiras com influência fluvial
e/ou marinha; refúgios montanos; savanas amazônicas.
No Brasil a Amazônia faz divisa com o bioma cerrado ao sul e com o
bioma caatinga no semi-árido ao leste. Essas zonas de transição formam

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ecótonos. Essas regiões de encontro coincidem com o arco de
desmatamento.
Essas zonas de transição são de grande dimensão e as mudanças
de vegetação ocorrem, em geral, de maneira muito lenta.
A caatinga é o bioma menos conhecido cientificamente e vem
sendo tratado com baixa prioridade, não obstante ser um dos mais
ameaçados, devido ao uso inadequado e insustentável dos seus solos e
recursos naturais, e por ter cerca 1% de remanescentes protegidos por
unidades de conservação.
O nome desse bioma tem origem indígena e significa mata clara e
aberta , é exclusivamente brasileira e ocupa cerca de 11% do país. É o
principal bioma da Região Nordeste, ocupando totalmente o Ceará e
parte do Rio Grande do Norte (95%), da Paraíba (92%), de Pernambuco
(83%), do Piauí (63%), da Bahia (54%), de Sergipe (49%), do Alagoas
(48%) e do Maranhão (1%). A caatinga também cobre 2% de Minas
Gerais.
A Caatinga apresenta uma grande riqueza de ambientes e espécies
(biodiversidade), que não é encontrada em nenhum outro bioma
(espécies endêmicas). A seca, a luminosidade e o calor característicos de
áreas tropicais resultam numa vegetação de savana estépica, espinhosa e
decidual (quando as folhas caem em determinada época). Há também
áreas serranas, brejos e outros tipos de bolsão climático mais ameno.
Esse bioma está sujeito a dois períodos secos anuais: um de longo
período de estiagem, seguido de chuvas intermitentes e um de seca curta
seguido de chuvas torrenciais (que podem faltar durante anos). Dos
ecossistemas originais da caatinga, 80% foram alterados, em especial por
causa de desmatamentos e queimadas.
O pampa fica situado no extremo sul do Brasil e se estende
também pelo Uruguai e Argentina. Os campos sulinos ou pampas ,
termo indígena que significa região plana, é o único bioma brasileiro
restrito apenas a uma unidade da federação, o estado do Rio Grande do

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Sul onde ocupa 63% de sua área, correspondente a aproximadamente
178.000 quilômetros quadrados.
É um ecossistema campestre com vegetação predominantemente
de gramíneas e alguns arbustos espalhados e dispersos. Próximos aos
cursos d'água e nas encostas de planaltos a vegetação torna-se mais
densa, com ocorrência de árvores. Os Banhados, áreas alagadas perto do
litoral, também fazem parte desse bioma.
O pantanal é a maior planície de inundação periódica
reconhecida nacional e internacionalmente pela exuberância de sua
biodiversidade como uma das áreas úmidas de maior importância do
globo.
É declarado Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial Natural pela
UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a
Cultura), está presente em dois estados, Mato Grosso e Mato Grosso do
Sul ocupa uma área de aproximadamente 151.313 km², cerca de 2% da
área brasileira.

Perda de habitats, desmatamento, monitoramento e controle

O planeta vive uma crise de biodiversidade, caracterizada pela


perda acelerada de espécies e de ecossistemas inteiros. Essa crise
agrava-se com a intensificação do desmatamento nos ecossistemas
tropicais, onde se concentra a maior parte da biodiversidade.

Grande ameaças à biodiversidade

Contaminação do solo, água, e atmosfera por poluentes;

a introdução de doenças e de espécies exóticas;

as alterações climáticas;

a perda, a fragmentação e a modificação de habitats;

exploração excessiva;

o uso de híbridos e de monocultura.

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A Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies


Ameaçadas (Cites) apresenta a seguinte classificação das espécies
que precisam de proteção especial:
em perigo, com probabilidade de extinção no futuro próximo, aí
incluídas as que têm população muito pequena;
vulnerável, cuja viabilidade a longo prazo é incerta, devido à
redução do tamanho de suas populações;
rara, com número reduzido de indivíduos, devido à extensão
geográfica limitada ou à baixa densidade populacional; e
insuficientemente conhecida, quando o nível de conhecimento
No Brasil, a perda e a fragmentação de habitats afeta todos
os biomas. Ela é mais grave na Mata Atlântica, onde a vegetação
nativa ficou restrita a pequenos fragmentos, mas também atinge
extensas áreas no Cerrado, no Pampa e na Caatinga.
O bioma mais degradado, mais desmatado é a Mata
Atlântica, que foi onde se iniciou a ocupação de terras no Brasil. Além
disso, cerca de 70% da população brasileira está concentrada nesse
bioma.
A floresta amazônica brasileira permaneceu praticamente intacta
até os anos 1970, quando foi inaugurada a rodovia Transamazônica. A
partir daí, passou a ser desmatada para criação de gado, plantação de
soja e exploração da madeira.
A derrubada da floresta na Amazônia brasileira ocorre
principalmente no norte de Mato Grosso, no sudeste do Pará e em
Rondônia como um todo, em uma imensa região conhecida como arco do
desmatamento. Isso é confirmado pelo histórico do desmatamento na
última década: Rondônia, Mato Grosso e Pará respondem por mais de
80% do total para a região.

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Imagens de satélite indicando em vermelho o arco do


desmatamento na Amazônia Legal brasileira

O agronegócio (em especial o cultivo de soja e a pecuária), a


exploração madeireira irracional e a especulação fundiária são as
principais causas desse processo.

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Criação de gado na Amazônia Legal. Para a formação da


pastagem, a queimada é utilizada após a extração das árvores
de maior porte e de interesse comercial.

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Convenção de Diversidade Biológica e Política Nacional de
Biodiversidade

O Brasil assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica,


durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento - CNUMAD, em 1992, a qual foi aprovada pelo Decreto
Legislativo nº 2, de 3 de fevereiro de 1994, e promulgada pelo Decreto nº
2.519, de 16 de março de 1998.
Desde então, já foram aprovados dois protocolos: o de Cartagena
sobre Biossegurança, vigorando desde setembro de 2003, e o de
Nagoya, adotado em outubro de 2010. O Protocolo de Nagoya institui
princípios para o regime global de acesso a recursos genéticos e
repartição de benefícios de sua utilização, um dos três objetivos centrais
da CDB. Os outros dois são a conservação e o uso sustentável da
biodiversidade.
Os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica estão
expressos em seu artigo 1: Os objetivos dessa Convenção, a serem
observados de acordo com as disposições aqui expressas, são a
conservação da biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e
a divisão equitativa e justa dos benefícios gerados com a utilização de
recursos genéticos, através do acesso apropriado a referidos recursos, e
através da transferência apropriada das tecnologias relevantes, levando-
se em consideração todos os direitos sobre tais recursos e sobre as
tecnologias, e através de financiamento adequado.
A Política Nacional da Biodiversidade tem como objetivo geral
a promoção, de forma integrada, da conservação da biodiversidade e
da utilização sustentável de seus componentes, com a repartição
justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos
genéticos, de componentes do patrimônio genético e dos conhecimentos
tradicionais associados a esses recursos.
Muitas iniciativas institucionais em andamento no Brasil têm relação
com os propósitos da Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB e com

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as diretrizes e objetivos desta Política Nacional da Biodiversidade. Planos,
políticas e programas setoriais necessitam de ser integrados, de forma a
evitar-se a duplicação ou o conflito entre ações.
A Política Nacional da Biodiversidade requer que mecanismos
participativos sejam fortalecidos ou criados para que se articule a ação da
sociedade em prol dos objetivos da CDB. A implementação desta
política depende da atuação de diversos setores e ministérios do
Governo Federal, segundo suas competências legais, bem como dos
Governos Estaduais, do Distrito Federal, dos Governos Municipais
e da sociedade civil.
O Ministério do Meio Ambiente, por intermédio do Programa
Nacional da Diversidade Biológica - Pronabio, coordenará a
implementação da Política Nacional da Biodiversidade mediante a
promoção da parceria entre o Poder Público e a sociedade civil para o
conhecimento, a conservação da biodiversidade, a utilização sustentável
de seus componentes e a repartição justa e equitativa dos benefícios
derivados de sua utilização.

Princípios da Política Nacional de Biodiversidade:


I - a diversidade biológica tem valor intrínseco, merecendo respeito
independentemente de seu valor para o homem ou potencial para uso
humano;
II - as nações têm o direito soberano de explorar seus próprios
recursos biológicos, segundo suas políticas de meio ambiente e
desenvolvimento;
III - as nações são responsáveis pela conservação de sua
biodiversidade e por assegurar que atividades sob sua jurisdição ou
controle não causem dano ao meio ambiente e à biodiversidade de outras
nações ou de áreas além dos limites da jurisdição nacional;
IV - a conservação e a utilização sustentável da biodiversidade são
uma preocupação comum à humanidade, mas com
responsabilidades diferenciadas, cabendo aos países desenvolvidos o

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aporte de recursos financeiros novos e adicionais e a facilitação do acesso
adequado às tecnologias pertinentes para atender às necessidades dos
países em desenvolvimento;
V - todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se, ao Poder Público e à coletividade,
o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e as
futuras gerações; (Igualzinho o Caput do Art. 225 da CF/88)
VI - os objetivos de manejo de solos, águas e recursos biológicos são uma
questão de escolha da sociedade, devendo envolver todos os setores
relevantes da sociedade e todas as disciplinas científicas e considerar
todas as formas de informação relevantes, incluindo os conhecimentos
científicos, tradicionais e locais, inovações e costumes;
VII - a manutenção da biodiversidade é essencial para a evolução e para
a manutenção dos sistemas necessários à vida da biosfera e, para tanto,
é necessário garantir e promover a capacidade de reprodução sexuada e
cruzada dos organismos;
VIII - onde exista evidência científica consistente de risco sério e
irreversível à diversidade biológica, o Poder Público determinará
medidas eficazes em termos de custo para evitar a degradação
ambiental;
IX - a internalização dos custos ambientais e a utilização de
instrumentos econômicos será promovida tendo em conta o princípio
de que o poluidor deverá, em princípio, suportar o custo da
poluição, com o devido respeito pelo interesse público e sem
distorcer o comércio e os investimentos internacionais;
X - a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente deverá ser precedida
de estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;
(Vide art. 225, § 1º, IV)
XI - o homem faz parte da natureza e está presente nos diferentes
ecossistemas brasileiros há mais de dez mil anos, e todos estes

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ecossistemas foram e estão sendo alterados por ele em maior ou menor
escala;
XII - a manutenção da diversidade cultural nacional é importante
para pluralidade de valores na sociedade em relação à biodiversidade,
sendo que os povos indígenas, os quilombolas e as outras comunidades
locais desempenham um papel importante na conservação e na utilização
sustentável da biodiversidade brasileira;
XIII - as ações relacionadas ao acesso ao conhecimento tradicional
associado à biodiversidade deverão transcorrer com
consentimento prévio informado dos povos indígenas, dos
quilombolas e das outras comunidades locais;
XIV - o valor de uso da biodiversidade é determinado pelos valores
culturais e inclui valor de uso direto e indireto, de opção de uso
futuro e, ainda, valor intrínseco, incluindo os valores ecológico,
genético, social, econômico, científico, educacional, cultural,
recreativo e estético;
XV - a conservação e a utilização sustentável da biodiversidade
devem contribuir para o desenvolvimento econômico e social e
para a erradicação da pobreza;
XVI - a gestão dos ecossistemas deve buscar o equilíbrio apropriado entre
a conservação e a utilização sustentável da biodiversidade, e os
ecossistemas devem ser administrados dentro dos limites de seu
funcionamento;
XVII - os ecossistemas devem ser entendidos e manejados em um
contexto econômico, objetivando:
a) reduzir distorções de mercado que afetam negativamente a
biodiversidade;
b) promover incentivos para a conservação da biodiversidade e
sua utilização sustentável; e
c) internalizar custos e benefícios em um dado ecossistema o
tanto quanto possível;

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XVIII - a pesquisa, a conservação ex situ e a agregação de valor
sobre componentes da biodiversidade brasileira devem ser
realizadas preferencialmente no país, sendo bem vindas as
iniciativas de cooperação internacional, respeitados os interesses
e a coordenação nacional;
Obs.: A conservação da diversidade biológica ocorre por meio de
duas estratégias: in situ e ex situ.
A conservação in situ é a proteção da biodiversidade em todos os
seus componentes, isto é, os recursos genéticos, as espécies e os
ecossistemas e habitats naturais.
A conservação ex situ significa a manutenção de componentes da
diversidade biológica fora de seus habitats naturais, quais sejam: bancos
genéticos, jardins zoológicos, jardins botânicos etc.
XIX - as ações nacionais de gestão da biodiversidade devem estabelecer
sinergias e ações integradas com convenções, tratados e acordos
internacionais relacionados ao tema da gestão da biodiversidade;
XX - as ações de gestão da biodiversidade terão caráter integrado,
descentralizado e participativo, permitindo que todos os setores da
sociedade brasileira tenham, efetivamente, acesso aos benefícios gerados
por sua utilização.

Componentes da Política Nacional de Biodiversidade:


Componente 1 - Conhecimento da Biodiversidade
Componente 2 - Conservação da Biodiversidade: engloba diretrizes
destinadas à conservação in situ e ex situ de variabilidade genética, de
ecossistemas, incluindo os serviços ambientais, e de espécies,
particularmente daquelas ameaçadas ou com potencial econômico, bem
como diretrizes para implementação de instrumentos econômicos e
tecnológicos em prol da conservação da biodiversidade;
Componente 3 - Utilização Sustentável dos Componentes da
Biodiversidade: incluindo o fortalecimento da gestão pública, o
estabelecimento de mecanismos e instrumentos econômicos, e o apoio a

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práticas e negócios sustentáveis que garantam a manutenção da
biodiversidade e da funcionalidade dos ecossistemas, considerando não
apenas o valor econômico, mas também os valores sociais e culturais da
biodiversidade;
Componente 4 - Monitoramento, Avaliação, Prevenção e Mitigação
de Impactos sobre a Biodiversidade:
Componente 5 - Acesso aos Recursos Genéticos e aos
Conhecimentos Tradicionais Associados e Repartição de Benefícios
Componente 6 - Educação, Sensibilização Pública, Informação e
Divulgação sobre Biodiversidade
Componente 7 - Fortalecimento Jurídico e Institucional para a
Gestão da Biodiversidade

Lei 11.105/05 Biossegurança e OGM

A Lei 11.105/05 estabelece normas de segurança e mecanismos de


fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o
transporte, a transferência, a importação, a exportação, o
armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação
no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente
modificados OGM e seus derivados.
Tem como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de
biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana,
animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a
proteção do meio ambiente.
Antes de continuarmos, vamos conhecer alguns conceitos
importantes:
Organismo geneticamente modificado - OGM: organismo cujo
material genético ADN/ARN tenha sido modificado por qualquer
técnica de engenharia genética;

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Derivado de OGM: produto obtido de OGM e que não possua
capacidade autônoma de replicação ou que não contenha forma
viável de OGM;
Clonagem: processo de reprodução assexuada, produzida
artificialmente, baseada em um único patrimônio genético, com ou
sem utilização de técnicas de engenharia genética;
Células-tronco embrionárias: células de embrião que
apresentam a capacidade de se transformar em células de qualquer
tecido de um organismo.
Tecnologias genéticas de restrição do uso: qualquer processo
de intervenção humana para geração ou multiplicação de plantas
geneticamente modificadas para produzir estruturas reprodutivas
estéreis, bem como qualquer forma de manipulação genética que
vise à ativação ou desativação de genes relacionados à fertilidade
das plantas por indutores químicos externos.

As atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados,


relacionados ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa
científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam
restritos ao âmbito de entidades de direito público ou privado,
responsáveis pelas eventuais consequências ou efeitos advindos de suas
práticas.
Essas atividades e projetos são vedados a pessoas físicas em
atuação autônoma e independente, ainda que mantenham vínculo
empregatício ou qualquer outro com pessoas jurídicas.
Além disso, os interessados em realizar atividades que envolvam
OGM deverão requerer autorização à Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança CTNBio.
As organizações públicas e privadas, nacionais, estrangeiras ou
internacionais, financiadoras ou patrocinadoras de atividades ou de
projetos com OGM devem exigir a apresentação de Certificado de
Qualidade em Biossegurança, emitido pela CTNBio, sob pena de se

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tornarem co-responsáveis pelos eventuais efeitos decorrentes do
descumprimento desta Lei ou de sua regulamentação.
É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de
células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por
fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento,
atendidas as seguintes condições:
I sejam embriões inviáveis; ou
II sejam embriões congelados há 3 anos ou mais, na data da
publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação
desta Lei, depois de completarem 3 anos, contados a partir da data
de congelamento.
Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos
genitores.
É vedada a comercialização desse material biológico e sua prática
implica o crime tipificado no art. 15 da Lei 9.434/97.

Proibições:

I implementação de projeto relativo a OGM sem a manutenção de


registro de seu acompanhamento individual;
II engenharia genética em organismo vivo ou o manejo in vitro
de ADN/ARN natural ou recombinante, realizado em desacordo com
as normas previstas nesta Lei;
III engenharia genética em célula germinal humana, zigoto
humano e embrião humano;
IV clonagem humana;
V destruição ou descarte no meio ambiente de OGM e seus
derivados em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio,
pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização;
VI liberação no meio ambiente de OGM ou seus derivados, no
âmbito de atividades de pesquisa, sem a decisão técnica favorável
da CTNBio e, nos casos de liberação comercial, sem o parecer

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técnico favorável da CTNBio, ou sem o licenciamento do órgão ou
entidade ambiental responsável, quando a CTNBio considerar a
atividade como potencialmente causadora de degradação ambiental,
ou sem a aprovação do Conselho Nacional de Biossegurança
CNBS, quando o processo tenha sido por ele avocado;
VII a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e
o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso.

Obrigações:

I a investigação de acidentes ocorridos no curso de pesquisas e


projetos na área de engenharia genética e o envio de relatório
respectivo à autoridade competente no prazo máximo de 5 dias a
contar da data do evento;
II a notificação imediata à CTNBio e às autoridades da saúde
pública, da defesa agropecuária e do meio ambiente sobre acidente
que possa provocar a disseminação de OGM e seus derivados;
III a adoção de meios necessários para plenamente informar à
CTNBio, às autoridades da saúde pública, do meio ambiente, da
defesa agropecuária, à coletividade e aos demais empregados da
instituição ou empresa sobre os riscos a que possam estar
submetidos, bem como os procedimentos a serem tomados no caso
de acidentes com OGM.

Prezados, a Lei 11.105/05 ainda dispõe sobre a criação do CNBS, da


CIBio, do SIB e da CTNBio. A seguir esquematizei suas características.
Merece maior atenção, no que diz respeito à cobrança em concurso, a
CTNBio e suas competências.

Conselho Nacional de Biossegurança CNBS: órgão de


assessoramento superior do Presidente da República, vinculado à

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Presidência da República, para a formulação e implementação da Política
Nacional de Biossegurança PNB.

Comissão Interna de Biossegurança CIBio: toda instituição que


utilizar técnicas e métodos de engenharia genética ou realizar pesquisas
com OGM e seus derivados deverá criar uma Comissão Interna de
Biossegurança - CIBio, além de indicar um técnico principal responsável
para cada projeto específico.

Sistema de Informações em Biossegurança SIB: criado, no âmbito


do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Sistema de Informações em
Biossegurança SIB, é destinado à gestão das informações decorrentes
das atividades de análise, autorização, registro, monitoramento e
acompanhamento das atividades que envolvam OGM e seus derivados.

Comissão Técnica Nacional de Biossegurança CTNBio

A CTNBio, integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, é


instância colegiada multidisciplinar de caráter consultivo e
deliberativo, para prestar apoio técnico e de assessoramento ao
Governo Federal na formulação, atualização e implementação da PNB de
OGM e seus derivados, bem como no estabelecimento de normas técnicas
de segurança e de pareceres técnicos referentes à autorização para
atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de OGM e seus
derivados, com base na avaliação de seu risco zoofitossanitário, à saúde
humana e ao meio ambiente.
A CTNBio deverá acompanhar o desenvolvimento e o progresso
técnico e científico nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e
afins, com o objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da
saúde humana, dos animais e das plantas e do meio ambiente.
Principais competências da CTNBio:

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estabelecer normas para as pesquisas com OGM e derivados de
OGM;
estabelecer normas relativamente às atividades e aos projetos
relacionados a OGM e seus derivados;
estabelecer, no âmbito de suas competências, critérios de avaliação
e monitoramento de risco de OGM e seus derivados;
proceder à análise da avaliação de risco, caso a caso, relativamente
a atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados;
estabelecer requisitos relativos à biossegurança para autorização de
funcionamento de laboratório, instituição ou empresa que
desenvolverá atividades relacionadas a OGM e seus derivados;
autorizar, cadastrar e acompanhar as atividades de pesquisa com
OGM ou derivado de OGM, nos termos da legislação em vigor;
autorizar a importação de OGM e seus derivados para atividade de
pesquisa;
emitir Certificado de Qualidade em Biossegurança CQB para
o desenvolvimento de atividades com OGM e seus derivados em
laboratório, instituição ou empresa e enviar cópia do processo aos
órgãos de registro e fiscalização referidos no art. 16 desta Lei;
emitir decisão técnica, caso a caso, sobre a biossegurança de
OGM e seus derivados no âmbito das atividades de pesquisa e de
uso comercial de OGM e seus derivados, inclusive a classificação
quanto ao grau de risco e nível de biossegurança exigido, bem
como medidas de segurança exigidas e restrições ao uso;
definir o nível de biossegurança a ser aplicado ao OGM e seus usos,
e os respectivos procedimentos e medidas de segurança quanto ao
seu uso, conforme as normas estabelecidas na regulamentação
desta Lei, bem como quanto aos seus derivados;
classificar os OGM segundo a classe de risco, observados os
critérios estabelecidos no regulamento desta Lei;
emitir resoluções, de natureza normativa, sobre as matérias de
sua competência;

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divulgar no Diário Oficial da União, previamente à análise, os
extratos dos pleitos e, posteriormente, dos pareceres dos processos
que lhe forem submetidos, bem como dar ampla publicidade no
Sistema de Informações em Biossegurança SIB a sua agenda,
processos em trâmite, relatórios anuais, atas das reuniões e demais
informações sobre suas atividades, excluídas as informações
sigilosas, de interesse comercial, apontadas pelo proponente e
assim consideradas pela CTNBio;
identificar atividades e produtos decorrentes do uso de OGM e seus
derivados potencialmente causadores de degradação do meio
ambiente ou que possam causar riscos à saúde humana;

Quanto aos aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a


decisão técnica da CTNBio vincula os demais órgãos e entidades da
administração.
Nos casos de uso comercial, dentre outros aspectos técnicos de sua
análise, os órgãos de registro e fiscalização, no exercício de suas
atribuições em caso de solicitação pela CTNBio, observarão, quanto aos
aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a decisão técnica da
CTNBio.
A decisão técnica da CTNBio deverá conter resumo de sua
fundamentação técnica, explicitar as medidas de segurança e restrições
ao uso do OGM e seus derivados e considerar as particularidades das
diferentes regiões do País, com o objetivo de orientar e subsidiar os
órgãos e entidades de registro e fiscalização, no exercício de suas
atribuições.
Não se submeterá a análise e emissão de parecer técnico da CTNBio o
derivado cujo OGM já tenha sido por ela aprovado.
As pessoas físicas ou jurídicas envolvidas em qualquer das fases do
processo de produção agrícola, comercialização ou transporte de produto
geneticamente modificado que tenham obtido a liberação para uso

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comercial estão dispensadas de apresentação do CQB e constituição de
CIBio, salvo decisão em contrário da CTNBio.
Importante destacar que a CTNBio delibera, em última e definitiva
instância, sobre os casos em que a atividade é potencial ou efetivamente
causadora de degradação ambiental, bem como sobre a necessidade do
licenciamento ambiental.

Órgãos e entidades de registro e fiscalização

Caberá aos órgãos e entidades de registro e fiscalização do


Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente, e da Secretaria Especial
de Aquicultura e Pesca da Presidência da República, entre outras
atribuições, no campo de suas competências, observadas a decisão
técnica da CTNBio, as deliberações do CNBS e os mecanismos
estabelecidos na Lei de Biossegurança:
fiscalizar as atividades de pesquisa de OGM e seus derivados;
registrar e fiscalizar a liberação comercial de OGM e seus derivados;
emitir autorização para a importação de OGM e seus derivados para
uso comercial;
aplicar as penalidades;

Responsabilidade Civil e Administrativa

Os responsáveis pelos danos ao meio ambiente e a terceiros


responderão, solidariamente, por sua indenização ou reparação integral,
independentemente da existência de culpa (Responsabilidade civil
objetiva).

Crimes

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Por fim, cabe dizer que além da previsão sanções administrativas e da
responsabilidade civil, a Lei 11.105/05 prevê seis tipos penais:
Utilizar embrião humano em desacordo com o que dispõe o art. 5o
da Lei 11.105/05, que dispõe sobre o uso de embriões inviáveis
para fins de pesquisa e terapia;
Praticar engenharia genética em célula germinal humana, zigoto
humano ou embrião humano;
Realizar clonagem humana;
Liberar ou descartar OGM no meio ambiente, em desacordo com
as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de
registro e fiscalização;
Utilizar, comercializar, registrar, patentear e licenciar tecnologias
genéticas de restrição do uso;
Produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou
exportar OGM ou seus derivados, sem autorização ou em
desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos
e entidades de registro e fiscalização.

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Linha do tempo de eventos ambientais no Mundo:

1962 - Publicação nos Estados Unidos de Primavera Silenciosa, de


Rachel Carson, que denuncia os malefícios dos agrotóxicos à saúde
humana e à vida selvagem. O livro levou o governo norte-americano a
banir o inseticida DDT em 1972.
1972 - Clube de Roma publica Limites do Crescimento. O relatório
provoca controvérsia ao associar o crescimento econômico ao
esgotamento dos recursos naturais.
1972 - ONU realiza a Conferência sobre Meio Ambiente Humano, em
Estocolmo, na Suécia.
1975 - Entra em vigor a Convenção sobre o Comércio Internacional
de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção
(Cites).
1987 - Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) populariza a
expressão Desenvolvimento Sustentável e lança as bases para a Rio
92.
1987 - Adoção do Protocolo de Montreal, que inicia o controle de
CFCs e outras substâncias químicas que danificam a camada de
ozônio.
1992 - Cúpula da Terra, Eco 92, Rio 92, ou Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento acontece na
cidade do Rio de Janeiro.
1993 - Acontece em Viena (Áustria) a Conferência Mundial sobre Direitos
Humanos.
2002 - Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10,
aprova em Johanesburgo, na África do Sul, plano para implementar os
compromissos da Rio-92.
2005 - Adotado em dezembro de 1997, o Protocolo de Kyoto passa a
vigorar, obrigando os países industrializados a cortar em 5,2%, em
média, suas emissões de gases-estufa em relação aos níveis de 1990.
2010 - A aprovação do Protocolo de Nagoya sobre acesso aos recursos

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genéticos e repartição de benefícios foi o destaque da 10ª Conferência
das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), no Japão.
2012 - Rio de Janeiro sedia a Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
2013 - COP 19 foi realizada em Varsóvia, na Polônia.
2014 COP 20 em Lima, no Peru.
2015 COP 21 em Paris, na França.

Lista com os Principais Tratados Ambientais:

1959 Tratado Antártico: Utilização da Antártica para fins pacíficos.


1971 (emendada em 1982) Convenção Relativa às Áreas Úmidas de
Importância Internacional (RAMSAR): Proteção das áreas úmidas,
reconhecendo seu valor econômico, cultural, científico e recreativo.
1972 Estocolmo - Convenção das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente Humano. Declaração de Princípios sobre Proteção do Meio
Ambiente.
1973 Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies de
Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Evitar a
exploração através do comércio internacional. Seus anexos relacionam
diferentes categorias de espécies ameaçadas.
1978 Tratado de Cooperação Amazônica: Promover o desenvolvimento
harmonioso e distribuição equitativa dos benefícios do desenvolvimento
entre as partes.
1979 Convenção para Proteção de Espécies Migratórias de Animais
Selvagens: Proteção de animais que migram além das fronteiras
nacionais.
1983 Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
sob a coordenação da Primeira-ministra da Noruega Gro Harlem
Brundtland. Essa comissão produziu um documento apresentado em
1987 "Nosso Futuro Comum" ou Relatório "Brundtland".

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1985 Convenção de Viena para a Proteção da Camada de
Ozônio:Proteção da saúde humana e do meio ambiente contra os efeitos
nocivos das alterações da camada de ozônio.
1987 Relatório "Nosso Futuro Comum" ou "Relatório Brundtland".
1987 (Emendas em 1990 e 1992) Protocolo de Montreal sobre as
Substâncias que destroem a Camada de Ozônio. Estabelece etapas
para a redução e proibição da manufatura e uso de substâncias
degradadoras da camada de ozônio, como CFC.
1989 Convenção sobre Controle de Movimentos Transfronteiriços
de Resíduos Perigosos (Convenção da Basiléia): Comercialização
internacional e depósitos de substâncias tóxicas.
1992 Rio 92. Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento: Carta de Princípios para um novo estilo de vida na
terra, proteção dos recursos naturais e busca do desenvolvimento
sustentável.
1992 Agenda 21. Diretrizes para o desenvolvimento sustentável a longo
prazo, a partir de temas prioritários, tais como: desmatamento, lixo,
clima, solo, desertos, água, biotecnologia, etc.
1992 Princípios para a Administração Sustentável das Florestas:
Busca um consenso global sobre o manejo, conservação e
desenvolvimento sustentável das florestas.
1992 Convenção da Biodiversidade Conservação da
Biodiversidade, mantendo a maior variedade de organismos vivos,
comunidades e ecossistemas, para atender às presentes e futuras
gerações
1997 Protocolo de Kyoto

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Lista de questões

1 - (CESPE - Perito Criminal Engenharia Florestal - Polícia Federal


- 2002)
A Biodiversidade é um fator-chave para a manutenção de
ecossistemas tropicais. No entanto, entre os ecossistemas
brasileiros, a mata atlântica já perdeu cerca de 90% das suas
paisagens naturais e o cerrado, em torno de 50%. A perda de
biodiversidade inclui:
1 poucas combinações genéticas nas populações.
2 poucas comunidades nas paisagens.
3 muitas populações de espécies.
4 poucas espécies em comunidades naturais.
5 muitas paisagens distintas.

2 - (CESPE - Analista Ambiental: Monitoramento Ambiental -


IBAMA - 2005)
O Brasil tem três hotspots: o Cerrado, a Mata Atlântica e a
Amazônia. Qualquer um deles pode ser excluído dessa categoria
mediante a constituição de mosaicos de unidades de conservação
na região, desde que mantenha a atual área de vegetação nativa.

3 - (ESAF - Analista Pericial - Engenharia Florestal - MPU 2004)


O conceito Hotspot, criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman
Myers, é toda área prioritária para conservação, isto é, de rica
biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. Atualmente,
existem identificadas 25 áreas no planeta consideradas Hotspots.
Juntas, elas cobrem apenas 1,4% da superfície terrestre, mas
abrigam mais de 60% de toda a diversidade animal e vegetal do
planeta. No Brasil existem dois hotspots, que são
a) Mata Atlântica e Floresta Amazônica.
b) Cerrado e Mata Atlântica.

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c) Floresta Amazônica e Cerrado.
d) Mata Atlântica e Caatinga.
e) Floresta Amazônica e Pantanal.

4 - (CESPE- Analista Pericial - Engenharia Florestal - MPU 2010)


O Parque Estadual Terra Ronca é um dos maiores sítios de
cavernas da América Latina, composto também por cachoeiras e
uma formação de morros, esculpidos pelos ventos e pelas águas.
Está localizado nas cidades de São Domingos, Posse e Guarani de
Goiás. O maior atrativo turístico do parque são, sem dúvidas, as
grutas e cavernas, que atraem espeleólogos, turistas,
aventureiros e curiosos para conhecer os rios de águas cristalinas,
que formam lagos subterrâneos, os enormes salões internos das
cavernas, ricos em minerais, e as formações rochosas, compostas
por belas e expressivas estalactites e estalagmites.

A diversidade biológica do parque é enorme e, dentro das


cavernas, a fauna é única. Aí são encontrados peixes da família do
bagre com características morfológicas e fisiológicas próprias,
como atrofia dos órgãos de visão e despigmentação. Esses peixes
não são apenas curiosidades vivas de uma espécie integrante da
lista oficial de fauna ameaçada de extinção e integrante do anexo
I da CITES, mas representam um patrimônio genético inigualável
para estudos sobre a evolução biológica das espécies. Outra
surpresa oferecida pelo parque é o fato de uma espécie rara de
morcego, também integrante da lista oficial de fauna ameaçada de
extinção e integrante do anexo I da CITES, habitar as cavernas
locais. Internet: <www.sitecurupira.com.br> (com adaptações).
O texto retrata uma situação de conservação in situ da
diversidade biológica.

5 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)

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Incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade
do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas
á pesquisa e manipulação de material genético.

6 - (CESPE - Técnico de Planejamento e Pesquisa em


Sustentabilidade Ambiental - IPEA - 2008)
O bioma caatinga apresenta importante biodiversidade, incluindo
espécies endêmicas tanto da flora como da fauna.

7 - (FCC - Agente Técnico Legislativo - AL-SP - 2010)


A Amazônia é alvo da atenção de organismos nacionais e
internacionais por ser uma das últimas florestas tropicais do
mundo. Representa um bioma ameaçado pelo desmatamento,
cujos efeitos podem contribuir para acelerar o ritmo do
aquecimento global. Isto não significa que seja a única vegetação
de importância no Brasil. Na área continental brasileira, cinco
outros grandes biomas requerem atenção pelo impacto ambiental
provocado por sua devastação.
Pela ordem, os biomas mais afetados pela devastação são:
a) Mata Atlântica, Pampa e Cerrado.
b) Pantanal, Cerrado e Pampa.
c) Pampa, Cerrado e Pantanal.
d) Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
e) Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

8 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve
acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico
nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e afins, com o
objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da saúde
humana, dos animais, das plantas e do meio ambiente.

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9 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, presta apoio
técnico e de assessoramento ao governo federal na formulação,
atualização e implementação da Política Nacional da
Biodiversidade de OGMs e seus derivados, bem como no
estabelecimento das diretrizes de controle dos procedimentos de
clonagem do genoma humano.

10 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, estabelece
normas técnicas de segurança referentes à autorização para
atividades que envolvam pesquisa e uso comercial do genoma
humano em seu estado natural, bem como de OGMs e seus
derivados.

11 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


A lei que estabelece normas de segurança e mecanismos de
fiscalização de atividades que envolvam OGM e seus derivados
prevê o estabelecimento de sanções administrativas, mas não
criminais, contra as ações ou omissões que as violem.

12 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


Atividades e projetos que envolvam OGMs e seus derivados
somente podem ser desenvolvidos por pessoas físicas ou
entidades de direito público ou privado que se dediquem à
pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção
industrial.

13 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)

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Estão sujeitos a controle legal a construção, o cultivo, a produção,
a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a
exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o
consumo, a liberação no ambiente e o descarte de OGM e seus
derivados.

14 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


A comercialização de células-tronco embrionárias obtidas de
embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não
utilizados no respectivo procedimento só é possível mediante a
obtenção de certificado de qualidade em biossegurança, emitido
pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, atendidas as
condições estabelecidas na legislação pertinente.

15 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


Em qualquer hipótese, são vedadas a liberação, a destruição ou o
descarte, no ambiente, de OGM ou seus derivados.

16 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


As entidades financiadoras ou patrocinadoras das atividades que
envolvam OGM e seus derivados devem exigir a apresentação do
certificado de qualidade em biossegurança, sob pena de se
tornarem corresponsáveis pelos eventuais efeitos decorrentes da
atividade.

17 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


A realização de atividades que envolvam OGM e seus derivados
depende de autorização expedida por órgão estadual competente
em matéria ambiental.

18 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)

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É permitido o registro, o patenteamento e o licenciamento de
tecnologias genéticas de restrição de uso.

19 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


Para fins de pesquisa e terapia, é proibida a utilização de células-
tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por
fertilização in vitro.

20 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


As atividades relacionadas à pesquisa científica podem ser
desenvolvidas por pessoas físicas, desde que estas mantenham
vínculo empregatício, ou de qualquer outra natureza, com pessoas
jurídicas.

21- (MPE-SC - Promotor de Justiça 2013)


A Lei 11.105/2005 proíbe clonagem humana, engenharia genética
em célula germinal humana, zigoto humano e embrião humano.

22 - (CESPE Advogado AGU 2012)


Será responsabilizado administrativamente aquele que utilizar em
pesquisas científicas células-tronco embrionárias obtidas a partir
de embriões humanos viáveis produzidos por fertilização in vitro.

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Questões comentadas

1 - (CESPE - Perito Criminal Engenharia Florestal - Polícia Federal


- 2002)
A Biodiversidade é um fator-chave para a manutenção de
ecossistemas tropicais. No entanto, entre os ecossistemas
brasileiros, a mata atlântica já perdeu cerca de 90% das suas
paisagens naturais e o cerrado, em torno de 50%. A perda de
biodiversidade inclui:
1 poucas combinações genéticas nas populações.
2 poucas comunidades nas paisagens.
3 muitas populações de espécies.
4 poucas espécies em comunidades naturais.
5 muitas paisagens distintas.

Gabarito: C C E C E
Pessoal, biodiversidade refere-se à variedade de vida, incluindo a
variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de
espécies, de funções ecológicas, de comunidades, de habitats e
ecossistemas.
Diante disso, fica evidente que as alternativas 1, 2 e 4 estão
corretas, pois representam perda de biodiversidade. Já as afirmativas 3 e
5 estão erradas, já que apresentam características de alta biodiversidade.

2 - (CESPE - Analista Ambiental: Monitoramento Ambiental -


IBAMA - 2005)
O Brasil tem três hotspots: o Cerrado, a Mata Atlântica e a
Amazônia. Qualquer um deles pode ser excluído dessa categoria
mediante a constituição de mosaicos de unidades de conservação
na região, desde que mantenha a atual área de vegetação nativa.

Errado. Não precisa nem ler a questão toda. O Brasil tem 2 hotspots:

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Cerrado e Mata Atlântica.

3 - (ESAF - Analista Pericial - Engenharia Florestal - MPU 2004)


O conceito Hotspot, criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman
Myers, é toda área prioritária para conservação, isto é, de rica
biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. Atualmente,
existem identificadas 25 áreas no planeta consideradas Hotspots.
Juntas, elas cobrem apenas 1,4% da superfície terrestre, mas
abrigam mais de 60% de toda a diversidade animal e vegetal do
planeta. No Brasil existem dois hotspots, que são
a) Mata Atlântica e Floresta Amazônica.
b) Cerrado e Mata Atlântica.
c) Floresta Amazônica e Cerrado.
d) Mata Atlântica e Caatinga.
e) Floresta Amazônica e Pantanal.

Gabarito: B
Tranquilo, né?! Vocês já viram durante a aula que o Brasil possui dois
Hotsposts: Cerrado e Mata Atlântica.

4 - (CESPE- Analista Pericial - Engenharia Florestal - MPU 2010)


O Parque Estadual Terra Ronca é um dos maiores sítios de
cavernas da América Latina, composto também por cachoeiras e
uma formação de morros, esculpidos pelos ventos e pelas águas.
Está localizado nas cidades de São Domingos, Posse e Guarani de
Goiás. O maior atrativo turístico do parque são, sem dúvidas, as
grutas e cavernas, que atraem espeleólogos, turistas,
aventureiros e curiosos para conhecer os rios de águas cristalinas,
que formam lagos subterrâneos, os enormes salões internos das
cavernas, ricos em minerais, e as formações rochosas, compostas
por belas e expressivas estalactites e estalagmites.

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A diversidade biológica do parque é enorme e, dentro das
cavernas, a fauna é única. Aí são encontrados peixes da família do
bagre com características morfológicas e fisiológicas próprias,
como atrofia dos órgãos de visão e despigmentação. Esses peixes
não são apenas curiosidades vivas de uma espécie integrante da
lista oficial de fauna ameaçada de extinção e integrante do anexo
I da CITES, mas representam um patrimônio genético inigualável
para estudos sobre a evolução biológica das espécies. Outra
surpresa oferecida pelo parque é o fato de uma espécie rara de
morcego, também integrante da lista oficial de fauna ameaçada de
extinção e integrante do anexo I da CITES, habitar as cavernas
locais. Internet: <www.sitecurupira.com.br> (com adaptações).
O texto retrata uma situação de conservação in situ da
diversidade biológica.

Certo.
Para resolver esse tipo de questão basta conhecer os conceitos de
conservação in situ e ex situ.
A conservação in situ é a proteção da biodiversidade em todos os
seus componentes, isto é, os recursos genéticos, as espécies e os
ecossistemas e habitats naturais.
É o caso do Parque Estadual Terra Ronca.
Já a conservação ex situ significa a manutenção de componentes
da diversidade biológica fora de seus habitats naturais, quais sejam:
bancos genéticos, jardins zoológicos, jardins botânicos etc.

5 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade
do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas
á pesquisa e manipulação de material genético.

Certo. Literalidade do art. 225, §1º, II da CF/88.

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6 - (CESPE - Técnico de Planejamento e Pesquisa em


Sustentabilidade Ambiental - IPEA - 2008)
O bioma caatinga apresenta importante biodiversidade, incluindo
espécies endêmicas tanto da flora como da fauna.

Certo.
A Caatinga apresenta uma grande riqueza de ambientes e espécies
(biodiversidade), que não é encontrada em nenhum outro bioma
(espécies endêmicas).

7 - (FCC - Agente Técnico Legislativo - AL-SP - 2010)


A Amazônia é alvo da atenção de organismos nacionais e
internacionais por ser uma das últimas florestas tropicais do
mundo. Representa um bioma ameaçado pelo desmatamento,
cujos efeitos podem contribuir para acelerar o ritmo do
aquecimento global. Isto não significa que seja a única vegetação
de importância no Brasil. Na área continental brasileira, cinco
outros grandes biomas requerem atenção pelo impacto ambiental
provocado por sua devastação.
Pela ordem, os biomas mais afetados pela devastação são:
a) Mata Atlântica, Pampa e Cerrado.
b) Pantanal, Cerrado e Pampa.
c) Pampa, Cerrado e Pantanal.
d) Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
e) Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

Gabarito: A. Segundo levantamentos do MMA os biomas mais degradados


são:
Mata Atlântica (Estima-se que temos 7-8% da cobertura original
nativa)
Pampas

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Cerrado
Caatinga
Pantanal
Amazônia

8 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve
acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico
nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e afins, com o
objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da saúde
humana, dos animais, das plantas e do meio ambiente.

CERTO.
Art. 10 da Lei 11.105/05.
A CTNBio, integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, é instância
colegiada multidisciplinar de caráter consultivo e deliberativo, para
prestar apoio técnico e de assessoramento ao Governo Federal na
formulação, atualização e implementação da PNB de OGM e seus
derivados, bem como no estabelecimento de normas técnicas de
segurança e de pareceres técnicos referentes à autorização para
atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de OGM e seus
derivados, com base na avaliação de seu risco zoofitossanitário, à saúde
humana e ao meio ambiente.
Parágrafo único. A CTNBio deverá acompanhar o desenvolvimento e o
progresso técnico e científico nas áreas de biossegurança, biotecnologia,
bioética e afins, com o objetivo de aumentar sua capacitação para a
proteção da saúde humana, dos animais e das plantas e do meio
ambiente.

9 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)

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A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, presta apoio
técnico e de assessoramento ao governo federal na formulação,
atualização e implementação da Política Nacional da
Biodiversidade de OGMs e seus derivados, bem como no
estabelecimento das diretrizes de controle dos procedimentos de
clonagem do genoma humano.

ERRADO.
A primeira parte do item está certa, de acordo com o art. 10 da Lei
11.105/05, pois a CTNBio, integrante do Ministério da Ciência e
Tecnologia, é instância colegiada multidisciplinar de caráter consultivo e
deliberativo, para prestar apoio técnico e de assessoramento ao Governo
Federal na formulação, atualização e implementação da PNB de OGM e
seus derivados, bem como no estabelecimento de normas técnicas de
segurança e de pareceres técnicos referentes à autorização para
atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de OGM e seus
derivados, com base na avaliação de seu risco zoofitossanitário, à saúde
humana e ao meio ambiente.
No entanto, a parte final torna o item errado, pois é proibida a
clonagem humana, conforme disposto no art. 6º da mesma lei.

10 - (CESPE Juiz - TRF - 2ª REGIÃO 2009)


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio),
integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, estabelece
normas técnicas de segurança referentes à autorização para
atividades que envolvam pesquisa e uso comercial do genoma
humano em seu estado natural, bem como de OGMs e seus
derivados.

ERRADO.

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O uso comercial de OGM é permitido, entretanto o uso comercial de
genoma humano é vedado, consoante art. 5º, § 3º da Lei 11.105/05 e
sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei 9.434, de 4 de
fevereiro de 1997 (Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do
corpo humano).

11 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


A lei que estabelece normas de segurança e mecanismos de
fiscalização de atividades que envolvam OGM e seus derivados
prevê o estabelecimento de sanções administrativas, mas não
criminais, contra as ações ou omissões que as violem.

ERRADO.

Além da previsão sanções administrativas e da responsabilidade civil, a


Lei 11.105/05 prevê seis tipos penais:
Utilizar embrião humano em desacordo com o que dispõe o art. 5o
da Lei 11.105/05, que dispõe sobre o uso de embriões inviáveis
para fins de pesquisa e terapia;
Praticar engenharia genética em célula germinal humana, zigoto
humano ou embrião humano;
Realizar clonagem humana;
Liberar ou descartar OGM no meio ambiente, em desacordo com
as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de
registro e fiscalização;
Utilizar, comercializar, registrar, patentear e licenciar tecnologias
genéticas de restrição do uso;
Produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou
exportar OGM ou seus derivados, sem autorização ou em
desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos
e entidades de registro e fiscalização.

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12 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)
Atividades e projetos que envolvam OGMs e seus derivados
somente podem ser desenvolvidos por pessoas físicas ou
entidades de direito público ou privado que se dediquem à
pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção
industrial.

ERRADO.

Art. 2º da Lei 11.105/05:


Art. 2o As atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados,
relacionados ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa
científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam
restritos ao âmbito de entidades de direito público ou privado, que serão
responsáveis pela obediência aos preceitos desta Lei e de sua
regulamentação, bem como pelas eventuais consequências ou efeitos
advindos de seu descumprimento.
§ 1o Para os fins desta Lei, consideram-se atividades e projetos no âmbito
de entidade os conduzidos em instalações próprias ou sob a
responsabilidade administrativa, técnica ou científica da entidade.
§ 2o As atividades e projetos de que trata este artigo são vedados a
pessoas físicas em atuação autônoma e independente, ainda que
mantenham vínculo empregatício ou qualquer outro com pessoas
jurídicas.

13 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


Estão sujeitos a controle legal a construção, o cultivo, a produção,
a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a
exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o
consumo, a liberação no ambiente e o descarte de OGM e seus
derivados.

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CERTO.

É o que dispõe o artigo 1º da Lei 11.105/05:

Art. 1o Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de


fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a
manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a
exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o
consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de
organismos geneticamente modificados OGM e seus derivados,
tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de
biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana,
animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a
proteção do meio ambiente.

14 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)


A comercialização de células-tronco embrionárias obtidas de
embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não
utilizados no respectivo procedimento só é possível mediante a
obtenção de certificado de qualidade em biossegurança, emitido
pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, atendidas as
condições estabelecidas na legislação pertinente.

ERRADO.
O uso comercial de OGM é permitido, entretanto o uso comercial de
genoma humano é vedado, consoante art. 5º, § 3º da Lei 11.105/05 e
sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei 9.434, de 4 de
fevereiro de 1997 (Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do
corpo humano).

15 - (CESPE / UnB Juiz - TRF - 5ª REGIÃO 2011)

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Em qualquer hipótese, são vedadas a liberação, a destruição ou o
descarte, no ambiente, de OGM ou seus derivados.

ERRADO.
De acordo com o art. 27 da lei 11.105/05, é crime liberar ou
descartar OGM no meio ambiente, em desacordo com as normas
estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e
fiscalização. Ou seja, caso causem danos ao meio ambiente ou a
terceiros, por exemplo.
Logo, conclui-se que não é em qualquer hipótese como afirma o
item. É evidente que a liberação e descarte serão permitidos em
determinados casos, desde que dentro das normas de biossegurança.

16 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


As entidades financiadoras ou patrocinadoras das atividades que
envolvam OGM e seus derivados devem exigir a apresentação do
certificado de qualidade em biossegurança, sob pena de se
tornarem corresponsáveis pelos eventuais efeitos decorrentes da
atividade.

CERTO.

Art. 2º, § 4º da Lei 11.105/05.

Art. 2o As atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados,


relacionados ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa
científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam
restritos ao âmbito de entidades de direito público ou privado, que serão
responsáveis pela obediência aos preceitos desta Lei e de sua
regulamentação, bem como pelas eventuais consequências ou efeitos
advindos de seu descumprimento.

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§ 4º As organizações públicas e privadas, nacionais, estrangeiras
ou internacionais, financiadoras ou patrocinadoras de atividades ou
de projetos referidos no caput deste artigo devem exigir a apresentação
de Certificado de Qualidade em Biossegurança, emitido pela
CTNBio, sob pena de se tornarem co-responsáveis pelos eventuais
efeitos decorrentes do descumprimento desta Lei ou de sua
regulamentação.

17 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


A realização de atividades que envolvam OGM e seus derivados
depende de autorização expedida por órgão estadual competente
em matéria ambiental.

ERRADO.

Art. 2º, § 3º da Lei 11.105/05.

Os interessados em realizar atividade prevista nesta Lei deverão


requerer autorização à Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança CTNBio, que se manifestará no prazo fixado em
regulamento.

18 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


É permitido o registro, o patenteamento e o licenciamento de
tecnologias genéticas de restrição de uso.

ERRADO.

O art. 6º da Lei 11.105/05 dispõe sobre as proibições. Dentre elas, está a


utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o
licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso.

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Fica proibido:

I implementação de projeto relativo a OGM sem a manutenção de


registro de seu acompanhamento individual;

II engenharia genética em organismo vivo ou o manejo in vitro de


ADN/ARN natural ou recombinante, realizado em desacordo com as
normas previstas nesta Lei;

III engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano e


embrião humano;

IV clonagem humana;

V destruição ou descarte no meio ambiente de OGM e seus derivados


em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio, pelos órgãos e
entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, e as
constantes desta Lei e de sua regulamentação;

VI liberação no meio ambiente de OGM ou seus derivados, no âmbito de


atividades de pesquisa, sem a decisão técnica favorável da CTNBio e, nos
casos de liberação comercial, sem o parecer técnico favorável da CTNBio,
ou sem o licenciamento do órgão ou entidade ambiental responsável,
quando a CTNBio considerar a atividade como potencialmente causadora
de degradação ambiental, ou sem a aprovação do Conselho Nacional de
Biossegurança CNBS, quando o processo tenha sido por ele avocado, na
forma desta Lei e de sua regulamentação;

VII a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e


o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso.

19 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)

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Para fins de pesquisa e terapia, é proibida a utilização de células-
tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por
fertilização in vitro.

ERRADO.

O art. 5º da Lei 11.105/05 permite, para fins de pesquisa e terapia, a


utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões
humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no
respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições:
I sejam embriões inviáveis; ou
II sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da
publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta
Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de
congelamento.

20 - (CESPE/UnB - Juiz Federal - TRF 5ª REGIÃO 2013)


As atividades relacionadas à pesquisa científica podem ser
desenvolvidas por pessoas físicas, desde que estas mantenham
vínculo empregatício, ou de qualquer outra natureza, com pessoas
jurídicas.

ERRADO.

Consoante o art. 2º da Lei 11.105/05, as atividades e projetos que


envolvam OGM e seus derivados, relacionados ao ensino com
manipulação de organismos vivos, à pesquisa científica, ao
desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam restritos ao
âmbito de entidades de direito público ou privado, que serão
responsáveis pela obediência aos preceitos desta Lei e de sua
regulamentação, bem como pelas eventuais consequências ou efeitos
advindos de seu descumprimento.

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o
O § 2 do art. 2º dispõe que as atividades e projetos de que trata
este artigo são vedados a pessoas físicas em atuação autônoma e
independente, ainda que mantenham vínculo empregatício ou qualquer
outro com pessoas jurídicas.

21- (MPE-SC - Promotor de Justiça 2013)


A Lei 11.105/2005 proíbe clonagem humana, engenharia genética
em célula germinal humana, zigoto humano e embrião humano.

CERTO.

Fica proibido:

I implementação de projeto relativo a OGM sem a manutenção de


registro de seu acompanhamento individual;

II engenharia genética em organismo vivo ou o manejo in vitro de


ADN/ARN natural ou recombinante, realizado em desacordo com as
normas previstas nesta Lei;

III engenharia genética em célula germinal humana, zigoto


humano e embrião humano;

IV clonagem humana;

V destruição ou descarte no meio ambiente de OGM e seus derivados


em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio, pelos órgãos e
entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, e as
constantes desta Lei e de sua regulamentação;

VI liberação no meio ambiente de OGM ou seus derivados, no âmbito de


atividades de pesquisa, sem a decisão técnica favorável da CTNBio e, nos

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casos de liberação comercial, sem o parecer técnico favorável da CTNBio,
ou sem o licenciamento do órgão ou entidade ambiental responsável,
quando a CTNBio considerar a atividade como potencialmente causadora
de degradação ambiental, ou sem a aprovação do Conselho Nacional de
Biossegurança CNBS, quando o processo tenha sido por ele avocado, na
forma desta Lei e de sua regulamentação;

VII a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o


licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso.

22 - (CESPE Advogado AGU 2012)


Será responsabilizado administrativamente aquele que utilizar em
pesquisas científicas células-tronco embrionárias obtidas a partir
de embriões humanos viáveis produzidos por fertilização in vitro.

CERTO.

Destaco abaixo a justificativa da Banca CESPE para a manutenção


do gabarito como certo.

A matéria cobrada no item consta do Programa de Direito Ambiental,


especificamente dos itens 4 e 5, que indicam biossegurança e
responsabilidade ambiental como áreas que serão cobradas. A afirmação
corresponde exatamente ao entendimento do Supremo Tribunal Federal,
manifestado no voto vencedor na na ADI 3.510-0, que deu ao artigo 5o,
da Lei 11.105/05 a interpretação que deve prevalecer no ordenamento
jurídico brasileiro. O voto do relator afirmou que as condições contidas no
referido artigo 5o são cumulativas e que são inviáveis os embriões
congelados há mais de três anos. A ação direta de inconstitucionalidade
foi julgada improcedente, com adoção do voto do Relator, Ministro Carlos
Britto, afirmando que o diagnóstico de inviabilidade do embrião in vitro e
o seu congelamento por prazo superior a 3 anos têm a mesma

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consequência: a certeza de sua inviabilidade para a fertilização. O decurso
de três anos de congelamento afasta a necessidade de diagnóstico
individualizado de inviabilidade do embrião, mas faz presumila.

Confiram-se trechos do voto do Relator da mencionada ADI, inteiro teor


disponível no site http://www.stf.jus.br: "A parte final do mesmo artigo
5o, mais os seus incisos de I a II e § 1o, estabelecendo as seguintes e
cumulativas condições para o efetivo desencadear das citadas pesquisas
com células-tronco embrionárias: a) o não-aproveitamento para fim
reprodutivo (por livre decisão do casal, óbvio) de qualquer dos embriões
empiricamente viáveis; b) a empírica não-viabilidade desse ou daquele
embrião enquanto matéria prima da reprodução humana (...); c) que se
trate de embriões congelados há pelo menos 3 anos da data da
publicação da lei, ou que, já efetivamente congelados nessa data, venham
a complementar aquele mesmo tempo de 3 anos. Marco temporal em que
se dá por finda interpreta-se - quer a disposição do casal para o
aproveitamento reprodutivo do material biológico até então mantido em
vitro, quer a obrigação do respectivo armazenamento pelas clínicas de
fertilização artificial, quer, enfim, a certeza da íntegra permanência das
qualidades biológico-reprodutivas dos embriões em estado de
congelamento; d) o consentimento do casal doador para que o material
genético dele advindo seja deslocado da sua originária destinação
procriadora para as investigações de natureza científica (...); (...) Noutro
dizer, o que se tem no art. 5o da Lei de biossegurança é todo um bem
concatenado bloco normativo que, debaixo de explícitas, cumulativas e
razoáveis condições de incidência, favorece a propulsão de linhas de
pesquisa científica das supostas propriedades terapêuticas de células
extraídas dessa heterodoxa realidade que é o embrião humano in vitro."
(...)`A técnica do congelamento degrada os embriões (...) O que autoriza
a lei é um procedimento (...) com que transitariam do não-
aproveitamento reprodutivo para a sua relativa descaracterização como
tecido totipotente e daí para o descarte puro e simples como dejeto

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clínico ou hospitalar". Decisão: prosseguindo no julgamento, o Tribunal,
por maioria e nos termos do voto do relator, julgou improcedente a ação
direta, vencidos, parcialmente, em diferentes extensões, os Senhores
Ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cezar Pelus e
o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 29.05.2008". Ademais, o
fato de haver previsão de que a utilização de embrião em
desconformidade com as regras de biossegurança caracteriza crime (art.
24, Lei de Biossegurança) não afasta a responsabilização administrativa,
que é independente da criminal e constitui um minus em relação à
primeira, com penas diversas. Assim, o fato de a conduta configurar
crime não impede a responsabilização administrativa, com base no artigo
21, da Lei de Biossegurança e no próprio artigo 225, § 3º, da Constituição
Federal, que claramente estabelece a independência e a coexistência dos
três tipos de responsabilidade (penal, civil e administrativa): "Art. 225.
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações. (...) § 3º As condutas e atividades
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas
físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados".

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