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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

Programa de Pós-Graduação em Educação


Mestrado e Doutorado
Disciplina: Teoria e Educação
Professoras: Drª Susana S. Tozetto
Drª Ana Luiza Ruschel Nunes

Data: 14.08.2018
Temática: Concepção Liberal
Aluna: Franciele Apª Carneiro Stefanello

Referências:
1. COMÊNIO, João Amós. Didática magna. Rio de Janeiro, Simões, 1954.
2. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da educação. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil S/A, 1992

REFERERENCIA CONCEITOS FUNDANTES PALAVRAS - CHAVE


LIVRO 1 “Deve procurar-se, na verdade, que  Ensinar a todos; Direito a
todos aqueles a quem cabe a missão de educação.
COMÊNIO, João formar homens façam com que todos
Amós. Didática vivam conscientes desta dignidade e
magna. Rio de excelência, e empreguem todos os meios
Janeiro, Simões, 1954. para atingir o objetivo desta
sublimidade.” p.64
“Para cada um de nós, portanto, estão  Vida e morte
estabelecidas três espécies de vida e três
espécies de morada: o útero materno, a
terra e o céu. Da primeira, entra-se para
a segunda, mediante o nascimento; da
segunda, para a terceira, mediante a
morte e a ressurreição; da terceira, nunca
mais se sai, eternamente. Na primeira,
recebemos apenas a vida, juntamente
com um movimento e sentidos
incipientes; na segunda, a vida, o
movimento e os sentidos com os
primórdios da inteligência; na terceira, a
plenitude perfeita de todas as coisas.”
p.69
“O mundo visível foi criado somente  Vida eterna
para servir de sementeira, de alimentador
e de escola aos homens.” p.72
“instrução, o conhecimento pleno das  Instrução; Religião.
coisas, das artes e das línguas; por
costumes, não apenas a urbanidade
exterior, mas a plena formação interior e
exterior dos movimentos da alma; e por
religião, a veneração interior, pela qual a
alma humana se liga e se prende ao Ser
supremo.” p.77, 78
“a natureza dá as sementes do saber da  Construção do saber;
honestidade e da religião, mas não dá Educação; Natureza.
propriamente o saber, a virtude e a
religião; estas adquirem-se orando,
aprendendo, agindo. Por isso, e não sem
razão, alguém definiu o homem um
«animal educável», pois não pode
tornar-se homem a não ser que se
eduque.” p.96
“a todos aqueles que nasceram homens é  Educação; Homem.
necessária a educação, porque é
necessário que sejam homens, não
animais ferozes, nem animais brutos,
nem troncos inertes. Daí se segue
também que, quanto mais alguém é
educado, mais se eleva acima dos
outros.” p.102
“na medida em que a cada um interessa  Formação do homem;
a salvação dos seus próprios filhos, e primeira idade; Infância.
àqueles que presidem às coisas humanas,
no governo político e eclesiástico,
interessa a salvação do gênero humano,
apressem-se a providenciar para que,
desde cedo, as plantazinhas do céu
comecem a ser plantadas, podadas e
regadas, e a ser prudentemente formadas,
para alcançarem eficazes progressos nos
estudos, nos costumes e na piedade.”
p.108
“Uma vez que, para instruir os adultos na  Juventude; Escolas;
religião, temos os templos; para discutir Educação.
as causas em litígio, e para convocar o
povo e para o informar acerca das coisas
necessárias, temos os tribunais e os
parlamentos, porque não havemos de ter
escolas para a juventude?” p.111
“Que devem ser enviados às escolas não  Escola para todos;
apenas os filhos dos ricos ou dos Universalidade da educação.
cidadãos principais, mas todos por igual,
nobres e plebeus, ricos e pobres, rapazes
e raparigas, em todas as cidades, aldeias
e casais isolados”. p.114
“nas escolas, se deve ensinar tudo a  Universalidade da
todos. Isto não quer dizer, todavia, que Educação.
exijamos a todos o conhecimento de
todas as ciências e de todas as artes
(sobretudo se se trata de um
conhecimento exato e profundo). Com
efeito, isso, nem, de sua natureza, é útil,
nem, pela brevidade da nossa vida, é
possível a qualquer dos homens”. p.119
“Se queremos servir a Deus, ao próximo  Deus; Piedade; Honestidade;
e a nós mesmos, é necessário que Ciência.
tenhamos, em relação a Deus, piedade;
em relação ao próximo, honestidade; e
em relação a nós mesmos, ciência”.
p.122
“na educação da juventude, usou-se  Escolas; Formação;
quase sempre um método tão duro que as Educação; Juventude.
escolas são consideradas como os
espantalhos das crianças, ou as câmaras
de tortura das inteligências. Por isso, a
maior e a melhor parte dos alunos,
aborrecidos com as ciências e com os
livros, preferem encaminhar-se para as
oficinas dos artesãos, ou para qualquer
outro gênero de vida.” p.129.
“Que todos se formem com uma  Instrução; Formação;
instrução não aparente, mas verdadeira, Conhecimentos; Moral;
não superficial mas sólida; ou seja, que o Piedade.
homem, enquanto animal racional, se
habitue a deixar-se guiar, não pela razão
dos outros, mas pela sua, e não apenas a
ler nos livros e a entender, ou ainda a
reter e a recitar de cor as opiniões dos
outros, mas a penetrar por si mesmo até
ao âmago das próprias coisas e a tirar
delas conhecimentos genuínos e
utilidade. Quanto à solidez da moral e da
piedade, deve dizer-se o mesmo.” p.135
“Se procurarmos que é que conserva no  Ordem.
seu ser o universo, juntamente com todas
as coisas particulares, verificamos que
não é senão a ordem, a qual é a
disposição das coisas anteriores e
posteriores, maiores e menores,
semelhantes e dissemelhantes, consoante
o lugar, o tempo, o número, as
dimensões e o peso devido e conveniente
a cada uma delas. Por isso, alguém disse,
com elegância e verdade, que a ordem é
a alma das coisas.” p.149
“é evidente que a ordem, que desejamos  Natureza; Ordem; Escola.
seja a regra universal perfeita na arte de
tudo ensinar e de tudo aprender, não
deve ser procurada e não pode ser
encontrada senão na escola da natureza.
Com base sólida neste princípio, as
coisas artificiais procederão tão
facilmente e tão espontaneamente como
facilmente e espontaneamente fluem as
coisas naturais.” p.157
Contra os lamentos sobre a brevidade da  Prolongar a vida.
vida, eis, para nós e para os nossos filhos
(e também para as escolas), estes dois
remédios: — esforçar-se tanto quanto
possível por: I. Defender o corpo das
doenças e da morte; II. Dispor a mente a
fazer tudo com sensatez. p.165,166.

Nas escolas, peca-se, de dois modos,  Erros da Escola.


contra este fundamento: I. Não
aproveitando o momento favorável para
exercitar as inteligências. II. Não
organizando cuidadosamente os
exercícios de modo a que eles se
desenrolem todos, pouco a pouco,
segundo uma regra fixa. p.175

“I. Todo aquele que for enviado à escola  Escola; Regras.


deverá ser assíduo. II. Deverá dispor-se
a inteligência dos alunos para o estudo de
qualquer matéria que comecem a
estudar. III. Libertem-se os alunos de
toda a espécie de impedimentos, porque,
como diz Sêneca, “de nada serve
fornecer regras, se primeiro se não
suprime o que constitui obstáculo às
regras”. É uma verdade.” p.181

“Erram, portanto, aqueles professores  Erros dos professores


que querem realizar a formação da
juventude que lhes foi confiada, ditando
muitas coisas e mandando-as aprender
de cor, antes de as terem explicado
devidamente. Erram também aqueles
que as querem explicar, mas não sabem
como, ou seja, não sabem como
descobrir, pouco a pouco, a raíz, e nela
enxertar os garfos das coisas ensinadas.
E precisamente por isso estragam os
alunos, como se alguém, para fazer uma
fenda numa planta, em vez de uma faca,
utilizasse uma bengala ou um bate-
estacas.” p.184
“De onde se segue que o ensino das  Ciências. Ensino; Visão
ciências é mal feito quando é geral.
fragmentário e quando não começa por
um prévio esboço geral de todo o
programa, e que ninguém pode ser
perfeitamente instruído numa ciência
particular, se não tem uma visão geral
das outras ciências.” p.186
“Ensine-se, portanto, nas escolas, não  Ensino; Moral; Piedade;
apenas as ciências e as artes, mas Ciência; Arte; Instrução.
também a moral e a piedade. A ciência e
a arte, com efeito, adestram a
inteligência, a língua e as mãos do
homem a contemplar, a falar e a fazer
racionalmente todas as coisas úteis. Se se
deixa de aprender alguma dessas coisas,
haverá um hiato, que não só tornará a
instrução defeituosa, mas abalará até a
sua solidez, pois nenhuma coisa pode ser
sólida se não tem todas as partes bem
ligadas.” p.215
“na instrução da juventude, importa  Livros; Natureza.
fazer tudo o mais distintamente possível,
de modo que, não só quem ensina, mas
também quem aprende, entenda, sem
nenhuma confusão, onde está e o que faz.
Importa, por isso, que todos os livros
utilizados nas escolas sejam elaborados
segundo este luminoso exemplo da
natureza.” p.222, 223
“Não só afirmo que é possível que um só  Número de alunos;
professor ensine algumas centenas de Professor; Alunos.
alunos, mas sustento que deve ser assim,
pois isso é muito vantajoso para o
professor e para os alunos.” p.239
“Em resumo, devem proporcionar-se ao  Condições de aprendizagem;
adolescente, que deseja penetrar a fundo Compreensão do aluno.
as partes mais intrincadas das ciências,
as quatro condições seguintes: I. Que
tenha puros os olhos da inteligência; II.
Que os objetos lhe estejam próximos; III.
Que preste atenção; e então IV. Que se
lhe ofereçam as coisas que estão
relacionadas com outras coisas, com o
devido método. Assim, compreenderá
tudo, bem e depressa.” p.262
“estudante não deve ser sobrecarregado  Sobrecarregar o aluno;
com coisas desproporcionadas à sua Idade.
idade.” p. 278
“As línguas aprendem-se, não como uma  Línguas; Instrução;
parte da instrução ou da sabedoria, mas Comunicação.
como um instrumento para adquirir a
instrução e para a comunicar aos outros.”
p.285
“esforçar-se, quanto possível, por  Moral; Piedade; Instrução.
estabelecer com exatidão a arte de incutir
no nosso espírito a moral e a piedade
autênticas, e por introduzi-las nas
escolas, para que estas sejam
verdadeiramente, como são chamadas,
oficinas de homens.” p.296
“Será, portanto, bom que o formador da  Disciplina
juventude conheça, não só o fim, mas
também a matéria e a forma da
disciplina, para que não ignore porquê,
como e quando deve usar uma sensata
severidade.” p.345
“Para uma educação perfeita do homem  Formação do homem;
todo, requer-se todo o tempo da Tempo de formação.
juventude: 24 anos.” p.353
“Haverá, todavia, uma tríplice diferença.  Etapas de formação; Escola.
Primeiro, porque nas primeiras escolas
todas as coisas serão ensinadas de modo
geral e rudimentar; nas escolas
seguintes, tudo será ensinado de maneira
mais particularizada e distinta. Da
mesma maneira que uma árvore que, em
cada ano, se expande em novas raízes e
em novos ramos, e assim cada vez mais
se revigora e cada vez mais frutos
produz.” p.355
“deve deixar às Academias as partes  Academia; Universidade.
mais elevadas e complementares de
todas as ciências e todas as faculdades
superiores.” p.388
REFERERENCIA CONCEITOS FUNDANTES PALAVRAS – CHAVE
LIVRO 2 “Somente a razão nos ensina a conhecer Razão
o bem e o mal. A consciência que nos faz
amar um e odiar o outro, embora
ROUSSEAU, Jean- independente da razão, não pode pois
Jacques. Emílio ou da desenvolver-se sem ela”. p.48
educação. Rio de
Janeiro: Bertrand
Brasil S/A, 1992

“Condensai portanto, quanto possível, o Criança; Vocabulário.


vocabulário da criança. É grande
inconveniente tenha ela mais palavras
que ideias, saiba dizer mais coisas do que
pode pensar.” p.57
“Longe de atentar demasiado para que Aprender; Sofrer.
Emílio não se machuque, me aborreceria
que não se machucasse nunca e crescesse
sem conhecer a dor. Sofrer é a primeira
coisa que deve aprender e a que terá mais
necessidade de saber.”59
“Se fôssemos imortais seriamos seres Morte; Vida.
mui miseráveis. É duro morrer, sem
dúvida, mas é doce esperar que não se
viverá sempre e que uma vida melhor
acabará com as penas desta. Se nos
oferecessem a imortalidade na terra,
quem desejaria aceitar o triste presente?”
p.64
“A sociedade fez o homem mais fraco, Homem; Sociedade
não somente lhe tirando o direito que
tinha sobre suas próprias forças, como
também as tornando insuficientes.” p.68
“O homem avisado sabe manter-se em Criança; Educação
seu lugar; mas a criança, que não
conhece o dela, nele não pode manter-se.
Ela tem, entre nós, mil soluções para sair
dele; cabe aos que a governam mantê-la
em seu lugar e a tarefa não é fácil.” p.69
“A natureza quer que as crianças sejam Natureza; Criança; Homem
crianças antes de ser homens.” p.75
“Mas que são esses homens senão Leis; Educação.
crianças estragadas pela educação? Eis
precisamente o que é preciso evitar.
Empregai a força com as crianças e a
razão com os homens; essa a ordem
natural. O sábio não precisa de leis.”
p.76
“Não deis a vosso aluno nenhuma Criança; Aluno; Moral
espécie de lição verbal; só da experiência
ele as deve receber; não lhe inflijais
nenhuma espécie de castigo, pois ele não
sabe o que seja cometer uma falta; não
lhe façais nunca pedir perdão, porquanto
não pode ofender-vos. Desprovido de
qualquer moralidade em suas ações,
nada pode ele fazer que seja moralmente
mal e que mereça castigo ou
admoestação.” p.78
“O mais perigoso intervalo da vida Vida humana
humana é o que vai do nascimento à
idade de doze anos.” p.79
“Lembrai-vos de que antes de ousar Homem
tentar fazer um homem, é preciso ter-se
feito homem a si próprio.” p.81
“É na escolha desses objetos, é no Conhecimentos; Método
cuidado de lhe apresentar sem cessar os
que ela pode conhecer e esconder-lhe os
que deve ignorar, que consiste a arte de
cultivar nela essa primeira faculdade; e
assim é que é preciso formar um
armazém de conhecimentos que sirvam à
sua educação durante a juventude e à sua
conduta em qualquer época.” p.104
“Se vosso aluno não aprender nada de Erro; Aprender a pensar
vós, aprenderá dos outros. Se não
prevenirdes o erro com a verdade, ele
aprenderá mentiras; os preconceitos que
temeis dar- -lhe, ele o receberá de tudo o
que o cerca, ele os terá através de todos
os seus sentidos; ou corromperão sua
razão, antes mesmo que esteja formada,
ou seu espírito, entorpecido por uma
longa inatividade, se absorverá na
matéria. A falta de hábito de pensar na
infância tira a faculdade de fazê-lo
durante o resto da vida.” P.119
“Os membros de um corpo que cresce Crescimento; Vestuário
devem estar todos à vontade nas roupas;
nada deve perturbar seus movimentos
nem seu crescimento, nada portanto de
muito ajustado que cole ao corpo; nada
de ataduras”. p.122
“Precisam as crianças de um longo sono Criança; sono.
porque fazem um exercício extremado.”
p.126
“Ensinai-o a falar claramente, a bem Fala; Criança; Colégios.
articular, a pronunciar exatamente e sem
afetação, a conhecer e a seguir o acento
gramatical e a prosódia, a sempre falar
bastante alto para ser ouvido, porém não
mais do que necessário, defeito comum
às crianças educadas em colégios”. p.152
“EMBORA, até a adolescência, todo o Adolescência; Desenvolvimento
curso da vida seja um tempo de fraqueza,
há um momento, na duração dessa
primeira idade, em que o progresso das
forças, tendo ultrapassado o das
necessidades, o animal em crescimento,
ainda absolutamente fraco, torna-se forte
relativamente. Suas necessidades não
estando todas desenvolvidas, suas
forças, no presente, são mais do que
suficientes para provê-las. Como homem
seria muito fraco, como menino é muito
forte.” p.172
“Tornai vosso aluno atento aos Curiosidade; Natureza.
fenômenos da natureza, muito breve o
tornareis curioso. Mas, para alimentar
sua curiosidade, não vos apresseis nunca
em satisfazê-la. Ponde os problemas ao
seu alcance e deixai-o que os resolva.”
p.176
“Nenhuma sociedade pode existir sem Visão de sociedade.
trocas, nenhuma troca sem medida
comum, nenhuma medida comum sem
igualdade. Assim, toda, sociedade tem
como primeira lei alguma igualdade
convencional, seja dos homens, seja das
coisas.” p.206
“Faço questão fechada de que Emílio Escolha de profissão
aprenda um ofício. Um ofício honesto,
pelo menos, direi. Que significa esta
palavra? Não é honesto todo ofício útil
ao público? Não quero que seja
bordador, nem dourador, nem
envernizador como o fidalgo de Locke;
não quero que seja músico nem
comediante, nem fazedor de livros11. À
exceção dessas profissões e outras que a
elas se assemelham, que siga a que
quiser; não pretendo perturbá-lo em
coisa nenhuma.” p.221
“A vida é curta, menos pelo pouco que Vida; Tempo.
dura do que porque desse pouco tempo
quase nenhum temos para apreciá-la. Por
mais que o momento da morte esteja
longe do nascimento, a vida é sempre
demasiado curta quando esse espaço é
mal preenchido.” p.233
“A inclinação do instinto é Natureza; amor.
indeterminada. Um sexo é atraído pelo
outro: eis o movimento da natureza. A
escolha, as preferências, a afeição
pessoal são obra da instrução, dos
preconceitos, do hábito; são precisos
conhecimentos e tempo para que nos
tornemos capazes de amor: só se ama
depois de ter julgado, só se prefere
depois de ter comparado.” p.237
“O homem não começa a pensar Pensamento; Reflexão.
facilmente, mas logo que começa não se
detém mais.” p.291
“É preciso acreditar em Deus para ser Fé; Deus; Salvação.
salvo. Este dogma mal entendido é o
princípio da tolerância sanguinária e a
causa de todas as vãs instruções com que
aplicam um golpe mortal na razão
humana acostumando-a a satisfazer-se
com palavras. Sem dúvida não se pode
perder um minuto para merecer a
salvação eterna: mas se, para obtê-la,
basta repetir certas palavras, não vejo o
que nos impede de povoar o céu com
estorninhos e pegas, tanto quanto com
crianças.” p.295
“É certo portanto que o homem é o rei da Homem
terra em que habita; não somente doma
todos os animais, não somente dispõe
dos elementos com sua indústria, como é
o único na terra que sabe deles dispor e
ainda por cima ele se apropria, pela
contemplação, dos próprios astros de que
não pode aproximar-se.”p.320
“Toda a moralidade de nossas ações está Moral; Justiça.
no julgamento que temos de nós
mesmos. Se é verdade que o bem seja
bem, é preciso que se ache no fundo de
nossos corações como em nossas obras,
e a primeira recompensa da justiça é
sentir que a praticamos.” p. 333
“Observo que nos séculos modernos os Modernidade; Interesse.
homens não têm mais influência uns
sobre os outros senão pela força e pelo
interesse, ao passo que os antigos agiam
muito mais pela persuasão, pelas
afeições da alma, porque não
negligenciavam a linguagem dos sinais.”
p.380
“Emílio não é feito para permanecer Homem; Indivíduo; Deveres na
sempre solitário; membro da sociedade, sociedade
deve cumprir seus deveres. Feito para
viver com os homens, deve conhecê-los.
Conhece o homem em geral, resta-lhe
conhecer os indivíduos” p.388
“segue-se que a mulher é feita Mulher; Homem.
especialmente para agradar ao homem.
Se o homem deve agradar-lhe por sua
vez, é necessidade menos direta: seu
mérito está na sua força; agrada, já, pela
simples razão de ser forte.” p.424
“Não basta portanto que a mulher seja Esposa; Marido; Castidade.
fiel e sim que assim seja julgada por seu
marido, por seus próximos, por todo
mundo; importa que seja modesta,
atenta, reservada, e que, apresente aos
olhos de outrem, como aos seus próprios,
o testemunho de sua virtude. Finalmente,
se importa que um pai ame seus filhos,
importa também que estime a mãe deles.
Tais são as razões que põem a própria
aparência entre os deveres das mulheres
e lhes tornam a honra e a reputação não
menos indispensáveis que a castidade.”
p.434
“A primeira e a mais importante Mulher; Obediência ao homem.
qualidade de uma mulher é a doçura:
feita para obedecer a um ser tão
imperfeito quanto o homem...” p.440
“Qualquer que seja o século as relações Sociedade; Preconceito.
naturais não mudam, a conveniência ou
inconveniência que delas resulta
permanece a mesma, os preconceitos,
sob o vão nome de razão, só mudam a
aparência.” p.469
“Os homens dizem que a vida é curta, e Vida; Tempo.
eu vejo que eles se esforçam para assim
a tornar. Não sabendo empregá-la,
queixam-se da rapidez do tempo, e eu
vejo que passa demasiado lentamente
para seu gosto.” p.493
“A arte de pensar não é estranha às Mulher e Ciência
mulheres, mas elas não devem
interessar-se senão ligeiramente pelas
ciências de raciocínio.”