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Biofísica

Prof. Giovanna Vidal

JOÃO PESSOA
2015

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Considerações gerais

Caro aluno,
A disciplina biofísica é de suma importância na área da saúde, porque é impossível compreender a
manifestação da vida no universo sem integrar estes conceitos a processos físicos.
Para um excelente rendimento na disciplina é fundamental que os estudantes realizem os estudos
dirigidos após o final de cada aula, para que as dúvidas não sejam acumuladas e ao mesmo tempo ajude na
fixação dos conteúdos.
Ao início de cada aula será questionado se existe alguma dúvida dos conteúdos anteriores, caso sim
estas serão resolvidas no momento. Apenas antes das avaliações, a correção geral dos exercícios será
realizada independente de haver ou não dúvidas, para que a mesma sirva de revisão.
Bons estudos! Atenciosamente, Giovanna Vidal.

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UNIDADE I: Termodinâmica

1. Componentes principais do universo.

De acordo com o professor Ideltônio Fonseca “Os seres vivos são constituídos de MATÉRIA, e portanto,
ocupam ESPAÇO próprio, seus processos vitais ocorrem diante da conversão e utilização de ENERGIA e
necessariamente ao longo do TEMPO.

2. Forças universais

3. Relação de equilíbrio e homeostase.

3.1 Homeostase: Propriedade dos seres vivos que tem a função de regular o ambiente interno para a manutenção de
uma condição estável. Ex: bomba de sódio e potássio.

3.2 Equilíbrio: Refere-se a partes iguais.

4. Sistemas da natureza

Existem três tipos de sistemas:

 Sistemas Abertos: capazes de trocar energia, matéria, informação com outros sistemas de forma significativa
para ocorrem influências transformadoras entre si. O corpo humano constitui-se deste tipo de sistema.
 Sistemas fechados: capazes de trocar apenas energia e informação, sem transferência de matéria entre eles e
sua circunvizinhança.
 Sistemas isolados: Não há interação com outros sistemas. São interdependentes. Obs. Não existe um sistema
isolado perfeito.

5.Termodinâmica

5.1 Considerações gerais

• É o ramo da física que estuda a relação entre calor, temperatura, trabalho e energia.
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• Tenta matematicamente prever condições de equilíbrio de um sistema.

5.2 Leis da Termodinâmica

5.2.1 Primeira Lei

• A variação da energia interna de um sistema é igual a diferença entre o calor e o trabalho trocados pelo
sistema com o meio externo. Q= T + ∆U

∆U= T=
Q=100J
30J 70J

• Conservação de energia: energia do universo é constante

• A energia não pode ser criada ou destruída, mas somente convertida de uma forma em outra.

• Toda transformação de energia se acompanha de produção de calor.

• Qualquer forma de energia ou trabalho pode ser convertida em calor.

Exemplo 1:

Com relação a primeira lei da termodinâmica (Q= T + ∆U) responda:

Um organismo recebeu energia e esta foi utilizada para realizar um trabalho de 150J e também foi utilizada para variar
a energia interna em 50J. Qual a quantidade de calor fornecida ao sistema?

Q= T + ∆U → Q= 150 + 50→ Q= 150J.

Exemplo 2:

Com relação a primeira lei da termodinâmica (Q= T + ∆U) responda:

Um organismo recebeu uma quantidade de energia de 200J e desta energia fornecida 80J utilizada para realizar um
trabalho. Considerando que a dissipação de calor não foi significativa, determine quanto desta energia foi utilizada
para variar a energia interna do sistema.

Q= T + ∆U → 200= 80 + ∆U → 200 – 80 = ∆U → ∆U =120J

Exemplo 3:

Com relação a primeira lei da termodinâmica (Q= T + ∆U) responda:

Um organismo recebeu uma quantidade de energia de 300J e desta energia 100J energia foi utilizada para variar a
energia interna do sistema. Considerando que a dissipação de calor não foi significativa, e que o restante da energia foi
utilizada para realizar um trabalho, calcule em o trabalho realizado.

Q= T + ∆U → 300 = T + 100 → 300 – 100 = T→ T= 200J

5.2.2 Segunda Lei da termodinâmica

• É impossível construir uma máquina térmica que, operando em ciclo, transforme em trabalho todo calor
fornecido por uma fonte. T= Q1- Q2

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• É possível com a realização de um TRABALHO transferir energia de níveis mais baixos para mais altos.

• Todo sistema que realiza TRABALHO tem a energia diminuída.

5.2.3 Terceira Lei da Termodinâmica.

No zero Kelvin não há produção de entropia. Este estado é hipotético. Afirma que nesta temperatura a energia
cinética das moléculas é nula.

6. Conceitos físicos

• Entalpias: é a energia armazenada em um sistema.

• Entropias: é o grau de agitação das moléculas.

• Energia livre= Entalpia- Entropia

• Catálise: agente que acelera a reação química. O principal catalisador biológico são as enzimas.

ESTUDO DIRIGIDO 1

1. Qual a diferença entre equilíbrio e homeostasia?

2. Os seres vivos tentam manter o equilíbrio ou a homeostase?

3. Qual tipo de sistema corresponde o corpo humano (aberto, fechado, ou isolado) e porque?

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4. Com relação a primeira lei da termodinâmica (Q= T + ∆U) responda:

Um organismo recebeu energia e esta foi utilizada para realizar um trabalho de 100J e também foi utilizada para variar
a energia interna em 30J. Qual a quantidade de calor fornecida ao sistema?

5. De acordo com a primeira lei da termodinâmica, a energia universal pode ser perdida?

6. De acordo com a segunda lei da termodinâmica a matéria e a energia sempre passa de onde tem maior concentração
para menor concentração. Existe possibilidade nos sistemas biológicos de a matéria ou energia seguir de uma
concentração menor para uma concentração maior? Caso, sim, como é feito este processo?

7. O que é catálise? Qual o principal catalisador biológico?

8. Com relação aos conceitos de entropia, de que forma os seres vivos buscam manter-se (com baixa ou alta entropia)?

Filipenses 4:13 “Tudo posso naquele que me fortalece”

7. Energia em biologia

• Todo trabalho biológico começa a nível molecular.

• O coração realiza trabalho T= P. ∆V

• Músculos T=F.d

• Estes trabalhos não são como a máquina térmica. A energia é elétrica.

8. Entropia em biologia

• Tendência: ↑entropia → energia↓

• Seres vivos lutam: ↓entropia → energia↓

9. Alterações fisiopatológicas e entropia

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10. Biotermologia

É o estudo da biofisísica das trocas de calor

10.1 Temperatura corporal

 Endotérmicos (homeotérmicos): animais controlam a sua temperatura interna corporal a despeito das variações
de temperaturas ambientes. Temperatura interna: 36,5ºC a 37ºC.

10.2 Controle da Temperatura corporal pelo hipotálamo

Foi verificado que lesões no hipotálamo anterior produz hipertermia (aumento de temperatura corporal). Desta
forma, concluímos que quando esta área está íntegra, possui a função de perda de calor. Também foi verificado que
lesões no hipotálamo posterior causa hipotermia (diminuição da temperatura corporal). Desta forma, concluímos que
quando esta área está íntegra, possui a função de produção de calor.

10.3 Termogênese biológica

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 Termogênese mecânica: o tremor do corpo provoca agitação das células, levando a um aumento metabólico e
consequentemente a um aumento da produção de calor local.
 Termogênese química: as gorduras são consideradas fontes de energia secundária, os carboidratos são
convertidos em glicose, que por sua vez é uma fonte de energia primária, e algumas das proteínas são enzimas
que funcionam como catalizadores biológicos. Obs. Cada grama de proteína gera 4Kcal.

ESTUDO DIRIGIDO 2

1. Complete a frase com relação a entropia.

“Os seres humanos os seres humanos procuram ____________ (aumentar/diminuir) a entropia de forma que gaste
uma quantidade _____________ (maior/menor) de energia.

2. Quando o corpo está acometido de uma doença, isto significa que a entropia na região acometida pela afecção
aumentou ou diminuiu?

3. O que significa termogênese e termólise?

4. Explique de que forma ocorre a termogênese biológica.

“Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente, descansará”. Salmo 91:1.

10.4 Reação do organismo a baixa temperatura

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Os receptores de frio na pele vão estimular o córtex cerebral para de forma voluntária se proteger do frio. Com
isso, o indivíduo costuma utilizar roupas mais quentes, procuram aumentar a atividade metabólica (andam, esfregam
seu corpo, etc.), comem e encaracolam o seu corpo.

Os receptores de frio na pele, junto com a diminuição da temperatura sanguínea estimulam o termostato
hipotalâmico, ou seja, estimula o hipotálamo a exercer sua função de controle energético. Com isso o organismo
começa a tremer, para ganhar energia, também encaracola (mesmo dormindo ou inconsciente), estimula os hormônios
da tireóide e o SNS (explicados a seguir).

A hipófise produz a tireotrofina (TSH) que por sua vez estimula a tireóide a secretar os hormônios T3 e T4 que
eleva o metabolismo.

Já o SNS estimula a piloereção (ereção dos pêlos) para evitar a perda de calor, vasoconstricção, o que leva a
um aumento de pressão e de temperatura, queima de tecido marrom (tecido adiposo unilocular).

Medula adrenal (parte interna da glândula adrenal) localizada a acima dos rins, libera adrenalina e
noradrenalina, que por sua vez apresenta a função de aumentar o metabolismo.

10.5 Reação do organismo a alta temperatura

↑da
Resposta
temperatura Córtex cerebral
voluntária
cutânea

Os receptores de calor na pele vão estimular o córtex cerebral para de forma voluntária se proteger do calor.
Com isso, o indivíduo costuma utilizar roupas mais leves, procuram beber mais líquidos e se refrescar com maior
freqüência.

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O aumento de temperatura cutânea associado ao aumento da temperatura sanguínea estimula o termostato
hipotalâmico. Este, por sua vez, reage promovendo uma vasodilatação cutânea, aumentando a atividade metabólica da
glândula sudorípara. Ao liberar mais suor, ocorre resfriamento externo do corpo e conseqüentemente diminuição da
temperatura corporal.

ESTUDO DIRIGIDO 3

1. Quando estamos submetidos a situação de baixa ou alta temperatura, o corpo humano estimula os receptores de frio
ou calor na pele e altera a temperatura sanguínea. Estes mecanismos estimulam o córtex cerebral e o termostato
hipotalâmico. Com relação a este mecanismo, responda:

a) A estimulação do córtex cerebral induz o organismo a uma resposta voluntária ou involuntária para o controle
de temperatura?
b) A estimulação do termostato hipotalâmico induz o organismo a uma resposta voluntária ou involuntária para o
controle de temperatura?

2. Com relação aos mecanismos supracitados, complete as frases a seguir:

Nos agasalhamos, aumentamos a atividade muscular, comemos mais e encaracolamos quando estamos submetidos a
___________(alta/baixa) temperatura, no intuito de fazer com que o corpo humano ___________________
(aqueça/resfrie). Este mecanismo é controlado pelo________________________ (córtex cerebral/ termostato
hipotalâmico).

3. De que forma a hipófise age durante a termogênese biológica?

4. Explique de que forma o organismo realiza o mecanismo de termólise corporal.

“ ’O Senhor’ refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” Salmo 23:3

10.6 Fatores que interferem na temperatura corporal

• Ritmo nictemeral: temperatura menor de madrugada e elevada no final da tarde;

• Esforço físico;

• Idade;

• Ciclo menstrual: aumenta na 2ºmetade do ciclo.

• Ambiente

• Doenças mentais.

10.7 Mecanismos de troca de calor com o ambiente


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10.8 Disfunções relacionadas a ambientes quentes

• Brotoejas: ruptura dos ductos das gl sudoríparas

• Edema

• Cãimbras: distúrbio hidroeletrolítico

• Síncopes: diminuição do retorno venoso.

10.9 Disfunções relacionadas a ambientes frios

 Congelamento
 Lesões bolhosas
 Gangrena isquêmica

11. Febre

11.1 Mecanismo de formação

Evidências sugerem que a febre é a resposta adaptativa que ocorre quando o corpo luta contra os patógenos. A
febre é um aumento na temperatura em resposta a substâncias chamadas pirogênicas.
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Substância pirogênicas exógenas derivam de bactérias e vírus e substâncias pirogênicas endógenas são
produzidas pelas células imunes em resposta a infecção. Este por sua vez estimula o hipotálamo a aumentar a
temperatura corporal por meio da vaoconstricção e tremor.

Quando ocorre a cura, diminui o número de substâncias pirogênicas endógenas, estimulando o hipotálamo a
realizar uma vasodilatação e transpiração.

11.2 Análise gráfica e característica das febres.

11.2.1 Indivíduo sem febre (normotérmico)

Indivíduo com temperatura de 36 a 37,5ºC.

11.2.2 Febre contínua

Permanece acima do normal, com variações de até 1 grau; exemplo frequente é a febre da pneumonia.

11.2.3 Febre remitente

As variações são acima de 1 grau. São exemplos a febre dos abcesso, sepse, sarampo e tuberculose.

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11.2.4 Febre intermitente

A hipertermia é interrompida por períodos de temperatura normal, é característica da malária.

Obs. A malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do
gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito do gênero Anopheles fêmea. Na malária a febre ocorre
quando os parasitos das celulas sanguineas, após multiplicarem-se dentro delas, rompem as células e daí são liberados,
passando a infectar novas células.

ESTUDO DIRIGIDO 4

1. Explique os mecanismos de troca de calor corporal com o ambiente:

a) Evaporação:
b) Condução:
c) Convecção:
d) Radiação:

2. Explique o mecanismo da febre.

3. Analise as tabelas a seguir e identifique se o paciente tem ou não febre. Caso possua, cite o tipo e as possíveis
causas:

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Paciente 1 Paciente 2 Paciente 3 Paciente 4

UNIDADE II: Biofísica das membranas

1. Comparação das células com equipamentos elétricos

As células vivas dependem da atividade elétrica para sua existência e os tecidos formados por elas. A mesma
teoria se aplica ao uso de seus componentes elétricos; eles obedecem as mesmas leis e usam as mesmas unidades de or
ex, voltagem, capacitancia, fluxo de corrente e resistência comparado a um aparelho elétrico. A principal diferença da
eletricidade nos tecidos biológicos e nos equipamentos é que as células e tecidos usam os ions para o movimento das
cargas, enquanto os sistemas elétricos utilizam os elétrons elétrons.

ÍON ELÉTRON

A forma com que a célula consegue manter o funcionamento deste circuito elétrico é por meio da membrana
plasmética.
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2. Função da membrana plasmática

• Isolamento físico: líquido entra e extra celular;

• Regulação das trocas do meio externo: íons, nutriente e resíduos;

• Comunicação com o meio externo;

• Suporte estrutural

3. Principais constituintes da mambrana

Os principais constituintes da membrana plasmática são os lipídios que apresenta a função de permeabilidade
seletiva, e as proteínas, com a função de carrear substâncias para o interior das células.

4. Lipídios das membranas

 Fosfolipídios: é o principal constituinte da membrana. Apresenta como função a manutenção da


permeabilidade.
 Esfingolipídios: ligeiramente mais longo. Possivelmente apresenta como função o reconhecimento celular.
 Colesterol: mantém a rigidez da célula e ajuda a diminuir a permeabilidade.

Obs: Cabeça hidrofílica e cauda hidrofóbica.

5.Resumo da função da membrana plasmática por estrutura.

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6. Transporte transmembrana

Osmose

Difusão
Passivo
simples
Transporte
Difusão
Ativo
facilitada
 Difusão simples: transporte de soluto do meio mais concentrado para o meio menos concentrado, sem ajuda
de proteínas.
 Difusão facilitada: transporte de soluto do meio mais concentrado para o meio menos concentrado, com ajuda
de proteínas.
 Transporte ativo: transporte de soluto do meio menos concentrado para o meio mais concentrado.Ex. Bomba
de sódio e potássio Único com gasto de energia!!!!!
 Osmose: transporte de solvente do meio menos concentrado para o meio mais concentrado. Único que
transporta solvente!!!!!

DIFUSÃO OSMOSE TRANSPORTE ATIVO

7. 1 Considerações gerais sobre a bomba de sódio e potássio.

• Bomba de sódio e potássio

• O Na é uma molécula higroscópica: atrai água.

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• Bomba evita a estumefação celular.

• Tem duas subunidades: alfa e beta

7.2 Funcionamento da bomba de sódio e potássio

1º Três sódios se encaixa na subunidade alpha.

2º O ATP libera um fosfato (P) na subunidade beta para que a proteína mude o formato.

3º A proteína muda o formato é o Na+ é liberado no meio extracelular.

4º Dois potássios se encaixam na subunidade beta

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5º O fósforo é liberado e a proteína volta a posição inicial

6º Os potássios se desprendem e são liberados no meio intracelular.

8º Potencial de ação da membrana

Apresenta como finalidade gerar uma DDP para que haja contração muscular e transmissão de impulso pelos
nervos.

8.1 Etapa da despolarização

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1º Repouso (interior da célula é um pouco carregado negativamente).

2º Despolarização: corre abertura do canal de sódio tornando o meio intracelular menos negativo, até que o mesmo se
torna positivo.

3º Repolarização: quando o potencial elétrico chega a +40 mV no interior, os canais de sódio fecham e ocorre a
abertura dos canais de potássio. O movimento de íons de potássio positivos para o exterior da membrana faz com que
o interior fique mais negativo e volte ao potencial de repouso da membrana (repolariza a célula);

ESTUDO DIRIGIDO 5

1. Com relação a membrana plasmática, responda:

a) Quais as principais funções:

b) Quais os principais constituintes:

2. Nomeie as estruturas abaixo da membrana.

3. Descreva, com suas palavras, os transportes da membrana plasmática:

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a) Difusão simples:
b) Difusão facilitada:
c) Osmose:
d) Transporte ativo:

4. Descreva resumidamente o funcionamento da bomba de sódio e potássio.

5. Explique o potencial de ação que ocorre na membrana plasmática das células musculares e nos músculos.

Mateus 6: 33“Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas as demais coisas vos serão
acrescentadas”.

UNIDADE III: Biofísica da visão

Parte 1: Anatomia do olho

1. Introdução

As informações do mundo exterior são captadas e transmitidas ao cérebro pelo os órgãos dos sentidos.

Olho vias nervosas cérebro

2. Anatomia externa do olho

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3.Constituintes do globo ocular

 Íris: área colorida do olho com a finalidade de alterar o tamanho da pupila.

 Pupila: controla a entrada e saída de luz;

 Córnea: membrana transparente que envolve a íris, foca a luz no interior do olho (retina).

 Humo aquoso: líquido entre a córnea e a íris.


 Esclera: cor branca do olho, formada por tecido fibroso resistente que mantém a forma esférica do globo
ocular.
 Conjuntiva: membrana branca que envolve a esclera.

 Retina: membrana onde estão os fotorreceptores


 Fóvea: centro da retina. Onde se forma a imagem
 Mácula lútea: mancha clara ao redor da fóvea
 O humor vítreo: fluido gelatinoso e transparente semelhante ao liquido extracelular, porém rico em fibras
colágenas e ac. hialurônico.
 Coróide: película responsável pela nutrição da retina

Obs. Ponto cego ou disco óptico

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4. SNS e midríase

• Algumas drogas: atropina, cocaína, álcool. Indicativo de lesões do tronco encefálico ou de síndrome do
pânico.

• Midríase: animais como o boi a caminho do abate.

• Popularmente como sinal de interesse amoroso.

5. SNP e miose

• Oposto da midríase;

• Os colírio que estimulam são chamados de mióticos

Estudo dirigido 6

1. Cite o nome das estruturas a seguir e das membranas que envolve as regiões:

2. Identifique e nomeie as partes internas do olho:

3. Qual a finalidade das estruturas abaixo:


a) Íres:
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b) Pupila:
c) Retina:
d) Fóvea:

4. Diferencie abaixo as situações na qual ocorre midríase ou miose:

a) Ambientes com muita luz:


b) Estado de pavor:
c) Ambientes com pouca luz:
d) Danos ao tronco encefálico:
e) Paixão:
f) Controlado pelo SNS:
g) Controlado pelo SNP:

“Filho meu, atende a Minha sabedoria; a Minha inteligêngica inclina o teu ouvido. Para que guardem os meus
conselhos e teus lábios observem o conhecimento”. Provérbios: 5:1-2

Parte 2: Processo de formação de imagem

6. Lentes

 Cristalino: lente bi-convexa de estrutura variável sustentada pelo ligamento suspensor.


 Sua forma pode ser alterada pelos musculos ciliares que se encontram no corpo ciliar.

6.1 Lentes fisiológicas

A córnea e o cristalino funcionam como lentes convergentes

 Eixo óptico: linha que liga o centro da córnea e o cristalino.


 Eixo visual: linha entre a fóvea e o centro do cristalino.

7.Convergência dos raios

8.Sensores de luz

 Na fóvea existe os cones: células especializados na detecção de cor e luz. Operam em condições de grande
intensidade luminosa.

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 Demais regiões da retina: predominância de bastonetes. Células nervosas que se ativam em baixa
luminosidade. Não consegue detalhar a imagem e discriminar as cores.

 Sinapse: libera glutamato. Impede que as células gerem PA na ausência de luz.

 Discos de membrana: presença de rodopsina que inibe o glutamato.

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5. Caminho percorrido pela luz

Fótons→ Córnea → Humor aquoso→ Pupila→ Humor vítreo→ Retina→ Sensores de luz- converte impulso
luminoso em elétrico → Transporte pelo n. óptico- cérebro- converte em imagem.

7.Adaptação do olho humano

O olho humano adapta-se em resposta a distância focal e da luminosidade do ambiente.

 Distância: modificações na geometria do cristalino.


 Luminosidade: variação da fenda palpebral; variação do diâmetro pupilar, variação dos fotopigmentos na
retina.

Obs: fenda palpebral = espaço estre as palpebras.

8.Nomenclatura

• Emétrope: um indivíduo com visão normal. Capaz de produzir imagem nítida sobre a retina.

• Amétrope: um indivíduo que possui alterações nos mecanismos de formação da imagem.

9. Olho normal

• A luz incide em raios paralelos na córnea e há convergência dos raios luminosos, que continua no cristalino.

• No olho normal a luz é focalizada na fóvea.

10.Miopia

• O globo ocular é excessivamente comprido.

10.1 Visão do míope

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11.Hipermetropia

O globo ocular é extremamente curto.

11.1Visão da hipermetropia

12.Astigmatismo

A córnea ou o cristalino apresenta imperfeição na curvatura.

12.1Visão do astigmatismo

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13. Presbiopia

• Popularmente conhecida como "vista cansada“.

• Ocorre após os 40 anos, o cristalino perde a flexibilidade necessária para ajuste do foco.

14. Defeitos ópticos do olho

Defeitos de transparência : normalmente por deposição de cálcio no interior do cristalino ou desnaturação de


proteínas

15. Lentes corretivas

15.1 Miopia

• Miopia: lentes divergentes

• Caso mais comum: lentes de bordas grossas.

• A luz espalhada: necessidade de uma distância maior para convergir em um ponto

15.2 Hipermetropia

• Hipermetropia: lentes convergente.

• Ajuda a convergir os raios rapidamente para que não ocorre a focalização após a retina.

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Estudo dirigido 8

1. Com relação ao olho humano, cite a função das substâncias abaixo, no processo de formação da imagem.

a) Glutamato.
b) Rodopsina

2. Descreva o caminho percorrido pela luz, do olho humano ao cérebro.

3. Identifique o tipo de visão dos olhos abaixo e o tipo de lente mais apropriada quando necessário

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todos os que Nele crê, não pareça,
mas tenha a vida eterna”. João 3:16.

UNIDADE IV: ESPECTOFOTOMETRIA

1. Definição

Técnica analítica que utiliza a luz para medir a concentração das soluções através da interação da luz com a
matéria.

2. Espectofotômetro

Instrumentos capazes de registrar dados de absorvância ou transmitância em função do comprimento de onda.

3. Componentes internos do espectofotômetro

A= Fonte de Luz; B= Colimador(dispositivo de absorção); C= Prisma; D= Fenda seletora; E= cubeta; F= célula


fotoelétrica; G= amplificador

4. Princípios básicos

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Observamos que quanto maior a concentração da substância, menor é a passagem da luz. Também
observa-se que ao colocar duas substâncias iguais em ampulhetas com espessuras diferentes, a mais larga passará
uma quantidade menor de luz.

5. Transmitância
 Fração da luz que atravessa a matéria

T= Intensidade de luz transmitida

Intensidade de luz fornecida

6. Transmitância x Absorbância

7. Absorção de onda

 O movimento ondulatório é caracterizado pelo comprimento de onda .

 O conteúdo energético da luz é inversamente proporcional ao comprimento de onda

8. Lei de Lambert-beer

 Lambert (1870) observou a relação entre a transmissão de luz e a espessura da camada do meio
absorvente.
 " A intensidade da luz emitida decresce à medida que a espessura do meio absorvente aumenta ".
 Beer em 1852 observou a relação existente entre a transmissão e a concentração do meio onde passa o
feixe de luz.
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 "A intensidade de um feixe de luz monocromático decresce exponencialmente à medida que a
concentração da substância absorvente aumenta aritmeticamente ".
 As quantidade de luz absorvida ou transmitida por uma determinada solução depende da concentração do
soluto e da espessura da solução.

ESTUDO DIRIGIDO 8

1. O que é a espectofotometria?

2. O que é um espectofotômetro e para que serve?

3. Qual a relação da transmitância para a absorbância?

4. Qual a relação da transmitância para a espessura da ampulheta?

UNIDADE V: Diálise

1. Sistema Renal

Também denominado de sistema excretor, apresenta como órgão principal os rins.

2. Funções dos rins

• Eliminar os catabólitos produzidos diariamente pelo metabolismo.

• Sintetizar hormônios: eritroproteína (induz a produção de hemáceas).

• Manter o volume extracelular.

• Regular a PA sistêmica.

• Regular a homeostase hidroeletrolítica incluindo o cálcio, fósforo, magnésio e o equilíbrio ácido básico.

3. Localização dos rins

Região dorsal do abdômem.

4. Conexão com o sistema cardiovascular

Transporte de sangue para os rins: passagem de 1L a 1,5L de sangue por minuto.

5. Constituintes dos rins

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• Hilo: local por onde entra os vasos sanguíneos e nervos.

• Córtex e medula: Produção da urina.

• Cálice e pelve: direcionar a urina para o ureter.

6. Unidade microscópica dos rins

• Néfrons: unidades funcionais dos rins.

7. Constituintes dos néfrons

• Glomérulo: local onde será feita a filtralção.

• Cápsula de Bowman: local onde receberá o sangue filtrado.

• Túbulo: local por onde será transportado o sangue.

8. Filtração x Pressão

Pressão: 60 – (18+32) = 10mmHg (presão de filtração).

9. Seletividade da filtração

• Nem tudo o que é filtrado pelos rins deve ser eliminado:

• Função de reabsorção: processo que leva substâncias de algum tecido para o sangue.

• Reaproveitamento de proteínas, minerais e glicose.

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10. Sistema renina- angiotensina

• Função: elevar a pressão sanguínea a um nível adequado.

• Constricção na arteríola aferente → diminuição do fluxo no rim →diminuição da filtração renal→ Menor
excreção de sal e água→ Aumento da pressão sanguínea

11. Insuficiência Renal

Pode ser aguda ou crônica.

 Aguda: ocorre de forma súbita, Em geral reversível.


 Crônica: Ocorre lentamente, é irreversível

11.1 Causas da IRA

11.2 Causas da IRC

 Lupus (doença auto-imune);

 Substâncias tóxicas;

 Inflamação dos rins;

 Cálculos renais;

 Hipertensão arterial

 Diabetes (devido a poliúria)

12. Avaliação das funções renais.

 Débito urinário < 400ml/24h


 Níveis sanguíneos aumentados de uréia
 Níveis séricos aumentados de creatinina

13. Ureia

 É uma substância resultante do metabolismo das proteínas, produzida no fígado.

 Depende da quantidade de proteínas da dieta e a hidratação.

 O exame: 4 horas de jejum.

 Valores normais costumam ser de 15 a 45mg/dl.

14. Creatinina
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 Os níveis normais: 0,6 a 1,3 mg/dl.

 Produzida pelos músculos.

15. Hemodiálise

 É um procedimento artificial de filtração sangüínea, que emprega como método-base, a diálise.

15.1 Finalidade da hemodiálise

 Remove-se excesso de uréia, creatinina, sódio, potássio, a água, entre outros, resultantes da insuficiência
renal crônica.

Obs. O sódio em excesso= retenha líquidos. O potássio em excesso prejudica a função do coração e dos músculos.

16. A hemodiálise depende:

 Do tamanho das partículas;


 Do índice de difusão.

17. Esquemas da hemodiálise

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18. Diálise peritoneal

Processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e líquidos ocorre através de uma
membrana semipermeável (o peritônio) que separa dois compartimentos.

18.1 Modalidades da diálise peritoneal

18.1.1 Diálise Peritoneal Intermitente

 24 a 48 horas, em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com frequência de 2 vezes por
semana.
 Pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns casos de IRA.

18.1.2 Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD)


 Abdome fica sempre preenchido com líquido.
 Normalmente são feitas 4 trocas por dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes.

18.1.3 Diálise Peritoneal Noturna

 A diálise é realizada a noite pela cicladora, enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas.
Durante o dia a cavidade abdominal fica vazia

18.1.4 Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD)

 As trocas são feitas durante a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com
líquido de diálise.

18.1.5 CCPD com troca manual

 Uma ou mais trocas extras são realizadas durante o dia para melhor adequação do paciente.

ESTUDO DIRIGIDO 9

1. Para que serve a diálise peritoneal e a hemodiálise?

2. Explique o processo de hemodiálise

3. Com base na figura abaixo, explique o que acontece com as excretas do paciente que realiza diálise peritoneal.

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UNIDADE VI: Biofísica da audição

1. Ondas sonoras

 Ondas de natureza mecânica (necessita de meio de propagação)


 A audição depende de dois parâmetros:
 1º Frequência sonora: distingui sons agudos e graves.
 2º Nível de pressão sonora: diferencia o som forte e fraco.

2. Frequência e nível de pressão

3. Orelha humana

Órgão encarregado em transformar as diferenças de pressão do som em pulsos elétricos, que são enviados ao
cérebro, onde causam a sensação psicofísica da audição

3.1 Divisão da orelha humana

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3. Ouvido externo

Composto pelo pavilhão auricular e canal auditivo. Obs. A membrana timpânica separa o conduto da orelha
média.

4. Ouvido médio (caixa timpânica)

Composto por três ossículos: martelo, bigorna e estribo e uma membrana: tímpano.

5. Trompa de eustáquio

Canal virtual que conecta o ouvido médio a faringe para controlar a pressão. Normalmente se encontra
fechado, mas se abre durante a deglutição e o bocejo.

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6. Ouvido interno

Preenchido por líquido e dividido em duas partes:

1. Labirinto anterior ou cóclea: audição

2. Labirinto posterior: vestíbulo e os canais semicirculares: equilíbrio.

7. Caminho percorrido pelo som

As ondas sonoras se deslocam do ouvido externo através do canal auricular causando vibrações no tímpano,
ou membrana timpânica. Esse movimento se processa no ouvido médio (nos três pequenos ossos conhecidos como
ossículos, ou martelo). As vibrações se movimentam através de um líquido na cóclea no ouvido interno, estimulando
milhares de células ciliadas. Estas vibrações são convertidas em impulsos elétricos que se direciona ao cérebro.

8. Ruído muito intenso (resposta do ouvido)

 Músculo tensor do tímpano: reduz a capacidade de vibração do tímpano.

 Músculo estapédio: afasta o estribo da janela oval.

9. Princípios físicos da audição

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• Para haver som é necessário fazer vibrar um meio.

• A vibração se propaga pelo ar através das partículas que o formam.

• Todo dom gera vibração no meio que se propaga, mas nem todo som produz som audível.

• A área do estribo é 25 vezes menor do que a área do tímpano→pressão que o estribo faz sobre a janela oval
será 25 vezes maior do que a pressão do típano sobre o martelo → amplificação do som.

10. Tipos de surdez

Podem ser classificadas em 3 tipos:

• Surdez de condução

• Surdez sensorineural

• Surdez central

10.1 Surdez de condução

 Ocorre quando há impedimento para livre transmissão dos sons através dos ouvidos externo e médio.
 Causado por acúmulo de cera, fixação dos ossículos por processo inflamatório, espessamento do tímpano e
fixação do estribo por crescimento anormal.
10.2 Surdez sensorioneural

 Aumento de excitabilidade para produzir potenciais de ação

 Presente depois de exposição a sons elevados por longo tempo.

 Pode ser provocado por processos inflamatórios ou por drogas que degeneram as células ciliadas

10.3 Surdez central

 Ocorre quando há lesões das vias nervosas centrais ou do córtex cerebral encarregado da audição.

ESTUDO DIRIGIDO 10

1. Qual a função da orelha externa, orelha média e orelha interna?

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2. Qual região do ouvido (orelha) é responsável pela conversão da energia mecânica em impulso elétrico?

3. Diferencie surdez de condução, surdez sensorioneural e surdez central.

UNIDADE VII: Biofísica do sistema respiratório

1. Composição do sistema respiratório

O sistema respiratório é composto pelas vias aéreas superiores (boca, nariz, faringe e laringe), e pelas vias aéreas
inferiores (traquéia, brônquios, bronquíolos e pulmões).

2. Função do sistema respiratório

Funções: fornecer oxigênio à corrente sanguínea, retirar dela o dióxido de carbono e ainda produzir os sons da
fala. Para desempenhar suas funções, o sistema respiratório deve ser capaz de introduzir certo volume de ar, retirado
da atmosfera circundante, nos pulmões, onde em regiões denominadas alvéolos pulmonares o oxigênio (O2) passa
para a corrente sanguínea, enquanto o dióxido de carbono (CO2) atravessa a membrana respiratória em direção aos
alvéolos pulmonares.

3. Mecânica respiratória

 Inspiração: contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as


costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com conseqüente redução da pressão pleural,
forçando o ar a entrar nos pulmões.
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 Expiração: dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma
eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com conseqüente aumento da
pressão pleural, forçando o ar a sair dos pulmões

4. Músculos envolvidos na mecânica respiratória.

Os principais músculos envolvidos na inspiração é o diafragma e os intercostais, enquanto na expiração os


principais músculos envolvidos são transverso do abdômen, obliquo interno e externo, reto abdominal, musculatura da
parede torácica e intercostais internos.

5. Comportamento elástico das estruturas envolvidas na inspiração

Equação de Hooke – quanto mais expandido estiver o pulmão, maior será a sua força elástica , pois elas
decorrem do estiramento de diversas estruturas.

6. Conceitos de complascência pulmonar

• É o inverso da elasticidade

• A complacência pulmonar está alterada em algumas patologias

• A complacência do pulmão não é constante. Quanto mais distendido estiver o órgão menor será sua
complacência

UNIDADE VIII: PHMETRIA

1. Definição de ácido e base

• Ácidos - substâncias que em solução aquosa liberam íons positivos de hidrogênio (H+).

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• Bases: substâncias que em solução aquosa liberam hidroxilas, íons negativos OH-.

2. Reações entre ácido e base

3. Formas de medição da acidez

• PHmetria esofágica: é um aparelho diagnóstico que mede o pH exofágico entre 24h a 48h.

• Gasometria: analisa a acidez e a oxigenação sanguínea.

4. PHmetria

• Mede o Ph esofágico.

• É feito com uma pequena sonda de plástico de 1 a 2 mm de diâmetro e com dois sensores

• A sonda é colocada a 5 cm acima do esfincter esofágico inferior e conectado ao aparelho.

• Normalmente o paciente passa um dia com o aparelho sendo monitorado.

• Pode comer e realizar atividade física a vontade.

UNIDADE X: ELETROFORESE

1. Definição

• A eletroforese é uma técnica analítica utilizada na análise de macromoléculas como proteínas e ácidos
nucleicos.

• Técnica de separação de moléculas que envolve a migração de partículas em um determinado gel durante a
aplicação de uma diferença de potencial.

3. Princípios da eletroforese

• Moléculas com menor massa irão migrar mais rapidamente que as de maior massa.
• Em alguns casos o formato das moléculas podem influenciar a migração.

4. Tipos de géis utilizado

 Géis de poliacrilamida: para separar proteínas.


 Agarose: para separar ácidos nucléicos.
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5. Forma de ação

“Uma vez que as proteínas se diferem em tamanho, forma e carga, uma amostra de proteína é desnaturada utilizando
um detergente aniônico de SDS. Quando a amostra é aquecida, as moléculas de SDS se ligam as proteínas e as
desdobram. As proteínas desnaturadas tornam-se uniformemente marcadas com cargas negativas provenientes das
moléculas de SDS, então todas terão o mesmo formato e carga. Se uma proteína é composta por várias subunidades, o
SDS não só desdobra a proteína como também a divide em duas cadeias polipeptídicas individuais.A mistura de
proteína desnaturada é tirada do tubo e adicionado ao poço feito no topo do gel de poliacrilamida. Em um campo
elétrico gerado por uma fonte de energia, os peptídeos carregados negativamente migram através do gel para o
eletrodo positivo, na base do gel. Os polipeptídeos migrantes são retidos pela emaranhada rede de poliacrilamida.
Polipeptídeios menores se deslocam mais rapidamente através da rede do que os maiores. Por terem cargas
parecidas, a distância que as proteínas andam no gel depende apenas do seu peso molecular. Baseado neste
princípio, proteínas são separadas de acordo com o seu tamanho e as proteínas com o peso molecular menor tem
maior mobilidade”.Texto retirado do vídeo Eletroforese de SDS-policrilamida , disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=J5qPKK0GGDo

Referências

BIOTERMOLOGIA. Biofísica das trocas de calor. Disponível em:


<http://media.wix.com/ugd/52aa21_b9e2e97a192ae5fa4982e5c3a007e5a6.pdf>.

FONSECA, Ideltônio. Biofísica dos sistemas biolóficos. Portal virtual UFPB. Disponível em:
<http://portal.virtual.ufpb.br/biologia/novo_site/Biblioteca/Livro_3/5-Biofisica_dos_sistemas_biologicos.pdf>.

FREUDENRICH, C. Como funcionam os nervos. Matéria publicada em 19 de outubro de 2007. Disponível em:
<http://saude.hsw.uol.com.br/nervo4.htm>.

GARCIA, E.A.C. Biofísica. São Paulo: Sarvier, 2002

KOCK, K. S. Fundamentos da biofísica Termodinâmica. Disponível em: <http://www.fisio-


tb.unisul.br/biofisica/termodinamica>. Acesso em 03/02/2014.

SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. 5ºed. Ed. Artmed, São Paulo, 2010.

Sugestões de vídeos:

Bomba de sódio-potássio:

Disponível em:< http://www.youtube.com/watch?v=zclbRw_S3JI>.

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