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290 Leahy, Tirch & Napolitano

FORMULÁRIO 9.2
Categorias de Pensamentos Automáticos

1. Leitura mental: Você presume saber o que as pessoas pensam sem ter evidências suficientes
de seus pensamentos. “Ele acha que sou um fracassado.”
2. Previsão de futuro: Você prevê o futuro negativamente – as coisas vão piorar, ou há perigo à
frente. “Vou ser reprovado no exame” ou “Não vou conseguir o emprego”.
3. Catastrofização: Você acredita que o que aconteceu ou vai acontecer será tão terrível e insu-
portável que não conseguirá tolerar. “Seria terrível se eu fracassasse.”
4. Rotulação: Você atribui características gerais negativas a si mesmo ou aos outros. “Sou inde-
sejável” ou “Ele não presta”.
5. Desqualificação dos aspectos positivos: Você afirma que as coisas positivas que você ou os
outros fazem são triviais. “É isso que as esposas devem fazer – então, não conta que ela seja
boa comigo” ou “Aqueles sucessos foram fáceis, então, não contam”.
6. Filtro negativo: Você se concentra quase exclusivamente nos pontos negativos e quase nunca
percebe os positivos. “Veja todas as pessoas que não gostam de mim.”
7. Supergeneralização: Você percebe um padrão global negativo com base em um único inci-
dente. “Isto geralmente acontece comigo. Parece que eu fracasso em muitas coisas.”
8. Pensamento dicotômico: Você vê os eventos ou as pessoas em termos de tudo-ou-nada. “Sou
rejeitado por todos” ou “Foi uma total perda de tempo”.
9. Pensamentos do tipo “deveria”: Você interpreta os eventos em termos de como as coisas
deveriam ser, em lugar de simplesmente focar em como são. “Eu deveria me sair bem. Caso
contrário, sou um fracasso.”
10. Personalização: Você atribui uma quantidade desproporcional de culpa a si mesmo pelos
eventos negativos e não vê que certos eventos são também causados pelos outros. “O casa-
mento acabou porque eu fracassei.”
11. Culpabilização: Você focaliza a outra pessoa como a fonte de seus sentimentos negativos e se
recusa a assumir a responsabilidade por mudar a si mesmo. “Ela é culpada pela forma como
me sinto agora” ou “Meus pais causaram todos os meus problemas”.
12. Comparações injustas: Você interpreta os eventos em termos de padrões irrealistas – por
exemplo, você foca primeiramente aquelas pessoas que são melhores que você e se considera
comparativamente inferior. “Ela é mais bem-sucedida que eu” ou “Os outros se saíram melhor
que eu no teste”.
13. Orientação para o arrependimento: Você foca a ideia de que poderia ter feito melhor no pas-
sado, em vez de focar o que pode fazer melhor agora. “Eu poderia ter conseguido um emprego
melhor se tivesse tentado” ou “Não deveria ter dito isso”.
14. E se?: Você fica fazendo uma série de perguntas sobre “e se” algo acontecer e não se satisfaz
com nenhuma das respostas. “Sim, mas e se eu ficar ansioso?” ou “E se não conseguir recu-
perar o fôlego?”.
15. Raciocínio emocional: Você deixa os sentimentos guiarem sua interpretação da realidade.
“Sinto-me deprimido; portanto, meu casamento não está dando certo.”

(Continua)

Regulação emocional em psicoterapia: um guia para o terapeuta cognitivo-comportamental, de Robert L. Leahy,


Dennis Tirch e Lisa Napolitano.
Copyright 2013 – Artmed Editora Ltda. Fotocópia deste formulário permitida apenas para uso pessoal.
Regulação emocional em psicoterapia 291

FORMULÁRIO 9.2
Categorias de Pensamentos Automáticos (continuação)

16. Inabilidade para refutar: Você rejeita as evidências ou os argumentos que possam contradi-
zer seus pensamentos negativos. Por exemplo, quando tem o pensamento “Não sou digno de
amor”, você rejeita como irrelevantes as evidências de que as pessoas gostam de você. Con-
sequentemente, seu pensamento não pode ser refutado. “Essa não é a questão. Há problemas
mais graves. Há outros fatores.”
17. Foco no julgamento: Você vê a si mesmo, os outros e os eventos em termos de avaliações
como bom-mau ou superior-inferior, em lugar de simplesmente descrever, aceitar ou entender.
Você continuamente mede a si mesmo e aos outros de acordo com padrões arbitrários, consi-
derando a si mesmo e aos outros como inadequados. Você focaliza os julgamentos dos outros
e também os seus próprios julgamentos de si mesmo. “Não me saí bem na faculdade”, “Se for
jogar tênis, não vou me sair bem” ou “Veja como ela é bem-sucedida e eu não sou”.
Leahy e Holland (2000). Copyright 2000, Robert L. Leahy e Stephen J. Holland. Reproduzido com autorização.