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SÍNTESE — ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, LINHA HISTÓRICA E

INFORMATIVA SOBRE SUAS EVOLUÇÕES.

INTRODUÇÃO.

A referente síntese vem aborda todo o referencial teórico fornecido no conteúdo


seminário integrador, abordando em três artigos a linhagem histórica da implementação da
formação. A Administração Pública pode ser entendida com um conjunto de órgãos e de
servidores que, mantidos com recursos públicos, são encarregados de decidir e implementaras
normas necessárias ao bem-estar social e das ações necessárias à gestão da coisa pública. Dessa
forma, a evolução da administração pública é um processo do aperfeiçoamento dos serviços
prestados pelo Estado à população.

BRASIL: 200 ANOS DE ESTADO; 200 ANOS DE ADMINISTRAÇÃO


PÚBLICA.

Durante a administração colonial, o Brasil passou pelas capitanias, onde cada capitania
tinha um representante do Império, organizando-se perante seu Donatário e as ordens do Rei,
mas posteriormente obteve um impulso de modernização com o consulado pombalino. Durante
a República Velha a descentralização do poder houve avanços e recuos, onde nasceu algumas
empresas e autarquias e surgirem diferenciações na estrutura ministerial.

Durante a Revolução de 1930, o Brasil passou de um país agrário para industrial, sendo
economia periférica apoiada na exportação de produtos primários entre os quais se destacava o
café, principal item da pauta de exportações. O governo da era Vargas produziu grandes
transformações nas estruturas econômicas, sociais e políticos do país, realizou o primeiro
esforço deliberado, sistemático e continuado de modernização administrativa. No novo regime
da Ditadura Militar retirou do Congresso Nacional o projeto de lei elaborado pela Comissão
Amaral Peixoto para reexame do assunto por parte do Poder Executivo. A coordenação da
reforma administrativa cabia à Semor (Subsecretaria de Modernização e Reforma
Administrativa), que cuidava dos aspectos estruturais, sistêmicos e processuais, e ao Dasp, que
atuava somente no domínio dos recursos humanos.

Durante a Nova República, trazia vigência efetiva do império da lei, desobstrução do


Legislativo, aparelhamento da Justiça, reforma tributária, descentralização e, subsidiariamente,
reforma agrária, saneamento da previdência, implantação do sistema único de saúde,
erradicação do analfabetismo, reforma do ensino básico, desenvolvimento regional.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS

Marcos iniciais da constituição da administração pública, no Brasil, a criação da Revista


do Serviço Público, em 1937, e a fundação do Departamento de Administração do Setor Público
(Dasp), em 1938. A disciplina administração pública no Brasil constituiu-se “à imagem e
semelhança” da administração pública norte-americana, mas marcada por uma especificidade:
afinal, tratava-se de um país pobre e, na visão então hegemônica, atrasado, sendo prioritárias
ações para o seu desenvolvimento. Paradigma que separa administração e política prevalecente
no momento da implantação da área no Brasil, a formação em administração pública incorporou
aqui a orientação para o desenvolvimento.

A administração pública é, mais que uma disciplina, um “campo multidisciplinar” ou


uma “ciência interdisciplinar”, para a qual contribuem diversas disciplinas, como a ciência
política, a administração, a economia, a sociologia e a psicologia social. O estudo das políticas
públicas no âmbito deste campo multidisciplinar tem se desenvolvido tendo como principais
referências teóricas as contribuições da área de políticas públicas tal como está se consolidou e
desenvolveu nos Estados Unidos, a qual, por sua vez, integra contribuições da economia, da
ciência política e da administração (gestão).

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA ENTRE O GERENCIALISMO E


A GESTÃO SOCIAL.

A administração pública gerencial brasileira está ligada ao intenso debate sobre a crise
de governabilidade e credibilidade do Estado na América Latina durante as décadas de 1980 e
1990. A nova administração pública se diferencia da administração pública burocrática por
seguir os princípios do gerencialismo. Para alcançar seus objetivos, o novo modelo de gestão,
que serve de referência para os três níveis governamentais – federal, estadual e municipal –,
deveria enfatizar a profissionalização e o uso de práticas de gestão do setor privado. Emergiu
como o modelo ideal para o gerenciamento do Estado reformado pela sua adequação ao
diagnóstico da crise do Estado realizado pela aliança social liberal e por seu alinhamento em
relação às recomendações aos países latino-americanos.
A administração pública societal está ligada à tradição mobilizatória brasileira, que
alcançou o seu auge na década de 1960, quando a sociedade se organizou pelas reformas no
país. Consolidava-se o campo movimentalista, no qual transitavam os movimentos populares e
sociais, o movimento sindical, as pastorais sociais, os partidos políticos de esquerda e centro-
esquerda, e as ONGs. É um projeto em construção, pois a aliança política que o sustenta se
encontra em processo de consolidação, e a expectativa de que essa nova abordagem de gestão
pública se tornasse a marca do governo federal não se concretizou.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

COSTA, F. L. Brasil: 200 anos de Estado; 200 anos de administração pública; 200 anos
de reformas. RAP, Rio de Janeiro, 42(5): 829-74, set./out. 2008.

FARAH, M. F. S. Administração pública e políticas públicas. RAP, Rio de Janeiro,


45(3): 813-36, maio/jun. 2011.

PAULA, A. P Administração pública brasileira entre o gerencialismo e a gestão social.


RAE, Vol. 45, n. 1, p. 36-49, 2005.