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Escolhi aproveitar esta oportunidade para falar da Música Clássica.

Creio que é mais


importante usar a minha experiência como pianista para falar da Música Clássica, uma Arte tão
pujante que nos ilumina a todos, do que para falar de mim.

Venho contribuir para elucidar todos a apreciar verdadeiramente uma peça de Música
Clássica. É uma música vibrante, enérgica, profunda, lírica e que transborda de humanidade e
amor. Fala da vida, da morte, do tudo, do nada, de Deus, do Homem… através de sons, que
não são mais que vibrações, captados pelo nosso sentido mais subtil: a audição.

Só com um alto grau de genialidade é possível traduzir Amor em Música. Beethoven, só houve
um. Deleitemo-nos com a sua genialidade, a sua sensibilidade incrivelmente apurada, a sua
obra que imortaliza uma existência transbordante de criatividade. Uma melodia divinal de
Chopin é capaz de tocar no mais profundo dos nossos corações. As harmonias surpreendentes
de um Debussy transportam-nos para um mundo absolutamente exótico. A turbulência
emocional de um Rachmaninoff transforma-nos num oceano. A simplicidade de um Bach faz
retornar a nós uma plenitude que nem sonhávamos ser possível.

O mais incrível é que há dezenas de compositores geniais no mundo da música clássica. Cada
um deles compôs pelo menos uma mão cheia de obras primas, e tantas dezenas ou centenas
de outras maravilhas. O mais incrível é que mesmo que passássemos a vida inteira a ouvir a
sua essência não a ouviríamos na totalidade, tal é a quantidade e a profundidade da sua
criatividade. E o mais incrível ainda é que o contato com esta transcendência está à distância
de um click: youtube, rádio, televisão, CD’s, DVD’s, concertos e recitais ao vivo… com milhares
de milhares de experiências transformadoras.

O que eu mais aprendi com a Música Clássica foi a amar. A Música Clássica ensinou-me isso da
forma mais bela e subtil – através do som, da vibração do ar. Sinto, portanto, o dever de
partilhar desta minha vivência. A diversidade de Música Clássica é tal que todos nós
gostaremos muito de pelo menos uma obra de um grande compositor. Mozart, Liszt, Ravel,
Handel, Haydn, Prokofiev, Mendelssohn, Schubert, Brahms, Schumann, Mussorgsky,
Tchaikovsky… a lista é infindável.