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Curso Técnico de Nível

Médio Subseqüente
em Eletromecânica

Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas


SUMÁRIO

Apresentação

CAPÍTULO 1 – Diversos tipos de tensões 5

CAPÍTULO 2 – Diagrama Tensão x Deformação 6

CAPÍTULO 3 – Estudo da Flexão 18

CAPÍTULO 4 – Estudo de Torção 30

CAPÍTULO 5 – Transmissão de Potência 33

CAPÍTULO 6 – Dimensionamento de Chavetas 48

CAPÍTULO 7 – Dimensionamento de Estrias 55

CAPÍTULO 8 – Dimensionamento de Parafusos 61

REFERÊNCIAS 68
APRESENTAÇÃO

Este material destina-se essencialmente a estudantes de cursos técnicos de nível médio, área de
mecânica, contemplando conteúdos de disciplinas tais como: Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas.
O requisito básico para o entendimento do texto é o conhecimento das equações de equilíbrio para forças
coplanares estudadas nos cursos de física ou de mecânica técnica.
O capítulo I apresenta, de forma sucinta, os principais tipos de esforços e conseqüentes tensões,
enquanto que o Capítulo II trata do diagrama Tensão versus Deformação oriunda de um ensaio de tração.
Os outros capítulos são consagrados ao dimensionamento e verificação de vários tipos de elementos de
máquinas submetidos a diversos tipos de tensões tais como: tração, compressão, cisalhamento e flexão.
Tendo em vista a natureza dissertativa do assunto ajustes e tolerâncias, eles não são tratados aqui. Isto
poderá ser feito pelo estudante, através de literatura específica.
As referências bibliográficas apresentadas no final desta apostila podem servir para aprofundamento dos
assuntos, bem como para a resolução, pelo estudante, de exercícios propostos nas mesmas.

Os Autores
Mensagem

Os pais e professores lutam pelo mesmo sonho:

“Tornar seus filhos e alunos felizes, saudáveis e sábios”.

É importante ressaltar que Educar significa:

“Realizar a mais bela e complexa arte da inteligência”

“Acreditar na vida, mesmo que derramemos lágrimas”

“Ter esperança no futuro, mesmo que os jovens nos decepcionem no presente”

“Semear com sabedoria e colher com paciência”

“Ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração”

(Texto baseado no livro “Pais brilhantes ~ professores fascinantes”, do autor Augusto Cury)
Curso: Técnico em Eletromecânica
Área Profissional: INDÚSTRIA Período Letivo:
Disciplina: Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas Carga-Horária: 120 h
Objetivos
♦ Identificar e calcular os tipos de esforços axial, cortante, fletor e torçor;
♦ Identificar e calcular os tipos de tensões de tração, compressão, cisalhamento e flexão;
♦ Interpretar o diagrama tensão x deformação;
♦ Empregar, adequadamente, as expressões que permitem verificar e dimensionar peças submetidas às
tensões de tração, compressão, cisalhamento e flexão;
♦ Dimensionar sistemas de transmissão por correias, correntes e engrenagens mais usuais;
♦ Identificar os diversos tipos de transmissão de potência;
♦ Dimensionar estrias, chavetas e parafusos.
Bases Científico-Tecnológicas (Conteúdos)

♦ Definição e cálculo de tensões de compressão, tração e cisalhamento;


♦ Diagramas de tensão x deformação;
♦ Lei de Hooke;
♦ Tensões admissíveis;
♦ Verificação e Dimensionamento de peças submetidas à tração, compressão e cisalhamento;
♦ Estudo da flexão;
♦ Definição;
♦ Construção do diagrama de momento fletor para cargas concentrada e distribuída;
♦ Cálculo do momento de inércia para diversos tipos de seção transversal;
♦ Cálculo da tensão de flexão;
♦ Verificação e dimensionamento de eixos submetidos a flexão;
♦ Estudo da torção;
♦ Definição;
♦ Construção do diagrama de momento torçor;
♦ Cálculo de tensão devido à torção;
♦ Cálculo da tensão de cisalhamento devido ao esforço cortante ou ao momento torçor;
♦ Verificação e dimensionamento de árvores submetidas à torção;
♦ Transmissão de potência por:
♦ correias;
♦ correntes;
♦ engrenagens;
♦ Dimensionamento de estrias;
♦ Dimensionamento de chavetas;
♦ Dimensionamento de parafusos.
Procedimentos Metodológicos e Recursos Didáticos
♦ Exposição Dialogada;
♦ Resolução de listas de exercícios;
♦ Utilização de: quadro branco, transparências e circuitos didáticos, elaborados para facilitar a aprendizagem
dos alunos.
Avaliação
♦ Avaliações escritas individuais e participação em sala de aula
♦ Trabalhos individuais
Bibliografia
1. MELCONIAN, Sarkis. Mecânica técnica e res. dos materiais. Ed. Érica, 1993.
2. MOVNIN, M.S. Fundamentos de mecânica técnica. Ed. Mir, 1985.
3. BEER, F. P. & júnior, R. J. Resistência dos Materiais. Ed. Mc Graw-Hill do Brasil, 1982.
4. MELCONIAN, Sarkis. Elementos de Máquinas - Ed. Érica, 1994.
5. CARVALHO, J.R. Órgãos de máquinas – dimensionamento. ED. LTC, 1984.
6. Telecurso 2000. Elementos de máquinas. Vol. I e II, 1996.
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CAPÍTULO 1 – DIVERSOS TIPOS DE TENSÕES

1.1. Tensão

É a intensidade de uma força por unidade de área na seção transversal.


Onde: σ → tensão de tração e compressão (kgf/cm2 ou N/m2);
F F → força (kgf ou N);
σ=
A A → área (cm2 ou m2)

1.2. Tipos de Tensões

Além das tensões devido às cargas axiais (tração e compressão), existem outros tipos de tensões, tais como
podemos observar nas figuras abaixo.

É de fundamental importância ressaltar que as tensões surgem devido à ação de esforços. Desta forma,
uma força axial tendente a separar os planos cristalinos proporcionará uma tensão de tração, e assim por diante.
Nos próximos capítulos discorrermos sobre os esforços capazes de proporcionar os diversos tipos de
tensões.
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CAPÍTULO 2 – DIAGRAMA TENSÃO x DEFORMAÇÃO

2.1. Tração

No ensaio de tração o corpo-de-prova é deformado por alongamento, até o


momento em que se rompe. Os ensaios de tração permitem conhecer como os materiais
reagem aos esforços de tração, quais os limites de tração e a tensão de ruptura.

F
σ =
A

Aplicando-se uma força axial, na direção longitudinal, perpendicular à seção


transversal do corpo. Durante este ensaio a máquina monta o diagrama Tensão x
Deformação. Antes da ruptura, ocorrerá a deformação “ε”.

Na figura abaixo pode-se observar que a força axial está dirigida para fora do corpo, proporcionando uma
tensão de tração. Esta produz uma variação de comprimento ou Alongamento “ΔL” e conseqüente Deformação
“ε”, que está realcionada à diminuição da seção transversal juntamente com o aumento de comprimento.

Então: ΔL = L f − L0

ΔL L f − L0 F
ε= = eσ =
L0 L0 A

Onde:

σ → tensão (kgf/cm2) ΔL → alongamento (cm) A → área da seção (cm2)

L0 → comprimento inicial (cm) F → força axial (kgf) ε → deformação

APLICAÇÕES

1) Qual a variação de comprimento (alongamento) e a deformação sofrido por um corpo que possui
comprimento inicial igual a 10 mm quando submetido a uma força axial ficou com comprimento final
igual a 11,25 mm?

ΔL 1,25
Solução: ΔL = L f − L0 = 11,25 − 10 ⇒ ΔL = 1,25mm ∴ ε = = ⇒ ε = 0,125 ou ε = 12,5%
L0 10
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2) Qual deve ser o comprimento inicial que o corpo, submetido a uma força axial que produz uma tensão de
tração, deve ter para que sofra uma variação de comprimento igual a 0,15 mm? Qual a deformação
sofrida? Considerando que o comprimento final ficou com 120 mm.

Solução:
ΔL = L f − L0 ⇒ 0,15 = 120 − L0 ⇒ L0 = 120 − 0,15 ⇒ L0 = 119,85 mm
ΔL 0,15
∴ε = = ⇒ ε = 0,00125 = 1,25 x10 −3 ou ε = 0,13%
L0 119,85

2.2. Diagrama Tensão x Deformação

Utiliza-se um corpo-de-prova cilíndrico, semelhante ao da próxima figura e respeitando as dimensões


estabelecidas em norma, obteremos o diagrama Tensão x Deformação.

σe ou fy → Tensão ou limite de escoamento (MPa ou kgf/cm2)

σr ou fu → Tensão ou limite de ruptura (MPa ou kgf/cm2)


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E → Módulo de Elasticidade Longitudinal ou Módulo de Young (MPa ou kgf/cm2)

E = tg α = 205.000 MPa (praticamente para todos os tipos de aço)

2.3. Lei de HOOKE

Em 1660 o físico inglês R. Hooke (1635-1703), observando o comportamento mecânico de uma mola,
descobriu que as deformações elásticas obedecem a uma lei muito simples. Hooke descobriu que quanto maior
fosse o peso de um corpo suspenso a uma das extremidades de uma mola (cuja outra extremidade era presa a
um suporte fixo) maior era a deformação (no caso: aumento de comprimento) sofrida pela mola. Analisando outros
sistemas elásticos, Hooke verificou que existia sempre proporcionalidade entre força deformante e deformação
elástica produzida. Pôde então enunciar o resultado das suas observações sob forma de uma lei geral. Tal lei, que
é conhecida atualmente como lei de Hooke, e que foi publicada por Hooke em 1676, é a seguinte:

“As forças deformantes são proporcionais às deformações elásticas produzidas”

Através de vários ensaios o cientista Hooke observou que o gráfico tensão x deformação, na região
elástica (parte reta), apresentava a mesma inclinação “α” para cada material ensaiado. Esta inclinação (Módulo
de Young) variava quando mudava de material e chegou a seguinte equação:

F
σ F L FL0
tgα = E = = A ⇒ E = x 0 ∴ ΔL =
ε ΔL A ΔL EA
L0

É importante salientar que existem dois tipos de Deformações:

• Deformação elástica: não é permanente. Uma vez cessados


os esforços, o material volta à sua forma original.

• Deformação plástica: é permanente. Uma vez cessados os


esforços, o material recupera a deformação elástica, mas fica
com uma deformação residual plástica, não voltando mais à
sua forma original.
Portanto, o limite elástico é a máxima tensão a que uma peça pode
ser submetida. Por isso, o conhecimento de seu valor é fundamental
para qualquer aplicação.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 9

O Limite Elástico ou de Proporcionalidade é, em algumas situações, alternativa ao limite elástico, pois


também delimita o início da deformação permanente (um pouco acima).

O valor convencionado (n) corresponde a um alongamento


percentual. Os valores de uso mais freqüente são:

n = 0,2%, para metais e ligas metálicas em geral;

n = 0,1%, para aços ou ligas não ferrosas mais duras;

n = 0,01%, para aços-mola.

Veja no quadro de conversões a seguir a correspondência entre as


unidades de medida que mais utilizaremos.

1N = 0,102 kgf 1 MPa = 1 N/mm2 = 0,102 kgf/mm2

1 kgf = 0,454 lb = 9,807 N 1 kgf/mm2 = 1422,27 psi = 9,807 MPa = 9,807 N/mm2

Obs.: Como adotaremos neste curso dois algarimos significativos após a vírgula, teremos:

1 kgf = 9,81 N; 1” = 2,54 cm; 1 hp = 745,5 W; 1 cv = 735,5 W → 1 hp ≈ 1 cv; 1 GPa ≈ 104 kgf/cm2

Módulo de Young dos Materiais mais usados


Material Aço ASTM A47 Alumínio Latão Aço Inox Bronze FoFo Peroba Titânio
E (GPa) 210 165 69 105 190 103 165 10 - 20 114
G (GPa) 79 64 26 39 73 38 64 - -

E → Módulo de Elasticidade Longitudinal (GPa);


G → Módulo de Elasticidade Transversal (GPa).
2.4. Tensão de Compressão

É um esforço axial, que tende a provocar um encurtamento do corpo-de-


prova submetido a este esforço.
O ensaio de compressão é o mais indicado para avaliar as características de
materiais frágeis, como ferro fundido, madeira, pedra e concreto;

F
σ=
A
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IMPORTANTE:
O comportamento de uma peça metálica curta (L ≤ 2D → não ocorre flambagem) submetida à
Compressão, com relação à Variação de Comprimento “ΔL” (encurtamento) e Deformação “ε”, é exatamente
igual a quando submetido à Tração.

2.5. Tensão de Cisalhamento

Estudando os ensaios de tração e de compressão, nota-se que, nos dois casos, a força aplicada sobre os
corpos-de-prova atua ao longo do eixo longitudinal do corpo.
No caso do cisalhamento, a força é aplicada ao corpo na direção perpendicular ao seu eixo
longitudinal. Esta força cortante, aplicada no plano da seção transversal, provoca a tensão
de cisalhamento.

A resistência de um material ao cisalhamento, dentro de uma determinada situação de


uso, pode ser determinada por meio do ensaio de cisalhamento.

A forma final do produto afeta sua resistência ao cisalhamento. É por essa razão que o ensaio de
cisalhamento é mais freqüentemente feito em produtos acabados, tais como pinos, rebites, parafusos, cordões de
solda, barras e chapas (não existe normas específicas para os CP).

Para ensaios de pinos, rebites e parafusos utiliza-se um dispositivo como o que está representado
simplificadamente na figura a seguir.

IMPORTANTE:
Quando a tensão de cisalhamento é provocada
F
τ=
A
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Quando submetemos um eixo de aço


com seção cheia a um Esforço Torçor
M t .c
(transmissão de potência por correia, corrente, τ máx =
engrenagem ou acoplamento) surgirá a tensão Jo
de Cisalhamento, que será determinada pela
seguinte equação:

Onde: Mt → Momento Torçor (kgf.cm);


M .c t
πc 4
τ máx = ∴ J0 = c → Raio do eixo (cm);
Jo 2 J0 → Momento Polar de Inércia (cm4).

APLICAÇÕES

1) Considerando que a barra cilíndrica de aço com diâmetro igual a 1,5 cm está submetida a uma carga axial
igual a 1.758 kgf, conforme indicado na figura. Considere que ocorreu um alongamento igual a 0,08 mm.
Determine: a) A tensão;
b) A deformação e
c) O comprimento inicial.
Solução:
a) Tensão
2
⎛ 1,5 ⎞ F 1.758
A = π .c = π ⎜ ⎟ = 1,77 cm 2 ⇔ σ = =
2
⇒ σ = 995,33 kgf / cm 2
⎝ 2 ⎠ A 1,77
b) Deformação
σ 995,33
Eaço = 210GPax10 4 = 210 x10 4 kgf / cm 2 ⇔ E = = ⇒ ε = 4,74 x10 −4
ε 210 x10 4

c) Comprimento inicial
ΔL ΔL 0,08
ε= ⇒ L0 = ⇒ L0 = ⇒ L0 = 1,69 x10 −2 mm
L0 ε 4,74 x10 −4

2. Considerando que uma barra de alumínio possui um diâmetro igual a 3"


4 e está submetida a uma carga axial
igual a 34.598 N, determine a tensão, a deformação e o comprimento inicial desta barra cilíndrica para que ocorra
um encurtamento de 1,59 in.

Solução:
a) Tensão
2
3" ⎛ 1,91 ⎞
d= x 2,54 = 1,91 cm ↔ A = π .c 2 = π ⎜ ⎟ = 2,85 cm
2

4 ⎝ 2 ⎠
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 12

34.598 N F 3.526,81
F= ⇒ F = 3.526,81 ↔ σ = = ⇒ σ = 1.237,48 kgf / cm 2
9,81 A 2,85
b) Deformação
σ 1.237,48
Eaço = 69GPax10 4 = 69 x10 4 kgf / cm 2 ⇔ E = = ⇒ ε = 1,79 x10 −3
ε 69 x10 4

c) Comprimento inicial
ΔL ΔL 4,04
ΔL = 1,59 in x 2,54 ⇒ ΔL = 4,04 cm ↔ ε = ⇒ L0 = ⇒ L0 = ⇒ L0 = 2,26 x103 cm
L0 ε 1,79 x10 −3

2.6. Tensões Admissíveis

No dimensionamento de componentes mecânicos e peças a tensão atuante (σ) deve ser menor ou igual à
tensão admissível (σadm), ou seja:

σ máx ≤ σ adm
A tensão atuante “σmáx” deve ser determinada em cada caso, baseando-se nos cálculos de resistência dos
materiais.
A Tensão Admissível é o máximo valor de tensão que o componente suporta sem que haja a falha,
considerando-se certa margem de segurança. A tensão admissível é definida dividindo-se a tensão perigosa pelo
fator de segurança (F.S.):

σ perigosa ⎧ σ → materia dúctil


σ adm = ; onde σ perigosa = ⎨ e τ adm = 0,6 .σ adm
F .S . ⎩σ r → material frágil

O Fator de Segurança (F.S.) deve ser determinado através de normas, com base em projetos existentes, em
indicações tabeladas em livros e/ou revistas especializadas e, principalmente, na experiência do projetista.
O valor do F.S. pode depender do:
• Material da Peça – Dúctil, frágil, homogêneo, especificações bem conhecidas, etc.
• Esforços atuantes na peça – Constante, variável, modo de aplicação, bem conhecida, sobrecargas possíveis,
etc.
• Perigo de vida.
• Risco de dano do equipamento.
O fator de segurança será sempre maior ou igual à unidade e sua determinação pode ser auxiliada através
da utilização de subfatores a, b, c e d, ou seja:

F .S . = a.b.c.d ≥ 1,0

a: Relação de elasticidade - a ≈ σR/σ0,2 ( 1,5 ≤ a ≤ 2,0 para aços);


b: Fator que considera o esforço atuante:
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b = 1,0 – Carga constante;


b = 1,5 a 2,0 – Carga variável sem reversão;
b = 2,0 a 3,0 – Carga variável com reversão.
c: Fator que considera o modo de aplicação da carga:
c = 1,0 – Carga constante, gradualmente aplicada;
c = 2,0 – Carga constante, subitamente aplicada;
c > 2,0 – Choque.
d: Margem de segurança
d ≈1,5 a 2,0 - Materiais dúcteis;
d ≈2,0 a 3,0 - Materiais frágeis.
Exemplos de Fatores de Segurança:
CORRENTES:...................F.S. ≈ 1,1 a 1,5
CORREIAS:.......................F.S. ≈ 1,1 a 1,8
CABOS DE AÇO
Pás, Guindastes, Escavadeiras e Guinchos:.............. F.S. ≈ 5,0
Pontes Rolantes:......................................................... F.S. ≈ 6,0 a 8,0
Elevadores de baixas velocidades (Carga):................ F.S. ≈ 8,0 a 10,0
Elevadores de altas velocidades (Passageiros):......... F.S. ≈ 10,0 a 12,0
AVIAÇÃO COMERCIAL:... F.S. ≈ 1,1 a 1,3.
AVIAÇÃO MILITAR:.......... F.S. ≈ 1,1 Fatores de Segurança 5.

APLICAÇÃO

1. Uma barra cilíndrica de uma roldana que atuará em uma ponte rolante deve ser fabricada com aço ABNT 1055
(σR = 725 MPa; σ0,2= 485 MPa). A roldana eleva uma carga de aproximadamente 20 kN, gradualmente aplicada.

Estimativa do fator de segurança: F.S. = a.b.c.d


a ≈ σR/σ0,2 = 725/485 = 1,49

b ≈ 2,0 – Carga variando de zero até um máximo.


c ≈ 1,5 – Carga gradualmente aplicada.
d ≈ 1,5 – Condições de funcionamento conhecidas; material dúctil.
F.S. = 1,49.2,0.1,5.1,5 = 6,7

Códigos de Projetos e Associações técnicas: Algumas associações de engenharia e/ou agências


governamentais desenvolveram códigos de projetos e/ou normas de aplicações específicas. Alguns destes
códigos são recomendações, outras têm valor legal.
Exemplos destes organismos:

• Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT


• American Gear Manufacturers Association – AGMA – Normaliza dimensionamento de engrenagens.
• American Iron and Steel Institut – AISI – Normaliza aços.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 14

• American Society of Testing and Materials – ASTM – Normaliza propriedades mecânicas e ensaios de materiais.
• American Welding Society – AWS – Normaliza procedimentos e propriedades de juntas soldadas.
• International Standard Organization – ISO – Normas técnicas variadas.
• American Society of Mechanical Engineers – ASME – Vários códigos de projetos, principalmente vasos de
pressão.
Obs.: Durante nosso curso não será exigido o cálculo do F.S., ele estará presente na questão, a principal
finalidade foi ilustrar o cálculo de tal fator.

2.7. Verificação e Dimensionamento de Peças

Após o estudo das tensões, nós podemos verificar se uma determinada peça poderá suportar o
carregamento a ela submetido. Caso a peça não suporte o esforço, faremos o seu dimensionamento, ou seja,
encontraremos novas dimensões para que a mesma consiga suportar a solicitação a que foi submetida.

1º Passo: Verificação → Compara-se a tensão encontrada com a tensão admissível do material.

σ > σ adm A peça não suporta

2º Passo: Dimensionamento → Encontra-se a dimensão da peça para que o material seja submetido à
tensão admissível.
F F
σ adm = ⇒ A=
A σ adm

APLICAÇÃO

1) Verifique se a barra de aço com diâmetro igual a 7" (tensão de ruptura e fator de segurança
16
respectivamente iguais a 470 MPa e 1,9) suportará a uma carga axial de tração igual a 2,85 tf . Caso
contrário dimensione-a.
Solução:

σ adm = 470 MPa x 10 = 4.700 kgf / cm 2


σ 4.700
σ adm = perigosa = ⇒ σ adm = 2.473,68 kgf / cm 2
F .S . 1,9
7"
d= x 2,54 = 1,11 cm ⇒ c = 0,56 ↔ A = π .c 2 = π .(0,56) 2 ⇒ A = 0,97 cm 2
16
F 2.850
F = 2,85tf x 1000 ⇒ F = 2.850 kgf / cm 2 σ = = ⇒ σ = 2.940,03 kgf / cm 2 > σ adm Ñ Suporta
A 0,97

Dimensionamento → Deve-se igualar a tensão admissível e encontrar a nova dimensão da seção transversal.

F F F F 2.850
⇒ σ adm = = ⇒ c2 = ⇒c= = ⇒ c = 0,61 cm
A π .c 2
π .σ adm π .σ adm π x 2.473,68
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 15

2) Verifique se o parafuso de aço (tensão de escoamento e fator de segurança respectivamente iguais a 350

MPa e 1,8) com diâmetro igual a 3" suportará a força “F” igual a 20.500 N. Caso o mesmo não suporte
8
faça o seu dimensionamento. Qual o tipo de esforço e de tensão?
Solução:
Esforço cortante e Tensão de Cisalhamento

σ adm = 350 MPa x 10 = 3.500 kgf / cm 2


σ 3.500
σ adm = perigosa = ⇒ σ adm = 1.944,44 kgf / cm 2
F .S . 1,8
⇒ τ adm = 0,6 xσ adm = 0,6 x1.944,44 ⇒ τ adm = 1.166,67 kgf / cm 2
3"
d= x 2,54 = 0,95 cm ⇒ c = 0,48 ↔ A = π .c 2 = π .(0,48) 2 ⇒ A = 0,71 cm 2
8
20.500 F 2.089,70
F= ⇒ F = 2.089,70 kgf τ = = ⇒ τ = 2.934,17 kgf / cm 2 > τ adm Ñ Suporta
9.81 A 0,71
Dimensionamento → Deve-se igualar a tensão admissível e encontrar a nova dimensão da seção transversal.

F F F F 2.089,70
⇒ τ adm = = ⇒ c2 = ⇒c= = ⇒ c = 0,76 cm
A π .c 2
π .τ adm π .τ adm π x 1.166,67

EXERCÍCIOS

1) Qual deve ser a força “F” aplicada na barra cilíndrica de ferro Fundido (FoFo) com diâmetro igual a 13"
32
capaz de proporcionar uma tensão de tração igual a 1.150 kgf/cm2? Qual a deformação e a variação de
comprimento? Considere que ela possui 1,22 m.

2) Verifique se os pinos de aço (tensão de escoamento igual a 240 MPa) resistem com segurança o
carregamento representado na figura abaixo. Considere que cada pino possui um diâmetro igual a 1" , a
8
força aplicada é igual a 34.543 N e que o coeficiente de segurança adotado será igual a 2,5.

3) Caso os pinos não suportem o carregamento faça seu dimensionamento.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 16

4) Considerando que uma barra de bronze possui diâmetro igual a 3" e está submetida a uma carga axial
8
igual a 58.598 N. Determine o tipo e o módulo da tensão, a deformação e o comprimento inicial desta
barra cilíndrica para que ocorra um encurtamento de 1,25 in.

5) Dimensione a barra de aço com seção quadrada (tensão de escoamento igual a


240 MPa e Fator de Segurança igual a 2,3) que está submetida à força “F” igual a
32,5 kN.

6) Verifique se a emenda suportará o carregamento representado na figura ao


lado.
a) Considerando que cada pino de aço possui um diâmetro igual a 3" e a
16
força “F” é igual a 28.450 N. Adote tensão de ruptura igual a 450 MPa e
Fator de Segurança igual a 1,75.
b) Caso não suportem tal carregamento, dimensione-os.

7) Dimensione o cabo de aço da figura ao lado (tensão de escoamento igual a 35 kgf/mm2), utilize o fator de
segurança igual a 2,7.
a) b) c)

P = 16.500 N, F = 8.250 N, P = 2.150 kgf, Q = 1.200 kgf,


a = 72º, P = 12.580 N
a = 63º e b = 38º a = 33º e c = 54º

8) Considere que a próxima estrutura está submetida aos seguintes esforços: F = 26.250 N; P = 15.540 N; a =
52º e b = 36º. Determine:

a) Os valores das reações no apoio “B” e na barra;

b) Identifique o tipo de esforço e de tensão que a barra cilíndrica de aço (apoio do 1º gênero) está submetida;

c) A tensão, deformação e variação de comprimento que a barra (L = 0,75 m e d = 1 7" ) está submetida.
16
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 17
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 18

CAPÍTULO 3 – ESTUDO DA FLEXÃO

Os dois corpos da próxima figura estão sofrendo a ação de uma força F, que age na direção perpendicular
aos seus eixos, proporcionando uma flexão.
O ensaio de flexão é realizado em materiais frágeis e materiais resistentes, como o ferro fundido, alguns aços,
estruturas de concreto e outros materiais que em seu uso são submetidos a situações onde o principal esforço é o
de flexão.

A força F leva uma região dos


corpos a se contrair, devido à
compressão, enquanto que outra região
se alonga, devido à tração. Entre a região
que se contrai e a que se alonga fica uma
linha que mantém sua dimensão
inalterada - a chamada Linha Neutra
“LN”. Em materiais homogêneos,
costuma-se considerar que a linha neutra
fica a igual distância “y” das superfícies
externas inferior e superior do corpo
ensaiado.

Considerando uma barra bi-apoiada. Se aplicarmos um esforço próximo a um dos apoios, a flexão da barra
será pequena. Mas, se aplicarmos o mesmo esforço no ponto central da barra, a flexão será máxima.

Portanto a flexão da barra não depende só da força, mas também da distância entre o ponto onde a força é
aplicada e o ponto de apoio.

O produto da força pela distância entre ela e o ponto de apoio dá origem ao Momento Fletor.

momento fletor = Força x distância ⇔ M f = F .d

Outro elemento que se precisa conhecer é o momento de inércia da seção transversal. Exemplo:
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 19

π .d 4 b.h 3 b3h
• Seção Circular: Ix = Iy = ; Seção Retangular: Ix = e Iy =
64 12 12
Mf
A tensão de flexão será determinada pela seguinte equação: σ f = y;
Ix
3.1. Flexão Pura

Uma viga está submetida à flexão quando um momento* atua sobre ela tendendo a fletí-la.

momento fletor = Força x distância.

Supondo que a viga é constituída por fibras. As fibras abaixo da Linha Neutra (LN) serão tracionadas,
enquanto que as fibras acima da LN serão comprimidas. Essas variações do comprimento dão origem a tensões
normais nas fibras.

As fibras que se alongam (inferior) estão submetidas à tensão de tração σt, já as fibras comprimidas
(superiores) estão submetidas à tensão de compressão σc.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 20

* As tensões normais (tração e compressão) anulam-se na LN, e atinge seus valores máximos nas bordas
da seção transversal da viga. Podemos observar no gráfico acima.
* Para uma viga com seção simétrica em relação à Linha Neutra, teremos que:

Mf
σt = σc, então σ máx = y
I
3.1.1. Corpo Rígido em Equilíbrio → Estará em equilíbrio quando as forças externas que atuam sobre ele
formam um sistema de forças equivalentes a zero. Ou seja, quando a soma das forças que atuam no mesmo é
nula:

Decompondo cada força e cada momento em suas componentes espaciais, também poderemos
expressar o equilíbrio através das seguintes equações escalares:

ΣFx = 0 ΣFy = 0 ΣFz = 0 (as forças externas se compensam)


ΣMx = 0 ΣMy = 0 ΣMz = 0 (os momentos se anulam)
Desta forma o sistema de forças externas não proporciona movimento de translação ou rotação ao corpo
rígido.

3.1.2. Diagrama de Corpo Livre → É fundamental que consideremos todas as forças que atuam sobre um corpo
rígido para que possamos solucionar um problema; descartando qualquer força que não esteja aplicada
diretamente sobre o corpo.
Primeiramente escolhemos e isolamos o corpo livre a ser usado. Indicamos as forças externas, devido ao
solo e corpos dos quais foi destacado.
O módulo, a direção e o sentido das forças externas conhecidas devem ser claramente mostrados no
diagrama de corpo livre.
Geralmente as forças externas desconhecidas são constituídas pelas reações, devido à oposição do solo
e de outros corpos ao possível movimento do corpo livre.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 21

3.1.3. Reação nos Apoios e Conexões de uma Estrutura Bidimensional → Considerando que as forças estão
contidas no plano da figura, consequentemente as reações estarão no mesmo plano para que haja o equilíbrio.
Existem três tipos possíveis de apoios ou conexões:

a) Apoio simples ou de 1º gênero (uma incógnita): reações equivalentes a uma força com linha de ação
conhecida, pois impedem o movimento em apenas uma direção. Ex.: roletes, balancins, superfícies lisas,
hastes curtas, cabos, cursores e pinos deslizantes. Podemos representá-los das seguintes maneiras:

b) Apoio de segundo gênero ou articulação plana (duas incógnita) → reações equivalentes a uma força de
direção desconhecida. Ex.: Pinos polidos em orifícios ajustados, articulações e superfícies rugosas. Podemos
representá-los das seguintes maneiras:

c) Engaste (três incógnitas) → reações equivalentes a uma força com direção indeterminada e um binário. São
causadas por apoios fixos que impedem qualquer movimento do corpo livre. Podemos representá-los das
seguintes madeiras:

3.1.4. Classificação das Estruturas → A classificação é feita através da comparação do número de reações
existentes na estrutura com o número de equações de equilíbrio. No caso bidimensional, o número de
equações de equilíbrio é três (ΣFx = 0; ΣFy = 0 e ΣM = 0)

a) Estrutura Isostática → o nº de equações é igual ao nº de reações a serem determinadas (incógnitas);

b) Estrutura Hiperestática → o nº de equações é inferior ao número de reações;

c) Estrutura Hipoestática → o nº de reações é inferior ao nº de equações.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 22

3.1.5. Tipos de Carregamento

a) Cargas concentradas → Quando temos uma carga aplicada em um ponto;

b) Cargas distribuídas → Quando a carga é aplicada em um determinado comprimento;

c) Carga - Momento → é um carregamento que tende a girar a estrutura.

3.1.6. Diagrama de Esforço Cortante e Momento Fletor → Podemos facilmente registrar seus valores em
qualquer ponto da viga, representando estes valores em função de uma distância “x” medida a partir de uma das
extremidades da viga.
Observe que, quando uma viga está submetida somente a cargas concentradas, o esforço cortante possui
valor constante entre as cargas enquanto que o momento fletor varia linearmente entre eles. Porém, quando a
viga é submetida a cargas distribuídas uniformes, o esforço cortante varia linearmente enquanto que o momento
fletor varia seguindo uma parábola do 2º grau. Vamos entender através de algumas aplicações.

APLICAÇÕES

1) Faça os Diagramas de Esforço Cortante e de Momento Fletor para as duas próximas estruturas:
a. Ay = 154 sen67 = 141,76kgf
Res.:
Ax = 154 cos 67 = 60,17 kgf

+
→ ∑ Fx = 0 ⇒ − Ax + Dx = 0 ⇒ Dx = 60,17 kgf
+
↵ ∑ M B = 0 ⇒ − Ay 3,2 + 213x7,3 − D y 9,3 = 0

− 9,3.D y = 3,2 x141,76 − 7,3x 213 ⇒ −9,3.D y = −1.101,27 (−1) ⇒ D y = 1.101,27 / 9,3 ⇒ D y = 118,42 kgf

↑ + ∑ Fy = 0 ⇒ − Ay + B y − 213 + D y = 0
⇒ B y = Ay + 213 − D y = 141,76 + 213 − 118,42 ⇒ B y = 236,34 kgf
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 23

Diagrama de Esforço Cortante - DEC

x = 0 → V1 = − Ay = −141,76 kgf

0 ≤ x < 3,2 m → V1 = V2 = − Ay = −141,76 kgf

3,2 m ≤ x < 10,5 m → V3 = V4 = − Ay + B y = −141,76 + 236,34 ⇒ V3 = V4 = 94,58 kgf


10,5 m ≤ x < 12,5 m → V5 = V6 = − Ay + B y + 213 = −141,76 + 236,34 − 213 ⇒ V5 = V6 = −118,42 kgf

x = 12,5 m → V7 = − Ay + B y + 213 + D y = −141,76 + 236,34 − 213 + 118,42 ⇒ V7 = 0


Diagrama de Momento Fletor – DMF (Método das áreas)
Encontramos os Momentos Fletores em cada ponto calculando as áreas hachuradas, a esquerda de
cada ponto, do gráfico do DEC.

x = 0 → M Af = 0 a Não existe área no ponto “A”, portanto M Af = 0

x = 3,2 m → M Bf = −141,76 x3,2 ⇒ M Bf = −453,63 kgf .m a Existe área antes “B” (Força x distância)
x = 10 ,5 m → M Cf = −453,63 + (94 ,58 x 7, 2) ⇒ M Cf = 227 ,34 kgf .m a Soma-se à área anterior

x = 12,5 m → M Df = 227,34 + (−118,42 x2) ⇒ M Df = 0 a A soma final deve ser ≈ ZERO


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 24

Conclusões:
¾ O esforço cortante máximo: Vmáx = 141,76 kgf
¾ O momento fletor máximo: Mf máx = 453,63 kgf.m (O que importa é o módulo)

Considerando que a viga possui seção retangular (1”x2”), calcule as tensões de cisalhamento e flexão
Tesão de Cisalhamento

b = 1" x 2,54 = 2,54cm e h = 2" x 2,54 = 5,08 cm


A = b x h = 2,54 x 5,08 ⇒ A = 12,9 cm 2
F Vmáx 141,76
τ máx = = = ⇒ τ máx = 10,99 kgf / cm 2
A A 12,9
Tensão de Flexão

b.h 3 2,54.(5,08) 3 h
Ix = = = 27,75 cm 4 e y = = 2,54cm
12 12 2
f
M 453,63 x100
σ máx = máx . y = 2,54 ⇒ σ máx = 4.152,33kgf / cm 2
Ix 27,75

b. 1000
A = 22 kN x ⇒ A = 2.242,61 kgf
9,81
Ay = 2.242,61sen55 = 1.837,04 kgf
Ax = 2.242,61cos 55 = 1.286,31kgf
1000
w = 9,5 kN x ⇒ A = 968,4 kgf
9,81
Z = w . L = 968,4 x 4 ⇒ Z = 3.873,6 kgf
+
→ ∑ Fx = 0 ⇒ − Ax + Dx = 0 ⇒ Dx = 1.286,31kgf
+
↵ ∑ M B = 0 ⇒ − Ay 2 + Z x 2 − D y . 6 = 0

− 6.D y = 2 x Ay − 2 xZ
⇒ −6.D y = 2 x1.837,04 − 2 x3.873,6
⇒ −6 D y = −4.073,12 kgf (−1)

4073,12
⇒ Dy = ⇒ D y = 678,85 kgf
6

↑ + ∑ Fy = 0 ⇒ − Ay + B y − Z + D y = 0

B y = Ay + Z − D y = 1.837 ,04 + 3.873,6 − 678,85 ⇒ B y = 5.031,79 kgf


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 25

Diagrama de Esforço Cortante - DEC

0 ≤ x < 2 m → V1 = − Ay = −1.837 ,04 kgf


x = 2 m → VB = − Ay + B y = −1.837,04 + 5.031,79 ⇒ VB = 3.194,75 kgf

6 m ≤ x < 8 m → VC = − Ay + B y − Z = 3.194,75 − 3.873,6 ⇒ VC = −678,85 kgf


x = 8 m → VD = − Ay + B y − Z + D y = −678,85 + 678,85 ⇒ VC = 0
f
IMPORTANTE: Para calcularmos o momento fletor no ponto “C” ( M C ) basta somarmos as áreas do retângulo (-

M Bf ) e do triângulo (+ M Cf ). Para isso temos que calcular, através de semelhança de triângulos, a distância “x”.

x h B xh 4 x 678,85
= ⇒x= =
B H H (3.194,75 + 678,85)
2.715,4
x= = x = 0,7 m a C = 4 − 0,7 ⇒ C = 3,7 m
3.873,6

DMF (Método das áreas)

x = 0 → M Af = 0 a Não existe área em “A”


x = 2 m → M Bf = (−1.837,04 x 2) a (base x altura )
⇒ M BF = −3.674,08kgf .m
3,3 x 3.194,75
x = 5,3 m → M Xf v = −3.674,08 + ( )
2
M xfv = −3.674,08 + 5.271,34
⇒ M Xf v = 1.597,26kgf .m

0,7 x 678,85
M Cf = 1.597,26 − ( )
2
⇒ M Cf = 1.359,66 kgf .m
M Df = 1.359,66 − (2 x 678,85) ⇒ M Df = 1,94kgf .m
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 26

Conclusões:
¾ O esforço cortante máximo: Vmáx = 3.194,75 kgf
¾ O momento fletor máximo: Mf máx = 3.674,08 kgf.m (O que importa é o módulo)

3.2. Cálculo do Momento de Inércia para as Diversas Seções Transversais

Defini-se o Momento de Inércia “I” de uma seção transversal como sendo uma quantidade puramente
geométrica que se calcula a partir das dimensões de sua seção transversal. A figuras básicas são as seguintes:
a) Retângulo b) Círculo

bh 3 πd 4 π .c 4
Ix = Iy = Ix = =
12 64 4
b3h
Iy =
12

Obs.: Através de combinações, é possível se calcular o momento de inércia de outras figuras, tais como:

Ix =
BH 3 bh 3

πD 4 πd 4
Iy = Ix = −
12 12 64 64
π
3 3
Iy = Ix = (D 4 − d 4 )
B H bh 64
Iy = −
12 12 π
Iy = Ix = (c14 − c24 )
4
IMPORTANTE: Para encontrarmos o Momento Polar de Inércia “J0” basta somarmos os dois momentos de inércia
(em relação aos eixos x e y), ou seja:

J0 = I x + I y
EXERCÍCIOS

1) Calcule os momentos de Inércia das seguintes seções transversais:


a. b. c.

B = 15 mm
b = 5 cm H = 25 cm
h = 8 cm D = 9 mm b = 10 cm
h = 20 cm
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 27

d. e. f.

a = 4 mm
D = 4” D = 7 cm b = 3 mm
c = 8 mm
d = 3 1"
4

2) Calcule o Momento Polar de Inércia das seções presentes na questão anterior

3.3. Cálculo da Tensão de Flexão

Como já foi mencionado anteriormente neste capítulo, a tensão máxima de flexão é determinada pela seguinte
equação:
Onde:
¾ σf → Tensão Normal (devido à flexão) (kgf/cm2 ou N/m2);
Mf
σf = y ¾ Mf → Momento Fletor (kgf.cm ou N.m);
Ix ¾ Ix → Momento de Inércia em relação ao eixo x, (cm4) e
¾ y → Distância de uma fibra qualquer à Linha Neutra (cm).

Também podemos encontrar na literatura o cálculo da tensão de flexão pela equação:

Ix
Onde “W” é o Módulo de Resistência dado por: W = .
y
CONCLUSÃO: Para calcularmos a tensão máxima de flexão faz-se necessário determinar a magnitude do
momento fletor máximo ao qual a estrutura está submetida.

EXERCÍCIOS

1) Calcule as tensões máximas de flexão nos seguintes casos:

a. b.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 28

w = 1.450 N/m; L = 6 m e d = 3” L = 7 m; P = 2,5 kN; b = 3” e h = 6”

c. d.

P = 2 tf; L = 3,5 m, d = 5” e D = 6” w = 850 kgf/m; L = 5 m, b = 4 cm, B = 6 cm, h = 12 cm e H =


14 cm

e. f.

w = 850 kgf/m; F = 2.320 kgf; a = 38º e w = 850 kgf/m; F = 2.320 kgf; P = 1.560 kgf; a = 40º;
diâmetro igual a 2” b = 55º e diâmetro igual a 3”

3.3.1. Dimensionamento de Elementos Submetidos à Flexão

O raciocínio é semelhante ao utilizado para dimensionar elementos submetidos à tensão de tração, bastando
igualar a tensão máxima à tensão admissível e encontramos as dimensões. Isto é:

σ f = σ adm

EXERCÍCIOS

1) Verifique se as próximas estruturas suportarão o carregamentos indicados nos próximos itens, considerando
que a tensão de escoamento é igual a 450 MPa e o Fator de Segurança adotado foi 1,8.
a. b.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 29

w = 1.450 N/m; L = 6 m e d = 3” L = 7 m; P = 2,5 kN; b = 3” e h = 6”

c. d.

P = 2 tf; L = 3,5 m, d = 5” e D = 6” w = 850 kgf/m; L = 5 m, b = 4 cm, B = 6 cm, h = 12 cm e H =


Para dimensionar adotar D = 2 d 14 cm

e. f.

w = 850 kgf/m; F = 2.320 kgf; a = 38º e w = 850 kgf/m; F = 2.320 kgf; P = 1.560 kgf; a = 40º;
diâmetro igual a 2” b = 55º e diâmetro igual a 3”

2) Caso a estrutura não suporte, dimensione-a, observando a proporcionalidade entre as dimensões.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 30

CAPÍTULO 4 – ESTUDO DA TORÇÃO

O esforço torçor é capaz de proporcionar o deslizamento entre os planos causando a tensão de cisalhamento. O
aperto de um parafuso é o caso mais comum que apresenta este fenômeno.

4.1. Construção do Diagrama de Momento Torçor

Construir o diagrama de momento torçor da árvore abaixo:

0 ≤ x < a ⇒ M t = 2M
a ≤ x < 2 a ⇒ M t = 2 M + 3M = 5 M
2 a ≤ x < 4 a ⇒ M t = 5 M − 9 M = −4 M
x = 4a ⇒ M t = −4 M + 4 M = 0

t
M máx = 5M

EXERCÍCIOS

Construa o Diagrama de Momento Torçor para os próximos exemplos referentes às figuras 1 e 2:


a) M1 = 2.120 kgf.mm; M2 = 1.850 kgf.mm; M3 = 3.650 kgf.mm; e = 0,2 m; f = 0,32m
e g = 0,45 m;
b) M1 = 2.120 kgf.mm; M2 = 0; M3 = 3.650 kgf.mm; e = 0,2 m; f = 0,32m e g = 0,45
m;
c) M1 = 420 kgf.cm; M2 = 1.850 kgf.mm; M3 = 3.650 kgf.mm; e = 0,2 m; f = 0,32m Figura 1
e g = 0,45 m;
d) M1 = 32,25 kgf.m; M2 = 5.590 kgf.cm; M3 = 23.650 kgf.mm; e = 0,2 m; f = 0,32m e g = 0,45 m.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 31

Figura 2

a) F1 = 200 kgf; F2 = 2.500 kgf; F3 = 271,43 kgf; D1 = 150 mm; D2 = 50 mm; D3 = 350 mm; a = 23 cm e b = 0,45 m

Desafio:
Qual deve ser a força transmitida pela polia “2” de forma que a árvore
fique em equilíbrio?
a) F1 = 355 kgf; F2 = ?; F3 = 750 kgf; D1 = 100 mm; D2 = 5 cm; D3 =
25 cm; a = 0,2 m; b = 0,25 m

4.2. Determinação do Momento Torçor

O momento torçor também pode ser determinado a partir da expressão:


Onde:
Mt → Momento torçor (kgf.cm);
N
M t = 71620 N → Potencia transmitida (CV);
n n → Rotação do eixo (rpm).

4.3. Cálculo da Tensão Máxima

Onde:
M t .c
τ máx = c → Raio do eixo (cm);
J0 → Momento Polar de Inércia (cm4).
Jo

Neste contexto, apenas a torção de barras cilíndricas será considerado. Os momentos polares de inércia
das seções cheias e vazadas são as seguintes:

π π
Jo =
πd 4
=
πc 4 Jo =
32
(D 4 − d 4 ) =
2
(c 4
2 − c14 )
32 2
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 32

EXERCÍCIOS

1) Calcular a tensão máxima de torção da árvore apresentada na figura abaixo, considerando que o diâmetro é
igual a 40 mm.

Figura 1

a) M1 = 2.730 kgf.mm; M2 = 8.450 kgf.mm; M3 = 3.370 kgf.mm; M4 = 2.350 kgf.mm; d = 0,2 m; c = 0,32m e b = 0,45
m;

b) M1 = 730 kgf.cm; M2 = 12.810 kgf.mm; M3 = 3,16 kgf.m; M4 = 2.350 kgf.mm; d = 0,2 m; c = 0,32m e b = 0,45 m.;

c) M1 = 7,57 N.m; M2 = 2.472 N.cm; M3 = 3.650 N.mm; M4 = 1.350 N.cm; d = 0,2 m; c = 0,32m e b = 0,45 m.

2) Dimensione os eixos árvores da questão anterior, considerando que a tensão de ruptura é igual a 450 MPa e o
Fator de Segurança adotado foi igual a 1,9.
LEMBRETE: σ perigosa τ = 0,6.σ adm M t .c 16.M máxt
σ adm = τ máx = ⇒D=3
F .S . Jo π .τ adm

No caso de se conhecer a potência “N” (cavalo a vapor) e a rotação “n” (rpm) transmitida pelo eixo árvore, basta
aplicar a equação:

N
D = 71.3
n.τ adm

3) Dimensione o eixo, cilíndrico, de uma máquina cuja potência transmitida é de 20 CV, e rotação igual a 250
rpm. Adote tensão de escoamento e fator de segurança respectivamente igual a 250 MPa e 1,6.
4) Dimensione o eixo árvores submetido ao esforço representado na figura abaixo. Adote a tensão
admissível anterior:
a) b) c)
F = 750 kgf F = 1.200 kgf F = 750 kgf
d = 40 mm d = 40 mm d = 60 mm
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 33

CAPÍTULO 5 – TRANSMISSÃO DE POTÊNCIA

5.1. Modos de Transmissões

As transmissões de força e movimento podem ser feitas por forma ou por atrito.

5.1.1. Transmissão pela forma

É assim chamada porque a forma dos elementos transmissores é adequada para encaixamento desses
elementos entre si. Essa maneira de transmissão é a mais usada, principalmente com os elementos chavetados,
eixos-árvore entalhados e eixos-árvore estriados.

5.1.2. Transmissão por atrito

Possibilita uma boa centralização das peças


ligadas aos eixos. Entretanto, não viabiliza a
transmissão de grandes esforços quanto os
transmitidos pela forma. Os principais elementos de
transmissão por atrito são os elementos anelares e
arruelas estreladas.
Esses elementos constituem-se de dois anéis
cônicos apertados entre si e que atuam ao mesmo
tempo sobre o eixo e o cubo.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 34

5.1.3. Transmissão por Arruelas Estreladas

As arruelas estreladas possibilitam grande rigor de movimento axial (dos eixos) e radial. As arruelas são apertadas
por meio de parafusos que forçam a arruela contra o eixo e o cubo ao mesmo tempo.

5.2. Descrição de Alguns Elementos de Transmissão

Apresentamos, a seguir, uma breve descrição dos principais elementos de máquina de transmissão:
correias, correntes, engrenagens, rodas de atrito, roscas, cabos de aço e acoplamento. Os eixos já foram
descritos. Cada um desses elementos será estudado mais profundamente nas aulas seguintes.

5.2.1. Correias

São elementos de máquina que transmitem movimento de


rotação entre eixos por intermédio das polias. As correias podem ser
contínuas ou com emendas. As polias são cilíndricas, fabricadas em
diversos materiais. Podem ser fixadas aos eixos por meio de pressão,
de chaveta ou de parafuso.

As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela


rotação do eixo do motor e pelas correias.
Uma polia é constituída de uma coroa ou face, na qual se
enrola a correia. A face é ligada a um cubo de roda mediante
disco ou braços.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 35

As correias mais usadas são as planas e as trapezoidais. A


correia em “V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção
transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona
e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar
as forças de tração.

O emprego da correia trapezoidal ou em “V” é preferível ao da correia plana por que:


• Praticamente não apresenta deslizamento;
• Permite o uso de polias bem próximas;
• Elimina os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas (planas).

Existem vários perfis padronizados de correias trapezoidais.

Outra correia utilizada é a correia dentada, para casos


em que não se pode ter nenhum deslizamento, como
no comando de válvulas do automóvel.

Relação de transmissão “i”

Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento


seja perfeito, é necessário obedecer alguns limites em relação ao
diâmetro das polias e o número de voltas pela unidade de tempo. Para
estabelecer esses limites precisamos estudar as relações de
transmissão.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 36

Costumamos usar a letra i para representar a relação de transmissão. Ela é a relação entre o número de
voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.
A velocidade tangencial (V) é a mesma para as duas polias, e é calculada pela fórmula:
V = π .D.n
Como as duas velocidades são iguais, temos:
n1 D2
V1 = V2 ⇒ π .D.1 n1 = π .D2 .n2 ⇒ D.1 n1 = D2 .n2 ; então i = = (relação de transmissão)
n2 D1
Onde:
D1 = diâmetro da polia menor;
D2 = diâmetro da polia maior;
n1 = número de rotações por minuto (rpm) da polia motora e
n2 = número de rotações por minuto (rpm) da polia movida.
Na transmissão por correia plana, a relação de transmissão (i) não deve ser maior do que 6:1 (seis para
um), e na transmissão por correia trapezoidal esse valor não deve ser maior do que 10:1 (dez para um).
O coeficiente de atrito entre a correia e a polia é igual μ ≈ 0,22 + 0,012 v; (v em m / s ); enquanto que o

ângulo e contato “α” é dado por cos α ( 2 ) = (D2−a d ) , sendo que α é dado em (rad).
Lembrado que o torque é dado por:
N
M t = 71.620 ( kgf .cm) ;
n
Enquanto que as forças podem ser encontradas pelas seguintes equações:
d1
Mt = ( F1 − F2 ) e F1 = F2 .e μ .α
2
O comprimento da correia será encontrado através da expressão:

(d 2 − d1 ) 2
L = 2.C + 1,57(d1 + d 2 ) +
4C
Onde a distância entre os eixos “C” é igual a:

3d1 + d 2
C=
2
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 37

APLICAÇÃO

1ª) Para um sistema com as características representadas na próxima figura. Determine os seguintes
parâmetros:
a) As relações de transmissão;
n1 d 2 Z 2 d 12
i= = = ⇒ i1 = 2 =
n2 d1 Z 1 d1 2
6
⇒ i1 = ou i1 = 6 : 1
1
Z 3 70
i2 = =
Z 2 20
7 3,5
⇒ i1 = = ou i1 = 3,5 : 1
2 1

b) As rotações dos eixos 2 e 3;

n1 d1 1.720 x 2"
n1 d1 = n2 d 2 ⇒ n2 = = ⇒ n2 = 286,67 rpm ;
d2 12"
n2 Z 2 286,67 x 20
n2 Z 2 = n3 .Z 3 ⇒ n3 = = ⇒ n3 = 81,9 rpm
Z2 70

c) O momento torçor em cada eixo;


3677,5
Como 1 CV = 735,5 W, então N= ⇒ N = 5 cv
735,5
5
M 1t = 71.620 ⇒ M 1t = 208,2 kgf .cm
1.720
5
M 2t = 71.620 ⇒ M 2t = 1.249,19 kgf .cm
286,67
5
M 3t = 71.620 ⇒ M 1t = 4.372,1 kgf .cm
81,9

d) As forças transmitidas pela correia considerando que o coeficiente de atrito e ângulo de contato entre a correia

e as polias são respectivamente iguais a 0,22 e 7π ;


16

0 , 22 x
μ .α
F1 = F2 .e ⇒ F1 = F2 .e 16
⇒ F1 = F2 .e 0,3 ⇒ F1 = 1,35.F2
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 38

d1 2" x 2,54 208,2


M 1t = ( F1 − F2 ) ⇒ 208,2 = (1,35 F2 − F2 ) ⇒ 0,35F2 =
2 2 2,54
81,97
⇒ F2 = ⇒ F2 = 234,2 kgf
0,35
⇒ F1 = 1,35x234,2 ⇒ F1 = 316,16 kgf

e) O comprimento da correia;

d1 = 2" x 2,54 → d1 = 5,08 cm e d 2 = 12" x 2,54 → d1 = 30,48 cm


3d1 + d 2 3x5,08 + 30,48
C= = ⇒ C = 22,86 cm
2 2
(d 2 − d1 ) 2 (30,48 − 5,08) 2
L = 2.C + 1,57(d1 + d 2 ) + = 2 x 22,86 + 1,57.(5,08 + 30,48) +
4C 4 x 22,86
⇒ L = 45,72 + 55,78 + 7,06 ⇒ L = 108,56 cm

f) Identifique o tipo e determine o valor da tensão no eixo 2, considerando que o mesmo possui um diâmetro
"
igual a 5 ;
8
Esforço de torção ou esforço torçor e Tensão de cisalhamento

5" π .c 4 π .(0,79) 4
d= x 2,54 → d = 1,59 cm → c = 0,79 cm ⇒ J 0 = = ⇒ J 0 = 0,62 cm 4
8 2 2
M 2t 1.249,19
τ2 = .c = 0,79 ⇒ τ 2 = 1.591,71 kgf / cm 2
J0 0,62

g) Dimensione o eixo 3, considerando que a tensão de escoamento e o Fator de Segurança são respectivamente
iguais a 450 MPa e 2,1;

σ r = 450 MPa x10 ⇒ σ e = 4.500 kgf / cm 2


σr 4.500
σ adm = = ⇒ σ adm = 2.142,86 kgf / cm 2 então
F .S . 2,1
τ adm = 0,6.σ adm → τ adm = 1.285,71 kgf / cm 2
M 3t M 3t M 3t π .c 3 2 M 3t
τ adm = .c = .c ⇒ τ = ⇒ τ
. = M t
⇒ c 3
=
π .c 4 π .c 3 π .τ adm
adm adm 3
J0 2
2 2
2 x 4.372,1
⇒c=3 → c = 1,29 cm
π .1.285,71
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 39

5.2.2. Correntes

São elementos de transmissão, geralmente metálicos,


constituídos de uma série de anéis ou elos. Existem vários tipos de
corrente e cada tipo tem uma aplicação específica.

As dimensões das correntes e engrenagens são indicadas nas Normas DIN. Essas normas especificam a
resistência dos materiais de que é feito cada um dos elementos: talas, eixos, buchas, rolos etc.

A relação de transmissão “i” é dada por:


n1 Z 2 n1 e n2 → Rotações das engrenagens motoras e movidas (rpm) e
i= =
n2 Z1 Z1 e Z2 → Número de dentes das engrenagens motoras e movidas (cm).

Força tangencial “Ft” na corrente:


Como: Mt → Momento torçor (kgf.cm);
Dp 2.M t Ft → Força tangencial (kgf) e
M = Ft .
t
⇒ Ft = Dp → Diâmetro Primitivo
2 Dp

D p = M .Z M → Módulo da engrenagem (mm) e


Z → Número de dentes da engrenagem

Comprimento da corrente “L”


L = Y .t L → Comprimento da corrente (mm ou cm);
Y → Número de elos e
t → passo da corrente (mm ou cm)

Z1 + Z 2 2 A ⎛ Z 2 − Z1 ⎞ t
2

Y = + +⎜ ⎟. ;
2 t ⎝ 2π ⎠ A
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 40

Onde “A” é a distância entre os eixo e deve pertencer ao seguinte intervalo:


30.t ≤ A ≤ 50.t

Obs.: Caso se conheça todos os dados do projeto e se queira verificar se uma peça submetida à torção resistirá
com segurança, basta fazer como nos casos anteriores. Isto é:
τ máx ≤ τ adm
Se esta desigualdade for satisfeita, a peça resistirá.

APLICAÇÃO

Para um sistema com as características representadas


na figura ao lado. Determine os seguintes parâmetros.
a) As rotações dos eixos 2 e 3;
n1 d1 3.600 x100
n1 d 1 = n 2 d 2 ⇒ n2 = =
d2 250
⇒ n2 = 1.440 rpm
n 2 Z 2 1.440 x 26
n 2 Z 2 = n3 .Z 3 ⇒ n3 = =
Z2 42
⇒ n3 = 891,43 rpm
b) O momento torçor nos três eixos;
3.677,5
N= ⇒ N = 5 cv
735,5

5
M 1t = 71.620 ⇒ M 1t = 99,47 kgf .cm
3.600
5
M 2t = 71.620 ⇒ M 2t = 248,68 kgf .cm
1.440
5
M 3t = 71.620 ⇒ M 1t = 401,71 kgf .cm
891,43

c) Determine o valor da tensão a que os eixos 2 e 3 estão submetidos, considerando que os mesmos possuem

os seguintes diâmetros 7" e 3" ,respectivamente;


16 8
7" π .c 4 π .(0,56) 4
d2 = x 2,54 → d = 1,11cm → c = 0,56 cm ⇒ J 0 = = ⇒ J 0 = 0,15 cm 4
16 2 2
M 2t 248,68
τ2 = .c = 0,56 ⇒ τ 2 = 930,68 kgf / cm 2
J0 0,15
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 41

3" π .c 4 π .(0,95) 4
d3 = x 2,54 → d = 1,91 cm → c = 0,95 cm ⇒ J 0 = = ⇒ J 0 = 1,29 cm 4
4 2 2
M 2t 401,71
τ2 = .c = 0,95 ⇒ τ 2 = 295,31 kgf / cm 2
J0 1,29

d) O comprimento da corrente é:
30.t ≤ A ≤ 50.t → A = 40t
Z 1 + Z 2 2 A ⎛ Z 2 − Z 1 ⎞ t 26 + 42 2 x 40.t ⎛ 42 − 26 ⎞ t
2 2

Y= + +⎜ ⎟ . = + +⎜ ⎟ = 34 + 80 + 0,16
2 t ⎝ 2π ⎠ A 2 t ⎝ 2π ⎠ 40.t
⇒ Y = 114,16 elos ≅ 114 elos

e) A força transmitida pela corrente, considerando que o módulo das engrenagens é igual a 3,5 mm (M = 0,35
cm)
D p 2 = M .Z = 0,35 x 26 ⇒ D p1 = 9,1 cm

D p 3 = M .Z = 0,35 x 42 ⇒ D p1 = 14,7 cm

Dp2 2.M 3t 2.48,68


M 2t = Ft 2 . ⇒ Ft 2 = = ⇒ Ft 2 = 27,33 kgf
2 Dp 9,1

D p3 2.M 3t 401,71
M 3t = Ft 3 . ⇒ Ft 23 = = ⇒ Ft 3 = 27,33kgf
2 Dp 14,7

5.2.3. Engrenagens

Também conhecidas como rodas dentadas, as engrenagens são elementos de máquina usados na
transmissão entre eixos. Observe, na próxima figura , as principais partes de uma engrenagem
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 42

Existem vários tipos de engrenagem, segue alguns exemplos:

Cálculo das Engrenagens

Os dentes são um dos elementos mais importantes das engrenagens. Observe, no detalhe, as principais
partes do dente de uma engrenagem cilíndrica de dentes retos e as equações mais importantes utilizadas na
determinação de suas dimensões que estão presentes na próxima tabela.
Os principais parâmetros que devem ser calculados são:
a) Distância entre eixos; b) Velocidade rotacional dos eixos;
c) Esforços transmitidos; d) Módulo.
O módulo “M” é a relação entre o Diâmetro do círculo primitivo (Dp) e o número de dentes (Z) da
engrenagem.

P p
M = Dp = M .Z ⇒ M =
Dp
p = M .π ⇒ M =
π ;
Z ou
π
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 43

p = M .π - Passo (mm)

De = M ( Z + 2) - Diâmetro externo (mm)

Dp = M .Z - Diâmetro primitivo (mm)

2 . p ≤ C ≤ 5. p - Compr. do dente (mm)

h = 2,1666 M - Altura total do dente (mm)

h2 = 1,1666M - Altura do pé (mm) 2 x71.620 xN - Força no dente (kgf)


F= ; N (CV)
h1 = M - Altura da cabeça (mm) nxD p

N dp - Momento Torçor ou Torque (kgf.cm)


M t = 71.620 = F.
n 2

APLICAÇÕES

1) Qual o módulo de uma engrenagem de quarenta dentes e 180 mm de diâmetro primitivo? Determine os
seguintes parâmetros: altura do dente; diâmetro externo e o passo da engrenagem.
Dp 180
Dp = M .Z ⇒ M = = ⇒ M = 4,5 mm e p = M .π = 4,5.π ⇒ p = 14,13 mm
Z 40
h = 2,1666 M = 2,1666 x 4,5 ⇒ h = 9,75 mm e De = M ( Z + 2) = 4,5(40 + 2) ⇒ De = 189 mm

2) Considerando que a distância entre os eixos é de 150 mm, a relação de transmissão


d p2
(i = n1 = = Z2 ) é igual a 3:1 e o módulo do conjunto de engrenagem é igual a 3, determine os
n2 d p1 Z1
diâmetros primitivos de cada engrenagem;
D p2 3
i= = ⇒ D p 2 = 3.D p1
D p1 1

D p1 + D p 2
C= ⇒ 150 x 2 = D p1 + D p 2 = 300 mm
2
Então:
300
300 = D p1 + 3D p1 ⇒ 4 D p1 = 300 ⇒ D p1 = ⇒ D p1 = 75 mm ⇒ D p 2 = 3 x75 ⇒ D p 2 = 225 mm
4
D p1 75
D p1 = M .Z 1 ⇒ Z 1 = = ⇒ Z 1 = 25 dentes
M 3
Dp2 225
D p 2 = M .Z 2 ⇒ Z 21 = = ⇒ Z 1 = 75 dentes
M 3
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 44

5.2.4. Rodas de atrito

São elementos de máquinas que


transmitem movimento por atrito entre dois eixos
paralelos ou que se cruzam.

5.2.5. Roscas

São saliências de perfil constante, em


forma de hélice (helicoidal). As roscas se
movimentam de modo uniforme, externa ou
internamente, ao redor de uma superfície cilíndrica
ou cônica. As saliências são denominadas filetes.

Existem roscas de transporte ou movimento que


transformam o movimento giratório num movimento
longitudinal. Essas roscas são usadas, normalmente, em
tornos e prensas, principalmente quando são freqüentes
as montagens e desmontagens.

5.2.6. Cabos de aço

São elementos de máquinas feitos de arame trefilado a frio.


Inicialmente, o arame é enrolado de modo a formar pernas. Depois
as pernas são enroladas em espirais em torno de um elemento
central, chamado núcleo ou alma.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 45

5.2.7. Acoplamento

É um conjunto mecânico que


transmite movimento entre duas peças.

EXERCÍCIOS

1) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros.

a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para


que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 100 rpm.

c) Qual o valor da força transmitida pela engrenagem


conectada ao eixo – 2?
d) Qual o comprimento da correia que deve ser comprada no
comércio?

e) Quais os valores das forças transmitidas pela correia?


Considere que o coeficiente de atrito e o ângulo de contato
17π
são respectivamente iguais a 0,23 e .
32
f) Dimensione o eixo – 3
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 46

2) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:
a) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para
que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 20,5
rpm.

b) Encontre as forças transmitidas pela correia considerando


que o coeficiente de atrito é igual a 0,23 enquanto que o
15π
ângulo de contato é igual a ;
32
c) Qual deve ser o comprimento da correia?

d) Qual a força transmitida pela engrenagem com 17 dentes?

3) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:
a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual devem ser a potência e rotação do motor que devo


comprar para que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire
com 28,5 rpm e proporcione um torque igual a 32.668kgf.cm?
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 47

DESAFIO

1) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:
a) Quais os valores dos pesos “A e B” que cada carretel terá
capacidade de elevar? Considere, neste caso, que a
potência divide-se eqüitativamente para os eixos dos
carretéis;
b) Qual o valor das forças transmitidas por cada engrenagem
conectada ao eixo - 2. Considere que o módulo de todas as
engrenagens do sistema é igual a 2,5 mm
c) Faça o Diagrama do Momento Torçor do eixo - 2. Considere
que o motor gire no sentido horário;
d) Dimensione o eixo – 2.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 48

CAPÍTULO 6 – DIMENSIONAMENTO DE CHAVETAS

As uniões por Chavetas são muito difundidas, devido à segurança de sua construção, comodidade de
montagem/desmontagem do conjunto, baixo preço, etc.

Elas são as responsáveis pela garantia de que os elementos (polia, engrenagem, roda de atrito,
acoplamento, etc.) tenham a mesma rotação que o eixo árvore.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 49

6.1. Principais Tipos de Chavetas

• Chaveta Plana (paralela);


Essas chavetas têm as faces paralelas,
portanto, não têm inclinação. A transmissão
do movimento é feita pelo ajuste de suas
faces laterais do rasgo da chaveta. Fica uma
pequena folga entre o ponto mais alto da
chaveta e o fundo do rasgo do elemento
conduzido.

As chavetas paralelas não possuem cabeça. Quanto à forma de seus extremos, eles podem ser retos ou
arredondados. Podem, ainda, ter parafusos para fixarem a chaveta ao eixo.

• Chaveta Woodruff (meia-cana)


É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nome
porque sua forma corresponde a um segmento circular.
É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a
montagem e se adaptar à conicidade do fundo do rasgo do
elemento externo.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 50

• Chaveta em Cunha.

As chavetas têm esse nome porque são parecidas com uma cunha. Uma de
suas faces é inclinada, para facilitar a união de peças.

6.2. Dimensionamento de Chavetas Paralelas

a) Compressão:

F d 2M t t
Sabemos que: σ= ; M t = F. ⇒F= ; e A= xL
A 2 d 2
Então:

2M t
F 2M t 2
σ adm = = d = x
A t d t .L
.L
2

L → Comprimento da chaveta (cm);


Mt → Momento torçor (kgf.cm);
t
4M σ adm
⇒L= → Tensão admissível tração/compr. (kgf/cm2);

d .t.σ adm d → Diâmetro do eixo (cm) e


t → Altura da chaveta retirado de tabela (cm).
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 51

b) Cisalhamento:

F 2M t
Sabemos que: τ adm = ; F= ; e A=b x L
A d
Então:

2M t
F d 2M t 1
σ adm = = = x
A b.L d b.L

L → Comprimento da chaveta (cm);


Mt → Momento torçor (kgf.cm);
t
2M τ adm → Tensão admissível de cisalhamento (kgf/cm2);
⇒L=
d .b.τ adm
d → Diâmetro do eixo (cm) e
b → Largura da chaveta retirado de tabela (cm).

c) Fórmula Prática:

σ c = 1.000 kgf / cm 2 → Tensão de compressão;


M .σ c t
⇒L= M 10t → Retirado de tabela (kgf.cm/mm);

δ .M10t .σ adm δ =⎨
⎧ 0,9 → aço
⎩ 0,5 → FoFo

d) Critério excludente: O comprimento da chaveta deve está dentro do intervalo.

1,25.d ≤ L ≤ 2.d

Tabela de Chavetas com seções quadradas ou retangulares (σ c = 1.000kgf / cm 2 )


Diâmetro bxt Mt10 Diâmetro bxt Mt10
2 2
(mm) (mm ) (kgf.cm/mm) (mm) (mm ) (kgf.cm/mm)
10 – 12 4x4 10 – 12 65 – 75 20 x 12 200 – 230
12 – 17 5x5 13 – 22 75 – 85 22 x 14 260 – 300
17 – 22 6x6 26 – 33 85 – 95 24 x 14 300 – 330
22 – 30 8x7 38 – 52 95 – 110 28 x 16 380 – 440
30 – 38 10 x 8 60 – 76 110 – 130 32 x 18 500 – 590
38 – 44 12 x 8 76 – 88 130 – 150 36 x 20 650 – 750
44 – 50 14 x 9 100 – 115 150 – 170 40 x 22 830 – 940
50 – 58 16 x 10 130 – 150 170 - 200 45 x 25 1060 – 1250
58 – 65 18 x 11 160 – 180 Continuação
(Adaptada do livro “Órgãos de Máquinas – Dimensionamento” de J. R. de Carvalho)

Obs.: Este estudo não complementa o fenômeno de concentração de tensão.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 52

APLICAÇÃO

1) Uma árvore de transmissão com 52 mm de diâmetro está ligada a um acoplamento por chaveta paralela
para transmitir um torque de 5.200 kgf.cm. Determine as dimensões da chaveta sabendo que sua
montagem é justa e o momento atua uniformemente. Tensão de escoamento igual a 2.100 kgf/cm2 e Fator
de Segurança igual a 2,0.

Solução:
σe 2100
σ adm = = ⇒ σ dm = 1050kgf / cm 2
F .S . 2
então

τ adm = 0,6 xσ adm = 0,6 x1050 ⇒ τ adm = 630kgf / cm 2


a) Compressão:

4M t 4 x5200
L= = ⇒ L = 3,81 cm
d .t.σ adm 5,2 x1x1050
b) Cisalhamento:

2M t 2 x5200
L= = ⇒ L = 1,98 cm
d .b.τ adm 5,2 x1,6 x630
c) Fórmula Prática:

M t .σ c 5200x1000
L= = ⇒ L = 39,3 mm = 3,93 cm
δ .M 10 .σ adm 0,9 x140x1050
t

d) Critério Excludente:
1,25.d ≤ L ≤ 2.d ⇔ 1,25 x5,2 ≤ L ≤ 2 x5,2 ⇒ 6,5 cm ≤ L ≤ 10,4 cm

A chaveta terá: 16 x 10 x 65 mm3 (b.t.L)


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 53

EXERCÍCIOS

1) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros.

a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para


que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 200 rpm.

c) Qual o valor da força transmitida pela engrenagem


conectada ao eixo – 2?

d) Qual o comprimento da correia que deve ser comprada no


comércio?

e) Quais os valores das forças transmitidas pela correia?


Considere que o coeficiente de atrito e o ângulo de contato
15π
são respectivamente iguais a 0,21 e .
32
f) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que
será utilizada entre a engrenagem Z 17 dentes e o eixo em
que está acoplada? Excepcionalmente, considere que a
tensão de compressão é igual a 500 kgf/cm2.

Obs.: No caso de não serem atendidos os 4 critérios, adote o diâmetro médio do próximo intervalo da
tabela. (este procedimento deve ser adotado para os próximos casos)

g) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que será utilizada entre a engrenagem Z 68 dentes e
eixo em que está acoplada? Excepcionalmente, considere que a tensão de compressão é igual a 500 kgf/cm2.

2) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:

a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual devem ser a potência e rotação do motor que devo


comprar para que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire
com 28,5 rpm e proporcione um torque igual a 32.668
kgf.cm?
c) Dimensione as estrias do eixo de entrada na caixa de
marcha de um automóvel (com ajuste permanente sem
tratamento térmico) serão utilizadas na transmissão de
torque pesado com choque.

d) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que


será utilizada entre a engrenagem Z 22 dentes e o eixo em
que está acoplada.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 54

3) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:

a) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para


que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 20,5
rpm;

b) Encontre as forças transmitidas pela correia considerando


que o coeficiente de atrito é igual a 0,23 enquanto que o
15π
ângulo de contato é igual a ;
32
c) Qual deve ser o comprimento da correia?

d) Qual a força transmitida pela engrenagem com 17 dentes?

e) Dimensione as estrias do eixo de entrada na caixa de


marcha de um automóvel (Ajuste permanente e material
tratado termicamente) que serão utilizadas na
transmissão de torque pesado com choque.

f) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que será utilizada entre a engrenagem Z 102 dentes e
o eixo em que está acoplada.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 55

CAPÍTULO 7 – DIMENSIONAMENTO DE ESTRIAS

As estrias são elementos utilizados para substituir as


chavetas, tanto na indústria automobilística quanto na de
máquinas ferramentas.

A principal diferença é que podem transmitir maior


potência com maior segurança, pois não existe o risco de sair
do local. Porém o custo de fabricação é muito maior, já que
exige equipamento especial para sua confecção (brocha).

7.1. Dimensionamento de Estrias de Lados Paralelos

d 2 − d1
h=
2

Onde:
i → Número de estrias;
d2 → Diâmetro Externo (cm);
d1 → Diâmetro Interno (cm);
b → Espessura da Estria (cm);
h → Altura da estria (cm).

O momento torçor é calculado da seguinte forma:

⎛ d2 − h ⎞ 2M t
M = 0,75.σ c .h.i.⎜
t
⎟.L ⇒ L =
⎝ 2 ⎠ 0,75.σ c .h.i.(d 2 − h)
Onde:
0,75 → Constante; i → Número de estrias; L → Comprimento das estrias (cm) e
σc → Tensão de compressão, depende das condições de aplicações (kgf/cm2);
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 56

Desta forma encontraremos o comprimento atendendo a três critérios:

a) Critério de Compressão:

2M t
L=
0,75.σ c .h.i.(d 2 − h)
b) Critério Prático:

Com Choque Sem Choque


M .σ c t
⇒L= δ = 0,7 → aço δ = 1,0 → aço
δ .M10t .σ adm δ = 0,4 → FoFo δ = 0,6 → FoFo

c) Critério Excludente:

1,25.d 2 ≤ L ≤ 2.d 2
APLICAÇÃO

1) O eixo árvore de acionamento de uma máquina ferramenta é de aço temperado e revenido a 550 ºC. O
diâmetro externo possui 38 mm e transmite uma potência de 10 CV a 2.000 rpm. Determine o comprimento
mínimo das quatro estrias para um acoplamento que desliza sob condições severas e cargas. Tensão admissível
igual a 850 kgf/cm2
Solução:
N 10
M t = 71.620 = 71.620 ⇒ M t = 358,1 kgf .cm
n 2000
d 2 − d1 3,8 − 3,2
h= = ⇒ h = 0,3 cm
2 2

a) Critério de Compressão:

2M t 2 x358,1
L= = ⇒ L = 2,27 cm
0,75.σ c .h.i.(d 2 − h) 0,75x100 x0,3x 4 x(3,8 − 0,3)

b) Critério Prático:

M t .σ c 358,1x100
L= = ⇒ L = 0,4 cm
δ .M10 .σ adm 1x105x850
t
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 57

c) Critério Excludente:

1,25.d2 ≤ L ≤ 2.d 2 ∴1,25x3,8 ≤ L ≤ 2 x3,8 ⇒ 4,75 cm ≤ L ≤ 7,6 cm

Adotar: d1 = 32 mm; d2 =38 mm; h = 3 mm e L = 48 mm

2) Determine o comprimento mínimo de contato das seis estrias para indústria automobilística cujo diâmetro
interno da árvore de aço é 23 mm, ajuste permanente sem tratamento térmico, para atuação sem choque e carga
leve.
Considere: Transmissão de um torque de 120 kgf.cm, fator de segurança e tensão admissível, respectivamente,
iguais a 3,8 e 370 MPa.
Solução:

σ e = 370 MPa x 10 = 3.700 kgf / cm 2


σe 3.700
σ adm = = ⇒ σ dm = 2.055,56kgf / cm 2
F .S . 1,8
d 2 − d1 2,6 − 2,3
h= = ⇒ h = 0,15 cm
2 2

d) Critério de Compressão:

2M t 2 x120
L= = ⇒ L = 0,17 cm
0,75.σ c .h.i.(d 2 − h) 0,75x850 x0,15 x6 x(2,6 − 0,15)

e) Critério Prático:

M t .σ c 120 x850
L= = ⇒ L = 1,0 cm
δ .M 10 .σ adm 1x49,5 x 2.055,56
t

f) Critério Excludente:

1,25.d 2 ≤ L ≤ 2.d 2 ∴1,25x2,6 ≤ L ≤ 2 x2,6 ⇒ 3,25 cm ≤ L ≤ 5,2 cm

Adotar: d1 = 23 mm; d2 =26 mm; h = 0,15 mm e L = 3,25 mm


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 58

Tabela 16A – Estrias – Dimensões em “mm” (Ind. Automobilística)


LEVE – DIN 5462 MÉDIO – DIN 5463 PESADO – DIN 5464
i d2 b T10* i d2 b T10* i d2 b T10*
(mm) (mm) (kgf.cm/ (mm) (mm) (kgf.cm/ (mm) (mm) (kgf.cm/
d1 mm) mm) mm)
(mm)
11 -x- -x- -x- -x- 6 14 3 25,4 -x- -x- -x- -x-
13 -x- -x- -x- -x- 6 16 3,5 29,5 -x- -x- -x- -x-
16 -x- -x- -x- -x- 6 20 4 57 10 20 2,5 94,5
18 -x- -x- -x- -x- 6 22 5 63 10 23 3 146
21 -x- -x- -x- -x- 6 25 5 72,5 10 26 3 167
23 6 26 6 49,5 6 28 6 109 10 29 4 234
26 6 30 6 88,2 6 32 6 144 10 32 4 240
28 6 32 7 94,5 6 34 7 154 10 35 4 320
32 8 36 6 122 8 38 6 231 10 40 5 432
36 8 40 7 138 8 42 7 258 10 45 5 570
42 8 46 8 159 8 48 8 297 10 52 6 706
46 8 50 9 173 8 54 9 450 10 56 7 766
52 8 58 10 330 8 60 10 505 16 60 6 1010
56 8 62 10 354 8 65 10 635 16 65 5 1280
62 8 68 12 390 8 72 12 805 16 72 5 1620
72 10 78 12 563 10 82 12 1155 16 82 6 1850
82 10 88 12 638 10 92 12 1350 20 92 7 2610
92 10 98 14 712 10 102 14 1455 20 102 7 2910
102 10 108 16 790 10 112 16 1605 20 115 8 4480
112 10 120 18 1300 10 125 18 2450 20 125 9 4900
(Adaptada do livro “Órgãos de Máquinas – Dimensionamento” de J. R. de Carvalho)

σc: 1000-2000 → Ajuste permanente e material tratado termicamente;


σc: 500-1000 → Ajuste permanente sem tratamento térmico;
σc: 100 -200 → Com deslizamentos sob cargas normais;
σc: 50 - 100 → Com deslizamento sob cargas, condições severa e material tratado termicamente.

Tabela 16B – (Ind. de Máquinas)

i d1 d2 b Mt10
(mm) (mm) (mm) (kgf.cm/mm)
4 11 15 3 23,4
4 13 17 4 27
4 16 20 6 37,5
4 18 22 6 42
4 21 25 8 48,3
4 24 28 8 54,5
4 28 32 10 65
4 32 38 10 105
4 36 42 12 117
4 42 48 12 135
4 46 52 14 147
4 52 60 14 252
4 58 65 16 261
4 62 70 16 297
4 68 78 16 437
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 59

EXERCÍCIOS

1) Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros.

a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para


que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 35 rpm?

c) Qual o valor da força transmitida pela engrenagem


conectada ao eixo – 2?

d) Qual o comprimento da correia que deve ser comprada no


comércio?

e) Quais os valores das forças transmitidas pela correia?


Considere que o coeficiente de atrito e o ângulo de contato
17π
são respectivamente iguais a 0,23 e .
32
f) Dimensione o eixo – 3

2) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que será utilizada entre a engrenagem Z 68 dentes e
eixo em que está acoplada? Excepcionalmente, considere que a tensão de compressão é igual a 500 kgf/cm2.
Para o sistema com as características representadas na figura abaixo. Determine os seguintes parâmetros:
a) Qual deve ser a rotação do motor que devo comprar para
que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 10 rpm?

b) Encontre as forças transmitidas pela correia considerando


que o coeficiente de atrito é igual a 0,23 enquanto que o
15π
ângulo de contato é igual a ;
32
c) Qual deve ser o comprimento da correia?

d) Qual a força transmitida pela engrenagem com 17 dentes?

e) Dimensione as estrias do eixo de entrada na caixa de


marcha de um automóvel (Ajuste permanente e material
tratado termicamente) serão utilizadas na transmissão de
torque pesado com choque.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 60

3) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que será utilizada entre a engrenagem Z 102 dentes e
o eixo em que está acoplada. Para o sistema com as características representadas na próxima figura.
Determine os seguintes parâmetros:

a) Quais as relações de transmissão entre os eixos?

b) Qual devem ser a potência e rotação do motor que devo comprar


para que o eixo, acoplado à caixa de marcha, gire com 14,25
rpm e proporcione um torque igual a 16.331,5 kgf.cm.
c) Dimensione as estrias do eixo de entrada na caixa de marcha de
um automóvel (com ajuste permanente sem tratamento
térmico) que serão utilizadas na transmissão de torque pesado
com choque.

d) Dimensione a chaveta, respeitando os quatro critérios, que será


utilizada entre a engrenagem Z 22 dentes e o eixo em que está
acoplada.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 61

CAPÍTULO 8 – DIMENSIONAMENTO DE PARAFUSOS

8.1. Parafuso: São elementos de união que podem ser desmontados

Todo parafuso tem rosca de diversos tipos. Para você compreender melhor a noção de parafuso e as suas
funções, vamos, antes, conhecer roscas.

8.1.1. Roscas

A rosca é um conjunto de filetes em torno de uma superfície cilíndrica.

As roscas podem ser internas ou externas. As roscas internas encontram-se no interior das porcas. As
roscas externas se localizam no corpo dos parafusos.

As roscas permitem a união e desmontagem de peças.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 62

Elas permitem, também, movimento de peças. O parafuso que movimenta a mandíbula móvel da morsa é
um exemplo de movimento de peças.

Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre uniformes, dão nome às roscas e
condicionam sua aplicação.

TIPOS DE ROSCAS (PERFIS) APLICAÇÃO


PERFIL DE FILETE
Parafusos e porcas de fixação na união de peças.
Ex.: Fixação da roda do carro.

Parafusos que transmitem movimento suave e uniforme.


Ex.: Fusos de máquinas.

Parafusos de grandes diâmetros sujeitos a grandes esforços.


Ex.: Equipamentos ferroviários.

Parafusos que exercem grande esforço num só sentido


Ex.: Macacos de catraca quadrado

Parafusos que sofrem grandes esforços e choques.


Ex.: Prensas e morsas.

Dependendo da inclinação dos filetes em relação ao eixo do parafuso, as roscas podem ser direita e
esquerda.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 63

Parafusos são elementos de fixação, empregados na união não permanente de peças, isto é, as peças
podem ser montadas e desmontadas facilmente, bastando apertar e desapertar os parafusos que as mantêm
unidas.
Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do tipo de acionamento.

Em geral, o parafuso é composto de duas partes: cabeça e corpo.

O corpo do parafuso pode ser cilíndrico ou cônico, totalmente roscado ou parcialmente roscado. A cabeça
pode apresentar vários formatos; porém, há parafusos sem cabeça.

O tipo de acionamento está relacionado com o tipo de cabeça do parafuso. Por exemplo, um parafuso de
cabeça sextavada é acionado por chave de boca ou de estria.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 64

8.2. Dimensionamento de Parafuso

Um parafuso pode ser dimensionado a partir da seguinte expressão:


Onde: 0,785 → Coeficiente;

0,785.σ adm .D 2 − 285.D − F = 0 σadm → Tensão admissível (kgf/mm2);


D → Diâmetro (mm);
F → Força aplicada (kgf).

Após a determinação do diâmetro do parafuso “D” deve-se verificar se atende ao CRITÉRIO


EXCLUDENTE relacionado ao tipo de aplicação:

1. Uniões com rosca não apertada (Guincho)

4 .F
D≥
π .σ adm

2. Rosca apertada com carga axial externa

5,2.F
D≥
π .σ adm

3. Parafuso em protendido, aplicando-se depois uma carga externa

7 , 2 .F
D≥
π .σ adm
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 65

4. Roscas submetidas a cargas transversais

6,2.F
D≥
π .σ adm .μ

μ → Coeficiente de atrito

Obs.: Existem outras formas empíricas para dimensionamento de parafusos (ver literatura específica)

APLICAÇÃO

Dimensione um parafuso, aço carbono 1020, laminado a quente, para suportar uma força estática de
tração de 500 kgf. Utilização em abraçadeiras.
Portanto a tensão de escoamento é igual a 21 kgf/mm2 e o Fator de Segurança adotado será igual a 1,5.
Solução:
σe 21
σ adm = = ⇒ σ dm = 14 kgf / mm 2
F .S . 1,5
0,785.σ adm .D 2 − 285.D − F = 0

0,785 x14.D 2 − 285.D − 500 = 0


10,99 D 2 − 285.D − 500 = 0

− b ± (b) 2 − 4.a.c 285 ± (−285) 2 − 4.(10,99).(−500) 285 ± 321,26


D= = ⇒D=
2a 2.(10,99) 21,98
D'= 27,58 mm
D" = −1,65 mm < 0 ⇒ Não Existe

VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO EXCLUDENTE

5,2.F 5,2 x500


D≥ ⇒D≥ ⇒ D ≥ 7,69 mm
π .σ adm π .14

Conclusão: D = 27,58 mm , pois atenderá às duas exigências.


DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 66

EXERCÍCIOS

1) Dimensione um parafuso submetido à carga transversal e cuja força de tração aplicada é igual a 300 kgf.
Dados:
σe = 2.100 kgf/cm2; F.S. = 1,8 e μ = 0,25.

2) Dimensione os parafusos da placa de suporte na montagem abaixo:

Adote a mesma tensão admissível encontrada na


questão anterior

3) Determine:
a) Os valores das reações no apoio “A” e no cabo de
aço, considerando que as forças são: P = 21.158 N e
Q = 5.395 N;

b) Dimensione o cabo de aço responsável pelo equilíbrio


da estrutura.

c) Dimensione os parafusos (observe a figura)


responsáveis pela fixação da chapa de aço onde está
conectando o cabo de aço.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 67

4) Determine:
a) Os valores das reações no apoio e no cabo de aço,
considerando que as forças e os ângulos são
respectivamente iguais a: P = 22.500 N, Q = 6.350
N, a = 58º e b = 42º;

b) Dimensione o cabo de aço responsável pelo


equilíbrio da estrutura.

c) Dimensione os parafusos (observe a figura)


responsáveis pela fixação da chapa de aço onde
está conectando o cabo de aço.

5) Dimensione os parafusos indicados na figura abaixo: w = 123 kgf/m; P = 254 kgf;


M = 2,4 m; N = 1,6 m; L = 1 m
Considere o mesmo aço com mesma tensão admissível da questão anterior

6) Dimensione os parafusos indicados na figura abaixo, considere o mesmo aço com mesma tensão admissível
da primeira questão. Considerando: w = 214 kgf/m; K = 2,2 m; L = 4,4 m.
DATIN Resistência dos Materiais e Elementos de Máquinas 68

REFERÊNCIAS

MELCONIAN, Sarkis, Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais, Ed. Érica, 1993.
MELCONIAN, Sarkis, Elementos de Máquinas, Ed. Érica, 5ª edição, 2004.
Elementos de Máquinas, Vol. I e II – Telecurso 2000, 1996.
CARVALHO, J. R. de & MORAES, P. L. J. de, Órgãos de Máquinas – Dimensionamento, Editora LTC, 1984.
MOVININ, M. S. e outros, Fundamentos de Mecânica Técnica, Editora Mir, 1985.
HERMÍNIO, J. A. & BARRETO, A. D., O fundamental da resistência dos materiais e dos elementos orgânicos
de máquinas para técnicos. Publicação interna do CEFET-RN, Natal, setembro de 1998.
CUNHA, S. L.; Manual prático do Mecânico, Ed. Hemus, 8ª Edição, São Paulo, 661 p, 1980.