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1- Anatomia da perna e pé (osssos, músculos, vasos, ligamentos e nervos) e das articulações do joelho e

tornozelo

grays para estudantes

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554-606
2- Explicar a fisiologia da contração muscular

Mecanismo Geral da Contração Muscular

O início e a execução da contração muscular ocorrem nas seguintes etapas:

1.Os potenciais de ação cursam pelo nervo motor até suas terminações nas fibras musculares.

2.Em cada terminação, o nervo secreta pequena quantidade da substância neurotransmissora acetilcolina.

3.A acetilcolina age em área local da membrana da fibra muscular para abrir múltiplos canais de cátion, “regulados
pela acetilcolina” por meio de moléculas de proteína que flutuam na membrana.

4.A abertura dos canais regulados pela acetilcolina permite a difusão de grande quantidade de íons sódio para o
lado interno da membrana das fibras musculares. Isso causa despolarização local que, por sua vez, produz a abertura
de canais de sódio, dependentes da voltagem. Isso desencadeia o potencial de ação na membrana.

5.O potencial de ação se propaga por toda a membrana da fibra muscular do mesmo modo como o potencial de
ação cursa pela membrana das fibras nervosas.
6.O potencial de ação despolariza a membrana muscular, e grande parte da eletricidade do potencial de ação flui
pelo centro da fibra muscular. Aí, ela faz com que o retículo sarcoplasmático libere grande quantidade de íons cálcio
armazenados nesse retículo.

7.Os íons cálcio ativam as forças atrativas entre os filamentos de miosina e actina, fazendo com que deslizem ao
lado um do outro, que é o processo contrátil.

8.Após fração de segundo, os íons cálcio são bombeados de volta para o retículo sarcoplasmático pela bomba de
Ca++ da membrana, onde permanecem armazenados até que novo potencial de ação muscular se inicie; essa
remoção dos íons cálcio das miofibrilas faz com que a contração muscular cesse.

3- Descrever os tipos de músculos e fibras

Existem três tipos de músculo:

O músculo estriado esquelético é o músculo voluntário que forma os músculos esqueléticos que compõem o
sistema muscular, movendo ou estabilizando ossos e outras estruturas.

O músculo estriado cardíaco é um músculo visceral involuntário que forma a maior parte das paredes do coração
e partes adjacentes dos grandes vasos, como a aorta, e bombeia o sangue

O músculo liso (músculo não estriado) é o músculo visceral involuntário que forma parte das paredes da maioria
dos vasos sanguíneos e órgãos ocos (vísceras), deslocando substâncias através deles por meio de contrações
sequenciais coordenadas (pulsações ou contrações peristálticas).

Músculos esqueléticos

Todos os músculos esqueléticos, em geral chamados apenas de “músculos”, têm porções carnosas, avermelhadas
e contráteis (uma ou mais cabeças ou ventres) formadas por músculo esquelético estriado. Alguns músculos são
carnosos em toda a sua extensão, mas a maioria também tem porções brancas não contráteis (tendões), compostas
principalmente de feixes colágenos organizados, que garantem um meio de inserção.

Músculo estriado cardíaco

O músculo estriado cardíaco forma a parede muscular do coração, o miocárdio. Também há um pouco de músculo
cardíaco nas paredes da aorta, veias pulmonares e veia cava superior. As contrações do músculo estriado cardíaco
não são controladas voluntariamente. A frequência cardíaca é controlada intrinsecamente por um marca-passo, um
sistema condutor de impulso formado por fibras musculares cardíacas especializadas que, por sua vez, são
influenciadas pela divisão autônoma do sistema nervoso (DASN). O músculo estriado cardíaco tem aparência
estriada nítida ao exame microscópico. Os dois tipos de músculo estriado — esquelético e cardíaco — são ainda
caracterizados pelo caráter imediato, rapidez e força de suas contrações.
Músculo liso

O músculo liso, assim denominado pela ausência de estriações das fibras musculares ao microscópio, forma uma
grande parte da camada intermediária (túnica média) das paredes dos vasos sanguíneos. Também constitui a parte
muscular das paredes do sistema digestório e dos ductos. O músculo liso é encontrado na pele, formando o músculo
eretor do pelo associado aos folículos pilosos, e no bulbo do olho, onde controla a espessura da lente e o tamanho
da pupila. Como o músculo estriado cardíaco, o músculo liso é um músculo involuntário; entretanto, é diretamente
inervado pela DASN (Divisão autônoma do sistema nervoso). Sua contração também pode ser iniciada por
estimulação hormonal ou por estímulos locais, como o estiramento. O músculo liso responde mais devagar do que
o músculo estriado e com uma contração tardia e mais suave. Pode sofrer contração parcial durante longos períodos
e tem capacidade muito maior do que o músculo estriado de alongar sem sofrer lesão paralisante. Esses dois fatores
são importantes no controle do tamanho dos esfíncteres e do calibre do lúmen (espaço interior) das estruturas
tubulares (p. ex., vasos sanguíneos ou intestinos). Nas paredes do sistema digestório, das tubas uterinas e dos
ureteres, as células musculares lisas são responsáveis pela peristalse, conjunto de contrações rítmicas que
impulsionam o conteúdo ao longo dessas estruturas tubulares.

4- Descrever os tipos de movimentos musculares (excêntrico e concêntrico)

As contrações musculares podem ser classificadas como isométricas ou isotônicas.

A ação muscular isométrica é aquela em que o músculo gera tensão sem ocasionar mudança visível na posição da
articulação. As contrações isotônicas envolvem desenvolvimento de tensão por parte do músculo para originar ou
controlar o movimento articular, proporcionando variação no grau de tensão dos músculos de modo que os ângulos
articulares se modifiquem. É subdividido em concêntrico e excêntrico, dependendo se ocorrerá encurtamento ou
alongamento.

Se um músculo promove movimento e se encurta visivelmente, dizemos que esta é uma contração concêntrica. Na
contração excêntrica, o músculo é submetido a um torque externo maior do que aquele gerado pelo próprio músculo,
e assim ele se alonga durante o momento de contração. Essas ações musculares são muito diferentes em termos
do seu custo energético e produção de força.

A contração excêntrica é capaz de gerar a mesma produção de força ou até superior aos outros dois tipos de ações
musculares com o recrutamento de menor número de fibras. Tal fato acontece no nível do sarcômero, local onde a
força aumenta além da força isométrica máxima se a miofibrila estiver alongada e for estimulada.

A contração concêntrica possui menor capacidade de geração de força, devido à redução do número de pontes
cruzadas formadas com o aumento da velocidade de contração.

Contração isotônica: fonte 2

Promove movimento através de um encurtamento (concêntrica) ou de um alongamento muscular (excêntrica),


promovendo força, potência e resistência à fadiga. A contração concêntrica se caracteriza pela diminuição do
comprimento em função da resistência aplicada ser menor do que a força exercida pelo músculo, gerando assim
movimento articular. A contração excêntrica se caracteriza pela força muscular ser menor do que a resistência
imposta ao músculo, gerando um “alongamento” gradativo das suas fibras. Dentre as vantagens da contração
excêntrica, há menor recrutamento de unidades motoras, o que gera uma contração muscular mais eficiente. A
contração excêntrica pode ser identificada durante a ação dos músculos desaceleradores do movimento. A maioria
das lesões das fibras musculares por estiramento é gerada durante a contração excêntrica

5- Estudar os tipos de lesões musculares

Podemos classificar as lesões musculares em:

1. Diretas e Indiretas

 Lesões diretas são decorrentes das situações de impacto, geradas durante as quedas ou traumatismos de
contato. (Contusões e lacerações)
 Lesões indiretas ocorrem na ausência de contato e são observadas mais frequentemente nas modalidades
esportivas que exigem grande potência na realização dos movimentos. (Estiramentos musculares e LER)

2. Traumáticas e Atraumáticas

 Lesões traumáticas são representadas pelas contusões, lacerações e pelo estiramento muscular.
 Lesões atraumáticas são representadas pelas cãibras e pela dor muscular tardia.

3. Parciais ou Totais

 Lesões parciais acometem parte do músculo.


 Lesões totais abrangem a totalidade do músculo e acarretam deformidade aparente, causa assimetria e perda
da movimentação ativa.

Contusão muscular

A contusão é um tipo de lesão muscular frequente nas modalidades esportivas coletivas, mas também acomete
praticantes de esportes individuais. O traumatismo direto desencadeia um processo inflamatório imediato, com dor
localizada, edema, presença ou não de hematoma, impotência funcional com limitação da força e da mobilidade
articular, rigidez e dor ao alongamento passivo. Os músculos mais frequentemente acometidos por contusões são:
quadríceps e gastrocnêmicos.

Laceração muscular

As lacerações musculares são resultantes de traumatismos graves em sua maioria penetrantes e menos
frequentemente acometem os praticantes de esportes. O processo de reparo da lesão pode gerar extensa formação
de tecido cicatricial e comprometer a capacidade funcional do músculo. A desnervação de parte das fibras pode
gerar a perda da função contrátil do segmento acometido. O tratamento conservador está indicado nas pequenas
lesões musculares, enquanto o tratamento cirúrgico está indicado nas lesões extensas, ferimentos abertos ou nas
transições musculotendíneas.
Estiramento muscular

Os estiramentos musculares figuram entre as lesões mais comuns registradas nos membros inferiores no esporte e
resultam em tempo de afastamento significativo dos treinamentos, dor, limitação funcional e redução do rendimento
esportivo. Nos atletas, o estiramento muscular é uma das lesões mais comuns e pode recidivar frequentemente. O
estiramento muscular é considerado uma lesão indireta, caracterizada pelo alongamento das fibras além dos limites
normais (fisiológicos). Tal fato ocorre predominantemente durante as contrações musculares excêntricas,
caracterizadas pelo alongamento gradativo das fibras musculares em decorrência do torque muscular ser de
magnitude inferior à resistência imposta. Os esportes mais frequentemente envolvidos são o atletismo, o futebol; em
geral todos os esportes que demandam rápida aceleração e desaceleração, como as corridas de velocidade, os
saltos, os chutes, as mudanças bruscas de direção e as rotações. Os músculos mais frequentemente atingidos são
os isquiotibiais, o quadríceps femoral e o tríceps sural. Têm um predomínio de fibras tipo II (fibras de contração
rápida). Os músculos isquiotibiais são particularmente os mais frequentemente acometidos nos membros inferiores
dos atletas. São representados pelos músculos bíceps femoral, o semimembranoso e o semitendinoso. Ocupam o
compartimento posterior da coxa. Realizam a função de frenagem da extensão do joelho durante a corrida mediante
uma contração excêntrica. A tensão gerada durante a contração excêntrica é muito maior do que durante a contração
concêntrica, o que predispõe o músculo ao aparecimento de lesões.

CLASSIFICAÇÃO

O’Donoghue classificou os estiramentos musculares em 3 graus, de acordo com a gravidade da lesão e as


dimensões do tecido comprometido:

Grau I: Lesão de extensão ≤ a 5% da secção transversa do músculo. Sem perda da função ou força e há pequena
resposta inflamatória. A dor é localizada durante a contração muscular contra resistência e pode ser ausente no
repouso. Não há formação de hematoma e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração
das fibras é relativamente rápida.

Grau II: Lesão com dimensões > 5% e < 50% da secção transversa do músculo. Caracterizada pelos mesmos
achados da lesão de primeiro grau, com maior intensidade e geralmente localizada na junção miotendínea.
Acompanhada de edema, dor localizada, hemorragia leve ou moderada, defeito muscular palpável com pequena
formação de hematoma e diminuição da capacidade funcional. A limitação funcional é moderada na fase aguda,
apresenta maior gravidade da lesão e resolução em médio prazo, tem bom prognóstico, mas pode evoluir com
sequelas.

Grau III: Lesão superior a 50% do músculo ou ruptura completa, acompanhada de perda de função, presença de
defeitos palpáveis (retração muscular) e presença de edema e hematoma importante. A recuperação é lenta e o
prognóstico é indeterminado, de um modo geral evoluindo com sequelas, como deformidades.
Oakes classificou as lesões musculares segundo a dor, o déficit de arco de movimento e o tempo estimado de
reabilitação (tabela).