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PRÁTICA EM RESPONSABILIDADE CIVIL E CONSUMIDOR Prática em Direito Civil – Aula 02 Fernanda Tartuce

PRÁTICA EM RESPONSABILIDADE CIVIL E CONSUMIDOR Prática em Direito Civil Aula 02 Fernanda Tartuce

Responsabilidade civil e direito do consumidor - a relevância da técnica desde o planejamento das demandas. Ação indenizatória por inscrição indevida em cadastros restritivos:

petição inicial em detalhes (direito material e processual)

Professora Fernanda Tartuce www.fernandatartuce.com.br fetartuce@uol.com.br @fernandatartuce (Twitter) Fernanda Tartuce III (Facebook)

CASO

DALGLEISSON teve furtada uma de suas folhas de cheque; dois meses depois, um fraudador com ela realizou compras no MERCADO X no valor de R$

2.500,00.

Como não havia provisão de fundos, o cheque foi devolvido.

Não obstante a informação do banco de que o che- que foi objeto de furto, o MERCADO X enviou o nome do autor ao Serasa e ele passou a sofrer res- trições de crédito.

Sua casa era recém construída e DALGLEISSON perdeu ao menos duas promoções em que compra- ria itens de acabamento por valores mais baixos (com desconto, para pagamento à vista, de R$

5.000,00).

Além disso, ao saber que seu nome estava negati- vado, ele reagiu furiosamente negando o fato e pas- sou por constrangimentos na loja de materiais de construção - até descobrir que realmente o MER- CADO X o havia taxado de mau pagador.

Como advogado de DALGLEISSON, aja em prol de seus interesses.

Identificação

1. QUEM? Atente para a legitimidade; quem é seu cliente? É casado ou vive em união estável? Se sim, isso repercute? Analisar com cuidado.

Capacidade Processual

Se a parte autora for casada ou viver em união estável, será necessária a participação de cônju- ge/companheiro(a) no polo ativo das demandas?

Novo CPC, Art. 73. O cônjuge necessitará do con- sentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. § 3º Aplica-se o disposto neste artigo à união está- vel comprovada nos autos.

2. CONTRA QUEM?

Veja exatamente quem é parte na relação jurídica.

Quem causou o dano? Evite demandar erroneamente para não ensejar sucumbência ao cliente.

3. O QUE QUER?

Pedido(s):

- Só indenização?

- Ou é importante declarar a inexistência de relação jurídica?

- É essencial contar com medida de urgência?

Caso Dalgleisson

Ação declaratória de inexistência de relação jurídica c/c obrigação de fazer e reparação de danos com pedido liminar de antecipação de tutela

4. POR QUE?

Causa De Pedir

- Verificar: há legislação específica que protege o

autor?

- Se incide o Direito do Consumidor, trabalhar suas

regras com destaque aos aspectos favoráveis espe- cialmente em termos processuais.

5. COMO?

Qual é a petição apropriada a ser apresentada? Existe remédio processual específico? É o caso de pedir uma medida liminar para buscar

proteger o cliente imediatamente? Há regra de prioridade na tramitação?

6. ONDE?

Competência:

para quem será dirigida a petição?

Onde: Endereçamento

NCPC, art. 319. A petição inicial indicará:

I o juízo a que é dirigida;

Onde: Endereçamento

Atenção para as regras de competência! Há lei específica? Sim prerrogativa de escolha do domicílio do con- sumidor (Lei 8.078/1990, art. 101, I).

PRÁTICA EM RESPONSABILIDADE CIVIL E CONSUMIDOR Prática em Direito Civil – Aula 02 Fernanda Tartuce

PRÁTICA EM RESPONSABILIDADE CIVIL E CONSUMIDOR Prática em Direito Civil Aula 02 Fernanda Tartuce

Caso Dalgleisson

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DO FORO DA COMARCA DE *** (domicílio do consumidor Lei 8.078/1990, art. 101, I).

Caso Dalgleisson

Dalgleisson (sobrenome), (estado civil/ existência de união estável), (profissão) , com inscrição no Cadas- tro de Pessoas Físicas sob o n. (**) e endereço ele- trônico (***), com domicílio e residência em (endere- ço) vem, respeitosamente, por seu advogado, propor

a presente Ação declaratória de inexistência de relação jurídica c/c obrigação de fazer

e reparação de danos

com pedido liminar de antecipação de tutela

em face de MERCADO X, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ sob o n., usuária do ende- reço eletrônico (***) e sede em (endereço), pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos.

Causa de pedir

NCPC, Art. 319. A petição inicial indicará:

Deve, assim, ser declarada a inexistência do contra-

to de compra e venda celebrado em (data) no mon-

tante de R$ 2.500,00.

É imperioso ainda destacar que a hipótese dos au-

tos é marcada pela configuração de uma relação de

consumo.

O autor deve ser considerado consumidor, sendo o

réu evidentemente um fornecedor de produtos e serviços no mercado.

Nos termos do art. 14 do CDC, Ofornecedor de ser- viços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Segundo o § 1°de tal dispositivo, o serviço é defei- tuoso quando não fornece a segurança que o con- sumidor dele pode esperar, levando-se em conside- ração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - o modo de seu fornecimento; II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam (

O réu incidiu em fato do serviço, já que ignorou in-

formações bancárias, aceitou cheque fraudado e ainda negativou, indevidamente, o nome do autor.

III

o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;

O

autor é vitima do fato do serviço, nos termos do

 

art. 17 do CDC; segundo tal dispositivo, “equiparam-

 

Dos Fatos

se

aos consumidores todas as vítimas do evento”.

O

autor foi vitima de furto

(relato completo) Expostos os fatos, passa-se à exposição da funda- mentação jurídica que ampara a pretensão do autor.

Do Direito

Não há como negar, ademais, a vulnerabilidade e a hipossuficiência do autor.

Faz-se de rigor, portanto, a aplicação do art. 6º, VIII do CDC, reconhecendo-se a inversão do ônus da prova em seu favor.

1. Da inexistência de relação jurídica e da incidência do Código de Defesa do Consumidor.

O autor jamais celebrou qualquer negócio jurídico

com o réu.

A assinatura aposta no cheque não é do autor, não

tendo havido consentimento.

A falsidade pode ser constatada a partir da simples

comparação entre a assinatura constante no cheque

e a presente na procuração que acompanha esta petição.

A situação configura típico caso, portanto, de inexis-

tência de relação jurídica, tendo o autor tem eviden-

te interesse, com base no art. 19, I do CPC/2015,

em obter a declaração da inexistência de relação

jurídica com a ré.

2. Da responsabilidade por fato do serviço.

A responsabilidade por fato do serviço vem prevista

no art. 14 do CDC: O fornecedor de serviços res- ponde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumi- dores por defeitos relativos à prestação dos servi- ços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Como se percebe, a responsabilidade é objetiva por ser inerente ao risco da atividade. Ante o exposto, merece ser o autor indenizado de forma integral.

Pedido

CPC/73 Art. 282 e NCPC, art. 319 IV: A petição inicial indicará:

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IV o pedido com as suas especificações.

Finalidade maior do jurisdicionado,

importância!

item de grande

Pedido

O pedido deve ser certo e determinado

ção pelo procedimento comum, quando, para de- terminar o valor da condenação, houver necessida-

de de alegar e provar fato novo).

Atenção Novo CPC

Art. 292. O valor da causa constará da petição inici-

(CPC 73, art. 286; NCPC arts. 322 e 324).

al

ou da reconvenção e será:

V

na ação indenizatória, inclusive a fundada em

Pedido

Deve-se pleitear :

- um provimento jurisdicional (condenação, declara- ção e/ou constituição pedido/objeto imediato)

- e, na sequência, o bem da vida pretendido (quan-

tia em dinheiro, coisa a ser entregue pedido/objeto

mediato)

Atenção

Também o quantum desejado deve ser expresso na formulação do pedido. Como exceção, em certas hipóteses o Código per- mite que se faça um pedido genérico, sem liquidez (em que não se indica, desde logo, o objeto media- to).

DO PEDIDO GENÉRICO

Regra similar CPC 73, Art. 286:

NCPC, art. 324. O pedido deve ser determinado. REGRA: O AUTOR DEVE FORMULAR PEDIDO EM QUE DISCRIMINE O QUE PEDE E O QUANTO PEDE.

Art. 324. § 1º É lícito, porém, formular pedido gené-

rico:

dano moral, o valor pretendido; Há vedação de pedido genérico de danos morais.

Pedido:

Declaração positiva ou negativa de alguma relação

jurídica?

Obrigação de fazer/ não fazer? Condenação ao pagamento de danos patrimoniais e morais, valores que deverão ser acrescidos de cus- tas, honorários advocatícios e demais despesas processuais.

Caso Dalgleisson

3. Dos Danos sofridos.

O autor

monta.

experimentou

prejuízos

de

significativa

Quanto aos danos materiais, há duas declarações

de lojas que apontam que o período de promoção

esgotou-se, tendo o autor deixado de adquirir os produtos no período.

O autor pretendia fazer a compra em uma delas a

vista; como, porém, seu cheque não foi aceito por força da indevida negativação, acabou não podendo efetuar a compra e sofreu prejuízo no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

I nas ações universais, se o autor não puder indi- viduar os bens demandados; II quando não for possível determinar, desde logo,

Em termos de danos morais, o prejuízo é enorme: o autor teve sua imagem afetada pelo fato de ter sido recusado nas duas lojas às quais se dirigiu para

as

consequências do ato ou do fato;

adquirir produtos essenciais à sua casa recém-

III

quando a determinação do objeto ou do valor

construida.

da condenação depender de ato que deva ser prati- cado pelo réu.

Danos materiais aspecto processual

Atenção: não sendo possível fixar o valor da indeni- zação desde logo, relegar a apuração do quantum para posterior FASE de liquidação

Danos materiais aspecto processual

Ex: despesas com futuras cirurgias e tratamentos serão fatos novos, dependentes de prova, mencio- nados no artigo 509, II do CPC (Far-se-á a liquida-

Como não sabia da negativação, passou por mo- mentos constrangedores, negando o fato com inten- sidade até ser confrontado com a realidade irrefutá- vel.

Há evidente lesão aos direitos de personalidade do

autor. Sua imagem, sua honra e sua vida privada foram imensamente afetadas pela indevida negati- vação.

Assim, para reparar o prejuízo e cumprir o caráter pedagógico da indenização por danos morais, deve

ser fixado o valor de 50.000,00 (cinquenta mil reais).

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Do Direito

ATENÇÃO: necessário verificar se há lei especial ou liminar prevista em procedimento especial. Caso não haja, utilizar o regramento da tutela provi- sória de urgência (cautelar ou antecipada) prevista nos arts. 300 e ss. do CPC/15.

Lei 8.078/90 CDC, art. 84

Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará provi- dências que assegurem o resultado prático equiva- lente ao do adimplemento.

Lei 8.078/90 CDC, art. 84

§ 1° A conversão da obrigação em perdas e da-

nos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a ob- tenção do resultado prático correspondente.

§ 2° A indenização por perdas e danos se fará

sem prejuízo da multa (art. 287, do Código de Pro- cesso Civil).

§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda

e havendo justificado receio de ineficácia do provi- mento final, é lícito ao juiz conceder a tutela limi- narmente ou após justificação prévia, citado o réu.

§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na

sentença, impor multa diária ao réu, independente- mente de pedido do autor, se for suficiente ou com- patível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.

§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção

do resultado prático equivalente, poderá o juiz de- terminar as medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas, desfazi- mento de obra, impedimento de atividade nociva, além de requisição de força policial.

Caso Dalgleisson

Do Direito 4. Da obrigação de fazer e da antecipação de tutela. Como exposto, não há qualquer relação jurídica entre as partes, sendo obrigação da ré retirar imedi- atamente o nome do autor do cadastro de inadim- plentes para evitar ainda mais prejuízos.

Incide, na hipótese, o artigo 84, § 3º do CDC, se- gundo o qual:

Sendo relevante o fundamento da demanda e ha- vendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu.

Quanto ao relevante fundamento da demanda, o direito de personalidade do autor é o bem jurídico afetado indevidamente pela falta de zelo da ré. Não há como seguir tendo seu nome indevidamente lesado, com comprometimento de sua dignidade e de seu direito ao crédito

Já quanto ao justificado receio de ineficácia do pro- vimento final, a negativação do nome do autor con- figura clara lesão ao seu direito de personalidade e segue violando a possibilidade de celebrar negócios com credibilidade.

Para evitar novas indevidas negativações, deve também ser aplicado o art. 84. § 4° do CPC:

O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na sentença,

impor multa diária ao réu, independentemente de

pedido do autor, se for suficiente ou compatível com

a obrigação, fixando prazo razoável para o cumpri- mento do preceito.

Na hipótese dos autos, é essencial que haja a reti- rada do nome do autor do cadastro de inadimplen- tes e que a ré seja condenada a não mais inscrevê- lo em cadastros restritivos com fundamento na mesma divida, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por dia.

Tal valor não se revela excessivo e apresenta cará- ter pedagógico suficiente , de inicio, para desestimu- lar indevidas atuações da ré .

Caso Dalgleisson - Dos Pedidos e Requerimen- tos

Por todo o exposto,requer o autor

a) seja deferida a antecipação de tutela para que o

nome do autor seja excluído dos cadastros de ina-

dimplentes, oficiando-se ao Serasa imediatamente para que cesse o apontamento;

b) Ao final, requer seja confirmada a antecipação de

tutela, declarando-se a inexistência de relação juri- dica e condenando à obrigação de fazer no sentido de retirar o nome do autor do cadastro de inadim- plentes e a não mais inscrevê-lo em cadastros res- tritivos com fundamento na mesma divida, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por dia;

c) a condenação da ré ao pagamento dos danos

patrimoniais e morais sofridos no montante de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais), valores que

deverão ser acrescidos de custas, honorários advo- catícios e demais despesas processuais.

Requerimentos

NCPC, art. 319: A petição inicial indicará:

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VI as provas com que o autor pretende demons-

trar a verdade dos fatos alegados.

Lembrar do CDC, art. 6.º, VIII:

São direitos básicos do consumidor: VIII a facilita- ção da defesa de seus direitos, inclusive com a in-

versão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a ale- gação ou quando for ele hipossuficiente, segundo

as regras ordinárias de experiências.

Caso Dalgleisson

Requer provar o alegado por todos os meios admiti- dos em Direito. Requer, outrossim, seja reconhecida a inversão do ônus da prova ante a hipossuficiência do consumi- dor, nos termos do inc. VIII do art. 6.º do CDC.

Nova previsão

NCPC, art. 319: A petição inicial indicará:

VII a opção do autor pela realização ou não de

audiência de conciliação ou de mediação.

NCPC

É requisito obrigatório da petição inicial indicar se o autor tem interesse na realização de audiência de conciliação ou de mediação (CPC/20150, art. 319, VII). Caso não haja interesse, é obrigatório ressaltá-lo desde a exordial, sendo recomendável fundamentar

tal opção com base na autonomia da vontade das

partes.

Caso Dalgleisson

O autor indica seu interesse na designação de audi- ência de conciliação para que o réu possa reconhe-

cer a falha na prestação do serviço e observar con-

sensualmente a ordem jurídica contemplando os pedidos formulados.

NCPC

É facultado às partes, em comum acordo, esco- lherem um conciliador ou mediador, cadastrado ou não no Tribunal, segundo dispõe o art. 168, caput.

Nos termos do art. 165, § 2º, a sessão (termo mais apropriado que "audiência", em que pese a termino- logia do CPC) terá preferencialmente natureza de conciliação quando inexistir vínculo anterior entre as partes.

Seria possível haver mais de um conciliador, a teor

do art. 168, § 3º, mas tal opção deve ser reservada

para casos de maior complexidade.

Exemplo:

Usando a faculdade indicada na lei processual, o autor sugere que o conciliador seja o Sr. Galvão

Bueno (estado civil), (profissão), endereço eletrôni-

co (e-mail), residente em (endereço), integrante do

corpo de conciliadores do Tribunal, nos termos do art. 168, § 1º, do CPC/2015;

em caso de concordância dos corréus, atuará ele como conciliador na demanda.

Requerimentos

CPC 73, Art. 282 : A petição inicial indicará:

VII o requerimento para a citação do réu.

Essa previsão não consta no NCPC, art. 319

Requerimento para citação

É recomendável que o autor (e não o juiz) defina a forma de melhor cientificar a parte contrária. Checar NCPC, art. 247: viável citação postal? Ou precisará ser por oficial de justiça?

Requerimento para citação

NCPC, Art. 247. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país, exceto:

V quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma.

Citação por oficial

NCPC, Art. 212. § 2º Independentemente de autori- zação judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observado o dis- posto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal.

Pessoa jurídica

NCPC, Art. 246. § 1º Com exceção das microem- presas e das empresas de pequeno porte, as em- presas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo em autos ele- trônicos, para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão efetuadas preferencial- mente por esse meio.

NCPC, Art. 248. § 2º Sendo o citando pessoa jurídica, será válida a en- trega do mandado a pessoa com poderes de gerên-

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cia geral ou de administração ou, ainda, a funcioná- rio responsável pelo recebimento de correspondên- cias.

Caso Dalgleisson

Requer o autor a citação postal do réu para compa- recer à audiência de conciliação designada pelo douto juízo ou, não sendo esta designada para, querendo, apresentar contestação.

Valor da causa

NCPC, art. 319:A petição inicial indicará:

V o valor da causa.

Ver artigos 291-292 do NCPC.

Novo CPC

Art. 292. O valor da causa constará da petição inici-

al

ou da reconvenção e será:

II

na ação que tiver por objeto a existência, a vali-

dade, o cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato

ou o de sua parte controvertida;

Art. 292 (

)

V na ação indenizatória, inclusive a fundada em

dano moral, o valor pretendido;

VI na ação em que há cumulação de pedidos, a

quantia correspondente à soma dos valores de to- dos eles;

Caso Dalgleisson

Dá-se à causa o valor de R$ 57.500,00 (cinquenta e sete mil e quinhentos reais). Termos em que , pede deferimento. Local, data. Nome do advogado/ numero da OAB

Reflexão final

Pelas suas técnicas prodigiosas,

o homem ultrapassa, ao que parece,

os contextos do seu próprio pensamento

(Gaston Bachelard).