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ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL – EPIA

PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO


DE GÁS NATURAL PARA A REGIÃO
METROPOLITANA DE CURITIBA/PR
AL
ACTO AMBIENTA
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
DE GÁS NATUURAL
PRÉVIO DE IMPA
R
ESTUDO P

PARANÁ
Á

FEVEREIRO DE 2011
Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região
Metropolitana de Curitiba
Estudo Prévio de Impacto Ambiental

APRESENTAÇÃO

A MRS Estudos Ambientais apresenta ao


Instituto Ambiental do Paraná - IAP o
documento intitulado:

ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO


AMBIENTAL DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO
DE GÁS NATURAL PARA A REGIÃO
METROPOLITANA DE CURITIBA

O presente documento está sendo entregue


em 08 vias impressas e 08 vias em meio
digital.

Fevereiro de 2011

Alexandre Nunes da Rosa


MRS Estudos Ambientais Ltda

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Estudo Prévio de Impacto Ambiental

ÍNDICE

1 APRESENTAÇÃO ........................................................................................................ 38
1.1 OBJETIVO ............................................................................................................. 38
1.2 JUSTIFICATIVA..................................................................................................... 38
2 DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO ....................................................... 40
2.1 LOCALIZAÇÃO ..................................................................................................... 40
2.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO RAMAL ....................................................... 42

2.2.1 PONTOS DE INTERLIGAÇÃO COM O RAMAL EXISTENTE ........................ 42


2.2.2 NORMAS TÉCNICAS ..................................................................................... 42
2.2.3 MATERIAIS EMPREGADOS NO RAMAL ...................................................... 42
2.2.4 COMPONENTES INTEGRANTES DO RAMAL .............................................. 43
2.2.4.1 Estações de Redução de Pressão (ERP) ................................................ 43
2.2.4.2 Estações de Medição e Redução de Pressão (EMRP) ............................ 43
2.2.4.3 Válvulas de Bloqueio Intermediárias ........................................................ 43
2.2.4.4 Válvulas de Alívio de Pressão ................................................................. 43
2.2.4.5 Válvulas Reguladoras de Pressão ........................................................... 44
2.2.4.6 Válvula de Retenção................................................................................ 44
2.2.4.7 Filtros ...................................................................................................... 44
2.2.4.8 Medidores de Vazão ................................................................................ 44
2.2.4.9 Sistema de Proteção Catódica ................................................................ 44
2.2.4.10 Monitoramento das Estações .................................................................. 44
2.2.5 METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO ............................................................. 45
2.2.5.1 Método Convencional .............................................................................. 45
2.2.5.2 Áreas Urbanas......................................................................................... 49
2.2.5.3 Transposição de vias ............................................................................... 49
2.2.5.4 Transposição de curso d’água ................................................................. 50
2.3 SISTEMAS DE SEGURANÇA INSTALADOS ........................................................ 51
2.3.1 ÁREA URBANA .............................................................................................. 51
2.3.2 RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT ................................................................. 51

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2.4 ALTERNATIVAS LOCACIONAIS ........................................................................... 51


2.4.1 ALTERNATIVA A – RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT ................................. 52
2.4.2 ALTERNATIVA B............................................................................................ 53
2.4.2.1 ALTERNATIVA SELECIONADA .............................................................. 53
2.4.2.1.1 Detalhamento do traçado da Alternativa A ........................................... 54
3 ASPECTOS LEGAIS .................................................................................................... 69
3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL ....................................................................................... 69

3.1.1 MEIO AMBIENTE ........................................................................................... 69


3.1.2 LICENCIAMENTO AMBIENTAL ..................................................................... 69
3.1.2.1 Audiência Pública .................................................................................... 71
3.1.2.2 Competências.......................................................................................... 71
3.1.3 RUÍDO ............................................................................................................ 72
3.1.4 QUALIDADE DO AR....................................................................................... 73
3.1.5 FLORA ........................................................................................................... 74
3.1.6 FAUNA ........................................................................................................... 74
3.1.7 QUALIDADE DAS ÁGUAS ............................................................................. 75
3.1.8 SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ......................... 75
3.1.9 ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO RIO IRAÍ (APA DO IRAÍ) ................ 75
3.1.10 PROTEÇÃO AOS BENS DE VALOR ARQUEOLÓGICO ............................... 76

3.2 LEGISLAÇÃO ESTADUAL .................................................................................... 77


3.2.1 MEIO AMBIENTE ........................................................................................... 78
3.2.2 QUALIDADE DO AR....................................................................................... 78

3.2.3 FLORA ........................................................................................................... 78


3.2.4 FAUNA ........................................................................................................... 78
3.2.5 RECURSOS HÍDRICOS ................................................................................. 79
3.3 LEGISLAÇÃO MUNICIPAL .................................................................................... 79
3.3.1 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE COLOMBO .............................................. 81
3.3.2 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PINHAIS .................................................. 82

3.3.3 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE QUATRO BARRAS ................................. 82

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3.3.4 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE DO SUL .................. 83


4 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL........................................................................................ 85
4.1 MEIO FÍSICO......................................................................................................... 85
4.1.1 ÁREAS DE INFLUÊNCIA ............................................................................... 85
4.1.2 CLIMA E METEOROLOGIA ........................................................................... 87
4.1.2.1 Temperatura ............................................................................................ 88
4.1.2.2 Umidade Realtiva do Ar ........................................................................... 89
4.1.2.3 Precipitação ............................................................................................. 89
4.1.2.4 Ventos ..................................................................................................... 90
4.1.2.5 Qualidade do Ar....................................................................................... 91
4.1.2.5.1 Material particulado .............................................................................. 91
4.1.2.5.2 Dióxido de Enxofre ............................................................................... 92
4.1.2.5.3 Monóxido de Carbono .......................................................................... 93
4.1.3 GEOMORFOLOGIA ....................................................................................... 99
4.1.3.1 Geomorfologia Regional .......................................................................... 99
4.1.3.1.1 Planalto do Alto Iguaçu....................................................................... 100
4.1.3.1.2 Planalto de Curitiba ............................................................................ 100
4.1.3.1.3 Planícies Fluviais ................................................................................ 101
4.1.3.2 Geomorfologia das Áreas de Influência ................................................. 101
4.1.3.2.1 Processamento da imagem ASTER DEM .......................................... 101
4.1.3.2.2 Compartimentação Geomorfológica a Partir da Ferramenta Árvore de
Decisão 104
4.1.4 GEOLOGIA .................................................................................................. 108
4.1.4.1 Geologia Regional ................................................................................. 108
4.1.4.2 Geologia da Área de Influência Direta (AID) .......................................... 109
4.1.4.2.1 Formação Guabirotuba....................................................................... 109
4.1.4.2.2 Sedimentos Recentes ........................................................................ 109
4.1.4.2.3 Complexo Gnáissico Migmatítico Costeiro ......................................... 110

4.1.5 PEDOLOGIA ................................................................................................ 113


4.1.5.1 Pedologia da Área de Influência Indireta (AII) ........................................ 113

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4.1.5.1.1 Cambissolos ....................................................................................... 113


4.1.5.1.2 Latossolos .......................................................................................... 114
4.1.5.1.3 Organossolos ..................................................................................... 114
4.1.5.2 Pedologia das áreas de Influência Direta e Diretamente Afetada (AIDA e
ADA) 115
4.1.5.3 Potencial Natural à Erosão .................................................................... 117
4.1.5.3.1 Cálculo do Potencial Natural à Erosão ............................................... 117
4.1.5.3.2 Fator R ............................................................................................... 118
4.1.5.3.3 Fator K ............................................................................................... 120
4.1.5.3.4 Fator LS ............................................................................................. 121
4.1.5.3.5 Resultado ........................................................................................... 125
4.1.5.3.6 Áreas alagáveis .................................................................................. 126
4.1.5.4 Interação solo - gasoduto ...................................................................... 127
4.1.6 RECURSOS HÍDRICOS ............................................................................... 130
4.1.6.1 Caracterização Hidrográfica .................................................................. 130
4.1.6.1.1 Sub-bacia do rio Atuba ....................................................................... 132
4.1.6.1.2 Sub-bacia rio Palmital......................................................................... 132
4.1.6.1.3 Sub-bacia rio Canguiri ........................................................................ 133
4.1.6.1.4 Sub-bacia rio Timbú ........................................................................... 134

4.1.6.2 Qualidade da Água ................................................................................ 134


4.1.6.2.1 Análise dos resultados ....................................................................... 140
4.1.6.2.2 Considerações finais .......................................................................... 144

4.2 MEIO BIÓTICO .................................................................................................... 144


4.2.1 FLORA ......................................................................................................... 144
4.2.1.1 Áreas de Influência ................................................................................ 144
4.2.1.2 Metodologia ........................................................................................... 146
4.2.1.3 Caracterização regional ......................................................................... 147
4.2.1.3.1 Floresta Montana ............................................................................... 148
4.2.1.3.2 Floresta Aluvial ................................................................................... 148
4.2.1.3.3 Lista de espécies identificadas na AII e AID ....................................... 149

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4.2.1.4 Caracterização da Área Diretamente Afetada ........................................ 154


4.2.1.4.1 Rodovia João Leopoldo Jacomel (sentido ponte do rio Atuba – Av.
Maringá) 154
4.2.1.4.2 Avenida Maringá (sentido João Lepoldo Jacomel – Estrada da Graciosa)
156
4.2.1.4.3 Estrada da Graciosa (sentido Av. Maringá – BR-116) ........................ 164
4.2.1.4.4 BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) margem direita – sentido leste ... 166
4.2.1.4.5 PR 506 – Rodovia do Caqui (sentido BR-116 – Tip-Top) ................... 177
4.2.1.4.6 Estrada de acesso a indústria Faurecia (sentido BR-116 – Faurecia) 182
4.2.1.4.7 Vegetação ciliar nas margens dos rios Canguiri e Timbú ................... 187
4.2.1.4.8 Lista das espécies nativas registradas na ADA .................................. 187
4.2.1.4.9 Lista das espécies exóticas registradas na ADA ................................ 187
4.2.2 FAUNA ......................................................................................................... 206
4.2.2.1 Caracterização Fauna Terrestre ............................................................ 206
4.2.2.1.1 Área de Influência Indireta (AII) .......................................................... 206
4.2.2.1.2 Area de Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA).... 217
4.2.2.1.3 Considerações finais .......................................................................... 242
4.2.2.2 Caracterização da Fauna Aquática ........................................................ 243
4.2.2.2.1 Área de Influência Indireta (AII) .......................................................... 243
4.2.2.2.2 Área de Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA).... 250
4.2.2.2.3 Considerações finais .......................................................................... 256
4.2.3 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO................................................................. 256
4.2.3.1 Área de Proteção Ambiental do Iraí ....................................................... 257
4.2.3.2 Floresta Estadual Metropolitana Piraquara ............................................ 257
4.2.3.3 Parque Estadual da Serra da Baitaca .................................................... 257
4.3 MEIO SOCIOECONÔMICO ................................................................................. 259
4.3.1 DIAGNÓSTICO MEIO ANTRÓPICO ............................................................ 259
4.3.1.1 Introdução ............................................................................................. 259
4.3.1.1.1 Definição das Áreas de Influência ...................................................... 259
4.3.1.2 Dinâmica Demográfica .......................................................................... 268

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4.3.1.2.1 Distribuição da População .................................................................. 268


4.3.1.3 Dinâmica Social de Ocupação Territorial ............................................... 275
4.3.1.3.1 Fluxos Migratórios e Deslocamentos .................................................. 275
4.3.1.4 Indicadores de Qualidade de Vida ......................................................... 284
4.3.1.4.1 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM ...................... 284
4.3.1.5 Saúde .................................................................................................... 287
4.3.1.6 Educação .............................................................................................. 288
4.3.1.6.1 Indicadores de Qualidade ................................................................... 288
4.3.1.6.2 Estrutura Educacional ........................................................................ 289
4.3.1.7 Cultura, Lazer e Turismo ....................................................................... 294
4.3.1.8 Acesso a Bens e Serviços Públicos ....................................................... 295
4.3.1.8.1 Água Encanada .................................................................................. 295
4.3.1.8.2 Esgotamento Sanitário ....................................................................... 295
4.3.1.8.3 Energia ............................................................................................... 296
4.3.1.8.4 Serviço de Coleta de Lixo ................................................................... 296
4.3.1.9 Atividade Econômica – Caracterização Geral e Setorial ........................ 297
4.3.1.9.1 Distribuição do PIB ............................................................................. 297
4.3.1.10 Resultado da Pesquisa com Lideranças e Informantes Qualificados ..... 301
4.3.1.10.1 Considerações ................................................................................. 302
4.4 ARQUEOLOGIA .................................................................................................. 303
4.4.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 303
4.4.2 METODOLOGIA ........................................................................................... 304
4.4.3 LEVANTAMENTO E PROSPECÇÕES, SISTEMÁTICAS NA ÁREA
DIRETAMENTE AFETADA - ADA .............................................................................. 305
4.4.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 310

5 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS ......................................................................... 313


5.1 OBJETIVO ........................................................................................................... 313
5.2 CARACTERÍSTICAS DO GÁS NATURAL ........................................................... 313
5.2.1 COMPOSIÇÃO ............................................................................................. 313

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5.2.2 FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO – GÁS


NATURAL ................................................................................................................... 314
5.3 IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS........................................................................ 320
5.3.1 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS ........................................................... 320
5.3.1.1 Finalidade .............................................................................................. 320
5.3.1.2 Segurança do trabalho - Legislação ...................................................... 320
5.3.2 HIPÓTESES ACIDENTAIS ........................................................................... 321
5.3.3 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS – APR ................................................ 322
5.3.4 DETERMINAÇÃO DAS CAUSAS PRIMÁRIAS DOS CENÁRIOS ACIDENTAIS
326
5.3.5 TIPOLOGIA DAS CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES ............................ 326
5.3.5.1 Fogo/Incêndio ........................................................................................ 326
5.3.5.2 Explosão................................................................................................ 327
5.3.5.3 Explosão de nuvem de vapor (UVCE - UNCONFINED VAPOUR CLOUD
EXPLOSION) .......................................................................................................... 327
5.3.5.4 Incêndio em nuvem (FLASH-FIRE) ....................................................... 327
5.3.5.5 Jato de fogo (JET FIRE) ........................................................................ 327
5.3.5.6 Vazamento ............................................................................................ 327
5.3.5.7 Efeito “dominó” ...................................................................................... 327
5.3.5.8 Eventos adversos de origem natural...................................................... 328
5.3.5.9 Ação de terceiros................................................................................... 328
5.3.6 CENÁRIOS ACIDENTAIS SELECIONADOS ................................................ 328
5.4 ESTIMATIVA DOS EFEITOS FÍSICOS E ANÁLISE DE VULNERABILIDADE ...... 328
5.4.1 DEFINIÇÃO DE RISCO ................................................................................ 328
5.4.2 AVALIAÇÃO DE RISCO ............................................................................... 329

5.4.3 ANÁLISE DAS CONSEQUÊNCIAS .............................................................. 329


5.4.4 ÁREAS VULNERÁVEIS ............................................................................... 329
5.4.4.1 Área vulnerável à nuvem de gás tóxico ................................................. 330
5.4.4.2 Área vulnerável à radiação térmica........................................................ 330
5.4.4.3 Área vulnerável a explosões .................................................................. 331

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5.4.4.4 Premissas de vulnerabilidade ................................................................ 332


5.4.4.5 Níveis de efeitos físicos ......................................................................... 332
5.4.5 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ...................................................................... 332
5.4.5.1 Cálculo da Vulnerabilidade .................................................................... 332
5.4.5.1.1 Avaliação das Descargas ................................................................... 332
5.4.5.1.2 Duto de 8”Hipóteses – Pequeno e Grande Vazamento ...................... 334
5.4.5.1.3 3Duto de 6”Hipóteses – Pequeno e Grande Vazamento .................... 334
5.4.5.1.4 Duto de 4” Hipóteses – Pequeno e Grande Vazamento ..................... 335
5.4.5.1.5 Modelagem Matemática ..................................................................... 336
5.4.5.2 Resultados Obtidos ............................................................................... 338
5.4.5.2.1 Ramal de Distribuição Pinhais – Pequeno vazamento........................ 338
5.4.5.2.2 Ramal de Distribuição Pinhais – Grande Vazamento ......................... 339
5.4.5.2.3 Ramal de Distribuição Rodovia Régis Bittencourt – Pequeno Vazamento
340
5.4.5.2.4 Ramal de Distribuição Rodovia Régis Bittencourt – Grande Vazamento
343
5.4.5.2.5 Ramal de Distribuição Quatro Barras – Pequeno Vazamento. ........... 344
5.4.5.2.6 Ramal de Distribuição Quatro Barras – Pequeno Vazamento ............ 346
5.4.5.2.7 Ramal de Distribuição Quatro barras – Grande Vazamento ............... 348
5.4.5.2.8 Ramal de Distribuição Campina Grande do Sul – Pequeno Vazamento.
350
5.4.5.2.9 Ramal de Distribuição Campina Grande do Sul – Grande Vazamento.
352
5.4.5.2.10 Efeito Dominó ................................................................................... 354
5.5 ESTIMATIVA DE FREQUÊNCIAS ....................................................................... 355

5.5.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 355


5.5.2 ÁRVORE DE EVENTOS .............................................................................. 356
5.5.3 FREQUÊNCIA DOS EVENTOS INICIADORES............................................ 357
5.5.4 ÁRVORES DE EVENTOS ............................................................................ 357
5.5.4.1 Análise Quantitativa ............................................................................... 357
5.5.5 CÁLCULO DAS FREQUÊNCIAS .................................................................. 358

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5.6 AVALIAÇÃO DE RISCOS .................................................................................... 358


5.6.1 DEFINIÇÕES................................................................................................ 358
5.6.1.1 Risco ..................................................................................................... 358
5.6.1.2 Risco Individual ..................................................................................... 358
5.6.1.3 Risco Social ........................................................................................... 359
5.6.1.4 Taxa de Acidentes Fatais (FAR - Fatal Accident Rate) .......................... 359
5.6.2 METODOLOGIA DO CÁLCULO ................................................................... 359
5.6.2.1 Cálculo da Malha de População ............................................................ 359
5.6.3 CÁLCULO DO RISCO DE UM CENÁRIO ACIDENTAL ................................ 360
5.6.3.1 Cálculo do Risco Social ......................................................................... 361
5.6.3.2 Cálculo do Risco Individual .................................................................... 361
5.6.4 CRITÉRIOS DE ACEITABILIDADE DOS RISCOS ....................................... 361
5.6.4.1 Risco Social ........................................................................................... 361
5.6.5 TAXA DE ACIDENTES FATAIS (FAR - “FATAL ACCIDENT RATE”) ........... 362
5.6.5.1 Risco Individual ..................................................................................... 362
5.6.5.2 Cálculo do Risco ao Empregado............................................................ 363
5.6.5.3 Representação e Comparação dos Riscos ............................................ 363
5.7 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 364
6 IMPACTOS AMBIENTAIS .......................................................................................... 365
6.1 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS ............................................. 365
6.1.1 DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO .......................................... 368
6.1.1.1 Meio ...................................................................................................... 368

6.1.1.2 Natureza ................................................................................................ 368


6.1.1.3 Forma .................................................................................................... 368
6.1.1.4 Duração ................................................................................................. 369
6.1.1.5 Prazo de ocorrência............................................................................... 369
6.1.1.6 Probabilidade ........................................................................................ 370
6.1.1.7 Reversibilidade ...................................................................................... 371
6.1.1.8 Abrangência .......................................................................................... 371

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6.1.1.9 Magnitude.............................................................................................. 372


6.1.1.10 Importância............................................................................................ 372
6.1.1.11 Significância .......................................................................................... 372
6.1.1.12 Caráter .................................................................................................. 373
6.1.2 IDENTIFICAÇÃO DAS AÇÕES GERADORAS DE IMPACTOS SOBRE O
MEIO AMBIENTE ....................................................................................................... 373
6.1.2.1 Divulgação do empreendimento ............................................................ 373
6.1.2.2 Contratação da mão de obra ................................................................. 373
6.1.2.3 Mobilização ........................................................................................... 373
6.1.2.4 Limpeza e abertura da faixa .................................................................. 373
6.1.2.5 Abertura de acessos .............................................................................. 374
6.1.2.6 Instalação de canteiro de obras ............................................................. 374
6.1.2.7 Tráfego e operação de máquinas e equipamentos ................................ 374
6.1.2.8 Abertura das valas ................................................................................. 374
6.1.2.9 Construção e montagem em áreas urbanas .......................................... 374
6.1.2.10 Transposição de vias ............................................................................. 374
6.1.2.11 Transposição de cursos d’água ............................................................. 374
6.1.2.12 Utilização de áreas de empréstimo e botafora ....................................... 375
6.1.3 DESCRIÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS .............................................. 375

6.1.3.1 Impactos da fase de planejamento ........................................................ 375


6.1.3.1.1 Dúvidas e ansiedade em relação às implicações do empreendimento 375
6.1.3.2 Impactos da fase de instalação ............................................................. 376

6.1.3.2.1 Aumento dos Níveis de Ruídos .......................................................... 376


6.1.3.2.2 Emissão de materiais particulados ..................................................... 377
6.1.3.2.3 Geração de resíduos sólidos .............................................................. 377

6.1.3.2.4 Propensão à instalação de processos/formas erosivas ...................... 378


6.1.3.2.5 Aporte de material sólido aos cursos d’água e contaminação dos
mesmos e do lençol freático por óleos, graxas e combustíveis provenientes do
maquinário utilizado ............................................................................................. 379
6.1.3.2.6 Supressão da Cobertura Vegetal........................................................ 380

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6.1.3.2.7 Acidentes com animais peçonhentos e contágio de zoonoses ........... 380


6.1.3.2.8 Alteração no modo de vida dos animais silvestres e atração da fauna
sinantrópica ......................................................................................................... 381
6.1.3.2.9 Interferências sobre os Serviços Públicos .......................................... 381

6.1.3.2.10 Interferência das Obras com o Trânsito Existente ............................ 382


6.1.3.2.11 Aumento dos Riscos de Acidentes Viários nas Proximidades das Obras
382
6.1.3.2.12 Geração de Postos de Trabalho e Dinamização da Economia Local 383
6.1.3.3 Impactos da fase de operação............................................................... 383
6.1.3.3.1 Degradação da Qualidade do Ar Devido a Vazamentos ..................... 383
6.1.3.3.2 Aumento da Oferta de Energia ........................................................... 384
6.1.3.3.3 Redução das Emissões Atmosféricas das Indústrias com a Utilização do
Gás Natural ......................................................................................................... 385
6.2 MEDIDAS MITIGADORAS, COMPENSATÓRIAS E/OU OTIMIZADORAS ............................ 385
6.2.1 MEDIDAS PARA A FASE DE PLANEJAMENTO .......................................... 385
6.2.1.1 Dúvidas e ansiedade em relação às implicações do empreendimento .. 385
6.2.2 MEDIDAS PARA A FASE DE IMPLANTAÇÃO ............................................. 386
6.2.2.1 Aumento dos níveis de ruídos ............................................................... 386
6.2.2.2 Emissão de materiais particulados ........................................................ 386
6.2.2.3 Geração de resíduos sólidos ................................................................. 386
6.2.2.4 Propensão à instalação de processos/formas erosivas ......................... 386
6.2.2.5 Aporte de material sólido aos cursos d’água e contaminação dos mesmos
e do lençol freático por óleos, graxas e combustíveis provenientes do maquinário
utilizado 387
6.2.2.6 Supressão da Cobertura Vegetal ........................................................... 387
6.2.2.7 Acidentes com animais peçonhentos e contágio de zoonoses .............. 387
6.2.2.8 Alteração no modo de vida dos animais silvestres e atração da fauna
sinantrópica ............................................................................................................. 387
6.2.2.9 Interferência sobre os serviços públicos ................................................ 388
6.2.2.10 Interferência das obras com o trânsito existente .................................... 388
6.2.2.11 Aumento dos riscos de acidentes viários nas proximidades das obras .. 388

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6.2.2.12 Geração de postos de trabalho e dinamização da economia local......... 388


6.2.3 MEDIDAS PARA A FASE DE OPERAÇÃO .................................................. 389
6.2.3.1 Degradação da qualidade do ar devido a vazamentos .......................... 389
6.2.3.2 Aumento da oferta de energia ............................................................... 389
6.2.3.3 Redução das emissões atmosféricas das indústrias com a utilização do
gás natural 389
6.3 MATRIZ DE IMPACTOS ...................................................................................... 389
7 PROGRAMAS AMBIENTAIS ...................................................................................... 395
7.1.1 PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL – PGA........................................... 395
7.1.2 PROGRAMA AMBIENTAL PARA CONSTRUÇÃO - PAC............................. 395
7.1.2.1 Sub-Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos ........................ 396
7.1.2.2 Sub-Programa de Gerenciamento de Monitoramento de Efluentes
Líquidos 397
7.1.2.3 Sub-Programa de Controle da Emisão de Materiais Particulados .......... 397
7.1.2.4 Sub-Programa de Monitoramento de Ruídos ......................................... 397
7.1.3 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE PROCESSOS EROSIVOS ......... 398
7.1.4 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA .............. 399
7.1.5 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS – PRAD .... 399
7.1.6 PROGRAMA DE REPOSIÇÃO FLORESTAL OBRIGATÓRIA...................... 400
7.1.7 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA TRABALHADORES E
POPULAÇÕES DE ENTORNO .................................................................................. 400
7.1.8 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – PCS ...................................... 401
7.1.9 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO – PGR ............................. 402
7.1.9.1 Medidas para Gerenciamento das Frequências..................................... 403
7.1.9.1.1 Falha Mecânica/Corrosão................................................................... 403
7.1.9.1.2 Ação de Terceiros .............................................................................. 403
7.1.9.1.3 Falha Operacional .............................................................................. 403
7.1.9.2 Medidas para Gerenciamento das Consequências ................................ 404
7.1.10 PLANO DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA – PAE ............................................... 404
7.1.11 PROGRAMA DE SINALIZAÇÃO .................................................................. 405

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7.1.11.1 Procedimento de Sinalização ................................................................ 405


7.1.11.2 Procedimento de Manutenção da Sinalização ....................................... 405
8 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 406
9 ART ............................................................................................................................ 407
10 ANEXOS ................................................................................................................. 408
11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 412

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 - Comparativo entre emissões de dióxido de carbono - CO2. ................................. 38


Figura 2 - Exemplo de instalação do tubo camisa. ............................................................... 50
Figura 3 - Implantação da tubulação em transposição de corpos de água. .......................... 51
Figura 4 - Localização dos municípios da RDGN estudada em relação à Região
Metropolitana de Curitiba. .................................................................................................... 52
Figura 5 - Trechos com adensamento de vegetação junto à Estrada da Graciosa............... 53
Figura 6 - Início do trecho na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). ..................................... 54
Figura 7 - Final do trecho no km 71 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). ...................... 54
Figura 8 - Empresa Britanite localizada no final do trecho (km 71)....................................... 55
Figura 9 - Ligação do ramal com o município de Curitiba na Rodovia. João Leopoldo
Jacomel (junto ao rio Atuba). ............................................................................................... 55
Figura 10 - Vista geral da Rodovia. João Leopoldo Jacomel................................................ 55
Figura 11 - Vista geral da Av. Maringá. ................................................................................ 56
Figura 12 - Empresa Nilko (junto à Av. Maringá).................................................................. 56
Figura 13 - Empresa Mefrana (ramal Rua Apucarana)......................................................... 56
Figura 14 - Empresa Romanha (ramal Rua Apucarana). ..................................................... 56
Figura 15 - Empresa York (ramal Rua Umuarama). ............................................................. 56
Figura 16 - Empresa Ofir (ramal Rua Francisco Eugenio Gomes Pereira). .......................... 56
Figura 17 - Ligação do ramal com o município de Curitiba – Rodovia João Leopoldo
Jacomel. .............................................................................................................................. 57
Figura 18 - Rodovia João Leopoldo Jacomel. ...................................................................... 58
Figura 19 - Ramal muda de direção, à esquerda na Avenida Maringá. ................................ 58
Figura 20 - Avenida Maringá. ............................................................................................... 59
Figura 21 - Segmento da Avenida Maringá. ......................................................................... 59
Figura 22 - Outro trecho da Avenida Maringá. ..................................................................... 60
Figura 23 - Potenciais Consumidores da RDGN em Pinhais................................................ 60
Figura 24 - Início do trecho na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). ................................... 61
Figura 25 - Potenciais Consumidores da RDGN em Colombo. ............................................ 61
Figura 26 - Avenida Antônio José Dias Pires. ...................................................................... 62

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Figura 27 - Avenida dos Pedreiros. ...................................................................................... 62


Figura 28 - Fim do ramal em Quatro Barras. Avenida dos Pedreiros, em frente à Empresa
Faurecia............................................................................................................................... 63

Figura 29 - Potencial Consumidor da RDGN. ...................................................................... 63


Figura 30 - Ligação do ramal urbano na Rodovia Régis Bittencourt..................................... 64
Figura 31 - Rodovia do Caqui. ............................................................................................. 64
Figura 32 - Rodovia do Caqui. ............................................................................................. 65
Figura 33 - Rodovia do Caqui com Hospital Angelina Caron (potencial consumidor). .......... 65
Figura 34 - Potencial Consumidor da RDGN em Campina Grande do Sul. .......................... 66
Figura 35 - Rodovia Régis Bittencourt. ................................................................................ 66
Figura 36 - Rodovia Régis Bittencourt. ................................................................................ 67
Figura 37 - Rodovia Régis Bittencourt. ................................................................................ 67
Figura 38 - Rodovia Régis Bittencourt. ................................................................................ 68
Figura 39 - Classificação Climática do Paraná segundo Koppen (IAPAR, 2000). ................ 88
Figura 40 - Fluxograma do método adotado para o tratamento da imagem ASTER DEM . 102
Figura 41 - Modelo digital de terreno ................................................................................. 103
Figura 42 - Declividade do terreno. .................................................................................... 103
Figura 43 - Composição Colorida da região em 3 bandas: Vermelho: Altimetria; Verde:
Declividade; Azul: Aspecto................................................................................................. 104
Figura 44 - Histograma de Frequência de Altimetria. ......................................................... 105
Figura 45 - Histograma de Frequência de Declividade....................................................... 105

Figura 46 - Histograma de Frequência de Aspecto. ........................................................... 106


Figura 47 - Árvore de Decisão Elaborada com Base nos Histogramas de freqüência. ....... 106
Figura 48 - Principais Unidades Geológicas do Estado do Paraná e perfil esquemático
simplificado da Geologia do Estado do Paraná .................................................................. 108
Figura 49 - Ambiente de Cambissolo localizado às margens da Rodovia BR-116 (Coord.
UTM 22J 692305/ 7193285). ............................................................................................. 116

Figura 50 - Ambiente de Latossolo localizado às margens da Rodovia BR-116 (Coord. UTM


22J 688798/ 7192729). ...................................................................................................... 116
Figura 51 - Ambiente de Organossolo localizado próximo à Rodovia BR-116 (Coord.UTM
22J 692171/ 7193227). ...................................................................................................... 117

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Figura 52 - Média do total mensal para a estação pluviométrica Curitiba no período entre
2004 e 2009....................................................................................................................... 119
Figura 53 - Potencial erosivo da chuva mensal no período 2004-2009. ............................. 120

Figura 54 - Fluxo acumulado obtido a partir do Método D∞. .............................................. 124


Figura 55 - Fator LS da Região. ......................................................................................... 125
Figura 56 - Talude à margem da Rodovia BR-116 em processo de movimentação de massa
(Coord. UTM 22J 692305/ 7193285).................................................................................. 126
Figura 57 - Área Alagável localizado próximo à BR-116. ................................................... 127
Figura 58 - Localização aproximada da área de estudo em relação à Bacia do Iguaçu. .... 130

Figura 59 - Rio Atuba junto à ponte na Rodovia. João Leopoldo Jacomel. ........................ 132
Figura 60 - Rio Atuba visto da ponte da BR-116. ............................................................... 132
Figura 61 - Rio Palmital junto à ponte na BR-116. ............................................................. 133
Figura 62 - Rio Canguiri junto à ponte na BR-116.............................................................. 134
Figura 63 - Rio Timbú junto à ponte na BR-116. ................................................................ 134
Figura 64 - Área úmida associada à Floresta Ombrófila Mista Aluvial. ............................... 149
Figura 65 - Floresta Ombrófila Mista Aluvial em estágio médio de regeneração; via de regra
a araucária ocorre em baixa densidade neste tipo de floresta. .......................................... 149
Figura 66 - Margem esquerda da rodovia João Leopoldo Jacomel vista a partir do ponto
GPS nº 347. Nº da foto: 13397. Margem que possui menor quantidade de infra-estrutura já
implantada, como calçadas, meios-fios, entradas de acesso, bem como está desprovida de
vegetação arbórea, deve ser priorizada para implantação da RDGN................................. 154
Figura 67 - Margem esquerda da rodovia João Leopoldo Jacomel vista a partir do ponto
GPS nº 334. Nº da foto: 13368. Margem que possui menor quantidade de infra-estrutura já
implantada, como calçadas, meios-fios, entradas de acesso, bem como está desprovida de
vegetação arbórea, deve ser priorizada para implantação da RDGN................................. 154
Figura 68 - Margem direita da rodovia com indivíduos lenhos de Cupressus sp. e Duranta
repens (ao fundo). Ponto de GPS nº 336. Nº da foto: 13374.............................................. 155
Figura 69 - Indivíduos lenhosos utilizados na arorização urbana. No primeiro plano, indivíduo
de Ficus benjamina. Mais ao fundo, alameda de Erythraea brasiliensis. Ponto de GPS nº
341. Nº da foto: 13385. ...................................................................................................... 155
Figura 70 - Indivíduos arbóreos de Acer rubrum na margem direita da rodovia. Ponto de
GPS nº 335. Nº da foto: 13371. ......................................................................................... 156

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Figura 71 - Canteiro central da avenida Maringá. Nota-se a grande quantidade de palmeiras


(Syagrus romanzoffiana) que foram introduzidas no local para fins de arborização e
paisagismo urbano. Ponto GPS nº 348. Nº da foto: 13401. ............................................... 157
Figura 72 - Indivíduos de Ligustrum lucidum na margem direita da avenida. Ponto GPS nº
356. Nº da foto: 13414. ...................................................................................................... 158
Figura 73 - Exemplares de Cupressus sp., Araucaria angustifolia e Ligustrum lucidum
próximos à margem direita da avenida. Ponto GPS nº 360. Nº da foto: 13420. ................. 158
Figura 74 - Alameda de Ligustrum lucidum próxima à margem direita da avenida. Ponto GPS
nº: 366. Nº da foto: 13435. ................................................................................................. 158
Figura 75 - Exemplares de Araucaria angustifolia na margem esquerda da rodovia, próximo
ao ponto GPS nº 381. Nº da foto: 13452. Exemplares com aproximadamente 12 metros de
altura. ................................................................................................................................ 159
Figura 76 - Exemplares de Tipuana tipu na margem direita da Av. Maringá. Ponto GPS nº
384. Nº da foto: 13455. ...................................................................................................... 159
Figura 77 - Bromeliáceas epífitas do gênero Tillandsia sp. foram obsrvadas com freqüência
nos indivíduos lenhosos ao longo de todo o trecho da RDGN. Ponto GPS nº: 392. Nº da foto:
13467. ............................................................................................................................... 160
Figura 78 - Exemplar de Eucalyptus sp. próximo a margem esquerda da Av. Maringá.
Exemplares de Eucalyptus sp., Pinus sp. e Araucaria angustifolia apresentam volume
considerável de madeira ao longo da RDGN. Ponto GPS nº: 394. Nº da foto: 13473. ....... 160
Figura 79 - Indivíduos de Eucalyptus sp. próximos à margem esquerda da Av. Maringá.
Ponto GPS: 395. Nº da foto: 13474. .................................................................................. 161
Figura 80 - Povoamento de Araucaria angustifolia próximo a margem esquerda da Av.
Maringá. Ponto GPS nº 405. Nº da foto: 13486.................................................................. 161
Figura 81 - Indivíduo de Schinus molle em primeiro plano com Araucaria angustifolia ao
fundo. Margem esquerda da Av. Maringá. Ponto GPS nº: 425. Nº da foto: 13517. ............ 161
Figura 82 - Alameda de Ligustrum lucidum na margem esquerda da Av. Maringá. Ponto GPS
nº 431. Nº da foto: 13524. .................................................................................................. 162
Figura 83 - Área verde próximo ao encontro entre a Estrada da Graciosa e a Av. Maringá.
Dentre as espécies presentes no local, destaque para Podocarpus lambertii eSchinus
terebinthifolius, espécies nativas ao bioma Mata atlântica. Ponto GPS nº: 433. Nº da foto:
13527. ............................................................................................................................... 162
Figura 84 - Palmeira não identificada na margem esquerda da estrada da Graciosa. Ponto
GPS nº: 437. Nº da foto: 13539. ........................................................................................ 164

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Figura 85 - Indivíduo lenhoso próximo a calçada da margem esquerda da Estrada da


Graciosa. Ponto GPS nº: 438. Nº da foto: 13540. .............................................................. 165
Figura 86 - Exemplar de Hibiscus sp. e Pittosporum undulatum cultivados próximo à calçada
da margem esquerda da Estrada da Graciosa. Ponto GPS nº: 439. Nº: 13541.................. 165
Figura 87 - Margem direita da BR-116 próximo à ponte do rio Atuba. Ponto GPS nº: 447. Nº
da foto: 13550. ................................................................................................................... 168

Figura 88 - Margem direita da BR-116 com indivíduos arbóreos ao fundo. Ponto GPS nº:
448. Nº da foto: 13553. ...................................................................................................... 169
Figura 89 - Indivíduos de Schinus terebinthifolius em regeneração próximo ao Ponto GPS nº
448. Nº da foto: 13558. ...................................................................................................... 169
Figura 90 - Indivíduos nativos remanescentes próximo ao Ponto GPS nº: 456. Nº da foto:
13562. ............................................................................................................................... 169
Figura 91 - Alameda de arvoretas de Tabebuia chrysotricha. Ponto GPS nº: 468 a 469. Nº da
foto: 13577......................................................................................................................... 170
Figura 92 - Agrupamento de Schinus terebinthifolius em regeneração próximo a mergem
direita da BR-116. Ponto GPS nº: 13590. .......................................................................... 170
Figura 93 - Exemplares de Syagrus romanzoffiana na margem direita da BR-116. Ponto
GPS nº: 479. Nº da foto: 13595. ........................................................................................ 170
Figura 94 - Exemplares de Eucalyptus cinerea e Syagrus romanzoffiana próximos ao Ponto
GPS nº 482. Margem direita da BR-116. Nº da foto: 13598. ............................................. 171
Figura 95 - Viveiro de plantas ornamentais próximo a margem direita da BR-116. Ponto GPS
486. Nº da foto: 13605. ...................................................................................................... 171
Figura 96 - Exemplar de Cedrella fissilis próximo a margem direita da BR-116. Ponto GPS nº
548. Nº da foto: 13691. ...................................................................................................... 172
Figura 97 - Exemplar de Araucaria angustifolia próximo a margem direita da BR-116. Ponto
GPS nº 501. Nº da foto: 13633. ......................................................................................... 172
Figura 98 - Detalhe do fruto de Tabebuia chrysotricha. Ponto GPS nº 504. Nº da foto: 13644.
.......................................................................................................................................... 173
Figura 99 - Indivíduo lenhoso de Melia azedarach próximo a mergem direita da BR-116.
Ponto GPS nº 509. Nº da foto: 13652. ............................................................................... 173

Figura 100 - Capão remanescente com indivíduos lenhosos da flora nativa ao bioma Mata
Atlântica. Destaque para Schinus terebinthifolius que regenra intensamente no local. Ponto
GPS nº 526. Nº da foto: 13668. ......................................................................................... 174

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Figura 101 - Exemplares nativos do bioma Mata Atlântica na margem direita da BR-116.
Ponto GPS 569. Nº da foto: 13716. ................................................................................... 174
Figura 102 - Exemplares de Syagrus romanzoffiana na margem esquerda da BR-116. Ao
fundo, indivíduos lenhosos de Pinus sp. Ponto GPS nº 849 e 850. Nº da foto: 13849. ...... 175
Figura 103 - Exemplar de Araucaria angustifolia, espécie ameaçada de extinção segundo
lista oficial do MMA, próximo ao Ponto GPS nº 718. Margem esquerda da BR-116. Nº da
foto: 13876......................................................................................................................... 175
Figura 104 - Aspecto estrutural da faixa de APP do rio Canguiri. Predominam espécies
nativas pioneiras como Schinus terebinthifolius, Myrsine coriacea, Solanum sp., todas de
pequeno porte, além de espécies exóticas como Pinus sp. e Ligustrum lucidum. Ponto GPS
nº 721. Nº da foto: 13881. .................................................................................................. 176
Figura 105 - Povoamento de Pinus sp. próximo ao ponto GPS nº 721. Margem esquerda da
BR-116. Nº da foto: 13882. ................................................................................................ 176
Figura 106 - Exemplares de Araucaria angustifolia próximo ao ponto GPS nº 733. Espécie
ameaçada de extinção segundo a lista da flora ameaçada de extinção do MMA. Nº da foto:
13896. ............................................................................................................................... 177
Figura 107 - Indivíduos lenhosos em regeneração próximo ao ponto GPS nº 722 e 730. Nº
da foto: 13890. ................................................................................................................... 177
Figura 108 - Mudas de Tabebuia chrysotricha plantadas ao longo da calçada na margem
direita da PR-506. Ponto GPS 589 e 590. Nº da foto: 13739. ............................................ 179
Figura 109 - Palmeiras (não identificadas) cultivadas ao longo da calçada na margem direita
da PR-506. Nº da foto: 13744. ........................................................................................... 179
Figura 110 - Mudas plantadas de Podocarpus lambertii ao longo da calçada na margem
direita da PR-506. Ponto GPS 599 e 608. Nº da foto: 13745. ............................................ 180
Figura 111 - Exemplares de Araucaria angustifolia e Pinus sp. na margem esquerda da PR-
506, próximo ao hospital. Ponto GPS nº 600 e 607. Nº da foto: 13747. ............................. 180
Figura 112 - Toras de Araucaria angustifolia foram encontradas próximo ao ponto GPS nº
607. Nº da foto: 13749. ...................................................................................................... 181
Figura 113 - Exemplar de Araucaria angustifolia na margem direita da PR-506. Ponto GPS
nº 614. Nº da foto: 13753. .................................................................................................. 181
Figura 114 - Mudas de Tabebuia heptaphylla plantadas ao longo da margem esquerda da
PR-506. Ponto GPS 616,617 e 618. Nº da foto: 13758. ..................................................... 182
Figura 115 - Alameda de Araucaria angustifolia plantada próxima a margem direita da PR-
506. Ponto GPS nº 624,625 e 626. Nº da foto: 13765. ....................................................... 182

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Figura 116 - Paisagismo com o uso de palmeira não identificada na margem direita da
estrada de acesso a Faurecia. Ponto GPS 629 e 630. Nº da foto: 13773. ......................... 184
Figura 117 - Alameda de mudas de Tabebuia heptaphylla plantadas ao longo da calçada na
margem direita da estrade de acesso a Faurecia. Ponto GPS 632 a 635. Nº da foto: 13776.
.......................................................................................................................................... 184
Figura 118 - Alameda de lagerstroemia indica plantada ao longo da calçada, na margem
esquerda da estrada de acesso a Faurecia. Ponto GPS nº 636 e 637. Nº da foto: 13780. 184
Figura 119 - Exemplar de Mimosa scabrella na margem direita da estrada de acesso a
Faurecia. Ponto GPS nº 643. Nº da foto: 13788................................................................. 185
Figura 120 - Alameda de Ligustrum lucidum cultivada na margem esquerda da estrada de
acesso a Faurecia. Ponto GPS nº 646 e 647. Nº da foto: 13791........................................ 185
Figura 121 - Fragmento de Floresta Ombrófila Mista próximo a margem direita da estrada de
acesso a Faurecia. Ponto GPS nº 661. Nº da foto: 13807. ................................................ 186
Figura 122 - Árvores cultivadas ao longo da calçada em ambas as margens da estrada de
acesso a Faurecia. Ponto GPS nº 668 a 686. Nº da foto: 13820........................................ 186
Figura 123 - Flores de Lafoensia pacari. Ponto GPS nº 672. Nº da foto: 13829. ................ 186
Figura 124 - Demonstração das metodologias utilizadas para o resgistro de anfíbios e
répteis. A) Procura ativa e B) Ponto de escuta................................................................... 219
Figura 125 - Exemplo da disposição de um equipamento de monitoramento fotográfico no
interior de um fragmento florestal....................................................................................... 220
Figura 126 - Detalhe dos ambientes amostrados na AID. .................................................. 221
Figura 127 - Curva de acumulação de espécies de anuros ao longo de 24 amostragens na
ADA. PR= Procura por Rodagem; PA= Procura Ativa e PE= Ponto de Escuta. ................. 223
Figura 128 - Exemplares de anuros coletados nas áreas de AID. A = Hypsiboas pulchellus;
B= Rhinella icterica; C = Scinax fuscovarius; e D = Physalaemus cuvieri. ......................... 224
Figura 129 - Riqueza observada acumulada e riqueza estimada (Chao 1) de répteis ao longo
dos transectos de amostragem na AID. PA= Procura Ativa e PR= Procura por Rodagem. 225
Figura 130 - Representantes de répteis coletados nas AID. A = Liophis miliares; B=
Philodryas patagoniensis. .................................................................................................. 226
Figura 131 - Porcentagem das espécies nas ordens. ........................................................ 226

Figura 132 - Distribuição das espécies de mamíferos nos habitats. CP = campo; FL =


floresta; SA = semi-aquático. ............................................................................................. 227
Figura 133 - Espécies de mamíferos quanto ao tipo de locomoção. TE = terrestre, SC =
escansorial, AR = arborícola, SA = semi- aquático. ........................................................... 227

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Figura 134 - Espécies de mamíferos quanto à dieta. FO = frugívoro/onívoro; IO =


insetívoro/onívoro; CA = carnívoro; HP = herbívoro/pastador; FH = frugívoro/herbívoro. ... 228
Figura 135 - Curva de suficiência amostral dos dias de amostragem de mamíferos. ......... 228

Figura 136 - Imagens mostrando o alto grau de antropização e degradação em diversos


pontos da AID. Em: A e B = construções irregulares junto a AID; C= Um dos trechos sem
nenhuma cobertura vegetal; D- Fragmentos de mata ciliar utilizados como depósito de lixo.
.......................................................................................................................................... 230
Figura 137 - Um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), espécie muito comum em
áreas urbanas. Único registro com o auxílio de equipamento de monitoramento fotográfico
durante o estudo. ............................................................................................................... 231
Figura 138 - Número de espécies e seus ambientes associados. ...................................... 233
Figura 139 - Porcentagem da classificação de abundância da comunidade estudada. ...... 233
Figura 140 - Curva de suficiência amostral nas áreas de influência direta (AID) da futura
rede de distribuição de gás natural - PR. ........................................................................... 234
Figura 141 - Roedores alóctones identificados na AID. A- camundongo (Mus musculus); B-
rato-das-casas (Rattus); C- ratazana (Rattus novergicus). ................................................ 240
Figura 142 - Trecho do rio Palmital. ................................................................................... 250
Figura 143 - Na margem direita escoamento de efluente doméstico no leito principal do rio.
.......................................................................................................................................... 250
Figura 144 - R. moreirai amostrada no Rio Palmital. Fonte: Froese e Pauly (2010). .......... 251
Figura 145 - H. malabaricus, conhecida popularmente como traíra. .................................. 253
Figura 146 - R. quelen, conhecida como jundiá. ................................................................ 253
Figura 147 - Localização do rio Palmital na BR-116, AID do empreendimento e a ocupação
urbana irregular ao fundo. .................................................................................................. 254

Figura 148 - Trecho do rio Palmital localizado em uma região com poucas moradias. ...... 254
Figura 149 - Trecho do rio localizado na área urbana do município de Colombo. .............. 254
Figura 150 - Rio Palmital na cidade de Colombo. .............................................................. 254
Figura 151 - Avaliação integrada da qualidade da água no rio Palmital próximo ao Parque
Castelo Branco no período de 1992 à 2009. Cores = Vermelho: Poluída e Roxo:
Extremamente poluída. ...................................................................................................... 255
Figura 152 - Avaliação integrada da qualidade da água no rio Palmital em Vargem Grande
no período de 1992 à 2009. Cores = Vermelho: Poluída.................................................... 255

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Figura 153 - Avaliação integrada da qualidade da água no Rio Curralinho em Quatro Barras
no período de 1992 à 2009. Cores= Amarelo: Pouco poluída; Laranja: Mediamente poluída;
Verde: Boa e Vermelho: Poluída. ....................................................................................... 256
Figura 154 - Região Metropolitana de Curitiba. .................................................................. 264
Figura 155 - Grau de Urbanização (%) da população residente no Estado do Paraná, Área
de Influência Indireta e municípios. .................................................................................... 273

Figura 156- Taxa geométrica de crescimento anual de crescimento do Produto Interno do


Bruto por setores da economia, 2002/2007. ...................................................................... 300
Figura 157 - Taxa geométrica de anual do Produto Interno Bruto per capta 2002/2007..... 301
Figura 158 - Eventos Iniciadores de 1 a 5. ......................................................................... 326
Figura 159 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN – Pinhais. ................................................ 339
Figura 160 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN –Pinhais .................................................. 340
Figura 161 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). ...... 342
Figura 162 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN - Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). .... 344
Figura 163 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN - Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). .... 346
Figura 164 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN - Quatro Barras. ...................................... 348
Figura 165 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN – Quatro Barras. ..................................... 350
Figura 166 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN – Campina Grande do Sul. ..................... 352
Figura 167 - Curvas de Iso-Risco Ramal de GN – Campina Grande do Sul. ..................... 354
Figura 168 - Visão Geral da Curva de Iso-Risco do ramal de distribuição de GN. ............. 355
Figura 169 - Árvore Genérica para Líquidos Inflamáveis. .................................................. 356
Figura 170 - Desenho esquemático de malha (conjunto de células). ................................. 359
Figura 171 - Curvas F-N de Risco Social – CritérioCETESB (SP)...................................... 362
Figura 172 - Nuvem de GN no duto de 8” e furo de 4” num tempo de 10 s para fechamento
da válvula. ......................................................................................................................... 364
Figura 173 - Etapas do Estudo de Impacto Ambiental. Do Diagnóstico Ambiental à Matriz de
Impacto Ambiental. ............................................................................................................ 367
Figura 174 - Representação esquemática da interação que resulta no impacto direto....... 369
Figura 175 - Representação esquemática da interação que resulta no impacto indireto (efeito
2). ...................................................................................................................................... 369

Figura 176 - Representação esquemática do impacto ambiental imediato......................... 370

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Figura 177 - Representação esquemática do impacto ambiental de médio prazo.............. 370


Figura 178 - Representação esquemática do impacto ambiental de longo prazo............... 370
Figura 179 - Representação esquemática do impacto reversível. ...................................... 371

Figura 180 - Representação esquemática do impacto irreversível. .................................... 371

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ÍNDICE DE MAPAS

Mapa 1 - Localização e Situação da RDGN para a Região Metropolitana de Curitiba. ........ 41


Mapa 2– Áreas de Influência do Meio Físico. ...................................................................... 86
Mapa 3 - Geomorfologia. ................................................................................................... 107
Mapa 4 – Geologia. ........................................................................................................... 112
Mapa 5 - Pedologia. ........................................................................................................... 129
Mapa 6 – Recursos Hídricos. ............................................................................................. 131
Mapa 7 - Áreas de Influência do Meio Biótico. ................................................................... 145
Mapa 8 – Locais de levantamento florístico. ...................................................................... 205
Mapa 9 - Unidades de Conservação .................................................................................. 258
Mapa 10 - Áreas de Influência do Meio Socioeconômico. .................................................. 261

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ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 - Temperatura média, média máxima e média mínima registrada na Estação


Pinhais no período entre 1970 e 1997. ................................................................................ 88
Tabela 2 - Umidade Relativa do Ar registrada na Estação Pinhais no período entre 1970 e
1997. ................................................................................................................................... 89
Tabela 3 - Média Total Mensal de Precipitação registrada na Estação Pinhais no período
entre 1970 e 1997................................................................................................................ 90
Tabela 4 - Direção Predominante e Velocidade Média dos ventos registrados na Estação
Pinhais no período entre 1970 e 1997. ................................................................................ 90
Tabela 5 - Padrões da qualidade do ar. ............................................................................... 94
Tabela 6- Padrões nacionais da qualidade do ar (Resolução CONAMA n.º 03 de 28/06/90).
............................................................................................................................................ 94
Tabela 7 – Média Anual dos Poluentes Registrados nas Estações de Monitoramento
(adaptado de SEMA, 2009).................................................................................................. 96
Tabela 8 – Média Horária Máxima da concentração de poluentes registrados nas Estações
de Monitoramento (adaptado de SEMA, 2009). ................................................................... 97
Tabela 9 – Ocorrências de concentração de poluentes acima dos níveis estipulados pela
Resolução CONAMA n.º 03 de 28/06/90 registrados nas Estações de Monitoramento
(adaptado de SEMA, 2009).................................................................................................. 99
Tabela 10 - Unidades Geomorfológicas que ocorrem na área em estudo. ......................... 100
Tabela 11 – Unidades Geológicas por Segmento da RDGN .............................................. 110
Tabela 12 - Classes de Solo encontradas na Área de Influência ....................................... 115
Tabela 13 - Classe de interpretação para a perda de solo potencial .................................. 125
Tabela 14 - Localização dos pontos de coleta de água para análise. ................................ 135
Tabela 15 - Parâmetros analisados e chuvas antecedentes. ............................................. 135
Tabela 16 – Resultados dos parâmetros analisados. ......................................................... 138
Tabela 17 - Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada às margens da Rodovia João
Leopoldo Jacomel.............................................................................................................. 156
Tabela 18 - Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada às margens e no canteiro central da
Avenida Maringá. ............................................................................................................... 162
Tabela 19 - Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada às margens da Estrada da Graciosa.
.......................................................................................................................................... 166

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Tabela 20 - Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada ao longo do traçado proposto no


projeto executivo da RDGN para a BR-116. ...................................................................... 166
Tabela 21 - Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada às margens da PR-506 (Rodovia do
Caqui). ............................................................................................................................... 178
Tabela 22 – Flora lenhosa arbustiva/arbórea registrada às margens da estrada de acesso à
Faurecia............................................................................................................................. 183

Tabela 23 - Descrição do esforço acumulado, esforço diário e riqueza da herpetofauna


obtidos através de cada uma das metodologias descritas. ................................................ 222
Tabela 24 – População de Curitiba, Região Metropolitana e Estado do Paraná (anos de
1970, 1980, 1991, 1996, 2000). ......................................................................................... 265
Tabela 25 - População residente na AII e sua distribuição proporcional para o Estado do
Paraná, área de Influência Indireta e municípios. .............................................................. 269
Tabela 26 – Área territorial e densidade demográfica, Estadodo Paraná, AII e municípios
(2010). ............................................................................................................................... 269
Tabela 27 – Percentual da população e Área Territorial, Estado do Paraná, AII e municípios
(2010). ............................................................................................................................... 269
Tabela 28 - Razão de sexos da Área de Influência Indireta e Direta do empreendimento. 270
Tabela 29 - População residente por situação de domicílio no Estado do Paraná e Área de
Influência Indireta, 1980, 1991, 2000 e 2010. .................................................................... 272
Tabela 30 - Taxa média geométrica de crescimento anual (%) da população residente. ... 275
Tabela 31 – Proporção da população natural e migrante na população do Estado do Paraná,
Área de Influência Indireta e municípios, no ano de 2000. ................................................. 277
Tabela 32 – Participação da Área de Influência Indireta e municípios no total de migrantes
interestaduais que não residiam na região, por estado de residência em 31.07.1995........ 280
Tabela 33 - Pessoas não naturais da Unidade da Federação que tinham menos de 10 anos
ininterruptos de residência na Unidade da Federação, por tempo ininterrupto de residência
na Unidade da Federação.................................................................................................. 281
Tabela 34 – População residente, por deslocamento para trabalho ou estudo. ................. 283
Tabela 35 – Indíce de Desenvolvimento Humano. ............................................................. 285
Tabela 36 – Renda per Capita dos municípios da Área de Influência Indireta.................... 285
Tabela 37 – Percentual da renda proveniente de rendimentos do trabalho........................ 286
Tabela 38 – Percentual da renda proveniente de transferências governamentais. ............ 286

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Tabela 39 – Índice de Gini e proporção de pobres nos municípios da Área de Influência


Indireta............................................................................................................................... 286
Tabela 40 – Mortalidade até um ano de idade. .................................................................. 287

Tabela 41 – Esperança de vida ao nascer. ........................................................................ 287


Tabela 42 – Probabilidade de sobrevivência até 60 anos. ................................................. 288
Tabela 43 – Taxa bruta de frequência à escola e taxa de alfabetização. ........................... 288
Tabela 44 – Percentual de crianças de 7 a 14 anos analfabetas. ...................................... 288
Tabela 45 – Percentual de adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos. ............................. 289
Tabela 46 – Percentual de pessoas de 18 a 24 anos com menos de quatro anos de estudo.
.......................................................................................................................................... 289
Tabela 47 - Número de matrículas, escolas e turmas - Ensino Regular, nível de ensino Pré-
Escolar............................................................................................................................... 290
Tabela 48 - Número de funções docentes da Pré-Escola, por município, segundo a
dependência administrativa e a localização. ...................................................................... 290
Tabela 49 - Número de matrículas, escolas e turmas - Ensino Regular, nível de ensino
Ensino Fundamental. ......................................................................................................... 291
Tabela 50 - Número de funções docentes da Pré-Escola, por município, segundo a
dependência administrativa e a localização. ...................................................................... 292
Tabela 51- Número de matrículas, escolas e turmas - Ensino Regular, nível de ensino
Ensino Médio. .................................................................................................................... 293
Tabela 52- Número de funções docentes do Ensino Médio, por município, segundo a
dependência administrativa e localização. ......................................................................... 293
Tabela 53- Percentual de pessoas que vivem em domicílios com água encanada. ........... 295
Tabela 54 - Percentual de pessoas que vivem em domicílios com esgotamento sanitário. 296
Tabela 55– Percentual de pessoas que vivem em domicílios com energia elétrica. .......... 296
Tabela 56- Percentual de pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta
de lixo. ............................................................................................................................... 297

Tabela 57- Composição Setorial do Produto Interno Bruto (PIB) - R$ de 2000 (mil) - Estado
do Paraná, Área de Influência Direta e Municípios, 2007. .................................................. 299
Tabela 58- Taxa geométrica de crescimento anual do Produto Interno Bruto por setores da
economia, 2002/2007. ....................................................................................................... 299
Tabela 59- Produto Interno Bruto per capita, 2007. ........................................................... 300

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Tabela 60 - Composição típica do gás natural distribuído pela Compagas. ....................... 313
Tabela 61 - Dados de densidade, volume e massa de gás no duto. .................................. 334
Tabela 62 - Dados obtidos para furo de 0,8 polegadas no duto. ........................................ 334

Tabela 63 - Dados obtidos para furo de 4 polegadas no duto. ........................................... 334


Tabela 64 - Dados de densidade, volume e massa de gás no duto. .................................. 334
Tabela 65 - Dados obtidos para furo de 0,6 polegada no duto. .......................................... 335

Tabela 66 - Dados obtidos para furo de 3 polegadas no duto. ........................................... 335


Tabela 67 - Dados de densidade, volume e massa de gás no duto. .................................. 335
Tabela 68 - Dados obtidos para furo de 0,4 polegada no duto. .......................................... 335
Tabela 69 - Dados obtidos para furo de 2 polegadas no duto. ........................................... 335
Tabela 70- parâmetros de entrada para o cálculo das curvas de iso-risco. ........................ 337
Tabela 71 - Parâmetros de entrada para a Árvore de Eventos Ambientes Abertos. ........... 337
Tabela 72 - Ramal de Gás Natural – Pinhais. .................................................................... 338
Tabela 73 - Ramal de Gás Natural – Pinhais. .................................................................... 339
Tabela 74 - Ramal de Gás Natural – Rodovia Régis Bittencourt. ....................................... 341
Tabela 75 - Ramal de Gás Natural – Rodovia Régis Bittencourt. ....................................... 343
Tabela 76 - Ramal de Gás Natural – Quatro Barras........................................................... 344
Tabela 77 - Ramal de Gás Natural – Quatro Barras........................................................... 346
Tabela 78 - Ramal de Gás Natural – Quatro Barras........................................................... 348
Tabela 79 - Ramal de Gás Natural – Campina Grande do Sul ........................................... 350
Tabela 80 - Ramal de Gás Natural – Campina Grande do Sul. .......................................... 352
Tabela 81 - Frequências Anuais. ....................................................................................... 357
Tabela 82 - Probabilidades de Ignição Imediata segundo a Presença de Fontes de Ignição
na Área de Ocorrência de um Vazamento. ........................................................................ 358
Tabela 83 - Risco individual médio. ................................................................................... 362
Tabela 84 - Taxa de Acidentes Fatais na Indústria. ........................................................... 363

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ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 1- Identificação do Empreendedor. ......................................................................... 35


Quadro 2- Identificação da empresa consultora. .................................................................. 35
Quadro 3 – Localização dos trechos a serem estudados. .................................................... 40
Quadro 4 - Imagens da coleta de água nos cinco pontos de amostragem. ........................ 136
Quadro 5 - Principais espécies observadas nas Áreas de Influência do empreendimento (AII
e AID). Convenções utilizadas: VU – espécie vulnerável, EN – espécie “em perigo” de
extinção. ............................................................................................................................ 149
Quadro 6 - Lista da flora nativa encontrada na ADA da RDGN para a Região Metropolitana
de Curitiba. ........................................................................................................................ 188
Quadro 7 - Lista da flora exótica encontrada na ADA da RDGN para a Região Metropolitana
de Curitiba. ........................................................................................................................ 204
Quadro 8 - Lista de espécies de anfíbios com possível ocorrência na Área de Influência
Indireta para elaboração do EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a
Região Metropolitana de Curitiba. Status: NA: não ameaçada. PR*: Espécies ameaçadas no
estado do Paraná. BR**: Lista de fauna brasileira ameaçada de extinção. ........................ 208
Quadro 9 - Lista de espécies de répteis com possível ocorrência na Área de Influência
Indireta para elaboração do EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a
Região Metropolitana de Curitiba. Status: NA: não ameaçada.PR*: Espécies ameaçadas no
estado do Paraná. BR**: Lista de fauna brasileira ameaçada de extinção. ........................ 208
Quadro 10 - Lista de espécies de peixes com possível ocorrência na Área de Influência
Indireta para elaboração do EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a
Região Metropolitana de Curitiba. Status: NA: não ameaçada, DD: deficiente de dados, QA:
quase ameaçada, VU: vulnerável. PR*: Espécies ameaçadas no estado do Paraná. BR**:
Lista de fauna brasileira ameaçada de extinção. ............................................................... 209
Quadro 11 - Lista de espécies de aves com possível ocorrência na Área de Influência
Indireta para elaboração do EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a
Região Metropolitana de Curitiba. Forma de Registro: BIB: bibliográfico (ver detalhes e
metodologia); DIR: registro direto (visual e ou auditivo). Status: NA: não ameaçada, NT:
quase ameaçada, EN: em perigo. PR*: Espécies ameaçadas no estado do Paraná. BR**.
Espécies ameaçadas em âmbito nacional. ........................................................................ 211
Quadro 12 - Classificação dos pontos com a identificação dos locais de amostragem,
coordenadas geográficas, fitofisionomia, táxon estudado, metodologia aplicada e esforço
amostral. UTM= Universal Transversal de Mercator. AFT= Amostragem de fauna terrestre,
VP: Varredura por puçá (m= metros), PE= Ponto de Escuta (min= minutos); PA= Procura

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Ativa (m= metros), PC= Ponto de Contagem, AR: armadilha tipo Sherman (armadilha-
noite/campanha), AF: armadilha fotográfica (armadilha-dia/campanha); TSC= Transectos.
.......................................................................................................................................... 217
Quadro 13 - Espécies de anfíbios encontradas na AID com o nome científico, nome popular,
hábito de vida (AR= arborícola, TE= terrestre, FO= fossorial, AQ=aquático), tipo de registro
(PA= procura ativa, PE= ponto de escuta, PR= procura por rodagem) e status de
conservação para estado do Paraná e do Brasil: NA = Não Ameaçada............................. 223
Quadro 14 - Espécies de répteis encontradas nas AID com o nome científico, nome popular,
hábito de vida (AQ= aquático, AR= arborícola, TE= terrestre, FO= fossorial), tipo de registro
(PA= Procura ativa, PR= Procura por rodagem) e status de conservação para estado do
Paraná e do Brasil: NA = Não Ameaçada. ......................................................................... 225
Quadro 15 - Relação das espécies de mamíferos listados nas áreas de influência direta
(AID) e área diretamente afetada (ADA). No quadro as espécies estão classificadas quanto
ao habitat CP: campo, FL: floresta, SA: semi-aquático e CP, FL: ocorrem em área de campo
e floresta de acordo com Fonseca et al. (1996) e NA: Ambiente antrópico. Quanto à
locomoção TE: terrestre, SC: escansorial, AR: arborícola, SA: semi-aquático. Quanto à dieta
em FO: frugívoro/onívoro, IO: insetívoro/onívoro, FH: frugívoro/herbívoro, CA: carnívoro, FG:
frugívoro/granívoro, HG: herbívoro/pastador. Registro VIS: visual, EMF: equipamento de
monitoramento fotográfico, VES: vestígios. Classificação quanto à categoria de ameaça para
o Paraná segundo Mikich & Bérnils (2004) e no Brasil Machado et al. (2005) (+) EX: Espécie
exótica Status: NA: não ameaçada, DD: deficiente de dados. ........................................... 228
Quadro 16 - Lista de espécies de aves com possível ocorrência na Área de Influência Direta
para elaboração do EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região
Metropolitana de Curitiba. Classificação de abundância: ver detalhes em metodologia.
Status: NA: não ameaçada, NT: quase ameaçada, EN: em perigo. PR*: Espécies
ameaçadas no estado do Paraná. BR**. Espécies ameaçadas em âmbito nacional. ......... 234
Quadro 17 - Lista das espécies encontrada na AII do empreendimento, contemplando o
nome popular, hábito alimentar, habitat preferencial, hábito na coluna da água, migração,
status de conservação e referências utilizadas. B= Bentônico; B= BA= Bentônico que respir
.......................................................................................................................................... 245
Quadro 18 - Lista das espécies encontrada no rio Iguaçu, contemplando o nome popular,
hábito alimentar, habitat preferencial e hábito na coluna da água. CD= Coluna da água; B=
Bentônico e BA= Bentônico que respira ar atmosférico e S= Superfície. ........................... 251

Quadro 19- Áreas de caminhamento ao longo da AID e ADA. ........................................... 306


Quadro 20 - Hipóteses Acidentais...................................................................................... 322
Quadro 21 - Análise Preliminar de Riscos – Sistema de Gás Natural. ............................... 323
Quadro 22 - Cenários escolhidos para simulações de consequências. .............................. 328

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Quadro 23 - Critérios Internacionais quanto ao Nível de Vulnerabilidade........................... 331


Quadro 24 - Critério de avaliação de impacto ambiental – probabilidade. .......................... 368
Quadro 25 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Forma. ..................................... 369

Quadro 26 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Duração................................... 369


Quadro 27 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Prazo de Ocorrência................ 370
Quadro 28 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Probabilidade. ......................... 371

Quadro 29 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Reversibilidade. ....................... 371


Quadro 30 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Abrangência. ........................... 372
Quadro 31 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Magnitude. .............................. 372
Quadro 32 - Critério de avaliação de impacto ambiental – Importância. ............................ 372
Quadro 33 - Avaliação da significância dos impactos ambientais. ..................................... 373
Quadro 34 - Avaliação do impacto “dúvidas e ansiedade em relação às implicações do
empreendimento”............................................................................................................... 375
Quadro 35 - Avaliação do impacto “aumento dos níveis de ruído”. .................................... 377
Quadro 36 - Avaliação do impacto “emissão de materiais particulados”. ........................... 377
Quadro 37 - Avaliação do impacto "geração de resíduos sólidos". .................................... 378
Quadro 38 - Avaliação do impacto “propensão à instalação de processos/formas erosivas”.
.......................................................................................................................................... 378
Quadro 39 - Avaliação do impacto “aporte de material sólido aos cursos d’água e
contaminação dos mesmos e do lençol freático por óleos, graxas e combustíveis
provenientes do maquinário utilizado”. ............................................................................... 379
Quadro 40 - Avaliação do impacto "supressão da cobertura vegetal". ............................... 380
Quadro 41 - Avaliação do impacto "acidentes com animais peçonhentos e contágio de
zoonoses". ......................................................................................................................... 380
Quadro 42 – Avaliação do impacto “alteração no modo de vida dos animais e atração da
fauna sinantrópica”. ........................................................................................................... 381
Quadro 43 - Avaliação do Impacto “interferências sobre os serviços públicos”. ................. 381
Quadro 44 – Avaliação do Impacto “interferências das obras no trânsito existente”. ......... 382
Quadro 45 – Avaliação do Impacto “aumento dos riscos de acidentes viários nas
proximidades das obras”. ................................................................................................... 382

Quadro 46 - Avaliação do impacto “geração de postos de trabalho”. ................................. 383

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Quadro 47 – Avaliação do impacto “degradação da qualidade do ar devido a vazamentos”.


.......................................................................................................................................... 384
Quadro 48 - Avaliação do impacto “aumento da oferta de energia”. .................................. 384

Quadro 49 - Avaliação do impacto “redução das emissões atmosféricas das indústrias com a
utilização do gás natural”. .................................................................................................. 385
Quadro 50 - Matriz de impactos e respectivas medidas mitigadoras, compensatórias e/ou
otimizadoras ...................................................................................................................... 390

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ÍNDICE DE ANEXOS

ANEXO I – Laudo Analítico da Qualidade da Água. ........................................................... 409


ANEXO II – Coordenadas Pontos de Estudo Florístico. ..................................................... 410
ANEXO III – Parecer IPHAN. ............................................................................................. 411

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IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EMPRESA CONSULTORA

Quadro 1- Identificação do Empreendedor.


Empreendedor
Nome Companhia Paranaense de Gás - Compagas
Razão Social Companhia Paranaense de Gás - Compagas
CNPJ 00.535.681/0001-92
Inscrição Estadual 10.005.272-50
Endereço Rua Pasteur, 463 - Ed. Jatobá, 7º andar - Bairro: Batel
Cidade Curitiba
Telefone/Fax 041 3312 1900/3312 1935
Representante Legal Diretor Presidente: Luiz Carlos Meinert
Diretor Técnico: José Roberto Gomes Paes Leme
Contato Marco Aurélio Biesmeyer
E-mail marco.aurelio@compagas.com.br

Quadro 2- Identificação da empresa consultora.


Empresa Consultora MRS – Estudos Ambientais Ltda.
CNPJ 94.526.480/0001-72
CREA/RS 82.171
CTF IBAMA 196.572
Matriz: Av. Praia de Belas nº 2.174, Ed. Centro Profissional Praia de Belas 4º
andar, sala 403. Bairro Menino Deus, Porto Alegre-RS. CEP 90.110-001
Endereço
Filial I: SRTVS Quadra 701, Bloco O, Ed. Centro Multiempresarial, entrada A,
Completo:
Sala 504. CEP: 70340-000 – Brasília, DF
Filial II: Av. Rio Branco, 123 sala 1608. Centro.
Matriz: (51) 3029-0068
Telefone / FAX:
Filial: (61) 3201-1800
E-mail: mrs@mrsdf.com.br
Alexandre Nunes da Rosa – Geólogo
Diretores:
Luciano Cezar Marca – Geólogo
Representante Legal Alexandre Nunes da Rosa
Contato Samanta Balsini Peixoto
Fone/fax 51 3029 0068
E-mail samanta@mrsdf.com.br

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IDENTIFICAÇÃO DA EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL

Registro
Nome Função CTF/IBAMA Assinatura
Profissional
Coordenador Geral

Alexandre Nunes da 66.876/D


Geólogo 225.743
Rosa CREA-RS

Coordenação Técnica

Yone Melo de
Bióloga 08785/04-D CRBio 1.509.550
Figueiredo Fonseca

Equipe Meio Físico


André Almeida 93626/D
Geólogo 40.024
Bastos CREA-RS

o
Eng 14.132/D
Heider Damas Vieira 2.449.176
Ambiental CREA-DF

21.158/D
Luciano Cezar Marca Geólogo 306.766
CREA-PR

Thiago Avelar 16.659/D


Geógrafo 4.484.025
Chaves CREA-DF

Germano Andrade Arquiteto e 76.605/D


3.924.974
Ladeira Urbanista CREA-MG

Fabiano de Oliveira Engenheiro


CREA-DF: 12015/D 5190821
Mingati Civil

Eng. de 040591/D
Luiz Jaidemir de
Segurança do 707.581
Figueiredo Ávila CREA-RS
Trabalho
Equipe Meio Biótico

Helena Maia de A. 15.189/D


Enga Florestal 2.235.332
Figueiredo CREA-DF

Janderson Brito 37.854/04-D


Biólogo 469.096
Pereira CRBio

Lízia do Lago Enga 3729/D


2.223.461
Murbach Agrônoma CREA-RO

Roberta Batista 44.545/04-D


Bióloga 1.880.431
Guimarães CRBio

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Registro
Nome Função CTF/IBAMA Assinatura
Profissional

Patrícia Collin
Bióloga 63689/03-D 5087315
Antúnez

Samanta Balsini 25.680/03-D


Bióloga 681.570
Peixoto CRBio

Roger Borges da 28893/03-D


Biólogo 1.920.851
Silva CRBio

Iberê Farina 45083/03-D


Biólogo 1.907.672
Machado CRBio

Rafael Gustavo
Biólogo 53449/03-D CRBio 586216
Becker

Equipe Meio Antrópico

Jana Alexandra
Socióloga - 2.934.379
Oliveira da Silva

Deisi Scunderlick
Arqueóloga - 463.338
Eloy de Farias

Formatação

Luis Fernando Roxo 8273/D


Geógrafo 2.318.542
de Medeiros CREA-MT

Juliane Chaves da Enga 15.376/D


1.783.367
Silva Ambiental CREA-DF

Daniela Cappellesso Enga 17.465/D


2.665.210
Mangoni Ambiental CREA-DF
Equipe de Apoio

Jacqueline Souza de
Estagiária
Vargas

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1 APRESENTAÇÃO

1.1 OBJETIVO

Este estudo tem por objetivo atender aos requisitos necessários para a etapa inicial do
processo de licenciamento ambiental, com a obtenção da LP para a implantação da Rede
de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de Curitiba. Esta rede abrange
os municípios de Pinhais, Colombo, Campina Grande do Sul e Quatro Barras.

1.2 JUSTIFICATIVA

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, que à temperatura ambiente e


pressão atmosférica, permanece no estado gasoso. Consiste numa fonte de energia limpa
que pode ser usado nas indústrias, substituindo outros combustíveis mais poluentes, entre
eles os óleos combustíveis, a lenha e o carvão. A Figura 1 mostra a análise comparativa da
emissão de dióxido de carbono – CO2 entre as diversas fontes.

Figura 1 - Comparativo entre emissões de dióxido de carbono - CO2.

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Além da menor emissão de CO2, o gás natural tem potencial para ser disponibilizado em
escala compatível com a demanda nacional. Outras vantagens na utilização do gás natural
são:
• Não apresenta restrições ambientais;
• Reduz a emissão de particulados;
• Redução do desmatamento (quando substitui o uso da energia madeireira);
• Composição química constante, sem compostos pesados;
• Dispensa a manipulação de produtos químicos perigosos;
• Elimina o tratamento de efluentes dos produtos da queima;
• Promove a melhoria da qualidade do ar nas grandes cidades;
• Apresenta baixíssima presença de contaminantes;
• Não exige tratamento dos gases de combustão;
• Apresenta rápida dispersão de vazamentos;
• Apresenta maior segurança operacional;
• Permite maior vida útil dos equipamentos;
• O calor energético queimado se aplica diretamente ao produto;
• Dispensa pré-aquecimento no inverno;
• É de fácil adaptação em instalações já existentes;
• Apresenta menor investimento em armazenamento/uso de espaço;
• Causa menor corrosão dos equipamentos e menor custo de manutenção;
• Apresenta menor custo de manuseio de combustível;
• Apresenta menor custo das instalações;
• É de combustão facilmente regulável;
• Apresenta elevado rendimento energético;
• Admite grande variação do fluxo;
• Apresenta custo bastante competitivo.
Para que seja possível a utilização deste combustível é necessária instalação de um
sistema de suprimento que consiste em exploração, produção, processamento, transporte e
distribuição. O empreendimento em questão, diz respeito à etapa de distribuição do gás
natural para a Região Metropolitana de Curitiba, especificamente para os municípios de
Pinhais, Colombo, Campina Grande do Sul e Quatro Barras, compreendendo a implantação
de uma rede de “transporte por dutos”. Tendo em vista seu potencial de impactos para o
meio ambiente, as Resoluções CONAMA nº 01/86 e 237/97 determinam que o referido
empreendimento seja submetido ao processo de licenciamento ambiental, o qual exige a
realização do Estudo de Impacto Ambiental – EIA e seu respectivo Relatório de Impacto
Ambiental - RIMA.

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2 DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO

2.1 LOCALIZAÇÃO

O empreendimento em questão diz respeito à implantação da Rede de Distribuição de Gás


Natural (RDGN) para a Região Metropolitana de Curitiba, nos municípios de Pinhais,
Colombo, Quatro Barras e Campina Grande do Sul, através da continuidade da rede de
distribuição na Rodovia Régis Bittencourt e na Rodovia João Leopoldo Jacomel junto à
ponte sobre o rio Atuba. O Quadro 3 apresenta os trechos do ramal de gás estudados, por
município e zona urbana ou na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).
Quadro 3 – Localização dos trechos a serem estudados.
Ramal Extensão Aproximada
Município
Diâmetro (Pol)
2
Pressão (Kgf⁄ cm ) (m)
BR-116 8 17 6137
Pinhais
Urbano 6 7 5966
Colombo 8 17 7558
BR-116 8 17 8417
Quatro Barras
Urbano 4 4 3596
BR-116 8 17 5814
Campina Grande do Sul
Urbano 4 4 2491

No Mapa 1 observa-se a localização da RDGN para a Região Metropolitana de Curitiba.

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650.000 700.000 750.000

55°0'W 50°0'W 45°0'W

6
-11
Tunas do Paraná BR
!
H BR-11
MG 6

MS
RJ
SP
Campina Grande do Sul

7.220.000

7.220.000
BR-116

BR-476
Rio Branco do Sul
PR !
H Bocaiúva do Sul
25°0'S

25°0'S
Itaperuçu
!
H
PARAGUAI !
H

647
Colombo

BR -
!
H Campina Grande do Sul
Almirante Tamandaré Colombo !
H Guaraqueçaba
PR

6
!
H -1

50
51 !
H

PR-417

-
PR
ARGENTINA SC Campo Magro

3 40
PR-0
!
H Quatro Barras

7.190.000

7.190.000
!
H

P R-
Quatro Barras

92
Oceano Atlântico CURITIBA Baía das

6
-11
)
H
! Pinhais
Piraquara PR Laranjeiras

BR
Campo Largo -41
!
H !
H PR-
4 15
!
H 0 !
H 0
Pinhais Morretes Antonina
RS !
H

6
BR

-11
-27 Baía de
7
0

BR
BR
Paranaguá

-1 0
 Afonso Pena
30°0'S

30°0'S
BR !
H !
H Paranaguá

1
-2 77 7
São José dos Pinhais - 27 BR
-27
0 75 150 300 PR-4 BR-2 BR 7 277

BR-116
km
23
Araucária 77 BR - Oceano

BR -376
!
H
Atlântico
55°0'W 50°0'W 45°0'W

BR-101
02

PR
-4

76
0 5 10 20

-4
PR

-4
km

07
BR
!
H
650.000 700.000 750.000

Legenda
680.000 687.000 694.000
Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN) Sistema Viário
TA

Ferrovia
7.198.000

7.198.000
)
H
! Capital Estadual
PO
RI
O

RI CA Rodovias Federais
L
AT

O
RI O
ITA

TI !
H Sede Municipal
UB

M
Pavimentada
RIO PALM

B
A

RI

16
PR-417

0 Porto
U

CA
O

-1
CH km 69 Leito Natural

BR
Almirante
OE
IR
b  Aeroporto Internacional
Rodovias Estaduais
A

Tip Top km 70
Tamandaré Massa d'água Pavimentada
k
h
RI O

b Municípios Interceptados pela RDGN


km 71 Leito Natural
PR-506
CA

km 72 bk
h Limite Municipal
NG

Britanite Rodovias Municipais


RI

b
U

km 73
O

IR

Pavimentada
AT

Campina Grande do Sul b


U

km 74
NH
BA

CI

Barion Indústria e Comércio km 75 b


PO

de Alimentos S/A km 76
km 77 b
O

km 78 RI
RI km 79 b Articulação das Folhas 1:25.000
O km 80
k b
B km 81 h b b !
H

25°15'0"S
A b 49°15'0"W 49°0'0"W
CA km 82 b
CH k
h Quatro Barras Faurecia
Colombo km 83 b k
h E
N
ER

NO
km 84 b Quatro Barras RR
A DO -4
76
IM

3
Allbrands Indústria 84

3-
CE
7.191.000

7.191.000
-4
IR

I2

84
RI km 85 b
BR
IM

km 87 km 86 de Alimentos M
R IO

I2
O km 88
B ACA b

M
CH b b

5
b RI
ER

SO
CU SE
I

RI
SO
O RR -4

3
Curitiba AL IN
42

3-
Pinhais HO -4
28

84
42
DO

28 I

I2
TU B A

25°30'0"S
6

REPRESA DO IRAÍ I M

M
Escala numérica em impressão A3
ME
-11

Ofir Alimentos Ltda M


k
h Projeção Universal Transversa de Mercator
IO
BR

49°15'0"W 49°0'0"W
OA

Datum Horizontal SAD69 / Zona 22 J


RI

York Internacional Comercial Ltda k


h
.Mefrana Eletromecânica Ltda Piraquara
CURITIBA U M BI k
hk
MO
R hkh Romanha Indústria de Alimentos Ltda
)
H
! VI L A Nilko
EVE

CÓRREGO
Legenda
PR-0
JUV

Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)


RI O

b Marco Quilométrico (BR-116) Identificação do Projeto


9
R IO

Sistema Viário EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de
RIO
CAJ O I R AIZINH Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8") Curitiba
BE

LE URU O
RI

M Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4") Ferrovia Título do Mapa
Pinhais Piraquara k
h Locais Rodovias Federais Localização e Situação
RIO ÁG UA VE RDE
VI A OFIC INAS
DA L !
H !
H Pavimentada Empreendedor
7.184.000

7.184.000

GO
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Í
PR - )
H
! Capital Estadual
COMPAGAS Companhia Paranaense de Gás
E

R
RIO 415 Leito Natural
!
H
R

Sede Municipal

Rodovias Estaduais Responsável Técnico Data: Fevereiro/2011


Curso d'água Fonte:
BR

1:125.000 Pavimentada
Malha Municipal - (IBGE, 2005); IBGE, 2003; Mapeamento
Massa d'água
-

0 0,5 1 2
27

Leito Natural MRS Estudos Ambientais Sistemático Pró-Atlântica (ITCG, 2009), 1:25.000 - Folhas
km MI 2842-4 SO; MI 2842-4 SE; MI 2843-3 SO; MI 2843-3
7

Municípios Interceptados pela RDGN Rodovias Municipais NO; MI 2842-4 NE; Superintendência de Desenvolvimento
Limite Municipal de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
680.000 687.000 694.000 Pavimentada (SUDERHSA, 2010).
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2.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO RAMAL

2.2.1 PONTOS DE INTERLIGAÇÃO COM O RAMAL EXISTENTE

A alimentação da RDGN para a Região Metropolitana de Curitiba se dará a partir da


interligação com a rede de distribuição existente na Linha Verde (BR-116/476) junto à ponte
sobre o Rio Atuba (rede de 17 kgf/cm²) na Rodovia João Leopoldo Jacomel e na rodovia
Régis Bittencourt.

2.2.2 NORMAS TÉCNICAS

Neste empreendimento serão seguidas as normas NBR12712 e a ASNI-B-31.8 para


execução do projeto e implantação da rede de distribuição. Todavia, outras normas
pertinentes a este tipo de empreendimento também serão utilizadas e, na análise de itens
não contemplados nas normas nacionais, poderão ser consultadas as internacionais
pertinentes.
Em conformidade com as referidas normas, estão previstas instalações de lançadores e
recebedores de “pig”, quando da limpeza das tubulações, de carretéis e cupons de corrosão,
bem como dispositivos para purga e despressurizarão de trechos junto às válvulas de
bloqueio, em conformidade com aquelas normas.
Com relação ao dimensionamento da tubulação, serão consideradas as variações de vazão
dos consumidores de gás, levando-se em conta sempre o cenário mais pessimista, o que
proporciona maior segurança ao sistema de distribuição.
Nos trechos onde houver necessidade da passagem da rede de distribuição por cursos de
água superficiais, a mesma será realizada por baixo dos respectivos leitos, como medida de
segurança contra danos às tubulações. Nos casos de cruzamentos por Ruas e estradas,
está prevista a utilização de tubos-camisa, que promoverão uma proteção mecânica
adicional à tubulação e seu cruzamento sem a interrupção do trânsito por àquelas vias.

2.2.3 MATERIAIS EMPREGADOS NO RAMAL

A RDGN adota, para as partes pressurizadas e em contato com o gás natural, dois tipos de
materiais. São eles o aço carbono, para as linhas que operam com pressão igual ou superior
a 7 kgf/cm², e o polietileno de alta densidade – PEAD, para os sistemas com pressão igual
ou inferior a 4 kgf/cm².
O aço carbono é o material mais comumente usado em redes de distribuição de gás, devido
à sua adequada resistência mecânica e ao ataque do gás natural, porém, por sua

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susceptibilidade à corrosão pelo solo, ele deve ser protegido por revestimento protetivo, no
caso, revestimento externo de polietileno extrudado de tripla camada (PEAD),
regulamentado em diversas especificações internas da Compagas, obedecendo às normas
da ABNT para os diversos componentes, ensaios, testes e qualificações.

2.2.4 COMPONENTES INTEGRANTES DO RAMAL

2.2.4.1 Estações de Redução de Pressão (ERP)

Destinam-se a controlar a pressão dos ramais instalados a jusante. De um modo geral, são
estações de tramo duplo, ou seja, existe um lado que fica em operação, regulado para a
pressão nominal da rede, e um tramo reserva, regulado para pressão ligeiramente inferior a
pressão nominal da rede, e que entra em operação automaticamente em caso de desarme
do tramo principal. São compostas basicamente de válvulas reguladoras de pressão,
válvulas automáticas de bloqueio por sobrepressão (shut-off), válvulas de alívio, válvulas de
bloqueio, filtros e manômetros.

2.2.4.2 Estações de Medição e Redução de Pressão (EMRP)

Destinam-se a controlar a pressão e a efetuar a medição dos volumes de gás fornecidos


para os clientes industriais, comerciais e residenciais. De um modo geral, as estações para
os clientes automotivos (Postos de GNV) não tem a função de regulagem de pressão, mas
somente a função de medição de volume fornecido. Essas estações possuem, do mesmo
modo que as ERP, válvulas de bloqueio, filtros, válvulas reguladoras de pressão, válvulas
automáticas de bloqueio por sobrepressão (shut-off), manômetros e medidores de volumes.
Podem ter ou não, dependendo dos volumes consumidos pelo cliente, instrumentos
corretores de volumes (eletrocorretores ou computadores de vazão).

2.2.4.3 Válvulas de Bloqueio Intermediárias

São os elementos inseridos em pontos estratégicos da rede, com o objetivo de propiciar o


isolamento de uma parte deste sistema, para que possa ser efetuada a sua manutenção ou
para atuação de emergência em casos de incidentes.

2.2.4.4 Válvulas de Alívio de Pressão

São válvulas aplicadas como item de segurança para casos de falha das válvulas
reguladoras de pressão e das válvulas automáticas de bloqueio, nas ERP e EMRP, podendo
ser ajustadas para valores inferiores à pressão de atuação das Válvulas Automáticas de
Bloqueio por sobrepressão (caso das EMRP), ou pressões superiores ao ajuste dessas
válvulas (caso das ERP).

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2.2.4.5 Válvulas Reguladoras de Pressão

Estas válvulas são utilizadas para manter os níveis de pressão dentro de uma determinada
faixa de operação e, similarmente à válvula de bloqueio automático, podem ser acionadas
diretamente ou por piloto. No acionamento direto, o grau de abertura da válvula é obtido
pelo equilíbrio obtido entre as forças que atuam no conjunto mola-diafragma; quanto maior a
pressão menor a abertura, o que compatibiliza o fluxo do gás passante com a demanda
deste combustível. O piloto é um dispositivo secundário que permite um controle mais
preciso do perfil da pressão.

2.2.4.6 Válvula de Retenção

São adotadas nas estações EMRP e ERP e possuem configuração de tramo duplo, para
permitir que haja o isolamento de um dos ramais para atividades de manutenção.

2.2.4.7 Filtros

O filtro tem como função primordial reter as partículas sólidas em suspensão.

2.2.4.8 Medidores de Vazão

Os medidores de vazão destinam-se a apurar o volume de gás fornecido aos clientes.


Podem ser do tipo diafragma, do tipo rotativo ou do tipo turbina.

2.2.4.9 Sistema de Proteção Catódica

É um sistema de injeção de corrente contínua na rede construída em aço carbono,


enterradas, como a finalidade de proteger as tubulações da ocorrência de corrosão. As ERP
e EMRP são isoladas desse sistema.
As Estações de Medição e Regulagem de Pressão (EMRP), bem como as Estações de
Redução de Pressão (ERP) serão monitoradas, a princípio, in loco. No entanto, o projeto já
considera a possibilidade de monitoramento remoto, o que possibilitará, no futuro, o controle
automático destas estações.

2.2.4.10 Monitoramento das Estações

As Estações de Medição e Regulagem de Pressão (EMRP), bem como as Estações de


Redução de Pressão (ERP) serão monitoradas, a princípio, in loco. No entanto, o projeto já
considera a possibilidade de monitoramento remoto, o que possibilitará, no futuro, o controle
automático destas estações.

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2.2.5 METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO

2.2.5.1 Método Convencional

De forma geral, deverá ser utilizado o método construtivo convencional, que consiste das
seguintes fases:
Mobilização e serviços preliminares – fase prévia ao desenvolvimento das atividades
principais, onde ocorre o planejamento, ou seja, a determinação da logística, na qual
deverão ser tomadas providências iniciais para preparação de pessoal, incluindo
contratação da mão de obra de terceiros.
Logística e infra-estrutura de apoio – fase que compreende o desenvolvimento da etapa de
logística, que se inicia com o recebimento da tubulação, encaminhada das fábricas para as
áreas de armazenamento primárias, estocagem e posterior distribuição aos diversos trechos
da obra. Na licitação deverá ser acordada entrega e preparação de tubulação de grande
diâmetro com revestimento anticorrosivo com fabricantes de fora do Estado do Paraná. A
distribuição deverá ser executada pelos empreiteiros responsáveis pela construção e
montagem. Obras especiais de travessias de rios deverão ser realizadas separadamente,
pois há necessidade de uma área extra ao redor de suas margens, para execução dos
trabalhos de escavação, estocagem de material e movimentação dos equipamentos.
Limpeza e abertura da faixa – etapa de procedimentos que visam facilitar o acesso a
trabalhadores, máquinas e equipamentos para execução da rede e que deverão ser
executados somente onde houver necessidade, procurando-se remover o mínimo
necessário de material, de modo a manter a topografia e relevo original da região. Os
procedimentos padrão são:
• Remoção de 30 cm da camada vegetal e estocagem da mesma para posterior
reposição nos taludes de corte, aterros, faixas e áreas de empréstimo ou bota fora;
• Disposição e destinação adequada de material de bota fora, devendo ser sempre
observada a inclinação compatível com a natureza do material existente e de
materiais derivados da limpeza, não devendo ser enterrados em áreas úmidas,
regiões de cultivos agrícolas ou áreas residenciais.
Escavação da vala – fase de escavação para implantação da tubulação, cujos
procedimentos deverão minimizar ao máximo os impactos sobre o patrimônio local, recursos
hídricos e vegetação. Para tal, deverão ser tomadas as seguintes medidas:
• Nos locais de cruzamento de vias, as valas deverão ser interrompidas a fim de
manter as condições de trânsito existente;
• O armazenamento do material retirado do solo e subsolo deverá ser realizado em
diferentes pilhas no intuito de evitar a mistura dos mesmos e, posteriormente,
possibilitar a adequada reconstituição do substrato no local de escavação;

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• O material retirado na escavação não poderá interferir no sistema de drenagem ou


em outras instalações de terceiros já existentes;
• As valas deverão ser escavadas em áreas distantes pelo menos sete (7) metros de
locais cobertos por maciços de árvores de grande porte, salvo nos casos em que a
rede de distribuição atravessar essas áreas no sentido transversal, quando deverá
ser elaborado projeto específico de recuperação ambiental.
Movimentação e estocagem de materiais – fase de movimentação da tubulação proveniente
de áreas externas e no interior dos pátios, para estocagem em áreas apropriadas. Nela
deverão ser atendidas todas as disposições das autoridades responsáveis pelo trânsito na
região, não podendo ser obstruídas vias nem serem gerados perigos ao trânsito normal de
veículos na transposição destas. As obras deverão observar métodos de sinalização e
segurança. Nos locais de armazenamento e distribuição será mantido pessoal treinado e
deverão ser disponibilizados equipamentos adequados ao manuseio dos tubos, manutenção
e limpeza da área. Para a movimentação dos tubos serão utilizados dispositivos de
suspensão ou patolas que acomodem de forma satisfatória suas extremidades, a fim de
evitar a deformação das mesmas.
Curvamento da tubulação – etapa necessária no cruzamento da rede com terrenos
sinuosos. Este procedimento deverá ser realizado com maquinário apropriado, no intuito de
não promover deformidades que comprometam a integridade dos tubos.
Soldagem da tubulação – etapa que compreende soldagem das extremidades das
tubulações e que deverá ser feita através de sistema automático e semi-automático,
prevendo-se dispositivo de segurança no uso e guarda dos botijões de GLP utilizados nos
maçaricos. Anteriormente à soldagem, é fundamental que se realizem procedimentos de
inspeção e limpeza interna dos tubos para remoção de detritos e impurezas.
Inspeção após soldagem – etapa de inspeção da integridade exterior das soldas que, a
princípio, deverá ser realizada visualmente. Posteriormente, será realizada inspeção interna
através da radiografia (raios X, gama ou ultra-som) das mesmas. Neste processo serão
obedecidos os critérios e recomendações do Conselho Nacional de Energia Nuclear –
CNEN.
Assentamento da tubulação e cobertura da vala – etapa que compreende abaixamento
gradual e uniforme da tubulação, de modo a se evitar danificação dos tubos, e cobertura
imediata das valas com o material escavado no próprio local, seguida de compactação,
visando prevenir possíveis problemas de erosão. Na execução de tais serviços deverão ser
utilizadas técnicas convencionais, que compreendem os seguintes procedimentos:
• Quando necessário o escoamento de água da vala ou empoçada deverá ser utilizado
equipamento que contém um dispositivo de redução de velocidade da água na saída.
Nestes casos, sob nenhuma circunstância, esta água poderá ser escoada para solos
expostos, brejo ou corpos de água;

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• Independentemente da circunstância, a camada vegetal retirada nunca poderá ser


utilizada como acolchoamento e somente o solo inferior pode ser colocado sobre o
material de acolchoamento;
• Acima da camada de acolchoamento poderão ser utilizadas rochas escavadas e
estilhaços, em áreas agrícolas, úmidas e residenciais, até o nível da rocha mãe;
• Visando compensar possíveis acomodações do material e evitar erosão deverá ser
utilizada uma sobrecobertura na vala. No entanto, este procedimento não deverá ser
realizado na passagem por regiões cultivadas e/ou irrigadas, nos trechos que
possam ser obstruídos sistemas de drenagem existentes, em locais de cruzamento e
ao longo de vias de qualquer natureza. Quando requerida compactação do reaterro
da vala, deverá ser utilizado soquete manual;
• A cobertura da vala deverá ser realizada após a inspeção no duto abaixado, tendo
em vista a garantia da inexistência de defeitos e/ou danos no revestimento e nos
tubos;
• Parte do material retirado na escavação das valas deverá ser recolocada na mesma,
tendo o cuidado para que a camada externa do solo e a vegetação sejam repostas
na sua posição original.
Teste hidrostático – O teste hidrostático deverá ser realizado após a montagem da rede, em
segmentos da rede de distribuição, vedando-os e preenchendo-os com água, objetivando a
detecção de eventuais imperfeições e alívio das tensões mecânicas, de forma a resguardar
a integridade da tubulação. A máxima pressão de teste não poderá impor aos dutos tensões
superiores a 90% do limite de escoamento.
Os impactos decorrentes do teste hidrostático serão minimizados através dos seguintes
procedimentos:

• Antes do teste hidrostático deverão ser estabelecidos pontos de captação e descarte


da água a ser utilizada;
• Os trechos da tubulação correspondentes a travessias de rios deverão ser
submetidos a um teste hidrostático específico, antes e após seu lançamento na
travessia;
• O fluxo de água deverá ser mantido num nível adequado para proteger a vida
aquática e respeitar usos públicos, retirando-se um volume proporcional à vazão do
rio;
• O lançamento da água descartada deverá ser feito em rios receptíveis ou em áreas
satisfatoriamente vegetadas, desde que não comprometam a qualidade da água do
rio;
• O escoamento no descarte deverá ter velocidade controlada para evitar possíveis
inundações e formação de pontos de erosão.
Proteção catódica – fase que se inicia logo após o abaixamento da tubulação, na qual o
sistema de proteção catódica deverá ser instalado, com o objetivo de controlar interferências

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de correntes de fuga provenientes de sistemas ferroviários eletrificados, linhas de


transmissão de energia, etc, e proteger a tubulação de aço carbono da rede contra corrosão
causada pelo solo, minimizando a perda de eficiência do revestimento externo anti-
corrosivo. Esta proteção consiste na instalação de leitos de anodos, de retificadores e
pontos de testes eletrolíticos em locais pré-definidos. O monitoramento do sistema deverá
ser contínuo acompanhando a operação de rebaixamento da tubulação. Um sistema de
sinalização com placas indicativas dos acessos é altamente necessário.
Limpeza da faixa de domínio – etapa que deverá ser executada imediatamente após a
conclusão da cobertura da rede de distribuição. A limpeza deverá deixar a área limpa e
gradeada, quando for o caso, em condições para a recomposição da cobertura vegetal.
Toda a faixa de domínio dos acessos, das áreas de válvulas e das estações de compressão
e medição, assim como de todos os demais terrenos e estruturas de apoio utilizados nos
serviços de construção e montagem, deve ser considerada nessa atividade. O material
resultante da limpeza deverá ter um destino final adequado, estabelecido de comum acordo
com a fiscalização e com conhecimento do órgão ambiental.
Restauração e Revegetação – fase de execução de todos os serviços necessários para
devolver à faixa e aos terrenos atravessados e/ou vizinhos, o máximo de seu aspecto
original de drenagem e estabilidade, respeitando, obrigatoriamente, o perfil ecológico do
local. Compreende medidas de estabilização, que deverão ser iniciadas logo após as fases
de implantação e montagem da rede, e de drenagem, com objetivo evitar ao máximo o
escoamento de águas pluviais sobre a região da vala. Este último aspecto deverá ser
garantido, sempre que possível, através de descargas laterais, tomando-se os devidos
cuidados para evitar impactos ambientais nas áreas ao redor.
A revegetação deverá ser previamente estudada para definir os métodos executivos de
preparação do terreno, semeadura, análise e correção de solo nas áreas onde esta se faça
necessária. As superfícies expostas de taludes devem ser alvo de terraceamento e
implantação de revegetação visando protegê-las de erosão superficial. A vegetação a ser
estabelecida sobre a rede, em locais que o terreno assim o exigir, deverá ser composta
apenas por elementos rasteiros ou, quando muito, arbustivos e/ou palmeiras e outras
espécies com raízes fasciculadas. Árvores de raízes axiais de grandes dimensões não
deverão ser instaladas, evitando-se assim possíveis danos e riscos à rede e ao meio
ambiente.
Sinalização e Proteção dos Dutos e Estações – etapa que compreende a sinalização das
faixas dos dutos e estações de medição (com placas e marcos padronizados), impedindo a
escavação ou o tráfego de veículos ao longo da mesma, bem como, construções.
Proteção mecânica deverá ser implantada em zonas residenciais, comerciais ou industriais
que contenham infra-estrutura de serviços enterrada (rede elétrica, telefônica e água), além
da sinalização subterrânea, que deverá acompanhar toda a extensão da rede de

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distribuição. A sinalização subterrânea consiste na colocação de fitas de aviso, resistentes


ao solo e à água, enterradas junto com os dutos, para que sejam alcançadas antes dos
dispositivos mecânicos de proteção, em caso de escavações na faixa atravessada pela
linha.
Inspeção e manutenção da rede - Atividades de monitoramento constante ao longo da rede,
tais como, averiguação de processos de corrosão, deslizamentos de solos, exposição de
dutos por erosão, observação de raízes, sinalização, medições (explosímetros, oxímetros),
inspeções em válvulas, instrumentos, etc.

2.2.5.2 Áreas Urbanas

O isolamento da zona de construção será feito por tapumes temporários. Para minimizar o
impacto às sociedades locais, os proprietários serão informados do cronograma das obras e
suas áreas residenciais serão limpas e restauradas às condições originalmente
encontradas.

2.2.5.3 Transposição de vias

Na transposição de vias serão utilizados tubos camisa que se constituem reforço mecânico
adicional protetivo à rede de gás (Figura 2). Trata-se de dutos que fazem a proteção da
RDGN quando da travessia em locais que não se possa fazer na forma convencional, como
em rodovias, ferrovias, etc. Sua instalação pode ser feita de diferentes maneiras:
• Boring Machine (Perfuração Horizontal) – equipamento de perfuração utilizado sob
as grandes rodovias e outros cruzamentos específicos, áreas críticas, onde as vias
não podem ser atravessadas pelo método convencional de corte aberto. Após a
perfuração, instala-se um tubo camisa por onde passará a tubulação definitiva, sem
a necessidade de se abrir a vala;
• Jacking (Penetração Forçada – Perfuração Horizontal) – equipamento semelhante ao
anterior, mas com penetração forçada, ou seja, um tubo camisa cravado no solo, sob
a travessia e/ou cruzamento. A utilização desse processo está condicionada à
topografia local (saliência do relevo);
• Tunneling – escavação feita manualmente, em partes, fixando-se juntas de
revestimento em cada trecho escavado, até concluir o cruzamento.

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Figura 2 - Exemplo de instalação do tubo camisa.

2.2.5.4 Transposição de curso d’água

Nos locais onde haverá necessidade de transposição de cursos de água para implantação
da RDGN, será realizado procedimento especial que se constitui na construção de um
“cavalote” formado por dutos revestidos de concreto, os quais serão assentados sob o leito
do rio.
A Figura 3 ilustra uma sequência de procedimentos de assentamento da tubulação de gás
natural na transposição de um curso de água, destacando-se o retorno da vegetação ciliar
às condições originalmente encontradas no início da implantação da rede.

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Figura 3 - Implantação da tubulação em transposição de corpos de água.

2.3 SISTEMAS DE SEGURANÇA INSTALADOS

2.3.1 ÁREA URBANA

O projeto do ramal de distribuição inclui a instalação de válvulas de fechamento, a cada 01


quilômetro bem como sinalização específica para identificar o local por onde passa o duto
de distribuição de GN.

2.3.2 RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT

O projeto do ramal de distribuição inclui a instalação de válvulas de fechamento a cada 03


quilômetros bem como sinalização específica para identificar o local por onde passa o duto
de distribuição de GN.

2.4 ALTERNATIVAS LOCACIONAIS

Para a RDGN Região Metropolitana de Curitiba (Figura 4) foram estudadas duas


alternativas (A e B) de traçado para o trecho em questão, nas quais foram avaliados,
conjuntamente, impactos de natureza social, ambiental e econômica, como subsídios para
definição da opção mais adequada.
Na proposição das alternativas de traçado foram considerados alguns aspectos:
• A obrigatoriedade de se estabelecer o início da rede no ponto de distribuição do gás
na Linha Verde (BR-116/476) junto à ponte sobre o rio Atuba e na Avenida Victor
Ferreira do Amaral e Rodovia João Leopoldo Jacomel, também a partir da ponte
sobre o rio Atuba;
• A necessidade da passagem da rede por alguns trechos específicos das vias devido
à localização dos futuros usuários;

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• A observância aos regulamentos da APA do Irai no cruzamento da rede com esta


área de proteção ambiental, de modo a causar o menor impacto possível.

Figura 4 - Localização dos municípios da RDGN estudada em relação à Região Metropolitana de Curitiba.

O ponto
onto de alimentação da RDGN situa-se
situa junto a ponte do rio Atuba, na Rodovia Régis
Bittencout (entre os km 86 e 87),
87) na divisa dos municipios
ios de Curitiba e Colombo. Desta
maneira, existem duas possibilidades de traçado do ramal
ramal principal entre os municipios
municipi de
Curitiba e Quatro Barras que não necessitam de intervenções nas moradias nem
desapropriação das mesmas, sendo estas a Rodovia Régis Bittencourt
Bittencourt e a Estrada da
Graciosa.

2.4.1 ALTERNATIVA A – RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT

Na alternativa A, a RDGN será instalada em área que já sofreu alterações de suas


condições naturais com a instalação da própria rodovia, utilizando-se
se a faixa de domínio da
mesma.
Nesta alternativa a rede será instalada nas laterais da rodovia onde não há nenhuma
benfeitoria ou área que necessite desapropriação ou intervenção.
intervenção Além disto, a supressão
de vegetação se limitará a áreas de mata ripária já impactada, localizadas junto aos cursos
d’água que sofrerão ransposição.
ransposição
O traçado
raçado desta alternativa é praticamente
praticamente retilíneo e ocorre em região de relevo plano, sem
ocorrência de barreira física e com baixa suceptibilidade a processos erosivos.

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Associado a estes fatores, os potenciais consumidores do gás natural estão situados as


margens da rodovia, facilitando assim a instalação dos ramais de ditribuição de gás.

2.4.2 ALTERNATIVA B

Na Alternativa B, a RDGN inicia na Rodovia Régis Bittencour e, após 200 metros no sentido
Curitiba – Quatro Barras, ela inflete para sul passando para a Estrada da Graciosa e se
extendendo pela mesma até o município de Quatro Barras.
Neste traçado a RDGN será instalada entre o acostamento da estrada e as áreas de
passeio, acompanhando a sinuosidade e o relevo ondulado da estrada. Nos trechos com
aclive/declive há maior probabilidade de instalação de processos erosivos. Ocorrem também
trechos com adensamento de vegetação (Figura 5) que apresentam quantidade expressiva
de exemplares de Araucaria angustifolia.

Figura 5 - Trechos com adensamento de vegetação junto à Estrada da Graciosa.

As obras de instalação da RDGN nestas áreas irão interferir na dinâmica de deslocamento


da comunidade local mais acentuadamente que na alternativa anterior, visto que não há
faixa de domíno nesta estrada.
Além disto, o potencial mercado consumidor do gás natural se encontra distante deste local,
necessitando assim de ramais mais extensos e maiores intervenções na comunidade local
para posterior distribuição.

2.4.2.1 ALTERNATIVA SELECIONADA

Para a escolha da melhor alternativa para a passagem do empreendimento foi considerada


aquela que se mostra social e ambientalmente menos impactante, levando-se em
consideração também, as questões técnicas e financeiras.

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A duas alternativas também foram avaliadas com base nas diretrizes da PETROBRAS (N-
2624) para a implantação de faixas de dutos terrestres, que são, entre outras:
• Evitar, sempre que possível, a necessidade de retirada de mata nativa.
• Diminuir a movimentação de terra na fase de construção.
• Definir um traçado de duto com o menor comprimento possível.
• Reduzir a quantidade de interferências e atingir o menor número possível de
propriedades.
• Aproveitar os caminhos internos ou estradas existentes.
• Evitar situar a faixa em locais de brejos, onde haja estruturas rochosas, encostas ou
terrenos sujeitos a deslizamentos.
• Evitar a aproximação da faixa de servidão a edificações, especialmente moradias e
loteamentos atuais ou em projeto.
• Evitar a aproximação da faixa de servidão a reservas minerais, ambientais,
indígenas, de quilombolas, de importância arqueológica, de populações tradicionais
e locais de captação de água para abastecimento, em especial.
• Considerar, na escolha do traçado, os quadros de crescimento urbano e a instalação
de pólos industriais nos municípios.

Após avaliação de todos os fatores conclui-se que a Alternativa A mostra-se social e


ambientalmente menos impactante e também apresenta um traçado técnico e
financeiramente mais favorável. A localização e a situação da Alternativa A está
apresentada no Mapa 1.

2.4.2.1.1 Detalhamento do traçado da Alternativa A

No traçado da Alternativa A, a RDGN sai do ponto de alimentação junto à ponte sobre o rio
Atuba na BR-116, na divisa de Curitiba com o município de Colombo e segue pela Rodovia
Régis Bittencourt até o km 71, junto à empresa Britanite. O traçado corre junto à faixa de
domínio da rodovia, ora pelo lado direito, ora pelo lado esquerdo (Figura 6 à Figura 8).

Figura 6 - Início do trecho na Rodovia Régis Figura 7 - Final do trecho no km 71 da Rodovia


Bittencourt (BR-116). Régis Bittencourt (BR-116).

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Figura 8 - Empresa Britanite localizada no final do trecho (km 71).

Neste traçado ocorrem cinco ramais de menor pressão. O primeiro vem do ponto de
alimentação junto à Rodovia João Leopoldo Jacomel (na ponte do rio Atuba), município de
Pinhais, passando pela Avenida Maringá até o acesso à Rodovia Régis Bittencourt. No
trecho da Avenida Maringá o ramal é subdivido para a chegada às empresas. Os ramais
entram pelas Ruas Apucarana (paras as empresas Mefrana e Romanha), Umuarama
(empresa York) e Francisco Eugenio Gomes Pereira (empresa Ofir). Junto à Av. Maringá
está localizada a empresa Nilko que também será abastecia pela RDGN. Este trajeto ocorre
em área urbana, com ramal assentado nos leitos das vias, junto ao cordão da calçada
(Figura 9 à Figura 16).

Figura 9 - Ligação do ramal com o município de Figura 10 - Vista geral da Rodovia. João Leopoldo
Curitiba na Rodovia. João Leopoldo Jacomel (junto Jacomel.
ao rio Atuba).

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Figura 11 - Vista geral da Av. Maringá. Figura 12 - Empresa Nilko (junto à Av. Maringá).

Figura 13 - Empresa Mefrana (ramal Rua Figura 14 - Empresa Romanha (ramal Rua
Apucarana). Apucarana).

Figura 15 - Empresa York (ramal Rua Umuarama). Figura 16 - Empresa Ofir (ramal Rua Francisco
Eugenio Gomes Pereira).

O segundo e o terceiro ramal saem da Rodovia Régis Bittencourt, junto ao município de


Colombo, entrando pela Rua Luiz Berlesi (à direita) para abastecimento da empresa
Allbrands e pela Rua Presidente Faria (à esquerda) para abastecimento da empresa Barion.

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Estes ramais ocorrem em área urbana, assentados nos leitos das vias, junto ao cordão da
calçada.
O quarto ramal sai da Rodovia Régis Bittencourt pelo lado esquerdo, entrando pela Rodovia
do Caqui, no município de Campina Grande do Sul, para abastecimento do Hospital
Angelina Caron. Este ramal também ocorre em área urbana, assentado no leito da via, junto
ao cordão da calçada.
O quinto ramal sai da Rodovia Régis Bittencourt pelo lado direito, entrando pela Rua Antonio
José Dias Pires e percorre as Rua D. Pedro II e Avenida dos Pedreiros, no município de
Quatro Barras, até a empresa Faurecia. Este ramal também ocorre em área urbana,
assentado no leito da via, junto ao cordão da calçada.

2.4.2.1.1.1 INFORMAÇÃO POR MUNICÍPIO

2.4.2.1.1.1.1 MUNICÍPIO DE PINHAIS

O trecho de extensão do ramal de distribuição de gás natural (GN) no município de Pinhais


inicia na Rodovia João Leopoldo Jacomel (ponte do rio Atuba) e segue até a Rodovia Régis
Bittencourt (BR-116). O ramal será assentado no leito da avenida junto ao cordão da
calçada. Neste trecho a extensão será de aproximadamente 6 km, o diâmetro será de 6” e a
pressão de trabalho de 7 Kgf (Figura 17 à Figura 22).

Figura 17 - Ligação do ramal com o município de Curitiba – Rodovia João Leopoldo Jacomel.

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Figura 18 - Rodovia João Leopoldo Jacomel.

Figura 19 - Ramal muda de direção, à esquerda na Avenida Maringá.

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Figura 20 - Avenida Maringá.

Figura 21 - Segmento da Avenida Maringá.

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Figura 22 - Outro trecho da Avenida Maringá.

A Figura 23 apresenta os potenciais consumidores no ramal em Pinhais, na Av. Maringá.

Figura 23 - Potenciais Consumidores da RDGN em Pinhais.

2.4.2.1.1.1.2 MUNICÍPIO DE COLOMBO

Neste segmento o ramal seguirá pela Rodoviaovia Régis Bittencourt, pelo lado direito,
sentido São Paulo, na faixa de domínio da Rodovia Régis Bittencourt (Figura 24). A

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extensão é de aproximadamente 7,6 km, com diâmetro de 8” polegadas e pressão de


trabalho de 17 kgf.

Figura 24 - Início do trecho na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).

A Figura 25 apresenta os potenciais consumidores no ramal em Colombo.

Figura 25 - Potenciais Consumidores da RDGN em Colombo.

2.4.2.1.1.1.3 MUNICÍPIO DE QUATRO BARRAS

No município de Quatro Barras o ramal terá a extensão de aproximadamente 3,6 km,


diâmetro de 4” e pressão de trabalho de 4 kgf (Figura 26 à Figura 28).

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Figura 26 - Avenida Antônio José Dias Pires.

Figura 27 - Avenida dos Pedreiros.

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Figura 28 - Fim
m do ramal em Quatro Barras. Avenida dos Pedreiros, em frente à Empresa Faurecia.

A Figura 29 apresenta os potenciais consumidores no ramal em Quatro Barras.

Figura 29 - Potencial Consumidor da RDGN.

2.4.2.1.1.1.4 MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE DO SUL

No município de Campina Grande do Sul o ramal terá extensão de aproximadamente 2,5


km,, diâmetro de 4” e pressão de trabalho de 4 kgf (Figura 30 à Figura 33).
33

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Figura 30 - Ligação do ramal urbano na Rodovia Régis Bittencourt.

Figura 31 - Rodovia do Caqui.

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Figura 32 - Rodovia do Caqui.

Figura 33 - Rodovia do Caqui com Hospital Angelina Caron (potencial consumidor).

A Figura 34 apresenta os potenciais consumidores no ramal em Quatro Barras.

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Figura 34 - Potencial Consumidor da RDGN em Campina Grande do Sul.

2.4.2.1.1.1.5 RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT

O ramal seguirá ao longo da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) ora pelo lado direito ora
pelo lado esquerdo, em função dos consumidores, por uma extensão de aproximadamente
20 km, com diâmetro de 8” e pressão de 17 kgf⁄cm² (Figura 35 à Figura 38).

Figura 35 - Rodovia Régis Bittencourt.

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Figura 36 - Rodovia Régis Bittencourt.

Figura 37 - Rodovia Régis Bittencourt.

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Figura 38 - Rodovia Régis Bittencourt.

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3 ASPECTOS LEGAIS

3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL

3.1.1 MEIO AMBIENTE

A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada por um poder constituinte


originário em 1988, inovou no âmbito do direito brasileiro ao conferir um capítulo inteiro ao
Meio Ambiente. Essa inovação, dentre outras ocorridas na constituição, rendeu-lhe o
codinome de “constituição cidadã”. O Artigo 225 do Capítulo VI da Constituição Federal (CF)
dispõe que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Nesse mesmo capítulo, são previstas formas de assegurar efetivamente o direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado.
Além desse capítulo dedicado exclusivamente ao meio ambiente, o uso adequado dos
recursos naturais e a preservação ambiental estão contemplados ao longo de todo texto
constitucional, inserindo, assim, a variável ambiental nos diversos setores de fomento do
País, estabelecendo, inclusive, competência comum e concorrente da União, das Unidades
da Federação e dos Municípios preservar e legislar sobre o meio ambiente.

3.1.2 LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Em 31 de agosto de 1981 foi sancionada a Lei nº 6.938 que institui a Política Nacional do
Meio Ambiente (PNMA), a qual estabeleceu princípios e regras de proteção ambiental, criou
o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA), introduziu instrumentos preventivos e corretivos, entre eles, o licenciamento
ambiental, consoante o disposto no inciso IV do artigo 9º. Dentre os objetivos dessa lei, de
acordo com seu Art. 2º, está “(...) a preservação, melhoria e recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento
socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida
humana (...)”.
O termo genérico utilizado para a realização de estudos que visam fundamentar o
licenciamento ambiental é avaliação de impacto ambiental (surgida com a Lei nº 6803/80,
que instituiu o zoneamento industrial, e a própria Lei nº 6938/81 utilizou a mesma
nomenclatura). Atualmente, a legislação prevê duas designações para o mesmo
instrumento: EPIA/RIMA e estudos ambientais.

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Para assegurar a implantação da PNMA, essa lei prevê instrumentos, sendo que entre eles
estão previstos a avaliação de impactos ambientais, estabelecida pela Resolução CONAMA
01/86, e o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras,
normatizado pela Res. CONAMA 237/97.
Assim, a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e
atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente
poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental,
dependerão de prévio licenciamento do órgão estadual competente, integrante do
SISNAMA, e do IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças.

A Resolução CONAMA 237, de 19 de dezembro de 1997, foi implantada devido à


necessidade de revisão dos procedimentos e critérios utilizados no licenciamento ambiental,
de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumentos de gestão
ambiental instituído pela PNMA. Sendo assim, segundo a supracitada Resolução,
licenciamento ambiental é conceituado como um procedimento administrativo por meio do
qual o órgão ambiental competente autoriza a localização, instalação, ampliação,
modificação e operação de atividades e empreendimentos utilizadores de recursos
ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores ou daqueles que, sob
qualquer forma, possam causar degradação ambiental, desde que verificado, em cada caso
concreto, terem sido preenchidos pelo empreendedor os requisitos exigidos pela legislação
vigente.
O Artigo 8º dessa Resolução, reforçado pelo Decreto 99.274/1990, diz respeito às licenças a
serem emitidas pelo órgão ambiental. Segundo esse artigo o Órgão Público expedirá as
seguintes licenças:
Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do
empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção,
atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos
e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua
implementação;
Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento
ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos,
programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle
ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivos
determinantes;
Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que
consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e
condicionantes determinados para a operação.

Vale destacar que esta Resolução preconiza em seu artigo 10° (§ 1º) que no procedimento
de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura
Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento proposto ou atividade estão
em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e, quando for o

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caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas
pelos órgãos competentes.

3.1.2.1 Audiência Pública

A Resolução CONAMA nº 009, de 03 de dezembro de 1987, disciplina a Audiência Pública


citada nas Resoluções CONAMA nº 001/86 (Art. 11, § 2º), nº 237/97 (Art. 3º, caput e Art. 10,
inc. V), como também, na Resolução SEMA-PR nº 31/98 (Arts. 66 a 75).
A finalidade da Audiência Pública é “... expor aos interessados o conteúdo do produto em
análise e do seu referido RIMA, dirimindo dúvidas e recolhendo dos presentes as críticas e
sugestões a respeito.” (Art. 1º).
A audiência é obrigatória em todos os Estados, respeitadas as Constituições locais. O prazo
para ser requerida a audiência é de 45 dias da data do recebimento do RIMA. (Art. 2º, § 1º -
Res. CONAMA nº 009/87).
A audiência pública deverá ocorrer em local acessível aos interessados. (Art. 2º, § 4º - Res.
CONAMA nº 009/87).
A legislação estadual corrobora com a Resolução 009, definindo os procedimentos da
Audiência Pública nos artigos 66 a 75 da Resolução SEMA-PR nº 031/98, informando, entre
outros aspectos que:
“Art. 66 – Após receber o EIA e o RIMA, o IAP fixará em edital, publicado no Diário Oficial do
Estado e em jornal de grande circulação regional ou local, a data da Audiência Pública ou a
abertura de prazo para sua solicitação pelos interessados, observando, em qualquer das
hipóteses, prazo não inferior a 45 (quarenta e cinco) dias a partir da data de publicação do
edital.”
O Artigo 67 da Resolução SEMA/PR nº 31/98 estabelece um prazo de pelo menos 20 (vinte)
dias de antecedência entre a convocação e a realização da Audiência, enquanto o Artigo 68
determina que a Audiência deverá ser realizada sempre no município ou Área de Influência
Direta do empreendimento, em local acessível aos interessados. Os demais artigos orientam
os procedimentos durante a realização da Audiência Pública.

3.1.2.2 Competências

A competência para a análise dos estudos ambientais para o presente empreendimento está
inicialmente inserida no Art. 5º da Resolução CONAMA nº 237/97, o qual enuncia:

“Art. 5º: Compete ao órgão ambiental estadual ou ao Distrito Federal o licenciamento


ambiental dos empreendimentos e atividades:
I - localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em
unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal.”

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II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de


vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º
da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim
forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais;
III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais
de um ou mais Municípios;
IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por
instrumento legal ou convênio.

O parágrafo único do supra citado artigo é claro ao afirmar que “o órgão ambiental estadual
ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame
técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade
ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos ambientais
competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no
procedimento de licenciamento”.
Porém, fica estabelecida a competência dos municípios para realizar o licenciamento
ambiental de empreendimentos de abrangência local ou quando esta função lhe for
delegada pelo Estado, por instrumento legal ou convênio (Art. 6º, Resolução CONAMA nº
237/97). Desta forma, pela análise da Resolução nº 237/97, fica clara a competência do IAP
– Instituto Ambiental do Paraná em licenciar o presente empreendimento, levando-se em
conta sua abrangência intermunicipal.
Tendo em vista que o presente empreendimento - Rede de Distribuição de Gás Natural -
não se encontra listado no Anexo I da Resolução nº 237/97, o artigo 12 dessa mesma norma
jurídica enuncia:
"O órgão ambiental competente definirá se necessário, procedimentos específicos para as
licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou
empreendimento e, ainda a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas
de planejamento, implantação e operação.

“In casu”, está sendo apresentado um Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EPIA e
Relatório de Impacto Ambiental – RIMA.

3.1.3 RUÍDO

Outra questão importante a ser abordada é regulamentada pela Resolução CONAMA 01/90,
a qual dispõe sobre os níveis de ruído que estão sujeitos ao controle da poluição do meio
ambiente. O inciso primeiro dessa resolução declara que a emissão de ruídos, em
decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive
as de propaganda política, obedecerão, no interesse da saúde e do sossego público, aos
padrões, critérios e diretrizes estabelecidos nesta Resolução.

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Os limites que foram estabelecidos por essa resolução são os normatizados pela NBR
10.151 – Avaliações do Ruído em Áreas Habitadas - visando o conforto da comunidade.
Além dessa norma, tem-se a NBR 10.152, que trata dos níveis de ruídos para o conforto
acústico, estabelecendo os limites máximos em decibéis a serem adotados em
determinados locais.
Esses limites de ruídos também foram abordados pela legislação ambiental penal, sendo
que esse crime está à mercê da intensidade do nível de ruído, de forma que estes devem
resultar ou ter a possibilidade de resultar em danos à saúde humana. O Artigo 54 da Lei
9.605/98 dispõe que é crime:
(...) causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem
ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a
mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Se o crime é culposo:
Pena – detenção, de seis meses a um ano, e multa.

De acordo com o que consta na Constituição Federal, a competência de legislar sobre


poluição sonora é dos municípios, tendo como base normas técnicas editadas e atualizadas
pelos órgãos normatizadores. A competência da União se dá apenas sobre os aspectos
gerais que devem, juntamente com as normas, serem respeitadas.

3.1.4 QUALIDADE DO AR

Objetivando estabelecer estratégias para o controle, preservação e recuperação da


qualidade do ar, válidas para todo o território nacional, conforme previsto na Lei nº 6.938/81,
foi instituído o PRONAR (Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar) pela
Resolução CONAMA nº 005/89, dando definições e diretrizes para prevenção e
gerenciamento. Este programa é um dos instrumentos básicos da gestão ambiental para
proteção da saúde e melhoria da qualidade de vida, pela limitação dos níveis de emissão de
poluentes por fontes de poluição atmosférica.

Baseada nesta norma foi editada, em 28.06.90, a Resolução CONAMA nº 003, a qual
estabeleceu os padrões de qualidade do ar, métodos de amostragem e análise dos
poluentes atmosféricos e níveis de qualidade atinentes a um Plano de Emergência para
Episódios Críticos de Poluição do Ar, visando providências dos governos estaduais e
municipais, com o objetivo de prevenir grave e iminente risco à saúde pública.
A mesma Resolução estabeleceu, também, que “Enquanto cada Estado não definir as áreas
de Classe I, II e III mencionadas no item 2, subitem 2.3, da Resolução CONAMA nº 005/89,
serão adotados os padrões primários de qualidade do ar estabelecidos nesta Resolução”, e
que “o monitoramento da qualidade do ar é atribuição dos Estados”.

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3.1.5 FLORA

O Código Florestal, instituído pela Lei nº 4.771, de 15/09/65, com as modificações


introduzidas pelas Leis nº 7.511, de 07/07/86 e nº 7.803, de 1989, manteve, em seu Art. 1º,
o princípio de que “… as florestas existentes no território nacional e as demais formas de
vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum
a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações
que a legislação em geral e em especialmente esta Lei estabelecem”.
Em seu Art. 2º, o Código enuncia as florestas e demais formas de vegetação consideradas
de preservação permanente, dentre as quais encontram-se as situadas ao longo dos rios e
cursos d’água e ao redor de lagos, lagoas ou reservatórios de águas naturais ou artificiais.
Além da vegetação aí mencionada, o Art. 3º permite que o Poder Público declare outras
também de preservação permanente. Este mesmo artigo, no § 1º, permite a supressão total
ou parcial de florestas de preservação permanente, desde que necessário a execução de
obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social, com a
competente autorização do Poder Executivo Federal.
Desta forma, os estados e municípios possuem delegações da lei federal para declarar a
vegetação de seu interesse como protegida, conforme se verifica nas legislações estaduais
específicas.
As solicitações para supressão de vegetação, caso necessárias, devem respeitar, no que
couber, a Lei Estadual nº 11.054, de 14 de janeiro de 1995 (Lei Florestal do Estado), Lei
Estadual nº 10.155, de 1º de dezembro de 1992 e Decreto Estadual nº 1940/1996, que
dispõe sobre a reposição florestal, inclusive quanto a adoção de medidas de recuperação de
áreas degradadas, conforme Decreto Estadual nº 387/1999, publicado no DOE/PR de
03/03/1999. Também devem respeitar a Legislação Federal, em especial o Decreto nº
97.628, de 10 de abril de 1989, que regulamenta o Art. 21 da Lei nº 4.771/65 (Código
Florestal) e Decreto nº 1.282, de 19 de outubro de 1994, que regulamenta os arts. 15, 19, 20
e 21 da Lei nº 4771/1965 e Medida Provisória nº 2166-67, de agosto de 2001, que altera os
artigos 1º, 4º, 14, 16 e 44, e acrescem dispositivos à Lei nº 4.771, de 15 de setembro de
1965, que institui o Código Florestal.

3.1.6 FAUNA

A Lei 5.197, de 03/01/67, que se apresenta hoje como uma das mais importantes na
legislação federal, especifica e estabelece normas de proteção à fauna, dando premissas
básicas de defesa à vida animal.

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3.1.7 QUALIDADE DAS ÁGUAS

A Resolução nº 357, de 17 de março de 2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente,


dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes,
e dá outras providências.

3.1.8 SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) estabelece critérios e normas


para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação (UC). De acordo com a
Lei nº 9.985, de 18/06/2000, “Unidade de Conservação é o espaço territorial e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes,
legalmente instituídos pelo Poder Público com objetivos de conservação e limites definidos,
sob regime especial de administração ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.”
O Art. 3º dessa Lei estabelece que o Sistema de Unidades de Conservação é constituído
pelo conjunto de Unidades de Conservação Federais, Estaduais e Municipais, enquanto que
o Art. 36 prevê algumas medidas mitigatórias que terão que ser tomadas para compensar os
impactos de empreendimentos de significativo impacto ambiental nas Unidades de
Conservação.
Segundo a mesma lei, quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica
ou sua zona de amortecimento, as licenças ambientais só poderão ser concedidas mediante
autorização do órgão responsável por sua administração, e a unidade afetada, mesmo que
não pertencente ao Grupo de Proteção Integral, deverá ser uma das beneficiárias da
compensação ambiental.

3.1.9 ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO RIO IRAÍ (APA DO IRAÍ)

O Art. 6º do Decreto de Criação da APA Estadual estabelece as atividades que são


proibidas ou restringidas. Dentre elas o inciso III enuncia:
“A realização de obras de terraplenagem e a abertura de canais, quando estas iniciativas
importarem em sensível alteração das condições ecológicas locais.”

O Art. 7º deste mesmo diploma legal assim se manifesta:


“Dependerão de autorização prévia do órgão ambiental estadual: a
abertura de vias e de canais, a implantação de projetos de urbanização
sempre que importarem na realização de obras de terraplenagem, a
realização de escavações, atividades minerárias e outras obras que
possam causar alterações ambientais cuja concessão dependerá :
I - Da avaliação do projeto e exame das alternativas possíveis;

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II – Da análise das consequências ambientais, em especial da


ocorrência de deslizamento do solo e outros processos erosivos
provocados pela obras:
III – Da indicação das restrições e medidas consideradas necessárias à
salvaguarda dos ecossistemas atingidos;
IV – Do atendimento as exigências previstas nos arts. 8º e 9º da
Resolução 10, de 14 de dezembro de 1988.

“Fica a critério do órgão municipal competente, bem como de órgãos estaduais


responsáveis, quando assim especificado, a aprovação dos usos e atividades permissíveis,
demonstrando que quanto à sua natureza não são perigosos, poluentes ou perturbadores
para a zona em particular e para a APA em geral” (Art. 11 – Decreto 2200/2000).

3.1.10 PROTEÇÃO AOS BENS DE VALOR ARQUEOLÓGICO

A Lei nº 3.924, de 26/07/61, dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos


existentes no território nacional.
A Constituição Federal de 1988 fez menção aos bens de valor arqueológico, merecendo
destaque os seguintes dispositivos:
Art. 5º: (...)
Inc. LXXIII: Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
em que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de
que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao Meio Ambiente e
ao Patrimônio Histórico e Cultural, ficando o autor, salvo comprovada
má-fé isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
Art. 20: São bens da União: (...)
Inc. X: As cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos
pré-históricos.
Art. 23: É competência comum da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios: (...)
Inc. III: Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais
notáveis e os sítios arqueológicos.
Art. 216: Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza
material ou imaterial, tomados individualmente ou em conjunto,
portadores de referência à identificação, à ação, à memória dos
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se
incluem: (...)
Inc. V: Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico,
artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

§ 1º: O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o


patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento,
desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação.
§ 4º: Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei.

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A proteção dos bens de valor arqueológico se faz por meio de tombamento instituído pelo
Decreto–Lei nº 25 de 30/11/38, encargo da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional – SPHAN, atual Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural – IBPC, que deve
sempre ser consultado quanto às medidas de proteção a serem adotadas por
empreendimentos em cujas áreas de influência seja encontrado algum sítio especialmente
protegido.

3.2 LEGISLAÇÃO ESTADUAL

Dentre os princípios e objetivos da Constituição do Estado do Paraná está o de defender o


meio ambiente e a qualidade de vida. Em seu Artigo 12º, dispõe que é competência do
estado “proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas” e
“preservar as florestas, a fauna e a flora”, além de legislar sobre (Art. 13°):
“(...)
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do
solo e dos recursos naturais, proteção ao meio ambiente e controle de
poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e
paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor e a
bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino e desportos.”

A Constituição do Estado do Paraná, a exemplo da Constituição Federal, contempla o


Capítulo V, destinado exclusivamente à questão ambiental, o qual estabelece princípios ou
e/ou regras para a gestão do meio ambiente e de seus recursos. De acordo com o 3°
parágrafo da referida lei:
“§ 3º As empresas que desenvolvam atividades potencialmente
poluidoras, ou atividades que provoquem outras formas de degradação
ao meio ambiente de impacto significativo, deverão por ocasião do
registro de seus atos constitutivos na junta comercial, bem como,
quando da criação de novas filiais ou novos empreendimentos,
apresentar a licença ambiental emitida pelo órgão competente.”

Com o objetivo de manter, recuperar e proteger as reservas florestais legais e áreas de


preservação permanente no estado do Paraná é propósito do decreto 387, de 03/03/1999,
levar o estado a ter um índice de no mínimo 20% (vinte por cento) de cobertura florestal, por
meio da conjugação de esforços do poder público e da iniciativa privada.
O decreto supracitado instituiu o Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da
Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente instituído, que tem como
autoridade florestal estadual o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Vale destacar que este
sistema tem como diretrizes básicas a manutenção dos remanescentes florestais nativos, a

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ampliação da cobertura florestal mínima visando à preservação, à conservação da


biodiversidade e ao uso dos recursos florestais e o estabelecimento das zonas prioritárias
para a conservação e recuperação de áreas florestais por meio de corredores da
biodiversidade.

3.2.1 MEIO AMBIENTE

A Lei nº 10247 de 12/01/93 dispõe que é de competência do iap a fiscalização pelo


cumprimento de normas de proteção da flora e da fauna no estado do Paraná.
A Lei nº 11352 de 13/02/1996 dá nova redação aos artigos 1º, 6º e 10, da Lei nº 10.066, de
27 de julho de 1992 e adota outras providências.

3.2.2 QUALIDADE DO AR

A Lei nº 13806 de 30/09/2002 dispõe sobre as atividades pertinentes ao controle da poluição


atmosférica, padrões e gestão da qualidade do ar, conforme especifica e adota outras
providências.

3.2.3 FLORA

A Lei nº 11054 de 11/01/1995 dispõe sobre a Lei Florestal do Estado.


O Decreto nº 1940 de 03/06/1996 institui no Estado do Paraná, o Sistema Estadual de
Reposição Florestal Obrigatória - "SERFLOR".
O Decreto nº 387 de 02/03/1999, institui o Sistema de Manutenção, Recuperação e
Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente - SEMA.
O Decreto nº 3320 de 12/07/2004 aprova os critérios, normas, procedimentos e conceitos
aplicáveis ao SISLEG-Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva
Florestal Legal e áreas de preservação permanente e dá outras providências. Aprova os
critérios, normas, procedimentos e conceitos aplicáveis ao SISLEG – Sistema de
manutenção, recuperação e proteção da reserva florestal legal e áreas de preservação
permanente e dá outras providências.

3.2.4 FAUNA

A Lei nº 11067 de 17/02/1995 dispõe que ficam proibidas, no Estado do Paraná, a utilização,
perseguição, destruição, caça, apanha, coleta ou captura de exemplares da fauna
ameaçada de extinção, bem como a remoção, comércio de espécies, produtos e objetos
que impliquem nas atividades proibidas, conforme especifica.

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O Decreto nº 3148 de 15/06/2004 estabelece a Política Estadual de Proteção à Fauna


Nativa, seus princípios, alvos, objetivos e mecanismos de execução, define o Sistema
Estadual de Proteção à Fauna Nativa – SISFAUNA, cria o Conselho Estadual de Proteção à
Fauna – CONFAUNA, implanta a Rede Estadual de Proteção à Fauna Nativa – Rede PRÓ-
FAUNA e dá outras providências.

3.2.5 RECURSOS HÍDRICOS

A Lei nº 12726 de 26/11/1999 institui a Política Estadual de Recursos Hídricos e adota


outras providências.
O enquadramento dos cursos d’água em classes de uso no Estado do Paraná foi realizado
com base na Resolução CONAMA 20/86, tendo sido estabelecido através de Portarias da
SUREHMA, publicadas no período de setembro de 1989 a setembro de 1992. O
enquadramento baseou-se numa estratégia preventiva, sendo realizado com base nos usos
preponderantes da água. A metodologia utilizada na época adotou por princípio o
enquadramento de todos os cursos d’água na classe 2.
Para a Bacia Hidrográfica do Iguaçu (bacia em questão), observa-se o conteúdo da Portaria
020 de 20/9/1992.

3.3 LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

Em todos os municípios do estado do Paraná foi previsto, por suas respectivas Leis
Orgânicas, como em todas as outras legislações supracitadas, o direito à educação, à
saúde, ao trabalho, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e
à infância, à assistência aos desamparados, ao transporte, à habitação e ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado.
De acordo com a Constituição Federal, todos os municípios são considerados entes
administrativos, tendo esses a competência comum com os estados, Distrito Federal e
União a partir de leis complementares federais que fixam normas de cooperação entre os
entes, de (Art. 23º):
“I. zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições
democráticas e conservar o patrimônio público;
(...)
III. proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os
sítios arqueológicos;
IV. impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de
arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V. proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;

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VI. proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de


suas formas;
VII. preservar as florestas, a fauna e a flora.”

Além dessa competência administrativa, a Constituição também previu algumas


competências legislativas aos municípios, onde todos os entes políticos também legislam
concorrentemente, cabendo à União legislar sobre as normas gerais e aos estados e
municípios cabem legislar suplementarmente sobre:
“I. florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do
solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da
poluição;
II. proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e
paisagístico;
III. responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens
e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
IV. educação, cultura, ensino e desporto.”

Com isso, se estabelece que as questões ligadas ao meio ambiente, patrimônio histórico e
cultural são de competência de todos os entes administrativos. As competências de âmbito
local estabelecidas para os municípios, de acordo com a própria Constituição Federal, são
(Art. 30º):
I. legislar sobre assuntos de interesse local;
II. suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
(...)
V. organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de
transporte coletivo, que tem caráter essencial;
(...)
VIII. promover, no que couber, adequado ordenamento territorial,
mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da
ocupação do solo urbano;
IX. promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada
a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

As leis mais pertinentes em âmbito municipal são as do ordenamento do solo que é regido
pelo Plano Diretor Municipal. Este visa estabelecer as diretrizes e normas para o seu
desenvolvimento, orientando os agentes públicos e privados que atuam na construção e
gestão da cidade, com o propósito de melhorar a qualidade de vida de seus moradores e
usuários, promover o progresso urbano, econômico e social para todos, pautando-se pelos
princípios, normas e instrumentos da Constituição Federal, da Constituição Estadual, do
Estatuto das Cidades e da Lei Orgânica de cada município.
A Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, denominada Estatuto da Cidade, determina que o
objetivo fundamental do Plano Diretor é definir o conteúdo da função social da cidade e da
propriedade urbana, propiciar o acesso à terra urbanizada e regularizada, o direito à

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moradia, ao saneamento básico e aos serviços urbanos, por meio de um processo de


gestão democrática e participativa.

3.3.1 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE COLOMBO

A Lei Orgânica municipal alterada pela emenda nº 07 promulgada em 05 de outubro de 2005


prevê para o meio ambiente:
CAPÍTULO XI
Art. 165. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à comunidade o dever de defendê-lo e
preservá-lo garantindo-se a proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos
naturais e a proteção da fauna e da flora.
§ 1º. Para assegurar a efetividade deste direito, cabe ao Município:
I - promover a educação ambiental, visando a conscientização pública
para a preservação do meio ambiente;
II - exigir o cumprimento da legislação federal, estadual e municipal para
a construção, instalação, reforma, recuperação, ampliação, extração
calcária e outras atividades nocivas ao meio ambiente e ainda, obras
potencialmente causadoras de sua degradação;
III - controlar a produção, armazenamento, comercialização e emprego
de técnicas, métodos ou substâncias que comportem riscos para a vida,
a qualidade de vida e ao meio ambiente;
IV - controlar as cheias, definindo parâmetros para o uso do solo e
promovendo permanente desassoriamento dos cursos d’água em áreas
de risco;
V - estabelecer a obrigatoriedade de reposição da flora nativa e mata
ciliar, quando necessária à preservação ecológica;
VI - estabelecer uma política municipal de meio ambiente, objetivando a
preservação e o manejo dos recursos naturais de acordo com o
interesse social;
VII - incentivar as atividades de conservação ambiental;
VIII - disciplinar, através de lei, sobre os níveis aceitáveis de ruído
urbano, visando o controle da poluição sonora.
§ 2º. Os recursos oriundos de multas administrativas e condenações
judiciais por atos lesivos ao meio ambiente e das taxas incidentes sobre
a utilização de recursos ambientais, serão destinados a recuperação do
meio ambiente que será gerido pelo Conselho Municipal do Meio
Ambiente, na forma da lei.

Art. 166. É instrumento de execução da política municipal de meio ambiente estabelecida


nesta Lei Orgânica, a concessão de incentivos fiscais e tributários, conforme estabelecido
em lei, para quem:

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I - implantar tecnologias de produção ou de controle que possibilitem a


redução significativa das emissões de poluentes;
II - adotar fontes energéticas alternativas, menos poluentes;
III - mantiver áreas verdes em estado de preservação permanente.

Art. 167. O Relatório de Impacto Ambiental poderá sofrer questionamento por qualquer
pessoa, devendo o Poder Público Municipal decidir pelo interesse da preservação
ambiental.
Art. 168. Fica o Poder Público Municipal autorizado a promover intercâmbio com os
Municípios vizinhos objetivando a utilização de recursos naturais em forma de consórcio.
Art. 169. Fica proibida a entrada nos limites territoriais de Colombo de resíduos ou materiais
radiativos considerados lixo nuclear e produtos químicos altamente tóxicos, nocivos à saúde
e ao meio ambiente.
Art. 170. O Município assegurará a participação das entidades representativas da
comunidade no planejamento e na fiscalização da proteção ambiental, garantindo o amplo
acesso dos interessados às informações sobre as fontes de poluição e degradação
ambiental.

3.3.2 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PINHAIS

A Lei Orgânica municipal prevê para o meio ambiente:


CAPÍTULO VIII
Art. 100 - O Município, na sua função reguladora, criará limitações e imporá exigências que
visem a proteção e recuperação do meio ambiente, especialmente por meio de normas de
zoneamento, de uso do solo e de edificações.
Art. 101 - O Município criará o Conselho Municipal do Meio Ambiente, com atribuições e
composição que a lei estabelecer.

3.3.3 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE QUATRO BARRAS

A Lei Orgânica municipal alterada pela emenda nº 03/2008 prevê para o meio ambiente:
Art. 180 – O Município deverá atuar no sentido de assegurar a todos os cidadãos o direito
ao meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado, bem de uso comum do povo
essencial a qualidade de vida.
Parágrafo Único – Para assegurar efetivamente a esse direito o Município deverá articular-
se com os órgãos estaduais, regionais e federais competentes e ainda, quando for o caso,
com outros municípios, objetivando a solução de problemas comuns relativos a proteção
ambiental.

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Art. 181 – O Município deverá atuar mediante planejamento, controle e fiscalização das
atividades, públicas ou privadas, causadoras efetivas ou potenciais de alterações
significativas no meio ambiente.
Art. 182 - O Município, ao promover a ordenação de seu território, definirá zoneamento e
diretrizes gerais de ocupação que assegurem a proteção dos recursos naturais, em
consonância com o disposto na legislação estadual pertinente.
Art. 183 – Nas licenças de parcelamento, loteamento e localização o Município exigirá o
cumprimento da legislação de proteção ambiental emanada da União e do Estado.
Art. 184 – As empresas conveniadas, concessionárias ou permissionárias de serviços
públicos, deverão atender rigorosamente aos dispostos de proteção ambiental em vigor, sob
pena interessados as informações sobre as fontes de poluição e degradação ambiental ao
seu dispor.

3.3.4 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE DO SUL

A Lei Orgânica municipal prevê para o meio ambiente:


Art. 180 - O Município deverá atuar no sentido de assegurar a todos os cidadãos o direito ao
meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial a qualidade de vida.
Parágrafo Único - Para assegurar efetividade a esse direito, o Município deverá articular-se
com órgãos estaduais, regionais e federais competentes e ainda, quando for o caso, com
outros municípios, objetivando a solução de problemas comuns relativos a proteção
ambiental.
Art. 181 - O Município deverá atuar mediante planejamento, controle e fiscalização das
atividades, públicas ou privadas, causadoras efetivas ou potenciais de alteração
significativas no meio ambiente.
Art. 182 - O Município, ao promover a ordenação de seu território, definirá zoneamento e
diretrizes gerais de ocupação que assegurem a proteção dos recursos naturais, em
consonância com o disposto na legislação estadual pertinente.
Art. 183 - Nas licenças de parcelamento, loteamento e localização o Município exigirá o
cumprimento da legislação de proteção ambiental emanada da União e do Estado.
Art. 184 - As empresas conveniadas, concessionárias ou permissionárias de serviços
públicos, deverão atender rigorosamente aos dispositivos de proteção ambiental em vigor,
sob pena de não ser renovado o convênio, a concessão ou permissão pelo Município.
Art. 185 - O Município assegurará a participação das entidades representativas da
comunidade no planejamento e na fiscalização de proteção ambiental, garantindo o amplo

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acesso dos interessados às informações sobre as fontes da poluição e degradação


ambiental ao seu dispor.

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4 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

4.1 MEIO FÍSICO

4.1.1 ÁREAS DE INFLUÊNCIA

A Área de Influência Indireta (AII) definida para a análise dos processos ambientais
relacionados com o meio físico é a das bacias hidrográficas determinadas pela interseção
dos principais mananciais com o eixo do empreendimento.
A Área de Influência Direta (AID) definida para a análise dos processos ambientais
relacionados com os solos foi definida como sendo uma faixa de 20 metros ao longo do eixo
das rodovias por onde passarão os dutos.
A Área Diretamente Afetada (ADA) é a vala por onde passarão os dutos, acrescida de cinco
metros para ambos os lados.
A delimitação das áreas de influência do meio físico está representada no Mapa 2.

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BRASIL
675.000 680.000 685.000 690.000 695.000
54°0'0"W 45°0'0"W

20°0'0"S

20°0'0"S
683.600 683.800 684.000
Bocaiúva do Sul O CAP
IV A

I
R RI MG

ITAL
MS

RIO PALM
RI SP RJ
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RI
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RIO P A A

R
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7.191.200

7.191.200
SC

BR
ARGENTINA
Oceano Atlântico
Colombo

30°0'0"S

30°0'0"S
RS
!
H URUGUAI
0 125 250 500
km

54°0'0"W 45°0'0"W

40
m
-11
6 MUNICÍPIOS
7.200.000

7.200.000
BR RIO

RI
O
TU D A RO S E IRA Campina Grande do Sul 700.000 760.000

7.250.000

7.250.000
PR-
MI
RI !
H Adrianópolis

417
R
IO
C
AC
Cerro Azul Barra do Turvo

O TA
H O E IR A Tunas do Paraná
7.191.000

7.191.000
DA
Almirante Tamandaré

C AP
Bocaiúva

A R RU
Rio Branco
!
H do Sul do Sul

IO

6
R Campina Grande do Sul

-50

7.200.000

7.200.000
R IO
Almirante Guaraqueçaba

PR
ITAL
IO

R
Tamandaré Colombo
RI

O TI Antonina
B ARIG M Quatro

RIO PALM
683.600 683.800 684.000 B
UI

Barras

U
Curitiba Pinhais
Piraquara
Araucária Morretes Paranaguá

0 10 20 40
São José Oceano
Campina Grande do Sul km
dos Pinhais Guaratuba
Guaratuba
Atlântico
700.000 760.000
7.195.000

7.195.000
Colombo Legenda
Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)

O
NH
Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8")

CI
Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4")

PO
!
H

IO
Sede Municipal

R
Limite Municipal
!
H Curso d'água
Quatro Barras Massa d'água
Sistema Viário
Quatro Barras Ferrovia

R
I
6

O
-11 R A DO Rodovias Federais

C
BR NG ER

A
U Pavimentada

C
IR

O
I Leito Natural

RI
Rodovias Estaduais
Pavimentada
RI
O
CU Leito Natural
7.190.000

7.190.000
RI RI RR Rodovias Municipais
UCU O A L IN
R IO M D HO Pavimentada

O
Áreas de Influência do Meio Físico
UB A

ME
RR

Área Diretamente Afetada (10 m para cada lado das Rodovias

IO
EG

RI O AT

Área de Influência Direta (40 m para cada lado das Rodovias)


RI O

REPRESA DO IRAÍ
O
D
6

CÓ B Área de Influência Indireta (Sub-bacias Hidrográficas)


-11
JU

AI
RR

RR
BR
VE

G O
AL
E

N HO
ZI O
VE

DO TO
R
RI

LA O
N

TA
PI
O

Articulação das Folhas 1:25.000


RT

R
BA

RI O I
M B
Pinhais
E

A RUM

25°15'0"S
U

CA

49°15'0"W 49°0'0"W
Curitiba O
CH

A M
VI L R E
E
V EVE

CÓRR G O N

NO
E 4
2-
I

3
4

3-
28

84
I
JU

PR-0

I2
M
R IO

IV O
2

R IO

SO
SE 0 0,45
0,9 1,8
SO -4

3
km
42

3-
R IO -4
28

84
CA 42 I 1:85.000
28

I2
J

25°30'0"S
UR IZ I NH I M
IR A

M
U Escala numérica em impressão A3
7.185.000

7.185.000
O M
IO Projeção UTM
Pinhais R
49°15'0"W 49°0'0"W Datum Horizontal SAD69 / Zona 22 J
Piraquara
!
H
RIO B

RIO ÁGUA VERDE !


H

IR PR -
ELE

O 415
RI
I
ON
M

OT Identificação do Projeto
CÓ RR LO
EG O
D A R U A TE
ÓF I Piraquara EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de
Curitiba
Título do Mapa
ÁLIA
NAT Áreas de Influência do Meio Físico
JA RDIM Empreendedor
ODO
E REG COMPAGAS Companhia Paranaense de Gás
TU
M CÓR RI
OR OI Data: Fevereiro/2011
C TA
QU Responsável Técnico
O DO
BR

I Fonte:
RR E G São José
6

CO Malha Municipal - (IBGE, 2005); IBGE, 2003; Mapeamento


-11

-2

Sistemático Pró-Atlântica (ITCG, 2009), 1:25.000 - Folhas


77

dos Pinhais
BR

MRS Estudos Ambientais MI 2842-4 SO; MI 2842-4 SE; MI 2843-3 SO; MI 2843-3
NO; MI 2842-4 NE; Superintendência de Desenvolvimento
de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
(SUDERHSA, 2010); Imagens extraídas do Google Earth
675.000 680.000 685.000 690.000 695.000 (Data da Passagem: 05/02/2010)
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4.1.2 CLIMA E METEOROLOGIA

O conhecimento do tipo climático de uma região fornece indicativos de larga escala sobre as
condições médias de pluviosidade e temperatura esperadas. Esse é um primeiro indicativo
para se planejar todas as atividades humanas (tipos de construção, vestimenta, etc., bem
como explorações animais e vegetais).
O sistema de classificação climática de Köppen, baseado na vegetação, temperatura e
pluviosidade, apresenta um código de letras que designam grandes grupos e subgrupos
climáticos, além de subdivisões para distinguir características estacionais de temperatura e
pluviosidade (Trewartha & Horn, 1980).
A região onde se insere a expansão da RDGN está localizada no leste do estado do Paraná.
Abrange os municípios de Curitiba, Pinhais, Colombo, Campina Grande do Sul, e Quatro
Barras. De acordo com o Mapa de Clima do IAPAR (Caviglione et al., 2000) e ITCG (2008)
estes municípios estão localizados na região de predominância do tipo climáticos Cfb, e em
zonas específicas o tipo climático Cfb/Cfa (Figura 39).
• Cfb - Clima oceâncio (ou subtropical); verão mais úmido que o inverno, temperatura
média no mês mais frio abaixo de 18ºC (mesotérmico), com verões frescos e
invernos com geadas frequentes, temperatura média no mês mais quente abaixo de
22ºC e sem estação seca definida, chuvas são abundantes e bem distribuídas ao
longo de todo ano;
• Cfa - Clima subtropical; temperatura média no mês mais frio inferior a 18ºC
(mesotérmico) e temperatura média no mês mais quente acima de 22ºC, com verões
quentes, geadas pouco frequentes e tendência de concentração das chuvas nos
meses de verão, contudo sem estação seca definida.

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Figura 39 - Classificação Climática do Paraná segundo Koppen (IAPAR, 2000).

O clima nesta região não é muito constante, sendo comum observar variações sensíveis em
um único dia, com temperaturas oscilando entre 7ºC e 30ºC, inclusive com a possibilidade
de chuvas, sol, neblina no mesmo dia. Para a determinação das médias mensais, foram
utilizados os dados da Estação Pinhais (Cód. 2549041), localizado nas coordenadas
25º25’S e 49º08’ a uma altitude de 970 metros acima do nível do mar. O período analisado
foi de 1970 a 1997.

4.1.2.1 Temperatura

A temperatura média anual é de 16,7ºC, sendo a temperatura média máxima de 22,5°C e a


temperatura média mínima de 12,5°C. No mês mais quente (fevereiro), a temperatura média
máxima atinge 26,2ºC e, no mês mais frio, a temperatura média mínima atinge 8,3ºC
(Tabela 1).
Tabela 1 - Temperatura média, média máxima e média mínima registrada na Estação Pinhais no período
entre 1970 e 1997.
Temperatura Média Temperatura Média Temperatura Média
Mês
(ºC) Máxima (ºC) Mínima ©
Janeiro 20,2 25,9 16,3
Fevereiro 20,5 26,2 16,7
Março 19,4 25,0 15,7
Abril 17,2 22,6 13,3

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Temperatura Média Temperatura Média Temperatura Média


Mês
(ºC) Máxima (ºC) Mínima ©
Maio 14,8 20,5 10,6
Junho 13,3 19,2 8,5
Julho 13,1 19,1 8,3
Agosto 13,8 20,2 8,9
Setembro 14,6 20,2 10,5
Outubro 16,3 22,0 12,3
Novembro 17,9 23,7 13,8
Dezembro 19,4 25,2 15,4

4.1.2.2 Umidade Realtiva do Ar

Em razão da proximidade desta região onde se localiza a RDGN com o mar, a maritimidade
tem grande influência no clima local, sendo responsável por suavizar as ondas de frio do
inverno e evitar dias de calor intenso no verão, além de tornar a região bastante úmida
(praticamente todos os meses a umidade relativa média alcança pelo menos 80%). O
período de março a maio apresenta maior índice de umidade com 87% e os meses de julho
e agosto o menor índice, de 82% (Tabela 2).
Tabela 2 - Umidade Relativa do Ar registrada na Estação Pinhais no período entre 1970 e 1997.
Mês Umidade Relativa (%)
Janeiro 85
Fevereiro 85
Março 87
Abril 87
Maio 87
Junho 85
Julho 82
Agosto 82
Setembro 85
Outubro 85
Novembro 84
Dezembro 84

4.1.2.3 Precipitação

O termo "precipitação" é definido como qualquer deposição de água em forma líquida ou


sólida proveniente da atmosfera, incluindo a chuva, granizo, neve, neblina, chuvisco, orvalho
e outros hidrometeoros. A precipitação é medida em altura, normalmente expressa em
milímetros. Uma precipitação de 1 mm é equivalente a um volume de 1 litro de água numa
superfície de 1 m² (Caviglione et al., 2000).

A Tabela 3 mostra a precipitação total média anual e mensal, sendo os meses mais secos
junho, julho e agosto. Já o período mais chuvoso compreende dezembro, janeiro e fevereiro.

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A precipitação média anual é de 1426 mm/ano, enquanto no mês mais seco (agosto) a
precipitação é de 71,6 mm. Já no mês mais chuvoso (janeiro), a precipitação é de 193 mm.
Tabela 3 - Média Total Mensal de Precipitação registrada na Estação Pinhais no período entre 1970 e
1997.
Mês Média Total Mensal (mm)
Janeiro 193,1
Fevereiro 140,3
Março 123,9
Abril 79,4
Maio 105,2
Junho 96,8
Julho 91,5
Agosto 71,6
Setembro 121,0
Outubro 129,8
Novembro 116,3
Dezembro 157,4

4.1.2.4 Ventos

Anualmente, os ventos apresentam direção predominante de leste, com velocidade média


anual de 2,3 m/s. A velocidade é maior no mês de novembro, atingindo velocidade de 2,6
m/s com direção predominante de leste. No mês de maio, a velocidade diminui para 1,9 m/s
tendo direção predominante Nordeste. A Tabela 4 mostra a direção predominante e
velocidade média mensal para a Estação Pinhais.
Tabela 4 - Direção Predominante e Velocidade Média dos ventos registrados na Estação Pinhais no
período entre 1970 e 1997.
Mês Direção Predominante Velocidade Média (m/s)
Janeiro E 2,4
Fevereiro E 2,3
Março E 2,1
Abril E 2,1
Maio NE 1,9
Junho N 2,1
Julho N 2,4
Agosto NE 2,3
Setembro NE/E 2,6
Outubro E 2,6
Novembro E 2,6
Dezembro E 2,5

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4.1.2.5 Qualidade do Ar

A circulação de materiais, equipamentos, máquinas e veículos podem causar diversos


impactos, como por exemplo, a deterioração da qualidade do ar pela emissão de gases ou
materiais particulados.
Um poluente atmosférico pode ser definido como qualquer substância que esteja no ar em
concentrações altas o suficiente para produzir efeitos mensuráveis e danosos em seres
humanos, animais, plantas ou materiais. O poluente pode ser tanto de origem antropogênica
como proveniente de emissões naturais, como decomposição microbiana e de erupções
vulcânicas, entre outras fontes (GONÇALVES, 1997).
O poluente atmosférico, em qualquer forma de matéria ou energia, cuja intensidade,
quantidade, concentração, período de exposição ou qualquer outra característica que estiver
em desacordo com os níveis estabelecidos pode tornar o ar:
• Impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde;
• Inconveniente ao bem-estar público;
• Danoso aos materiais, à fauna e à flora;
• Prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da
comunidade.
Segundo Lyons (1990) e Seinfeld (1986), as substâncias usualmente consideradas
poluentes do ar podem ser classificadas como:
• Material Particulado/Partículas em Suspensão: mistura de compostos em estado
sólido ou líquido;
• Compostos de enxofre: óxidos (SO2, SO3), gás sulfídrico (H2S), sulfatos (SO4 -2);
• Monóxidos de carbono;
• Compostos de nitrogênio (NO, NO2), amônia (NH3), ácido nítrico (HNO3);
• Compostos halogenados: ácido clorídrico (HCl), ácido fluorídrico (HF), cloretos,
fluoretos;
• Compostos orgânicos: hidrocarbonetos, alcoóis, aldeídos, cetonas, ácidos orgânicos.
A seguir é realizada uma breve descrição dos poluentes mais importantes relacionados às
fontes móveis.

4.1.2.5.1 Material particulado

As partículas presentes na atmosfera são provenientes de fontes naturais, como vulcões,


aerossóis marinhos e ação do vento sobre o solo, e de outras de caráter antropogênico,
como a queima de combustíveis fósseis, os processos industriais e o tráfego rodoviário.
Nos últimos anos, foi dedicada especial atenção aos efeitos das partículas presentes na
atmosfera. As medições tradicionais de Partículas Totais em Suspensão (PTS) têm sido

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substituídas pela medição da fração PM10 (partículas com um diâmetro aerodinâmico inferior
a 10 µm), por serem essas as partículas que representam um maior risco para a saúde
(Elsom, 1989; Seinfeld, 1986).
O material particulado ou aerossol atmosférico é constituído pelas partículas sólidas e
líquidas em suspensão na atmosfera. As partículas inaláveis (PM10) são definidas como
partículas com diâmetro aerodinâmico menor que 10 µm e são divididas em partículas
grossas inaláveis, com diâmetro aerodinâmico entre 2 e 10 µm, e partículas finas, com
diâmetro aerodinâmico menor que 2 µm (Seinfeld, 1986).
Estudos recentes têm demonstrado a existência de correlações entre as variações dos
níveis diários de PM10 produzidas por diversas fontes e os efeitos nocivos à saúde humana.
Em muitas cidades, as PM10 são consideradas como um dos poluentes que mais causam
preocupação, estando a sua ação relacionada com todos os tipos de problemas de saúde,
desde irritação nasal e tosse até bronquite e asma, podendo, inclusive, levar à morte
(Cerqueira, 2000).
A capacidade do material particulado de aumentar os efeitos fisiológicos dos gases
presentes no ar é um dos aspectos mais importantes a serem considerados. Os efeitos de
uma mistura de material particulado e dióxido de enxofre, por exemplo, são mais
acentuados do que os provocados pela presença individualizada de cada um deles. Além
disso, pequenas partículas podem absorver o dióxido de enxofre do ar e, com a água
(umidade do ar), formar partículas contendo ácido, o que irrita o sistema respiratório e pode
danificar as células que o protegem.

4.1.2.5.2 Dióxido de Enxofre

O enxofre liberado na queima de combustíveis combina-se com o oxigênio do ar e dá


origem ao dióxido de enxofre (SO2), que, após oxidação, pode ser transformado em trióxido
de enxofre. Na presença da umidade do ar, esse composto dá origem ao ácido sulfúrico e
seus respectivos sais, contribuindo desse modo para a formação de chuvas ácidas,
responsáveis pela acidificação das águas e dos solos. O SO2 é um gás incolor, muito solúvel
na água, que pode ocorrer naturalmente na atmosfera, principalmente devido às atividades
vulcânicas.
O SO2 de origem antropogênica é um poluente primário. Resulta essencialmente da queima
de combustíveis fósseis, principalmente no setor da produção de energia, e de diversos
processos industriais, podendo também ser emitido em pequenas quantidades, como, por
exemplo, em veículos a diesel.

O gás é irritante para as mucosas dos olhos e para as vias respiratórias, podendo ter, em
concentrações elevadas, efeitos agudos e crônicos na saúde humana, especialmente no
aparelho respiratório. O dióxido de enxofre pode igualmente agravar os problemas
cardiovasculares devido ao seu impacto na função respiratória. A presença simultânea na

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atmosfera de dióxido de enxofre e partículas pode evidenciar ou agravar os efeitos de


doenças respiratórias crônicas ou aumentar o risco de doenças respiratórias agudas
(Seinfield, 1998).
Concentrações elevadas de SO2 podem provocar alterações nos processos metabólicos das
plantas, entre os quais se destaca a redução da taxa de crescimento e da taxa
fotossintética, especialmente quando combinadas com determinadas condições adversas,
como as baixas temperaturas. Entre outros efeitos mais facilmente observáveis destaca-se o
aparecimento de necroses, bem como o aumento da sensibilidade ao gelo e aos parasitas.
A sensibilidade dos diferentes tipos de organismos é muito variável, sendo os líquens os
mais suscetíveis.

4.1.2.5.3 Monóxido de Carbono

Os efeitos da exposição dos seres humanos ao monóxido de carbono são associados à


capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. O monóxido de carbono compete com o
oxigênio na combinação com a hemoglobina, uma vez que a afinidade da hemoglobina com
o monóxido de carbono é cerca de 210 vezes maior do que com o oxigênio. Quando uma
molécula de hemoglobina recebe uma molécula de monóxido de carbono forma-se a
carboxihemoglobina, que diminui a capacidade do sangue de transportar oxigênio aos
tecidos do corpo.
O efeito da intoxicação por CO é semelhante ao da anemia ou hipóxia. A maior parte das
exposições a baixas concentrações de CO produz efeitos sobre o sistema nervoso central.
Uma possível explicação para isso é a redução do suprimento de oxigênio para o cérebro.
Acima de 1.000 ppm o CO é altamente tóxico, podendo ser responsável por ataques
cardíacos e elevada taxa de mortalidade. O CO é abundante especialmente em áreas
metropolitanas. Em condições de exposição aguda, pode causar a morte.
A principal razão para o controle das emissões de CO está na proteção da saúde e do
desenvolvimento de crianças em período de gestação, de recém-nascidos, de idosos e de
enfermos.
O objetivo desta etapa do trabalho é avaliar o impacto na atmosfera, resultante das
emissões dos níveis de poluição atmosférica a ser gerada pela operação da rodovia.

4.1.2.5.3.1 Caracterização da Qualidade do Ar

A pureza do ar é monitorada segundo padrões de qualidade estabelecidos na legislação em


função da quantidade de partículas em suspensão ou das quantidades de dióxido de
enxofre, de monóxido de carbono ou de oxidantes fotoquímicos presentes no ar, medidos
em microgramas por metro cúbico em um determinado tempo.

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O Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR) tem por objetivo a


melhoria da qualidade do ar mediante o atendimento dos padrões estabelecidos e o não
comprometimento da qualidade do ar em áreas consideradas não degradadas. Tem como
estratégia básica limitar, em nível nacional, as emissões por tipologia de fontes e poluentes
prioritários, reservando o uso dos padrões de qualidade do ar como ação complementar.
O PRONAR estabeleceu dois tipos de padrões de qualidade do ar: o primário e o secundário
(Tabela 5). Esses padrões foram oficialmente definidos pela Resolução do CONAMA n° 03
de 28/06/90 (Tabela 6).
Tabela 5 - Padrões da qualidade do ar.
Tipo de padrão Características
São as concentrações de poluentes atmosféricos que, quando ultrapassadas, poderão
Primário afetar a saúde da população, bem como a fauna, a flora, os materiais e o meio ambiente
em geral. Podem ser entendidos como níveis máximos toleráveis.
São as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo
efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e à
Secundário
flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral, podendo ser entendidos como níveis
desejados, constituindo-se em meta de longo prazo.

Tabela 6- Padrões nacionais da qualidade do ar (Resolução CONAMA n.º 03 de 28/06/90).


Padrão
Padrão Primário Tempo de
Poluentes secundário Métodos de medição
µg/m3 Amostragem
µg/m3
Partículas totais em Amostradores de grandes
240*(c) - 80** 150(c), 60 24 horas anual (a)
suspensão volumes (Hi-Vol)
385 *(c) ((365)) Pararrosanílina ou
Dióxido de enxofre 100(c), 40 24 horas anual (b)
80*** Pararosanílina
40.000
Monóxido de (35ppm):*(c) 40.000 (c) Infravermelho não
## 1 hora - 8 horas
carbono 10.000 (9ppm): 10.000 (c) dispersivo
(c)
#
Ozônio 160 (c) 160 (c) 1 hora Quimiluminescência
Fumaça 150(c); 60 100(c), 40 24 horas anual(b) Refletância
Amostrador de
particulados. Finos e
Partículas inaláveis 150 *(c); 50 *** 150(c), 50 24 horas anual(b)
grossos. Separação
inercial/filtração
Dióxido de nitrogênio #
@ 320 ; 100*** 190, 100 1 hora anual (b) Quimiluminescência
#
concentração máxima em 1 hora
##
concentração máxima em 8 horas (a) média geométrica
*concentração máxima diária (b) média aritmética
**concentração média geométrica anual (c) não deve ser excedido
mais do que uma vez por
***concentração média aritmética anual ano.
@
apenas este parâmetro pode ser excedido mais de uma vez ao ano

A qualidade do ar de uma região é influenciada diretamente pelos níveis de poluição


atmosférica, os quais estão vinculados a um complexo sistema de fontes emissoras
estacionárias (indústrias, queimadas, emissões naturais, etc.) e móveis (veículos

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automotores, aviões, trens, etc.). A magnitude do lançamento dessas emissões, seu


transporte e diluição na atmosfera determinam o estado atual da qualidade do ar
atmosférico.

4.1.2.5.3.2 Qualidade do Ar na Região Metropolitana de Curitiba

A qualidade do ar na RMC depende das emissões de contaminantes constantes no decorrer


do ano e de aspectos climáticos e meteorológicos que influenciam as condições de
dispersão dos contaminantes atmosféricos.
De maneira geral, pode-se afirmar que a circulação do ar em superfície, na área de estudo,
é controlada pelas massas de ar que atuam na região. Durante todo o ano, sobre os
continentes, a atmosfera experimenta vários tipos de distúrbios transientes, tanto de origem
tropical como extratropical. Os distúrbios transientes de alta freqüência mais comuns são as
frentes frias. Os sistemas frontais são de grande importância devido ao fato de provocarem
mudanças significativas no tempo em diversas partes do globo principalmente na região
subtropical e de latitudes médias e altas. As frentes frias atuam durante todo o ano. No
inverno, as massas de ar frio penetram sobre o continente na retaguarda das frentes frias, e,
no verão, a entrada de ar frio não provoca quedas tão bruscas na temperatura, no entanto,
organiza a atividade convectiva e chuva em áreas onde normalmente há pouca precipitação
(Garreaud, 2000).
Observa-se, em praticamente todas as estações do ano, que a direção predominante do
vento sobre a região de estudo é de leste. Exceto nos meses de junho e julho, cuja direção
predominante dos ventos é para norte.
A precipitação total anual é da ordem de 1426 mm, sendo bem distribuída ao longo do ano,
sendo agosto o mês menos chuvoso e janeiro o mais chuvoso.
Com base no Relatório da Qualidade do Ar na Região Metropolitana de Curitiba (SEMA,
2009), foram levantados os dados de poluição atmosférica na região da área de influência
indireta da RDGN, sendo que, o relatório contemplou os níveis de emissão de Partículas
Totais em Suspensão, Fumaça, Partículas Inaláveis, Dióxido de Enxofre (SO2), Monóxido de
Carbono (CO), Ozônio (O3), e Dióxido de Nitrogênio (NO2). Neste estudo, foram analisados
os dados coletados na seguintes estações: Curitiba – Santa casa, Praça Ouvidor Pardinho,
Santa Cândida, Boqueirão; Araucária – CSN – CISA, Assis Automática, Assis Manual,
REPAR, Seminário, São Sebastião, UEG; Colombo – Colombo.
O estudo da SEMA (2009) mostra que a qualidade do ar na Região Metropolitana de
Curitiba é boa na maior parte do tempo para todos os parâmetros analisados, sendo que,
em alguns momentos passa a regular e em situações pontuais, ocorrem concentrações
acima do limite estipulado pelo CONAMA. A Tabela 7 mostra a média anual da
concentração de poluente registrada nas estações. Já a Tabela 7 mostra a média horária

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máxima por parâmetro, e a Tabela 9 mostra o número de ocorrências acima do limite


estipulado pela Resolução CONAMA n.º 03 de 28/06/90.
Tabela 7 – Média Anual dos Poluentes Registrados nas Estações de Monitoramento (adaptado de SEMA,
2009).

Partículas Dióxido
Dióxido de
Totais em Partículas de
Fumaça Nitrogênio
Município Estação Suspensão Inaláveis Enxofre

µg/m³) (NO2)

µg/m³) (SO2)

µg/m³) (µ
µg/m³)

µg/m³)
Curitiba Santa Casa 67,5 15,7 - 8,9 -
Praça Ouvidor
Curitiba 17,7 - 15,6 1,5 32,3
Pardinho
Curitiba Santa Cândida - - - 2,6 20,4
Araucária Boqueirão 43,9 - 34,6 8,0 -
Araucária CSN-CISA 38,8 - 27,9 13,5 30,2
Araucária Assis Automática 26,3 - - 6,4 23,5
Araucária Assis Manual - 2,6 - 5,5 -
Araucária REPAR 35,9 - 28,5 14,7 31,4
Araucária Seminário - 7,9 - 8,1 -
Araucária São Sebastião 3,8 4,7 -
Araucária UEG - - 31,1 5,0 40,0
Colombo Colombo 65,1 - 38,0 - -

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Tabela 8 – Média Horária Máxima da concentração de poluentes registrados nas Estações de Monitoramento (adaptado de SEMA, 2009).
Partículas Dióxido de Monóxido
Totais em Partículas Dióxido de
Fumaça Enxofre de Carbono Ozônio (O3)
Município Estação Suspensão Inaláveis Nitrogênio (NO2)

µg/m³) (SO2) (CO) (µ
µg/m³)

µg/m³) (µ
µg/m³)

µg/m³) (µ
µg/m³) (µ
µg/m³)
203,2
182,0 92,0 26,0
Curitiba Santa Casa - - - (04/06/2009; 09
(04/02/2009) (13/08/2009) (10/03/2009;)
às 10 horas)
120,2
108,0 84,0 19,5
Curitiba Praça Ouvidor Pardinho - - (28/08/2009; 15
(30/04/2009) (03/04/2009) (26/04/2009)
às 16 horas)
149,1 151,4
6,7
Curitiba Santa Cândida - - - - (16/09/2009 15 (05/06/2009; 08
(30/09/2009)
às 16 horas) às 09 horas)
3364,00
146,5
172,0 110,0 13,5 (19/09/2009;
Curitiba Boqueirão - (15/09/2009; 15
(14/08/2009) (02/09/2009) (10/12/2009) 15 às 16
às 16 horas)
horas)
116,6 182,4
282,0 122,0 196,7
Araucária CSN-CISA - - (30/03/2009; 15 (14/08/2009; 09
(01/09/2009) (02/09/2009) (01/05/2009)
às 16 horas) às 10 horas)
167,1 192,5
356,0 48,4
Araucária Assis Automática - - - (29/03/2009; 14 (14/08/2009; 09
(14/08/2009) (21/04/2009)
às 15 horas) às10 horas)
39,0 40,0
Araucária Assis Manual - - -
(13/08/2009) (03/05/2009)
2562,00
152,9 623,5
220,0 118,0 563,44 (14/08/2009;
Araucária REPAR - (21/12/2009; 08 (08/06/2009; 09
(14/08/2009) (14/08/2009) (10/03/2009) 00 às 08
às 09 horas) às 10 horas)
horas)
71,0 41,0
Araucária Seminário - - -
(13/08/2009) (11/01/2009)
Araucária São Sebastião - 41,0 - 32,0 -

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Partículas Dióxido de Monóxido


Totais em Partículas Dióxido de
Fumaça Enxofre de Carbono Ozônio (O3)
Município Estação Suspensão Inaláveis Nitrogênio (NO2)

µg/m³) (SO2) (CO) (µ
µg/m³)

µg/m³) (µ
µg/m³)

µg/m³) (µ
µg/m³) (µ
µg/m³)
(22/06/2009)- (02/05/2009)
3808,00
120,3 358,1
150,0 74,2 (15/01/2009;
Araucária UEG - - (29/03/2009; 14 (27/08/2009; 06
(04/07/2009) (06/05/2009) 00 às 08
às 15 horas) às 07 horas)
horas)
368,0 203,0
Colombo Colombo - - -
(18/05/2009) (13/08/2009)

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Tabela 9 – Ocorrências de concentração de poluentes acima dos níveis estipulados pela Resolução
CONAMA n.º 03 de 28/06/90 registrados nas Estações de Monitoramento (adaptado de SEMA, 2009)

Partículas Dióxido Monóxido Dióxido


Totais em Partículas de de Ozônio de
Fumaça
Município Estação Suspensão Inaláveis Enxofre Carbono (O3) Nitrogênio

µg/m³)

µg/m³) (SO2) (CO) (µ
µg/m³) (NO2)

µg/m³) (µ
µg/m³) (µ
µg/m³) (µ
µg/m³)
Santa
Curitiba 0 0 - 0 - - -
Casa
Praça
Curitiba Ouvidor 0 - 0 0 - 0 0
Pardinho
Santa
Curitiba - - - 0 - 0 0
Cândida
Curitiba Boqueirão 0 - 0 0 0 0
Araucária CSN-CISA 1 - 0 0 - 0 0
Assis
Araucária 0 - - 0 - 1 0
Automática
Assis
Araucária - 0 - 0 - - -
Manual
Araucária REPAR 0 - 0 2 0 0 4
Araucária Seminário - 0 - 0 - - -
São
Araucária - 0 - 0 - - -
Sebastião
Araucária UEG - - 0 0 0 0 1
Colombo Colombo 10 - 3 - - - -

Embora não tenha sido realizada nenhuma medição específica para a qualidade atmosférica
na área de influência do empreendimento, os registros realizados nas cercanias da área de
influência indireta e as condições de contorno específicas que se apresentam, permitem
estabelecer uma avaliação consistente da qualidade do ar.

4.1.3 GEOMORFOLOGIA

4.1.3.1 Geomorfologia Regional

De acordo com o Atlas Geomorfológico do Estado do Paraná (Mineropar, 2006) a RDGN,


objeto deste estudo, atravessa, ao longo do trecho, duas grandes Unidades Morfoestruturais
que são o Cinturão Orogênico do Atlântico e as Bacias Sedimentares Cenozóicas e
Depressões Tectônicas. A Tabela 10 sintetiza as divisões geomorfológicas a que está
sujeita a área de estudo.
As Subunidades Morfoesculturais ou Unidades Geomorfológicas que estão presentes são
denominadas Planalto de Curitiba e Planícies Fluviais (Mapa 3).

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Tabela 10 - Unidades Geomorfológicas que ocorrem na área em estudo.

Unidades Morfoestruturais Unidades Morfoesculturais Subunidades Morfoesculturais

I – Cinturão Orogênico do
Primeiro Planalto Paranaense Planalto de Curitiba
Atlântico

II – Bacias Sedimentares
Cenozóicas e Depressões Planícies Planícies Fluviais
Tectônicas

4.1.3.1.1 Planalto do Alto Iguaçu

No Planalto Alto Iguaçu predomina o sistema de colinas de topo alongado e aplainado:


relevo de colinas alongadas nas direções N-S e NE-SW, com escarpas mais baixas,
entalhamento relativo e dissecação baixa, ainda em desenvolvimento e com presença de
rede de drenagem de densidade média (Salamuni et al., 2004).
As vertentes convexas articulando-se às planícies fluviais mediante rampas suaves, vales
em “V” abertos, modeladas em sedimentos da Formação Guabirotuba e litologias do
Complexo Gnáissico Migmatítico (Mineropar, 2006).
Em relação ao relevo, apresenta um gradiente de 140 metros de altitudes variando entre
860 (mínima) e 1000 (máxima).

4.1.3.1.2 Planalto de Curitiba

Nesta Subunidade predominam as formas de topo plano sobre alongado: relevo de colinas
com formas arredondadas, tipo meia-laranja, de vertentes suaves, em geral côncovas, com
entalhamento e dissecação pouco profunda, mas com densa rede fluvial (Salamuni et al.,
2004).

Também ocorrem em menores proporções vertentes convexas e vales em “V”. A direção


geral da morfologia varia entre N-S e NW-SE, modelada em rochas do Complexo Gnáissico
Migmatítico (Mineropar, 2006).
Grande parte das colinas são articuladas por talvegues encaixados em fraturas e mostram
processo de dissecação por talvegues menores em suas encostas (Canali & Muratori 1981).
O Planalto de Curitiba é colinoso, com ondulações suaves com altitudes entre 880 e 980 m,
intermedeadas por amplas planícies aluvionares de inundação que se estendem por mais de
800 Km² (Salamuni et al., 2004).
Apresenta dissecação média e as classes de declividade predominantes são menores que
10%. Em relação ao relevo, apresenta um gradiente de 680 metros com altitudes variando
entre 560 (mínima) e 1240 (máxima) (Mineropar, 2006).

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4.1.3.1.3 Planícies Fluviais

O sistema de planície ou terrenos aluvionais constitui planície de várzea ou de inundação,


com depósitos sedimentares inconsolidados do Período Quaternário, pouco entalhados e
frequentes terrenos alagadiços (Salamuni et al., 2004).
O alto Rio Iguaçu e seus formadores dissecam a bacia, formando depósitos fluviais recentes
com planícies de larguras variadas, constituindo o domínio geomorfológico das planícies de
inundação, atualmente sujeiras a todo tipo de ação antrópica (Salamuni et al., 2004).

4.1.3.2 Geomorfologia das Áreas de Influência

Tendo como referência a base cartográfica da MINEROPAR (2006), foi feito uma adequação
de escala para o mapeamento geomorfológico da área de influência. Para isto, foi feito uma
compartimentação com base em três condicionantes ambientais: altimetria, declividade do
terreno e direção do declive a partir do tratamento de imagens ASTER DEM. Para se chegar
ao resultado final, foram realizadas duas etapas: A) Processamento da imagem ASTER
DEM; B) Compartimentação Geomorfológica a partir da ferramenta Árvore de Decisão.

4.1.3.2.1 Processamento da imagem ASTER DEM

A imagem ASTER DEM é gerada a partir de um estereopar de imagens ASTER (Hirano et


al, 2002), formando um Modelo Digital de Elevação (MDE).
A imagem ASTER é muito susceptível a presença de ruídos necessitando de um tratamento
específico para minimizá-los. No presente trabalho, a metodologia para o tratamento de
ruído foi definida com os seguintes passos: (a) Individualização dos corpos de água; (b)
detecção de valores anômalos ruidosos por meio de aplicação de filtros sobre a imagem e
operação de álgebra de mapas; (c) interpolação pelo método de krigagem; e (d)
reinterpolação pelo método topogrid. Esta metodologia foi aplicada por Chaves et al (2007)
para realizar análise morfométrica do Maciço de Cana Brava.
Como os corpos de água são caracterizados como áreas ruidosas, primeiramente, essas
áreas foram isoladas pelo emprego de uma máscara. Com o objetivo de detectar pontos
anômalos, foi realizada uma subtração da imagem original pela imagem filtrada. Assim, os
valores entre -5 e 5 foram eliminados da imagem. A Figura 40 representa o fluxograma
dessa etapa do trabalho.

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Figura 40 - Fluxograma do método adotado para o tratamento da imagem ASTER DEM

Com a eliminação dos pontos ruidosos, foi feita uma interpolação dos dados de elevação
pelo método de krigagem. A técnica de Krigagem consiste na avaliação da autocorrelação
das informações atribuindo pesos a partir da distância de um determinado ponto ao ponto de
predição. Os pares de medidas são agrupados em blocos, definidos em uma faixa de
distância e um ângulo de tolerância caso a anisotropia for considerada (Jonsdosttir, 2000).
Uma média das diferenças ao quadrado dos valores de cada bloco é então relacionado com
a distância que separa os pontos (semivariograma empírico). Os pares de medidas
localizados próximos uns aos outros deve apresentar uma diferença menor do que aqueles
distantes entre si. Uma linha então é inserida através da nuvem de pontos do
semivariograma, representando a autocorrelação das informações, atribuindo assim o peso
dos valores estimados em uma superfície de predição (Jonsdosttir, 2000).
Posteriormente, o MDE interpolado por Krigagem foi reinterpolado com o método de
interpolação Topogrid, (Hutchinson, 1989), é um método de interpolação desenvolvido para
tirar vantagem dos tipos de dados de entrada, normalmente disponíveis, assim como as
características de superfícies de elevação já conhecidas. Esse método utiliza métodos de
diferenças frequentes finitas. Esse método é otimizado para possuir a eficiência de
interpoladores locais sem perder a continuidade da superfície, comuns em interpoladores
globais. De acordo com Wahba (1990), o interpelador discrimina a penalidade causada pela
rugosidade do terreno, permitindo que o MDT siga por mudanças abruptas no terreno, tais
como cristas e canais. A Figura 41 mostra o modelo digital do terreno, com altimetria
variando entre 814,0 e 1328,5 metros de altitude. Já Figura 42 mostra a declividade do
terreno, que varia entre 0 e 49,38°.

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Figura 41 - Modelo digital de terreno

Figura 42 - Declividade do terreno.

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4.1.3.2.2 Compartimentação Geomorfológica a Partir da Ferramenta Árvore de Decisão

Com a primeira etapa realizada, foi feito uma composição colorida para uma primeira
visualização dos compartimentos do terreno (Figura 43). Assim, foi elaborado uma árvore de
decisão a partir dos histogramas de frequência (Figura 44 a Figura 45) para delimitar as
unidades geomorfológicas da área do empreendimento. Esta classificação por árvore de
decisão possibilita particionar sucessivamente um dado de entrada em subconjuntos cada
vez mais homogêneos, para assim produzir regras ou decisões ideais, os nós, que
minimizam os índices de erro da árvore como um todo (Safavian&Landgrebe, 1991). Assim,
na árvore de decisão, são atribuídas certas condições, que abrangem todos os pixels da
imagem, criando classes de forma binária com base na aceitação ou recusa dessas
condições (Figura 46). Segundo Brazdil (1999), a Árvore de Decisão é construída desde o
nó raiz até os nós folhas (últimos nós), classificando de forma hierarquizada todos os dados
de entrada.

Figura 43 - Composição Colorida da região em 3 bandas: Vermelho: Altimetria; Verde: Declividade; Azul:
Aspecto.

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Figura 44 - Histograma de Frequência de Altimetria.

Figura 45 - Histograma de Frequência de Declividade.

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Figura 46 - Histograma de Frequência de Aspecto.

Figura 47 - Árvore de Decisão Elaborada com Base nos Histogramas de freqüência.

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BRASIL
680.000 685.000 690.000 695.000
54°0'0"W 45°0'0"W

20°0'0"S

20°0'0"S
MG
MS

TA
RI O
SP RJ

PO
UM

T
IR
I CA
IO
R PARAGUAI PR
R

ITAL
IO
TI
M
B

RIO PALM
U SC
ARGENTINA
Oceano Atlântico

30°0'0"S

30°0'0"S
RS
R I O CA 0 125 250 500
CH O URUGUAI km

EI
RA
L 54°0'0"W 45°0'0"W
TA
ES
Tip Top MUNICÍPIOS

OR
FL
700.000 760.000
h Segmento 3
k

7.250.000

7.250.000
Britanite

R IO
Adrianópolis

PR-506
Cerro Azul Tunas do Paraná Barra do Turvo
Campina Grande do Sul
7.195.000

7.195.000
h
k Bocaiúva
Rio Branco
do Sul do Sul
Campina Grande do Sul

7.200.000

7.200.000
Almirante Guaraqueçaba
Tamandaré Colombo
Antonina

HO
Quatro
Barras

N
I
C Curitiba Pinhais

PO
Piraquara
2 Araucária Paranaguá
ento
Morretes

O
m
Seg

RI
0 10 20 40
São José Oceano
Barion Indústria e Comércio km Guaratuba
dos Pinhais Atlântico
de Alimentos S/A Guaratuba
700.000 760.000
h
k !
H Quatro Barras
Quatro Barras

h
k Faurecia Legenda
Colombo Allbrands Indústria h
k Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)
de Alimentos Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8")

RI
6 Segmento 4 R IO C ERR A
-11 CA

O
76

NG Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4")


BR O

D
UI
-4

k
h Locais
BR

RI
PR !
-41 H Sede Municipal
7 Limite Municipal
Curso d'água
Massa d'água
Sistema Viário
16

Ferrovia
-1

RI O
7.190.000

7.190.000
I RI
BR

C UR O CU Rodovias Federais
MU D R RA
RI O O
M
L IN H O Pavimentada
Curitiba Pinhais Leito Natural
EI O

Rodovias Estaduais
BA


RR Pavimentada
R I O AT U

Ofir Alimentos Ltda


EG Leito Natural
O
D
O
h
k REPRESA DO IRAÍ Rodovias Municipais
BA Pavimentada
IR
RO Geomorfologia
AL Í
IRA
TO Blocos Soerguidos do Primeiro Planalto Paranaense
h
k .Mefrana Eletromecânica Ltda Planalto de Curitiba
RIO

York Internacional
Planalto do Alto Iguaçu
Comercial Ltda
Planícies Fluviais
Romanha Indústria de Alimentos Ltda
k
h
Nilko
h
k
h
k Articulação das Folhas 1:25.000

25°15'0"S
49°15'0"W 49°0'0"W

E
N

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RI

4
2-
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3
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I
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CH

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SO
SE 0 0,3
0,6 1,2
Segmento 1 SO -4

3
km
42

3-
-4
28

84
42 I 1:60.000
28

I2

25°30'0"S
I M

M
M Escala numérica em impressão A3
IN H O Projeção UTM
IR AI Z 49°15'0"W 49°0'0"W Datum Horizontal SAD69 / Zona 22 J
7.185.000

7.185.000
IO
R

Pinhais
!
H Piraquara
!
H
Identificação do Projeto
RIO PIRAQUARA

EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de


Curitiba
NI Título do Mapa
TO
OO Geomorfologia
ÓF IL
TE Empreendedor
UA
AR COMPAGAS Companhia Paranaense de Gás
C ÓRREG O D
PR- Data: Fevereiro/2011
415 Responsável Técnico
Fonte:
Malha Municipal - (IBGE, 2005); IBGE, 2003; Mapeamento
Sistemático Pró-Atlântica (ITCG, 2009), 1:25.000 - Folhas
MRS Estudos Ambientais MI 2842-4 SO; MI 2842-4 SE; MI 2843-3 SO; MI 2843-3
NO; MI 2842-4 NE; Superintendência de Desenvolvimento
de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
(SUDERHSA, 2010); ZEE-PR, 2006 (Folhas: Curitiba,
680.000 685.000 690.000 695.000 Joinville, Mafra e Ponta Grossa - Escala 1:250.000).
Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região
Metropolitana de Curitiba
Estudo Prévio de Impacto Ambiental

4.1.4 GEOLOGIA

O levantamento geológico da área foi realizado com base no


o mapa geológico do Estado do
Paraná desenvolvido pela MINEROPAR em 2006 e outros dados bibliográficos, bem como
mapeamento de campo com ênfase no detalhamento da ADA.

4.1.4.1 Geologia Regionall

O registro geológico no Estado do Paraná, ainda que


que descontínuo, representa um intervalo
de idades mais antigas que 2.800 milhões de anos até o presente. O embasamento ou
escudo, formado por rochas magmáticas e metamórficas mais antigas que 570 milhões de
anos, é recoberto pelas rochas vulcânicas e sedimentares
sedimentares paleozóicas e mesozóicas que
constituem a Bacia do Paraná. Esta cobertura foi posteriormente erodida, devido ao
soerguimento da crosta continental a leste, expondo o embasamento.
Sedimentos recentes com idades inferiores a 1,8 milhões de anos recobrem
reco parcialmente as
rochas da Bacia e do Escudo (Mapa 4).
A Figura 48 mostra, respectivamente,
respectivamente as principais unidades geológicas do Estado do
Paraná, sua estratigrafia e o perfil esquemático simplificado da Geologia do Paraná.

Figura 48 - Principais Unidades Geológicas do Estado do Paraná e perfil


erfil esquemático simplificado da
Geologia do Estado do Paraná

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4.1.4.2 Geologia da Área de Influência Direta (AID)

Na AID da RDGN, a principal ocorrência é de sedimentos recentes. No trecho mais a oeste


ocorrem sedimentos pleistocênicos da Formação Guabirotuba e, relacionados às várzeas
dos rios, sedimentos recentes. Ao final do trecho, no km 71 da BR-116 (Próximo à Britanite),
ocorrem rochas relacionadas ao Complexo Gnáissico Migmatítico Costeiro. A seguir são
descritas as unidades.

4.1.4.2.1 Formação Guabirotuba

Segundo Bigarella e Salamuni (1962), a Formação Guabirotuba é constituída por um pacote


de sedimentos inconsolidados do Plioceno e Pleistoceno, representados por camadas e
lentes de argilas, arcósios, areias e cascalhos que repousam discordantemente sobre as
rochas do embasamento cristalino. Trata-se de uma seqüência sedimentar formada em
condições de clima árido, em bacia intermontana propícia à formação de leques aluviais,
localmente retrabalhados por canais fluviais anastomosados e passando de forma distal a
depósitos do tipo playa-lake. Algumas características dos tipos litológicos que constituem a
formação são os seguintes: Argilas e lamitos compactos e maciços, com grãos de areia
esparsos, geralmente cinza esverdeados a esbranquiçados.
Nas porções centrais da bacia os pacotes argilosos atingem até 80 m de espessura,
contendo subordinadamente fração arenosa média a grosseira, de composição arcosiana.
Lentes de arcósios e areias arcosianas, com 20-40% de feldspato caulinizado, bem como
clastos de quartzo e quartzito, intercalam-se aos sedimentos mais finos, principalmente nas
bordas da bacia.
O pacote superior da unidade apresenta um conglomerado polimítico cuja composição
indica a origem por erosão e retrabalhamento da sequência inferior, sob condições de clima
árido. Estas condições foram responsáveis pela coloração avermelhada destes sedimentos,
que são tipicamente de granulação mais grossa que os anteriores. Nas bordas oeste e
sudoeste da bacia os clastos são dominantemente de quartzo e feldspato, em contraste com
as bordas opostas, onde predominam granitos, migmatitos e diabásios. A textura é bastante
variável, com os fragmentos de rocha variando de 2 a 10 cm, e a forma dos clastos varia de
angular a subarredondada, com baixa esfericidade.

4.1.4.2.2 Sedimentos Recentes

São representados por material detrítico do período atual, holoceno. São sedimentos de
deposição fluvial (aluviões), com areias, siltes, argilas e cascalhos, depositados em canais,
barras e planícies de inundação. Predominando termos arenosos e leitos de cascalho.
Os aluviões associam-se a depósitos de várzea e de talude. Os depósitos de várzea são
sedimentos inconsolidados, de pequena espessura, aparecendo em áreas restritas ao longo

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de alguns rios, sendo constituídos por siltes e argilas, em parte turfosos e com areias de
diversas granulações, localmente com leitos de cascalho onde predominam seixos de
quartzo, bem selecionados e arredondados, indicando transporte efetivo.
Cobrem extensas áreas da Região Metropolitana de Curitiba, com destaque para as
proximidades de Curitiba na bacia do Alto Iguaçu, como Araucária, Fazenda Rio Grande,
São José dos Pinhais e Pinhais.
Os depósitos aluvionares têm grande importância econômica, sustentando a extração de
areia e argila para construção civil, particularmente no Vale do Alto Iguaçu.

4.1.4.2.3 Complexo Gnáissico Migmatítico Costeiro

Formado por rochas ígneas e metamórficas do intervalo do arqueano ao preoterozóico


inferior. São migmatítos oftálmicos, com peleosoma de biotita gnaisse, biotita-hornblenda
gnaisse, localmente com quartzitos.
Os gnaisses e migmatitos, anfibolitos, quartzitos e rochas metaultramáficas intercaladas,
cobrindo extensa porção do leste do Paraná vêm sendo estudados desde os trabalhos de
mapeamento da Comissão da Carta Geológica do Paraná (Fuck, 1967b; Fuck et al.,1968;
Fuck et al., 1969a, 1969b, 1969c, 1969d in Mineropar, 2004).
Esta unidade apresenta migmatitos estromáticos, augen-gnaisses, gnaisses graníticos e
fitados, rochas meta-ultrabásicas, metabasitos, anfibolitos e quartzitos. Da região sudeste de
Bocaiúva do Sul até Araucária predominam gnaisses bandados, de origem migmatítica, com
mesossoma de biotita-anfibólio gnaisses e leucossoma de composição tonalito
granodiorítica. Na porção meridional do domínio Curitiba predominam gnaisses migmatíticos
bandados, de composição granítico-granodiorítica. São freqüentes as intercalações de
corpos anfibolíticos, por vezes granatíferos, bem como de xistos magnesianos, desde lentes
centimétricas até corpos métricos (Mineropar, 2004).
São comuns feições relacionadas a uma segunda fase de migmatização, com mobilizados
róseos (K-feldspato), concordantes ou não ao bandamento gnáissico.
A Tabela 11 mostra as unidades geológicas presentes em cada segmento da RDGN.
Tabela 11 – Unidades Geológicas por Segmento da RDGN
Segmento Unidades Geológicas Descrição
Predomina a ocorrência de
Sedimentos Recentes, Com
• Formação Guabirotuba; exceção da parte sudeste deste
1
• Sedimentos Recentes segmento, ocorre em
predominância a Formação
Guabirotuba;.
• Formação Guabirotuba; Neste segmento, a ocorrência de
Sedimentos recentes está
• Complexo Gnáissico
2 associada aos fundos de vales.
Migmatítico Costeiro;
Já a Formação Guabirotuba está
• Sedimentos Recentes associada às vertentes e topos.

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Segmento Unidades Geológicas Descrição


Por fim, a ocorrência do
Complexo Gnáissico Migmatítico
está associada a fundos de vale
da Bacia do Rio Ribeira.
O segmento 3 está
3 • Formação Guabirotuba; completamente inserido na
Formação Guabirotuba
A ocorrência dos sedimentos
recentes estão associados a
• Formação Guabirotuba; fundos de vale. A Formação
Guabirotuba ocorre nos divisores
• Complexo Gnáissico
4 das Bacias Iguaçu e Ribeira. Por
Migmatítico Costeiro;
fim, a ocorrência do Complexo
• Sedimentos Recentes Gnáissico Migmatítico está
associada a fundos de vale da
Bacia do Rio Ribeira.

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BRASIL
680.000 685.000 690.000 695.000
7.200.000 54°0'0"W 45°0'0"W

7.200.000

20°0'0"S

20°0'0"S
R I O D A RO
SE IRA Campina Grande do Sul
!
H MS
MG

SP RJ

APO T A
RI
PARAGUAI PR

O
U

T
MIR

OC
I

6
-50
RI
SC

PR
ARGENTINA
Oceano Atlântico

30°0'0"S

30°0'0"S
R RS

ITAL
IO
TI 0 125 250 500
M km
B URUGUAI

RIO PALM
U
54°0'0"W 45°0'0"W

MUNICÍPIOS
700.000 760.000

7.250.000

7.250.000
R I O CA
CH O
Adrianópolis
EI
RA

L
TA
ES Cerro Azul Tunas do Paraná Barra do Turvo

OR
Tip Top

FL
Bocaiúva
h Segmento 3
k Britanite Rio Branco
do Sul

R IO
do Sul
Campina Grande do Sul

7.200.000

7.200.000
Almirante Guaraqueçaba

Campina Grande do Sul Tamandaré Colombo


7.195.000

7.195.000
h
k Quatro
Antonina

Barras
Curitiba Pinhais
Piraquara
Araucária Morretes Paranaguá

0 10 20 40
São José Oceano
km
dos Pinhais Guaratuba Atlântico

HO
Guaratuba

N
I 700.000 760.000
C

PO
2
nto
g me

O
RI
Se
Barion Indústria e Comércio
de Alimentos S/A Legenda
h
k !
H Quatro Barras Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)
Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8")
Quatro Barras Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4")

h
k Faurecia
k
h Locais

Colombo
!
H Sede Municipal
Allbrands Indústria
de Alimentos
h
k Limite Municipal
Curso d'água

RI
6 Segmento 4 RIO CERR
-11 CA

O
76

BR
NG D Massa d'água

A
UI
-4

O
BR

Sistema Viário

RI
PR Ferrovia
-41 Rodovias Federais
7
Pavimentada
Leito Natural
Rodovias Estaduais
16

Pavimentada
-1

RI O
7.190.000

7.190.000
URI RI
BR

UC O CU
R RA Leito Natural
M D
RI O O
M
L IN H O Rodovias Municipais
Curitiba Pinhais Pavimentada
EI O

Geologia
BA


RR Formação Guabirotuba
R I O AT U

Ofir Alimentos Ltda


EG
Metasedimentos síltico-argilosos
O
D
O
h
k REPRESA DO IRAÍ
Complexo Gnáissico Migmatítico Costeiro
BA Sedimentos Recentes
IR
RO
AL
Í
IRA

TO
h
k .Mefrana Eletromecânica Ltda
RIO

York Internacional Articulação das Folhas 1:25.000

25°15'0"S
Comercial Ltda 49°15'0"W 49°0'0"W
Romanha Indústria de Alimentos Ltda
k
h N
E

NO
4
h
k 2-

3
4

3-
28

5
Nilko
h
k

84
I
M

I2
M

SO
SE 0 0,3
0,6 1,2
SO
RI

-4

3
km
42

3-
-4
O

28

84
42 1:60.000
BA

28 I

I2
CA

25°30'0"S
I M

M
CH M Escala numérica em impressão A3
Projeção UTM
49°15'0"W 49°0'0"W
ER

Datum Horizontal SAD69 / Zona 22 J


I

Segmento 1

I ZI N H O Identificação do Projeto
IRA
7.185.000

7.185.000
IO EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de
R

Pinhais Curitiba
Piraquara Título do Mapa
!
H Geologia
PR- !
H
415 Empreendedor
COMPAGAS Companhia Paranaense de Gás
Responsável Técnico Data: Fevereiro/2011
Fonte:
Malha Municipal - (IBGE, 2005); IBGE, 2003; Mapeamento
Sistemático Pró-Atlântica (ITCG, 2009), 1:25.000 - Folhas
MRS Estudos Ambientais MI 2842-4 SO; MI 2842-4 SE; MI 2843-3 SO; MI 2843-3
NO; MI 2842-4 NE; Superintendência de Desenvolvimento
de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
(SUDERHSA, 2010); ZEE-PR, 2006 (Folhas: Curitiba,
680.000 685.000 690.000 695.000 Joinville, Mafra e Ponta Grossa - Escala 1:250.000).
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4.1.5 PEDOLOGIA

4.1.5.1 Pedologia da Área de Influência Indireta (AII)

O texto a seguir descreve os solos encontrados na região de estudo (Mapa 5).

4.1.5.1.1 Cambissolos

Solos constituídos por material mineral, que apresentam horizonte A ou hístico com
espessura < 40 cm, seguido de horizonte B incipiente e satisfazendo os seguintes requisitos:
• B incipiente não coincidente com horizonte glei dentro de 50 cm da superfície do
solo;
• B incipiente não coincidente com horizonte plíntico;
• B incipiente não coincidente com horizonte vértico dentro de 100 cm da superfície do
solo; e não apresentar a conjugação de horizonte A chernozêmico e horizonte B
incipiente com alta saturação por bases e argila de atividade alta.
Subordens registradas
Cambissolos Háplicos, Cambissolos Húmicos
Atributos Principais
Os Cambissolos da área de estudo estão situados em relevo suave ondulado. Apresentam
restrições ao uso agrícola, pois possuem forte risco de degradação, forte limitação à
trafegabilidade, à qual é aumentada com a pedregosidade e afloramentos de rocha. São
solos pobres em nutrientes e ácidos, apresentando elevados teores de alumínio trocável,
condição difícil de ser corrigida pelas limitações de trafegabilidade. É comum a presença de
solos apresentando horizonte Cr (saprolito) constituído por rocha parcialmente
intemperizada a profundidades inferiores a 1,5 m. Geralmente, tais saprolitos apresentam
significativo estádio de intemperismo, sendo, portanto de consistência branda, não
oferecendo limitações ao sistema radicular das plantas.
Devido aos solos serem relativamente pouco evoluídos, os Cambissolos apresentam, em
geral, significativos teores de minerais primários facilmente intemperizáveis, os quais podem
constituir apreciável reserva de nutrientes para as plantas, particularmente de K+ lábil.
Unidade de Mapeamento
CXbd20: CAMBISSOLOS HÁPLICO Tb Distrófico típico, textura argilosa A moderado álico,
fase campo subtropical, relevo suave ondulado, substrato migmatitos.
CHa: CAMBISSOLO HÚMICO Alumínico – Solos com caráter alumínico na maior parte parte
dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA).

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4.1.5.1.2 Latossolos

Solos constituídos por material mineral, apresentando horizonte B latossólico imediatamente


abaixo de qualquer tipo de horizonte A, dentro de 200 cm da superfície do solo ou dentro de
300cm, se o horizonte A apresenta mais que 150 cm de espessura.
Subordens registradas
LATOSSOLOS VERMELHOS, LATOSSOLOS BRUNOS
Atributos Principais
Evolução muito avançada com atuação expressiva de processo de latolização (ferralitização
ou laterização), resultando em intemperização intensa dos constituintes minerais primários,
e mesmo secundários menos resistentes, e concentração relativa de argilominerais
resistentes e, ou, óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio, com expressiva mobilização ou
migração de argila, ferrólise, gleização ou plintitização.
São solos com boa drenagem interna, mesmo os argilosos. São solos profundos,
homogêneos, muito permeáveis e altamente intemperizados.
O incremento de argila do A para o B é pouco expressivo ou inexistente e a relação textural
B/A não satisfaz os requisitos para B textural. De um modo geral, os teores da fração argila
no solum aumentam gradativamente com a profundidade ou permanecem constantes ao
longo do perfil.
São em geral, solos fortemente ácidos, com baixa saturação por bases, distróficos ou
alumínicos. A baixa atividade das argilas dos Latossolos confere-lhes diminuta
expansibilidade e contratibilidade, qualificando, os de textura argilosa, como excelente
material para piso de estradas. Por serem solos fáceis de serem escavados e ainda
bastante profundos e porosos são bastante apropriados para aterros sanitários.
Unidades de Mapeamento

LBd: LATOSSOLO BRUNO Distrófico – Solos com saturação baixa (< 50%) na maior parte
dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA).
LVAd: LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico - Solos com saturação baixa (<
50%) na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA).

4.1.5.1.3 Organossolos

Solos constituídos por material orgânico, que apresentam horizonte O ou H hístico com teor
de matéria orgânica 0,2kg/kg de solo (20% em massa), com espessura mínima de 40 cm,
quer se estendendo em seção única a partir da superfície, quer tomado, cumulativamente,
dentro de 80cm da superfície do solo, ou com no mínimo 30cm de espessura, quando
sobrejacente a contato lítico.

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Subordens registradas
ORGANOSSOLO HÁPLICO; ORGANOSSOLO FÓLICO
Atributos principais

Compreende solos pouco evoluídos, com predominância de características devidas ao


material orgânico, de coloração preta, cinzenta muito escura ou brunada, resultante da
acumulação de restos vegetais, em graus variáveis de decomposição, em condições de
drenagem restrita (ambientes mal a muito mal drenados), ou em ambientes úmidos de
altitudes elevadas, saturados com água por apenas poucos dias no período chuvoso.
Na área de estudo localizam-se nas várzeas em ambientes muito mal drenados, ocorrem
como componentes secundários de associações com Gleissolos, Planossolos e Neossolos
Quartzarênicos.
Unidades de Mapeamento
OX1: ORGANOSSOLO HÁPLICO Indiscriminado
OO: ORGANOSSOLO FÓLICO

4.1.5.2 Pedologia das áreas de Influência Direta e Diretamente Afetada (AIDA e ADA)

A Tabela 12 mostra as classes de solo encontradas nas AID e ADA do empreendimento. Da


Figura 11 à Figura 13 mostram os ambientes de cada tipo de solo. O Mapa 5 mostra as
classes pedológicas da área de influência dentro do contexto regional.
Tabela 12 - Classes de Solo encontradas na Área de Influência
Segmento Classes de Solo Descrição
Ocorre predominância de
cambissolo na parte centro-sul
do segmento 1, especialmente
• Cambissolo Húmico; nas áreas de baixada. Em
1 • OrganossoloHáplico ambientes da Formação
• Latosso Bruno Distrófico Guabirotuba ocorrem os
latossolosbrunos e mais próximo
à rodovia BR-116/PR ocorrem os
organossolos.
• Cambissolo Húmico; Os cambissolos estão
associados ás vertentes em que
2 • OrganossoloHáplico
ocorrem os Sedimentos
• Latosso Bruno Distrófico Recentes, já os cambissolos
O segmento encontra-se
3 • Latosso Bruno Distrófico completamente inserido em
ambiente de latossolo.
Neste segmento, ocorre7
• Latosso Bruno Distrófico Latossolos Brunos em quase sua
4 totalidade, apresentando
• OrganossoloHáplico manchas isoladas de
OrganossoloHáplico.

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Figura 49 - Ambiente de Cambissolo localizado às margens da Rodovia BR-116 (Coord. UTM 22J 692305/
7193285).

Figura 50 - Ambiente de Latossolo localizado às margens da Rodovia BR-116 (Coord. UTM 22J 688798/
7192729).

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Figura 51 - Ambiente de Organossolo localizado próximo à Rodovia BR-116 (Coord.UTM 22J 692171/
7193227).

4.1.5.3 Potencial Natural à Erosão

O Potencial Natural á Erosão – PNE representa a interação dos principais fatores naturais
do meio físico intervenientes no processo de erosão laminar, que corresponde às
estimativas de perdas de solo laminar em áreas continuamente destituídas de cobertura
vegetal e sem qualquer conservacionista (Stein et al, 1987).

4.1.5.3.1 Cálculo do Potencial Natural à Erosão

A ação humana pode promover um aumento substâncial da taxa de erosão e sedimentação


pela ocupação desordenada e o manejo inadequado do solo. A remoção da vegetação
natural através do desmatamento intensifica o processo erosivo podendo tornar a taxa de
perda de solos superior à taxa de formação (Curi et al, 1993). Além disso, o solo submetido
ao cultivo intensivo tem a sua estrutura original alterada e compactada (Panachukiet al,
2006). A compactação do solo provoca alteração reduzindo a permeabilidade e a
capacidade de infiltração do solo modificando a dinâmica do ciclo hidrológico e o equilíbrio
ambiental (Mata et al, 2007).

Vários modelos têm sido elaborados como feramentas de avaliação nos estudos erosivos.
Os modelos por serem simplificações ou abstrações da realidade buscam elaborar
hipóteses e predições de um determinado sistema (Harvey, 1969; Hagget&Chorley, 1967).
Mata et al (2007, realizaram extensa revisão bibliográfica, demonstrando o desenvolvimento
da Equação Universal da Perda de Solos – EUPS (Universal SoilLossEquation – USLE).
A EUPS, dada em toneladas por hectare ao ano é o produto dos seguintes atributos: 1) da
erosividade da chuva (Fator R – MJ.mm/ha.h.ano); 2) da erodibilidade do solo (Fator K – em

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ton.ha.h/ha.(MJ.mm)); 3) do comprimento de rampa (Fator L – adimensional) e do dradiente


de declividade (Fator S – em %); 4) da cobertura vegetal e/ ou manejo (Fator C –
adimentsional); e 5) das práticas conservacionistas (Fator P – adimensional), conforme a
equação abaixo:

 =   
     [1]

Segundo Mata et al (2007), a informação gerada pela EUPS, ainda que qualitativa, fornece
subsídios importantes para a elaboração do planejamento ambiental. Segundo os mesmos
autores, a adequação da EUPS em ambiente de SIG permite uma otimização e resultados
espaciais mais precisos.

4.1.5.3.2 Fator R

O desprendimento ou desagregação das partículas do solo ocorrem, principalmente, pelo


efeito integrado da energia de impacto das gotas de chuva e da força cisalhante do
escoamento superficial constituindo, assim, o estágio inicial e mais importante do processo
da erosão hídrica. O arraste, transporte das partículas, normalmente nos corpos de água,
resultada no assoreamento dos leitos dos rios (Panachukiet al, 2006).
O Fator R (MJ.mm/ha.h.ano) corresponde à capacidade erosiva da chuva em contato direto
com o solo. Este fator depende das características físicas das chuvas, tais como:
intensidade, duração, distribuição e tamanho das gotas (Wishmeier e Smith, 1978).
Lombardi Neto e Moldenhauer (1980) propõem para o município de Campinas-SP o Índice
de Erosividade (EI) (Equação 2) baseado nas médias anual e mensal de uma determinada
estação pluviométrica. Tal equação foi adaptada da equação original de Wishmeier& Smith
(1958), os quais determinam o EI30, índice que trata a capacidade erosiva da chuva num
intervalo de 30 minutos.

 30 = 67,355 (  ⁄), [2]


Onde:
r - média do total mensal de precipitação em mm;

p - média do total anual de precipitação em mm.

Conhecendo-se o Índice de Erosividade para cada estação pluviométrica aplica-se o cálculo


do Fator R (Equação 3) pela equação de Wishmeier& Smith (1978):

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[3]

Onde:
R – Fator erosividade da chuva;

EI – Energia Cinética da Chuva.

Considerando as informações disponíveis, foi analisado uma série histórica de 6 anos,


considerando o período entre 2004 e 2009 da Estação Pinhais. A média do total mensal
varia entre 71,6 e 193 mm, sendo o pico de precipitação em janeiro (Figura 52). O potencial
erosivo para cada mês do ano, disposto na Figura 53, varia entre 199,82 no mês de agosto
e 1079,25 MJ.mm/ha.h.ano no mês de janeiro. A partir da Equação 3, foi calculado o valor
do Fator R em 5928,22 MJ.mm/ha.h.ano.

Figura 52 - Média do total mensal para a estação pluviométrica Curitiba no período entre 2004 e 2009

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Figura 53 - Potencial erosivo da chuva mensal no período 2004-2009.

4.1.5.3.3 Fator K

O fator erodibilidade reflete a suscetibilidade à erosão ou a falta de capacidade de resistir


aos processos erosivos para um determinado tipo de solo (Wishmeier& Smith, 1978); Vilar
&Prandi, 1993). Tal fator depende de vários atributos como: textura, teor de matéria
orgânica, estrutura e permeabilidade (Resende, 1985).
Avaliações experimentais do valor do fator erodibilidade (K), conforme as normas
estabelecidas pela EUPS, além de demandarem excessivos gastos também exigem muito
tempo nas suas determinações, uma vez que trabalham com o processo direto da causa e
efeito, que é o fenômeno da erosão do solo. Tais motivos tornaram necessária a estimativa
do fator K por outros meios mais fáceis, denominados métodos indiretos de determinação da
erodibilidade (Manningelet al., 2002).
Desta forma, Bertoni e Lombardi Neto (1995) aplicando métodos indiretos, relacionaram
para o grupo de Podzólicos do Estado de São Paulo, valores médios do fator erodibilidade
de 0,0356 e 0,0235 ton.ha.h/ha.MJ.mm, respectivamente para os horizontes A e B. Por
outro lado, para o grupo de Latossolos tais valores foram de 0,0149 e 0,0088
ton.ha.h/ha.MJ.mm.
Nogueira (2000) estudou o uso agrícola sustentado das terras do município de Vera Cruz –
SP, tendo como modelo matemático, para prever a erosão do solo, a EUPS. Para a análise
do fator K efetuada para cada unidade de mapeamento encontrada em tal município, foi
utilizada a metodologia de Denardin (1990), com algumas modificações propostas por Levy
(1995), através da aplicação da referida equação. Os valores extremos do Fator K foram de:
a) Latossolos: 0,0169 e 0,0298 ton.ha.h/ha.MJ.mm; b) Argissolos: 0,0265 e 0,0496

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ton.ha.h/ha.MJ.mm; c) Gleissolos: 0,0586 e 0,0610 ton.ha.h/ha.MJ.mm; Nitossolos: 0,0442 e


0,0551 ton.ha.h/ha.MJ.mm. Para os organossolos, tal valor foi de 0,0646
ton.ha.h/ha.MJ.mm.
Assim, Manningelet al (2002) com o objetivo de facilitar o uso do Fator K para diferentes
horizontes de solo, propôs seis diferentes intervalos de classes para os fatores K,
relacionadas a seguir:
• Extremamente alto: valores de K maiores que 0,0600 ton.ha.h/ha.MJ.mm;
• Muito alto: valores de K entre 0,0450 e 0,600 ton.ha.h/ha.MJ.mm;
• Alto: valores de K entre 0,0300 e 0,0450 ton.ha.h/ha.MJ.mm;
• Médio: valores de K entre 0,0150 e 0,0300 ton.ha.h/ha.MJ.mm;
• Baixo: valores de K entre 0,0090 e 0,0150 ton.ha.h/ha.MJ.mm
• Muito baixo: valores de K menores que 0,0090 ton.ha.h/ha.MJ.mm.
Também Manningelet al (2002) indicam, para diversas classes de solo, intervalos de valores
para o fator erodibilidade do solo (K) nas seguintes faixas: Latossolos Vermelhos (0,0061 a
0,0038), Latossolos Brunos (0,0169 a 0,0298), Cambissolo Háplico (0,0254 a 0,0186),
Cambissolo Húmico (0,0433 a 0,0267), Argissolos (0,0265 a 0,496), Gleissolo Háplico
(0,0433 a 0,267), Neossolos litólicos (0,0442 a 0,0551) e Neossolos Flúvicos (0,0646).
Para este trabalho, foi utilizado a média entre os dois valores propostos por Manningelet al
(2002), ou seja, utilizou-se os valores de Cambissolos Húmicos, cujo Fator K é classificado
como sendo de alto (0,035 ton.ha.h/ha.MJ.mm); o Cambissolo Háplico, cujo valor de K varia
entre 0,022 ton.ha.h/ha.MJ.mm , sendo considerado dentro da classe de erodibilidade
média; os Latossolos Vermelhos-Amarelos apresentam valor de K igual a 0,0124
ton.ha.h/ha.MJ.mm, sendo considerado dentro da classe de erodibilidade muito baixa; os
Latossolos Brunos da área apresentam K equivalente a 0,0234 ton.ha.h/ha.MJ.mm, sendo
inseridos na classe de erodibilidade média; os Gleissolos apresentam valor de K igual a 0,31
ton.ha.h/ha.MJ.mm, sendo considerado uma erodibilidade extremamente alta; os Argissolos
apresentam K igual a 0,261 ton.ha.h/ha.MJ.mm, sendo considerado na classe
extremamente alto. Por fim, os organossolos apresentam K de 0,0646 ton.ha.h/ha.MJ.mm,
sendo considerados na classe extremamente alto.

4.1.5.3.4 Fator LS

De acordo com Wischmeier& Smith (1978), o comprimento de rampa é caracterizado como


sendo a distância do ponto de origem do caimento da água até o ponto em que ela
decresce, propiciando o início de uma sedimentação em rupturas de uma vertente junto a
vales, ou quando ela vai de encontro a um canal definido. O mesmo pode fazer parte da
rede de drenagem ou terraço.
A EUPS utiliza o fator comprimento de rampa (L), que é adimensional, adotando o
comprimento de rampa medido em metros, sem a unidade. O fator declividade (S) da EUPS

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é caracterizado como o ângulo ou o índice de inclinação do terreno. Um conceito que trouxe


nova abordagem para a estimativa do comprimento de rampa é a área de contribuição
obtido a partir do Modelo Digital de Terreno (MDT) (Farinasso et al., 2006).
Originalmente, o comprimento de rampa foi obtido por métodos manuais (Griffinet al, 1988),
porém, com o advento dos Sistemas de Informação Geográfica pode ser extraído pelo
atributo da área de contribuição proveniente do MDT (Moore &Burch, 1986);
Desmet&Govers (1996) aprimoraram a aquisição do Fator L ajustando a área de
contribuição na equação de Foster e Wischmeier (1974), conforme Equação 4:

 = [( ! + #  )$%& − ( ! )


!%&
]-# $% .  (22+13)$ [4]

Onde:

Lij – Fator Comprimento de vertente de uma célula com coordenadas (i,j);

Aij – in – Área de contribuição da célula em coordenadas (i,j) (m²);

D – Tamanho da célula;

X – é o coeficiente função do aspecto para grade de célula em coordenadas (i,j);

m – é o coeficiente função da declividade para grade de célula com coordenada (i,j)

De acordo com Mata et al (2007), dentre os fatores topográficos, a declividade do terreno


(Fator S), é um dos mais importantes por proporcionar a aceleração da água e
consequentemente o aumento do potencial erosivo. A declividade é calculada por meio da
Equação 5, desenvolvida por Wischmeier& Smith (1978):

 = 0,00654/  = 0,0456/ + 0,065 [5]

Onde:
S - Fator Declividade

s - Declividade média da vertente (%)

A partir dos valores de L e S aplica-se a equação de Bertoni& Lombardi Neto (1990) para
cálculo do fator LS, correspondente à morfologia das vertentes da bacia, conforme Equação
6:

 = 0,00984 
,23   &,& [6]

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Onde:
L - comprimento de rampa (m);
S - Declividade (%).

O método D∞ é o procedimento mais convencional para a delimitação da estrutura de


drenagem (Oliveira, 2008). Esse procedimento determina a direção de fluxo de cada célula
de grade considerando a maior declividade entre a célula central e as oito células vizinhas
(O’Callaghan& Mark, 1984).
O método D∞ mostra-se adaptado para zonas de fluxo convergente e ao longo de vales
definidos, contudo, para outras situações, salientam-se erros (Oliveira, 2008).
Já no método D∞ proposto por Tarboton (1997), a direção do fluxo é calculado pela
repartição do fluxo entre dois pixels, de acordo com o quão perto o ângulo do fluxo está do
ângulo direto para o centro do pixel. Segundo o mesmo autor, existe um certo nível de
dispersão causado pela dosagem do fluxo entre os pixels à jusante, porém, esse efeito é
minimizado uma vez que o fluxo não é proporcional entre mais de dois pixels na vertente.
Comparando os dois métodos, constatou-se que o método D∞ é mais apropriado para este
caso, pois permite um melhor detalhamento dos canais fluviais e da direção de fluxo,
enquanto que o método D8 apresenta problemas principalmente com áreas planas
(Freeman, 1991; Desmet & Govers, 1996; Ramos et al., 2003). Por causa disso, as
informações provenientes do método D∞ foram utilizadas nas demais etapas do
processamento (Figura 54).

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Figura 54 - Fluxo acumulado obtido a partir do Método D∞.

A Figura 55 mostra o Fator LS da região.

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Figura 55 - Fator LS da Região.

4.1.5.3.5 Resultado

É um importante método de averiguação dos possíveis impactos ambientais gerados por


ação antrópica, tais como: agricultura mecanizada, pecuária extensiva e edificação de
cidades, os quais são responsáveis por mudanças no padrão de impermeabilização e
infiltração do solo. Tais mudanças podem gerar significativa alteração no ciclo hidrológico o
que, por conseguinte, altera a ação dos processos erosivos de origem hídrica e aumenta a
fragilidade ambiental (Mata, 2007).
O PNE da área de estudo foi calculado tendo como dados de entrada os fatores R, K, L e S
da EUPS. O Mapa foi classificado em quatro unidades de acordo com Valério Filho (2004),
conforme Tabela 13. A área de influência encontra-se integralmente dentro da classe de
Potencial natural à Erosão Fraca. Chama-se atenção, porém chama-se atenção para
possíveis passivos ambientais decorrentes da Rodovia BR-116, conforme ilustra a
Tabela 13 - Classe de interpretação para a perda de solo potencial
Classe de
Intervalo (ton/ha.ano)
Interpretação
< 400 Fraca
400 - 800 Moderada
800-1600 Moderada a Forte

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Classe de
Intervalo (ton/ha.ano)
Interpretação
> 1600 Forte

Figura 56 - Talude à margem da Rodovia BR-116 em processo de movimentação de massa (Coord. UTM
22J 692305/ 7193285).

4.1.5.3.6 Áreas alagáveis

As áreas alagáveis estão relacionadas aos organossolos em áreas de baixada das Planícies
Fluviais. O período de alagamento coincide com o período de cheias dos corpos de água,
estando relacionados aos meses mais chuvosos (dezembro, janeiro e fevereiro). A Figura 57
mostra uma área alagável, e o representa as áreas alagáveis.

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Figura 57 - Área Alagável localizado próximo à BR-116.

4.1.5.4 Interação solo - gasoduto

Os gasodutos se apoiam no terreno ou são enterradas a pequenas profundidades, onde o


esforço transmitido ao terreno é de compressão, atuando abaixo da superfície de apoio,
sendo a força resultante é originária do próprio peso. Esta compressão, com o decorrer do
tempo, tende a deformar o terreno – detalhe importante para solos hidromórficos. No caso
dos gasodutos acima do terreno, existem esforços de arrancamento transmitidos à fundação
e que são resistidos pelo peso da própria fundação, e/ou ou do atrito da fundação com o
solo.
A estrutura também recebe esforços da fundação, passivos ou não, de reação aos esforços
por ela imprimidos ou representados por empuxos do solo, subpressões e rupturas da
fundação ou taludes de escavações. As tensões decorrentes desses esforços podem ser de
compressão, tração ou cisalhamento, sendo significativos para aos gasodutos, pois originam
deformações podendo causar o rompimento da tubulação.
Estruturas metálicas ou de concreto, de qualquer natureza, subterrâneas, enterradas,
semienterradas ou submersas, tendem a sofrer um processo de deterioração causado por
corrosão, em função da agressividade físico-química do solo (Gomes & Barreto, 1979).
Argilas com baixa capacidade de suporte estão quase sempre associadas a depósitos de
aluviões, sendo comum sua ocorrência nas planícies fluviais. Por suas características
hidromórficas, apresentam estabilidade precária nas escavações de valas mais profundas e
sofrem adensamento quando submetidos à aplicação de cargas, ocorrendo recalques e até
rupturas de fundações.

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Areias coluviais suportam cargas relativamente baixas e podem sofrer liquefação,


adensando-se bruscamente quando submetidas a uma onda sísmica ou vibração. Além de
danos à estruturas de concreto, pode provocar inclinações acentuadas, comprometendo a
estrutura das tubulações.
Solos com acidez considerável, como é o caso dos latossolos, podem provocar corrosão na
tubulação, causando, dessa maneira, vazamento na RDGN. Em áreas com flutuação do
nível freático, a corrosão pode se intensificar. Ambientes de solos expansíveis podem
comprometer a estrutura da mesma maneira.
Em ambientes saturados, tais como áreas com concentração de fluxo, áreas alagáveis,
áreas com flutuações no nível freático, ou mesmo vazamento de esgotos e adutoras podem
tornar o solo colapsível, comprometendo a estrutura do empreendimento.
Ambientes de solos rasos podem comprometer a estrutura do empreendimento dado que
estas áreas possuem maior susceptibilidade à erosão.

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BRASIL
680.000 685.000 690.000 695.000
7.200.000 54°0'0"W 45°0'0"W

7.200.000

20°0'0"S

20°0'0"S
R I O D A RO
SE IRA Campina Grande do Sul
!
H MS
MG

7 SP RJ

APO T A
RI
PARAGUAI PR
7

O
U

T
MIR

OC
I
5

6
-50
RI
SC

PR
ARGENTINA
Oceano Atlântico

30°0'0"S

30°0'0"S
R RS

ITAL
IO
TI 0 125 250 500
M km
6 B URUGUAI

RIO PALM
U
54°0'0"W 45°0'0"W

MUNICÍPIOS
8 700.000 760.000

7.250.000

7.250.000
R I O CA
CH O
Adrianópolis
EI
RA

L
TA
ES Cerro Azul Tunas do Paraná Barra do Turvo

OR
Tip Top

FL
8 hSegmento 3
k 4 Rio Branco Bocaiúva
Britanite do Sul

R IO
do Sul
Campina Grande do Sul

7.200.000

7.200.000
Almirante Guaraqueçaba

Campina Grande do Sul Tamandaré Colombo


7.195.000

7.195.000
h
k Quatro
Antonina

Barras
Curitiba Pinhais
1 Piraquara
Araucária Morretes Paranaguá

0 10 20 40
São José Oceano
km
dos Pinhais Guaratuba Atlântico

HO
Guaratuba

N
I 700.000 760.000
C

PO
2
nto

O
g me

RI
Se
Barion Indústria e Comércio
de Alimentos S/A
1 Legenda
h
k !
H Quatro Barras Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)
Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8")
Quatro Barras
Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4")
7
h
k Faurecia
k
h Locais

Colombo Allbrands Indústria h


k !
H Sede Municipal
Limite Municipal
de Alimentos

RI
6 Segmento 4 RIO CERR Curso d'água
-11 CA

O
76

NG
BR
D

A
UI Massa d'água
-4

O
BR

RI
Sistema Viário Rodovias Estaduais
4
PR Ferrovia Pavimentada
-41
7 Rodovias Federais Leito Natural
Pavimentada Rodovias Municipais
Leito Natural Pavimentada
Solos
16
-1

RI O
7.190.000

7.190.000
I RI Sigla - Solos
BR

C UR O CU
5
MU 7 D R RA
1 - Organossolos Háplicos
RI O O
M
L IN H O
2 -Organossolos
Curitiba Pinhais 7
EI O

3 - Latossolos Vermelho-Amarelos
BA

CÓ 4 - Latossolos Brunos
RR
R I O AT U

EG
Ofir Alimentos Ltda 5 - Gleissolos
6 - Cambissolos Háplicos
O
D
O
h
k REPRESA DO IRAÍ
7 - Cambissolos Húmicos
BA 1
IR 8 - Argissolos Vermelho-Amarelos
RO
AL 4
Í
IRA

TO
3
h
k .Mefrana Eletromecânica Ltda 2
RIO

York Internacional Articulação das Folhas 1:25.000


7

25°15'0"S
Comercial Ltda 49°15'0"W 49°0'0"W

k
h Romanha Indústria de Alimentos Ltda E
N

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4
h
k 2-

3
4

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28

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Nilko
h
k

84
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M

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M

SO
SE 0 0,3
0,6 1,2
SO
RI

-4

3
km
42

3-
-4
O

28

84
42 1:60.000
BA

28 I

I2
CA

25°30'0"S
I M

M
CH M Escala numérica em impressão A3
Projeção UTM
49°15'0"W 49°0'0"W
ER

Datum Horizontal SAD69 / Zona 22 J


I

Segmento 1

1 5
I ZI N H O Identificação do Projeto
IRA
7.185.000

7.185.000
IO EIA/RIMA da Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região Metropolitana de
7
R

Pinhais Curitiba
Piraquara Título do Mapa
!
H Pedologia
PR- !
H
415 Empreendedor
4 COMPAGAS Companhia Paranaense de Gás
4 Responsável Técnico Data: Fevereiro/2011
Fonte:
Malha Municipal - (IBGE, 2005); IBGE, 2003; Mapeamento
Sistemático Pró-Atlântica (ITCG, 2009), 1:25.000 - Folhas
MRS Estudos Ambientais MI 2842-4 SO; MI 2842-4 SE; MI 2843-3 SO; MI 2843-3
1 NO; MI 2842-4 NE; Superintendência de Desenvolvimento
de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
(SUDERHSA, 2010); Mapa de Solos do Estado do Paraná,
680.000 685.000 690.000 695.000 Escala 1:500.000 (EMBRAPA Solos, 2006).
Rede de Distribuição de Gás Natural para a Região
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4.1.6 RECURSOS HÍDRICOS

A caracterização e mapeamento do sistema hidrográfico da área de influência indireta do


empreendimento, com detalhamento da área de influência direta e nas travessias dos
corpos d’água, foram construídos a partir de dados secundários de regime hidrológico
regional e de dados primários para a qualidade das águas.

4.1.6.1 Caracterização Hidrográfica

A área do futuro empreendimento está inserida na bacia hidrográfica do Alto Iguaçu (Figura
58), que possui uma área de aproximadamente 3.000 km², e é composta pelas bacias
hidrográficas dos rios formadores do Iguaçu na Região Metropolitana de Curitiba,
englobando os municípios integrantes do estudo em questão (Mapa 6).

Figura 58 - Localização aproximada da área de estudo em relação à Bacia do Iguaçu.


Adaptado de SUDERHSA, 2010.

A RDG corta a área de cinco sub-bacias que são: sub-bacia do rio Atuba, sub-bacia do rio
Palmital, sub-bacia do rio Canguiri, sub-bacia do rio Timbú e sub-bacia do rio Pocinho.
Ressalta-se que a rede intercepta todos os rios citados acima com excessão do rio Pocinho.

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BRASIL
675.000 680.000 685.000 690.000 695.000
54°0'0"W 45°0'0"W

20°0'0"S

20°0'0"S
I

R
IV A
O C AP
Bocaiúva do Sul RI MG
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R
SC
ARGENTINA
Colombo Oceano Atlântico

30°0'0"S

30°0'0"S
RS
!
H
0 125 250 500
URUGUAI km

54°0'0"W 45°0'0"W
7.200.000

7.200.000
RIO

RI
O
TU D A R O S E IR A Campina Grande do Sul MUNICÍPIOS
M IR
!
H 700.000 760.000

7.250.000

7.250.000
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Adrianópolis

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Almirante Tamandaré Cerro Azul Tunas do Paraná Barra do Turvo

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Colombo Campina Grande do Sul Rio Branco Bocaiúva

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R IO Campina Grande do Sul

7.200.000

7.200.000
ITAL
IO Guaraqueçaba

R
TI Almirante
M Tamandaré Colombo
B

RIO PALM
Antonina
Quatro

U
Barras
IO Curitiba Pinhais

16
R
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L

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TA 0 10 20 40
São José Oceano

A
km Guaratuba

ES
dos Pinhais Atlântico

OR
RI Guaratuba
O h
k 700.000 760.000

FL
AT

Rio Palmital

R IO
UB
7.195.000

7.195.000
h
k
A

Legenda
Rio Timbu Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN)
Rio Pocinho Rede em Alta Pressão (em aço carbono, diâmetro 8")
Rede em Média Pressão (em aço carbono, diâmetro 6" ou 4")

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