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visua
Rua Jardim Dotanico 414 — Parque Rio T el. 226 1071
fo to Carlos A raújo

A Escola de Artes Visuais tem com o sede um prédio c o n s tru íd o na 2a. década deste século que pertenceu
ao industrial e arm ador brasileiro Henrique Lage. Consta que logo após a 1a. Guerra M undial ele conheceu,
se apaixonou e casou-se rapidam ente com a cantora líric a Gabriella Bezanzone, que havia vin d o ao Brasil
apresentar a ópera "C a rm e m " no T eatro M unicipal. Gabriella Bezanzone, ao decidir m orar no R io de
Janeiro, contratou um a rq u ite to e um paisagista europeus, pois sua intenção era e dificar um palácio nos
moldes venezianos e flo re n tin e s, daí a m istura de estilos a rquitetônicos, pois quem conduzia os trabalhos era
ela mesma. Os mosaicos, os mármores e os cristais vieram especialmente da Itália. A p in tu ra decorativa de
paredes e tetos fo i fe ita pelo P rof. Salvador Payols Sabaté. T udo retrata o fausto do apogeu de 1927 que,
embora cu rto , marcou quem dele p a rtic ip o u . Em 1941, Henrique Lage faleceu e Gabriella permaneceu no país
apenas mais alguns anos, vindo a m o rre r na Itália após um segundo casamento.
O prédio da E A V passou a ser de d o m ín io p ú b lico durante o Estado Novo, quando osbens deH enrique Lage
fo ra m expropriados po r G etulio Vargas, p o r conta de uma hipoteca. O P a trim ônio H istó rico e A rtís tic o Nacional
in icio u em 1957 o processo de to m b a m e n to do Parque e, em 1966, o IB A instalou-se em suas dependências.
Em 1975 transform ou-se em Escola de Artes Visuais.
O prédio é cercado por um parque de aproxim adam ente 625.0 0 0 m 2 — Parque Lage— e tem mais de3.000m 2
de área construída.

(Pesquisa fe ita pela equipe da B iblioteca da Escola de Artes Visuais em 1984.)


Há cerca de quatro anos M Ó D U L O concede amplo espaço para a
divulgação e a análise dos fatos da arte contemporânea no
Brasil. Ao se unir com os idealizadores da ampla coletiva
"C O M O V A I V O C Ê , G E R A Ç Ã O 8 0 ? "
que se inaugura no dia 14 de julho deste ano, M Ó D U L O realiza, assim,
a sua primeira edição especial inteiram ente dedicada às
artes plásticas e mantêm-se absolutamente fiel aos seus princípios
editoriais básicos: promover, dentro de suas possibilidades, a reflexão e
o registro dos principais acontecimentos da arte no Brasil,
dentro de seu padrão de arrojo e seriedade que a caracteriza como a revista de
maior penetração e circulação regular brasileira para
o setor. Este texto introdutório faz questão de assinalar dois registros:
o primeiro, a todos os 123 artistas integrantes de "C om o Vai Você, Geração 80? "
cuja capacidade profissional e competência darão à mostra a
necessária ressonância; o segundo, às galerias de arte que
participam desta edição em número expressivo. Esse com portam ento, antes de tudo,
revela confiança na produção artística contemporânea brasileira e
assinala a existência de uma estrutura de mercado mais competente,
cujas iniciativas todos os segmentos do circuito artístico nacional hão de se beneficiar.
AS PRIM EIRAS RESPOSTAS... escolher o necessário e esquecer o escolho.
O Rio sem museus e acervos. O M AM ainda não se incendiou
o bastante — fa lta m cinzas para a fê n ix. E neste quadro,
com o se fo rm a o olhar desta geração? Onde ver, senão na
PAU LO H E R K E N H O F F : "Essa Geração 80 talvez seja o viagem?
primeiro fruto da liberdade que se vai conquistando..." A parte estagnação em m uitos pontos, a década testemunha
um crescim ento bem localizado do sistema de arte. Há um
Geração O itenta — quem e quantos? Como e p o r quê estão curso te ó ric o onde se espanam os "e sp íritos sem o lh o " (na
aqui? Onde está a outra geração 80 fora dos temas e PUC-RJ, sob a direção de Carlos Z ilio ). Experiência
modos hegemônicos? Resiste ou desiste? O que significará fundam ental para a cu ltu ra no Rio. Vê surgir um discurso
para uns e para outros estar e não estar nesta exposição tão de adm inistrador cu ltu ra l com o em Paulo Sergio Duarte e a
significativa? energia de Marcus Lontra.
Eu não me atreveria a buscar um significado para a Esta exposição tem uma grandeza no seu processo de
produção desta geração oitenta, com tantos no lim ia r. Não organização, contando com a participação e solidariedade
peço certidão de idade (regionalismo) nem passaporte de tantos. E uma enorme vontade de fazer contra o
(im portação de m odelo). De m odo geral vejo, ou p ro cu ro desestím ulo das condições concretas. Narciso fic o u colado
ver, traços nesta geração que a distingam da década anterior. no espelho e o m o n o p ó lio de mercado preso no cofre. Mais
Para começar não cobra critérios com o fervor dos anos 70 que embates há a solidariedade e a celebração do encontro.
no Rio. Nem escamoteia, p o r trás dessa questão c u ltu ra l, A c rític a de arte brasileira tem revisto um segmento da
sob guerreiros títu lo s "em bate das linguagens", as lutas produção brasileira dos anos 70 im p o rta n te um m odelo não
po r mercado, poder e glória e as formas autoritárias, só de análise com o a própria realidade analisada (européia).
excludentes, e castrativas de abater o inim igo. Não há mais O "c e re b ra lis m o " da arte naquele perío d o está menos
aquele embate, quase-heróico e semi-religioso. Talvez não vinculado às análises psicológicas do fazer dos artistas e
recorra a Harold Rosenberg, para a c rític a de uma m u ito mais preso à censura o fic ia l, cu ltu ra l, mercadológica,
categonização da arte p o r décadas, por com preender que à repressão (seria fechável a representação brasileira na
Geração 80, mais que tu d o é a vontade de organizar uma Bienal de Paris em 1984?), ã to rtu ra (quem nesta geração
exposição, testem unho do m om ento, que sabe e x is tir, de esteve numa prisão p o r m o tiv o p o lític o ou de infração de
tantos artistas emergentes e com a participação apaixonada certas normas sociais?). Essa Geração 80 mais sensual,
de tantos. menos culpada, nada m iserabilista talvez seja o p rim e iro
Na obra desta geração há menos racionalidade e mais prazer fr u to da liberdade que se vai conauistando passo-a-passo
(com o a década gosta e desgasta o term o)? Há menos no cam inho a trilh a r em Pindorama.
guerra entre arte e mercado (suas ideologias coincidem , se (artista plástico. Diretor do Instituto Narionaí de Artes
aproxim am , concedem ?): a obra não tem a intenção de Plásticas/ Funarte)
enfrentar heroicam ente o mercado. Não há mais artista-
Kamikaze: quem quer viver profissionalm ente do seu
A N N A B ELLA G E IG E R : "Quem ficará? "
trabalho que procure se entender com as forças do mercado.
A m adurecim ento. Feras e mamutes (setores da c rític a e da A Bienal de Veneza em 1980 mostrava, num galpão de
imprensa, instituições públicas. Museus, etc.) já não são barcos, o " A p e rto 8 0 ", e determinava assim o que seriam
cutucados e nem m obilizam ta n to os artistas. Falta uma estes anos em termos de artes plásticas. O nome:
indignação coletiva, publicam ente manifestada. Ou sobra a "transvanguardia", alguma coisa a ver com vampiro? O
descrença ou a fa lta de saco? c rític o , sem m uita vidência, andou vendo o que se estava
Essa geração tem suas próprias táticas. Se não se fascina fazendo por aí e se aventurou a declarar o novo estado
pelos prêmios dos salões, no entanto não abre mão de das coisas na arte.
particip ar deles. O Salão Nacional co n to u com o absoluto Nos bastidores i- o palco —, a lu ta dos centros culturais
desprezo dos artistas emergentes na década de 70. Será pela hegemonia, ou m elhor, Europa versus USA, ou
surpreendente a verificação de quantos artistas que estão m elhor, Itália, Alem anha versus N. Y o rk.
nesta mostra participaram dos ú ltim os Salões, entre aceitos O re to rn o do expressionismo, fo rte com ponente da alma
e recusados. Quase a totalidade. E porque o Salão Nacional alemã, e porque não da italiana, e de B oro fsky, Schnabel
não tem a vitalidade desta mostra? Porque ela é etc.? afinal, duas almas vivem ach! em qualquer peito... E
desburocratizada. não é uma questão só de geração, alguns estão nos seus
Essa geração 80, aponta para a questão da form ação do 40 anos — é sim, o desconhecim ento, recusa mesmo,
artista no Brasil. Presença de escolas com o o Parque Lage e proposital ou não, do uso do in te le cto — não é, com o
Ingá. Essa produção recupera antigas formas de ensino, andam dizendo, parecido com história em quadrinho não,
anteriores à form ação do artista pós-m oderno de M ário é o espaço m ític o que volta, daí a semelhança com a
Pedrosa. Saber passar pelas Belas Artes e adjacências, p in tu ra do louco, do inconsciente. É o erro mais que o
acerto, é o mais e não o menos, afinal, o que pode técnicos de gravura, form am os artistas plásticos. Fernando,
acontecer no acúmulo, no erro — não é a obra, a grande A rm ando, Ana, Chico, Helen e tantos outros, não são
obra? apenas gravadores, são antes de tu d o , artistas plásticos. O
E Duchamp deixou de ser o mestre para esta década. As c o n ta to com esses jovens me ensinou alguma coisa: é uma
questões prim ordiais da pin tu ra estão aí, a p in tu ra , o geração que não teve facilidade alguma, que viveu sempre
suporte, é ainda um enigma. sob o regime da força. Hoje, se a situação p o lític a é menos
E no c irc u ito , com o funcionou? As coleções dos Museuns, opressora, a situação econômica im põe uma o utra barreira.
Pinakotheken, Kunsthalles foram literalm ente invadidas Eles não podem conhecer nada, nenhum jovem hoje pode
por quadros gigantescos — p o r que tão grandes? "Para pensar em ir à Europa, diferentem ente de minha época,
serem vistos m e lh o r" — e isto mesmo antes dèstes acervos quando, com algum sa crifício , dava para se ir ver o que
possufrem obras de artistas im portantes dos anos 70. acontecia nos museus e nas galerias. Apesar disso, eles são
Por que será que os curadores quase unanim em ente m u ito politizados, e isso me surpreende, p rincipalm ente a
correram para adquiri-los? M onotonia das suas paredes? coragem: enquanto nós, nos com ícios, sobressalta-mo-nos
Falta de público? Pois lá estão agora os quadros imensos, c o m qualquer coisa, eles são m u ito mais abertos, desfraldam
cheios de erros, energias, sem o menor apuro técnico. as faixas amarelas e sem medo pedem "D ire ta s, já ".
Palladinb, Im m e n d o rf ou Penck, etc. não devem estar (artista plástica. Coordenadora da Oficina de
preocupados com isso. A cor nas gravuras em lin ó le o de Gravura do Ingá)
Im m e n d o rf fo i entintada com tin ta de parede, e os
pedaços caem, não aderem ao papel — mas quem está L U IZ Á G U IL A : “ A Maior Desgraça é Não Pintar"
preocupado com a duração, longevidade da obra? — o
im portan te é fazer. Não existe um m ovim ento, o que existe são coisas, atitudes
No c o n te x to brasileiro não é preciso m u ito esforço — e não em com um . É inegável que, hoje, abrem-se novas
interessa aí se os neo-fauves, transvanguardistas, vem da possibilidades de relação com a arte. O conceito,
Transilvânia ou são dos nossos matos — para entender a fundam ental durante a década passada, perde im portância,
situação local: espremidos entre uma fo rte pressão neo neo trata-se de afastar o Prof. Beuys. A p in tu ra hoje está aí, com
concreta, decorativa e a abstração, num "lo b b y s m o " força to ta l, com o linguagem específica na qual o in d iv íd u o
daqueles, com o se se tivesse de pertencer a clubes, saíram deixa de buscar padrões fora dele e busca seus próprios
disso. Mas lembre-se, tu d o pode, com o sempre pôde, só que referenciais. O meu trabalho, com o p in to r e com o
dos anos 50, 60, 70, 80, 90, ano 2.000, quem ficará para professor, ou m elhor, com panheiro desses jovens artistas, é
ser lem brado na segunda metade do século X X ? * no sentido de se ver a p in tu ra com novos olhos, desm itificá-
M u ito ooucns. la, trazê-la ao c o tid ia n o , ao p ró x im o de nós, trabalhar o
(artista plástica) afe to , o sensível. N um determ inado período da década de
70, somente eu e o Claudio Kupermann segurávamos a
A N N A L E T Y C IA Q UADROS: "U m a Geração que só viveu bandeira da p in tu ra entre os artistas da nossa geração. Logo
sob o Regime da Força" no in íc io de m inha presença na Escola de Artes Visuais do
R io de Janeiro pude constatar que grande parte dos jovens
Eu tive uma experiência anterior no Museu de A rte Moderna se interessavam especificamente sobre pintura. Não havia,
do Rio de Janeiro durante a década de 60. Era inteiram ente nesta hora, nenhuma influência externa, nenhum deles,
diferente do Ingá, do qual sou a responsável pela O ficina de então, conhecia transvanguarda, bad paiting, essas coisas.
Gravura desde a sua fundação, em 1977. No M A M , a A o co n trá rio , eles se ligavam ã pintura a p a rtir da cor, da
m aioria dos alunos era composta por senhoras, havia tin ta , do fazer, trabalhar incessantemente sobre um espaço.
poucos jovens. No Ingá, pela sua localização d ifíc il, em É claro que, agora, passados alguns anos, a inform ação já
N ite ró i, a o ficin a fo i procurada por pessoas realmente chegou até nós e ela certamente influencia a produção. É
interessadas nos processos da arte. A distância selecionou: im p o rta n te , porém , que todos sejam cada vez mais
a maioria dos integrantes do Ingá é jovem , rapazes inform ados, a final, isto aqui não deve ser encarado com o
principalm ente. Muitos dos integrantes da "G eração 8 0 " uma ilha, m u ito pelo co ntrário. Quando me perguntam se
passaram pelo Ingá. O conhecim ento das técnicas da gravura fa lta uma a titu d e de reflexão por parte desses artistas
fo i e é m u ito positivo. Os artistas, ao mesmo te m p o em que "G eração 8 0 " eu discordo inteiram ente. O que existe, não
trabalham num clim a de liberdade, e aceitam a indisciplina em todos, mas em sua m aioria, é falta m aior de inform ação.
com o elem ento im portante para a sua produção, É inegável que a razão hoje está por baixo, vive-se a era
com preendem , por o u tro lado, a im portância do fazer, do explosiva do sensível, da emoção. O im portante, porém é
m étodo de criação, da disciplina. É nesse terre n o , entre que esses artistas tom em cuidado e não se deixem recorrer
essas duas situações aparentemente paradoxais, que eles ao jogo fácil da sedução. Talvez esse m om ento atual da arte
veiculam a sua produção. O que acredito tam bém brasileira seja radical, hoje tu d o está m u ito "e x p lo s iv o ",
im portan te é que no Ingá, além de form arm os excelentes fa lta um pouco de tem po, de parar e conversar devagar,
analisando as coisas, sem paixão, com prazer. Mas isso, A D R IA N O DE A Q U IN O : "Geração 80 — Expectativa
acredito, virá com o tem po. O im p o rta n te , mesmo, é que, e Tensão"
com esses corajosos artistas da nova geração, a alegria e a
coragem de viver e de fazer arte estão de volta. E tu d o isso
é m uita pin tura, cor, pele, emoção. A geração 80 é m u ito ,
é mais pintura. E a m aior desgraça é não pintar. Este encontro, na Escola de Artes Visuais, dos artistas que
participam da exposição "C o m o vai Você, Geração 80?",
(artista plástico. Professor de pintura da E A V )
marca duas preocupações básicas que inspiram as atividades
a rtísticas/culturais incentivadas pela Srcretaria de Ciência e
H A R O L D O BARROSO: "Não Importa Somente Fazer. Cultura do Estado do R io de Janeiro. Em p rim eiro lugar,
Importa Ejacular" trazer ao conhecim ento do p ú blico não apenas as obras de
arte já consagradas, mas tam bém uma produção, não
A m inha geração teve uma form ação inteiram ente européia necessariamente marginal, mas que se encontra a margem
e americana. V ivíam os, jovens então, o fu ro r da "n o u ve lle de uma difusão mais ampla. Em segundo: esta revelação traz
vague", era a Geração Paissandu. Hoje, estamos tentando consigo, as contradições da produção plástica
nos recom por, depois que a inform ação fo i castrada, dentro contem porânea no Brasil, sem máscara e sem disciplina
do possível, pelo a u to rita rism o dos ú ltim o s anos. Esse teórica, para levantar poeira e provocar o debate.
au torita rism o , base na qual fo i form ada esta nova geração O c rité rio estabelecido pelo D ire to r da Escola de Artes
de artistas plásticos, explica e ju s tific a seu com portam ento. Visuais, Marcus Lontra, e seus colaboradores, Paulo Roberto
É contra toda e qualquer sorte de im posição que eles se Leal e Sandra Mager, dem onstra exatamente esta
rebelam, contra o to ta lita ris m o do ensino e da cultura preocupação, observando a qualidade da produção
oficializada, eles propõem a liberdade, a im pulsividade. O selecionada para a mostra, e trazendo ao público, em
seu lema é "Rasga Coração". Eu, com o idealista, adoraria c o n ju nto , a ú ltim a fornada de artistas plásticos que
ter a força, a ousadia que eles têm . A arte com o lema de expressam, assim, as diversas e até antagônicas correntes
vida; não mais com o um p ro je to , uma idéia, e sim com o estéticas que se acotovelam no c irc u ito brasileiro de arte.
fazer, acontecer, e acontecer feliz. Não im p o rta somente A mostra é abrangente, não se lim ita n d o a uma abordagem
fazer, im p o rta ejacular, te r prazer, ir ao fu n d o . O intelectual particular de determ inada corrente estética. Este ecletismo
da m inha geração é a u to ritá rio e paternalista. Ele tenta poderá desagradar a m uitos puristas, que só conseguem
ju stifica r, im p o r conceitos, apontar rumos, para essa nova analisar os objetos de suas investigações quando
geração. A contece que, na verdade, a "Geração 8 0 " está neutralizam as diferenças. A idéia dos organizadores é
cagando pra gente. Essa geração percebe, de maneira clara, fro n ta l mente oposta a este m étodo de análise; ao contrário,
que p or trás de to d a essa ideologia existe uma tática que houve a preocupação em to rn a r contundente as contradições
visa a desmerecê-los, acomodá-los. Na verdade, as pessoas e revelar, de form a e x p líc ita , a geléia geral que é a arte
sabem que os espaços de atuação são poucos no Brasil e não brasileira. Do o u tro lado da ponte, alguns dos artistas
querem passar a bola. Algumas pessoas vivem a dizer que a expositores lançam seus urros na esperança e no desejo,
nova geração é burra, não é politizada, etc. E ntretanto, cuspindo no poço da racionalidade, abolindo os grilhões do
enquanto m uito s fica m em casa vendo televisão, é a gente so frim e n to pela busca, não resistindo ao flu x o das coisas
jovem que enche as avenidas, nos com ícios, nas sociais, em geral conduzidas por um grupo re strito de
manifestações. T u do isso, é claro, com m uita alegria, m u ito pessoas alegres e felizes. Participar da festa sem
prazer. No setor das artes plásticas, a nova geração chega preocupações de pagar a conta. Buscar o prazer no fazer e
com força. A m inha presença cotidiana com esses jovens, no viver. Os cotovelos pontudos desse grupo de artistas
no Ingá, me ensinou m u ito . Nós não pensamos em fo rm a r quando acionados para a b rir cam inho pelo corredor que dá
escultores, a nossa proposta é uma idéia de liberdade, acesso a ante-sala do c irc u ito de arte, provoca m uita faísca
ninguém se preocupa com racionalidades exageradas, o que acaba por chamuscar um blusão, uma camisa. Neste
trabalho é o corpo, o existir, escultura é m anipular o espaço, estreito e populoso corredor se espremem várias tendências
é um se colocar no m undo. Com eles, m antenho meu estéticas, cada qual, cada grupo, querendo chamar a
otim ism o : apesar da gerontocracia estar em todas, apesar do atenção de si, na esperança ou descrença, contrapondo
mercado se interessar fundam entalm ente pelo já ardor à arte que consideram estabelecida, manifestando,
estabelecido, por aquilo que não assusta mais, eu tenho às vezes, com excesso, seu negativismo. Estas diferenças, no
certeza que a conquista da liberdade, de uma arte mais entanto, acabam por integrá-los à busca permanente de um
com prom etida com a vida, essa será sem dúvida alcançada p e rfil que surge e acresce com o co ntribuição e com o tem po
por esses jovens alegres, impetuosos, arrogantes e, no universo das artes plásticas no Brasil. E permanece.
principalm ente, corajosos.

(artista plástico, Coordenador da Oficina de (artista plástico. Coordenador do Departamento de


Escultura do Ingá) Artes Visuais da FUN AR J)
Bosco
foto Joio
GUTE N A C H T
HERR BASELITZ

MEUO OITIC6CA C iro C ozzo lino — acrílico s/tela, 19 84

ESTÁ VOCÊ? Frederico Morais

1. Ana H orta falando de sua p in tu ra : "em oção para flu ir, me semble p lu tô t q u 'il a un re to u r sur un monde
cor-ação, algo assim com o dançar". Releio meu te x to in térieur, une sorte de refus du présent adulte. Ces artistes
para "B ra sil P in tu ra " (Belo H orizonte, 1983) e vejo que n'en sont pas pour autant des innocents et cette régression
falei ali em ro c k -pintura. Escrevi tam bém sobre a nova a probablem ent une qualité lib é ra to ire moins dangereuse
p in tu ra : "D iz e m que é bad p a in tin g , eu a vejo linda. que les tentatives de to ta lita rism e dogm atique de certains de
Dizem que é feia, ultra ja nte — eu a sin to sensual íssima. leurs ainés". Nesse mesmo ano de 82 escrevi sobre a nova
Tem seis dedos, um olh o só e manca de uma perna. pintura, que m uitos definem com o a n ti-a u to ritá ria : ela é
/ love her. " uma reação à arte herm ética, purista e excessivamente
intelectual predom inante nos anos 70. Um re torno do
2. Alguns artistas que tom am a história com o referência, artista a si mesmo, à sua subjetividade, mediante a liberação
insistem em m anter a p in tu ra com o um teorema de uma fantasia não planejada ou controlada, e que se
p ic tó ric o . Pintura é emoção, ela tem de nascer d e n tro das manifesta por uma intensificação do gestual e da cor, quase
pessoas, no estômago, no coração, só na cabeça não dá. um neo-inform alism o ou neo-figurativism o. O que muitas
A arte vira ilustração de idéias e o erro está aí. A pintura é vezes passava por rigor e objetividade na arte da década
fru to de uma experiência, não nasce com o teoria, mas ela passada, era, na verdade, um excessivo herm etism o e este,
pode gerar uma teoria. Uma frase de Henry M ille r que por sua vez, era um á lib i que escondia a empáfia dos
coloquei no te x to de apresentação da mostra de Maria artistas conceituais tra ta n d o de matérias — filo s o fia ,
Tom aselli (Galeria Saramenha): " o que comanda o m undo é economia, p o lític a , matemática — que não eram de sua
o coração, não o cé reb ro." competência. C ontrariam ente, quando os novos artistas
propõem um re to rn o à subjetividade e à individualidade,
3. Alegres, lim pos, bem vestidos, bem paginados, os jovens eles estão querendo restabelecer a com unicação com o
da geração 80, mesmo depois de 20 anos de ditadura, público, a p a rtir de temas mais p ró p rio ao universo da arte.
não estão com a cuca fundida, não resistem, querem viver, Acrescento agora: por mais aberta que seja a obra de arte,
acontecer, pintar. O que Jean Marc Poinsot escreveu ela configura um universo p ró p rio e o artista, p o rta n to , deve
sobre a representação francesa no catálogo da X II Bienal falar de coisas que lhe são próprias, específicas. Da mesma
de Paris (1982), vale para a geração 80: "C e rta in s o n t cru maneira, quanto mais individualizada é sua obra, isto é,
v o ir dans la fraîcheur des sujets une manière innocente fru to de uma experiência vita l, mais com unicativa ela será.
de réagir à la crise ambiente, une sorte d'ignorance sane: il A volta à p in tu ra está ^rovocándo um re to rn o do
.

í
;

público aos museus, bienais e galerias. Com a nova pintura,


o diálogo com o pú b lico fo i restabelecido.
4. Prévia, conciliação, colégio eleitoral, recuos, com o sair
da crise? O que sobrou das diretas? Se ainda não mudamos
a mentalidade dos nossos políticos, que continuam de
costas para a Nação, negociando a portas fechadas seu feudo
p o lític o , conseguimos descontrair o povo brasileiro.
A volta às ruas fo i além do ato p o lític o , fo i uma vontade
que as pessoas manifestaram de se'juntar, gritar, cantar, de
se tocar, de criar, juntas, uma nova cultura — popular,
espontânea, baseada na improvisação, na alegria — uma
cultura não hierarquizada, sem.distinção de classes, cor,
fora dos guetos. Uma vontade de trocar a solidão
pela solidariedade. Este o fa to novo gerado pelas diretas já,
a carnavalização da p o lítica e da própria cultura, uma reação
a toda form a de autoritarism o, seja ele p o lític o ou cultural.
Duchamp dizia que " o sério é uma coisa m u ito perigosa.
Para evitar o sério é preciso in te rvir com o hum or. Uma
pessoa séria é aquela que tem a seqüência das idéias e a
seqüência das idéias conduz ao fanatismo. Um fanatismo
tão condenável quanto o fanatismo da paixão. É ò
fanatism o da inquisição, que não hesita im por um credo,
isto é, um m ovim ento in te rio r por imposições exteriores.
É o fanatism o dos vigilantes da América, que defendem a
moralidade dos linchamentos, é o fanatismo p o lític o que
esvazia a p o lític a de to d o conteúdo humano e impõe o
Estado não para os indivíduos, mas contra eles. Q homem
sério não coloca nada em questão. Por isso o homem sério é
perigoso, é natural que se torne um tira n o ". Diretas já,
Paulo Paes — escultura de papel, 1983 geração 80: a resposta é a mesma: a luta contra toda forma
de autoritarism o.
foto Kenjl Ota

5. Diferentem ente das vanguardas dos anos 60 (artísticas,


políticas) que sonhavam colocar a imaginação i o Poder, que
acreditavam ser a arte capaz de transform ar o m undo, que
se iludiam com as utopias sociais, os jovens artistas de hoje,
descrêem da p o lític a e do fu tu ro . Mas não são exatamente
pessimistas, ou m elhor, preferem deixar as grandes questões
de lado. E na medida em que não estão preocupados com o
fu tu ro , investem no presente, no prazer, nos materiais
precários, realizam obras que não querem a eternidade dos
museus nem a glória póstuma. Como me dizia H ilto n
Berredo: " É preciso investir na preguiça, no supérfluo. O
im portante é sentir-se no palco, como uma star, acontecendo.
6. Em que vai dar isso, não sei. Por ora é o que está
acontecendo, e é preciso tentar compreender, antes de julgar.
Este é o problem a da crítica de arte:'como acompanhar isto
que está acontecendS, com o manter, criticam ente, a mesma
velocidade dos artistas? Ou da arte? Há m u ito tem po, eu
ouvi Mário Pedrosa dizer, numa conferência, que os críticos
estavam com a lingua do lado de fora, sem saber o que fazer.
Hoje, com o estarão? Catherine M illie t, a editora-chefe da
revista A r t Press, e uma djefensora das tendências
minimalistas e conceituais, comentando a exposição
Zaidler e M atuck - g raffiti, 1984 "B arroco 8 1 " , que ela organizou, e que fo i a prim eira, na
foto Lula Rodrigues
Jorge Duarte — acrílico s/tela, 19 84

França, a reunir a produção dos 80, disse: "D e v id o ao tema, era desarrumar o cotidiano. Hoje, o im portante é desarrumar
pensávamos que preparávamos uma exposição de p a tte rn a própria arte, sua história. Beatriz Milhazes pinta colunas
painting, logo confrontávamos as tendências mais abstratas e gregas, mas não está pensando em história da arte. Enéas
que são chamadas globalmente de new image, finalm ente, transita entre a construção e a figura, Jacquemont entre
esta nova imagem deixou de ser representada, pois nos esta e o gesto. Não existem mais fronteiras ou estilos. Tudo
apegamos à figuração m uito incerta, relaxada, m altratada de vale, nada vale. A h istória da arte fo i virada de cabeça pra
B orofsky, Schnabel, Cane". baixo, e neste sentido, os ícones invertidos de Baselitz, Salomé,
Kosuth valem como um sím bolo da nova pintura. Em vôo
7. Listar os participantes de "geração 8 0 " , um cam inho,
cego, morcegante, os artistas penetram em todos os desvãos
quem sabe, para levantar categorias, classificações: gesto
ou escaninhos da história da arte, do realismo ao
(Ana Horta, Guinle, Alexandre Dacosta, Barrão, Basbaum,
simbolismo. O pós-moderno tem sido, na verdade, um recuo
Elizabeth Jobim , Jacquemont), figuração livre (Angelo
até os estilos pré-modernos, chegando até a uma neo-
Marzano, Daniel Senise, Um berto França, L uiz Pizarro,
prim itividade. Pedrosa, sempre ele, já propunha um retorno
Sérgio Romagnolo, Ciro Cozzolino, Leonilson), g r a fitti
ao neolítico, a tu d o aquilo que significa origem. O neo-
(M atuck, Zaidler), art-door (Eduardo Kac), miniaturas
concretismo fo i isso: redescobrir a origem do ato criador.
(Jeanete Musatti), grande form ato (quase todos), ausência
Os novos pintores tentam chegar a isso pela via temática,
de chassis e molduras (idem), história da arte (Ester
isto é, " o que muda, de fato, não é fundam entalmente a
Grinspum , Jorge Duarte), cor (Claudio Fonseca), construção
operação produtiva da obra, mas, de uma parte a natureza e
(Gerardo), pattern (Leda Catunda, Berredo), performance
o número dos signos públicos disponíveis, e de outra parte,
(o "m á g ico " de Brasília), instalações (Sepúlveda), novos
as ideologias artísticas regulando a escolha dos signos
materiais (Berredo, Bentes, Paulo Paes), etc. Mas o caminho
pessoais e públicos para cada a rtis ta " (Poinset).
não é este, pois, outra vez, apesar da ênfase atual que se dá
à pintura, todas as categorias foram para o beleléu ou se 8. O que eStão chamando hoje de geração serrote (formas
mesclam, e o jovem artista dos anos 80 não se sente ponteagudas, cortantes) pode ser apenas a form a das
absolutamente com prom etido com temas, estilos, suportes couraças de brontossauros, estegossauros, ancilossauros, a
ou tendências. Joga pro alto qualquer coerência. A pintura coisa fica entre a antropofagia estilística e a arqueologia
voltou a ser um vale tudo. Breton dizia que a função da arte temática — escavar ou devorar? A o invés de Louvre, do
foto João Bosco

Daniel Senise — acrílico s/tela, 1 9 8 4 Jair Jacquem ont — bleo s/eucatex, 19 84


Prado, do M etropolitan, da Tate Gallery, os museus de
história natural. No lugar dos livros de história da arte, a
Bíblia, no lugar dos tratados de estética e de filo so fia , os
comics, a tv, videoclips, videogames. Ainda o u tro dia,
Baravelli me dizia, em entrevista, que é uma pessoa m uito
comum , que gosta de trocar fusíveis, serrar coisas e, à noite,
ver filmes de televisão. Quanto piores... melhor, tip o
Maciste e os Gladiadores: é aí, nesta espécie de lix o
televisivo, como também nos catálogos de materiais, nas
listas telefônicas que ele encontra as imagens com as quais
vai trabalhar. Leda Catunda faz o mesmo nas lojas de
departamentos (edredons, plásticos, toalhas), Leonilson
andou pintando sobre tecido de barracas de praia, Berredo
compra tecidos vários e, como agora, borracha nas lojas da
rua da Alfândega. A baixo os clássicos, viva Carlos Zéfiro.
Colocar bigodes na Mona Lisa, com o lembra o mesmo
Baravelli, é uma operação m u ito delicada, tem m uita
história atrás. Sérgio Romagnolo: "N ão quero exercitar o
que sei, quero fazer alguma coisa que não entendo, que
desconheço. Tenho de aprender com a minha p intura e não
fazer o que sei. Acabou o mistério, a pintura não me
interessa mais". O quadro como uma aventura, dizia Braque,
ou com o disse também Picasso: "Desejaria alcançar uma
etapa em que ninguém pudesse dizer como surgiu um
de meus quadros".
9. Er hat die reinheit eines Menschen, derschon alien weib,
der schon die schlimmsten Verbrechen begangen hat, die
perfekten Verbrechen, fo i o que escrevi para a exposição de
Iwald Granato na Galeria Maedler, de Munique. Gute nacht
h e rr Baselitz escreveu Ciro Cozzolino no títu lo de um
de seus quadros.
10. Um tema a estudar, a influência das escolas de belas
artes no surgimento da nova pintura. Me parece sintom ático
que esta exposição se realize não no Museu de A rte Moderna,
com o sera razoável esperar, mas na Escola de Artes Visuais
(Parque Lage). Ou que o público lote, em dois dias, a
galeria Thomas Cohn para assistir minhas palestras sobre as
novas tendências da arte internacional. Como a crítica , os
museus sentem dificuldade, por sua burocracia, de
acompanhar a dinâmica da arte atual. Neste sentido, também
a c ritica de arte está sendo deslocada pelos marchands na
criação de tendências artísticas. Isto provavelmente não é
bom, mas é o que está acontecendo. Boa parte da nova
pintura carioca, hoje, nasceu na Escola de Artes Visuais.
Pode parecer que A m ilcar de Castro nada tenha a ver com
esta sensibilidade punk ou ro ck dos novos artistas, ele que
integrou o neoconcretismo, mas seu desenho — gesto e
construção — é um exemplo. Muitos dos mineiros que
integram esta geração dos 80 aprenderam com A m ilcar.
BdSehtz, Im m endorf, Luppertz, entre outros novos fauves
alemães, foram alunos de Beuys na Academia de Belas Artes
de Düsseldorf.

11- O utro dia eu fui visitar o Projeto Hélio O iticica: caí duro.
uase tudo o que andam fazendo por aí, Oiticica já fez. V i, Beatriz Mtihazes — acrílico s/tela, 1984
C láudio Fonseca — acrílico s/tela, 1984

pela prim eira vez, pinturas da época do G rupo Frente, aparecem Paulo C am pinho e Jorge Duarte. Na tela do
deslumbrantes, revi seus Parangolés, os bólides, revi o prim eiro um dos universos temáticos a que recorre, com
"tre n z in h o " (objeto cinético) que ele enviou para a IX frequência, o p in to r dos anos 80: os comics, resultando,
Bienal de T ó quio , em 1967, por indicação minha, revi seus quase sempre, numa figuração explosiva. Duarte aparece
"penetráveis", o projeto "Cães da Caça", um p ro je to para o encostado ju n to a uma figura "picassiana" que, em sua tela, .
Central Park, em Nova Y o rk , revi, em m inutos, a história contrapõe-se à p in tu ra gestual na outra extremidade, no
recente da arte brasileira. Quase tive um orgasmo, como centro da tela, uma espécie de enciclopédia de novos ismcs.
diria, sem qualquer cerimônia, o nosso vice-governador Para o artista de hoje, não há nenhuma preocupação
Darcy Ribeiro. E eu me lembrei que o Arcangelo lanelli em superar, m etodicam ente, os ismos, evolução que B onito
diante de observação semelhante de alguém entusiasmado Oliva denomina de "d a rw in ism o lingüístico". É a história
com sua ú ltim a fase de pintura, a cor com o construção, da arte vivenciada aos trancos e barrancos, tudo de uma só
reagiu: "pera af, assim também não". vez. Aliás, é essa mesma história, como uma onda, que
ameaça desabar sobre todos nós, críticos e artistas, ou no
m ínim o sobre Berredo, um enamorado do ecletismo, das
12. A revista Manchete desta semana (18.6.84) publicou serpenteantes m olduras barrocas. A arte como vestimenta
uma reportagem sobre a nova pintura carioca para a vida. O barroco, mais do que qualquer o u tro estilo,
("Transvanguarda: o pop e o punk explodem nas telas"). A de hoje ou do passado, fo i um estilo de vida, um estilo
fo to a cores que abre a matéria, em duas páginas, é m u ito to ta l. Hoje vivemos um novo barroquismo, uma fase de
ilustrativa do que está ocorrendo. Ilustrativa no sentido excessos e faustosidades, de b rilh o e retórica. Duas
sim bólico. Em p rim e iro plano, a esquerda, Jorge Guinle exposições seqüenciais realizadas na França, esta década:
aparece apoiando-se em uma de suas telas energéticas, hoje "Après le classicisme" e "B aroque 8 1 ". Bem no fundo
mais viris e inform ais. Aparece apenas metade da tela — a da fo to , entronizado numa escada-pedestal, discretíssimo,
outra parte, com o se fora a face obscura da lua, é o que o aparece Luiz Á q u ila , que na Escola de Artes Visuais, com o
grande público desconhece, a história da arte. No centro da professor, fo rm o u m uitos dos novos pintores da geração 80.
fo to , Manfredo Souzaneto aparece apoiando um dos seus Vanguarda, com o se sabe, é um term o de guerra. Os
quadros construtivos com cores que são terras de Minas. O artistas que aparecem na fo to são, segundo o articulista, a
quadro sugere, em tromp-1'oeil, uma escultura, ou se linha de frente da nova arte carioca e/ou brasileira. Mas
quiserem, algo desengonçado, que ameaça cair. É o retrato novos batalhões de jovens artistas devem estar ameaçando
atual da arte construtiva no Brasil, ameaçada novamente, a retaguarda e, no atropelo de sua chegada, certamente irão
por uma avalancha neo-inform al ou neo-figurativa. No fundo, derrubar o mestre Á q u ila e os que se encontram à sua
na parede, um dos recortes pintados de Baravelli, que frente. "Geração 80, com o vai você? " deverá ser algo
em c o n fro n to com a nova pintura, parece algo m u ito bem parecido parecido com o uma guerra louca, vai sobrar
com portado. Do lado d ire ito , no chão, descontraidamente. estilhaço para to d o m undo.
Escola
N Ú C L E O DE D E S E N H O

Professores:
Astréa El Jaick — Terça, de 9 às 12 e de 14 às 17 horas;

de Artes Visuais
Sexta, de 9 às 12 horas.
Nelson Félix — Quarta e Quinta, de 9 às 12 horas.
Manoel Fernandes — Segunda, de 9 às 12 horas.

Parque Lage Claudio Kuperman — Quarta e Sexta, de 9 às 12 horas.


Mollica — Terça, de 14 às 16 horas.
Luiz A ntonio Norões — Terça e Quinta, de 15 às 18 e de 19 às 2 2 horas.
Luiz Ernesto — Quarta e Sexta, de 14 às 17 e de 18 às 21 horas.

N U C L E O DE G R A V U R A
G R A V U R A EM M E T A L
Professores:
Solange Oliveira — Terça e Quinta, de 14 às 18 horas.
José Lima — Quarta e Sexta, de 9 às 21 horas.

X IL O G R A V U R A
Professor:
Anna Carolina — Quarta e Sexta, de 8 às 12 e de 18 às 22 horas.

L IT O G R A F IA

Professores:
A ntonio Grosso — Segunda, de 8 às 12 horas; Terça, de 8 às 12 e
de 14 às 16 horas.
Edgar Fonseca — Terça e Quinta, de 14 às 18 horas; Segunda, e
Sexta, de 19 às 2 2 horas; Quarta, de 14 às 18
e de 19 às 22 horas.
S IL K S C REEN
Professores:

Evany — Segunda, de 9 às 12 horas; Quarta, de 9 às 12 e 14 às IThoras.


Geraldo — Segunda, de 14 às 18 horas; Terça, de 8 às 12 horas.

N Ú C L E O DE F O T O G R A F IA
Professores:
Carlos — Segunda, Quarta e Sexta, horário integral.
Lúcio Flávio — Terça e Quinta, de 9 às 12; de 14 às 17 e de
19 às 21 horas.
Fernando Moura — Terça, de 19 às 21 horas.

O F IC IN A 3D
M A T R ÍC U L A S A B E R T A S P A R A OS C U R S O S
D O S E G U N D O S EM ES TR E DE 1984: A R T E S D O FOGO
Celeida Tostes — Quarta, Quinta e Sexta, de 13 às 18 horas.
P ES Q U IS A DE M A T E R IA IS
N Ú C L E O B ÁSICO (Cor, Espaço, História)
Nelly Gutmacher — Segunda, de 14 às 17 e de 19 às 22 horas;
Professores: Terça, de 14 às 17 horas.
Isabella Sá Pereira, Charles Watson e Ronaldo Macedo, A D E R E Ç O S - C O T ID IA N O (Teatral I)
Segunda, Quarta e Sexta, de 14 às 17 horas.
Licia Lacerda — Sexta, de 13 às 17 horas.
Manoel Fernandes, Luiz Àquila e M ilto n Machado,
Segunda, Terça e Sexta, de 19 às 22 horas. A D E R E Ç O S - C O T ID IA N O (Teatral II)
Rosa Magalhães — Quarta, de 8 .3 0 às 12 .30 horas.
N Ú C L E O T E Ó R IC O (Em Formação)
PAPEL A R T E S A N A L
Professores já contactados:
M ario Azebedo — Terça e Quinta, de 19 às 22 horas.
Frederico Morais
Ronaldo Macedo C U R SO S A V U L S O S
Enéas Valle
Teatro de Bonecos:
N Ú C L E O DE P IN T U R A Pedro Dominguez — Segunda e Sexta, de 14 às 18 horas.
Professores: Desenho e Pintura:
Nelson Augusto — Segunda e Quinta, de 14 às 17 horas. Roberto Leal — Terça e Quarta, de 13 às 17 horas.
Charles Watson — Terça e Quinta, de 9 às 12; de 14 às 17 e de Modelagem:
19 às 22 horas. Jaime Sampaio — Segunda, Quarta e Sexta, de 9 às 13 horas.
Luiz Áquila — Segunda e Terça, de 19 às 22 horas. Cerâmica:
Claudio Fonseca e H ilton Berredo — Quarta e Sexta, de 19 às 22 horas. José A rthu r — Terça e Quinta, de 9 às 12 horas.
PAPAI ERA SURFÏSTA
PROFISSIONAL, M A M Ã E FAZIA
M A PA ASTRAL LEGAL

"GERAÇÃO 80
OU

H ilton Berredo — ac rílico s/borracha, 1984

COMO MATEI U M A AULA DE ARTE


N U M SHOPPING CENTER
Jorge G uinle

c :~?h de artesvisur
3u.. J d r.jia i ù o tâ n ic o . 4 1 4 — Parque Lage-Rio Tel. 226 1879
A exposição "Geração 8 0 ", Qual é a tua? ou Como vai você?
é inaugurada no Parque Lage no "1 4 J u ille t". Data da Queda
da Bastille, data revolucionária "p a r excellence", será que ela
serve de metáfora a uma nova geração artística revolucionária?
A exposição pretende reunir, pela prim eira vez, sob uma
mesma bandeira, ou não, sob a pressão ideológico-artística
oriunda do "grand m onde" das artes plásticas nos centros
avançados da Cultura, uma quantidade considerável de jovens
artistas (20-37 anos).
O caráter da exposição (o seu lado enciclopédico, abrangente)
pretende enfatizar sociologicamente o "c lim a " espiritual e
a rtístico da época em que vivemos, o que está se construindo
a p a rtir dos anos 80 e que envolverá futuram ente de uma
maneira ordenada o seu corpo astral e que, hoje, em 84, são
ainda aspectos fragmentados e opacos da década em curso.
Primeiro, há a própria escolha do local: uma escola de arte
enfatiza o lado ainda experimental, precário, juvenil na gama
de propostas "viáveis", aponta indícios de carreiras, em fase
embrionária.
A essa altura podemos já indagar: até que ponto produtos de
arte tão "jo ve n s", longe ainda do apogeu de suas criações,
nos oferecem de saída uma avaliação correta e não apenas
circunstancial de uma época ainda em definição? Voltando
para uma outra época, num to m mais grave, seria o caso de se
perguntar se um Rothko, um Newman, ou até um Picasso ou
um M iró tard io dos anos 60 poderia representar tanto o
e sp irito dos anos 60 quanto um trabalho POP de Warhol ou
Lichtenstein? Teríamos que traçar um paralelo entre os Johns
e os Rauchenbergs de 55 (no auge de suas descobertas
seminais e radicais) e os de 65 (na fase de uma redefinição de
propostas antigas) para estabelecer quais refletiriam
verdadeiramente o espírito de uma época, no caso, a década
dos 60.
No caso da A rte Norte-Americana, por motivos de aceitação
mercadológica e cultural imediata, a POP ART, tendo como
sím bolo a "Cam pbell S oup" de Warhol, seria logo deglutida.
Dada a sua aceitação imediata em 62, quer dizer, no próprio
ano de sua criação, podemos extrair daí uma lição. A
agressividade de um mercado de arte em plena expansão como
c norte-americano, precisava justamente de um trademark
inconfundivelm ente novo e, ao mesmo tempo, reconhecível
democraticamente por todos: um "la b e i" rotulado Andy-
V a rhol, Leo Castelli (o marchand que apoiava o grupo POP).
Dada a mais lenta compreensão de um Johns e de um
Rauschenberg, teremos no caso, uma "H IG H A R T " (Johns,
Rauschenberg) dos anos 60 versus uma LOW A R T (Warhol,
Lichtenstein) que por si só traçaria os limites da POP A R T.
rebelião da A rte conceituai dos anos 70 também poderá se
s'tu a r a p a rtir do aspecto prom ocional e mercadológico da Leonilson — acrílico s/tela, 1983
arte pOP dos anos 60.
Mas o que dizer sobre o ready-made do Duchamp, sím bolo
t " 0 forte quanto o Campbell Soup de Warhol, definiria ele ou
nao os anos 10? Ou seria a cruz de Malevich? Creio que pela
Eduardo Kac — g ra ffiti tri-dimensional, 1983

presença de ismos concomitantes e com petitivos seria Gerchman, a Bolha gigantesca do Marcelo Nitsche, com seus
impossível e desonesto escolher apenas um. status de brinquedos p serem manipulados e manuseados por
E o que dizer dos pobres "anos 2 0 " esquartejados entre a olhos inocentes e atônitos. O aspecto lúdico de suas
rigidez puritana do neo-plasticismo mondrianesco e o seu rival, operações se transform am em objetos sérios de A R T E , com
o rom antism o "surrealista", os dois severamente enquadrados um A maiúsculo, pelo sólido arcabouço teórico que os
por Matisse e Picasso? E a continuação dos anos 20 nas acionam. Sim, brinquedos, mas brinquedos cerebrais,
nebulosas décadas de 30 e 40, tendo com o in im ig o implacável calcados em ismos com o o construtivism o (no caso da Lygia
o fascismo reinante? Clark e Hélio O iticica ), a POP A R T (no caso de Gerchman),
a A rte conceituai no caso de Cildo Meireles.
Uma das surpresas desta exposição será justam ente detectar
se já existem valores (e se é isto o que ela se propõe) capazes Em relação aos jovens artistas que compõem este certame
de sustentar comparações com o que se fez de m elhor na da arte brasileira dos anos 80, uma inversão de valores se
década anterior. opera. A efemeridade da Nova A rte não se demonstra
Uma das características que norteiam a produção da através, por exem plo, do chassis eliminado da tela. Esta nova
vanguarda brasileira, no entanto, se observa entre os jovens precariedade da tela não reverteria portanto a um
de hoje, um legado, prova genial de sua existência. Trata-se questionamento filo s ó fic o do plano como na escola francesa
de seu aspecto efêmero, condição concreta e "a n to ló g ic a " Support-Surface. A efemeridade da nova arte surge
de seu sentido experim ental. Este aspecto se equaciona com justamente no plano ideológico; é aí que está situada a sua
os Parangolés do O iticica, os Bichos da Lygia Clark, as notas reversão de valores frente à década anterior. Sem arcabouço
de 0 Cruzeiro do C ildo Meireles, os objetos pintados do teórico que a prolongue, com a negação imediata de qualquer
um ismo, ela proporia uma quebra na H istória da A rte de O achapamento dos objetos numa luz centrífuga brilhante
Vanguarda Brasileira. nega o achapamento fosco e opaco da POP A R T dos anos
60 e sua busca da quietude visual publicitária, pois o b rilh o
E sta indefinição ideológica se traduz m etaforicam ente por
do material empregado cria zonas nebulosas, com espaços
imagens pintadas sobre a tela, pescadas no dia-a-dia do mass-
móveis, difíceis de serem contornados.
media que invade a nossa privacidade, imagerrs de televisão,
de histórias em quadrinhos. São imagens que se querem A própria irregularidade dos contornos da tela sem o uso do
"avançadas" (ao contrário da POP A R T que apenas traduzia chassis (talvez uma das causas da abolição do chassis)
o clichê mais banal), imagens que se consideram esdrúxulas, projeta essa imagem, arrancadas de um todo anônim o, em
violentas, apesar de sua proliferação ho inconsciente do cima do espectadir a tu rd id o pelo b rilh o amontoado de cores.
jovem urbano rebelde e desagregado (no caso, o artista). No A visualidade da nova geração contrasta com a regularidade
fundo, constituem imagens imediatamente reconhecíveis a mecânica do o u t d o o r POP, cuja frontalidade unidimensional
serem consumidas e gozadas no instante em que se apagam, advém indiretam ente do neo-plasticismo p u rifica d o r que
rastros do seu clarão persuasivo. teria agenciado o te o r plástico da arte publicitária dos anos
50, fonte de inspiração da POP.
O p ró p rio uso do spray (Ciro Cozzolino) da tin ta
fosforecente sobre objetos de consumo banais (Leda Não é por acaso que Lichtenstein reproduz telas de
Catunda) cria um simulacro da irradiação da imagem Mondrian e Léger, reticuladas segundo o método das
Projetada na televisão. 0 b rilh o de plásticos sintéticos histórias em quadrinhos, numa homenagem direta a
(Berredo) do instantâneo (polaroid) tam bém rem etem a uma unidimensional idade da superfície. Lichtenstein
tecnologia avançada. redimensiona a questão da unidimensional idade perseguida
Carlo! Fiúza — a c rílico s/tela, 1 9 8 3

pefo abstrato-expressionismo quando pinta, sempre, Essa atitude crítica, aliás, os ligaria ao conceitualismo dos
segundo o m étodo das histórias em quadrinhos, achapando anos 70 em contraposição aos pintores "clássicos" dos
as gigantescas pinceladas de um quadro tipicam ente abstrato- anos 80.
expressionista, tirando-o do seu co n te x to habitual.
Numa homenagem indireta aos anos 70, vários artistas vão
apresentar obras projetadas a p artir da arquitetura do prédio
No caso das pinceladas abstratas, Lichtenstein articula do Parque Lage, a p a rtir do seu jardim , ou até sobre os
visualmente um o u t d oor (é mais pintado sobre a tela) a muros públicos, dando para a rua. Uma boa parte largara os
partir da transposição irônica da experiência intim ista do seus pincéis esquecendo-se das obras mostradas
expressionismo-abstrato. Já artistas com o Ivo Ito , Eduardo anteriorm ente em salões, etc. Apresentarão objetos
Kac, Alexandre Dacosta, Ricardo Basbaum e Barrão (estes tridim ensionais, outros farão happenings (como nos anos 60)
três últimos, a miúde, juntam seus o u t doors ou suas e assim por diante.
bandeirolas), projetam grafitis ou caricaturas e até pinceladas
Contrariando o aspecto sociologicamente negligenciável de
expressionistas, um m undo que se quer privado, mas que,
seus trabalhos (quadros) anteriores, estes mesmos artistas
dada a sua linguagem já amplamente codificada pelas
questionam é redimensionam o ensinamento r zdicional da
escolas abstratas anteriores ou pelo uso com um do grafite,
arte. Eles se manifestam contrários aos ensinamentos
já se tornou público. básicos das escolas acadêmicas e nisso vão até de encontro
aos preceitos da escola do Parque Lage. Eles vão contra o
Estes jovens artistas se perfazem a p a rtir de um ensino do manuseio de matérias que vão com por a obra.
experimentalismo codificado, mas pessoal. É um uso Também pelo uso não didático de fontes encontradas
sociologicamente novo da história da arte, pois questionam diretam ente no dia-a-dia, nas produções gráficas, nas
o seu funcionam ento dentro de museus e galerias. imagens de televisão, eles abolem ou questionam o ensin'
da História da A rte. No prim eiro caso, tecnicamente, no

foto João Bosco


segundo, pedagogicamente, senão nas suas conceituações
mais genera!izadas.
Revertendo à proposta dé Beuys dos anos 70 de transform ar
a obra de arte em sala de aula (ele pró p rio fo i professor de
" a rte " na Universidade de Düsseldorf e nos seus painéis
artísticos, pedagogicamente ilustrados, fazia uso a miúde de
i
quadro necro e giz) eles esvaziam a sala de aula de seu
conteúdo etiucandário e artístico, neutralizando justamente
o saber que deveria brotar desse laboratório de "pesquisas"
O Parque Lage é considerado uma escola de arte
experim ental, mas estes artistas utilizam o seu espaço
devolvendo obras já feitas e que contrariam até uma
S
dúvida existencial quanto ao pressuposto experimentalista
deste organismo, teoricamente em constante mutação.
O o u tro fa to r relevante desta extensa mostra é a comparação
que se poderia traçar entre os proponentes das novas
escolas "n e w im agery", "bad p a itin g ", "transvanguardia"
que grassam nos principais centros culturais do mundo.
A meu ver, alguns artistas brasileiros como Leonilson, Ciro
Sérgio Rom agnolo — acrílico s/tela, 1984
Cozzolino, Sergio Romagnolo, Francisco Cunha, se
aproxim am dos seus contemporâneos, artisticamente
falando, franceses, como Combas, Hervé di Rosa. Outros se
aproxim am de artistas norte-americanos grafiteiros, ou
ligados às ames gráficas, como Fiuza se aproxima do Don :
Baechler. Em poucos casos encontramos um questionamento 1
ideológico da função da imagem como nos out doors,
indoors, de Eduardo Kac que se aproximam dos de Jenny
Holzes ou da Barbara Kruger, até de Jonathan Borofsky.
O aspecto efêmero da totalidade desses trabalhos mostrados
no Parque Lage se evidencia mais ainda levando em conta a
comparação da produção brasileira com a de artistas norte-
americaqos com o Julian Schnabel ou David Salle, de
artistas ita! anos como Enzo Cucchi ou Sandro Chia, ou até
de alemães com o Salomé ou Fetting.
Estão ausentes nos trabalhos brasileiros a busca de identidade
nacional, (eue se nota nos italianos e alemães, com o Penck),
m m
os brasileiros preferem o cosmopolitism e barato dos
shopping center. Estão ausentes a representação da
sexualidade a miúde amorfa e anônima das grandes cidades
(que se neta em Salomé). O ato de pintar no caso brasileiro,
talvez até pelo privilégio que ele supõe, indica por si só um
fe ito orgástico. Estão ausentes a busca de um passado
rem oto (no caso italiano. M im o Paladino e Clemente). Mas
como pode'íam os nos ater a ele se ele não existe para nós?
m a
O barroqu'sm o de um Schnabel ou de um Chia pouco lhes
interessam, assim como os efeitos texturais mais carregados
(Schnabel ou Anselm Kiefer), ou o falso expressionismo
m elodram ático alemão.
Em suma, o le ito r paciente, no final deste texto, já deve ter
se conscientizado de que não basta ligar o rádio e ouvir o
Sempre Li .re cantar "papai era surfista profissional, e tc "
Para se in te 'ra r da exposição. Leda Catunda — acrílico s/tapete, 1984
"Como vai Você, Geração 80?"

Nossos agradecimentos a todas as pessoas e empresas que ajudaram aos artistas, a Escola de Artes
Visuais e a revista M Õ D U L O na realização desta exposição e desta edição especial, principalm ente a:

Paulo H erk e n h o ff, H om ero Gomes de Moraes, João Silvino da Silva, Manoel da Silva, Paulo Benedicto
A n to n io , Djalm a Severino da Silva, Waldemar Fernandes Fam , W illian José Rodrigues da Silva, Maria
Helena C ândido de Oliveira (M arilene), Sheila Maria A taid e de A ndrade, Maria A m élia de Oliveira
Lavenère-W anderley, Nelson D iniz Augusto, N elly G uttm acher, Janine Wagner Alvarenga, Maria Luiza
Saadi, M arli Alvarez Dias, Gerardo, Maria de Fátim a Possi Penna, M arli Baptista, Helvécio da Silva,
Regina Lucia Ferreira, Marise Sueli Silveira Costa, M aria Lydia Fernandes de Paiva, Monica Renata
H einke Boll, Leila M aria Garcia Arona, Celia Regina Henriques, Julia Marie M iller, Carlos José Nascimento
de Lim a, Carm em M ainard, Miguel B iazotto M ano, Indústria de Papel Si mão, IN A P /F U N A R T E ,
Indústria de Papel K labin, Glasurit do Brasil, Central de O u t-D o o r — Sessão Rio de Janeiro, Artefatos
de Borracha Via D utra, Isomax Engenharia, Plásticos Gracie, A crilex , Sharp, Belprato, Fábrica de Tecidos
M aria Cândida, Stu d io In fin ito , Brizon Engenharia, C antina La Fiorentina, R.B. Produções, Expresso
Pégaso, Studio Line, galeria Arco A rte C ontem porânea, A rte Espaço, Bonino, Cesar Aché, GB A rte,
M P2 arte, Luisa Strina, Paulo Figueiredo, Raquel Babenco, Saramenha, Tina Presser e Thomas Cohn
A rte Contem porânea, entre outros que possam, no m om ento, estar nos escapando à lembrança.

Escola de Artes Visuais - Parque Lage


FUN AR J/Secretaria de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Paulo Roberto Leal, Sandra Mager, Marcus de Lontra Costa
Foto: João Bosco

A BELA ENFURECIDA

"C o m o vai você, Geração 80? " Respondem 1 23 artistas de to d o o Brasil, que ocuparão paredes, portas,
janelas, piscina, banheiros, espaços construídos e espaços vazios do im ponente prédio da
Escola de Artes Visuais do R io de Janeiro, além das aléias, árvores, grutas e cantinhos malocados do
Parque Lage. M uito mais, p o rta n to , que uma "exp osição ", "G eração 8 0 " caracteriza-se com o
um evento, oportunidade prim eira em que 123 jovens batalhadores resolvem se reunir e p erm itir que
as pessoas conheçam, e se possível com preendam , a sua produção. É evidente que, num evento
com o esse, estipular critérios de seleção é algo de perigoso e delicado. Certam ente vocês poderão
argum entar que muitos não devessem participar e que, por ou tro lado, alguns nomes foram esquecidos.
T u d o bem, esses são movim entos normais no jogo da arte. O que acreditamos im portante é que
jamais, durante todo o agradável (e por vezes alucinado) processo de realização, nós, os curadores,
tentamos im por caminhos, forçar a existência de movim entos, de grupos, enfim , com portam entos
superados nos quais somente alguns poucos "espertos" se beneficiam . A nós interessa menos o que eles
fazem , e mais a liberdade desse fazer. Este fo i o p rin c íp io que norteou as nossas funções na
coordenadoria da mostra.
Gostem ou não, queiram ou não, está tud o aí, todas as cores, todas as form as, quadrados,
transparências, matéria, massa pintada, massa humana, suor, aviãozinho, geração serrote, radicais e
liberais, transvanguarda, punks e panquecas, pós-modernos e pré-modernos, neo-expressionistas
e neo-caretas, velhos conhecidos, tím idos, agressivos, apaixonados, despreparados e ejaculadores
precoces. Todos, enfim , iguais a qualquer um de vocês. Talvez um pouco mais alegres e corajosos, um
pouco mais... A final, trata-se de uma nova geração, novas cabeças. E, se hoje, ninguém alim enta
o pedantismo de se "en trar para a H istória", de ser o tal, o que todos esperam é poder fazer alguma
coisa, sem os pavores conceituais. Trata-se, en fim , de tira r a arte, donzela, de seu castelo, cobrir os seus
lábios com batom bem verm elho e com ela rolar pela relva e pelo paralelepfpedo, em m omentos
precisos nos quais o trabalho e o prazer cam inham sempre juntos.
I

1. A D E L IA O L IV E IR A 2. A D IR S O D R É 3. A L B E R T O C A M A R E IR O
Rio de Janeiro, I948 Rondonópolis, M T , 19 62 S. João do Rio Preto, SP, 19 50

Form ada em Economia pela U F R J . Cursos Desde 19 77 participa de diversas exposições V ive e trabalha em São Paulo. Participação
com N e lly Gutmacher, Ronaldo Macedo e coletivas. Prêmio de aquisição no em diversos salões e mostras. Pesquisa em
Charles Watson, na E A V e com João Ca rios V SN AP. Participação no IV e V I SNAP pintura, objeto, super 8, conceituai, artes
Goldberg, João G rijb e Tunga no M A M /R io . (81 e 8 3 ). Participou de "Panorama da cênicas. Performance na X V I I Bienal de
V .S .C . (8 0 . Em 83, exposição Piccola Gal. de P in tu ra", M A M /S P ; "R etratos e auto-retratos São Paulo, " A Invasão dos jacarés".
arte « “ Precariedade e C riação", M A M / da Pintura Brasileira", Coleção Gilberto Instalação com mais 7 artistas no M A C /
Belo H orizonte. Chateaubriand, M A M /S P . Individual na Campinas, SP.
Galeria César Achê, Rio (8 3).

— Bambus, 19 83 — Técnica mista, 1 9 8 4 — Performance, 1983


4. A L E X V A L L A U R I 5. A L E X A N D R E D A C O S T A 6. A N A H O R T A
Asmara, Etiópia, 1949 Rio de Janeiro, 1959 Bom Despacho, M G , 1957

V ive no Brasil desde I965. Cursos de Cursos com Claudio Kupermann e Luiz V ive e trabalha em Belo Horizonte. Formada
Comunicação Visual e Professorado de A quila, na E A V . Em 8 3 expõe na Galeria pela E B A /M G . Em 8 2 , exposição Galeria
Desenho na FA A P/SP. A partir de 79 Contem porânea, Rio, no SESC/Pom péia, Sérgio M illiet, Funarte, Rio, no Museu de
trabalha com grafitti, interferindo na área SP e "P in tu ra, P in tu ra", Casa Rui Barbosa, A rte da Pampulha e "Brasil Pintura", Palácio
urbana de São Paulo. Em 82 e 8 3 residiu Rio. V e V I I S.C. (81 e 8 3 ). Projeto " R á d io das Artes, Belo Horizonte. Participou do
em Nova Y ork. Individual na Galeria Suzana N ovela", P U C /R io , 84. V I S N AP (8 3). Em 8 4 , individuais na
Sassoum, 84, São Paulo. G aleriA São Paulo (SP) e GB A rte (R io).

— Pintura s/parede, 1984 — T in ta acrílica s/tela, 1984 — T in ta acrílica s/tela, 1984


7. A N A M A R IA M O R A IS - AMOM 8. A N A M A R IA T A V A R E S 9. A N A M IG U E L
R io de Janeiro, 1 9 4 8 Belo H o rizo n te, 1 9 5 8 N ite ró i, RJ, 19 62

Form ada em Filosofia pela U F R J . Estudos V ive e trabalha em São Paulo. Exposição Desde 79 freqüenta a O ficina de Ingâ, com
com Astrêa Ei-Jaick, N e lly G utm acher e ' individual no M A C /U S P em 8 1 ; Pinacoteca . A nna Letycia, Edith Bhering, Solange
Celeida Tostes, na E A V . Participou do V e do Estado, SP, 8 2 . P articipou de "P in tu ra O liveira, Carlos M artins, José Lim a e Ricardo
V I S N A P (8 2 e 8 3 ). Exposição na Galeria com o M eio, M A C /U S P , 83. Queirós. Cursos com A nna Carolina e Lu iz
César Ac hé e G aleria M acunalm a, Funarte, A quila, na E A V e K atie van Scherpenberg, no
Rio. Integrou a equipe de cenografia do M A M /Rio. V , V I e V I I S.C. (8 1 ,8 2 e 8 3 );
film e " Q u ilo m b o " . V I S N A P (8 3) e 3 8 ° e 4 0 ° S .P R . Participou
de "Seis artistas e o pequeno fo rm a to " .
Gal. da U F F e individual na Galeria
C ontem porânea, Rio, 83.

— Cerâmica, 1 9 8 3 — Instalação, 1 9 8 3 — Carimbos, 19 84


10

10. A N A R E G IN A A G U IA R 11. A N A L U C U N H A 12. A N D R É C O S T A


R io de Janeiro, 1 9 4 4 M aceió, 1961 R io de Janeiro, 19 62

Estudos com Bruno Tausz e R oberto V ive e trabalha no R io de Janeiro. Form ada Estuda arquitetura na U S U /R io . Estudos
Magalhães. Participa do I, II , I I I e V I S N A P em Com unicação Visual pela E B A /U F RJ. com Luiz À qu ila, Charles W atson e John
(7 8 , 7 9 , 8 0 e 83 ) e do 3 9 ° e 4 0 ° S. PR. Desde 1 9 8 2 freqüenta a O ficina do Ingá, Nicholson na E A V . Em 1 9 8 3 participa da
Exposições individuais na galeria Casablanca, com A nn a Letycia, Assumpção Souza e coletiva "P in tu ra, P in tu ra " na Casa de Rui
R io , (8 0) e na GB A rte, Rio, (8 3 ). R icardo Queirós. P articipou do 7 o S.C. (8 3) Barbosa, Rio e em 8 4 do p rojeto " R á d io
e do p ro je to "Passa na Praça", R io , 1984. N ovela", P U C /R io .

— T in ta óleo s/tela, 19 83 — Á g u a-tin ta , 19 84 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4


13. Â N G E L O M A R Z A N O 14. A N T O N IO A L E X A N D R E 15. A R M A N D O M A T O S
Belo H o rizo n te, 1 9 5 5 R io de Janeiro, 1961 Rio de Janeiro, 1957

Estudos com Lotus L o bo , Escola Guignard. Estqda arqu itetura na U S U /R io . Cursos co m Estudos com A lair Gomes, Charles Watson,
Professor da Escola de A rtes e O fícios de N e lly G utm acher (E A V ), João G oldberg e A lu ís io Carvão e M anfredo de Souzaneto.
C ontagem , M G . P articipou da IV e V I S N A P . Tunga (M A M ). P articipou do V e V I S.C. Desde 81 freqüenta a O ficina do Ingá, com
P rêm io no 3 5 ° S.PE (8 3 ). Exposição "Brasil (81 e 8 2 ). Em 8 3 expòs na Piccola G aleria. A nna Letycia e Solange Oliveira. Em 19 83,
P in tu ra ", Palácio das A rtes, B H , 1 9 8 4 e individual na galeria "C afé des A rts", Rio.
individual na galeria Gesto G ráfic o , BH. Participou do V , V I, V I I S.C. (8 1 , 8 2 e 8 3 );
3 9 ° e 4 0 e S.PR (82 e 8 3 ).

— T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Papel, 1 9 8 4 — N anquim s/papel, 1 9 8 4


16

16. A U G U S T U S A L M E ID A 17. B E A T R IZ M IL H A Z E S 18. B E A T R IZ P IM E N T A


R io de Janeiro, 1 9 5 6 R io de Janeiro, 1 9 6 0 N ite ró i, RJ, 1 9 6 0

Fo rm ad o em Desenho Industrial pela E S D I/ Form ada em Com unicação Social pela Cursa a Faculdade de C om unicação Visual
R io. Estudos com Isabella Pereira, R ob erto Faculdade H élio Alonso, R io. Estudbs com da U F R J . Estudos com A lufsio Carvão no
M aia, Jaim e Sam paio, Sandro D on atello (E A V ). C laudio K uperm ann, Charles W atson, na M A M . Desde 1 9 8 2 integra a O ficina do Ingá
H arold o Barroso e A la ir Gomes, no Ingá. E A V . V I S N A P (8 3 ). P articipou das coletivas com Anna Letycia. Em 8 3 exposição de
Integrou as exposições do grupo de escultores " E m to rn o do Parque Lage", Piccola Galeria gravuras na galeria Divulgação e Pesquisa,
do Ingá no Espaço E S D I, R io (8 3 ). de A rte e "P in tu ra , P in tu ra ", na Casa de Rui R io de Janeiro.
Barbosa, Rio.

— Ferro, 1 9 8 3 — T in ta acrílica s/tela, 19 84 - A gu a-tinta, 19 84


19. C A R L O M A S C A R E N H A S 2 0 . C A R L O S F IU Z A 21. C IR O C E R C A L F IL H O
V itó ria , 1 9 5 8 M aceió, 1 9 6 4 C u ritib a, 1 9 5 5
Form ado pela Faculdade de A rq u itetu ra e
V ive e trabalha no R io de Janeiro. A rq u ite to V iv e e trabalha no R io de Janeiro. Cursou U rbanism o da U F P R . Prêm io de Pintura do
fo rm ad o pela U F R J. Estudos com Celeida arqu itetura na U F P E , entre 1981 e 1 9 8 3 . 3 9 ° S .P R . Participação no 4 0 ° S.PR. e V I
Tostes ( E A V ) e H aroldo Barroso (Ingâ). Estudos com V ân ia L im a e Rubens S N A P . Em 1 9 8 4 , exposição coletiva na
V S N A P (8 2 ). Prêmio de V iagem no V I SN AP G erchm an, no M A M /R io . Sala M iguel B akun, C uritiba.
(8 3 ). Exposição na galeria São Paulo (8 3).
Individual na galeria do C en tro Empresarial
Rio (8 4 ). Integra o núcleo de artistas jovens
na galeria M P 2 A rte, Rio.

— Ferro, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 19 84


22. C l R O C O Z Z O L IN O 23 . C L A U D IO À L V A R E Z 24 . C L A U D IO D U Q U E
São Paulo, 19 59 Rosario, A rg en tina, 1 9 5 5 Belo H o rizo n te, 1 9 6 3 .

V iva em Paris onde integrou a mostra V iv e no Brasil, em C u ritib a , desde 1 9 7 6 . Vive e trabalha no R io de Janeiro. Cursa a
" 4 artistas brasileiros" no Espaço Latino- Prêm io no 3 8 ° e 4 0 ° S .P R . Participou do Faculdade de Com unicação V isual da
A m ericano (1 9 8 2 ). Em 1 9 8 3 participou de V I S N A P (8 3 ). In teg ro u diversas coletivas P U C /R io . Estudos com Del Hansen em
" A P inturacom o M e io " no M A C /U S P . Em em P orto Alegre, Florianó po lis, São Paulo Seattle, E U A e Lu iz Ernesto, na E A V , Rio.
1 9 3 4 participa da Feira de A rte de M adri e R io de Janeiro.
com a galeria TC A rte C ontem porânea.
P articipa, tam b ém , da mostra "S tan d 3 2 0 " ,
nesta mesma galeria.

— T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Ferro, 1 9 8 4 — Técnica mista, 1 9 8 4


2 5 . C L A U D IO F O N S E C A 26. C L A U D IO R O B E R T O 2 7 . C L A U D IA M O N T E IR O
R io de Janeiro, 1 9 4 9 R io de Janeiro, 1 9 5 8 . São Paulo, 19 50

Fo rm ad o em arq u itetu ra e U rbanism o pela Form ado em A rq u ite tu ra e U rbanism o pela Estudos com Carlos Faiardo, Frederico
U S S /R io . Estudos com A nna Bella Geiger e Bennet (R io ). Estudos com U m b e rto França, Nasser, L.P.Baravelli, José Resende e Sergio
U m b e rto França. IV S N A P (8 1 ). Individual João Carlos G oldberg e Rubens Gerchm ann Fingerm ann. Participou do I I I , V e V I
na Gal. M a cun aim a, Funarte, R io , em 81; (M A M /R io ) e Celeida Tostes, na E A V . S N A P (8 0 , 8 2 e 8 3 ). Individual na Ga leria
na GB A rte , Rio, em 82; "G ra n d e F o rm a to ". Seta, em 8 0 ; em 8 1 , ma Galeria do Centro
Gal. Ipanem a, em 8 3 e da Feira de A rte de C u ltu ral C ândido Mendes, R io e em 82 na
M a d ri, em 8 4 , através da TC A rte G aleriatelier, São Paulo.
C ontem porânea e de "S ta n d 3 2 0 " nesta
mesma galeria.

— T in ta acrflica s/tela, 1 9 8 4 — Projeto am biental, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 19 84


28

2 8 . C L A R A C A V E N D IS H 2 9 . C R IS T IN A B A H IE N S E 30 . C R IS T IN A C A N A L E
R io de Janeiro, 1 9 5 3 R io de Janeiro, 1 9 5 3 Rio de Janeiro, 1961
Form ada em econom ia e C om unicação Social
Cursa a E B A /U F R J . Estudos com Astréa Form ada em psicologia pela U F R J . Estudos
pela P U C /R io . Estudos com N e lly G utm acher,
E W a ic k , Lu iz Ernesto, Lu iz  q u ila e John com John Nicholson, Charles W atson, Lu iz
John Nicholson e Sandro D o n ate llo na E A V .
N icholson (E A V ); A na L e tycia, no Ingá A q u ila (E A V ) e M anoel Fernandes (M A M /
Em 8 4 , exposição de faixas na P U C /R io .
e Lena Bergstein, no M A M /R io . Participou R io ). Participou da mostra " E m to rn o do
do V I S.C. (8 2 ) e da exposição " E m to rn o Parque Lage" na Piccola G aleria e da
do Parque Lage", na Piccola Galeria de exposição de faixas na P U C /R io , em 8 4 .
A rte , R io , 8 3 .

— T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 19 84 — Pastel s/papel, 19 84


32

3 1 . C R IS T IN A S A L G A D O 32. DAECO 3 3 . D A N IE L S E N IS E
R io de Janeiro, 1957 R io de Janeiro, 1951 R io de Janeiro, 1 9 5 5

Form ada em biologia pela U F R J . Estudos P articipou do l e II S N A P (7 9 e 8 0 ). Form ado em engenharia pela U F R J . Estudos
com Astréia El-Jaick, Rubens G erchm an e Individual na galeria Q uadro em 81 e 8 2 , com John Nicholson, Lu iz A q u ila na E A V .
R ob erto Magalhães. V e V I S.C . (8 0 e 81 ) e R io. Em 8 3 , exposição "G ra n d e F o rm a to " , P articipou de " E m to rn o do Parque Lage",
4 o S N A P (8 1 ). Em 8 2 p a rticip ou da 4a. G aleria Ipanem a, R io. Em 8 4 , individual na .n a Piccola Galeria, R io e "P in tu ra , P in tu ra ",
M ostra de desenho em C u ritib a . P rêm io no galeria Café des A rts, Rio. Casa de R ui Barbosa, R io (8 3 ). Em 8 4 ,
4 0 ° Salão Paranaense (8 3 ). In divid ual na individual na galeria do C en tro Empresarial
P etite G alerie, R io , 8 3 . R io.

- Pastel s/papel, 1 9 8 3 — Guache s/papel, 1 9 8 4 - T in ta acrílica s/tela, 19 84

I
36

3 4 . D E N IS E P O R T O 35. DELSO N U C H Õ A 36. E D U A R D O KAC


R io de Janeiro, 1957 M aceió , 1 9 5 6 Rio de Janeiro, 1 9 6 2

Cursa e E B A /U F R J . Estudos com John V iv e e trabalha no R io de Janeiro. Fo rm ad o Participou do V I S N A P (8 3 ). P rojeto Rádio


Nicholson (M A M ), Gastão M anoel H enrique, em m edicina pela U F A L . P articipou do 3 3 ° Novela, P U C /R io (8 4 ) e A rte X e ro x Brasil,
A lu fsio Carvão e K atie van Scherpenberg e 3 6 ° S.PE (8 0 e 8 3 ) e V I S N A P (8 3 ). Pinacoteca do Estado, S.Paulo, 1 9 8 4 . Ainda
.IM A M ). P articip ou .do 3 9 ° a 4 0 ° S.PR. Integrou a mostra " 2 7 Paisagens Brasileiras", em 8 4 , instalação com grafite nos muros do
(8 2 e 8 3 ) e do 3 5 ° S.PE (8 2 ). C oletiva am M A M /R io , 8 4 . Individuais na galeria M ó b ile R io , bom com o o u t-d o o r (art-door) no bairro
8 3 na galeria C ontem porânea e individual, M aceió , 80 ; galeria M á rio P alm eira, M aceió , do C atu m b i, R io . Integra o núcleo de
nesta mesma galeria, em 8 4 . 8 1 ; galeria Lam p ião , R ecife, 81 e galeria artistas jovens da galeria M P2 A rte , R io.
G uignard, Belo H o riz o n te , 8 3 .

— Pastel s/papel, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/lona, 1 9 8 4 — O u t-d oor, 1 9 8 4


37. E D U A R D O M O U R A 3 8 . E L IS A B E T H J O B IM 39. E N É A S V A L L E
Cara rigola, M G , 1 9 5 3 y R io de Janeiro, 19 57 Manaus, 1951

V ive e trabalha no R io de Janeiro. Estudou Cursa Com unicação V isual na P U C /R io . Form ado em m atem ática pela U nB . Estudos
com A lu ls io Carvão, Eduardo Sued e Thereza Estudos com Th ereza M iran d a, Anna Bella com B runo Tausz e Abelardo Zaluar.
M iranda (M A M /R io ) . Exposição coletiva de Geiger. Cursou a School o f V isual A rts, P ratt Freqüentou a Escola Superior de Artes
gravadores do M A M no restaurante Manga In stitu te , Nova Y o r k , E U A . Participou do Plásticas Staedel, na Alem anha. V e V I S.C.
Rosa, R io , 8 4 . V e V I S N A P (8 2 e 8 3 ). Exposição “ Pastéis", (81 e 8 2 ); IV e V S N A P (81 e 8 2 ) e 17a.
em 8 3 na galeria do C en tro C u ltu ra l C ândido Bienal de São Paulo (8 3 ). Participou de " 3 .4 .
Mendes, Rio. Grandes Fo rm ato s", Centro Empresarial Rio
em 8 3 . In divid ual na galeria Andréa Sigaud,
Rio, 81 ; galeria C afé des Arts, R io , 8 2 e
galeria do C en tro Empresarial R io , em 83.

— Á g u a-F o rte, 1984 — Pastel s/papel, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 19 83


40 . E S T E R G R IN S P U M 4 1 . E S T H E R K IT A H A R A 4 2 . F E L IP E A N D E R Y
R ecife, PE, 19 55 São Paulo, 19 54 Mogi das Cruzes, SP, 1 9 5 4

V ive e trabalha em São Paulo. P rêm io de V iv e e trabalha no R io dá Janeiro. Estudos Cursou arqu itetura em 7 9 e 8 0 na F A U /U S P .
aquisição no IV S N AP (8 1 ). Participou do com Eva Soban (Tapeçaria, em S. P aulo), Estudos com L.P. Baravelli, Carlos Fajardo e
V e V I S N A P . Em 8 2 , prêm io do 1 o Salão Lena Bergstein (P U C /R io ), L u iz Á q u ila , Dudi Maia Rosa. Prêm io de Aquisição no
Paulista de A rte Contem porânea. Participou José L im a , Charles W atson (E A V ) e A lufsio V I SN AP (8 3 ).
de " U m Traço em C o m u m ", na galeria da Carvão (M A M /R io ). P articipou d o p ro jeto
U F F em 8 4 e da 1a. Bienal de Havana, Cuba. " R á d io Novela” , P U C /R io , 8 4 e de "Passa na
Individuais na Pinacoteca do Estado, SP, 81 Praça", R io , 8 4 .
e na galeria M acun aím a, Fu narte, R io , 8 3 .

— Lápis e aquarela s/papel artesanal


de algodão, 1984 — Tecidos, 19S4 — T in ta acrílica s/tela, 19 84
43 . F E R N A N D O B A R A T A 44. F E R N A N D O LO PES 45 . F E R N A N D O L U C C H E S I
R io de Janeiro, 1951 R io de Janeiro, 1 9 6 2 Belo H orizon te, 1 9 5 5

V ive e trabalha em Paris. Estudos na E B A / Estudos com G as tão M anoel H enrique, Anna Professor da Escola de Artes e O flcios de
U F R J . Participou do II e I I I S.C. (7 9 e 8 0 ). Bella Geiger, K atie van Scherpenberg IM A M / C ontagem , M G . Participa de várias coletivas,
M enção Especial do jú ri na 1a. Bienal de R io ), Lu iz A q u ila e M a n fred o de Souzaneto en tre as quais "Precariedade e C riação ", no
Havana, 8 4 . Individual na galeria M acunaím a, ( E A V ). Desde 8 0 integra a O ficina do Ingá M A M /B e lo H orizon te. Prêm io no Salão do
Funarte, 19 79 e na galeria do C en tro C ultural com A nna L e tyc ia e Solange Oliveira. Conselho Estadual de C ultura em 8 0 e 83.
C ândido Mendes, R io , 8 3 . Participa de P articipou do 6 ° e 7 ° S.C . (8 2 e 8 3 ) e do V
diversas coletivas na Europa. e V I S N A P (82 e 8 3 ). In divid ual na galeria
da U F F (8 3 ) e galeria C ontem porânea (8 3).
Em 8 4 , individual na galeria A rte Espaço, Rio.

— nanquim e aquarela s/papel japonês, 19 83 — Guache s/papel, 1 9 8 4 — Instalação, 1 9 8 3


47

46
48

46. F E R N A N D O M O U R A 4 7 . F E R N A N D O S T IC K E L 4 8 . F R A N C IS C O C U N H A
R io de Janeiro, 1 5 5 9 São Paulo, 1 9 4 8 R io de Janeiro, 1957

" U m fa to para reç 'S tro : v in d o à lu z d o Rio Fo rm ad o em arqu itetura pela F A U /U S P . Form ado em arqu itetura pela U S U /R io .
n u m a s e x ta -fe ira 13 (e m fe v e re iro de 5 9 ) Estudos com L.P. Baravelli, Carlos Fajardo, Estudos com José L im a, Astréa E W aick,
é a n f lb io por fo rç a d a n a tu re z a ." Frederico Nasser e José Resende. Participa Carlos M artins, John Nicholson na E A V .
N ando Lemar do 1 o Salão Paulista de A rte C ontem porânea Participou do IV e V S.C. (8 0 e 81 ); do 3 8 °
(8 0 ); IV S N A P (8 1 ) e da m ostra " A r te P apel", S.PR. com prêm io em xilogravura; V I SNAP
galeria Paulo Figueiredo, B auru, SP. (8 3 ). Participou da exposição " E m to rn o
Individual na galeria Paulo Figueiredo, em do Parque Lage" na Piccola galeria. R io, 8 3
São Paulo, 8 2 . e do projeto R adio Novela, P U C /R io , 84.

— Instalação, 1 9 3 4 — Lápis de cor, ecoline e nanquim , 1 9 8 2 — Técnica mista, 1 9 8 4


50

4 9 . F R A N C IS C O F A R IA 5 0 . F R ID A B A R A N E K 51. G ASTÃO CASTRO NETO


C u ritib a . 1 9 5 6 R io de Janeiro, 1961 N ite ró i, RJ, 19 53

Form ado em arqu itetura pela U F P R . Form ada em arqu itetura pela U S U /R io . Form ado em letras pela U F R J e em
Participou do 3 9 ° S.PR (8 2 ) e da V Mostra Estudos com João Carlos Goldberg (E A V e filoso fia pela P U C /R io . Estudou cinema na
do Desenho Brasileiro, C u ritib a . Prêm io M A M /R io ) e Tunga (M A M /R io ) . Participou C alifórnia, E U A . Participou do I, II , I I I e
de aquisição do V I S N A P (8 3 ) e 1 o Prêm io d o 3 6 ° S.PE (8 3 ) e integrou a mostra V I S.C. (7 7 , 7 8 , 79 e 82 ); V I S N A P (8 3 ).
do Salão de A rte Jovem de Santos (8 4 ). "Precariedade e C riação " N o Museu da C oletiva na galeria M acunatm a, Funarte (79)
Individual na Fundação C u ltu ral de P am pulha, em 8 3 . C oletiva Galeria IB E U e exposição "Pastéis", na galeria do C entro
C u ritib a (8 3 ). R io , 8 3 . C ultural Cândido Mendes, Rio, 83.

— Lápis p reto s/papel, 1 9 8 3 — Borracha e vidro, 1 9 8 4 — Técnica mista, 1984


I

52

52. G E R A R D O 53. G E R V A N E D E P A U L A 5 4 . G O N Ç A L O IV O
A lcazar de S.Juan, Ciudad Real, Espanha, 1 9 4 8 Cuiabá, 19 62 Rio de Janeiro, 19 58

V ive e trabalha no Rio de Janeiro. Form ado Desde 19 77 participa de diversas exposições Form ado em arq u itetu ra pela U F F . Estudos
em arquitetura pela U F R J . Participa do coletivas. Prêm io de aquisição no V SN AP com Sergio Campos M e llo e A lu lsio Carvão,
IV S N A P . Referência especial do jú ri no (8 2 ). Participação no IV e V I S N A P (81 e M A M /R io . P articipou do IV , V , V I e V I I
V I S N A P (8 3 ). Individual na galeria 8 3 ). Participou de "Panoram a de P in tu ra ", S.C. (8 0, 8 1 , 8 2 e 8 3 ), I, IV e V S N A P (7 8,
M acunalm a, Funarte, 81. M A M /S P e de "R e tra to s e auto-retratos 81 e 8 2 ). Coletiva " 6 Artistas o o Pequeno
da Pintura Brasileira” , Coleção G ilb erto F o rm ato ", galeria da U F F , em 8 3 , e individual
C hateaubriand, M A M /S P . In divid ual na na galeria C ontem porânea, Rio. Integra o
Galeria César A chê, R io (8 3 ). núcleo de artistas jovens da galeria M P2
A rte. Rio.

52 — Técnica mista, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — T in ta crílica s/tela, 1 9 8 4


55

55. G R U P O R Á D IO N O V E L A - 5 6 . H E L L E N M A R C IA P O T T E R 5 7 . H A M IL T O N V IA N A G A L V Ã O
Nelson R icardo — R io de Janeiro, 19 59; R io de Janeiro, 1 9 5 5 João Pessoa, 1 9 5 4
Sergio M auricio — R io de Janeiro, 19 61;
Flávia Portela — R io de Janeiro, 1 9 6 4 Estudos com Fran k S c h a ffe r e Ken Potter. V ive e trabalha no R io de Janeiro. Participou
Integra desde 8 1 a O fic in a do Ingá com do I I I S.C. (7 9 ) e da 3a. A nlo stra
Fu nd ado em 1 9 7 8 , realizou eventos diversos A nn a L e tyc ia e Solange O liveira. M enção In ternacion al em out door. R ecife, 83.
na P U C /R io , en tre eles, o " P ro je to Radio especial do V S.C. (8 1 ) e participação no In d ivid u a l no N A C de João Pessoa e Museu
N o v ela", em ab ril de 19 84. V I S.C. (8 2 ). Diversas coletivas com os de A rte de Cam pina Grande, PB. Em 8 4
artistas do Ingà. Em 8 4 , individual na realiza trab alh o , com populares, p ro jeto da
galeria C afé des A rts, R io. galeria Espaço A lte rn ativ o , Fu narte.

— Guache s/papel, 1 9 8 4
60

5 8 . H IL T O N B E R R E D O 59. IN È S D E A R A U J O 60. IS A U R A P E N A
R io de Janeiro, 1 9 5 4 Rio de Janeiro, 19 62 Belo H o rizo n te, 1 9 5 8

A rq u ite to fo rm ad o pela U F R J . Estudos com Cursa C om unicação V isual na P U C /R io . Form ada pela E B A Z U F M G . Estudos com
Sergio Campos M e llo , A lu lsio Carvão e Estudos com A nna Bella Geiger. Cursou a Lótus Lobo, A m ilc a r de Castro e C lébio
R onaldo Macedo. Participação no V S N A P e School o f Visual Arts, P ra tt In s titu te , Nova M aduro. Participa do IV S N A P , em 8 1 .
Referência Especial do jú ri no V I S N A P (8 3 ). Y o rk , E U A . Participou do V I S.C . (8 2 ) e A ind a este ano realizará individual em
Participou da Feira de A rte de M adri V I S N A P (8 3 ). Em 8 3 , exposição "Pastéis" Belo H orizonte.
através da TC A rte C ontem porânea e da na galeria do C entro C u ltu ral C ândido
mostra "S tan d 3 2 0 " nesta mesma galeria. Mendes, R io.
R io, 8 4 . A in ta este ano, individual na
galeria São Paulo, SP.

— T in ta acrílica s/borracha, 19 84 — Pastel s/papel, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4


6 1 . J A D IR F R E IR E 6 2 . J A IM E F E R N A N D O 63 . J A IR J A C O U E M O N T
S alvador, 1 9 5 7 R io de Janeiro, 1 9 4 6 M anaus, 19 47

V iv e e trabalha no R io de Janeiro. P articipou Curso com L u iz À q u ila na E A V . Desenvolve P articipa do IV S N A P . Prêm io de aquisição
do IV , V , V I S.C. e do I I , I I I , IV , V e V I trab alho no Museu do Inconsciente, R io. no V S N A P (8 2 ) e Referência Especial do
S N A P . Diversas coletivas, entre as quais Individuais na galeria D ivulgação e Pesquisa,. jú ri no V I S N A P (8 3 ); Bienal de V alparaiso,
" U m a rosa é um a rosa" na galeria da U F F , R io , 8 2 e na sala C e c ília M eirelles, R io , 84. C hile, em 8 3 ; m ostra "Brasil P in tu ra",
em 8 3 . Individuais na galeria C afè dos Arts, Palácio das Artes, B .H o rizo n te, 8 3 .
R io , 81 ; galeria C on tem p o râ n ea , R io , 8 2 e In divid ual na galeria Rodrigo M .F . de
galeria Cavalete, Salvador, 8 3 . C oo rd ena o A n d rade, Funarte, 1 9 8 3 e na galeria
grupo " P in to com o P in to " , integrado TC A rte C ontem porânea ainda este ano.
por R icardo Becker, Marcos Chaves e A nn a
M aria V ie ira .

— T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Óleo s/cartão , 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 19 84


64. JE A N E T E M U S A T T I 65. JO Ã O M A G A L H Ã E S 66. JO Ã O M O D É
São Paulo, 1 9 4 4 Juiz de Fora, M G , 1 9 4 4 Resende, RJ, 1961

Estudos com lolanda M o h a ly , Juan Ponç. V ive e trabalha no R io de Janeiro. Cursos V ive e trabalha no R io de Janeiro. Form ado
Diversas coletivas. Individuais na galeria com Gastão M anoel H en riq ue e Lu iz  q u ila em a rq u itetu ra pela U S U /R io . Cursa a E B A /
Paulo Figueiredo, S.Paulo, 82; galeria A rc o na E A V . Diversas coletivas, en tre as quais U F R J . Estudos com M auro K leim an e
A rte C ontem porânea, S.Paulo, 8 3 e GB A rte, " P in tu ra , P in tu ra" na Casa de R u i Barbosa, O rlando M o llica.
R io de Janeiro, 8 4 . R io, 8 3 e " O Rosto e a O b ra " , galeria do
IB E U , 8 3 . II S N A P (7 9 ). Individ uais em
Juiz de Fora e na sala C ecília M eirolles, R io.

— Borracha e figuras de plástico


pintadas, 1984 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Técnica m ista, 1 9 8 4
6 7 . J O A Q U IM C U N H A N E T O 68. JO R G E B A R R Ã O 69. J O R G E D U A R T E
R io de Janeiro, 19 57 R io de Janeiro, 1 9 5 9 Ita p iru ç u , M G , 19 58

F o rm ad o pela EB A /U F RJ. P articip a de Trabalhos e m parceria com R.Basbaum e V ive e trabalha no R io de Janeiro. Form ado
exposição coletiva na galeria C ontem po rânea Æ Dacosta. P articip o u de " P in tu ra .P in tu ra " pela E B A /U F R J . P articipou do V , V I e V I I
em 8 4 , no Rio. na Casa de R u i Barbosa (8 3 ) e da coletiva de S.C. (8 1 , 8 2 e 8 3 ); I I I , V e V I S N A P (8 0 , 82
verão 8 4 na galeria C ontem po rânea. e 8 3 ). Integrou a m ostra " U m a rosa é uma
P articipou do p ro je to " R á d io N o v e la ", faixa rosa" na galeria da U F F , em 8 3 . Em 8 4 ,
e perform ance, P U C /R io e "Im p ro v is o de realizou exposição individual na galeria
p intu ra e m úsica" no SESC Pom péia, São Casar A ché, R io.
Paulo, 8 4 .

— Pintura $/ tu b o de im agem de
— Técnica mista, 1 9 8 4 T V , 1984 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4
71

72

7 0 . J O R G E G U IN L E 7 1 . JO SÉ E D U A R D O G A R C IA D E M O R A IS 7 2 . JO SÉ R O B E R T O M IC C O L I
N ew Y o r k , E U A , 19 47 Santiago, RS, 1 9 5 8 Cam pinas, SP, 19 53

P articipou do ll> IV , V e V I S N A P e de V iv e e trabalha em Brasilia. Estudos na Estudos com M a rio M ic co li. Diversas
diversas coletivas, entre as quais " O Rosto e Faculdade de A rtes da Fundação Brasil de individuais em Cam pinas, desde 7 7 . Em 8 0 ,
a O b ra " , em 8 0 , no IB E U , R io e " E n tre a Te atro . Individuais na G aleria " A " da individual na galeria R od rig o M .F . de
M ancha e a Fig u ra", no M A M /R io , 8 2 . Fundação C u ltu ral do D is trito Federal (8 1 ); A nd rade, Fu narte. Em 8 3 , d u rante a X V I I
X V I I Bienal de São Paulo, 1 9 8 3 . Diversas G aleria M a cu n alm a, Funarte, R io (8 3 ). Bienal de São Paulo, realiza p ro je to com
individuais no R io de Janeiro, Brasília e São P rêm io especial G ustavo C apanem a no V I p intu ra, música e dança. Em 8 4 , instalação
Paulo. C olaborador das revistas Interview e S N A P (8 3 ). coletiva no M A C /C am p in as.
M ÓDULO.

— Ó leo s/tela, 1981 — P erform ance, 1 9 8 3 — Técnica mista, 1 9 8 3


sI
73

7 3 . JU B A R R O S 7 4 . J U D IT H M IL L E R 75. K A R IN L A M B R E C H T
M aceió, 1 9 4 5 A fric a do Sul, 1 9 4 6 P orto A legre, 1 9 5 7

V iv e e trabalha no R io do Janeiro. Form ada V iv e no Brasil desde 1 9 6 9 . Cursos com Cursos com R o m ild o Paiva e D an úbio
em arq u itatu ra pela U F R J . Estudos com Celeida Tostes, John N icholson, Lu iz A q u ila Gonçalves em P orto A legre e com R aim ond
A nn a Bella Geiger. C oletiva na galeria e Charles W atson na E A V . P articip ou do G rike na Fac. de A rtes Plásticas de Berlim
Divulgação e Pesquisa, R io e na Fundação V S.C. (8 1 ) e do IV S N A P (8 1 ). Individual O cidental. Prêm io no 3 5 ° S .P R . V I S N A P .
C u ltu ral de Campos, RJ, 8 3 . Em 8 4 , em 8 3 na galeria Paulo K lab in , Rio. Integra o grupo responsável pela criação do
exposição na galeria C ontem porânea, Rio. Espaço N O , em P o rto Alegre. In divid ual na
galeria T in a Presser, P orto A legre, 19 34.

— Técnica mista, 19 84 — Ó leo s/d uratex, 1 9 8 4 — T in ta ac rílica s/tela, 1 9 8 4


76. L E D A C A T U N D A 7 7 . L E O N IL S O N 78. L I D I A P E R L A S A C H A R N Y
São Paulo 1961 Fortaleza, 1 9 5 7 Rio de Janeiro, 1 9 5 6

Participou da "B and a P erfo rm á tica " de Participa de diversas coletivas no Brasil e no Form ada em desenho e plástica pela U F R J.
J.R . A guillar. Exposição " P in tu ra com o e x te rio r desde 1 9 8 0 . R eferência especial Estudos com João Carlos Goldberg e Tunga
M e io ” no M A C /U S P , em 1 9 8 3 ; "P in tu ra do jú ri no V I S N A P (8 3 ). Individuais na no M A M /R io . P articipou da coletiva " E m
B rasil", Palácio das Artes, Belo H o rizo n te. galeria Fernando Pellegrino, Bologna, Itália to rn o da Fo rm a e V o lu m e " , no M A M /R io ,
Em 8 4 particip ou da Feira de A rte de M adri em 82. Galeria Luisa S trina, São Paulo, 8 3 . 1983.
através da TC A rte C ontem porânea e da TC A rte C ontem porânea, R io de Janeiro, 83.
mostra "S tan d 3 2 0 " nesta mesma galeria. Galeria T in a Presser, P orto Alegre, 8 4 . Em
R io, 84. 1 9 8 4 p a rticip ou da Feira de A rte de M adri
através da T C A rte C ontem porânea e da
m ostra "S ta n d 3 2 0 " , nesta mesma galeria.
R io , 8 4 .

— T in ta acrílica s/plástico, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Técnica m ista, 1 9 8 4


81

79. L IV IA FLO R E S 8 0 . L U C IA B E A T R IZ 81 . L U IZ A N T O N IO N O R Õ E S
R io da Janeiro, 1 9 5 9 R io de Janeiro, 1 9 4 5 Rio de Janeiro, 1 9 5 4 ( 4 %4

Cursou a E S D I. Cursos com A n n a Bella Participou do V I I S.C. (8 3 ); 4 0 ° S.PR. (8 3 ) Estudos com Rubens G erchm an, R ob erto
Geiger e Paulo Gomes Garcez. R eferência e d o V e V I S N A P (8 2 e 8 3 ). Exposição na Magalhães, A n to n io Grosso e Susan L'Engle.
especial do jú ri no V I S N A P (8 3 ). Individual Casa do Brasil em M a d ri, Espanha e na Professor de desenho da E A V . P articipou do
na galeria M a cun alm a, F u narte, 1 9 8 3 . galeria R odrigo M .F . de A n d ra d e, Funarte, I I I , IV e V S.C. (7 9 , 8 0 e 8 1 ); II e I I I SN AP
Raside atualm en te na A lem anha. Integra o R io , 1 9 8 3 . (7 9 e 8 0 ). Individuais na galeria A ndrea
núcleo da artistas jovens da galeria M P 2 A rte, Sigaud, R io em 81 e na galeria M acunalm a,
R io de Janeiro. Funarte, R io , 8 3 .

— Técnica m ista, 1 9 8 4 — Técnica mista, 1 9 8 4 — T in ta ac rílica s/tela, 1 9 8 4


8 2 . L U IZ C R U Z 8 3 . L U IZ E R N E S T O 8 4 . L U IZ P IZ A R R O
Tiradentes, M G , 1 9 5 9 R io de Janeiro, 19 55 R io de Janeiro, 1 9 5 8

V iv e e trabalha no R io de Janeiro. Cursos Fo rm ad o en engenharia pela P U C yfetró polis, Form ado em adm inistração pela F G V e
com John N icholson, L u iz  q u ila e José RJ. Cursos com Misabel Pedrosa, A n to n io Engenharia pela U F R J . Cursos com John
Lim a na E A V . P articipou do IV S N A P (8 1 ) Grosso, R o b erto Magalhães. Professor de Nicholson, L u iz Ernesto, Luiz  q u ila e
e do V I I S.C. (8 3 ). Individ ual na galeria desenho na E A V . P rêm io de desenho no Astréia El-Jaick. P rêm io de aquisição do
M a cu n alm a, F u narte, R io , 1 9 8 2 . IV S.C. (8 0 ). Participou do I, I I , I I I S N A P V I S N A P (8 3 ). Coletivas: " E m to rn o do
(7 8 , 7 9 e 8 0 ). C o le tiv a s :"0 Rosto e a O b ra ", Parque Lage", Piccola galeria, 8 3 e "P in tu ra ,
galeria do IB E U , R io , 8 0 ; "P a n o ram a da P in tu ra ", na Casa de R ui Barbosa, R io , 8 3 .
A rte A tu a l B rasileira", S. Paulo, 8 0 .
In divid ual na galeria Banerj, R io , 8 2 .

— Técnica mista, 1 9 8 3 — T in ta ac rílica s/tela, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4


8 5 . L U IS S E R G IO D E O L IV E IR A 8 6 . L U IZ Z E R B IN I 87 . M A N O E L F E R N A N D E S
R io de Janeiro, 1 9 5 5 São Paulo, 1 9 5 9 São Paulo, 1 9 4 4

F o rm ad o pela E B A /U F R J . C oordenador da V ive e trab alha no R io de Janeiro. Estudos V iv e e trabalha no R io de Janeiro. A rq u ite to ,
galeria de arte da U F F . II, I I I , IV e V S.C. com J .A . van A cke r, D ud i M aia Rosa, Julio fo rm ad o pela U n. M ackenzie, SP. P articipou
(7 8 , 7 9 , 8 0 e 8 1 ); I I I e IV S N A P (81 e 8 2 ). Plaza e Carlos M o reira. Participou do Salão do I e II S N A P . Prêm io de viagem no V I
Coletivas: " A C asa", GB A rte , R io , 8 2 e de A rte C on tem po rânea M A C /U S P . S N A P . Professor de desenho na E A V .
“ U m a Rosa ê um a Rosa é um a Rosa", In divid ual na galeria Lira Paulistana, São Individual na galeria Paulo Figueiredo, SP,
galeria da U F F , 8 2 . Paulo, 8 3 . , 19 80. Galeria de arte do C entro C ultural
C ândido Mendes, 8 1 , R io e galeria
C ontem porânea, 8 3 , Rio.

— G ra fite , guache e pastel, 1 9 8 4 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Técnica mista, 19 83


88

90

88. M A R C E L O LA G O 8 9 . M A R C U S L IM A 90. M A R C U S A N D R É
R io de Janeiro, 1 9 5 8 N an uqu e, M G , 1 9 6 0 R io de Janeiro, 1961

Estudos na E A V e no Ingá. Integra o grupo Curso de P intura com L u iz Á q u ila . T rab alh a Cursa desenho industrial na U F R J . Estudos
de estudos de Paulo Gomes Garcez. atu alm en te com Jorge G u inle. na E A V e M A M /R io . Desde 8 2 freq üen ta a
P articip ou de coletiva do Ingá no Solar O ficina do Ingá com A nn a L e tyc ia, Solange
G randjean de M o n tig n y , PUC, R io . V I S N A P Oliveira e R icardo Queirós. P articipou do
183). In divid ual no Espaço E S D I, R io, 8 3 . V I , V I I S.C. (8 2 e 8 3 ). C oletiva de verão na
galeria C ontem porânea, 8 4 , R io.

M a d e ir a p in ta d a , 19 8 4 — Óleo s/papel, 1 9 8 3 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4


91
...— - — •

9 1 . M A R IO A Z E V E D O 9 2 . M A R IZ A N IC O L A Y 93. M A R T A D A N G E LO
U bá, M G , 19 57 R io de Janeiro, 1 9 5 6 Cam pos, RJ, 1 9 4 9

V ive e trabalha no R io de Janeiro. Participou Form ada em a rq u itetu ra pela U n . Bennet, Form ada em filoso fia pela U F R J , editora de
do IV S N A P . P rêm io do IV e V Salão de R io. Freqüenta a O ficina 3 D com N e lly cultura do jo rn al Versus, S.P. Exposições
A rtes Plásticas do Conselho Estadual de G utm acher na E A V . coletivas na galeria Divulgação e Pesquisa e
C ultura; participou de "Precariedade e Fundação C u ltu ral de Campos, RJ. Individual
C riação ", M A M , Belo H o riz o n te , 8 3 . na galeria Divulgaçãc e Pesquisa, R io, 81.
Individual na galeria Espaço A lte rn ativ o V ive e trabalha no Rio de Janeiro.
Funarte, 8 3 .

— Gravação s/estuque, 1 9 8 4 — Tecid o c /tin ta , 1 9 8 4 — Técnica mista, 19 84


94

9 4 . M A R IA IG N É S L O B O 9 5 . M A U R ÍC IO A R R A E S 9 6 . M A U R ÍC IO B E N T E S
R io de Janeiro, 1 9 4 4 R ecife, 1 9 5 6 R io de Janeiro, 1 9 5 8

Cursos com João Carlos Goldberg e Tunga V iv e e trabalha no R io da Janeiro. Form ado Cursos com Celeida Tostes na E A V . Desde
(M A M /R io ). P articipou da coletiva " E m em sociologia da arte pela École Pratique 81 freqüenta a O ficin a de escultura do Ingá
to rn o da Fo rm a e V o lu m e " , M A M , R io , 8 3 . des Hautes Études, Paris; l e I I S N A P (7 8 e com H arold o Barroso. V e V I S N A P (8 2 e 8 3 ).
7 9 ). P rêm io de aquisição no IV S N A P (8 1 ). Em 8 3 realiza trab alho de interferência
Exposições na galeria Ipanem a e galeria urbana na A v. Paulista, Parque Ibirapuera e
Estampa (82 e 8 4 ) e na galeria F u tu ro 2 5 , no campus da USP. Exposição na galeria
R ecife, 8 2 . Este ano particip ou da coletiva São Paulo. Integra a equipe de cenografia do
D ix Artistes de R ecife, no espaço L atin o film e " Q u ilo m b o " .
A m erican, Paris.

T u b o plástico, 1 9 8 4 — Ferro, 1 9 8 3 - A c rílic o s/tela, 1 9 8 4


97

9 7 . M A U R ÍC IO D IA S 98. M A U R O FU K E 9 9 . M O N IC A LE S S A
R io de Janeiro, 1 9 6 4 P o rto A legre, 19 61 R io de Janeiro, 1 9 4 6

Cursa a E B A /U F R J . Estudos com A lex P rêm io de escultura no I Salão de A rte Form ada em jornalism o pela U F R J . Estudos
Gam a, Lea Guim arães, Lygla Pape e A d ir U niversitária, U F R S , em 8 2 . Grande prêm io com A nna Bella Geiger. P articip ou de
B otelho. C o letiva B ennet, 8 2 , R io. de aquisição Sul A m é ric a no I I I Jovem A rte coletivas na galeria Divulgação e Pesquisa e
Brasil Sul. In d ivid u a l na galeria Tina Presser, na Fundação C u ltu ral de Cam pos, RJ, 83.
P o rto A legre, 8 3 . Em 8 4 , exposição na galeria C ontem porânea,

— M adeira, 1 9 8 4 — Ó leo s/d uratex, 1 9 8 4


10 2. P A U L O C A M P IN H O
1 0 0 . M O N IC A N A D O R 1 0 1 . N E L S O N F E L IX
Petrópolis, R J, 1 9 5 8
R ibeirão P reto, SP, 1 9 5 5 R io de Janeiro, 1 9 5 4

V iv e e trab alha no R io de Janeiro. Form ado


V ive e trab alha em São Paulo. Graduação na A rq u ite to fo rm a d o pela U F R J . P rêm io do
I I I S.C. (7 9 ). Exposição coleção G ilb erto pela E B A /U F R J . Cursos com A lu ísio
faculdade de artes plásticas da F A A P . Carvão (M A M /R io ) e A nn a L e ty c ia , (In g á ).
Exposição individual no M A C /U S P em 8 3 . C hateau brian d, Lisboa, 8 2 e São Paulo, 8 4 .
V I S N A P (8 3 ). Individuais na galeria Jean Participou do V , V I e V I I S.C. (8 1 , 8 2 e 83 )
Trabalhos em v ld e o -te x to para a 17a. Bienal e do V S N A P (8 3 ). In d ivid u a l no Espace 8 1 ,
de São Paulo. Realizou o u t do or para o B oghici, R io , 80; galeria Paulo K lab in , R io ,
8 3 . Este ano, exposição na galeria Paulo Maison de France, 8 2 , R io. Em 8 4 exposição
pro jeto " A r te na R u a ", São Paulo, 1 9 8 3 .
Figueiredo, São Paulo. na galeria Cesar Aché, Rio.

- L ito g r a fia , 1 9 8 2 — G ra fite , pastel e a c rílica, 1 9 8 3


I A * n r ^ r ' 'h * i ’ ’

1 0 3 . P A U L O H E N R IQ U E A M A R A L 1 0 4. P A U L O N O B R E 105. P A U L O PAES
B elo H o riz o n te , 1 9 5 3 R io de Janeiro, 1 9 4 9 Belém, 1 9 6 0

E stu do u na E B A /U F M G . Professor de P articipou do t V e V I S N A P (81 e 8 3 ). V iv e e trabalha no Rio de Janeiro. Referência


lito g ra fia na Escola G uignard, Belo Exposição in d S id u a l na galeria M a cun alm a, especial do jú ri no V SN AP (8 2 ). Exposição,
H o riz o n te . Participou do I I I S N A P (8 0 ). Funarte, 81. P rê m io de aquisição em p intu ra com João G rijò, na galeria Café des Arts,
P rê m io de aquisição na V M ostra de Desenho na V Exposição de Belas Artes Brasil-Japão. Rio. Participa da coletiva "B rasil P intura" no
B rasileiro , C uritib a. P articipou de Individual na galeria do C en tro C ultural Palácio das Artes, Belo H o rizo n te. Individual
"P rec aried a d e e C riação ", M A M /B e lo C ândido M endes, 8 2 , Rio. * em 8 3 na galeria do C entro C ultural
H o riz o n te . Individual na galeria Gesto C ândido Mendes, Rio.
G rá fic o , Belo H o rizo n te, 1 9 8 1 .

— Õ eo s/tela, 19 84 — Madeira e ps no, 1 9 8 4 — Papel recortado, 19 84


106. P A T R IC IA C A N E T T I 1 0 7 . R IC A R D O B A S B A U M 108. R IC A R D O S E P Ú L V E D A
R 'o de Janeiro, 1 9 6 0 São Paulo, 1961 Tacla, C hile, 1941

Estudos com Thereza M iranda e U m b e rto V iv e e trabalha no R ic de Janeiro. Form ado V ive e trabalha no R io de Janeiro. Form ado
rança. D ireto ra do C en tro U n iv e rs itá rio de em Ciências Biológicas pela U F R J . Estudos em engenharia naval em Suderlan, Inglaterra.
°to g ra f ia da P U C /Rio. Coletivas co m o com Gastão M anoel H e n riq u e , Astrêa El- Freqüentou a E A V e o grupo de escultores
atelier de U m b erto França na B ib lio te ca de Jaick e Lu iz À q u ila, r-a E A V e com do Ingà. P articip ou do I I I , V e V I S N A P
opacabana. R io, e no C en tro C u ltu ra l de M a n fre d o de S ou zaneto no A te liê A rm ação, (8 0 , 8 2 e 8 3 ). Individuais na galeria A telier,
etrópolis, RJ, 84 . C oletiva no restaurante Rio. Participou do V I S .C . e da coletiva R io e no Espaço C u ltu ral da U E R J em 1982,
anga Rosa, R io, 8 4 . Apresenta tra b a lh o " P in tu ra , P in tu ra" na cesa de R ui Barbosa,
prn H élio de Ia Pena, fu n d ad o r do jo rn a l R io , 8 3 . Em 8 4 pa rt e pa do pro jeto R ádio
sefa Popular, Rio. N ovela, P U C , R io e resliza a 4a. Pintura
C artaz com A . Dacosta em São Paulo.

Té cn ica mista, 1 9 8 4 — Técnica m ista, 1 9 8 4 — Latas, 1 9 8 4


109

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i 1

111

109. R O G É R IA D E IP A N E M A 11 0. R O B E R T O T A V A R E S 111. S A N D R A S A R TO R I
R io de Janeiro, 1 9 6 0 R io de Janeiro, 1 9 5 9 R io de Janeiro, 1 9 6 3

Form ada pela E B A /U F R J . P rêm io de Estuda na E B A /U F R J . Estuda com Th ereza Estudos com Enéas V a lle e Ismael Gracindo.
aquisição no 3 6 ° S.PE (8 2 ). P articipou do M iran da no M A M /R io . C oletiva no Desde 1 9 8 2 freq üen ta a O ficina do Ingá
4 0 ° S .P R (8 3 ). In d ivid u a l, em 8 4 , na galeria restaurante Manga Rosa, Rio, 84. com H arold o Barroso. Exposição coletiva no
C ontem porânea, Rio. Solar G randjean de M o n tig n y , R io , 1983.

— Técnica mista, 1 9 8 4 — L ito g ra fia, 1 9 8 3 — Técnica mista, 1 9 8 4


112

114

1 1 2 . S E R G IO R O M A G N O L O 1 1 3 . S E R G IO N IC U L IT C H E F F 11 4. S IO M A R M A R T IN S
São Paulo, 1 9 5 7 São Paulo, 1 9 6 0 R io Grande, RS, 1 9 4 0

I Salão do artista p u blicitário . "D esen ho P rêm io do V Salão de A rte Jovem de S antos, Estudos com A la ir Gomes, Leda W atson e
Jo vem ", M A C /U S P , em 1 9 8 0 . P articipou de SP, e da 3a M ostra d o Desenho M a rilia Rodrigues. Frequentou as oficinas
''P in tu ra com o M e io " , M A C /U S P , 1 9 8 3 e B rasileiro em C u ritib a , 8 1 . P articip ou da de gravura e de escultura do Ingá.
da X V I I Bienal de S.Paulo, 8 3 . Em 8 4 , exposição " A P intura co m o M e io " , no P articipou da V M ostra de G ravura da C idade
P articipou da Feira de A rte de M a d ri através M A C /U S P , em 8 3 e de o u t d o o r para o de C u ritib a, em 8 2 . Diversas coletivas
d a TC A rte C ontem porânea e da mostra pro jeto " A r te na R u a ", São Paulo, 8 3 . com os escultores do Ingá.
d 3 2 0 , nesta mesma galeria. Rio.

T é cn |ca m ista, 1 9 8 4 — Técnica mista, 1 9 8 3 — M adeira, 1 9 8 3


116

IHÎLLJ!

11 5. S O L A N G E O L IV E IR A 1 1 6 . S U Z A N A Q U E IR O G A 11 7. T A D E U B U R G O S
R io de Janeiro, 1 9 4 3 R io de Janeiro, 1961 R io de Janeiro, 1961

Estudos no A rt S tudents Leangue, com Form ada pela E B A /U F RJ. Participou Cursou arqu itetura na U F R J . Estudos com
R o b e rto D elam onica, N ova Y o rk , E U A . do IV , V e V I S.C . (8 0 ,8 1 e 8 2 ). P rêm io de Celeida Tostes na E A V . C oletiva " E m to rn o
Professora de gravura em m etal no Ingà aquisição no 3 5 ° e 3 6 ° S.PE. Em 8 3 , do Parque Lage" na Piccola Galeria. Integrou
desde 1 9 7 8 . C oordenadora do núcleo de exposição na G aleria D a ltro , N ite ró i, RJ. a equipe de cenografia do film e "Q u ilo m b o "
gravura da E A V . P rêm io de aquisição no V e da peça "G alvez, o Im perador do A cre".
S N A P (8 2 ) e P rêm io de V iagem no V I SN AP
(8 3 ). Individ uais na G aleria M a cu n alm a,
F u n a rte , R io (8 1 ); G ravura Brasileira. Rio
(8 2 ), G aleria da U F F e G aleria César
A ché, R io (8 4 ).

— Á g u a -tin ta , água fo rte , ponta seca, 1983 — T in ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — P ro jeto am biental, 19 84
119

118. T E R E Z IN H A L O S A D A 119. U M B E R T O F R A N Ç A 12 0. V A L É R IO R O D R IG U E S
Lo nd rin a, P R , 19 59 Sabarâ, M G , 1 9 5 0 R io de Janeiro, 1 9 5 3

V ive e trabalha em Brasília. Form ada em V ive e trab alha no R io de Janeiro. Form ado F o rm ad o em com unicação visual pela E B A /
educação artística pela U n B . P articipou do pela G e rrit R ietvelt A cadém ie de A m sterdã, U F R J . Estudos com A nna Letycia e Solange
8 7 ° S .P R. prêm io de aquisição no I Salão H olanda. Participou do IV e do V I S N A P (81 Oliveira na O ficina de Gravura do Ingá desde
Regional da Prefeitura de Goiás. Exposição e 8 3 ) e da coletiva de pinturas da galeria 1 9 7 7 , com A lu ís io Carvão (M A M /R io ) e
'"divid ual na galeria M a cu n alm a, Funarte, B on ino , Rio. Individuais na galeria Celeida Tostes (E A V ). Prêmio na II e IV
' ° ' em 81 e na Fundação C u ltu ral do M a cu n alm a, Funarte, R io e H arvest A rts M ostra de G ravura da Cidade de C uritib a.
Ir ito Federal em 81 e 8 2 . G allery em A m sterdã, H olanda, 8 2 . P rêm io de aquisição no 3 8 ° e 3 9 ° S.PR.
P articipou do I I I S N A P (8 0). Individual na
galeria M a cu n alm a, Funarte, R io , em 8 0 e
G B A rte em 1 9 8 2 .

T ln ta acrílica s/tela, 1 9 8 4 — Têm p era s/tela, 1981 — Á g u a-tin ta , 1 9 8 3


123 122

121

12 1. V IC E N T E K U T K A 12 2. X IC O C H A V E S 12 3. W A L D E M A R Z A ID L E R e
São Paulo, 18 52 Tiros, M G , 1 9 4 9 CARLO S M A TU C K

Estudos com Hedva Megged, m uralista, Estudos com Gastão M anoel H enrique, Luiz Trabalhos com grafites: intervenção urbana
colaboradora de Siquieros, no M éxico . Obras Á q u ila, A vatar de M oraes, R ubem V a le n tim de 81 em diante. Em 8 2 , grafite em painel
na B iblioteca Nacional de Paris e no B ro oklin e outros. Trab alh a com poesia, super-8, de m adeira no SESC Pom péia. Participação
M useum de Nova Y o rk . Diversas exposições te atro , rádio, fo to g ra fia e televisão. no evento " A r te na R u a ", em 83; exposição
em Rom a, V ien a, Nova Y o r k , T ó q u io e na Praça da Sé, São Paulo, 83; exposição na
Lisboa. Participou do V I S N A P (8 3 ) e galeria São Paulo, SP, 83. Exposição na
realizou individual na galeria M o nica TC A rte C ontem porânea, R io, 84.
Filgueiras, em São Paulo, 8 3 .

— Técnica mista, 1 9 8 3 — Técnica mista, 1 9 8 4 — P intura s/parede, 19 84


EXPLODE GERAÇÃO!
Roberto Pontual
... M inha vontade de livro pessoal era, assim,
o que subia à tona com o reflexo de um duro e
prolongado com bate in terio r. Quem lhe deu a
solução, aliás sem que eu esperasse (as vitórias
nascem da surpresa), fo ram esses artistas que
de um ano para cá vim conhecendo entre a
França e o Brasil, e aos quais reúno aqui, neste
livro enfim pessoal, sob o ró tu lo tátic o de
Geração 8 0 ."

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