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Livro Eletrônico

Aula 04

Noções de Direito Processual do Trabalho p/ TRT-RJ (Técnico Jud - Área Administrativa) - AOCP

Professores: Adriana Lima, Bruno Klippel

05909551795 - Thais Fabiana da Silva Ferreira

DIREITO CONSTITUCIO Direito Processual do Trabalho に Teoria e Questıes Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana

DIREITO CONSTITUCIO

Direito Processual do Trabalho Teoria e Questıes Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima Aula 04

AULA 04

NOTIFICA« O, DEFESA DO RECLAMADO E

REVELIA.
REVELIA.
AULA 04 – NOTIFICA« O, DEFESA DO RECLAMADO E REVELIA.
AULA 04 – NOTIFICA« O, DEFESA DO RECLAMADO E REVELIA.
AULA 04 – NOTIFICA« O, DEFESA DO RECLAMADO E REVELIA.

ATUALIZADA COM A REFORMA TRTABALHISTA LEI 13.467/17

Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima

Nome do curso/concurso: TRT/RJ 1™ Regi„o – AOCP 2018
Nome do curso/concurso:
TRT/RJ 1™ Regi„o – AOCP 2018

MAT…RIA DA AULA

PrincÌpio da eventualidade Art. 342 do CPC/15:

REVELIA;

  • ReconvenÁ„o;

ExceÁıes de suspeiÁ„o e impedimento;

ExceÁ„o de incompetÍncia art. 800 da CLT:

  • ExceÁıes;

CompensaÁ„o, deduÁ„o e retenÁ„o como matÈrias de defesa:

o

o

CPC/15:

  • ContestaÁ„o; Preliminares de mÈrito; Defesa de mÈrito; o PrincÌpio da impugnaÁ„o especificada dos fatos Art. 341 do

NOTIFICA« O; RESPOSTA DO R…U; o EspÈcies de defesa;

SUM£RIO

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 NOTIFICA« O; Direito Processual do Trabalho に Teoria e Questıes Prof. Bruno Klippel / Profa.

NOTIFICA« O;

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O termo notificaÁ„o È utilizado genericamente no processo do trabalho, diferentemente do que ocorre no direito processual civil, que distingue os atos de comunicaÁ„o em citaÁ„o e intimaÁ„o, descritos nos artigos 238 e 239 do CPC/15, respectivamente. No direito processual do trabalho, notificaÁ„o tanto È utilizada para o autor quanto para o rÈu, o que demonstra certa autonomia em relaÁ„o ao direito processual comum.

! A notificaÁ„o engloba a comunicaÁ„o sobre o ajuizamento da

demanda e ciÍncia do ato processual j· realizado ou a realizar.

interessado para executado ou processual. integrar relaÁ„o a Art. 238. CitaÁ„o È o ato pelo qual
interessado
para
executado ou
processual.
integrar
relaÁ„o
a
Art. 238. CitaÁ„o È o ato pelo qual s„o convocados o rÈu, o
o

Art. 239. Para a validade do processo È indispens·vel a citaÁ„o do rÈu ou do executado, ressalvadas as hipÛteses de indeferimento da petiÁ„o inicial ou de improcedÍncia liminar do pedido.

Apenas no processo de execuÁ„o È que a CLT, em seu art. 880, tratou da citaÁ„o do executado, que se dar· de maneira bastante diferente daquela ocorrida no processo de conhecimento. Como pontos principais da notificaÁ„o do rÈu, seguindo-se o curso do procedimento ordin·rio, tem-se que:

  • Trata-se de ato autom·tico realizado por servidor da JustiÁa do Trabalho, no prazo de 48h a contar do recebimento da petiÁ„o inicial. Logo, n„o h· despacho do Juiz determinando a notificaÁ„o do reclamado, pois aquele, geralmente, somente tem contato com os autos na audiÍncia.

! No processo civil o Juiz despacha a inicial (art. 334 do CPC/15) e

estando presentes todos os requisitos, determina a citaÁ„o do rÈu

para comparecer ‡ audiÍncia de conciliaÁ„o ou mediaÁ„o.

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pedido, o juiz designar·

Se a petiÁ„o inicial preencher os requisitos

Art. 334.

mediaÁ„o com antecedÍncia mÌnima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o rÈu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedÍncia.

essenciais e n„o for o caso de improcedÍncia liminar do

audiÍncia de conciliaÁ„o ou de

  • A notificaÁ„o na seara trabalhista ocorre para que o reclamado compareÁa ‡ audiÍncia e apresente defesa, querendo, sob pena de revelia.

! Lembre-se que a revelia importa em presunÁ„o de veracidade dos

fatos e n„o do direito.

  • Importante frisar que entre o recebimento da notificaÁ„o e a realizaÁ„o da audiÍncia deve haver prazo mÌnimo de 5 (cinco) dias, sob pena de nulidade, conforme art. 841 da CLT. Caso a notificaÁ„o seja recebida com o desrespeito ao prazo mÌnimo, poder· o reclamado comparecer ‡ audiÍncia t„o somente para arguir o vÌcio, sendo determinada nova data para o ato.

Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamaÁ„o, o escriv„o ou secret·rio, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeter· a segunda via da petiÁ„o, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer ‡ audiÍncia do julgamento, que ser· a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.

  • A notificaÁ„o no processo do trabalho, quando realizada no processo de conhecimento, È feita por via postal, com aviso de recebimento, n„o havendo necessidade de ser pessoal, j· que o TST entende que a entrega no endereÁo do reclamado, a qualquer pessoa ou na caixa postal, È totalmente v·lida, j· que o ato n„o È pessoal.

! A notificaÁ„o somente È pessoal no processo de execuÁ„o, j· que o

executado deve ser cientificado da existÍncia de condenaÁ„o e da

necessidade de seu cumprimento no prazo de 48h.

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redigiu

a

inicial

e

incluiu

o

corretamente, conforme anotaÁ„o na minha CTPS. ApÛs ajuizamento da aÁ„o, a mesma foi distribuÌda para a 3™ Vara do

Trabalho de VitÛria, sendo que o servidor encaminhou a notificaÁ„o pelos correios, que entregaram a mesma na empresa, para um funcion·rio que estava na portaria. Essa notificaÁ„o foi considerada v·lida, pois entregue no local indicado.

petiÁ„o

 

Exemplo:

apÛs trabalhar muitos anos, fui demitido

e

resolvi

ajuizar aÁ„o trabalhista em face do meu ex-empregador. O meu

endereÁo

Advogado

  • N„o sendo possÌvel a notificaÁ„o pela via postal, dispıe o art. 841, ß1 da CLT, que far-se-· a notificaÁ„o por edital, o que importa dizer que a autorizaÁ„o para a realizaÁ„o do ato por Oficial de JustiÁa existe apenas para o processo de execuÁ„o. Na pr·tica, por questıes de economia e celeridade, prefere-se seguir a ordem: postal, oficial de justiÁa e edital.

! Para os concursos, seguir, no processo de conhecimento, a

ordem: postal e edital.

ß 1 - A notificaÁ„o ser· feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraÁos ao seu recebimento ou n„o for encontrado, far-se-· a notificaÁ„o por edital, inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou JuÌzo.

  • Quando realizada a notificaÁ„o por edital, n„o se aplicar· o art.

72,

II

do

CPC/15, se o reclamado ficar revel, ou seja, n„o se nomear· curador especial, j· que este somente ser· nomeado quando o reclamante for menor e n„o tiver representante legal.

Art. 72. O juiz nomear· curador especial ao: II - rÈu preso revel, bem como ao rÈu revel citado por edital ou com hora

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certa, enquanto n„o for constituÌdo advogado.

  • Se o reclamado for pessoa jurÌdica de direito p˙blico, o prazo entre o recebimento da notificaÁ„o e a realizaÁ„o da audiÍncia ser·, conforme Decreto- Lei 779/1969, considerado em qu·druplo, isto È, o prazo mÌnimo ser· de 20 (vinte) dias. AlÈm disso, È importante dizer que o TST possui posicionamento segundo o qual as pessoas jurÌdicas de direito p˙blico devem ser notificadas por via postal, como j· afirmado em relaÁ„o ‡s privadas.

Exemplo:

apÛs trabalhar para uma empresa de seguranÁa, que

prestava serviÁos para o Estado do EspÌrito Santo, ajuizei aÁ„o trabalhista em face do meu ex-empregador e da pessoa jurÌdica de direito p˙blico Estado do ES, uma vez que houve terceirizaÁ„o e o ˙ltimo possuÌa responsabilidade subsidi·ria. Ao marcar a audiÍncia, o Servidor da JustiÁa do Trabalho teve o cuidado de marcar em uma data mais distante, uma vez que o Estado do ES tem direito a, pelo menos, 20 dias entre o recebimento da notificaÁ„o e a realizaÁ„o da audiÍncia, j· que precisa de mais tempo para preparar a defesa.

  • H· que se destacar ainda o posicionamento consolidado na S˙mula n. 16 do TST, segundo o qual h· uma presunÁ„o de recebimento da notificaÁ„o no prazo de 48h a contar da postagem, isto È, postada a notificaÁ„o, presume-se que o reclamado a recebeu no aludido prazo, devendo aquele demonstrar que o prazo n„o foi respeitado, sendo Ùnus da prova que lhe incumbe.

!

O aviso de recebimento mostra-se como importante meio de

comprovaÁ„o de que a notificaÁ„o n„o foi recebida dentro do prazo

a que alude a S˙mula n. 16 do TST.

prova do de Ùnus constitui desse decurso prazo postagem. O seu n„o-recebimento ou a entrega apÛs
prova do
de
Ùnus
constitui
desse
decurso
prazo
postagem. O seu n„o-recebimento ou a entrega apÛs o
notificaÁ„o 48 (quarenta e oito) horas depois de sua
S˙mula n
16
do
TST:
Presume-se
recebida a

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destinat·rio.
destinat·rio.
  • Se o reclamado residir ou tiver sede fora da comarca, ser· notificado da mesma maneira por via postal, ou seja, n„o h· necessidade de notificaÁ„o por carta precatÛria, j· que o art. 247 do CPC/15 autoriza a notificaÁ„o por correios para todas as comarcas do paÌs. Caso esteja em outro paÌs, a notificaÁ„o ser· realizada mediante carta rogatÛria, nos termos do art. 260 e seguintes do CPC/15.

Art. 247. A citaÁ„o ser· feita pelo correio para qualquer comarca do paÌs, exceto: I - nas aÁıes de estado, observado o disposto no art. 695, ß 3 o ; II - quando o citando for incapaz; III - quando o citando for pessoa de direito p˙blico; IV - quando o citando residir em local n„o atendido pela entrega domiciliar de correspondÍncia; V - quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma.

Por fim, e em separado, pois ser· objeto de estudos no tÛpico apropriado, afirma-se que no rito sumarÌssimo n„o h· espaÁo para a notificaÁ„o por edital, j· que a lei (Art. 852-B, II da CLT) impıe a indicaÁ„o correta e completa do endereÁo do reclamado. Em n„o havendo tais dados, dever· o processo ser arquivado (extinto sem resoluÁ„o do mÈrito), ajuizando-se novamente perante o rito ordin·rio, j· que tal procedimento permite a pr·tica do ato naquela forma.

) enquadradas Nas no Art. 852-B. incumbindo ao autor citaÁ„o por edital, a correta indicaÁ„o do
)
enquadradas
Nas
no
Art.
852-B.
incumbindo ao autor
citaÁ„o por edital,
a correta
indicaÁ„o do nome e endereÁo do reclamado.
se
n„o
-
II
procedimento sumarÌssimo: (
far·
...
reclamaÁıes

empregador, mencionando como valor da causa a quantia de R$10.000,00. Por ser um valor inferior a 40 sal·rios mÌnimos, tal demanda ser· processada como rito sumarÌssimo. Foi expedida notificaÁ„o para o reclamado, mas a mesma retornou dos correios

n„o

local

a empresa

com a indicaÁ„o de que naquele

Exemplo:

ajuizei uma aÁ„o trabalhista em face do meu ex-

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reclamada. Assim, nos termos do ß1 do art. 852-B da CLT, o Juiz determinou o arquivamento do processo, ou seja, a sua extinÁ„o sem resoluÁ„o do mÈrito, com a minha condenaÁ„o ao pagamento das custas processuais, para que novamente fosse ajuizada a aÁ„o, pelo rito ordin·rio, com pedido de citaÁ„o por edital.

RESPOSTA DO R…U;

O tema merece estudo aprofundado, j· que muito importante para a pr·tica trabalhista, assim como para os concursos p˙blicos da ·rea. J· se afirmou acima que o reclamado È notificado para comparecer ‡ audiÍncia, que ser· a primeira desimpedida no prazo mÌnimo de 5 (cinco) dias. O prazo, como j· sabido, È considerado como o mÌnimo para a formulaÁ„o da defesa, que contempla a reuni„o de documentos e a concatenaÁ„o de ideias e teses de defesa.

No

dia

da

audiÍncia, de

acordo

com

o

art.

847

da

CLT,

o

reclamado

apresentar· resposta caso seja infrutÌfera a primeira tentativa de conciliaÁ„o, realizado nos termos no art. 846 da CLT.

partes, o

preg„o das partes, que comparecem ‡ sala de audiÍncia. O

Magistrado perguntou se havia a possibilidade de acordo entre as

Juiz

O

n„o.

que

tentou mediar

 

Exemplo:

no

dia

e

hora

marcados,

o

Juiz

do

Trabalho fez

o

que foi respondido

a

situaÁ„o, mas realmente n„o havia a

menor possibilidade de

acordo, raz„o pela qual passou a palavra ao reclamado para que

apresentasse a sua defesa, conforme art. 847 da CLT.

Importante frisar que a defesa È apresentada oralmente, no prazo de 20 (vinte) minutos (contestaÁ„o e reconvenÁ„o as exceÁıes tem procedimento prÛprio

previsto no art. 800, da CLT). Essa È a regra do caput do art. 847 da CLT, mas a reforma trabalhista (Lei 13.467/17) inovou ao trazer para o texto legal a possibilidade de apresentaÁ„o de defesa escrita.

O novel par·grafo ˙nico do art. 847 da CLT dispıe acerca da possibilidade da parte apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrÙnico atÈ a

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audiÍncia. Percebam que s„o duas as possibilidades: a parte

pode

optar por

apresentar a defesa oral em audiÍncia ou por escrito, antes da audiÍncia !!

! CUIDADO, pois a defesa n„o È mais obrigatoriamente oral e nem

passou a ser obrigatoriamente escrita. S„o duas possibilidades !!

Art. 847 - N„o havendo acordo, o reclamado ter· vinte minutos para aduzir sua defesa, apÛs a leitura da reclamaÁ„o, quando esta n„o for dispensada por ambas as partes. Par·grafo ˙nico. A parte poder· apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrÙnico atÈ a audiÍncia.

Havendo mais de um reclamado, cada um ter· o prazo acima descrito para apresentaÁ„o oral de sua defesa. Tal forma de apresentaÁ„o da defesa reflete os princÌpios que fundamentam o processo do trabalho, em especial, o jus postulandi e a celeridade.

isto È, ‡ produÁ„o das provas.

audiÍncia, sem que houvesse qualquer possibilidade de acordo. Assim, o Juiz passou a palavra ao Advogado do reclamado, para que apresentasse a defesa. Como o Advogado havia sido contratado naquele dia, sem tempo de redigir a defesa, apresentou oralmente, no prazo de 20 minutos. Utilizou esse tempo para apresentar a contestaÁ„o, afirmando que n„o houve o dano moral descrito na petiÁ„o inicial e, tambÈm, para apresentar a alegaÁ„o de incompetÍncia, afirmando que a aÁ„o deveria ser ajuizada no Rio de Janeiro e n„o em S„o Paulo, pois foi naquela primeira cidade que houve a prestaÁ„o dos serviÁos. Terminada a apresentaÁ„o da defesa, o Juiz passou ‡ instruÁ„o do processo,

Exemplo:

em determinada aÁ„o trabalhista, chegou-se ao dia da

EspÈcies de defesa;

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Em item anterior, fixou-se a premissa de que a defesa do rÈu pode ser apresentada oralmente, no prazo m·ximo de 20 (vinte) minutos, conforme art. 847

da CLT

ou

por

escrito,

antes

da audiÍncia, nos termos

do

ß

˙nico

do mesmo

dispositivo.

 

! Apesar de na pr·tica forense a defesa ser apresentada por escrito,

para fins de provas objetivas de concursos p˙blicos, deve-se adotar

o entendimento de que ela tambÈm pode ser apresentada
o
entendimento
de
que
ela
tambÈm
pode
ser
apresentada

oralmente, no prazo m·ximo de 20 minutos.

Art. 847 - N„o havendo acordo, o reclamado ter· vinte minutos para aduzir sua defesa, apÛs a leitura da reclamaÁ„o, quando esta n„o for dispensada por ambas as partes. Par·grafo ˙nico. A parte poder· apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrÙnico atÈ a audiÍncia.

Poder· o reclamado apresentar diversas peÁas de defesa, cada uma com o seu objetivo especÌfico. Assim, poder· aquele apresentar apenas a contestaÁ„o, peÁa mais utilizada no cotidiano forense, ou optar por apresentar tambÈm alguma outra alegaÁ„o, como suspeiÁ„o, impedimento, etc. Optando pela apresentaÁ„o oral de mais de um tipo de alegaÁ„o na defesa, dever· fazÍ-lo dentro dos 20 (vinte) minutos de que dispıe, isto È, a apresentaÁ„o oral de todas as peÁas n„o poder· exceder o limite legal.

Ser„o analisadas, uma a uma, as peÁas que o reclamado pode valer-se para sua defesa, destacando as formalidades legais, o procedimento e consequÍncia de seu acatamento.

ContestaÁ„o;

A principal peÁa de defesa do reclamado È denominada contestaÁ„o e na maioria nas demandas trabalhistas mostra-se como a ˙nica a ser apresentada, j· que a existÍncia de algum vÌcio que imponha a apresentaÁ„o das demais peÁas de defesa,

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como a suspeiÁ„o ou impedimento do julgador ou a incompetÍncia do juÌzo, exemplificativamente, s„o situaÁıes excepcionais.

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Preliminares de mÈrito;

Ao formular uma contestaÁ„o, poder· o reclamado aduzir matÈrias relacionadas ao processo (preliminares de mÈrito) e outras que dizem respeito aos fatos e fundamentos jurÌdicos, bem como aos pedidos, formulados pelo reclamante (defesa de mÈrito). Em relaÁ„o ‡ primeira hipÛtese, prevista no art. 337 do CPC/15 e denominada de “arguiÁ„o de preliminares de mérito”, há que se dizer que diversas s„o as matÈrias (vÌcios e irregularidades) que o reclamado pode afirmar, buscando ora a extinÁ„o do feito, ora a correÁ„o da irregularidade.

discutir o mÈrito,

rÈu, antes

Incumbe ao

Art. 337.

de

alegar: I - inexistÍncia ou nulidade da citaÁ„o; II - incompetÍncia absoluta e relativa; III - incorreÁ„o do valor da causa; IV - inÈpcia da petiÁ„o inicial; V - perempÁ„o; VI - litispendÍncia; VII - coisa julgada; VIII - conex„o; IX -

incapacidade da parte, defeito de representaÁ„o ou falta de autorizaÁ„o; X - convenÁ„o de arbitragem; XI - ausÍncia de legitimidade ou de interesse processual; XII - falta de cauÁ„o ou de outra prestaÁ„o que a lei exige como preliminar; XIII - indevida concess„o do benefÌcio de gratuidade de justiÁa.

Afirma o art. 337 do CPC/15 que Incumbe ao rÈu, antes de discutir o mérito, alegar”, trazendo em seguida extenso rol de situaÁıes que podem ser objeto de an·lise pelo Poder Judici·rio. Recebem o nome de preliminares de mÈrito, pois devem ser apresentadas antes de qualquer defesa em face das afirmaÁıes contidas na inicial, que resultam nos pedidos apresentados (mÈrito).

! N„o h· forma predeterminada para a formulaÁ„o da contestaÁ„o, e

sim, uma ordem lÛgica que geralmente È seguida, que consiste em

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deduzir em primeiro lugar as matÈrias consideradas preliminares

para, em seguida, falar-se sobre o mÈrito.

A respeito das preliminares de mÈrito, alguns coment·rios indispens·veis devem ser formulados:

  • Com o CPC/15, surgiram trÍs novidades em relaÁ„o ‡s preliminares, que s„o situaÁıes novas em relaÁ„o ao CPC/73:

o

IncompetÍncia relativa;

o

IncorreÁ„o em relaÁ„o ao valor da causa;

o

Indevida concess„o do benefÌcio da justiÁa gratuita;

  • Especificamente no tocante ‡ alegaÁ„o de incompetÍncia relativa, n„o se aplica o CPC ao processo do trabalho, j· que a Lei 13.467/17 (reforma trabalhista) reafirmou a utilizaÁ„o da exceÁ„o de incompetÍncia, que posteriormente ser· analisada, demonstrando que esta È a peÁa adequada para demonstrar que a aÁ„o trabalhista foi ajuizada no local errado. A exceÁ„o encontra-se prevista no art. 800 da CLT.

  • Com exceÁ„o do compromisso arbitral, todas as matÈrias arroladas no art. 337 do CPC/15 s„o consideradas de ordem p˙blica, o que representa dizer que poder„o ser reconhecidas de ofÌcio pelo Magistrado, isto È, sem necessidade de pedido. De acordo com o ß5 do artigo referido, somente h· necessidade de pedido para o reconhecimento do compromisso arbitral.

! MatÈria de ordem p˙blica È aquela sobre a qual n„o h· preclus„o,

por mostrar-se de interesse do Estado, tais como as condiÁıes da

aÁ„o e pressupostos processuais. De acordo com o art. 10 do
aÁ„o e pressupostos processuais. De acordo com o
art.
10
do

CPC/15, o Juiz deve intimar a parte antes de analisar tal matÈria, o

que È uma novidade no sistema processual.

ß 5 o Excetuadas a convenÁ„o de arbitragem e a incompetÍncia relativa, o juiz conhecer· de ofÌcio das matÈrias enumeradas neste artigo.

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  • As preliminares de mÈrito s„o classificadas em dilatÛrias e peremptÛrias, a depender das consequÍncias advindas de seu reconhecimento, sendo que as primeiras acarretam a dilataÁ„o do procedimento, isto È, o seu alongamento, enquanto as ˙ltimas geram a extinÁ„o do feito sem resoluÁ„o do mÈrito. Como exemplos das dilatÛrias pode-se citar: inexistÍncia ou nulidade de citaÁ„o, incompetÍncia absoluta, conex„o, etc. J· em relaÁ„o ‡ inÈpcia da petiÁ„o inicial, perempÁ„o, coisa julgada, litispendÍncia, dentre outros, tÍm-se matÈrias peremptÛrias.

O fato do reclamado n„o ter aduzido as preliminares descritas no art. 337 do CPC/15 n„o impede que o Juiz as conheÁa de ofÌcio, como j· afirmado, e que o prÛprio reclamado formule posteriormente pedido no sentido de que sejam reconhecidos os vÌcios, uma vez inexistir preclus„o em relaÁ„o ‡s matÈrias de ordem p˙blica.

determinado processo trabalhista e estou redigindo a defesa. Verifiquei que n„o houve a prestaÁ„o das horas extraordin·rias, conforme alegado pelo autor e que o mesmo recebeu o adicional de transferÍncia, diferentemente do que alega na petiÁ„o inicial. As teses da defesa est„o prontas. Contudo, antes de demonstrar que o autor n„o tem direito, vou redigir as preliminares de mÈrito, demonstrando que j· existe outra aÁ„o idÍntica a essa, ajuizada no ano passado e que est· tramitando na 3™ Vara do Trabalho de VitÛria. Assim, vou alegar a preliminar de litispendÍncia.

Exemplo:

fui contratado como Advogado de uma empresa em

Defesa de mÈrito;

No que toca ‡ defesa de mÈrito a ser formulada pelo reclamado, duas regras (consideradas pela doutrina majorit·ria como princÌpios especÌficos) devem ser seguidas, a saber:

  • PrincÌpio da impugnaÁ„o especificada dos fatos Art. 341 do CPC/15:

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Art. 341. Incumbe tambÈm ao rÈu manifestar-se precisamente sobre as alegaÁıes de fato constantes da petiÁ„o inicial, presumindo-se verdadeiras as n„o impugnadas, salvo se: I - n„o for admissÌvel, a seu respeito, a confiss„o; II - a petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da subst‚ncia do ato; III - estiverem em contradiÁ„o com a defesa, considerada em seu conjunto. Par·grafo ˙nico. O Ùnus da impugnaÁ„o especificada dos fatos n„o se aplica ao defensor p˙blico, ao advogado dativo e ao curador especial.

Ao formular a sua defesa de mÈrito, deverá o reclamado “voltar seus olhos” para a petiÁ„o inicial, impugnando todos os fatos e pedidos ali contidos, de maneira a evitar a confiss„o ficta, j· que a ausÍncia de defesa em relaÁ„o a algum ou alguns, importa em revelia, que traz consigo, como j· estudado, a presunÁ„o de veracidade. N„o h· possibilidade, como regra geral, do reclamado apresentar contestaÁ„o genÈrica, isto È, por negaÁ„o geral, por meio da qual afirme que todos os fatos narrados s„o inverÌdicos e, por consequÍncia, requerendo a improcedÍncia dos pedidos formulados. Essa espÈcie de defesa n„o È aceita, regra geral, pois n„o impugna precisamente os fatos que foram levados ao Poder Judici·rio. O art. 341 do CPC/15 destaca que: “Incumbe tambÈm ao rÈu manifestar-se precisamente sobre as alegaÁıes de fato constantes da petiÁ„o inicial, presumindo-se verdadeiras as n„o impugnadas, salvo se:”. Como se pode observar, a regra da presunÁ„o de veracidade possui algumas exceÁıes, a saber:

o Se n„o for possÌvel a confiss„o: tratando-se de direitos indisponÌveis, sobre os quais n„o pode haver confiss„o ou ren˙ncia (como nas hipÛteses de direitos de personalidade), n„o caber· a referida presunÁ„o de veracidade, j· que tais fatos devem ser provados nos autos.

o

Se a petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada de documento

indispens·vel a prova do ato:

se

a

lei considera

indispens·vel

determinado documento e o mesmo n„o È juntado aos autos, n„o pode

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considerar-se provado aquele em virtude da revelia, raz„o pela qual n„o incide tal consequÍncia da inÈrcia do reclamado. Como exemplo, pedido formulado pelo autor embasado em acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho, sem que tais normas sejam juntadas ao processo.

o Se estiverem em contradiÁ„o com a defesa em seu conjunto:

muitas vezes n„o s„o impugnados todos os pedidos do autor, mas a defesa em seu conjunto faz controverter todos aqueles, pois decorrem da procedÍncia de um principal, como ocorre com o reconhecimento de vÌnculo de emprego e condenaÁ„o ‡s verbas dele decorrentes. Pode ser que o reclamado n„o impugne o pagamento de 13 sal·rio, fÈrias + 1/3, aviso prÈvio, etc., em demanda em que se pretende o reconhecimento do vÌnculo de emprego. Mas o fato de ter apresentado defesa negando o vÌnculo de emprego faz controvertidos todos os pedidos, dispensando-se a impugnaÁ„o especÌfica em relaÁ„o a todos.

Verifica-se claramente que apresentar defesa por negaÁ„o geral È o mesmo que n„o apresentar, pois a presunÁ„o de veracidade surge como uma consequÍncia imediata, salvo as exceÁıes acima tratadas. Tal regra comporta exceÁıes, isto È, alguns sujeitos processuais podem apresentar defesa genÈrica ou por negaÁ„o geral, a saber: curador especial, advogado dativo, MinistÈrio P˙blico, nos exatos termos do art. 341, ß ˙nico do CPC/15. Qualquer outro ente que venha a apresentar defesa estar· cingido ao princÌpio da impugnaÁ„o especificada dos fatos.

proteÁ„o individual exclui a insalubridade. Vejam que a minha

pedidos: pagamento de adicional noturno, horas extras, dano moral, adicional de transferÍncia e adicional de insalubridade. Ao redigir a defesa, tenho que demonstrar a inexistÍncia do direito do autor em relaÁ„o ‡ cada pedido. Assim, tenho que demonstrar, por exemplo, que ele n„o trabalhava no perÌodo noturno, que as horas extras j· foram pagas, que n„o houve o dano moral, que a transferÍncia era definitiva e que a utilizaÁ„o de equipamentos de

 

Exemplo:

em determinada aÁ„o trabalhista foram formulados 5

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defesa,

alegaÁıes.

suas

as

pedidos, pois n„o

Essa

defesa foi especÌfica, pois me defendi de todos os pedidos. N„o posso, por exemplo, dizer que o autor n„o tem direito aos

provou

considerada genÈrica, n„o È aceita.

  • PrincÌpio da eventualidade Art. 342 do CPC/15:

Art. 342. Depois da contestaÁ„o, sÛ È lÌcito ao rÈu deduzir novas alegaÁıes quando: I - relativas a direito ou a fato superveniente; II - competir ao juiz conhecer delas de ofÌcio; III - por expressa autorizaÁ„o legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdiÁ„o.

Ao formular a sua defesa meritÛria, o reclamado dever· reunir todos os argumentos e documentos, apresentando-os todos de uma vez, isto È, num ˙nico evento, que È a audiÍncia, sob pena de preclus„o. Tal princÌpio impede a realizaÁ„o de defesas por partes ou etapas. A apresentaÁ„o de apenas um fundamento de defesa gera preclus„o consumativa para qualquer outro, j· que o rÈu utilizou-se do ˙nico momento que possuÌa para levar ao Estado-Juiz os seus fatos impeditivos, modificativos e extintivos do direito do autor. Ocorre que tal princÌpio tambÈm comporta exceÁıes, previstas no art. 342 do CPC/15, que trata das situaÁıes em que o reclamado poder· valer-se de momento posterior para levar ao Poder Judici·rio as suas alegaÁıes. S„o as seguintes exceÁıes:

  • Relativas a direito superveniente, isto

È,

fatos

que

ocorreram

posteriormente ‡ apresentaÁ„o da defesa, mas que est„o relacionados ao objeto da demanda;

  • Podem ser conhecidas de ofÌcio pelo Juiz, tais como as condiÁıes da aÁ„o e pressupostos processuais, que s„o conhecidos como matÈrias de ordem p˙blica.

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Podem ser formuladas a qualquer tempo, por expressa autorizaÁ„o

legal, tal como ocorre com a prescriÁ„o e decadÍncia, bem como as normas de ordem p˙blica acima descritas, confundindo-se nesse ponto as duas hipÛteses.

pagas; que existe sistema de compensaÁ„o de jornada, etc, mesmo que as defesas pareÁam contraditÛrias.

parte trazer os seus fundamentos aos poucos, como um “conta- gotas”. Assim, contra um pedido de condenação ao pagamento de

horas extras, deve a parte alegar, na mesma defesa, de uma vez sÛ: que n„o foram prestadas as horas extras; que todas j· foram

apresentada toda de uma vez sÛ, na audiÍncia, n„o podendo a

CompensaÁ„o, deduÁ„o e retenÁ„o como matÈrias de defesa:

 

Os

trÍs

temas

mostram-se

extremamente

importantes

na

pr·tica

trabalhista, despertando algumas d˙vidas, que passam a ser aclaradas.

CompensaÁ„o: trata-se de forma de extinÁ„o das obrigaÁıes, quando duas pessoas s„o credoras e devedoras ao mesmo tempo, tratando-se de hipÛtese de extinÁ„o indireta da obrigaÁ„o. No plano processual, a alegaÁ„o de compensaÁ„o È considerada como uma defesa indireta, pois o rÈu alega um fato extintivo do direito do autor. A alegaÁ„o de compensaÁ„o È possÌvel no processo do trabalho desde que respeitadas algumas regras, constantes da CLT e S˙mulas do TST, a saber:

o O momento processual adequado para requerer-se a compensaÁ„o È a defesa, pois o art. 767 da CLT dispıe que deve ser arguida como matÈria de defesa. Tal ideia tambÈm est· contida na S˙mula n 48 do TST, que diz ser a contestaÁ„o a peÁa de defesa adequada ‡ sua arguiÁ„o.

Art. 767 - A compensaÁ„o, ou retenÁ„o, sÛ poder· ser arguida como matÈria de defesa.

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S˙mula n 48 do TST: A compensaÁ„o sÛ poder· ser arguida com a contestaÁ„o.

o A compensaÁ„o na seara trabalhista, apesar de possÌvel, mostra-se bastante restrita, pois È permitida apenas entre dÌvidas de natureza trabalhista, isto È, o reclamado poder· valer-se da compensaÁ„o para extinguir a sua obrigaÁ„o se for credor de dÌvida de igual natureza, como ocorre quando o empregado n„o concede o aviso-prÈvio e o empregador compensa tal valor com o devido em virtude da rescis„o. TambÈm È possÌvel na ocorrÍncia de dano pelo empregado, desde que pactuado o desconto ou decorrente de dolo, conforme dispıe o art. 462, ß1 da CLT. O TST sedimentou o entendimento por meio da S˙mula n 18 do TST.

Art. 462 - Ao empregador È vedado efetuar qualquer desconto nos sal·rios do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. ß 1 - Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto ser· lÌcito, desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrÍncia de dolo do empregado.

S˙mula n 18 do TST: A compensaÁ„o, na JustiÁa do Trabalho, est· trabalhista. natureza de dÌvidas
S˙mula n 18 do TST: A compensaÁ„o, na JustiÁa do
Trabalho, est·
trabalhista.
natureza
de
dÌvidas
a
restrita

DeduÁ„o: Na deduÁ„o, o rÈu demonstra que j· foram efetuados pagamentos relacionados ‡s mesmas parcelas pleiteadas pelo autor. Diferencia-se da compensaÁ„o, pois pode ser requerida pela parte a qualquer tempo e grau de jurisdiÁ„o, podendo ser reconhecida de ofÌcio pelo Magistrado, evitando-se o enriquecimento ilÌcito do reclamante.

RetenÁ„o: na retenÁ„o, o empregador retÈm objeto de titularidade do empregado, visando forÁ·-lo ao pagamento de dÌvida, devendo ser requerida na contestaÁ„o, sob pena de preclus„o, conforme art. 767 da CLT.

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Art. 767 - A compensaÁ„o, ou retenÁ„o, sÛ poder· ser arguida como matÈria de defesa.

 

Exemplo:

digamos que o autor da aÁ„o trabalhista esteja pedindo

ou seja, o valor a ser compensado È considerado uma dÌvida trabalhista. TambÈm posso requerer a compensaÁ„o do valor do aviso prÈvio, que o trabalhador n„o concedeu, conforme art. 487 da CLT.

a condenaÁ„o ao pagamento de R$10.000,00 ‡ tÌtulo de verbas rescisÛrias. Esse mesmo empregado, por dolo, quebrou uma m·quina e o conserto custou R$3.000,00. Posso, na defesa, requerer a compensaÁ„o, que n„o foi possÌvel na rescis„o diante do valor elevado, j· que o dano decorreu da relaÁ„o de emprego,

ExceÁıes;

Ao tratar do tema no art. 799, a CLT afirma que poder„o ser opostas as exceÁıes de suspeiÁ„o e incompetÍncia, mostrando-se silente em relaÁ„o ‡ exceÁ„o de impedimento. Contudo, h· uma explicaÁ„o histÛrica para tal omiss„o. Quando da elaboraÁ„o da CLT, estava em vigor o CPC/39, que n„o fazia menÁ„o ‡ exceÁ„o de impedimento, levando o legislador trabalhista a tambÈm incorrer na omiss„o. Contudo, apÛs a entrada em vigor do CPC/73, que passou a prever no art. 304 as trÍs espÈcies de exceÁ„o, a saber: incompetÍncia, suspeiÁ„o e impedimento. A reforma trabalhista, implementada pela Lei 13.467/17, a exceÁ„o de incompetÍncia teve o seu procedimento modificado, conforme ser· analisado a seguir.

Art. 799 - Nas causas da jurisdiÁ„o da JustiÁa do Trabalho, somente podem ser opostas, com suspens„o do feito, as exceÁıes de suspeiÁ„o ou incompetÍncia.

Por

se

tratarem de

peÁas de

defesa, dever„o ser apresentadas em

audiÍncia, oralmente de acordo com o art. 847 da CLT, ou por escrito, conforme ß ˙nico do mesmo dispositivo, incluÌdo pela reforma trabalhista.

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Art. 847 - N„o havendo acordo, o reclamado ter· vinte minutos para aduzir sua defesa, apÛs a leitura da reclamaÁ„o, quando esta n„o for dispensada por ambas as partes. Par·grafo ˙nico. A parte poder· apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrÙnico atÈ a audiÍncia.

ExceÁ„o de incompetÍncia territorial art. 800 da CLT:

e

A exceÁ„o de incompetÍncia ou exceÁ„o declinatÛria de foro, È a peÁa processual adequada para o rÈu alegar a incompetÍncia territorial, ou seja, afirmar que a aÁ„o n„o tinha sido ajuizada no local correto, previsto no art. 651 da CLT, que em sÌntese afirma a necessidade de ajuizamento da demanda trabalhista no foro da prestaÁ„o dos serviÁos, independentemente se a contrataÁ„o ocorreu em outro lugar.

Art. 651 - A competÍncia das Juntas de ConciliaÁ„o e Julgamento È determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviÁos ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.

A alteraÁ„o no art. 800 da CLT È fundamental para as provas de processo do trabalho, pois È totalmente diferente do que est·vamos habituados no dia a dia forense. Agora, a exceÁ„o deve ser apresentada em atÈ 5 dias a contar do recebimento da notificaÁ„o, antes da audiÍncia. Ao ser apresentada a peÁa, ser· suspensa a realizaÁ„o da audiÍncia, bem como o processo, para que seja processada e julgada primeiro a exceÁ„o.

! Dispıe o art. 800 da CLT que a exceÁ„o, apesar de ser uma peÁa de

defesa, ser· apresentada antes da audiÍncia, no prazo de 5 dias a

contar do recebimento da notificaÁ„o.

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O magistrado, nos termos do ß2 do art. 800 da CLT, intimar· a parte contr·ria e eventuais litisconsortes, para apresentaÁ„o da manifestaÁ„o no prazo de 5 dias, designando audiÍncia caso entenda necess·ria a produÁ„o de prova oral. Um detalhe fundamental: a produÁ„o das provas (depoimento pessoal e testemunhal) poder· ser realizada no local que foi afirmado como competente pelo excipiente, conforme previsto no art. 800, ß3 da CLT. ApÛs a decis„o do incidente, o processo retornar· ao seu curso, com a realizaÁ„o de audiÍncia, apresentaÁ„o de defesa e produÁ„o de provas perante o juÌzo que foi considerado competente.

Art. 800. Apresentada exceÁ„o de incompetÍncia

territorial no prazo de cinco dias a contar da notificaÁ„o, antes da audiÍncia e em peÁa que sinalize a existÍncia desta exceÁ„o, seguir-se-· o procedimento estabelecido neste artigo. ß 1 Protocolada a petiÁ„o, ser· suspenso o processo e n„o se realizar· a audiÍncia a que se refere o art. 843 desta ConsolidaÁ„o atÈ que se decida a exceÁ„o. ß 2 Os autos ser„o imediatamente conclusos ao juiz, que intimar· o reclamante e, se existentes, os litisconsortes, para manifestaÁ„o no prazo comum de cinco dias. ß 3 Se entender necess·ria a produÁ„o de prova oral, o juÌzo designar· audiÍncia, garantindo o direito de o excipiente e de suas testemunhas serem ouvidos, por carta precatÛria, no juÌzo que este houver indicado como competente. ß 4 Decidida a exceÁ„o de incompetÍncia territorial, o processo retomar· seu curso, com a designaÁ„o de audiÍncia, a apresentaÁ„o de defesa e a instruÁ„o processual perante o juÌzo competente.

0

ExceÁıes de suspeiÁ„o e impedimento;

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As exceÁıes de suspeiÁ„o e de impedimento ser„o apresentadas quando houver quebra de imparcialidade do Julgador, por se enquadrar nas hipÛteses dos artigos 144 e 145 do CPC/15. Nessas situaÁıes, por mostrar-se parcial, deve ser substituÌdo por outro julgador imparcial.

Art. 144. H· impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funÁıes no processo: I - em que interveio como mandat·rio da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do MinistÈrio P˙blico ou prestou depoimento como testemunha; II - de que

conheceu em outro grau de jurisdiÁ„o, tendo proferido decis„o; III - quando nele estiver postulando, como defensor p˙blico, advogado ou membro do MinistÈrio P˙blico, seu cÙnjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguÌneo ou afim, em linha reta ou colateral, atÈ o terceiro grau, inclusive; IV - quando for parte no processo ele prÛprio, seu cÙnjuge ou companheiro, ou parente, consanguÌneo ou afim, em linha reta ou colateral, atÈ o terceiro grau, inclusive; V - quando for sÛcio ou membro de direÁ„o ou de administraÁ„o de pessoa jurÌdica parte no processo; VI - quando for herdeiro presuntivo, donat·rio ou empregador de qualquer das partes; VII - em que figure como parte instituiÁ„o de ensino com a qual tenha relaÁ„o de emprego ou decorrente de contrato de prestaÁ„o de serviÁos; VIII - em que figure como parte cliente do escritÛrio de advocacia de seu cÙnjuge, companheiro ou parente, consanguÌneo ou afim, em linha reta ou colateral, atÈ o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritÛrio; IX - quando promover aÁ„o contra a parte ou seu advogado.

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Art. 145. H· suspeiÁ„o do juiz: I - amigo Ìntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender ‡s despesas do litÌgio; III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cÙnjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta atÈ o terceiro grau, inclusive; IV -

interessado no julgamento do processo em favor de

qualquer das partes.

d

No tocante ao procedimento, deve-se observar que o art. 802 da CLT prevÍ situaÁ„o que n„o mais se coaduna com a organizaÁ„o da JustiÁa do Trabalho de 1™ grau, j· que com a EC n 24/99, restou extinta a representaÁ„o classista na JustiÁa do Trabalho.

Art. 802 - Apresentada a exceÁ„o de suspeiÁ„o, o juiz ou Tribunal designar· audiÍncia dentro de 48 (quarenta e oito) horas, para instruÁ„o e julgamento da exceÁ„o. ß 1 - Nas Juntas de ConciliaÁ„o e Julgamento e nos Tribunais Regionais, julgada procedente a exceÁ„o de suspeiÁ„o, ser· logo convocado para a mesma audiÍncia ou sess„o, ou para a seguinte, o suplente do membro suspeito, o qual continuar· a funcionar no feito atÈ decis„o final. Proceder-se-· da mesma maneira quando algum dos membros se declarar suspeito. ß 2 - Se se tratar de suspeiÁ„o de Juiz de Direito, ser· este substituÌdo na forma da organizaÁ„o judici·ria local.

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AtÈ a referida emenda constitucional, vigorava o que est· descrito no art.

802 do CPC, que assinala o julgamento pelo Juiz ou Tribunal, no prazo de 48h (quarenta e oito horas).

Assim, devem ser aplicadas as normas do artigo 146 do CPC/15 quando a suspeiÁ„o/impedimento referirem-se ao Juiz do Trabalho, que destacam:

Ao reconhecer a suspeiÁ„o e o impedimento, o Juiz do Trabalho remeter· os autos ao substituto legal;

Caso n„o reconheÁa a situaÁ„o que lhe È imposta, apresentar· as suas razıes

3

no prazo de 15 (quinze) dias, remetendo os autos ao Tribunal;

Ao

julgar

o

incidente,

o

Tribunal

determinar·

o

seu

arquivamento

ou,

reconhecendo o vÌcio, condenar· o Magistrado

nas

custas

processuais,

determinando a remessa dos autos ao substituto legal;

Uma novidade do CPC/15 È em relaÁ„o aos efeitos, j· que o Relator poder· atribuir efeito suspensivo ou n„o, ou seja, o processo principal poder· ficar paralisado ou continuar a tramitar. No sistema do CPC/73, havia a suspens„o autom·tica.

e

de

rol

de

documentos

de

acompanhadas

prazo de 15 (quinze) dias, apresentar· suas razıes,

determinar· a autuaÁ„o em apartado da petiÁ„o e, no

autos a seu substituto legal, caso

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegar· o impedimento ou a suspeiÁ„o, em petiÁ„o especÌfica dirigida ao juiz do processo, na qual indicar· o fundamento da recusa, podendo instruÌ-la com documentos em que se fundar a alegaÁ„o e com rol de testemunhas. ß 1 o Se reconhecer o impedimento ou a suspeiÁ„o ao receber a petiÁ„o, o juiz ordenar· imediatamente a remessa dos

contr·rio,

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impedimento ou de suspeiÁ„o.

improcedente, o tribunal rejeit·-la-·. ß 5 o Acolhida a

de suspeiÁ„o È

alegaÁ„o de

ou

impedimento

incidente. ß 3 o Enquanto n„o for declarado o efeito em que È recebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgÍncia ser· requerida ao substituto legal. ß 4 o Verificando que a

testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. ß 2 o DistribuÌdo o incidente, o relator dever· declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido: I - sem efeito suspensivo, o processo voltar· a correr; II - com efeito suspensivo, o processo permanecer· suspenso atÈ o julgamento do

suspeiÁ„o,

o

atuado. ß 7 o O tribunal decretar· a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando j· presente o motivo de

o

qual

a

momento

poderia ter

juiz n„o

partir do

impedimento ou

a

o

tribunal

fixar·

alegaÁ„o, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeiÁ„o, o tribunal condenar· o juiz nas custas e remeter· os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da decis„o. ß 6 o Reconhecido o

distribuÌda perante a 10™ Vara do Trabalho de VitÛria/ES. No dia

da audiÍncia, apÛs realizado o preg„o, dirigi-me ‡ sala de

audiência e lá chegando “fiquei branco”, pois o Juiz era o meu

inimigo mortal, a pessoa que queria me ver o mais longe possÌvel, por desavenÁas do passado. Na hora pensei: - perdi a aÁ„o. Esse Juiz vai me prejudicar, pois n„o gosta de mim. Meu Advogado apresentou exceÁ„o de suspeiÁ„o, alegando que o Magistrado era meu inimigo capital, o que foi reconhecido de plano pelo Juiz, que determinou a remessa dos autos ‡ outra Vara do Trabalho. Caso ele n„o tivesse reconhecido o que foi alegado, iria apresentar defesa e encaminhar a exceÁ„o de suspeiÁ„o ao TRT, para

Exemplo:

ajuizei uma aÁ„o trabalhista em VitÛria/ES, que foi

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julgamento.
julgamento.

ReconvenÁ„o;

A reconvenÁ„o mostra-se como importante peÁa de defesa, constituindo-se como um contra-ataque do rÈu ao autor, no mesmo processo, sendo por isso considerado instituto de relevo para a consecuÁ„o dos princÌpios da economia e celeridade processuais. A possibilidade de apresentar-se a reconvenÁ„o encontra-se no art. 343 do CPC/15. O dispositivo legal afirma a possibilidade de apresentaÁ„o, demonstrando que o rÈu n„o È obrigado a apresent·-la, podendo, caso queira, levar a sua pretens„o por meio de aÁ„o autÙnoma.

! O fato do rÈu n„o ter apresentado reconvenÁ„o, no prazo de
!
O
fato
do
rÈu
n„o ter apresentado reconvenÁ„o, no prazo de

defesa, n„o impede o ajuizamento posterior de aÁ„o autÙnoma, n„o

havendo, portanto, preclus„o. Trata-se a reconvenÁ„o de mais uma

opÁ„o

conferida

parte

para

levar

sua

pretens„o

ao

Poder

 

Judici·rio.

 
pode Art. 343. Na contestaÁ„o, È lÌcito ao rÈu propor reconvenÁ„o para manifestar pretens„o prÛpria, conexa
pode
Art. 343. Na contestaÁ„o, È lÌcito ao rÈu propor reconvenÁ„o
para manifestar pretens„o prÛpria, conexa com a aÁ„o
principal ou com o fundamento da defesa. ß 1 o Proposta a
reconvenÁ„o, o autor ser· intimado, na pessoa de seu
advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze)
dias. ß 2 o A desistÍncia da aÁ„o ou a ocorrÍncia de causa
extintiva que impeÁa o exame de seu mÈrito n„o obsta ao
prosseguimento do processo quanto ‡ reconvenÁ„o. ß 3 o A
reconvenÁ„o pode ser proposta contra o autor e terceiro. ß
4 o A reconvenÁ„o
proposta
ser
pelo
rÈu
em
litisconsÛrcio com terceiro. ß 5 o Se o autor for substituto
processual, o reconvinte dever· afirmar ser titular de direito
em face do substituÌdo, e a reconvenÁ„o dever· ser proposta
em face do autor, tambÈm na qualidade de substituto
processual. ß 6 o O rÈu pode propor reconvenÁ„o
independentemente de oferecer contestaÁ„o.

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Pela redaÁ„o do ß6 do art. 343 do CPC/15, n„o È preciso apresentar a contestaÁ„o para a parte apresentar a reconvenÁ„o, pois s„o pretensıes diversas, independentes entre si. Na contestaÁ„o o rÈu pede para n„o ser condenado, enquanto na reconvenÁ„o o pedido È de condenaÁ„o do autor. Uma das alteraÁıes mais importantes, trazidas pelo CPC/15 em relaÁ„o ‡ reconvenÁ„o est· relacionada ‡ sua forma. Vejamos a diferenÁa:

  • CPC/73: no cÛdigo anterior, a reconvenÁ„o era apresentada em uma petiÁ„o apartada, ou seja, uma petiÁ„o diferente da contestaÁ„o, pois possuÌa natureza jurÌdica de aÁ„o e tinha que ser apresentada na forma de petiÁ„o inicial.

  • CPC/15: no atual cÛdigo de processo civil, simplificou-se a apresentaÁ„o da reconvenÁ„o, afirmando que a mesma pode ser apresentada dentro da contestaÁ„o, como um capÌtulo da mesma, como j· ocorria nos Juizados Especiais com a apresentaÁ„o do pedido contraposto.

O contra-ataque que se realiza presenÁa de alguns requisitos, a saber:

por meio da reconvenÁ„o depende

da

CompetÍncia: o juÌzo da aÁ„o principal deve possuir competÍncia para julgar a pretens„o exposta na reconvenÁ„o.

Conex„o entre a aÁ„o principal e a reconvenÁ„o: o art. 343 do CPC/15 traz como requisito para a reconvenÁ„o a existÍncia de conex„o (art. 55 do CPC/15), entre a aÁ„o principal e a reconvenÁ„o. A possibilidade de apresentar- se nova pretens„o no mesmo processo decorre da existÍncia de um liame entre as causas de pedir ou pedidos.

Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais aÁıes Art. 55. quando lhes for comum o pedido ou
Reputam-se
conexas
2
(duas)
ou
mais
aÁıes
Art. 55.
quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.

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PendÍncia de aÁ„o: a apresentaÁ„o de reconvenÁ„o decorre da pendÍncia de aÁ„o principal, j· que aquela se utilizar· do procedimento instaurado pelo ajuizamento da demanda origin·ria.

Como exemplos de reconvenÁ„o no processo do trabalho, pode-se falar no pedido de devoluÁ„o de equipamentos ou de condenaÁ„o ao pagamento de indenizaÁ„o decorrente de dano causado pelo obreiro, dentre outros.

Um dos aspectos mais

importantes para os concursos p˙blicos È a

autonomia/independÍncia da reconvenÁ„o em relaÁ„o ‡ aÁ„o principal, disposta no art. 343, ß2 do CPC/15. Apesar de aÁ„o principal e reconvenÁ„o se utilizarem do

mesmo procedimento, continuam a ser tratadas como duas aÁıes independentes, isto È, autÙnomas, o que representa dizer que a extinÁ„o de uma n„o obsta o prosseguimento da outra.

! Em praticamente todas as provas de concursos que exploram as

disciplinas

de

direito

processual

civil

e

direito

processual

do

 

trabalho, È inserida quest„o analisando o tema em destaque. A

 

premissa

que

deve

ser

seguida

pelo

aluno

È

sempre

a

da

AUTONOMIA entre aÁ„o e reconvenÁ„o.

ß 2 o A desistÍncia da aÁ„o ou a ocorrÍncia de causa extintiva que impeÁa o exame de seu mÈrito n„o obsta ao prosseguimento do processo quanto ‡ reconvenÁ„o.

Por fim, em relaÁ„o ao procedimento a ser adotado, deve ser realizada uma

adaptaÁ„o ‡s normas do processo do trabalho, j· que o ß1 do art. 343 do CPC/15 diz que o autor ser· intimado para apresentar defesa em 15 dias, sendo que na JustiÁa do

Trabalho a defesa não é apresentada em “x” dias, mas em audiência. Assim, ocorrerá

o seguinte:

o

Sendo apresentada a reconvenÁ„o em audiÍncia;

o

O Juiz designar· nova audiÍncia;

o

O autor poder· apresentar contestaÁ„o ‡ reconvenÁ„o na nova audiÍncia;

 

Exemplo:

durante muitos anos trabalhei para a mesma empresa,

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que nunca me pagou horas extras. Pedi demiss„o e ajuizei aÁ„o trabalhista, dando ‡ causa o valor de R$10.000,00. Ocorre que nos ˙ltimos dias de trabalho, propositalmente bati um veÌculo da empresa, gerando um prejuÌzo de R$15.000,00. Na defesa, a empresa alegou que nunca prestei horas extras e que, aquelas eventualmente prestadas, j· tinham sido pagas. AlÈm disso, a empresa apresentou reconvenÁ„o demonstrando o dolo no dano causado ao veÌculo, requerendo a minha condenaÁ„o ao pagamento dos R$15.000,00. Na sentenÁa, o Juiz condenou a empresa ao pagamento de R$3.000,00 a tÌtulo de horas extras, bem como me condenou ao pagamento de R$15.000,00 do prejuÌzo do carro.

REVELIA;

Sobre o tema, È indispens·vel asseverar que a ausÍncia do reclamado ‡ audiÍncia importa em revelia, com presunÁ„o de veracidade dos fatos narrados, conforme art. 844 da CLT, desde que n„o haja motivo relevante, conforme deixa claro o par·grafo ˙nico do dispositivo em destaque. A presenÁa apenas do Advogado do reclamado, estando ausente o preposto ou quem lhe represente, tambÈm gera revelia, uma vez que n„o se pode ser preposto e Advogado ao mesmo tempo. A ausÍncia do preposto pode ser justificada atravÈs de atestado mÈdico que informe a impossibilidade de locomoÁ„o, tudo em conformidade com a S˙mula n. 122 do TST.

! Sobre o tema “preposto”, destaca-se que a reforma trabalhista

mudou o entendimento consagrado na S˙mula n 377, passando a

afirmar em seu artigo 843, ß3 , da CLT, que o preposto N O precisa

ser empregado da empresa.

anos), sem nunca receber qualquer quantia por isso (adicional de

reclamante afirme que sempre trabalhou 2 horas extraordin·rias, durante todo o perÌodo em que trabalhou para a reclamada (3

 

Exemplo:

imagine que em determinada aÁ„o trabalhista, o

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trabalho extraordin·rio). Regularmente notificada, a empresa n„o compareceu ‡ audiÍncia, pois o preposto e o Advogado se confundiram em relaÁ„o ‡ data. Diante da ausÍncia da reclamada, o Juiz aplicou os efeitos da revelia, considerando verdadeiros os fatos afirmados na inicial, ou seja, que houve o trabalho extraordin·rio e que o reclamante n„o recebeu pelo mesmo. Diante da presunÁ„o de veracidade, dispensou a produÁ„o de outras provas e proferiu sentenÁa oral, condenando a reclamada ao pagamento das horas extraordin·rias e seus reflexos legais.

Art. 844 - O n„o-comparecimento do reclamante ‡ audiÍncia importa o arquivamento da reclamaÁ„o, e o n„o-comparecimento do reclamado importa revelia, alÈm de confiss„o quanto ‡ matÈria de fato.

S˙mula n 122 do TST: A reclamada, ausente ‡ audiÍncia em que deveria apresentar defesa, È revel, ainda que presente seu advogado munido de procuraÁ„o, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentaÁ„o de atestado mÈdico, que dever· declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoÁ„o do empregador ou do seu preposto no dia da audiÍncia.

A reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467/17) incluiu o ß5 do art. 844 da CLT, prevendo o recebimento da defesa e dos documentos do rÈu revel quando o Advogado estiver presente em audiÍncia, o que n„o exclui a revelia, sendo que os documentos podem ser utilizados nas hipÛteses do tambÈm novo ß4 do mesmo artigo.

ß 5 Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiÍncia, ser„o aceitos a contestaÁ„o e os documentos eventualmente apresentados.

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Destaque tambÈm para a OJ n. 245 da SBDI-1 do TST, que diz inexistir previs„o legal que justifique o atraso ‡ audiÍncia, o que significa dizer, em outras palavras, que feito o preg„o das partes, o Juiz n„o precisa aguardar para verificar se reclamante e reclamado est„o presentes, podendo desde logo impor as consequÍncias legais, que s„o, respectivamente, o arquivamento da inicial e a revelia.

OJ n 245 da SDI-1 do TST: Inexiste previs„o legal tolerando atraso no hor·rio de comparecimento da parte na audiÍncia.

Ainda a respeito da revelia, trÍs s„o os efeitos de tal instituto trabalhista. Sendo o rÈu revel, podem surgir como consequÍncias do fenÙmeno:

1 ) A presunÁ„o de veracidade dos fatos narrados pelo autor: em regra, os fatos narrados pelo autor na petiÁ„o inicial s„o tidos como verdadeiros, j· que n„o h· controvÈrsia acerca dos mesmos, conforme art. 344 do CPC/15. A apresentaÁ„o de defesa em relaÁ„o ao mÈrito (fatos e fundamentos jurÌdicos apresentados na petiÁ„o inicial como premissas para os pedidos) gera a controvÈrsia tÌpica de uma demanda judicial, que ser· objeto das provas e do livre convencimento motivado do julgador. Se n„o h· controvÈrsia, os fatos s„o considerados verdadeiros, por presunÁ„o relativa, dispensando-se a produÁ„o das provas.

!

A

presunÁ„o

relativa

de

veracidade

n„o

impede

o

Juiz

de

 

determinar

a produÁ„o

de

provas, haja vista

os seus

poderes

instrutÛrios, previstos no art. 130 do CPC e reconhecidos pela
instrutÛrios, previstos
no
art.
130
do
CPC
e reconhecidos pela

jurisprudÍncia consolidada do TST, por meio do inciso III na Sumula

de n 74.
de n 74.
considerado revel e presumir-se-„o verdadeiras as alegaÁıes de fato formuladas pelo autor. rÈu o Se contestar
considerado revel e presumir-se-„o verdadeiras as
alegaÁıes de fato formuladas pelo autor.
rÈu
o
Se
contestar
a
aÁ„o,
ser·
Art. 344.
n„o

da parte, determinar

provas necess·rias ao

as

Art. 370. Caber· ao juiz, de ofÌcio ou a requerimento

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juiz O do indeferir·, em decis„o fundamentada, as diligÍncias in˙teis ou meramente protelatÛrias. julgamento mÈrito. Par·grafo
juiz
O
do
indeferir·, em decis„o fundamentada, as diligÍncias
in˙teis ou meramente protelatÛrias.
julgamento
mÈrito.
Par·grafo
˙nico.

S˙mula n 74, III do TST: A vedaÁ„o ‡ produÁ„o de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, n„o afetando o exercÌcio, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

Importante destacar que a regra acima disposta encontra exceÁıes, nas situaÁıes descritas no art. 345 do CPC/15, a saber:

Art. 345. A revelia n„o produz o efeito mencionado no art. 344 se: I - havendo pluralidade de rÈus, algum deles contestar a aÁ„o; II - o litÌgio versar sobre direitos indisponÌveis; III - a petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispens·vel ‡ prova do ato; IV - as alegaÁıes de fato formuladas pelo autor forem inverossÌmeis ou estiverem em contradiÁ„o com prova constante dos autos.

I) Se, havendo pluralidade de rÈus, algum deles contestar a aÁ„o: sendo unit·rio o litisconsÛrcio, isto È, sendo os interesses dos litisconsortes os mesmos e devendo a decis„o a ser proferida ser ˙nica para aqueles, a defesa apresentada por um aproveitar· aos demais, elidindo o efeito da revelia.

em face das empresas “A” e “B”, com base no mesmo contrato firmado entre todos. “A” não apresentou defesa, mas “B”

apresentou, demonstrando que aquele contrato era nulo, por ter sido falsificadas as assinaturas dos representantes legais das empresas. Mesmo diante da ausência de “A”, não haver·

Exemplo:

Jo„o ajuizou aÁ„o buscando o pagamento de comissıes

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presunÁ„o de veracidade, pois o outro litisconsorte “B” apresentou

defesa e controverteu os fatos narrados, pois toda a pretens„o est· baseada no mesmo documento, que È o contrato firmado

com “A” e “B”.

II) Se o litÌgio versar sobre direitos indisponÌveis: se o direito em discuss„o for considerado indisponÌvel, tal como ocorre como os direitos de personalidade, bem como aqueles relacionados ‡ seguranÁa e medicina do trabalho, n„o se operar· tal efeito da revelia, uma vez que, se n„o È possÌvel dispor do direito, tambÈm n„o se permitir· a presunÁ„o de veracidade, uma vez que È necess·ria a produÁ„o de provas para aferir o ferimento ‡ norma jurÌdica. Assim como ocorre em relaÁ„o, por exemplo, ao adicional de insalubridade. Mesmo sendo revel o reclamado, ser· necess·ria a produÁ„o de prova sobre a insalubridade, n„o se podendo presumir que o reclamante trabalhava sujeito a agentes insalubres.

em ambiente insalubre, em grau m·ximo, pois havia um ruÌdo muito alto. Notificada a empresa, n„o compareceu ‡ audiÍncia. Apesar de revelia, n„o ser„o presumidos verdadeiros os fatos, ou seja, n„o vamos presumir que havia insalubridade. O Juiz dever· determinar a produÁ„o da prova pericial para saber se o ambiente era insalubre ou n„o.

Exemplo:

Jo„o ajuizou aÁ„o trabalhista afirmando ter trabalhado

III)

Se a petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada do instrumento p˙blico, que a lei considere indispens·vel ‡ prova do ato: em algumas situaÁıes, a prova do fato est· intimamente ligada ‡ juntada de determinado documento, tido por indispens·vel naquela situaÁ„o. Assim ocorre no processo do trabalho quando se pleiteia verba decorrente de acordo coletivo, convenÁ„o coletiva ou sentenÁa normativa. Caso tais documentos n„o sejam juntados aos autos, a ausÍncia de defesa n„o presumir· o direito do reclamante, j· que os referidos documentos mostram-se indispens·veis na hipÛtese.

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Exemplo:

ajuizei aÁ„o trabalhista requerendo a condenaÁ„o da

empresa reclamada ao pagamento de horas extraordin·rias com adicional de 150%, alegando que recebia t„o somente adicional de 50% e que a ConvenÁ„o Coletiva de Categoria prevÍ aquele primeiro percentual mais elevado. Contudo, n„o juntei aos autos a ConvenÁ„o Coletiva de Trabalho. A reclamada foi notificada, mas n„o compareceu. Apesar da revelia, n„o vamos presumir que o adicional devido È 150%, pois n„o houve a juntada da CCT, instrumento indispens·vel para a prova do fato.

As mesmas situaÁıes constam expressamente no ß4 do art. 844 da CLT, incluÌdo pela Lei 13.467/17 (reforma trabalhista). Vejamos:

caput deste artigo se: I havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a aÁ„o; II o

ß

4

A revelia n„o produz

o efeito mencionado no

petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispens·vel ‡ prova do ato; IV as alegaÁıes de fato formuladas pelo reclamante forem inverossÌmeis ou estiverem em contradiÁ„o com prova constante dos autos.

a

III

litÌgio versar sobre direitos indisponÌveis;

2 ) Julgamento antecipado da lide: a presunÁ„o de veracidade dos fatos trazidos pelo autor torna possÌvel o julgamento antecipado da lide, que consiste na dispensa da fase instrutÛria para imediato julgamento, isto È, o Magistrado dispensa a produÁ„o de provas e profere sentenÁa. Tal possibilidade encontra-se prevista no art. 355, II do CPC/15.

! Mesmo havendo revelia, o Juiz n„o est· obrigado a julgar
!
Mesmo
havendo
revelia,
o
Juiz
n„o
est·
obrigado
a
julgar

antecipadamente a lide, j· que pode determinar a produÁ„o de

provas, j· que os seus poderes instrutÛrios foram reconhecidos pelo

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art. 370 do CPC/15, permitindo ‡quele a produÁ„o de qualquer meio

de prova em direito admitido.

Art. 355. O juiz julgar· antecipadamente o pedido, proferindo sentenÁa com resoluÁ„o de mÈrito, quando:

I - n„o houver necessidade de produÁ„o de outras provas; II - o rÈu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e n„o houver requerimento de prova, na forma do art. 349.

3 ) Desnecessidade de intimaÁ„o do rÈu dos atos processuais, com fluÍncia

autom·tica dos prazos: o revel n„o precisa ser intimado da pr·tica dos atos processuais posteriores ao momento no qual poderia ser apresentado defesa. Logo, n„o precisa ser intimado de audiÍncia posterior que venha a ser designada ou do inÌcio da realizaÁ„o da perÌcia, bem como da entrega do laudo pelo perito. Ocorre que, consoante disposiÁ„o contida no art. 852 da CLT, o rÈu, mesmo que revel, dever· ser intimado da sentenÁa, j· que pode recorrer e praticar atos processuais a qualquer momento. O fato de ter sido declarado revel n„o impede a realizaÁ„o posterior de atos processuais, j· que o par·grafo ˙nico do art. 346 do CPC/15 assevera a possibilidade daquele intervir no processo no estado em que se encontra. O revel t„o somente n„o poder· realizar atos j· acobertados pela preclus„o. Dois pontos ainda importantes sobre o tema: o revel que tenha Advogado nos autos possui direito a ser intimado de todos os atos processuais, a teor do art. 346 do CPC/15. Assim, mesmo representado por patrono, se for revel, ter· direito a ser intimado, sob pena de nulidade por violaÁ„o ao princÌpio do contraditÛrio.

! N„o se esquecer das seguintes regras: se o rÈu revel n„o estiver

representado por Advogado, precisa ser notificado apenas da
representado
por
Advogado,
precisa
ser
notificado
apenas
da

sentenÁa (art. 852 CLT). Caso contr·rio, ter· direito a ser notificado

de todos os atos processuais (art. 346 CPC/15).

Art. 852 - Da decis„o ser„o os litigantes notificados, pessoalmente, ou por seu representante, na prÛpria audiÍncia. No caso de revelia, a notificaÁ„o far-se-·

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pela forma estabelecida no ß 1 do art. 841.

Art. 346. n„o tenha patrono nos autos fluir„o da data de publicaÁ„o do ato decisÛrio no
Art. 346.
n„o tenha
patrono nos autos fluir„o da data de publicaÁ„o do ato
decisÛrio no Ûrg„o oficial. Par·grafo ˙nico. O revel
poder· intervir no processo em qualquer fase,
recebendo-o no estado em que se encontrar.
contra o
revel que
Os prazos

pedindo a condenaÁ„o ao pagamento de danos materiais, por determinado acidente que sofri em serviÁo. A reclamada foi notificada regularmente, mas n„o compareceu ‡ audiÍncia. ApÛs ser decretada a revelia, lembrei de pedir tambÈm o dano moral em virtude da situaÁ„o. Como j· havia passado o momento da defesa, essa inclus„o do dano moral somente È possÌvel se o reclamado permitir. Para isso, ser· a mesma intimada para dizer se permite ou n„o a inclus„o. Permitindo, ser· designada nova audiÍncia para que eu apresente defesa em relaÁ„o ao dano moral. Se n„o permitir, o processo continuar· em relaÁ„o ao dano material, podendo o autor propor outra aÁ„o apenas para pedir a condenaÁ„o ao pagamento dos danos morais.

Exemplo:

digamos que eu tenha ajuizado uma aÁ„o trabalhista

DICAS
DICAS

NotificaÁ„o do reclamado

  • 1. A notificaÁ„o do reclamado est· prevista no art. 841 da CLT e È realizada como um ato autom·tico, no prazo de 48 horas, pelo servidor da Vara do Trabalho. Tal ato independe de pedido do autor, pois a petiÁ„o inicial n„o traz como requisito o pedido de notificaÁ„o do reclamado.

  • 2. A notificaÁ„o do reclamado ser· realizada pelos Correios, n„o sendo necess·ria a entrega pessoal, pois o TST reconhece v·lida a notificaÁ„o entregue no endereÁo do reclamado. Se n„o for possÌvel a realizaÁ„o da notificaÁ„o postal,

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ser· realizado o ato por edital, de acordo com o ß 1 do art. 841 da CLT. N„o h· no processo de conhecimento a realizaÁ„o do ato por Oficial de JustiÁa, pois esse servidor apenas realiza a citaÁ„o do executado, ou seja, no processo de execuÁ„o, de acordo com o art. 880 da CLT.

  • 3. Encaminhada pelos Correios, a notificaÁ„o chega ao destinat·rio no prazo de 48 horas, de acordo com a S˙mula n. 16 do TST. Trata-se de presunÁ„o relativa, pois a prÛpria s˙mula afirma ser Ùnus da prova do destinat·rio o n„o recebimento ou o recebimento tardio.

  • 4. Entre o recebimento da notificaÁ„o e a realizaÁ„o da audiÍncia, h· necessidade de garantir um prazo mÌnimo de 5 dias para que o reclamado possa preparar a defesa que ser· apresentada naquele ato. A entrega fora do prazo da S˙mula n. 16 do TST e que acarrete a reduÁ„o do prazo mÌnimo de 5 dias poder· ser alegada pelo reclamado, devendo o Magistrado redesignar a audiÍncia.

  • 5. Vimos que a notificaÁ„o poder· ser realizada por edital, de acordo com o ß 1 do art. 841 da CLT, quando n„o for possÌvel a notificaÁ„o postal ou quando o reclamado criar embaraÁos ao recebimento. Sendo notificado por edital, poder· o reclamado ficar revel, caso n„o compareÁa ‡ audiÍncia. Nessa hipÛtese, diferentemente do que assevera o CPC, n„o ser· nomeado curador especial ao rÈu revel citado por edital.

  • 6. As pessoas jurÌdicas de direito p˙blico possuem prerrogativa de prazo, prevista no Decreto-Lei n. 779/69. Nos termos dos dispositivos, tais entes possuem prazo em dobro para recorrer e em qu·druplo para se defender. A prerrogativa do prazo em qu·druplo È efetivada da seguinte forma: entre o recebimento da notificaÁ„o e a realizaÁ„o da audiÍncia, dever· haver espaÁo de tempo de 20 dias. N„o se aplica o prazo em dobro do art. 183 do NCPC, na medida em que h· uma norma especÌfica para o processo do trabalho, prevendo o prazo em qu·druplo, que È o DL 779/69.

  • 7. Apesar da prerrogativa de prazo, as pessoas jurÌdicas de direito p˙blico ser„o

notificadas tambÈm pelos Correios, n„o se aplicando o

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art. 247 do NCPC, que

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diz ser por meio de Oficial de JustiÁa no processo civil.

  • 8. No rito sumarÌssimo, n„o haver· notificaÁ„o por edital, nos termos do art. 852- B, II, da CLT. Esse dispositivo legal afirma que cabe ao autor a indicaÁ„o do endereÁo correto e completo do reclamado, sob pena de arquivamento da reclamaÁ„o trabalhista, com a condenaÁ„o ao pagamento das custas processuais, que ser„o calculadas com base no art. 789 da CLT, em 2% sobre o valor da causa.

  • 9. No rito sumarÌssimo, se o endereÁo estiver errado ou for insuficiente, n„o cabe a emenda da petiÁ„o inicial, e sim o arquivamento do processo, isto È, a extinÁ„o sem resoluÁ„o do mÈrito, conforme art. 852-B da CLT.

10.A notificaÁ„o (ou citaÁ„o) no processo de execuÁ„o ser· realizada pelo Oficial de JustiÁa Avaliador, conforme art. 880 da CLT, em um ato completo que envolve encontrar o executado, comunicar-lhe que deve pagar ou depositar a quantia devida em 48 horas, podendo tambÈm nomear bens ‡ penhora no mesmo prazo, sob pena de penhora dos bens, que ser„o avaliados pelo mesmo servidor.

11.Ainda sobre notificaÁ„o, temos a que È realizada aos Advogados, em uma situaÁ„o bem especÌfica e cotidiana, constante na S˙mula n 427 do TST, que prevÍ a pluralidade de Advogados representando a mesma parte. … comum a contrataÁ„o de escritÛrios de advocacia com diversos Advogados, todos constantes na procuraÁ„o e com poderes para agir no processo. Nestes casos, È v·lido o pedido para que as intimaÁıes sejam realizadas em nome de um ˙nico Advogado, sendo possÌvel alegar-se nulidade processual caso o pedido n„o seja atendido e ocorra algum prejuÌzo ‡ parte representada.

12.Sobre a notificaÁ„o de testemunhas, importante frisar que n„o h· notificaÁ„o prÈvia para comparecimento ‡ audiÍncia, conforme art. 825 da CLT, pois as testemunhas devem comparecer ao ato independentemente de qualquer ato judicial. Na pr·tica, representa dizer que as partes devem conversar com as testemunhas e pedir que compareÁam no dia e hora designados para a

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audiÍncia. Direito Processual do Trabalho に Teoria e Questıes Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima

audiÍncia.

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13.Caso alguma ou todas as testemunhas faltem ao ato, poder· a parte requerer ao Juiz a intimaÁ„o delas, sendo necess·ria a designaÁ„o de nova audiÍncia. Tal notificaÁ„o depende da an·lise do Juiz acerca da necessidade da prova, j· que pode o Magistrado entender que n„o h· necessidade de tal prova, que o processo pode ser julgado com base nos documentos que constam nos autos.

14.No rito sumarÌssimo, as testemunhas somente ser„o intimadas pelo Juiz caso a parte prove que elas foram convidadas previamente, conforme art. 852-H, ß3 , da CLT. Nesse caso, geralmente È encaminhada uma carta com A.R (aviso de recebimento) para provar em juÌzo o convite feito. Se a parte n„o provar tal convite, perder· a oitiva da testemunha.

15.Por fim,

se

a sentenÁa for

proferida em

audiÍncia, que

È

a

regra geral,

medida que È proferida oralmente ao final daquele ato, a intimaÁ„o das partes ocorrer· no mesmo momento, mesmo que ausentes caso tenham sido intimadas para a audiÍncia, conforme S˙mula n 197 do TST. O rÈu revel ser· intimado da sentenÁa por edital, conforme art. 852 da CLT.

Defesa do reclamado

16. O reclamado È notificado para comparecer ‡ audiÍncia, que È una no processo do trabalho, momento adequado para apresentaÁ„o da defesa. As formas previstas para a defesa s„o oral, em 20 minutos, nos termos do art. 847 da CLT e por escrito, antes da audiÍncia, nos termos do ß ˙nico do mesmo artigo.

17.Se ausente o reclamado ‡ audiÍncia, apesar de regularmente notificado, ser· decretada a sua revelia, com a presunÁ„o de veracidade dos fatos afirmados na petiÁ„o inicial. Se o rÈu se atrasa, tambÈm È decretada a revelia, nos termos da OJ n. 245 da SDI-1 do TST. A consequÍncia revelia consta no art. 844 da CLT, importantÌssimo para as provas.

18.A

revelia pode

ser

ilidida com a apresentaÁ„o

de

atestado mÈdico

que

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demonstre a impossibilidade de locomoÁ„o do representante da empresa no dia da audiÍncia, nos termos da S˙mula n. 122 do TST. A presenÁa apenas do Advogado, mesmo que munido de procuraÁ„o e defesa, n„o È capaz de evitar a revelia.

19.Percebam que a presenÁa da parte e a ausÍncia do Advogado È uma situaÁ„o considerada “normal”, por termos o jus postulandi no processo do trabalho. J·

a presenÁa do Advogado e a ausÍncia das partes n„o È tolerada, pois a parte È

“mais importante que o Advogado” para o processo do trabalho.

20.Mesmo revel, ser· determinada a

produÁ„o

da

prova pericial quando

for

imposta por lei, como ocorre em relaÁ„o ‡ insalubridade e ‡ periculosidade, de acordo com o art. 195, ß 2 , da CLT. Na hipÛtese n„o se presume que o

empregado labora em local insalubre

ou em condiÁ„o de periculosidade,

devendo ser realizada a prova tÈcnica sobre a situaÁ„o. Em relaÁ„o ‡ insalubridade, a prova tÈcnica ainda deve ser realizada para demonstrar o grau, que pode ser mÌnima (10%), mÈdio (20%) e m·ximo (40%).

21.Em relaÁ„o ‡s peÁas de defesa que podem ser apresentadas pelo rÈu, destaca- se a contestaÁ„o, que possui duas partes: 1. preliminares de mÈrito, previstas

no

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art. 337 do NCPC; 2. mÈrito. No tocante ‡s preliminares de mÈrito, dividem-

se em peremptÛrias e dilatÛrias, as primeiras, se reconhecidas, geram a extinÁ„o do processo, enquanto as demais n„o geram a extinÁ„o, e sim outras

consequÍncias, como reuni„o de processos, remessa dos autos para outro Ûrg„o jurisdicional etc.

22.Em relaÁ„o ‡s preliminares de mÈrito da contestaÁ„o, o CPC/15 trouxe algumas grandes novidades, presentes no art. 337. Passaram a ser preliminares as alegaÁıes de incompetÍncia relativa, equÌvoco no valor da causa e concess„o de justiÁa gratuita fora dos requisitos legais. Muito embora na pr·tica trabalhista, a incompetÍncia relativa j· viesse sendo alegada em preliminar de contestaÁ„o, os artigos da CLT que tratam sobre a exceÁ„o de incompetÍncia n„o foram revogados.

23.A incompetÍncia relativa È alegada por meio de exceÁ„o de incompetÍncia,

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conforme art. 800 da CLT, no prazo de 5 dias antes da audiÍncia, suspendendo- se o processo e a audiÍncia.

24.No mÈrito, destaca-se a compensaÁ„o, nos termos do art. 767 da CLT e das S˙mulas n . 18 e 48 do TST. A compensaÁ„o somente pode ser objeto de defesa, sendo alegada na contestaÁ„o. Por fim, somente È possÌvel a compensaÁ„o de dÌvidas trabalhistas. Frisa-se que a compensaÁ„o deve ser pedida expressamente pela parte.

25.A dedução, que não se confunde com a compensação, seria o “desconto” dos valores pagos em relaÁ„o ‡queles que constam da condenaÁ„o, como por exemplo, a deduÁ„o das horas noturnas j· pagas, quando h· condenaÁ„o a mesma rubrica. A deduÁ„o n„o precisa ser pedida, pois diferentemente da compensaÁ„o, pode ser deferida de ofÌcio.

26.Ainda no mÈrito, relembre os dois princÌpios relacionados ao tema: impugnaÁ„o

especificada

art. 341 do NCPC

dos fatos e eventualidade (

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art. 336 do NCPC). A

defesa de mÈrito deve ser realizada pedido a pedido, fato a fato, sob pena de considerar-se verdadeiro o fato ou o pedido n„o impugnado. AlÈm disso, toda a matÈria de defesa deve ser apresentada naquele momento, sob pena de

preclus„o.

27.H· ainda uma classificaÁ„o em relaÁ„o ‡ defesa de mÈrito, que È: defesa direta e indireta. A primeira consiste na negativa dos fatos constitutivos do autor, ou seja, a afirmaÁ„o de que aqueles fatos n„o ocorreram, como a afirmaÁ„o de que n„o houve trabalho extraordin·rio em relaÁ„o ao pedido de horas extras. J· a defesa indireta consiste na alegaÁ„o de um fato novo, denominado de extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor. Na hipÛtese, reconhece-se o fato narrado pelo autor como verdadeiro, mas nega-se a produÁ„o de efeitos por existir alguma outra situaÁ„o que a extinga, impeÁa ou modifique. No exemplo j· trabalhado, da aÁ„o em que se cobram horas extras, vamos na defesa indireta alegar a existÍncia do banco do horas, que previsto no art. 59, ß2 da CLT, retira o direito ao recebimento das horas extras, que ser„o compensadas no sistema do banco de horas.

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28.TambÈm È importante lembrar o entendimento do TST sobre outro tema relacionado ‡ prescriÁ„o, que È a impossibilidade de reconhecimento de ofÌcio

pelo Juiz. O TST vem firmando esse entendimento por ser prejudicial ao trabalhador, uma vez que permite ao Juiz reconhecer de ofÌcio (sem pedido) a prescriÁ„o trabalhista e retirar parte do direito do reclamante. Assim, duas

situações podem surgir: “A” ajuíza ação trabalhista em face de “B”, requerendo

a condenaÁ„o ao pagamento de horas extraordin·rias dos ˙ltimos 20 anos. Se “B” alegar na sua defesa a prescrição quinquenal, o Juiz condena ao pagamento dos ˙ltimos 5 anos e reconhece a prescrição dos 15 anos anteriores. Se “B” não alegar a prescriÁ„o, o Juiz condenar· o pagamento de todos os 20 anos!!

29.As exceÁıes de suspeiÁ„o e impedimento seguem o mesmo procedimento,

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descrito no artigo art. 146 do NCPC, que traz o prazo de defesa do Juiz de 15

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dias, que possibilita ao Juiz, quando do recebimento das peÁas, reconhecer-se

como parcial, remetendo os autos ao substituto legal. N„o reconhecendo, pode o Juiz apresentar defesa em 15 dias, encaminhando os autos ao Tribunal para julgamento.

30.No julgamento, o Tribunal poder· arquivar a exceÁ„o, caso entenda que n„o h· a alegada suspeiÁ„o ou impedimento, bem como reconhecer o vÌcio e condenar o Juiz ao pagamento das custas processuais, determinando, por fim, a remessa dos autos ao substituto legal.

31.A ˙ltima peÁa de defesa a ser lembrada È a reconvenÁ„o, que tambÈm deixa de ser uma peÁa autÙnoma para tornar-se uma outra alegaÁ„o a ser formulada na

contestação, como um “pedido contraposto” já muito conhecido nos Juizados

Especiais (Lei 9.099/95).

32.O conceito de reconvenÁ„o n„o sofreu alteraÁ„o com o CPC/15, pois apenas a forma é que foi modificada. Continuamos a ter um “contra-ataque do rÈu ao autor no mesmo processo”, em que se requererá, por exemplo, a condenação

do autor ao pagamento de determinada quantia. 33.Vale lembrar que a relaÁ„o entre aÁ„o e reconvenÁ„o È marcada pela

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autonomia, o que

significa

dizer que,

se

extinta

a aÁ„o, continuar·

reconvenÁ„o, e vice-versa, nos termos do

art. 343, ß2 do NCPC.

a

34.Sendo apresentada a reconvenÁ„o em audiÍncia, dever· ser designada nova audiÍncia para que o rÈu-reconvindo possa apresentar defesa (contestaÁ„o). A nova audiÍncia deve ser marcada com pelo menos 5 dias de diferenÁa, para que o rÈu da reconvenÁ„o tenha tempo h·bil para preparar a defesa, por aplicaÁ„o do art. 841 da CLT.

35.A reconvenÁ„o n„o È

admitida nos ritos sum·rio e sumarÌssimo, pois se

entende cabÌvel o pedido contraposto, que È a forma mais simples de realizar o

“contra-ataque” pretendido pela reconvenção.

36.TambÈm n„o cabe a reconvenÁ„o nas aÁıes d˙plices, tais como a aÁ„o de consignaÁ„o em pagamento e o inquÈrito para apuraÁ„o de falta grave, pois o pedido que o rÈu faria, por exemplo, de condenaÁ„o do autor ao depÛsito de quantia superior ou pagamento dos sal·rios (no inquÈrito), j· È consequÍncia natural da sentenÁa de improcedÍncia.

37.N„o se admite no processo do trabalho a aplicaÁ„o do art. 343, ß3 do CPC/15, que trata da apresentaÁ„o de reconvenÁ„o contra o autor e terceiros, pois haver· um elastecimento do procedimento que contraria o ideal de celeridade do processo do trabalho.

38.Por

fim,

o

ß5

do

art.

343

do

CPC/15

deixa claro que n„o È necess·rio

apresentar a contestaÁ„o para reconvir, ou seja, n„o precisa o rÈu apresentar defesa de mÈrito para reconvir, podendo o mesmo simplesmente reconvir sem

nada falar sobre o mÈrito da demanda (ou preliminares de mÈrito).

Revelia

39.A ausÍncia injustificada do reclamado ‡ audiÍncia gera a revelia, conforme art. 844 da CLT, j· que seria naquele ato que a defesa seria apresentada. Como consequÍncias temas a presunÁ„o de veracidade dos fatos afirmados na petiÁ„o

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inicial, a possibilidade de julgamento antecipado da lide (Art. 355 do NCPC) e a

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ausÍncia de intimaÁ„o do rÈu dos demais atos do processo (Art. 346 do NCPC),

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com exceÁ„o da sentenÁa, j· que sabemos que o revel dever· ser intimado por edital (art. 852 da CLT).

40.A revelia n„o produzir· o efeito de presumir verdadeiros os fatos afirmados na petiÁ„o inicial quando algum litisconsorte apresentar defesa, controvertendo

fatos que se aplicam ao revel, conforme

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art. 345 do NCPC. Assim, o rÈu revel

aproveitar· a defesa apresentada por outro litisconsorte.

41.TambÈm È sempre importante lembrar que os efeitos da revelia n„o ser„o produzidos quando houver necessidade de prova tÈcnica (pericial), considerada obrigatÛria pelo legislador, como nas hipÛteses em que se discute ser devido adicional de insalubridade ou periculosidade, nos termos do art. 195, ß2 , da CLT. Mesmo que o rÈu seja revel, a prova deve ser produzida, por entender-se que È a ˙nica forma de verificar se o ambiente era insalubre ou se a situaÁ„o era de periculosidade.

42.O Novo

CPC traz uma nova situaÁ„o em que a revelia n„o

produz os

seus

efeitos, no art. 345, IV, que fala em alegaÁ„o inverossÌmil ou em contradiÁ„o com prova constante nos autos. Na hipÛtese n„o h· a presunÁ„o de veracidade das alegaÁıes constantes na petiÁ„o inicial. Se a situaÁ„o narrada na petiÁ„o

inicial È absurda, fora do normal, inverossÌmil portanto, n„o ser· considerada verdadeira, mesmo que n„o seja apresentada defesa, devendo o Juiz determinar a produÁ„o de provas em relaÁ„o ‡quela.

QUEST’ES RELACIONADAS ¿ MAT…RIA DA AULA

1. (QUEST O ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC ”rg„o: TRT - 20™ REGI O (SE) Prova: Analista Judici·rio Oficial de JustiÁa

A empresa Delta & Gama Engenharia, em sua contestaÁ„o na reclamaÁ„o trabalhista movida por Perseu, alterou a verdade dos fatos e procedeu de modo temer·rio. O advogado do reclamante peticionou ao Juiz requerendo a condenaÁ„o da reclamada ao pagamento de multa por litig‚ncia de m·-fÈ e indenizaÁ„o por prejuÌzos sofridos. Nessa situaÁ„o, o Juiz

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  • (A) n„o poder· acolher o pedido visto que n„o h· previs„o legal deste instituto na

ConsolidaÁ„o das Leis do Trabalho e nesse caso n„o pode ser aplicado dispositivo do processo comum pelo princÌpio da reserva legal, porque implica em puniÁ„o processual.

  • (B) dever· acolher integralmente o pedido de multa e indenizaÁ„o em raz„o da litig‚ncia de

m·-fÈ de acordo com o previsto na ConsolidaÁ„o das Leis do Trabalho.

  • (C) dever· aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na ConsolidaÁ„o das Leis do

Trabalho, que se restringe ao pagamento de multa revertida aos cofres p˙blicos.

  • (D) dever· aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na ConsolidaÁ„o das Leis do

Trabalho, que se restringe ao pagamento de indenizaÁ„o por prejuÌzos sofridos pela parte contr·ria.

  • (E) dever· acolher integralmente o pedido de multa e indenizaÁ„o em raz„o da litig‚ncia de

m·-fÈ do reclamado, mas n„o poderia se a situaÁ„o fosse inversa, por forÁa de dispositivo na ConsolidaÁ„o das Leis do Trabalho que n„o permite a aplicaÁ„o subsidi·ria do processo comum contra o trabalhador.

GABARITO: B
GABARITO: B

COMENT£RIOS: ApÛs a reforma trabalhista a litig‚ncia de m·-fÈ encontra-se regulamentada no art. 793-A e seguintes da CLT. Antes da mudanÁa aplicava-se de forma subsidi·ria o previsto no art. 80 do Novo CPC. Assim, a condenaÁ„o ao pagamento de multa e perdas e danos por litig‚ncia de m·-fÈ pode ser aplicada na JustiÁa do Trabalho, sendo que a alteraÁ„o da verdade dos fatos e proceder de forma temer·ria s„o duas situaÁıes explÌcitas da m·-fÈ processual, conforme art. 793-B, da CLT Vejamos:

Art. 793-A. Responde por perdas e danos aquele que litigar de m·-fÈ como reclamante,

reclamado ou interveniente.’

‘Art. 793-B. Considera-se litigante de m·-fÈ aquele que:

I - deduzir pretens„o ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; II - alterar a verdade dos fatos; III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal; IV - opuser resistÍncia injustificada ao andamento do processo; V - proceder de modo temer·rio em qualquer incidente ou ato do processo; VI - provocar incidente manifestamente infundado; VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.’ ‘Art. 793-C. De ofÌcio ou a requerimento, o juÌzo condenar· o litigante de m·-fÈ a pagar multa, que dever· ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contr·ria pelos prejuÌzos que esta sofreu e a arcar com os honor·rios advocatÌcios e com todas as despesas que efetuou. ß 1 o Quando forem dois ou mais os litigantes de m·-fÈ, o juÌzo condenar· cada um na proporÁ„o de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contr·ria.

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ß 2 o Quando o valor da causa for irrisÛrio ou inestim·vel, a multa poder· ser fixada em atÈ duas vezes o limite m·ximo dos benefÌcios do Regime Geral de PrevidÍncia Social. ß 3 o O valor da indenizaÁ„o ser· fixado pelo juÌzo ou, caso n„o seja possÌvel mensur·- lo, liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.’ ‘Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta ConsolidaÁ„o ‡ testemunha que intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa. Par·grafo ˙nico. A execuÁ„o da multa prevista neste artigo dar-se-· nos mesmos

autos.’”

2. (QUEST O ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC ”rg„o: TRT - 20™ REGI O (SE) Prova: Analista Judici·rio

Na audiÍncia UNA de rito ordin·rio designada na reclamaÁ„o trabalhista movida por Õcaro em face da Cia. de AviaÁ„o Nuvens S/A, o advogado da reclamada apresentou exceÁ„o de incompetÍncia territorial, alegando fatos desconhecidos pelo advogado do reclamante. Nessa situaÁ„o hipotÈtica, conforme norma prevista em legislaÁ„o trabalhista,

  • (A) A exceção de incompetência territorial deverá ser apresentada no prazo de cinco dias a

contar da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a existência desta exceção.

  • (B) caso seja requerido pelo advogado de Õcaro o prazo de 15 dias para se manifestar sobre a

exceÁ„o, o juiz dever· concedÍ-lo, adiando a audiÍncia.

  • (C) a audiÍncia n„o ser· adiada para que o juiz possa decidir sobre a exceÁ„o apresentada,

n„o cabendo nenhum prazo para manifestaÁ„o ‡ parte contr·ria.

  • (D) o juiz apreciar· imediatamente a arguiÁ„o da exceÁ„o, n„o havendo previs„o de concess„o

de prazo ao exceto, porque a audiÍncia È UNA.

  • (E) n„o havendo previs„o na ConsolidaÁ„o das Leis do Trabalho, cabe ao juiz, dentro do seu

poder de direÁ„o do processo, apreciar a exceÁ„o na prÛpria audiÍncia, ou decidir em 48 horas em caso de complexidade da matÈria, mas n„o cabe prazo para manifestaÁ„o do contr·rio, nesse caso, por se tratar de exceÁ„o.

GABARITO:
GABARITO:

A

COMENT£RIOS: A banca considerou como resposta a letra “A”, que trata do procedimento quando È alegada a incompetÍncia territorial, conforme art. 800 da CLT, pÛs reforma trabalhista. Como se trata de uma novidade na CLT, transcrevo o inteiro teor desse dispositivo:

“Art. 800. Apresentada exceÁ„o de incompetÍncia territorial no prazo de cinco dias a contar da notificaÁ„o, antes da audiÍncia e em peÁa que sinalize a

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existÍncia desta exceÁ„o, seguir-se-· o procedimento estabelecido neste artigo. ß 1 o Protocolada a petiÁ„o, ser· suspenso o processo e n„o se realizar· a audiÍncia a que se refere o art. 843 desta ConsolidaÁ„o atÈ que se decida a exceÁ„o. ß 2 o Os autos ser„o imediatamente conclusos ao juiz, que intimar· o reclamante e, se existentes, os litisconsortes, para manifestaÁ„o no prazo comum de cinco dias. ß 3 o Se entender necess·ria a produÁ„o de prova oral, o juÌzo designar· audiÍncia, garantindo o direito de o excipiente e de suas testemunhas serem ouvidos, por carta precatÛria, no juÌzo que este houver indicado como competente. ß 4 o Decidida a exceÁ„o de incompetÍncia territorial, o processo retomar· seu curso, com a designaÁ„o de audiÍncia, a apresentaÁ„o de defesa e a instruÁ„o

processual perante o juízo competente.”

3. Ano:

2016

Banca:

Judici·rio

FCC ”rg„o: TRT

-

23™ REGI O

(MT)

Prova:

Analista

O advogado da reclamada FÍnix Produtora, por ocasi„o da audiÍncia UNA, apresentou a contestaÁ„o da rÈ, bem como reconvenÁ„o, por meio da qual pretendeu a devoluÁ„o de ferramentas de trabalho da empresa que ficaram em posse do empregado apÛs a rescis„o contratual. Nessa situaÁ„o,

  • a) n„o deve ser aceita a reconvenÁ„o, por falta de previs„o desse ato processual na legislaÁ„o

trabalhista, n„o podendo ser aplicada outra legislaÁ„o processual para o caso.

  • b) a ConsolidaÁ„o das Leis do Trabalho expressamente prevÍ que nos casos omissos, o direito

processual comum ser· fonte subsidi·ria do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatÌvel com as normas no texto consolidado.

  • c) somente ser· aceita a reconvenÁ„o caso haja a expressa concord‚ncia da parte contr·ria,

que ter· prazo para exercer o contraditÛrio.

  • d) deve ser aceita a reconvenÁ„o em raz„o de estar expressamente prevista na ConsolidaÁ„o

das Leis do Trabalho, como modalidade de defesa da reclamada.

  • e) n„o deve ser aceita a reconvenÁ„o, visto que somente poderia ser proposta aÁ„o

possessÛria no foro cÌvel, competente para a matÈria.

GABARITO: LETRA “B“.

A

reconvenÁ„o, prevista

no

art.

343

do CPC/15,

È cabÌvel

no

processo do trabalho uma vez que a CLT È omissa em relaÁ„o ‡ matÈria, podendo o CPC ser

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aplicado nos termos do art. 769 da CLT, que prevÍ dois requisitos para a aplicaÁ„o subsidi·ria do processo comum ao processo do trabalho, a saber: lacuna e compatibilidade. Lembrando que esse dispositivo da CLT n„o sofreu alteraÁ„o com a reforma trabalhista, ainda sendo exigido os dois requisitos: lacuna e compatibilidade.

4. Ano:

2016

Banca:

FCC ”rg„o: TRT

-

Judici·rio - £rea Judici·ria

23™ REGI O

(MT)

Prova:

Analista

A legislaÁ„o trabalhista prevÍ algumas modalidades de defesa da reclamada nas reclamaÁıes trabalhistas, dentre as quais se incluem as exceÁıes, sendo certo quanto a estas que,

  • a) se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, n„o

poder· alegar exceÁ„o de suspeiÁ„o, salvo sobrevindo novo motivo.

  • b) o Juiz È obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, em raz„o de parentesco

apenas por consanguinidade atÈ o quarto grau civil.

  • c) a exceÁ„o de suspeiÁ„o ser· admitida ainda que o recusante propositadamente tenha

procurado o motivo de que ela se originou, ante ao conflito que se estabelecer· entre o juiz e a parte.

  • d) apresentada exceÁ„o de suspeiÁ„o, o juiz designar· audiÍncia dentro de 05 dias para

instruÁ„o e julgamento da exceÁ„o.

  • e) apresentada exceÁ„o de incompetÍncia, abrir-se ‡ vista dos autos ao exceto, por 48 horas,

que poder„o ser prorrogados por igual prazo pelo juiz em caso de complexidade da matÈria, devendo a decis„o ser proferida na primeira audiÍncia que se seguir.

GABARITO: LETRA “A“.

A situaÁ„o prevista na ˙nica assertiva correta foi extraÌda do ß ˙nico

do art. 801 da CLT, que trata das hipÛteses de suspeiÁ„o do Magistrado. O ß referido deixa

claro que a parte n„o poder· alegar a suspeiÁ„o do Juiz se tiver, por qualquer meio, consentido com aquele, ou seja, praticado ato anteriormente aceitando aquele Magistrado como imparcial.

5. Ano:

2016

Judici·rio

Banca: FCC ”rg„o: TRT

- 23™ REGI O (MT) Prova: Analista

No inÌcio da audiÍncia designada em reclamatÛria trabalhista, por n„o ter convidado nenhuma testemunha e prevendo o seu insucesso, o autor HÈrcules provocou um incidente tumultu·rio ameaÁando o Juiz auxiliar da Vara de Lucas do Rio Verde e declarando, em p˙blico, que era inimigo pessoal do magistrado. Em raz„o do ocorrido, o patrono do autor apresentou no ato exceÁ„o de suspeiÁ„o do referido Juiz, postulando o adiamento da audiÍncia, para que n„o

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fosse configurada nulidade processual. Nessa situaÁ„o, conforme disposiÁ„o legal, o magistrado deve

  • a) rejeitar a exceÁ„o, visto que a exceÁ„o de suspeiÁ„o e a nulidade n„o ser„o pronunciadas

quando o recusante da suspeiÁ„o tenha procurado de propÛsito o motivo de que ela se originou e a nulidade for arguida por quem lhe der causa.

  • b) acolher a exceÁ„o

e se declarar suspeito apenas

para o julgamento, prosseguindo a

audiÍncia, colhendo o depoimento das partes e a oitiva das testemunhas presentes da

reclamada e remetendo o julgamento para o Juiz titular da Vara.

  • c) adiar a audiÍncia acolhendo a suspeiÁ„o, mesmo que o recusante da suspeiÁ„o tenha

procurado de propÛsito o motivo de que ela se originou e a alegada nulidade tenha sido

arguida por quem lhe deu causa.

  • d) prosseguir a audiÍncia por n„o haver previs„o legal

tanto para a alegada exceÁ„o de

suspeiÁ„o do Juiz, bem como quanto ‡ arguiÁ„o por quem deu causa da nulidade.

  • e) adiar a audiÍncia para que haja instruÁ„o da suspeiÁ„o designando nova audiÍncia em 05

dias para que o Juiz Titular da Vara aprecie a admissibilidade da exceÁ„o e, apÛs, remeta ao

Tribunal para julg·-la.

GABARITO: LETRA “A“.

A situaÁ„o est· prevista no art. 801, ß ˙nico da CLT, que diz que a

exceÁ„o n„o deve ser aceita porque foi apresentada por quem criou intencionalmente o

incidente, ou seja, o “problema”. Se o autor criou de propósito o motivo que originou a

apresentaÁ„o da exceÁ„o, n„o pode o Advogado dele apresentar a peÁa de defesa e requerer o afastamento do Juiz.

  • 6. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9™ REGI O (PR) - Analista Judici·rio - ExecuÁ„o de

Mandados / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) Em se tratando de

dissÌdio individual, a norma processual trabalhista prevÍ, como regra, a realizaÁ„o de audiÍncia UNA, ou seja, em um determinado ato processual ser· realizada a tentativa de conciliaÁ„o, a instruÁ„o processual e o julgamento. Nesse sentido,

  • a) terminada a defesa, seguir-se-· a instruÁ„o do processo, sendo ouvidas as testemunhas, os

peritos e os tÈcnicos, se houver, e apÛs ser· efetuado o interrogatÛrio dos litigantes.

  • b) caso o reclamante n„o compareÁa na audiÍncia inaugural, mesmo presente seu advogado,

dever· necessariamente ser adiada a sess„o.

  • c) È facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que

tenha conhecimento do fato, mas cujas declaraÁıes n„o obrigar„o o proponente.

  • d) aberta a audiÍncia, o Juiz propor· a conciliaÁ„o, sendo que se n„o houver acordo, o

reclamado poder· apresentar defesa oral no tempo m·ximo de 10 (dez) minutos.

  • e) dever„o estar presentes o reclamante e o reclamado na audiÍncia de julgamento,

independentemente do comparecimento de seus representantes.

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COMENT£RIOS:

Direito Processual do Trabalho Teoria e Questıes Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima Aula 04

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação contida na letra “E”, de que as partes devem comparecer ‡ audiÍncia independentemente de seus representantes, encontra-se no art. 843 da CLT, assim redigido:

“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado,

independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de ReclamatÛrias Pl˙rimas ou AÁıes de Cumprimento, quando os empregados poder„o fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria”.

Percebam que as exceÁıes se encontram nas aÁıes pl˙rimas e nas aÁıes de cumprimento, pois nessas o n˙mero de autores, em especial, poderia impedir ou atrapalhar a prÛpria realizaÁ„o da audiÍncia. Imagine uma aÁ„o ajuizada por 100 reclamantes. Seria impossÌvel a presenÁa e participaÁ„o de todos na mesma audiÍncia. Vejamos as demais alternativas:

Letra “A”: errada, pois o art. 848 da CLT diz que o interrogatório será realizado e, em seguida, ser„o ouvidas as testemunhas, peritos e assistentes. Letra “B”: errada, pois a ausência do reclamante, mesmo presente o seu Advogado, importar· no arquivamento no processo, conforme art. 844 da CLT. Letra “C”: errado, pois as informações prestadas pelo preposto vinculam a parte, conforme art. 843, ß1 da CLT. Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT prevê a apresentação da defesa no prazo de até 20 minutos.

  • 7. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9™ REGI O (PR) - TÈcnico Judici·rio - £rea

Administrativa / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) Sobre as audiÍncias trabalhistas, com base nas normas aplic·veis, È correto afirmar:

  • a) A ausÍncia injustificada do reclamante ou de seu advogado ‡ audiÍncia importa em revelia,

alÈm de confiss„o quanto ‡ matÈria de fato.

  • b) O reclamante e o reclamado, dever„o estar presentes pessoalmente, independentemente

do comparecimento de seus advogados, n„o podendo ser substituÌdos ou representados neste ato processual.

c) As partes e testemunhas ser„o inquiridas pelo juiz, n„o podendo ser reinquiridas a requerimento das partes ou advogados.

  • d) O juiz, ‡ hora marcada, declarar· aberta a audiÍncia, sendo feita pelo chefe de secretaria

ou escriv„o a chamada das partes, havendo uma toler‚ncia de atÈ 15 minutos apÛs a hora marcada.

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  • e) Estas ser„o p˙blicas e realizar-se-„o em

dias

˙teis,

entre 8

e

18

horas, n„o

podendo

ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matÈria urgente.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação trazida pela FCC na alternativa “E”, considerada correta, È cÛpia fiel do art. 813 da CLT, que deve ser memorizado pelo candidato, pois muitas vezes cobrado nos concursos trabalhistas:

“As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-„o na sede do JuÌzo ou Tribunal em dias ˙teis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, n„o podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente”.

Vejamos as demais assertivas, que est„o todas erradas:

Letra “A”: errado, pois o art. 844 da CLT diz que a ausÍncia do reclamante importa em arquivamento. Na verdade, a revelia surge pela ausÍncia injustificada do reclamado.

Letra “B”: errado, pois o art. 843 da CLT prevê a possibilidade de representação das partes,

ora por empregados da mesma categoria ou sindicato ou por preposto.

Letra “C”: errado, pois as testemunhas e partes podem ser reinquiridas conforme o art. 820 da

CLT. Letra “D”: errado, pois a OJ nº 245 da SDI-1 do TST n„o prevÍ toler‚ncia para o atraso das partes.

  • 8. ( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito

Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) Na reclamaÁ„o ajuizada pelo trabalhador, para a cobranÁa de direito irrenunci·vel, correspondente a sal·rio mÌnimo n„o pago,

ausentes ambas as partes ‡ ˙nica audiÍncia designada,

  • a) deve designar-se nova audiÍncia, com conduÁ„o coercitiva das partes.

  • b) o reclamado È considerado revel.

  • c) o processo È arquivado.

  • d) encerra-se a instruÁ„o, julgando o feito no estado em que se encontra.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. O Art. 844 da CLT prevÍ o arquivamento do processo quando ausente o reclamante e a revelia quando ausente o reclamado. Havendo ausÍncia de ambas as partes, o entendimento È de que o feito ser· arquivado. Transcreve-se o artigo mencionado para ciÍncia:

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“Art. 844 - O n„o-comparecimento do reclamante ‡ audiÍncia importa o arquivamento da reclamaÁ„o, e o n„o-comparecimento do reclamado importa revelia, alÈm de confiss„o quanto ‡ matÈria de fato. ß 1 o Ocorrendo motivo relevante, poder· o juiz suspender o julgamento, designando nova audiÍncia. ß 2 o Na hipÛtese de ausÍncia do reclamante, este ser· condenado ao pagamento das custas calculadas na forma do art. 789 desta ConsolidaÁ„o, ainda que benefici·rio da justiÁa gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausÍncia ocorreu por motivo legalmente justific·vel. ß 3 o O pagamento das custas a que se refere o ß 2 o È condiÁ„o para a propositura de nova demanda. ß 4 o A revelia n„o produz o efeito mencionado no caput deste artigo se:

I - havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a aÁ„o; II - o litÌgio versar sobre direitos indisponÌveis; III - a petiÁ„o inicial n„o estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispens·vel ‡ prova do ato; IV - as alegaÁıes de fato formuladas pelo reclamante forem inverossÌmeis ou estiverem em contradiÁ„o com prova constante dos autos. ß 5 o Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiÍncia, ser„o aceitos a contestaÁ„o e os documentos eventualmente apresentados.”

As demais alternativas tratam do mesmo assunto, raz„o pela qual n„o precisam ser analisadas em separado.

  • 9. ( Prova: FCC 2013 TRT 1™ REGI O (RJ) Analista Judici·rio ExecuÁ„o

de Mandados / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) HÈrcules apÛs quatro anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa Beta Engenharia foi dispensado sem receber saldo salarial e verbas da rescis„o. Ajuizou reclamaÁ„o trabalhista, sendo designada audiÍncia UNA (conciliaÁ„o, instruÁ„o e julgamento) apÛs dois meses da distribuiÁ„o da aÁ„o. Ocorre que HÈrcules sofreu acidente na vÈspera da audiÍncia, ficando hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se locomover atÈ a Vara do Trabalho. Com base nas normas previstas em lei trabalhista, nessa situaÁ„o,

  • a) o advogado de HÈrcules far· toda a sua assistÍncia em audiÍncia, inclusive com poderes

para depor pelo reclamante e realizar demais atos processuais.

  • b) o reclamante HÈrcules poder· fazer-se representar na audiÍncia por outro empregado que

pertenÁa a mesma profiss„o ou pelo Sindicato Profissional.

  • c) o processo ser· arquivado ante a ausÍncia do reclamante, que poder· ajuizar novamente a

demanda quando estiver em condiÁıes plenas de sa˙de.

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d) a lei processual trabalhista n„o prevÍ a hipÛtese de substituiÁ„o de empregado reclamante

ausente, raz„o pela qual fica a critÈrio do Juiz adiar a audiÍncia ou arquivar o processo. e) a esposa, companheira ou algum parente atÈ o terceiro grau poder„o representar o trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive prestar depoimento pelo reclamante.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Na hipÛtese da quest„o, h· uma justificativa plausÌvel para a ausÍncia do reclamante a audiÍncia, raz„o pela qual autoriza a CLT que o mesmo seja substituÌdo por outro empregado da mesma categoria ou pelo sindicato, de forma a evitar o arquivamento do processo. A representaÁ„o serve apenas para evitar o arquivamento do feito, n„o sendo realizados atos processuais. Vejamos a redaÁ„o do art. 843, ß2 da CLT:

“Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possÌvel ao empregado comparecer pessoalmente, poder· fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato”.

Vejamos as demais alternativas:

Letra “A”: errado, pois a presença da parte é indispensável, não podendo ser suprida pela

presenÁa do Advogado, conforme art. 843 da CLT. Letra “C”: errado, pois o motivo da ausÍncia È relevante, n„o havendo o arquivamento do processo, o que somente ocorre na hipÛtese de ausÍncia injustificada, o que n„o ocorreu na situaÁ„o em an·lise.

Letra “D”: errado, pois o art. 843, §2º da CLT prevê a substituição.

Letra “E”: errado, pois somente outro empregado da categoria ou o sindicato é que podem

representar o obreiro, n„o possuindo amplos poderes, e sim, apenas para evitar o arquivamento.

  • 10. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1™ REGI O (RJ) - Analista Judici·rio - ExecuÁ„o de

Mandados / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) A empresa Deuses do Olimpo ProduÁıes S/A foi citada para responder reclamatÛria trabalhista que tramita pelo procedimento ordin·rio e comparecer ‡ audiÍncia UNA (conciliaÁ„o, instruÁ„o e julgamento), designada trinta dias apÛs a sua notificaÁ„o. Entretanto, o representante legal da empresa reclamada, por mero esquecimento, n„o compareceu ‡ audiÍncia designada. O reclamante compareceu ‡ audiÍncia sem a presenÁa de seu advogado. O advogado da reclamada, presente em audiÍncia, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa situaÁ„o, com fundamento na lei e em jurisprudÍncia sumulada do Tribunal Superior do Trabalho TST, o Juiz dever·

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  • a) arquivar a reclamatÛria diante da ausÍncia de uma das partes e do advogado do

reclamante, tendo em vista que este n„o pode atuar pessoalmente na JustiÁa do Trabalho.

  • b) adiar a audiÍncia para outra data possibilitando o comparecimento do advogado do

reclamante e do representante legal da reclamada.

  • c) permitir ao patrono da empresa a apresentaÁ„o de defesa oral e adiar a audiÍncia para que

o advogado do reclamante tome ciÍncia da defesa e apresente rÈplica nos autos.

  • d) aplicar a revelia e consequente confiss„o quanto ‡ matÈria de fato ‡ reclamada ausente n„o

permitindo que seu advogado apresente defesa oral diante do motivo da ausÍncia n„o ser relevante e prosseguir com o processo sem adiar a audiÍncia.

  • e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em 15 dias diretamente

no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a audiÍncia para nova data.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A quest„o, apesar de relativamente grande, È de f·cil desate. Perceba que o reclamante estava presente mas seu Advogado ausente, o que n„o gera o arquivamento do feito, pois a parte estava presente. Em relaÁ„o ao reclamado, o Advogado estava presente mas o representante da empresa n„o. Nessa situaÁ„o, aplica-se a S˙mula n 122 do TST, assim redigida:

“A reclamada, ausente ‡ audiÍncia em que deveria apresentar defesa, È revel, ainda que presente seu advogado munido de procuraÁ„o, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentaÁ„o de atestado mÈdico, que dever· declarar, expressa- mente, a impossibilidade de locomoÁ„o do empregador ou do seu

preposto no dia da audiência”.

Extrai-se da S˙mula e da situaÁ„o posta pela FCC, que mesmo presente o Advogado do reclamado, haver· a aplicaÁ„o da revelia, conforme art. 844 da CLT, pois o motivo da ausÍncia do reclamado n„o foi justo mero esquecimento n„o cabendo ao seu Advogado a apresentação de defesa, conforme dito na letra “D”. Todavia, a reforma trabalhista incluiu um

novo par·grafo a esse dispositivo (ß5 ) que prevÍ a aceitaÁ„o da contestaÁ„o e dos documentos em audiÍncia caso o advogado do reclamado esteja presente. Importante lembrar que o ß5 n„o afasta os efeitos da revelia, transcrevo-o:

ß 5 o Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiÍncia, ser„o aceitos a contestaÁ„o e os documentos eventualmente apresentados.”

Vejamos as demais assertivas:

Letra “A”: errado, pois o reclamante estava presente, não podendo haver o arquivamento, pois

essa consequÍncia decorre da ausÍncia daquele, conforme art. 844 da CLT.

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Letra “B”: errado, não há o adiamento, pois a ausÍncia do Advogado do reclamante n„o traz consequÍncias, j· que no processo do trabalho impera o jus postulandi, ou seja, a desnecessidade de Advogado. J· em relaÁ„o ao representante da reclamada, n„o haver· o adiamento, uma vez que a ausÍncia foi injustificada (esquecimento).

Letra “C”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que o reclamando será revel, não sendo

concedido prazo para a parte se manifestar acerca da defesa. Letra “E”: errado, pois, presente o advogado da empresa, a contestação e os documentos ser„o aceitos na prÛpria audiÍncia, todavia, os efeitos da revelia se mantÈm (art. 844, ß5 , da CLT).

  • 11. ( Prova:

FCC - 2012

-

TRT

- 18™ Regi„o

(GO) -

Juiz do Trabalho / Direito

Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) Em relaÁ„o ‡ audiÍncia, considere:

I. Aberta a audiÍncia, o juiz propor· a conciliaÁ„o. II. A audiÍncia de julgamento ser· contÌnua, devendo ser concluÌda no mesmo dia. III. A ausÍncia do reclamante, quando adiada a instruÁ„o apÛs contestada a aÁ„o em audiÍncia, n„o importa arquivamento do processo. IV. Pessoa jurÌdica de direito p˙blico n„o se sujeita ‡ revelia. V. A reclamada, ausente ‡ audiÍncia em que deveria apresentar defesa, È revel, ainda que presente seu advogado munido de procuraÁ„o, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentaÁ„o de atestado mÈdico, que dever· declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoÁ„o do empregador ou do seu preposto no dia da audiÍncia. … entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em

  • a) III e IV.

  • b) II, IV e V.

  • c) I.

  • d) II e III.

  • e) I, III e V.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Est„o corretas as assertivas I, III e V, de acordo com a jurisprudÍncia do TST e a legislaÁ„o aplic·vel. Vejamos:

  • I. A informaÁ„o est· correta, pois de acordo com o art. 846 da CLT, que diz que o Juiz

propor· a conciliaÁ„o aberta a audiÍncia. II. Errada, pois a audiÍncia de julgamento pode ser fracionada, caso haja necessidade, como, por exemplo, alguma testemunha faltar ao ato e tiver que ser intimada. III. Perfeito, pois a S˙mula n 9 do TST traz tal informaÁ„o: se houver a apresentaÁ„o de defesa e a audiÍncia for adiada, n„o haver· arquivamento do processo, pois nasceu para o reclamado, com a apresentaÁ„o da defesa, o direito ao julgamento de mÈrito.

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IV.

Errado, pois a OJ n 152 da SDI-1 do TST diz que o art. 844 da CLT, que trata da

revelia, È aplic·vel ‡s pessoas jurÌdicas de direito p˙blico.

  • V. Perfeito, pois em total conformidade com a S˙mula n 122 do TST, que possui idÍntica

redaÁ„o. VI. Importante lembrar aqui que com as inovaÁıes trazidas pelo art. 844 e seu par·grafos, pode ser que essa S˙mula seja alterada pelo TST, mas a princÌpio n„o parece estar contr·ria ‡s inovaÁıes.

  • 12. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1™ REGI O (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito

Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; AudiÍncias; Procedimento ordin·rio e sumarÌssimo; ) De acordo com o entendimento pacÌfico da jurisprudÍncia

do TST,

  • a) inexiste previs„o legal tolerando atraso no hor·rio de comparecimento da parte ‡ audiÍncia.

  • b) pessoa jurÌdica de direito p˙blico n„o se sujeita ‡ revelia.

  • c) a reclamada, ausente ‡ audiÍncia em que deveria apresentar defesa, È revel, salvo se

presente seu advogado munido de procuraÁ„o especÌfica.

  • d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada n„o pode ser ilidida.

  • e) a revelia produz confiss„o na aÁ„o rescisÛria.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informaÁ„o acerca da inexistÍncia de previs„o legal para o atraso das partes ‡ audiÍncia est· em total conson‚ncia com a OJ n 245 da SDI-1 do TST, a seguir transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na audiência”.

Havendo atraso, aplicar-se-„o as consequÍncias do art. 844 da CLT, ou seja, arquivamento no

atraso do reclamante e revelia, na hipÛtese do reclamado. Vejamos as demais assertivas:

Letra “B”: errado, pois a OJ nº 152 da SDI-1 do TST diz aplicar-se a revelia aos entes p˙blicos. Letra “C”: errado, pois viola a Súmula nº 122 do TST, que diz haver revelia da mesma forma. Letra “D”: errado, pois a própria Súmula nº 122 do TST diz que o atestado médico, que

demonstre a impossibilidade de locomoÁ„o, È capaz de ilidir a revelia, ou seja, evitar a aplicaÁ„o dos seus efeitos.

Letra “E”: errado, pois a Sumula nº 398 do TST diz que não há confissão na ação rescisória, ou

seja, tal efeito da revelia n„o È verificado.

  • 13. QUEST O ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judici·rio - £rea

Judici·ria / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) Conforme previs„o legal e

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jurisprudÍncia sumulada do TST, em relaÁ„o ‡s audiÍncias trabalhistas È correto afirmar:

  • a) A ausÍncia do reclamante, quando adiada a instruÁ„o apÛs contestada a aÁ„o em audiÍncia,

importa arquivamento do processo.

  • b) O preposto da reclamada presente em audiÍncia n„o precisa ser empregado da reclamada.

  • c) N„o se aplica a confiss„o ‡ parte que, expressamente intimada com aquela cominaÁ„o, n„o

comparecer ‡ audiÍncia em prosseguimento, na qual deveria depor desde que esteja presente

o seu advogado.

  • d) Aberta a audiÍncia, o reclamado ter· dez minutos para aduzir sua defesa oral.

  • e) Terminada a defesa, seguir-se-· a instruÁ„o do processo, devendo o juiz, exofficio,

interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que findo o interrogatÛrio n„o poder„o os

litigantes retirar-se, atÈ o tÈrmino da instruÁ„o com a oitiva de testemunhas.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”, j· que de acordo com o ß3 do artigo 843 da CLT, incluÌdo pela Lei n 13.467/2017:

“§ 3 o O preposto a que se refere o ß 1 o deste artigo n„o precisa ser empregado da parte reclamada.”.

Vejamos as demais assertivas:

Letra “A”: errado, pois contraria a Súmula nº 9 do TST, que nessa hipótese diz inexistir

arquivamento do feito, pois a defesa j· foi apresentada.

Letra “C”: errado, pois contraria o entendimento previsto no inciso I da Súmula nº 74 do TST.

Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT prevê a possibilidade da defesa ser apresentada no

prazo de 20 minutos, oralmente.

Letra “E”: errado, pois viola o art. 848 da CLT, que será transcrito para comparação:

“Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-· a instruÁ„o do processo, podendo o presidente, exofficio ou a requerimento de qualquer juiz tempor·rio, interrogar os litigantes. ß 1 - Findo o interrogatÛrio, poder· qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instruÁ„o com o seu representante.ß 2 - Ser„o, a seguir, ouvidas as testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver”.

  • 14. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20™ REGI O (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /

Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; AudiÍncias; ) … INCORRETO afirmar que

  • a) o preposto deve ser necessariamente empregado.

  • b) nas aÁıes pl˙rimas, os empregados poder„o fazer- se representar pelo sindicato da

categoria profissional correspondente.

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  • c) o n„o comparecimento do reclamante ‡ audiÍncia importa o arquivamento da reclamaÁ„o.

  • d) aberta a audiÍncia, o juiz propor· a conciliaÁ„o.

  • e) a vedaÁ„o ‡ produÁ„o de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, n„o

afetando o exercÌcio, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

COMENT£RIOS:

A alternativa INCORRETA É A LETRA “A”. Com a reforma trabalhista, que incluiu o ß3 ao artigo 843 da CLT, o preposto n„o precisa ser empregado da parte reclamada:

“§ 3o Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o consentimento do reclamado, desistir da ação”.

Vejamos as demais assertivas da FCC:

Letra “B”: correta, pois de acordo com o art. 843 da CLT, que prevê a possibilidade de

substituiÁ„o pelo Sindicato da categoria. Letra “C”: correta, em conformidade com o art. 844 da CLT, que prevê o arquivamento do feito na ausÍncia injustificada do reclamante.

Letra “D”: correta, já que o art. 846 da CLT prevê a 1ª tentativa de conciliação sendo realizada

no inÌcio da audiÍncia. Letra “E”: correta, em conformidade com a Súmula nº 74, III do TST, que trata dos poderes instrutÛrios do Juiz.

  • 15. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11™ Regi„o (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /

Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) O Processo do Trabalho apresenta como traÁos identificadores a oralidade, a concentraÁ„o dos atos processuais e o aspecto conciliatÛrio. Em relaÁ„o ‡s propostas de conciliaÁ„o no Processo do Trabalho, È correto afirmar que

  • a) devem ser realizadas em dois momentos: apÛs a abertura da audiÍncia, mas antes da

apresentaÁ„o da defesa; terminada a instruÁ„o processual, apÛs as razıes finais, caso as partes queiram aduzi-las.

  • b) somente podem ser realizadas apÛs a oitiva das partes e quando do encerramento da

instruÁ„o processual, antes das razıes finais.

  • c) est„o vinculadas ao valor atribuÌdo ‡ causa, sendo portanto obrigatÛrias apenas nas aÁıes

de alÁada e de rito sumarÌssimo.

  • d) devem ser realizadas apÛs a apresentaÁ„o da defesa e renovadas apÛs as razıes finais,

caso as partes queiram aduzi-las.

  • e) n„o h· obrigatoriedade na sua realizaÁ„o, constituindo-se assim em faculdade do Juiz na

direÁ„o do processo.

COMENT£RIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Os dois momentos obrigatÛrios de tentativa de conciliaÁ„o s„o:

  • a. No inÌcio da audiÍncia, apÛs o preg„o das partes e antes da apresentaÁ„o da defesa

pelo reclamado, conforme art. 846 da CLT.

  • b. ApÛs as razıes finais, conforme art. 850 da CLT.

Esses dois momentos de conciliação foram tratados corretamente pela alternativa “A”.

Contudo, cuidado com a informaÁ„o de que as partes podem aduzir ou n„o as razıes finais.

Realmente n„o h· obrigaÁ„o daqueles apresentarem as razoes finais. O art. 850 da CLT diz que as partes podem aduzir razıes finais em prazo de 10 minutos para cada. Realmente n„o h· obrigatoriedade. Se forem apresentadas, a 2™ tentativa de conciliaÁ„o ser· feita. Caso as partes n„o queiram apresentar as razıes finais, a tentativa de conciliaÁ„o ser· feita da mesma forma. Essa È a ideia correta. Como todas as demais alternativas tratam do mesmo tema, n„o h· necessidade de an·lise em separado.

  • 16. ( Prova: FCC

-

2008

-

TRT

-

19™

Regi„o (AL) - TÈcnico Judici·rio

- £rea

Administrativa / Direito Processual do Trabalho / AudiÍncias; ) A ausÍncia do reclamante, quando adiada a instruÁ„o apÛs contestada a aÁ„o em audiÍncia,

  • a) importar· no arquivamento da reclamaÁ„o, sendo que o reclamante poder· ajuizar nova

aÁ„o postulando verbas que n„o foram anteriormente postuladas.

  • b) importar· no arquivamento da reclamaÁ„o, sendo que o reclamante poder· ajuizar nova

aÁ„o postulando as mesmas verbas anteriormente postuladas.

  • c) importar· no arquivamento da reclamaÁ„o, sendo que o reclamante poder· pedir o

desarquivamento do processo e continuar com a reclamaÁ„o.

  • d) n„o importa no arquivamento do processo tendo em vista que a aÁ„o j· tinha sido

contestada.

  • e) importar· no reconhecimento da revelia, alÈm de confiss„o quanto ‡ matÈria de fato.

COMENT£RIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A quest„o sobre a consequÍncia da ausÍncia do reclamante ‡ audiÍncia, apÛs contestada a aÁ„o, È bastante comum nos concursos trabalhistas. A soluÁ„o da mesma È simples, de acordo com a S˙mula n 9 do TST, que ser· descrita a seguir:

“A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do processo”.

Se j· houve a apresentaÁ„o de defesa na primeira audiÍncia e o reclamante falta ‡ audiÍncia em prosseguimento, n„o haver· arquivamento do processo, pois a partir do momento em que o rÈu apresenta a sua defesa, nasce para o mesmo o direito ao julgamento de mÈrito, n„o

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cabendo falar em extinÁ„o do feito sem resoluÁ„o do mÈrito (arquivamento). A regra pode ser assim resumida:

o

Reclamado n„o apresenta defesa

gera