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04/03/2016

ENGENHARIA CIVIL MATÉRIA PRIMA


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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL II 2 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

 Cimento Portland:

AULA 05 E 06

Fotos: Cia Cimento Rio Branco (Votorantin)


(90%) Calcário
CIMENTO PORTLAND (9,5%)
+
Materiais argilosos
Mina de calcário

+
Minério de ferro
PROFª ENG. ALAN POLUCHA
(0,5%)
FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA (presente nas argilas) Mina de argila

PRODUÇÃO DO CIMENTO HIDRATAÇÃO DO CIMENTO


3 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 4 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Sítio Cercado, 2013.

MATÉRIA MOINHO DE  A hidratação do cimento é um conjunto de reações


PRIMA BOLAS SILOS
químicas
NOTAÇÕES
ALITA + ÁGUA  C-S-H + Ca(OH)2 + CALOR
MOINHO DE C CaO
ROLOS CLÍNQUER GESSO S SiO2
Controle ADIÇÕES
A Al2O3
BELITA + ÁGUA  C-S-H + Ca(OH)2 + CALOR
da pega Polozanas
Filer carbono F Fe2O3
Escória
FARINHA FORNO Quantidade: H H2O
CRUA 1450°C de 1,5 a 3%
S SO3
ÁGUA  Etringita + CALOR
ALUMINATO
TRICÁLCIO +
em relação a
massa total

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COMPOSIÇÃO DO CIMENTO
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 O cimento é composto pelos seguintes produtos:

ADIÇÕES UTILIZADAS
 Clínquer calcário e materiais argilosos
 Gesso (gipsita)  enxofre  para controle de pega

NA FABRICAÇÃO  Adições

DOS CIMENTOS
 Aproveitamento de subprodutos de outras indústrias
 Melhorias na durabilidade e resistência final
 Produtos utilizados como adições:
 Pozolanas – Cinzas volantes
 Fíler carbonático
 Escória de alto forno

AÇÃO DAS ADIÇÕES


ADIÇÕES
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POZOLÂNICAS
Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

Como funcionam as adições? ESTRUTURAS C-S-H C-H = Ca(OH)2

CRISTAIS NA PASTA DE CIMENTO


ADIÇÕES POZOLÂNICAS ADIÇÕES CARBONÁTICAS
 Ganham resistência na  São adições com ação de
presença de cimento preenchimento
 Não possuem ação sem a  Seus grãos são mais finos que
presença do cimento, pois os grãos de cimento e
essas adições reagem com conseguem ocupar espaços
produtos da hidratação para que os grãos de cimento não
formar cristais resistentes ocupam
ADIÇÕES CIMENTANTES
 Possuem compostos iguais aos do cimento, mas só ganham
resistência em um meio de pH elevado, como é o do cimento
hidratado (pH12).

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AÇÃO DAS ADIÇÕES AÇÃO DAS ADIÇÕES


POZOLÂNICAS POZOLÂNICAS
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 As adições pozolânicas possuem dióxido de silício (também C-H = Ca(OH)2 ADIÇÃO: SiO2  S
conhecido como sílica e representado por: SiO2 ou S) em sua

+
composição.
 Na reação de hidratação do cimento, um dos compostos
formados é o hidróxido de cálcio – Ca(OH)2 ou C-H.
 O dióxido de silício reage com o hidróxido de cálcio,
formando estruturas C-S-H.

S + C-H  C-S-H
C-H + S  C-S-H

Dióxido de silício Formação de cristais de


proveniente da Hidróxido de cálcio proveniente da maior resistência que
adição pozolânica hidratação do cimento estão presentes no
cimento hidratado

ADIÇÕES UTILIZADAS ADIÇÕES UTILIZADAS


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CINZA VOLANTE (POZOLANAS) CINZA VOLANTE (POZOLANAS)


 São provenientes da queima de carvão mineral nas  Retardam o ganho de resistência
usinas termoelétricas (550°C a 900°C)  Pois reagem com o hidróxido de cálcio. Então,

 Grãos com tamanhos semelhantes aos de cimento para formarem estruturas C-S-H que darão
Portland resistência a pasta de cimento endurecida é

Ação pozolânica em contato com o cimento: necessário primeiro a formação de C-H

S + C-H  C-S-H

(CaOH2, hidróxido de cálcio).

 Reduzem o calor de hidratação


Dióxido de silício Cristais com maior
proveniente da Hidróxido de cálcio proveniente da resistência presentes  Pois não possuem os componentes do cimento
adição pozolânica hidratação do cimento no cimento hidratado que liberam calor.

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AÇÃO DAS ADIÇÕES


ADIÇÕES UTILIZADAS
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CARBONÁTICAS
Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

CINZA VOLANTE (POZOLANAS)  As adições carbonáticas são materiais quimicamente


inertes. Ou seja, que não reagem com os compostos do
 Melhoram a trabalhabilidade
 Pois possuem formato esférico cimento.
 Minimizam a permeabilidade do
concreto  São utilizadas para preencher os vazios deixados pelas
 Pois reagem com os cristais que se partículas de cimento.
formariam na Zona de Transição
(elo frágil e poroso do concreto
convencional, onde há a ligação
entre a pasta de cimento e os
agregados)
 Utiliza-se de 1 a 50% sobre o Grãos de cimento Adição de partículas menores do que o cimento
peso de cimento para preencher os vazios

AÇÃO DAS ADIÇÕES


ADIÇÕES UTILIZADAS
CARBONÁTICAS
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FÍLER CARBONÁTICO
 São grãos ultrafinos de formato esférico e por isso
possuem melhor rolamento.
 Quando os grãos são pontiagudos, eles se atritam entre si e,
com isso, possuem maior dificuldade de rolamento.
 Com o melhor rolamento das partícula, há melhoria da  Pó de calcário
trabalhabilidade da pasta de cimento.  Material inerte
 Preenchimento dos vazios deixados pelo cimento
 Melhoram a trabalhabilidade e o acabamento do
concreto/argamassa
 Redução de custos pelo empacotamento dos grãos
Material pontiagudo com Material arredondado com  Utiliza-se de 5 a 10% sobre o peso de cimento
dificuldade de rolamento facilidade de rolamento

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AÇÃO DAS ADIÇÕES


ADIÇÕES UTILIZADAS
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CIMENTANTES
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 São compostos de C3S (alita) e C2S (belita) ESCÓRIA DE ALTO FORNO


São obtidas durante a produção de ferro-gusa nas indústrias
Reagem na presença de água


siderúrgicas
 Características aglomerantes semelhantes ao cimento  São resíduos industriais nocivos ao meio ambiente

Portland

ALITA + ÁGUA  C-S-H + Ca(OH)2

BELITA + ÁGUA  C-S-H + Ca(OH)2

ADIÇÕES UTILIZADAS
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ESCÓRIA DE ALTO FORNO

ENSAIOS DE
 Possuem alita e belita e, portanto, ação cimentante

CARACTERIZAÇÃO
 Assemelham-se aos grãos de areia

 Redução de custos pois podem

ser utilizadas em altas porcentagens com o cimento

 Até 65% no cimento Portland CP III

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ENSAIOS DE CARACTERIZAÇÃO SELO DE QUALIDADE


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 Objetivo dos ensaios:  O Selo da Qualidade ABCP para Cimento foi criado para
avaliar a conformidade dos cimentos com as normas técnicas
CONTROLAR A PRODUÇÃO NAS INDÚSTRIAS
brasileiras.

 Selo da Qualidade é o símbolo que atesta a conformidade


GARANTIR A QUALIDADE DO CIMENTO PORTLAND de um produto com a norma brasileira e que sua fabricação
está sob controle contínuo do fabricante.

ATRAVÉS DA ANÁLISE DE CARACTERÍSTICAS

QUÍMICAS, FÍSICAS E MECÂNICAS

CARACTERÍTICAS QUÍMICAS CARACTERÍTICAS FÍSICAS


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 As características químicas visam avalizar que  As características físicas e mecânicas visam avalizar que
(BATTAGIN, 2011): (BATTAGIN, 2011):

 Não ocorreram falhas nas etapas de queima e resfriamento no  O cimento foi moído adequadamente
processo de fabricação  Através da finura Blaine e do resíduo na peneira n° 200
 O cimento não se hidratou antes de seu uso  O desempenho adequado para as classes de resistência
 Através de ensaios de Perda ao Fogo e da umidade
 Através de ensaios de resistência à compressão
 Que os teores de adição indicados por norma foram atingidos
 Se o cimento possui um tempo adequado de
 Que o cimento não apresentou risco de expansão ao hidratar-se trabalhabilidade antes do endurecimento
 Pela presença de MgO ou CaO livre  Através de ensaio de tempo início e de fim de pega
 Foram atendidas algumas características de durabilidade para  Se o cimento possui estabilidade volumétrica
certos tipos de cimentos resistentes a sulfatos
 Através de ensaio de expansibilidade

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FINURA DO CIMENTO PORTLAND FINURA DO CIMENTO PORTLAND


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ÁREA ESPECÍFICA BLAINE IMPORTÂNCIA DA FINURA DO CIMENTO


 Método para avaliação da permeabilidade ao ar
(Rigden e Blaine, 1940)

 Método limitado pois não avalia a granulometria


L = 4 cm L = 2 cm L = 1 cm
do cimento Asuperfície= 96cm² Asuperfície= 192cm² Asuperfície= 384cm²
 Diferentes cimentos podem apresentar o mesmo 1 u.a.* 2 u.a. 4 u.a.
Para um mesmo volume
Blaine  Quanto mais fino o material, maior a área da superfície específica

FINURA DO CIMENTO PORTLAND CALOR DE HIDRATAÇÃO


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IMPORTÂNCIA DA FINURA DO CIMENTO  A reatividade é influenciada pela finura do cimento

Fonte: Notas de aula USP


A hidratação dos grãos de cimento ocorre de fora para
dentro. Portanto, a finura do cimento (o grau de moagem)
influenciará na rapidez da hidratação e, consequentemente,
no calor de hidratação e no aumento da resistência inicial.

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CALOR DE HIDRATAÇÃO HIDRATAÇÃO DO CIMENTO


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 Fatores que afetam o calor de hidratação:  Comportamento dos compostos do clínquer:


COMPORTAMENTO DOS COMPOSTOS
 Finura do cimento
Velocidade de Calor liberado na Resistência
Composto
 Composição química reação hidratação mecânica

Alita (C3S) Moderada Moderado Alta


 Ordem de liberação de calor de hidratação:
Inicial baixa,
 C3A > C4AF > C3S (alita) > C2S (belita) Belita (C2S) Lenta Baixo
final alta

 Presença de adições C3A Muito rápida Muito alto Baixa


 Geração de menor calor de hidratação, por haver menos
clínquer que é composto por alita, belita, C3A e C4AF C4AF Rápida Alto Baixa
(compostos químicos que liberam calor ao se hidratarem)

PEGA DO CIMENTO PORTLAND PEGA DO CIMENTO PORTLAND


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 Início de pega:
IMPORTÂNCIA DA PEGA DO CIMENTO PORTLAND
 Início do endurecimento
 Aumento brusco da viscosidade

 Aumento da temperatura  O momento de início da cristalização ou do endurecimento é


chamado de tempo de início de pega. No concreto, este
 Fim de pega:
tempo determina o período útil que temos para terminar o
 Perda da trabalhabilidade
 Pasta de cimento passa a ser rígida processo de aplicação, ou seja, compreende desde a
mistura dos materiais - contato da água com o cimento – até
 Endurecimento:
o seu adensamento e acabamento final.
 Resulta da hidratação progressiva dos compostos do
cimento

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PEGA DO CIMENTO PORTLAND PEGA DO CIMENTO PORTLAND


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ENSAIO DE TEMPO DE PEGA DO CIMENTO


PEGA X CARACTERÍSTICAS DA PASTA
PORTLAND
 NM 65 (2003) – Cimento Portland –
Determinação do tempo de pega
 Os ensaios são feitos com pasta de
consistência normal e com o aparelho de
Vicat. Nesse aparelho mede-se a
resistência à penetração de uma agulha
na pasta de cimento.

PEGA DO CIMENTO PORTLAND PEGA DO CIMENTO PORTLAND


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FATORES QUE INFLUENCIAM O TEMPO DE PEGA FATORES QUE INFLUENCIAM O TEMPO DE PEGA
DO CIMENTO PORTLAND DO CIMENTO PORTLAND
 Presença de aluminatos: pega inicial (C3A cristaliza rápido);  Aditivos:
 Finura do cimento: quanto mais fino o cimento, o final de pega  Compostos por cloretos: em quantidades superiores a
e o endurecimento são mais rápidos; 1% em relação à massa de cimento há aceleração da
 Gesso (SO3): quantidade maior do que 3% em relação a pega.
massa do clínquer para retardar a pega inicial do C3A;  Compostos por açúcar: a partir de 1% sobre o peso
 Mal armazenamento: absorção de umidade retarda o início de cimento, impede a pega.
de pega. Absorção de CO2 acelera o início de pega.

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RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO


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 NBR 7215 (1996) – Cimento Portland –


determinação da resistência à compressão
 Ensaio padronizado
 Corpos de prova 5x10cm

 Traço: 1 : 3 : a/c =0,48 (Areia Normal)

 Rompimento:
 CP V – ARI (Alta Resistência Inicial): 1, 3 e 7 dias

 Demais cimentos: 3, 7 e 28 dias

RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO


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FATORES QUE INFLUENCIAM A RESISTÊNCIA À


IMPORTÂNCIA DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
COMPRESSÃO

 Determinar a classe do cimento a ser utilizado  Relação água/cimento


 Idade da pasta de cimento
 Avaliar se o cimento está nos padrões adequados
 Finura do cimento
 Conhecer o comportamento prévio da pasta de  Composição química do cimento
cimento para posterior aplicação em concretos e  Condições de cura
 Distribuição granulométrica das partículas
argamassas
 Teor de adições minerais

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RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EXPANSIBILIDADE


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CP V – ARI (Alta resistência inicial) CP IV - POZOLÂNICO FATORES QUE INFLUENCIAM EXPANSIBILIDADE

 Presença de periclásio (óxido de magnésio)


 Critais de MgO (>6,5%) + excesso de temperatura no forno 
cimento expansivo
 Adição de gesso em excesso
 Quando em excesso pode reagir com o C3A, após o
endurecimento do cimento, formando a etringita secundária,
com aumento razoável de volume.
 Excesso de calcário e falta de argila no clínquer
 A sua hidratação dá origem ao Ca (OH)2, hidróxido de cálcio,
altamente expansivo.
Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/

EXPANSIBILIDADE EXPANSIBILIDADE
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ENSAIO DE EXPANSIBILIDADE DO CIMENTO


IMPORTÂNCIA DA EXPANSIBILIDADE
PORTLAND

 NBR 11582/91 - Cimento Portland -  Avaliação do aumento de volume de estruturas de


Determinação da expansabilidade de
Le Chatelier - Método de ensaio concreto e argamassa
A quente (água quente)
 Fissuração

 A frio (temperatura ambiente)

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RETRAÇÃO RETRAÇÃO
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 Pasta de cimento:  Retração é o fenômeno que ocorre após a pega do


 Pseudo-sólido cimento.
 Presença de vazios e poros  Em contato com o meio ambiente, a água em
 Preenchidos por água ou ar excesso (para a trabalhabilidade) tende a sair dos
 A água exerce tensão capilar no interior dos poros poros, causando uma redução do volume (das
dimensões em todas as direções).

RETRAÇÃO
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IMPORTÂNCIA DA RETRAÇÃO

TIPOS DE CIMENTO
 Nas idades iniciais da pasta de cimento, a retração
é intensa, pois o material ainda não tem resistência
para suportar a alteração do volume.
PORTLAND
 Pode ocorre a fissuração do material,
comprometendo sua durabilidade (abertura a
agentes agressivos).

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TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


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Classes de
Clínquer + CP II – E  Cimento Portland composto
Tipo resistência Pozolana (%) Fíler (%)
Gesso (%)
(MPa)  Escória
Composto com escória 25 - 32 - 40 CP II – Z  Pozolana
CP II – E 56-94 0 0-10
de alto forno
Composto com 25 - 32 - 40 CP II – F  Fíler
CP II – Z 76-94 6-14 0-10
pozolana

CP II – F Composto com filer 25 - 32 - 40 90-94 0 6-10

CP III De alto forno 25 - 32 - 40 25-85 0 0-5

CP IV Pozolânico 25 – 32 45-85 15-50 0-5

CP V - ARI Alta resistência inicial - 95-100 0 0-5

TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


51 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 52 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

 Este cimento combina com Empregado em obras civis em


CP II – E CP II – E

bons resultados o baixo calor
geral, subterrâneas, marítimas e
de hidratação com o
CP II – Z aumento de resistência do CP II – Z industriais. E para produção de
Cimento Portland Comum.
CP II – F CP II – F argamassas, concreto simples,
 Recomendado para
armado e protendido,
estruturas que exijam um
desprendimento de calor elementos pré-moldados e
moderadamente lento ou que artefatos de cimento. O
possam ser atacadas por
concreto feito com este produto
sulfatos.
é mais impermeável e por isso
mais durável.

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TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


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Para aplicações gerais.


Cimento Portland de alto forno

CP II – E CP III

 Pode ser usado no preparo
de argamassas de
CP II – Z
assentamento, revestimento,
CP II – F argamassa armada, concreto
simples, armado, protendido,
projetado, rolado, magro,  É particularmente vantajoso em
concreto-massa, elementos obras de barragens, peças de
pré-moldados e artefatos de grandes dimensões, obras em
concreto, pisos e pavimentos ambientes agressivos, tubos e
de concreto, solo-cimento, canaletas para condução de
dentre outros. líquidos agressivos, esgotos e
efluentes industriais.

TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


55 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 56 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

 Cimento Portland de Alta Resistência inicial


CP IV  Cimento Portland pozolânico CP V
 Pozolana

Usado para fabricar concretos que


precisam adquirir resistência com
rapidez.
Por ser um cimento mais fino que os
demais (de maior blaine), o CPV
 Com adição de pozolanas
ARI reage com a água mais
(cinzas volantes), é em casos de
rápido e ganha resistência com
grande volume de concreto
menor idade do que os demais
também oferece baixo calor de
tipos de cimento.
reação.

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TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


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Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC)


CP

BRANCO  Podem ser qualquer um dos tipos básicos.


 Ex: CP III-32 BC ou CP IV-32 BC

 A cor branca é obtida a partir de matérias-primas  Retarda o desprendimento de calor em peças de grande
com baixos teores de óxido de ferro e manganês e
de condições especiais durante a fabricação.
massa de concreto, evitando fissuras de origem térmica,
Adequado aos projetos arquitetônicos ousados, o devido ao calor desenvolvido durante a hidratação do
cimento branco oferece ainda a possibilidade de
acréscimo de pigmentos coloridos. cimento.
 Também há o Cimento Portland Branco não
estrutural, que pode ser aplicado em rejuntamento
de azulejos e argamassas.

TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


59 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 60 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

 Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos)


 Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos)  De acordo com a norma NBR 5737 todos os cimentos podem
ser resistentes aos sulfatos, desde que se enquadrem em pelo
 Resistente a meios agressivos sulfatados (redes de menos uma das seguintes condições:
 Teor de aluminato tricálcico (C3A) do clínquer e teor de adições
carbonáticas de no máximo 8% e 5% em massa,
esgotos de águas servidas ou industriais, água do respectivamente;
 Cimentos do tipo alto-forno que contiverem entre 60% e 70% de
mar e em alguns tipos de solos) escória granulada de alto-forno, em massa;
 Cimentos do tipo pozolânico que contiverem entre 25% e 40%
de material pozolânico, em massa;
 Cimentos que tiverem antecedentes de resultados de ensaios de
longa duração ou de obras que comprovem resistência aos
sulfatos.

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TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


61 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 62 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

Fonte: ABCP (2002)


Fonte: ABCP (2002)
TIPOS DE CIMENTO PORTLAND
DE REFERÊNCIA

63 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 64 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Sítio Cercado, 2013.
NORMAS

Fonte: ABCP (2002)

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TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


65 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 66 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

http://www.cimentoitambe.com.br/

TIPOS DE CIMENTO PORTLAND TIPOS DE CIMENTO PORTLAND


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APLICATIVO ITAMBÉ APLICATIVO ITAMBÉ


69 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 70 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

APLICATIVO ITAMBÉ APLICATIVO ITAMBÉ


71 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 72 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

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APLICATIVO ITAMBÉ APLICATIVO ITAMBÉ


73 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 74 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

APLICATIVO ITAMBÉ
75 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 76 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

IMPACTO AMBIENTAL

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IMPACTO AMBIENTAL IMPACTO AMBIENTAL


77 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 78 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

O QUE É IMPACTO AMBIENTAL? IMPACTO GERADO PELO CIMENTO

 Segundo a ISO 14001 "impacto ambiental é EXTRAÇÃO DE MATERIAIS EM RESERVAS NATURAIS


qualquer alteração do meio ambiente adversa ou
benéfica, que resulte no todo ou em parte, das CONSUMO DE ENERGIA
atividades, produtos ou serviços de uma
EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO
organização”.
(PREJUDICIAL AO EFEITO ESTUFA)

IMPACTO AMBIENTAL IMPACTO AMBIENTAL


79 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 80 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO


CONSUMO DE ENERGIA
(AGRAVANTE AO EFEITO ESTUFA)
 90% - energia térmica gerada pelo combustível (secagem,  Queima de combustíveis
aquecimento e calcinação das matérias primas)   0,65 a 0,9 kcal/g clínquer
representa 25% do custo de produção
 Então, 1 tonelada de clínquer gera 300 kg CO2

 10% - energia elétrica (25% moagem das matérias-primas,  Calcinação calcário

40 % do clinquer, 20 % operações do forno e resfriador)   Gera MUITO CO2

representa 50% do custo de produção

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IMPACTO AMBIENTAL IMPACTO AMBIENTAL


81 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 82 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO


(AGRAVANTE AO EFEITO ESTUFA) (AGRAVANTE AO EFEITO ESTUFA)

 O uso de adições minimiza a emissão de CO2:


 No total 1 tonelada de clínquer gera 600 kg CO2

 Indústria do cimento: 7% das emissões de CO2 mundiais

IMPACTO AMBIENTAL IMPACTO AMBIENTAL


83 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 84 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO


(AGRAVANTE AO EFEITO ESTUFA) (AGRAVANTE AO EFEITO ESTUFA)
 O coprocessamento de resíduos minimiza os efeitos
maléficos
 Queima no forno de resíduos diversos
 Resíduos com poder calorífico
 Resíduos altamente tóxicos
 Solventes de indústria química, tintas, compostos clorados
e fluorados
 Queima de pneus, borras de tintas, resíduos de plásticos

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DÚVIDAS?
85 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016. 86 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

 FUSCO, P. B. Tecnologia do Concreto Estrutural. 1ª ed. , Ed. Pini, São Paulo, 2008.
 FREITAS JR, J. A. Materiais II – Notas de aula. Engenharia Civil, Universidade Federal do
Paraná, Curitiba, 2009.
 ISAIA, Geraldo. Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de
Materiais. V1 e V2, Ed. Ibracon, São Paulo, 2007.
 HELENE, P. R. L.; TERZIAN, P. Manual de dosagem e controle do concreto. 1ª ed. , Ed. Pini,
São Paulo, 1992.
 MEDEIROS, M. H. F. Materiais I – Notas de aula. Engenharia Civil, Universidade Federal do
Paraná, Curitiba, 2009.
 METHA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: estrutura, propriedades e materiais. 1ª ed. ,
IBRACON, São Paulo, 2008.
 MOREIRA, A. R. Tecnologia do concreto – Notas de aula. Engenharia Civil, Universidade
Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2004.
 http://www.cimentoitambe.com.br
 http://www.cimento.org.br
 http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/34/cimentos-conheca-os-produtos-mais-
adequados-as-caracteristicas-e-211891-1.aspx

EXERCÍCIO EM GRUPO
87 Prof. ALAN POLUCHA. Materiais de Construção Civil II. FACEAR. Bacacheri, 2016.

1. Explique a diferença entre a ação das adições pozolânicas e


das carbonáticas e cite exemplos de cada uma.

2. Explique porque o CP V – ARI possui maior resistência inicial


do que os demais cimentos.

3. Explique o que é a retração da pasta de cimento e qual


problema ela pode causar.

4. Para a construção de uma barragem de concreto, qual o


cimento mais indicado? Explique.

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