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FACULDADE BRASILEIRA DE ENSINO E EXTENSÃO – MULTIVIX

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Elaboração: Roberta Beatriz Apuleo¹


Orientação: Karolini Zuqui Nunes²
¹Monitora da disciplina de Semiologia
²Professora da disciplina de Semiologia

SEMIOLOGIA DO
ADULTO

Vitória
2017
SUMÁRIO

1. Anamnese.......................................................................................................................... 03
2. Lavagem das Mãos............................................................................................................ 06
3. Calçamento de Luvas Estéreis.......................................................................................... 09
4. Avaliação de Sinais Vitais.................................................................................................. 10
5. Exame Físico...................................................................................................................... 15
6. Avaliação Nutricional........................................................................................................ 20
7. Avaliação Tegumentar...................................................................................................... 21
8. Avaliação de Cabeça, Face e Pescoço............................................................................... 23
9. Avaliação de Olhos, Ouvidos, Boca e Nariz...................................................................... 25
10. Avaliação Neurológica...................................................................................................... 30
11. Avaliação Respiratória...................................................................................................... 35
12. Avaliação Cardiocirculatória............................................................................................ 43
13. Avaliação Abdominal........................................................................................................ 51
14. Referências Bibliográficas................................................................................................ 56

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MONITORA: ROBERTA APULEO
1. ANAMNESE

DEFINIÇÃO
Entrevista com o paciente que tem como objetivo colher informações acerca do mesmo, estabelecer com ele uma
relação de confiança e apoio e fornecer informações e orientações.

1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E ASPECTOS SOCIAIS


Fornecem uma referência rápida que permite ao serviço de saúde identificar o cliente e entrar em contato com ele e
seus familiares:
a) Nome; f) Estado civil;
b) Sexo; g) Filhos;
c) Idade; h) Profissão;
d) Naturalidade; i) Religião;
e) Procedência; j) Escolaridade.

2) QUEIXA PRINCIPAL/MOTIVO DA CONSULTA


Deve ser registrado com as palavras do paciente, descrevendo as razões de sua visita ao serviço de saúde. É, em geral,
muito útil no direcionamento ao exame físico.

3) HDA – HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL


É uma avaliação geral da razão pela qual o paciente procurou os cuidados de saúde. Um resumo cronológico de todos
os sinais e sintomas da queixa principal do paciente, os sintomas devem ser descritos com detalhes (localização,
gravidade, intensidade (início, duração e frequência), situação em ocorrem os sintomas, fatores que pioram ou
aliviam, sintomas associados e interpretação do paciente ao significado dos sintomas).

4) HPP – HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA


É uma avaliação de todas as doenças, incluindo da infância, hospitalizações e cirurgias anteriores que o paciente tenha
se submetido. Avalia alergias, medicamentos, imunizações e consultas mais recentes ao serviço de saúde. Em
mulheres, inclui história obstétrica.

5) HFP – HISTÓRIA FAMILIAR PREGRESSA


Inclui o estado de saúde do núcleo familiar e dos parentes consanguíneos, bem como as causas de mortes na família e
existência de doenças crônicas.

6) DIAGNÓSTICO MÉDICO
Diagnósticos levantados pelo médico.

7) MEDICAÇÃO – EXAMES COMPLEMENTARES


Inclui medicações ao qual faz uso regularmente e exames submetidos.

8) NECESSIDADES PSICOSSOCIAIS
a) Habitação (necessidade de segurança); d) Relação social (necessidade de gregarismo, amor,
b) Bairro/ Município; sexualidade);
c) Saneamento básico; e) Parceiro sexual;
f) Familiar.
9) NECESSIDADES PSICOESPIRITUAIS
Crenças.

10) NECESSIDADES PSICOLÓGICAS


a) Aspectos culturais (necessidade de gregarismo, c) Valores;
segurança); d) Preconceitos;
b) Naturalidade; e) Tabus;
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MONITORA: ROBERTA APULEO
f) Vícios.

11) HÁBITOS RECREATIVOS 14) HÁBITOS DE HIGIENE


Necessidade de autoestima e repouso. Necessidade de segurança, autoestima.

12) HÁBITOS DE SONO/REPOUSO 15) HÁBITOS DE ELIMINAÇÃO


Necessidade de repouso. Necessidade de eliminação.

13) HÁBITOS DE HIDRATAÇÃO 16) HÁBITOS DE NUTRIÇÃO


Necessidade de manutenção do equilíbrio Necessidade de nutrição.
hidroeletrolítico.

MODELO DE ROTEIRO DE ANAMNESE

1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E ASPECTOS SOCIAIS:


Nome: ____, Sexo: ____,Idade: ____anos, Natural de: ___________, Procedente de:__________
Estado civil: ____________, Filhos: __________,Profissão: ____________, Religião: __________
Escolaridade: ____________

2) QUEIXA PRINCIPAL/MOTIVO DA CONSULTA:


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

3) HDA – HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

4) HPP – HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA:


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

5) HFP – HISTÓRIA FAMILIAR PREGRESSA:


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

6) DIAGNÓSTICO MÉDICO:
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
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MONITORA: ROBERTA APULEO
7) MEDICAÇÃO – EXAMES COMPLEMENTARES:
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

8) NECESSIDADES PSICOSSOCIAIS:
HABITAÇÃO (necessidade de segurança)
ENDEREÇO – ____________________________________________________________________________
TIPO DE MORADIA – _________________________________________________________________
SANEAMENTO BÁSICO – ______________________________________________________________
RELAÇÃO SOCIAL (necessidade de gregarismo, amor, sexualidade)
PARCEIRO SEXUAL – _________________________________________________________________
FAMILIAR – _______________________________________________________________________

9) NECESSIDADES PSICOESPIRITUAIS:
CRENÇAS – _________________________________________________________________________

10) NECESSIDADES PSICOLÓGICAS:


ASPECTOS CULTURAIS (necessidade de gregarismo, segurança)
NATURALIDADE – ___________________________________________________________________
VALORES – ________________________________________________________________________
PRECONCEITOS – ___________________________________________________________________
TABUS – __________________________________________________________________________
VÍCIOS – _________________________________________________________________________

11) HÁBITOS RECREATIVOS (necessidade de autoestima, repouso):


_________________________________________________________________________________

12) HÁBITOS DE SONO/REPOUSO (necessidade de repouso):


_________________________________________________________________________________

13) HÁBITOS DE HIDRATAÇÃO (necessidade de manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico):


_________________________________________________________________________________

14) HÁBITOS DE HIGIENE (necessidade de segurança, autoestima):


_________________________________________________________________________________

15) HÁBITOS DE ELIMINAÇÃO (necessidade de eliminação):


_________________________________________________________________________________

16) HÁBITOS DE NUTRIÇÃO (necessidade de nutrição):


_________________________________________________________________________________

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MONITORA: ROBERTA APULEO
2. LAVAGEM DAS MÃOS

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MONITORA: ROBERTA APULEO
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MONITORA: ROBERTA APULEO
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MONITORA: ROBERTA APULEO
3. CALÇAMENTO DE LUVAS ESTÉREIS

MATERIAL
1. PAPEL TOALHA; 4. BANDEJA;
2. SABÃO; 5. LUVA ESTÉRIL DE TAMANHO ADEQUADO.
3. ÁLCOOL A 70%;

PROCEDIMENTO
1. APÓS TER HIGIENIZADO AS MÃOS, ESCOLHER AS LUVAS DE TAMANHO ADEQUADO;
2. CONFERIR INTEGRIDADE E VALIDADE;
3. RETIRAR O ENVOLTÓRIO EXTERNO DO PACOTE DE LUVA;
4. PINÇAR O PACOTE INTERNO E COLOCÁ-LO SOBRE UMA SUPERFÍCIE PLANA, LIMPA E ABRI-LO SEM CONTAMINAR;
5. COM O POLEGAR E OS PRIMEIROS DEDOS DA MÃO NÃO DOMINANTE, PINÇAR A BORDA DO PUNHO DA LUVA PARA A MÃO
DOMINANTE,
6. A BORDA INTERNA DO PUNHO CAIRÁ CONTRA A PELE E, ASSIM, NÃO ESTARÁ MAIS ESTÉRIL;
7. CUIDADOSAMENTE, PUXAR A LUVA SOBRE A MÃO DOMINANTE, DEIXANDO O PUNHO E ASSEGURANDO-SE DE QUE O PUNHO NÃO
ENROLOU SOBRE O PULSO;
8. A SUPERFÍCIE EXTERNA DA LUVA NÃO PODE SER TOCADA PELA MÃO OU O PULSO;
9. COM A MÃO DOMINANTE ENLUVADA, DESLIZAR OS DEDOS SOBRE O PUNHO DA SEGUNDA LUVA;
10. CUIDADOSAMENTE, PUXAR A SEGUNDA LUVA SOBRE A MÃO NÃO DOMINANTE;
11. NÃO DEIXAR OS DEDOS E O POLEGAR DA MÃO ENLUVADA TOCAR QUALQUER PARTE DA MÃO DOMINANTE EXPOSTA;
12. RETIRAR CORRETAMENTE AS LUVAS;
13. JOGAR AS LUVAS NA LIXEIRA DE SACOLA LEITOSA.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
4. AVALIAÇÃO DE SINAIS VITAIS

MATERIAL
1. PAPEL TOALHA; 5. TERMÔMETRO;
2. SABÃO; 6. ÁLCOOL A70%;
3. ESFIGMOMANÔMETRO; 7. ALGODÃO;
4. ESTETOSCÓPIO; 8. BANDEJAS.

PRESSÃO ARTERIAL – PA

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

PROCEDIMENTO
1. O PACIENTE DEVE ESTAR EM REPOUSO POR PELO MENOS CINCO MINUTOS, EM ABSTENÇÃO DE FUMO OU CAFEÍNA NOS
ÚLTIMOS 30 MINUTOS;
2. O BRAÇO SELECIONADO DEVE ESTAR LIVRE DE VESTIMENTAS, RELAXADO E MANTIDO AO NÍVEL DO CORAÇÃO
(APROXIMADAMENTE NO QUARTO ESPAÇO INTERCOSTAL);
3. QUANDO O PACIENTE ESTÁ SENTADO, COLOCA-SE O BRAÇO POR SOBRE UMA MESA E A PALMA DA MÃO PARA CIMA;
4. LOCALIZAR A ARTÉRIA BRAQUIAL;
5. COLOCAR O MANGUITO 2,5 CM ACIMA DA FOSSA ANTECUBITAL;
6. PALPAR O PULSO RADIAL;
7. INFLAR O MANGUITO ATÉ O DESAPARECIMENTO DO PULSO RADIAL;
8. DESINFLAR O MANGUITO LENTAMENTE, QUANDO REAPARECE O PULSO, TEM-SE O VALOR DA PRESSÃO SISTÓLICA (MÉTODO
PALPATÓRIO);
9. COLOCAR O ESTETOSCÓPIO SOBRE A ARTÉRIA BRAQUIAL E INSUFLAR O MANGUITO CERCA DE 30 MMHG ACIMA DO VALOR
ENCONTRADO PARA A PRESSÃO SISTÓLICA (MÉTODO AUSCULTATÓRIO);
10. SOLTAR O AR, DE MANEIRA CONTÍNUA, ENTRE 2 A 3 MMHG/SEGUNDO ATÉ O COMPLETO ESVAZIAMENTO DA CÂMARA.
NOTAR O PONTO DO MANÔMETRO QUANDO O PRIMEIRO SOM CLARO FOR OUVIDO (MÁXIMA), CONTINUAR A ESVAZIAR O
MANGUITO NOTANDO O PONTO EM QUE O SOM DESAPARECE, TEM-SE O VALOR DA PRESSÃO DIASTÓLICA (MÍNIMA);
11. VALORES NORMAIS:
a. PRESSÃO SISTÓLICA MENOR 120 MMHG;
b. PRESSÃO DIASTÓLICA MENOR 80 MMHG.
12. O MANGUITO DEVERÁ TER LARGURA: 40% DA CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (12-14 CM) E COMPRIMENTO DA BOLSA DE
BORRACHA: 80%;
13. PESSOAS COM CIRCUNFERÊNCIA > 41 CM PRECISAM USAR O MANGUITO DE 15 CM OU O DE COXA (18CM).

VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL PARA ADULTOS


VARIAÇÃO PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA (MMHG) PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA (MMHG)
HIPOTENSÃO < 100 < 60
NORMOTENSO 110-130 70-85
LIMÍTROFE 130-139 85-89
HIPERTENSÃO ESTÁGIO 1 140-159 90-99
HIPERTENSÃO ESTÁGIO 2 160-179 100-109
HIPERTENSÃO ESTÁGIO 3 > 180 > 110
HIPERTENSÃO SISTÓLICA
> 140 < 90
ISOLADA
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MONITORA: ROBERTA APULEO
VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL IDEAL PARA POR IDADE
IDADE PRESSÃO ARTERIAL (MMHG)
RECÉM-NASCIDO 40 (MÉDIA)
1 MÊS 85/54
1 ANO 95/65
6 ANOS 105/65
10-13 ANOS 120/65
14-17 ANOS 120/70
> 18 ANOS < 130/80

TÉCNICAS QUE FINALIZAM O EXAME


1. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QN. 4. LAVAGEM DAS MÃOS;
2. DESPEDIR-SE DO PACIENTE; 5. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE;
3. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS; 6. REALIZAR OS REGISTROS.

FREQUÊNCIA CARDÍACA – FC

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

PROCEDIMENTO
1. O PULSO RADIAL ENCONTRA-SE ENTRE A APÓFISE ESTILÓIDE DO RÁDIO E O TENDÃO DOS FLEXORES, SENDO QUE PARA PALPÁ-
LOS EMPREGAM-SE OS DEDOS INDICADOR E MÉDIO, COM O POLEGAR FIXADO NO DORSO DO PUNHO DO PACIENTE, SENDO
QUE O EXAMINADOR USA A MÃO DIREITA PARA EXAMINAR O PULSO ESQUERDO E VICE VERSA;
2. CLIENTE SENTADO OU EM POSIÇÃO SUPINA COM O ANTEBRAÇO APOIADO, PULSO ESTENDIDO E A PALMA DA MÃO PARA
BAIXO;
3. UTILIZAR AS PONTAS DOS DEDOS (INDICADOR E MÉDIO) SOBRE A REGIÃO DA ARTÉRIA RADIAL;
4. COMPRIMIR LEVEMENTE A ARTÉRIA PARA LOCALIZAR O PULSO E CONTAR A FREQUÊNCIA POR 1 MINUTO;
5. AJUDAR O PACIENTE A REASSUMIR UMA POSIÇÃO CONFORTÁVEL E ANOTAR OS ACHADOS SEMIÓTICOS.

VARIAÇÕES DA FREQUÊNCIA CARDÍACA PARA ADULTOS


FREQUÊNCIA BATIMENTO/MINUTO
NORMAL 60-100 BPM
BRADICARDIA < 60 BPM
TAQUICARDIA > 100 BPM

VARIAÇÕES DA FREQUÊNCIA CARDÍACA POR IDADE


FREQUÊNCIA BATIMENTO/MINUTO
RECÉM-NASCIDO 120-160 BPM
1 ANO 90-140 BPM
PRÉ-ESCOLAR 80-110 BPM
ESCOLAR 75-100 BPM
ADOLESCENTE 60-90 BPM
ADULTO 60-100 BPM

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MONITORA: ROBERTA APULEO
OBSERVAR AS CARACTERÍSTICAS DO PULSO
1. QUANTO À FREQUÊNCIA – 2. QUANTO AO RITMO – 3. QUANTO À AMPLITUDE –
60 A 100 BPM (NORMAL); REGULAR (INTERVALOS) E GRAU DE ENCHIMENTO DA
IRREGULAR (ARRITMIA); ARTÉRIA NA SÍSTOLE.

PULSO CAROTÍDEO
ENCONTRADO NA ARTÉRIA CARÓTIDA. SÃO PULSAÇÕES VISÍVEIS E PALPÁVEIS MEDIALMENTE AOS MÚSCULOS
ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEOS. PARA SUA PALPAÇÃO, DEVEMOS COLOCAR OS DEDOS MÉDIO E INDICADOR ESQUERDO SOBRE A
CARÓTIDA DIREITA E VICE-VERSA, NO TERÇO INFERIOR DO PESCOÇO, ADJACENTE À MARGEM MEDIAL DO MÚSCULO
ESTERNOCLEIDOMASTOIDEO BEM RELAXADO, APROXIMADAMENTE AO NÍVEL DA CARTILAGEM CRICÓIDE.

PULSO BRAQUIAL
ENCONTRADO NA ARTÉRIA BRAQUIAL. COLOCAR A MÃO OPOSTA POR DEBAIXO DO COTOVELO DO PACIENTE E UTILIZAR O POLEGAR
PARA PALPAR A ARTÉRIA BRAQUIAL IMEDIATAMENTE MEDIAL AO TENDÃO DO MÚSCULO BÍCEPS, SENDO QUE O BRAÇO DO PACIENTE
DEVE REPOUSAR COM O COTOVELO ESTICADO E AS PALMAS DA MÃO PARA CIMA.

PULSO POPLÍTEO
ENCONTRADO NA ARTÉRIA POPLÍTEA, LOCALIZADA ATRÁS DO JOELHO, ESTE LEVEMENTE FLEXIONADO. PALPAÇÃO PROFUNDA DA
FOSSA POPLÍTEA, LATERAL À LINHA MÉDIA. É UM DOS PULSOS MAIS DIFÍCEIS DE SEREM LOCALIZADOS.

PULSO TIBIAL POSTERIOR


ENCONTRADA NA ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR DA FACE MEDIAL DE CADA TORNOZELO. PALPA-SE ATRÁS E EMBAIXO DO MALÉOLO.

PULSO PEDIOSO
ENCONTRADO NA ARTÉRIA PEDIOSA DORSAL DO PÉ. PASSA AO LONGO DA PONTA DE UMA LINHA NO SULCO ENTRE OS TENDÕES
EXTENSORES DO HÁLUX E DO SEGUNDO DEDO.

PULSOS CAPILARES
1. JUGULAR E VENOSO: OBSERVAR TURGÊNCIA E 2. RADIAL: OBSERVAR RUBOR INTERMITENTE E
INGURGITAMENTO; SINCRÔNICO.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM O EXAME


1. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO 4. LAVAGEM DAS MÃOS;
NECESSÁRIO; 5. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE;
2. DESPEDIR-SE DO PACIENTE; 6. REALIZAR OS REGISTROS.
3. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS;

FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA – FR

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

PROCEDIMENTO
1. CONTAR PELO PERÍODO DE 1 MINUTO, OS MOVIMENTOS TORÁCICOS DO PROCESSO RESPIRATÓRIO DO PACIENTE.
2. LEMBRAR-SE DE DISFARÇAR FINGINDO MONITORAR O PULSO DO PACIENTE NÃO ALTERE SEU PROCESSO RESPIRATÓRIO,
3. ANOTAR NO PRONTUÁRIO

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MONITORA: ROBERTA APULEO
OBSERVAR AS CARACTERÍSTICAS RESPIRATÓRIAS
1. QUANTO A FREQUÊNCIA – 14 A 20 RPM (NORMAL);
2. QUANTO AO RITMO – REGULAR OU IRREGULAR;
3. QUANTO À PROFUNDIDADE – ONDE OS MOVIMENTOS DO TÓRAX E ABDOME TORNAM-SE FACILMENTE PERCEPTÍVEIS E UM
ESFORÇO RESPIRATÓRIO NECESSÁRIO NA FASE INSPIRATÓRIA DA RESPIRAÇÃO, ONDE A EXPANSÃO TORÁCICA GERADA PELOS
MÚSCULOS REDUZ A PRESSÃO INTRATORÁCICA E PUXA O AR.

PARÂMETROS GERAIS
1. EUPNÉIA – RESPIRAÇÃO QUE APRESENTA 4. HIPERPNÉIA – RESPIRAÇÕES TRABALHOSAS,
FREQUÊNCIA E PROFUNDIDADE NORMAIS; AUMENTADAS EM PROFUNDIDADE E FREQÜÊNCIA
2. BRADIPNÉIA – FR REGULAR, ANORMALMENTE LENTA (MAIOR QUE 20 A 26 RPM);
(MENOS DE 14 RPM); 5. APNÉIA – AS RESPIRAÇÕES CESSAM POR VÁRIOS
3. TAQUIPNÉIA – FR REGULAR, ANORMALMENTE SEGUNDOS E PERSISTINDO, EVOLUI PARA PARADA
RÁPIDA (MAIOR QUE 20 RPM); RESPIRATÓRIA.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM O EXAME


1. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO 4. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE;
NECESSÁRIOS; 5. LAVAGEM DAS MÃOS;
2. DESPEDIR-SE DO PACIENTE; 6. REALIZAR OS REGISTROS.
3. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS;

TEMPERATURA CORPORAL

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

VARIAÇÕES NORMAIS DE ACORDO COM O LOCAL VERIFICADO


ESTADO - TAX TEMPERATURA
HIPOTERMIA <34-36°C
AFEBRIL >36-37°C
FEBRIL >37-38°C
FEBRE >38-39°C
PIREXIA >39-40°C
HIPERTERMIA >40°C

1. CAVIDADE ORAL – 36 A 37,5°C (0,5°C MAIOR QUE 2. CAVIDADE RETAL – 36,5 A 38°C (0,5°C MAIOR
AXILAR); QUE A ORAL).

PROCEDIMENTO

TEMPERATURA ORAL
1. TERMÔMETRO PRÓPRIO PARA REGIÃO ORAL. O MODELO COMUM É CONTRA INDICADO PARA CRIANÇAS;
2. AVALIAR PRIMEIRO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA DO PACIENTE ADULTO;
3. A COLUNA DE MERCÚRIO DEVE ESTAR ABAIXO DE 35,5°C ANTES DE COLOCÁ-LO NO PACIENTE;
4. NÃO PEGAR NO TERMÔMETRO NA PARTE DO MERCÚRIO;
5. COLOCÁ-LO EMBAIXO DA LÍNGUA OU ENTRE A GENGIVA E A BOCHECHA;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
6. MANTER A BOCA FECHADA POR 3 MINUTOS E REALIZAR A LEITURA, APÓS TER FEITO UMA LIMPEZA DO EXCESSO DE
SECREÇÃO;
7. A DESINFECÇÃO DEVE SER FEITA DO LADO MENOS CONTAMINADO PARA O MAIS CONTAMINADO.

TEMPERATURA RETAL
1. TERMÔMETRO PRÓPRIO PARA REGIÃO RETAL;
2. APÓS O TERMÔMETRO ESTAR PREPARADO, LUBRIFICÁ-LO PARA EVITAR TRAUMA NA MUCOSA RETAL;
3. INTRODUZIR CERCA DE 1,2 CM EM CRIANÇAS E 3,5 CM EM ADULTOS;
4. RETIRÁ-LO APÓS 3 MINUTOS;
5. AO REMOVÊ-LO, LIMPAR A SECREÇÃO DO LOCAL MENOS CONTAMINADO PARA O MAIS CONTAMINADO;
6. REALIZAR A LEITURA;
7. HIGIENIZAR A PARTE ANAL PARA DAR CONFORTO AO PACIENTE.

TEMPERATURA AXILAR
1. RETIRAR A ROUPA, SE NECESSÁRIO PARA O PROCEDIMENTO;
2. SECAR A AXILA COM PAPEL TOALHA;
3. APÓS TER PREPARADO O TERMÔMETRO, COLOCÁ-LO NO CENTRO DA AXILA;
4. ABAIXAR O BRAÇO DO PACIENTE E CRUZÁ-LO SOBRE O PEITO. MANTÊ-LO POR 3 MINUTOS;
5. APÓS RETIRÁ-LO E LIMPÁ-LO FAZER A LEITURA;
6. AJUDÁ-LO A VOLTAR A SUA POSIÇÃO DE CONFORTO, RECOLOCAR SUAS ROUPAS;
7. LEMBRAR QUE AO FAZER A LEITURA, O TERMÔMETRO NÃO DEVE SER TOCADO PELA PARTE DO MERCÚRIO.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM O EXAME


1. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO 4. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE;
NECESSÁRIO; 5. LAVAGEM DAS MÃOS;
2. DESPEDIR-SE DO PACIENTE; 6. REALIZAR OS REGISTROS.
3. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
5. EXAME FÍSICO

MÉTODO CLÍNICO
As bases do exame clínico são constituídas pelos seguintes procedimentos:
1. Entrevista 4. Percussão
2. Inspeção 5. Ausculta
3. Palpação 6. Uso de alguns instrumentos e aparelhos

PRELIMINARES PARA EXAME CLÍNICO


1. Local adequado; 4. Divisão da superfície corporal em regiões
2. Iluminação correta; (terminologia anatômica internacional);
3. Posições adequadas do examinado e 5. Dispor dos instrumentos e aparelhos
examinador; necessários.
POSIÇÕES PARA EXECUÇÃO DO EXAME FÍSICO
POSIÇÃO ÁREAS ACESSADAS JUSTIFICATIVA LIMITAÇÕES
SENTADA Cabeça, pescoço, região Sentar ereto O paciente fisicamente enfraquecido
dorsal, tórax, pulmões proporciona a completa pode não conseguir sentar. Neste caso,
anteriores, mamas, expansão dos pulmões use a posição de supina com a
axilas, coração, sinais e permite visualizar cabeceira elevada.
vitais e extremidades melhor a simetria das
superiores. partes superiores do
corpo.
DECÚBITO SUPINO Cabeça, pescoço, Esta é a posição Se o paciente fica dispneico facilmente,
costas, tórax, pulmões relaxada mais normal. eleve a cabeceira da cama.
anteriores, mamas, Proporciona fácil acesso
axilas, coração, aos sítios de pulsação.
abdome, extremidades
e pulsos.
DECÚBITO DORSAL Cabeça, pescoço, Posição para avaliação Pacientes com distúrbios dolorosos
costas, tórax, pulmões abdominal por ficam mais confortáveis com os joelhos
anteriores, mamas, promover relaxamento flexionados.
axilas, coração e dos músculos
abdome. abdominais.

DECÚBITO LITOTÔMICO Genitais e trato genital Esta posição promove É considerada constrangedora e
exposição máxima dos desconfortável, então o examinador
genitais e facilita a deve diminuir o tempo que o paciente
inserção do espéculo permanece nela. Mantenha a paciente
vaginal. bem coberta.

DECÚBITO DE SIMS Reto e vagina A flexão do quadril e Deformações na articulação


dos joelhos melhora a prejudicam a habilidade do paciente
exposição retal. curvar o quadril e joelhos.

DECÚBITO VENTRAL Sistema Somente para avaliar a Pacientes com dificuldades


musculoesquelético extensão da articulação respiratórias não toleram bem esta
do quadril, pele e posição.
nádegas.

DECÚBITO LATERAL Coração Auxilia na detecção de Pacientes com dificuldades


murmúrios. respiratórias não toleram bem esta
posição.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
DECÚBITO GENUPEITORAL Reto Proporciona exposição É considerada constrangedora e
máxima da área retal, desconfortável, então o examinador
deve diminuir o tempo que o paciente
permanece nela.

DECÚBITO DE FOWLER CABEÇA, OLHOS, NARIZ, QUANDO O PACIENTE CONTRA INDICADA PARA PÓS-
OUVIDOS, GARGANTA, NECESSITAR DE ABDOMINOPLASTIA, POIS RETÉM O SANGUE
PESCOÇO E TÓRAX. DESCOMPRESSÃO VENOSO, DIMINUINDO A VELOCIDADE DE
PULMONAR E DIMINUIÇÃO RETORNO, PROPICIANDO AS EMBOLIAS E/OU
DO RETORNO VENOSO. TROMBOSES.

ORTOSTÁTICA CABEÇA, PESCOÇO, TÓRAX, USADA PARA ALGUNS CONTRA INDICADA CASO O PACIENTE TENHA
MEMBROS E PELE. EXAMES NEUROLÓGICOS E ALGUMA LIMITAÇÃO GRAVE ONDE HAJA RISCO
ORTOPÉDICOS. EMINENTE DE QUEDA.

RECURSOS PRÓPRIOS DO EXAMINADOR


1. Visão; 3. Tato;
2. Audição; 4. Olfato.

INSTRUMENTOS E APARELHOS NECESSÁRIOS PARA O EXAME FÍSICO:


1. Esfigmomanômetro; 12. Balança c/ haste milimétrica (adulto/
2. Estetoscópio; pediátrica/ especiais);
3. Termômetro; 13. Cotonetes;
4. Fita métrica; 14. Gazes;
5. Lanterna; 15. Luvas;
6. Otoscópio; 16. Lençóis;
7. Oftalmoscópio; 17. Aventais p/ paciente;
8. Algodão; 18. Formulários;
9. Agulha; 19. Toalha de papel;
10. Espéculo vaginal; 20. Relógio de pulso c/ ponteiro de segundos.
11. Abaixador de língua;

TÉCNICAS BÁSICAS DO EXAME FÍSICO

INSPEÇÃO

A inspeção consiste no processo de observação. É a exploração feita, usando-se o sentido da visão do corpo, para
detecção de características normais e sinais físicos significativos. A inspeção permite analisar cada área quanto a:
1. Tamanho; 5. Posição;
2. Forma; 6. Presença de anormalidades (estática ou
3. Cor; dinâmica).
4. Simetria;
PENSAMENTO CRÍTICO
- Deve-se aprender a fazer observações simultâneas e perceber sinais precoces de anormalidades;
- Conhecer as características físicas normais de todas as idades, antes de tentar perceber achados anormais. A
prática e a experiência ajudam ao reconhecimento de variações normais;
- Há variações normais entre os clientes, como também no mesmo indivíduo.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
SEMIOTÉCNICA
- Fazer uma inspeção completa e sistemática de cada parte do corpo (panorâmica e localizada);
- A boa iluminação e exposição adequada das partes do corpo são essenciais para a inspeção cuidadosa;
- Comparar cada área com a mesma área no lado oposto do corpo;
- Dar atenção a detalhes;
- O olfato como apoio – destaca anormalidades não reconhecidas por outros meios.

Obs.: avaliação de odores característicos (Álcool/ amônia/ odor corporal/ fezes/ halitose/ cetônico/ odor doce/ mofo)

PALPAÇÃO

A palpação envolve o uso do sentido do tato que leva a obtenção das impressões táteis das partes mais superficiais do
corpo humano, enquanto as regiões mais profundas serão obtidas pela pressão. Inspeção e palpação são
procedimentos que cursam juntos e se completam. A palpação permite a identificação de modificação de:
1. Textura; 4. Sensibilidade;
2. Espessura; 5. Volume.
3. Consistência;

Permite ainda a percepção de:


1. Frêmito; 3. Elasticidade;
2. Flutuação; 4. Edema.

PENSAMENTO CRÍTICO
A palpação deve vir após a inspeção, o que permite o examinador concentrar-se em qualquer anormalidade notada
durante a inspeção. É necessário conhecer a localização dos órgãos do corpo.

SEMIOTÉCNICA
O EXAMINADOR DEVE PREOCUPAR-SE EM:
- Estar com as mãos lavadas com água e sabão a cada exame;
- Aquecer as mãos, esfregando-as uma contra a outra;
- Ter as unhas cortadas e tratadas;
- Certificar-se que o paciente esta relaxado e em posição confortável, respirando lenta e profundamente, para
que a tensão muscular não influencie nos achados;
- Aplicar pressão de uma forma lenta, suave e intencional.
- Fazer o paciente apontar para áreas de sensibilidade;
- Palpar áreas sensíveis por último;
- Áreas sensíveis deverão se examinadas com mais detalhes;
- Fazer sempre a palpação superficial antes da profunda.

MÉTODOS DE PALPAÇÃO E VARIANTES

PALPAÇÃO LEVE
Os dedos tocam levemente a superfície da pele:
1. Palpação c/ os dedos polegar e indicador formando uma pinça.
2. Palpação c/ o dorso dos dedos e das mãos p/ avaliar temperatura.
3. Digito pressão – realizada c/ a polpa do polegar ou indicador que comprime uma área (edema/ circulação
cutânea).

PALPAÇÃO PROFUNDA
Usada para avaliar órgãos e massas:
1. Palpação c/ a mão espalmada usando somente a polpa digital e parte ventral dos dedos.
2. Palpação com a mão espalmada – usando toda a palma das mãos;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
3. Palpação bimanual – as duas mãos são usadas. Uma delas permanece sobre a pele relaxadamente – mão
sensitiva. A mão ativa aplica pressão sobre a sensitiva.
4. Puntipressão – objeto pontiagudo não cortante p/ avaliar sensibilidade dolorosa.
5. Fricção c/ algodão - p/ verificar sensibilidade tátil.

PERCUSSÃO
Percussão é feita com pequenos golpes em determinadas superfícies do organismo, o que ocasionam vibrações com
características próprias quanto à intensidade, tonalidade e timbre de acordo com a estrutura anatômica percutida. A
percussão permite determinar:
1. Limites e consistência de órgãos; 2. Detecção de líquido em cavidades;

Além da localização, tamanho e densidade das estruturas subjacentes, para confirmar anormalidades avaliadas pela
palpação e ausculta.

PENSAMENTO CRÍTICO
Saber a localização dos órgãos do corpo em relação a pontos de demarcação, como margem costal, área umbilical e
ângulo costo vertebral, o exercício é necessário para tornar competente a percussão.

SEMIOTÉCNICA

TIPOS DE PERCUSSÃO
1. Percussão direta; 4. Punho-percussão;
2. Percussão dígito-digital; 5. Percussão de piparote.
3. Percussão com a borda da mão;

DICAS
- O golpe deve ser dado com a borda ungueal e não com a polpa
- Não é possível percutir com unhas longas;
- Realizar dois golpes seguidos, para confirmar o som;
- Fazer percussão comparada em órgãos simétricos;
- Aplicar a mesma força em cada área;
- Se o toque não for seco, ou se a palma da mão estiver apoiada na superfície, o som é amortecido ou abafado.

PERCUSSÃO DIRETA
1. Realiza-se golpeando diretamente com a ponta dos dedos a região alvo;
2. Bate-se na superfície do corpo com a ponta de um ou dois dedos.

PERCUSSÃO DÍGITO-DIGITAL
1. Realiza-se golpeando com um dedo a superfície dorsal da segunda falange do dedo médio ou indicador da
outra mão, que se encontra espalmada e apoiada na região de interesse;
2. A movimentação da mão deve ser feita apenas com a articulação do punho;
3. O cotovelo deve permanecer fixo.

PERCUSSÃO COM A BORDA DA MÃO


1. Realiza-se golpeando a região desejada com a borda ulnar;
2. Os dedos ficam estendidos e unidos

PUNHO-PERCUSSÃO
A punho-percussão e a percussão com a borda da mão são utilizadas com o objetivo de buscar sensação dolorosa nos
rins.
1. Realiza-se com golpes dados na região lombar;
2. A mão deve se manter fechada, e o golpe deve ser dado com a borda cubital.
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MONITORA: ROBERTA APULEO
PERCUSSÃO PIPAROTE
A palpação por piparote é utilizada para pesquisa de ascite.
1. Realizada com uma das mãos do examinador golpeando o abdome com piparotes (ponta do dedo indicador e
dedo médio/posição de estalar de dedos);
2. Simultaneamente, a outra mão espalmada na região oposta, captando ondas líquidas que se chocam com a
parede abdominal.

OS SONS ENCONTRADOS
MACIÇO
Obtém-se ao se percutir regiões desprovidas de ar (músculos, fígado, coração). Som que transmite a sensação de
dureza e resistência.

TIMPÂNICO
Obtido em regiões que contenham ar, recoberto por membrana flexível como o estômago. A sensação obtida é de
elasticidade.

CLARO PULMONAR
Obtido quando se percute especificamente a área pulmonar e depende da presença de ar dentro dos alvéolos e
demais estruturas pulmonares.

AUSCULTA
Ausculta é a audição dos sons produzidos pelo corpo, utilizando o estetoscópio, que permite registrar ruídos normais
ou patológicos, no exame de vários órgãos, como pulmões, coração, artérias e intestinos. A ausculta permite observar:

PULMÕES
Sons de anormalidade na passagem de ar:
1. Roncos; 3. Ruídos adventícios;
2. Sibilos; 4. Murmúrios vesiculares.

CORAÇÃO
1. Bulhas; 3. Outros ruídos.
2. Sopros;

VASOS
Auscultam-se veias e artérias para verificar presença de:
1. Sopro arterial; 2. Sopro venoso.

ABDOME
1. Sopros devido às anomalias da artéria aorta; 3. Peristaltismo.
2. Ruídos hidroaéreos;

PENSAMENTO CRÍTICO
Devem-se reconhecer os sons normais produzidos pelo corpo e locais que não emitem sons.

DICAS
- A ausculta deve ser feita em ambiente tranquilo, com o mínimo de ruídos;
- Prestar atenção nas características dos sons (frequência/ altura/ qualidade e duração);
- Posicionar corretamente o estetoscópio para que fique bem encaixado e confortável nos ouvidos;
- As roupas obscurecem o som. Colocar o esteto sob a pele nua. Aquecê-lo antes de tocar o cliente;
- Usar a campânula do esteto para sons graves como os cardíacos e vasculares anormais enquanto o diafragma
deve ser usado para sons agudos como os intestinais, pulmonares e cardíacos normais.
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MONITORA: ROBERTA APULEO
6. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

MATERIAL
1. PAPEL TOALHA; 5. BANDEJAS;
2. SABÃO; 6. FITA MÉTRICA;
3. ÁLCOOL A 70%; 7. CALCULADORA.
4. ALGODÃO;

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

ALTURA E OUTRAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS

ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA (IMC)


O IMC É DETERMINADO PELA DIVISÃO DO PESO DO PACIENTE PELO QUADRADO DE SUA ALTURA:
IMC = PESO (KG)
2
ALTURA

CLASSIFICAÇÃO DO IMC
O RESULTADO É COMPARADO COM UMA TABELA QUE INDICA O GRAU NUTRICIONAL DO PACIENTE:
IMC CLASSIFICAÇÃO
< 17 MUITO ABAIXO DO PESO
17 A 18,49 ABAIXO DO PESO
18,5 A 24,99 PESO IDEAL
25 A 29,99 ACIMA DO PESO
30 A 34,99 OBESIDADE I
35 A 39,99 OBESIDADE II (SEVERA)
> 40 OBESIDADE III (MÓRBIDA)

CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
É DETERMINADA ATRAVÉS DO RESULTADO MEDIDO PELA FITA MÉTRICA NA ALTURA DA CINTURA DO PACIENTE:
1. HOMENS > 102 CM 2. MULHERES > 88 CM

RELAÇÃO CINTURA-QUADRIL
É DETERMINADA ATRAVÉS DA DIVISÃO DA MEDIDA DA CINTURA PELA MEDIDA DO QUADRIL:
1. MEDIR CINTURA: FITA MÉTRICA NA ALTURA DA 2. MEDIR QUADRIL: FITA MÉTRICA NA ALTURA DO
CINTURA; QUADRIL.
RCQ= CINTURA
QUADRIL

CLASSIFICAÇÃO RCQ
O RESULTADO DO CÁLCULO DE RCQ VARIA CONFORME IDADE:
1. HOMENS: 0,90 2. MULHERES: 0,80

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MONITORA: ROBERTA APULEO
7. AVALIAÇÃO TEGUMENTAR

MATERIAL
1. PAPEL TOALHA; 4. ALGODÃO;
2. SABÃO; 5. BANDEJAS.
3. ÁLCOOL A 70%;

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 4. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. LAVAR AS MÃOS; 5. EXPLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO A SER REALIZADO;
3. REUNIR MATERIAL; 6. POSICIONAR O PACIENTE.

PELE

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
1. COLORAÇÃO DA PELE 4. FERIDAS
2. SUPERFÍCIE DA PELE 5. UNHAS
3. INTEGRIDADE DA PELE 6. PELOS

COLORAÇÃO DA PELE
1. ERITEMA – VERMELHIDÃO EM DETERMINADA ÁREA 4. HIPOCROMIA – MANCHA CLARA PELE;
DA PELE; 5. ACROMIA – PELE SEM COR;
2. ENANTEMA – ERITEMA DE MUCOSA; 6. HIPERCROMIA – MANCHA ESCURA (CASTANHO,
3. PÚRPURA – EXTRAVASAMENTO DE HEMÁCIAS NA AZUL).
DERME (PETÉQUIA (1CM) – VÍBICE (LINEAR) –
EQUIMOSE);

SUPERFÍCIE DA PELE
1. XERODERMIA – PELE SECA; 8. BOLHA – MAIOR QUE 1 CM, CONTÉM LÍQUIDO
2. HIPERIDROSE – SUDORESE EXCESSIVA; SEROSO;
3. PÁPULAS – LESÃO MENOR QUE 1 CM; 9. PÚSTULA – ATÉ 1 CM, CONTÉM SECREÇÃO
4. NÓDULO – LESÃO DE 1 A 3 CM, SALIENTE OU NÃO; PURULENTA;
5. TUMOR – LESÃO DE CONTEÚDO SÓLIDO, MAIOR QUE 10. ABSCESSO – COLEÇÃO DE PUS NA PELE OU TECIDO
3 CM; SUBCUTÂNEO (DOR E CALOR);
6. URTICÁRIA – LESÃO DE FORMA IRREGULAR, 11. HEMATOMA – ACÚMULO DE SANGUE NA PELE OU
COLORAÇÃO VERMELHA, PRURIGINOSA; TECIDO SUBCUTÂNEO , TAMANHO VARIÁVEL.
7. VESÍCULA – ATÉ 1 CM, CONTÉM LÍQUIDO SEROSO;

INTEGRIDADE DA PELE

FERIDAS
LESÕES COM PERDAS TECIDUAIS.

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO DE FERIDAS


OBSERVAR E REGISTRAR AS CARACTERÍSTICAS:
1. PROFUNDIDADE; 5. LOCALIZAÇÃO;
2. FORMATO; 6. APARÊNCIA DA FERIDA;
3. TAMANHO; 7. RESPOSTA A TERAPIAS IMPLEMENTADAS.
4. QUANTIDADE DE EXSUDAÇÃO;
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MONITORA: ROBERTA APULEO
ASPECTO DAS FERIDAS
1. INFECTADAS – PRESENÇA DE ERITEMA, CELULITE, 3. GRANULADOS – PRESENÇA DE COLORAÇÃO
EXSUDAÇÃO E ODOR DESAGRADÁVEL; VERMELHA TENDO A SUPERFÍCIE COM APARÊNCIA
2. NECROSADAS – PRESENÇA DE TECIDOS GRANULAR;
DESVITALIZADOS, ESCURECIDOS, ENEGRECIDOS; 4. EPITELIZADOS – PRESENÇA DE EPITÉLIO PELA
SUPERFÍCIE DA FERIDA.

ORIGEM DAS FERIDAS


1. FERIDAS CRÔNICAS; 3. FERIDAS TRAUMÁTICAS.
2. FERIDAS CIRÚRGICAS;

UNHAS

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
AVALIAM-SE QUANTO À COLORAÇÃO E SUAS POSSÍVEIS VARIAÇÕES:
1. COMPRESSÃO; 4. ESPESSURA;
2. FORMA; 5. CONDIÇÕES DA CUTÍCULA.
3. RESISTÊNCIA;

PÊLOS

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
AVALIAM-SE QUANTO A:
1. QUANTIDADE; 3. TURGÊNCIA;
2. DISTRIBUIÇÃO; 4. CONSISTÊNCIA.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM OS EXAMES


1. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO 4. LAVAGEM DAS MÃOS;
NECESSÁRIO; 5. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE;
2. DESPEDIR-SE DO PACIENTE; 6. REALIZAR OS REGISTROS.
3. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
8. AVALIAÇÃO DE CABEÇA, FACE E PESCOÇO

INSPEÇÃO

Quanto a posição:
1. Observar a posição da cabeça em relação aos 3. A cabeça ligeiramente caída para um lado
ombros e tronco; pode indicar perda auditiva ou visual
2. Normalmente, a cabeça é mantida erguida, unilateral.
imóvel e na linha média do tronco;

Quanto as características:
1. Inspecionar as características faciais do 2. Uma ligeira assimetria é comum. As
paciente (pálpebras, sobrancelhas, fissuras características variam com a raça, o sexo e a
palpebrais, pregas nasolabiais e boca) quanto constituição corporal;
a simetria em repouso, forma movimento e 3. Assimetria facial em todo um lado da face
expressão. Avaliar couro cabeludo quanto as pode ser indício de paralisia do nervo facial. A
características e descreve-las, presença de fraqueza do nervo facial causa assimetria da
sujidade ou alterações quanto a distribuição parte inferior da face. Assimetria da boca pode
capilar; resultar de lesão do nervo trigêmeo.

Quanto a tamanho, forma e contorno:


1. Observar o crânio quanto a sua forma 2. Deformidades localizadas no crânio são
arredondada, com proeminência na área tipicamente causadas por traumatismo. Uma
frontal anteriormente e na occipital cabeça grande em adultos, pode resultar de
posteriormente; excesso do hormônio do crescimento
(acromegalia).

PALPAÇÃO

Cabeça:
1. Palpar o crânio em busca de nódulos ou 2. O crânio deve ser simétrico e liso, os ossos não
massas, girando a ponta dos dedos devem ser distinguíveis;
delicadamente, abaixo da linha média do 3. A presença de edema ou depressão do crânio
couro cabeludo e em seguida ao longo dos pode indicar fratura. Sensibilidade ou
lados da cabeça; tumefação podem indicar hematoma.

Artérias:
1. Palpar as artérias temporais ao longo dos 2. O pulso das artérias deve ser palpável e o vaso
ossos temporais-esfenoides. Observar o facilmente distensível;
trajeto, a elasticidade e presença de 3. Espessamento, endurecimento e sensibilidade
sensibilidade na região; da artéria podem indicar arterite temporal.

Pescoço:
Examinar o pescoço do paciente de frente para o mesmo, observar simetria dos músculos do pescoço,
alinhamento de traqueia, analisar distensão ou proeminência de veias jugulares e artérias carótidas.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
Linfonodos:
1. Com o queixo do paciente erguido e a cabeça b) Linfonodos pós auriculares: localizados
ligeiramente inclinada para trás, inspecionar sobre o mastoide;
cuidadosamente a área onde os linfonodos c) Linfonodos pré auriculares: localizados logo
estão distribuídos, comparar ambos os lados e a frente do pavilhão auricular;
ver se há aumento aparente, eritema ou d) Linfonodos parotídeos e retrofaríngeos:
estrias vermelhas; localizados no ângulo da mandíbula;
2. Linfonodos não são visíveis e não devem estar e) Linfonodos submaxilares: localizados sob o
inflamados. Linfonodos aumentados são maxilar;
indicativo de algum quadro infeccioso; f) Linfonodos submentonianos: localizados na
3. Palpar com as polpas digitais dos três dedos linha média atrás da extremidade
médios delicadamente, em movimento mandibular;
rotatório, os linfonodo superficiais e g) Linfonodos cervicais posteriores:
profundos: localizados ao longo da borda do trapézio.
a) Linfonodos occipitais: localizados na base
do crânio;

Traqueia
1. Palpar traqueia na posição da linha média, 2. A traqueia deve estar localizada na linha
deslizando o polegar e o indicador de cada média na incisura supra-esternal;
lado da incisura supre-esternal. Comparar 3. O deslocamento lateral da traqueia pode
o espaço entre a traqueia e o musculo resultar de uma massa no pescoço ou
esternocleidomastóide de cada lado; mediastino ou anormalidade pulmonar.

Glândula Tireoide
1. Palpar a tireoide posterior de pé e atrás do 2. Quando a glândula parecer aumentada,
paciente, a tireoide anterior deve ser colocar o diafragma do estetoscópio sobre
palpada de pé e ao lado do paciente. Usar a tireoide. O som sudível deve ser ausente;
a polpa dos dedos indicador e médio, 3. A glândula hipertrofiada causa aumento do
palpando lobo esquerdo com a mão direita fluxo arterial, resultando em vibração fina
e o lobo direito com a mão esquerda, auscultada como um sopro suave.
enquanto o paciente deglute. Descolar
levemente a traqueia durante a palpação;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
9. AVALIAÇÃO DE OLHOS, OUVIDOS, BOCA E NARIZ

OLHOS

O exame dos olhos pode revelar afecções locais ou manifestações oculares de doenças sistêmicas, como
síndrome ictérica, hipertireoidismo (protrusão dos olhos/exoftalmia), entre outras.

PALPEBRAS
1. São formadas por quatro 2. A abertura entre as e 27 a 30 mm de extensão
camadas: pele, músculo pálpebras é denominada (abertura horizontal).
orbicular, tarso e fissura ou fenda palpebral, 3. Nas crianças, a fenda
conjuntiva. A pele das cujos valores normais no palpebral é mais curta e
pálpebras é muito fina e adulto variam de 8 a 11 mais larga e nos recém-
recoberta por pelos (cílios) mm de altura (abertura nascidos é de contorno
na região tarsal. vertical), média de 10 mm quase circular.

CONJUNTIVA
1. A conjuntiva é o epitélio que recobre a porção amarelada (na icterícia) ou hiperemiada,
visível do globo ocular, com exceção da quando ocorre um processo inflamatório
córnea. Essa estrutura se junta ao epitélio (conjuntivite).
corneano na borda da córnea. 3. Para examinar a conjuntiva, as pálpebras
2. A porção da conjuntiva sobre a esclerótica devem ser tracionadas, sendo, a inferior para
denomina-se conjuntiva bulbar. A porção sob baixo e a superior para cima. Deve-se observar
as pálpebras denomina-se conjuntiva a coloração, a congestão ou a presença de
palpebral, sendo, em geral, de coloração secreção mucopurulenta (conjuntivite aguda)
rósea, permitindo a visualização da rede e hemorragia subconjuntival.
vascular. Pode tornar-se pálida (nas anemias),

CÓRNEA
1. A córnea é o mais importante meio refrativo o uso de substâncias corantes, quando
do olho, caracterizada por alto grau de examinada com boa iluminação, apresenta
transparência. área de deflexão que permite identificar sua
2. Deve presentar a superfície regular. Ainda integridade ou a presença de ulcerações,
que as lesões sejam mais bem visualizadas corpos estranhos ou opacificações do
com o auxílio de um aparelho oftalmológico e cristalino, características da catarata.

REFLEXO CORNEOPALPEBRAL
1. Pode ser avaliado quando se estimula a 3. A abolição unilateral desse reflexo é
córnea. A contração do músculo orbicular das observada nas paresias ou nas paralisias dos
pálpebras é realizada pelos nervos trigêmeo nervos trigêmeo ou facial e, também, em
(via aferente) e facial (eferente). casos de tumor (neurinoma do nervo
2. Apresenta-se ausente nos comas profundos e acústico).
na superdosagem anestésica.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
ESCLERÓTICA
1. Corresponde à porção do globo ocular que presença de alguma doença, como na
está exposta ao redor da íris, apresentando-se coloração amarelo forte (icterícia), sendo
branca ou levemente amarelada na periferia. característica na hepatite ou na obstrução ou
2. A alteração de sua coloração pode ser compressão dos dutos biliares.
fisiológica, como na presença de placas de 3. Outra alteração que pode ser encontrada na
pigmento marrom normalmente encontrada esclerótica são as hemorragias causadas por
na esclerótica dos negros; ou pode indicar a rompimento de vasos.

APARELHO LACRIMAL
1. Situa-se na porção anterossuperior externa da lacrimais superiores e inferiores, canalículos
órbita, tendo duas porções: uma secretora e lacrimais, saco lacrimal e dueto lacrimal.
outra excretora. A primeira consiste em uma 2. As obstruções do aparelho lacrimal podem
glândula lacrimal (pálpebra superior interna levar a ressecamento da córnea e a produção
no canto temporal), cuja finalidade é produzir de lesões (ulceras de córnea, ceratite
a lágrima para lubrificar o globo ocular. A puntata).
porção excretora é constituída por pontos

ACUIDADE VISUAL
1. É mantida pelos movimentos oculares, 3. O examinador deve testar cada olho
reflexos ou voluntários, coordenados pelos separadamente, ocluindo um de cada vez, sem
nervos oculomotores. pressioná-los. Se o paciente usar óculos, deve-
2. A amaurose é a perda completa da função se testar sua acuidade visual com a correção
visual e pode ser uni ou bilateral, causada por óptica.
problemas estruturais, metabólicos ou 4. Distúrbios nessa região exigem a avaliação de
emocionais. É importante investigar há quanto um especialista (oftalmologista).
tempo o paciente vem percebendo alteração
na acuidade visual.

MOBILIDADE VISUAL
1. Deve ser feito solicitando-se ao paciente que 2. As alterações costumam apresentar-se por
acompanhe com o olhar a movimentação de meio de nistagmos; essas alterações podem
determinado objeto, da direita para a ser causadas por lesões oculares, labirintites
esquerda, para cima e para baixo. ou processos cerebrais, como hemorragias e
epilepsias.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
IRIS
1. É um diafragma circular pigmentado, 3. É formada por dois músculos, que são os
observado através da córnea transparente. responsáveis pela miose e midríase.
Sua porção periférica (raiz) está ligada ao 4. Pode ocorrer a iridociclite aguda, que é um
corpo ciliar e a sua borda central é livre e processo inflamatório cujos sinais e sintomas
delimita uma abertura que é a pupila. são dor, miose, hiperemia pericorneana, visão
2. Divide o espaço existente em duas câmaras, embaçada, fotofobia, lacrimejamento e às
anterior e posterior, que são preenchidas pelo vezes aumento da pressão intraocular.
humor aquoso (controla a pressão intraocular,
tem a função ótica e estática).

PUPILAS
1. São as aberturas contráteis no centro da íris (miose) é mediada pelo nervo oculomotor e
ocular. ocorre com o "olhar para perto" ou como
2. Devem ser esféricas, negras e isocóricas (com reação à luz.
diâmetro igual em ambos os olhos). 4. Ocorre também pela paralisia do simpático ou
3. Seu tamanho varia de acordo com a exposição pela contração do músculo dilatador.
à luz e o foco do olhar. A constrição pupilar

OUVIDOS

1. O aparelho auditivo é constituído por três partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.
2. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), estrutura cartilaginosa recoberta de pele, e
o conduto auditivo externo.
3. O ouvido médio compreende a caixa do tímpano, situada entre o ouvido externo e o interno. Comunica-
se com a nasofaringe por meio da tuba auditiva e com as células mastóideas.
4. O tímpano é visualizado como uma membrana oblíqua puxada para dentro pelo ossículo martelo.
5. O ouvido interno, por sua vez, não pode ser visualizado e corresponde à parte onde está localizada a
cóclea. Na inspeção do pavilhão auricular, devem-se verificar a forma e o tamanho, bem como a
presença de deformações congênitas ou adquiridas, como nódulos, tumorações e hematomas.
6. O exame do conduto auditivo externo é realizado com o auxílio de um espéculo ou otoscópio. Deve-se
observar a quantidade de cerume presente no canal auditivo. Quando em excesso, pode comprometer a
audição. Podem ser encontrados processos inflamatórios como eczema, furunculose ou lesões
micóticas.
7. A presença de sangue (otorragia) e pus (otorreia) é um sinal de otite média supurada, com ruptura do
tímpano, traumatismos ou neoplasias.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
BOCA

1. A cavidade bucal é revestida pela mucosa oral, bastante vascularizada, que deve apresentar-se íntegra.
2. A boca deve ser inspecionada com o auxílio de luvas e espátula, observando-se a coloração da cavidade
oral e o hálito.
3. Os lábios podem apresentar deformações congênitas.
4. O lábio leporino, ou fissura labial, é uma abertura que começa sempre na lateral do lábio superior,
dividindo-o em dois segmentos. Essa falha no fechamento das estruturas pode restringir-se ao lábio ou
estender-se até o sulco entre os dentes incisivo lateral e canino, atingir a gengiva, o maxilar superior e
alcançar o nariz.
5. A fenda palatina é uma abertura que pode atingir todo o palato (céu da boca) e a base do nariz,
estabelecendo comunicação direta entre um e outro. Pode, ainda, ser responsável pela ocorrência de
úvula bífida.
6. Outras alterações podem ser adquiridas (como ulcerações, lesões herpéticas ou neoplásicas). Deve-se
verificar a presença de rachaduras nas comissuras, que podem ser decorrentes de deficiência vitamínica.
É preciso verificar também a presença de edema, que pode aparecer na síndrome nefrótica, na
insuficiência cardíaca, no hipertireoidismo e em processos alérgicos.
7. Com a ajuda de uma espátula, deve-se inspecionar as gengivas, que podem apresentar alterações como
hiperplasia gengival, lesões ulceradas ou hemorrágicas, além de processos infecciosos ou inflamatórios
periodontais.
8. Também é necessário verificar a quantidade e a conservação dos dentes, a presença de cáries ou lesões
em suas raízes. Quando o paciente usar prótese dentária, deve-se observar o ajuste e sua higiene.
9. Em se tratando da língua, seu dorso deve apresentar a superfície rugosa, recoberta por papilas e
levemente esbranquiçada. Deve-se observar seu tamanho e sua coloração, que podem conter
alterações, indicando a ocorrência de doenças sistêmicas.
10. A coloração avermelhada (hiperemia), junto com hipertrofia das papilas, pode indicar escarlatina. Na
anemia perniciosa, a língua fica lisa e sem papilas; no hipertireoidismo, torna-se volumosa, podendo
exteriorizar-se. Na desidratação, a língua se apresenta seca. É preciso observar, ainda, a presença de
lesões como ulcerações, tumorações, manchas ou sangramento.
11. Acima da língua, em sua porção posterior, situam-se o palato mole e a úvula.
12. As tonsilas palatinas devem ser inspecionadas no paciente com a boca bem aberta, com a ajuda de
espátula, pressionando-se levemente a língua. No adulto, as tonsilas palatinas devem se apresentar
pequenas ou ausentes. Nos processos inflamatórios ou infecciosos, no entanto, ocorre aumento do
volume e presença de placas de pus.
13. Também deve ser observada a orofaringe, que pode apresentar-se hiperemiada nos processos
inflamatórios.

NARIZ E SEIOS PARANASAIS

1. As fossas nasais constituem o segmento inicial do sistema respiratório, comunicando-se com o exterior
através das narinas e com a rinofaringe por meio das coanas.
2. As fossas nasais, responsáveis pela filtragem, pelo aquecimento e pela umidificação do ar inspirado, são
separadas pelo septo nasal, uma estrutura osteocartilaginosa. São revestidas pela mucosa nasal, que
possui uma abundante vascularização e grande quantidade de glândulas caliciformes, produtoras do
muco.
3. O examinador deve observar a forma e o tamanho do nariz, que poderão estar alterados em casos de
traumatismos, tumores ou doenças endócrinas (acromegalia).
4. Deve-se examinar a superfície externa do nariz, observando a simetria e a presença de deformidades e o
movimento das asas do nariz durante a respiração, o qual está aumentado na dispneia.
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MONITORA: ROBERTA APULEO
5. Para realizar o exame endonasal, inclina-se a cabeça do paciente para trás e, se possível, usa-se um
otoscópio e uma espátula. Deve-se verificar a presença de sangue (epistaxe), secreções mucopurulentas,
crostas e avaliar a integridade da mucosa.
6. Além disso, deve-se observar o septo, verificando se há desvio ou sinais de sangramento.
7. Os seios ou cavidades paranasais, denominadas também seios da face, são cavidades situadas ao lado
das fossas nasais, comunicando-se com essas por meio de orifícios ou ósteos.
8. São quatro cavidades localizadas simetricamente de cada lado do nariz e chamadas de seios frontais,
maxilares, etmoidais e esfenomoidais.
9. Essas cavidades são revestidas pela mucosa nasal, invaginada por meio dos ósteos nasais. A mucosa
possui uma camada epitelial ciliada e vibrátil. A finalidade dessa camada é eliminar exsudatos quando
presentes nas cavidades sinusais.
10. No exame, por meio da palpação, deve-se verificar se há hipersensibilidade (dor) nos seios paranasais.
Para avaliar os seios frontais, é preciso pressionar o osso frontal com os polegares sobre as sobrancelhas
e, depois, pressionar os seios maxilares com os polegares, fazendo movimentos para cima.
11. A hipersensibilidade, quando presente, sugere sinusite.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
10. AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. APRESENTAÇÃO DO PROFISSIONAL; 4. REUNIR MATERIAL;
2. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE; 5. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
3. LAVAR AS MÃOS; 6. EXPLICAÇÃO DO EXAME A SER REALIZADO.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM OS EXAMES


1. CONCLUSÃO DO ATENDIMENTO COM EXPOSIÇÃO DOS 3. DESPEDIR-SE DO PACIENTE E REALIZAR OS REGISTROS DE
RESULTADOS, DEFINIÇÕES DIAGNÓSTICAS E ENFERMAGEM;
EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS REFERENTES ÀS CONDUTAS 4. LAVAGEM DAS MÃOS;
ADOTADAS; 5. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E ORGANIZAÇÃO DO
2. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO NECESSÁRIO; AMBIENTE;
6. LAVAGEM DAS MÃOS NOVAMENTE.

AVALIAÇÃO DOS PARES DE NERVOS CRANIANOS

PARES DE NERVOS/ TIPOS FUNÇÕES MÉTODOS DE AVALIAÇÃO


I – OLFATÓRIO/ SENSORIAL OLFATO PEDIR P/ IDENTIFICAR DIFERENTES AROMAS NÃO IRRITANTES.
II – ÓPTICO/ SENSORIAL VISÃO PEDIR P/ LER ALGUM MATERIAL C/ OU S/ ÓCULOS.
MOVIMENTO PUPILAR E DOS MÚSCULOS DAS AVALIAR AS DIREÇÕES DO OLHAR. MEDIR A REAÇÃO PUPILAR AO
III – OCULOMOTOR/ MOTOR
PÁLPEBRAS E GLOBO OCULAR REFLEXO LUMINOSO.
MOVIMENTAÇÃO DOS MÚSCULOS DO GLOBO AVALIAR AS DIREÇÕES DO OLHAR.
IV – TROCLEAR/ MOTOR
OCULAR P/ CIMA E P/ BAIXO
PERCEPÇÃO SENSORIAL DA FACE E DA BOCA E TOCAR LEVEMENTE A CÓRNEA C/ FIAPO DE ALGODÃO, AVALIAR
V – TRIGÊMEO/ MISTO
MOVIMENTAÇÃO DA BOCHECHA REFLEXO, MEDIR SENSAÇÃO DE DOR A LUZ. PALPAR A FACE.
MOVIMENTAÇÃO LATERAL DOS MÚSCULOS DO AVALIAR AS DIREÇÕES DO OLHAR.
VI – ABDUTOR/ MOTOR
GLOBO OCULAR
SENTIDO DO PALADAR, EXPRESSÃO FACIAL E VERIFICAR ASSIMÉTRICA AO SORRIR, FAZER CARETA, SOPRAR OU
VII – FACIAL/ MISTO GLÂNDULAS SALIVARES ENCHER BOCHECHAS. IDENTIFICAR SABOR SALGADO/DOCE NA REGIÃO
ANTERIOR DA LÍNGUA.
VIII – AUDITIVO/ SENSORIAL AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO AVALIAR CAPACIDADE DE OUVIR PALAVRAS FALADAS.
IX – GLOSSOFARÍNGEO/ MISTO PALADAR E DEGLUTIÇÃO PEDIR P/ IDENTIFICAR SABOR AMARGO/DOCE NO DORSO DA LÍNGUA.
RESPONSÁVEL POR SNA, SENTIDO DA FARINGE, PEDIR P/ DIZER “AH”. OBSERVAR MOVIMENTO DO PALATO, FARINGE
X – VAGO/ MISTO
MOVIMENTO DE CORDAS VOCAIS E PRESENÇA DE ROUQUIDÃO.
DEGLUTIÇÃO E MOVIMENTOS DA CABEÇA E PEDIR P/ ENCOLHER OS OMBROS E VIRAR A CABEÇA CONTRA
XI – ACESSÓRIO/ MOTOR
OMBROS RESISTÊNCIA PASSIVA.
XII – HIPOGLOSSO/ MOTOR MOVIMENTAÇÃO DOS MÚSCULOS DA LÍNGUA PEDIR P/ EXPOR A LÍNGUA E MOVÊ-LA DE UM LADO AO OUTRO.

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA


INDICA O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA RETICULAR ATIVADOR DA CONSCIÊNCIA, QUE SE TRATA DE UMA ÁREA ENCEFÁLICA VITAL, POR SE
ENCONTRAR PRÓXIMA AO TRONCO ENCEFÁLICO. SEU COMPROMETIMENTO SINALIZA DESDE EVENTOS NEUROLÓGICOS DISCRETOS AOS MAIS
GRAVES QUE PODEM DESENCADEAR O QUADRO DE MORTE ENCEFÁLICA.

NÍVEL DE CONSCIÊNCIA - INSPEÇÃO


1. ALERTA: RESPONDE A ESTÍMULOS AUDITIVOS NORMAIS; 4. COMA SUPERFICIAL: REFLEXO TRONCO CEREBRAL
OLHO ABERTO; REPONDE COMPLETAMENTE E DE INTACTO OU NÃO. RESPONDE A ESTÍMULOS
MANEIRA APROPRIADA AOS ESTÍMULOS. DOLOROSOS (FRICÇÃO SOBRE O EXTERNO) DE FORMA
2. SONOLENTO/LETÁRGICO: RESPONDE LENTAMENTE AOS INESPECÍFICA;
ESTÍMULOS AUDITIVOS EM TOM DE VOZ MAIS BAIXO; 5. COMA PROFUNDO: REFLEXO DO TRONCO CEREBRAL
PODE ADORMECER DURANTE O EXAME. AUSENTE. NÃO APRESENTA RESPOSTA A ESTÍMULOS
3. OBNUBILAÇÃO: PRECISA DE ESTIMULAÇÃO MAIS DOLOROSOS.
VIGOROSA PARA RESPONDER AOS ESTÍMULOS.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA - ANAMNESE/ENTREVISTA
AVALIA A CAPACIDADE COGNITIVA DO PACIENTE, PODE APRESENTAR ALTERAÇÕES NO CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA, SEM NECESSARIAMENTE
APRESENTAR UMA ALTERAÇÃO DO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA:
1. ORIENTADO; 4. ESTADO MÍNIMO DA CONSCIÊNCIA;
2. DESORIENTADO E/OU CONFUSO; 5. ESTADO VEGETATIVO.
3. AGITAÇÃO PSICOMOTORA;

AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL – INSPEÇÃO (


PERMITE COMPREENDER O ESTADO EMOCIONAL DO PACIENTE, FRENTE AO SEU PROCESSO SAÚDE-DOENÇA, MINIMIZANDO ASSIM OS EFEITOS
QUE POSSAM INFLUENCIAR EM SUA TERAPÊUTICA:
1. COOPERATIVO; 5. AGITAÇÃO;
2. ANSIEDADE; 6. AGRESSIVIDADE;
3. MEDO; 7. TRANQUILO;
4. TRISTEZA; 8. RESIGNADO.

AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TRONCO ENCEFÁLICO (ESTADO DE COMA) - INSPEÇÃO


1. CORNEOPALPEBRAL – PRESERVADO, DIMINUÍDO OU 3. DEGLUTIÇÃO – PRESERVADO, DIMINUÍDO OU AUSENTE;
AUSENTE; 4. TOSSE – PRESENTE OU AUSENTE;
2. VÔMITO – PRESENTE OU AUSENTE; 5. PUPILAR – PRESERVADO, DIMINUÍDO OU AUSENTE.

REFLEXO FOTOMOTOR DAS PUPILAS – INSPEÇÃO


AVALIA-SE QUANTO A TAMANHO E SIMETRIA DAS PUPILAS, BEM COMO A REAÇÃO A LUZ:
1. QUANTO AO TAMANHO – 2. QUANTO À SIMETRIA – 3. QUANTO À FOTORREAÇÃO –
a) NORMAL (2,5 A 3,0 a) ISOCÓRICAS (PUPILAS PUPILAS FOTORREAGENTES;
MM); IGUAIS); FOTORREAÇÃO LENTA;
b) MIOSE (DIMINUÍDA); b) ANISOCÓRICAS AUSÊNCIA DE FOTORREAÇÃO.
c) MIDRÍASE (DIFERENTES).
(AUMENTADA).

AVALIAÇÃO POSTURAL – INSPEÇÃO


AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS MOTORES DE POSTURA ANORMAL AO LEITO:
1. DECORTICADO – FLEXÃO DE 2. DESCEREBRADO – HIPER- 3. AUSÊNCIA DE REFLEXO MOTOR
BRAÇOS HIPER-ESTENDENDO ESTENÇÃO DE BRAÇOS E – SEM MANIFESTAÇÃO
AS PERNAS APÓS ESTÍMULO DE PERNAS APÓS ESTIMULO DE MOTORA APÓS ESTÍMULO DE
FICÇÃO SOB EXTERNO; FICÇÃO SOB EXTERNO; FICÇÃO SOB EXTERNO.

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SONO-REPOUSO – ANAMNESE/ENTREVISTA


1. INSÔNIA; 3. DESPERTA DEVIDO A ALGUM DESCONFORTO;
2. ALTERAÇÃO DO CICLO SONO/VIGÍLIA; 4. TROCA DE AMBIENTE...

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA


É INDICATIVO DE COMPROMETIMENTO OU NÃO DOS SISTEMAS NERVOSO, OSTEOMUSCULAR, CONDIÇÃO BIOLÓGICA, POTENCIAL DE
MOBILIZAÇÃO OU AINDA UM COMPROMETIMENTO NO METABOLISMO QUE ESTEJA OCASIONANDO UM DÉFICIT DE ENERGIA. AVALIAÇÃO
MOTORA RELEVANTE QUANTO A:
1. FORÇA MUSCULAR; 2. TÔNUS MUSCULAR; 3. MASSA MUSCULAR.

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA EM NÍVEL DE FORÇA MUSCULAR – INSPEÇÃO


SOLICITE AO PACIENTE PARA MOVIMENTAR O MEMBRO QUE DESEJA AVALIAR, O MESMO DEVERÁ DEMONSTRAR CAPACIDADE PARA VENCER
UMA RESISTÊNCIA OFERECIDA AO MOVIMENTO SOLICITADO, SEM FADIGA EVIDENTE:
1. FORÇA DE GRAU 5 (PRESERVADA) – CAPACIDADE PLENA
DE VENCER A RESISTÊNCIA OFERECIDA;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
2. FORÇA DE GRAU 4 (PARESIA) – CAPACIDADE PARA SOBRE UMA SUPERFÍCIE DE APOIO O MEMBRO
VENCER SOMENTE A GRAVIDADE, SEM CONSEGUIR AVALIADO;
VENCER A RESISTÊNCIA OFERECIDA; 5. FORÇA DE GRAU 1 (PLEGIA) – NÃO CONSEGUE VENCER A
3. FORÇA DE GRAU 3 (PARESIA) – CAPACIDADE PARA GRAVIDADE E NÃO REALIZA MOVIMENTO SOBRE UMA
VENCER A GRAVIDADE, SEM SUSTENTAR ESSA SUPERFÍCIE DE APOIO, APRESENTANDO APENAS UMA
CONDIÇÃO; CONTRAÇÃO NO MEMBRO AVALIADO;
4. FORÇA DE GRAU 2 (PARESIA) – NÃO CONSEGUE VENCER 6. FORÇA DE GRAU 0 (PLEGIA) – NÃO APRESENTA
A GRAVIDADE, PORÉM MOVIMENTA AMPLAMENTE QUALQUER CONTRAÇÃO MUSCULAR NO MEMBRO
AVALIADO.

PARESIA
É UMA PARALISIA INCOMPLETA OU DIMINUIÇÃO DA MOTRICIDADE EM UMA OU MAIS PARTES DO CORPO, DEVIDO A LESÃO DOS CENTROS
NERVOSOS OU DAS VIAS MOTORAS (PIRAMIDAL OU EXTRAPIRAMIDAL), OU DEVIDO A LESÕES DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO, INCLUSIVE
NA JUNÇÃO NEUROMUSCULAR.

PARALISIA/PLEGIA
É UMA DIMINUIÇÃO OU ABOLIÇÃO DA MOTRICIDADE, EM UMA OU MAIS PARTES DO CORPO, DEVIDO AOS MESMOS MOTIVOS DA PARESIA.
SÃO IDENTIFICADAS POR:
1. MONOPLEGIA: PARALISIA DE UM MEMBRO; 4. PARAPLEGIA: PARALISIA DOS DOIS MEMBROS
2. DIPLEGIA: PARALISIA DE DOIS MEMBROS; INFERIORES;
3. HEMIPLEGIA: PARALISIA DOS MEMBROS SUPERIOR E 5. QUADRIPLEGIA/TETRAPLEGIA: PARALISIA DOS QUATRO
INFERIOR DO MESMO LADO; MEMBROS;

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA EM NÍVEL DE TÔNUS MUSCULAR – INSPEÇÃO E PALPAÇÃO


INSPECIONAR E PALPAR OS MEMBROS DO PACIENTE, ESTANDO ESTES EM REPOUSO, BUSCANDO INVESTIGAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES QUANTO
A ESSA CARACTERÍSTICA:
1. HIPOTONIA MUSCULAR E OU 2. HIPERTONIA MUSCULAR E OU 3. TÔNUS PRESERVADO:
FLACIDEZ: TÔNUS APRESENTA- ESPASTICIDADE, RIGIDEZ: RESISTENTE AO ESTIRAMENTO
SE DIMINUÍDO, MUSCULATURA TÔNUS APRESENTA-SE PASSIVO.
FLÁCIDA; AUMENTADO, MUSCULATURA
RÍGIDA;

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA EM NÍVEL DE MASSA MUSCULAR – INSPEÇÃO, PALPAÇÃO E ENTREVISTA


INSPECIONAR E PALPAR OS MEMBROS DO PACIENTE BUSCANDO POSSÍVEIS ALTERAÇÕES QUANTO A ESSA CARACTERÍSTICA E QUESTIONANDO
QUANTO A ALTERAÇÕES POR ELE PERCEBIDAS:
1. HIPOTROFIA MUSCULAR: 2. HIPERTROFIA MUSCULAR: 3. MASSA PRESERVADA:
INSUFICIÊNCIA NUTRICIONAL DESENVOLVIMENTO OU CARACTERÍSTICA NORMAL
MUSCULAR, DIMINUIÇÃO CRESCIMENTO EXCESSIVO DO ESPERADA DE UM
EXCESSIVA DO MUSCULO; MUSCULO; DETERMINADO MUSCULO.

AVALIAÇÃO SENSORIAL
A AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE SENSORIAL NOS INDICA UM COMPROMETIMENTO OU NÃO DO SISTEMA NERVOSO, OU UM
COMPROMETIMENTO NO METABOLISMO QUE ESTEJA OCASIONANDO UM DÉFICIT SENSORIAL.
1. SENSIBILIDADE TÁTIL: APLICAR LEVEMENTE UM PEDAÇO CUTÂNEA. OBSERVAR ÁREAS DE ENTORPECIMENTO OU
DE ALGODÃO EM PONTOS SENSÍVEIS DA SUPERFÍCIE MAIOR SENSIBILIDADE, PERGUNTANDO AO PACIENTE SE
CUTÂNEA (FACE, PESCOÇO, DORSO DAS MÃOS). PEDIR ELE TEM UMA SENSAÇÃO AGUDA OU MACIÇA;
AO PACIENTE QUE DIGA QUANDO TIVER ALGUMA 3. SENSIBILIDADE VIBRACIONAL: APLICAR A HASTE DO
SENSAÇÃO; DIAPASÃO À ARTICULAÇÃO INTERFALANGIANA DISTAL
2. SENSIBILIDADE ÁLGICA: QUEBRAR UMA DAS DOS DEDOS E DO GRANDE ARTELHO, DO COTOVELO E
EXTREMIDADES DE UM ABAIXADOR DE LÍNGUA. APLICAR DO PUNHO. PEDIR AO PACIENTE PARA DIZER QUANDO
ALTERNADAMENTE AS EXTREMIDADES PONTIAGUDA E SENTE A VIBRAÇÃO PELA PRIMEIRA VEZ E QUANDO ELA
ROMBA DO ABAIXADOR DE LÍNGUA À SUPERFÍCIE

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MONITORA: ROBERTA APULEO
CESSA. CERTIFICAR-SE DE QUE ELE SENTE A VIBRAÇÃO E OU EMBAIXO. FAZER ISSO EM AMBOS OS LADOS E
NÃO A PRESSÃO; DEDOS;
4. SENSIBILIDADE POSICIONAL: AGARRAR UM DEDO 5. SENSIBILIDADE A TEMPERATURA: TOCAR A PELE DO
SEGURANDO-O DE AMBOS OS LADOS COM O POLEGAR E CLIENTE COM UM TUBO DE ENSAIO CHEIO DE ÁGUA
O INDICADOR. MOVIMENTAR O DEDO QUENTE OU FRIA. PERGUNTAR SE O PACIENTE SENTE
ALTERNADAMENTE PARA CIMA E PARA BAIXO. PEDIR AO ALGUMA SENSAÇÃO DE QUENTE OU FRIO.
PACIENTE PARA DIZER QUANDO O DEDO ESTA EM CIMA

VALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO – INSPEÇÃO E ENTREVISTA


AVALIA A AMPLITUDE DE MOVIMENTOS DO PACIENTE NO LEITO E FORA DESTE, BEM COMO NOS INDICA O GRAU DE DEPENDÊNCIA DO
PACIENTE PARA OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DEFININDO COM ISTO A SUA QUESTÃO DO AUTOCUIDADO, ALÉM DE SINALIZAR POTENCIAIS
COMPLICAÇÕES ORIUNDAS DO ESTADO DE IMOBILIDADE, COMO COMPLICAÇÕES TEGUMENTARES, PULMONARES, URINÁRIAS,
OSTEOMUSCULARES, CIRCULATÓRIAS E PSICOLÓGICAS.
1. DEPENDÊNCIA TOTAL PARA 2. DEPENDÊNCIA PARCIAL PARA 3. INDEPENDÊNCIA TOTAL PARA
MOBILIDADE: DEVERÁ SER MOBILIDADE: DEVERÁ SER MOBILIDADE: DEVERÁ SER
INDICADA QUAL A AMPLITUDE INDICADA QUAL A AMPLITUDE INDICADO SE O PACIENTE
DE MOVIMENTOS DE SUAS DE MOVIMENTOS DE SUAS DEAMBULA E SE NECESSITA DE
EXTREMIDADES NO LEITO E A EXTREMIDADES NO LEITO E ACESSÓRIOS PARA
POSSIBILIDADE DE REMOÇÃO TALVEZ FORA DO LEITO; DEAMBULAÇÃO
DO MESMO DA CAMA PARA (MULETA/ANDADOR).
POLTRONA;

TESTES NEUROLÓGICOS

SINAL DE BABINSKI
É SINAL DE REFLEXO PLANTAR PATOLÓGICO, QUANDO HÁ A EXTENSÃO DO HÁLUX (1º DEDO DO PÉ). PODE IDENTIFICAR DOENÇAS
DA MEDULA ESPINHAL E CÉREBRO E QUE TAMBÉM EXISTE COMO REFLEXO PRIMITIVO EM BEBÊS. A PRESENÇA DO REFLEXO (EXTENSÃO DO
HÁLUX) É UMA REAÇÃO NORMAL EM CRIANÇAS ATÉ 2 ANOS DE IDADE. EM ADULTOS INDICA LESÃO NEUROLÓGICA. SUA ASSIMETRIA, O FATO
DE SER OBSERVADO EM APENAS UM DOS MEMBROS, INDICA QUAL HEMISFÉRIO CEREBRAL FOI LESIONADO. EXISTEM TRÊS RESPOSTAS
POSSÍVEIS:
1. FLEXÃO: OS DEDOS DO PÉ 2. INCONCLUSIVO: NÃO HÁ 3. EXTENSÃO: O HÁLUX REALIZA
CURVAM-SE PARA BAIXO. ESTA RESPOSTA OU DIFÍCIL DE UMA EXTENSÃO PARA CIMA.
É A RESPOSTA NORMAL CLASSIFICAR. POSITIVO PARA SINAL DE
OBSERVADA EM ADULTOS BABINSKI.
SADIOS.

TESTE DE ROMBERG
PEDIR AO PACIENTE PARA PERMANECER EM PÉ COM OS PÉS JUNTOS, MÃOS AO LADO DO CORPO E OLHOS FECHADOS POR UM MINUTO.
PERMANECER EM PÉ PRÓXIMO AO PACIENTE POR PRECAUÇÃO, PARA AMPARÁ-LO CASO AMEACE CAIR.
1. TESTE POSITIVO: OCORRE PERDA SIGNIFICATIVA NO OLHOS FECHADOS, COM PERDA QUASE QUE IMEDIATA
EQUILÍBRIO CERCA DE 5 SEGUNDOS APÓS O INICIO DO DO EQUILIBRO. INDICA ATAXIA CEREBELAR.
TESTE OU MESMO QUEDA. OBSERVAR PRINCIPALMENTE 2. ACHADO NORMAL: LEVE OSCILAÇÃO NO EQUILÍBRIO,
SE O PACIENTE SE TORNA MAIS INSTÁVEL COM OS MAS SEM RISCO DE QUEDA.

TESTE DEDO-NARIZ
DE PÉ EM FRENTE AO PACIENTE, MANTER O INDICADOR PARADO A CERCA DE 60 CM DA FACE DO MESMO. PEDIR QUE ELE TOQUE SEU DEDO
COM O INDICADOR E EM SEGUIDA TOQUE O PRÓPRIO NARIZ ALTERNADAMENTE.
1. TESTE POSITIVO: MOVIMENTOS RÍGIDOS, LENTOS OU 2. ACHADO NORMAL: REALIZA TODAS AS MANOBRAS
SEM RITMO, COM OU SEM TREMORES NAS MÃOS. COM SUAVIDADE, RITMO E COM VELOCIDADE
INDICA DISFUNÇÃO DA PROPRIOCEPÇÃO OU CEREBELAR; CRESCENTE.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
ESCALA DE COMA DE GLASGOW
SE O ESTADO DE CONSCIÊNCIA DO PACIENTE FOR QUESTIONÁVEL, AVALIAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA E ORIENTAÇÃO, FAZENDO PERGUNTAS E
DANDO INSTRUÇÕES QUE EXIJAM RESPOSTA:
1. SE AS RESPOSTAS DO PACIENTE 2. SE O PACIENTE NÃO PUDER 3. QUANDO O PACIENTE NÃO
NÃO FOREM ADEQUADAS, RESPONDER AS PERGUNTAS RESPONDE AOS COMANDOS,
FAZER PERGUNTAS CURTAS E SOBRE ORIENTAÇÃO, TESTAR A RESPOSTA A
OBJETIVAS SOBRE COISAS QUE ESTABELECER COMANDOS ESTÍMULOS DOLOROSOS,
O PACIENTE SAIBA, EXEMPLO: SIMPLES, EXEMPLO: “APERTE APLICANDO PRESSÃO FIRME
“ONDE MORA”, “DIGA SEU MEUS DEDOS”, “MOVA SEUS SOBRE A UNHA DO PACIENTE.
NOME”, “QUAL SUA IDADE”. JOELHOS”.

INDICADORES RESPOSTA PONTOS


ABERTURA OCULAR (AO) ESPONTÂNEA 4
COM ESTÍMULO VERBAL 3
COM ESTÍMULO DOLOROSO 2
NENHUMA RESPOSTA 1
MELHOR RESPOSTA VERBAL (MRV) ORIENTADO 5
CONFUSO 4
PALAVRAS IMPRÓPRIAS 3
SONS INCOMPREENSÍVEIS 2
NENHUMA RESPOSTA 1
MELHOR RESPOSTA MOTORA (MRM) OBEDECE 6
LOCALIZA E RETIRA ESTÍMULOS 5
LOCALIZA O ESTÍMULO 4
RESPONDE EM FLEXÃO 3
RESPONDE EM EXTENSÃO 2
NENHUMA RESPOSTA 1
TOTAL= AO+MRV+MRM

PONTUAÇÃO NA ESCALA DE COMA GLASGOW


VARIA DE 3 A 15 ESCORES, SENDO QUE ESCORES MAIS ELEVADOS INDICAM MELHORES CONDIÇÕES DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA:
1. 15 PONTOS: INDICA QUE O 2. ≤ 8 PONTOS: INDICA QUE PONTO), SÃO CONSIDERADOS
TRONCO CEREBRAL E O PACIENTES SEM ABERTURA EM COMA;
CÓRTEX ESTÃO PRESERVADOS; OCULAR (1 PONTO), QUE 3. 3 PONTOS: INDICA QUE UM
EMITEM SOMENTE SONS PACIENTE APERCEPTIVO OU
INCOMPREENSÍVEIS OU NÃO ARREATIVO, ESTA
APRESENTAM RESPOSTA RELACIONADA A DISTÚRBIOS
VERBAL (2 OU 1 PONTO) E DO TRONCO CEREBRAL , SENDO
QUE NÃO OBEDECEM AOS SUGESTIVA, MAS NEM SEMPRE
COMANDOS VERBAIS (5 A 1 INDICATIVA, DE MORTE
ENCEFÁLICA.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
11. AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA

INSPEÇÃO
A inspeção torácica pode ser realizada de duas maneiras, através da inspeção estática e dinâmica:

INSPEÇÃO ESTÁTICA
 O examinador deve observar as condições da pele (coloração, hidratação, cicatrizes, lesões), os pelos e
sua distribuição, a presença de circulação colateral, abaulamentos e retrações.
 Cianose é a cor azulada ou arroxeada da pele, das mucosas e do leito ungueal causada por hipoxemia.
 Pele, membranas, mucosas, conjuntivas, palato mole, lábios e língua devem ser inspecionados para
detectar essa condição.
 Os dedos e as unhas também devem ser inspecionados para detectar baqueteamento e manchas de
fumo. Baqueteamento digital é uma anormalidade na qual as falanges distais e as unhas apresentam o
formato de bulbo. Ainda que possa ser uma característica genética, comumente está relacionado a
cardiopatias, doenças respiratórias, doenças articulares e cirrose hepática.

Quanto ao formato:
1. Abaulamento - é o aumento do volume, 2. Retrações - dizem respeito à restrição do
podendo localizar-se em qualquer região do hemitórax, que também pode localizar-se em
tórax. O derrame pleural, por exemplo, qualquer região do tórax. Assim, atelectasias
provoca abaulamento na base do hemitórax ou lesões fibróticas podem levar a depressão
correspondente. Aneurisma de aorta pode ser do lobo ou pulmão correspondente.
visto na parte anteroposterior como um
abaulamento arredondado e pulsátil.

3. Tórax chato ou plano - tem como característica algumas vezes, ser encontrado em idosos que
o reduzido diâmetro anteroposterior, com não tenham essa doença.
sobressaliência das escápulas no relevo 5. Tórax em funil (pectus escava tum) - é uma
torácico. É mais comum nos indivíduos deformidade na qual o esterno fica deprimido
longilíneos e em alguns portadores de doença no nível do terço inferior e os órgãos que se
pulmonar crônica. situam abaixo dele são comprimidos. O
4. Tórax em tonel ou globoso - é aquele em que o diâmetro anteroposterior está diminuído. Nos
diâmetro anteroposterior iguala-se ao casos graves, o esterno pode chegar a tocar a
transversal, sendo frequentemente coluna espinal. As causas do tórax em funil
relacionado a enfisema pulmonar, mas pode, incluem raquitismo, síndrome de Marfan e
distúrbios congênitos do tecido conjuntivo.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
6. Peito de pombo (pectus carinatum) - é o 8. Tórax cifótico - consiste na acentuação da
oposto de tórax em funil. O esterno projeta-se curvatura torácica normal. O paciente adota
para a frente, aumentando o diâmetro uma postura encurvada ou um aspecto
anteroposterior. As comunicações interatriais corcunda. As causas incluem osteoporose
ou interventriculares congênitas são as causas secundária ao envelhecimento, tuberculose da
mais comuns, mas a asma, o raquitismo, a coluna, artrite reumatoide e vícios de postura
síndrome de Marfan e a cifoescoliose por tempo prolongado.
congênita grave podem contribuir para o peito 9. Tórax cifoescoliótico- presença de cifose e
de pombo. também do desvio lateral da coluna
7. Tórax em sino ou cônico - produz um (escoliose). Os pulmões situados abaixo dessa
alargamento da porção inferior, como uma deformidade ficam distorcidos, tornando difícil
boca de sino, comum nas grandes a interpretação dos achados.
hepatoesplenomegalias e na ascite volumosa.

INSPEÇÃO DINÂMICA
 O examinador deve observar a dinâmica respiratória.
 A movimentação da caixa torácica é observada durante a respiração.
 A frequência respiratória considerada normal para adultos varia, segundo diversos autores, 3.4 em um
intervalo entre 12 e 20 incursões respiratórias por minuto, e a relação entre a inspiração e a expiração
normalmente é de 1 :2.
 A movimentação respiratória é observada quanto à sua amplitude ou profundidade de expansão e
ritmo, podendo alterar-se, o que torna a respiração superficial ou profunda.
 A respiração torácica ou costal em indivíduos sadios tanto do sexo feminino quanto masculino, em pé ou
sentado é a mais comum. Na posição dorsal, a respiração diafragmática prevalece em ambos os sexos,
com destaque para os movimentos da metade superior do abdome e inferior do tórax.
 O emprego da musculatura acessória, as retrações, a simetria e quaisquer movimentos paradoxais
devem ser registrados.

Quanto aos padrões respiratórios:

Taquipneia
é a respiração rápida e superficial. Está presente em casos de doenças pulmonares restritivas, dor torácica,
distúrbios do diafragma e alcalose metabólica, além de aparecer nos quadros de febre.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
Bradpneia
é a respiração lenta e superficial. Ocorre fisiologicamente durante o sono e em atletas. Pode ser secundária
ao coma diabético e a depressão do centro respiratório, devido ao aumento da pressão intracraniana e a
intoxicações exógenas.

Apneia
é a ausência de movimento respiratório.

Hiperpneia
é a respiração rápida e profunda que é fisiológica após exercício intenso. Pode ser causada, também, por
ansiedade, acidose metabólica ou lesões neurológicas.

Respiração de Kussmaul
é a respiração profunda; sua frequência pode ser rápida, normal ou lenta. Caracteriza-se por inspirações
rápidas e amplas, intercaladas por inspirações rápidas com pouca amplitude e curtos períodos de apneia em
inspiração e expirações profundas e ruidosas e períodos de apneia expiratória. Está associada a acidose
metabólica, cetoacidose diabética e insuficiência renal com uremia.

Respiração de Cheyne-Stokes
também chamada de dispneia periódica, corresponde a períodos de respiração lenta e superficial que
gradualmente vai se tornando rápida e profunda, alternando períodos de apneia. Essa respiração está
associada a uma sensibilidade anormal do centro bulbar, pois o excesso de C02 acumulado no período de
apneia estimula o centro respiratório a aumentar a amplitude das incursões respiratórias, levando a
hipocapnia. Nesse momento, ocorre diminuição do estímulo do centro respiratório e consequente
diminuição da profundidade da respiração. Pode ocorrer em recém-nascidos, cujo centro respiratório
encontra-se imaturo, ou em pacientes com insuficiência cardíaca grave, acidentes vasculares cerebrais,
traumatismos craniencefálicos e intoxicações por barbitúricos ou opiáceos.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
Respiração de Biot
também denominada atáxica, caracteriza-se por ser irregular.
As incursões respiratórias podem ser algumas vezes lentas, algumas vezes rápidas, algumas vezes
superficiais ou algumas vezes profundas, cessando por curtos períodos, sem relação constante entre os
tipos respiratórios. As causas incluem depressão respiratória e lesão cerebral (no nível bulbar).

Eupneia
Respiração que apresenta frequência e profundidade normais (12 a 20 rpm).

Platipneia
dificuldade de respirar na posição ereta, com melhora do ritmo respiratório na posição deitada. Comum na
pneumectomia.

Ortopneia
dificuldade de respirar na posição deitada.

Trepopneia
situação em que o paciente se sente mais confortável para respirar em decúbito lateral.

PALPAÇÃO

 Palpar os músculos e tecido torácicos posteriores e o esqueleto em busca de nódulos, massas,


pulsações, sensibilidade, abaulamentos e movimentos ou posições incomuns, se houver dor e
sensibilidade, evitar a palpação profunda, pois fragmentos de costelas fraturadas podem deslocar-se
contra órgãos vitais.
 A parede torácica não é macia. O conjunto de costelas é tanto elástico, ao passo que a coluna torácica é
rígida.
 Dor localizada pode ser indicio de fratura de costela. Crepitação é uma sensação de atrito que pode ser
palpada e sentida como celofane sob a pele, sendo resultante de ar nos tecidos subcutâneos devido a
uma ruptura no sistema respiratório. É um sinal que requer atenção medica imediata.

EXPANSÃO PULMONAR
1. Posicionar-se atrás do paciente e colocar os polegares ao longo dos
processos espinhais no nível da décima costela, com as mãos em leve
contato com as superfícies porterolaterais. Os polegares devem estar
cerca de 5 cm afastados apontando na direção da coluna, com os
demais dedos apontando para os lados. Pressionar as mãos (não
deslizar) na direção da coluna, de maneira a formar uma pequena
prega de pele entre os polegares. Pedir ao paciente para fazer uma
respiração profunda após a primeira inalação, observar o movimento
de seus polegares. Palpar verificando simetria da respiração e
expansão pulmonar.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
2. A excursão torácica deve ser simétrica, separando 3. Uma excursão torácica reduzida pode ser causada
os polegares 3 a 5 cm. por dor, deformidade postural ou fadiga.

FRÊMITO TÁTIL
1. Palpar em busca de frêmito tátil (vocal), a vibração da parede torácica
durante a fala. Colocar a parte inferior da palma da mão sobre os espaços
intercostais simétricos, começando no ápice pulmonar. A cada posição
pedir ao paciente para dizer “33”. Aplicar um toque firme, porém leve.
Para comparação, palpar ambos os lados simultaneamente e
simetricamente ou usar uma das mãos muito rapidamente ao alternar os
lados. Se o frêmito for leve, pedir ao cliente para falar mais alto ou numa
tonalidade mais baixa.
2. Deve haver uma vibração fraca a medica que o paciente fala. O frêmito
tátil é simétrico e mais forte no alto, perto da bifurcação traqueal,
diminuindo sobre a periferia do tórax. Pode ser difícil palpar
posteriormente, porque a escápula pode obscurecer o frêmito.

3. O frêmito diminuído decorrente de excesso de ar ou líquido nos pulmões (enfisema, derrame pleural,
edema pulmonar). Frêmito aumentado e mais áspero ocorre na presença de uma massa sólida dentro
dos pulmões.

PERCUSSÃO

 A percussão é uma técnica de avaliação da produção de sons pelo contato da mão com a parede
torácica, nos espaços intercostais.
 Esse procedimento ajuda a determinar se os tecidos estão cheios de ar, líquido ou se são sólidos.
 Realiza-se a percussão dígito-digital do tórax em localizações simétricas, dos ápices em direção às bases;
primeiro, em um dos lados do tórax e, em seguida, no outro, no mesmo nível.

SONS DA PERCUSSÃO
1. Os sons encontrados podem ser claro pulmonar, hipersonoro, timpânico, maciço e submaciço.
2. A força do golpe aplicada na percussão varia de acordo com o tórax do paciente, isto é, magro,
musculoso ou obeso.
3. O tecido pulmonar normal apresenta som ressonante ou claro pulmonar, com timbre grave e oco. Os
sons hipersonoros indicam aumento do ar nos pulmões ou no espaço pleural, sendo mais intensos e de
timbre mais grave do que o claro pulmonar. São encontrados principalmente no pneumotórax e no
enfisema pulmonar.
4. Os sons maciços são ruídos surdos e secos identificados normalmente sobre a coxa ou as estruturas
ósseas.
5. Os submaciços são suaves, de alta frequência, como, por exemplo, na percussão sobre o fígado. As
causas mais comuns de macicez e submacicez são derrames pleurais, condensação pulmonar e
neoplasias, porém todas de grande extensão para serem detectáveis à percussão.
6. O som timpânico é oco, semelhante ao rufar de um tambor, e é ouvido durante a percussão do fundo do
estômago (espaço de Traube) em caso de amplo pneumotórax
7. ou se houver alguma câmara repleta de ar.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
EXCURSÃO DIAFRAGMÁTICA

1. Pedir ao paciente para respirar alteração de macicez para ressonância. Pedir


profundamente e prender a respiração. ao paciente para voltar a respirar. Medir com
Percutir ao longo da linha escapular até régua e registar a distancia entre os
localizar a borda inferior, onde a ressonância centímetros entre as marcas de cada lado.
se torna maciça. Marcar o ponto com lápis 2. A distancia da excursão normal deve ser de 3 a
para pele na linha escapular. Deixar que o 5 cm. Comumente, o diafragma fica mais alto
paciente respire e repetir do outro lado. Pedir a direita do que a esquerda.
ao paciente para respirar várias vezes e, em 3. A descida do diafragma pode ser limitada por
seguida, exalar o máximo possível e prender a lesões abdominais (tumor ou ascite) ou dor
respiração. De cada lado, percutir acima do superficial.
ponto assinalado e fazer uma marca na

AUSCULTA

O examinador é capaz de avaliar três elementos: características dos ruídos respiratórios, presença de ruídos
adventícios e característica da voz falada e sussurrada. Os achados devem ser descritos quanto ao tipo de
ruído, à localização, à quantidade (esparsos, difusos) e à fase (inspiratórios, expiratórios ou ambos).

SONS RESPIRATÓRIOS FISIOLÓGICOS


Os sons respiratórios normais resultam da transmissão de vibrações produzidas pela movimentação do ar
nas vias respiratórias. São denominados de som traqueal, som brônquico, murmúrio vesicular e som
broncovesicular.

Som Traqueal
é auscultado nas áreas de projeção da traqueia, isto é, fenda glótica e região supraesternal. São intensos,
agudos e têm qualidade pouco sonora. A fase expiratória é um pouco mais audível e longa do que a
inspiratória.

Som Brônquico
é auscultado na região de projeção dos brônquios de maior calibre, próximo ao esterno. Tem timbre agudo,
intenso e oco. Na fase expira tória, é mais forte e prolongado. Quando auscultado na periferia do pulmão,
significa transmissão anormal do som decorrente de condensação pulmonar, como em casos de pneumonia
ou atelectasia.
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MONITORA: ROBERTA APULEO
Murmúrio Vesicular
é auscultado em toda a extensão do tórax, sendo mais intenso nas bases pulmonares. Tem timbre grave e
suave. É mais forte e prolongado na fase inspiratória e mais audível na região anteroposterior, nas axilas e
nas regiões infraescapulares. Fatores extrapulmonares, como obesidade e hipertrofia muscular, podem
torná-lo mais débil. Dentre as causas patológicas que implicam diminuição do murmúrio vesicular,
destacam-se: pneumotórax, derrame pleural, enfisema pulmonar, dor torácica de qualquer etiologia,
obstrução traqueal e edema de glote.

Som Broncovesicular
aqui se somam as características da respiração brônquica com as do murmúrio vesicular. É auscultado, em
condições normais, no primeiro e no segundo espaços intercostais no tórax anterior e entre as escápulas no
nível da terceira e quarta vértebras dorsais. Quando auscultado em regiões distantes das citadas, indica
condensação pulmonar, atelectasia
por compressão ou presença de caverna, percebendo-se o som brônquico como citado anteriormente.

SONS RESPIRATÓRIOS PATOLÓGICOS

RUÍDOS ADVENTÍCIOS
Os ruídos adventícios são sons anormais que se superpõem aos sons respiratórios normais. São
denominados de crepitações grossas e finas, roncos, sibilos, atrito pleural e carnagem. Quando auscultados,
devem-se observar a intensidade, o timbre e a duração (fase inspiratória, expiratória, ou ambas), a
localização e qualquer alteração após tosse ou modificação da posição do paciente.

Crepitações ou Estertores Finos


são sons agudos, de curta duração e mais audíveis na inspiração, que não se modificam com a tosse e
podem mudar de acordo com a posição. O mecanismo mais provável para a geração de crepitações finas é a
abertura inspiratória súbita das pequenas vias aéreas mantidas fechadas por pressão decorrente da
presença de pequena quantidade de líquido ou exsudato no parênquima pulmonar durante a expiração
anterior. O som de uma crepitação pode ser reproduzido esfregando-se uma mecha de cabelo contra os
dedos próximo ao ouvido ou pela delicada abertura de um velcro (denominado estertor em velcro). Pode
ser audível na pneumonia, congestão pulmonar e doenças intersticiais.

Crepitações Grossas ou Estertores Grossos ou Bolhosas


são sons mais graves, de maior duração, audíveis no início da inspiração e ao longo da expiração; eles se
modificam com a tosse e não são influenciados pelas mudanças de posição. O mecanismo mais provável
para a geração de crepitações grossas é a abertura e fechamento das pequenas vias aéreas contendo
secreção mais
viscosa e também pela alteração no tecido de suporte das paredes brônquicas. O som é semelhante ao
rompimento de pequenas bolhas. Podem ser audíveis na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e em
bronquiectasias.

Roncos
são sons mais graves, de maior duração, audíveis na inspiração e ao longo da expiração, com predomínio
nesta última fase, e se modificam com a tosse. Ocorrem em consequência da passagem do ar por estreitos
canais repletos de líquidos/secreções. Quando há produção excessiva de muco, como na pneumonia, na
bronquite ou na bronquiectasia, as doenças estão frequentemente associadas a roncos.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
Sibilos
são ruídos musicais ou sussurrantes, mais agudos, de maior duração, audíveis na inspiração e ao longo da
expiração e que não se modificam com a tosse. São decorrentes da passagem do ar por vias aéreas
estreitadas. Quando intensos, podem ser audíveis sem estetoscópio. Os sibilos são frequentemente
associados a asma e broncoconstrição, mas corpos estranhos também podem
gerar estreitamento das vias aéreas.

Atrito Pleural
decorre de inflamação pleural e, com frequência, associa-se a pleurite, pneumonia e infarto pleural. O atrito
é descrito como um ruído semelhante a um estalo ou a um "roçar" entre dois pedaços de couro. É mais
intenso na inspiração, mas também pode ser percebido na expiração, sobre a área de inflamação.

Carnagem ou Estridor
é a respiração ruidosa devido à obstrução no nível da laringe e/ou da traqueia, percebida mais
marcadamente na fase inspiratória.
Pode ser decorrente de laringite, edema de glote, corpos estranhos, câncer da laringe e estenose de
traqueia.

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12. AVALIAÇÃO CARDIOCIRCULATÓRIA

MATERIAL
1. Papel toalha; 5. Estetoscópio;
2. Sabão; 6. Esfigmomanômetro;
3. Álcool 70% 7. Bandeja.
4. Algodão

EXAME DO APARELHO CARDIOVASCULAR

CORAÇÃO
LOCALIZAÇÃO
1. A avaliação da função cardíaca é feita através do tórax anterior.
2. No adulto, o coração esta localizado no centro do tórax (região precordial), atrás e à esquerda do esterno, com
uma pequena secção do átrio direito se estendendo para o lado direito do esterno.
3. A base do coração é a porção superior e seu ápice é a ponta de baixo.
4. O ápice toca a parede torácica anterior ao redor do quarto ou quinto espaço intercostal, exatamente na mediana
da linha média clavicular esquerda. Este é o impulso apical ou ponto de impulso máximo (PIM).

DIVISÃO CARDÍACA
O coração é dividido em câmaras e válvulas:

CÂMARAS CARDÍACAS
Liberam sangue para os pulmões e sistema arterial.
1. ÁTRIO DIREITO: à direita e a frente do átrio 3. VENTRÍCULO DIREITO: atrás do esterno e acima do
esquerdo. Recebe sangue da veia cava superior e ventrículo esquerdo. Forma duas câmaras
inferior; inferiores junto ao ventrículo esquerdo;
2. ÁTRIO ESQUERDO: recebe sangue da válvula 4. VENTRÍCULO ESQUERDO: ejeta sangue para a
pulmonar; artéria aorta e para o restante do corpo.
VÁLVULAS CARDÍACAS
Garantem que o sangue circule sempre no mesmo sentido.
1. VÁLVULA TRICÚSPIDE: comunica átrio e ventrículo 3. VÁLVULAS SEMILUNARES (AÓRTICA E PULMONAR):
direitos; impedem o refluxo do sangue nas artérias.
2. VÁLVULA MITRAL: comunica átrio e ventrículo
esquerdos;

CICLO CARDÍACO
Apresenta duas fases, sístole e diástole:
1. SÍSTOLE: Os ventrículos se contraem durante a 2. DIÁSTOLE: Durante a diástole, os ventrículos
sístole e ejetam sangue do ventrículo esquerdo relaxam e o átrio se contrai para mover o sangue
para a aorta e do ventrículo direito para a artéria para dentro dos ventrículos e encher as artérias
pulmonar. coronárias.
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MONITORA: ROBERTA APULEO
SONS CARDÍACOS

BULHAS CARDÍACAS
São os sons cardíacos que correm em relação aos eventos fisiológicos do ciclo cardíaco:
1. B1 (TUM): Conforme a sístole inicia, a pressão enchimento vascular. O enchimento rápido dos
ventricular aumenta e fecha as válvulas mitral e ventrículos cria o terceiro som cardíaco, que soa
tricúspide. O fechamento dessas válvulas reproduz como um galope, o “TÁ” do “TUM-TÁ-TÁ”, ocorre
o primeiro som do coração, o “TUM” do “TUM- logo após o B2 ao final da diástole ventricular.
TÁ”. Ouvido mais frequentemente em crianças e
2. B2 (TÁ): Os ventrículos então se contraem e o adultos jovens. O B3 é também uma anormalidade
sangue flui através da aorta e da circulação em adultos com mais de 30 anos de idade.
pulmonar. Depois que os ventrículos se esvaziam, 4. B4 (TÁ): Ocorre quando o átrio se contrai para
a pressão ventricular cai a níveis inferiores aos da aumentar o enchimento ventricular, produzindo o
aorta e da artéria pulmonar. Isso provoca o quarto som cardíaco, que soa como um galope
fechamento das válvulas aórtica e pulmonar, atrial, o “TÁ” do “TÁ-TUM-TÁ”, ocorre antes do B1
produzindo o segundo som do coração, o “TÁ” do ou da sístole ventricular. Frequentemente ouvido
“TUM-TÁ”. em indivíduos idosos sadios, crianças e atletas. O
3. B3 (TÁ): Como a pressão ventricular continua a cair, B4 é também uma condição de anormalidade em
torna-se inferior à pressão arterial. As válvulas adultos normais.
mitral e tricúspide se abrem, permitindo

DESDOBRAMENTO DE B1 E B2

1. DESDOBRAMENTO DE B1: não costuma ser audível 2. DESDOBRAMENTO DE B2: é mais esperado e
em dois componentes sonoros distintos. Pode-se audível à inspiração na área pulmonar e possui
ouvir ao fechamento da válvula tricúspide logo dois componentes audíveis. Pode-se ouvir o
depois do fechamento da válvula mitral. fechamento da válvula pulmonar logo após o
B1 desd. B1 B2 fechamento da válvula aórtica.
TUM – TUM – TÁ B1 B2 desd. B2
TUM – TÁ – TÁ
SOPRO CARDÍACO
Detecta-se um sopro ao ouvir um som sibilante, de assobio ou vento soprando no começo, no meio ou no final da fase
sistólica ou diastólica.
1. SOPRO SISTÓLICO: ocorre entre B1 e B2. 2. SOPRO DIASTÓLICO: ocorre entre B2 e B1.
B1 Sopro Sistólico B2 B1 B2 Sopro Diastólico
TUM – SSS – TÁ TUM – TÁ – SSS

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
Realizar a inspeção e a palpação simultaneamente em cada um dos seguintes marcos anatômicos:
1. Começar avaliando a base do coração e então seguir na direção do
ápice cardíaco. Inspecionar o ângulo de Louis, que fica entre o corpo
do esterno e o manúbrio e pode ser sentido como uma crista no
esterno aproximadamente 5 cm abaixo da incisura esternal. Deslizar
os dedos ao longo do ângulo de cada lado do esterno para sentir as
costelas adjacentes. Os espaços intercostais ficam logo abaixo de
cada costela. O segundo espaço intercostal permite a identificação
dos dois primeiros marcos anatômicos, os segundos espaços
intercostais direito e esquerdo.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
2. O terceiro e quarto espaços intercostais esquerdos podem ser encontrados seguindo para baixo ao longo do lado
esquerdo do esterno, palpando cada espaço intercostal. Em pessoas obesas ou com músculos torácicos bem
desenvolvidos, é necessária palpação profunda.

PALPAÇÃO DO ICTUS CORDIS


Para encontrar o Ictus Cordis, localizar o quinto espaço intercostal logo a esquerda do esterno e mover os dedos
lateralmente, imediatamente medial a linha hemiclavicular esquerda. No Ictus Cordis, sente-se uma leve batida em
cerca de 50% dos pacientes adultos em área de 1 a 2 cm de diâmetro no ápice. O marco definitivo é a área
epigástrica, na ponta do esterno.
1. Verificar primeiro o aspecto das pulsações ou desvios excessivos, vendo cada marco sobre o tórax em um
ângulo para o lado. As pulsações não podem ser vistas, mas podem ser sentidas no Ictus Cordis ou na área
epigástrica, em pacientes magros. A pulsação visível à esquerda do paciente, na linha hemiclavicular, é
sugestivo de cardiomegalia. O Ictus Cordis não pode ser visível em mais de um espaço intercostal.
2. Pedir para o paciente sentar-se e inclinar-se para frente, faz com que o Ictus Cordis seja visível.
3. Em posição supina, palpar cada marco, usando primeiro os quatro dedos juntos e, então, alternando com a
parte da mão próxima ao punho. Tocar delicadamente e deixar que os movimentos desviem sua mão. Sentir
os movimentos e frêmitos (vibrações finas, palpáveis e rápidas). Comumente não se sente pulsações,
vibrações ou frêmitos no segundo, terceiro ou quarto espaços intercostais. A pulsação aórtica é palpável na
área epigástrica.
4. Palpar o Ictus Cordis e identificar sua localização e a distância da linha medioesternal. Determinar a largura do
arco em que é sentido. Palpável em um pequeno raio, não mais que 1 cm. O impulso é suave e curto.
Obesidade, musculatura desenvolvida e mamas grandes podem obscurecer o Ictus Cordis.
5. Se não conseguir localizar o Ictus Cordis em posição supina, pedir ao paciente que vire para decúbito lateral
esquerdo, para que o coração se mova para perto da parede torácica.
6. Se palpar pulsações ou vibrações, cronometrar sua ocorrência com relação à sístole ou diástole, auscultando
as bulhas cardíacas ou palpando a artéria carótida simultaneamente. O pulso carotídeo e B1 serão
praticamente sincrônicos.
7. Descrever o pulso carotídeo em relação ao ciclo cardíaco. Ao palpar sobre o coração, use a outra mão para
palpar a artéria carótida. O pulso carotídeo e B1 serão praticamente sincrônicos, a ausência de sincronia pode
ser indício de disfunção valvular.

PERCUSSÃO
Faça a percussão das margens cardíacas para verificar se o tamanho do coração está dentro dos limites. Porém, é
preferível ver isso em radiografias.

AUSCULTA
Auscultar os sons cardíacos.
1. Eliminar qualquer ruído na sala; 2. Auscultar as bulhas cardíacas durante vários
segundos;
FOCOS CARDÍACOS

1. Foco aórtico: 2º espaço intercostal, na linha


paraesternal direita;
2. Foco pulmonar: 2º espaço intercostal, na linha
paresternal esquerda;
3. Foco mitral: 5º espaço intercostal, na linha
hemiclavicular;
4. Foco tricúspide: 4º espaço intercostal, na linha
paresternal esquerda.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
SOM DAS BULHAS CARDÍACAS
O som de abertura e fechamento das válvulas produz os sons das bulhas:

POSIÇÕES PARA AUSCULTA


Colocar o paciente em três posições diferentes:
1. Sentado com apoio 2. Posição supina: boa para 3. Decúbito lateral
inclinado para frente: todas as áreas; esquerdo: bom para
bom para ouvir todas as todas as áreas e melhor
áreas e sopros de alta para ouvir sons de baixa
tonalidade; tonalidade.

AUSCULTA DAS BULHAS CARDÍACAS


Seguir um padrão movendo o estetoscópio de forma sistemática e lenta pelas áreas anatômicas. Ouvir as bulhas com
nitidez com o diafragma do estetoscópio, repetir usando a campânula do estetoscópio.
1. Afastar a mama esquerda de pacientes mulheres para auscultar melhor a parede torácica. Começar usando o
diafragma do estetoscópio para sons de alta tonalidade. Ouvir a B1 e B2.
2. As bulhas diferem em altura, tonalidade e duração, dependendo do local auscultado.
3. Determinar frequência e ritmo cardíacos em todas as áreas. Ouvir cada bulha e cada ciclo por tempo
suficiente.
a) B1: é ouvida como “TUM”, ocorre após a b) B2: soa como “TÁ”, segue a curta pausa
longa pausa diastólica e precede a curta sistólica e precede a longa pausa
pausa sistólica, tendo alta tonalidade, diastólica, sendo de alta tonalidade e mais
qualidade maciça e sendo mais audível no audível na área aórtica.
ápice cardíaco.
4. Após auscultar com clareza ambas as bulhas como “TUM TÁ”, contar cada combinação de B1 e B2 como
batimento cardíaco. Contar a frequência de batimentos em 1 minuto.
a) Frequência normal: é de 60 a 100 Comum em atletas com bom
batimentos/minuto em adultos; condicionamento;
b) Bradicardia sinusal: ritmo regular, mas c) Taquicardia sinusal: ritmo regular, mas
frequência diminuída, menos de 60 frequência acelerada, mais de 100
batimentos/minuto. Associada a batimentos/minuto. Associada a febre,
hipotermia, hipotireoidismo e intoxicações dor, hipertireoidismo, choque, cardiopatia
por fármacos ou outras substâncias. e ansiedade. Comum após exercício ou
consumo de cafeína e álcool

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MONITORA: ROBERTA APULEO
5. Avaliar o ritmo cardíaco, observando o intervalo entre B1 e B2 (pausa sistólica) e em seguida, entre B2 e B1
(pausa diastólica). Ouvir todo o ciclo em cada área auscultada.
a) Ritmo regular: inclui intervalos regulares c) Contração ventricular prematura: resulta
entre cada sequencia de batimentos. Há da estimulação elétrica e condução
uma pausa distinta entre B1 e B2; anormal no tecido ventricular, sendo um
b) Disritmia sinusal: a frequência de pulso se batimento cardíaco que ocorre fora do
altera durante a respiração, aumentando ritmo.
no auge da inspiração e declinando
durante a expiração;
6. Auscultar para verificar se há B3 e B4, sons normais criados pela vibração dos ventrículos durante o inicio do
enchimento e pela vibração das válvulas e paredes ventriculares no final do enchimento. Podem ser audíveis
com o paciente deitado em decúbito lateral esquerdo e o estetoscópio no ápice cardíaco. B3 e B4 devem ser
baixas e difíceis de ouvir. Quando é fácil ouvir a B3 ou B4, pode existir maior resistência ao enchimento por
causa da perda da complacência ventricular (hipertensão, coronariopatia) ou aumento do volume sistólico
(anemia, gestação, tireotoxicose). A ocorrência de B3 e B4 juntas indica miocardiopatia grave.
a) B3: soa como um galope que ocorre logo b) B4: é um galope atrial que ocorre antes da
após a B2 no final da diástole ventricular; B1 ou da sístole ventricular.
7. Auscultar em busca de sons cardíacos extras, estalidos e atritos. Sons cardíacos extras comumente estão
ausentes quando as válvulas cardíacas abrem-se sem ruído.
a) Estalidos: são sons extras curtos de alta b) Atritos: são sons rechinantes decorrentes
tonalidade. São causados por válvulas da fricção de partes. São resultantes de
artificiais antigas inseridas durante cirurgia inflamação de tecidos pericárdicos.
cardíaca;
8. Auscultar sopros em cada local da ausculta, observar o momento em que são ouvidos, com relação à sístole e
a diástole, onde são mais audíveis, se irradiam-se, sua altura, tonalidade e qualidade. Comumente os sopros
não são audíveis. O sopro pode ser assintomático ou indicativo de cardiopatia. Em geral, indica uma alteração
no fluxo sanguíneo através do coração ou fora dele. Para avaliar se o sopro se irradia, ouvir sobre as áreas
além daquela onde ele é mais audível, como pescoço ou as costas. Verificar a intensidade do sopro:
a) Grau 1: razoavelmente audível; e) Grau 5: muito alto, com impulso ou
b) Grau 2: audível imediatamente, mas suave; frêmito audível com estetoscópio aplicado
c) Grau 3: alto sem impulso ou frêmito; apenas parcialmente.
d) Grau 4: alto com impulso ou frêmito; f) Grau 6: mais alto, pode ser ouvido com
estetoscópio.

REGISTRO DA AUSCULTA DAS BULHAS CARDÍACAS

REGISTROS NORMAIS
BNF, em 2T, s/s – (bulhas normofonéticas em 2 tempos, B1 e B2, sem sopro), pode sugerir função cardíaca normal;

REGISTROS ALTERADOS
1. Bulhas normofonéticas em 3T – (bulhas em 3 4. Bulhas normofonéticas em 2T com sopro sistólico
tempos B3 ou B4), indica alteração na função – sugere defeito na válvula mitral;
cardíaca em relação a valva mitral; 5. Bulhas normofonéticas em 2T com sopro diastólico
2. Bulhas hipofonéticas em 2T, s/s – braquicardia; – sugere defeito na válvula aórtica.
3. Bulhas hiperfonéticas em 2T, s/s – taquicardia;

SISTEMA VASCULAR
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

CIRCULAÇÃO PULMONAR OU PEQUENA CIRCULAÇÃO


Tem início no ventrículo direito, de onde o sangue é bombeado para rede capilar dos pulmões através da artéria
pulmonar. Depois de sofrer hematose, o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo, através das veias pulmonares.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
CIRCULAÇÃO SISTÊMICA OU GRANDE CIRCULAÇÃO
Tem início no ventrículo esquerdo, de onde o sangue é bombeado para rede capilar dos tecidos de todo o organismo
através da artéria aorta. Após as trocas, o sangue retorna pela veia cava superior e inferior ao átrio direito.

CIRCULAÇÃO COLATERAL
É um mecanismo de defesa do organismo para irrigar ou drenar determinado tecido quando há obstrução dos vasos
sanguíneos próximos.

CIRCULAÇÃO PORTA-HEPÁTICA
Comunicação entre uma rede de capilares no intestino (onde há absorção dos alimentos) e os capilares do fígado
(onde ocorrem os processos metabólicos).

ARTÉRIA BRAQUIAL
1. Auscultar a pressão de 15 mmHg ou mais sugere pressão sistólica e um
sanguínea na artéria braquial aterosclerose ou doença discreto aumento na
em ambos os membros. A aórtica. diastólica.
leitura em cada braço pode 2. Comparar a pressão do 3. Hipotensão ortostática ou
variar até 10 mmHg e tende a paciente sentado com postural, é indicada por uma
ser maior no braço direito. A aquelas medidas com ele queda de 15 mmHg ou mais
maior leitura é aceita como a deitado ou de pé. Quando o na pressão sistólica e uma
mais próxima da pressão paciente muda de posição de queda diastólica
sanguínea do cliente. A supino ou sentado para de
leitura sistólica com diferença pé, pode haver uma queda na

ARTÉRIA CAROTÍDEA

INSPEÇÃO
1. Avaliar as artérias carotídeas 2. Examinar uma carótida por 3. Pedir ao paciente para
com o paciente sentado. vez. Inspecionar o pescoço de posicionar a cabeça para o
ambos os lados, para verificar lado oposto ao que esta
se há pulsação arterial óbvia. sendo examinado durante a
inspeção.
PALPAÇÃO
1. Durante a palpação, pode ser útil que o cliente vire um pouco a cabeça em direção ao lado que esta sendo
examinado.
2. Palpar com delicadeza, usando o indicador e o dedo médio em torno da margem medial do músculo
esternoclidomastóideo.
3. Observar se o pulso se altera a medida que o paciente inspira e expira.
4. Comparar a frequência, o ritmo e a força (enchimento) do pulso de cada lado.
5. O pulso carotídeo é localizado, forte, vibrante e não se altera à inspiração, expiração ou mudanças de posição.
6. A rotação do pescoço ou um desvio da posição sentada para supina não muda a qualidade do pulso carotídeo.
Ambos os pulsos são iguais em termos de frequência, ritmo e força dos dois lados. A frequência é a mesma do
pulso apical.
7. Pulsações carotídeas diminuídas ou desiguais podem indicar aterosclerose ou doença do arco aórtico. Alterações
no pulso carotídeo a inspiração podem indicar uma disritmia sinusal.

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AUSCULTA
1. Colocar a campânula sobre a carótida, na extremidade lateral da clavícula e na margem posterior do músculo
esternoclidomastóideo.
2. Pedir ao paciente para virar a cabeça um pouco para o lado oposto ao que esta sendo examinado.
3. Solicitar que ele prenda a respiração por um momento, para que os sons respiratórios não obscureçam os sons
vasculares.
4. Não se deve ouvir som sobre as carótidas durante a ausculta.
5. Se um ruído ou sibilo for auscultado, palpar a artéria levemente em busca de frêmito, ruído palpável (frêmito) é
indicativo de distúrbio no fluxo sanguíneo decorrente de estreitamento arterial grave.

VEIA JUGULAR INTERNA

1. Examinar a jugular interna direita para determinar indiretamente a pressão no átrio direito. Pedir ao paciente
para sentar-se ereto, num ângulo de 45 a 90 graus. Colocar um travesseiro para dar mais conforto ao paciente.
Veias jugulares normais são achadas, porém as pulsações não são evidentes. Veias distendidas com o paciente
sentado indicam cardiopatia.
2. Pedir ao paciente para inclinar-se devagar para trás em posição supina. Evitar hiperextensão ou flexão do
pescoço. O nível de pulsações venosas começa a aumentar acima do nível do manúbrio, 1 a 2 cm quando o
paciente fica num ângulo de 45 graus.
3. Mensurar a pressão venosa, medindo a distância vertical entre o ângulo de Louis e o nível mais alto do ponto
visível da pulsação da veio jugular interna. Usar duas réguas, alinhar a margem inferior de uma régua comum com
o topo da área de pulsação na veia jugular. Pegar uma régua graduada em cm e alinhá-la perpendicularmente a
primeira régua, no nível do ângulo esternal. Medir em cm a distância entre a régua e o ângulo esternal. Repetir a
medição em ambos os lados. Uma medida de 2 cm ou menos é considerada normal. Pressões bilaterais acima de
2,5 cm são consideradas elevadas e constituem um sinal de insuficiência cardíaca direta.
4. Observar a simetria entre as jugulares direita e esquerda. Ambas devem ser iguais. A distensão em um lado sugere
uma anormalidade localizada (obstrução, etc). Distensão bilateral sugere problema intracardíaco.

PULSO DA ARTÉRIA TEMPORAL


Localizado ao longo dos ossos temporais-esfenóides. Observar o trajeto, a
elasticidade e a presença de sensibilidade. Pulso deve ser palpável e o vaso
facilmente distensível. O espessamento, endurecimento e sensibilidade da
artéria podem ser indícios de arterite temporal.

PULSO DA ARTÉRIA RADIAL

Localizado ao longo do lado radial do antebraço, no punho. Em indivíduos


magros, forma-se um sulco lateral ao tendão flexor do punho.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
PULSO DA ARTÉRIA ULNAR

Localizado no lado oposto ao punho a partir da artéria radial. Sentida


menos proeminente que o radial.

PULSO DA ARTÉRIA BRAQUIAL


Localizado no sulco dos músculos bíceps e tríceps, acima do cotovelo, na
fosse antecubital. A artéria corre ao longo do lado medial do braço
estendido.

PULSO DA ARTÉRIA FEMORAL Localizado abaixo do ligamento inguinal, a meio caminho entre a sínfise
pubiana e a espinha ilíaca ântero superior. Principal artéria da perna, o
paciente necessita ficar em posição supina com a área inguinal exposta.
Aferição da pulsação bimanualmente, com a ponta dos dedos de ambas as
mãos nos lados opostos do local do pulso, pode ser necessária em pacientes
obesos.

PULSO DA ARTÉRIA POPLÍATEA


Localizado atrás do joelho. Flexione o joelho do paciente, com o pé apoiado
na mesa de exame ou em pronação com o joelho ligeiramente na fossa
poplítea, logo lateral a linha média.

PULSO DORSAL DO PÉ – PEDIOSO


Localizado ao longo do dorso do pé, alinhado com o sulco entre os tendões
extensores do grande dedo e do primeiro dedo. Certificar-se de que o
paciente esteja relaxado.

PULSO TIBIAL POSTERIOR

Localizado no lado interno de cada tornozelo. Colocar os dedos atrás e


abaixo do maléolo medial (tornozelo), deixar o pé do paciente relaxado e
diretamente estendido.

FORÇA DO PULSO
Avaliar a força e a igualdade de cada pulso periférico, utilizando a escala de avaliação da força do pulso periférico. O
pulso normal é 2+ igual bilateralmente.
1. 0: pulso ausente; 4. 3+: pulso cheio, aumentado;
2. 1+: pulso diminuído, pouco palpável, fácil de 5. 4+: pulso forte, saltado, que não pode ser
obliterar; obliterado.
3. 2+: pulso normal, facilmente palpável;

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MONITORA: ROBERTA APULEO
13. AVALIAÇÃO ABDOMINAL

TÉCNICAS QUE ANTECEDEM


1. APRESENTAÇÃO DO PROFISSIONAL (CABELOS, UNHAS, 4. REUNIR MATERIAL;
UNIFORME E CRACHÁ); 5. APRESENTAÇÃO AO PACIENTE;
2. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE ; 6. EXPLICAÇÃO DO EXAME A SER REALIZADO.
3. LAVAR AS MÃOS;

O EXAME ABDOMINAL
INCLUI PRIMARIAMENTE UMA AVALIAÇÃO DE ESTRUTURAS DO TRATO GASTROINTESTINAL INFERIOR, FÍGADO, ESTÔMAGO, RINS E BEXIGA. A
DOR ABDOMINAL É UM DOS SINTOMAS MAIS COMUNS RELATADOS PELOS PACIENTES QUANDO PROCURAR O SERVIÇO DE SAÚDE . AO AVALIAR
O ABDOME, USA-SE UM SISTEMA DE MARCOS PARA MAPEAR A REGIÃO, DIVIDIDA EM QUATRO QUADRANTES IGUAIS, COM O PROCESSO
XIFOIDE (EXTREMIDADE DO ESTERNO) ASSINALANDO O LIMITE SUPERIOR E A SÍNFISE PÚBICA DELINEANDO O MAIS INFERIOR. SUAS LINHAS
IMAGINÁRIAS CRUZAM A CICATRIZ UMBILICAL PARA FORMAR QUADRANTES.

AVALIAÇÃO DOS QUADRANTES


QSD – QUADRANTE SUPERIOR QSE – QUADRANTE SUPERIOR
DIREITO ESQUERDO
LOBO DIREITO DO FÍGADO, VESÍCULA LOBO HEPÁTICO ESQUERDO, BAÇO,
BILIAR, PILORO, DUODENO, CABEÇA DO ESTÔMAGO, PÂNCREAS, RIM
PÂNCREAS, FLEXURA HEPÁTICA DO ESQUERDO, FLEXURA ESPLÊNICA DO
CÓLON, POLO SUPERIOR DO RIM CÓLON, PORÇÕES DO CÓLON
DIREITO, PORÇÕES DO CÓLON TRANSVERSO E DESCENDENTE.
ASCENDENTE E TRANSVERSO.
QID – QUADRANTE INFERIOR QIE – QUADRANTE INFERIOR
DIREITO ESQUERDO
POLO INFERIOR DO RIM DIREITO, CECO, CÓLON SIGMOIDE, TUBA UTERINA
APÊNDICE, PARTE DO CÓLON ESQUERDA, OVÁRIO ESQUERDO, PARTE
ASCENDENTE, TUBA UTERINA, OVÁRIO DO CÓLON DESCENDENTE, PARTE DO
DIREITO, URETER DIREITO, PARTE DA RIM ESQUERDO, URETER ESQUERDO,
BEXIGA (SE DISTENDIDA). ÚTERO, PARTE DA BEXIGA (SE
ESTENDIDA).

AVALIAÇÃO DAS REGIÕES


1. HIPOCONDRIO 2. EPIGÁSTRIO 3. HIPOCONDRIO
DIREITO ESQUERDO
LOBO HEPÁTICO DIREITO, EXTREMIDADE PILÓRICA DO ESTÔMAGO, CAUDA DO
VESÍCULA BILIAR. ESTÔMAGO, DUODENO, PÂNCREAS, FLEXURA
PÂNCREAS, PORÇÃO DO ESPLÊNICA DO CÓLON
FÍGADO.
4. FLANCO DIRETO 5. MESOGÁSTRIO 6. FLANCO ESQUERDO
CÓLON ASCENDENTE, OMENTO, MESENTÉRIO, CÓLON DESCENDENTE,
PORÇÕES DO DUODENO E PARTE INFERIOR DO PORÇÕES DO JEJUNO E ÍLEO.
JEJUNO. DUODENO, JEJUNO E ÍLEO.
7. FOSSA ILÍACA 8. HIPOGÁSTRIO 9. FOSSA ILÍACA
DIREITA ESQUERDA
CECO, APÊNDICE E ÍLEO CÓLON SIGMOIDE.
EXTREMIDADE INFERIOR DO
ÍLEO.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
ENTREVISTA
AS QUEIXAS ATUAIS DO PACIENTE DEVEM SER INVESTIGADAS DE FORMA MINUCIOSA, INCLUINDO INÍCIO, DURAÇÃO E INTENSIDADE DOS
SINTOMAS, SENDO FUNDAMENTAL QUE O EXAMINADOR QUESTIONE FATORES QUE EXACERBAM OU INIBEM, BEM COMO A SINTOMATOLOGIA
ASSOCIADA.

DEVEM-SE INVESTIGAR TAMBÉM SINAIS E SINTOMAS GERAIS, COMO ICTERÍCIA, PRURIDO, FEBRE, ADINAMIA, CAQUEXIA E DESCOLORAÇÃO DE
MUCOSAS, QUE PODEM INDICAR ALTERAÇÕES NO APARELHO DIGESTÓRIO.

INSPEÇÃO
INCLUI A OBSERVAÇÃO DE SUA SUPERFÍCIE QUANTO A FORMA E AO CONTORNO, SIMETRIA, PRESENÇA DE CIRCULAÇÃO COLATERAL, AS
CARACTERÍSTICAS DA PELE E A OCORRÊNCIA DE MOVIMENTOS VISÍVEIS NA PAREDE.

DEVE SER INICIADA COM O EXAMINADOR POSICIONADO EM PÉ E A DIREITA, PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO DO CONTORNO DA PAREDE
ABDOMINAL, BEM COMO PARA PROCURAR PERISTALSE VISÍVEL, O EXAMINADOR PODERÁ SENTAR-SE OU ABAIXAR-SE DE MANEIRA QUE
CONSIGA PERCEBER TURGENCIALIDADE DA PAREDE E SOLICITAR QUE O PACIENTE RESPIRE PROFUNDAMENTE, DESTACANDO AS ALTERAÇÕES
ABDOMINAIS. O ABDOME NORMAL DEVE MANTER-SE LISO E SIMÉTRICO NA INSPIRAÇÃO, PODENDO, CONTUDO APRESENTAR VARIAÇÕES:
1. ABDOME PLANO: PACIENTES COM BOM TÔNUS 3. ABDOME PROTUBERANTE: PACIENTES OBESOS,
MUSCULAR E PESO REGULAR; GRAVÍDICAS, COM ASCITE OU DISTENSÃO ABDOMINAL;
2. ABDOME ARREDONDADO: PACIENTES COM 4. ABDOME EM AVENTAL: PACIENTES COM OBESIDADE
MUSCULATURA FLÁCIDA OU EXCESSO DE GORDURA; GRAVE;
5. ABDOME ESCAVADO: PACIENTES MUITO MAGROS.

AUSCULTA
A AVALIAÇÃO DOS RUÍDOS INTESTINAIS QUE OCORREM EM CONSEQUÊNCIA DOS MOVIMENTOS PERISTÁLTICOS E DO DESLOCAMENTO DE AR E
LÍQUIDOS AO LONGO DOS INTESTINOS (RUÍDOS HIDROAÉREOS) CONSTITUI A PRINCIPAL FINALIDADE DA AUSCULTA ABDOMINAL. DEVIDO A
SENSIBILIDADE DO ABDOME AO TOQUE, UMA PALPAÇÃO ANTES DA AUSCULTA PODE MODIFICAR OS SONS PERISTÁLTICOS, RAZÃO PELA QUAL A
AUSCULTA DEVE PRECEDER A PERCUSSÃO E A PALPAÇÃO.

COM O DIAFRAGMA DO ESTETOSCÓPIO PREVIAMENTE AQUECIDO, O EXAMINADOR INICIA A AUSCULTA ABDOMINAL PELO QUADRANTE
INFERIOR DIREITO, APLICANDO LEVE PRESSÃO E IDENTIFICANDO A PRESENÇA, FREQUÊNCIA E INTENSIDADE DOS RUÍDOS INTESTINAIS,
LEVANDO CERCA DE 5 MINUTOS PARA DETERMINAR AUSÊNCIA DE RUÍDOS E NESSES CASOS, DEVE-SE PROSSEGUIR REPETINDO A AUSCULTA
POR 2-5 MINUTOS NOS DEMAIS QUADRANTES EM BUSCA DE ATIVIDADE PERISTÁLTICA.

1. RUÍDO INTESTINAL+, PERISTALSE+, RHA+: INDICA 4. BURBURINHOS: BORBULHAMENTOS PROLONGADOS E


UM ACHADO NORMAL, CLIQUES OU BORBULHAMENTOS INTENSOS DA HIPERPERISTALSE, QUE CORRESPONDEM
COM UMA FREQUÊNCIA ESTIMADA DE 5 A 35 POR AO FAMILIAR “RONCAR DO ESTÔMAGO”;
MINUTO; 5. SONS AGUDOS: INDICAM LÍQUIDOS E GASES
2. RUÍDO INTESTINAL↑, PERISTALSE↑ OU INTESTINAIS SOB PRESSÃO EM UMA ALÇA DILATADA, A
RHA+↑: DIARREIA E FASE INICIAL DA OBSTRUÇÃO SUCESSÃO DESTES SONS, QUE COINCIDE COM UMA
INTESTINAL; CÓLICA ABDOMINAL, INDICA OBSTRUÇÃO INTESTINAL.
3. RUÍDOS INTESTINAIS↓ OU AUSENTES:
INDICATIVO DE ÍLEO PARALÍTICO OU PERITONITE;

PERCUSSÃO
A PERCUSSÃO DIRETA OU INDIRETA DO ABDOME AUXILIA NA DETERMINAÇÃO DO TAMANHO E DA LOCALIZAÇÃO DE VÍSCERAS SÓLIDAS E NA
AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE DISTRIBUIÇÃO DE GASES, LÍQUIDOS E MASSAS.
1. PERCUSSÃO DIRETA: É REALIZADA UTILIZANDO UMA 2. PERCUSSÃO INDIRETA: É REALIZADA COLOCANDO A
DAS MÃOS OU DEDOS, AFIM DE ESTIMULAR MÃO NÃO DOMINANTE ESTENDIDA SOBRE O ABDOME E
DIRETAMENTE A PAREDE ABDOMINAL POR MEIO DE COM O DEDO MÉDIO DA MÃO DOMINANTE FLEXIONADO
TAPAS; USADO COMO SE FOSSE UM MARTELO, PERCUTE-SE UM
DEDO DA OUTRA MÃO.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
OS SONS PRODUZIDOS PELA PERCUSSÃO SÃO DESCRITOS COMO TIMPÂNICOS, HIPERTIMPÂNICOS, MACIÇOS OU SUBMACIÇOS E A
DISTRIBUIÇÃO OU AS MUDANÇAS NESSES SONS, OBSERVADAS DURANTE A PERCUSSÃO, DETERMINAM A EXTENSÃO E A POSIÇÃO DOS ÓRGÃOS
E SEU CONTEÚDO INTRA-ABDOMINAL.

PALPAÇÃO
É REALIZADA POR MEIO DE PALPAÇÕES SUPERFICIAIS OU PROFUNDAS, QUE AUXILIAM NA DETERMINAÇÃO DO TAMANHO, DA FORMA, DA
POSIÇÃO E DA SENSIBILIDADE DA MAIORIA DOS ÓRGÃOS ABDOMINAIS, BEM COMO NA IDENTIFICAÇÃO DE MASSAS E ACÚMULO DE FLUIDOS.
OS QUATRO QUADRANTES DEVEM SER PALPADOS EM SENTIDO HORÁRIO, RESERVANDO-SE PARA O FINAL DO EXAME ÁREAS DOLOROSAS OS
SENSÍVEIS.
1. PALPAÇÃO SUPERFICIAL: É INICIADA MANTENDO-SE 3. PALPAÇÃO BIMANUAL: UTILIZADA PARA PALPAR O
OS DEDOS DE UMA DAS MÃOS ESTENDIDOS, FECHADOS FÍGADO E BAÇO (QUANDO AUMENTADO). É REALIZADA
EM SI, E COM A PALMA DA MÃO E ANTEBRAÇO EM COM UMA DAS MÃOS EM PRESSÃO EM SENTIDO
PLANO HORIZONTAL, POSICIONANDO-SE DE FORMA CONTRARIO A OUTRA. A MÃO DIREITA EXERCE
DELICADA A SUPERFÍCIE ABDOMINAL, COMPRESSÃO PARA DENTRO E PARA FRENTE, QUANTO A
APROXIMADAMENTE 1 CM, COM MOVIMENTOS SUAVES MÃO ESQUERDA O TÓRAX POSTERIOR PARA CIMA E O
E EM SENTIDO HORÁRIO, EVITANDO GOLPES SÚBITOS; PACIENTE INSPIRA PROFUNDAMENTE, DESLOCANDO O
2. PALPAÇÃO PROFUNDA: DELIMITA MAIS FÍGADO PARA BAIXO, TENTANDO-SE SENTIR SUA BORDA.
PRECISAMENTE OS ÓRGÃOS ABDOMINAIS E DETECTA UM FÍGADO NORMAL SERÁ INDOLOR, COM BORDA
MASSAS MENOS EVIDENTES. COM O PACIENTE FINA, CORTANTE OU ROMBA, FIRME, MACIA E LISA;
RESPIRANDO PELA BOCA, COM A MANDÍBULA 4. PALPAÇÃO DE MÃOS EM GARRA: POSICIONADO
ENTREABERTA, A PAREDE ABDOMINAL É DEPRIMIDA EM PRÓXIMO AO TÓRAX SUPERIOR DIREITO DO PACIENTE,
PROFUNDIDADE, APROXIMADAMENTE 5 CM, A CADA VOLTADO PARA DIREÇÃO DE SEUS PÉS, O EXAMINADOR
EXPIRAÇÃO. COM MAIOR PRESSÃO DOS DEDOS, PALPANDO O ABDOME NA LINHA DO REBORDO COSTAL
VERIFICA-SE TAMANHO, FORMA, CONSISTÊNCIA, DIREITO COM OS DEDOS DAS SUAS MÃOS CURVADOS. O
LOCALIZAÇÃO, SENSIBILIDADE, MOBILIDADE E EXAMINADOR SOLICITA QUE O PACIENTE INSPIRE
PULSAÇÕES DE ÓRGÃOS OU MASSAS. EM PACIENTES PROFUNDAMENTE, AO MESMO TEMPO EM QUE SE
OBESOS, A PALPAÇÃO PROFUNDA PODE SER FACILITADA PRESSIONA A PAREDE ABDOMINAL PARA DENTRO E
USANDO-SE AS DUAS MÃOS, UMA SOBRE A OUTRA. A PARA CIMA. O FÍGADO NORMAL É PALPÁVEL DURANTE A
MÃO, EM CONTATO COM A PAREDE ABDOMINAL, INSPIRAÇÃO, QUANDO NÃO PALPÁVEL É INDICATIVO DE
PERCEBE OS ACHADOS, ENQUANTO A MÃO QUE A CIRROSE HEPÁTICA AVANÇADA.
COBRE EXERCE A PRESSÃO;

PALPAÇÃO SUPERFICIAL PALPAÇÃO PROFUNDA

PALPAÇÃO BIMANUAL PALPAÇÃO DE MÃOS EM GARRA

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MONITORA: ROBERTA APULEO
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
1. SINAL DE MURPHY: É POSITIVO QUANDO HÁ PARADA BRUSCA DA INSPIRAÇÃO DURANTE A COMPRESSÃO DO PONTO CÍSTICO, INDICA
COLECISTITE AGUDA.
2. SINAL DE BLUMBERG: MANOBRA DA DESCOMPRESSÃO SÚBITA. DOR À DESCOMPRESSÃO ABDOMINAL INDICA IRRITAÇÃO
PERITONEAL.
3. SINAL DE CULLEN: EQUIMOSE PERIUMBILICAL POR HEMORRAGIA PERITONEAL INDICA PANCREATITE AGUDA GRAVE.
4. SINAL DE GREY TURNER: EQUIMOSE NOS FLANCOS (MESMAS CAUSAS DE CULLEN).
5. SINAL DE JOBERT: DESAPARECIMENTO DA MACICEZ E APARECIMENTO DE TIMPANISMO NA REGIÃO DE PROJEÇÃO DO FÍGADO. É
OBSERVADO NO PNEUMOPERITÔNEO (PERFURAÇÃO DE VÍSCERAS OCAS, ESTÔMAGO, POR EXEMPLO).
6. SINAL DO OBTURADOR: DOR DURANTE A ROTAÇÃO INTERNA DA COXA FLETIDA, INDICA APENDICITE.
7. SINAL DE GIORDANO: DOR À PUNHO PERCUSSÃO NA REGIÃO LOMBAR, INDICA ACOMETIMENTO RENAL (POSITIVO EM LITÍASE,
PIELONEFRITE AGUDA).
8. SINAL DO PIPAROTE: É POSITIVO QUANDO HÁ ASCITE DE GRANDE VOLUME. PEDE-SE QUE O PACIENTE COLOQUE SUA MÃO NA LINHA
MEDIANA DO ABDOME E REALIZA-SE A PERCUSSÃO NA LATERAL.
9. SINAL DA MACICEZ MÓVEL: DECÚBITOS LATERAIS E PERCUSSÃO (SOM MACIÇO X TIMPÂNICO), INDICA ASCITE DE MÉDIO VOLUME.
10. SINAL DE ROVSING: DOR NA FOSSA ILÍACA DIREITA À PALPAÇÃO DA FOSSA ILÍACA ESQUERDA, INDICA APENDICITE.
11. SINAL DE GERSUNY: CREPITAÇÃO PRODUZIDA AO DESCOMPRIMIR O ABDOME, INDICANDO FECALOMA.
12. SINAL DE TORRES-HOMEM: PERCUSSÃO DÍGITO-DIGITAL INTENSAMENTE DOLOROSA, LOCALIZADA E CIRCUNSCRITA.
CARACTERÍSTICO DE ABSCESSO HEPÁTICO.
13. SINAL DE LENANDER: DIFERENÇA ENTRE A TEMPERATURA AXILAR E RETAL.
14. SINAL DE LAPINSKY (DO PSOAS): DOR À COMPRESSÃO DO CECO CONTRA A PAREDE POSTERIOR DO ABDOME, ENQUANTO O DOENTE
ELEVA O MEMBRO INFERIOR DIREITO ESTENDIDO.
15. MANOBRA DE GLENARD: CHOCA-SE A PAREDE ABDOMINAL CONTRA ALGO CHEIO DE LÍQUIDO. POSITIVO QUANDO VOCÊ PERCEBE O
SOM DO OBJETO BATENDO SOBRE ALGO LÍQUIDO.
16. REFLEXO CUTÂNEO ABDOMINAL (CÓCEGAS): ESTIMULAÇÃO SUPERFICIAL DO RETO ABDOMINAL (COM UMA PENA OU O PRÓPRIO
DEDO). POSITIVO UANDO SE OBSERVA MOVIMENTAÇÃO DA LINHA MÉDIA EM DIREÇÃO AO ESTÍMULO.
17. SINAL DE COURVOSIER: VESÍCULA PALPÁVEL SEM A PRESENÇA DE DOR .

PARA AVALIAR UMA POSSÍVEL APENDICITE


A DOR DA APENDICITE CLASSICAMENTE COMEÇA PERTO DO UMBIGO E, EM SEGUIDA, DESLOCA-SE PARA O QUADRANTE INFERIOR DIREITO,
ONDE AUMENTA COM A TOSSE. A HIPERSENSIBILIDADE LOCALIZADA EM QUALQUER REGIÃO DO QID E, ATÉ MESMO, NO FLANCO DIREITO,
PODE INDICAR APENDICITE. A DEFESA VOLUNTÁRIA INICIAL PODE SER SUBSTITUÍDA POR UMA RIGIDEZ MUSCULAR INVOLUNTÁRIA. A
HIPERSENSIBILIDADE RETAL (TOQUE RETAL) DO LADO DIREITO PODE TER COMO CAUSA, ALÉM DE UM APÊNDICE INFLAMADO, INFLAMAÇÃO
DOS ANEXOS OU UMA VESÍCULA SEMINAL INFLAMADA. A DESCOMPRESSÃO DOLOROSA SUGERE INFLAMAÇÃO PERITONEAL, COMO NA
APENDICITE. SINAL DE BLUMBERG POSITIVO (DOR NO QID EM DECORRÊNCIA DE UMA COMPRESSÃO EM QIE) É INDICATIVO DE APENDICITE.

PARA AVALIAR UMA POSSÍVEL COLECISTITE AGUDA


PESQUISE O PONTO CÍSTICO. REALIZE A PALPAÇÃO SOLICITANDO AO PACIENTE QUE RESPIRE FUNDO. OBSERVE A RESPIRAÇÃO DO PACIENTE E
O GRAU DE HIPERSENSIBILIDADE. O AUMENTO SÚBITO DA HIPERSENSIBILIDADE, COM UMA BRUSCA INTERRUPÇÃO DO ESFORÇO
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MONITORA: ROBERTA APULEO
RESPIRATÓRIO, CONSTITUI O SINAL DE
MURPHY POSITIVO PARA COLECISTITE AGUDA. A HIPERSENSIBILIDADE HEPÁTICA TAMBÉM PODE
AUMENTAR COM ESTA MANOBRA, MAS COSTUMA SER BEM MENOS LOCALIZADA.

TÉCNICAS QUE FINALIZAM O EXAME


1. CONCLUSÃO DO ATENDIMENTO COM EXPOSIÇÃO DOS 3. DESPEDIR-SE DO PACIENTE E REALIZAR OS REGISTROS DE
RESULTADOS, DEFINIÇÕES DIAGNÓSTICAS E ENFERMAGEM;
EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS REFERENTES ÀS CONDUTAS 4. LAVAGEM DAS MÃOS;
ADOTADAS; 5. DESINFECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E ORGANIZAÇÃO DO
2. REALIZAR ENCAMINHAMENTOS QUANDO NECESSÁRIO; AMBIENTE;
6. LAVAGEM DAS MÃOS NOVAMENTE.

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MONITORA: ROBERTA APULEO
14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

POTTER, Patrícia Ann. Fundamentos de Enfermagem. Patrícia A. Potter, Anne Griffin Perry;
editores das seções May Hall, Patrícia A. Stockert; [tradução de Mayza Ritomy Ide...et al.].
Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 8ª edição. 1568p.:il.; 28cm.

POTTER, Patrícia Ann. Semiologia em Enfermagem. Patrícia A. Potter; [tradução da 4ª edição


original] revisão técnica Sônia Regina de Souza. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002.
4ª edição.

BARROS, Alba lucia Bottura Leite de. Anamnese e Exame Físico: avaliação diagnóstica de
enfermagem no adulto. [recurso eletrônico] / Organizadora Alba Lucia Bottura Leite de
Barros. – 3ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2016.

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MONITORA: ROBERTA APULEO