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A CIDADE E O MEDO Lia Zanotta)Machado Antonadia Monteiro Borges Cristina Patriota de Moura (Organizadoras) 2014 Brasilia EDITORA FRANCIS | CONCLUSAO Este artigo procurou localizar as comunidades muradas em um conjunto de evr gias espaciais utilizadas por brancos sul-africanos para lidar com uma contradigao de ti entre as identidades as quais aspiram e o lugar onde vivem. As identidades as quais os brary. sul-africanos aspiravam eram “europeia’, “civilizada” e “moderna” no passado e “ocidente: de “primeiro mundo” na linguagem atual. Nao obstante, eles descreviam a regiao onde s< tabeleceram como “incivilizada’, “atrasada” e de “terceiro mundo”. Com o intuito de cri espaco propicio ao florescimento de suas identidades, sistemas de segregacao tinham ec meta, em parte, harmonizar os sentidos de si e os sentidos de lugar. © impulso para : ambientes vividos para que eles estivessem de acordo com identidades nao evaporou cor transigéo para a democracia, em 1994, apesar de ter deixado de ser tarefa do Estado, O me da mistura, que impulsionou os projetos do Estado e do apartheid, assim como muitos >- jetos a0 redor do mundo, é agora um medo privatizado (ver BAUMAN, 1992). Inicialme=* esperava-se que 0 mercado imobilidrio assegurasse que os subiirbios mantivessem intas seu cardter segregado e que, ainda assim, individuos negros em ascen milados as normas estabelecidas. Embora is mercado imobilidrio foi solapado pela emergéncia de ocupagdes informais. Mecanismres 22 0 pudes eM ser ass 0 de fato tenha acontecido em alguns lugares ativos tornaram se, portanto, necessirios para os desejosos de evitar encontros com ott: Uma estratégia espacial tem sido a emigracao, @.40al individ, igese mudam para partes . mundo que consideram de primeiro mundiy.com menos apbiPuidades. Outra tem sido mada de ‘semigragio'.e consiste nagentiva de ter ogg@hor dos dois mundos. Por meio « mecanismos como as comunidsées Inuradas, ¢ poSivel optar por sair dg vida urbana e isso distanciar-se da mist@@a escontoadeah he ABE visto coma@arster cada ver m africano e de tercei Ado da cidade Ipgiidra seria, ass trarida Bara a Attica dos edefendida an ambiente uebino 6942 Yer mais afrisiho, x seneia de tentativas Parte do Estado de gerindiversiga@® social, pegysibs sas dgetfdividuos “com cabes. semelhantes” poderiafin serge Para restaqr tim gel de taSmagenidade em suas v 6; portanto, reeGperar a previsbilidade-¢@eguns@a eid, 8) @ inteiramente coere comahosttfdlade adiversidade Citactecou os sibiirbigs@h outras partes em seu dese volvimento apés a segunda gutta musi (RUABRAZI597: 229) Gs comunidades maria Sio, portanto,simplespnéite Sai a Tagygbhiiam mais no Estado,para desempen uma série de fungOSS que «Sse guren’Sug sobsevivencia como elite isolada, Ao utilizar aioe ade apa tizado” minha intengdo nao é somente sues Que as comunidades murSdas gejitn Como o apartheid, mas também que 0 apartheid foi co” ‘uma série de comunidades muradas gigantes patrocinadas pelo Estado. Os suburbios branes eram, de fato, grandes comunidades muradas, cercadas nao por muros, mas por barreir. “naturais, tais quais reservas naturais com penhascos, trilhos de trem, autoestradas ¢ i= E possivel argumentar que o Group Area Act foi simplesmente uma estratégia para prode tubtirbios de estilo ocidental em um contexto colonial. Atualmente, na Africa do Sul, com> 10 Ocidente, a perspectiva de que a mistura de ragas e classes nao seja mais gerida pelo Ps estd levando muitos a resolver o problema com seus proprios meios. hy 84 A CIDADE E 0 MEDO