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Didática da Educação Física no Brasil

ALFREDO FARIA JUNIOR

Physical education teaching in Brazil


In general, pedagogy is defined in Brazil as the set of systematic Physical Education) was officially adopted by the Centro Militar Education Teaching) supported by the perspective of national
knowledge about the educational phenomenon while teaching is de Educação Física (Military Circle of Physical Education) thinking at that time. Between 1982 and 1989 another stage
regarded as the systematic set of principles, rules, resources (Exército Brasileiro- Brazilian Army), becoming a current was developed which can be defined as ‘A Didática em Questão’
and specific procedures that every teacher should have and expression in its respective professional field. The following (Teaching in Question). In other words: either exalted or denied,
should know how to apply in order to guide students in terms of period, which took place from 1935 to 1969 was characterized Teaching as systematic reflection and search for alternatives for
the learning process. In Physical Education, the period between by (i) Physical Education methodology, (ii) theoretical the problems of pedagogical practice started to be questioned
1932 and 1938 is identified as “Pedagogia da Educação Física” contradictions of these methods, (iii) the following additional because it corresponded frequently to models that halt creativity.
(Pedagogy of Physical Education), preceded by the adoption of methods: French Method, Danish Method, Swedish Method, Finally, the last identified period, from 1990 up to today, is
systems and methods of Physical Education that had come from calisthenics, Austrian Natural Method, Desportiva Generalizada, characterized by a paradigmatic plurality, that is to say, a web
other countries: Systematized Exercises by Jahn (1860); The and (iv) the Techniques of Measurement and Evaluation of expressions and concepts: Pedagogia da Educação Física
Swedish Method (1888) and Calisthenics (adopted in the developed abroad. The phase that goes from 1969 to 1984, called (Pedagogy of Physical Education), Pedagogia do Esporte (Sports
Brazilian Navy through American influence). In this period, the ‘Sob a Égide da Didática’ (the Era of Teaching), was mainly Pedagogy), Pedagogia do Desporto e Didática de Educação Física
expression “Pedagogia da Educação Física” (Pedagogy of characterized by the teaching act (General Teaching and Physical (Physical Education Teaching).

Definições Do ponto de vista formal, a didática é a disciplina Francês - as ‘provas do Dr. Bellin du Coteau’; o coeficiente VARF e Metodologia do Treinamento Desportivo era obrigatória para os
pedagógica de caráter prático e normativo que tem por objeto sua interpretação’ (1915) e as ‘fichas de performance’ para corridas Cursos de ‘Técnica Desportiva’, ‘Treinamento e Massagem’ e
específico a técnica de ensino, isto é, a técnica de dirigir e orientar (de rapidez, meio fundo, fundo e com obstáculos), saltos (altura e ‘Medicina da Educação Física’ (BRASIL. Decreto-Lei nº 1190/39).
eficazmente os alunos na sua aprendizagem. Trata-se, portanto, comprimento, com ou sem impulso), lançamento de pesos e natação Na ENEFD, essas ‘cadeiras’ tinham um catedrático, inicialmente o
de uma das dimensões da pedagogia, por sua vez entendida – (velocidade e meio fundo). A obra recomendava a ‘normatização’ Capitão Antonio Pereira Lira para a Metodologia da Educação
tomando-se por base seu conteúdo – como o conjunto de conhe- dos resultados através “das ‘médias das ‘performances’ de crianças Física e do Treinamento Desportivo (BRASIL. Decreto nº 1212/
cimentos sistemáticos sobre o fenômeno educativo. A apreciação e adultos”(p. 194); as Provas de performance dos centros escolares 39). Nesse modelo questiona-se: como poderiam quatro disciplinas
do desenvolvimento da didática da Educação Física no Brasil, de Educação Física de Paris; provas escolares suecas do Dr. Boigey Metodologia da Educação Física e dos Desportos, Metodologia da
como também da própria pedagogia da mesma área, pode ser feita (p. 199) e as provas de ‘performance’ norte americanas’ (p. 205). Educação Física, Metodologia dos Desportos e Metodologia do
por períodos demarcados com características típicas de Nas provas escolares de Petre Lazar é destacada a aplicação Treinamento Desportivo, cada qual com seu corpus próprio de
identificação. Neste capítulo, o primeiro destes períodos é aqui didática das medidas pois, com base nelas, “êle organizou classes conhecimento, virem a se integrar em uma ‘cadeira’ com sólida
denominado de “A Pedagogia da Educação Física” com duração de de ginástica e de exercícios físicos ...” (p.200). consistência teórica? Provavelmente isto se deu por problemas de
1932 até 1938. Este período foi precedido pela adoção de Sistemas ajustamento de pessoas na carreira docente da ENEFD.
e Métodos de Educação Física estrangeiros: Exercícios 1939 O Decreto-Lei nº 1190, de 4 de abr. 1939 criou, na
Universidade do Brasil, a Faculdade Nacional de Filosofia que 1940-1941 Surgem resistências contra a hegemonia da influência
Sistematizados por Jahn (1860); Método Sueco (1888) e Calistenia,
compreendia as ‘seções fundamentais’ de filosofia, de ciências, de estrangeira, sobretudo contra o Método Francês, com a Divisão de
adotado na Marinha brasileira nos anos de 1920. Em termos
letras, de pedagogia e uma ‘seção especial de didática’. Aos que Educação Física-DEF amadurecendo a idéia de efetuar um
cronológicos, apresentam-se a seguir os fatos de memória com
completassem os denominados ‘cursos ordinários’, de três anos, “Inquérito sobre o Método Nacional de Educação Física” (Marinho,
maior significado deste estágio inicial e dos subseqüentes até a
das várias seções, seria conferido o título de ‘bacharel’, e ao bacharel 1946). Inezil Penna Marinho começou a desenvolver o conceito bio-
situação presente no país.
que concluísse o ‘curso de didática’ seria outorgado o diploma de psico-sócio-filosófico da Educação Física, sobre o qual deveria se
1932 Adotada oficialmente pelo Centro Militar de Educação Licenciado. Dias mais tarde, o Decreto-Lei nº 1212 criou, na mesma construir o Método Nacional de Educação Física.
Física a expressão ‘Pedagogia da Educação Física’ era de uso Universidade do Brasil, a Escola Nacional de Educação Física e
1942 Convencido da importância, o Major João Barbosa Leite, primeiro
corrente no campo ora em exame. Em 1932, a Pedagogia da Desportos-ENEFD, destinada a “formar técnicos em Educação Física
diretor da DEF, autorizou que a Divisão efetuasse aquele Inquérito.
Educação Física fazia parte do Currículo do Curso de Instrutores da e Desportos”. Alfredo Faria Junior (In: Faria Junior, Oliveira, 1987)
Escola de Educação Física do Exército. Neste estágio, o grande levantou a questão: como, “dentro de uma mesma universidade, 1943 Entre 20 de julho e 15 de outubro estiveram abertas na DEF
teórico da Pedagogia da Educação Física era Inácio de Freitas com diferença apenas de dias, sejam criadas duas unidades inscrições para o ‘Concurso de Contribuições para o Método Nacional
Rolim e a principal obra da época era de sua autoria: ‘Pedagogia da universitárias voltadas para a habilitação de professores, que teriam de Educação Física’ (Mota, 2003).
Educação Física’ (1932). O livro apresentava uma seção inicial que no ensino secundário seus campo de exercício profissional, com
reunia o texto de duas Conferências: a primeira tecia Considerações concepções totalmente antagônicas”? [...]. Pode-se admitir que, 1945 A insatisfação com o Decreto Lei nº 1212/39 levou o Cap.
sobre a Educação Geral nos seus pontos de contacto com a Educação no Projeto do Estado Novo, a Educação Física teria funções diferentes Lira a apresentar ao Ministro da Educação e Saúde, ‘exposição de
Física e a segunda apresentava Princípios Gerais do Método. Uma das demais disciplinas do currículo das escolas secundárias. Isto motivos’ e ‘anteprojeto’ para a reforma dos currículos da ENEFD
segunda seção discorria sobre as Bases Pedagógicas (do Método teria ocorrido porque, enquanto no grupo que estudou a criação da (1945) que sugeria que se passasse a disciplina Metodologia da
Francês). Recentemente, Amarílio Ferreira Neto publicou a Faculdade Nacional de Filosofia-FNFi predominavam profissionais Educação Física, para os dois primeiros anos, e a Metodologia da
Pedagogia no Exército e na Escola (1999) na qual dedica o Capítulo com uma visão formada para a formação do professor, na comissão Educação Física e dos Desportos, para o terceiro. Com a substituição
I aos Militares e a Educação. que se dedicou ao projeto de criação da ENEFD encontravam-se do Cap. Lira na cadeira de Metodologia da Educação Física e dos
militares, comprometidos com o ideário estadonovista, possuidores Desportos, por Maria Jacy Nogueira Vaz, nenhuma iniciativa foi
1933 Neste ano, a obra ‘Pedagogia da Educação Física’ (Rolim, de uma visão tecnicista (ibid). O projeto estadonovista para a feita em favor da inclusão da Didática.
1933) recebeu uma nova seção, sobre jogos. educação física se apoiava em um tripé: (a) criação da Divisão de
1946 Marinho escreveu então ‘Condições a que deverá satisfazer
1934 A preocupação em desdobrar a Pedagogia da Educação Física Educação Física na estrutura do Ministério da Educação e Saúde-
um Método Nacional de Educação Física’ (1946). “Mas, apesar de
para destacar a questão do método, começa a se fazer sentir. Uma MES; (b) criação de uma Escola Nacional de Educação Física e
todo o esforço desenvolvido, a idéia não vingou, pois os métodos e
evidência disto se encontra nos ‘Programmas para o período lectivo Desportos, com currículo que serviria de padrão para todas as
sistemas de Educação Física de origem estrangeira estavam
de 1934’, da ‘Escola de Educação Physica’ do Estado do Espírito demais; (c) criação da Juventude Brasileira, organização que
fortemente arraigados e não havia condição de extirpa-los,
Santo em que a disciplina ministrada pelo 1º Ten. Horácio Gonçalves, objetivava o “enquadramento de toda a infância compreendida
constituindo objeto de ensino em todas as escolas de Educação
denominava-se “Noções de Psicologia, Noções de Pedagogia e entre 7 e 11 anos de idade e toda a juventude incluída entre 11 e 18
Física do país, no Exército, na Marinha e na Aeronáutica” (Marinho,
Metodologia da Educação Física” (1934). Isto não significa que anos” (ibid). Na Carta Outorgada de 1937, a Educação Física
1981. p.13).
tudo desapareceria com o surgimento de um novo paradigma. Assim aparecer, pela primeira e única vez, mencionada em uma Carta
a Escola de Educação Física do Exército, manteve até 1970, a Magna brasileira (ibid). Esse ‘desenvolvimento em separado’ em Década de 1950 Neste período, os currículos das escolas
“Pedagogia e a Metodologia Aplicadas” como ‘Matéria’ no relação com as demais licenciaturas, que mais mal do que bem tem superiores de Educação Física apresentavam uniformidade,
“Currículo para os Cursos de: Instrutor de Educação Física e Monitor trazido para a educação física, persistiu e hoje aparece claramente pautados que eram no adotado na ENEFD. Todos incluíam a “cadeira
de Educação Física” (EEFE, 1970. p. 4). nas posições do sistema CONFEF/CREFs que busca isolar os de Metodologia da Educação Física e dos Desportos, a única das
professores de Educação Física dos demais professores e resiste Teóricas que figura na nas três séries que a integram, evidenciando-
Período: Primazia da Metodologia em aceitar as premissas gerais das Diretrizes Nacionais para a se, assim, como a principal na preparação do professor de educação
da Educação Física (1935 até 1969) Formação de Professores para a Educação Básica (BRASIL CNE, física” (BRASIL. Universidade do Brasil, 1954).
1935 Foi difundida no Brasil a obra de Faria de Vasconcelos – ‘O Parecer nº 9/2001). O currículo da FNFi incluía o estudo da ‘Didática’
valor físico do indivíduo – sua medição e avaliação’ (1935), editada enquanto o currículo da ENEFD usava a expressão ‘Metodologia’ 1953 O nome mais expressivo neste estágio era Luiz Alves de
em Portugal, embora enfatizasse mais a medida e a avaliação no (da Educação Física) para designar uma das disciplinas, obrigatórias Mattos, catedrático de Didática Geral e Especial na FNFi que,
campo da antropometria, difundiu testes não incluídos no Método nas três séries do ‘Curso Superior de Educação Física’. A desde 1953, ministrava aulas de ‘Didática’ no Curso de Aperfei-

DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 18. 63
çoamento para Professores do Ensino Comercial, da FGV em principalmente, aos alunos de nossas escolas de Educação Física dizer de Maria Lenk (1972), o abandono do ensino superior brasileiro
colaboração com a Campanha de Aperfeiçoamento e Expansão, do ...” (Colombo, 1960). atingia, diretamente, as escolas de Educação Física, levando os
Ensino Comercial-CAEC. Em 1956, essas aulas eram ministradas universitários a engrossar as fileiras do movimento estudantil.
“pelas ondas curtas e médias da Rádio Ministério da Educação, 1961 Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL. Currículos defasados, desvinculados da realidade (organizados em
para os professores do ensino secundário de todo o País” (Mattos, Congresso Nacional, Lei 4024/61), sancionada pelo presidente João função de condições culturais, sociais e econômicas ultrapassadas),
1957). Na ENEFD, com Marinho Catedrático de Metodologia da Belchior Goulart (Jango), várias modificações foram introduzidas “desatualização e falta de entrosamento de nossas entidades ...
Educação Física e do Treinamento Desportivo, registra-se sua nas licenciaturas, como a substituição da idéia de ‘currículo padrão’ círculo vicioso da ineficiência, existente nas relações Professor de
iniciativa de apresentar discussão sobre a distinção entre Pedagogia, (da Universidade do Brasil) pela de ‘currículo mínimo’, “um núcleo Educação Física – Dirigente ... deficiência de recursos” (Ferreira,
Didática e Metodologia. Pergunta-se por que Marinho, brilhante, necessário de matérias, abaixo do qual ficaria comprometida uma 1968a. p. 5), geraram ondas de protesto no meio estudantil ligado
com sólida formação humanística, leitor atento de obras desses adequada formação cultural e profissional. Este currículo abrangeria à Educação Física. Após a repressão policial/militar, respostas
três campos, não teria proposto a substituição da Metodologia uma parte complementar fixada pelo estabelecimento de ensino, políticas tiveram que ser desenvolvidas. A DEF, dirigida pelo
pela Didática, no Curso Superior de Educação Física? Amarílio conforme suas possibilidades, para atender a peculiaridades regionais,
Tenente Coronel Arthur Orlando da Costa Ferreira, lançou um
Ferreira Neto (1999), ao escrever sobre Inezil Penna Marino e a a diferenças individuais e à expansão e atualização de conhecimentos,
vigoroso programa de publicações, tendo Lamartine Pereira DaCosta
Educação Física Brasileira avança algumas respostas pela análise configurando o currículo pleno”.
como Editor. Esse programa buscava suprir a carência de títulos,
que fez da obra de Marinho. 1962 Pelo Parecer nº 283/62 do CFE já não se concebia mais “um uma vez que o mundo editorial até então não tinha percebido o
curso exclusivamente de Didática, visto que, até o último semestre potencial que a Educação Física, o esporte e o lazer tinham como
1957 Em 13 de janeiro, a DEF comemorou seu 20º Aniversário.
terminal (não nos referimos a ‘série’), sempre estarão presentes demanda reprimida. Primeiro foi revido o ‘Boletim de Educação
Com Alfredo Colombo à frente realizou pesquisas procurando
matérias de conteúdo. A licenciatura é um grau apenas ‘equivalente’ Física’, agora com o título de Boletim Técnico Informativo (BTI)
“conhecer quais as atividades ou exercícios físicos que os alunos
ao bacharelado, e não ‘igual’ a este mais Didática, como acontece no que ia de encontro à idéia de “alguns dirigentes antigos [que]
das escolas secundária preferem [preferiam] praticar” e “escolher
conhecido esquema 3 + 1. Posteriormente, Valnir Chagas (relator), costumam declarar que o professor de Educação Física no Brasil
os testes mais adequados para à verificação do aproveitamento
Anísio Teixeira e Newton Sucupira elaboraram o Parecer 292/62 do não gosta de ler ou escrever sobre assuntos técnicos de seu setor”
em Educação Física” (Colombo, 1957. p.9). Quanto aos programas
CFE. Nele os autores sugeriram para a preparação pedagógica do (Ferreira, 1968. p. 6). O BTI deveria contribuir para “estabelecer
a DEF constatou serem “completamente diferentes,
licenciado: 1. Psicologia da Educação, Adolescência e uma unidade de doutrina em tôrno da necessidade da aplicação
principalmente, os das cadeiras de Educação Física Geral e de
Aprendizagem; 2. Elementos de Administração Escolar; 3. Didática; efetiva da Educação Física em todos os níveis educacionais...”
Metodologia da Educação Física e Desportos. Para enfrentar o
4. Prática de Ensino sob a forma de Estágio Supervisionado. O (Ferreira, 1968a. p. 6). “A matéria é [era] prioritariamente nacional
problema a DEF organizou “um seminário dos professores dessas
Parecer sugeria ser desaconselhável, por todos os títulos, “separar mesmo com eventuais prejuízos quanto ao nível: apenas situações
cadeiras daquelas Escolas, com finalidade de proporcionar o mútuo
o como ensinar do quê ensinar. A Didática não é um moulin qui esporádicas serão [eram] inseridos artigos de origem estrangeira”
conhecimento e o debate dos seus programas e dos processos
tourne en vide; é a arte de ensinar alguma coisa a alguém ou, na (Ferreira, 1968c. p.5). O BTI abriu perspectivas de publicação de
pedagógicos utilizados” (ibid p. 10). Participaram as maiores
expressões da Metodologia da Educação Física e dos Desportos: definição clássica de Comenius, a arte de ensinar tudo a todos” artigos sobre Didática: Instrução Programada (Faria Junior, 1968a);
Cyro Andrade, da Escola de Educação Física de São Paulo, Jacinto (ibid). Destacavam a importância do ‘Estágio’ ser iniciado quando Meios Audiovisuais (Faria Junior, 1968b); Iniciação desportiva
F. Targa, da Escola Superior de Educação Física de Porto Alegre, o ensino da Administração Escolar e a Didática “estivessem pelo através de jogos (Barros, 1968); Planejamento (Milward, 1968). A
Yesis Ilcia y Amoedo G. Passarinho e o Agregado Alemão, Jean menos a meio caminho” (ibid). No Parecer nº 298/62, fixando o DEF lançou o livro ‘Técnicas audiovisuais nas escolas de educação
Amsler. Foram publicados os textos: ‘Objetivos e finalidades da currículo mínimo dos cursos superiores de Educação Física, física’ (Araújo, 1968). A Portaria nº 22/1968 constituiu um Grupo
educação física’ (Andrade, 1957), O Moderno Sistema Sueco de apareciam, além da matéria Pedagogia (substituindo a Metodologia de Trabalho (GT), sob a presidência da professora Maria Lenk,
Ginástica (Targa, 1957), A Doutrina Austríaca de Educação Física da Educação Física e dos Desportos) as matérias pedagógicas de Diretora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, com a
(Amsler, 1957), Planejamento do Ensino (Passarinho, 1957). As acordo com o Parecer nº 292/62. Na Escola de Educação Física da finalidade de oferecer colaboração ao CFE em sua revisão de
notas de aula de Didática, de Luiz Alves de Mattos, foram reunidas UFES, “experiências do emprêgo das técnicas audiovisuais, na currículos para as Escolas de Educação Física e Desportos do país.
formando a primeira edição do livro: Sumário de Didática Geral Cadeira de Pedagogia, datam de 1962” (Araujo, 1968. p.1). Participaram representantes das escolas de Goiás, São Paulo, São
(1957). O autor defende que ‘Didática’ não é sinônimo de Carlos, Espírito Santo, Minas Gerais, Educação Física do Exército,
1963 Neste ano, através de Liselott Diem e I. Nikolai, foram UFRJ e os presidentes do CND e da DEF/MEC. Nesse Grupo de
‘Metodologia’, e não se limita aos aspectos técnicos do ensino, estabelecidos os primeiros contatos oficiais dos alemães com o
mas utiliza os métodos como um recurso para a formação da Trabalho, foi incluído, a convite da professora Maria Lenk, Alfredo
Brasil, durante a realização do Congresso do International Council Faria Junior, como “representante dos ex-alunos de Educação Física”
personalidade do aluno. Mattos lançou o conceito de ‘Ciclo of Health, Physical Education and Recreation – ICHPER, realizado
Docente’: “conjunto de atividades exercidas em sucessão e (BRASIL. UNIVERSIDADE DO BRASIL, 1968). Em reunião do GT,
no Rio de Janeiro (Diem, 1983.p. 14). Neste ano a Metodologia da quando lhe foi dada a palavra, Faria Junior fez uma síntese da
cìclicamente pelo professor para dirigir e orientar o processo de Educação Física foi substituída por ‘Pedagogia’ no currículo da
aprendizagem de seus alunos levando-o a bom termo” (ibid). Para situação da Didática no quadro das Matérias Pedagógicas, nos
ENEFD. Como isto contrariava o que dispunham os Pareceres 292/ cursos superiores de Educação Física. A seguir sugeriu a inclusão
Mattos o ‘ciclo docente’ abrange as fases do Planejamento - 62 e 298/62 do CFE, Waldemar Areno consultou o CFE e deu
preparação de planos de curso, de unidade e de aula -, da das disciplinas: Didática de Educação Física; Filosofia, História e
origem a um Parecer elaborado por Valnir Chagas que levantava Sociologia do Desporto no currículo mínimo para esses cursos.
Orientação da Aprendizagem - motivação, apresentação da três hipóteses. Com base nesse parecer as matérias pedagógicas
matéria, direção das atividades, integração da aprendizagem e Esta sugestão foi acatada e consta do Parecer nº 894/69, de 2 de
deixaram de ser incluídas no currículo da ENEFD, mantendo a dezembro de 1969, do CFE. Entretanto, o Relator José Borges dos
fixação da aprendizagem -, fase do Controle da Aprendizagem - “formação diferenciada do licenciado em Educação Física”, como
sondagem e progresso da aprendizagem, manejo de classe e Santos votou pela retirada dessas disciplinas, mantendo a Didática
ainda hoje defende o Sistema CONFEF/CREFs. (de acordo com as matérias constantes do Parecer nº 672/69).
controle da disciplina, diagnose e retificação da aprendizagem,
e verificação e avaliação do rendimento (ibid). O ‘ciclo docente’ 1965 Em junho, foi firmado acordo entre o Ministério da Educação Com base neste Parecer o CFE publicou a Resolução nº 9/69
de Mattos foi uma perspectiva teórica desenvolvida pelo autor e Cultura (através da Diretoria do Ensino Superior) e a United fixando os mínimos de conteúdo e duração a serem observados na
no contexto acadêmico brasileiro, nada tendo a ver com o teaching States Agency for International Development-USAID - Acordo organização dos Cursos de Educação Física.
learning cycle, de Roy O. Billet (1940) ou de learning cycle, de MEC/USAID - “visando à constituição de uma Equipe de
Período: Sob a Égide da Didática (1969 - 1984)
Henry C. Morrinson (1942). O ‘Ciclo Docente’, como eixo Planejamento do Ensino Superior-EPES, importando na doação,
1969 Embora a sugestão de inclusão da Didática de Educação
norteador da Didática foi adotado por importantes autores, como por aquela agência, de quase 500 mil dólares, num período de dois
Física não tivesse sido acolhida, a argumentação utilizada parece
Romanda Gonçalves, professora da Faculdade Fluminense de anos...” (Cunha, 1988. p. 175). O acordo partia de um diagnóstico
ter sensibilizado os que dirigiam o Programa de Publicações da
Filosofia e diretora do Instituto de Educação de Niterói (1969). do ensino superior brasileiro para o “lançamento de bases sólidas
DEF que decidiram editar “Introdução à Didática de Educação Física”
A idéia de ‘Ciclo Docente’ aparece resumida em Irene Mello para uma rápida expansão e uma fundamental melhoria do atual
(Faria Junior, 1969), “para suprir as novas necessidades oriundas
Carvalho (1973) sendo depois sintetizada, analisada e comentada sistema de ensino superior” (ibid). A Reforma Universitária
da reformulação curricular de 69 e por apresentar para a área, uma
por Maria Rita Sales Oliveira (1988). O livro de Mattos teve boa aproximaria o sistema brasileiro do modelo norte-americano de
abordagem original, construída sob uma base teórica nacional”.
distribuição em Portugal, foi traduzido para o Espanhol, podendo universidade, com ênfase na privatização do ensino. A competência
Distribuído gratuitamente em todo o país tornou-se obra de
ser encontrado nas livrarias, até a década de 90. Imídio Giuseppe atribuída ao EPES pelo Acordo era ampla, chegando a fazer
referência, a ponto de Laércio Elias Pereira, Marcos Ganzeli, Mauro
Nérici, da Faculdade de Filosofia da Universidade do Distrito “sugestões em termos de currículos, métodos didáticos e programas
Betti e Sergio Spósito (1977) considerarem que “não existe [existia]
Federal, lançou seu livro ‘Introdução à Didática Geral – Dinâmica de pesquisa ...” (ibid. p. 176).
professor de Educação Física no Brasil que não tenha [tivesse]
da Escola’ (1960) no qual enfatiza, além dos conteúdos tratados
1967 Nesta época os Recursos Audiovisuais eram destaque na tomado contato com o ‘livrão’ ...” (p.3). O autor adotou a perspectiva
na obra de Mattos, questões sobre a Escola Secundária Brasileira
Didática. Isto pode explicar porque a Associação Brasileira de de ‘ciclo docente’ desenvolvida por Mattos (1957), reinterpretando-
e a Qualidade do Ensino.
Educação-ABE realizou o I Congresso Brasileiro de Audiovisuais a para a educação física. Ultrapassou o reducionismo do método e
1958 Persistia o paradigma da ‘Primazia do Método’, sendo o livro onde, na Comissão XI, que teve como relator Faria Junior, discutiu- incluiu clássicos elementos da Didática: os objetivos, os conteúdos,
mais importante, ‘Sistemas e Métodos de Educação Física’ se o tema ‘Audiovisuais no Ensino da Educação Física’. Aloyr o método, o professor e os alunos (ibid). Desenvolveu o conceito de
(Marinho, 1958). Queiroz de Araújo após o evento, reproduziu em seu livro, as conteúdo, no lugar de ‘matéria’, adotado por Mattos (ibid). Conteúdo
“conclusões e recomendações” do evento (Araujo, 1968. p. 3). foi entendido como o “teor do ensino da Educação Física, através
1960 O paradigma da Primazia do Método foi reforçado pela DEF do qual serão atingidos os objetivos educacionais propostos. Desta
que publicou, e distribuiu gratuitamente, uma ‘Edição de Emer- 1968 O movimento estudantil, já na clandestinidade, reagiu às forma poderíamos dizer que aquêles nada mais são do que reativos
gência’ da obra: Educação Física (Método Francês), “para atender, restrições e ao modelo imposto pela Reforma Universitária. No que, uma vez selecionados, programados, dosados, vêm facilitar a

18.64 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006
aprendizagem daquela prática educativa. São os agentes utilizados titulação. Lá a Pedagogia por Objetivos era um dos temas centrais dos ministraram na Universidade de São Paulo (Diem, 1983.p. 151). A
pela Educação Física para exercer a integração das novas gerações cursos. Em um período da educação brasileira na qual predominava palavra ‘esporte’ usada na expressão causou alguns problemas de
no meio físico e social, bem como para auxiliar no desenvolvimento uma concepção ‘legalista’, todo o magistério era instado a cumprir a interpretação oriundos das traduções do alemão da palavra sport.
da personalidade dos educandos” (Faria Junior, 1969. p. 70). Lei 5692/71 que reformava o sistema educacional. A disciplina Entretanto, é necessário não esquecer o significado do termo
Rompeu-se com o paradigma da Primazia do Método, e a ‘Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau’, obrigatória nos ‘esporte’, na Alemanha. Neste país, após a Segunda Guerra Mundial,
Metodologia da Educação Física passou a ser integrada no contexto cursos de licenciatura, era o principal instrumento para a difusão entre os educadores abandonaram o uso da expressão Educação Física
maior da ‘Didática de Educação Física’. os futuros professores do que preconizava essa Lei e do paradigma (Leibeserziehung) por julgarem-na muito marcada por seu
que a sustentava. O rompimento com o modelo nacional de teorização comprometimento com as práticas físicas durante o período do
1970 Um Grupo de Trabalho (GT) foi constituído para elaborar em Didática também se refletiu na Educação Física, com a tentativa nacional-socialismo (nazismo). Por isto, segundo Erich Bayer (1992),
um anteprojeto que daria origem à Lei 5592, que impôs no país o de introdução da ‘abordagem sistêmica’ no ensino da Educação Física substituiram-na pelo termo esporte (sport), cujo entendimento foi
paradigma da Pedagogia por Objetivos. Baseado no conceito de através da obra de Robert N. Singer e Walter Dick (1974): “Ensinando “estendido para incluir educação física e atividades recreativas”
eficácia social ele “vê na escola e no currículo instrumentos para Educação Física”. Parece importante destacar que, embora pouco (p.575). Na Alemanha o termo ‘esporte’ é, freqüentemente usado
obter os produtos que a sociedade e o sistema de produção empregada, a palavra Didática existe em Inglês – “Didactic, meant to de forma genérica até mesmo em contextos particulares,
necessitam em determinado momento” (Sacristán, 1982, p. 10). O instruct” (Sykes, 1988); “Didatic – designed or intended to teach; diferenciando, por exemplo, esporte prisional, esporte familiar,
paradigma tem origens na corrente ‘pragmatista’ americana que Didatics – “systematic instruction: Pedagogy. Teaching” (Webster’s, esporte de férias (ibid). Outras expressões aparecem no contexto
busca um racionalismo na atuação pedagógica, coerente com uma 1973. p. 317). Entretanto, contrariamente ao que ocorre em português, alemão e não pode deixar de serem consideradas, pois se tornaram
visão utilitária do ensino, das instituições educativas e da educação em inglês a palavra Didática não significa um campo de pesquisa, conhecidas no meio acadêmico e profissional brasileiro, se a devida
em geral. O paradigma procura justificar-se metodologicamente teorização e intervenção. Por isto no contexto anglófono o ensino cautela. Por exemplo, o termo ‘expressão corporal’ (Körperliche
por sua base experimental de cunho positivista, destacando o valor (instrução) é a tônica, sem atingir a amplitude da Didática. Erziehung) era usado no período da reforma pedagógica ocorrida
do observável e do quantificável. Os ideais de eficácia e precisão nos anos de 1920, sobretudo nos países de língua alemã. Mais
são fundamentais na pedagogia por objetivos. A nova Lei buscava 1975 Neste ano foi publicado o livro “Sport Pedagogy: Content recentemente, usava-se na República Democrática Alemã (RDA)
diminuir o “distanciamento entre o setor educacional e o setor and Methodology”, editado por Herbert Haag, do Institut fur ‘educação corporal’ (Körpererziehung), entendida como intervenção
produtivo” e objetivava “uma educação para o produtor Sportwissenschaften der Cristian Albrechts Universität, Kiel, pedagógica sobre o desenvolvimento físico do jovem, baseada nos
consumidor” (Silva, Rocha, 1973. p.13). No anteprojeto observa- Alemanha, com trabalhos apresentados no ‘First International princípios socialistas da ‘cultura corporal’ (Körperkultur). No Brasil,
se a influência de autores americanos como Hilda Taba (1962), Symposium on Sport Pedagogy’, realizado na República Federal da essa abordagem foi usada pelo Coletivo de Autores na obra
Robert F. Mager (1962) e Benjamim Bloom (1956, 1964). Na Alemanha. A Pedagogia do Esporte começava a consolidar sua Metodologia do Ensino da Educação Física (1991). Encontra-se
Educação Física, após o Congresso Mundial de Educação Física doutrina no contexto alemão e começava a seduzir um grupo também usada por autores brasileiros, a expressão ‘cultura física’,
de Strasbourg (1969), Jacinto Targa introduziu a discussão sobre anglófono, e uns poucos francófonos (belgas). “um elemento chave da cultura socialista, tarefa coletiva integrante
a ‘Pedagogia não diretiva’ (1970) defendida pelos representantes do programa do desenvolvimento operário de ginástica e desporto.
belgas, e que gerou muitas discussões. 1976 Durante o Congresso Internacional de Educação Física da
FIEP, em Jyväskilä (Finlândia), cujo tema central foi ‘avaliação’, uma Após a segunda guerra, a expressão russa fizicejskaja kultura foi
1971 Em 11 de agosto de 1971 passou a vigorar a Lei 5692, sessão especial foi dedicada à avaliação do professor. No mesmo adotada pelos países socialistas” (Faria Junior, 1997. p. 57). Assim,
‘oficializando-se’ a ‘Pedagogia por Objetivos‘ na educação ano, em Quebec, realizou-se, sob a égide da UNESCO, o Congresso Diem e Dickert, ao empregarem a palavra esporte fizeram uso da
brasileira. Para alguns autores “a principal característica da Lei Internacional de Ciências da Atividade Física (The International expressão na acepção popular para tudo que não está ligado ao
5692/71 é ser renovadora em termos de organização curricular. O Congress of Physical Activity), evento pré-olímpico. Aproveitando a movimento regulamentado. “Neste sentido, podemos denominar
desenvolvimento do currículo em atividades, áreas de estudo e ocasião foi realizado um Seminário denominado Pedagogy of Sport. esporte até mesmo o ato de trepar numa escada, de vencer um
disciplinas, a parte de educação geral e a parte de educação especial Nele, dentre outros, estiveram presentes John Cheffers, Jean obstáculo ou de equilibrar-se sobre um muro” (Diem, 1981).
do currículo, os objetivos de sondagem de aptidões, iniciação para Brunelle, Tousignant e Faria Junior. Na Educação Física havia um Entretanto, no Brasil a palavra esporte teve origem em uma
o trabalho e habilitação profissional envolvem um re-estudo: (a) na confronto entre o que a Didática preconizava e o paradigma imposto simplificação da palavra ‘desporte’, surgindo daí o termo ‘esporte’.
formulação de objetivos, (b) na metodologia de ensino e (c) na pela Lei, gerando uma sensação de desatualização da área, sentida Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1986) concorda com a origem
avaliação dos resultados do processo educativo” (BRUM, 1975). por estudantes e professores, ‘treinados’ para o cumprimento da Lei do termo no francês antigo (desport) e registra três formas -
Eurides de Brito da Silva e Anna Bernardes da Silveira Rocha (op. 5692/71. Ouviam falar de taxionomias, finalidades da educação, desporto, desporte (p.574) e esporte (p.708). Entretanto, faz
cit.) não escondem a opção daquele GT pela ‘Pedagogia por objetivos do ensino, objetivos comportamentais, mas a Didática de pequenas distinções que às vezes podem passar desapercebidas.
Objetivos’ incluída na Lei 5692/71, ao demonstrar que há Educação Física não aprofundava esses temas. Com a ‘Didática de Assim, para desporto e desporte adota as mesmas acepções que
necessidade de uma hierarquização entre finalidades da educação Educação Física: técnica de formulação e enunciado de objetivos’ apresenta para o termo esporte: l.“o conjunto de exercícios físicos
e objetivos educacionais. E que estes, “devem, exatamente, permitir (Faria Junior, 1976) vencedora na Categoria Educação Física para praticados com método, individualmente ou em equipes”; 2.
a identificação das possibilidades e limitações dos alunos. Devem, Todos os Graus, no II Prêmio MEC de Literatura Esportiva, difundiram- “qualquer desses exercícios” (p.708). Entretanto, para a palavra
por conseguinte, ser expressos em termos ‘comportamentais’” (p. se as Taxionomias de Objetivos do domínio psicomotor, elaboradas esporte, acrescenta mais dois entendimentos: 3. “entretenimento,
33). Em uma ação bem articulada, o Serviço Nacional da Indústria- por autores que não do grupo de Bloom. O livro resumiu as iniciativas entretimento, prazer”, e “de maneira amadorística” (ibid). Portanto,
SESI traduziu e distribuiu ampla e gratuitamente o livro de Robert de Ragsdale (1950), Guilford (1958),Simpson (1966), Dave (1967), podemos depreender que, quando do uso da palavra esporte por
F. Mager – Objetivos para um Ensino Efetivo (1971), que teve um Kibler, Barker e Miles (1970), Jewell e colaboradores (1971) e autores alemães que estiveram no Brasil (e/ou tiveram suas obras
papel definitivo na difusão do paradigma. Em resumo, a Pedagogia introduziu no Brasil a Taxionomia de Anita Harrow, desenvolvida traduzidas) ou por professores brasileiros que retornaram de seus
por Objetivos foi imposta, não através dos professores de Didática originalmente, em 1972 (Faria Junior, 1976). O livro, embora o períodos de formação na Alemanha, que estão querendo se referir
mas sim da ação dos ‘curriculistas’, com passagem pelos EUA e Regulamento do Concurso determinasse, não foi imediatamente a uma atividade amadora, realizada por entretenimento e prazer.
que participaram da elaboração do anteprojeto da Lei 5692/71. publicado. Tratando de um único tema da Didática o livro deveria Regina A. Brum (1977) preocupou-se com os objetivos do domínio
abrir a possibilidade para o “surgimento de outras obras, de diversos psicomotor e resumiu as classificações de Thomas Baldwin (1971),
1972 A difusão continuou com a tradução, por professores da autores, abordando assuntos em que são expertos, no campo da Hough e Duncan (1970) e Alvarez Manilla (s.d.). A disciplina
UFRGS, da obra de Benjamim Bloom e seus colaboradores, publicada Didática de Educação Física” (p.IX). Em parte, mas não com o vigor ‘Processo Didático em Educação Física’, foi oferecida no 1º
e distribuída pela Editora Globo, introduzindo entre nós as e a rapidez esperados, a previsão realizou-se. Temas foram Semestre, no Curso de Mestrado em Educação Física da USP,
Taxionomias de Objetivos Educacionais do domínio cognitivo (1972) desmembrados por vários autores: ‘objetivos’, por Regina Brum tendo o professor. Cyro de Andrade como responsável, e Faria
e afetivo (1973). A ruptura com o pensamento didático nacional que (1977); ‘testes, medidas e avaliação’ por Alfredo Faria Junior e Junior, como colaborador. Com Cel. Osny Vasconcellos à frente, o
desafiava a prevalência dos métodos, admitia a Didática Geral e as Manoel José Gomes Tubino (1976), Victor Matsudo (1982), Valdir DED/MEC mostrou-se sensibilizado pela necessidade de prover
Didáticas Especiais (como a de Educação Física), centrado na idéia Barbanti (1983) e Maria Augusta Peduti Dal’Molin Kiss (1987); os professores de maiores conhecimentos didáticos. Para isto
de ‘ciclo docente’, de Mattos, prosseguiu. Irene Mello Carvalho, ao ‘objetivos, conteúdo e avaliação’ por José Antônio Pires Gonçalves e realizou em São Paulo (Água Branca), o Estágio de
lançar sua obra O Processo Didático (1972), sugeria uma nova Marcelo de Mello Andrade (1978), ‘ensino da educação física’ por Aperfeiçoamento de Didática em Educação Física. O Estágio,
Didática, “mais sugestiva do que normativa”, mais coadunada do Ayrton Negrine (1983) e Johann Melcherts Hurtado (1983). Faria coordenado por George Takahashi, teve como docentes Alfredo
ideário da ‘educação liberal‘ na concepção exposta por Benedicto Junior e Tubino lançaram no Congresso Internacional de Educação Faria Junior, Haimo Hartmuth Fensterseifer e Vera Lúcia Costa
Silva (1968), contribuiu para consolidar esse rompimento no âmbito Física da Federação Internacional de Educação Físca-FIEP, em Ferreira e conferencistas Manuel José Gomes Tubino e Fernanda
da Didática (Geral). Neste ano, realizou-se o I Encontro Nacional de Jyväskilä (Finlândia), em português e inglês, a obra ‘Avaliação do Barroso Beltrão. Ele reuniu professores da vários Estados que,
Professores de Didática, na Universidade de Brasília, ao qual ensino de futebol em escolas superiores de educação física’ (1976). posteriormente, vieram a desempenhar importantes papéis na
comparecemos vários de nós, professores de Didática de Educação Os autores usaram as Taxionomias de Bloom (1972; 1973) e Harrow Educação Física brasileira, em geral, e na Didática e Prática de
Física (Faria Junior, 1972). A Fórum lançou, sem nenhum ganho para (1972) e incluíram objetivos, questões e testes, que poderiam ser Ensino de Educação Física, em particular. Neste Estágio, Faria
o autor, uma segunda edição da obra Introdução à Didática de empregados no futebol, nos cursos de Educação Física. Nesse Junior apresentou estudo de caso, com o Sistema de Joyce e debateu
Educação Física (Faria Junior, 1972) já parcialmente adequada à Lei Congresso, que teve como tema a avaliação em educação física, foi a possibilidade de utilização de Sistemas de Análise de Ensino na
nº 5692/71. Esse livro foi distribuído em Portugal, facilitado pelo introduzido o método CIPP, de Daniel Stufflebean e Egon Guba. pesquisa em Didática como instrumentos para estudar o ensino
fato do proprietário dessa editora ser cidadão deste país. ministrado nas aulas, tal como na realidade ele ocorria. A
1977 Liselott Diem e Jürguen Dieckert introduziram no Brasil os Universidade Federal do Rio Grande do Norte introduziu a pesquisa
1974 Os primeiros mestrados em educação passaram a ser procurados conceitos de ‘Pedagogia do Esporte’ ( Sportpädagogik ) e no campo da Didática de Educação Física quando ofereceu um
pelos professores de Educação Física que buscavam avançar em sua ‘Metodologia do Esporte’ ( Sportmethodik ) nas aulas que curso ministrado por Faria Junior.

DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 18. 65
1978 Faria Junior e Vera Ferreira, no Congrés International de (Sportpädagogik) e introduziram no Brasil o conceito de Didática ‘desporto’ entendido como um conjunto institucionalizado de
l’Association Internationale des Ecoles Superieures d’Education do Esporte (Sportdidaktik), em aulas que deram no curso de práticas competitivas, universal, com dominante física, delimitadas,
Physique-AIESEP, realizado em Macolin, Suíça, entraram em mestrado da USP (Diem, 1983. p.151). codificadas, convencionalmente regulamentadas cujo objetivo
contato com Muska Mosston, e a partir daí introduziram a discussão confesso é, sob a base de uma comparação de performances, de
sobre ‘estilos de ensino’ no Brasil. A idéia de estilo de ensino Período: A Didática em Questão (1982 - 1989). proezas, de demonstrações, de prestações físicas, escolher o melhor
surgiu da necessidade de identificar e tornar clara a estrutura do 1982 O Departamento de Educação da Pontifícia Universidade concorrente (o campeão) ou de registrar a melhor performance
comportamento docente. Por sugestão contida no relatório Católica do Rio de Janeiro realizou, com o apoio do CNPq, o (recorde). Neste conceito a ‘competição desportiva’ aparece como
produzido por Olavo Amaro da Silveira, Faria Junior, Manoel Tubino, Seminário ‘A Didática em Questão’, cujo objetivo era “promover elemento chave, e pode ser entendida como sendo um encontro
Darcymires do Rego Barros, Jacitho Targa sobre o Congresso uma revisão crítica do ensino e da pesquisa em Didática. social que implica na luta consciente pela supremacia, entre dois
Internacional de Educação Física, organizado pela FIEP e realizado Participaram 65 professores de 17 unidades da federação” (Candau, ou mais indivíduos (distribuídos em lados opostos), tendo em vista
em Jyväskilä, na Finlândia, “o então DED/MEC convidou a 1983). A Editora Globo, decidida a “oferecer aos educadores em um objetivo comum identificado. Ligadas à noção de supremacia
professora Lïisa Heinila para ministrar o Curso de Avaliação em geral e, mais especificamente, ao professores e elaboradores de estão a dominação, melhor classificação, melhor execução, que
Educação Física e Desportos, quando foi introduzido entre nós o currículos ...”, publicou a tradução da Taxionomia do Domínio levam os indivíduos a ver recompensadas em atividades como sendo
Sistema (de Análise do Ensino) PEIAC-LH/75” (Faria Junior, Corrêa, Psicomotor (Harrow, 1982). A UFF recebeu da SEED a incumbência mutuamente exclusivas, e a avaliar resultados em termos
Bressane, 1982. p. 37). Nesse ano, Airton Negrine (RS) apresentou de organizar o Seminário sobre ‘Estágio Supervisionado em estritamente relativos, em que o sucesso de um depende do fracasso
sua dissertação sobre “Progressão pedagógica e o resultado da Educação Física’, coordenado por Faria Junior e Eduardo Vilela. de outros. A noção de luta envolve fazer (ou tentar fazer) grandes
aprendizagem no ensino dos desportos”. Esse Seminário reuniu em Niterói-RJ, 28 professores de diversos esforços em contenda ou trabalho e a progredir com dificuldade
Estados da federação. O ‘Grupo de Apoio Técnico’ era constituído (consciente das forças oponentes). Em resumo, o desporto é um
1979 Neste ano, com os curriculistas já organizados, realizou-se por Faria Junior (UFF), Apolônio Abadio Carmo (UF Uberlândia), sistema de competições físicas generalizadas, universais, por
a First Pysical Educational Curriculum Theory Conference. A partir Carlos Coutinho Batalha (UFES), Eugênio da Silva Corrêa (FICB), princípio abertas a todos, que se estende espacialmente (todas as
deste ano, a utilização de sistemas de análise do ensino na pesquisa Eustáquia Salvadora de Souza (UFMG), Johann Hurtado (UFPr), nações, todos os grupos sociais, todos os indivíduos podem delas
começou a se expandir no Brasil, tendo Lea Laborinha utilizado o Paulo Murilo Alves Iracema (UFRJ), Riselaine da Silva Bressane participar) ou temporalmente (comparação de recordes entre várias
Sistema de Flandres na comunicação “Análise de Ensino: uma nova (SEC/RJ) e Vera Lúcia Costa Ferreira (UGF)” (Faria Junior, Vilela, gerações) e cujo objetivo é medir, comparar performances do corpo
proposição de pesquisa e avaliação do processo ensino- 1982). Nas conclusões, foram incluídas propostas alterações na humano concebido como potência sem parar perfectível. “O
aprendizagem em Educação Física”, no I Encontro Brasileiro de Portaria nº 162/82. Em Juiz de Fora-MG, Délio da Silveira Martins desporto é, portanto, em definitivo o sistema cultural que registra
Pós-Graduandos em Educação Física, realizado na USP. No contexto mantinha a linha da Didática de Educação Física, na perspectiva de o progresso corporal humano objetivo, é o positivismo
da ‘avaliação’, Waldyr Lins Castro apresentou, na Universidade autores nacionais. Foi publicado o livro Prática de Ensino em institucionalizado do corpo” (Brohm, 1976. p.45). Neste ano foi
Federal Fluminense-UFF, dissertação sobre ‘Mensuração da aptidão Educação Física. Estágio Supervisionado (Faria Junior, Corrêa, realizada sob os auspícios da SEED, em Curitiba, uma “reunião
física segundo o Banco de Havard’ (1979). Registra-se a publicação Bressane, 1982), “preenchendo uma grande lacuna na formação para elaborar nova proposta de currículo para a formação de
do livro “Aulas de Educação Física” (1º Grau), de Hudson Ventura dos profissionais de Educação Física” no qual o leitor podia ver docentes em Educação Física” (Péricles, 1982). Nessa reunião Faria
Teixeira e Mário Carvalho Pini, provavelmente o primeiro no Brasil “respondidas suas perguntas sobre legislação específica da Prática Junior argumentou em favor da “abolição da exigência do currículo
a considerar na didática, aspectos multiculturais. As ilustrações do de Ensino, aprenderá [aprenderia] a observar e colher dados para mínimo, cabendo às IES reconhecidas, a competência para criar
livro mostram sempre meninos e meninas, brancos e negros, relatórios e tomará [tomaria] conhecimento dos modelos cursos, elaborar seus próprios currículos, fixar-lhes a duração” (Faria
demonstrando a atividade sugerida. empregados nos diferentes centros com análises comparativas e Junior In: Marinho, Faria Junior, 1987.p. 25). Para Valnir Chagas
diferentes tipos de fichas ...” (Matta, ibid). Manoel Tubino retomou (1981) a competência das IES fixarem seus próprios currículos
1980 A análise de ensino como vertente de pesquisa reforçou- as reflexões sobre Instrução Programada e defendeu na sua tese “seria uma competência natural do reconhecimento,uma real carta
se com a introdução por Faria Junior do Sistema FaMOC de sobre o uso do ensino programado na formação de professores de de idoneidade da Instituição” ... evidentemente “teríamos de
Análise de Ensino (1980), desenvolvido durante seu curso de Educação Física (BELGICA. ULB.1982). Destaca-se ainda Apolônio enfrentar os eternos argumentos da transferência de alunos e da
doutorado (ver neste Atlas “Inovações tecnológicas e científicas Abadio Carmo que apresentou sua dissertação ‘Educação Física: fraude, que sempre obstaculizam as tentativas de flexibilizar a
I”). Publicou-se a obra de Donald K. Mathews, ‘Medida e crítica a uma formação acrítica’. No campo da avaliação, Victor educação brasileira. Como se às exceções devêssemos sempre
Avaliação da Educação Física’ (1980). Em Portugal, Francisco Keihan R. Matsudo publicou ‘Testes em Ciências do Esporte’ com sacrificar as melhores regras. Como se fraudes, distorções e
Sobral e Maria Luísa Melo Barreiros publicaram o livro temas sobre ‘avaliação antropométrica’, ‘avaliação da Potência simulações não se verificassem no regime em vigor e, mais ainda,
Fundamentos e Técnicas de Avaliação em Educação Física (1980) Anaeróboca e Aeróbica’, ‘avaliação da força muscular’, ‘avaliação no da rígida uniformidade que o precedeu” (p. 28). Os professores
que, entretanto, não teve repercussão no Brasil. da velocidade’, ‘avaliação psicológica no Esporte’, ‘avaliação da presentes aprovaram a proposta, decidiram pelo “professor
Maturação Biológica’ e elementos de ‘estatística’. Faria Junior generalista, formado sob uma perspectiva humanista, possuidor de
1981 Em novembro, a SEED realizou na Escola de Educação
levanta a tese que o Paradigma docimológico clássico é um obstáculo licenciatura plena em Educação Física ... e que os currículos
Física e Esporte de Goiás-ESEFEGO, em Goiânia-GO, ‘Reunião
ao desenvolvimento da pesquisa em avaliação. Em Portugal, elaborados pelas IES levassem em conta quatro tipos de
sobre Conteúdo Programático de Didática de Educação Física’,
Francisco Carreiro da Costa e colaboradores (1982) reuniram conhecimentos: Conhecimento do Homem, Conhecimento da
com Alfredo Faria Junior, Eustáquia Salvadora de Souza, Eugênio
extratos da literatura internacional sobre Didática: Pedagogia por Sociedade, Conhecimento da Sociedade, Conhecimento Filosófico
da Silva Correia, Riselaine da Silva Bressane e Vera Lúcia Costa
Objetivos (Birzea, 1979; Hameline, 1978), Estilos de Ensino e Conhecimento Técnico” (ibid p. 25).
Ferreira na Comissão de Apoio Técnico. A pesquisa em Didática
(Mosston, 1978), Pesquisa e Análise de Ensino (Dussault, 1973). A
teve grande incentivo com a realização um Seminário sobre Análise 1983 Em Porto Alegre-RS, Airton Negrine lançou ‘O Ensino da
expressão ‘Pedagogia do Desporto’, foi introduzida no Brasil, sem
do Ensino durante o Congresso Mundial da AIESEP 1981, promovido Educação Física’ (1983) no qual apresentava um “currículo de
maiores considerações teóricas, através do título da obra de Olímpio
pela UGF, no Rio de Janeiro. A análise do ensino continuou com os educação física para as quatro primeiras séries escolares” (p. 8).
Coelho (1988), publicada em Portugal. O uso da palavra desporto
trabalhos de Alfredo Faria Junior, Riselaine Bressane, Tanice Brison nesta expressão causou estranheza e resistências no Brasil. Em Embora com temas da Didática o livro tem em seu título o termo
Pires, Lea Laborinha, apresentados nesse Congresso, e de Lélia primeira instância, pode-se considerar que a palavra desporto ‘Ensino’ e, “aproveitando a bibliografia estrangeira nessa área da
Brotherhood, no I Simpósio Mineiro de Ciência do Movimento (1981). encontra sua origem no francês antigo de(s)port, derivado de se Educação, o livro se adapta às nossas condições, levando em conta
Eustáquia Salvadora de Souza apresentou sua dissertação sobre a de(s)porter, no sentido de divertir-se, folgar. Ele aparece no fim do recursos tantas vezes precários da prática desportiva nacional” (1ª
“Relação dos estilos de ensino de estagiários e supervisores” século XII, no romance o Eneas, da escola literária normanda, aba). Ainda nessa cidade foi publicada a tradução da obra de Anita
(BRASIL.UFSM, 1981). Neste ano, por ingerência do MEC, a editora significando todo tipo de diversão. Levada para a Inglaterra pela J. Harrow – “Taxionomia do Domínio Psicomotor” (1983). Em Curitiba
Interamericana publicou a obra vencedora do II Prêmio MEC de cavalaria conquistadora toma, em 1300, a forma disport. Sofrendo foi lançado ‘O Ensino da Educação Física. Uma abordagem didática’
Literatura Esportiva (Faria Junior, 1981) sem consulta ao autor. Na apócope da primeira sílaba ela chega a forma sport (Petiot, 1982. (Hurtado, 1983). Embora usasse o termo ‘Ensino’, Johann Melcherts
época já existia uma crítica interna na área. Celi Nelza Zülke Taffarel p.V), pela primeira vez empregada oficialmente na Inglaterra por Hurtado defendeu a existência de uma Didática de Educação Física,
apresentou sua dissertação Criatividade e educação física (BRASIL. James I, em 1617, na Declaration of Sports. Por volta de 1827, o um “corpo de assuntos próprios”, resultado do “conjunto de
UFSM, 1981), fundamentada em pesquisa que analisou Planos e uso da palavra sport é retomado na França, e se naturaliza nos informações que a Didática Geral, a Biologia, a Anatomia, a Fisiologia,
Relatórios de Aulas de Educação Física. Bressane (1981) vinte anos do após-guerra 1871-1891 (ibid). Para Miguel Piernavieja a Psicologia e outras disciplinas” em relação com a “disciplina,
apresentou o perfil comum do professor de prática de ensino de del Pozo (1966) a palavra deporte (prov. y ant. deport) já se encontra Educação Física” (p.1). Valdir Barbante deu sua contribuição ao
Educação Física “um Licenciado em Educação Física, sem formação registrada em documentos do castelhano antigo de princípios do campo da medida e da avaliação ao publicar seu Manual de Testes –
pedagógica mais aprofundada (especialização ou mestrado em século XII. Para Pozo (ibid) o termo deporte tornava-se mais “Aptidão Física Relacionada à Saúde”, no qual se destaca o trabalho
educação, em área de concentração em Métodos e Técnicas de freqüente na literatura quanto mais se recuava no tempo, com de normatização de resultados das crianças e jovens de Itapira-BA.
Ensino, Tecnologia Educacional, Avaliação ou Didática), raramente origens no século X. José Maria Cagigal (1981), por seu turno, Nesse mesmo ano, a obra Análise de Ensino e Estágio Supervisionado
um pesquisador, é alguém que excepcionalmente publica algo. Na destaca que “em espanhol se diz deporte, em português desporto em Educação Física (Faria Junior, 1983) obteve a primeira colocação
maior parte das vezes não ingressa na carreira docente por concurso [...] derivados dos velhos termos (castelhano-catalão-provençal) dentre os concorrentes ao Prêmio Liselott Diem de Literatura
público, mas sim por indicação. Estes professores formam uma deporte, deportase, desporter, se-desporter”(p.147). Em dicionários Esportiva, mas não foi publicada. Nessa abordagem Waldyr Mendes
comunidade fechada que há treze anos exerce atividade sem deixar de língua portuguesa, até 1910 só se registrava a palavra inglesa Ramos (1983) apresentou sua dissertação sobre ‘Professores de
produção científica e que rejeita um pequeno grupo de mais novos sport, como se observa no Dicionário Prático Ilustrado, de Jaime de Natação para pré-escolares e seus estilos de ensino (BRASIL.
que se ensaia nos campos da pesquisa e da publicação de artigos”. Séguier. A partir daí aportuguesou-se a palavra para desporto, em UFRJ,1983) e Lea Laborinha, ‘O perfil coletivo de ensino de
Neste ano ainda, os professores alemães G. Hecker e R. Erdmann Portugal, e desporto e desporte no Brasil. Em uma segunda professores universitário de educação física, revelado através de
insistiram na adoção do conceito de Pedagogia do Esporte instância, deve-se considerar que no meio acadêmico brasileiro, análise do ensino’, usando o Sistema FaMOC. Foi realizado na

18.66 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006
Universidade de São Paulo (USP), com apoio do CNPq, INEP e e simplista do trabalho educativo” (Faria Junior, 1986). Em Portugal, trabalho de Arno Krug e Dircema H. Francescheto sobre ’Estilos de
FINEP, o Encontro Nacional de Prática de Ensino. ainda permaneciam nos cursos de formação de professores, as Ensino dos Professores de Educação Física de 1ª a 4ª’.
‘cadeiras’ de Metodologia da Educação Física I e II, Estudos Práticos
1984 “Exaltada ou negada, a Didática como reflexão sistemática e I e II e Didáctica de Educação Física. Na prestação de Provas de 1989 Realizou-se, no Rio de Janeiro-RJ, o I Congresso de Educação
busca de alternativas para os problemas da prática pedagógica, está Agregação, Jorge Olímpio Bento (1986) salientava e fundamentava Física de Países de Língua Portuguesa, a partir de quando se
[estava] certamente, no momento atual, colocada em questão” a situação fulcral da Didáctica de Educação Física “no elenco de intensificou o intercâmbio com professores portugueses.
(Candau, 1984 apud Faria Junior, 1988). Os signatários da Carta de disciplinas consagradas à formação de competências pedagógicas Possivelmente o tema deste congresso – “a aula de Educação
Belo Horizonte (1984) consideraram que “a Didática, na Educação e didáctico-metodológicas imanentes ao ensino em Educação Física Física no contexto escolar, um desafio para o Século XXI”, tenha
Física, é [era] predominantemente condicionante, por modelos que e Desporto”. No Brasil, publicou-se a obra sobre ‘Avaliação em influenciado uma série de trabalhos que vieram a ser publicados
impedem a criatividade do ser humano” e sugeria “que o ensino da Educação Física’ (Faria Junior, 1986) que reuniu os textos das enfocando o tema ‘aula’, no contexto da Didática. A Disciplina
Educação Física se fundamente em uma Didática repensada e conferências de Octávio Teixeira, Donald K. Matews, Faria Junior, ‘Análise de Ensino na Educação Física’ constava do currículo do
recolocada numa perspectiva de transformação social, com um corpo Maria Isabel da Cunha e Jorge D. Otañez, feitas no 5º Simpósio curso de Mestrado da USP, ministrada por Faria Junior. A partir do
teórico constantemente construído a partir de resultados de pesquisas Nacional de Docentes de Nível Superior na Área de Ginástica e que I Congresso de Educação Física de Países de Língua Portuguesa
e reflexões sobre a prática pedagógica na escola, no trabalho e no não tinham sido incluídos nos Anais desse evento. Foram incluídos intensificou-se o intercâmbio com Portugal, passando-se a contar
lazer, integrando as dimensões humanas, técnica e político-social” ainda os textos de Pedro Henrique Josuá, Luiz Tadeu Paes de com a presença constante de Jorge Olímpio Bento. Em Portugal, a
(p. 4). A Comissão de Elaboração dessa Carta, eleita pelas Almeida, Helder Guerra Resende e Riselaine da Silva Bressane Didáctica de Educação Física ainda convivia com a Metodologia da
Associação dos Professores de Educação Física-APEFs (ver capítulo que tratavam de aspectos pouco explorados. O de Resende Educação Física, quando Jorge Bento (1989) propôs mudanças no
correspondente a esta entidade neste Atlas), estava constituída por: representou um avanço na pesquisa em Didática, ao introduzir o “conteúdo programático para a ‘cadeira’ de Didáctica de Educação
Airton Negrine, Faria Junior, Antônio Carlos Prado, Benno Becker uso de “Microcomputadores e [para] a Simplificação da Análise Física (e Desporto)” (p.27). E, dentre essas, destacava-se “a fusão
Junior, Eustáquia Salvadora de Sousa, Fernanda B. Beltrão, Jefferson do Ensino” (ibid). Por recomendação de Jürgen Dieckert, professor das cadeiras de Didáctica de Educação Física e Metodologia da
Camfield, Laércio E. Pereira, Lamartine P. da Costa, Manoel Tubino, visitante na UFSM, coordenador da Série Educação Física – Educação Física I e II, originando as cadeiras de Didáctica de
Moacir B. Daiuto e Nagib C. Matni. A Didática de Educação Física já Fundamentação, da Editora ‘Ao Livro Técnico’, foi traduzida e Educação Física e Desporto I e II” (ibid. p.31). Nas referências
constituía módulo em cursos de especialização, como no de publicada a obra de Reiner Hildebrandt e Ralf Laging, Concepções bibliográficas deste Relatório observa-se a ausência de qualquer
Especialização em Treinamento Desportivo, mantido pelo PREPES, Abertas no Ensino da Educação Física (Offene Konzepte im menção a obras brasileiras, recaindo a preferência por obras autores
da UFMG. A UFPel, de Pelotas-ES, por iniciativa de Mauro Gomes sportuntericht) (1986). Esta obra abriu na Educação Física brasileira alemães (Demeter, 1981; Drews, 1983; Grössing, 1972; Grupe,
de Mattos e Telmo Pagana Xavier, realizou o 5º Simpósio Nacional uma nova vertente de nítida influência doutrinaria alemã. 1982; Klingberg, 1976; Meinel, 1976; 1984; Samulski, 1985; Stiehler,
de Docentes de Nível Superior na Área de Ginástica, tendo como 1988; Wulf, 1980), norte-americanos e ingleses (Anderson, 1980;
Tema Central, a Avaliação em Educação Física , e contou com a 1987 Neste ano Elenor Kunz defendeu no Instituto de Ciências do Singer, 1974; Siedentop, 1983; Montoye, 1987), belgas (D’Hainaut,
presença de Donald K. Matews. O Sistema FaMOC de Análise de Esporte da Universidade de Hannover, na Alemanha. Sua tese foi 1980; De Landsheere, 1977; De Ketele, 1980) e espanhóis (Teleña,
Ensino foi divulgado internacionalmente através da ‘Revue transformada, após a supressão de alguns tópicos, no livro Educação 1979), além dos portugueses (Bento, 1984; 1985; 1988; 1987; 1989;
d’Education Physique’, de Liége (Bélgica). Usando este Sistema, Física. Ensino & Mudanças (1991). Foi publicada em Portugal a Constantino, 1987; Cortesão, Torres, 1983; Estrela, 1984;
Dircema H. F. Krug e Arno Krug desenvolveram pesquisa (1984) obra ‘Planeamento e avaliação em educação física’ (Bento, 1987). Gonçalves, 1987; Januário, 1989; Pinto, 1989; Sobral, 1988). Na
sobre ‘os estilos de ensino dos supervisores, professores de conteúdos Nela Bento reconhece que em Portugal “o ensino da Educação década que se encerrava, a Análise do Ensino havia sido introduzida
e Estagiários do Curso de Graduação em Educação Física. Cruz Física carece [carecia] ser balizado quer por uma metodologia ou por um professor belga, visitante, na Universidade Técnica de
Alta-RS.’ Em Portugal, a Pedagogia por Objetivos na Educação didáctica respectiva, quer ainda por programas elaborados em Lisboa-UTL. A partir daí várias pesquisas foram feitas e Francisco
Física parece ter entrado através da tradução da obra de Bernard conformidade ...” (p.10). Neste sentido, o autor propõe “transportar Carreiro da Costa tornou-se a autoridade mais importante no
Maccario, ‘Definição dos Objectivos da Educação Física’ (1984). Isto para o campo da Educação Física princípios da didáctica geral ...
assunto, naquele país.
parece claro na declaração dos editores: “a coleção Horizonte da tentando contribuir para a criação de uma metodologia ou didáctica
Cultura Física não podia ficar alheia ao vasto movimento que hoje é de Educação Física” (p.10). Examinando-se a bibliografia utilizada Situação Atual Pluralidade paradigmática: um emaranhado de
vivido em torno da pedagogia por objectivos: trata-se de um elemento para a preparação da obra, observa-se que nenhum autor brasileiro expressões e conceitos (de 1990 até hoje).
importante da pedagogia actual que não se pode desconhecer” (contra de Didática Geral, como Luiz Alves de Mattos, Emídio Nérici,
capa). Assinala-se a presença no Brasil de de Reiner Hildebrandt- Romanda Gonçalves, Irene Carvalho, Vera Candau, Maria Rita Pedagogia da Educação Física.
Stramann, hoje professor da Universidade Técnica de Braunschweig Oliveira e outros, foi utilizado. Para fundamentar a obra a escolha 1993 Essa expressão foi retomada por Viktor Shigunov e Vanildo
(Technishe Universität Braunschweig), que foi professor visitante recaiu sobre autores anglo-saxões (Anderson, 1980; Bandura, 1977; Rodrigues Pereira para intitular a obra: ‘Pedagogia da Educação
das universidades federais e estaduais de Santa Maria, Pernambuco, Bloom, 1975; Crum, 1983; Dieterweg, 1972; Eisner, 1978; Gage, Física. O desporto coletivo na escola. Os componentes afetivos’.
Maringá, Maceió, Campinas, Florianópolis e Vitória. 1974; Garlichs et al. 1976; Jakowlew, 1976; Klingberg, 1976; Mager, Os autores retomam o tema dos Comportamentos Afetivos, dos
1965; 1977; Siedentop, 1979; Skinner, 1965; Thorndike, Hagen, componentes do domínio afetivo, dos componentes de instrução no
1985 A Didática de Educação Física e o Ensino da Educação 1969; Tyler, 1973), francófonos (de Ketele, 1975; de Landsheere, ensino geral e da educação física. Finalmente a obra aborda a
Física foram temas incluídos e discutidos no 2º Congresso Latino- 1975; 1979; Osterrieth, 1976) e portugueses (Estrela, 1984). Na questão do desporto coletivo na escola e dá como exemplo o
Americano de Educação Física, Desporto e Recreação realizado obra, Bento (ibid) critica a ‘Pedagogia por Objetivos’, e alerta que handebol escolar. Mas, os autores em nenhum ponto do livro
em Tramandaí-RS, sob os auspícios da APEF-RS. No Documento “o professor não deve deixar cair as suas reflexões nas malhas de discutem o conceito de Pedagogia da Educação Física.
Final foram incluídas duas recomendações ligadas à Didática, como: uma qualquer tecnologia, nas roupagens de um qualquer
que as IES “considerem as atividades profissionais do aluno... como esquematismo e formalismo cientificistas, por mais atraente que Metodologia do Ensino da Educação Física: a Aula
Prática de Ensino ou Estágio Supervisionado, desde que seja a oferta, por mais miraculosa e ‘desinteressada’ que pareça a 1991 Por coincidência ou não, a partir do I Congresso de Educação
acompanhado pelo professor responsável” (p.5), que as APEFs e receita – mesmo que se chame Pedagogia por Objetivos” (p.12). O Física de Países de Língua Portuguesa, em que o tema esteve
as IES “promovam cursos de capacitação, atualização e/ou autor critica ainda a perspectiva behaviorista (comportamental) de centrado na ‘aula de educação física no contexto escolar’ alguns
aperfeiçoamento em avaliação em Educação Física” e que “as considerar apenas as ‘manifestações observáveis’, “na análise de trabalhos vieram a ser publicados enfocando a ‘aula’, no contexto
disciplinas práticas dos cursos de formação de professores de objectivos de aprendizagem” (p.22). Neste ano, Maria Augusta da Didática. Ainda é cedo para concluir se isso virá a se constituir
Educação Física enfoquem com maior ênfase o aspecto avaliação Peduti Dal’ Molin Kiss lançou seu livro “Avaliação em Educação em uma tendência. Mas, na série Fundamentação da Educação
em cada uma de suas especialidades” (p.6). Helder Guerra Resende Física”, no qual aborda aspectos biológicos e educacionais. Física, coordenada por Dieckert, foi publicado o livro ‘Visão didática
apresentou sua dissertação sobre ‘A relação entre intenção e ação da educação física. Análises críticas e exemplos práticos de aulas’
pedagógica de docentes atuantes no processo de formação de 1988 Por iniciativa do então professor visitante Dietmar Samulski (1991). O livro é assinado por um grupo de trabalho Pedagógico da
professores de educação física’ (BRASIL. UERJ, 1985), valendo-se realizou-se, na UFMG, o I Simpósio Internacional de Pedagogia do UFP e UFSM. Da UFPe participaram Celi Tafarel, Eliane Moraes,
do Sistema FaMOC. Foi publicado o livro ‘Criatividade nas aulas de Esporte, que reuniu profissionais de vários países e tendências. Da Mércia Andrade, Micheli Escobar e Vera Luza Costa. Da UFSM,
educação física’ (Taffarel, 1985). Em sua argumentação a autora Alemanha vieram Gerhard Heker (Novas Tendências e Perspectivas Amauri Bássoli de Oliveira, Carlos Luiz Cardoso, Wenceslau Leães
utiliza resultados de pesquisa da análise do ensino para criticar a do Currículo de Educação Física – Saúde – Aventura – Experiência Filho e o professor alemão, visitante nas duas Universidades, Reiner
predominância de “estilos de ensino predominantemente diretivos”, Corporal) e Klaus Eichner (Tecnologia e Ética no Esporte). Na cidade Hildebrandt, de Lüneburg. O livro analisava “a teoria de aula de
atribuindo o fenômeno “as influências exercidas no Brasil, por do Porto, Portugal, reuniu-se o International Committee of Sport educação física aberta às experiências dos alunos sob perspectivas
escolas estrangeiras” – método francês, sueco, desportiva Pedagogy-ICSP. Este comitê incluía membros de outras instituições: didático-pedagógica, humana e político-social...e observa exemplos
generalizada, calistenia etc (p. 14). Association Internationale des Écoles d’Education Physique- concretos de aula no Primeiro Grau, em especial.... “ (2ª Capa).
AIESEP, Fédération Internationale d’Education Physique-FIEP, Assinala-se também a publicação assinada por um Coletivo de
1986 No Brasil, na Educação Física, começaram a surgir as primeiras International Association of Physical Education and Sport for Girls Autores – Metodologia do Ensino da Educação Física (1991), que
reações ao paradigma da Pedagogia por Objetivos. “Critica-se no and Women-IAPESGW e International Society on Comparative tinha como preocupação principal questões epistemológicas e
paradigma seu aspecto tecnicista; sua abordagem psicológica, com Physical Education and Sport-ISCPES. Nesta reunião delinearam- metodológicas da Educação Física, isto é, quais o conhecimento
ênfase em aspectos comportamentais; sua despreocupação com se os principais projetos do ICSP: uma introdução à terminologia que deveria integrar o conteúdo e como transmiti-lo. Os autores
problemas mais graves no âmbito da educação, da instituição da Pedagogia do Esporte, métodos de pesquisa e Pedagogia do sugerem que o conteúdo da educação física é oriundo de uma área
educacional e da sociedade; a influência positivista; sua pretensa Esporte (a cargo de Herbert Haag) e a Criança e o Esporte: aspectos denominada Cultura Corporal. No dizer de Elenor Kunz (1994)
neutralidade ideológica; sua preocupação com a eficácia e a precisão; pedagógicos. A Coordenação do Centro de Pesquisa de Cruz Alta, esses dois livros “apresentam, inclusive, alguns exemplos concretos
sua abordagem cientificista e, finalmente, sua visão econométrica publicou no 1º Resumo de Pesquisas em Educação Física (1988) o de como a Educação Física pelo ensino de Movimentos, Jogos e

DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 18. 67
Esporte pode atingir metas que vão da simples execução destas se preocupando com o novo desafio que se apresenta para os Brum, Regina A. Domínio Psicomotor. Objetivos e avaliação. Porto
atividades e assim, abranger uma dimensão científico-educacional professores de Educação Física neste início do Século XXI: trabalhar Alegre: Sulina, 1977.
prevista pelos seus pressupostos teóricos. Mas, ainda não são na perspectiva de uma ‘educação inclusiva‘ (Faria Junior, 2003) e
propostas práticas concretamente desenvolvidas em nossas escolas com a ampliação do campo de atuação da Didática para além da Coelho, Olímpio. Pedagogia do Desporto. Lisboa: Horizonte, 1988.
brasileiras” (p. 12). educação escolar, atendendo às perspectivas de uma ‘educação social’ Coletivo de Autores. Metodologia do ensino da educação física.
(Faria Junior, 2002). E liderada por Elenor Kunz que, numa São Paulo: Cortez, 2000.
Ensino (da Educação Física) abordagem de aproximação da realidade prática vivida pelos
1991 A obra de Elenor Kunz - Educação Física: Ensino & Mudanças professores, quer “oferecer-lhes, não apenas teóricos de reflexão e D’ Azevedo, Helena Alves. Prática de Ensino em Educação Física.
(1991), lançou “algumas idéias em forma de perspectivas práticas fundamentação da ‘Educação Física Escolar’, mas elementos In: Zen, Maria Isabel H. Dalla, Souza, Nádia Geisa S. de (Org.).
para um ensino problematizador na Educação Física” (p. 18). Nele concretos de atuação, que – mais uma vez não – não podem ser Práticas de Ensino na UFRGS: narrando pedagogias. Porto Alegre:
foram lançadas “bases teóricas e perspectivas práticas para o ensino tomados como modelo, mas exemplos a serem reavaliados, criticados Ed. Da UFRGS, 2000.
da Educação Física com compromissos pedagógico-educacionais e e modificados” (Kunz, 2002. p. 11). Na primeira perspectiva a Didática
possibilidades de transcender a instrumentalização para uma mera de Educação Física tem procurado novos aportes, como a que traz a Faria Junior, Alfredo G. de. Prefácio. In: Bento, Jorge Olímpio,
atividade prática do ensino, no âmbito das objetivações culturais do abordagem multidisciplinar. Em 1999, realizou-se o I Encontro Interno Garcia, Rui, Graça, Amândio. Contextos da Pedagogia do Desporto.
movimento humano” (p. 5). Mais tarde o autor publicou a obra: de Didática Específica em Educação Física, organizado por Luiz Lisboa: Horizonte, 1999.
‘Transformação didático-pedagógica do esporte’ (1994). Nela Kunz Alberto Batista no Instituto de Educação Física e Desportos-IEFD da
defende “uma concepção crítico-emancipatória do Ensino da Educação Faria Junior, Alfredo G. de, Faria, Eduardo José da Costa. Didática de
UERJ, e que teve justamente como objetivo discutir a
Física Escolar” e “uma nova forma de tematizar o ensino, neste caso educação física. In: Faria Junior, Alfredo G. de et al. Uma introdução
“Multidisciplinaridade na Formação de uma Didática Específica para
o ensino do Movimento Humano, em especial os esportes” (p. 13). à educação física. Niterói: Corpus, 1999. 486 p. 241-383,
a Educação Física”. Neste Encontro Faria Junior proferiu palestra
1993 Sebastião Votre publicou o livro “O ensino e avaliação em sobre a Didática de Educação Física para Populações Especiais. Na Faria Junior, Alfredo G. de, Carvalho, Carlos Manuel de, Farinatti,
educação física” (1993) que inclui um único tema que se pode perspectiva da inclusão, Faria Junior tem procurado desenvolver sua Paulo de Tarso, Ribeiro, Maria das Graças. The IMMA fitness test
rigorosamente considerar como ligado à Didática: “Avaliação na proposta de uma Didática de Educação Física sob uma abordagem for elderly people. In: Ortega, Agustin Meléndez (ed.). Actividad
educação física”, de Nádia Pereira de Souza. multicultural, em uma perspectiva crítica. Talvez por isto o física y salud en la tercera edad. Madrid: Ministério de Trabajo y
desenvolvimento da Didática esteja ocorrendo na prática com Asuntos Sociales, 1996. 262p. p.252.
2001 Foi publicada a primeira edição do livro “Textos pedagógicos populações com necessidades educativas especiais. Nesse quadro,
sobre o ensino da educação física” de Reiner Hildebrandt-Stramann. novas propostas para a medida e a avaliação da autonomia e da Faria Junior, Alfredo G. de. A pesquisa sobre o ensino da educação
proficiência física de idosos têm sido construídas por: Faria Junior e física na Inglaterra/País de Gales e no Brasil, entre 1975 e 1984.
2003 O livro “Textos pedagógicos sobre o ensino da educação colaboradores (1997), Paulo Farinatti (1998), Silene Okuma (1999) In: Faria Junior, Alfredo G. de (ed.). A aula de educação física no
física” (2003) reúne artigos de Reiner Hildebrandt-Stramann, e Sandra Matsudo (2001). Ensaios de normatização também contexto escolar, um desafio para os anos 90. Rio de Janeiro: UERJ,
publicados nos períodos em que esteve no Brasil como professor continuam a ser feitos, como a tabela de percentis para os resultados 1994.
visitante. Os artigos retomam as ‘concepções abertas no ensino da no Teste de Força Máxima de Preensão Manual de Idosos (Faria
educação física (Offene Konzepte im sportuntericht). Faria Junior, Alfredo G. de et al. Avaliação nos livros textos de
Junior, Farinatti, Vasconcelos, 1996). Além disto, já se encontra à
Didática: tendências e omissões. Temas de Educação, Rio de Janeiro.
disposição um ‘esquema de aula’, específico para pessoas idosas,
Pedagogia do Esporte v.3, n.5, p.68-85, Jan./Abr. 1988.
dividido em seis partes, criadas para enfrentar algumas das
Como se mencionou anteriormente, as concepções alemãs de
transformações que comumente ocorrem com o envelhecimento (Faria Faria Junior, Alfredo G. de et al. Ideologia e manejo de classe nos
Pedagogia do Esporte (Sportpädagogik) e Didática do Esporte
Junior, 1999). Questões relacionadas com segurança, acidentes e livros textos de Didática. Temas de Educação, Rio de Janeiro. v.2,
(Sportdidaktik) foram introduzidas e reiteradas por professores
morte nas aulas passaram a receber maior atenção. A correção da n.3/4, p. 81-91, mai./ago. 1987.
que aqui estiveram no período de vigência do Convênio do Brasil
linguagem didática passa a ser mais exigida evitando a disseminação
com a República Federal da Alemanha, e reforçadas por brasileiros
de preconceitos e estereótipos quanto à raça, idade, gênero, etnia, Faria Junior, Alfredo G. de. Educação Física (org.). Educação Física
que regressaram, após terem estudado nesse país. Para Liselotte
religião e preferência sexual. No que concerne a multidisciplinaridade, - Fundamentos Pedagógicos 1 (Avaliação). Rio de Janeiro: Ao Livro
Diem (1983) as medidas tomadas no quadro deste Convênio se
a Didática no Brasil tem recebido contribuições da Cineantropometria Técnico, 1986. Coleção Aperfeiçoamento.
enquadravam à nova Política Educacional do Brasil dos anos de
(Faria, in: Faria Junior et al. 1999), da Biomecânica (Batista, 1991;
1970. (p. 14). Estas ações visavam mais a promoção do modelo Faria Junior, Alfredo Gomes de. Avaliação do Domínio Cognitivo.
1992) e da Fisiologia (Farinatti, 1998). A pesquisa também continuou
alemão de pós-graduação e das tentativas de oferecer modelos In: Faria Junior, Alfredo G. de. Educação Física (org.). Educação
a se desenvolver, tendo Lea Laborinha criado o Sistema de Indicadores
curriculares para os cursos superiores de Educação Física brasileiros. Física - Fundamentos Pedagógicos 1 (Avaliação). Rio de Janeiro:
para Análise da Abordagem Humanista – Nível Latente 90 (SIADAH
No primeiro caso a CAPES manteve a opção pelo modelo norte- Ao Livro Técnico, 1986. Coleção Aperfeiçoamento.
– NL 90) durante seu curso de doutoramento na Universidade
americano já implantado na pós-graduação em outras áreas do
Autônoma de Barcelona (1991). Os Sistemas de Análise de Ensino Faria Junior, Alfredo G. de. O uso da resolução de problemas no
conhecimento. No segundo, os próprios brasileiros buscaram, nos
têm sido usados na pesquisa sobre Didática, agora mais concentrados ensino da educação física no 1º grau. Sprint, Rio de Janeiro. n.2, p.
encontros de Florianópolis e Curitiba, seus próprios caminhos para
no ensino das atividades físicas para pessoas com necessidades 92-95, mar./abr. 1985.
a reestruturação curricular. Essas concepções foram reforçadas
educativas especiais – idosos (Laborinha et al. 1993), cegos e
por professores brasileiros que fizeram cursos na Alemanha.
portadores de deficiência visual (Vargas, 2000). Na segunda tendência, Faria Junior, Alfredo Gomes de. Diferenças individuais na aprendizagem
Situação Atual A persistência da Didática de Educação Física Kunz dirige-se aos professores de Educação Física que têm “vontade em sistemas formais de ensino de Educação Física. In: Fundação
(de 1990 até hoje). e coragem para enfrentar uma mudança de orientação didático- Brasileira de Educação (FBE). Ritmos individuais na Educação Física
pedagógica em sua prática cotidiana na escola, e que para isso, também, Escolar. Dossiês do Centro de Cooperação Técnica. Niterói: FBE /
Didática Não tendo havido qualquer ato revogatório, a Didática disponham a continuar [...] os estudos teóricos que fundamentam, Centro Educacional de Niterói, 1984.
permanece presente nos currículo dos cursos de licenciatura em reconceituam e argumentam com abrangência e profundidade sobre o
Educação Física. Entretanto, nas Universidades onde existe ensino, a escola, a sociedade, a criança, o jovem, o aluno, o corpo, o Faria Junior, Alfredo G. de. Análise de ensino e estágio
Faculdade ou Departamento de Educação, a Didática que é movimento humano e enfim os esportes, a Cultura de Movimento, a supervisionado em educação física. Monografia/ 1ª Colocação no
ministrada aos futuros professores de Educação Física, é a Geral. Educação Física, e tantos outros temas correlatos e fundamentais Prêmio Liselott Diem. Brasília: MEC/DED, 1983.
Com a existência de mais de 300 cursos de formação de professores para a profissão de professor“ (Kunz, 2001. p. 11).
Faria Junior, Alfredo G. de. A participação dos educandos na
de Educação Física no país torna-se impossível traçar o quadro da
Prática de Ensino de Educação Física No período foi avaliação da aprendizagem em educação física. Revista Brasileira
Didática. Pode-se apenas afirmar que alguns professores continuam
identificada a publicação do artigo ‘Prática de Ensino em Educação de Ciências do Esporte. v.5, n. 1, p. 26, 1983.
freqüentando os Encontros Nacionais de Didática e Prática de
Ensino-ENDIPE que, em 2000, atingiu sua 10ª versão. Física’, de Helena Alves D’Azevedo (In: Zen, Souza, 2001).
Faria Junior, Alfredo G. de. Une contribuition à l’étude du comportment
Didática de Educação Física Na construção teórica sobre Fontes verbal du professeur d’éducation physique. Proposition du Système
Didática e Análise do Ensino, Brasil e Portugal desenvolveram-na Barbante, Valdir. “Aptidão Física Relacionada à Saúde – Manuel de FaMOC d’analyse de l‘enseignement. Dissertation Doctorale Originale.
Testes”. Itapira: DEFER / Prefeitura de Itapira, 1983. Bruxelles: Université Libre de Bruxelles, 1980. 4 v.
sem consultas ou intercâmbio entre especialistas, pelo menos até o
I Congresso de Educação Física de Países de Língua Portuguesa. No Faria Junior, A. G. de (coord.) et al. Avaliação nos livros textos de
Bento, Jorge Olímpio. Planeamento e avaliação em educação física.
Brasil, causa estranheza que com abolição da exigência de um currículo Didática: tendências e omissões. Temas de Educação, Rio de Janeiro.
Lisboa: Horizonte, 1987.
mínimo para a licenciatura em Educação Física (BRASIL. Conselho v.3, n. 5, p.53-60, jan./abr. 1988.
Federal de Educação. Resolução nº 3/87), as IES não tenham julgado Bento, Jorge Olímpio. Didática da Educação Física (e Desporto).
importante incluir a Didática de Educação Física na formação de Porto: Universidade do Porto, 1989. Faria Junior, A. G. Paradigma docimológico clássico, um óbice às
professores. Evidentemente vários fatores podem ter influído para pesquisas sobre avaliação em educação física. II Simpósio Paulista
isto. Os principais são a Ideologia do Internacionalismo Científico e Bloom, Benjamin S. et al. Taxionomia dos objetivos educacionais. de Educação Física, Abr. 1978, Rio Claro. Relatório Final ... Rio
a expansão de cursos rápidos, de fim de semana, na perspectiva do Porto Alegre: Globo, 1972. Claro: UNESP, 1979. mimeo.
‘comércio do fitness’. Apesar disto concepção da didática de
educação física continua a se desenvolver no país. Na atualidade Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Educação Física. Método Faria Junior, Alfredo G. de (ed.). A aula de educação física no contexto
identificam-se duas tendências: a liderada por Faria Junior que vem Francês. Rio de Janeiro: DEF, 1960. escolar, um desafio para os anos 90. Rio de Janeiro: UERJ, 1993.

18.68 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006
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