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MPU

Administração de
Recursos Materiais
noções gerais de recursos materiais
ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS
Noções Gerais de Recursos Materiais
Prof. Vinicius Ribeiro

SUMÁRIO
Materiais e Patrimônio..................................................................................3
1. Administração de Compras e Materiais........................................................3
2. Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management).....................7
3. Modalidades de Transporte........................................................................8
4. Compras............................................................................................... 11
5. Materiais e Estoque................................................................................ 15
5.1. Tipos de Classificação.......................................................................... 29
5.2. Recebimento e Armazenagem/Entrada/Conferência................................. 30
5.3. Avaliação de Estoques......................................................................... 34
6. Outros Conceitos................................................................................... 36
6.1. Integração......................................................................................... 36
6.2. Just-in-Time (JIT)............................................................................... 36
6.3. Arranjo Físico/Layout........................................................................... 37
6.4. Nível Ótimo de Capacidade................................................................... 39
6.5. Patrimônio......................................................................................... 40
6.6. Destinação do Material......................................................................... 41
6.7. SIASG............................................................................................... 41
Resumo.................................................................................................... 47
Questões Comentadas em Aula................................................................... 51
Questões de Concursos.............................................................................. 56
Gabarito................................................................................................... 62

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Noções Gerais de Recursos Materiais
Prof. Vinicius Ribeiro

VINÍCIUS RIBEIRO
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as
leis orçamentárias. Aprovado no concurso de Consultor de Orçamento
na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na Universidade
Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos,
publicado pela editora GEN. Professor de cursos online para concursos
há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e Orçamento no Mi-
nistério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no
CNJ e no STF; e Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em
Negócios Internacionais e Comércio Exterior na FGV.

MATERIAIS E PATRIMÔNIO

Olá, concurseiro(a), tudo bem com você? Vamos seguindo com o nosso curso?

1. Administração de Compras e Materiais

Bem, vamos iniciar falando de logística. Logística é um conjunto de atividades

que envolvem transporte, distribuição, suprimento, gestão de materiais, gestão da

cadeia de suprimento, etc.

Assim como vários conceitos e técnicas, essa palavra foi tomada emprestada

das operações militares. Nos períodos de guerra, o efetivo abastecimento dos exér-

citos era fundamental para garantir o alcance da estratégia militar.

De forma resumida, pode-se considerar logística como a organização do fluxo

de materiais, a partir do fornecedor até o cliente final, o consumidor de deter-

minado produto. Dentro de todas as operações que farão com que determinado

produto seja entregue ao cliente no momento certo, no local certo e na condição

pré-determinada, destacamos as funções de compras, planejamento e controle da

produção e distribuição. Fundamental, em todo esse processo, é um bom fluxo de

informações e o foco no atendimento às necessidades dos clientes.

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É importante destacar que a logística empresarial foi considerada, por muito

tempo, um centro gerador de custos e problemas. Esse setor da empresa só apa-

recia quando algo dava errado. Hoje, o entendimento é bem diferente, pelo menos

na teoria. Na verdade, a logística vem sendo considerada estratégica para as orga-

nizações, sendo um centro gerador de resultados.

Entrando na esfera pública, é fato que as operações realizadas na Administração

Pública diferem-se daquelas realizadas no setor empresarial.

De cara, uma diferença salta aos olhos: nas empresas, a área de logística, como

pode ser inferido do que falamos, é fundamental para a maximização dos lucros;

por outro lado, na esfera pública, a área de logística deve contribuir para o bom

reconhecimento da população quanto aos serviços prestados, visto que são os ci-

dadãos que pagam os tributos necessários à manutenção do serviço público, sendo

fundamental a transparência nos processos executados.

A logística aplicada ao serviço público visa ao provimento do abastecimento de

materiais no lugar certo, na hora certa, na quantidade e especificações certas, con-

siderando que o planejamento das atividades deve estar alinhado aos parâmetros

legais atuais.

Devido aos avanços da tecnologia, diversas ferramentas vêm contribuindo para

a melhor gestão dos serviços. Nesse sentido, o Pregão Eletrônico é um exemplo de

inovação que reduz significativamente o tempo nas operações de aquisição, além

de trazer ganhos e contribuir para a transparência nos procedimentos realizados.

Outro ponto importante destacar é o uso de indicadores de gestão para a im-

plementação de gerenciamento dos processos logísticos na organização pública.

Com os indicadores padronizados, é possível medir o desempenho da organização

no quesito logístico.

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Um exemplo desses indicadores é o tempo acordado de entrega de uma carga

e o tempo efetivamente gasto. Essa comparação nos gera uma análise do cumpri-

mento de metas e acordos.

Há de se considerar, também, a existência de empresas especializadas em lo-

gística, que são os operadores logísticos, sendo uma interessante escolha para as

organizações, no caso de opção pela terceirização. É comum que atividades de

suporte sejam terceirizadas, para que o órgão público ou a empresa privada con-

centre seus esforços no seu negócio (core business).

No contexto das contratações, uma vez que foram “transferidas” para terceiros,

foi preciso regulamentar tais serviços. Assim, nasce a Lei n. 8.666/1993 (Lei de

Licitações e Contratos).

A partir desta lei, as execuções de determinadas atividades passam a ser indi-

retas, ou seja, não são realizadas pela própria Administração Pública.

A obrigação de licitar, porém, não advém da Lei supracitada. Na verdade, a nos-

sa Carta Magna de 1988 já havia fixado como compulsória (obrigatória) a contrata-

ção de obras, serviços, compras e alienações (transferência de domínio de bens a

terceiros), ressalvados os casos especificados pela legislação (Lei n. 8.666/1993).

Os casos da ressalva são: inexigibilidade e dispensas.

O edital é a lei interna da licitação. É o instrumento jurídico que convoca os inte-

ressados a apresentarem suas propostas. Suas disposições devem ser respeitadas

tanto pelos licitantes como pela Administração.

O contrato administrativo, celebrado entre o ente particular e a Administração

Pública, deve obedecer às normas legais, inclusive de estrutura, quanto à sua reda-

ção, devendo estar presentes no contrato obrigatoriamente as seguintes cláusulas:

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• objeto;

• regime de execução;

• preço, condições de pagamento, critérios de reajuste e atualização;

• prazos de início e conclusão de execução, de entrega e de recebimento defi-

nitivo;

• o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcio-

nal programática e da categoria econômica;

• garantia, caso exigida;

• os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os

valores das multas;

• casos de rescisão;

• condições de importação e taxa de câmbio, se for o caso;

• vinculação ao edital;

• legislação aplicável;

• obrigação do contratado de manter as condições de habilitação e qualificação

exigidas na licitação; e

• foro.

 Obs.: a minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante ven-

cedor será incluída como anexo do edital da licitação.

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2. Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management)

Supply Chain Management (gerenciamento da cadeia de suprimentos) é um

conceito evoluído sobre logística. Se antes a logística se preocupava com a entrega

de produtos aos clientes, com a chegada de insumos na empresa e com a armaze-

nagem de matéria-prima e estoque, a SCM possui um conceito bem mais amplo.

A SCM representa uma visão ampla e integrada não só da empresa, mas de todos os

atores envolvidos no processo: clientes, fornecedores, intermediários, transporta-

doras. Dentro da própria empresa, o conceito também é ampliado. Assim, com essa

visão, os processos são vistos de forma integrada: recebimento de matéria-prima,

estocagem, produção, armazenagem, vendas, distribuição aos clientes, pós-venda.

Vejamos alguns conceitos importantes.

Cluster: cadeia de relações entre as organizações (fornecedores, clientes e

empresa) que estejam próximas fisicamente e que tenham interesses em comum.

Com o cluster, empresas obtêm vantagens competitivas. Pode ter como finalidade

a produção, o comércio ou a prestação de serviços.

Arranjo Produtivo Local: aglomerações de empresas que estejam localizadas

em um mesmo território, com determinada especialização produtiva, que tenham

certo vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com

outras entidades locais (governo, associações empresariais, instituição de apoio ao

crédito e à pesquisa). O APL pode ser tido como um cluster. Entretanto, ele está

focado exclusivamente na produção.

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Efeito Chicote: aumento da variabilidade da demanda ao longo da cadeia de

suprimentos.

Exemplo: o consumidor final de papel higiênico possui uma demanda uniforme.

Entretanto, ao longo da cadeia, quando falamos de matérias-primas, a demanda

possui maior variabilidade, não é tão uniforme como a demanda pelo produto final.

Redes Keiretsu: redes são estabelecidas quando as empresas concretizam

relacionamentos duradouros, confiáveis entre si. Normalmente, uma empresa fica

no centro da rede, como a Toyota e suas conexões com mais de 150 empresas de

fornecimento de peças. No caso de uma rede keiretsu, comum no Japão, há inte-

resse de participação compartilhada, há acionistas em comum.

3. Modalidades de Transporte

Transportar possui um conceito simples. Trata-se da condução de algo (pessoa

ou carga) de um lugar para outro. Para a realidade em estudo, estamos falando da

movimentação do produto acabado (produto final) da empresa até o cliente. Veja-

mos abaixo as modalidades de transporte.

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Vejamos cada um em separado.

Rodoviário: esse transporte, que se desenvolve pelas rodovias, é o mais utilizado

no país. A predominância desse modal chega a ser excessiva por aqui. O problema

advém principalmente da subutilização de outros modais (aquaviário e ferroviário),

o que encarece o transporte brasileiro, além de deteriorar com mais rapidez as

nossas estradas.

Uma das grandes vantagens do modal rodoviário é a flexibilidade para chegar até

o cliente, já que uma ferrovia, por exemplo, não possui tamanha abrangência. Po-

demos dizer que praticamente só o transporte rodoviário consegue fazer o

transporte porta a porta (da empresa até o fornecedor), sem a necessida-

de de auxílio de outro tipo de transporte.

A grande desvantagem do transporte rodoviário é a baixa capacidade de trans-

porte, já que as carretas possuem espaços limitados para poderem trafegar nas

rodovias. Com uma quantidade menor de carga por transporte, a consequência é o

encarecimento do frete (pagamento pelo transporte).

O transporte rodoviário destina-se à movimentação de cargas menores com prazos

de entrega relativamente pequenos (maiores apenas do que os prazos no transpor-

te aéreo).

Ferroviário: o grande problema desse tipo de transporte no Brasil e na América

do Sul é o tamanho diferenciado das bitolas (largura de via férrea). Por razões his-

tóricas (guerras), as ferrovias no continente sul-americano foram construídas com

bitolas de tamanhos diferentes, o que impede o transporte integrado. Com isso, a

baldeação (passagem do material de um veículo para o outro) faz-se necessária,

encarecendo e retardando o transporte.

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Os vagões dos trens, pela sua grande capacidade, barateiam o custo por quilôme-

tro de transporte do material.

Esse é um transporte inflexível, já que seu traçado é limitado, impedindo, na maio-

ria das vezes, o transporte porta a porta. Normalmente, esse transporte necessita

do auxílio do transporte rodoviário.

O modal ferroviário caracteriza-se pelos prazos maiores de entrega da mercadoria.

Aquaviário: esse é um transporte que se subdivide em fluvial (pelos rios), lacustre

(pelos lagos) e marítimo (pelo mar). O transporte chamado de hidroviário (fluvial

ou lacustre) é realizado dentro do país.

O transporte marítimo, por sua vez, subdivide-se em cabotagem (transporte dentro

da costa brasileira, entre portos nacionais) e transporte internacional (importação

e exportação).

As hidrovias brasileiras e o transporte de cabotagem enfrentam um problema pa-

recido com as ferrovias. Historicamente, esses dois modais não tiveram o investi-

mento necessário para que o transporte ocorresse com mais frequência. Por essa

simples razão, esses modais são mais caros do que deveriam ser.

O transporte aquaviário utiliza cargas com grandes volumes e o tempo de entrega

é o mais longo de todos.

Aeroviário: esse é o transporte mais caro, porém, com o menor prazo de entrega

existente. É muito utilizado para transporte de cargas valiosas ou perecíveis ou

para entregas de emergência. A capacidade de carga também é limitada, assim

como no transporte rodoviário.

Dutoviário (por Tubos): utilizado para transporte de gases, óleos e produtos quí-

micos. Utiliza-se da gravidade ou da pressão.

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Intermodal: trata-se do transporte que utiliza mais de um modal, como o rodovi-

ário + o ferroviário ou o aquaviário + o rodoviário.

Existe um conceito parecido com a intermodalidade que é a multimodalidade. A di-

ferença entre os dois é a seguinte: no transporte intermodal, para cada modalidade

utilizada é emitido um documento; no transporte multimodal, independentemente do

número de modalidades, emite-se apenas um documento para acompanhar a carga.

4. Compras

O setor de compras, elo com o ambiente externo (fornecedores), de uma em-

presa possui fundamental importância, já que é por meio dessa área que a empre-

sa é abastecida de matéria-prima, de máquinas, de equipamentos, de materiais

em geral. Para a empresa manter-se em funcionamento, é preciso que as compras

sejam feitas com determinada regularidade (periodicidade).

Para Chiavenato, compras

[...] envolve todo o processo de localização de fornecedores e fontes de suprimento,


aquisição de materiais por meio de negociações de preço e condições de pagamento,
bem como o acompanhamento do processo (follow-up) junto aos fornecedores esco-
lhidos e o recebimento do material comprado para controlar e garantir o fornecimento
dentro das especificações solicitadas.

É importante dizer que o setor de compras já foi visto outrora apenas como um

centro gerador de custo. Hoje em dia, essa visão foi alterada. A área em questão

passa a ser enxergada como um centro de lucro, uma vez que a boa administração

do setor rende economias/vantagens para a organização.

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Vejamos uma estrutura básica (comum às empresas) de um departamento res-

ponsável pelo suprimento organizacional:

Dentro das diferentes realidades que a empresa vivencia, existe uma decisão,

quando falamos em suprimento, que qualquer organização precisa tomar. Descentra-

lizar ou centralizar? Vejamos, inicialmente, a figura com as vantagens de cada um.

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Primeiro, é preciso deixar claro que não há uma regra. Centralizar ou descen-

tralizar as compras dentro de uma organização depende da realidade de cada um.

• Centralização: a função de compras é concentrada em um único setor, por

isso ele consegue comprar em quantidades elevadas (reúne todas as compras

de material de escritório, por exemplo). Essa concentração permite a pa-

dronização dos procedimentos e das especificações dos materiais que serão

adquiridos.

• Descentralização: a pouca flexibilidade de um órgão centralizado pode levar

a uma dispersão das compras, quando a empresa possui unidades em dife-

rentes regiões geográficas. Isso permite um contato mais próximo do com-

prador com o seu fornecedor, gerando um atendimento mais qualificado. Uma

opção intermediária seria, juntamente com a criação de setores locais para

compras, manter um órgão central para gerenciar esses setores.

Independente da centralização ou não do processo, o procedimento de compras

segue um determinado roteiro. É o chamado ciclo de compras. Vejamos a ordem

de funcionamento.

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1) Análise das ordens de compras: quando um setor necessita adquirir um

material, ele elabora um documento chamado “ordem de compra”, que é

encaminhado para o setor de compras para análise e prosseguimento. Esse

documento deve conter as especificações dos produtos e suas quantidades.

Nessa análise, caso haja um histórico de compra semelhante, essa base de

dados deverá ser aproveitada;

2) Pesquisa e seleção de fornecedores: principalmente em compras novas,

o setor de compras precisa detectar os melhores fornecedores para aqueles

produtos. A ajuda da área requisitante, que possui o conhecimento técnico

do material requerido, é essencial. Em compras habituais, o comprador pode

fazer uso de um cadastro prévio de fornecedores. Tendo uma gama de forne-

cedores aptos, o setor de compras irá compará-los para selecionar o melhor,

tendo em vista o preço, as condições de pagamento e entrega, etc.;

3) Negociação com os fornecedores: a simples seleção de um fornecedor

não esgota o processo. O comprador precisa barganhar, precisa negociar a

melhor condição de compra possível, a fim de gerar economias à empresa.

É preciso entender que o fornecedor sempre trabalha com uma margem, ou

seja, suas condições iniciais sempre podem ser flexibilizadas em favor da

organização compradora;

4) Acompanhamento do pedido (follow-up): negociada a comercialização,

o fornecedora passa a ser responsável por preparar o pedido para posterior

entrega do material. E o setor de compras, o que faz neste momento? Nada?

Muito pelo contrário... O comprador, agora, deve acompanhar esse pedido

para garantir que os materiais cheguem à empresa na especificação correta,

no momento exato e no local combinado. Para que o setor de compras pos-

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sa realizar esse follow-up do pedido, ele precisa manter contato pessoal (às

vezes, diário) com o fornecedor para verificar o andamento daquilo que foi

pedido. Esse monitoramento pode detectar falhas no processo e evitar futu-

ros problemas para a empresa. Alguns fornecedores disponibilizam sistemas

integrados que permitem que o comprador acompanhe o seu pedido pela

internet ou receba mensagens automáticas na caixa de e-mail (ou via SMS

para o celular) com o andamento do processo;

5) Controle e recebimento: após todo o processo acima descrito, é chegada

a hora do “famoso” material ingressar na empresa compradora. No ato do

recebimento do pedido, é preciso que o comprador verifique se as condições

acordadas foram cumpridas. Isso deve ser realizado independentemente do

follow-up realizado. Somente após o atesto de que tudo está ‘ok’ é que o

setor de compras irá autorizar a entrada dos produtos no armazém/almoxa-

rifado. O recebimento fará também com que o setor de compras autorize o

departamento financeiro a realizar o pagamento devido ao fornecedor.

5. Materiais e Estoque

Dentro das várias atividades da logística está a gestão dos materiais e esto-

que. É importante mencionar que estoque é custo, ou seja, enquanto determinado

produto está em um armazém, ele está gerando custos, como a energia do local,

o aluguel do armazém, etc. Assim, controlar o nível de estoques é fundamental e

estratégico para as empresas. Afinal, tempo é dinheiro, como já sabemos, não é?!

Por outro lado, a falta de um produto pode sair mais caro ainda.

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Por exemplo: imaginemos que determinado produto seja essencial para a fabrica-

ção de outro produto. Se esse produto intermediário falta, o produto final não será

produzido e a empresa pode perder vendas, outros produtos intermediários podem

deteriorar-se, etc.

Assim, a gestão de estoque deve ponderar a quantidade de estoques e a neces-

sidade de se estocar produtos intermediários.

Vejamos as vantagens de estoques altos:

• permite economia de escala nas compras e transporte;

• proteção contra aumento de preços;

• proteção contra incertezas de demanda e tempo de atendimento.

1. (CESPE/ANCINE/2012) A gestão ou administração dos estoques é responsável

por equilibrar as necessidades de recursos das organizações.

De fato, administrar estoques contribui para que a empresa tenha conhecimento

das suas necessidades de matéria-prima para fabricar seus produtos.

É importante mencionar que estoque é custo, ou seja, enquanto determinado pro-

duto está em um armazém, ele está gerando custos, como a energia do local, o

aluguel do armazém, etc. Assim, controlar o nível de estoques é fundamental e

estratégico para as empresas.

Por outro lado, a falta de um produto pode sair mais caro ainda. Por exemplo: imagi-

nemos que determinado produto seja essencial para a fabricação de outro produto.

Se esse produto intermediário falta, o produto final não será produzido e a empresa

pode perder vendas, outros produtos intermediários podem deteriorar-se, etc.

Assim, a gestão de estoque deve ponderar a quantidade de estoques e a necessi-

dade de se estocar produtos intermediários.

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Certo.

Quando falamos em estoque, devemos considerar que não estamos falando so-

mente do produto final, o produto processado, a matéria acabada. Temos alguns

outros tipos de material que são estocados. Vejamos.

Matéria em Processamento (Acabamento): produtos em fase de fabricação.

Matéria-Prima: conjunto de itens que compõe um produto acabado.

Matéria Semiacabada: produto que é comercializado em seu formato pré-acaba-

do, como é comum na indústria do couro, com a venda do couro wet blue ao invés

de vender o couro acabado em determinadas comercializações.

Vamos aprender alguns conceitos que são utilizados nessa matéria.

2. (CESPE/TRE-RJ/2012) Os materiais processados ao longo das diversas seções

que compõem o processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.

Errado.

Esses são os materiais em processamento.

Quando falamos em estoque, devemos considerar que não estamos falando so-

mente do produto final, o produto processado, a matéria acabada. Temos alguns

outros tipos de material que são estocados. Vejamos.

Matéria em Processamento (Acabamento): produtos em fase de fabricação.

Matéria-Prima: conjunto de itens que compõe um produto acabado.

Matéria Semiacabada: produto que é comercializado em seu formato pré-acaba-

do, como é comum na indústria do couro, com a venda do couro wet blue ao invés

de vender o couro acabado em determinadas comercializações.

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Depreciação: é a perda de valor de um bem em função do desgaste pelo uso (va-

riável), pela ação do tempo e pela obsolescência (fixa).

Inventário Físico: é a contagem física dos itens estocados, podendo ser periódica

ou rotativa:

• Periódico: semestralmente ou ao final do exercício, por exemplo. Todos os

itens de uma só vez. É preciso “parar” a empresa.

• Rotativo: contagem permanente, fazendo com que todos os itens sejam

contados ao longo do ano fiscal. Cada grupo de itens é contado em momentos

diferentes. Não é preciso “parar” a empresa.

• Fases do Inventário:

• Levantamento: coleta de dados.

• Arrolamento: momento do registro das quantidades e características levan-

tadas.

• Tombamento: registro geral de documentos.

• Avaliação: unidade de valor é atribuída ao patrimônio inventariado.

3. (CESPE/SEPRO/2013) Inventário é a verificação da existência dos materiais da

empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes, comparada com os

estoques anotados no banco de dados.

Certo.

Perfeito. Não se pode confiar friamente em sistemas. É preciso contar materiais.

Esse é o inventário.

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Inventário Físico: contagem física dos itens estocados, podendo ser periódico ou

rotativo:

• Periódico: semestralmente ou ao final do exercício, por exemplo. Todos os

itens de uma só vez. É preciso “parar” a empresa.

• Rotativo: contagem permanente, fazendo com que todos os itens sejam

contados ao longo do ano fiscal. Cada grupo de itens é contado em momentos

diferentes. Não é preciso “parar” a empresa.

4. (CESPE/TJ-AL/2012) Na gestão patrimonial, o registro das características e das

quantidades determinadas pelo levantamento consiste na etapa de inventário de-

nominada

a) grupamento.

b) mensuração

c) arrolamento.

d) avaliação.

e) identificação.

Certo.

Esse é o arrolamento.

• Levantamento: coleta de dados.

• Arrolamento: momento do registro das quantidades e características levan-

tadas.

• Tombamento: registro geral de documentos.

• Avaliação: unidade de valor é atribuída ao patrimônio inventariado.

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Acurácia dos Controles: mede a porcentagem dos itens com registros exatos.
Nível de Serviço: mostra a eficácia que a gestão de estoque demonstra com
relação aos seus clientes (externos ou internos).
Giro de Estoque: índice que mostra quantas vezes o estoque se renovou.
Cobertura de Estoques: estoque médio suficiente para cobrir a demanda média.
Tempo de Reposição: tempo entre a elaboração da requisição de determinado
produto até a chegada e liberação dessa mercadoria na fábrica.
Lote de Compra: quantidade de produto constante no pedido de compra.
Lote Econômico de Compra (LEC): é o balanceamento econômico que con-
fronta custo de manter estoques com o custo de aquisição de material. A ideia é
igualar (melhor combinação) o custo de manutenção do estoque com o custo de se
adquirir esse material.
Lead-Time: é a soma do tempo de processamento de um pedido, da busca pelo
fornecimento, da produção de itens e do transporte dos itens dentro da cadeia de
suprimento.
Estoque de segurança: quantidade de estoque que é mantida além da de-
manda esperada.
Estoque máximo: é um número que retrata o máximo possível que uma em-
presa pode manter de estoque.
A fórmula para calculá-lo é: est. máx. = est. mín. + lote de compra.
Estoque mínimo: é o número mínimo de produto que a empresa deve ter no
seu armazém. É um conceito bastante parecido com o estoque de segurança. En-
tretanto, o estoque mínimo tende a ser menor do que o de segurança.
A fórmula para calculá-lo é: est. mín. = estoque reserva + (demanda x tempo de
reposição).
O estoque de segurança constitui uma reserva adicional. O estoque mínimo,
caso atingido, acende o alerta para a falta de material.

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Sistema de revisão periódica: trata-se de um sistema de análise de demanda

para a reposição de estoque. Estipulam-se períodos fixos para a compra. De acordo

com a demanda, estipula-se o pedido, que é variável.

Fórmula de ponto de reposição ou de pedido: trata-se de um cálculo que

precisamos fazer para calcular o exato ponto de reposição.

Considere que temos um consumo mensal de 20 unidades de um item. Além

disso, o prazo de recebimento desse produto quando ele é adquirido é de dois me-

ses. Como segurança, a empresa adota o estoque de 5 unidades.

Nesse caso, temos:

C – Consumo mensal: 20 unidades.

E. Seg – Estoque de segurança: 5 unidades.

TR – Tempo de reposição: 2 meses.

PP – Ponto de reposição ou ponto de pedido ou ponto de ressuprimento:?

Aqui, aplicamos a seguinte fórmula:

PP = (C x TR) + E. Seg

Assim, temos:

PP = (20 x 2) + 5 = 45 unidades.

Máximos e mínimos: em contraposição ao sistema de revisão periódica, tem-se

esse sistema de máximos e mínimos. Como ele funciona? Nesse sistema, as quanti-

dades são fixas. Ele é utilizado quando não se tem uma informação precisa sobre o

consumo ou quando existe muita sazonalidade nesse consumo.

Nesses casos, os períodos de reposição são variáveis. Pode ocorrer uma reposi-

ção em 3 semanas e outra em 6 semanas, a depender do consumo.

Nesse sistema, é preciso:

• estipular um consumo do item;

• fixar o período máximo de consumo;

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• calcular o ponto de pedido em função do tempo de reposição pelo fornecedor;

• calcular estoque mínimo e estoque máximo (em função da capacidade do

armazém, por exemplo);

• calcular o lote de compra.

5. (CESPE/ANP/2013) No modelo de lote econômico, a quantidade ótima de es-

toques que deve compor cada pedido de compra é aquela em que os valores dos

custos dos pedidos são iguais aos dos custos de manutenção dos estoques.

Certo.

Isso mesmo. O lote econômico busca a otimização, uma quantidade ótima, econô-

mica. É a melhor compra possível. Essa melhor compra passa pela equalização do

custo de pedir com o custo de manter.

6. (CESPE/PRF/2012) O período de revisão corresponde ao intervalo de tempo en-

tre dois pedidos de um material cujo controle de estoque é realizado pelo sistema

dos máximos e mínimos.

Errado.

O começo da questão está correto. A revisão é o intervalo de tempo entre dois pe-

didos. No entanto, esse tipo de controle é feito pelo sistema de revisão periódica,

em que o momento de pedir é fixo.

Já no sistema dos máximos e mínimos, o momento é variável e quantidade é fixa.

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7. (CESPE/PRF/2012) A definição da taxa de rotatividade de cada item do estoque

independe do preço ou do consumo desse item.

Errado.

Independe? É claro que depende! O giro de um estoque estará relacionado ao seu

consumo e ao seu preço. À medida que se consome um item, maior é a sua rota-

tividade.

Por outro lado, o preço alto de um produto pode diminuir o giro do estoque do item.

Diagrama de Pareto ou Gráfico de Pareto ou Princípio de Pareto é o

famoso “80 20”. Trata-se de gráfico de barras elaborado com base nos dados, co-

letados na Folha de Verificação, sobre as várias causas de um problema ou vários

problemas inter-relacionados. A função desse gráfico é a priorização de problemas,

separando os muitos problemas triviais dos poucos vitais. Nos poucos problemas

vitais, deverão ser concentrados todo foco e atenção, pois respondem por 80% dos

resultados indesejáveis.

Vilfredo Pareto, no final do século XIX, descobriu que 20% da população deti-

nham 80% de toda riqueza de um país. Parece que não mudou muito, não é?! Essa

premissa do 80 20 é totalmente aplicável nas empresas, sendo aceitas pequenas

variações estatísticas:

• 20% dos itens estocados respondem por 80% do valor total em estoque;

• 20% dos clientes respondem por 80% do faturamento total do negócio;

• 20% dos problemas respondem por 80% de todos os resultados indesejáveis

da empresa.

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Essas análises são fundamentais para que as empresas priorizem seus traba-

lhos. Por qual motivo eu vou empreender esforços para clientes que só me rendem

20% do meu lucro?! Será que não seria mais interessante eu, como empresário,

aumentar o foco nos clientes que me rendem 80%, afinal, são eles que pagam o

meu salário?! Parece prudente, não é?!

Vamos fazer uma simulação da análise de problemas na venda de um produto

sob a égide do princípio de Pareto:

Problemas N. de Ocorrências por Mês


Atraso nas entregas de produto 60
Produtos com defeito 10
Estoque insuficiente 70
Pós-venda deficiente 03
Produtos com especificação errada 07
Concorrência 12

Agora vamos ordenar os problemas de acordo com as ocorrências e criar uma

coluna com as ocorrências acumuladas (somando as linhas acima):

N. de Ocorrências Ocorrências
Problemas
por Mês Acumuladas
Estoque insuficiente 70 70
Atraso nas entregas de produto 60 130
Concorrência 12 142
Produtos com defeito 10 152
Produtos com especificação errada 7 159
Pós-venda deficiente 3 162

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Por fim, vamos colocar os valores percentuais das ocorrências acumuladas em

relação ao total de ocorrências, evidenciando os problemas que são responsáveis

por 80% das minhas ocorrências:

N. de Ocorrências Ocorrências Em Relação


Problemas
por Mês Acumuladas ao Total
Estoque insuficiente 70 70 43,21%
Atraso nas entregas de
60 130 80,25%
produto
Concorrência 12 142 87,65%
Produtos com defeito 10 152 93,83%
Produtos com especificação
7 159 98,15%
errada
Pós-venda deficiente 3 162 100,00%

Veja que essa relação nos dá a tônica do que fazer: aumentar o nível de produ-

ção para evitar a insuficiência de estoque e controlar melhor a entrega dos produtos.

Olhando “mais de perto” essas causas, eu terei condições de combate-las melhor.

Com certeza, atuando nesse sentido, uma nova relação de ocorrências feita

tempos depois nos trará uma nova configuração, com diferentes participações re-

lativas e novas atuações mais focadas. Veja que isso nos diz que o diagrama de

Pareto deve ser feito continuamente.

Princípio do Menor Esforço: tempos depois, em meados do século XX, Geor-

ge Zipf acabou reelaborando o Princípio de Pareto, adotando-o no tocante ao es-

forço. Segundo ele, as pessoas tendiam a minimizar seus esforços, de maneira que

cerca de 20% de recursos levariam a 80% do resultado.

Análise ABC: separa-se itens em ordem de importância (valor financeiro), sen-

do o grupo A o mais importante, o B um pouco menos, e o C menos ainda. Com

essa separação, é possível diferenciar o tratamento de cada grupo, dispensando

mais atenção ao grupo A.

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A chamada curva ABC é baseada no raciocínio do Diagrama de Pareto, o 80 20.

Vejamos:

100
95

% Valor 80

B C

20 50 100
% Quantidade de Itens

Classificação XYZ: O raciocínio é análogo ao ABC. No entanto, os critérios são

diferentes.

• X: materiais que possuem similares;

• Y: material que possui similar, mas a sua falta atrapalha a qualidade dos

serviços.

• Z: material sem similares, cuja falta é crítica.

8. (CESPE/ANP/2013) A curva ABC é construída exclusivamente com base nas

quantidades de cada item que compõe o estoque. O objetivo é identificar os itens

cujas quantidades sejam mais significativas, os quais estarão sujeitos a um contro-

le mais rígido.

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Errado.

Não é quantidade o parâmetro para que um item seja classificado como A, B ou C.

O critério na curva é a importância, o valor financeiro. Um item de estoque será

considerado “A” se ele tiver importância relativa (comparada aos demais itens) alta.

A partir da classificação, é estabelecido o controle mais rígido para itens A e menos

rígido para itens C.

9. (CESPE/ANP/2013) O método da curva ABC baseia-se no diagrama de Ishikawa

para criar uma graduação que prioriza o controle dos itens mais significativos do

estoque.

Errado.

Ishikawa??? É Pareto, não é? Pareto e ABC fazem priorização. Diagrama de Ishi-

kawa organiza causas e efeitos. Vamos relembrar:

Diagrama de Pareto – é o 80 20. Gráfico de barras elaborado com base nos

dados coletados na Folha de Verificação, sobre as várias causas de um problema

ou vários problemas inter-relacionados. Permite priorizar problemas separando os

muitos problemas triviais dos poucos vitais. Nos poucos problemas vitais deverão

ser concentrados todo foco e atenção, pois respondem por 80% dos resultados in-

desejáveis.

Vilfredo Pareto descobriu que 20% da população detinham 80% de toda riqueza

de um país, premissa universalmente verdadeira, haja vista que, nas empresas,

– aceitas pequenas variações estatísticas –, 20% dos itens estocados respondem

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por 80% do valor total em estoque; 20% dos clientes respondem por 80% do fa-

turamento total do negócio e também 20% dos problemas respondem por 80% de

todos os resultados indesejáveis da empresa.

Diagrama de causa e efeito – O diagrama de causa e efeito, também chamado

de diagrama de Ishikawa ou espinha de peixe, é uma ferramenta muito importan-

te na administração. Ishikawa foi o engenheiro que propôs o diagrama, mas, essa

espinha de peixe, como funciona? Veja o desenho.

10. (CESPE/TJ-RO/2012) Caso um gestor de materiais adote a classificação ABC

para organizar um estoque,

a) a margem de erro será menor em todos os itens do estoque.

b) o benefício relativo será menor nos itens de maior importância.

c) excederão os itens de baixa rotatividade em estoque.

d) serão priorizados os itens do estoque mais relevantes.

e) será de difícil execução a análise dos itens do estoque.

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Letra d.

A classificação ABC objetiva a priorização, diante de uma grande quantidade de

itens. Assim, aquilo que for mais relevante será priorizado.

5.1. Tipos de Classificação

A classificação de um material objetiva o seu agrupamento de acordo com de-

terminadas características. A ideia é evitar confusões e facilitar consolidações.

Vejamos alguns critérios de classificação dos materiais:

• De acordo com a perecibilidade

− Em face do tempo: prazo de validade.

− Questões higroscópicas. Ex.: sal do mar.

− Instabilidade. Produtos químicos.

− Por colisão ou queda. Vidros, cristais.

− Ação da luz. Filmes fotográficos.

− Ação de animais. Madeira.

• Em face da demanda

− Materiais de estoque: matérias-primas em geral, produtos em fabricação.

− Materiais não de estoque: demanda imprevisível, sem parâmetros de res-

suprimento.

• Em face da criticidade

− Dificuldades de obtenção: produto importado.

− Questões econômicas: valor elevado do produto.

− Dificuldades na armazenagem: material perigoso.

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5.2. Recebimento e Armazenagem/Entrada/Conferência

No tocante ao recebimento de um material, temos a fase da entrada desse

bem. Esse é o início do recebimento, com a entrada do caminhão na fábrica, com

a triagem da documentação, encaminhamento para descarga e cadastro dos dados

no sistema.

Na conferência, realiza-se a verificação da quantidade na nota fiscal, comparan-

do-se com o que efetivamente tem a carga. A contagem pode ser:

• manual, para pequenas quantidades.

• com cálculo, no caso de embalagens com padronização (engradados, por

exemplo). São cargas unitizadas.

• por meio de balanças.

• medição.

MRP (Manufacturing Resources Planning): o planejamento de recursos

materiais permite um controle eficaz para o dimensionamento de estoques em si-

tuações de demandas independentes.

A partir de um plano de fabricação de determinado produto para um determina-

do período, são calculados os itens que compõem o produto final: matérias-primas,

embalagens, etc. Deve ser considerado o estoque de cada item para que se obte-

nha a quantidade correta a ser comprada.

O Planejamento das Necessidades de Materiais (Manufacturing Requirements

Planning – MRP) é um sistema criado na década de 1960 que estabelece, por meio

do computador, relações entre as seguintes atividades:

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• previsão de vendas;

• planejamento da produção;

• programação da produção/materiais;

• compras;

• contabilidade de custos;

• controle da produção.

O MRP também permite que sejam incluídos o cadastro de materiais, a lista de

materiais, a emissão e o controle de ordens de pedido, rotinas do processo produ-

tivo e os saldos de estoque.

Primeiramente, é preciso prever as vendas. A partir daquilo que foi previsto,

entra em cena o programa mestre de produção, que é a programação de produção

para atender à previsão.

A partir da lista de materiais (bill of materials – BOM) que compõem o produto,

são estabelecidos a relação entre a quantidade do produto e de cada material com-

ponente. Então, multiplica-se essa relação pelo que foi programado para o produto.

Assim, se eu preciso produzir 100 unidades do produto e são necessários três uni-

dades do material para cada produto, eu precisarei de 300 unidades desse material.

Estoque de
Previsão Programação Lista de Necessidades
- Produtos = X =
de Vendas de produção materiais de materiais
Acabados

Na lista de materiais, é preciso sempre considerar uma porcentagem de refugo/

estoque de segurança. Além disso, assim como os produtos, é preciso sempre ve-

rificar o estoque físico desses materiais.

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O MRP ou MRP I surgiu da necessidade de se planejar a demanda dependente

(materiais em face dos produtos). O MRP II (Manufacturing Resources Planning

– Planejamento dos Recursos de Produção) é uma evolução do primeiro; a partir

do desenvolvimento da tecnologia, tornou-se possível envolver insumos, como os

equipamentos, as instalações, o pessoal, áreas de estocagem, etc. A última evolu-

ção do conceito veio com a ERP (Enterprise Resorce Planning). No ERP, está inseri-

da a abrangência dos recursos empresariais.

O CRP (Planejamento das Necessidades de Capacidade) “trabalha” junto com o

MRP. Agora eu não estou mais preocupado com a relação dos insumos e dos ma-

teriais com o produto. Considerando que eu tenha os ingredientes para fazer meu

bolo, eu preciso agora saber também como será feito esse bolo a partir da mão-de-

-obra existente. É aí que entra o CRP.

11. (CESPE/ANP/2013) Considere que uma empresa industrial consuma sessenta

unidades de matéria-prima por semana e que deseje manter um estoque de segu-

rança de trinta unidades durante o tempo de reposição de suprimentos, sendo de

duas semanas o prazo para receber do fornecedor cada novo lote de matéria-prima

adquirida. Nessa situação, o ponto de reposição de matéria-prima dessa empresa

será igual a cento e vinte unidades.

Não são 120 unidades. Vamos entender descrevendo o enunciado e aplicando a

fórmula.

Errado.

C – Consumo semanal: 60 unidades.

E. Seg – Estoque de segurança: 30 unidades.

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TR – Tempo de reposição: 2 semanas.

PP – Ponto de reposição ou ponto de pedido?

Aqui, aplicamos a seguinte fórmula:

PP = (C x TR) + E. Seg

Assim, temos:

PP = (60 x 2) + 30 = 150 unidades.

12. (CESPE/ANCINE/2012) Na definição do nível adequado de estoque, devem ser

consideradas as necessidades de uso dos itens guardados e desconsideradas as

questões financeiras envolvidas.

Errado.

Necessidade e custo serão sempre consideradas. Assim, questões financeiras de-

vem ser levadas em conta.

É importante mencionar que estoque é custo, ou seja, enquanto determinado pro-

duto está em um armazém, ele está gerando custos, como a energia do local, o

aluguel do armazém, etc. Assim, controlar o nível de estoques é fundamental e

estratégico para as empresas.

13. (CESPE/IFB/2011) O estabelecimento da rede de fornecimento de forma de-

finitiva permite o ajuste às mudanças estruturais da sociedade e às suas novas

demandas.

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Errado.

A própria questão nos ajudou. Se foi estabelecido de forma definitiva, não há es-

paço para mudanças. Não havendo esse espaço, novas demandas não podem ser

atendidas.

Por isso, a flexibilidade é fundamental.

5.3. Avaliação de Estoques

Os métodos abaixo objetivam o controle dos estoques. Cada um deles adotam

um critério específico. Vejamos.

Custo Específico: utilizado para avaliar estoques com alto valor, como automó-

veis, obras de arte, imóveis. Nesse método, atribui-se, a cada unidade do estoque,

o preço efetivamente pago por ela.

PEPS: é o famoso primeiro que entra, primeiro que sai. Em inglês, temos o FIFO

(first in, first out). Esse método é muito comum em supermercados, para evitar o

vencimento de produtos. À medida que novos produtos chegam nas prateleiras, eles

são colocados no fundo para que o consumidor pegue o produto mais antigo, aquele

que chegou primeiro, evitando-se assim o vencimento ou o desgaste de produtos.

UEPS: outra sigla, que representa o último que entra é o primeiro a sair. Em inglês,

temos o LIFO (last in, first out). Esse método pode ser facilmente reconhecido na

despensa das nossas casas. Quando compramos um produto, geralmente, coloca-

mos ele à frente dos demais que lá já estavam.

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Custo Médio (Móvel): forma de calcular o estoque que tira uma média dos valo-

res de todos os produtos estocados. À medida que novos itens vão entrando, novas

médias são calculadas; daí o nome de custo móvel.

Custo Médio Ponderado: nesse método, que é parecido com o custo médio, são

estabelecidos pesos maiores para os períodos mais recentes.

14. (CESPE/TJ-AL/2012) O método FIFO é indicado

a) na gestão de estoques que considera a média de tempo de entrada dos itens

em estoque.

b) na gestão de estoques caso se deseje adotar um método de gestão de estoques

onde os itens mais antigos, ou seja, que chegaram primeiro sejam os primeiros a sair.

c) quando se quer manter no estoque apenas os itens que possuem prazo de vali-

dade maior, independente da data de entrada no estoque.

d) quando o último item que entra é o primeiro que sai.

e) quando se quer manter no estoque apenas os itens que possuem prazo de vali-

dade menor, independente da data de entrada no estoque.

Letra b.

FIFO = first in, first out

É a mesma coisa que PEPS – primeiro que entra, primeiro que sai. Assim, aqueles

que entraram primeiro (os mais antigos), saem primeiro, evitando envelhecimento,

perdimento, vencimento, prejuízo, etc.

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6. Outros Conceitos

6.1. Integração

Integração Vertical: estratégia de compra de empresas dentro da cadeia de su-

primentos para obter vantagem competitiva. Há dois tipos.

• Integração à montante: compra de fornecedores, como a Coca-Cola com-

prando empresas dedicadas à confecção de embalagens.

• Integração à jusante: compra de clientes, como um atacadista comprando

um supermercado.

Integração Horizontal: compra de concorrentes também para obter vantagem

competitiva.

6.2. Just-in-Time (JIT)

Podendo ser traduzido como “bem na hora”, o sistema JIT, que surgiu no Japão

após a Segunda Guerra Mundial, procura melhor processos através da eliminação

dos desperdícios. Com base em uma gestão de estoques eficaz, o ideal do JIT é que

o cliente que receba aquela mercadoria esteja realmente necessitando do produto.

Uma vez precisando do produto, ele não irá estocá-lo, irá utilizá-lo.

Suponhamos que uma fábrica fez um pedido de material que será usado em

sua produção. A melhor hora de essa mercadoria chegar é quando o estoque desse

produto pedido estiver zerando. Assim, a mercadoria chegou bem na hora.

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Outros conceitos:

Kanban: é um sistema organizado de estoques, através da ilustração de deta-

lhes de cada mercadoria. À medida que as mercadorias transitam na fábrica, essa

ilustração vai ganhando mais detalhes, como a sua validade, a sua quantidade, a

sua especificação, etc.

O sistema é acionado para reposição de estoque, com os seguintes fatores sen-

do indicados:

• O quê?

• Quando?

• Quanto fornecer/produzir?

É uma maneira de controlar estoques sempre eliminando desperdícios.

Kaizen: significa melhoria contínua, gradual. Conceito advindo do Japão nos anos

50 do século passado, o kaizen visa o bem tanto da empresa quanto do funcionário

que lá trabalha. Nessa técnica, sempre é possível fazer melhor, nenhum dia deve

passar sem uma melhoria implantada, seja para a empresa ou para o indivíduo.

6.3. Arranjo Físico/Layout

Vejamos o que são esses arranjos físicos, também conhecidos como layouts.

Quando pensamos em uma instalação física em que ocorre uma operação pro-

dutiva, o layout é o modo de disposição física dos recursos existentes (máquinas,

materiais de escritório, departamentos, pessoas, etc.).

Quando uma empresa decide o seu layout, ela deve sempre ter em mente a

sua estratégia, deve saber as atividades que agregam valor e as que não agregam.

Com essas informações, ela pode fazer as suas escolhas de arranjo. A ideia é sem-

pre otimizar tempo e custo.

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São quatro os tipos de arranjo (3 clássicos e 1 híbrido):

• Clássico

− Posicional: típico em situações de baixo volume, mas de alta variedade. O

fluxo é intermitente. O produto é fixo no ambiente, pois ele é muito grande.

− Processo (funcional): volumes maiores que o posicional, com variedades

relativamente altas. Fluxo menos intermitente. Recursos similares são

mantidos juntos.

− Produto: volumes altos e pouca variedade. O fluxo é contínuo. É bastante

especializado e com baixo custo, já que há pouca variedade.

• Híbrido

− Celular: volumes menores que o arranjo por produto, mas maiores que o

arranjo por processo. A variedade é relativamente baixa. Fluxo mais con-

tínuo. As máquinas são dedicadas a um grupo exclusivo. Pode ser caro na

instalação, mas é bastante flexível e típico para produção em massa.

15. (CESPE/MPU/2013) O arranjo físico ou layout refere-se à melhor disposição de

equipamentos, pessoas e materiais para o processo produtivo.

Certo.

De fato, o arranjo objetiva essa melhor disposição.

Quando pensamos em uma instalação física em que ocorre uma operação produ-

tiva, o layout é o modo de disposição física dos recursos existentes (máquinas,

materiais de escritório, departamentos, pessoas, etc.).

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Quando uma empresa decide o seu layout, ela deve sempre ter em mente a sua es-

tratégia, deve saber as atividades que agregam valor e as que não agregam. Com

essas informações, ela pode fazer as suas escolhas de arranjo. A ideia é sempre

otimizar tempo e custo.

6.4. Nível Ótimo de Capacidade

É preciso, portanto, definir o tamanho das instalações da empresa. Para cada

tamanho da instalação, a empresa terá determinado nível de atividade de produ-

ção. Esse nível varia de mercado para mercado.

De qualquer forma, existe um nível mínimo em que a empresa precisa ope-

rar. Abaixo disso, o custo médio de produção para cada unidade começa a subir,

uma vez que os custos fixos passam a ser cobertos por um número menor de

unidades fabricadas.

Vejamos alguns conceitos importantes:

Custo de aquisição ou de produção: valor de entrada do produto na fábrica.

Custo de aquisição de materiais: valor pago ao fornecedor – os impostos

recuperáveis + os valores incorridos pela empresa para deixar o bem em condi-

ções de uso.

Custo de produção: custo de aquisição + gastos incorridos na produção.

Exemplos de custos de produção: matéria-prima consumida, energia elétrica da

fábrica, salários da fábrica, depreciação da fábrica, seguro da fábrica.

Custos diretos: custos diretamente relacionados, facilmente identificados a

determinado objeto.

Exemplo: matéria-prima consumida, salário do operário.

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Custos indiretos: custos que não podem ser identificados com um objeto es-

pecífico, sendo comuns a dois ou mais objetos (devendo ser rateados).

Exemplos: depreciação, manutenção, aluguel, seguro.

Custos fixos: são constantes dentro de determinada capacidade de instalação.

Assim, a cada aumento na produção, não há aumento desses custos.

Custos variáveis: acompanham a variação da produção.

Vejamos os gráficos abaixo.

6.5. Patrimônio

A administração do patrimônio (ou do ativo imobilizado/fixo) da empresa é

tarefa de suma importância no ambiente organizacional. E o que faz parte do pa-

trimônio da empresa? Basicamente, tudo o que ela não tem intenção de vender,

como os equipamentos de escritório, as máquinas utilizadas na fabricação, as ins-

talações físicas, etc.

Podemos citar três premissas que se encaixam em um patrimônio:

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• não ter como destino ser vendido;

• ser permanente, ainda que relativamente;

• ser usado na operação do negócio da empresa.

Diferente do patrimônio são as matérias-primas, os produtos em processamen-

to e os produtos acabados. Esses são destinados à venda presente ou futura.

6.6. Destinação do Material

Os materiais podem ser classificados da seguinte maneira.

• Recuperável: quando for possível recuperar, no máximo, 50% do seu valor

de mercado.

• Ocioso: quando não estiver sendo aproveitado, embora esteja em perfeitas

condições de uso.

• Irrecuperável: em face da perda das características ou por razões de invia-

bilidade econômica de recuperação, esse material deixa de ser destinado para

o fim destinado anteriormente.

• Antieconômico: de manutenção cara (onerosa) ou rendimento baixo em

face do desgaste.

6.7. SIASG

A função do SIASG é a operacionalização do Sistema de Serviços Gerais – SISG,

sendo que as principais atividades que podemos destacar é: gestão de materiais

(copa e limpeza, por exemplo), gestão de edificações públicas (manutenção, por

exemplo), gestão de veículos oficiais, licitações e contratos, convênios, etc.

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A SLTI, estrutura administrativa relacionada a esse sistema, também é uma se-

cretaria pertencente ao Ministério do Planejamento.

Comparando-se com o SIAFI, o SIASG é um sistema menos abrangente, pois

contempla apenas os órgãos do Poder Executivo.

Todo e qualquer cadastramento de fornecedores (vencedores de licitações) é

feito por meio do SIASG, o que agiliza os processos de compras públicas. Além

disso, o sistema permite que a sociedade visualize as informações acerca das lici-

tações, gerando transparência da atuação pública.

Com relação à transparência, uma medida fundamental para o seu aprimora-

mento foi a implantação do portal ComprasNet. Esse portal é um ambiente em que

a sociedade pode obter informações relacionadas a licitações. Além disso, a parti-

cipação dos fornecedores é maior, o que pode reduzir os preços praticados para a

Administração.

Vejamos os subsistemas do SIASG.

• Subsistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF;

• Subsistema de Gestão de Contratos – SICON;

• Subsistema de Preços Praticados – SISPP;

• Subsistema de Registro de Preços – SRP;

• Subsistema de Divulgação Eletrônica de Compras e Contratações – SIDEC;

• Subsistema de Gestão de Convênio – SICONV.

Vamos destacar os mais importantes.

SICONV: é o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse. É o

chamado Portal dos convênios, que tem a finalidade de facilitar a apresentação de

projetos aos programas federais.

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As entidades privadas que pretendam celebrar convênio com a Administração

Pública deverão realizar cadastro prévio no SICONV.

É também pelo SICONV que são registrados a celebração, a liberação dos recur-

sos, o acompanhamento da execução e a prestação de contas de convênios, sendo

aberto ao público, por meio da Internet.

O Portal dos Convênios é gerido por uma comissão gestora, composta por repre-

sentantes da Secretaria do Tesouro Nacional (Ministério da Fazenda), da Secretaria

de Orçamento Federal (Ministério do Planejamento), da Secretaria de Logística e

Tecnologia da Informação (Ministério do Planejamento) e da Secretaria Federal de

Controle Interno (CGU).

SICON: esse subsistema de gestão de contratos é responsável pelo registro

e acompanhamento dos contratos que são firmados no âmbito da Administração

Pública Federal. Esse acompanhamento envolve a boa e regular execução, o acom-

panhamento dos cronogramas físico-financeiros, o cumprimento do objeto, etc.

SICAF: é pelo SICAF que se organiza o cadastro de fornecedores que atendem

à Administração. A finalidade é cadastrar aqueles que tenham interesse em parti-

cipar de licitações. É possível ainda, por esse sistema, acompanhar o desempenho

dos fornecimentos. O cadastro envolve vários níveis, observados abaixo.

• Credenciamento;

• Habilitação Jurídica;

• Regularidade Fiscal Federal;

• Regularidade Fiscal Estadual/Municipal;

• Qualificação Técnica; e

• Qualificação econômico-financeira.

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Por meio do SICAF, é feita a habilitação parcial do fornecedor para participar de

certames licitatórios. Essa habilitação parcial é dispensada nos casos de convite.

Na tomada de preços e na concorrência, só há dispensa nos casos de aquisição de

materiais para entrega imediata que não dependam de assistência técnica.

16. (CESPE/STF/2008) O Sistema de Gestão de Contratos (SICON) é um subsiste-

ma do Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG), que, entre

outras finalidades, visa efetuar o acompanhamento da execução dos contratos dos

órgãos e entidades da administração federal, em consonância com os respectivos

cronogramas físico-financeiros.

Certo.

Isso mesmo. Esse subsistema de gestão de contratos é responsável pelo registro

e acompanhamento dos contratos que são firmados no âmbito da Administração

Pública Federal. Esse acompanhamento envolve a boa e regular execução, o acom-

panhamento dos cronogramas físico-financeiros, o cumprimento do objeto, etc.

17. (CESPE/TCU/2007) Para estimar os valores de licitações para compras ou para

avaliar a compatibilidade dos valores a serem contratados, os gestores podem con-

sultar o módulo denominado sistema de preços praticados, que registra os valores

praticados nos processos de contratações governamentais.

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Certo.

A função do SIASG é a operacionalização do Sistema de Serviços Gerais – SISG,

sendo que as principais atividades que podemos destacar é: gestão de materiais

(copa e limpeza, por exemplo), gestão de edificações públicas (manutenção, por

exemplo), gestão de veículos oficiais, licitações e contratos, convênios, etc.

A SLTI, estrutura administrativa relacionada a esse sistema, também é uma secre-

taria pertencente ao Ministério do Planejamento.

Comparando-se com o SIAFI, o SIASG é um sistema menos abrangente, pois con-

templa apenas os órgãos do Poder Executivo.

Todo e qualquer cadastramento de fornecedores (vencedores de licitações) é feito

por meio do SIASG, o que agiliza os processos de compras públicas. Além disso,

o sistema permite que a sociedade visualize as informações acerca das licitações,

gerando transparência da atuação pública.

Com relação à transparência, uma medida fundamental para o seu aprimoramen-

to foi a implantação do portal ComprasNet. Esse portal é um ambiente em que a

sociedade pode obter informações relacionadas a licitações. Além disso, a partici-

pação dos fornecedores é maior, o que pode reduzir os preços praticados para a

Administração.

Vejamos os subsistemas do SIASG.

• Subsistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF;

• Subsistema de Gestão de Contratos – SICON;

• Subsistema de Preços Praticados – SISPP;

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• Subsistema de Registro de Preços – SRP;

• Subsistema de Divulgação Eletrônica de Compras e Contratações – SIDEC;

• Subsistema de Gestão de Convênio – SICONV.

Exatamente isso. O subsistema de preços praticados faz parte do SIASG.

18. (CESPE/IFB/2011) Uma estrutura mais centralizada com menos armazéns ten-

de a ter custos maiores de transporte de saída de produtos acabados.

Certo.

Quando a empresa centraliza seu armazém, ela tende a ficar longe de seus clien-

tes. Essa distância encarece o frete (transporte) dos seus produtos finais.

Várias empresas adotam a descentralização de armazéns para estar perto da maio-

ria dos clientes. Essa localização estratégica, além de diminuir o custo de transpor-

te, faz com que o cliente seja atendido com mais rapidez.

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RESUMO

Compras

Conceitos

Acurácia dos Controles: mede a porcentagem dos itens com registros exatos.

Nível de Serviço: mostra a eficácia que a gestão de estoque demonstra com

relação aos seus clientes (externos ou internos).

Giro de Estoque: índice que mostra quantas vezes o estoque se renovou.

Cobertura de Estoques: estoque médio suficiente para cobrir a demanda média.

Tempo de Reposição: tempo entre a elaboração da requisição de determinado

produto até a chegada e liberação dessa mercadoria na fábrica.

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Lote de Compra: quantidade de produto constante no pedido de compra.

Lote Econômico de Compra (LEC): é o balanceamento econômico que con-

fronta custo de manter estoques com o custo de aquisição de material. A ideia é

igualar (melhor combinação) o custo de manutenção do estoque com o custo de se

adquirir esse material.

Lead-Time: é a soma do tempo de processamento de um pedido, da busca pelo

fornecimento, da produção de itens e do transporte dos itens dentro da cadeia de

suprimento.

Estoque de segurança: quantidade de estoque que é mantida além da de-

manda esperada.

Estoque máximo: é um número que retrata o máximo possível que uma em-

presa pode manter de estoque. A fórmula para calculá-lo é: est. máx. = est. mín.

+ lote de compra.

Estoque mínimo: é o número mínimo de produto que a empresa deve ter no

seu armazém. A fórmula para calculá-lo é: est. mín. = estoque reserva + (deman-

da x tempo de reposição). É um conceito bastante parecido com o estoque de se-

gurança. Entretanto, o estoque mínimo tende a ser menor do que o de segurança.

O estoque de segurança constitui uma reserva adicional. O estoque mínimo,

caso atingido, acende o alerta para a falta de material.

Sistema de revisão periódica: trata-se de um sistema de análise de demanda

para a reposição de estoque. Estipulam-se períodos fixos para a compra. De acordo

com a demanda, estipula-se o pedido, que é variável.

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MRP

Estoque de
Previsão Programação Lista de Necessidades
- Produtos = X =
de Vendas de produção materiais de materiais
Acabados

Integração

Integração Vertical: estratégia de compra de empresas dentro da cadeia de

suprimentos para obter vantagem competitiva. Há dois tipos:

• integração à montante: compra de fornecedores, como a Coca-Cola compran-

do empresas dedicadas à confecção de embalagens.

• integração à jusante: compra de clientes, como um atacadista comprando um

supermercado.

Integração Horizontal: compra de concorrentes também para obter vantagem

competitiva.

19. (CESPE/TJ-AL/2012) Ao se classificar um almoxarifado com base na classifica-

ção ABC, os itens mais volumosos e que agregam pouco resultado para a organiza-

ção devem ser incluídos na(s) classe(s)

a) A e C.

b) B e C.

c) A.

d) B.

e) C.

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Errado.

Palavra-chave da questão: agregam pouco. Sendo assim, eu classifico esse item

como menos importante, como “C”.

20. (CESPE/TJ-AL/2012) A respeito da curva ABC, assinale a opção correta.

a) Os itens da classe C devem receber atenção antes dos demais.

b) Os itens da classe B são os de menor importância.

c) Os itens da classe A são os mais numerosos.

d) A última ação a ser tomada na montagem da curva ABC é a divisão dos itens

em classes A, B e C.

e) A utilização da curva ABC reduz as imobilizações em estoque, porém prejudica

a segurança.

Letra d.

Vejamos cada item.

d) Essa é a nossa resposta. Primeiro, é preciso caracterizar cada item, estabelecer

um parâmetro. Depois disso é que se classifica o item em A, B ou C.

a) Itens A são os que recebem atenção primária.

b) Menor importância é item C.

c) Não necessariamente. São os mais importantes.

e) Não reduz imobilizações. Os itens C, por não serem priorizados, poderão sofrer

esse tipo de consequência.

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

1. (CESPE/ANCINE/2012) A gestão ou administração dos estoques é responsável

por equilibrar as necessidades de recursos das organizações.

2. (CESPE/TRE-RJ/2012) Os materiais processados ao longo das diversas seções

que compõem o processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.

3. (CESPE/SEPRO/2013) Inventário é a verificação da existência dos materiais da

empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes, comparada com os

estoques anotados no banco de dados.

4. (CESPE/TJ-AL/2012) Na gestão patrimonial, o registro das características e das

quantidades determinadas pelo levantamento consiste na etapa de inventário de-

nominada

a) grupamento.

b) mensuração

c) arrolamento.

d) avaliação.

e) identificação.

5. (CESPE/ANP/2013) No modelo de lote econômico, a quantidade ótima de es-

toques que deve compor cada pedido de compra é aquela em que os valores dos

custos dos pedidos são iguais aos dos custos de manutenção dos estoques.

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6. (CESPE/PRF/2012) O período de revisão corresponde ao intervalo de tempo en-

tre dois pedidos de um material cujo controle de estoque é realizado pelo sistema

dos máximos e mínimos.

7. (CESPE/PRF/2012) A definição da taxa de rotatividade de cada item do estoque

independe do preço ou do consumo desse item.

8. (CESPE/ANP/2013) A curva ABC é construída exclusivamente com base nas

quantidades de cada item que compõe o estoque. O objetivo é identificar os itens

cujas quantidades sejam mais significativas, os quais estarão sujeitos a um contro-

le mais rígido.

9. (CESPE/ANP/2013) O método da curva ABC baseia-se no diagrama de Ishikawa

para criar uma graduação que prioriza o controle dos itens mais significativos do

estoque.

10. (CESPE/TJ-RO/2012) Caso um gestor de materiais adote a classificação ABC

para organizar um estoque,

a) a margem de erro será menor em todos os itens do estoque.

b) o benefício relativo será menor nos itens de maior importância.

c) excederão os itens de baixa rotatividade em estoque.

d) serão priorizados os itens do estoque mais relevantes.

e) será de difícil execução a análise dos itens do estoque.

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11. (CESPE/ANP/2013) Considere que uma empresa industrial consuma sessenta

unidades de matéria-prima por semana e que deseje manter um estoque de segu-

rança de trinta unidades durante o tempo de reposição de suprimentos, sendo de

duas semanas o prazo para receber do fornecedor cada novo lote de matéria-prima

adquirida. Nessa situação, o ponto de reposição de matéria-prima dessa empresa

será igual a cento e vinte unidades.

12. (CESPE/ANCINE/2012) Na definição do nível adequado de estoque, devem ser

consideradas as necessidades de uso dos itens guardados e desconsideradas as

questões financeiras envolvidas.

13. (CESPE/IFB/2011) O estabelecimento da rede de fornecimento de forma de-

finitiva permite o ajuste às mudanças estruturais da sociedade e às suas novas

demandas.

14. (CESPE/TJ-AL/2012) O método FIFO é indicado

a) na gestão de estoques que considera a média de tempo de entrada dos itens

em estoque.

b) na gestão de estoques caso se deseje adotar um método de gestão de estoques

onde os itens mais antigos, ou seja, que chegaram primeiro sejam os primeiros a sair.

c) quando se quer manter no estoque apenas os itens que possuem prazo de vali-

dade maior, independente da data de entrada no estoque.

d) quando o último item que entra é o primeiro que sai.

e) quando se quer manter no estoque apenas os itens que possuem prazo de vali-

dade menor, independente da data de entrada no estoque.

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15. (CESPE/MPU/2013) O arranjo físico ou layout refere-se à melhor disposição de

equipamentos, pessoas e materiais para o processo produtivo.

16. (CESPE/STF/2008) O Sistema de Gestão de Contratos (SICON) é um subsiste-

ma do Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG), que, entre

outras finalidades, visa efetuar o acompanhamento da execução dos contratos dos

órgãos e entidades da administração federal, em consonância com os respectivos

cronogramas físico-financeiros.

17. (CESPE/TCU/2007) Para estimar os valores de licitações para compras ou para

avaliar a compatibilidade dos valores a serem contratados, os gestores podem con-

sultar o módulo denominado sistema de preços praticados, que registra os valores

praticados nos processos de contratações governamentais.

18. (CESPE/IFB/2011) Uma estrutura mais centralizada com menos armazéns ten-

de a ter custos maiores de transporte de saída de produtos acabados.

19. (CESPE/TJ-AL/2012) Ao se classificar um almoxarifado com base na classifica-

ção ABC, os itens mais volumosos e que agregam pouco resultado para a organiza-

ção devem ser incluídos na(s) classe(s)

a) A e C.

b) B e C.

c) A.

d) B.

e) C.

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20. (CESPE/TJ-AL/2012) A respeito da curva ABC, assinale a opção correta.

a) Os itens da classe C devem receber atenção antes dos demais.

b) Os itens da classe B são os de menor importância.

c) Os itens da classe A são os mais numerosos.

d) A última ação a ser tomada na montagem da curva ABC é a divisão dos itens

em classes A, B e C.

e) A utilização da curva ABC reduz as imobilizações em estoque, porém prejudica

a segurança.

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QUESTÕES DE CONCURSOS

21. (CESPE/PRF/2012) Caso todos os itens de um estoque tenham a mesma parti-

cipação no valor financeiro total dos estoques, a curva ABC será representada por

uma reta.

22. (CESPE/SERPRO/2013) O gerente que adota a classificação ABC para controle do

seu estoque possui uma pequena quantidade de produtos na denominada classe C.

23. (CESPE/BACEN/2013) A curva ABC, embasada no princípio de Pareto, divide os

materiais em três grupos. O grupo A compreende grande quantidade de itens de

pouco valor monetário e de menor importância. O grupo B constitui-se de poucos

itens com grande valor, peso e volume. O grupo C abrange os itens de importância

intermediária.

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24. (CESPE/IBAMA/2013)

Considere que a curva ABC mostrada acima obedece aos critérios de construção

apresentados na tabela conseguinte. Com base nos parâmetros apresentados, e

considerando que os itens do estoque estejam enumerados de I a X, é correto afir-

mar que o item III pertence à classe B da classificação ABC.

25. (CESPE/ANVISA/2016) Situação hipotética: No estoque de determinada em-

presa, 5 itens integram o grupo de maior valor e correspondem a 75% do valor do

estoque; 20 itens integram o grupo de valor intermediário e correspondem a 20%

do valor do estoque; 75 itens integram o grupo de menor valor e correspondem a

5% do valor do estoque. Assertiva: Nessa situação, no modelo proposto pela curva

ABC, a classificação respectiva desses dados, por importância de valor, resulta em:

A = 5%, B = 20% e C = 75%.

26. (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/2012) A aplicação da curva ABC no controle de

obras baseia-se no princípio de Pareto.

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27. (CESPE/MPU/2013)

Na figura, a curva ABC representa uma situação em que não há nenhuma concen-

tração.

28. (CESPE/SEDF/2017) A finalidade do controle de estoques consiste em verificar

a obediência aos critérios de estocagem e o alcance de objetivos nas diversas fases

de elaboração de um produto ou serviço.

29. (CESPE/SEDF/2017) A determinação de limites mínimos e máximos para cada item

de material em estoque é uma condição básica para qualquer controle de estoque.

30. (CESPE/SEDF/2017) Na gestão de materiais, o método da curva ABC é aplica-

do com a finalidade de se realizar uma gestão refinada dos itens mais valorosos de

uma demanda. Nesse método, os itens de menor valor são classificados na classe

A e os de maior valor, na classe C.

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31. (CESPE/SEDF/2017) A gestão patrimonial engloba o controle de materiais per-

manentes, considerados bens patrimoniais tangíveis.

32. (CESPE/ANVISA/2016) O estoque atinge o nível de segurança quando os itens

estocados atingem um quantitativo que exige emissão de solicitação de compra

para reposição.

33. (CESPE/ANVISA/2016) Na subdivisão materiais de estoque, da classificação de

materiais por tipo demanda, os materiais existentes no estoque devem ser subme-

tidos a critérios e parâmetros de ressuprimento automático com base na demanda

prevista e na sua importância para a empresa.

34. (CESPE/DPU/2016) Em geral, a eficiência e a importância das medidas de con-

trole que visam à segurança física do patrimônio estão diretamente relacionadas

com as quantias investidas para a implantação dessas medidas.

35. (CESPE/MPOG/2015) Ao se considerar a inclusão de itens no estoque para que

sua gestão seja eficaz, a previsão de demanda deverá ser elaborada pelo usuário,

o qual é responsável pelo setor solicitante da empresa, apenas sob a supervisão e

interlocução do gestor de estoques.

36. (CESPE/FUB/2015) A programação tem por objetivo a garantia da disponibili-

dade dos medicamentos previamente selecionados nas quantidades adequadas e

no tempo oportuno para atender às necessidades de uma população-alvo, conside-

rando-se um determinado período de tempo.

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37. (CESPE/TRE-GO/2015) Ocorre excesso de material estocado quando for posi-

tivo o resultado da seguinte equação: saldo atual – ponto de ressuprimento + lote

econômico de compras.

38. (CESPE/ANTAQ/2014) A ação de gestão de estoques tem como objetivo ga-

rantir a entrega de material para suprimento ou de produto para venda que esteja

acomodado e reservado para ser entregue quando houver solicitação.

39. (CESPE/ANTAQ/2014) Os fundamentos da gestão de estoques têm como princi-

pal objetivo a manutenção do equilíbrio entre estoque e consumo. Para isso, faz-se

necessária a apresentação frequente, por meio de estudos, dos itens obsoletos e

inservíveis que devem ser alienados.

40. (CESPE/ANTAQ/2014) A principal finalidade da licitação é criar um ambiente

isonômico, com base em padrões previamente definidos, de modo que haja as

mesmas condições entre os participantes que desejarem estabelecer contrato com

o setor público.

41. (CESPE/ANTAQ/2014) Os métodos primeiro que entra, primeiro que sai (PEPS)

e último que entra, primeiro que sai (UEPS) fornecem orientações para o controle

do manuseio das entradas e saídas de itens estocados e são, também, métodos de

avaliação de estoques.

42. (CESPE/ANTAQ/2014) O elevado nível de estoques se reflete no aumento do

custo logístico, no entanto propicia maior facilidade para a coordenação da área

de suprimentos, maior agilidade do marketing no atendimento ao cliente e menor

custo com transportes.

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43. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/2012) O transporte ferroviário, embora efi-

ciente no consumo de combustível, demanda custos fixos elevados em relação à

ferrovia.

44. (CESPE/TRT-10ª/2013) Tanto o modal rodoviário quanto o modal marítimo

possibilitam a movimentação de qualquer produto, desde que se utilize o equipa-

mento adequado a cada tipo de carga.

45. (CESPE/ANATEL/2014) É desnecessária aos profissionais que atuam na área de

compras a aquisição de conhecimentos amplos das características dos produtos, ou

das fases de fabricação dos itens comprados.

46. (CESPE/ANATEL/2014) Cabe à área de compras a responsabilidade do controle

dos bens patrimoniais da empresa.

47. (CESPE/ANATEL/2014) Na definição do arranjo físico de um armazém, deve-se

priorizar a utilização horizontal do espaço, dado o risco de manuseio de mercado-

rias em prateleiras muito altas.

48. (CESPE/ANATEL/2014) Para a movimentação física do estoque de produtos de

alta perecibilidade deve-se seguir o método UEPS.

49. (CESPE/ANATEL/2014) As ações de recepcionar e expedir materiais de forma

fácil e ágil são inerentes ao processo de armazenagem em uma empresa.

50. (CESPE/ANATEL/2014) A estruturação da área de distribuição deve ser definida

conforme as características da empresa, de forma a torná-la mais rentável.

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GABARITO

1. C 26. C
2. E 27. E
3. C 28. C
4. c 29. C
5. C 30. E
6. E 31. C
7. E 32. E
8. E 33. C
9. E 34. C
10. d 35. C
11. E 36. C
12. E 37. E
13. E 38. C
14. B 39. C
15. C 40. C
16. C 41. C
17. C 42. C
18. C 43. C
19. e 44. E
20. d 45. E
21. C 46. E
22. E 47. E
23. E 48. E
24. E 49. C
25. E 50. C

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