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Nosso amado Deus e Pai continua levantando obreiros para sua grande seara.

Prova disto
é o grande número de irmãos engajados na obra do Senhor que estão aqui presentes nesta
reunião. Temos convencionado chamar vocês de discipuladores, ainda que esta palavra seja um
neologismo, pois não se encontra nem na Bíblia nem no dicionário. Mas, o que é um discipulador?
É um irmão ou uma irmã que está ajudando um outro irmão, mais novo na fé, para que ele se
torne também um discípulo de Jesus como já é o seu discipulador. Se estamos fazendo isto temos
nos tornado cooperadores de Deus ou obreiros que estão fazendo a obra de ganhar e cuidar de
vidas (ou seja, fazendo e formando discípulos).
Na igreja primitiva havia muitos homens e mulheres deste quilate, irmãos que davam sua
vida em serviço pelos outros, irmãos que tinham grande prazer de “pôr a mão no arado sem olhar
para trás”, como disse Jesus em Lucas 9.62.
Paulo, o amado apóstolo, tinha muitos destes fiéis cooperadores. Em 1 Coríntios 16.15-18,
ele menciona três destes, Estéfanas, Fortunato e Acaico, amados irmãos que traziam refrigério e
grande alegria ao apóstolo. Ali ele diz: “sujeitai-vos a esses tais, como também a todo aquele que é
cooperador e obreiro” (no original grego: o que coopera e trabalha). “Reconhecei, pois, a homens
como estes”.
Hoje vocês todos que estão aqui são os novos cooperadores de Deus, que têm o privilégio
de continuar a fazer a grande obra que Jesus nos conferiu, a bênção de poder perseverar na
doutrina dos apóstolos, o privilégio de continuar estendendo o reino de Deus na terra.
Diante de tudo o que Deus nos manda fazer, diante desta grande responsabilidade que
temos recebido, é óbvio que temos de estar bem conscientes do nosso sublime chamado. Fomos
salvos de uma vã maneira de viver e também das chamas do inferno. Fomos literalmente
“desarraigados deste mundo perverso” e agora estamos “arraigados e alicerçados em amor” (Gl 1.4
e Ef 3.17). De agora em diante nossa resposta a este Deus que nos amou tanto é:
“Eis-me aqui, Senhor, pronto para servir-te,
eis-me aqui, disposto a cooperar contigo em teu propósito,
eis-me aqui, Senhor, para glorificar-te através de meu corpo”.

Todos estamos bem conscientes disto e prontos para dizê-lo ao Senhor?

Para sua edificação, leia e medite sobre as respostas que deram estes servos do passado
ao Senhor quando foram por Ele chamados:
Abraão – “Partiu, pois, Abrão, como lhe ordenara o Senhor” (Gn 12.1-4)
Moisés – “Ah, Senhor, eu nunca fui eloqüente, ...sou pesado de língua...envia aquele que hás de
enviar, menos a mim” (Êx 4.1-17)
Josué – “Então deu ordem Josué aos príncipes...” (após ter ouvido o Senhor) Js 1.1-10
Gideão – “Ai, Senhor, ai, Senhor, ... eu sou o menor na casa do meu pai” (Jz 6.11-24).
Samuel – “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (1 Sm 3.1-10)
Salomão – “...não passo de uma criança, não sei como me conduzir.” (1 Rs 3.3-15)
Elias – “Foi, pois, e fez segundo a palavra do Senhor...” (1 Rs 17.1-7)
Ezequias – “Porque se apegou ao Senhor...” (2 Rs18.1-7)
Neemias – “...estive jejuando e orando perante o Deus dos céus...” (Ne 1.4-11)
Isaías - “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.1-13)
Jeremias – “Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (Jr 1.1-10)
Ezequiel – “Então o Espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na excitação do meu
espírito...” (Ez 3.1-15)
Amós – “Eu não sou profeta, mas boieiro...” (Am 7.14,15)
Jonas – “Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor...” (Jn 1.1-4)
Habacuque – “Por-me-ei na minha torre de vigia...” (Hc 2.1)
Pedro, André, Tiago e João – “...deixando tudo, o seguiram”
Paulo - “Quem és tu, Senhor... e logo pregava nas sinagogas a Jesus, afirmando que este é o Filho
de Deus.” (At 9.5,20)
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Muito bem, agora nós também estamos na Escola de Treinamento do Senhor, engajados
nas fileiras de seu exército, empunhando a espada do Espírito e revestidos de toda a armadura de
Deus! Que todos tenhamos a mesma convicção de Neemias e possamos dizer como ele: “Estou
fazendo grande obra”.

O TREINAMENTO DO CARÁTER

Na verdade, porém, a grande e primeira obra que Deus quer fazer agora com os dispostos
a servi-lo é a de moldar o nosso caráter. Há uma idéia errônea ainda presente no mundo
evangélico de que uma vida de consagração é aquela vida que se dedica a fazer a obra de Deus.
Mas, na verdade, consagração tem muito mais a ver com a obra que Deus está desejoso de fazer
conosco do que a obra que estamos querendo fazer por ele. Deus está empenhadíssimo em nos
tornar bem parecidos com seu Filho porque será desta maneira que ele vai ser glorificado. O
mesmo empenho que Paulo tinha com seus filhos quando disse que por eles sofria dores de parto
é o empenho que o Espírito Santo tem com cada um de nós. Ele simplesmente “não vai nos
largar” até que a beleza da pessoa de Cristo apareça em nossas vidas.
E não é maravilhoso isto? Deus quer imprimir o caráter de seu Filho em nós. O Pai fez um
investimento “de peso” em nossas vidas. E ele vai nos marcar “a ferro e fogo”, ainda que nos doa
muito, até ver concretizado o seu sublime propósito.

O que é caráter?

A palavra “caráter” é a transliteração quase idêntica da palavra grega xarákter, que,


inicialmente referia-se ao instrumento usado para gravar ou imprimir alguma coisa. A idéia é que
aquilo que existe em nossa alma ou espírito vai sendo gravado ou impresso em nossa vida como
uma estampa ou gravação.
Caráter é a maneira de ser de uma pessoa. É a soma de todos os traços de um indivíduo
assim como ele o demonstra por sua conduta. Caráter é a integração de todas as virtudes e
defeitos morais na personalidade.
O caráter de uma pessoa se manifesta por sua maneira habitual de comportar-se no
cotidiano e em outras situações especiais. Inclui suas atitudes, seu modo de sentir, de pensar,
falar, agir, reagir e decidir. O caráter revela-se principalmente na convivência familiar, na esfera de
trabalho, nas relações interpessoais, no trato com os semelhantes, no cumprimento dos deveres e
das responsabilidades, etc.
O aspecto mais profundo do caráter de uma pessoa se conhece pelo modo como ela reage
diante das provas, das tentações, das adversidades, do infortúnio, das situações difíceis, diante
de um tratamento injusto, frente a um necessitado; como também frente ao êxito e à prosperidade
(Fp 4.11,12).

Caráter e Personalidade

Ainda que seja uma definição arbitrária, em geral se usa o termo “caráter” para referir-se
àquele aspecto em nossa maneira de ser, que tem a ver com as virtudes e os defeitos, ou seja,
com aquilo que está bem e com o que está mal (costuma-se falar em “mau caráter, bom caráter”).
“Personalidade”, no entanto, se usa para referir-se àquilo que em nossa maneira de ser é
moralmente neutro. É a nossa individualidade, segundo a qual Deus nos fez como somos. Cada
ser humano é único e diferente de todos os demais com todo o conjunto de suas características
singulares e permanentes. Por exemplo, alguém pode ser mais efusivo ou mais tranqüilo, mais
extrovertido ou mais introvertido, mais emotivo ou mais racional, etc, sem que nenhum destes
tipos seja necessariamente melhor que o outro. Na personalidade combinam-se fatores muito
próprios de temperamento (fala-se muito nos quatro temperamentos básicos: colérico, sangüíneo,
fleumático, melancólico), emotividade, constituição psicológica, inteligência, etc. Tudo isto dá a
cada indivíduo sua particularidade. Nisto se vê também a maravilhosa diversidade nas obras do
Senhor. Ninguém é igualzinho ao outro. Nossas impressões digitais ou a íris de nossos olhos são
só nossas. Cada um de nós tem características únicas e com elas poderá trazer sua contribuição
especial à sociedade e à igreja.

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Devemos distinguir os traços do caráter e as características próprias de cada


personalidade. Tudo o que em nossa maneira de ser é reprovado pela palavra de Deus deve ser
corrigido; e devemos ser transformados em todas aquelas áreas em que não estamos conformes
a Cristo, até que cheguemos a ter todos os traços do seu caráter.

Como se forma o caráter

Uma mesma ação repetida por um indivíduo, uma, duas, dez, cem vezes torna-se um
hábito. Se este hábito está relacionado à conduta moral vai cristalizar-se em um traço definido do
caráter. Estes traços de caráter podem ser positivos ou negativos, ou seja, podem ser virtudes
morais como a sinceridade, a amabilidade, a humildade, a generosidade, etc., ou defeitos morais
como a falsidade, a raiva, a soberba, o egoísmo, etc.
É óbvio que muitos destes traços vão sendo forjados desde a infância.
Ações x 10, 20, ou 100 = Traço de caráter
Traço + traço + traço + .......... traço = Caráter
De modo que, em princípio, a conduta forja o caráter, e uma vez forjado o caráter, este
naturalmente condiciona a conduta.
Conduta -- à Caráter -- à Conduta

Nosso caráter segundo o projeto de Deus

Existem duas palavras no Novo Testamento grego que estão traduzidas, ambas na versão
atualizada de Almeida, às vezes por “imagem” (grego: eikono), às vezes por “expressão exata”
(grego: xarákter). Esta última aparece uma vez só no N.T. em Hebreus 1.3. A versão corrigida
(mais antiga) traduz por “expressa imagem”. Como esta palavra imagem é “caráter”, significa
então que Cristo tem exatamente o mesmo caráter que o Pai (grande prova da divindade de
Cristo). Todas as virtudes morais do Pai estão no Filho.
As outras expressões de “imagem=eikono” estão em Rm 8.29, 2 Co 4.4, Cl 1.15, 3.10, etc.

O homem foi criado à “imagem” de Deus:


“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou...” (Gn 1.27)

Em que consiste esta imagem de Deus no homem? Obviamente não é física, e sim
espiritual. Isto significa, entre outras coisas, que Deus criou o homem com o mesmo caráter moral
que o dele. Com as mesmas virtudes morais de Deus. Isto revela que o plano original de Deus é
que todos os descendentes de Adão e Eva tivessem o mesmo caráter moral de Deus.

Fomos predestinados não somente para sermos filhos de Deus mas para sermos
conformes à própria imagem de seu Filho.
 Romanos 8.29 – “... os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”
 2 Coríntios 3.18 – “... somos transformados, ...na sua própria imagem...”
 Colossenses 3.10 – “...novo homem...segundo a imagem daquele que o criou”

Estes textos nos revelam que, apesar de haver pecado e perdido a imagem de Deus, o plano
redentor de Deus em Cristo é o de transformar-nos até formar novamente em nós o caráter de
Cristo.

Fomos escolhidos antes da fundação do mundo não meramente para ser salvos, mas para
ser santos diante de Deus em toda a nossa maneira de viver.
 Efésios 1.4: “... nos escolheu nele... para sermos santos e irrepreensíveis perante ele...”
 1 Pedro 1.15,16: “...segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também”

Fomos chamados não somente a ter Deus como Pai mas também a ser perfeitos como Ele.
 Mateus 5.48: “...sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”

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 Colossenses 1.28: “... a fim de que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo”
 Colossenses 4.12: “...para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos...”

O termo “perfeito” nestes textos é a tradução da palavra grega “teleios”, o qual não se
refere a uma perfeição absoluta. Significa: acabado, completo, completado; que tem alcançado
seu pleno desenvolvimento, maduro, adulto; cumprido, realizado. Isto significa que o plano de
Deus é o de edificar-nos em todos os aspectos de nossa vida e caráter.

Não é suficiente apenas nascer mas sim crescer até chegar à medida da estatura de Cristo.
 Efésios 4.13-15: “...até que todos cheguemos...à plenitude de Cristo”

Este é o propósito de Deus em estabelecer todos os dons ministeriais em sua igreja.

AS VIRTUDES DO CARÁTER CRISTÃO

Síntese e análise
Se fizermos uma síntese para descrever o caráter que cada um de nós deve ter, segundo
o projeto de Deus, diríamos: que sejamos como Cristo, que tenhamos o mesmo caráter do Filho
de Deus, o nosso grande modelo. Para isto devemos crescer até chegar “à medida da estatura da
plenitude de Cristo”.
Ser como Cristo é a grande síntese que resume todas as virtudes do caráter. Isto significa
ter “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5); ter “a mente de Cristo” (1 Co
2.16); e “andar como ele andou” (1 Jo 2.6). Ser como ele para andar como ele = caráter e conduta.
Análise é descrever cada uma das virtudes do caráter.

A primeira descrição do caráter cristão:


Está na primeira parte do sermão da montanha, o que comumente chamamos “as bem-
aventuranças”. O sermão inteiro, que inclui os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, segundo os
estudiosos, foi a primeira parte escrita dos evangelhos, e era a base que a igreja primitiva do
primeiro século usava para doutrinar os discípulos. Foi a primeira catequese, a “didaquê” do reino.
De modo que aqui encontramos um ensinamento fundamental para a formação dos discípulos.
Bem-aventurados significa felizes, ditosos, afortunados, “sortudos”. A felicidade não é um
objetivo e sim uma conseqüência de ser como Deus quer e fazer sua vontade. O verbo básico é
“ser” (os que são humildes, os que são mansos...).
Justamente “caráter” é aquilo que somos, é o que determina nossa conduta. Jesus
assinala oito qualidades de caráter que devem distinguir seus discípulos. Na realidade estas bem-
aventuranças são a descrição das virtudes de caráter de Jesus; e isto é o que Deus quer formar
dentro de nós. Tudo o que Jesus ensinava era a descrição de sua maneira de ser e viver.

OITO QUALIDADES DO CARÁTER DE UM DISCÍPULO

1) A HUMILDADE – “Bem-aventurados os humildes de espírito...” Mateus 5.3


Esta é a primeira qualidade que Jesus assinala. Os pobres de espírito são aqueles que
estão conscientes que não tem nada e nada são. A humildade de coração é a pedra
fundamental da construção e formação do caráter. Tudo se inicia ali. Somos “pó da terra”,
nada, tudo o que somos e temos é uma dádiva, uma graça de Deus. A humildade é a
qualidade mais inerente, mais natural e própria de nossa natureza humana. Ela é o oposto
do orgulho e da vaidade.
(Escreva aqui: Como podemos exercer a humildade?)

2) O QUEBRANTAMENTO – “Bem-aventurados os que choram...” Mateus 5.4


Não são os que choram por raiva ou autocompaixão mas sim por um legítimo
quebrantamento diante de Deus (Is 57.15). Deus promete que os que choram serão
consolados.
(Em que momentos e por quais motivos é legítimo chorar?)

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3) A MANSIDÃO – “Bem-aventurados os mansos...” Mateus 5.5


Jesus disse: “...aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Ser
manso é o contrário de ser rebelde. Os mansos obedecem com boa disposição, com paz e
alegria; são submissos, pacientes, tem domínio próprio (força sob controle).
(Quais são os mandamentos que nos ajudam a praticar a mansidão?)

4) A JUSTIÇA – “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça...” Mateus 5.6


Muitas vezes esta bem-aventurança é mal interpretada. Não se refere àqueles que exigem
que se faça justiça a eles, e sim àqueles que desejam ser eles próprios justos, íntegros e
santos diante de Deus e dos demais. Isto é, ser como Jesus.
(Assinale no sermão do monte alguns outros mandamentos que têm a ver com a justiça.)

5) A MISERICÓRDIA - “Bem-aventurados os misericordiosos.” Mateus 5.7


A palavra “misericórdia” é formada por duas palavras do latim: uma é a palavra miseria e a
outra é a palavra cordia, que quer dizer coração. Significa ter o coração aberto para aquele
que está na miséria, para aquele que está mal, para o que está sofrendo ou tem alguma
necessidade. Misericórdia significa tratar os outros como Deus nos trata. Um bom exemplo
bíblico é o bom samaritano. Sua característica foi a generosidade, o coração compassivo,
o serviço desinteressado para com o que sofre.
(Quais os mandamentos do sermão do monte que nos ajudam a praticar isto?)

6) A PUREZA DE CORAÇÃO - “Bem-aventurados os puros de coração...” Mateus 5.7


Significa rechaçar do coração todo desejo impuro, ter intenções corretas, motivações
santas em tudo que fazemos. Isto só conseguiremos por Jesus, o único que pode limpar
nosso coração.
(Quais são, no sermão do monte, as passagens que tem relação com o coração limpo?)

7) A PAZ - “Bem-aventurados os pacificadores...” Mateus 5.9


Temos que ser homens e mulheres de paz. É difícil brigar com um pacificador. Alguém o
ofende e ele perdoa e ama. Alguém o ataca e ele não reage. O pacificador perdoa, cede,
prefere perder. Quem de nós é assim? Eu conheço apenas um: Jesus.
Pacificador também significa que é um instrumento de paz entre os homens, uma ponte de
reconciliação entre os que estão divididos.
(Quais são os mandamentos que nos ajudam a formar este traço de caráter?)

8) A ALEGRIA AO SER PERSEGUIDO E INJURIADO POR AMOR A CRISTO


“Bem-aventurados os que sofrem perseguição, ... alegrai-vos e regozijai-vos..” (Mateus 5.10-12)
Finalmente a última qualidade ou virtude de caráter que Jesus assinala é a alegria, apesar
de passar por sofrimentos injustos, perseguições e calúnias por causa de Jesus. Nossa
alegria não está condicionada pelas circunstâncias favoráveis e nem prejudicada pelas
circunstâncias desfavoráveis; nossa alegria não depende do que ocorre ao nosso redor, e
sim daquilo que ocorre em nosso interior.
(Que exemplos temos na Bíblia de homens que se comportaram assim?)

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LISTA DE QUALIFICAÇÕES DE HOMENS E MULHERES


QUE EXERCEM LIDERANÇA NA IGREJA
(Pessoas de caráter provado, como diz em Fp 2.22)

Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, deixou-nos importantes qualificações ou atributos para os
que aspiram servir à igreja nas funções de presbíteros e diáconos (e diaconisas). Leia-as com
atenção em 1 Timóteo 3.1-13 e Tito 1.6-9. Elas servem como padrão a ser seguido também por
todos os irmãos e irmãs que já estão cuidando de outras vidas, na igreja e na família.

PRESBÍTEROS DIÁCONOS (homens e mulheres)


Irrepreensíveis Respeitáveis
Esposo de uma só mulher (fiel) De uma só palavra
Temperante Não inclinados a muito vinho
Sóbrio Não cobiçosos
Modesto Consciência limpa
Hospitaleiro Experimentados
Apto para ensinar Irrepreensíveis
Não dado ao vinho Não maldizentes
Cordatos Temperantes
Não violentos Fiéis em tudo
Inimigo de contendas
Não avarentos
Bom líder no lar
Não neófito
Bom testemunho dos de fora
Tenha filhos crentes (Tito 1.6)
Não arrogante
Não irascível
Não cobiçoso
Amigo do bem
Justo
Piedoso
Tenha domínio de si
Apegado à palavra fiel
Tenha poder para exortar e convencer

(Ao observarmos uma lista de pessoas deste quilate, alguns irmãos têm a tendência de pensar
que “jamais chegarão lá”. Porém, sempre devemos lembrar que aqueles que o Senhor está
chamando, também os capacitará, pelo poder do seu Espírito, a se tornarem os homens e
mulheres que ele quer que sejam. “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (1 Ts 5.24))

A principal virtude do caráter ensinada por Jesus:


O AMOR – Mateus 22.35-40
O amar a Deus com todo nosso ser é o primeiro e o maior de todos os mandamentos. Portanto, o
amor a Deus é a maior de todas as virtudes que podemos ter.
O amar a nosso próximo como a nós mesmos é o segundo mandamento. Portanto, é a maior de
todas as virtudes nas relações interpessoais. Todos os mandamentos que se referem a estas
relações com nossos semelhantes estão compreendidos nesta virtude. Ver 1 Coríntios 13.4-7 e
Romanos 12.8-10.
 Como exercício (nestes dois trechos) assinale 16 coisas que não faz e o que faz aquele
que ama seu próximo.

A falha de caráter que Jesus mais duramente reprovou:


A HIPOCRISIA – Mateus 23

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Como exercício assinale seis manifestações de hipocrisia que devemos combater em nós
próprios.

Quais são as virtudes que o Espírito Santo produz em nós?


Assinale-as aqui conforme estão descritas em Gálatas 5.22-23.

Quais são os hábitos do velho homem e os do novo homem?


Assinale-os aqui conforme estão descritos em Colossenses 3.5- 4.6.

Outras qualidades de caráter que as Escrituras ensinam:

- Laboriosidade (Pv 6.6-11; 2 Ts 3.7-12) - Diligência (Pv 10.4, 13.4)


- Constância (2 Tm 3.14) - Autodisciplina (1 Co 9.25-27)
- Responsabilidade (1 Tm 3.4; 1 Ts 4.11) - Estabilidade (Ef 4.14)
- Firmeza (Ef 6.11) - Valentia (Js 1.6-9)
- Sinceridade (Hb 10.22) - Honradez (1 Ts 4.6)
- Integridade (Sl 15.2) - Imparcialidade (1 Tm 5.21, Lv 19.15)
- Ser respeitoso (1 Pe 2.17)

FATORES QUE INFLUENCIAM MAS


NÃO DETERMINAM O CARÁTER DE UMA PESSOA

1. A HERANÇA GENÉTICA
Quando Adão e Eva pecaram seus genes foram afetados. Desde então, todos nós, seus
descendentes, fomos também afetados, pois herdamos uma natureza pecaminosa que a Bíblia
chama simplesmente de “carne”. Todos nascemos com esta fortíssima influência interior para
pecar. Porém, apesar de termos pecado, não estamos, contudo, condenados a ser vencidos pelo
pecado. Todos temos um poderoso Salvador que nos livrou do “corpo do pecado” e nos deu a
maravilhosa salvação que nos capacita a viver em santidade.

2. A CRIAÇÃO
É óbvia a tremenda importância deste fator na formação do caráter de uma criança desde o dia do
seu nascimento, especialmente nos primeiros 5 a 7 anos de sua vida. A responsabilidade dos
pais como educadores é fundamental. Entretanto, este é outro fator que influi enormemente, mas
não determina. E isto pode ser comprovado tanto por personagens bíblicos, como por tantos
outros homens e mulheres no decorrer da história (Exemplos: Abel, José, Davi, Esaú e Jacó).

3. OS MODELOS MAIS PRÓXIMOS


Esta é outra grande influência, principalmente dos pais e irmãos mais velhos. Também de amigos
e companheiros. Em 1 Pedro está dito “...que fostes resgatados do fútil procedimento que vossos
pais vos legaram”. Em Provérbios 1.10 a 19 Salomão aconselha seu filho a não se deixar levar
pelas más companhias.

4. O MEIO AMBIENTE, A CULTURA E A SOCIEDADE


Família, bairro, escola, local de trabalho, cidade, raça, sociedade, mundo, época, etc, são fatores
que podem influenciar grandemente, mas não determinam. É comum ouvir-se a desculpa: “Sou
assim por causa do meio em que fui criado”, como se estas coisas fossem culpadas pelo fato da
pessoa ser como é.

OUTROS FATORES a considerar:


- As circunstâncias adversas - A ignorância - A negligência
- Satanás e seus demônios - O descuido - As pressões
- O assédio sexual (Gn 39) - A obediência forçada (Dn 3)

O QUE APRENDEMOS de todos estes fatores em uma forma conjunta?

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Que eles não são determinantes, não são uma força estranha que nos coage a ser como somos e
também não servem como desculpas por nossas atitudes erradas.
Há um fator mais importante que comentaremos a seguir.

O FATOR DETERMINANTE NA FORMAÇÃO DO NOSSO CARÁTER:

A RESPONSABILIDADE PESSOAL

O homem foi criado à imagem de Deus. Entre outras coisas isto significa que,
diferentemente dos animais, Deus fez o homem um ser responsável. Este é um fator decisivo na
formação do caráter cristão e é um ponto muito débil em nossa civilização ocidental. O homem é
um ser responsável porque foi criado à imagem de Deus. É um ser que tem entendimento e
vontade. Pode entender o que Deus lhe comunica, pode conhecer a vontade de Deus, e ao
conhecê-la, tem a responsabilidade de cumpri-la. Os animais não têm responsabilidade moral. Um
cão vê uma cachorra no cio e vai atrás dela. Ao homem não é permitido tal comportamento. Deus
deu ao homem o que tem que fazer, o que pode fazer, e o que não deve fazer. Como disse Emil
Brunner: “A responsabilidade não é um atributo, é a substância da existência humana. Contém
tudo...é o que distingue o homem de todas as outras criaturas”.
Segundo Gênesis 1 e 2 podemos observar a responsabilidade do homem e da mulher nas
diferentes áreas de suas vidas:

 A responsabilidade espiritual: prestar contas a Deus, crer, obedecer.


 A responsabilidade em relação à missão que Deus lhes confiou: cooperar com ele.
 A responsabilidade matrimonial e familiar do casal: amarem-se, ter filhos e criá-los bem.
 A responsabilidade no trabalho: cultivar a terra, ordená-la; responsabilidade ecológica.
 A responsabilidade moral: decidir entre o bem e o mal, obedecer ao estabelecido por Deus.
 A responsabilidade social (seu comportamento em relação a seus semelhantes): amar o
próximo, amparar viúvas e órfãos, sujeitar-se às autoridades, buscar a paz, etc.

A Prestação de Contas

Deus pediu prestação de contas a Adão quando este pecou: “Onde estás? Comeste da
árvore que ordenei que não comesses?” O mesmo Ele fez com Eva. Também interpelou Caim
quando este matou seu irmão, a Saul quando desobedeceu, a Davi quando adulterou, a Ananias e
Safira quando mentiram, a Saulo quando perseguia os cristãos...
Um dia todos deveremos prestar contas diante daquele que conhece todas as coisas. Em
Lucas 16.2 diz: “Presta contas da tua administração”. Em 2 Coríntios 5.10 está escrito:
“Porque é necessário que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada
um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”

Devemos Assumir Plenamente a Responsabilidade Pessoal

Adão não assumiu sua responsabilidade quando Deus lhe pediu contas. Eva tampouco. E
ainda Adão acusou sua esposa e Eva acusou à serpente. Hoje muitas vezes passamos a
responsabilidade de nossos atos aos outros ou aos demônios.
Mas agora, pela graça de Deus, podemos ser transformados, por seu poder nosso caráter
pode ser refinado. Todos os traços negativos podem acabar e nossa conduta pode melhorar.
Podemos ser mais humildes, mais amáveis, podemos ser o marido ideal, a esposa maravilhosa,
podemos ser santos e puros. Deus em Cristo já nos proveu tudo, agora depende de nossa
responsabilidade pessoal, de nossa fé e obediência.
No mais íntimo do meu ser posso determinar e planejar o que vou ser na vida. Posso até
mesmo, estando no Senhor, direcionar-me à mediocridade ou decidir ser santo e puro como o
Senhor. É em nosso foro íntimo que se trava uma grande batalha, é ali o lugar em que se decide
o grande dilema da minha existência: Que quero ser diante de Deus?

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GUARDA O TEU CORAÇÃO

É a palavra que diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele
procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23)
“... a palavra de Deus é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes...e apta para
discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12)
E diz ainda “...quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para
com aqueles cujo coração é totalmente dele...” (2 Cr 16.9)

Neste lugar tão íntimo, no mais profundo do meu ser, que intenção tenho na minha vida?
Quais são os pensamentos íntimos que prevalecem em mim? Deus o sabe.Costuma-se dizer que
alguém é aquilo que faria se estivesse absolutamente sozinho, sem que ninguém pudesse
observá-lo ou controlá-lo. Se você não tivesse que prestar contas a ninguém como viveria? Quero
explicar isto com toda a simplicidade. A intenção mais profunda do meu coração pode dirigir só
para mim ou só para Deus. É tão simples e ao mesmo tempo tão profundo: EU ou DEUS? Estas
são as duas únicas alternativas que pode haver com respeito à intenção do meu coração. Na
formação de um servo de Deus esta é a definição mais séria e profunda que se deve enfrentar. Ali
em meu espírito há uma bússola que está apontando para mim ou para Deus, para minha
realização pessoal ou para a glória de Deus, para a minha vontade ou para a vontade do Senhor;
eu ou ELE, não é possível viver nessas duas dimensões ao mesmo tempo.

DECLARAÇÃO DE MINHA RESPONSABILIDADE PESSOAL

Eu, .............................................................., declaro diante de Deus que sou responsável


por minha conduta, por minhas palavras, por meus pensamentos, por meus sentimentos,
por minhas atitudes, por meus desejos, por minhas intenções e por minhas ações. Não
tenho nenhuma desculpa por não fazer a vontade de Deus; pois Deus, em Cristo, já me
proveu tudo quanto necessito para viver em vitória sobre o pecado, sobre a carne, sobre o
velho homem, sobre minha herança genética, sobre minha criação, sobre as influências do
mundo, sobre os demônios, sobre suas mentiras e sobre o próprio Satanás. Aleluia!
Aleluia! Aleluia!
Proclamo que posso mudar, posso ser melhor, posso ser mais humilde, posso ser
mais santo, “Tudo posso naquele que me fortalece”. Amém!

OLHANDO FIRMEMENTE PARA O AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ, NOSSO GRANDE


MODELO: O SENHOR JESUS CRISTO. ELE MESMO, ATRAVÉS DO SEU ESPÍRITO SANTO,
ESTARÁ ME CONDUZINDO A SER COMO ELE E A FAZER A SUA OBRA DO MODO QUE
MAIS VAI LHE AGRADAR. Que seja assim, Senhor!