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Acasalamento até a Meia Noite

Fogo e Cinzas
Resumo :

O mundo paranormal está um caos.

Os anciões estão cansados de seus jovens soltos, causando


problemas, e lutando uns com os outros. Todo mundo que assiste à
Conferência UPAC tem agora 24 horas para reivindicar um companheiro de
uma espécie diferente. Se não o fizerem, eles nunca vão ter um companheiro.
O feitiço está lançada. Não há como escapar dos acasalamentos até a meia-
noite.

Dez minutos depois de colocar os olhos no pequeno shifter Fenix


sexy, Zaiden se encontra acidentalmente acasalado ao homem. Ele não sabe
como isso aconteceu. A última coisa que se lembra, eles estavam tentando
fugir.

Asher não está exatamente entusiasmados com seu acasalamento,


mas ele não tem escolha. Desistir de sua vida e tudo o que ele possui no
México, ele se compromete a Zaiden e seu novo relacionamento. Felizmente,
ele realmente tipo que gosta do cara. Infelizmente, alguém também. Alguém
que está disposto a fazer qualquer coisa para remover Asher da imagem.
Capítulo Um
― Bem-vindos. Eu sou o Ancião Burke.

Asher encostou-se à parede e olhou abaixo em seu copo. Ele


desejava que o ancião apenas começasse sobre o que ele tinha para falar, para
que ele pudesse voltar logo ao que lhe interessava e vasculhar a multidão para
um pouco de ação.

― Eu quero agradecer a todos vocês por estarem aqui esta noite.


Esta é uma ocasião importante para nós. Tem sido 25 anos desde a que
Grande Guerra entre os paranormais terminou, levando de nós uma grande
parcela de nossa população.

Sim, esse tipo de lixo. Legal da parte do ancião por trazê-lo para
cima.

― Eu gostaria que todos fizessem um brinde comigo na memória


daqueles que nós perdemos. ― O ancião ergueu a taça de champanhe. ―
Que nós nunca os esqueçamos.

Asher derrubou o copo de volta, tomando um gole e começou a se


afastar da parede. Agora que tinha conseguido isso fora do caminho, havia
uma pequena gracinha loira que Asher queria muito ficar para conhecer
melhor.

― Como tenho dito, esta é uma ocasião memorável para todos nós.
Nos 25 anos desde que a Grande Guerra terminou a UPAC tem observado e
esperado. Não vamos esperar nada mais.

Asher revirou os olhos e gemeu quando ele se virou para reorientar


sua atenção sobre o estrado onde os anciãos estavam.
― Os combates entre as espécies devem parar. ― Outro ancião pisou
ao lado do primeiro, enquanto falava. ― Nós somos conhecidos pelos
humanos e eles aprenderam a nos aceitar em seu meio. No entanto, a sua
tolerância não vai durar muito tempo. A luta constante entre as comunidades
paranormais tem que estar sob controle. Não temos mais o luxo de assistir
vocês resolverem seus próprios desacordos ...

Asher parou de ouvir depois disso. Ele não brigava com ninguém, por
isso o homem estava, obviamente, não falando com ele. Varrendo da sala para
a loira que ele tinha esquecido, ele levantou a cabeça quando vários suspiros e
gritos subiram ao redor da sala. O que era todo o problema?

― Por causa das brigas constantes entre as raças, vocês não podem
se acasalar com um companheiro da mesma raça. Vocês devem reivindicar um
companheiro fora da sua própria espécie. ― Parecia que o ancião estava
gostando muito disso. ― Se vocês não conseguirem um companheiro até a
meia-noite de amanhã, vocês vão ser caçados e executados como um
paranormal selvagem.

Asher bufou. Eles iam ter um inferno de um tempo para executar este
novo decreto. Como eles esperavam forçar todos a acasalarem fora de sua
espécie? Era ridículo.

― Para garantir que vocês vão encontrar um companheiro, algo


especial foi adicionado à bebida que cada um de vocês bebeu ―, o ancião
continuou. ― Isso irá assegurar que a necessidade de acasalar supere sua
necessidade de lutar. É um aditivo especial que induz ao calor do acasalamento
em cada um de vocês. Vocês não serão capazes de negar a necessidade de
acasalar.

Asher olhou para dentro de sua taça de champanhe e fez uma careta.

Filho da puta! Oh homem, seu companheiro de quarto, Colton, ia ficar


puto. O homem odiava vir para estas coisas, mas Asher sempre o arrastava.
Não era como se ele soubesse que os anciãos estavam planejando
sacanear todos eles. Ainda assim, haverá provavelmente uma maneira de
contornar isso. Havia sempre alguma espécie de cláusula para escapar.

― E só no caso de vocês pensarem em tentar quebrar esse feitiço, ―


Ancião Burke disse, ― nós adicionamos uma cláusula especial.

Aha! Asher sabia. O ancião tinha sua atenção agora quando ele
esperou ansiosamente para descobrir como ele ia sair desta bagunça.

― Qualquer um que tentar negar os convênios dessa magia, de


imediato será amaldiçoado de acordo com sua raça. Vampiros não serão mais
capazes de beber sangue. Shifters não serão mais capazes de mudar. Usuários
de magia não terão nenhuma mágica, e assim por diante. Tenho certeza que
vocês entenderam o meu ponto.

Sim, Asher entendeu o ponto, e ele queria dar um soco no saco do


ancião que tinha um sorriso em seu rosto. Quem diabos eles pensavam que
eram? Eles não podiam fazer isso com eles!

― Agora boa sorte, crianças, tudo de bom. Esperamos ver cada um


de vocês em 24 horas. Que sua busca seja bem sucedida. ― O ancião mal
conseguiu dizer sua última frase quando a sala explodiu em um caos total,
atingindo um nível de volume ensurdecedor em questão de segundos,
enquanto as pessoas gritavam, rosnavam, assobiavam, resmungavam e
rugiam.

Asher pressionou-se contra a parede, tentando tornar-se invisível


quando os anciãos passaram pela porta ao lado dele. Um cara loiro enorme
veio correndo diretamente para ele, e Asher fechou os olhos e engoliu em
seco. Ele não sabia exatamente que tipo de shifter o homem era, mas ele
cheirava a um grande gato, e gatos tinham alguns dentes perversamente
afiados.
― Que porra é essa merda? Por que me incluir? Eu não luto com
ninguém! ― Os olhos de Asher se abriram, enquanto observava uma garra do
shifter no seu cotovelo e o rosnar em seu rosto. Ah, isso não poderia ser bom.

Antes que ele pudesse ouvir a resposta dos anciãos, fortes dedos se
embrulharam em torno de seu antebraço o fazendo girar. Grande, um vampiro
de merda. Só o que ele não precisava. Rindo na cara dele, sentiu o fluxo de
fogo através dele, aquecendo sua pele, até que as chamas laranja pularam
alegremente ao longo de seu braço.

O vampiro assobiou, sacudindo a mão para longe e gritando. Antes


que ele pudesse retaliar, um cara passou correndo por eles, esbarrando em
Asher e o fazendo cair para trás, pousando em sua bunda.

― Foda-se ―, resmungou Asher enquanto se levantava. Ele não


queria um companheiro, e ele tinha a maldita certeza de que não queria ser
confrontado com alguém que ele tinha conhecido por uns cinco minutos. Eles
podiam caçar se eles quisessem, mas boa sorte para capturá-lo. Metade da
droga da população já pensava que estava louco. Então, o que importava se
ele ficasse um pouco louco também, porque ele não pretendia ter um
companheiro?

Mergulhando, esquivando-se, girando, e evitando os ataques e


avanços, ele fez o seu caminho em direção à porta dupla do outro lado do
salão de baile. Ele queria sair desta porra antes que todo o lugar implodisse
sobre si mesmo.

Ele abaixou-se novamente quando um cara veio voando pelo ar e


passou por cima de sua cabeça. Olhou ao redor para ver quem tinha jogado a
bala humana, e os olhos de Asher pousaram sobre o homem mais lindo que ele
já tinha visto. Bem... o que ele podia ver . Três homens cercaram o cara,
arranhando-o em todas as direções.
Longos cabelos dourados voavam pelo rosto magro do desconhecido,
e seus olhos verdes brilharam com uma luz feroz quando ele mandou mais um
de seus pretendentes voando em todo o salão. Porra, esse era um inferno de
um soco.

Balançando a cabeça, Asher continuou em direção às portas. Pois é, o


cara era quente, mas ele poderia, obviamente, cuidar de si mesmo. Antes que
ele pudesse escapar, um musculoso braço o ergueu, e Asher encontrou-se
jogado sobre o ombro de um cara de grande.

― Você é tão bom quanto qualquer outro ―, o homem rosnou.

― Sim, isso não está acontecendo amigo. ― Asher respirou


profundamente, atingindo profundamente para encontrar o seu fogo,
alimentando e construindo até que todo o seu corpo explodiu em chamas
laranja.

O homem que estava carregando-o gritou e deixou Asher cair ao


chão, onde bateu pesadamente em sua bunda já dolorida. Gemendo enquanto
esfregava suas costas maltratadas, Asher passou a outra mão sobre o seu
torso nu. Porra, ele realmente gostava daquela camisa. Agora, ela era nada
mais do que algumas cinzas fumegantes.

Balançando a cabeça, Asher começou a se levantar quando uma


pálida mão com dedos longos estendeu para ajudá-lo. Na sequência da mão
acima, Asher deixou os olhos vaguear sobre os músculos finos do braço do
homem antes de passar para a vastidão do peito, em seguida, seguir a linha
até a coluna de sua garganta. Seus olhos se arredondaram, e seu coração
saltou em seu peito, batendo freneticamente contra o seu osso esterno.

Muito mais alto e mais sexy de perto, o homem que ele tinha visto
momentos antes tinha aparentemente escapado de sua multidão de
admiradores. Tomando sua mão cautelosamente, Asher permitiu ao homem
ajudá-lo a se levantar, e em seguida, deu vários passos apressados em
retirada.

― Não se preocupe ―, disse o rapaz. ― Eu não vou tentar acasalar


a você.

Bem, graças à foda para os pequenos milagres.

― Você acredita nessa merda?

Asher estendeu os braços para abranger o caos circundante entre


eles.

― Olhe para as mulheres. ― Sr. Quentíssimo apontou para um grupo


de meninas rindo amontoadas no meio do salão. ― Elas estão totalmente
dentro disso.

Asher podia vê-las apontando e cochichando com a mão para atrair o


homem escolhido para o seu meio. Ele balançou a cabeça e suspirou. ― Eu
não vim aqui para isso.

― Sim, bem, eu não quero exatamente uma mulher dançando para


mim. ― Ele olhou por cima do ombro de Asher, enquanto seus olhos se
estreitavam. ― Os anciãos foram embora.

Asher girou e balançou a cabeça novamente.

― Eu estou saindo.

― Mostre-me o caminho.
Zaiden mordeu o interior de sua bochecha para não gemer quando
seus olhos se prenderam na bunda apertada que ele seguia. As costas nuas do
homem brilhavam com um brilho fino de suor, os músculos a se flexionando
enquanto ele balançava os braços. Zaiden tinha levado um minuto para
perceber que a pessoa amontoada no chão era um homem. Essa foi uma visão
um pouco quente.

― Então, você é um shifter fênix, certo? Já ouvi falar de seu tipo,


mas eu nunca conheci um.

― Sim, somos raros, e a maioria de nós passou a esconder-se


quando a Grande Guerra começou ― Ele olhou por cima do ombro e sorriu.

― Eu sou Asher.

― Zaiden.

Asher pegou o caminho por um longo corredor de pedra,


presumivelmente indo em direção à saída. O castelo era tão grande, e apesar
de que este não fosse o seu primeiro encontro, Zaiden ainda se perdeu mais
vezes do que não. A porta da frente estava à quando eles viraram a esquina, e
dois guardas se adiantaram quando eles se aproximaram.

― Vocês estão acasalados?

― Ah, com certeza ―, Asher disse com um sorriso brilhante.

― Eu preciso ver a sua marca de acasalamento.

― Uh, é na minha bunda ― , Asher respondeu, ainda sorrindo.


― Então, baixe as calças.

― Você está falando com o meu companheiro ―, Zaiden zombou


quando pisou para frente e empurrou Asher atrás dele. Se eles estavam indo
para jogar este jogo, ele poderia muito bem dar o melhor de si.

― Regras são regras. ― O guarda deu de ombros. ― Eu preciso ver


a marca de acasalamento.

Antes que Zaiden pudesse falar outra vez, uma bola de fogo passou
voando por ele e atingiu o primeiro guarda no peito, derrubando-o ao chão. O
outro guarda avançou, empurrando Zaiden, que bateu solidamente em sua
mandíbula e enviou o homem ao chão ao lado de seu companheiro. Ele girou
em torno e enfiou um dedo no peito de Asher.

― Avise um cara da próxima vez, sim?

Asher apenas deu de ombros e piscou antes de empurrá-lo e correr


em direção à porta. A próxima coisa que Zaiden sabia, o homenzinho foi
atirado para trás, rolando sobre sua cabeça até que estava esparramado nos
pés de Zaiden.

― Bem, foda-me, ― Asher gemeu quando ele se sentou. ― Uma


droga de barreira encantada.

― Então, nós temos que ter o selo de acasalamento antes de


podermos passar por isso. ― Zaiden assentiu. Ele não gostava, mas fazia
sentido. Os anciãos foram espertos.

― Então, e agora?

Zaiden balançou a cabeça quando ajudou Asher a se levantar.

― Você tem a mim.

Um formigamento começou em suas mãos, correndo por cima do


braço, e se espalhando por todo seu corpo.
― Eu posso sentir o calor do acasalamento.

Asher ajustou a protuberância impressionante atrás do seu zíper e


gemeu.

― Sim, o mesmo aqui.

― Então, como você disse, e agora?

Asher olhou para cima e para baixo enquanto sorria.

― Belos sapatos. Quer transar?

O gemido de Zaiden ecoou o anterior de Asher quando ele agarrou o


homem pelo pulso e praticamente o arrastou pelo corredor em direção ao seu
quarto na ala que os anciãos haviam designado para as fadas.

Asher riu sem fôlego enquanto corria ao lado de Zaiden.

― Você sabe mesmo onde está indo?

Zaiden deu uma parada repentina quando chegou a quatro vias de


intersecção. Ele olhou para a direita, depois à esquerda, depois à direita
novamente. Ele não tinha a menor ideia para onde ir. Seu pênis pulsava dentro
de suas calças jeans, pressionando contra o seu zíper e implorando por um
pouco de brincadeira com o petisco delicioso que ainda segurava na mão.
Ele não reconheceu nada, não sabia quantas voltas eles tinham dado em
direção à porta da frente.

― Aponte o caminho ―, ele rosnou. Sua pele coçava e se sentia


aquecida, gotas de suor irromperam na testa, e relâmpagos de pura luxúria
batiam nele com cada respiração que dava.

― Eu pareço um cão de caça para você? ― Asher zombou, erguendo


uma sobrancelha e sacudindo a mão à distância.
― Eu poderia me importar menos se você fosse uma rena roxa. Eu
pretendo ter você nu e gritando o meu nome em cerca de três minutos. Se
você quer fazer isso no meio desse corredor, tudo bem para mim.

A voz de Zaiden fluiu dura e selvagem. O calor de acasalamento


estava oprimindo ele, e sua mente rodopiava com uma névoa que ele não
conseguia tirar.

Saliva se agrupou em sua boca, enquanto observava o corpo flexível


de Asher tremer diante dele. Com seu longo cabelo preto com mechas brancas,
a pele pálida e cremosa, e os olhos âmbar mais lindos que Zaiden já tinha
visto, Asher era todas as suas fantasias vindo à vida.

Zaiden puxou o homem contra ele, ele se encaixando perfeitamente


contra o seu peito. Inclinando-se para baixo Zaiden roçou os lábios em seu
ouvido, sussurrando.

― Então, o que é que vai ser passarinho?

Asher gemeu, girando os quadris e moendo sua ereção contra a coxa


de Zaiden. ― Não é tão pequeno ―, ele brincou.

Tudo dentro de Zaiden gritava para ele reclamar a Phoenix, forçá-lo a


se curva e tomá-lo como seu. A necessidade se agarrava a ele, queimando em
sua barriga e se espalhando por todo o seu corpo.

Asher puxou a camisa de Zaiden, andando para trás até que se


inclinou contra a parede de pedra. Zaiden cobriu seu corpo, pressionando
Asher firmemente contra a parede enquanto ele arrastava seus lábios pela
coluna lisa de sua garganta.

Asher se arqueou contra ele, baixando a cabeça para o lado para dar
a Zaiden mais espaço para jogar. Suas mãos pequenas se atrapalharam com o
botão na calça de Zaiden, puxando e rebocando até que ele abriu. O zíper
seguiu rapidamente, e dedos longos se enrolaram no pau de Zaiden que estava
vazando, puxando-o livre do seu confinamento.

Gemendo alto, ele estocou no aperto de Asher.

― Mais ―, ele disse ofegante.

O punho de Asher se apertou e sua mão começou a se mover,


acariciando Zaiden num ritmo rápido e longo. Apesar de estar um pouco
desastrado, Zaiden continuou seu ataque sobre a pele macia ao longo dos
ombros de Asher, trabalhando para tirar o homem de suas roupas.

Obtendo os botões abertos, ele empurrou o jeans para baixo dos


quadris magros, até que seu pau grosso ficou livre, saltando para atender a
palma em espera de Zaiden.

― Porra, você é grande ―, ele murmurou contra a mandíbula de


Asher.

Agarrando a bunda de seu amante, Zaiden a espremeu, levantando


Asher e prendendo-o contra a parede. Ambos gemeram quando Asher
envolveu sua mão em torno de seu pau aquecido, acariciando-os juntos,
enquanto ele se arqueava contra a virilha de Zaiden.

― Foda-se. ― , Asher ofegou, deixando cair à cabeça para trás


contra a parede de pedra. Ele os empurrou mais rápido, arqueando as costas
enquanto seu quadril bombeava e rodava.

Zaiden fechou os olhos, sua respiração se tornou superficial, suas


bolas se aproximaram de seu corpo e eletricidade correu ao longo de sua
espinha.

Perto, tão perto. Ele precisava de mais. Apenas um pouco mais para
empurrá-lo sobre a borda.
Seus olhos se abriram quando a mão livre Asher se emaranhou em
seus cabelos, puxando-o para frente até que suas bocas colidiram em um beijo
exigente.

Zaiden engasgou de surpresa, novas sensações correndo através de


seu corpo.

Asher aproveitou seu choque, enfiando a língua entre seus lábios e


assediando as profundezas quentes de sua boca.

Oh, diabos, ele nunca tinha sentido nada parecido antes. A língua de
Asher se emaranhava com a dele, torcendo, retorcendo, e exigindo uma
resposta. Perdido em seu prazer, Zaiden duelou, girando sua língua ao redor da
língua de Asher antes de sugar o lábio inferior do homem em sua boca,
mordiscando-o.

Asher gritou um som abafado contra a boca de Zaiden, e


intermináveis cordas de quente e pegajoso sêmen explodiu de seu pau,
revestindo sua mão e a camisa de Zaiden.

Uma fumaça fina e prateada flutuava da boca de Asher, banhando o


rosto de Zaiden enquanto ele respirava o cheiro delicioso e doce. Ele não sabia
o que isso significava, de onde vinha ou porque o animou. Ele só sabia que
queria mais.

Alegando os lábios de Asher novamente, Zaiden lambeu dentro da


sua boca enquanto seus quadris se sacudiram, e disparava seu orgasmo por
meio dele. Seus músculos estavam tensos, e ele estremeceu enquanto seu pau
pulsava dentro do aperto de Asher, sêmen cremoso surgindo da cabeça de seu
eixo para banhar a espaço entre eles.

Finalmente saciado, a euforia começou a diminuir, e a mente Zaiden


começou a funcionar, e lentamente ele baixou seu amante a seus pés.
― Foda-se ― , ele respirou, descansando sua testa contra a parede
fria e rangendo os dentes.

― Nós apenas fizemos. ― brincou Asher quando enfiou seu pau


flácido para dentro de suas calças jeans e sorriu. ― Ou você estava se
referindo ao nosso acasalamento?

― Sim ―, murmurou Zaiden quando se afastou para longe da parede


e começou a se ajeitar. ― Isso é o único.

Capítulo Dois
― Você fez isso de propósito?

Asher terminou de fechar as calças e olhou para cima para ver Zaiden
seriamente chateado.

― O que você é? ― Ele inclinou a cabeça para o lado enquanto


inspecionava seu novo companheiro. Orelhas levemente pontudas, brilho
esmeralda nos olhos verdes, pálido e com a pele impecável, Zaiden era
impressionante.

― Você acabou de me ignorar intencionalmente? ― Zaiden ameaçou


dar um passo à frente, com as mãos ao seu lado enquanto ele rosnou baixo
em Asher.

Asher revirou os olhos. Ele faria carvão do cara em três segundos.


Zaiden rosnando não o assustou nem um pouco.
― Eu gostaria de saber exatamente o que é meu companheiro. ―
Ele arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços sobre o peito, e esperou.

― Fada. ― Zaiden, praticamente cuspiu em cima dele.

Os olhos de Asher se arregalaram e sua boca se abriu em choque.

―Estou absolutamente pasmo. ― Sua testa enrugou, e ele olhou


Zaiden. ― Quase me sentindo como um idiota. Você devia se vergonhar de si
mesmo. ― Então ele enfiou o nariz no ar e deus as costas ao homem.

Ele não sabia muita coisa sobre qualquer um das fadas, mas ele sabia
que fadas se acasalavam através de um intercâmbio químico em sua saliva.

Eles nunca jogavam hóquei de amígdala até que escolhessem um


companheiro, e parecia que essa honra tinha sido concedida a Asher. Ainda
assim, se ele soubesse, não teria apenas atacado Zaiden assim. Agora ele se
sentia mal, e era tudo o culpa do maldito fada.

Então Zaiden bateu na parte de trás de sua cabeça. Asher virou-se, a


boca aberta novamente.

― Que diabos foi isso?

― Será que você pode parar de pensar em si mesmo durante cinco


minutos para que possamos descobrir o que fazer agora? ― Zaiden cruzou os
braços sobre o peito musculoso e o olhou. ― Sim, foi o meu primeiro beijo,
mas eu gostei. Pare de ser tão rainha do drama.

Asher se encheu no elogio, franzindo os lábios e estufando o peito.

― Você gostaria de outro?

Zaiden algemou as mãos de Asher em suas costas, batendo sua


cabeça na parede novamente.

― Porra. ―Esfregando a cabeça, Asher o olhou. ― Você é sempre


assim violento?
― Asher!

― Ok, ok. ― Ele levantou as mãos em sinal de rendição. ― Bem,


nós não podemos desfazê-lo, então eu acho que nós devemos fazemos o
melhor disso.

― Espere ―. Zaiden começou a andar pelo corredor, olhando para os


pés enquanto acenava com as mãos em torno descontroladamente. ― Nós
acasalamos. Vamos receber o selo e vamos sair desse castelo maldito. ― Ele
parou e olhou para Asher com um sorriso travesso. ― Depois de obter o selo,
estamos livres. Você volta para a sua vida, e eu vou volto a minha. Todo
mundo fica feliz.

Eu gosto do jeito que você pensa Zaiden Reed. ― Ele ergueu a sua
mão e inclinou-se ligeiramente. ― Vamos casar. ― Zaiden bufou, ignorou sua
mão, e virou-se para caminhar pelo corredor na direção em que viera. Asher
sacudiu a cabeça e mostrou a língua para a parte traseira de Zaiden. Inferno,
era só dizer “eu aceito”.

Ele não poderia oferecer ao homem um pouco de romance?

― Mexa-se, Asher!

Aparentemente não.

― Ei, espere! ― Asher correu até o lado de seu companheiro. ―


Alguém pode nos reclamar, antes de obtermos o selo? ― Zaiden deu de
ombros, mas continuou andando. ― Não tenho certeza, mas nós devemos
escrever nome nesse livro rápido. ― Asher abaixou a cabeça em
concordância, mas de outra forma não comentou. De alguma forma, ele não
pensou que seria tão fácil. Entrando pelas portas do salão de baile, ele
imediatamente percebeu apenas como correta era a suposição. Ele não tinha
dado mais de dois passos antes que alguém atacá-lo de lado, enviando-lhes
deslizando pelo chão. O cara mostrou os dentes, rosnando e assobio quando
derrubou Asher no chão. Antes que Asher pudesse sacudir a surpresa, Zaiden
apareceu sobre eles, levantando o ruivo e atirando-o de lado como uma bola.

― Acho que isso responde a nossa pergunta ―, ele murmurou


enquanto estendeu a mão para ajudar Asher a se levantar. Parecia que ele
tinha passado muito tempo lá desde o anúncio dos anciãos. Em vez de ficar de
pé, Asher agarrou a mão de Zaiden e puxou-o para o chão, quando uma
pequena mulher loira se jogou a seus pés. Zaiden pousou pesadamente ao
lado dele, o shifter protegendo suas cabeças para não bater no chão e rolando
antes de saltar em pé e varrer o espaço para sua próxima vítima. ― Ok, novo
plano. Zaiden falou rapidamente e pegou Asher, transportando-o por cima do
ombro. ― Você vê as costas. Vou pegar na frente.

Embora ele não quisesse ser carregado por aí como um saco de


batatas, Asher compreendeu a necessidade.

― Depressa.

Zaiden correu pelo salão, girando e contornando quando alguém


chegou muito perto. Asher realizou uma pequena bola de pontos luminosos na
mão, para alguém que se atrevesse a tentar atacar Zaiden de volta.
Ele deu um suspiro de alívio quando Zaiden subiu a escadas para a plataforma
e baixou Asher a seus pés. Extinguindo seu fogo, ele virou-se com seu
companheiro para enfrentar os anciãos.

― Asher Diácono, ― ele afirmou.

― Zaiden Reed.

― E vocês acasalaram? ― Um dos anciãos perguntou.

Resistindo à vontade de revirar os olhos, Asher apenas balançou a


cabeça em resposta.

― Sim, nós estamos acasalados, senhor ―, Zaiden disse


respeitosamente.
O ancião sorriu e acenou de volta e gravou o nome deles no livro de
registro diante dele.

Asher ouviu o silvo de Zaiden ao lado dele. Quando se voltou para


perguntar o que tinha acontecido, uma dor em brasa queimou a parte interna
de sua coxa. O selo de acasalamento era uma puta. Saltando de pé para pé,
ele prendeu os lábios e tentou não chorar quando sua marca de acasalamento
era gravada em sua pele.

― Nós já terminamos? ― Zaiden perguntou em voz trêmula.


O ancião sorriu de novo enquanto entregava um envelope com o sele da UPAC
sobre ele.

― Estas são as instruções de seu acasalamento. É de extrema


importância que vocês leiam.

― Uh, certo. ― Asher pegou o envelope e o enfiou no bolso do jeans.

― Bem, sim, está feito, mas pelo menos não foi chato. ― Ele deu
uma pequena volta e pulou para fora do palco com Zaiden bem atrás dele.

― Eu preciso ver as suas marcas de acasalamento ―, o guarda


anunciou quando eles arrastaram suas malas em direção à porta da frente. Ele
era o mesmo que os tinha abordado e parecia um pouco desconfiado. Zaiden
teve que morder o interior de sua bochecha para não rir.
Asher bufou e largou sua bolsa, pegando os botões do seu jeans.

― É realmente na sua bunda? ― Isso fez Zaiden rir neste momento.

― Dentro da minha coxa, e cale-se ―, resmungou Asher.


Zaiden colocou uma mão no ombro de seu companheiro enquanto ele ria.

― Olhe a minha. ― Ele se aproximou e virou, puxando sua camisa


para mostrar ao guarda a sua marca de acasalamento entre as omoplatas.

Ele não tinha ideia de como a marca se parecia, mas aparentemente


apaziguou a guarda, porque ele grunhiu sua aceitação e se afastou. Ajeitando
sua cabeça, Zaiden ergueu a bolsa do chão e sacudiu a cabeça em direção à
porta a Asher.

― Depois de você, meu pequeno passarinho.

Asher revirou os olhos quando ergueu sua mala por cima do ombro e
mostrou o caminho através das portas. ― Você realmente tem que parar de
me chamar assim.

― Oh, não fique com suas penas todas eriçadas.

― Ugh! Você é impossível. Asher reclamou e gemeu descendo os


degraus e saindo em direção aos veículos da UPAC.

― Porque é que a UPAC tem como base a Escócia? ― Zaiden


perguntou quando deslizou para o banco traseiro, ao lado de Asher.

― Sério? Depois de tudo que aconteceu ontem à noite, essa é a


grande pergunta?

Zaiden encolheu os ombros.

― Só estou tentando iniciar a conversa. Assim, onde você mora?


Asher afundou em sua cadeira e fechou os olhos.

― Isla Blanca, México. E você?


― Em Chattanooga, Tennessee. ―Os olhos de Asher se abriram, e
ele sentou-se um pouco mais reto.

― Devemos trocar números ou algo assim?

Zaiden balançou a cabeça lentamente.

― Sim, pode ser uma boa ideia. ― Puxou seu telefone celular fora e
abriu os contatos antes de passá-lo para Asher. ― Basta programar o seu
número.

Asher fez o que foi pedido antes de puxar o seu próprio telefone
celular e passá-la para Zaiden com instruções para ele fazer o mesmo. Uma
vez terminado, eles estabeleceram-se de volta em seus lugares e olharam para
fora das janelas em silêncio.

Chegando ao aeroporto, descarregaram suas bagagens e fizeram seu


caminho através das portas de vidro deslizantes.

― Eu vou para esse lado ―, ele disse apontando na direção oposta do


check-in de Zaiden. Ele estendeu a mão e esperou por Zaiden agarrar sua
mão. ― Bem, é foi...

― Sim. Talvez eu te veja no próximo encontro. ― Zaiden agarrou a


mão de seu companheiro e assentiu. Ele não sabia nada sobre o cara,
honestamente, não tinha investido nada investiu em seu acasalamento. Então,
porque o pensamento de não ver a fênix mais uma vez fazia o seu intestino
apertar? Afastando o sentimento irracional, Zaiden se afastou e sorriu. ―
Tome cuidado passarinho. Você tem meu número, se algo vier à tona.

Asher abaixou a cabeça e deu um pequeno aceno. ― Mais tarde,


cara. ― Então, ele se virou sem dizer uma palavra e desapareceu na multidão.
Capítulo Três

Quinze horas depois, Asher caiu sobre a poltrona em sua sala de


estar e gemeu. Ele coçou o jeans, em cima da o marca de acasalamento que
estava em sua coxa. A maldita coisa estava coçando como louca desde que ele
deixou Zaiden no aeroporto. Ele esperava que não fosse uma situação
permanente. Apesar de seu cérebro estar cansado e seus olhos arderem, o
resto de seu corpo parecia tenso e ansioso. Durante toda a viagem para casa
ele se sentiu como se estivesse esperando algo. Ele simplesmente não tinha
ideia do que. Olhando para o relógio no leitor de DVD, Asher balançou a cabeça
e suspirou.

Ele questionou se Zaiden tinha chegado em casa com segurança, o


que o homem estava fazendo, se ele estava pensando em Asher. Se
levantando, Asher começou a andar no pequeno espaço em frente da mesa de
café. Ele tinha obtido exatamente o que queria de um acasalamento, nenhuma
corda o prendendo, o que lhe permitiria viver sua vida como ele escolheu.
Então, por que ele sentia tanta falta do fada?

Fazia poucas horas desde que ele acasalou, e menos que tinha visto
Zaiden, e Asher não poderia tirar o cara de sua cabeça.

Minha nossa, ele estava sentido a falta dele. Ele continuou a andar,
coçando distraidamente no pescoço, braços, e depois o peito. Quando tinha
ficado tão quente? Puxando a camisa sobre a sua cabeça, Asher enxugou a
testa suada com ela antes de arremessa-la para o lado. Ele marchou para o
termostato e pôs em funcionamento o ar condicionado, a temperatura tão
baixa quanto ele iria.

Ele tirou o resto de suas roupas e continuou a caminhar.


Seu corpo tremia, suas mãos tremiam, e uma tempestade furiosa trabalhou
seu caminho através de seu corpo até que sentiu que sua pele iria derreter
direto fora de seus ossos.

Correndo pelo corredor ele tropeçou no banheiro, voltando-se para o


chuveiro e saltando sob o spray gelado. Sua pele continuava quente, e seu pau
encheu e inchou, pulsando entre as suas pernas e gritando por atenção.
Cãibras esfaquearam sua barriga, e seus músculos estavam doloridos e
cansados. Sua respiração entrou em curto, e sua cabeça girou, fazendo-o
encostar-se à para se firmar. Que diabo estava acontecendo?

Seu pênis doía, escapando mais pré-semêm do que ele já tinha visto,
uma vez que inchava e pulsava ao ponto da dor. Caindo para trás, no canto do
chuveiro Asher espalmou sua ereção e acariciou-se rapidamente.
Levou apenas três puxões e uma leve torção sob a cabeça antes de ele jogar a
cabeça para trás e gritar quando seu orgasmo o rasgou.

Ao invés de acalmar a queimadura, a necessidade e a fome carnal se


agarraram mais desesperadamente a ele.

Sua ereção não abaixou, mas parecia crescer mais, e a pressão se


construíu em suas bolas até que Asher tinha medo que fosse explodir.

Imagens de Zaiden passou pela sua mente e seu corpo reagiu o


bombardeando com outro orgasmo que roubou sua respiração. Cordas de
sêmen explodiram de sua fenda, sem precisar de nenhuma provocação.

Asher lentamente se abaixou no chão do chuveiro, fraco demais para


se levantar. O fogo interno queimando sua pele, e seu pau ainda duro como
pedra. Nem sequer se preocupando em desligar a água, ele engatinhou do
chuveiro e tropeçou no corredor em direção à sala de estar e seu telefone.

Atrapalhado com seu jeans descartado, ele puxou o telefone do bolso


e abriu seus contatos, tentando obter os olhos turvos em foco. Finalmente
encontrou o nome de Zaiden, apertou o botão ligar, pressionou o telefone ao
ouvido e esperou.

― Oh, obrigado, foda-se ― a voz ofegante de Zaiden veio ao longo


do receptor após o segundo toque. ― Que diabos está acontecendo? Meu pau
está duro o suficiente para bater pregos. Eu me masturbei umas quatro vezes,
mas isso só piora.

― Sim, o mesmo aqui. Eu atirei minha carga, mesmo sem me tocar.


Eu esperava que você tivesse algumas ideias.

― Você leu as instruções que os anciãos nos deram?

Asher queria bater-se. Ele enfiou o envelope em seu bolso traseiro e


esqueceu completamente.

― Não. ― Pegando sua calça jeans de novo, ele agarrou as instruções


e rasgou o envelope.

Depois que retirou o pergaminho ele abriu e leu, apertando as mãos


sobre ele. ― Você está sentado?

― Eu mal posso suportar ―, respondeu Zaiden, sua voz fina e


esticada.

― Bem, não só estamos acasalados agora, e eu estou falando de


mente, corpo e espírito, mas temos de consumar o nosso acasalamento pelo
menos uma vez a cada 24 horas até o próximo encontro.

― Espere. Parece que meu cérebro está derretendo. Comece de


novo e vá mais devagar. Uma coisa de cada vez.
Asher entendia o sentimento, mas ele ainda teve de engolir para
segurar sua impaciência.

― Nós estamos ligados, Zaiden. Como se você morrer, eu morro, e


vice- versa.

― Oh merda ―, Zaiden gemeu.

― Sim, essa é a próxima parte. ― Asher rolou para seu lado,


enroscando-se em uma bola quando seu estômago apertou violentamente. O
suor rolou dele em rios, encharcando o chão abaixo dele. Seus olhos se
arregalaram, e ele ofegou quando chamas tremeluziam e corriam em sua pele,
chamuscando o tapete embaixo dele.

― Asher? Qual é a próxima parte? O que está acontecendo?

― Eu vou queimar minha maldita casa ―, Asher resmungou.

Balançando a cabeça para limpá-la, ele olhou novamente as


instruções antes de responder a perguntas frenéticas Zaiden.

― Temos que consumar nosso acasalamento, pelo menos a cada 24


horas.

― Você está brincando, né? ― Zaiden gritou.

― Não... Isto está aqui mesmo em preto e branco.

― Por quanto tempo? Apenas as primeiras 24 horas ou o quê?

― Ele diz que até o próximo encontro. Assim, para os próximos


quatro anos, até o próximo 29 de fevereiro.

― E o que acontece se nós não fizermos?

― Eu estou supondo que a mesma se não encontrar um


companheiro. Eu perderia a minha fênix, e você vai perder sua magia.
Uma longa pausa encontrou suas palavras. Incapaz de tomar o
silêncio por mais tempo, Asher falou novamente.

― Eu não posso viver sem minha fênix, Zaiden. Eu fiquei tão irritado
que eu estava pronto para sair do castelo sem nem mesmo pensar nas
consequências. Eu estou bem com ficar louco, mas eu não posso perder o meu
pássaro.

― Eu sei ―, sussurrou Zaiden. ― Eu não vou deixar isso acontecer.


Diz aí quanto tempo temos para consertar isso?

Asher releu a carta pela quarta vez.

― Não, mas a julgar pelo modo que eu estou me sentindo agora, eu


acho que não é um tempo muito longo. Algumas horas, talvez. Não mais do
que seis ou um pouco mais.

Zaiden deu um baixo e sexy rosnar na outra extremidade da linha.

― Eu não vou conseguir encontrar um voo que chegue aí em lá em


seis horas!

Fechando os olhos, Asher gemeu quando outra onda de dor e calor


passou através dele.

― Eu irei até você.

― Você está me ouvindo? Não existem voos. Em ambas as direções.

― Zaiden, homem, eu sou um maldito pássaro, uma fênix. Eu posso


fazer esse percurso em três horas.

― Você tem certeza que está bem para mudar e voar tão longe?

A preocupação de Zaiden puxou um leve sorriso nos lábios de Asher.


― Eu honestamente não tenho certeza, mas eu não vejo nenhuma outra
opção.
Gemendo de dor, ele rolou em uma posição sentada e com cuidado se
levantou. ― Eu não posso trazer nada comigo, só meu telefone, então eu vou
precisar de algumas roupas e outras coisas quando eu chegar aí.

― Eu vou cuidar disso. Apresse-se e se mantenha seguro. Você


precisa de orientação?

― Não. Eu posso te sentir. ― Asher franziu a testa e balançou a


cabeça. ― Eu não posso explicar, mas eu sei que vou ser capaz de encontrar
você.

― Eu estarei esperando.

Fechando o telefone, Asher agarrou a carteira de seu jeans e


esforçou-se para a porta. Saindo para o ar da noite, ele olhou por cima do
ombro, tendo um último olhar para sua pequena casa de praia, em seguida,
fechou a porta e seus olhos quando ele mudou para sua fênix.

A mudança foi muito mais longa e muito mais dolorosa do que o


habitual, mas eventualmente, ele foi capaz de mudar. Pegando seu telefone e
sua carteira em suas garras, abriu as asas vermelhas e douradas, e levantou
voo sobre as águas do Caribe.
Zaiden passeava em seu quintal, completamente nu e olhando para o
céu enquanto suor derramava de sua pele superaquecida. Os últimos relatórios
de previsão do tempo teve a temperatura um pouco acima de quarenta graus,
mas Zaiden se sentia como se estivesse nos poços do Inferno.

Seu pênis saltou entre as pernas quando ele atravessou o capim


coberto de orvalho, inchado e latejante, uma vez que vazava grandes
quantidades de pré-semêm a partir da ponta. Seu punho e antebraço estavam
doloridos do número de vezes que ele se masturbou. Após a oitava rodada, ele
finalmente havia desistido. Cada versão só serviu para empurrar o fogo mais
perto da superfície até que sentiu que ia arder com ele.

Uma leve névoa começou a cair, eliminando alguma transpiração


quando o vapor se levantou do seu corpo. Três horas e meia desde a chamada
de Asher e Zaiden começou a se preocupar. Ele tinha andado no quintal de sua
casa por quase quarenta minutos, seu telefone celular agarrado à sua mão,
desesperado por alguma notícia, algum sinal de seu companheiro.

Quando a marca de quatro horas se aproximava, uma chamada,


macia e musical soou de cima, e Zaiden levantou a cabeça, piscando através
da garoa constante, buscando o céu da noite. Um pássaro grande, vermelho
circulou aproximando-se do chão, com cada rotação. Seu bico aberto
novamente, emitindo o mais surpreendente som que Zaiden já tinha ouvido.
A chamada de sua fênix soava como uma feliz canção de amor, bonita e
dolorosa. O pássaro pousou em frente dele, sua asa dobrável e mergulhando a
cabeça, seu corpo começou a se transformar. Dentro de minutos, Asher
estavam diante dele, corado, molhado, e absolutamente lindo.

Eles se olharam por um momento antes de Asher lançar-se em


Zaiden, fechando os braços em volta de seu pescoço e atacando sua boca
como um homem faminto. Tropeçando em direção à porta traseira de sua casa,
Zaiden gemeu quando Archer se arqueou contra ele, moendo junto suas
ereções.

― Preciso de você ―, Asher ofegou contra seus lábios uma vez que
Zaiden conseguiu obtê-los em segurança em sua cozinha mal iluminada.

O sangue de Zaiden ferveu por ter o homem em seus braços,


reconhecendo Asher como seu companheiro e exigindo encontrar uma
superfície plana em breve.

― Eu sei bebê. Apenas segure. Eu vou corrigir isso. ― O carinho


rolava de sua língua sem pensar, e Zaiden descobriu que ele não se importava.

Colocando seu amante no balcão, Zaiden continuou a reivindicar a


boca deliciosa de Asher e se atrapalhou, procurando cegamente pelo
distribuidor o azeite.

― Depressa ―, sussurrou Asher. Ele arrastou os lábios para baixo do


pescoço de Zaiden, mordendo a carne sensível, deslizando sua língua para fora
para aliviar a ligeira queimadura.

Embrulhando os dedos ao redor do frasco de vidro, Zaiden regou um


pouco em sua mão e rapidamente revestiu seu pau duro. Agarrou os quadris
Asher, empurrando-o para frente até que sua bunda estava pendurada para
fora do balcão.

― Eu não sei se eu posso ser gentil ―, alertou.

― Eu não me importo. Eu preciso de você em mim.

Os dedos de Zaiden escorregaram facilmente entre os arredondados


globos da bunda de seu amante, acariciando a abertura esvoaçante, relaxando
os músculos antes de empurrar dois dedos.

Asher gritou, jogando a cabeça para trás e balançando contra os


dedos o invadindo.
― Mais Zaiden. Preciso de mais.

― Shh, bebê. Estou trabalhando aqui. ―. Zaiden franziu as


sobrancelhas e se concentrou em esticar os músculos que se agarravam em
torno de seus dedos. ― Relaxe, Asher. Respire fundo.

A cabeça de Zaiden nadou, e seus músculos tremiam enquanto ele


usava os últimos recursos em seu arsenal para manter seu controle. O buraco
de Asher começou a se abrir para ele, e ele escorregou em um terceiro dedo,
serrando dentro e fora da entrada aveludada.

― Chega. Agora, por favor! ―, Asher implorou. Ele se empurrou em


cima do balcão, suportando seu peso com apenas seus braços enquanto
empurrava contra a mão de Zaiden. ― Zaiden, por favor, oh porra, por favor.
Isso dói.

― Tudo bem. Ok, bebê, ― disse Zaiden trêmulo. Ele aliviou seus
dedos do túnel de Asher, segurou seu pênis esticado, e cutucou contra a
abertura de seu companheiro. Balançando os quadris tão gentilmente quanto
podia, ele trabalhou a cabeça ingurgitada quando lentamente penetrou seu
amante ansioso.

Asher empurrou para trás contra ele, espetando-se em Zaiden em um


movimento rápido e duro. Zaiden gemeu alto, segurando o quadril do homem
e explorando pela sua vida enquanto seu orgasmo se construía sobre ele.

― Baixo e sujo Zaiden. Foda-me com tudo o que você tiver ―, Asher
exigiu.

Tomando as palavras de seu amante, Zaiden começou num ritmo


punitivo batendo no corpo acolhedor de Asher novamente e novamente.

― Não posso durar. Você se sente malditamente incrível. ― Zaiden


levantou Asher, batendo em casa mais e mais.

― Vou gozar ―, Asher disse ofegante.


― Faça. Goze para mim, meu passarinho. Mostre-me que você
pertence a mim.

Os olhos de Asher bem fechados quando ele gritou a sua libertação.


Suas paredes internas o apertando em ondas, quando sêmen se atirava da
coroa de seu pênis inchado, surto após surto de líquido cremoso e espesso.

Ciente de que tinha tomado conta de seu amante, Zaiden jogou a


cabeça para trás e rugiu, bombeando através de seu orgasmo, inundando o
canal de Asher ainda em convulsão com o seu sêmen. O clímax se sentia como
um calmante, um bálsamo, acalmando a queimadura e facilitando a
necessidade arranhando dentro dele.

Ele caiu para frente sobre seu amante, puxando o homem para ele e
o mantendo perto.

― Parece que você está preso comigo, ― ele sussurrou.

― Já houve coisas piores ―, Asher respondeu tão baixinho. ― Pelo


menos, eu gosto de você. ― Ele se afastou e olhou para o rosto de Zaiden
com um sorriso. ― E o sexo é muito gostoso.

A risada de Zaiden se transformou em um assobio suave quando ele


delicadamente enfiou seu pau ainda meio duro no buraco de Asher.

― Não há argumento para isso.

Olhando por cima do corpo nu de seu companheiro como se fosse o


especial do cardápio, os olhos de Zaiden pousaram sobre o que parecia ser
uma marca de nascença no interior da coxa de Asher. Executando a ponta dos
dedos levemente sobre ela, ele sorriu quando seu companheiro estremeceu.
As letras AD e ZR entrelaçadas, tecidas em torno de si em um nó complicado.

― A minha marca de acasalamento é como a sua?

― Sim ― Asher sorriu suavemente. ― Eu vi quando você mostrou


ao guarda. Zaiden baixou a cabeça.
― Eu voei quatro horas e tive o melhor sexo da minha vida. Estou
com fome.

O lábio inferior de Asher se projetou para fora quando ele desceu do


balcão.

― Alimente-me.

Revirando os olhos e beliscou o lábio saliente, Zaiden se afastou do


balcão e ajudou seu amante no chão.

― Então, o que você demorou tanto? Eu pensei que você disse que
iria levar apenas três horas?

Com sua testa formando um V, Asher balançou a cabeça lentamente.

― Eu circulei para trás um par de vezes quando entrei nos Estados


Unidos. Eu tinha uma estranha sensação, como se alguém estivesse me
olhando e me seguindo. ― Então ele encolheu os ombros e sorriu. ― Céus,
eu sei. Eu só não quero trazer problemas à sua porta.

― Ah, mas você fez ―, Zaiden disse e mexeu as sobrancelhas


sugestivamente. ― E eu a abri e o convidei para dentro.

Capítulo Quatro

Asher deslizou para fora da porta e correu pelo gramado para


recuperar seu telefone celular e carteira. Graças aos deuses a garoa tinha
cessado. Agora ele só esperava que seu celular ainda estivesse funcionando.
Sua resposta veio dentro de segundos, quando seu telefone começou
a tocar assim que ele o pegou da grama úmida. De olho no nome e número na
tela, ele sorriu abertamente quando respondeu.

― Olá, bebê.

― Não me foda! Chego em casa para encontrar o chuveiro correndo,


o tapete queimado, e as suas roupas no meio da sala. Onde você está?

― Perto de Chattanooga, Tennessee, eu acho. ― Uma longa pausa


encontrou as palavras de Asher antes da voz de seu melhor amigo.

― Exatamente por que você está no Tennessee?― Ele falou


lentamente, como se estivesse tentando juntar um quebra-cabeça.

― Bem, meu companheiro está aqui. Onde mais eu poderia estar,


jumento? ― Asher poderia apenas imaginar Colton balançando a cabeça em
desespero.

― Eu entendo. Você poderia pelo menos ter me avisado. Você só


desapareceu depois do anúncio do ancião, porra. Eu não sabia onde diabos
você tinha ido.

― Ahhh, você me ama.

― Não deixe que isso vá para a sua cabeça, seu babaca, ― Colton
disse rispidamente. ― Então, eu acho que isso responde à pergunta do
chuveiro e do tapete chamuscado. Você não leu a carta não é?

― Cale-se ―, resmungou Asher.

Colton apenas riu.

― Você vai voltar, ou você precisa que eu arrume suas coisas?

― Uh, eu não tenho certeza ainda. Nós não discutimos os detalhes,


sabe?
― Bem, se você voltar, você deve saber que temos um novo hóspede
na casa.

― Seu companheiro ―, Asher deduziu.

― Sim, e menino, ele é um punhado. Ele quase me fez ser preso no


aeroporto.

Um largo sorriso penetrou nos lábios de Asher. Colton precisava de


um pouco de tempero em sua vida, e parecia que o seu novo companheiro
seria apenas a pessoa para animar as coisas.

― Ok, eu preciso voltar para dentro antes de Zaiden pensar que o


abandonei novamente. Vou deixar você saber o que fazer com as minhas
coisas.

― Pare com isso!

― O quê? ― Asher franziu a testa em confusão.

― Não é você ―, Colton suspirou. ― Sim, me dê uma chamada


quando descobrir isso. ― Ele rosnou profundamente. ― Eu tenho que ir, cara.

Asher riu quando ele fechou o telefone e fez o seu caminho de volta
para dentro da casa. O cheiro doce de biscoitos e leite vindo da cozinha
fazendo sua boca encher de água e seu estômago rosnar.

― Isso cheira incrível, mas você não tem que cozinhar.

Zaiden ficou perto do forno, ainda completamente nu. Ele sorriu e


deu de ombros.

― Eu realmente não tenho qualquer instabilidade para alimentos.


Biscoitos foram rápidos e fáceis.

― Você se importaria se eu tomar um banho? ― Asher fez uma


careta enquanto corria uma mão sobre seu peito. ― Eu certamente estou
totalmente sujo.
― Claro. No final do corredor, segunda porta à esquerda é o meu
quarto. O banheiro em anexo tem sabonete e outras coisas, e você pode pegar
algumas roupas do meu armário.

Asher inclinou a cabeça em agradecimento.

― Comida, banho e roupas. Eu sabia que gostava de você.

Zaiden riu e acenou com a mão.

― Ande depressa. Os biscoitos estão quase prontos.

Asher sorriu quando ele andou pelo corredor em busca de quarto de


Zaiden. Ele e Colton tinham sido melhores amigos e companheiros durante
séculos, mas nenhum deles poderia cozinhar nada que valesse a pena. Agora
ele tinha um homem lindo e nu na cozinha fazendo biscoitos à uma hora da
manhã. Ele poderia definitivamente se acostumar com isso.

Zaiden engoliu um gemido, enquanto observava Asher sair da


cozinha. Balançando a cabeça para clarear seus pensamentos luxuriosos, ele
se escondeu na sala e pegou as calças de pijama que tinha descartado quando
o calor do acasalamento tinha tornado demasiado intenso.

Depois de vestir amarrar o cordão, ele se apressou de volta para a


cozinha e começou a preparar o molho branco a partir do zero. Ele não sabia o
que seu companheiro gostaria, mas ele realmente não tinha muitas opções.
Eles definitivamente precisavam ir às compras.

O pensamento o congelou. Será que Asher iria se mudar? Ou ele


esperava que Zaiden fosse viajar de volta para o México com ele? Diabos, ele
nem sequer sabia o que seu companheiro fazia para viver.

Zaiden amava o seu trabalho, sua casa e, principalmente, tudo sobre


sua vida com uma exceção. Esta exceção era outra coisa que ele precisava
falar com. O que homem iria fazer quando descobrisse que Zaiden que tinha
perdido a sua magia?

― Pare de pensar tanto. Você está fazendo minha cabeça doer. ―


Asher deslocou-se para o outro lado da cozinha, e Zaiden fechou os olhos
brevemente. Talvez fosse melhor começar os assuntos menos agradáveis antes
de qualquer coisa.

― Precisamos conversar. ― Zaiden falou sem se virar.

― Eu realmente não gosto do jeito que você disse isso, mas sim, nós
precisamos.

Puxando os biscoitos do forno, Zaiden colocou a forma em cima do o


fogão e pegou os pratos que tinha situado ao lado da pia. Depois de encher os
pratos, ele finalmente se virou e olhou seu companheiro.

O cara parecia um menino que tinha invadido o armário de seu pai.


Ele tinha as calças enroladas várias vezes à altura da cintura. A camisa não era
muito melhor. As mangas passaram de seus braços e a bainha atingiram os
joelhos. Zaiden sorriu. Seu companheiro parecia bonitinho na sua roupa.

― Você pode pegar os talheres? ―, ele perguntou, sacudindo a


cabeça em direção à gaveta perto da geladeira. Asher abriu um grande sorriso
e acenou com a cabeça quando ele saltou para cima e começou reunir os
talheres, guardanapos, copos e leite. Depois de colocar tudo sobre a mesa,
sentou-se ao lado de Zaiden e atacou a comida, gemendo em torno.

― Isso está fantástico. ― Rindo levemente, Zaiden cortou um biscoito


e mordeu, fechando os olhos em apreço. Sim, estava muito bom para uma
refeição de última hora. ― Ok, então vamos conversar. ― Asher se serviu de
um copo de leite antes. ― Eu vou ficar aqui, ou você quer que eu volte para o
México? ― Bem, seu novo companheiro certamente foi direto ao problema.

― Eu gosto daqui ―, disse Zaiden lentamente. ― Eu tenho um bom


emprego. Eu possuo essa casa. Eu não iria exatamente chamá-los de amigos,
mas eu conheço algumas pessoas aqui.

― Ok, então eu vou ficar.

Inclinando a cabeça para o lado, Zaiden olhou curiosamente seu


companheiro. ― Só assim?

Asher se encolheu adoravelmente.

― Eu tenho um amigo no México, e nós podemos visitar uns aos


outros a qualquer momento. Tenho mais dinheiro do que eu sei o que fazer
com ele, então eu realmente não preciso trabalhar. Vou ficar e ser sua dona de
casa.

Ele piscou.

Zaiden bufou, o leite quase saindo de seu nariz.

― Como é você tem tanto dinheiro?

― Bem, quando você viveu tanto quanto eu vivi, o dinheiro só se


acumula.

Bem, merda! Zaiden não queria chegar a essa parte da discussão


ainda. Oh, bem, melhor apenas rasgar o Band-Aid e abrir suas feridas.

― Exatamente quantos anos você tem?


A testa de Asher se enrugou, e ele coçou o nariz.

― Só tímidos quatro mil anos.

Zaiden começou a tossir, engasgando com a mordida que ele tinha


acabado de tomar.

― Quatro mil ―, ele ofegou. ― E eu pensei que era velho com


duzentos.

Revirando os olhos, o sorriso nunca caiu do lindo rosto de seu


companheiro.

― Eu sou um shifter fênix e em resumo absolutamente imortal.

Zaiden franziu a testa enquanto ele esfaqueava o resto da comida em


seu prato.

― Sim, sobre isso. ― Zaiden falou sem olhar para Asher. ― Eu


perdi a minha magia ―, ele desabafou.

A sala ficou estranhamente silenciosa por um longo momento.

Quando o silêncio tornou-se muito, Zaiden olhou para a expressão


seu amante. A tristeza e o choque guerreavam pelo domínio em Asher. Seus
olhos castanhos dourados prenderam Zaiden no lugar com a intensidade do
seu olhar, como se Asher estivesse olhando direto em sua alma.

― Como?

Suspirando, Zaiden empurrou seu prato para longe, não mais com
fome.

― Aconteceu no último encontro. Para encurtar a história, eu confiei


no homem errado, e ele me ferrou.

― Outro fada? ― Asher perguntou baixinho.


― Não. ― Zaiden balançou a cabeça. ― Ele é um bruxo. Ele roubou
minha magia durante o sexo. ― Ele rosnou a última palavra enquanto à
amargura da memória lavava em cima dele.

― Você o amava.

Sem olhar para cima, Zaiden balançou a cabeça lentamente.

― Sim, eu o amava.

O quanto azarado ele era? Darkin não tinha sido seu amante. O
homem tinha sido sua obsessão por quase três décadas, e ele não tinha
pensado duas vezes antes de pular na cama com ele quando o bruxo
finalmente demonstrou uma minúscula centelha de interesse. Ele ouviu todas
as histórias, todos os boatos sobre os malefícios de Darkin. Então, ele colocou
todos de lado, não querendo acreditar no pior sobre o homem que tinha
assombrado todos os seus pensamentos por tanto tempo.

O sexo tinha sido duro, na fronteira com o brutal, e a próxima coisa


que ele soube, tinha sido deixado sangrando e chorando no meio do quarto
com o rosto voltado para o tapete para esconder sua vergonha. Fraco como
um recém-nascido com a perda repentina de sua magia, ele se esforçou para
se levantar e foi diretamente para o chuveiro para varrer para longe a sua
humilhação.

― Sinto muito ―, sussurrou Asher, e ele realmente parecia isso. ―


Será que é por isso que você não vive com o seu clã?

Olhando para cima nos olhos de seu companheiro, Zaiden assentiu


com a cabeça novamente. Depois que ele saiu do castelo, ele arrumou as
malas, pegou o primeiro voo para casa, onde arrumou as poucas coisas que
tinham qualquer valor a ele, deixando o lugar sem uma palavra a ninguém. De
jeito nenhum ele iria encarar sua família, muito menos todo o clã, e dizer-lhes
o que tinha permitido o bruxo fazer para ele.
― Eu tive vergonha de contar a alguém, então eu os deixei. Quero
dizer, que tipo de fada não tem magia?

― E agora que você perdeu a sua magia, você está envelhecendo


como um ser humano ―, Asher decifrou. Porra, o homem era inteligente.

― Sim. Sinto muito. Eu não queria fazer isso para você, encurtar o
seu tempo de vida.

Para sua total perplexidade, Asher começou a rir.

― Cara, quantas vezes eu te disse que eu sou uma fênix? Nós não
morremos.

Você poderia me apunhalar no coração agora, e eu iria estourar em


chamas e renascer. ― Ele sorriu e baixou a cabeça. ― Como meu
companheiro, nossas vidas se entrelaçam. Bem-vindo à imortalidade.

Zaiden abriu a boca para responder, em seguida, fechou-a novamente


e fez uma careta. Trabalhando os pensamentos desordenados em seu cérebro,
falou a primeira coisa que veio claramente.

― Então, você se torna um bebê novamente quando você morre? ―


Ele balançou a cabeça. ― Não que eu ache isso estranho, mas eu não estou
prestes a limpar sua bunda ou trocar suas fraldas.

Asher desatou a rir, batendo o punho contra a mesa e fazendo os


garfos tinirem seus pratos.

― Não vou me tornar um bebê ―, ele engasgou com seu riso. ―


Sim, eu vou explodir em chamas, mas eu serei o mesmo que eu sou agora. O
fogo só me cura. O conjunto coisa renascimento é apenas um tipo de
simbolismo.

Zaiden sorriu, dando uma respiração apressada de alivio.


― Graças à misericórdia, porque você pôs um medo do inferno em
mim por um minuto.

― Então, eu imagino que você não quer ter filhos? ― Asher arqueou
uma sobrancelha. ― Eu achei que fadas do sexo masculino podiam engravidar,
assim como as fêmeas.

― Não, eu nunca me vi como um pai. Sim, fadas masculinas podem


engravidas, mas eu não posso. Os homens não são construídos para o parto. A
capacidade vem de nossa magia. Sem a minha, eu não posso ficar grávido.

Asher sorriu maliciosamente.

― Então, eu não tenho com que me preocupar quando estiver te


fodendo contra a parede. Bom saber.

Zaiden gemeu enquanto seu pênis se contraiu e sua bunda se apertou


avidamente.

― Seja legal.

― O quão bom você gostaria que eu fosse? ― Asher ronronou.

Envolvendo seu guardanapo, Zaiden o jogou no rosto de seu


companheiro.

― Você quer a minha cama ou o sofá?

― O que sobre a sua cama com você nela? ― Asher mexeu os olhos
sobrancelhas, trazendo um risinho sufocado dos lábios de Zaiden.

― Você vai fazer a minha vida muito interessante, não é?


Asher levantou de seu assento e recolheu os pratos.

― Bem, eu certamente tenho toda a intenção de tentar.


Capítulo Cinco
Revirando-se, Asher estendeu a mão, alisando a mão sobre o lençol
onde o seu companheiro deveria estar. Ele mal se lembrava de cair na cama,
mas sabia que Zaiden tinha estado ao lado dele, exatamente como ele tinha
estado todas as noites desde que Asher tinha se mudado. Girando à beira da
cama, Asher revirou os olhos e sorriu.

― Você está no chão de novo.

Zaiden piscou os olhos abertos, e franziu a testa.

― É como dormir próximo a um forno. Você não vem com um


termostato ou algo parecido?

Rindo, Asher rolou da cama e seguiu nu para o banheiro.

― Você já devia ter se acostumado com isso.


― Foram só três dias, homem ―, Zaiden resmungou na porta do banheiro.
Asher apenas sorriu por cima do ombro enquanto ligou o chuveiro e esperou a
água aquecer. Ele pode ter vivido por milhares de anos, mas os últimos três
dias foram os mais divertidos que ele já experimentou.

Ele gostava de passar o tempo com Zaiden. Se tivessem se conhecido


em circunstâncias diferentes, Asher definitivamente poderia vê-los se tornarem
amigos. Sendo acasalado com o homem realmente não mudava nada.
Eles gostavam de um pouco de sexo quente, mas Asher também gostava de
apenas chutar para trás e assistir televisão com o cara.

Ele se sentia atraído por Zaiden, um sentimento não somente


associado às suas obrigações. Além disso, ele gostava verdadeiramente do
homem.
Estremeceu um pouco com a ideia de estar conectado a alguém que
ele não poderia ficar por toda a eternidade. Zaiden não pode ter sido seu
companheiro destinado, mas talvez o destino sabia de alguma coisa a mais e
estava guardando para si mesmo.

― Então, o que você está fazendo hoje? ― Zaiden perguntou quando


entrou no chuveiro.

Asher o seguiu, quase engolindo sua língua, quando seu companheiro


baixou a cabeça para trás sobre seus ombros e gemeu enquanto o vapor da
água cascateava sobre ele.

― Uh, qual foi à pergunta?

Zaiden ergueu a cabeça e sorriu.

― Você nunca pensa em nada além de sexo?

Asher colocou as mãos sobre sua ereção crescendo rapidamente e


tentou parecer inocente.

― Eu não sei o que você quer dizer.

Balançando a cabeça, Zaiden o cheirou enquanto chegou por trás dele


para o sabão.

― Vem cá, passarinho.

Asher olhou zangado para Zaiden. No interior, entretanto, estava


sorrindo. Sim, tinha sido chato no começo, mas o apelido carinhoso foi
crescendo sobre ele. Isso não queria dizer que ele ia deixar alguém, além seu
companheiro, chamá-lo assim.

Dando um passo à frente, ele fechou os olhos e sufocou um gemido


baixo quando Zaiden começou a ensaboar seu corpo com o sabonete. O ato
não tinha a intenção de ser sexual, mas Asher não podia deixar de responder
ao toque de seu. Instinto de acasalamento ou algo assim, Zaiden tinha os mais
talentosos dedos, e Asher tremia em antecipação à medida que perambulavam
pelo seu corpo.

Seus olhos se abriram quando Zaiden rosnou, e suas mãos cessaram


sua exploração na pele lisa Asher.

― Eu não tenho tempo para jogar esta manhã. Tenho um


compromisso em 20 minutos.

Ahhh, seu companheiro parecia tão adorável quando ele fazia


beicinho.

Se levantando sobre os dedos dos pés, Asher deu um beijo longo nos
lábios salientes de Zaiden.

― Vamos jogar hoje à noite. ― Balançando novamente em seus


calcanhares, ele inclinou a cabeça para o lado e franziu o cenho. ― Que tipo
de compromisso? Você está doente?

Desde que o homem tinha perdido a sua magia, ele seria suscetível a
todos os tipos das fragilidades humanas.
Zaiden riu ao lavando-se e se enxaguando rapidamente.

― Eu tenho uma entrevista com um paciente. Eu sou o médico.

― Ooh, rico, inteligente e sexy ―, Asher arrulhou. ― Todas as


minhas qualidades favoritas. ― Ele piscou maliciosamente quando contornou
Zaiden e lavou as bolhas de sabão do seu corpo. ― Que tipo de médico?

― Eu trabalho com casais que estão tendo problemas de intimidade.

Asher se virou e quase caiu em sua bunda quando seus pés


deslizaram no piso do chuveiro.

― Você é um terapeuta sexual? É Isso?

Zaiden apenas revirou os olhos.


― É apenas o meu trabalho. Você olha como se eu tivesse encontrado
o Santo Graal ou algo assim.

Asher bateu alegremente no peito de seu amante.

― Oh, fique quieto e deixe-me ficar animado por um minuto. ― Ele


desligou a água e seguiu Zaiden para fora do chuveiro. Ele pegou a toalha de
seu companheiro e atirou para ele e começou a se secar distraidamente
enquanto sua mente trabalhava.

― Qual é a coisa mais estranha que alguém alguma vez lhe disse?

Zaiden o golpeou com a toalha.

― Eu não posso te dizer isso. É contra a confidencialidade médico-


paciente. Envolvendo sua toalha na cintura, Asher encolheu os ombros.

― Valeu a pena tentar. Você quer um café da manhã antes de sair?

― Você tem de cozinhar? ― Zaiden olhou para ele, apreensivo.

Asher jogou as mãos no ar e gemeu.

― Eu apenas botei fogo na cozinha uma vez! ― Ótimo, seu


companheiro realmente precisava aprender a deixar as coisas correrem.

― Uh, eu vou pegar uma barra energética. Eu realmente não tenho


tempo para nada mais elaborado agora. ― Zaiden ainda parecia nervoso
quando foi até o armário e começou a puxar a roupa. ― Oh, e eu vou trazer
uma pizza para o jantar. Assim, não se preocupe com o cozimento, ok? ―
Asher apertou os lábios para esconder seu sorriso e pulou sobre a extremidade
da cama.

― Eu quero a minha com cogumelos. ― Ele realmente não tinha


intenção de incendiar a cozinha, mas se ele não precisava mais cozinhar, não
poderia se sentir muito triste com isso.
― Olá, Andrew. ― Zaiden levantou-se e contornou sua mesa. Ele
olhou em volta do homem à porta vazia para trás. ― Onde está Denise hoje?

― Bem, eu, uh, eu queria falar... falar com você sozinho, hoje. Eu...
se estiver tudo bem ― , Andrew gaguejou.

Zaiden fez uma careta, mas concordou. André fechou a porta, e eles
se moveram para as poltronas no meio da sala.

Zaiden continuou a franzir a testa, as sobrancelhas se unindo


enquanto ele estudava o seu paciente.

Andrew parecia pálido e frio. Suas mãos tremiam visivelmente


enquanto ele as girava nervosamente em seu colo. Ele engoliu várias vezes, e
a sua língua disparou para fora para umedecer os lábios entreabertos.

― O que você queria falar hoje, Andrew? ― Zaiden se moveu para


trás em sua cadeira e cruzou as mãos em seu colo.

Andrew avançou mais perto da borda de sua poltrona, seu joelho


saltando quando ele o esfregou sobre o jeans cobrindo-o.

― Bem, é sobre mim e Denise, mas principalmente sobre mim.

Zaiden acenou e sorriu. Ele tinha uma ideia de onde a conversa


levaria. Ele tinha uma vaga ideia por vários meses sobre Andrew.
― Temos vindo a você por um tempo agora, e as coisas não estão
melhorando. Na verdade, elas estão ficando piores. Eu preciso parar de mentir
para eu mesmo... E minha esposa.

Zaiden assentiu com a cabeça novamente quando avançou para


frente em sua cadeira.

― E sobre o que você está mentindo, Andrew?

― Eu não me sinto atraído por Denise ―, seu paciente desabafou.


Ele pressionou os lábios firmemente. ― Eu ... Eu não estou atraído por
mulheres. ― ele murmurou.

Zaiden sorriu suavemente.

― Você disse à Denise?

Andrew sacudiu a cabeça rapidamente.

― Eu não disse a ninguém ainda. Eu queria falar com você primeiro.


Você acha que eu sou gay?

Continuando a sorrir, Zaiden arqueou as sobrancelhas.

― Isso não é algo que eu possa lhe dizer. O que você acha? Como
você se sente? Você é atraído por outros homens?

Andrew não se moveu ou falou por alguns minutos. Então ele


mergulhou a cabeça uma vez, lentamente, quase imperceptivelmente.

― Sim, eu acho os outros homens atraentes. ― Ele olhou nos olhos


de Zaiden com tal intensidade que Zaiden quase sentiu a necessidade de
desviar o olhar. ― Eu me pego pensando, sonhando... fantasiando sobre um
homem em particular.

― Já falou com esse homem? Será que ele sabe como você se
sente?
Balançando a cabeça, Andrew começou a brincar com os botões da
sua camisa. ― Não, ele não sabe. O que devo fazer Dr. Reed?

― Isso não é para eu decidir. Eu vou ajudar você da maneira que


posso, mas você tem que tomar a decisão de dizer a sua esposa.

Outros vários minutos se passaram em silêncio antes de Andrew


levantar sua cabeça.

― Poderia ajudar-me a dizer a ela? Posso trazê-la aqui?

Zaiden debateu por um momento antes de responder.

― Eu vou ajudá-lo, Andrew. Eu entendo que você acha que precisa de


um lugar seguro para por voz nestas emoções que está sentindo. Mas eu quero
que você pense em falar com Denise sozinho. Ela é uma boa mulher, e eu
acredito que ela será mais compreensiva do que você pensa.

― Tudo bem ―, disse Andrew. ― Eu vou pensar sobre isso.

― Ótimo. Existe alguma coisa que você queria discutir hoje?

― Não. Esses sentimentos só ficavam borbulhando dentro de mim, e


eu não sabia mais para onde ir, ou com quem falar sobre eles. ― Andrew
levantou de sua cadeira e arrastou os pés. ― Obrigado por ouvir, Dr. Reed.

Zaiden também se levantou e bateu no ombro do homem. ―


Obrigado você por falar comigo, Andrew. Eu sei que isso é difícil. Você pode
vir e falar comigo a qualquer momento, ok? ― Ele esperou por Andrew acenar
antes de acariciar seu ombro novamente e se afastar.

― Você é gay, Dr. Reed?

― Sim ―, Zaiden respondeu imediatamente. Embora ele não


normalmente não tenha partilhado qualquer coisa sobre sua vida pessoal com
os pacientes, Andrew estava assustado e precisava de solidariedade. Se ele
pudesse oferecer ao homem um pouco de apoio e conforto, ele o faria.
Andrew acenou com a cabeça e um sorriso suave tocou em seus lábios.

― Obrigado você ―, ele disse calmamente. ― Eu ligo para você.

― Estarei aguardando. ― Zaiden assistiu Andrew sair pela porta, em


seguida, virou-se para a sua mesa. Ele tinha uma sensação de que ele estaria
ouvindo de Andrew George antes de sua próxima consulta agendada.

O telefone dele começou a vibrar, movendo-se no topo de sua


escrivaninha, uma vez que cantarolava contra a madeira. Pegando-o, ele sorriu
ao ver o nome de Asher na tela. Era o primeiro dia que eles estavam
separados desde que Asher chegou, e seu companheiro não parecia estar indo
bem com a separação. O pensamento chutou um sorriso brilhante na face de
Zaiden.

― Olá, Asher. Você já sente falta de mim? Faz somente uma hora
desde que eu saí ― , brincou Zaiden.

― Uh, você pode vir para casa? ― Asher parecia nervoso, e sua voz
tremia quando ele falou, colocando Zaiden em alerta.

― Por quê? O que aconteceu? O que você fez?

― Eu não fiz nada! ― Asher estalou. ― Por que você assume


automaticamente que eu fiz algo errado?

― Asher? ― Zaiden rosnou em alerta.

― Foi apenas um acidente pequenino.

― Me fale agora! ― Zaiden correu os dedos pelos longos cabelos


loiros enquanto seu coração galopava em seu peito.

― Eu coloquei a casa em chamas, ok? ― Asher gemeu como se


tivesse sido esfaqueado.

Zaiden congelou a meio-passo, e sua boca estava aberta.


― Maldição ―, ele respirava. ― Eu estou supondo que você está
bem desde que eu estou falando com você. Você chamou os bombeiros?

― Não, eu mesmo consegui controlar, mas eu só preciso que você


volte para casa, ok?

― O que você não está me dizendo?

― Basta chegar em casa, por favor. ― Então, a linha ficou muda.

Capítulo Seis

Asher tremia enquanto saia do quarto, murmurando sob sua


respiração e acenando com as mãos ao redor freneticamente como um louco.

Ele nunca perdeu o controle daquele jeito. Ele nunca deixou seu fogo
se afastar dele.

E se Zaiden estivesse ao lado dele quando isso aconteceu? E se ele


não pudesse controlar sua chama durante o sexo, ou pior, quando ele estivesse
dormindo? Deus, ele nem sabia o que estava acontecendo até a metade do
quarto tinha sido carbonizado.

A porta da frente se abriu e Zaiden correu para dentro, chicoteando a


cabeça de um lado para outro, buscando freneticamente na sala.
Seus olhos desembarcaram em Asher, e ele correu para ele, o tocando e
inspecionando em toda parte.
― Está tudo bem ―, ele respirou como se confirmando isso para si
mesmo.

A ideia de que Zaiden tinha estado genuinamente interessado por ele


deu a Asher uma sensação de formigamento na barriga.

Seus lábios se apertaram um pouco nos cantos, e ele tomou Zaiden


em seus braços.

― Eu estou bem. O fogo não me afeta.

Zaiden assentiu com a cabeça uma vez enquanto ele estava à sua
altura completa.

― Então, me diga o que aconteceu? ― Ele examinou o quarto outra


vez. ― Tudo parece exatamente da mesma forma de quando eu saí.

Com um suspiro pesado, Asher apertou a mão de seu companheiro e


o levou pelo corredor até seu quarto. Pisando no interior do quarto, ele acenou
com a mão e mordeu o lábio com as bochechas ruborizadas. Porra, isto era
embaraçoso.

Zaiden largou suas mãos e se aproximou da cama. Seus olhos se


estreitaram, e os músculos de sua mandíbula se contraíram. Asher poderia
realmente ouvir o som dos dentes do seu amante moendo juntos. De todas as
reações que ele imaginava que Zaiden teria, a raiva não era um delas.

― Sinto muito, Zaid. Eu vou pagar por isso. Eu vou te comprar uma
nova. Asher baixou a cabeça e continuou a mastigar seu lábio inferior.

― Existe uma razão para você ter deixado minha cama em chamas?
― Zaiden virou-se com de suas sobrancelhas arqueadas em questão. Seus
braços cruzados sobre o peito, e ele olhou para Asher em expectativa.

― Não é como se eu fiz isso de propósito! ― Indignação e


autojustiça foram resgatá-lo, protegendo-o da ira de Zaiden. ― Você só me
deixou alto e seco, duro e insatisfeito esta manhã. Que diabos eu deveria
fazer?

Zaiden inclinou a cabeça para o lado.

― O que isso tem a ver com a minha cama?

― Bem, eu tinha que cuidar de mim mesmo. Eu bati uma punheta, e


quando eu gozei, eu só tipo me acendi ―. Asher sacudiu a cabeça, seu
ombros caindo, quando a ira se drenou dele. ― A próxima coisa que eu soube,
a cama e metade do quarto acenderam como uma fogueira.

Zaiden o encarou fixamente por um momento, então seus olhos


começaram a dançar, com os lábios esticados no rosto, e ele caiu na
gargalhada.

― Você realmente sabe como aquecer os lençóis, não é?

Gemendo, Asher revirou os olhos.

― Você está sendo um idiota.

― Ah, vamos lá! Isso é bom demais. Você se masturbou e então,


você realmente colocou fogo na cama. Eu nunca vou deixar você esquecer isso
―. Zaiden agarrou sua barriga, balançando para frente e para trás com sua
alegria.

Asher franziu o cenho para o seu companheiro enquanto seus olhos


percorriam os restos da cama, depois as cortinas destruídas e as longas e
negras marcas do fogo na parede. O tapete ainda estava ardendo. A cômoda e
todas as suas roupas tinham sido reduzidas a pouco mais do que cinzas até o
momento que ele tinha sido capaz de apagar as chamas. Ele simplesmente se
sentia horrível.

― Não é engraçado ―, resmungou. ― Isso é perigoso, Zaid. Eu


sempre fui capaz de controlá-lo. ― Passou a mão trêmula sobre o rosto. ― Eu
nem sabia que estava acontecendo até que senti o cheiro da fumaça. E se
estivéssemos dormindo? Você pode se machucar!

― Tudo bem, acalme-se. ― Zaiden caminhou até ele e colocou a


suas mãos no ombro de Archer, apertando levemente. ― Vai ficar tudo bem.

Os olhos de Asher arregalaram-se, incrédulo, e ele apontou para os


restos mortais da cama.

― Como isso é bom?

― Bem, veja você, eu tenho essa teoria ―. Zaiden sorriu para ele
enquanto se afastava e começou a se despir. Asher só queria voltar a olhar
direto em seu rosto. Como ele poderia estar tão calmo sobre isso? ― Por que
diabos você está tirando sua roupa?

― Não é a primeira vez que isto aconteceu. ― Zaiden terminou de se


despir e puxou Asher de volta para seus braços.

― O que você está falando? Claro que é! Eu nunca perdi o controle


antes.

Os dedos de Zaiden deslizavam até o lado do pescoço e ao longo do


rosto de Asher.

― Sim, você perdeu Ash. Você simplesmente não percebeu. ― Ele


falou suavemente, com um meio sorriso brincando em seus lábios roliços.

― Deixa eu te mostrar. ― Antes que Asher pudesse responder, Zaiden


pressionou suas bocas juntas em um beijo. Sua cabeça nadava, sua frequência
cardíaca acelerou, e um gemido ofegante escapou de seus lábios enquanto ele
abria a sua língua sondando seu companheiro. Seus braços se envolveram no
pescoço de Zaiden, puxando-o para mais perto até que ele pode sentir cada
cume do corpo longo de seu amante pressionado contra o dele. Em frustração,
ele perseguiu os lábios de Zaiden, quando o homem se afastou com uma
risada. Ele quase não tinha o suficiente daquela boca sedutora.
― Olhe ―, murmurou Zaiden. Seus dedos longos chegaram até o
pulso de Asher, puxando seu braço longe de seu pescoço. ― Olhe ―, ele
repetiu. Asher ofegou, se empurrando para longe e tropeçando para trás.
Chamas vermelhas e laranja dançavam alegremente sobre seu corpo nu.
Quando ele se distanciou de seu companheiro, as chamas tremeluziram,
diminuindo até que se extinguiram completamente.

― O que está acontecendo? ― Mesmo ele pode ouvir o pânico em sua


voz. Ele não gostava de tudo isso.

Zaiden sorriu, aproximando-se dele, perseguindo-o até que tinha


Asher pressionado contra a parede.

― Isso não me machuca ―, ele murmurou contra a clavícula de


Asher. ― Na verdade, parece incrível. E aconteceu ontem à noite também. A
impressão de suas mãos está queimada na frente da porta.

― Por que você não me contou? ― Asher ofegou, arqueando o


pescoço para o lado para dar ao seu companheiro mais espaço para jogar. ―
Você deveria ter me contado.

― Eu pensei que você soubesse passarinho. ― A língua de Zaiden


correu em seu pescoço enquanto suas mãos alisavam sobre sua coxa e seus
quadris. ― O que você estava pensando quando você tinha esse pau bonito
em sua mão? ― Uma mão desceu em Asher, apertando em seu estômago e
espalmando em torno de sua ereção saliente.

― Você. Nós dois. As coisas que fizemos na noite passada. ― Deus,


era tão difícil formar frases coerentes com as mãos de seu amante nele.

― Será que você se sentiu bem? Será que você queria que eu
chegasse em casa para me enterrar dentro de você?
― Foda-se, sim ―, Asher respirava. Abrindo os olhos, ele percebeu
que as chamas tinham reavivado em sua pele. Isso estava finalmente
começando a fazer sentido.

― Você é meu fogo. ― Zaiden o acariciou a partir da base à ponta,


molhando o dedo no vazamento da fenda, e os quadris de Asher empurraram
para frente. ― Eu não sei o que significa, mas eu gosto. ― Sorriu
calorosamente antes de pressionar a boca de Zaiden novamente.

Vários minutos depois, Asher afastou de sua boca e engasgou,


respirando. ― Eu não posso pensar quando você faz isso. ― O som saiu como
algo entre um gemido. Seu pênis doía e palpitava na mão de Zaiden,
suplicando por mais atenção.

― Ótimo.

Então, sem outra palavra, Zaiden abaixou-se de joelhos e engoliu


Asher até a raiz. Calmo, o calor úmido encheu seu eixo imediatamente, e
Asher gritou para o teto enquanto empurrava para o fundo da garganta de seu
amante e descarregava suas bolas. Ele não poderia se ajudar, não poderia
parar, e caramba, se sentiu como o céu. Caindo de costas contra a parede, viu
Zaiden recostar-se nos seus calcanhares e sorriu como um tolo.

― Está melhor? ― A tempestade acalmou dentro dele, se reduzindo a


meras brasas. Ele sentia relaxado e muito mais no controle.

― Definitivamente melhor.
― Você precisa que eu cuide de você? ― Zaiden levantou
graciosamente e olhou para o seu pau meio flácido.

― Eu estou bem.

Asher fez uma careta para ele.

― Eu me sinto como uma prostituta barata. Você nem ficou duro?


Zaiden apontou para a poça cremosa no tapete a seus pés.

― Uh, eu fiz muito mais do que ficar duro. ― Ele se adiantou e beijou
a ponta do nariz de seu companheiro. ― Nunca se preocupe comigo não
sendo atraído por você. ― Ele pousou os dedos sobre o peito de Asher e o
abraçou. ― Eu fico duro e faço uma tenda em minhas calças só de pensar em
toda essa pele esta cremosa.

Asher suspirou profundamente, enquanto ele olhava em volta do


ombro de Zaiden.

― Então, o que fazemos sobre essa bagunça?

― Nós não vamos fazer nada. Você fez a bagunça. Você pode limpá-
la. Afastando-se para ocultar seu sorriso, Zaiden alcançou suas roupas e
começou a se vestir. ― Eu tenho que voltar ao trabalho. Tenho certeza que
você vai pensar em alguma coisa.

― Oh, você é um merda. ― Asher se afastou da parede e caminhou


lentamente ao redor do quarto.

Zaiden seguiu seu traseiro sexy pouco, vendo-o balançar a cada


passo que ele dava. Seu pau tomou conhecimento, inchando e latejando, só no
pensamento de estar em seu novo lugar favorito na terra. Sufocando seu
gemido, Zaiden puxou sua calça e cuidadosamente manobrou seu pau
totalmente ereto por trás do zíper, prometendo a si mesmo algumas
brincadeiras com seu companheiro mais tarde.
― Mova o que é recuperável para o quarto de hóspedes. Roupa e
cobertores estão no armário do corredor para fazer a cama. Nós faremos uma
lista do que precisamos substituir depois. ― Zaiden puxou seu paletó e
estendeu a mão para apertar a nuca de Asher. ― Parece bom?

― Eu realmente sinto muito ―, sussurrou Asher.

Puxando em suas mãos o cabelo escuro e brilhante de seu amante,


Zaiden inclinou a cabeça do homem para trás até que ele pudesse olhar em
seus olhos. ― Não foi sua culpa, e este material é substituível. Pare de se
sentir culpado. É muito deprimente.

Asher franziu o nariz e enfiou a língua para fora, causando o riso de


Zaiden.

― Tudo bem. Vou começar a fazer isso. Não se esqueça da pizza.

― Eu não vou esquecer. Não tente cozinhar, e se você sentir a


necessidade de aliviar um pouco da tensão sexual, tente fazer no chuveiro,
hein? ― Ele saltou para trás, escapando por pouco do cotovelo de Asher
visando suas costelas, rindo o tempo todo.

― Ah, é só sair daqui. ― Asher o enxotou para longe e deu um tapa


em sua bunda. ― Eu tenho trabalho a fazer, e você está no caminho. ― Ele
olhou para o seu corpo nu e, em seguida de volta para Zaiden. ― Uh, você
poderia pegar algo para eu vestir? As poucas coisas que eu tinha acabaram de
ser incinerada.

Zaiden concordou com relutância. Ele realmente não gostava de ver


Asher em suas roupas. Ele gostaria de vê-lo andar nu um pouco mais.

Então uma ideia lhe passou pela cabeça, e ele sorriu diabolicamente
quando ele se virou para sair da sala. Seu amante não tinha especificado o que
ele queria usar.
No entanto, Zaiden tinha algumas ideias excelentes.

Capítulo Sete

― Você está brincando, né? ― Asher segurava um par de jeans, pelo


menos, um tamanho menor que o dele. Atirando-os de lado, ele vasculhou o
saco, quase engolindo a língua, quando ele encontrou várias peças assim.

― Você realmente tem que estar brincando.

― Bem, esses são apenas para andar ao redor da casa ― , Zaiden


disse, apontando no material de tira fina na mão de Asher. O homem não tinha
parado de sorrir desde que tinha voltado para casa.

― Exatamente quando eu te dei a impressão de que eu gostaria de


um fio dental em minha bunda?

― Bem, parece que você gosta de ter meu pau no seu traseiro. O que
há de errado com um pequeno pedaço de tecido? ― Zaiden balançou as
sobrancelhas divertidamente.

― Entendi. Isso não significa que eu quero andar com ele no meu
rabo todo o dia.

― E isso é uma vergonha ―. Zaiden balançou a cabeça em falso


desapontamento e cutucou o seu lábio inferior, o fazendo tremer.

Asher revirou os olhos, mas ele não conseguia parar o riso.

― Você não me trouxe roupa real?


Zaiden continuou a rir enquanto apontava para uma grande bolsa no
sofá.

― Entretanto, eu não gosto delas.

Puxando as roupas uma por uma, Asher acenou com aprovação no


jeans simples e largo, camiseta, boxers e meias.

― Isto é mais parecido comigo.

― Eu não gosto deles ―, Zaiden repetia enquanto observava Asher


puxar um par de calças de moletom pretas.

― Você é um idiota. Eu não posso andar nu todo o tempo, Zaid.

― Eu não vejo porque não. Isso faria minha vida muito mais
agradável. Para não falar que eu teria um acesso mais fácil ao seu corpo.

Decidido a ignorar seu amante, Asher olhou ao redor.

― Então, onde está a pizza? Estou morrendo de fome.

― Você nem mesmo olhou no último saco! ― Zaiden correu e o


ergueu para fora da mesa de café, apresentando-o como se Asher fosse um rei
ganhando presentes.

Curioso, Asher pegou o saco o saco e olhou dentro. Seus olhos se


arregalaram, e seu queixo caiu.

― Onde diabos você obteve isso? ― Ele puxou um lustroso plugue de


silicone preto, dois anéis penianos e um par de algemas revestidas de veludo.

― Em uma loja de adultos ―, Zaiden disse com orgulho. ― Eles têm


tudo de mais legal lá dentro. Você vai ter que ir comigo na próxima vez. ― Ele
pegou a bolsa das mãos de Asher e tirou duas garrafas de lubrificante. A
garrafa negra ainda tinha strass sobre ela. Ele as pegou, mostrando uma e
depois a outra, sorrindo como o gato Cheshire. ―Aquecimento e sabor. Qual
delas você quer tentar primeiro?
― O que mais você tem no saco de brinquedos? ― Asher cruzou os
braços sobre o peito e inclinou a cabeça para o lado. Ele não tinha nenhum
problema em satisfazer as fantasias de seu amante, mas em primeiro lugar ele
queria saber exatamente no que estava se metendo.

― Só mais uma coisa. ― Zaiden retirou algo que parecia como um


pirulito. ― O prazer aparece ―, disse ele enquanto ele entregou a Asher.

― Nós não precisamos dela, mas era muito legal para não comprar.
Após uma inspeção mais próxima, Asher percebeu que não era um doce. Era
realmente um preservativo aromatizado, dentro de um invólucro de celofane, e
anexado a uma vara branca. Ele tinha que admitir que fosse uma coisa
inteligente.

Entregando as coisas para seu companheiro, ele sorriu largamente.

― Ok, podemos jogar depois que comermos. Estou falando sério. Eu


não comi nada todo maldito dia. Onde está a pizza?

As bochechas de Zaiden se aqueceram e ele baixou a cabeça como se


tivesse sido pego fazendo algo ruim.

― Eu fiquei animado e me esqueci de comprar a pizza ―, ele


murmurou.

― Fabuloso. ― O estômago de Asher roncou, exigindo sustento. ―


Bem, então eu acho que é melhor pedirmos uma.

― Que tal eu ir nos pegar algum chinês? Há certo lugar ao virar da


esquina, que é muito bom. Seria mais rápido.

O estômago de Asher aprovou.

― Parece bom. Só me dê qualquer coisa. Eu não sou exigente.


Zaiden assentiu ansioso, obviamente, satisfeito que ele tinha se safado do
problema.
― Eu vou pegar um pouco de tudo. Como isso soa para você?

― Parece que você precisa mover seu rabo. ― Asher piscou e virou
as costas para fora da sala.

Procurando por seu celular, Zaiden gemeu quando desligou o alarme


sobre ele e saiu do sofá. Com sua cama queimada até o chão, e um quarto
muito pequeno para os dois dormirem juntos confortavelmente, ele passou as
últimas três noites no sofá da sala.

Surpreendentemente, ele descobriu que não gostava de dormir sem


seu companheiro.

Ele nunca tinha ninguém para compartilhar sua cama por mais de
algumas horas, mas ele gostava de acordar com o nariz de botão de Asher
aconchegado em seu pescoço. Mesmo que ele acabasse no chão por causa do
calor extremo do corpo de Asher, gostava de saber que o homem estava
próximo.

Eles definitivamente precisavam obter um colchão novo, e quanto


mais cedo melhor.

Levantando os braços sobre a cabeça, ele gemeu de novo com os


músculos em suas costas esticados. Andando para a cozinha, Zaiden sorriu
abertamente quando o aroma do café recém-feito enchia o ar.
O jornal estava dobrado ao lado de sua caneca de café favorita no
balcão, e um cartão branco encostado ao lado da cafeteira.

Vista a camisa verde de botão hoje. Combina com seus olhos.

Sorrindo carinhosamente, Zaiden preparou seu café e caminhou em


suas boxers até o corredor, para dar a seu amante um bom agradecimento
pela pequena surpresa. Entrando no quarto, o seu sorriso abrandou quando
encontrou Asher dormindo. Bem, ele ia lhe agradeceria mais tarde.

Na ponta dos pés pelo quarto, ele fez seu caminho até o armário e o
abriu calmamente. Olhando as roupas que tinham sobrevivido ao pequeno
incêndio no início da semana, as sobrancelhas se aproximaram quando ele não
viu a camisa verde. Por que Asher iria pedir para que ele a vestisse se ele não
tinha pendurado ela em seu armário?

Dando de ombros, ele escolheu uma camisa cinza-carvão em vez


disso. Recolhendo o que ele precisava, ele saiu do quarto, tomando cuidado
para não acordar seu companheiro. Ele levou suas roupas pelo corredor até o
banheiro e se vestiu às pressas, e em seguida, fez o caminho de volta para a
cozinha para um café da manhã rápido.

Ele viu que seu amante havia finalmente se arrastado para fora da
cama e estava atualmente se deslocando na cozinha, gloriosamente nu e
cantarolando suavemente enquanto preparava torradas e puxava compotas e
manteiga da geladeira.

Limpando a garganta para anunciar sua presença, Zaiden andou até


seu companheiro e passou os braços ao redor de sua cintura fina. Colocando
um beijo rápido no topo da cabeça de Asher, ele o soltou e foi sentar-se à
mesa.

― Eu realmente preciso ensiná-lo a cozinhar.

Asher grunhiu, trazendo as torradas e condimentos para a mesa.


― Mais café?

Zaiden apertou os lábios para não sorrir. Seu pequeno companheiro


não era uma pessoa da manhã. Essa era a razão que ele tinha ficado admirado
de encontrar sua surpresa quando acordou. O pensamento de que Asher se
importou o suficiente para acordar cedo para preparar o café, mesmo se ele
tivesse se arrastado de volta para a cama mais tarde, fez seu coração derreter.

― É uma bela camisa ―, Asher disse que ele tomou seu lugar. ― Eu
gosto de cores em você ―. Zaiden deu um sorriso torto e mordeu um pedaço
de torrada.

― Obrigado. Desculpe-me, eu não conseguia encontrar a verde.

Asher franziu a testa e torceu o nariz.

― A que se parece com vômito de gato? Joguei uma fora quando


estava limpando o quarto outro dia. Sinto muito, mas era uma camisa horrível.

Zaiden parou com suas torradas com manteiga à meio caminho da


boca.

― Eu pensei que você queria que eu usasse verde hoje? Você disse
que combina com os meus olhos.

A carranca de Asher se aprofundou, e ele balançou a cabeça


lentamente enquanto colocava sua torrada para baixo sobre o prato.

― Ah, quando eu disse isso? Honestamente, aquela camisa não


combinava com nada, só me trazia náusea.

― Você deixou uma nota na cafeteira.

― Não, eu não deixei qualquer nota. Eu juro Zaiden. Eu odiava


aquela maldita camisa. Eu joguei ela fora.

A cabeça Zaiden de cabeça balançou com as informações. Asher


estava brincando com ele? Ele ainda podia ver a nota em cima do balcão, perto
da pia. ― Bem, eu agradeço a você por fazer o café esta manhã. Eu estava
indo lhe agradecer adequadamente ―, ele balançou as sobrancelhas,
insinuações escorregando em sua voz, ― mas você parecia tão cansado que
eu não queria acordar você.

― Zaid, o que diabos você está falando? Eu pensei que você tivesse
feito o café.

Desconfiança desceu sobre ele, e Zaiden levantou da cadeira e


atravessou a sala para pegar o pequeno cartão branco. Ele trouxe de volta e o
pôs debaixo do nariz de Asher.

― Você não escreveu isso? ― Asher o pegou, lendo-o e balançando a


cabeça.

― Esta não é a minha caligrafia, homem.

― Ash, isso não é engraçado. Se você não fez isso, isso significa que
alguém esteve na casa enquanto estávamos dormindo. Isso não é exatamente
dar-me recadinhos carinhosos, então pare de brincar comigo.

Levantando-se da cadeira, Asher colocou a mão sobre o peito de


Zaiden enquanto olhava em seus olhos.

― Eu não estou brincando com você, Zaid. Eu juro que não fiz nada
mais do que as torradas esta manhã.

― Então, quem fez o café e deixou a nota?

― Eu não sei, mas eu não gosto. Devemos chamar a polícia?

Agarrando seu companheiro em seus braços, Zaiden suspirou


enquanto descansava o queixo sobre sua cabeça.

― Não era exatamente um gesto ameaçador.


― Sim, mas alguém esteve em nossa casa sem o nosso
conhecimento. ― Zaiden sorriu. Ele gostava de como Asher se referia a ela
como nossa casa.

― Tudo bem. Eu posso reagendar meus compromissos para esta


tarde. Vá tomar um banho e se vestir. Eu vou chamar a polícia. ― Asher
escovou um beijo suave sobre sua clavícula e saiu de seu abraço.

― Você não quer lavar a sujeira no meu rabo quente?

Zaiden rosnou, batendo em uma parte especial da anatomia de seu


companheiro.

― Ninguém além de mim, passarinho.

Capítulo Oito

A polícia veio, basicamente revirando os olhos enquanto lhes garantia


que iriam vigiar a casa. Zaiden saiu logo após, deixando Asher de mau humor
e por conta própria. Ele não gostava da ideia de alguém estar dentro de sua
casa sem o seu conhecimento. Ele pode ter estado lá somente por uma
semana, mas agora essa era a sua casa, e alguém havia invadido seu
santuário. Sem mencionar que seu companheiro estava dormindo a poucos
metros da cozinha. Asher estremeceu quando imaginou alguém em pé, sem
rosto, apenas olhando Zaiden, observando-o dormir.

Afastando os pensamentos ele foi para a cozinha e começou a retirar


os pratos do café da manhã. Ele carregou a máquina de lavar louça, sua mente
vagando sobre as coisas que ele precisava fazer antes de Zaiden voltar para
casa.

Ele tinha vários telefonemas a fazer. Eles precisavam de alguém para


vir e limpar a bagunça e substituir os tapetes que ele tinha incendiado no
quarto. Revirando os olhos, Asher começou a limpar o balcão e a mesa. Ele
ainda se sentia como um enorme patife pelo incidente. Ele não tinha perdido o
controle desde então, mas ele foi muito cuidadoso e focado em manter a sua
chama enterrada. Não era uma tarefa fácil, considerando o prazer que o
oprimia cada vez que Zaiden o tocava.

Embora ele tivesse brevemente considerado em pedir ao seu antigo


companheiro de quarto para embalar e enviar os seus pertences para o
Tennessee, Asher finalmente decidiu comprar tudo novo. Ele tinha o dinheiro
para comprar o que queria, e não era como se ele possuísse alguma coisa de
valor sentimental na casa de Ilha Blanca.

Talvez ele devesse começar a procurar um emprego. A ideia não tinha


muito apelo a ele, mas não poderia ficar sentado dentro de casa aguardando o
retorno de seu companheiro a cada dia. Tinha sido menos de uma hora desde
que Zaiden saiu, e Asher já estava entediado e fora de sua mente. Se ele
quisesse manter sua sanidade, ele precisava encontrar algo para ocupar seus
dias.

Quando estava no México, ele tinha a praia e seu melhor amigo para
ajudar a afastar o tédio. Que diabo tinha para fazer nesta cidade afinal?

Percebendo que ele ainda não tinha saído de casa desde que chegou,
Asher decidiu que talvez fosse à hora de ver a cidade e conhecer os
moradores. Eles pretendiam ir às compras no dia seguinte para um novo
colchão, mas isso não significava que Asher não poderia comprar algumas
coisas para mudar um pouco o ambiente.
Andando pela casa, ele tirou fotos mentais, pensando em maneiras
diferentes de adicionar um pouco de cor e vivacidade à monótona e sem graça
decoração. Ele não queria ultrapassar seus limites ou insultar seu amante, mas
se esta ia ser sua próxima casa, independentemente do tempo, ele devia pelo
menos ter alguma palavra a dizer na decoração.

Com um novo plano firmemente no lugar, Asher pegou sua carteira


do sofá e a colocou no bolso. Ele chamou um táxi, em seguida, se sentou nos
degraus da frente para esperar enquanto navegava em seu celular, em busca
do telefone de concessionárias de veículos locais. Ele não se importava de
tomar táxis, mas ele gostava da liberdade de poder ir para onde e quando
quisesse.

O táxi parou perto da calçada, e Asher saiu correndo para subir no


banco de trás.

Agora, ele só precisava decidir que tipo de carro iria comprar.

Imagens da algo chamativo e rápido giravam em torno de sua


cabeça, e Asher sorriu. Isso soou perfeito. Ele já podia imaginar o olhar de
Zaiden, quando ele estava dirigindo um carro esportivo vermelho brilhante.

Talvez eles pudessem até mesmo vender o sedan chato de seu


amante e dar-lhe algo um pouco mais atraente também.

Comparado com Asher, o homem era praticamente um bebê, e por


tudo o que tinha parecia que ele estava se aproximando do crepúsculo da vida.

Bem, Asher teria apenas que descobrir o que poderia fazer para
puxar seu companheiro de volta para a terra dos vivos.
― Denise. Andrew ―. Zaiden sorriu brilhantemente e acenou com a
mão para o assento de seu escritório. ― Eu sinto muito que tive que remarcar
em tão curto prazo. Fico feliz que vocês pudessem fazer isso. Como vocês
estão hoje?

― Nós estamos bem, doutor. Como você está? ― Denise deu-lhe o


sorrio normal e alegre, e Zaiden começou a relaxar um pouco.

― Sim, estamos bem ―, Andrew murmurou. Ele empurrou o cabelo


marrom escuro para trás da testa e suspirou profundamente enquanto se
sentava ao lado de sua esposa.

Não estando disposto a assumir que Andrew tinha falado das


questões de sua sexualidade, Zaiden reclinou em sua cadeira e esperou. O
casal sempre fluiu melhor sem estímulo. Eles vinham em torno das questões
que eles queriam discutir em seu próprio tempo. Com certeza, só levou alguns
momentos para Andrew falar.

― Eu conversei com Denise sobre a nossa discussão da semana


passada. ― Ele não olhava ninguém na sala, mas pelo menos ele estava
falando.

― Tenho certeza que deve ter sido muito difícil para você ―. Zaiden
virou-se para a bela ruiva e estendeu as mãos, as palmas para cima. ― Como
isso fez você se sentir, Denise?
Dobrando as mãos no colo, Denise sorriu simpática para o marido.

― Eu já suspeitava há algum tempo. ― Então ela estendeu a mão e


pegou a mão de Andrew antes de voltar para Zaiden. ― É um alívio ser capaz
de compreender e perceber que não era só eu.

Zaiden lhe deu um sorriso caloroso e voltou seus olhos a Andrew.

― E quanto a você, Andrew? Como você se sente agora?

Levantando a cabeça, Andrew encontrou finalmente seus olhos e um


sorriso minúsculo cintilou em seus lábios.

― Eu sinto como se eu realmente possa respirar pela primeira vez


nos últimos anos. Estou nervoso, é claro, mas Denise tem sido maravilhosa. ―
Ele colocou um pequeno beijo na bochecha dela. ― Você sempre será minha
melhor amiga ―, ele sussurrou para ela.

Denise riu como uma colegial e corou muito, seu rosto assumindo um
tom de rosa quando deu um tapa no ombro dele.

― Estou feliz que você finalmente me disse.

Zaiden os assistiu com uma mistura de orgulho e tristeza. Eles


obviamente, se amavam, e ele odiava ver o fim do casamento.
Não havia hostilidade entre eles, no entanto. Ele esperava que eles realmente
continuassem amigos depois disso.

― Existe alguma coisa que vocês queiram discutir hoje? Vocês


conversaram sobre as medidas que irão tomar a partir daqui?

― Nós apenas estamos trabalhando um dia de cada vez ―, Denise


disse com um sorriso. ― Eu entendo que Andrew encontrou alguém. ― Ela
deu uma risadinha no gemido envergonhado Andrew. ― É assim que
acontece, eu também tenho alguém que me chamou a atenção.
― Você está vendo alguém? ― Zaiden manteve o rosto impassível, a
surpresa fora de sua voz. Ele foi neutro, como sempre.

― Oh, não, não. ― Denise acenou com a mão em negativa. ― Eu


nunca seria infiel ao meu marido. Uma menina pode olhar, no entanto. Andrew
e eu decidimos ver outras pessoas. Eu até me ofereci para acompanhá-lo em
um encontro duplo para ajudar a quebrar o gelo.

― Isso é muito generoso da sua parte, Denise. Andrew, você está


confortável com esse acordo?

Andrew sacudiu a cabeça.

― Amanhã estaremos apresentando o divórcio. Esta é a melhor coisa


para nós dois.

― Concordo. ― Denise assentiu com a cabeça. ― Eu sempre estarei


lá por você, embora, ― ela sussurrou para Andrew.

― Maravilhoso! ― Zaiden apertou as mãos juntas. ― Nós ainda


temos alguns minutos para acabar. Algum de vocês tem alguma coisa que
queira colocar a céu aberto?

Cada um balançou a cabeça e se levantou da cadeira.

― À medida que não somos mais, tecnicamente, um casal, esta será


a nossa última visita, Dr. Reed.

Denise estendeu a mão para ele em cumprimento.

Zaiden apertou sua mão rapidamente, então ofereceu a sua a


Andrew.

― Eu entendo Denise. Embora eu espere que você ainda me ligue se


precisar de alguém para conversar.

― Obrigado. ― Andrew começou a avançar em direção à porta.


― É uma camisa linda, Dr. Reed. A cor é bastante marcante em
você.

Andrew franziu a testa para sua esposa, e depois em Zaiden, olhando


para a camisa como se estivesse moralmente ofendido. Então, ele desapareceu
pela porta. Denise apenas revirou os olhos, deu Zaiden um aceno pequeno, e
saiu atrás de seu marido.

Zaiden passou os dedos sobre os botões de sua camisa enquanto


caminhava de volta para sua mesa. Por que de repente tantas pessoas tinham
interesse em sua roupa? E o que exatamente tinha ofendido Andrew antes que
ele saísse?

Zaiden estacionou em sua garagem e olhou no Ford Mustang GT vermelho


brilhante estacionado ao lado dele. Sua boca estava aberta, e ele na verdade,
babou um pouco. Saindo de seu sedan chato, ele admirou a obra-prima
automobilística e assobiou. Ele esperava que pudesse convencer seu
companheiro a deixá-lo dirigir a beleza pelo menos uma vez.

Apressando-se na passagem, ele irrompeu pela porta, ansioso para


ver seu companheiro e felicitá-lo no carro novo.

Ele congelou no limiar da porta, em seguida, virou-se e caminhou de


volta para fora, olhando para os números acima para se certificar de que ele
tinha entrado na casa certa.

― Quatrocentos e setenta e nove ―, ele murmurou sob sua


respiração, em seguida, virou-se e caminhou de volta para a casa.
Ele não reconhecia nada. Foram-se seu sofá marrom e seu divã, sua
desbotada mesa de café, e seu robusto lustre. Grandes sofás de camurça
Borgonha agora adornavam sua sala de estar. Uma linda mesa de café de
carvalho, mesas finais correspondentes, e abajures acompanhando os sofás.

Novas pinturas penduradas nas paredes, cortinas cor de vinho


cobriam as janelas, e um grosso tapete de pelúcia cobrindo toda a sala.

― Eu mantive todas as coisas velhas no caso de você não gostar. ―


Seu companheiro disse da porta da cozinha. ― Eu acho que eu deveria ter
perguntado primeiro, mas eu queria fazer uma surpresa. ― Ele balançou de
pé para pé, inquieto enquanto olhava Zaiden. ― Você gostou?

Embora ele quisesse provocar seu amante, Zaiden não conseguia


fazer, não quando o homem estava tão nervoso.

― Eu acho que é surpreendente. Podemos colocar as coisas velhas no


lixo.

Sem perder o ritmo, Asher correu pela sala de estar ficando


diretamente na frente dele. Agarrando seu companheiro em seus braços,
Zaiden colocou um suave beijo na têmpora. ―Você pode mudar o que quiser.

― Obrigado ―, Asher sussurrou contra seu pescoço, enviando


arrepios ao longo de sua espinha. ― Eu não comprei nada para o quarto. Eu
queria que nós fizéssemos isso junto.

― Eu gosto disso. Obrigado ―. Zaiden beijou Asher novamente e se


afastou. ― Por acaso você comeu qualquer coisa no shopping?

― Não exatamente ― . Asher sorriu maliciosamente quando ele


começou a tirar suas roupas enquanto caminhava para trás em direção ao
corredor. ― Embora eu tenha pegado um pouco de molho de chocolate.
Zaiden engoliu audivelmente, calor se propagando por todo seu
corpo. Ele rondava em frente, perseguindo seu companheiro quando um
rosnado baixo, surdo começou em peito.

― O que você pretende fazer com este molho de chocolate, bebê?

Asher parou no ato de empurrar suas calças para baixo dos quadris e
franziu o cenho.

― Por que você faz isso?

Zaiden parou também, inclinando a cabeça para o lado em confusão.

― Fazer o quê?

― Você só me chama de bebê quando você está com tesão. Por quê?

Apesar de tentar, ele não conseguiu obter uma boa resposta.

― Eu não sei. Eu realmente não penso sobre isso ―, Zaiden


respondeu honestamente. ― Os caras dizem merdas estúpidas quando estão
pensando com a cabeça errada.

Asher colocou suas calças novamente, olhando Zaiden.

― Eu não quis dizer isso assim, Asher. ― Ele deu um passo em


direção ao seu companheiro, mas Asher o interrompeu com uma mão
levantada. ― Ash, vamos lá, você sabe que eu não quis dizer isso assim.

― Só não ―. Asher balançou a cabeça enquanto olhava para Zaiden.


― Vou ver você de manhã ―, ele disse sem rodeios, em seguida, girou sobre
seus calcanhares e marchou pelo corredor. Zaiden estremeceu quando ouviu a
porta do quarto de hóspedes se fechar com força suficiente para reverberar por
toda a casa. Olhando por cima do ombro, ele olhou o sofá e suspirou. Pelo
menos parecia mais confortável do que seu velho.

.
Capítulo Nove

Gemendo e ofegando, Asher rolou no colchão, encharcando os lençóis


debaixo dele com o seu suor. Seu estômago estava apertado, sua pele se
arrepiou, e seu coração disparou dentro do peito. Seu pau pulsava,
empurrando lotes de pré-semêm entre suas pernas. Descendo o seu corpo
trêmulo, Asher assobiou na dor que envolveu seus dedos ao redor de seu eixo
aquecido. Suas bolas puxaram tão apertadas ao seu corpo, ele apenas sabia
que elas estavam tentando rastejar para dentro dele.

Seus músculos estavam tensos e eletricidade corria por meio dele,


acionando e o deixando nervoso e ansioso. Ele deu um curso lento ao seu
pênis exigente e gritou com as costas inclinadas para fora da cama.

Nada jamais se sentiu tão doloroso. Era como se alguém tivesse


chutado seu pau, e depois ateado fogo.

Ainda irritado com as palavras descuidadas de Zaiden, Asher não se


deleitava com o pensamento de ser íntimo com o filho da puta. Infelizmente,
ele não possuía outras opções. Ele assumiu que o calor se espalhando por ele
seria suficiente para levá-lo à loucura em breve. Ele não sabia como certas
pessoas podiam se sustentar a tais temperaturas e ainda viver. Inferno, ele
podia praticamente sentir seu cérebro escaldante dentro do crânio.

Ele lutou ao seu lado, ofegante, enquanto tentava rolar para fora da
cama. Antes que ele pudesse estar fora do colchão, a porta do quarto se abriu,
batendo contra a parede com um estalo alto. Zaiden ficou à porta, os olhos
arregalados, as narinas alargadas e seu peito arfante.
Sua pele pálida brilhava a luz do luar através das janelas,
escorregadia e encharcada de suor. Seus longos cabelos loiros estavam úmidos
sobre seus ombros, punhos e mãos e contraídos quando ele olhou para Asher.

Sem pensar, Asher rolou de costas, como se seu corpo tivesse sido
treinado para fazê-lo na visão de seu amante. Ele abriu os braços e mexeu os
dedos, chamando seu companheiro para ele. Zaiden nem sequer hesitou. Ele
deu dois passos e lançou-se na cama, cobrindo o corpo de Asher com o seu.

― Bebê, eu sinto muito. Eu não queria dizer aquelas coisas


estúpidas.

As mãos de Zaiden estavam por toda parte, e ele falava desesperado,


entre beijos ao longo no pescoço e ombros de Asher. ― Isso é tudo que me
importa. Eu estou tão arrependido. Não fique chateado. Por favor, pare de ficar
chateado por minha causa.

Asher gemeu e se contorceu, quando colocou os braços ao redor do


pescoço de Zaiden e o puxou para mais perto, esmagando suas bocas unidas
enquanto cada um lutava pelo domínio. Neste ponto, ele não conseguia sequer
lembrar por que ele tinha ficado chateado com seu companheiro. Sua fênix
gritou uma bela música que lhe encheu o coração e a alma, regozijando-se na
proximidade do seu companheiro.

Quando Zaiden lambeu dentro de sua boca e mordiscou seus lábios,


Asher decidiu que não queria mais ficar chateado e desfrutou o prazer do
momento.

O toque de Zaiden acalmou a queimadura, ao mesmo tempo em que


transformou as chamas do seu desejo em um incêndio violento. Talvez tenha
sido por causa do truque dos anciãos, mas Asher não conseguia o suficiente de
seu companheiro.
Uma pequena voz em sua cabeça o chamou de mentiroso sujo.
Mesmo quando ele não estava no auge do calor de acasalamento, ele ainda
queria o homem grande.

Ele duvidava que alguém que olhasse para o seu amante não o
quisesse. Porra, o homem era lindo.

― Preciso de você, Zaid.

― Preciso de você, também, bebê. Desculpe-me, eu fui um idiota.


― Zaiden se esticou sobre ele para alcançar o lubrificante no criado-mudo. ―
Diga-me o que você quer Ash. Tudo o que você quiser.

― Eu quero algemá-lo na cama, lambuzá-lo com molho de chocolate


e lamber cada centímetro da sua pele. Então eu quero me enterrar em seu
traseiro apertado e foder você até você desmaiar. ― Asher sorriu quando
Zaiden gemeu e seu corpo estremeceu. ― Mas por agora, eu só quero viajar
em você.

Zaiden rosnou, rolando rapidamente para puxar Asher em cima dele.

O que o enviou caindo no chão ao lado da cama com um baque duro.


Sim, eles realmente precisavam de uma cama nova. Asher não pode deixar de
rir quando ele se levantou e olhou para seu amante.

― Mova-se, Zaid. ― Zaiden franziu a testa e um forte tapa pousou na


bunda nua de Asher. Ele fechou os olhos e gemeu, balançando sua bunda e
pedindo outra pancada.

― Comporte-se ―, advertiu Zaiden.

Asher piscou os olhos e sorriu amplamente.

― Onde está à diversão disso? ― Então, ele engasgou quando


Zaiden rolou novamente, pressionando Asher de volta para o tapete e
prendendo-o ao chão. Sem dizer uma palavra, dois dedos estavam em seu
buraco e empurrando para dentro. A queimadura e a picada de dor enviaram
ondas para a cabeça de Asher, e ele arqueou o pescoço para trás, gemendo
como uma puta. ― Sim, eu gosto de você bem assim ―, murmurou enquanto
Zaiden bombeava seus dedos dentro e fora do corpo de Asher.

― Basta olhar bonito e deixe-me cuidar de você. ― Seus dedos


desapareceram, e seu pênis tomou o lugar deles. ― Respire fundo, bebê ―.
Asher fez como instruído, gemendo quando seu companheiro invadiu suas
profundezas escuras. Sua cabeça chicoteava para frente e para trás no chão
enquanto raios de prazer passavam por seu corpo.

― Foda-se, neste ritmo não vou demorar muito.

― Você é tão romântica.

― Cala a boca e me foda.

― Passarinho. ― Zaiden empurrou duro, pegando a próstata de Asher


e puxando um soluço estrangulado de sua boca aberta. ― Oh, você quer
assim? ― Zaiden puxou devagar e bateu dentro novamente ― Você quer
áspero bebê? ― Oh, Deus! ― Asher bloqueou seus tornozelos atrás das costas
e Zaiden apertou os dedos em seus cabelos, sacudido fortemente. ― Sim!
Mais forte! Tomando suas palavras, Zaiden deslizou um braço sob seus
quadris, erguendo-o enquanto se chocava com ele com força suficiente para
sacudir os ossos.

― Você ama meu pau, não ama bebê? Diga que você o ama.

― Sim, oh inferno doce, eu adoro isso!

― Cada vez mais rápido, a intensidade construía até Asher estar fora
de sua mente com o prazer. Ele não podia pensar, não podia falar, podia fazer
nada, mas aceitar a porra gloriosa que Zaiden entregava. Seu orgasmo correu
em sua direção como uma locomotiva fugitiva, sinalizando um inferno de uma
explosão. ― Abra os olhos, Ash. Olhe para mim ―, Zaiden exigiu. Seus olhos
saltaram abertos, ampliando a bela mistura de dor e prazer no rosto de seu
amante. Seus olhos estavam fechados, e o resto do quarto parecia derreter. O
fogo de Asher veio à tona, e as chamas pequenas lamberam sobre sua pele,
nos braços e mãos. Ele sentiu que, finalmente entendeu seu fogo e, portanto,
era capaz de controlá-lo.

Zaiden Reed era seu fogo. O homem o dirigia, ele era sua
propriedade, corpo, alma e chama. Olhando fixamente nos olhos de esmeralda
de seu companheiro, sua fênix chamou Zaiden, acalmando os temores e
dúvidas de Asher. Ele podia confiar que Zaiden nunca iria trair o presente.

Com o conhecimento firmemente no lugar, Asher, finalmente, deixou-


se ir, caindo sobre a borda e clamando quando seu clímax o varreu, enviando
cordas escaldantes de sêmen de seu pau pulsando.

Zaiden caiu para frente, enterrou o nariz no pescoço de Asher, e


gemeu quando sua liberação revestiu as paredes internas de Asher, a ponto de
transbordar.

― Foda-se, é sempre tão bom com você.

― É suposto ser ―, resmungou Asher. ― Você é meu fogo, Zaiden


Reed.
Ofegando enquanto seu pau escorregava do buraco apertado de
Asher, Zaiden rolou para o lado e tentou recuperar o fôlego. Essa foi a segunda
vez que Asher tinha dito isso, e ele ainda não sabia o que significava.

― Explique isso.

Asher manobrou perto, enroscando-se ao lado do Zaiden.

― Você é o meu companheiro.

― Eu sei disso bebê. É a parte do fogo que eu estou tendo um


pequeno problema para compreender.

Empurrando-se sobre o cotovelo, Asher sorriu para ele.

― Você me chamou de bebê.

Zaiden revirou os olhos e passou um braço ao redor de seu amante


puxando-o para baixo para aconchegar sobre seu peito.

― Eu disse que estava arrependido sobre isso. Eu não quis dizer isso
do jeito que soou. Eu me pego querendo dizê-lo o tempo todo, mas eu não
tinha certeza de como você ia receber o carinho. Quando estamos juntos
assim, porém, não consigo pensar.

― Eu entendo agora ―, sussurrou Asher. ― Não me importa que


você me chame de bebê. Faz-me sentir especial.

Dando ao seu companheiro um aperto, Zaiden deu um beijo no topo


da sua cabeça.

― Bom, porque você é. Agora, você vai explicar essa coisa de fogo
para mim? Está me deixando louco.

― Quando a fênix encontra seu companheiro, ela se entrega a essa


pessoa. Estamos ligados para a eternidade. ― Sua pequena mão subiu para
descansar sobre o coração do Zaiden. ― Nossos corações batem como um só.
― Aquele dedo fino mudou-se para escovar sobre seus lábios. ― Nossas
respirações são sincronizadas. Nossas mentes e almas estão interligadas. ―
Ele inclinou a cabeça para trás para olhar nos olhos de Zaiden. ― Você está
entendendo?

Zaiden acariciou amorosamente o rosto de seu companheiro com as


costas da mão.

― Como isso me faz ser seu fogo, bebê?

― Você me acalma ou me seduz. Quando eu estou animado, a minha


chama queima mais brilhante. Quando estou feliz como agora, minha chama
arde. Você fazer isso comigo. Eu estava tentando tão difícil negá-la, combatê-
la. Agora que eu compreendo e aceito nosso acasalamento, é mais fácil para
eu controlar.

Ele sorriu suavemente. ― Embora você ainda possa chamar meu


fogo.

― Como eu faço isso? E por que eu iria querer? ― Zaiden não era
contrário à ideia. Ele só não entendia como ele conseguia controlar algo que
fazia parte de seu companheiro. Asher segurou sua mão, sua palma virada
para frente de Zaiden. Hesitante, Zaiden levantou a mão e apertou a de Asher.

― Você viu meu fogo. Pense sobre o que parece, o que você sente
quando eu toco vocês. Imagine as chamas dançando sobre nossas mãos. ―
Olhando fixamente para os seus dedos entrelaçados, pequenas chamas laranja
saltaram em sua pele. Ele engasgou quando fogo imediatamente cintilou à
vida, envolvendo suas mãos e pulsos. É não era laranja e sim um roxo
profundo. Ele nunca tinha visto nada como isso antes. Ele não tinha tempo
para se debruçar sobre ele, porém. O prazer que se seguiu imediatamente,
partindo de seus dedos e se espalhando todo o seu corpo definiu um curso
rápido de seu pênis já enchendo. ― Parece bom, né? ― Asher gemia baixinho,
segurando a mão de Zaiden um pouco mais apertada. ― Você pode fazer isso.
― Você está brincando comigo?

― Não... eu não estou fazendo nada. Você está fazendo tudo. ―


Asher lambeu ao longo da clavícula Zaiden. ― Então, agora você me diz. Por
que você quer chamar o fogo?

― Porque isso se sente bem pra caralho―, sussurrou Zaiden


ofegante. ― Você sabe como eu me sentiria ainda melhor?

― Como? ― Asher murmurou enquanto engatinhava em cima dele e


mordiscava em seu peito.

― Se os seus lábios estivessem embrulhados ao redor do meu pênis.


― Asher bufou e puxou um pouco o mamilo de Zaiden antes de deslizar seu
corpo para baixo descansando entre suas pernas.

― Eu acho que nós vamos ter que testar essa teoria.

Acariciando lentamente de base à ponta, Asher se inclinou para frente


e envolveu a cabeça esponjosa em sua boca. Ele lambeu a fenda, capturando o
sêmen de Zaiden em sua língua enquanto seus gemidos abafados vibravam ao
longo de seu eixo. Santa Mãe de misericórdia! Seu companheiro sentiu como o
céu sobre ele, e Zaiden não poderia parar-se de se arquear para dar boas-
vindas ao calor da boca de Asher. Levantando-se num cotovelo, ele assistiu ao
show erótico com as pálpebras pesadas. Ele engoliu de volta um grito de
prazer quando Asher envolveu sua mão ao redor da base de seu pau e
começou a abanar a cabeça, arrastando os lábios junto até a metade superior.

Então ele apareceu completamente desligado, olhando nos olhos com


um Zaiden sorriso maroto.

― Você está pronto? ― Zaiden assentiu em silêncio. Ele não sabia


com o que tinha acabado de concordar, mas ele ficaria feliz em aceitar
qualquer coisa que seu amante estivesse disposto a fazer para ele. Ele seguiu
o olhar de Asher para baixo, onde a sua mão ainda estava em volta do pau
vazando de Zaiden.

Todo o seu corpo ficou tenso, quando chamas roxas irromperam


sobre Asher Por outro lado, lentamente, começaram a dançar até o
comprimento do seu pau. O prazer inundando-o, imediato e intenso. Então
Asher foi para frente, engolindo-o para o fundo da garganta, e ele estava
completamente perdido.

Ele nunca tinha sentido nada tão incrível em sua vida. Era como se
sua alma estivesse sendo queimada pelo o homem entre suas coxas
espalmadas.

Caindo para o chão, ele torceu ambas as mãos nos longos cabelos de
Asher e começou a empurrar para cima em sua boca, cutucando as costas da
garganta de seu companheiro com cada impulso.

Por outro lado Asher deslizou a mão para baixo de seu saco apertado
e acariciou seu períneo antes de se mudar ainda mais para baixo para acariciar
sua entrada.

Zaiden quase teve um AVC, e então Asher engoliu em torno da


cabeça de seu pau, e Zaiden irrompeu como um foguete, gritando enquanto
descarregava suas bolas, atirando rios de esperma na boca à espera de seu
companheiro.

Caindo de volta para o tapete, ele tentou controlar sua pulsação


acelerada enquanto ofegava e gemia, balançando a cabeça de um lado para o
outro. Seu cérebro não queria funcionar, ele mal podia ver e sentir sua língua
grossa e pesada em sua boca. A visão do quarto se borrou e começou a
desaparecer, até que finalmente ele desistiu da batalha e entrou em
inconsciência.
Capítulo Dez

― Eu gosto deste.

Fora do colchão, Zaiden ficou de pé e sacudiu cabeça.

― Vamos continuar procurando.

― Mas, eu quero este ―, lamentou Asher.

― Nós podemos voltar ―, Zaiden prometeu. ― Vamos continuar


procurando.

Asher arqueou uma sobrancelha para ele antes que de cair para trás
sobre a cama e gemer alto.

― Oh, uau! Isto é incrível. Eu quero isto.

O pau de Zaiden se contraiu com a visão de seu companheiro se


contorcendo e gemendo no colchão. Olhando em volta, ele o percebeu não era
o único que tinha tomado conhecimento. Algumas mulheres e até mesmo dois
homens pararam suas conversas para assistir o pequeno show de Asher no
meio da loja de móveis.

Zaiden aproximou-se da cama e bateu no quadril de seu amante.

― Muito bem, podemos receber um presente ―, ele assobiou. ―


Agora, você vai parar com isso!
Asher apenas sorriu maldosamente enquanto arqueava as costas e
gemia mais alto.

― Essa cama é tão perfeita. Basta imaginar o quão duro você pode
me foder nisso. ― Ele falou em voz alta, muito mais alto do que a distância
entre eles justificava.

Zaiden fechou os olhos, as bochechas se aquecendo quando ouviu


vários suspiros e um assobio atrás dele.

― Levante-se, Asher.

Virando sobre a sua barriga, Asher balançou os quadris para o


colchão, transando rápido, com golpes cortantes.

― Oh, sim. É muito resistente. Eu não acho que nós vamos quebrar
esta como fizemos com as outras duas.

Apertando os olhos, Zaiden lutou contra o seu constrangimento. Ele ia


matar seu companheiro.

― Asher, eu juro por tudo que é mais sagrado, se você não parar nos
próximos dois segundos... ― Ele parou, deixando a ameaça no ar.

― Eu não tenho certeza se estou fazendo certo. Acho que


precisamos ter certeza que ela vai aguentar o nosso peso combinado. ― Asher
se empurrou para cima em suas mãos e joelhos. ― Venha para trás de mim
do jeito que eu gosto, então eu posso ter certeza de que é confortável.

Sem pensar, Zaiden estendeu a mão e golpeou seu companheiro duro


em sua bunda arredondada em repreensão. Asher gemeu e choramingou como
uma puta, abaixando o peito para o colchão e balançando sua bunda. ― Foda-
se sim! ―, ele gritou. ― Você sabe como eu gosto áspero. Faça isso de novo,
bebê. Eu poderia apenas gozar para você.

Mudando de tática, Zaiden baixou a voz, deixando-a fluir profunda e


com um toque de comando.
― Levante-se da cama, e eu prometo fazer isso quente e gostoso
para nós quando chegarmos em casa.

Asher não iria deixar-se, no entanto.

― Ah, mas eu preciso agora, Zaid. Estou tão duro ―, ele


choramingou.

― Bichas, ― resmungou um cara enquanto passava por eles,


atirando olhares mortíferos em sua direção. Raiva súbita superou o embaraço,
e Zaiden virou-se para seguir o homem. Ele não se importava com o que as
pessoas diziam sobre ele, mas ninguém falava sobre seu companheiro de tal
forma. Um aperto em seu pulso o parou, e ele olhou para trás para ver Asher
olhando para ele com um pedido de desculpas.

― Desculpe-me, Zaid. Eu estava apenas me divertindo um pouco.

― Ele não tem direito de falar de você dessa maneira.

― Deixa para lá. Ele não vale a pena. ― Asher se arrastou para fora
da cama e moldou-se a Zaiden. ― Você está bravo comigo?

Com um suspiro profundo, Zaiden sorriu torto e tocou a ponta do


nariz de Asher com o dedo indicador.

― Eu não sou louco, bebê.

Uma morena bonita limpou a garganta ao lado deles enquanto torcia


as mãos nervosamente.

― Posso ajudá-lo senhores?

― Eu realmente quero a palmada ―, Asher sussurrou


sedutoramente.

― Queremos esta. ― Zaiden falou com a vendedora, sem tirar os


olhos do olhar hipnotizante de seu companheiro. ― Vou pagar mais se puder
entregar hoje.

Depois de comprar o colchão, eles escolheram uma cama agradável


com cabeceira de madeira, perfeito para a fixação de algemas ou lenços em
volta. Levou toda força de vontade Asher não saltar quando eles fizeram o seu
caminho através do shopping em busca de uma loja de roupas de cama e
banho para comprar roupa nova.

Feliz que Zaiden não estava bravo com ele por seu comportamento na
loja de móveis, ele praticamente vibrou com excitação. Ele não tinha a
intenção de envergonhar o seu companheiro, mas menino, se isso não tinha
sido divertido. Zaiden parecia tão adorável quando corou, e no fundo, sua voz
sexy enviou arrepios diretamente em sua espinha enviadas, cada vez que ele
se lembrava dela mais e mais em sua cabeça.

― Eu gosto dos azuis. ― Zaiden o tirou de seus pensamentos,


apontando para um simples jogo de cama azul marinho.

Asher torceu o nariz.

― O que há de errado com algo com um pouco mais complexo? ―


Ele percorreu o corredor, olhando para as opções, até que seu olhar
desembarcou em um perfeito conjunto de lençóis em cetim vermelho e
dourado. Ele já podia imaginar o seu companheiro se espalhando para ele, sua
pele pálida fazendo um contraste perfeito com o vermelho brilhante e ouro.
Zaiden encolheu os ombros e balançou a cabeça.

― Isso funciona. Eu não sou exigente.

― Ugh! Você não é divertido! ― Asher bufou quando jogou o


edredom e lençóis para a cesta. ― Ok, precisamos de almofadas, cortinas e
provavelmente, um tapete até que possamos ter os tapetes substituídos.

― O que você quiser bebê ―. Zaiden sorriu com indulgência, mas


Asher praticamente podia o ver revirando os olhos internamente.

― Por que você faria isso?

― Fazer o quê?

― Apenas me deixar ter o meu caminho. Se há algo que você gosta


ou não você precisa me dizer. Caso contrário, como vou saber? Você me faz
sentir que estou apenas tomando a sua casa.

O sorriso de Zaiden nunca vacilou quando ele balançou a cabeça.

― É como se fosse mais a sua casa do que a minha. Eu não sou


muito exigente. Eu lhe disse isso. Se eu sentir fortemente sobre algo, eu vou
deixar você saber. Caso contrário, eu só vou deixá-lo ter o seu divertimento.
Você é muito bonito quando seus olhos brilham com isso.

― Eu não sou bonito ―, Asher resmungou.

Zaiden o olhou por cerca de um minuto, então suas sobrancelhas se


aproximaram, e ele inclinou a cabeça para o lado enquanto olhava em algo por
cima do ombro de Asher. Olhando para trás para ver porque seu amante
estava fazendo uma careta, ele avistou um homem alto e de boa aparência
observá-los no final do corredor.

― Andrew? ― Zaiden passou por Asher e caminhou até o homem.


Ele estendeu a mão, sorrindo enquanto tremia.
Asher os assistiu falar e rir um minuto antes da curiosidade e um
pouco de ciúme levar a melhor sobre ele. Caminhando até o par, ele passou
um braço possessivo ao redor da cintura de Zaiden colocando em seu rosto o
maior sorriso que ele conseguiu reunir.

― Oi. Nós estamos juntos.

Ok, então havia um pouco mais de ciúmes do que curiosidade. O


homem que Zaiden tinha chamado de Andrew quase se engasgou com a
chegada de Asher. Seus olhos se arregalaram, e ele tossiu algumas vezes
antes que ele pudesse, finalmente, se recompor.

― Bem, parabéns, eu acho ―, respondeu ele, como se não pudesse


falar outra vez.

― Asher. ― Zaiden tinha o maior sorriso de merda em seu rosto


quando ele falou.

― Este é Andrew George, um ex paciente meu. ― Asher acenou com


a cabeça, mas não libera seu aperto em seu amante ou ofereceu a sua mão.

― Prazer em conhecê-lo.

― Da mesma forma, ― Andrew disse com o que parecia ser um


sorriso. Ele olhou Asher de cima abaixo, deixando o olhar demorar um pouco
demais na virilha, antes de fazer a mesma coisa para Zaiden.

― Há quanto tempo vocês dois estão juntos?

― Tempo suficiente ―, Asher zombou friamente. ― Eu não estou


indo para escolher as palavras. Eu não gosto de você, e nós estamos saindo
agora. Até mais tarde, cara. ― Ele se virou e puxou o cotovelo de Zaiden. Ele
não sabia o que inferno deu nele, e não se importava muito. Zaiden era dele.
Andrew George poderia ir se foder.
― Um pouco hostil, você não acha? ― Zaiden riu enquanto permitia
que Asher o puxasse de volta para seu carrinho de compras. ― Ele é um cara
legal uma vez que você começa a conhecê-lo.

― Tanto faz. Eu não gosto dele, e você não pode me obrigar a gostar.
― Asher sabia ele tinha ultrapassado o ponto de amante ciumento e estava
mais para um filho da puta petulante. Ele alegou Zaiden, e Zaiden tinha
reclamado ele em troca. Ele sentia-se plenamente justificado em sua atitude
possessiva. Zaiden o virou por trás dele, apertando o peito de Asher na barra
do carrinho quando se inclinou sobre ele para sussurrar em seu ouvido.

― Você é sexy como o pecado quando você fica com ciúmes. Talvez
eu devesse convidar o meu ex-namorado para jantar uma noite.

― Faça isso, e eu vou castrá-lo. Isso não é mesmo engraçado,


Zaiden. ― Zaiden riu levemente, em seguida, beliscou o lóbulo de Asher em
brincadeira.

― Anotado, bebê. Embora seu traço possessivo me deixasse duro. Eu


quero que você dobre sobre a superfície plana mais próxima do inferno para
que qualquer um que quiser assistir.

Asher gemeu, empurrando sua bunda de volta na virilha de Zaiden e


rangendo quando encontrou o pau duro lá.

― Podemos ir para casa agora? Eu realmente acho que temos que ir


para casa agora, Zaid.

― Nossa nova cama não vai estar lá por outro par de horas. Vamos
terminar as compras e pegar algo para comer.

― Porra! ― Asher murmurou enquanto trabalhava para acalmar a sua


dificuldade para respirar.
― Não é uma provocação. Eu vou tomar um cuidado especial com
você esta noite, bebê. ― Ele raspou os dentes sobre a nuca de Asher,
enviando eletricidade por sua espinha e em linha reta para o seu pau já duro.

― Será que você confia em mim, Ash?

― Sim. Ok, ― Asher respirava. Com a boca e as mãos Zaiden sobre


ele, ele concordaria com quase tudo naquele momento. Se Zaiden dissesse a
ele para cair de joelhos e chupa-lo, Asher teria aquele pau lindo na sua boca
em segundos.

― Você não pode se mover, Ash ― . Zaiden sorriu para ele, uma
sobrancelha engatilhada.

― Cale a boca. Estou tentando lembrar como respirar. Você luta sujo.

― Isto vindo do homem que praticamente fodeu seu amigo


imaginário no meio da loja de uma loja de móveis. ― Um risinho muito
efeminado escapou de seus lábios, e Asher bateu a mão sobre a boca para
cortá-lo.

― Oh, você adorou cada minuto ―, ele resmungou em seus dedos.

Revirando os olhos, Zaiden deu um tapa na bunda de Asher e se


deslocou entre suas omoplatas.

― Você vai me matar. Eu você sabe disso.

― Não, eu sou imortal, lembra? Você está preso comigo para sempre.
― Asher fez uma cara de beijinho para seu companheiro, depois se abaixou ao
redor do carro e correu pelo corredor, rindo como um maluco. A julgar pelo
olhar nos olhos de Zaiden, Asher estava indo para obter umas boas palmadas
quando finalmente conseguissem voltar para sua casa. Ele absolutamente não
podia esperar.
Capítulo Onze

― O que no inferno? ― Zaiden empurrou seu amante e correu atrás


dele pelo estacionamento, até chegar à frente de seu veículo. Ele ficou lá em
estado de choque, a sua boca aberta enquanto balançava a cabeça em
descrença. Quem diabos teria feito uma coisa dessas?

― Sério? ― Asher rosnou quando ele pisou ao lado dele e deixou as


sacolas caírem no concreto.

― Há algo que você precisa dizer para mim? ― Ele cruzou os braços
sobre o peito e olhou para Zaiden. Zaiden apenas continuou a sacudir a cabeça
como um idiota.

― Eu não tenho ideia de quem fez isso.

Aproximando-se de seu veículo, ele passou as pontas dos dedos


sobre as palavras gravadas no capô.

Ele é meu!

― Talvez seja um amante ciumento ou algo assim. Talvez ele só


tenha pegado o carro errado ―, Zaiden disse esperançoso. Ele poderia ter
provocado Asher mais cedo, mas ele não tinha nenhuma ex que faria algo
assim. Inferno, ele realmente não tinha nenhum ex em tudo. O que explicaria
por que evitava foder sua relação com seu companheiro.

― Bem, nós precisamos chamar a polícia.

― Eu não acho que há muito que possamos fazer sobre isso.


― Provavelmente não ―, concordou Asher. ― Mas sua companhia de
seguros vai querer ver um relatório policial antes de pagar para ter isso
consertado.

Balançando a cabeça, Zaiden não conseguia pensar em nada.


Obrigado céus que um deles estava pensando corretamente. Um pensamento
súbito lhe ocorreu, seu sangue esfriando e roubando a respiração de seus
pulmões. E se quem fez isso teve o carro certo, mas não estivesse se
referindo a ele. E se alguém quisesse Asher? O medo o fez girar, arrastando
seu companheiro em seus braços, esmagando-o mais perto e salpicando beijos
por cima da cabeça de Asher. Ele ainda não sabia se amava o homem, mas ele
sabia que isso estava fazendo seu caminho rapidamente, e ele não era mais
capaz de viver sem ele.

Ele faria o que precisava ser feito para manter o seu companheiro
seguro. Ninguém levaria o homem dele. Ninguém.

Asher se afastou, olhando para ele como se ele tivesse perdido a sua
mente maldita, o que ele provavelmente tinha.

― O que está errado com você? Você está tremendo como uma folha.
― A voz de Asher abrandou, e ele colocou a sua mão sobre o coração do
Zaiden.― Seu coração está batendo tão rápido ―, sussurrou. ― O que está
errado, garotão?

Zaiden sacudiu a cabeça, tentando a sua melhor imitação de um


reconfortante sorriso.

― Nada. Apenas um pouco chocado, eu acho. Nada como isto já me


aconteceu antes.

― Você está mentindo ―. Asher olhou para ele. ― Não minta para
mim, Zaiden. Eu não sou uma criança. ― Suspirando pesadamente, Zaiden
deixou o queixo cair no peito e esfregou a tensão na parte de trás do pescoço.
Ele não queria ser paranoico, mas talvez se ele expressasse suas
preocupações, Asher poderia colocar sua mente à vontade.

― E se essa mensagem não é sobre mim?

― Sim, você já disse isso. Talvez a mensagem fosse para o carro de


outra pessoa. ― Não. ― Zaiden pegou a bochecha de Asher em suas mãos
enquanto olhava para seus olhos âmbar. ― E se a mensagem é para mim,
mas não sobre mim?

― Você acha que alguém quer que você fique longe de mim? ― A
testa de Asher se enrugou enquanto ele pensava sobre a declaração. ― Eu
não acho que isso é provável. Acabei de me mudar para cá. Eu quase não saía
de casa, e eu definitivamente não falei com ninguém, a não ser quando fui
comprar algo.

Alguma da tensão diminuiu de seus ombros e Zaiden soltou um


suspiro de alívio.

― Sim, você provavelmente está certo. Eu só estou paranoico e


superprotetor. Os olhos de Asher suavizaram e ele sorriu ternamente.

― Eu gosto disso ―, sussurrou. Suas faces coradas, e ele desviou o


olhar, de repente encontrando o pneu dianteiro esquerdo próximo de Zaiden
muito interessante.

― Hey ―. Zaiden puxou o queixo de seu amante, olhando em seus


olhos novamente. ― Nada disso. Podemos ter sido enganados nesta coisa de
acasalamento, mas eu gosto muito de você, ok? Se eu tiver que estar preso
com alguém para o resto da minha vida, eu não acho que eu poderia ter
escolhido ninguém melhor. Nós somos um time agora.

Os olhos de Asher se embaçaram um pouco, brilhando no sol


enquanto ele balançava a cabeça lentamente.
― Ok ―, ele sussurrou, a voz grossa. Então, ele limpou a garganta e
se afastou, virando-se e deslizando a manga de sua camisa quadriculada nos
olhos.

― Apresse-se e chame a polícia, porque eu estou morrendo de fome.

Zaiden revirou os olhos, mas permitiu que Asher cuidasse da


situação. Se isso fosse necessário para que seu companheiro se sentisse
melhor, ele não ia discutir.

Eles terminaram de falar com a polícia sobre o vandalismo no carro


de Zaiden e chegaram em casa a tempo de descarregar suas compras antes da
van de entrega parasse na calçada com sua nova cama.

Zaiden insistiu em supervisionar a instalação, pairando sobre os


entregadores e observando-os como um falcão.

Uma vez que os homens saíram, atirando punhais para Zaiden em


todo o caminho, Asher começou a trabalhar pendurando as persianas e
cortinas novas enquanto seu amante fazia a cama com o conjunto novo. Era
realmente de uma boa aparência, e combinava perfeitamente com as cortinas
douradas que Asher tinha encontrado em sua terceira parada.
― Parece bom ―, elogiou Zaiden quando tinha acabado. Ele tomou
alguns passos para trás, examinando o quarto enquanto sorria e acenava.

― Parece muito bom. Você fez um trabalho fantástico, bebê.


Asher se prendeu no elogio, passando o nós dos dedos contra o peito.

― Sim, eu sou incrível. Diga novamente.

Zaiden bufou e revirou os olhos antes de deixar Asher e sair do


quarto. Asher saltou da escada que ele usou para pendurar as cortinas, e
correu atrás de seu companheiro, o alcançando na cozinha.

― Por que você simplesmente me deixou assim? Eu só estava


brincando.

Girando em torno, Zaiden o encarou em choque.

― Asher, eu não estou bravo. Eu só vim para a cozinha para pegar


uma cerveja. O que há com você?

Mordendo os lábios, Asher balançou a cabeça rapidamente. Porra, ele


poderia ser bobo às vezes.

― Nada há de errado. Eu estava porque você agiu todo irritado, e eu


não fiz nada de errado. ― Zaiden olhou para ele por um longo tempo e,
finalmente, acenou com a cabeça e se virou de volta para a geladeira. Asher
suspirou e esfregou as mãos sobre o rosto. Ele exigiu honestidade total de
Zaiden anteriormente. O mínimo que ele podia fazer era retribuir o pedido.

― Eu realmente gosto de você, Zaiden. Eu sei que não estamos


juntos há muito tempo, mas eu gosto. Veja algo está realmente acontecendo
aqui. Não é somente estarmos presos juntos. ― Ele assistiu Zaiden se
endireitar lentamente e fechar a porta da geladeira, antes de se virar para
franzir a testa para ele. ― Algumas coisas estranhas têm acontecido, e isso me
faz pensar que talvez você tenha outra pessoa. Alguém que não está feliz que
eu estou aqui ―. Asher encolheu os ombros e olhou para seus pés descalços.
― Eu não gosto quando você está com raiva de mim ―, ele
murmurou. ― faz com que meu estômago se sinta engraçado, e não em um
bom caminho. ― A sala ficou ensurdecedoramente silenciosa. O silêncio
pressionando sobre ele, envolvente e sufocante, até que ele não aguentava
mais. Levantando a cabeça, Asher abriu a boca para dizer algo, sem dúvida
algo estúpido, mas a fechou rapidamente quando viu a expressão no rosto do
Zaiden.

O homem tinha a cabeça inclinada para o lado, às mãos apoiadas em


seus quadris, e um meio sorriso na boca como se soubesse de um segredo que
não pudesse compartilhar. Então, ele ergueu a mão no ar e um dedo torto para
Asher. Duas vezes.

Movendo-se como se estivesse em transe, Asher percorreu a sala, os


olhos nunca deixando Zaiden, até que ele parou em frente dele. Inclinando a
cabeça para trás sobre seus ombros para ajustar sua diferença de altura, ele
esperou pacientemente para o que seu companheiro tinha a dizer.

― Eu realmente nunca tive um namorado ―, Zaiden começou. ― Eu


não tenho ninguém na minha vida. Eu não quero mais ninguém. ― Fechando
os braços em torno de Asher, ele se inclinou para beijar-lhe a testa. ― Para
ser honesto, eu nunca quis ninguém como eu quero você. Eu só não sei como
isso aconteceu.

Acenando com a compreensão, Asher se aconchegou mais ao peito de


seu companheiro.

― Eu entendo isso. Tudo aconteceu tão rápido, e eu sinto que estou


lutando para manter. Alguns dias eu não tenho certeza se vou conseguir
manter minha cabeça acima da superfície.

― Eu sei exatamente o que quer dizer, bebê. ― Zaiden acariciou o


topo da cabeça de Asher com o rosto e suspirou. ― Nós vamos descobrir isso
junto, mas temos de ser honestos um com o outro. Ok?
― Tudo bem.

― Agora, o que você quer fazer, bebê? ― Zaiden se afastou e mexeu


as sobrancelhas brincando. ― Que tal um filme na cama e, em seguida nós
podemos quebrar nosso colchão novo.

― Oh, Sim, eu posso concordar com esse plano. Você faz a pipoca, e
vou correr para locadora. Sua coleção de filmes é uma porcaria.

― Eu concordo com você sobre isso. ― Zaiden fez uma careta


enquanto puxava os sacos de pipoca do armário sobre a pia. ― Eu não assisto
muita televisão, então eu nunca vi a necessidade de comprar filmes. Antes de
você se mudar, eu passava a maior parte do meu tempo no escritório. Tinham
noites em que eu dormia lá.

― Isso é triste. ― Asher balançou a cabeça em desespero e


zombaria, pegou as chaves do carro do gancho ao lado da porta de trás. ―
Você tem alguma preferência?

― Qualquer ação, terror, ou algo com homens suados e seminus.

― Eu gosto da maneira como você pensa. Vou pegar um de cada. ―


Asher, deu um beijo em Zaiden e saiu correndo da cozinha.
Capítulo Doze

― Aquele homem é um deus maldito ―, Asher respirava antes de


por outra mão cheia de pipoca na boca. ― Você já viu essa quantidade de
músculos em sua vida? ― Zaiden teve de concordar, mas seu gosto por
homens corria mais pelo lado pequeno e delicado. Ele assistiu mais Asher do
que o filme, esgueirando-se e olhando para ele pelo canto do olho sempre que
possível.

Ele adorava a maneira como seu companheiro respirava fundo e


agarrava-se a ele, praticamente subindo em seu colo durante o filme de terror.

Agora, eles se mudaram para ação e aventura e o maldito tinha


pegado um bom. Ele combinava algumas cenas de luta de alto nível com
bastante explosões. Se a barraca nas calças d pijama de Asher era alguma
indicação, ele estava gostando do filme imensamente.

O pau de Zaiden gritou com ele e pulsou entre suas pernas, exigindo
ser o centro das atenções de Asher. Porém, ele colocou um controle em torno
de seu desejo, e recostou-se contra a cabeceira apenas para desfrutar passar
um tempo com seu companheiro.

― Isso é bom.

Espreitando mais em seu companheiro suspirando baixinho as


palavras, Zaiden sorriu e assentiu.

― Sim, eu nunca fiz nada como isso antes. Eu gosto.


― Eu tenho algo que eu acho que você pode gostar um pouco
melhor ―. Asher virou-se e se ajoelhou na cama em frente a ele com um
brilho provocante em seus olhos. Ele tirou as mãos de trás das costas e
apresentou a Zaiden um par de algemas e uma garrafa de calda de chocolate.

Tentando desesperadamente não morder a língua, os olhos de Zaiden


se alargaram e ele continuou a acenar atordoado.

― Oh, sim. Eu gosto. ― Ele começou a chegar para as algemas, mas


Asher se afastou fora do seu alcance, estalando sua língua.

― Eu quero as palmadas. Então eu vou algemá-lo na cama e transar


com você até você gritar meu nome. Você pode lidar com isso?

Zaiden rosnou quando pulou para o seu companheiro, baixando-o


para o colchão e o prendendo pelos ombros.

― Você realmente foi um moleque no shopping hoje. Acho que você


precisa ser lembrado de quem está no comando aqui.

Asher engoliu em seco com a boca aberta e a língua serpenteando


para fora para umedecer os lábios secos.

― Oh, sim. Eu preciso de você para me punir, Zaid.

Zaiden fechou os olhos por um instante, tentando obter algum


controle. Seu companheiro era demasiado tentador quando se empurrava
contra ele fazendo suas ereções se moverem em conjunto.

Rolando para fora da cama com um grunhido, Zaiden ficou na borda


do colchão e empurrou sua boxers para baixo de seus quadris.

― Fique nu, e então eu quero que você se coloque sobre a cama


aqui.

A voz dele ficou baixa e rouca, áspera e exigente.


Asher assentiu rapidamente pulando da cama e tirou as calças de
pijama em tempo recorde. Ele correu em volta para ficar na frente de Zaiden,
em seguida, virou se esparramando sobre o colchão em seu estômago, os pés
no chão e empurrou sua bunda para o alto.

― Como isso? É assim que você me quer?

Zaiden acariciou os globos arredondados, um por um antes de dar um


golpe em cada.

― Isso está perfeito, bebê. Não se mova.

Asher começou a se levantar com as mãos, movendo a cabeça para


olhar por cima seu ombro. Zaiden golpeou-o com força, masturbando seu pau
enquanto olhava a impressão de sua mão aparecer na bunda de seu
companheiro. ― Eu disse para você. Não. Se. Mova.

― Sim, senhor ―, Asher ofegou. Ciente de que seu companheiro


estaria de acordo com seu comando, Zaiden correu para o closet e cavou no
início, até chegar ao seu saquinho de guloseimas. Puxando o plug fino e o
lubrificante que aquecia do saco, ele correu de volta para seu companheiro e
caiu cair de joelhos.

Sem uma palavra ou outras preliminares, ele espalhou as bochechas


de Asher e lambeu ao longo de seu buraco. Ele rodou sua língua em todo o
saco, roncando e gemendo no gosto de seu companheiro.

Asher gemeu e gemeu, mas permaneceu perfeitamente imóvel. Bom


rapaz. Zaiden lambeu e empurrou até que os músculos começaram a relaxar,
em seguida, empurrou sua língua dentro, lambendo a parte interna da entrada
escaldante.

Ele apertou as bochechas e massageou os músculos antes de


entregar umas palmadas no caminho certo. Asher gritou, enrijecendo os
músculos em torno da língua invasora de Zaiden.
― Ah, merda. Faz isso de novo ―, ele choramingou.
Zaiden estabeleceu um ritmo constante, atacando o maldito buraco do seu
companheiro com a sua língua enquanto continuava a espancá-lo várias vezes,
alternando os lados. Quando ele sentiu que tinha reduzido a sua amante a um
monte se contorcendo, ele pegou o lubrificante do chão e abriu a tampa.
Sentado sobre os calcanhares, ele trabalhou rapidamente, lubrificando seus
dedos e estirando um pouco mais o buraco de Asher.

Ele circundou os músculos mais uma vez antes de empurrar na


segunda articulação com o dedo indicador. Ele lambeu e mordiscou, raspando
seus dentes. Asher estava enquanto ele bombeava seus dedos dentro e fora
dele, torcendo seu pulso e alongando os músculos.

― Bebê, você é tão gostoso assim. Você gosta disso? Eu quero ouvir
o quanto você gosta disso.

Gemidos cresceram em volume e Asher gaguejou, soluços quebrados


saindo de sua boca. Zaiden adicionou um segundo dedo, tesourando-os para
trás e adiante, estendendo seu companheiro para a diversão que ele tinha
planejado. Uma vez que um terceiro dedo poderia caber facilmente, ele
bombeou mais algumas vezes antes de suavemente removê-los do túnel
convulsionando de Asher.

Asher empurrou sua bunda para trás, silenciosamente implorando por


mais. Seria engraçado se Zaiden não estivesse lutando como o diabo para não
explodir sua carga apenas com a visão.

Agarrando o plug preto de silicone, ele rapidamente pressionou a


ponta contra a abertura de seu companheiro.

― Você está pronto bebê?

― O que é isso? ― Asher não parecia preocupado, apenas curioso.


― Você confia em mim? ― Por mais que ele quisesse isso, tinha que
ser decisão Asher. Ele nunca forçaria nada no seu companheiro se o homem
não estivesse confortável.

― Sim, Zaid. Eu confio em você. O que você quiser. Eu sou seu.

Segurando a base de seu pênis para protelar seu orgasmo, Zaiden


gemeu pateticamente nas palavras de Asher. Podia ouvi-lo mais e mais e
nunca se cansar disso. Afastando seu próprio desejo, ele concentrou-se no seu
companheiro, cutucando a ponta do plugue através da entrada apertada e
balançando-o suavemente. Asher reprimiu em torno da ponta, absorvendo
mais do brinquedo até que a base plana descansou contra sua entrada.

― Deus, eu me sinto tão malditamente cheio.

Zaiden ficou de pé, admirando o seu trabalho enquanto alisava as


palmas das mãos sobre a parte inferior ainda aquecida de seu amante. Então,
ele lhe golpeou levemente, e outra vez, sem pausa entre elas. A intensidade
aumentou, sua mão ardendo do castigo que ele deu ao seu companheiro
ansioso.

Asher foi à loucura, gritando e gemendo, balançando ao redor da


cama para deslizar a mão por baixo dele para pegar sua carne túrgida. Zaiden
deu um tapa sobre a base do plugue, empurrando-o mais enquanto rosnava.
― Não toque o que me pertence.

Asher moveu a mão por baixo dele e a colocou encostada ao colchão.

― Eu preciso gozar Zaid. Meu maldito pau vai cair e minhas bolas vão
explodir se você não me deixar gozar.

― Ah, eu vou deixar você gozar bebê. Mas não até eu dizer que
pode.

Ele deu mais três tapas na bunda de Asher e sorriu amplamente


quando uma coloração bonita de vermelho encheu seus olhos. ― Você deveria
ver a si mesmo, Asher. Eu nunca vi nada mais lindo do que como você olha
agora.

Debruçando-se sobre seu companheiro, ele firmou as mãos nos dois


lados da cabeça de Asher, curvando-se sobre ele até que seu peito encostou-se
às costas de Asher. Ambos assobiaram, e Asher realmente gritou.

― Por favor, eu não aguento mais. ― Asher soou próximo à histeria,


e assustou a merda em Zaiden.

Sentando-se rapidamente, ele rolou seu amante à sua volta e


empurrou seus cabelos suados do rosto.

― Shh, bebê. Está tudo bem. ― Agarrou o pau de Asher e acariciou-


o rapidamente. ― Goze para mim, bebê. Se for isso que você precisa, basta
fazê-lo.

A cabeça de Asher chicoteou para frente e para trás sobre seus


ombros, e ele golpeou a mão Zaiden longe.

―Não, ― disse ele, olhando nos olhos do Zaiden. ― Eu quero estar


dentro de sua bunda pecaminosamente linda e marcá-lo como meu.

O pau de Zaiden e pulsava, pingando grandes quantidades de pré-


semên de sua fenda enquanto um filme passava em sua mente, imaginando
seu companheiro batendo em sua bunda.

― Sim ―, ele assobiou. ― Foda-me Asher.

Movendo-se na cama, ele posicionou-se de costas e estendeu suas


pernas largas em convite.

Movendo-se mais rápido do que Zaiden já tinha visto, Asher saltou


para fora da cama, pegou as algemas e pegou seu pulso, virando-o antes que
ele pudesse protestar. Então, ele escorregou as algemas através das ripas de
metal na cabeceira da cama e trancou-as em torno dos pulsos de Zaiden.
― Tudo bem? Não está muito apertado?
Zaiden virou o pulso de uma maneira e depois de outra, puxando
levemente contra suas restrições.

― Não está muito apertado, mas eu quero tocar em você ―, ele


amuou.

― Mais tarde ―. Asher não perdeu tempo quando ele empurrou


joelhos Zaiden para o seu peito e empurrou dois dedos bem lubrificados em
seu rabo ansioso. ― Oh santo inferno, você é apertado, bebê. Eu não percebi.
Você está bem?

Zaiden fechou os olhos e respirou através da queimadura e da ligeira


picada de dor pela entrada forçada de Asher. Sua ereção nunca diminuiu, e sua
respiração acelerou até que sua cabeça começou a nadar com a falta de
oxigênio. Diabos, ele nem sequer se lembrava de Asher agarrar o lubrificante.

― Parece bom. Continue. ― Ele não estava mentindo. Gostava do


rápido instante de dor antes do prazer assumir e inundá-lo em sensações. ―
Eu amo o que você faz para mim.

Asher entendeu rapidamente, seu corpo todo tremendo enquanto ele


trabalhou para preparar o buraco de Zaiden. Então seus dedos e
desapareceram e a ponta do pau de Asher cutucou contra a sua abertura.

Asher fez uma pausa e olhou para ele como se pedindo permissão.
Zaiden tinha apenas uma resposta para dar.

― Foda-me Asher. Duro e rápido, lento e rápido, como você quiser


isso, bebê.

― Não posso ir devagar ―, Asher disse através de dentes cerrados.


― Eu preciso de você tão ruim.

― Oh, obrigado, foda-me ― Zaiden engasgou quando seu amante


empurrou até a raiz com um só golpe.
―É tão apertado. Tão bom ―, Asher gemeu quando ele diminuiu a
seu ritmo, trabalhando seu eixo brilhando dentro e fora da passagem de
Zaiden. ― Sua bunda está engolindo meu pau, bebê. É tanta fome para mim.

Ele se inclinou para frente, cobrindo o corpo de Zaiden, e começou a


beijá-lo no pescoço e no peito enquanto definia um ritmo rápido e duro que
deixou Zaiden lutando para manter-se.

― Vou gozar―, advertiu Zaiden.

― Não sem mim. ― Sentando-se e se ajoelhando entre as pernas de


Zaiden, Asher realizou um aperto de morte em seu quadril, dirigindo
novamente para ele. Zaiden abalou contra o seu amante, encontrando cada
impulso exigente.

― Bebê, toque em mim. Eu preciso que você me toque. Porra, eu


preciso gozar.

― Não ―, Asher rosnou. ― Você vai gozar somente com o meu pau
no seu traseiro. ― Então Asher estourou em chamas laranja e púrpura do seu
lado direito, e esfregou-a no peito de Zaiden, ignorando seu pau esticado e seu
saco pesado. ― Goze para mim ―, ele sussurrou suavemente, de modo que
Zaiden mal pode mal ouvi-lo, mas não tinha outra escolha senão obedecer.
O calor transmitindo através dele, sufocando o seu grito de conclusão em um
soluço estrangulado quando jatos de porra dispararam da cabeça de seu pau
para pintar seu peito e estômago. Seus olhos reverteram em sua cabeça
enquanto seu coração trovejava dentro do peito, batendo contra seu esterno
como um martelo.

― Fique comigo, Zaid, ― Asher exigiu e puxou os quadris de Zaiden,


batendo em casa novamente. Ele congelou, espremendo seus olhos fechados
quando o seu corpo estremeceu e tremeu, e lava quente encheu a bunda de
Zaiden, revestindo suas paredes internas e puxando outro gemido suave de
seu peito arfante.
Asher caiu sobre ele, plantando um beijo suave nos lábios de Zaiden.

― Incrível ―, ele sussurrou ternamente.

― Sempre é ―, Zaiden respondeu, ainda tentando recuperar o


fôlego.

― Eu não cheguei a brincar com o meu chocolate ―, Asher amuou.

― Da próxima vez, bebê. Eu prometo. ― Zaiden adorava a maneira


que o lábio inferior de seu companheiro se projetou e seus olhos enrugaram
nos cantos. Ele tilintou as algemas contra a cabeceira e arqueou uma
sobrancelha.

― Me solte para que possamos ficar limpos.

Balançando a cabeça uma vez, Asher sentou-se, saindo de cima do


corpo de Zaiden, e foi para o criado-mudo para recuperar as chaves.

Trabalhando rapidamente, ele desbloqueou as algemas, jogando-as


de lado, e franziu a testa enquanto esfregava a circulação em volta dos pulsos
de Zaiden.

― O que está errado, Asher?

― As algemas marcaram você. ― Ele segurou a mão de Zaiden,


traçando as pontas dos dedos sobre a pele vermelha em seu pulso. ― Eu não
achei que elas fariam isso.

― É apenas uma irritação ―, assegurou-lhe Zaiden. ― Vai sumir de


manhã. Eu estou bem.

― Você me diria se eu te machucasse?

A angústia nos olhos Asher puxou Zaiden. Ele abriu os braços,


acenando para o seu amor se juntar a ele.

― Você não me feriu, de modo que é só parar com isso. Eu apreciei


cada segundo.
Uma mão deslizou para o cabelo de Asher, massageando o couro
cabeludo. A outra percorreu seu lado, sobre o seu quadril, e próximo ao vinco
da bunda ainda aquecida. Ele tocou sobre a base do plugue ainda pressionado
no buraco de seu companheiro, tocando levemente e contorcendo apenas um
pouco.

O suspiro de Asher se transformou em um gemido abafado quando


ele empurrou o rosto no pescoço de Zaiden e torceu contra ele.

― É bom.

― Você gostou de estar preenchido enquanto batia o seu pau


monstro na minha bunda?

Asher assentiu com a cabeça contra a garganta do Zaiden.

― Eu nunca senti nada como isso. Foi incrível. Era suposto ser sobre
você, mas você continua atrapalhando meus planos.
Zaiden deu uma risadinha e segurou o seu companheiro contra ele.

― Você está reclamando?

― Não. Há tantas coisas que eu quero fazer com você e para você.
― E nós temos toda a eternidade para experimentar, bebê.

― Isso bateu em Asher e ele suspirou.

― Apesar de que eu prefiro não gastar todo esse tempo preso ―.


Zaiden torceu o nariz quando o esperma no peito começou a secar, fazendo
sua pele coçar.

― Banho

.
Capítulo Treze

O restante de março passou voando em um borrão de felicidade total.


Zaiden e Asher passaram todos os momentos disponíveis juntos, conversando
e rindo, aprendendo um pouco mais sobre o outro a cada dia que passava.

Tudo o que Asher aprendeu sobre o seu companheiro o deixou mais


perto de deslizar sobre a borda e em queda livre.

Ele nunca conheceu ninguém como Zaiden em todos os seus milênios


na Terra.

Charmoso e espirituoso, Zaiden era tudo o que ele tinha esperado


encontrar em um companheiro. Embora sua união tenha sido selada pelos
truques e pela casualidade, Asher não tinha dúvidas de que o destino havia os
juntado.

Zaiden levantou os olhos do jornal da manhã quando sentiu Asher


olhar para ele, e sorriu aquele sorriso especial de parar o coração que deixava
Asher se sentindo fraco nos joelhos. Ele suspirou como um bobo apaixonado, e
pode realmente sentir o sorriso pateta e tonto, distribuídos por seus lábios em
resposta.

― O que você está pensando, bebê? ― A voz de Zaiden flutuou do


outro lado da mesa, profunda, rica e suave como o mel.

Balançando a cabeça, para limpar o nevoeiro, Asher sentou-se um


pouco mais reto em sua cadeira e limpou a garganta.
― Oh, nada. Então, o que você quer fazer hoje?

Zaiden olhou para ele com conhecimento de causa, os olhos


dançando iluminados, mas ele não disse nada. Asher sabia que ele não ia, o
que só o fazia amar o homem ainda mais. Sim, no fundo de seu coração, ele
sabia que caiu para o homem grande e lindo, mas ele ainda não estava pronto
para dizer isso.

Tinha passado pouco mais do que quatro semanas desde que eles
tinham sido empurrados juntos e tiveram suas vidas viradas de cabeça para
baixo. Ele só precisava de um pouco mais de tempo para ter certeza de que
seus sentimentos eram verdadeiros.

― Eu pensei que talvez a gente pudesse ir de carro para Memphis


para o fim de semana. Ver Graceland1 conseguir um hotel, pedir serviço de
quarto.

Asher apertou os lábios para manter a boca fechada. Cerrando os


punhos e baixando as mãos em seu colo para esconder seu tremor, ele
balançou a cabeça lentamente em aceitação da ideia.

― Você está bem, bebê? ― A testa de Zaiden se enrugou e ele o


olhou, instantaneamente preocupado. ― Nós não temos que ir. Eu apenas
pensei que poderia ser divertido. Você pode escolher o que iremos fazer, tudo o
que você quiser. ― Levantou-se da cadeira e correu em volta da mesa para se
ajoelhar ao lado de Asher. ― Você está me assustando, Asher.

Ele não poderia prender por mais tempo. Gritando como um idiota,
Asher se lançou no colo de Zaiden, envolveu seus braços ao redor do pescoço
do homem, e apertou a vida fora dele.

1 -

Graceland foi a residência oficial de Elvis Presley, considerado o rei do rock, de 1957 até 1977. Logo em seguida se tornou alvo da visitação de
milhões de pessoas de todo o mundo, se tornando quase como um santuário em homenagem ao cantor. É visitada com bastante frequência por
― Por favor, por favor, por favor!

Zaiden riu alto com seus braços em volta de Asher.

― Então, eu vejo que você gosta da ideia?

― Claro que sim! Eu só não queria parecer uma criança, mas


macacos me mordam, eu estou tão animado! Eu nunca fui a Graceland antes.

― Nunca? ― Zaiden parecia chocado. Ele piscou e beijou a ponta do


nariz de Asher. ― Vai arrumar nossas malas, e eu vou limpar a cozinha.
Podemos partir em uma hora.

A emoção o encheu e Asher esmagou a boca de seu companheiro em


um beijo ardente, e ofegante pelo seu sorriso ridiculamente enorme, Asher
pulou do colo de seu amante e estendeu a mão para ajudar Zaiden a se
levantar também.

― Obrigado.

― Você é mais do que bem-vindo. ― Zaiden riu, batendo na bunda


de Asher e sacudindo o punho em direção ao corredor. ― Agora se apresse, ou
nunca vamos sair.

Asher acenou uma vez, explodiu em Zaiden um beijo e saiu


apressadamente da cozinha. Ele não tinha ideia do que embalar. O que vestir
para ir a Graceland? Será que eles iam a outro lugar? Ele deveria levar algo
bom no caso de eles saírem para uma noite na cidade?

Ah, dane-se. Ele ia levar tudo.

― E não embale o closet inteirinho ―, Zaiden gritou a partir da


cozinha.

Asher cobriu a boca com a mão para abafar o seu riso. O homem o
conhecia muito bem.
Zaiden tinha acabado de ligar a máquina, quando a campainha tocou.

Esperando que fosse a surpresa que ele tinha encomendado para


Asher, apressou-se a partir da cozinha para atender.

― Eu vou atender! ― Asher voou para fora do corredor e precipitou-


se sobre a porta antes de Zaiden sair da cozinha.

Asher abriu a porta e congelou, os músculos dos ombros se


enrijecendo, enquanto seus dedos detinham um aperto que os deixaram
brancos contra a maçaneta.

― Que porra você quer? ― Desaprovando a recepção menos do que


acolhedora, Zaiden correu por toda a sala para seu companheiro. Ele parou e
olhou para trás de Asher em choque com a visão de Andrew George de pé em
sua varanda.

― Andrew?

― Olá Dr. Reed ―, disse Andrew trêmulo. ― Sinto muito incomodá-lo


em casa, mas eu realmente não podia esperar.

Dividido entre sua ética como médico e a raiva pela invasão pessoal,
Zaiden não disse nada por alguns segundos. Finalmente, o dever venceu, e ele
acenou com a cabeça, colocando a mão no ombro de Asher para puxá-lo longe
da porta.
― Está tudo bem, Andrew. Por favor, entre. ― Asher rosnou, seu
lábio superior curvado sobre os dentes, e Zaiden engoliu um suspiro. Tão
quente como ele achava a raia possessiva de seu companheiro, esse não era o
momento nem o lugar para isso.

― Por que você não vai terminar de fazer as malas, bebê? ― Ele
beijou a testa de Asher e apertou seu ombro. Asher continuou a olhar para
Andrew durante vários minutos antes de assentir com a cabeça bruscamente,
virar-se e ir para o quarto, sem outra palavra. Colocando um sorriso no rosto,
Zaiden acenou para Andrew entrar e indicou que ele deveria ter um assento no
sofá.

― O que posso fazer para você hoje?

― Estou apaixonado ―, disse Andrew nervosamente. Os olhos de


Zaiden arregalaram-se, antes que ele escondesse sua surpresa e assentiu.

― Parabéns. Eu não tenho certeza se eu entendo o que isso tem a


ver comigo, entretanto.

― Ele não sabe que eu existo. Eu não sei como fazer ele me notar. Eu
não consigo parar de pensar nele.

― Você já lhe disse como se sente? ― Andrew mastigou o lábio


inferior e balançou a cabeça.

― Eu tenho medo ―, ele sussurrou.

― É perfeitamente natural ficar nervoso ―, Zaiden disse gentilmente.


― Como você sabe que ele não retorna seus sentimentos? Talvez ele esteja tão
nervoso como você, e preocupado que você vai rejeitá-lo.

― Eu nunca iria rejeitá-lo ―, declarou Andrew firmeza. ― Ele é o


mais belo, o homem mais perfeito e incrível que eu já conheci. Eu só quero
uma chance.
― Então você tem que aproveitar a chance, não é? Ninguém vai se
entregar a você numa bandeja de prata. Se você quer algo, você tem que ir
buscá-lo.

Andrew levantou a cabeça para o lado como se considerasse as


palavras de Zaiden.

― Você está absolutamente certo. Eu não posso esperar que ele


venha para mim.

― Você já conversou com Denise sobre isso? Talvez ela possa ajudar.
Suspirando, Andrew sacudiu a cabeça tristemente.

― Eu não falo com Denise desde que nós pedimos o divórcio. Ela se
mudou, mudou número e, praticamente, desapareceu durante a noite.

O coração de Zaiden estava ferido para o homem.

― Eu sinto muito em ouvir isso. Talvez ela só precise de um pouco de


tempo para vir aos termos com o fim de seu relacionamento.

― Acho que ela encontrou outra pessoa. ― As sobrancelhas de


Andrew se juntaram. ― Eu estou bem com isso, e espero que ela esteja feliz.
Eu apenas pensei que ainda pudéssemos ser amigos.

― Tenho certeza que sim, Andrew. Basta dar-lhe um pouco de tempo.

― Ela disse que eu estava louco ―, Andrew sussurrou. ― Ela não


entende como eu posso amar alguém tão rapidamente após somente conhecê-
lo.

― O amor é curioso, não acha? ― Os pensamentos de Zaiden foram


para Asher, e ele sorriu como uma seiva. Ele tinha a noite perfeita planejada
em Memphis. Ele que seu companheiro nunca se esquecesse da noite em que
ele professou seus sentimentos.
― Eu tenho que concordar. ― Andrew empurrou a mão pelo cabelo e
suspirou. ― Então, você acha que eu deveria dizer a ele. Basta atirá-lo ao ar
livre e deixar os pedaços caírem onde eles podem?

― Tente talvez cortejar esse homem. Todo mundo aprecia um pouco


de romance, Andrew.

― Sim. Sim, é exatamente isso que eu vou fazer. ― Andrew se


levantou do sofá tão rapidamente que Zaiden saltou de surpresa. ― Obrigado
por seu tempo Dr. Reed. Sinto muito incomodá-lo novamente. ― Em seguida,
ele praticamente correu para a porta, escancarou-a, e correu para fora.

Balançando a cabeça e rindo, Zaiden virou-se para ir encontrar seu


amante irritado. Ele não tem que olhar distante. Asher estava na sala, os
braços cruzados sobre o peito enquanto inclinava o ombro contra a parede.

― Você é um idiota, Dr. Reed.

― Me desculpe?

Asher rosnou, se afastando da parede e deixando suas mão caírem


ao lado do seu corpo.

― Você sabe que ele está falando sobre você, certo? Você só deu a
ele essa permissão psico para perseguir você!

Revirando os olhos, Zaiden lutou para manter seu temperamento


controlado.

― Ele é não um perseguidor, e eu duvido seriamente que ele estava


se referindo a mim.

― Oh, não seja tão ingênuo, Zaiden! O homem olha para você como
se você fosse o último gole de água no deserto.

― Você quer dizer da maneira que eu olho para você? ― Zaiden


fechou a boca e desviou o olhar. Não que as palavras não fossem verdadeiras,
mas ele não tinha a intenção de dizer em voz alta. ― Não pense que você vai
me distrair com palavras sem consistência.

O brilho nos olhos de Asher lentamente se derreteu em um meio


sorriso, e ele sacudiu a cabeça.

― Eu não quero estragar nosso fim de semana, por isso vou deixar
isso ir por agora. Falaremos sobre isso quando voltarmos. Entendido?

Ciente de que tinha ganhado este round, Zaiden não poderia resistir
a um pouco de brincadeira. Ele baixou a cabeça para olhar para seus sapatos e
vinculou sues dedos atrás das costas.

― Sim, senhor .

― Deus, você é o problema ―, Asher bufou. ― Venha aqui e me


ajude a acabar de embalar.

― Eu tenho algo que gostaria de embalar dentro de um lugar


pequeno e apertado.

― Zaiden! ― Asher jogou as mãos no ar, revirou os olhos e virou-se


para caminhar pelo corredor, balançando a cabeça o caminho inteiro.

Zaiden começou a acompanhar o seu companheiro, mas a campainha


o parou em seu caminho. Rosnando frustrado, ele marchou para a porta e a
puxou aberta. Ele estava pirando às nove horas de uma manhã de sábado. Por
que as pessoas apenas não os deixavam sozinhos?

― O quê? ―, Ele latiu.

― O pacote, senhor, ― o homem da UPS2 disse com um sorriso.


Obviamente, ele estava acostumado a receber esse tipo de cumprimentos, mas
Zaiden ainda se sentia como um burro. Assinando o pacote, ele sorriu se
desculpando e pegou a caixa das mãos do homem.
2 -

( United Parcel Service — empresa multinacional estadunidense que opera na área de logística)
― Obrigado.

― Tenha um bom dia, senhor. ― Agarrando o pacote com as duas


mãos, Zaiden correu pelo corredor e invadiu o quarto.

― Feliz Aniversário ―, ele cantou enquanto empurrava o presente


para o seu companheiro perplexo.

― Aniversário? ― Asher perguntou, lentamente chegando e tomando


a caixa.

― Nós estamos acasalados há um mês hoje. ― O peito de Zaiden se


inchou, orgulhoso de si mesmo por ter lembrado tal ocasião. Asher mordeu o
lábio e colocou a caixa no colchão, sem abri-la.

― Eu não te comprei nada ―, ele disse calmamente. Acenando para


longe a sua preocupação, Zaiden se sentou na cama e cutucou a caixa na
direção de Asher. ― Isso não importa. Eu não preciso de qualquer coisa.
Agora, abra o seu presente.

Dando a Zaiden um pequeno sorriso, Asher começou a trabalhar,


arrancando a fita na caixa marrom e abrindo o topo para revelar uma caixa
menor dentro. Sua boca estava aberta, e ele olhou para Zaiden olhos
arredondados.

― Você me deu um laptop?

Zaiden assentiu com entusiasmo.

― Você está sempre escrevendo pequenas histórias nesses cadernos


que você tem. Pensei que talvez desta forma, não só você poderia escrevê-las
mais rápido, mas talvez você possa realmente fazer algo com elas. ―Sua voz
suavizou e ele acariciou as bochechas de Asher com as costas da mão. ― Você
é talentoso, bebê. Você precisa compartilhar o seu dom.

O lábio inferior de Asher tremeu e umidade se reuniu em seus olhos


enquanto ele continuava a olhar nos olhos de Zaiden.
― Obrigado, Zaiden. Isso significa tanto para mim, ― ele murmurou.

― Silêncio, agora. ― Zaiden tossiu para limpar a aspereza de sua


voz. ― Apresse-se e termine as malas.

― Posso trazer o meu presente junto?

O coração de Zaiden se derreteu.

― Qualquer coisa que você quiser bebê.

Capítulo Quatorze

― Caramba, estou exausto ―, Asher gemeu quando saiu do banco do


motorista e esticou os braços sobre a cabeça. ― Isso foi incrível, mas a
estrada é uma merda. ― Revelando seu corpo longo do pequeno automóvel,
Zaiden teve de concordar. Mas ele passaria por isso mil vezes para ver o olhar
de excitação que tinha sido moldado no rosto de Asher todo fim de semana.

― Nós precisamos planejar uma dessas viagens, talvez uma vez por
mês. Foi muito fugir e esquecer tudo. ― Asher se moveu para a traseira do
carro para extrair sua bagagem. ― Obrigado por me levar.

― Você é mais que bem-vindo, e eu acho que é uma ótima ideia.


Onde você gostaria de ir na próxima vez? ― Zaiden levantou a maior mala do
carro e seguiu pela rua em direção a porta da frente.

― Que tal Nashville? A estrada não tão grande, e há algumas coisas


maravilhosas para ver lá.
― Eu gosto ―. Zaiden sorriu enquanto puxava a chave da porta da
frente de seu bolso e a colocou na fechadura. ― Planeje o que você quer fazer,
e nós podemos ir daqui a um par de semanas ―, disse ele, olhando por cima
do ombro em seu amante.

― Perfeito! ― Asher sorriu para ele.

Zaiden empurrou a porta, atravessou, e se atrapalhou com o


interruptor da luz ao lado da entrada. Luz banhou a sala, iluminando a total
destruição e caos. Deixando a mala cair no chão, o braço de Zaiden disparou
para evitar que seu companheiro entrasse na casa.

― Chame a polícia.

― Eu estou chamando ―, Asher respondeu com sua voz tensa.

― Vou verificar o resto da casa. Eu quero que você fique fora.

― Eu sou mais do que capaz de cuidar de mim, Zaid. Na verdade, eu


sou muito menos frágil do que você é. Por que você não chama a polícia, e eu
vou procurar na casa.

― Chame a polícia e não mexa! ― Zaiden rugiu quando se virou para


o rosto de seu amante.

Asher grunhiu, mas acenou com a cabeça em concordância.

― Se você não estiver de volta em cinco minutos, eu vou te


encontrar.

― É justo ―. Zaiden deixou seu companheiro de pé na varanda da


frente enquanto foi fazer o levantamento dos danos no resto de sua casa.

Como ele temia cada quarto tinha o mesmo cenário de destruição


com que eles foram recebidos na sala. Lâmpadas quebradas, almofadas
desfiadas, seus pertences quebrados e despedaçados.
Pisando em seu quarto e acendendo a luz, o coração de Zaiden se
despedaçou em seu peito, e seu sangue se transformou em gelo. O espelho e a
cômoda foram esmagados, as cortinas e o balcão estavam rachados e
despedaçados, e seus travesseiros desfiado. Pegando uma camisa de Asher, as
mãos de Zaiden tremiam quando ele encontrou um pouco mais de trapos
rasgados.

― Onde está você? ― Asher perguntou quando entrou no quarto


atrás de Zaiden.

― O que você está falando? Você está olhando diretamente para


mim.

― Não, Zaid. ―. Asher apontou para o teto, e Zaiden seguiu seu


dedo, olhando para cima e ofegando em estado de choque. Em letras grandes,
vermelho brilhante, a mensagem estava gravada na tinta branca do teto,
definindo a questão.

Onde está você?

― Eu disse que Andrew era um bolo de frutas.

― Andrew não fez isso ―, disse Zaiden imediatamente. ― Ele não


faria mal a uma mosca. Ele simplesmente não tem isso dentro dele.

― Abra os olhos, Zaiden! O homem está completamente maluco!

― Você ligou para a polícia? ― Zaiden perguntou, mudando de


assunto. Ele não queria discutir com seu amante. Ele só queria algumas
respostas.

― Sim ―, suspirou Asher. ― Eles estarão aqui em um minuto.

― Eu pensei que eu lhe disse para esperar lá fora?


― Sim, e ele isso foi há mais de cinco minutos. Assim, ― Asher
acenou com os braços ―, aqui estou eu.

Olhando fixamente nos olhos de seu companheiro, o coração de


Zaiden galopava dentro de seu peito. Ele nunca disse a Asher como ele se
sentia durante a sua estadia em Memphis.

Depois de muito debate, ele decidiu que queria que a primeira vez
que ele dissesse as palavras eles estivessem na casa que partilhavam. Sua
casa. As palavras caíram para a ponta da sua língua, mas Zaiden as sufocou.
Agora definitivamente não era a hora.

A porta de um carro bateu lá fora, puxando Zaiden de seu torpor, e


ele sacudiu a cabeça enquanto passou por Asher e foi em direção a porta para
cumprimentar os oficiais.

Zaiden cancelou todos seus compromissos para os próximos três


dias, e puseram-se a trabalhar na limpeza dos escombros da casa e na
aquisição de mobiliário novo e roupas. Como a polícia não conseguia encontrar
sinais de entrada forçada, eles também compraram novas fechaduras e trancas
para as portas.

Os bloqueios pareciam bastante resistentes, mas Asher queria mais.


Ele precisava saber que estavam a salvo e seu companheiro protegido a todo
custo.
Então, ele tinha um sistema de segurança instalado na casa com
todos os sinos e alarmes, que acionava a polícia aos primeiros sinais de um
arrombamento.

Ele tentou convencer Zaiden a voltar para o México com ele, mas o
homem recusou-se a permitir que o incidente o tirasse de sua casa.

Assim, Asher respeitou a decisão de seu companheiro e fez tudo que


podia para apoiá-lo.

Até o sábado seguinte todos os vestígios do vandalismo em sua casa


tinham desaparecido. Asher finalmente começou a relaxar. Ele descansava em
seu sofá de couro preto novo com os pés descansando no colo Zaiden
enquanto eles riam da televisão.

― Você ainda quer ir para Nashville no próximo fim de semana? ―


Zaiden perguntou de repente.

Asher considerou a oferta por cerca de um minuto antes de sacudir a


cabeça.

― Sim, eu acho que soa como uma grande ideia. Após essa semana,
eu não me importaria de ficar longe de novo.

― Tem certeza que quer sair da casa? ― Zaiden sentou mais a frente
e inclinou a cabeça para o lado, enquanto franzia o cenho. ― Você sabe o que
aconteceu da última vez. Você realmente quer voltar para algo assim?

Asher balançou os pés no chão e levantou-se, inclinando-se sobre o


seu companheiro com as mãos nos quadris.

― Você foi o único que disse que não se acovardaria ou fugiria de


nossa casa. Por que você está fazer uma completa volta em mim de repente?

Zaiden sorriu enquanto ele estendeu a mão para os quadris de Asher


e o puxou entre suas coxas grandes.
― Bebê. Você está absolutamente certo. Lindo e inteligente.
Asher revirou os olhos e bufou.

― Belas palavras você irá obter em toda parte.

― Eu estava esperando que você dissesse isso. ― Zaiden sorriu


quando ele puxou mais insistentemente até que Asher caiu em seu colo. Seus
lábios se encontraram, doce e suave, e Asher não conseguia parar o sorriso
que se espalhou sobre seu rosto.

Antes que as coisas se tornassem muito aquecidas, bateram na porta


traseira, e eles separaram, ambos olhando para a cozinha e franzindo o cenho.
Por que alguém iria estar na porta de trás a essa hora da noite?

Outra batida, em seguida uma pausa, e depois outra batida. Embora


não se parecesse com uma batida de verdade. Eram batidas abafadas como se
alguém estivesse atirando algo na porta.

― Chamamos a polícia? ― Asher perguntou quando se soltou de


Zaiden e se encaminhou para a cozinha.

Zaiden agarrou ao redor de seu cotovelo, parando o seu progresso.

― Sim. Chame a polícia. Eu vou dar uma olhada.

― Zaid, eu sou perfeitamente capaz de cuidar de mim mesmo.


Zaiden o girou, colocando a mão sobre a boca de Asher.

― Será que você pode cortar essa besteira dessa vez? Eu já ouvi essa
música e dança antes, e eu realmente não preciso de um bis. Basta fazer o que
eu pedi. Por favor?

Asher olhou para ele, mas balançou a cabeça lentamente, enquanto


passava os dedos em torno do pulso de Zaiden e removia a mão de seu
companheiro de sua boca.
― Eu vou ficar aqui e chamar a polícia se você prometer gritar se
precisar de ajuda. Não tente ser um herói, Zaid.

― Eu prometo. Se eu precisar de você, eu vou gritar e você pode vir


e dar algum golpe de merda. Agora eu só preciso que você esteja seguro.
Embora a ideia de ficar para trás enquanto Zaiden enfrentava um possível
perigo não era um apelo, mas o coração de Asher se derreteu na preocupação
e ternura nos olhos do seu companheiro.

― Depressa ―, ele disse enquanto puxava seu telefone celular do


bolso e começava a discar.

Ele falou com o despachante, descrevendo o problema e dando seu


endereço, enquanto observava Zaiden abordar cautelosamente à porta de trás
e espreitar através da cortina. Ele ligou o interruptor de luz, banhando o pátio
de volta à luz, e Asher viu os tendões em seu pescoço ficarem tensos e os
músculos de sua mandíbula se contorcer esmagando seus dentes.

Após o despachante lhe garantir que um carro de polícia estava a


caminho, Asher caminhou lentamente até o limiar da cozinha e parou, não
querendo quebrar sua promessa de manter-se seguro. Era tão malditamente
difícil, no entanto. Sua curiosidade estava comendo ele, e ele não queria mais
nada do que correr pela sala, empurrar Zaiden para fora do caminho, abrir a
porta, e enfrentar quem quer estivesse tentando sabotar o seu
relacionamento.

Ele iria apostar tudo o que possuía, cada centavo na sua conta
bancária substancial que Andrew George estava por trás de tudo isso.

Ele não tinha qualquer prova, e seu companheiro não quis ouvir uma
palavra ruim contra o homem, então Asher realmente não poderia fazer muito.

― Zaiden?
― Fique aí ―, Zaiden falou por cima do ombro quando agarrou a
maçaneta e a girou lentamente antes de abrir a porta e escorregar para a
noite.

Asher saltou de pé para pé, nervosamente à espera de seu


companheiro retornar com segurança, o que era completamente ridículo,
considerando que embora fosse o menor dos dois, ele era sem dúvida o mais
forte. Pelo menos se levasse em consideração a magia.

Rastejando pelo chão de linóleo, ele se esgueirou até a porta e espiou


pela fresta que Zaiden havia deixado entreaberta. Ele viu seu companheiro
parado junto à porta, flexionando seus músculos, e um estrondoso rosnado
emanando de seu peito enorme.

― Asher, por que você não pode simplesmente me ouvir? ― ele


perguntou perigosamente.

― Pela mesma razão que você queria que eu ficasse aqui dentro em
primeiro lugar. Eu preciso saber que o meu companheiro está seguro. Além
disso, eu acho que isso tem algo a ver comigo ou você não estaria tão
chateado.

Ele escorregou para fora e ficou ao lado de seu amante, olhando todo
o quintal à procura de seu intruso.

― Eu não vejo ninguém.

― Quem quer que esteve aqui já se foi ― , resmungou Zaiden. ―


Porém eles nos deixaram um pequeno presente de despedida.

Asher seguido o olhar de Zaiden e fez uma careta. Três pássaros


mortos jaziam a seus pés no pátio de cimento. Ele não podia realmente dizer
que tipo de ave era, mas ele achava que era cantante. Cada um deles tinha
sido pintado de vermelho, suas asas mergulhadas em algo brilhante e dourado.
Se isso não fosse uma declaração, ele não sabia o que seria.
― Eles sabem o que você é, Ash. Nós temos que sair. Nós não
podemos ficar aqui.

― Que diabos você está falando? Acabamos de limpar este lugar e


compramos todos os móveis novos. Eu não quero sair porque algum maluco
está deixando aves mortas no nosso jardim.

― Será que estamos olhando para a mesma coisa? ― Zaiden virou-


se e agarrou os braços de Asher, quase deixando uma contusão. ― Alguém
com certeza quer que você se vá, e eu não vou chegar em casa para encontrá-
lo no lugar desses pássaros. Você me entende?

Finalmente recebendo toda a magnitude do sofrimento de seu


companheiro, os olhos de Asher abrandaram e ele balançou a cabeça
lentamente.

― Você espera a polícia. Eu vou começar a arrumar algumas malas.


Podemos conseguir um hotel por um tempo até descobrir o que está
acontecendo. No entanto, eu não estou fugindo. Esta é a nossa casa.

Zaiden arrastou Asher em um abraço esmagador, enterrando o rosto


no seu cabelo e tremendo violentamente.

― Obrigado por não discutir comigo, bebê.

Asher esfregou as palmas para cima e para baixo nos lados de seu
companheiro. ― Lembre-se de que nós somos um. Onde você for eu irei.

.
Capítulo Quinze

À medida que entraram na terceira semana de abril, Asher começou a


entrar em uma espiral de depressão absoluta. Apesar de adorar o tempo que
ele passava com seu amante, isso estava começando a ficar raro entre eles.

Zaiden estava gastando cada vez mais tempo no trabalho, chegando


em casa bem depois da meia-noite, e muitas vezes, caindo de bêbado.

Várias vezes ele deixou Asher suspenso até que o calor do


acasalamento se tornava tão intenso que Asher praticamente o atacava assim
que ele passava através da porta.

Não importa o que ele dissesse, ou quantas vezes ele perguntasse,


Zaiden iria negar a sua preocupação com alguma desculpa meia-boca sobre
estar cansado e sobrecarregado. Eles comiam o café da manhã juntos todas as
manhãs, e o sexo era ainda de fazer a terra tremer. Zaiden ainda estava tão
atento como sempre, sempre que ele julgava que era necessário estar
realmente presente.

Mas Asher sentiu falta de seu amante. Ele sentiu falta da


camaradagem que eles compartilhavam. Ele sentiu falta de acordar para
encontrar Zaiden dormindo no chão porque a temperatura do corpo de Asher o
tinha tirado da cama.

Sentia falta da provocação de Zaiden, os carinhos, e até mesmo um


pouco do sorriso que seu companheiro usava quando Asher tentava cozinhar.
Ele via o homem a cada dia e dormia ao lado dele todas as noites,
ainda assim ele sentiu como se uma distância intransponível se esticava entre
eles. Andando pelo quarto da suíte do hotel, Asher ruminava seu cérebro para
tentar identificar exatamente o que deu errado em sua relação já confusa. Ele
sabia quando o problema tinha começado, mas ele não podia colocar o dedo
sobre o motivo.

Dois dias depois que eles chegaram ao hotel, ele acordou para
descobrir Zaiden sentado em uma mesinha no canto da sala, olhando
vagamente em sua xícara de café. Levou a Asher três tentativas para ganhar a
atenção de seu companheiro.

As coisas tinham piorado progressivamente desde então, e ele não


podia contar o número de vezes que tinha encontrado Zaiden olhando para o
espaço com a mesma expressão perdida. Seu cérebro ainda se rebelou contra
a ideia de ele amar o homem, mas o coração de Asher sabia a pontuação, e se
quebrava um pouco mais a cada vez que Zaiden se afastava dele.

Inferno, ele não conseguia sequer lembrar a última vez que eles
apenas sentaram e conversaram, ou ficaram abraçados no sofá para assistir a
um filme.

Asher nunca apreciou particularmente aquelas coisas antes, mas ele


sentiu saudades de fazê-las com Zaiden. Ele precisava encontrar uma maneira
de obter a atenção de seu companheiro, antes de tudo desmoronar à sua
volta.

Eles não tinham como sair desse acasalamento, e ele se recusava a


passar a eternidade com um bêbado mal humorado.

Ele fez uma pausa em sua jornada através do quarto quando a porta
da frente da suíte se abriu e Zaiden entrou, caindo ao chão e gemendo
miseravelmente. Jogando as mãos para cima, exasperado, Asher marchou em
toda a sala e parou sobre o seu companheiro com as mãos sobre os quadris.
― Novamente Zaiden? Sério? ― Um pensamento súbito lhe ocorreu
e Asher cutucou Zaiden com o pé. ― Você dirigiu?

― Sim ―, Zaiden disse, rosnando sob sua respiração, seu rosto se


contorcendo de raiva, e Asher bateu a porta com força suficiente para sacudir
as janelas.

― Seu egoísta, bastardo arrogante, estúpido! ―, Ele gritou. ― Se


você quer se matar esse é o seu negócio, mas você já parou um segundo para
pensar o que isso faria comigo?

― Você é imortal ―, Zaiden se atrapalhou enquanto encarava Asher


com os olhos turvos. ― Mesmo se eu morrer, você só vai estourar em suas
pequenas chamas e renascer. ― Ele acenou com as mãos em volta da cabeça
como um lunático.

― Não, idiota, eu não vou. ― Asher sacudiu a cabeça tristemente.


Como ele deveria ter uma conversa com o homem quando ele provavelmente
sequer sabia seu nome? ― Se eu morrer, sim, eu vou renascer. O que significa
que você estará sempre seguro da morte nesse aspecto também.

― Vê? Eu te disse isso ―, Zaiden resmungou sonolento.

― Se você morrer ―, Asher continuou friamente, ― você leva o


meu fogo com você e quebra a minha alma. A fênix não pode conviver com a
ausência de qualquer um deles.

― Você disse que não pode morrer. ― Zaiden se empurrou em uma


posição sentada e vagamente se levantou. Ele segurou as duas mãos para a
cabeça, enquanto balançava perigosamente de lado a lado. ― Você não pode
morrer Ash.

― Eu não posso ser morto ―, Asher alterada. ― Entretanto eu


posso morrer. Isso é porque a maioria das fênix só tem outra fênix para um
companheiro.
― Por que você não me contou isso antes? ― Os olhos de Zaiden se
estreitaram, e ele parecia irritado.

Asher encolheu os ombros.

― Nunca foi preciso. Eu teria falado eventualmente.

― Eventualmente? ― Zaiden arrastou a palavra, como se estivesse


transformando-a em sua cabeça para encontrar o significado. ― Você mentiu
para mim.

Sim, ele tinha descoberto a definição.

― Eu não menti ―, Asher disse se defendendo. ― Eu não acho que


você estava pronto para ouvir todos os fatos.

― Eu lhe disse tudo. Eu te contei sobre a minha magia. Sobre deixar


o meu clã. Eu nunca mantive qualquer coisa de você! ― A voz de Zaiden
cresceu em volume até que ele gritou as últimas palavras.

― Nada, exceto o motivo pelo qual você continua chegando em casa


bêbado.― Asher cuspiu as palavras e deu um passo para longe de seu
companheiro. ― Isto é, se você mesmo decide vir para casa. Se você não
quer ficar perto de mim, tudo que você tem que fazer é me dizer. Minha bunda
ainda estará disponível para você no próximo encontro, simplesmente porque
eu não vou perder meu pássaro por causa de algum idiota patético como você!

Ele esperou por Zaiden responder, esperando que ele tivesse incitado
o homem a derramar o que realmente estava acontecendo com ele. Quando
Zaiden apenas continuou a encará-lo, Asher teve o suficiente. Ele bufou e
revirou os olhos quando ele empurrou seu companheiro e correu até o outro
quarto.

Ele ia começar a procurar seu próprio lugar de manhã. Ele não tinha
escolha sobre estar acasalado ao homem, mas isso não queria dizer que ele
tinha que viver sob o mesmo teto que ele.

Zaiden se embaralhou ao redor do sofá e sentou na almofadas. Ele


não sabia o que pensar sobre o que tinha acontecido.

Ah, ele sabia que tinha fodido... de novo. Isso não dava a Asher o
direito de mentir para ele. Ou de reter informações, o que era equivalente a
mentira, tanto quanto ele estava preocupado.

Se ele soubesse que suas ações pudessem trazer danos ao seu


companheiro, ele nunca estabeleceria um caminho de autodestruição. Ele
pensou que estava protegendo Asher com suas ações. Será que ele não
poderia fazer nada direito? Parecia que não importava o quanto ele tentasse,
ele acabava fazendo tudo errado.

Sim, e talvez ele estivesse sendo um hipócrita imundo. Ele tinha


mantido as coisas escondidas de Asher durante semanas, mas ele só fez isso
para manter seu companheiro seguro.

Inclinando para frente, Zaiden descansou os cotovelos sobre os


joelhos e cobriu o rosto com as mãos. Por que tudo tem que ser tão difícil? Ele
nunca quis nada disso. Especialmente, depois do que havia acontecido com
Darkin na reunião anterior. Ninguém merecia mercadorias danificadas, e é
exatamente isso o que o bruxo tinha feito dele.
Ele não tinha ficado satisfeito de encontrar-se acidentalmente acasalado a
Asher, mas as semanas que passaram juntos foram as mais felizes de sua vida.
Ele sentiu como se ele pudesse dizer qualquer coisa para Asher, rasgar suas
feridas e deixá-las sangrando aos pés de Asher, e seu companheiro só pegaria
os pedaços e iria corrigi-los.

Em seguida, a loucura começou, e Zaiden ficou assustado. Ele nunca


iria permitir que algo acontecesse com seu companheiro. A julgar pelos
presentinhos que havia aparecido em sua porta, alguém sabia o que Asher era,
sabia de sua fênix, e tentou agredir o homem. Zaiden não podia permitir que
isso acontecesse.

Perdido em seus pensamentos, ele ficou tenso quando um corpo


quente deslizou por trás dele no sofá e braços delgados se enrolaram ao redor
de seu peito, segurando-o em um abraço apertado.

― Você está pronto para falar? ― A mão de Asher pairava sobre seu
peito com movimentos suaves enquanto ele descansava seu rosto contra a
nuca de Zaiden. Absorvendo o conforto oferecido, Zaiden fechou os olhos e
suspirou. Ele tinha tentado as coisas à sua maneira, e ele só conseguiu alienar
o seu companheiro, seu melhor amigo e aliado, tornando-o infeliz.

Levantando o rosto de suas mãos, ele acariciou o antebraço de Asher


com as pontas dos dedos, amando a sensação da pele sedosa de seu amante.

O sexo foi surpreendente ao longo das duas últimas semanas, mas


faltava-lhe a proximidade e intimidade que compartilhou uma vez. Ele sentia
falta de explorar seu companheiro, de ouvi-lo falar, ou simplesmente descansar
com ele nas tardes de domingo.

― Sim ―, ele sussurrou baixinho, não percebendo que ele tinha dito
as palavras, até que elas já tinham deslizado através de seus lábios.

― Engraçado, eu estou aqui esse tempo todo. Você só tinha que


parar de ser um idiota e abrir os olhos.
Seus lábios tremeram, e Zaiden não lutou contra o sorriso que
estendia em seu rosto.

― Sim, eu sinto falta disso também.

― De eu sendo um espertinho? ― Asher riu baixinho e colocou um


suave beijo na lateral do pescoço de Zaiden. ― Fale comigo, Zaid. Diga-me o
que esta acontecendo.

― Posso te abraçar? ― Ele não tinha o direito de pedir isso depois da


maneira que ele se comportou, mas ele não queria nada mais do que ter seu
homem em seus braços.

― Por favor ―, Asher sussurrou, sua respiração suave a tremendo.


Ele rastejou em seu colo e aconchegou-se perto com a cabeça descansando
sobre o ombro de Zaiden. ― Eu precisava disso.

Segurando firmemente seu amante, Zaiden fechou os olhos e


respirou o cheiro doce e quente de seu companheiro. Asher sempre cheirava a
primavera e Zaiden adorava.

― Eu também bebê. Eu também.

― Ei, Zaid?

― Sim?

― Eu sinto sua falta, também, grande cara. ― Asher arrastou seu


nariz na clavícula de Zaiden e uma mão descansou sobre seu peito. ― Mesmo
quando você estava aqui, você estava a milhares de quilômetros de distância.
Eu preciso que você volte ok?

Fechando os olhos, Zaiden lutou contra as emoções que ameaçavam


levá-lo ao abismo.

― Ok ― , ele conseguiu sussurrar.


― Ótimo. Você pode começar me dizendo o que está acontecendo, e
por que você está agindo como se tivesse várias personalidades.

― Faça um café. ― Ele apontou para a cafeteira que estava acima da


mini geladeira. ― Vou pegar uma aspirina. Isso pode levar algum tempo.

Capítulo Dezesseis
Colocando uma xícara de café fumegante na frente de seu
companheiro, Asher deslizou em frente da cadeira de Zaiden e apertou sua
mão nas suas.

― Tudo bem, comece a falar.

Ele não queria ser áspero ou arrogante com o homem agora que eles
estavam finalmente chegando a algum lugar, mas ele ainda sentia irritado e
magoado com a recente atitude de Zaiden.

― Ok, você sabe as aves que encontramos no pátio?

Asher balançou a cabeça lentamente, sem entender onde a conversa


estava indo. Ele pensou que isso estava muito além disso.

― O que isso tem a ver com você chegando em casa bêbado e ser
um babaca?

― Não foram só os pássaros. ― Zaiden suspirou enquanto agarrava


um punhado de seus cabelos e sacudiu duramente. ― As coisas começaram a
acontecer depois disso. Apenas pequenas coisas em primeiro lugar. ― Ele não
olha para Asher, mas olhou para baixo em sua xícara de café. ― Meu
escritório estava totalmente limpo quando eu sabia que tinha deixado uma
bagunça total no dia anterior.

― Bem, talvez sua secretária ou alguém tivesse limpado.

― Sim, eu pensei isso em primeiro lugar. Eu até perguntei a ela,


mas não foi ela. ― Ele balançou a cabeça e riu sem muito humor. ― Em
seguida, os presentes começaram. Apenas pequenas coisas em primeiro lugar,
como flores ou chocolates.

― Que presentes? ― Asher sentou-se ereto, olhando seu


companheiro. ― Você nunca me contou sobre os presentes.

― Eu sei ―, murmurou Zaiden. ― Eu não queria preocupá-lo.

― Você disse que começou pequeno em primeiro lugar. Então o que


aconteceu depois isso?

― Eu comecei a receber presentes mais caros como relógios e


pulseiras, e coisas assim. Em seguida, cerca de três dias atrás, havia uma
pequena caixa de veludo preto, pousada na minha mesa com um anel dourado
no interior.

― Um anel de noivado? ― Asher ofegou, seus olhos se alargando


enquanto ele batia a mão sobre sua boca.

― Isso é o que eu estou assumindo. Havia uma nota. ― Zaiden


finalmente olhou para cima e Asher podia ver as lágrimas derramadas em seus
olhos brilhantes. ― Ele basicamente disse que você não era a pessoa certa
para mim, e que eu precisava me livrar de você ou coisas ruins iriam te
acontecer.

― Onde está a nota?

― Na minha mesa de trabalho, ao lado do anel. Eu ia chamar a


polícia, mas depois decidi ficar quieto, o que soou como uma ideia melhor.
Zaiden deslizou sua mão sobre a mesa, palma para cima, em um claro sinal da
necessidade de ser tocado e consolado.

Por mais que ele quisesse ficar irritado com o seu amante por ocultar
coisas dele, Asher entendia o raciocínio por trás disso. Ele ficaria totalmente
assustado se ele soubesse sobre alguma dessas coisas. Se ele fosse honesto
com si mesmo, ele também teria feito tudo em seu alcance para proteger seu
companheiro de algo assim.

Seus dedos tremiam enquanto ele lentamente colocou as mãos


dentro das de Zaiden e apertou.

― Você deveria ter me contado.

― Eu sei ―, sussurrou Zaiden. ― Eu estava com medo, e eu não


sabia o que fazer. Eu nunca iria colocá-lo em risco por nada neste mundo.

― Eu sei disso ―, Asher respondeu baixinho. ― Mas eu poderia ter


te ajudado a lidar com isso. Você não tem que passar por isso sozinho. Para
isso é que são os companheiros não é? É suposto estarmos lá para o outro. Se
você não falar comigo, como podemos realmente ser um time?

― Eu sei bebê. Eu estou tão arrependido. Você pode me perdoar?

Asher não disse nada por um longo tempo. É claro que ele iria
perdoar o homem, mas talvez fosse uma boa ideia deixar Zaiden inquieto e
preocupado por algum tempo.

― Então, porque você tem que chegar em casa bêbado?


Zaiden baixou a cabeça como se tivesse entendido que Asher não ia somente
rolar e perdoá-lo.

― Eu fiquei afastado tanto quanto possível, porque pensei que se não


estivesse com você, então você estaria seguro. Alguém quer nos separar. Se
eu não estiver com você, então eles não são uma ameaça para você.

― E se embebedar?
― Eu senti sua falta ―, Zaiden sussurrou com a voz grossa. ― Eu
senti falta de apenas segurar você, rir com você, o caminho que sua língua faz
até seu nariz e se destaca entre os dentes quando você está absorvido em sua
escrita. Eu senti falta de cada coisa maldita sobre você, bebê. Eu estava
miserável, e a bebida ajudou a amortecer a dor.

― Essa é uma história patética, Zaiden Reed. ― Asher ingeriu ao


redor do nó em sua garganta quando ele soltou a mão de Zaiden e ficou de pé.
Ele tinha ouvido o suficiente.

Zaiden parecia tão perdido, com tanto medo que Asher não podia
mais aguentar. Correndo ao redor da mesa, ele se arrastou até o colo de seu
amante, colocando seus braços firmemente em torno de seu pescoço, e
plantou um beijo que ele esperava que fosse sacudir o núcleo de seu
companheiro.

Zaiden respondeu com entusiasmo necessário, ofegando e gemendo,


esmagando Asher enquanto devorava sua boca com calor e paixão suficiente
para colocar o quarto em chamas ao seu redor.

Minutos depois, quando eles finalmente se afastaram, Asher acariciou


o nariz em seu pescoço e tentou recuperar o fôlego.

Ele simplesmente não poderia manter isso por mais tempo.

― Eu te amo, Zaiden, ― ele murmurou baixinho, salpicando de beijos


molhados a pele úmida da garganta de seu amante.
Seu companheiro ficou tenso com seus braços em volta de Asher, e um gemido
vibrou em seu peito.

― Graças a Deus ―, choramingou.

Lutando contra a prisão de Zaiden, Asher se afastou e olhou nos


olhos de seu companheiro, erguendo uma sobrancelha em confusão. ― O que
você quer dizer com isso?
― Isso significa que eu estava tão preocupado que você não me
perdoaria, que eu ia te perder. Isso significa que você é a melhor coisa que já
aconteceu comigo, e a pessoa mais importante no meu mundo. Inferno, você é
meu mundo. ― Ele roçou os lábios sobre Asher uma, duas, três vezes, antes
de sorrir abertamente. ― Isso significa que eu também te amo, bebê.

Asher não podia falar, não conseguia pensar, ele mal conseguia
respirar. Ele nunca pensou em encontrar um companheiro, muito menos,
alguém para amá-lo. Isso era mais do que ele jamais poderia ter esperado. Ele
só esperava que pudesse ser o suficiente para seu companheiro.

― Você não vai esconder as coisas de mim nunca mais. Está claro?

― Como cristal ―, Zaiden respondeu seriamente com um rápido


aceno de sua cabeça. ― Eu prometo bebê. Nunca mais. E o mesmo vale para
você. ― Seus olhos se estreitaram quando ele olhou para Asher. ―
Precisamos falar sobre o que acontece se eu morrer.

Asher amuou. Ele não queria falar sobre alguém morrendo. Ele queria
levar seu companheiro para a cama, tirar sua roupa e lamber cada centímetro
de seu corpo. Ele queria fazer amor com seu homem, tirar uma soneca,
acordar, e em seguida, levantar e fazer tudo novamente. Várias vezes, se ele
tivesse o seu caminho sobre o assunto.

― Asher, eu estou falando sério.

― Tudo bem ―, Asher suspirou. ― Deixe-me pegar mais café, e eu


vou tentar explicar.
― Então, o fogo roxo que você faz quando estamos fazendo amor.
Isso vem de mim? Você não pode fazer isso sem mim? ― A cabeça de Zaiden
rodava com as informações que Asher tinha acabado de lhe dar.

― Não. Só chamas laranja sem você, bebê. Eu lhe disse que você
era meu fogo.

― Sim, eu entendo isso. Eu só não entendo o que isso tem a ver


com você poder morrer. Você está dizendo que se eu morrer, eu levo o seu
fogo comigo?

Zaiden tentou resolver tudo em seu cérebro confuso. ― Mas você


teve sua chama muito antes de eu aparecer.

Asher sorriu docemente e acenou.

― Sim, eu tinha. Mas quando eu acasalei com você, e você aceitou a


minha fênix, a chama foi o seu presente. ― Ele inclinou-se sobre a mesa e
pegou a mão de Zaiden. ― E nossas almas se abrigaram juntas. Nem minha
fênix, nem eu conseguimos viver sem a nossa.

A garganta de Zaiden queimava, e ele piscou rapidamente para


afastar as lágrimas que sentia se reunir lá. Foi provavelmente a coisa mais
doce que alguém tinha dito a ele e de uma forma completamente mórbida.

― E seu fogo? Você também disse que não poderia viver sem o fogo.

Asher suspirou e baixou a cabeça para a mesa para rolar sua


sobrancelha contra a madeira.

― Você está me ouvindo? ― Ele levantou a cabeça e olhou nos olhos


de Zaiden. ― Você. É. Meu. Fogo! ― Ele bateu com o outro lado contra a
mesa. ― Eu lhe dei esse presente quando nós acasalamos. Se você morrer,
você leva esse presente com você. Bye-bye, chamas. Bye-bye, fênix. Bye-bye,
Asher.

― Eu não gosto disso. Não acho que eu posso lidar com tanta
responsabilidade. Leve isso de volta. Eu não quero isso.

― É tarde demais. Eu não posso levá-lo de volta, e eu não gostaria


se eu pudesse. ― Asher sorriu para ele e piscou. ― Você apenas tem que
cuidar melhor de si mesmo e parar de fazer merda como dirigir enquanto
estiver bêbado.

Culpa e vergonha tomou conta dele, e Zaiden não pode falar por
vários minutos. ― Sinto muito, Asher. Eu não sabia. Eu nunca teria feito algo
tão estúpido se eu soubesse o que poderia acontecer com você.

― Eu sei. E é em parte minha culpa por não lhe dar todos os fatos.
Agora que você sabe, eu espero que você valorize e proteja o presente que eu
dei para você.

― Sempre ―, sussurrou Zaiden. ― Você é meu presente, Asher. Eu


nunca pensei que iria ser acasalado. Depois do que aconteceu com Darkin, e a
maneira como ele me deixou quebrado, eu nunca quis causar isso em alguém
mais.

― Você não está quebrado ―, Asher disse ferozmente. Em seguida,


as sobrancelhas se reuniram em confusão, e ele inclinou a cabeça para o lado.
― Quem é Darkin?

― O bruxo que levou minha magia. Eu lhe disse sobre ele.

― Sim, eu me lembro. Mas você nunca me disse um nome.

― Então, o que vamos fazer agora?

― Eu não tenho nenhuma resposta para isso ― , Asher disse,


sacudindo a cabeça e levantando-se da mesinha. ― Nós precisamos descobrir
quem nos incomodou, porque eu odeio essa estúpida cama de hotel, e eu
quero voltar para casa. Este ambiente não é propício para uma boa redação

Zaiden riu, sentindo-se melhor do que antes quando se levantou e se


moveu em volta da cadeira de seu companheiro. ― Ok, então vamos revisar
os fatos e ver o que temos. Eu realmente te quero, assim, podemos fazer isso
na cama que você odeia tanto?

Asher riu enquanto tirava a camisa e caminhava para o quarto.

― Não é tão ruim quando há alguém aqui para compartilhar comigo.

― Quer dizer, quando eu estou aqui para compartilhar com você. ―


somente o pensamento de seu companheiro fazia Zaiden ferver sob a
superfície, e ele teve um tempo difícil para sufocar de volta. ― Ninguém,
Asher. Nunca ninguém além de mim.

― Você sabe que eu quero dizer, Zaid. ― Asher revirou os olhos


enquanto deslizava para fora da calça e puxou o cobertor fora da cama.

― Perder suas roupas e rasteje até aqui Eu não posso dormir sem
você, e eu estou esgotado. Podemos falar até que eu adormeça.

Isso parecia a melhor ideia que Zaiden tinha ouvido em toda a


semana. Rapidamente se despindo, ele se arrastou para a cama e
imediatamente para seu companheiro, puxando Asher em seus braços e
enfiando a cabeça de seu companheiro sob o queixo.

― Então, eu acho que podemos assumir seguramente que esta


pessoa não está atrás de você―, Zaiden disse depois que estavam
acomodados.

― Sim, eu acho que isso é uma suposição bastante precisa ―,


concordou Asher em torno de um bocejo. ― E eu ainda digo que é aquele
cara, Andrew.

― Nós não ouvimos nada dele desde que fomos para Memphis.
― O que me lembra de que você nunca me levou para Nashville. Você
me deve.

― Asher, por favor, tente se concentrar.

― Oh, ok, mas faz sentido. Perfeito sentido. Andrew chega quando
estamos prestes a sair, diz que está apaixonado por um cara, e então
simplesmente desaparece. Ele poderia ter adivinhado que estávamos saindo,
mas não por quanto tempo ou o lugar para onde estávamos indo. Então ele
ficou completamente maluco.

Tanto quanto Zaiden detestava admitir isso, seu companheiro fez um


bonito argumento.

― Mas por que ele não me disse. Isso foi o que eu falei. Que ele
deveria dizer a pessoa por quem ele estava apaixonado como ele se sentia.

― Não, você disse a ele para tentar cortejar o cara ―. Asher bufou.

― Ele está cortejando você, Zaid.

― Filho da puta! Faz todo o sentido quando você diz isso dessa
maneira.

― Eu sei. É por isso que eu sou o único inteligente, e nós apenas o


mantemos em torno porque você é bonito e para obter o material das
prateleiras altas.

― Bom ―, Zaiden disse em torno de sua risada. ― Ok, o suficiente


para hoje à noite. Estou exausto, assim como você, e precisamos de nossas
cabeças claras se vamos lidar com esta merda. Vamos dormir um pouco, e
descobrir isso no período da manhã.

― Uh, Zaid?

― Sim, bebê?
― Eu sou todo sobre o sono, mas há duas coisas que eu gostaria de
lembrar.

Zaiden gemeu, mas acenou com a cabeça.

― Número um, você disse que me amava, e eu realmente gostaria


de fazer amor com você agora. E número dois, a necessidade vai bater de
qualquer maneira, porque senão eu vou colocar a cama em chamas em cerca
de três horas.

Zaiden queria bater na própria cabeça. Com tudo acontecendo, tudo o


que tinham acabado de discutir, e ainda sentindo um pouco da bebida que
tinha consumido, ele tinha esquecido completamente sobre a consumação do
acasalamento a cada 24 horas. Ele estremeceu enquanto se lembrava das
noites em que ele tropeçou no hotel, mal conseguindo suportar seu corpo
queimar de dentro para fora.

Ele sabia que tinha que ser pior para Asher porque o homem
basicamente o tinha atacado em cada uma dessas noites. Deus, ele tinha sido
um egoísta. Ele realmente não merecia perdão Asher. ― Eu sei bebê, me
desculpe.

Asher chegou e colocou dois dedos sobre os lábios antes que ele
pudesse dizer mais alguma coisa.

― Não se desculpe Zaid. Basta fazer a coisa certa.

― Meu prazer ―, Zaiden resmungou em torno dos dedos de Asher.


Então ele sorriu maliciosamente e mergulhou em cima do seu homem. ―
Quaisquer últimas palavras antes de eu te foder para a morte?

― Oh, isso foi tão ruim. Você realmente deve tentar ser bonito e
deixar a inteligência para mim.
― Ok ―. Zaiden encolheu os ombros numa espécie de evasiva. ―
Nós vamos esperar e ver o que você tem a dizer sobre isso quando eu terminar
com você.

― Ei, Zaid?

― Sim, bebê? ― Zaiden arqueou uma sobrancelha. Ele realmente


gostava de jogar este jogo.

― Eu amo você, ok?

O corpo inteiro de Zaiden se suavizou em direção ao seu


companheiro, cobriu o corpo de Asher e pressionou um beijo carinhoso em
seus lábios.

― Eu sei bebê, e eu também te amo.

Capítulo Dezessete

― Dr. Reed, alguém está aqui para te ver ― , disse a recepcionista


pelo interfone. Zaiden franziu o cenho.

― Eu não tenho nenhum compromisso por mais uma hora, Abby.

― Sinto muito, senhor, mas ela disse que é uma emergência.

― Quem é?

― Denise George, senhor. ― Seus olhos se arregalaram um pouco, e


ele sentou-se ereto.

― Mande-a entrar.
Zaiden ajeitou a gravata e se levantou de seu assento, se deslocando
em torno da escrivaninha para encontrar sua ex paciente. Depois de várias
semanas desaparecida, ele não poderia ajudar a sua curiosidade com o que
tinha trazido ela para seu escritório. A mulher esbelta entrou na sala,
parecendo muito bonita no leve suéter bege e saia preta. Ela fechou a porta
silenciosamente e correu para os seus braços, jogando-se em seus braços e
chorando. Atordoado, Zaiden envolveu seus braços em volta dela e acariciou
sua cabeça, sem jeito.

― Denise, o que está errado? O que está acontecendo?

― É Andrew, ― ela chorou. ― Ele está completamente louco.

― Ele machucou você?

― Não, não a mim. ― Seus soluços desapareceram depois de alguns


segundos, e ela se inclinou para longe, limpando os olhos com a ponta dos. ―
Ele vai prejudicar o seu amante, Dr. Reed.

― O quê! ― Zaiden gritou. ― Como você sabe disso?

― Ele fica me chamando. Eu não sei como ele conseguiu meu número
novo, mas ele continua me implorando para ajudá-lo. Ele está obcecado por
você, Doutor. Ele não fala de outra coisa. É por isso que eu mudei meu
número, em primeiro lugar. Eu estava com medo.

― Asher está seguro ―, Zaiden disse com firmeza. ― Andrew não


sabe onde ele está.

― Você está hospedado no Dorchester, ― ela respondeu com


confiança. ― Andrew me disse que ele te seguiu até lá depois do trabalho uma
noite. ― Ela deu um par de passos e sacudiu a cabeça tristemente. ― Ele
está a caminho de lá agora. Você nunca vai conseguir chegar a tempo.

― Chame a polícia. Quarto 41. ― Zaiden rosnou as palavras


enquanto passava pela mulher e corria em direção à porta do outro lado da
sala. Parando por um segundo, ele olhou por cima do ombro e acenou com a
cabeça uma vez. ― Obrigado, Denise.

― Por favor, depressa, Dr. Reed. Eu vou chamar a segurança do


hotel, e então a polícia e nos encontraremos lá.

Zaiden balançou a cabeça novamente, em seguida, saiu correndo da


sala, passado correndo por sua secretária muito confusa até as portas do lobby
para o estacionamento. Precisava chegar a tempo. Ele encontrou Asher e
ninguém iria tirar seu companheiro dele. Agarrando seu celular do bolso, ele
rapidamente marcou o número de Asher enquanto procurava as chaves no
bolso.

― Hey, bebê ―, Asher respondeu ao segundo toque. ― O que você


quer? Ainda vamos ao departamento de polícia em seu almoço?

― Asher, tranque as portas e não deixe ninguém entrar. Estou


chegando aí.

― Zaid, o que está acontecendo? ― Ele parecia nervoso, e Zaiden


não poderia deixar de estar grato pelo fato. Se Asher estivesse com medo, ele
ficaria seguro e em guarda.

Pegando as chaves com as mãos trêmulas, ele as deixou cair no chão,


amaldiçoando quando se inclinou para recuperá-las. Ele não tinha tempo
para esta porcaria.

― Eu estou no meu caminho ―, ele repetiu.

Alguma coisa grande e pesada atingiu o lado de sua cabeça, fazendo-


o tropeçar e cair no chão em suas mãos e joelhos. Seu telefone derrapou em
toda a calçada e debaixo de seu sedan. Antes que ele pudesse se livrar do
ataque, outro golpe pegou sua cabeça, e Zaiden caiu no chão enquanto o
mundo ficava escuro.
― Zaiden! ― Asher gritou ao telefone, o pânico crescendo em seu
peito e fazendo sua garganta queimar. Ele ouviu um baque surdo e um
grunhido alto, depois tudo ficou em silêncio. ― Zaiden!

Quando ele não recebeu qualquer resposta, Asher fechou o telefone e


o jogou, esmagando-o contra a parede oposta.

Passando os dedos pelos cabelos, ele andou pelo tapete, tentando


desesperadamente descobrir o que fazer.

Ele assumiu que Zaiden estava em seu escritório quando ele ligou,
mas Asher nem sabia onde ficava. Quase dois meses que eles estavam juntos,
e ele nunca tinha o visitado, ou mesmo pensou em perguntar onde ficava.

Ainda assim, ele não poderia apenas sentar lá e não fazer nada. E se
ele ligasse para a polícia? Ele honestamente não tinha nenhuma informação
para dar-lhes, nem tinha alguma prova de que Zaiden tinha sido ferido.

― Foda-se! ―, Ele gritou quando a frustração se envolveu em torno


dele, como se o estrangulasse.
Agarrando as chaves da mesa, ele se apressou em toda a sala para a
porta. Ele não sabia por onde começar a procurar, mas ele tinha que fazer
alguma coisa. Ao abrir a porta, ele quase colidiu com um muito afobado
Andrew.

― Você ―, ele rosnou com veemência. ― O que você fez com ele!
Andrew deu um passo apressado para trás e estendeu as palmas das mãos
para cima, em uma demonstração de entrega.

― Eu não fiz nada, Asher. Eu juro.

― Onde está Zaiden?

― Eu não sei ―, Andrew gaguejou. ― Eu vim falar com vocês.

― Bem, eu usei a minha cota de conversa amigável com o cara do


serviço de quarto, então tente. ― Asher passou pelo homem, quase o
derrubando enquanto saia correndo ao longo do corredor.

― Asher, espere! Eu posso ajudar ―, Andrew disse o chamando


enquanto corria atrás dele. ― Eu acho que eu sei onde ele está.

Girando, Asher envolveu sua mão ao redor de sua maldita garganta e


o bateu contra a parede, prendendo-o ali em um punho de ferro.

― Pare de jogar comigo e me diga onde está o meu companheiro,


maldito!

Os olhos de Andrew pareciam que ia saltar para fora de sua cabeça, e


sua boca se abriu em choque.

― Companheiro? Você está acasalado?

― Sim ―, Asher assobiou. ― Ele é meu companheiro, meu amante,


e todo o meu mundo. Eu vou queimar essa cidade inteira para encontrá-lo. Eu
fui claro?
Balançando sua cabeça rapidamente, Andrew passou os dedos ao
redor de seu pulso e puxou levemente.

― Eu vou te ajudar.

Asher o soltou bruscamente e girou sobre os calcanhares para


marchar em direção aos elevadores.

― Isso não significa que eu confio em você. Se você tentar alguma


coisa, eu vou incinerar você e rir quando você gritar. Ok?

― Ok. ― Andrew repetiu quando ficou ao seu lado e sacudiu a


cabeça a Asher em direção à porta das escadas.

Asher acenou com a concordância, apontando para Andrew ir


primeiro. De jeito nenhum ele iria virar as costas para o homem em um espaço
tão confinado.

Andrew suspirou e empurrou a porta, liderando o caminho.

Eles levaram dois degraus de cada vez e foram rapidamente, mas tão
casualmente quanto possível, através do lobby principal do hotel e para fora
em direção ao Mustang de Asher. Uma vez dentro e apertando o cinto, Asher
estalou a embreagem e saiu do estacionamento, ansioso para encontrar seu
companheiro.

― Como faço para chegar ao seu escritório?

― Broadway Comercial, e depois direto para baixo à esquerda.

―Andrew respondeu enquanto agarrava firmemente a maçaneta da


porta.

Asher pressionou o acelerador no chão enquanto zipava dentro e fora


de trânsito, buzinando e tecendo através dos carros mais lentos. Seguindo as
instruções de Andrew, entrou no estacionamento em frente ao escritório de
Zaiden em quatro minutos.
Deixando o motor em marcha lenta, Asher saltou de seu assento e
correu até o carro de Zaiden. Talvez seu companheiro ainda estivesse dentro
do edifício. Desespero tentou arrastar a sua forma, mas Asher rapidamente o
colocou de lado. Ele precisava ver Zaiden com seus próprios olhos.

― Olha ―, disse Andrew quando pisou ao lado de Asher e apontou


em direção ao chão.

O coração de Asher apertou mais em seu peito enquanto ele se


agachou e mergulhou os dedos no líquido escuro agrupado ao lado do pneu
traseiro.

Levantando a mão, seu rosto ficou vermelho na coloração de seus


dedos. Ele começou a se levantar, mas um flash de luz vindo debaixo do
veículo chamou sua atenção. Abaixando a cabeça e apertando o peito mais
perto da calçada, ele se atrapalhou ao redor até que seus dedos se fecharam
ao redor de algo frio e duro.

Agarrando o objeto de debaixo do carro, ele se levantou e olhou para


o telefone celular de Zaiden em suas mãos. Alguém tinha colocado as mãos
sobre seu companheiro, o tinha magoado, e Asher queria seu sangue.

― Nós temos que encontra-lo.

― Eu não sei para onde ir, homem. ― Andrew cruzou os braços


sobre o peito e balançou a cabeça. ― Isso é loucura.

Asher ainda não sabia o que diabos Andrew foi fazer em seu quarto
de hotel, ou mesmo como ele sabia onde encontrá-los. Ele realmente não tinha
tempo para essas respostas agora. Ele iria guardar para depois que eles
encontrassem Zaiden.

Sua fênix gritou, sua bela e comovente canção ecoando enquanto ela
procurava por seu companheiro ausente. Asher bateu-se na cabeça e gemeu.
Deus, ele era um idiota.
― Eu sei como encontra-lo.

― O que nós faremos?

― Eu tenho que mudar. Eu vou ser atraído por ele, e minha fênix
vai saber para onde ir. ― Asher sacudiu a cabeça em direção ao seu carro. ―
Eu preciso que você me siga, e em seguida, chame a polícia ok?

― Vamos embora. ― Andrew correu para o carro de Asher e deslizou


por trás do volante.

Tirando a roupa, Asher imaginou que ele provavelmente devia estar


preocupado com as leis da decência pública, mas no momento, ele
simplesmente não poderia dar uma foda. Tudo o que importava para ele era
encontrar seu companheiro. Uma vez nu, ele fechou os olhos, abriu os braços
bem abertos, e deixe sua fênix tomar forma.

Gemendo enquanto a consciência lentamente se aproximava dele,


Zaiden rolou de lado e pegou sua cabeça latejante, assobiando quando suas
mãos escovaram sobre o corte longo e aberto em sua testa. Suas pálpebras se
abriram, e ele teve que piscar várias vezes.

O que diabos aconteceu? Onde ele estava, e como ele foi parar lá em
cima? Esforçando-se para se sentar, Zaiden observou ao redor, quase
desmaiando de novo quando ele percebeu que estava de volta em sua casa e
em sua própria cama.

― Ah, então você acordou. ― Denise se movimentava na sala, o


empurrando sobre os ombros e instando-o de volta para o colchão. ― Eu
estava começando a pensar que você nunca mais iria acordar.

Zaiden bateu as mãos dela e rosnou enquanto arrancava o cobertor


para fora de seus pés e se levantou.

― Onde diabo está Asher?

― Ele está perfeitamente seguro, eu lhe garanto. Agora se sente e


deixe-me olhar sua cabeça. Ela ainda está sangrando um pouco, e eu estou
com medo.

― Você me bateu porra! ―, Ele rugiu.

― Bem, é claro que eu fiz. ― Denise continuou a sorrir


brilhantemente como se eles estivessem discutindo nada mais do que o
relatório do clima de fim de semana. ― Como eu poderia obter você de volta
aqui?

― Você? ― O coração de Zaiden martelou contra o peito, e o calor se


espalhou pelo seu corpo enquanto a raiva descia sobre ele. ―Mulher ou não,
se você não sair do meu caminho, eu vou bater na sua bunda até a próxima
semana.

― Você está sendo completamente dramático. ― Denise xingou e


estalou a língua. ― Esse passarinho não pode cuidar de você do jeito que eu
posso. Você verá isso logo e esquecera tudo sobre ele.
Zaiden tinha ouvido o suficiente. Ele passou a empurrar em direção a
mulher delirante, mas encontrou-se congelado no lugar. Não importa o quanto
ele lutava contra as restrições invisíveis, ele não conseguia se mover. Olhando
para a puta na frente dele, ele arreganhou os dentes e rosnou.

― Bruxa!

Jogando a cabeça para trás sobre seus ombros, Denise riu alto e
estridentemente.

― Só agora você conseguiu descobrir isso, não é? Como você acha


que eu sabia sobre a sua fênix? ― Ela piscou para ele ironicamente, em
seguida, acenou com a mão na frente do rosto.

Os olhos de Zaiden se arregalaram quando se sentiu voar através do


ar e aterrissar de costas no meio da cama. Ainda assim, ele não conseguia se
mover.

― Agora, só fique aí e descanse. Nós não queremos nenhum


acidente agora não é?

― Deixe-me ir!

― Pare com isso, ou eu vou ter de te amordaçar. Eu pretendo usar


essa boca mais tarde, de modo que isso seria muito infeliz.

Cessando a sua luta, Zaiden continuou a olhar para trás em rebeldia.

― Eu confiei em você.

As sobrancelhas de Denise subiram para a linha dos cabelos, e ela


olhou para ele em choque antes de estourar em gargalhadas.

― Ah, isso é bom ―, ela finalmente conseguiu se controlar em torno


de sua alegria. Quando ela se acalmou, vagou em direção à cama e inclinou-se
sobre Zaiden, esmagando suas bocas em um beijo que o deixou querendo
vomitar.
― Eu lembro que você cometeu o mesmo erro da primeira vez ―,
disse ela docemente. Então a voz de Denise se aprofundou, fluindo
suavemente como água límpida sobre as pedras do rio e soando muito familiar.

― Você realmente é bastante redundante, meu brinquedinho


quebrado.

Capítulo Dezoito
― Darkin ―, Zaiden rosnou. Parecia que sua antiga paixão ganhou
mais alguns poderes ao longo dos anos. Não eram muitos os usuários de
magia que poderiam mudar a sua forma e mantê-la por longos períodos de
tempo.

A mulher ao lado da cama começou a vibrar, se movendo tão


rapidamente até que se tornou nada mais que um borrão. Quando o tremor
finalmente parou, Darkin estava onde Denise tinha acabado de sumir, seus
longos cabelos negros fluindo sobre um ombro nu. Ele parecia tão lindo como
sempre, vestido com apenas um par de jeans de cintura baixa, exibindo seu
corpo imaculadamente musculoso.

Seus lábios se curvaram em um sorriso perverso enquanto segurava


os braços para as laterais e girando em um círculo lento. ― Ainda gosta do
que vê Zaiden?

― Foda-se!
― Oh, nós vamos chegar a essa parte. ― Darkin riu de sua piada
mais do que era realmente necessário. ― Você não parece muito feliz em me
ver.

Puro ódio percorreu Zaiden enquanto ele lutava contra os laços


mágicos que o prendia no colchão. Sem a magia e Darkin sendo muito maior
por causa do seu hábito infeliz de drenar suas vítimas, ele sabia que não tinha
chance de superar o bastardo. Isso não quer dizer que ele iria apenas esperar
pacientemente por qualquer jogo que Darkin tinha planejado para ele.

― Você já levou minha magia. O que mais você quer de mim?

― Eu não quero nada de você, garoto bobo ―. Darkin zombou


enquanto andava sobre a sala. ― Você é apenas a isca.

A irar penetrou Zaiden, saindo dele direto para os seus ossos.

― Você não pode tê-lo ―, ele rugiu. ― Ele nunca fez nada para
você!

Darkin apenas revirou os olhos.

― Eles raramente fazem. Não é nada pessoal. Eu simplesmente


desejo a sua chama. Não é como se eu fosse matá-lo. Ele vai ser um pouco
mais... frágil.

― Você não pode fazer isso com ele! Mesmo você não pode ser tão
cruel.

― Você não tem ideia do que eu sou capaz, Zaiden. ― Darkin


encolheu os ombros. ― Sacrifícios precisam ser feitos. Eu vou ter certeza que
ele saia daqui com um sorriso no rosto. ― Ele olhou em Zaiden enquanto
cobriu sua virilha e esfregou a palma da mão contra sua ereção crescente.

Rangendo os dentes, Zaiden rosnou e grunhiu, avançando para o


desgraçado do outro lado da sala. ― Se você o tocar, eu juro que não haverá
lugar aonde você possa se esconder. Eu vou te caçar como um cachorro e
rasgar as suas bolas para fora através de seu umbigo.

― Basta ―. Darkin falou calmamente enquanto agitou seu punho


preguiçosamente.

Zaiden gritou quando suas roupas desapareceram, e ele foi


empurrado no ar, capotou e caiu na cama em seu estômago. Mãos fortes
agarraram sua bunda, apertando os globos e separando-os.

―Tire suas mãos de mim porra!

― Vamos jogar bonito agora, amor. ― Os dedos de Darkin roçaram


sobre a pele entre as omoplatas. ― E o que temos aqui? Uma marca de
acasalamento. Você está acasalado a fênix? ― Darkin parecia pensativo
enquanto ele falou, dizendo as palavras lentamente.

Uma ideia repentina despertou dentro da mente Zaiden, e ele ficou


perfeitamente imóvel, trabalhando para acalmar a sua voz e sua respiração.

― Você sabe que ele é imortal, certo?

― Sim, mas eu também sou.

― É verdade, mas não como Asher. Ele não pode ser morto. No
entanto você pode, não é? ― Zaiden deixou um sorriso vazar em sua voz,
incitando o homem. ― Como eu sou acasalado com ele, eu também não posso
morrer. ― Ok, isso não era exatamente verdade, mas esperava Darkin não
soubesse disso.

― O que você está tentando dizer? Que eu deveria acasalar com a


fênix? ― Darkin zombou da ideia, mas Zaiden podia ouvir a hesitação em suas
palavras. ― Verdadeira imortalidade ―, o homem murmurou.

― Sim. Imagine o tipo de poder que isso lhe traria. Mas você tem
que ser companheiro de nós dois ―, Zaiden se apressou a acrescentar. ― Nós
já estamos acasalados e não podemos romper o vínculo. Você não pode
reclamá-lo como seu companheiro a menos que aceite a nós dois.

A sala ficou em silêncio por longos minutos de agonia. Zaiden


permaneceu em silêncio, rezando para que seu plano insano funcionasse. Ele
só precisava que Darkin liberasse o feitiço. Se pudesse seduzir o bruxo em
uma falsa sensação de segurança, jogando com o seu ego, então talvez ele
tivesse uma oportunidade de fugir.

Isso era uma besteira completa, é claro. Seu acasalamento estava


gravado no livro da UPAC, o selo fortemente fixado, e jamais ele ou Asher
seriam capazes de reivindicar ou ser reivindicado por outra pessoa. Se Darkin
tivesse ido no encontro, ele saberia disso. Zaiden não o tinha visto lá, mas ele
tinha ficado propositadamente nas sombras para não chamar a atenção de
ninguém, inclusive do seu clã anterior.

― Por que você não estava na reunião? ― Zaiden deixou escapar em


pânico.

Darkin riu sombriamente.

― Parece que uma das minhas aquisições ficou... bastante chateado


quando eu levei sua capacidade de manipular a água. Ele foi chorando aos
anciãos no último encontro. Eu fiquei na clandestinidade desde então.

O último encontro. Não só Zaiden tinha sido nada mais do que um


brinquedo e uma fonte de energia para o bastardo, mas ele não tinha sido o
único a sofrer essa noite. O conhecimento só serviu para fazê-lo se sentir como
uma prostituta barata. O que ele tinha visto nesse homem?

Gritos musicais perambularam pela sala, lindo e surpreendente, mas


Zaiden podia detectar a ameaça subjacente em chamar seu companheiro.
Ainda assim, o som o acalmou, lembrando-lhe da força que seu amante
possuía. Asher podia cuidar de si mesmo. Ele não precisava da proteção do
Zaiden. Ele precisava ser seu próprio herói naquele momento.

O rito de Asher ecoou pela sala novamente, mais alto e mais perto
desta vez. Mordendo o interior de sua bochecha para não sorrir, Zaiden
esperou. Seu companheiro estava puto, e Darkin estava prestes a ter sua
bunda entregue a ele.

Asher circulou o céu, deslizando um pouco acima do telhado de sua


casa, perto da janela que o levaria ao seu companheiro. Ele manteve um olho
na rua, esperando, até que viu seu Mustang encostar-se ao meio-fio antes de
pousar e deixar outro grito sair.

Ele não sabia o que estava dentro da casa com seu amante, mas ele
sabia que era algo sobrenatural, e extremamente poderoso. Asher realmente
não dava à mínima. Ele acender uma tocha no chão, e em seguida, cuspiu
sobre as cinzas. Ninguém tocava seu companheiro.

Agarrando o ápice do telhado com suas garras, a cabeça de Asher se


curvou e ele dobrou suas asas, tentando acalmar sua ira a mudar de volta para
humano. Ele levou vários minutos respirando profundamente antes de se sentir
suas penas começam a baixar, dando lugar a sua pele cremosa. Seu tronco
diminuiu, os membros se alongaram, e seus longos cabelos de ébano se
espalharam por seus ombros.

Abrindo os olhos, Asher sacudiu a cabeça, para limpar a


desorientação da mudança e se levantou devagar. Ele observou Andrew saltar
do assento do motorista de seu Mustang e puxar seu telefone celular.

― Nenhuma polícia ―, Asher gritou. Ele sabia que alguém na casa


iria ouvi-lo, mas a sua fênix estava tão irritada, chorando por seu
companheiro, que de qualquer maneira eles já sabiam que Asher estava lá. ―
Fique aqui fora.

― Eu vou com você ― , Andrew disse de volta, atravessando o


gramado da frente para a porta.

Asher suspirou e balançou a cabeça. Ele não tinha tempo para


discutir com o cara. Ele esperava que o idiota não se matasse.

Apressando-se silenciosamente através do telhado, Asher correu para


baixo subiu ao longo da borda sobre a parte de trás da casa. Abordando a
janela de seu quarto, ele chegou lá no fundo, coletando o seu fogo, abanando
e aumentando, formando as chamas em suas mãos. Asher dirigiu toda a sua
energia para a bola que formava, respirando fundo, e arremessou para o vidro
que o separava de seu companheiro. Isso ampliou através do ar, quebrando a
janela e invadindo o quarto. Um estrondo, um xingamento e o grito abafado de
seu companheiro se seguiram rapidamente enquanto Asher tomou um impulso
e entrou na casa através de um buraco.

― Asher!

Rolando pelo chão, Asher parou bruscamente quando colidiu com a


porta do quarto.

― Basta olhar para o seu poder ― , alguém soprou por trás dele. ―
Eu preciso dele.
― Então, venha e pegue ―, Asher rosnou quando se levantou e
virou-se para enfrentar seu inimigo. Seus olhos dispararam ao redor da sala,
se deparando com o seu companheiro, nu e deitado de bruços sobre a cama.
Seus punhos se cerraram e uma névoa vermelha de raiva desceu sobre ele.

Voltando sua atenção para o homem vestido de pé ao lado da cama,


Asher avançou lentamente, movendo-se em pura raiva e instinto, esquecendo
completamente a sua nudez. Fogo lambeu seus braços, sobre seu peito, coxas
e para baixo, ficando mais claro e mais cruel com cada passo que dava.

― Solte-o ―, ele rosnou.

― Dê-me seu poder.

Asher deu uma pausa, inclinando a cabeça para o lado rapidamente,


com força suficiente para quebrar o pescoço de forma audível, um sorriso
diabólico lento cobrindo seu.

― Darkin.

Oh, isto poderia ficar ainda mais perfeito? Ele estava praticamente
salivando para pegar um pedaço do rabo do homem que havia machucado seu
companheiro.

― Ah, minha reputação me precede. ― Darkin deu um arco


pequeno, orgulhoso e arrogante, varrendo seu braço na frente dele para
embrulhar em torno de seu lado esquerdo.

A ação acabou com o pouco controle de Asher autoestima e ele rugiu


alto quando forçou um fluxo de fogo em sua mão em direção a Darkin. O
homem desviou de seu ataque, atirando o braço e redirecionando o fogo para
longe dele. As chamas se espalharam em volta de Zaiden puxando um suave
gemido dele.

Asher chamou sua chama de volta e teve o desejo insano de rir.


Mesmo em meio a uma crise, Zaiden ainda desfrutava da sensação do
incêndio de Asher. Ele se encaminhou para a cama, mas um movimento no
canto de seus olhos chamou sua atenção, e ele se virou, caindo para o chão
quando um punho virou em direção a sua cabeça. Mergulhando para frente, ele
passou os braços em volta das pernas de Darkin, dirigindo o joelho na cabeça
do homem.

O bruxo gritou quando ele caiu no chão. Eles lutavam pelo domínio,
puxando, empurrando, mordendo e dando socos enquanto rolavam pelo chão.
Asher ganhou vantagem, travando os quadris de Darkin, e acertando seu nariz
com o punho.

Darkin rugiu, com uma mão indo para o nariz e a outra empurrando
no peito de Asher. Dor atravessou através dele, rápida e feroz, quando a magia
lhe atirou através do ar para bater contra a estrutura da cama de metal.
Sua cabeça rachou contra a cabeceira da cama, escurecendo sua visão e
fazendo seus ouvidos zumbirem.

Quando finalmente sua visão voltou, ele encontrou Darkin em seus


pés, caminhando em direção a ele com uma expressão assassina em seus
olhos negros.

Ele ergueu o braço, apontando os dedos para Asher enquanto


murmurava palavras irreconhecíveis sob sua respiração.

Asher arqueou as costas, esticando o pescoço e fechando firmemente


os olhos enquanto ele chorava de dor. Seu peito ardia, sentindo-se desfiado,
como se estivesse sendo rasgado de dentro para fora. Seus músculos
bloquearam, e ele começou a ter convulsões, espasmos e tremores enquanto
seus calcanhares batiam contra o chão.

Um estrondo ecoou pela sala, e Asher abriu os olhos a tempo de ver


Zaiden saltar da cama e enfrentar Darkin.
― Eu vou matar você ―, ele cantou mais e mais enquanto seus
punhos voaram, golpe após golpe pousando no corpo do bruxo. Com toda a
sua atenção e ódio focados em Asher, Darkin aparentemente esqueceu-se de
tudo sobre seu controle sobre Zaiden.

Asher caiu ao chão, sem fôlego para respirar enquanto a dor lenta
drenava de seu corpo, tendo a maior parte de sua energia com ele.
Seu poder diminuindo, ele ergueu sua mão na frente dele, com a palma para
cima, e trabalhou para reconstruir a sua chama.

Os dois continuaram a lutar, Darkin de volta à briga, em vez de


apenas apanhando como um bom menino. Suas coxas poderosas se
envolveram em torno da cintura de Zaiden e Darkin o capotou no chão
acarpetado rolando em cima dele.

― Eu estou cansado de brincar com você ―, ele ofegou.


― Ei, cabeça de merda ―, Asher chamou fracamente. ― Ainda quer um
pedaço de mim?

A cabeça de Darkin estalou em volta, e ele encarou Asher enquanto


começava a se mover para longe de Zaiden. Asher esperou durante alguns
batimentos cardíacos até que ele teve a foto perfeita, e em seguida, enviou o
seu fogo por toda a sala.

Pego de surpresa, os olhos de Darkin se arregalaram quando as


chamas atingiram seu peito, inflamando todo o seu corpo no momento do
impacto. Zaiden foi para longe do homem em chamas e caminhou para trás
até se pressiona contra a parede.

Darkin rolou no chão, gritando por apenas um momento antes que o


fogo mágico o envolvesse, reduzindo-o a cinzas em poucos segundos.
Exausto e ferido, Asher caiu no chão, arfando contra o tapete. Mas
antes que ele pudesse recuperar o fôlego, Zaiden gritou e o sangue de Asher
congelou quando ele caiu, deixando seu coração em pânico novamente.

Zaiden jogou a cabeça para trás, chicoteando de lado a lado com seus
olhos abertos e esbugalhados enquanto continuava a gritar. Então, tudo parou
abruptamente. Sua voz falhou no meio de um grito, os olhos reverteram em
sua cabeça e ele tombou de lado, silencioso e imóvel.

Capítulo Dezenove
― Zaiden! Zaiden!

Mãos trêmulas lhe tocaram por todo lado, acariciando sua pele
sensível enquanto ele tremia e gemia. Não era exatamente dor, mas como se
ele tivesse sido bombeado com eletricidade.

― Eu te amo, Zaid. Você não pode me deixar.

― Eu não vou a lugar nenhum, bebê. ― Zaiden tentou tranquilizar


seu amante.

Ele ouviu Asher suspirar e o sentiu passar por cima de seu corpo
antes de uma mão macia acariciar delicadamente seu rosto.

― Abra os olhos, cara grande.

― Estou tentando ―, Zaiden resmungou. Deus, ele estava muito


cansado. Ele só queria dormir.
― Tente mais difícil ―, Asher disse em torno de uma risada.

Com grande esforço, Zaiden foi finalmente capaz de abrir seus olhos
e piscar para o seu companheiro.

― Passarinho bobo ―, ele murmurou.

Asher riu de novo quando se estendeu no chão, e se aconchegou


próximo ao peito de Zaiden.

― Eu arruinei o tapete novo. Desculpe cara.

Zaiden colocou seu braço em torno de seu amante e o puxou mais


apertado ao seu corpo.

― Nós vamos corrigir isso, bebê.

O assoalho rangeu no corredor, e Zaiden levantou a cabeça, gemendo


com a dor que veio com o movimento. Com apenas um pensamento e uma
aceno de mão, ele os cobriu.

― Oh, ― Asher disse ofegante. ― Isso é muito legal. ― Ele olhou


para cima e mexeu as sobrancelhas em brincadeira. ― Será que funciona no
sentido inverso?

― Pervertido ―, Zaiden brincou, mas não olhou para seu


companheiro. Seus olhos estavam bloqueados na entrada, seus músculos
tensos e um grunhido selvagem trabalhando seu caminho até sua garganta
quando Andrew entrou na sala.

― Vá embora―, alertou.

― O quê? Por quê? ― Asher perguntou enquanto sacudiu a cabeça


para trás e adiante, olhando primeiro Andrew e, em seguida, Zaiden. ― Ele
não vai nos ferir. Eu já lhe disse o que eu faria com ele. Por que eu preciso
correr?
― Ele está falando para mim ―, Andrew respondeu baixinho do
outro lado da sala. Ele manteve a distância, nunca chegando mais perto, mas
Zaiden não relaxou a sua postura raivosa.

― Você sabia?

Andrew olhou para Zaiden em confusão.

― Sabia o quê? Eu não tenho nenhuma ideia do que está


acontecendo aqui. Eu fui para o hotel para conversar com Asher, e ele quase
rasga a minha garganta. ― Sua voz crescia mais histérica a cada palavra,
acenando com as mãos ao redor freneticamente. ― Então ele se transforma
em um pássaro, e eu descubro que ambos são paranormais e acasalados, pelo
amor de Deus!

― Os seres humanos sabem sobre os paranormais ―, Asher disse


suavemente. ― Todo mundo descobriu quando a Grande Guerra começou.
― Sim ―, Andrew bufou. ― Mas eu não sabia que vocês eram.

― Existe um problema com isso? ― Zaiden soltou Asher e se


levantou, balançando levemente enquanto se preparava para defender seu
companheiro se fosse necessário.

― Eu não ligo para o que você é. O que me importa é que você está
acasalado, ― Andrew sussurrou a última parte totalmente infeliz. ― Agora eu
nunca vou ter uma chance.

Asher se levantou do chão e parou ao lado Zaiden, pegando sua mão


e ligando seus dedos juntos.

― Não, você não vai. Ele é meu.

― O quê? ― A testa de Andrew se franziu, e ele olhou para Asher


como se lhe tivesse crescido uma segunda cabeça. Então, muito lentamente
sua testa se suavizou e ele os olhos enquanto abria a boca. Zaiden quase
poderia ver a lâmpada apagar-se em sua cabeça. ― Você pensou que eu
queria o Dr. Reed?

― Não queria? ― Asher parecia tão confuso quanto Andrew.

― Os pássaros, a mensagem sobre o teto de que ele era seu. Você


queria me mandar embora para que você pudesse ter Zaiden. Não minta para
mim.

Andrew sacudiu a cabeça lentamente.

― Eu não tenho ideia do que você está falando, e eu certamente não


quero Dr. Reed. ― Ele sorriu um pouco para Zaiden com as bochechas
coradas. ― Sem ofensa.

Zaiden não pode deixar de rir. Mesmo que ele soubesse para onde
essa conversa estava indo, ele não poderia culpar o homem.

― Você o quer.

O rubor nas faces de Andrew se aprofundou, se propagando para


baixo em seu. ― Desde o primeiro momento em que coloquei os olhos sobre
ele ―, confirmou. ― Eu não percebi que os dois eram exclusivos. Quando ele
disse que estavam juntos, eu não tinha ideia de que maneira e só assumi que
talvez eu tivesse uma chance.

― Eu? ― Asher rangeu.

André deu-lhe um olhar.

― Você é lindo, Asher. Como alguém não poderia alguém te querer?

Ao invés de ficar ciumento, o orgulho inchou dentro do peito de


Zaiden, porque Asher era dele. As pessoas poderiam sempre desejar o lindo
homem, apreciar a sua beleza, mas Zaiden era o dono de seu coração. As
próximas palavras que saíram da boca de seu companheiro só solidificaram o
sentimento, e Zaiden quase derreteu no chão em uma poça de gosma.
― Estou com Zaiden, ― Asher disse com firmeza. ― Ele é tudo o
que eu quero.

Andrew sorriu com compreensão e baixou a cabeça.

― Eu sei Asher. Eu juro que não entendia a extensão de seu


relacionamento.

― Mas nós estávamos morando juntos! ― Asher voltou a ficar


chateado em um flash. Sua cabeça inclinou em seus ombros e, em seguida, ele
deu um passo deliberado para Andrew. ― Você está mentindo ―, ele disse
com confiança.

― O quê? Não!

Asher apontou para o que restava de Darkin, as cinzas ainda


fumegantes simplesmente pousadas aos pés de Andrew.

― Você não disse uma palavra sobre isso. Qualquer outro ser humano
estaria completamente assustado. No mínimo, eles iriam querer saber o que
era.

― Eu, eu não sei o-o que você está-tá fa-falando ―, Andrew


gaguejou enquanto se afastava em direção à porta.

Zaiden acenou com a mão, congelando o homem. Ele não tinha ideia
do que estava acontecendo, ou para onde Asher se dirigia com a sua recém-
formada hipótese, mas ele confiava em seu companheiro com a sua vida. Se
Asher sentiu que algo estava errado, Zaiden tinha a maldita certeza de que
queria ouvir o resto disso.

― Como você sabe sobre Darkin? ― Asher continuou em frente,


circundando em torno de forma imóvel de Andrew enquanto falava. ― Por que
você estava ajudando ele?

― Eu juro que não sei o que você está falando! ― Andrew chorou,
mas o movimento nervoso de seus olhos dizia outra história.
― É melhor começar a falar ―, Zaiden disse calmamente. ― No
entanto estou avisando. Meu companheiro será responsável por arrancar o seu
saco fora se ele não estiver satisfeito com as suas respostas.

Asher piscou por cima do ombro e estalou os dedos, produzindo


pequenas chamas laranja que dançaram nas pontas.

― Quer tentar de novo? ―, perguntou ele, voltando-se para Andrew e


segurando sua chama, fechando a mão na virilha do homem.

― Ok, ok! ― Asher recuou um pouco, e Andrew, deu um par de


respirações profundas. Seus olhos se encontraram com Zaiden quando
começou sua história. ― Lembra quando cheguei ao seu escritório naquele
dia? Quando eu disse que eu pensava que fosse gay e tinha encontrado
alguém que eu não podia tirar da minha cabeça.

― Sim ― Zaiden não iria esquecer aquela conversa por muito tempo.

― Era Darkin, ― Andrew sussurrou. ― Nós nos encontramos na fila


da loja de conveniência, e ele era tão bonito e charmoso, e tudo sobre ele
apenas me sugou.

― Vamos para as coisas boas ― , Asher ordenou, aumentando as


chamas em suas mãos.

― Espere ―, disse Zaiden. ― Como ele me encontrou? Como ele


mesmo sabia sobre Asher? Nós só fomos acasalados há um par de meses.

― Ele disse que estava à procura de uma fênix durante anos.


Manipulação do fogo era único poder que ele ainda tinha que adquirir. Ele
encontrei Asher um pouco antes do encontro. Como ele não podia se mostrar
em frente ao conselho, ele esperou até que Asher voltou para o México,
seguindo ele até aqui.
― Como? ― Zaiden exigiu. ― Asher chegou aqui como uma fênix.
― Ele pode mudar sua forma ―, disse Andrew explicando. ― Ele viajou como
um águia.

Zaiden e Asher trocaram olhares, e Zaiden lutou contra o impulso de


revirar os olhos. Asher parecia tão presunçoso. O sorriso em seu rosto
praticamente brilhava em néon, gritando: ― Eu te disse!

― Os presentes? ― Asher quis saber, voltando sua atenção para


Andrew.

― Isso foi apenas para levar você na direção errada. Eu não queria
ajudá-lo, mas era como se eu não conseguisse parar. Ele queria que você
achasse que era o único a ser perseguido ―, Andrew disse, ainda olhando
para Zaiden.

― Então eu acharia que era uma ameaça para o meu companheiro.


Ele sabia que eu não iria colocar Asher em perigo ―, Zaiden murmurou mais
para si do que para alguém.

― Então, quando eu tentasse colocar distância entre nós, ele poderia


entrar e fazer o papel de herói. Pegar os pedaços e levar Asher para a cama
para que ele pudesse roubar seus poderes.

― Sim.

― Então, você me quer ou não? ― Asher revirou seu lábio inferior.


Zaiden revirou os olhos e balançou a cabeça para enfrentar seu amante.

― Você é realmente lindo, Asher, ― Andrew disse, olhando para ele


de o canto do olho. ― Mas foi apenas parte do jogo. Eu não sabia o que
Darkin tinha planejado hoje. Era meu trabalho chegar ao hotel e mantê-lo
ocupado. Quando eu descobri que o Dr. Reed estava sumido, algo estalou, e eu
não pude fazê-lo. Desculpe por tudo isso.
― Então, era realmente Darkin se passando por Denise todo esse
tempo?

Andrew olhou para Zaiden inexpressivamente.

― Denise se mudou no dia em que pedimos o divórcio. Eu


honestamente não sei nada sobre Darkin fingindo ser Denise.

― Eu acredito em você. ― Zaiden esfregou as mãos sobre o rosto e


suspirou profundamente. ― E agora?

― Eu tenho algum dinheiro guardado ―, Andrew disse. ― Eu quero


me mudar, encontrar um lugar onde ninguém me conhece, e começar de novo.

― Asher?

Asher permaneceu em silêncio por vários minutos antes de


finalmente concordar secamente.

― Eu suspeito que possa ter sido algum tipo de feitiço, por isso vou
ter piedade de você neste momento. ― Ele andou até Andrew, se levantando
na ponta dos pés, até que eles estavam nariz com nariz. ― Mas, se você
alguma vez chegar perto de mim ou do meu companheiro novamente, você
não vai me encontrar tão agradável. Eu vou matar você, Andrew.

Andrew engoliu audivelmente.

― Eu entendo. Você nunca mais vai me ver novamente.

― Ok. ― Asher recuou e se virou para olhar Zaiden.

― Liberte-o. ― Então ele olhou para Andrew sobre o ombro uma vez
mais. ― E vá embora.

Zaiden acenou com a mão, e Andrew cambaleou alguns passos para


trás antes de girar sobre os calcanhares e fugir do quarto.
― Você realmente tem jeito com as pessoas, bebê. ―. Zaiden riu
enquanto se movia por trás de Asher e passou os braços ao redor de sua
cintura fina.

Asher aconchegou-se de volta para ele e suspirou.

― Falador. ―. Ele apontou para onde Darkin permanecia. ― Eu acho


que nós precisamos comunicar esse fato aos anciãos, hein?

Zaiden curvou o lábio e franziu o nariz para o monte de cinzas.


― Não. Duvido que alguém vá sentir falta dele.

― Seja qual for. ― Asher encolheu os ombros. ― Eu sei que


ateamos fogo a ele e tudo, mas ele era seu ex-louco, então eu voto para você
limpar essa bagunça. ― Ele riu enquanto dançava ao redor de Zaiden em um
abraço. ― Você gostaria que eu obtivesse uma vassoura?

Zaiden balançou a cabeça em desespero fingido.

― Você é um moleque, Asher .


Capítulo Vinte

― Bebê, eu estou em casa ― , Zaiden cantou quando entrou pela


porta da frente duas semanas depois.

Asher fechou seu laptop e saltou para cima do sofá, se jogando nos
braços de seu companheiro. Ele colocou a boca em Zaiden, o beijando
intensamente antes de se mover, sorrindo como uma criança.

― Mmm ―, Zaiden ronronou quando ele levantou Asher em seus


braços, o apertando e moendo seu pau contra ele. ― Com uma recepção
como essa, eu poderia ter que trabalhar até mais tarde com mais frequência.

― Nem mesmo pense sobre isso ― , brincou Asher. Sua emoção veio
à tona, e ele não podia esperar nem mais um minuto para compartilhar a
notícia com seu amante. ― Meu livro está sendo publicado!

Zaiden ficou boquiaberto ele por um segundo antes de emaranhar as


mãos no cabelo de Asher, puxando-o para frente enquanto selava suas bocas
outra vez. ― Parabéns, bebê, ― ele ofegou contra seus lábios momentos
depois. ― Eu sabia que você poderia fazer isso.

― Obrigado ―, Asher respondeu atordoado quando Zaiden o pegou e


o levou da sala para o quarto.

Ele soltou Asher no colchão e cobriu seu corpo, mordendo e chupando


seu pescoço.

― Quero você, bebê.

― Sim ―, Asher gemeu enquanto se arqueava contra seu


companheiro. ―Depressa.
Num piscar de olhos, suas roupas desapareceram, e um dedo liso
escovou esvoaçante sobre a sua entrada. Balançando a bunda contra a leve
carícia, Asher olhou nos olhos de seu amante e sorriu.

― Eu mencionei que eu amo que você tem a sua magia de volta?


― Apenas uma centena de vezes ―, Zaiden respondeu distraidamente
enquanto empurrava no buraco de Asher com um dedo lubrificado. ― Eu
mencionei que você fala demais?

― Mais ―, Asher choramingou. Zaiden não teria que se preocupar


com conversa por um tempo. Tocar seu companheiro sempre deixava o cérebro
de Asher em curto-circuito e o deixava lutando para formar palavras.

Empurrando um segundo dedo para dentro dele, as costas de Asher


se inclinaram para cima e fora da cama enquanto ele balançava-se para trás e
para frente sobre os dígitos grossos. ― Agora, Zaid.

― Shh, bebê. Você não está pronto.

Zaiden bombeou seus dedos dentro e fora, torcendo seu pulso e


tesourando, até que ele foi capaz de acrescentar um terceiro. Asher gemeu e
se contorceu, chicoteando a cabeça para trás e para frente sobre o travesseiro.

― Por favor ―, ele implorou. Não importava quantas vezes eles se


uniram, só ficava cada vez melhor.

Os olhos de Asher se abriram quando o líquido frio e pegajoso se


derramou sobre seus mamilos.

― Onde você conseguiu isso?

― Mágica ― , Zaiden murmurou, pondo de lado a garrafa de calda


de chocolate antes de inclinar-se sobre ele e sugar um dos mamilos em sua
boca.

― Eu adoro mágica ―, Asher respirava enquanto enfiava os dedos


em seus longos cabelos dourados.
A língua de Zaiden girou em torno de seu mamilo, lambendo-o limpo,
enquanto seus dedos continuaram dentro e fora do canal carente de Asher.
O pau de Asher latejava e se contorcia, deixando escapar pré-sêmen em sua
barriga enquanto ele estremecia debaixo da boca de seu amante. Dando
úmidos beijos em seu peito, Zaiden começou a trabalhar, dando atenção ao
outro mamilo, lambendo-o limpo e puxando-o com os dentes.

Assim que ele terminou, ele se sentou sobre os calcanhares e lambeu


os lábios sedutoramente, mergulhando para baixo e engolindo-o para o fundo
da garganta. Seus dedos se viraram e enrolaram no túnel de Asher, escovando
sobre seu ponto doce e causando uma explosão de estrelas por trás de seus
olhos.

Chorando, Asher jogou a cabeça para trás enquanto seu orgasmo o


tomou de surpresa, e ele descarregou na boca de seu companheiro,
derramando seu sêmen goela abaixo de Zaiden. Zaiden engoliu tudo que Asher
tinha a lhe dar, em seguida, lambeu-o limpo e tirou seus dedos de Asher.
― Preciso de você agora, Asher.

Asher não iria dizer não a seu companheiro maravilhoso.

― Faça amor comigo, Zaid. ― Ele quase não pode obter as palavras
de sua boca antes de seu amante se inclinar sobre ele, empurrando a cabeça
de seu pau contra a entrada de Asher e empurrando lentamente. ― Foda-se
― , Asher gemeu, levantando-se para satisfazer o seu companheiro e levá-lo
mais profundamente. ― Eu te amo mágica.

Zaiden riu ofegante, fuçando o nariz contra o pescoço de Asher


enquanto seus cabelos se espalharam ao redor deles.

― Eu te amo, bebê. ― Ele sussurrou as palavras e começou a


balançar os quadris em movimentos lentos. ― Você é minha vida.
Asher engoliu sentindo sua garganta queimar, e lágrimas nos cantos
dos olhos. Ninguém jamais disse qualquer coisa como essa para ele antes, e
ele achava que nunca iria se cansar de ouvir.

― Amo você também, cara grande.

Eles se movimentaram juntos, lentos e preguiçosos no início e depois


pegando velocidade quando a intensidade do clímax correu na direção deles.
Mais e mais, Zaiden bateu nele, levantando seu peito, as narinas dilatadas, e
sua pele umedecendo com a transpiração.

Então ele empurrou até aos joelhos, pegou uma das mãos de Asher, e
a envolveu em torno de seu pau chorando. Zaiden cobriu sua mão, ajudando a
acariciá-lo com impulsos bruscos. Chamas cintilaram sobre o seu agarre
combinado, dançando até o eixo aquecido de Asher e empurrando o seu prazer
ao ponto da ebulição.

― Ahhh! ― Asher gritou, a sensação esmagadora quando


eletricidade percorreu todo o seu corpo.

― Goze para mim bebê. ― Zaiden exigiu, levantando os quadris e


batendo nele novamente.

Asher não tinha outra escolha senão obedecer. Ele gritou sua
libertação enquanto pintava seu peito e estômago com cordas de esperma
cremoso e quente.

― Asher! ― Zaiden rugiu enquanto empurrava até a raiz e congelou,


os tendões em seu pescoço se esticando e os músculos do peito e dos braços
escavados.

Calor abrasador espirrou contra as paredes internas de Asher, e ele se


moveu novamente, balançando contra o seu companheiro para prolongar o seu
clímax. Em seguida, Zaiden caiu sobre ele, pegando-se em suas mãos
enquanto ofegava contra o peito de Asher.

― Maldito Santo.

― Mmm ―, Asher cantarolou sonolento. ― Eu acho que depois disso


preciso de um cochilo.

A respiração de Zaiden gaguejou em seu peito enquanto ele riu antes


de sentar e puxar delicadamente do corpo Asher. ― Não me diga você está
cansado.

― Você me deixou cansado ―, Asher murmurou enquanto rolava


para fora da cama e se arrastava para o banheiro. ― Acredite em mim, é um
elogio.

― Então, eu acho que você está cansado demais para o que eu


planejei? ― Zaiden perguntou do quarto.

― E o que seria isso? ― Asher pegou uma toalha molhada e


começou a limpar a si próprio. Porra vazou de sua bunda, escorrendo pelas
suas coxas e causando-lhe uma careta. Pensando bem, talvez ele devesse
tomar um banho.

― Ainda temos um saco cheio de brinquedos que não tocamos ainda


―, Zaiden chamou.

Seu pau traidor animou-se com a menção de brinquedos e um Zaiden


feliz e nu. Descartando o pano na pia, ele correu de volta para o quarto e
enfrentou seu companheiro no colchão.

― Chuveiro pode esperar ―, ele murmurou e cobriu a boca Zaiden


com a sua.

― Quem disse que não podemos jogar no chuveiro? ― Zaiden


esfregou sues narizes juntos e deu um tapinha na bunda de Asher. ― Nós
ainda não experimentamos o jogo do Kama Sutra.

Asher passou de meio flácido para completamente duro


instantaneamente.

― Experimente você ―, Asher sugeriu. ― Vou começar primeiro


com o plug. ― Então, ele pulou da cama, toda a sonolência desaparecendo, e
correu para o banheiro.

― Eu te pego! ― Zaiden gritou.

Asher cobriu sua boca para abafar o riso antes de gritar de volta.

― Pare de se lamentar e mova seu traseiro até aqui!

― Estou indo. Eu estou chegando ―. Zaiden correu para o banheiro,


seu pau lindo se sobressaindo entre as pernas, e sorriu.

― Passarinho mandão.

FIM