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DIREITO PENAL – AULA 02 – 13/08/2018

1 Conceitos
2 DP comum, complementar, especial
3 DP objetivo x subjetivo
4 Ciências auxiliares

Ciencias Penais

1 Criminologia
1.1 Criminologia Etiológica
1.2 Criminologia critica
2 Politica Criminal
2.1 Lei e ordemo e tolerância zero
2.2 minimalismo e abolicionismo

Direito comum

É aquele destinado a toda a coletividade.

A reserva do código, defende que em princípio todos os crimes estejam no código penal,
para que a sociedade tome conhecimento.

Então o código tem essa função de sistematizar e permitir que a sociedade conheça o
corpo normativo.

Mas com o tempo ele vai se tornando defasado, e precisa ser atualizado para se adaptar
às novas tutelas.

Direito Penal Complementar

As suas normas estão situadas fora do Código Penal, mas elas complementam o conteúdo
do código e também se destinam a toda coletividade. V.g. A lei de drogas. Ela se destina
a qualquer um. Lei 11.343/2006 (Especiais ou extravagantes ou ordinárias).

Direito Penal Especial

Possui princípios próprios, tem uma regência própria e destinatários específicos. V.g.
Código Penal Militar.

Obs: Não confundir as leis especiais com Direito penal especial. O DP especial consagra
uma justiça especializada, não é destinada a toda coletividade, possui princípios próprios.
A justiça eleitoral também possui corte especializada e são maiores exemplos junto com
o militar.
Direito Penal Objetivo – Conjunto de normas penais (tudo aquilo que está escrito ou
implícito – Lembrar de norma regra x norma princípio implícito).

Direito Penal Subjetivo – é também chamado Jus Puniendi, isto é o Direito de Punir.
Como esse direito se exerce?

1) Esse direito é de titularidade exclusiva do estado. (Isso modernamente é


questionável. V.g. na legitima defesa temos o estado autorizando a autotutela).
Vale frisar que como o próprio o estado autoriza, há quem defenda que ele está
apenas tolerando esse comportamento lesivo do particular, nos limites, critérios e
requisito estabelecidos pelo próprio estado.
2) O Direito penal subjetivo é limitado pelo Direito Penal Objetivo – O estado deve
punir rigorosamente dentro dos limites da lei.

Ciências Auxiliares – Não utilizar essa terminologia. Antes ela se referia (obras
clássicas) a outros ramos do conhecimento v.g. Medicina legal, psicologia forense e etc...
Essa terminologia esta ultrapassada pois passa uma ideia de subalternidade ou
inferioridade das outras ciências.

Hoje existe: Interdisciplinaridade, Transdisciplinaridade.

Direito Penal Substantivo x Direito Penal Adjetivo

Expressão também ultrapassada, refere-se a oposição entre Direito penal material e direito
processual penal.

Ciências Penais
Criminologia > Objetivo: Estudar a origem e as causas do crime.

Dogmática penal > Decidibilidade de conflitos. Intervenção Tardia. Primeiro ocorre o


crime depois o enquadramento na norma jurídica aplicável ao fato (Subsunção).
Política Criminal > Formas de combate e controle da criminalidade.

A criminologia estuda a origem do crime. Existem então diversas correntes


terminológicas.

A criminologia etiológica (Etios significa essência) também chamada tradicional, vai


surgir em Sec. XIX, tendo como principal expoente Cesare Lombroso, que vai ser
considerado pai da criminologia.
Ele é autor da obra o homem delinquente, na qual ele vai investigar tipologia de
criminosos, e dentre essas espécies tem a figura do criminoso nato (Sujeito que já nasce
criminoso), ele padece de Atavismo (inerente ao próprio ser).
Temos também a influência do evolucionismo. O criminoso nato não seria uma espécie
humano muito evoluído. É um pensamento determinista e também racista. O método de
pesquisa era experimental. As ciências humanas não eram conhecidas como humanas na
época, existia apenas as ciências naturais. Então só através do método experimental seria
possível obter o saber cientifico. Lombroso identifica as características do criminoso nato
nos presídios (características fenotípicas.
Lombroso estudou a frenologia (ele era médico)

Nesse contexto do século XIX é criada a Medida de Segurança. Para determinadas partes
da população existia o cárcere ou hospícios (higienização racial).

A criminologia etiológica não acabou até hoje, mudou apenas o seu discurso.

Criminologia critica

Surge no século XX, e possue alguns expoentes: Alessandro Baratta, Becker, Goffman
dentre outros.

Esta criminologia integra a teoria do conflito que se opõe as teorias do consenso.

Isto significa que as teorias do conflito entendem que nosso ordenamento jurídico penal
não reflete um consenso social, as teorias do consenso vão dizer o oposto, como se todo
o coletivo fosse a favor de criminalizar tráfico, aborto, e etc... A discussão é se essas
normas refletem o interesse da coletividade, ou de apenas uma minoria.

Logo, Teoria do Conflito acusa que o conjunto de normas refletem o interesse de uma
minoria privilegiada. (Por isso é chamada também criminologia Radical ou marxista).

Nomes de criminologia: Ricardo Cape (uneb), Luciana Boatê (RJ), Saulo de Carvalho
(Sul).

TEORIA DO LABELLING APPROACH – Teoria do Etiquetamento / Teoria da


Reação Social.

A origem do crime está na própria criminalização, pois o legislador tem uma espécie de
marcador de etiquetas, onde vai avaliar as diversas condutas determinando o que é critico
e o que é licito, refletindo a minoria que (legislador) representa, ou seja, refletindo seus
interesses.

 Criminalização primária – Desempenhado pelo legislativo, quando este


tipifica/criminaliza uma conduta.
 Criminalização secundária – O processo de criminalização não se esgota na ação
do legislativo, mas sim passa por também por outros estágios, ou seja, esta
secundária vai ser representada pelas agencias estatais de controle (policia,
ministério publico, juízes, defensoria pública e etc...)
 Criminalização terciária – Quando o sujeito já cumpriu sua pena (Egresso), mas
continua sendo vista para frente sob o estigma perpetua de criminoso.
Seletividade Penal – O estado escolhe quem ele quer punir, pois a criminalização não se
retringe na primária. Em nenhum dos estágios é neutro. O Estado escolhe sua clientela.
Clientela Penal.

Pesquisar: Cifras ocultas; Alguns escritos vão falar em cifras negras (expressão racista).
Cifras Douradas. Direito Penal do Inimigo. Justiça Restaurativa. (Buscar na internet e
Youtube).

Onde ver esse assunto na aula de hoje e da aula que vem: Zaffaroni e Juarez Cirino dos
Santos.