Vous êtes sur la page 1sur 21

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS


FACULDADE DE QUÍMICA

Jair Sacramenta Leão Júnior


Jamile Silva da Costa
Renan Campos e Silva
Sara Mendes de Albuquerque

Metodologias de análise dos principais parâmetros de avaliação de águas industriais

BELÉM- PA

2018
Jair Sacramenta Leão Júnior

Jamile Silva da Costa

Renan Campos e Silva

Sara Mendes de Albuquerque

Metodologias de análise dos principais parâmetros de avaliação de águas industriais

Trabalho referente a disciplina de tratamento


de águas industriais ministrada pelo prof. Dr.
Denilson Luz da Silva.

BELÉM- PA

2018
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 3
2 PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA ............................................................. 4
2.1 Parâmetros Físicos ..................................................................................................... 4
2.1.1 Temperatura .......................................................................................................... 4
2.1.2 Cor ........................................................................................................................ 4
2.1.3 Turbidez ................................................................................................................ 5
2.1.4 Sabor e Odor ......................................................................................................... 5
2.1.5 Sólidos .................................................................................................................. 6
2.1.6 Condutividade....................................................................................................... 7
2.2 Parâmetros químicos ................................................................................................. 8
2.2.1 pH ......................................................................................................................... 8
2.2.2 Alcalinidade .......................................................................................................... 8
2.2.3 Acidez ................................................................................................................... 8
2.2.4 Dureza................................................................................................................... 9
2.2.5 Cloretos e sulfatos ................................................................................................ 9
2.2.6 Ferro e Manganês ................................................................................................. 9
2.3 Parâmetros biológicos................................................................................................ 9
2.3.1 Bactérias ............................................................................................................... 9
2.3.2 Algas ................................................................................................................... 10
3 METODOLOGIAS DE TRATAMENTO DE ÁGUAS INDUSTRIAIS .................... 11
3.1 Metodologias de determinação dos parâmetros físicos ........................................ 11
3.1.1 Determinação da temperatura ............................................................................. 11
3.1.2 Determinação da cor ........................................................................................... 11
3.1.3 Determinação da turbidez ................................................................................... 11
3.1.4 Determinação de sabor e odor ............................................................................ 11
3.1.5 Determinação de Sólidos .................................................................................... 11
3.1.6 Determinação da condutividade ......................................................................... 13
3.2 Metodologias de determinação dos parâmetros químicos ................................... 13
3.2.1 Determinação de pH ........................................................................................... 13
3.2.2 Determinação de alcalinidade ............................................................................. 14
3.2.3 Determinação de acidez ...................................................................................... 14
3.2.4 Determinação da dureza ..................................................................................... 14
3.2.5 Determinação de cloretos e sulfatos ................................................................... 15
3.2.6 Determinação ferro e manganês ......................................................................... 15
3.3 Metodologias de determinação dos parâmetros biológicos .................................. 15
3.3.1 Bactérias ............................................................................................................. 15
3.3.2 Algas ................................................................................................................... 16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 18
3

1 INTRODUÇÃO

A água, assim como outras substâncias imprescindíveis à vida (carbono, oxigênio,


nitrogênio, cálcio, potássio, fósforo, etc), é essencial e indispensável para o desenvolvimento
humano (Bernardo, Dantas e Voltan, 2017). Além de exercer papel na saúde e qualidade de
vida humana, ela atua na economia (Souza et al., 2014). É utilizada no transporte de pessoas e
mercadorias, geração de energia, recreação e processos industriais. Para cada uma dessas
aplicações a água precisa possuir um padrão de qualidade (Mierzwa e Hespanhol, 2005).
A água é fundamental na produção industrial, o consumo de água nas indústrias varia
entre as múltiplas tipologias industriais (alimentícia, têxtil, metalúrgica, mecânica), podendo
ser utilizada como matéria prima, na limpeza, no arrefecimento e na sanitização. As indústrias
que produzem alimentos, papel, substâncias químicas, que refinam petróleo e as produtoras de
metais são as responsáveis pela maior parte da água consumida no setor industrial (Heller e
Pádua, 2006; Selborne, 2001).
Nos processos industriais é necessária pureza diferente da alcançada no tratamento de
água potável. Pois, alguns sais podem trazer como consequência depósitos nas tubulações
(afeta o fluxo de fluidos e a pressão do sistema), corrosão de equipamentos e instalações e
contaminação dos produtos, comprometendo a indústria (Manahan, 2000). Entre os
parâmetros a serem analisados estão: turbidez, dureza, alcalinidade, gases dissolvidos, sólidos
totais dissolvidos, pH e determinação de alguns ânions como cloreto e sulfato.
4

2 PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA

Para caracterizar uma água são determinados vários parâmetros, estes indicam a
qualidade da água e podem indicar quando alcançam valores superiores aos estabelecidos para
determinado uso. Os aspectos físicos, químicos e biológicos da água estão associados a
processos que ocorrem no corpo hídrico e em sua bacia de drenagem (Lira, 2014).
Os parâmetros utilizados para medir a qualidade podem ser divididos em: parâmetros
físicos, químicos e biológicos. Os parâmetros físicos são a temperatura, cor, a turbidez, sabor
e odor e a condutividade. Já as características químicas são definidas como sendo o pH,
alcalinidade, dureza, a acidez, os cloretos, sulfatos e sólidos totais, teores de ferro e manganês
e a presença de produtos farmacêuticos. Devem ser avaliados, ainda, os parâmetros biológicos
como bactérias e algas (Manahan, 2000; Queiroz, Silva e Trivinho-Strixino, 2008; Richter,
2009).
Para uma análise concisa dos parâmetros de qualidade da água, as classes de
parâmetros serão avaliadas separadamente a fim de proporcionar maior entendimento.

2.1 Parâmetros Físicos

Como já foi mencionado anteriormente, os parâmetros físicos são divididos em:


temperatura, cor, turbidez, sabor e odor e condutividade. Agora, estes parâmetros serão
abordados com maiores detalhes.

2.1.1 Temperatura
A temperatura indica a energia cinética das moléculas de um corpo. Fontes naturais
(ex. energia solar) e antropogênicas (despejos industriais e águas de resfriamento de
máquinas) podem causar a alteração da temperatura da água. A temperatura exerce influência
na cinética das reações químicas, crescimento dos organismos e na solubilidade de
substâncias (Lira, 2014).

2.1.2 Cor
A cor da água deriva de sua capacidade de absorver radiação visível e a da presença de
substâncias minerais e orgânicas nela dissolvidas, no estado coloidal ou em suspensão.
Dependendo das circunstâncias em que se origina a cor recebe variadas denominações, por
5

exemplo, quando a cor é proveniente de substâncias dissolvidas em estado coloidal, a cor é


denominada real ou verdadeira (Richter, 2009).
A coloração da água varia de acordo com o tipo de substância nela dissolvida. A
presença de altas quantidades de ferro pode ocasionar o aparecimento da coloração
avermelhada. Do mesmo modo, a presença de matéria orgânica a água adquire coloração
marrom-amarelada (Richter, 2009).
A cor pode também ser indicativa de poluição, sendo que as águas que apresentam cor
elevada possuem alta concentração de oxigênio, além disso, ela também não possui
significado sanitário, porém afeta esteticamente a qualidade da água. De acordo com sua
origem, a cor pode ser removida por coagulação e filtração ou por oxidação química. Há
limites nas medidas de cor aceitáveis para água potável e geralmente a água para uso
industrial exige maior qualidade para esse parâmetro (Richter, 2009).

2.1.3 Turbidez
A turbidez pode ser definida como uma medida do grau de interferência à passagem da
luz através do líquido. A alteração à penetração da luz na água decorre na suspensão, sendo
expressa por meio de unidades de turbidez ou nefelométricas. A turbidez da água é
particularmente alta em regiões com solos erosivos, onde a chuva pode carrear partículas de
argila, silte, areia, fragmentos de rocha e óxidos metálicos do solo. Grande parte das águas de
rios brasileiros é turva em razão dos aspectos geológicos das bacias de drenagem, ocorrência
de altos índices pluviométricos e uso de práticas agrícolas, muitas vezes inadequadas (Lira,
2014).
A turbidez é causada por partículas em suspensão, podendo ser reduzida por meio de
sedimentação, diferente da cor, que é causado por substâncias dissolvidas. Em lagos e
represas, onde a velocidade de escoamento da água é menor, a turbidez pode ser bastante
baixa. Além da ocorrência de origem natural, a turbidez da água pode, também, ser causada
por lançamentos de esgotos domésticos ou industriais. A turbidez natural das águas está,
geralmente, compreendida na faixa de 3 a 500 unidades fins de potabilidade; a turbidez deve
ser inferior a 1 unidade. Tal restrição fundamenta-se na influência da turbidez nos processos
usuais de desinfecção, atuando como escudo aos micro-organismos patogênicos, minimizando
a ação do desinfetante (Lira, 2014).

2.1.4 Sabor e Odor


6

Os parâmetros sabor e odor são relacionados de maneira íntima, sendo assim, são
considerados em conjunto, uma vez que podem ser confundidas. Para a água são descritos
quatro sabores sendo doce, amargo, azedo e salino. Geralmente, quando a água apresenta alta
concentração de substâncias inorgânicas, ela possui sabor, porém não possui odor. Em
contrapartida, quando há alta taxa de matéria orgânica presente em um corpo d’água produz-
se tanto sabor quanto odor (Richter, 2009).
Odores da água são, em sua grande maioria, oriundos de compostos orgânicos, exceto
o odor causado por H2S. O odor a cloro é perceptível em águas de distribuição, muitas vezes
deve-se a compostos formados pela ação do cloro sobre a matéria orgânica que geralmente se
tem origem algogênica (Richter, 2009).
O sabor e o odor não podem ser medidos diretamente com o uso de instrumento, uma
vez que são características organolépticas subjetivas e nestes casos os sentidos são usados
para definir tal parâmetro. Quando existem problemas de sabor e odor na água, a aeração pode
ser empregada com sucesso em alguns casos (H2S, compostos voláteis). Já em casos
diferentes, pode se fazer necessário o uso de carvão ativado com ou sem aeração prévia
(Richter, 2009).

2.1.5 Sólidos
Define-se sólido como toda matéria que permanece como resíduo, após evaporação,
secagem ou calcinação de uma amostra a uma temperatura pré-estabelecida durante um tempo
fixado. Em geral, estas operações definem várias frações de sólidos presentes na água (Piveli
e Kato, 2006).
Segundo Piveli e Kato (2006) as frações de sólidos presentes na água podem ser
divididas em 5 classes:
● Sólidos totais: resíduo que resta de um processo de evaporação em banho-maria de
uma amostra e sua posterior secagem e estufa 103-105 ºC até peso constante.
● Sólidos em suspensão: é a porção dos sólidos totais que fica retida em um filtro que
propicia a retenção de diâmetro superior ou igual a 1,2 μm.
● Sólidos voláteis: Porção dos sólidos que se perde após a ignição ou calcinação da
amostra a 550-600 ºC, num período de uma hora para sólidos totais ou dissolvidos
voláteis ou 15 minutos para sólidos em suspensão voláteis em forno mufla.
7

● Sólidos fixos: é a porção dos sólidos que resta após a ignição a 550-600 ºC após uma
hora para u sólidos totais ou dissolvidos fixos ou 15 minutos para sólidos em
suspensão fixos em forno mufla.
● Sólidos sedimentares: é a porção dos sólidos em suspensão que se sedimenta sob a
ação da gravidade durante uma hora, a partir de um litro de amostra mantida em estado
de repouso em um cone Imhoff.
Figura 1 - Relacionamento das análises de sólidos.

Fonte: Metcalf & Eddy (1991).

2.1.6 Condutividade

A condutividade elétrica é um parâmetro importante quando se avalia a qualidade de


uma amostra de água. Basicamente, a condutividade é definida como a capacidade da água
em conduzir eletricidade. Este parâmetro é uma indicação da quantidade de íons presentes
em uma solução e depende diretamente destes. A condutividade das soluções usadas em
várias aplicações deve ser medida e mantida dentro dos limites aceitáveis. Para águas de
8

resfriamento e reúso, um intervalo de condutividade deve ser definido para tornar-se


adequado para esse fluxo (Amjad, 2010).
A medição e o monitoramento da condutividade podem ser feitos com uso de
instrumentação apropriada, dessa forma, o controle deste parâmetro é tarefa relativamente
simples (Amjad, 2010).

2.2 Parâmetros químicos

Os parâmetros químicos são de essencial importância no controle de qualidade da


água, pois podem indicar eventuais contaminações por agentes químicos que sejam nocivos à
saúde humana e que ponham em risco o bom funcionamento dos processos químicos
industriais.

2.2.1 pH

O pH (potencial hidrogeniônico) representa a concentração de íons hidrogênio (H+) e


determina o grau de acidez, alcalinidade ou neutralidade da água em uma faixa que se estende
de 0 a 14. As mudanças de pH na água são decorrentes principalmente de sólidos e gases
dissolvidos. Este parâmetro não tem implicações sanitárias, porém quando assumem valores
muito elevados ou baixos, podem causar diversos problemas. O controle do pH é também de
suma importância nos processos de tratamento de água (Von Sperling, 2014).

2.2.2 Alcalinidade

A capacidade da água em neutralizar ácidos é chamada de alcalinidade. Quanto maior


a alcalinidade da água, maior a dificuldade a dificuldade de modificar o valor do pH quando
submetidas a substâncias ácidas ou básicas. Este parâmetro relaciona-se com a presença de
sais ácidos fracos, destacando-se os carbonatos. Sua determinação é feita em valores de
alcalinidade total, de bicarbonatos e carbonatos (Nunes e Lessa, 2017).

2.2.3 Acidez

Define-se a acidez da água como sua capacidade de reagir com bases fortes até atingir
um valor definido de pH, devido à presença de ácidos fortes (clorídrico, sulfúrico, nítrico,
etc.), ácidos fracos (ácido acético) e sais ácidos como cloreto férrico e sulfato de alumínio.
Uma fonte conhecida de acidez da água é a presença de gás carbônico, porém sabe-se que a
9

presença de ácidos minerais provenientes de efluentes industriais contribui de maneira


significativa para a diminuição do pH da água (Piveli e Kato, 2006).

2.2.4 Dureza

A dureza está associada principalmente a concentração dos cátions cálcio e magnésio


lixiviados pela água através do solo. Esses cátions encontram-se na forma de sais em solução
na água, são próprios da água potável e não causam danos à saúde. Na indústria, quando estes
sais estão em excesso, a água é denominada dura. Esta por sua vez pode provocar problemas,
tais como corrosão, incrustação, perda de eficiência na transmissão de calor em caldeiras e
entupimento em tubulações (Kosloski et al., 2015).

2.2.5 Cloretos e sulfatos

O processo corrosivo nas tubulações pode ser intensificado quando há altas


concentrações de cloreto no corpo d’água que nela escoa, seja em águas de distribuição ou
águas industriais. Este aumento no teor de cloreto pode ser originado da poluição por esgoto
sanitários, efluentes industriais ou se a água percola jazidas naturais de salgema.
concentrações acima de 250 mg/L podem comprometer o sabor da água (Nunes e Lessa,
2017).
Os sulfatos podem ser inseridos de forma natural, pois estão envolvidos na estrutura de
diversos minerais existentes no ambiente ou por efluentes oriundos de atividades industriais.
O sulfato tem baixa toxicidade, entretanto em combinação com o magnésio produz efeito
purgativo, além disso, acelera o processo corrosivo em tubulações de distribuição e industriais
(Nunes e Lessa, 2017).

2.2.6 Ferro e Manganês

Estes dois elementos encontram-se normalmente combinados e causam problemas


semelhantes quando estão presentes na água e os processos de remoção de ambos também se
assemelham. Em concentrações muito elevadas, estes elementos contribuem para a dureza da
água, além de alterar cor e, às vezes, o sabor e o odor (Richter, 2009; Von Sperling, 2014).

2.3 Parâmetros biológicos

2.3.1 Bactérias
10

Muitos microorganismos existentes nas águas superficiais são inofensivos ao ser


humano, mas algumas espécies de bactérias presentes são patogênicas. Os microorganismos
patógenos são determinados através da detecção de contaminação fecal, e para isso é realizada
a contagem do número de bactérias coliformes (FUNASA, 2009; Richter, 2009).

2.3.2 Algas

As algas produzem oxigênio realizando fotossíntese e liberam dióxido de carbono pela


respiração, isso causa a redução do pH e alcalinidade. Quando estão em pequenas quantidades
não são prejudiciais, Porém em grandes quantidades, dependendo do gênero, causam o mau
odor e sabor desagradável. A contagem de algas é representada pelo número de organismos
por centímetro cúbico (Richter, 2009).
11

3 METODOLOGIAS DE TRATAMENTO DE ÁGUAS INDUSTRIAIS

3.1 Metodologias de determinação dos parâmetros físicos

3.1.1 Determinação da temperatura

É feito a coleta de um volume de água e mergulha-se o termômetro no recipiente com


a amostra. Após a estabilização do material dilatante (mercúrio) é realizada a leitura com o
termômetro ainda dentro da água.

3.1.2 Determinação da cor

Segundo Richter (2009) o método de determinação consiste na comparação visual da


amostra com soluções padrão de cor de diferentes concentrações obtidas a partir de sucessivas
diluições, previamente preparadas que são colocadas em tubos de ensaio longos denominados
de tubos de Nessler. A unidade de cor é definida como mg/L de platina.

3.1.3 Determinação da turbidez

Na metodologia descrita segundo Libânio et al. (xxx) a turbidez das soluções é


determinada em turbidímetro. Essa determinação consiste no princípio da nefelometria, onde
a partir de uma célula fotoelétrica mede a luz que é dispersa em um ângulo de 90º com a luz
incidente. Os padrões de comparação são soluções de formazinha e a turbidez é expressa em
UT (unidades nefelométricas de turbidez).

3.1.4 Determinação de sabor e odor

Por serem características subjetivas, sabor e odor podem ser analisados através de
testes sensoriais, com geralmente acontece, desse modo, as percepções destes dois parâmetros
estão sujeitas a variações individuais. Um método bastante usado para análise do odor é o
chamado limiar de percepção do odor. Neste método são feitas sucessivas diluições da
amostra de água em água destilada de modo a completar misturas com 200 mL. O objetivo é
encontrar a mistura onde o odor seja quase imperceptível (Richter, 2009).

3.1.5 Determinação de Sólidos

a) Sólidos Totais, Fixos e Voláteis.


Lavar a cápsula com água destilada, secar e calcinar em forno-mufla, em seguida pesá-
la (P1). Transferir uma alíquota da amostra para a cápsula. Secar em banho-maria e colocar
12

em estufa até peso constante. Esfriar até temperatura ambiente no dessecador e pesar (P2).
Após isso, calcinar a amostra, levar a cápsula com o resíduo da secagem em forno-mufla.
Transferi-la para um dessecador até atingir temperatura ambiente, pesá-la (P3) (Norma
Técnica Interna SABESP NTS 013, 1999).
Cálculos:
P2 -P1 (g)
Sólidos Totais = volume da amostra (mL) ×1000000

P3- P1 (g)
Sólidos Fixos = vol. am. (mL) ×1.000.000

Sólidos Voláteis = Sólidos Totais – Sólidos Fixos


Expressão de resultados em mg/L.
b) Sólidos em Suspensão Total, Fixos e Voláteis

Preparar o cadinho colocando a membrana de fibra de vidro com a parte rugosa para
baixo e filtrar a água deionizada até a aderência da membrana no cadinho. Secar na estufa, e
em seguida levar ao forno-mufla. Resfriar no dessecador até temperatura ambiente e pesar
(P1). Filtrar por meio do sistema à vácuo. Secar na estufa e resfriar, pesar (P2). Secar no
forno-mufla o resíduo, transferir para o dessecador até atingir temperatura ambiente. Pese-o
(P3) (Norma Técnica Interna SABESP, 1999).
Cálculos:
P2 - P1 (g)
Sólidos em suspensão totais = vol. am.(mL) ×1000000

P3- P1 (g)
Sólidos em suspensão fixos = vol. am(mL). ×1000000
Sólidos Voláteis = Sólidos em Suspensão Totais - Sólidos em Suspensão Fixos
Expressão de resultados em mg/L.
c) Sólidos Dissolvidos Totais
Lavar a cápsula, secar em estufa até peso constante. Transferi-la para dessecador,
esfriar até temperatura ambiente. Pese-a (P1). Colocar a membrana de vidro no cadinho,
filtrar a água destilada até aderência da membrana no cadinho. Filtre a amostra no sistema a
vácuo. Transferir o volume filtrado para a cápsula. Secar em banho-maria e levar à estufa.
Resfriar em dessecador até temperatura ambiente e pese (P2) (Norma Técnica Interna
SABESP, 1999).

Cálculos:
13

P2 - P1 (g)
Sólidos dissolvidos = vol. am.(mL) ×1000000
Expressão de resultados em mg/L.
d) Sólidos Sedimentares
O objetivo deste parâmetro é indicar o volume de sólidos sedimentáveis dos esgotos
que decantará em um determinado período. Introduz a amostra previamente homogeneizada
em um cone Imhoff. Deixar a amostra em repouso. Após isso, agitar vagarosamente as
paredes do cone com bastão de vidro para que os sólidos aderidos às paredes do cone também
sedimentem-se. Aguardar alguns minutos e fazer a leitura direta do volume dos sólidos em
ml/L (Norma Técnica Interna SABESP, 1999).
Cálculos: O resultado expressa-se diretamente na leitura do sedimentado pela escala
graduada do cone de Imhoff (mL/L).

3.1.6 Determinação da condutividade

A condutividade elétrica é medida por um medidor de condutividade, sendo a


condutividade proporcional aos sólidos dissolvidos na água. Alguns sistemas de torre de
resfriamento e de alimentação de caldeira usam um medidor de condutividade online para
descarregar uma parte da água recirculada para evitar a formação de incrustações causada
pelo alto teor de cálcio e magnésio (Alley, 2000).

3.2 Metodologias de determinação dos parâmetros químicos

3.2.1 Determinação de pH

Proveniente para a prevenção da corrosão dos encanamentos das indústrias, a


correção do pH consiste na alcalinização da água para remover o gás carbônico livre e para
provocar a formação de uma película de carbonato na superfície interna das canalizações.
Para a formação da película protetora, eleva-se o pH da água a ponto de saturação e a
quantidade do produto para esta correção é feito por intermédio da determinação do pH (Lira,
2014).
Para a determinação de pH, podem ser utilizados métodos eletrométricos, método
comparativo e indicadores colorimétricos em solução. Os métodos eletrométricos são mais
recomendáveis para aplicação laboratorial e para controle de qualidade. O eletrodo do pH-
metro consiste em um bulbo de vidro especial contendo uma concentração fixa de HCl ou
uma solução tampão de pH conhecido e ao imergir o eletrodo em solução promove a
14

formação de um circuito elétrico. assim, a superfície externa do bulbo se hidrata e promove a


troca de íons de sódio com íons de H+ da solução (Piveli e Kato, 2006).

3.2.2 Determinação de alcalinidade

A determinação da alcalinidade pode ser realizada pela técnica volumétrica conhecida


como titulometria de neutralização que se baseia em reações químicas entre os principais íons
responsáveis pela alcalinidade. em termos técnicos, a técnica consiste em registrar o pH à
medida que se adiciona uma solução ácida conhecida em uma amostra de água (Soluto et al,
2015).

3.2.3 Determinação de acidez

A acidez da água é expressa em termos CaCO3 e é medida de maneira semelhante à


medida da alcalinidade, através da neutralização da amostra com hidróxido, usando a
fenolftaleína como indicador. A acidez pode ser corrigida com a adição da cal ou barrilha, em
quantidade suficiente para neutralizar o ácido e fornecer um leve excesso de alcalinidade
(Richter, 2009).

3.2.4 Determinação da dureza

A dureza pode ser determinada por meio da espectrofotometria de absorção atômica


ou também por meio de titulometria. Com o uso da técnica de absorção atômica é possível
obter as concentrações de cálcio e magnésio na amostra em análise, somando-se os resultados
após a transformação dos equivalentes-grama para a composição da dureza total. Este método
tem elevada precisão, porém conta com a utilização de equipamentos de alto valor (Piveli e
Kato, 2006).
O método titulométrico baseia-se na reação de complexação do ferro com EDTA. O
indicador usado neste método é o negro de eriocromo T, que apresenta viragem de vermelho
para azul, quando a complexação se conclui. Os compostos que contribuem para a dureza da
água podem ser obtidos a partir da determinação da dureza do cálcio e calculando-se a dureza
do magnésio por diferença. Este método pode ser prejudicado quando se utiliza uma amostra
poluída, especialmente as que apresentam cor elevada. Em todos casos, a amostra deve ser
tratada com suspensão de hidróxido de alumínio, porém, este tratamento apesar de ser
15

recomendado, não é capaz de remover totalmente a cor (Baird e Cann, 2012; Piveli e Kato,
2006).

3.2.5 Determinação de cloretos e sulfatos

Para determinação do teor de cloreto (Cl-), o método mais empregado é o


titulométrico, denominado método de Mohr. Nesse método é realizada a titulação com nitrato
de prata, ocorrendo assim a precipitação do cloreto de prata (AgCl). A solução indicadora é o
cromato de potássio, no momento da viragem a solução apresenta uma coloração amarelo
avermelhado. Antes da titulação, o pH deve ser ajustado entre 7-10, pois em pH elevado
ocorre a formação de hidróxido de prata e em pH baixo a conversão do cromato em dicromato
(Piveli e Kato, 2006; FUNASA, 2014).
O sulfato é determinado a partir da precipitação com cloreto de bário (BaCl2). A
concentração desses cristais em solução é determinada por turbidimetria ou
espectrofotometria. Esse ânion também pode ser determinado por gravimetria, ignição de
resíduo ou cromatografia de íons (Piveli e Kato, 2006).

3.2.6 Determinação ferro e manganês

Durante o tratamento da água, o ferro influi de maneira direta nos processos de


coagulação e floculação, de modo que os corpos d’água com altas concentrações deste
elemento devem ser tratados pois pode apresentar elevada turbidez. Em geral, a determinação
dos teores de ferro em uma amostra é determinada por meio de espectrofotometria por meio
da complexação com a ortofenantronina que reage com o ferro ferroso. Neste método podem
ocorrer interferências da cor, da turbidez e da presença de antioxidantes. Caso se deseje obter
a concentração de ferro total ou trivalente, deve-se reduzir Fe3+ a Fe2+, através da adição de
hidroxilamina em meio ácido, após essa redução é feita a leitura das absorbâncias (Piveli e
Kato, 2006).
As concentrações de manganês em uma amostra de água podem ser determinadas de
maneira similar à determinação do ferro, apesar de a metodologia ser mais apropriada para o
ferro (Moruzzi e Reali, 2012).

3.3 Metodologias de determinação dos parâmetros biológicos


3.3.1 Bactérias
16

Os métodos utilizados para determinação do número de coliformes são a técnica da


membrana filtrante e a técnica dos tubos múltiplos. Na primeira técnica um volume conhecido
de água é filtrado sob vácuo em uma membrana filtrante com poros de 0,5µm de diâmetro. As
bactérias retidas no filtro são incubadas durante 16 a 24h em um meio nutriente adequado.
Devido serem incubadas em temperatura e meio de cultura específicos, é possível realizar a
identificação e contagem de coliformes, coliformes fecais e estreptococos fecais. Na segunda
técnica, como os coliformes possuem a capacidade de fermentar a lactose e produzir gás, é
feito um caldo contendo lactose e substâncias inibidoras de não coliformes, transferido para
tubos e inoculados com diferentes porções decimais. Esses tubos são incubados por
aproximadamente 48h, em temperatura adequada. Após a incubação a identificação dos
coliformes é realizada devido a presença de gases nos tubos (Richter, 2009).

3.3.2 Algas

Para verificar a presença de algas, determina-se o teor de clorofila A (substância


responsável pelo processo de fotossíntese). Assim, é possível estabelecer uma relação, quanto
maior a concentração de clorofila A, maior a quantidade de algas (Richter, 2009).
17

4 CONCLUSÃO

A água é bem aproveitada nas indústrias para produção de produtos e bens de serviço
em todo o mundo. O tratamento adequado da mesma previne doenças e outras ameaças à
saúde humana. A água é uma matéria-prima que necessita de uma boa gestão para garantir a
sua boa qualidade. Através desse trabalho, foi possível reconhecer como funciona uma a
importância do tratamento de águas e a qualidade que esta deve possuir, pois somente com a
sua potabilidade será possível assegurar e prevenir doenças causadas por microrganismos e o
melhoramento da qualidade fornecida para a população.
No âmbito industrial e em vários segmentos econômicos, os procedimentos de
tratamento de águas visam o controle da oxidação e a formação de incrustações em
equipamentos e tubulações, ocasionando prejuízo econômico. Para que a qualidade seja
mantida, é necessária a atuação de um profissional especializado para a manutenção e o
controle dos equipamentos utilizados para a correção de pH e outras metodologias de controle
de qualidade da água.
18

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PIVELI, Roque Passos; KATO, Mario Takayuki. Qualidade das águas e poluição: aspectos
físico-químicos. 1 ed. São Paulo: Abes, 2006. 285 p.

RICHTER, Carlos A. Água: Métodos e tecnologias de tratamento. 1 ed. São Paulo: Blucher,
2009. 340 p.

SPERLING, Marcos Von. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3


ed. Belo Horizonte: Edufmg, 2005. 452 p.

AMJAD, Zahid. The science and technology of industrial water treatment. 1 ed. London:
CRC Press, 2010. 532 p.

NUNES, Giovanni; LESSA, Paula Regina B. R.. Análise e tratamento de água e efluentes:
Teórica e prática no laboratório de análise de água e efluentes. 1 ed. Goiânia: Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, 2017. 408 p.

LIRA, Osman De Oliveira. Manual de controle da qualidade da água para técnicos que
trabalham em etas: 1 ed. Brasília: Funasa, 2014. 112 p.

SOLUTO, Renato Teles et al. Estudo Comparativo de Modelos de Determinação da


Alcalinidade em Amostras de Água Subterrânea. XVIII Congresso Brasileiro de Águas
Subterrâneas, 2015, 20 p.

Bernardo, Luiz Di; Dantas, Angela Di Bernardo; Voltan, Paulo Eduardo Nogueira. Métodos
e técnicas de tratamento de água. 3 ed. São Carlos: LDiBe, 2017. 1296 p.

SOUZA, J. R. de et al. A Importância da Qualidade da Água e os seus Múltiplos Usos: Caso


Rio Almada, Sul da Bahia, Brasil. REDE - Revista Eletrônica do Prodema, v. 8, n. 1, p. 26-
45, 2014.

MIERZWA, José Carlos; HESPANHOL, Ivanildo. Água na indústria: uso racional e reúso.
1 ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2005. 143 p.

SELBORNE, Lord. A ética do uso da água doce: um levantamento. Brasília: UNESCO,


2001. 80 p.

HELLER, Leo; PADUA, Valter Lucio De. Abastecimento de água para consumo humano
Belo Horizonte: UFMG, 2006. 859 p.

KOSLOSKI, V. R. et al. Determinação do método de dureza total em água. Revista Banas


Qualidade, p. 100-103, 2015.

MANAHAN, S. E.. Environmental chemistry. 7 ed. Boca Raton: CRC, 2000. 877 p.
19

MORUZZI, Rodrigo Braga; REALI, Marco Antonio Penalva. Oxidação e remoção de ferro e
manganês em águas para fins de abastecimento público ou industrial – uma abordagem geral.
Revista de Engenharia e Tecnologia, v. 4, n. 1, p. 29-43, 2012.

Norma Técnica Interna SABESP NTS 013. Sólidos: método de ensaio. Revisão 1, 1999.

QUEIROZ, J. F. De; SILVA, M. S. G. M.; TRIVINHO-STRIXINO, S.. Organismos


bentônicos: biomonitoramento de qualidade de águas. 1 ed. Jaguariúna: Embrapa Meio
Ambiente, 2008. 91 p.

BAIRD, Colin; CANN, Michael. Environmental chemistry. 5 ed. Nova Iorque: W. H.


Freeman, 2012. 848 p.

LIBÂNIO, M. et al. Vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano. 1


ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 212 p.

ALLEY, E. Roberts. Water quality control handbook. 1 ed. [S.L.]: McGraw-Hill


Professional, 2000. 1008 p.

Centres d'intérêt liés