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Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Secretaria de Estado da Educação e da Cultura - SEEC


UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - UERN
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação – PROEG
Home Page: http://www.uern.br E-mail: proeg@uern.br
UNIDADE: CAMEAM/UERN
CURSO: LETRAS ESPANHOL

Maria Eliete de Queiroz 1


Orientadora

Diego Tales de Lima Vidal2


Ana Cristina

LINGÜÍSTICA TEXTUAL: A COMPREENSÃO DO TEXTO

A lingüística de texto para chegar hoje ao que é, percorreu mais de 30 anos, esse termo
foi utilizado pela primeira vez por Harald Weinrich. Daí então surge o interesse de estudar o
texto, com isso vão se criando métodos diferentes que foram se unindo aos esforços teóricos,
procurando ir mais além dos limites da frase e da sua missão de introduzibilidade do sujeito
em situações de comunicativas, muitos foram os estudiosos que escreveram sobre textos e seu
valor de contribuição para a lingüística, principalmente muitos desses autores eram dos
Estados Unidos. Essas abordagens teóricas na década de setenta que começavam a ver para
além da frase, é chamada de “Lingüística do Discurso”, e nesse momento acontecem três
momentos que se preocupam com as teorias que eram as mais diversas, pois entre os vários
autores não existia consenso, o que fez muitos retiraram um pouco a visão da Lingüística
Estrutural saussureana e voltar-se para o objeto que estava sendo apresentado pela Lingüística
Textual, nesse percurso que foi se trilhando e surgiram os três momentos que foram: Análise
transfrástica, construção de gramáticas textuais e a teoria do texto.

A análise transfrástica foi o momento em que se partiu da frase para o texto, o


interesse voltava-se para fenômenos que não conseguiam ser explicados pelas teorias
sintáticas e/ou pelas teorias semânticas que ficassem limitadas no nível da frase (Bentes
2001), outros conceitos de texto bem citados e aceitos eram de Harweg(1968), ele afirmava

1
Professora da Uern - Campos CAMEAM
2
Discentes do Curso de Letras com especialização na língua Espanhola
que o texto é: “uma seqüência pronominal ininterrupta”, e Isenberg (1970) dizia que o texto é
uma: “seqüência coerente de enunciados”. Com a evolução das pesquisas, os estudiosos viram
que o texto não era apenas uma lista de frases somadas, então nasce um novo momento com o
objetivo de elaborar gramáticas textuais. No nascimento das gramáticas textuais,
Marcuschi(1998ª) diz que foi onde tentou-se construir o texto como objeto da Linguistica,
mesmo com ampla visão sobre o objeto de estudos da ciência da linguagem. Postulava-se o
texto como unidade teórica formalmente construída, em oposição ao discurso, unidade
funcional, comunicativa e intersubjetivamente construída.(Bentes 2001.p 249). Como
também na análise transfrástica nesse momento ainda não se tinha firmado os pés numa
ordem sobre o que era proposto nas gramáticas textuais pois existiam quatro autores que
eram: Lang(1971, 1972), Dressler(1972, 1977), Dijk(1972, 1973) e Petöfi(1972, 1973), esses
autores fizeram reflexões sobre os fenômenos lingüísticos que eram inexplicáveis por meio da
um gramática do enunciado. Os autores numa linha de pensamento em comum consideravam
que “não há uma continuidade entre frase e texto porque há, entre eles, uma diferença de
ordem qualitativa e não quantitativa, já que a significação de um texto constitui um todo que é
diferente da soma das partes.” ( Bentes 2001.p 249), ainda nessa linha de pensamentos e
estudos para eles o texto é a unidade lingüística mais elevada, por isso consideravam também
que todo falante nativo possui um conhecimento acerca do que seja um texto, para eles todos
podem compreender um texto e saber se ele conta com usos de regras para está completo ou
não. Para Charolles(1989) todo falante teria três capacidades textuais básicas: formativa,
transformativa e qualificativa, a primeira nos faz ver se o texto foi ou não bem preparado, a
segunda a capacidade de poder parafrasear , reformular e resumir um texto e ver se o contexto
cabe nas palavras e a terceira identificar se o texto é narrativo, argumentativo, descritivo etc.
Para Fávero & Koch (1983) essa capacidade que os usuários da língua possuem, podem
receber o nome de competência textual, o que poderia então justificar a elaboração de uma
gramática, que seria a textual, primeiro verificando o que faz um texto se tornar um texto, os
seus fatores de coerência e textualidade, e a sua constitucionalidade determinante, segundo,
vendo qual seria delimitação de textos e terceiro ponto que poderia ser utilizado, determinar
os tipos de textos, quase se assemelhando-se o que é proposto por Chomsky, a gramática de
frases, o sistema finito de regras que esta internalizado no falante que o faz compreender se é
um texto ou não.

Já quase fatigados de estudar “texto”, os estudiosos começaram um novo momento,


onde surge a teoria do texto, despreocupando-se mais da gramática textual que tentava
descrever a competência dos falantes e ouvintes e sua competência textual, agora vão
investigar o que constitui um texto, o seu funcionamento, produção e o que leva a
compreensão do texto em uso a sua importância no seu contexto pragmático. Em meados da
década de setenta a gramática de texto já não tinha muita força, agora chegou à vez da noção
de textualidade, o que culminou na Lingüística Textual e para Marcuschi(1998ª) hoje a LT é
“uma disciplina de caráter multidisciplinar, dinâmica, funcional e processual, considerando
a língua como não-autônoma nem sob seu aspecto formal”. Devido a esses vários períodos
existiram vários conceitos de textos, no período da análise transfrástica e da elaboração de
gramáticas textuais, acreditava que existiam textos com suas seqüências lingüísticas e não-
textos onde não existem seqüências lingüísticas entre si, ou seja, aqui são consideradas a
produção e recepção dos textos e que ele se constitui em atos verbais. Então o texto só tem
sentido a partir de uma atividade verbal, seja na produção ou recepção ela precisa ter as
operações lingüísticas e cognitivas, que são os fenômenos de coerência que é o sentido do
texto e coesão textual é sua definição a unidade.

Mais afinal o que seria um texto? Para isso que vem se desenvolvendo o conceito de
textualidade nesses anos para tentar explicar o texto, que pode ser entendida como uma
atividade sociocomunicativa, ou seja, todo meio de interação verbal ou uma manifestação
comunicativa é um texto. Marcuschi reforça essa ideia dizendo que a partir do momento que
alguém abre a boca para falar já se começa um texto, o texto não é somente algo escrito como
muitos pensam, mais sempre recorremos a um texto com um objetivo e uma finalidade para
não ficarmos calados diante da situação de comunicação, assim podemos trazer a ideia de
Adam (2008: 107) que “o texto não é uma sequência de palavras, mas uma sequência de
atos”. Sendo assim a compreensão de texto vai além dos aspectos lingüísticos, pois se trata de
ações sociais e cognitivas também. O texto é a expressão verbal de uma atividade
comunicativa, e vai existir sempre quando tivermos um parceiro, pois não fazemos um texto
sozinho, a união entre o locutor e interlocutor baseados em um tema vai ganhando fluxo e vão
acontecendo ações de linguagem não têm como os dois ficarem conversando aleatoriamente o
que não constituiria um texto e não existiria sentido, e é onde entra a coesão e coerência como
também outros dois pontos para compreensão do texto, informatividade e intertextualidade. A
coesão é o uso dos recursos gramaticais e lexicais, a ligação entre as orações, palavras,
períodos, parágrafos etc., a coesão é o que dá continuidade ao texto num sentido de unidade.
E a coerência é a convergência conceitual, é ela quem dá o texto a interpretabilidade, local e
até mesmo global. A informatividade é utilizado em certos contextos comunicativos e espera
um efeito interpretativo rápido, um exemplo são as placas: “ Devagar”, “Silêncio” e vários
outros exemplos, são de pouco informatividade mas são próprios para aquele contexto e por
último temos a intertextualidade, que é a inserção e outros textos ou algum dito por outra
pessoa dentro do nosso texto, seja para dar apoio ou seja para refutar aquela fala, é uma
estratégia argumentativa muito utiliza em contextos universitários. Para que o texto em si
aconteça ele precisa desses recursos, independente do texto seja ele, narrativo, descritivo,
expositivo, dissertativo ou injuntivo devem conter neles esses pontos, principalmente o de
coesão e de coerência.
Bibliografia

BENTES, A. C. Linguística textual. In: BENTES, A.C. & MUSSALIN F. (org)


Introdução à Lingüística. Domínios e fronteiras. Vol. 1.9. São Paulo: Cortez, 2001,
p.245-287.

ANTUNES, I. Análise de textos – fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola


Editorial, 2010.