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Instituição essencial à justiça

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL


DA COMARCA DE ITAPETINGA - BA.

DINORÁ NERES DA SILVA ALMEIDA, brasileira, casada, do lar, filha


de Everaldino Neres da Silva e Maria Pacheco de Jesus, portadora
da cédula de identidade RG n° 11312135-05, e inscrito no CPF sob
o n° 573.491.935-72, residente e domiciliada na Rua São Paulo, nº
90, bairro Primavera, Itapetinga-BA, Tel.(77)8839-2762, assistida
pela Defensoria Pública do Estado da Bahia, por intermédio do
Defensor Público signatário, com endereço na Rua Coronel
Belizário Ferraz, nº 137, Centro, Itapetinga/BA, onde receberá,
pessoalmente, as notificações relativas ao feito, nos termos do
art. 128, XI, da Lei Complementar 80/94, e na Lei Estadual 26/06,
contando-se-lhe em dobro todos os prazos processuais, vem, no
desempenho de suas funções conferidas pelo art. 134, da
Constituição Federal da República, perante Vossa Excelência
propor

AÇÃO DE DIVÓRCIO

em face de ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA DA SILVA, brasileiro, casado,


servidor público, filho de Alcebiades Joaquim da Silva e Angelina
Almeida da Silva, residente e domiciliado na Rua Itaberaba, nº
180, Bairro Camacã, Itapetinga/BA, consoante os fatos e
fundamentos jurídicos que doravante expõe:

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Rua Coronel Belizário Ferraz, nº 137, Centro
Itapetinga/Bahia
Instituição essencial à justiça

1. DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA

O Requerente pleiteia os benefícios da JUSTIÇA GRATUITA,


assegurados pela Lei 1.060/50, tendo em vista que não pode
remunerar advogado ou custear processo judicial sem prejuízo do
sustento próprio ou de seus familiares, o que se faz por simples
afirmação na petição inicial, tendo em vista o advento da Lei
7.510/86, que modificou o art. 4º da Lei 1.060/50, ali passando a
constar que as isenções constantes nos incisos do art. 3º, do
aludido diploma, se dariam com a mera afirmação da parte1.

2. DOS FATOS:

A requerente é casada com o requerido sob o regime de


comunhão Parcial de bens desde 20 de junho de 1989, conforme faz
prova a cópia da certidão de casamento que segue em anexo,
inexistindo qualquer pacto antenupcial.

Do matrimônio adveio o nascimento de 5 (cinco) filhos, os


maiores de idade WESLEY NERES ALMEIDA DA SILVA, MARESSA NERES
ALMEIDA DA SILVA e MICAELE NERES ALMEIDA DA SILVA, além das
menores de idade RAQUEL NERES ALMEIDA SILVA, nascida em 18 de
fevereiro de 2001, e LÔRRUAMA NERES ALMEIDA DA SILVA, nascida em
03 de novembro de 1998.

Desde a data do matrimônio o casal conviveu em relativa


harmonia. Contudo, com o passar dos anos, o afeto que nutriam
esvaiu-se, e o casal encontra-se separado de fato dada a
insuportabilidade da vida em comum.

2.1. DOS BENS

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Art. 4º. A parte gozará dos benefícios da assistência judiciária,
mediante simples afirmação, na própria petição inicial, de que não está em
condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem
prejuízo próprio ou de sua família. (Redação dada pela Lei nº 7.510, de
1986)
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Rua Coronel Belizário Ferraz, nº 137, Centro
Itapetinga/Bahia
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Durante o matrimônio foi constituído 01 imóvel, localizado
na Rua São Paulo, nº 90, bairro Primavera, nesta cidade, de modo
que não há o que partilhar, visto que o referido imóvel é
utilizado até hoje como residência da requerente e de seus
filhos, devendo assim então permanecer com a mesma.

Destarte, pretende a requerente, de maneira inarredável,


desfazer o vínculo matrimonial que ainda mantém com o requerido,
não havendo mais sentido em manter um matrimônio reconhecidamente
inviável e sem a menor possibilidade de retorno ao convívio comum
sob o mesmo teto.

3. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS

Conquanto o casamento tenda à permanência, é certa a


possibilidade de dissolução matrimonial como expressão natural
dos direitos e garantias fundamentais do indivíduo, em especial
do direito à vida digna. O desfazimento da relação afetiva, seja
qual for o motivo inspirador, justifica-se, pois, como
consectário do sistema garantista constitucional,
consubstanciando a liberdade de autodeterminação e a dignidade da
pessoa humana.

A novel Emenda Constitucional nº 66, promulgada em 13 de


julho de 2010, promoveu importante alteração no art. 226, §6º, da
CRFB/88, passando o comando constitucional a ter a seguinte
redação:

“Art. 226. A família, base da sociedade,


tem especial proteção do Estado.

§6º O casamento civil pode ser dissolvido


pelo divórcio”.

A alteração trazida pela referida emenda promoveu


profunda modificação no instituto do divórcio, além de haver
extinto o instituto da separação judicial, consensual ou
litigiosa. Ademais, o requisito temporal de separação de corpos
antes exigido agora não mais existe, permitindo ao casal que
requeira o divórcio, independentemente de lapso temporal.
Hodiernamente, o divórcio trata-se de direito potestativo da
pessoa casada que pode, a qualquer tempo, divorciar-se.
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Com efeito, há de se ressaltar que toda a legislação
infraconstitucional agora carece de alterações, em especial a Lei
nº 6.515/77, o Código Civil Brasileiro e o Código de Processo
Civil, pelo princípio da hierarquia das leis, num clássico
exemplo de derrogação de normas.

O art. 1.580, §2º, primeira parte, do Código Civil


Brasileiro, lastreado em profundas raízes constitucionais,
autoriza a decretação do divórcio, observada a interpretação
conforme a Emenda Constitucional nº 66/2010:

“O divórcio poderá ser requerido, por um ou


por ambos os cônjuges...” (grifo acrescido)

Frise-se que, se antes da Emenda Constitucional nº


66/2010 a questão da culpa já não era mais passível de ser
ventilada, agora, após a alteração do texto constitucional,
restaram totalmente fulminadas quaisquer possibilidades.

4. DOS ALIMENTOS e DA GUARDA:

O requerido pagará para as suas duas filhas menores, RAQUEL


E LÔRRUAMA, a titulo de pensão alimentícia o percentual de 40%
(quarenta por cento) do salário mínimo vigente, que atualmente
corresponde a R$ 352,00 (trezentos e cinquenta e dois reais).

A guarda das infantes permanecerá com a requerente, ficando


livre a regulamentação do direito de visitas do requerido.

5. DO NOME DE SOLTEIRA

Visto que houve alteração, deseja à requerente voltar à


dispor do seu nome de solteira, a saber: Dinorá Neres da Silva.

6. DO PEDIDO:

Em face do exposto, vem perante Vossa Excelência requerer:

I. a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, por ser a


requerente pobre nos termos da Lei nº 1.060/50;

II. a citação do requerido para, querendo, contestar a


presente ação, sob pena de revelia e de serem reputados
como verdadeiros os fatos ora descritos;
III. a total procedência do pedido, para que seja decretado o
divórcio do casal nos termos solicitados, vindo assim a
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produzir os devidos efeitos legais e, após o trânsito em
julgado da sentença, seja expedido o respectivo mandado,
para fins de averbação, ao Cartório de Registro Civil das
Pessoas Naturais da comarca de Itapetinga – Bahia;

IV. Não seja decretada a partilha do imóvel residencial em


que reside a requerente e os filhos;

V. Seja arbitrado o pagamento de alimentos pelo requerido as


suas filhas, conforme estabelecido no item 4;

VI. Que a requerente volte a utilizar seu nome de solteira, qual


seja: DINORÁ NERES DA SILVA;

VII. A intimação do Doutor Membro do Ministério Público para


intervir no feito;

VIII. A condenação do Divorciando ao pagamento das custas


processuais e honorários advocatícios de sucumbência,
este último no importe de 20% (vinte por cento) sobre o
valor da causa, devendo ser revertido em favor da
Defensoria Pública do Estado da Bahia, ex vi o artigo 6º,
inciso II1, da Lei Complementar Estadual nº 26/2006 (Lei
Orgânica da Defensoria Pública do Estado da Bahia).

Requer também a produção de todos os meios de prova em


direito admissíveis, em especial o depoimento pessoal do
requerido, e tudo mais que se fizer necessário ao deslinde da
causa.

Dá-se à causa o valor de R$ 4.224,00 (quatro mil duzentos


e vinte e quatro reais)

Nesses termos,

Pede deferimento.

Itapetinga - Bahia, 12 de fevereiro de 2016.

AFONSO FERREIRA NETO

Defensor Público

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